quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A. J. Jardim e Jaime Ramos criticam postura dos bancos


54 empresas do sector ocupam 156 stands da Feira da Indústria da Construção

Data: 08-10-2009



Os presidentes do Governo Regional da Madeira e da Assicom coincidiram ontem nos seus discursos na crítica à actuação das instituições bancárias portuguesas relativamente ao crédito às pequenas e micro empresas madeirenses.

Tanto Alberto João Jardim, como Jaime Ramos, foram contundentes nas suas afirmações, colocando em causa a política das entidades bancárias quanto à subida dos 'spreads' e também às dificuldades que têm criado, face à cada vez maior dependência dos pequenos e médios empresários dos empréstimos bancários.

Aquelas entidades falavam na inauguração da Feira da Indústria de Construção da Madeira, que ontem abriu ao público no Centro de Feiras e Exposições da Penteada (Madeira Tecnopolo). A feira que reúne 54 empresas e instituições públicas ocupa 163 stands de exposição e pode ser visitada até ao próximo dia 11 de Outubro.

Jaime Ramos na sua intervenção teve palavras bastante críticas em relação à política económica nacional, relevando no entanto o esforço que tem sido desenvolvido na Madeira para sobreviver ao que considerou ser os ataques da política do Governo Central ao tecido económico regional, pondo em causa a sobrevivência das empresas e os respectivos postos de trabalho. Falando objectivamente sobre a actuação da banca comercial deixou no ar a dúvida de que deveria ser investigado o facto de alguns bancos estarem a apresentar taxas de 'spread' bastante elevadas e incomportáveis para as empresas que necessitam aceder ao crédito. E essa dúvida é ainda maior, em sua opinião, pois interessa saber se essa estratégia não se insere numa campanha para dificultar o funcionamento das empresas madeirenses que procuram no sector bancário financiamento para a sua sobrevivência em período de crise.

Alberto João Jardim, na sua intervenção, destacou o papel da Assicom, enquanto organização empresarial e a lealdade que sempre tem sido demonstrada por Jaime Ramos. Relevou o papel das empresas de construção civil e obras públicas no grande desenvolvimento que se hoje se verifica na Região Autónoma, onde também têm encontrado alguns "inimigos", na opinião do chefe do executivo regional. "São os que protestam contra o betão, contra o asfalto e contra as obras públicas", apontou o líder regional, que acrescentou que a estratégia desses contestários é a "da terra queimada" de recusar as obras que contribuem para o progresso da Região e para a criação de riqueza e emprego. "Os mesmos que hoje reclamam investimento, mas que já não encontram dinheiro para o fazer", sublinhou Jardim.

O presidente do GR visitou depois a feira. No stand do Banif e perante alguns responsáveis, disse que o recado estava dado à banca, mas que reconhecia que o banco madeirense tem apoiado muito a Madeira.


DN Madeira

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