
Quinze famílias de Câmara de Lobos receberam ontem das mãos do presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos ajuda para melhorarem as condições de habitabilidade das suas casas.
O apoio, atribuído através de um protocolo estabelecido entre a Câmara e as respectivas famílias vai beneficiar aquelas que não têm meios financeiros para poderem recuperar ou melhorar as suas habitações.
De acordo com Arlindo Gomes esta é uma iniciativa que resulta do regulamento que a autarquia aprovou no ano transacto e que abriu a possibilidade de apoiar directamente as famílias mais desfavorecidas, nomeadamente na criação de condições de habitabilidade.
A este respeito, o presidente da autarquia explicou que «estas situações são expostas à Câmara através de uma candidatura. Depois, são avaliadas pelos serviços técnicos e sociais por forma a atribuirmos os materiais necessários».
Segundo Arlindo Gomes, esta é a primeira atribuição de apoios ao abrigo deste regulamento municipal. «Julgo que terão já sido feitas cerca de 70 candidaturas. Estas de hoje foram aquelas que ficaram concluídas na primeira fase», explicou.
O autarca disse que o apoio é atribuído não em montante monetário mas sim em materiais de construção. Mesmo assim, os casais mais idosos e que não tenham a quem recorrer, poderão ter a ajuda da Câmara em relação à mão-de-obra».
Arlindo Gomes lembrou que «estas foram as famílias mais prioritárias, aquelas que consideramos que tinham maior precaridade em termos de habitação e abrange, de uma forma geral, todas as freguesias do concelho. Aqui estão famílias do Curral das Freiras, da Quinta Grande, do Jardim da Serra, de Câmara de Lobos e do Estreito».
Nesta primeira fase, o autarca referiu também que os apoios a materiais concedidos nestas ajudas chegam aos 60 mil euros, distribuídos por estas famílias todas.
Sobre a demora em chegar os apoios - e que estas famílias fizeram ontem questão de lembrar -, o autarca justificou que nos últimos anos a prioridade da Câmara foi a de resolver situações problemáticas como o Ilhéu e a baixa de Câmara de Lobos.«Só depois de darmos respostas a estes casos - que ainda não estão todos resolvidos - decidimos partir para estas que hoje apresentamos. Aliás, se fosse para apoiarmos todos os casos que nos surgem seriam precisos centenas de milhares de euros e esses recursos não temos», esclareceu.
«Há que ter orgulho em Câmara de Lobos»
A Câmara Municipal de Câmara de Lobos realizou ontem a cerimónia de entrega das bandeiras verdes aos 22 estabelecimentos de ensino do concelho que integram o programa Eco-Escolas. Após a entrega, as bandeiras foram hasteadas na Praça da Autonomia, numa cerimónia que contou com a presença do presidente da autarquia, Arlindo Gomes, do director regional do Ambiente, João Correia, e ainda com cerca de 2.000 alunos.
No seu dircurso, Arlindo Gomes, disse que esta cerimónia é um «motivo de alegria e de festa, porque quando este projecto começou, em 2003, havia duas bandeiras verdes no concelho, agora todas as nossas escolas têm o galardão verde da Europa».
Este foi um trabalho possível com a ajuda dos pais, professores e dos alunos, «mas temos de continuar para dar exemplo àqueles que dizem mal de nós», salientou.
Dirigindo-se aos alunos, Arlindo Gomes disse que são eles que têm de mostrar aos outros que vão continuar a esforçar-se, para que o nosso espaço seja mais bonito, «e que nós tenhamos orgulho em dizer que somos de Câmara de Lobos e que não tenham vergonha de ter nascido aqui».
O director regional do Ambiente, João Correia, sublinhou que este é um projecto para continuar a ser apoiado e que deverá estender-se aos infantários e universidade.
Jornal da Madeira
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