sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Inaguração do Caminho da Fonte do Livramento na Freguesia do Caniço (Santa Cruz)

Alberto João Jardim critica os que gostam apenas da desgraça e alerta
Povo é que decide se a economia deve parar ou deve funcionar








Alberto João Jardim aproveitou, ontem, uma inauguração no Caniço de Baixo para voltar a apontar as baterias aos críticos do desenvolvimento, deixando claro que está nas mãos do povo decidir se a economia da Região deve ou não funcionar.
«Há quem não goste de ver a economia a funcionar. Há quem prefira que haja desgraça, sabe Deus com que intenções. Eu não quero desgraças. Eu quero a economia a mexer. Não me ponho a dizer que isto é basalto, que é cimento, que é betão ou que é asfalto. Não, mas ainda bem que se deitou asfalto, ainda bem que se meteu cimento porque é sinal que a economia funcionou. E agora, é a consciência de cada um que cabe decidir se a economia deve funcionar ou se a economia deve parar», disse Jardim, após inaugurar o Caminho da Fonte do Livramento, que considerou «muito importante» para o «coração do Caniço de Baixo».
«Estas vias são muito importantes. São o pontapé de saída – usando uma linguagem de futebol – para valorizar os terrenos que são servidos pela via. Depois, valorizados os terrenos, eles vão entrar no mundo do negócio. Depois, quem comprar ou quem os tiver vai pensar como é que tira dali o maior rendimento. Ao fazer obra para tirar maior rendimento, vai pôr dinheiro a circular e é o dinheiro a circular que mantém abertas as lojas, os estabelecimentos comerciais, os restaurantes e é assim que a economia funciona», sublinhou o presidente, que felicitou o presidente da Junta de Freguesia do Caniço e o autarca José Alberto Gonçalves pela estratégia de infraestruturar o Caniço. «Tem criado rendimento e riqueza», valorizou.

Autonomia também se deve aos emigrantes


Jardim aproveitou ainda a presença no local de muitos emigrantes para destacar que estes também tiveram um grande contributo na construção da Autonomia. «Recordo-me, logo no final dos anos 70, as primeiras visitas que fiz às comunidades emigrantes. Se hoje a Madeira tem Autonomia, deve-se também ao entusiasmo e ao apoio que os emigrantes puseram neste projecto», explicou, incentivando ainda a comunidade a investir na Madeira. «É um sítio seguro para se colocar, desenvolver e ganhar dinheiro», sustentou.
E porque a Autonomia precisa de crescer e consolidar, o presidente dirigiu-se depois aos jovens de uma escola que, no local da inauguração, entoaram o Hino da Madeira, para lhes dizer que é preciso manter a liberdade da Madeira. «Estes já são os filhos da Autonomia. Estes já nasceram na liberdade. E queria vos dizer hoje que o maior tributo que podem prestar um dia à memória de pais e de avós que fizeram à Autonomia é manterem a liberdade da Madeira e levarem o mais longe possível a liberdade desta terra».
A concluir, ficou o agradecimento à população por ter comparecido em peso. «Interpreto como um sinal de amizade e, sobretudo, como uma manifestação daquela grande educação cívica que sempre caracterizou o povo do Caniço, que dá lições na maneira de bem receber e, daí, a atracção dos estrangeiros por este local», afirmou.

Cooperação é para continuar

Já o presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz defendeu que «é um dever de quem faz mostrar o que faz» e, no caso do Caniço, considerou mesmo «interessante como há pessoas que ficam nervosas e começam a falar de inércia quando afinal, em tão pouco tempo, foram ali apresentados importantes projectos e inaugurações».
A propósito da nova estrada, o autarca recordou que foi um processo moroso. «Felizmente, com muito diálogo, persistência do meu vereador de obras públicas e a boa vontade das pessoas, foi possível celebrar um acordo e encurtar, através desta estrada, muitos metros», disse, recordando que para quem quer vir da zona da Calçada para a via rápida dispõe agora de novas facilidades.
«A estrada - custou 2,3 milhões de euros - tem todas as condições para ser uma grande via da cidade do Caniço, pelo que é uma obra que nos orgulha», acentuou mesmo.
José Alberto Gonçalves que prometeu ainda que a coordenação entre Governo, Câmara, Junta de Freguesia e população vai continuar, «para que o desenvolvimento continue sempre em grande».


Jornal da Madeira

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