
O director da FIC 2009, Carlos Rodrigues, diz que a Feira da Indústria, Construção e Imobiliária, que abre hoje as portas, será um evento, “a exemplo dos anos anteriores, com qualidade e com participação”, sublinhando ser esta “uma feira sectorial e profissional , mas aberta a toda a gente”. Por outro lado, destaca que alguns expositores, sobretudo os institucionais, “vão mostrar o que fizerem no último ano”, enquanto os expositores que comercializam materiais ou serviços “vão apresentar novos produtos e soluções” dirigidos ao sector da indústria, construção e imobiliária. Quanto ao momento que o sector da construção atravessa na Região, Carlos Rodrigues adianta que as “indicações que a ASSICOM tem vão no sentido de que o sector está em franca recuperação”, sublinhando ainda que a banca “é parte essencial no processo de recuperação do sector”.
Falando sobre a edição deste ano da FIC - Feira da Indústria, Construção e Imobiliária, que abre hoje as portas no Centro de Feiras e Congressos no Madeira Tecnopolo, o director da feira, Carlos Rodrigues, referiu ao JM que um dos objectivos desta iniciativa da ASSICOM “é mostrar o que tem sido realizado nos últimos anos neste sector, especialmente durante o último ano”.
Assim, destacou que os chamados expositores institucionais “vão mostrar o que fizerem no último ano”, enquanto os expositores que comercializam materiais ou serviços “vão apresentar novos produtos e soluções, quer na área dos materiais de construção, quer na área de todos os equipamentos que lhe estão associados, desde o ar condicionado, electrodomésticos, ferramentas a materiais para decoração”.
Lembrando que a FIC é uma feira sectorial e profissional, embora esteja aberta ao público em geral, o director da FIC realçou o interesse em que se faça uma visita à feira, sobretudo por parte dos técnicos e profissionais do sector interessados em conhecer os novos produtos e soluções, embora acentue “que a feira é também dirigida ao público em geral, pois há empresas que depois direccionam os seus produtos para o consumidor em geral”.
Conferências na FIC
Carlos Rodrigues salientou ainda a realização de duas conferências, quinta e sexta-feira, destinadas a um sector mais técnico e profissional, embora estejam abertas também ao público em geral
Deste modo, salientou a realização de uma conferência (quinta-feira) sobre “o Novo Regime da Contratação Pública”, que diz ser dirigida sobretudo “aos quadros das empresas que normalmente participam em concursos públicos, uma vez que a nova legislação veio introduzir uma série de alterações importantes que devem ser analisadas com rigor, pois o não cumprimento das novas disposições pode implicar o impedimento de acesso aos concursos públicos”.
Quanto à segunda conferência, a realizar-se na próxima sexta-feira, sobre a “Qualidade do Ar Interior e a Certificação Energética dos Edifícios”, o director da FIC destacou a sua importância, salientando tratar-se de “uma obrigação que decorre de directivas comunitárias, sendo uma conferência dirigida aqueles técnicos ligados à área de iluminação, ar condicionado e tudo o que tem a ver com a parte com a parte da componente térmica e energética dos edifícios”.
Destacou ainda, como atractivo para uma deslocação à FIC 2009, a realização de “um festival gastronómico” por parte da empresa responsável por esta área.
Sector
em recuperação
Sobre o momento que o sector da construção atravessa na Região, Carlos Rodrigues adiantou que as “indicações que a ASSICOM tem vão no sentido de que o sector está em franca recuperação, uma vez que há uma série de obras públicas que têm vindo a ser lançadas ao longo deste ano, sendo que algumas já arrancaram e outras estão a arrancar neste momento”.
No que se refere ao sector privado, o director da FIC salientou que o sector está a recuperar dos “distúrbios originados pela crise financeira, que levou à reestruturação do sistema bancário, nomeadamente a nível dos financiamentos”, realçando que “tudo aponta para que embora tenham restringido o crédito concedido durante algum tempo, já tenham normalizados os seus balanços”.
Neste âmbito, acentuou que o sector financeiro “é parte essencial neste processo de recuperação do sector da construção”, pois “se não ajudarem e não participarem acabarão eles próprios por sofrer as consequências da paragem da actividade económico”.
Assim, Carlos Rodrigues diz “espera-se uma recuperação da confiança no próximo semestre”, realçando que a reanimação do sector da construção “passa por uma participação activa da banca” e que “mesmo atendendo a todas as situações que se têm verificado, o sector mantém uma actividade constante e dinâmica”.
Questionado sobre se a crise no mercado financeiro afectou muitos associados da ASSICOM, de tal modo que tivesse levado ao fecho de empresas, referiu “que houve um ou outro caso de desistência”, mas sublinhou que “não houve nenhuma hecatombe em termos de saída de associados”.
Jornal da Madeira
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