Plano vai permitir reaquecimento económico


A terceira fase das infra-estruturas gerais do Madeira Tecnopólo, um investimento do Governo Regional superior a 4,5 milhões de euros, foi ontem inaugurada, abrindo caminho para o «reaquecimento económico» de toda aquela zona e, por conseguinte da Região, expôs ontem o presidente do Governo Regional.
Alberto João Jardim explicou que através dos arruamentos ontem inaugurados e no âmbito do Plano do Madeira Tecnopólo, será possível a construção de edifícios públicos previstos no programa de Governo - como é o caso da Casa da Música, «destinada a ser a grande sala de concertos da Região» -, a expansão da Universidade da Madeira, e ainda a disponibilização à iniciativa privada de terrenos públicos, para investimentos diversos.
Com essas três potencialidades em mente, Alberto João Jardim garantiu que «temos portanto, com esta inauguração, o reaquecimento económico de uma zona que é absolutamente importante para se continuar o ritmo de crescimento económico da Região Autónoma da Madeira».
Sobre o último aspecto focado pelo governante, Jardim anunciou que os terrenos expropriados e património da Região está já à venda ao sector privado, mas alertou que os investimentos não podem prever unidades industriais, que estão reservadas aos parques industriais da Madeira. Exemplificou que podem ser vendidos terrenos para habitação, escritórios ou outro tipo de iniciativas.
Felicitando o presidente da Câmara Municipal e a Secretaria Regional do Equipamento Social, Alberto João Jardim elogiou o «excelente trabalho aqui desenvolvido» e, dirigindo-se ao autarca, reconheceu que, «muito fruto do seu empenho, a cidade do Funchal fica dotada de novas e importantes infra-estruturas, e a partir de hoje tem novas ligações viárias a zonas que ainda não estavam ligadas ao Tecnopólo».
«Dia de desgosto para meia dúzia e de felicidade para a maioria»
O presidente da Câmara Municipal do Funchal, por seu turno, lembrou que «a democracia é o governo do povo, que é soberano». Para o edil, o entendimento deste conceito «como um sistema de governo onde os titulares eleitos não podem demonstrar aquilo que fizeram não é uma democracia. É uma democracia mutilada». Uma vez que, no caso concreto da autarquia funchalense, é apresentado aos funchalenses um «projecto concreto para a cidade», os responsáveis «têm de prestar contas perante o povo soberano, o que não é um acto arbitrário da nossa parte. É uma obrigação que nós temos perante a população, mostrar se cumprimos ou não aquilo que foram as nossas obrigações para com o povo». Nesse sentido, Miguel Albuquerque enalteceu que a inauguração de ontem representa «um acto de respeito e de consideração para com a população do Funchal».
Afirmando ser necessário «afastar falsas ideias e preconceitos relativamente à democracia», o presidente da CMF considerou que «uma democracia sã é aquela onde há o livre debate de ideias, onde os governantes têm o direito de falar e a oposição tem o direito de dizer o que quer dos governantes. Mas a circunstância de nós exercermos os nossos cargos políticos não nos obriga a ser mudos e a estar calados. Temos, como qualquer cidadão, o direito de exercer a nossa liberdade de expressão e sobretudo, fazer um exercício de pedagogia democrática, demonstrar perante a população, que aquilo que prometemos ao povo, cumprimos. É esta a característica essencial de uma democracia civilizada».
Miguel Albuquerque disse que os arruamentos ontem inaugurados representam «uma obra essencial de melhoria de circulação e mobilidade dentro do nosso concelho», uma vez que vem beneficiar os acessos às freguesias de São Roque e de Santo António.
Dada a importância daquele investimento para o Funchal, Miguel Albuquerque pediu aplausos para as empresas construtoras e para a Secretaria Regional do Equipamento social. Explicou ainda que «vale a pena aplaudir porque hoje (ontem) é dia de desgosto para meia dúzia mas é um dia de grande felicidade para a maioria dos funchalenses».
Lembrou ainda os benefícios que o investimento representam para Santo António, tendo em conta que muito do tráfego que era canalizado através da avenida da Madalena e do caminho de Santo António passará a ser feito por aquela infra-estrutura viária. «Isso tem muita importância no desenvolvimento da centralidade das Madalenas e na melhoria das acessibilidades às zonas altas da freguesia de Santo António», salientou ainda concluindo que com aquela obra, «a cidade do Funchal dá mais um passo importante no sentido da sua modernização e da sua qualidade».
A obra
Com a obra agora inaugurada, respeitante à terceira fase das infra-estruturas gerais do Madeira Tecnopólo, e que representou um investimento do Executivo madeirense superior aos 4,5 milhões de euros, entram em funcionamento uma série de pequenos arruamentos estruturantes, numa extensão total de 1.260 metros, que permitem, numa zona de elevada aglomeração populacional, a concretização de todas as infra-estruturas de águas, esgotos, drenagens, electricidade e comunicações e possibilitam, sobretudo, a implantação de equipamentos, conforme previsto no Plano do Madeira Tecnopólo. «São exemplo já concreto as Piscinas Olímpicas, o Arquivo Regional, a Universidade, o CIFEC e o CITMA, que passam a beneficiar directamente das novas acessibilidades criadas e das mencionadas infra-estruturas de apoio», lê-se na informação do GR. As novas ligações à rede viária - constituídas pelas denominadas Ruas B, C, E, F, G -, permitem a conclusão da ligação viária entre a zona do Centro de Feiras e Congressos e Universidade a sul até à zona a norte que ligará à esquerda ao Arruamento A e à direita ao Caminho da Penteada, à zona de serviços do Complexo das Piscinas e ao Beco dos Álamos.
Jornal da Madeira
Sem comentários:
Enviar um comentário
Não serão aceites comentarios de anonimos