segunda-feira, 7 de junho de 2010

'Vera Cruz' na Pontinha

Caravela participa na investigação cientifica nas ilhas selvagens






Tal como o DIÁRIO publicou na edição de ontem, as Ilhas Selvagens serão, no decorrer deste mês, alvo de uma expedição científica que tem como principal objectivo radiografar o fundo do mar no redor daquelas ilhas.

No âmbito dessa missão, serão vários os meios náuticos que prestarão apoiam aos cerca de 73 investigadores que constituem a equipa de investigação, destacando-se dois navios da Marinha de Guerra Portuguesa bem como a caravela 'Vera Cruz'. Nesse contexto, deu entrada ontem na pontinha, às 11.30 horas, o navio hidro-oceanográfico NRP 'Almirante Gago Coutinho' para uma escala de rotina que se prolongará até às 20 horas de amanhã, momento que zarpará com rumo às ilhas Selvagens. Este navio terá como missão efectuar os levantamentos do fundo do Atlântico, prolongando a sua presença até ao mês de Agosto.

Na Região encontra-se também, desde as 14 horas de ontem, a caravela 'Vera Cruz', uma réplica exacta das caravelas portuguesas usadas na era dos Descobrimentos. A 'Vera Cruz' zarpou de Lisboa no dia 1 demorando cerca de cinco dias a efectuar o seu trânsito até ao Funchal.

Amanhã seguirá para as Ilhas Selvagens regressando no dia 18 ao Funchal para iniciar no dia 19 uma segunda expedição às Selvagens. Em finais deste mês, a caravela regressa a Lisboa.

A caravela pertence à Associação Portuguesa de Treino de Vela (APORVELA) e foi construída no ano 2000 no estaleiro naval de Vila do Conde no âmbito da comemoração dos 500 anos do Descobrimento do Brasil.

Das suas principais características, de referir que mede 23,8 metros de comprimento por 6,5 m de boca (largura). Está equipada com dois mastros, o 'Grande' tem uma altura de 18 metros e permite arvorar um total de 155 m2 de vela. Já o 'Mezena', mais pequeno e situado mais à popa do navio, mede 16 metros e garante uma vela de 80 m2. De referir ainda a instalação de um motor auxiliar de 190 hp, fundamental para a navegação em dias de ausência de vento bem como em manobras. Para esta missão a caravela navega com 14 tripulantes, incluindo um cozinheiro de serviço.


DN Madeira

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