segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Porto Santo - As férias de Jardim chegam hoje ao fim no Porto Santo

Entre o descanso e o trabalho






No balanço aos 20 dias de férias, Alberto João Jardim garantiu que «tudo decorreu como o previsto», salientando que «é uma questão de se ter isto organizado para haver tempo para a diversão, para o ténis, para a praia, também para não estar sempre sem fazer nada, trabalhar à tarde»
Normalmente, o líder madeirense começava o dia com uma partida de ténis, seguindo-se uma caminhada com amigos pelo extenso areal até à zona do Bar do Henrique. No emblemático estabelecimento junto à praia, Jardim participou nas sessões da “Universidade de Verão“, aproveitando esses momentos para, com uma boa dose satírica e humorística, abordar temas da actualidade política regional e nacional. O tema central deste ano foi “FreePort Santo”.
À tarde, sempre que podia, o presidente do Executivo madeirense passava algumas horas a dar despacho e a escrever na Direcção da Regional de Administração Pública do Porto Santo. «Houve coisas que trouxe para fazer e felizmente ficou tudo pronto», sem revelar o teor da matéria trabalhada.
Os actos oficiais na ilha voltaram a marcar o discurso político do presidente. Jardim inaugurou no Porto Santo, obras no valor de 20 milhões de euros, sendo a mais significativa as realizadas no porto de abrigo. Uma nova delegação de Finanças, uma subestação eléctrica, instalações de saúde privada e o novo espaço para feiras e eventos foram outras infra-estruturas inauguradas na ilha. «Procurei conjugar essas inaugurações para esta altura porque só poderei vir daqui até ao Natal, num dia de campanha eleitoral e para fazer mais duas inaugurações», disse, referindo-se ao dia 5 de Outubro. Um dia cheio com a inauguração do canil/gatil e a remodelação da escola do Campo de Baixo, obras no valor de dois milhões de euros. À noite tem lugar um comício no largo do Pelourinho.
Nas escolhas para a leitura, Jardim revelou ter lido o mais recente livro de Fernando Dacosta “Nascido no Estado Novo”, que considerou ser «um dos maiores vultos das letras portuguesas e talvez o melhor repórter-jornalístico que temos em Portugal».
Na mala, o líder madeirense levou um livro da escritora madeirense Ana Pereira que classificou como uma obra «fantástica» e começou a ler a obra de José Luís Cabrita “Mistérios das Ilhas (Polémicas e Segredos na História da Madeira). «É um livro provocatório», sentenciou. «Vem pôr cá fora teses que são apoiadas em documentos e que não tem nada a ver com a história oficial e colonialista que é contada a toda a gente. Acho que os madeirenses deviam comprar esse livro, para verem o quanto nos têm mentido sobre o passado da Madeira».
Jardim assistiu ainda a uma peça de teatro, visitou a III Bienal do Porto Santo e abriu oficialmente a Expo Porto Santo/Nautitur


Jornal da Madeira


“Mistérios das Ilhas (Polémicas e Segredos na História da Madeira).



No livro:

*Colombo pode ter nascido na Madeira
*História da Madeira é mentira
*Contradições da história de Portugal e dos descobrimentos
*Descobridor da América foi um Madeirense
*Lenda de Machim é verdadeira
*Centro de viagens secretas na Madeira
*Vida de João Gonçalves Zarco Na chegada de Zarco havia povoadores na Madeira
*Região foi e é económicamente viável
*Os heróis das Ilhas - Quem são eles?
*Lutas pela Autonomia desde há dois séculos
*Madeira quase foi República da Atlântida em 1931 Os ingleses dominaram a economia
*Segredos dos Açores e ligação à Madeira

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