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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Lagoa do santo recuperada até 2011

Secretaria do Ambiente mantém aposta no sector da água agrícola. Só em obras recentes e em curso foram investidos 22 milhões de euros





Até ao final do próximo mês de Julho, a Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais pretende lançar o concurso público com vista à obra de recuperação da Lagoa do Santo da Serra.

O secretário regional, Manuel António Correia, disse ao DIÁRIO que o objectivo é que a obra fique concluída já durante o próximo ano. Segundo explica o governante, a lagoa do Santo tem uma capacidade para armazenar 800 mil metros cúbicos de água. Porém, devido ao mau funcionamento e a dificuldades estruturais, a utilização efectiva não ultrapassa os 200 mil metros cúbicos.

"A recuperação vai devolver à lagoa a sua capacidade original, quadruplicando a actual capacidade efectiva de armazenamento", acrescenta. "Será um importantíssimo reforço das reservas de abastecimento de água para agricultura, em particular da zona Sul Nascente da ilha".
Mas o investimento que o Governo Regional tem feito no sector da água agrícola, sobretudo nos últimos anos, não se esgota na obra que será lançada dentro de um mês.

A aposta no sector tem sido uma das prioridades da Região e, segundo explica o secretário regional, essa prioridade tem razões económicas e sociais. "O Governo quer fomentar o crescimento da agricultura e os agricultores, ao terem acesso à água, têm possibilidade de gerar riqueza e melhorar as suas economias domésticas".

O plano de investimentos ao nível do sector da água agrícola tem sido dividido em duas áreas fundamentais, a do armazenamento e a do transporte da água (vide destaque abaixo).

Em termos de lagoas ou de locais de armazenamento de água agrícola, Manuel António recordou que a recente inauguração da lagoa das Águas Mansas, na zona alta de Santa Cruz. Além desta, "terá início a execução da obra, já em 2010 para estar concluída em 2011, uma lagoa na Portela, que vai servir os concelhos de Machico e de Santa Cruz, e que vai ter capacidade para 100 mil metros cúbicos", acrescentou. Será também durante o próximo ano que vai ficar concluída a Lagoa da Ponta do Pargo.

Com concurso lançado ainda este ano haverá ainda uma outra lagoa, desta feita no sítio do Juncal, Paul da Serra.
O secretário regional acrescenta ainda que só as obras que foram recentemente concluídas no sector da água agrícola e aquelas que estão já em curso (sem considerar investimentos futuros como o da Lagoa do Santo da Serra), correspondem a cerca de 22 milhões de euros de investimento.
O valor comprova como este "é um sector muito enfocado e que continuará a ser uma prioridade do Governo Regional dentro da estratégia de gestão da água, da agricultura e do estímulo ao crescimento agrícola", afirma e garante: "O sector da água agrícola é uma das prioridades para encarar a tal prioridade global que é a água".

Recuperação do Lance sul da levada dos tornos vai custar 4 milhões




A obra de recuperação do último lance da Levada dos Tornos (lance Sul entre as freguesias de Gaula e Água de Pena) será iniciada em breve.
Manuel António, secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, disse que a obra está actualmente em fase de adjudicação. Será um investimento de quatro milhões de euros, apoiados por fundos europeus.

Além desta empreitada que, o Governo pretende que se inicie ainda este ano, têm se sucedido os investimentos em termos de recuperação dos grandes canais de transporte de água, a outra das grandes 'traves-mestras' no âmbito do plano de investimentos regionais no sector da água agrícola.
Manuel António recorda que recentemente foi recuperada a Levada da Serra do Faial (além do canal de transporte é também uma zona conhecida para passeios pedonais) e está já em curso a recuperação da levada entre a Calheta e a Ponta do Pargo, "cuja primeira fase - da Calheta até aos Prazeres - já foi concluída estando actualmente em execução a recuperação do troço entre os Prazeres e a Ponta do Pargo".

O secretário regional do Ambiente explicou que estão também em curso as obras de recuperação da levada entre a Calheta e a Ponta do Sol e da levada entre Machico e Caniçal.



DN Madeira

Prioridade aos produtos regionais é "urgente"


ALM quer produtos de cá mais consumidos nas cantinas e refeitórios






A Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) quer que os produtos regionais sejam mais consumidos nos serviços públicos, como cantinas e refeitórios da Região Autónoma da Madeira.

Daí, ter já publicado no Jornal Oficial da Região (JORAM) uma resolução, aprovada pelo plenário de deputados, que visa promover algo que, frisam, até à data, tem sido "desvalorizado".

O documento, publicado na I Série do JORAM na quarta-feira passada e assinado pelo presidente da ALRAM, Miguel Mendonça, começa com umas recomendações claras quanto ao objectivo desta resolução.

"Recomenda a promoção do consumo de produtos regionais nas unidades de restauração públicas da Região", justificada no parágrafo seguinte.
"Com a chegada do mercado global, é por vezes menos dispendioso comprar produtos produzidos a uma grande distância, apesar dos custos acrescidos de transporte, acondicionamento, inspecção e outros".

Também justifica-se este diploma pelo facto de "o consumo preferencial de produtos vindos do exterior prejudica a economia regional, não ajuda a escoar os produtos agrícolas produzidos na Madeira - com claro prejuízo para os nossos agricultores - e desvaloriza o esforço de produção de produtos de grande qualidade que, felizmente, abundam neste arquipélago".

Assim, há que tomar "medidas concretas e urgentes que protejam e promovam a produção regional de produtos alimentares e que facilitem o seu escoamento". E as medidas visam dar preferência a estes produtos regionais, que devem ser "consumidos em todas as cantinas ou refeitórios públicos de estabelecimentos dependentes de entidades públicas ou de capitais maioritariamente públicos" na Região.

Também, recomendam ao Governo que actue "no sentido de reforçar o consumo de produtos regionais de qualidade nos refeitórios de escolas, hospitais, lares de terceira idade, centros de convívio, instituições de acolhimento de menores, entre outras", que recebam apoios públicos, pois assim contribuir-se-á para o "objectivo comum de reforçar a nossa economia regional e de revitalizar a produção agrícola de qualidade".

A excepção vai para os casos em que se comprove que a oferta não seja de quantidade e qualidade, nesta ordem, passível de responder à procura, devendo os serviços tentar em quaisquer dos meios de produção - certificados de produção integrada, modo de produção biológico, denominação de origem protegida, indicação geográfica protegida ou protecção integrada - priorizar a agricultura regional. O documento foi aprovado há precisamente um mês.



DN Madeira

quarta-feira, 9 de junho de 2010

José Figueiras canta na Festa da Cereja

O apresentador actua no dia 20, numa festa com muitos artistas da Região





Foi a Cantar o Tirolês e com a Banda Muita Lôco que José Figueiras chegou à música popular portuguesa, depois de dar os primeiros passos no jornalismo e mais tarde na apresentação. Mais conhecido dos seus programas na SIC do que da sua faceta de cantor, é nesta última que José Figueiras está no dia 20 de Junho no Jardim da Serra, como convidado especial de mais uma Festa da Cereja, que começa a 19.

'Muita Lôco', 'Ai, Os Homens', 'Paródia Nacional', 'Cantigas da Rua', 'Às Duas Por Três' e 'Big Show Sic' foram alguns dos programas de televisão que apresentou. Actualmente está com o 'Allô Portugal', na SIC Internacional e com o 'Companhia das Manhãs', na companhia de Rita Ferro Rodrigues, durante as férias de Francisco Menezes.

Foi em 1997 que gravou o 'A Cantar o Tirolês', um disco que chegaria ao ouro. Além deste disco, a banda editou 'Muito Lôco', 'Gritos de Guerra' e 'Regresso'. Entre os temas mais conhecidos de José Figueiras está o 'A Cantar o Tirolês', 'Popeye, o Marinheiro' e 'História da Minhota', temas que deverá cantar durante o espectáculo de cerca de uma hora.

Zé Figueiras está na Madeira dez anos depois de ter passado pela Região. Com a Banda Muita Lôco, recordou, andou em digressão pelo país, tendo passado pela Ponta do Sol e pelo Funchal.

Questionado para quando um novo trabalho, disse que não será para breve. Apesar de manter a agenda ocupada com espectáculos, o apresentador não está preparado para lançar-se novamente no mercado dos discos: "Por acaso houve gente que me sugeriu (...) só que estas coisas não é como a lata da Coca Cola, meter a moeda e sai a lata. Isto são coisas que têm de ser feitas com tempo (...) neste momento não estou para aí virado, mas pode ser que surja".

Algumas coisas são próprias, outras são que compõem para ele. É sempre com um espírito muito alegre. Nunca é nada assim lamechas porque não tenho jeito nenhum para essas coisas", admitiu.

José Figueiras vai subir ao palco no domingo, depois da actuação de João Quintino, que com um leque de outros artistas regionais completam o programa de animação para os dois dias.

Festa da Cereja: Dois dias de animação

A Festa da Cereja volta a animar o Jardim da Serra com o colorido da fruta, mas também das pessoas e da animação que a 19 e 20 de Junho sobem às zonas altas do concelho de Câmara de Lobos.Este ano a Junta de Freguesia criou uma zona para a comercialização das cerejas, separada da área de exposição.

No sábado a Festa começa pelas 16 horas com os Trapalhões do Riso. Seguem-lhes Paulo Costa, um jovem do Jardim da Serra, o Grupo Folclórico da Casa do Povo do Curral das Freiras, o Som e Mar e os Amigos da Música.

No domingo a manhã está reservada para as provas desportivas e para a vertente religiosa.

A partir das 13 horas começa a componente de animação com o espectáculo Madeira em Festa, seguida dos discursos oficiais, do Cortejo Etnográfico e da actuação de dois grupos de folclore. João Quintino, José Figueiras, as G Stars, um grupo de palhaços e os Amigos da Música fecham o programa do segundo e último dia.



DN Madeira

sábado, 5 de junho de 2010

“Chefs” divulgam produtos genuinamente madeirenses

Direcção Regional de Agricultura promove Região no maior certame nacional do sector


Chefes de cozinha vão mostrar, no mais antigo e maior certame agrícola português, alguns exemplos da melhor gastronomia madeirense, aproveitando produtos genuinamente da Região. A iniciativa é da Direcção Regional de Agricultura, que leva a Santarém uma forma diferente de dar a conhecer o que a Agricultura madeirense produz, aproveitando, simultaneamente, para divulgar outros produtos “made in Madeira”.







A A Madeira leva hoje, ao maior e mais antigo certame de divulgação da agricultura portuguesa, a Feira de Santarém, uma iniciativa inovadora denominada "Fragrância e Paladares da Madeira". Alguns dos melhores chefes de cozinha apresentarão, a 12 de Junho, um dos dias mais importantes do certame, pratos da melhor gastronomia madeirense, aproveitando produtos genuinamente madeirenses. A iniciativa é da Direcção Regional de Agricultura.
O director regional de Agricultura, Bernardo Araújo, sublinha que esta será uma forma de divulgar a qualidade da agricultura madeirense, aproveitando, em simultâneo, para promover a gastronomia da nossa terra.
De hoje e até 13 de Junho, vai decorrer em Santarém, a 47ª edição da “Feira Nacional de Agricultura”, o mais antigo e importante certame agrícola realizado em Portugal.
Segundo Bernardo Araújo, «a Direcção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, mantendo uma presença ininterrupta no certame desde 1990, tem recorrido à “FNA” para dar a conhecer a evolução do sector agro-alimentar regional, e promover os seus principais produtos com fluxos históricos ou potencial para o mercado continental, como ainda e naturalmente os respectivos produtores/empresas».
Este certame, que em média recebe anualmente cerca de 150.000 visitantes, constitui, conforme recorda o governante, «sem dúvida um claro espelho da agro-pecuária nacional, agregando toda a fileira do sector (da área institucional à empresarial)».
«Novidade, na participação do corrente ano, constitui a divulgação dos “Paladares da Madeira”, através de apresentações gastronómicas intituladas “Fragrâncias e Paladares da Madeira”. Assim, a 12 de Junho, dia de grande movimento de pessoas no certame, o espaço “Prazer de Provar” será inteiramente dedicada à Região, tendo para o efeito aceitado o repto os chefes Yves Gautier, da Quinta do Furão, e João Espírito Santo, da FN-Hotelaria, que apresentarão, em três sessões, diversos pratos da melhor gastronomia madeirense, numa abordagem entre o tradicional e o contemporâneo», explica Bernardo Araújo.
Os chefes de cozinha convidados irão apresentar as “Fragrâncias e Paladares da Madeira” e efectuar os seguintes "show cookings": 14h – Ilha das Flores e Aromáticas: Trilogia de Batata-doce por Yves Gautier, Atum com Pétala, Gaiado Seco e Aromas Primaveris por João Espírito Santo; 16h30 – Maré Baixa: Sonho de Espada com Banana de Prata e Inhame pelo chefe Yves Gautier; Filete de Pargo & Lapas com Escabeche Ligeiro de Legumes pelo chefe João Espírito Santo; 20h30 – Rota de Açúcar: Bolo de Mel com Requeijão Madeirense e Maracujá por Yves Gautier, Sintonia de Maracujá, Banana & Queijo Fresco do Santo da Serra por João Espírito Santo.
Bernardo Araújo anuncia ainda que serão também dados a provar algumas especialidades produzidas pelas empresas regionais, tais como: vinho da Madeira e licores regionais, sumos e refrigerantes de maracujá, bolo e broas de mel de cana, sobremesas de banana e charcutaria regional.
«Será, sem dúvida, mais um óptimo contributo para divulgar as potencialidades e extraordinária qualidade destes nobres produtos da agricultura madeirense!», conclui.


Jornal da Madeira

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Inauguração das obras de recuperação da Levada da Serra do Faial

Decorreu na freguesia e concelho de Santana







O Presidente do Governo Regional da Madeira, no próximo dia 26 de Maio, pelas 17:00 horas, no Ribeiro Frio, Concelho de Santana, inaugurou as obras de recuperação da Levada da Serra do Faial, correspondendo a um investimento total de cerca de 1 Milhão e 800 mil Euros.

A Levada da Serra do Faial, constitui uma infra-estrutura muito importante ao nível do regadio agrícola e também faz parte de um dos percursos pedonais mais procurados, na Ilha da Madeira – o PR 10 – Levada do Frade, que começa no Ribeiro Frio, Lamaceiros e termina na Portela.
Esta intervenção, comparticipada pela União Europeia no âmbito do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural, foi executada pelo Governo Regional, através da IGA - Investimentos e Gestão da Água, S.A. e envolveu a reabilitação de cerca de 13,8 Km do canal principal da Levada da Serra do Faial no trecho compreendido entre o Ribeiro Frio, no Concelho de Santana, e a Achada do Barro, já na Freguesia de Santo António da Serra do Concelho de Santa Cruz.

As obras agora concluídas irão beneficiar o regadio das Freguesias do Porto da Cruz e de Santo António da Serra abrangendo cerca de 600 regantes dos sítios da Maiata de Cima, Maiata de Baixo, Larano, Poço do Furado, Ribeira de Machico, Fajã dos Rolos, Portela, Folhadal, Gambão, Cruz da Guarda, Prado, Lombo das Faias, Fajã das Vacas, Casais Próximos e Achada do Barro, representando uma área irrigável de 50 hectares.
Tendo a sua origem na Ribeira do Juncal esta Levada serve o regadio das Freguesias de São Roque do Faial, no Concelho de Santana e Porto da Cruz,, Concelho de Machico, Santo António da Serra e zonas altas do Concelho de Santa Cruz.

Estas obras de recuperação, no que toca à melhoria do regadio, foram essencialmente constituídas pela execução, sobre a antiga caixa da levada, de um novo canal em betão armado e visaram não só a redução do elevado volume de perdas que se registavam ao longo desta levada e, dessa forma, aumentar a disponibilidade de água aos agricultores mas também conferir maior segurança à infra-estrutura através do seu reforço estrutural.

Para além destas obras foram realizadas remodelações nas estruturas de captação do Ribeiro Frio e do Ribeiro do Poço do Bezerro, tendo em vista o incremento de caudais para o regadio, o lançamento de uma conduta DN 200 entre o Lombo da Raiz e a primeira caixa de distribuição de rega do Santo da Serra numa extensão aproximada de 950 metros construção e a implementação de sistemas de medição de caudal no canal e nas condutas.

Com o objectivo de melhorar as condições de operacionalidade dos Serviços Hidroagrícolas a intervenção incluiu ainda a recuperação da “Casa das Águas” do Lombo da Raiz.

A obra agora concluída representa a concretização de mais uma das acções destinadas à melhoria do sector do regadio agrícola cujo objectivo compreende não só uma maior eficácia nos serviços de distribuição de água mas também o combate a perdas nos sistemas de transporte com reflexos evidentes numa maior disponibilização de água aos agricultores












PGRAM

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Mais apoios à agricultura

Manuel António Correia procedeu ontem à entrega de mais 41 contratos


A Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais procedeu ontem à entrega de 41 contratos de concessão de apoios financeiros no âmbito do programa PRODERAM. Destinados a agricultores e empresas agrícolas, quer no âmbito dos investimentos nas explorações e empresas, quer para apoio à recuperação das explorações atingidas pelos temporais, estes apoios representam um investimento global de 1,3 milhões de euros.






Foram ontem entregues mais 41 contratos de apoio a agricultores ou explorações agrícolas. Destes, 25 são investimentos em empresas (ou explorações agrícolas); 14 dizem respeito à reposição do potencial produtivo das explorações atingidas pelos temporais (em Dezembro e em Fevereiro) e dois são para a instalação de jovens agricultores.
Segundo o secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, o investimento global foi de 1,3 milhões de euros, sendo que, deste valor, 842 mil euros foram atribuídos a fundo perdido ao abrigo do PRODERAM (programa de desenvolvimento rural).
«Uma ajuda muito importante» para Manuel António Correia dado que, «na prática, 65 por cento do investimento que estes contratos pressupõem são dados aos agricultores a fundo perdido». Além disso, o governante acredita que este conjunto de apoios está a tornar a agricultura regional «mais competitiva, mais moderna e mais empresarial, no sentido de que está a preparar-se melhor para o futuro».
Neste sentido, e no âmbito daquele programa de desenvolvimento rural, o secretário informou que já foram aprovados 251 contratos que prevêm um investimento elegível de 21,7 milhões de euros, dos quais a ajuda pública - quer do Governo Regional, quer dos fundos da União Europeia -, atingem os 18,9 milhões de euros.
Quanto aos agricultores que foram prejudicados pelo mau tempo, Manuel António Correia lembrou que foram afectadas 3.100 explorações e que, desde o início, foi garantido um apoio de 95 por cento a fundo perdido.
Esta semana a secretaria regional espera concluir as vistorias para que, posteriormente, sejam realizados os contratos, iguais aos que ontem foram entregues.
Apesar das vistorias ainda estarem a acontecer, Manuel António Correia esclareceu que as pessoas já estão habilitadas a fazer a recuperação porque, logo no acto da vistoria, é entregue uma declaração autorizando-a a repôr aquilo que foi destruído pelo mau tempo.
Ainda a respeito de apoios, o responsável lembrou que, para além das ajudas às explorações agrícolas, está também a ser feito um forte trabalho de reposição de infraestruturas públicas, nomeadamente caminhos agrícolas e terrenos que antes não estavam a ser utilizados. Por outro lado, e já ao nível das levadas, Manuel António Correia garantiu que a secretaria já conseguiu repor «praticamente todos os canais de rega da Região».





Jornal da Madeira

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Freguesia da Ilha lança Jardim de ervas aromáticas


Data: 17-05-2010

É a novidade lançada pela Casa do Povo da Ilha na ponta final da IX Exposição do Limão. António Trindade, presidente da colectividade confessou ter em preparação uma candidatura para que dentro em breve possa surgir, no sítio da Achada do Marques, um Jardim de Ervas Aromáticas.

O jovem dirigente sublinhou que a iniciativa surge depois de um "levantamento junto da população das tradições a denominada farmácia popular", explicando que a ideia passará igualmente por abrir o espaço ao turismo. "O objectivo é esse alargando o projecto de forma pedagógica a toda a comunidade".

Embora a produção de limão se mantenha estável, este foi o ano onde os agricultores compareceram em maior número à Exposição do Limão. Maria Sena por exemplo este ano alargou a extensão de terra cultivada com mais 3 mil pés de limoeiros.



DN Madeira

(Fotos Blog Casa do Povo da ILha)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ilha acolhe Exposição do Limão

Certame decorrerá nos mesmos moldes dos anos anteriores







Este fim-de-semana a freguesia da Ilha, Santana, acolhe mais uma edição da Exposição Regional do Limão.
O certame decorrerá nos mesmos moldes dos anos anteriores e decorrerá no polidesportivo local, onde haverá muita animação, gastronomia e entretenimento naquela que será a IX Exposição Regional do Limão.
O evento inicia-se na tarde desta sexta-feira, com uma acção de informação sobre a temática “O limão e a saúde”, sendo orador o nutricionista Bruno Sousa. Esta acção é destinada aos Centros de Convívio do concelho. Depois actua o cantor João Luís Mendonça e, pelas 16 horas, haverá a recepção das entidades e a abertura oficial do certame por parte do secretário com a tutela da Agricultura.
Durante a tarde haverá uma demonstração de cocktails depois volta ao palco animação musical com João Luís Mendonça, com os grupos “Amantes da Música”. Depois há a interrupção para a missa vespertina, depois segue-se a actuação do Grupo de Danças da Casa do Povo da Ilha. Durante a noite há um concurso de dança e de vozes talentosas com actuações de diversos cantores oriundos de vários locais.
A animação prossegue durante todo o fim-de-semana estando reservada a actuação do artista nacional Zé do Pipo, na tarde de domingo. O encerramento está previsto para as 22 horas desse dia.
Recorde-se que a Exposição do Limão é uma homenagem à agricultura, ao agricultor e, particularmente, a um dos produtos mais característicos desta localidade, o limão. Toda a animação permite que muitos forasteiros passem pela freguesia este fim-de-semana.
Por outro lado, a Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais tem feito uma forte aosta na promoção daquele produto, nos mercados regional e nacional.



Jornal da Madeira

sábado, 8 de maio de 2010

Banana e floricultura são áreas de grande potencial

Manuel António Correia visitou ontem exploração agrícola na Calheta







O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais afirmou ontem não ter dúvidas que o sector da banana e da floricultura são das áreas com maior potencial de crescimento quer para o interesse da Região quer dos agricultores.
No dia em que foi assinado um contrato de concessão de apoios financeiros da União Europeia e do Governo Regional (no âmbito do PROPERAM), para o investimento numa nova exploração agícola de banana, da empresa Rocha & Gonçalves, Manuel António Correia voltou a lembrar que «a economia da Madeira precisa de mais produção para crescer para que possa exportar mais e importar menos» e que assinaturas de contratos como este vêm reforçar a economia regional e a criação de novos postos de trabalho.
Perante um investimento que prevê a plantação de uma área de banana com 12.300 metros quadrados - com 2.660 bananeiras e respectivas infra-estruturas de apoio como sistema de rega, monta-cargas e vários melhoramentos fundiários - , este projecto agrícola foi comparticipado a fundo perdido em mais de 55 por cento. Isto é, do investimento total de 476.416,67 euros foram recebidos 259.018,63 euros.
Com o objectivo de continuar a atrair novos agricultores, a ideia do Governo é também a aumentar a área de exploração e a quantidade produzida pelos agricultores já existentes no mercado.
«Mais do que ter novos e mais agricultores, a política agrícola regional passa por fazer crescer os actuais agricultores, aumentar a produtividade global e também o rendimento individual daqueles que já estão no sector, bem como a agricultura empresarial», salientou o governante, momentos antes de visitar a exploração de Jorge Gonçalves e Nélio Rocha, agricultores que esperam produzir por ano até 150 toneladas de banana.

80 por cento das três mil candidaturas já foram analisadas

Manuel António Correia assegurou ontem que neste momento já estão analisadas cerca de 80 por cento das três mil candidaturas verificadas no terreno em consequência do mau tempo que assolou a Região em Dezembro e depois em Fevereiro. «Reforçámos com muitas equipas e o modo de fazer as vistorias. Penso que no final da próxima semana, a generalidade das pessoas que se candidataram já estarão vistoriadas e, dessa forma, nós poderemos, rapidamente, fazer os projectos agrícolas, celebrar os contratos e, a partir daí, pagar aos agricultores», esclareceu.
O responsável pelo sector da agricultura na Região disse ainda, em relação ao principal sistema de regadio público que sofreu grandes danos devido ao mau tempo, que este já está em 95 por cento recuperado.
Manuel António Correia explicou, sobre este assunto, que a Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais lançou um conjunto de empreitadas por ajuste directo (em cerca de 9 milhões de euros de investimento) e que foi lançado um desafio para que, até ao final do mês de Abril, tivesse pelo menos 90 por cento do sistema recuperado. Neste momento, adiantou o governante, estão a trabalhar cerca de 340 pessoas dentro dos diversos canais de rega da Madeira, sobretudo os que são decisivos no sistema pelo que a secretaria entende que haverá uma época de rega normal apesar dos efeitos do temporal de Fevereiro.

Atrasos nos apoios são «normais» e virão a seu tempo

Os atrasos que muitos agricultores estão a sentir no que concerne aos apoios financeiros atribuídos anualmente pela Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais são «normais» como voltou ontem a garantir o secretário regional.
Manuel António Correia explicou que os apoios da União Europeia aos agricultores foram processados em Dezembro do ano passado e que dentro desse conjunto de agricultores foi retirada uma amostra para uma verificação posterior no terreno. «É uma situação normal e as pessoas não perderam o direito ao apoio. O que aconteceu é que o processamento concreto a essas pessoas fica dependente de um trabalho posterior no campo e também burocrático, o qual depende esse processamento», justificou o responsável, acrescentado ainda que poderá haver, em algum dos casos que ficaram retidos para uma re-análise, que recebam este ano o apoio de 2010, estando ainda em análise o de 2009.


Jornal da Madeira

terça-feira, 4 de maio de 2010

Engenheiro Rui Vieira Fundador do Jardim Botânico da Madeira








Rui Manuel da Silva Vieira nasceu em 29 de Março de 1926, na freguesia de São Martinho, concelho do Funchal. Em 1951, licenciou-se em Engenharia Agronómica no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, tendo entrado depois para os Serviços Agrícolas da Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal (DAF). Ali realizou importantes trabalhos de investigação nas áreas da sanidade vegetal (com ênfase para a Mosca da Fruta), horticultura, fruticultura, floricultura e viticultura. Foi Director desde a criação em 1954 da Escola Prática Elementar de Agricultura, que funcionou no Palácio dos Zinos, no Lugar de Baixo, freguesia e concelho da Ponta do Sol. Conheço alguns Técnicos Profissionais que se formaram lá e que foram alunos do Engenheiro Rui Vieira, havendo muitos deles que trabalham na Direcção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural. Em 1960, fundou o Jardim Botânico da Madeira (que agora tem o seu nome) e foi o seu primeiro director. De 1965 a 1969, foi deputado à Assembleia Nacional e entre Fevereiro de 1971 e Setembro de 1974, Presidente da Junta Geral do DAF. Em 1976, foi vogal da Junta Regional e de Planeamento da Madeira, com o pelouro da Agricultura, Indústria e Pescas. Aquando da formação do Governo Regional, foi Director de Serviços para a área da Agricultura. Foi eurodeputado em 1995 e 1996, como independente pelo CDS/PP. Faleceu em 29 de Agosto de 2009. Esta biografia foi obtida através de artigos de Catanho Fernandes deste Diário e Tolentino de Nóbrega do Público. Desde cedo, o Engenheiro Agrónomo Rui Vieira publicou inúmeros artigos científicos em revistas da especialidade e na imprensa escrita da Região, bem como vários livros, dos quais destaco, "A Mosca da Fruta na Ilha da Madeira" de 1952, uma edição do Grémio dos Exportadores de Frutas e Produtos Hortícolas da Ilha da Madeira. Esta obra foi baseada no seu Relatório Final de Curso, que obteve a notável classificação de 19 valores. Nas "Palavras prévias" escritas pelo Professor Baeta Neves, este afirma que “(...) E embora o trabalho do Engenheiro Rui Vieira não tivesse sido o primeiro com tal orientação, o que é certo é que foi o melhor entre todos até então executados em Portugal. Do autor direi que foi, como aluno, um dos mais distintos do seu curso, revelando cedo o seu grande interesse pelos assuntos que escolheu como especialidade; hoje, como engenheiro agrónomo entomologista, é entre os novos um dos que têm mostrado maior entusiasmo e saber”. Em Dezembro de 2002, a Câmara Municipal do Funchal editou "Flora da Madeira – Plantas Vasculares Naturalizadas no Arquipélago da Madeira", o seu derradeiro livro. Numa tarde em finais de Agosto de 2007, acompanhado pelo meu Amigo e Colega Ricardo Costa, tive a oportunidade de conversar com o Engenheiro Rui Vieira sobre Agricultura madeirense, na varanda do bar do magnífico "Choupana Hills Resort and Spa". Da meia dúzia de vezes que falei com ele, aquele encontro, por ter sido o último, é inesquecível, pois mais uma vez demonstrou que era um conhecedor da realidade agrícola regional. Foi uma lição de sapiência para mim. Até sempre, Senhor Engenheiro Rui Vieira!

DN Madeira

terça-feira, 20 de abril de 2010

Exposição do Limão na Ilha com Despique






Data: 20-04-2010

Nos dias 14, 15 e 16 de Maio, a freguesia da Ilha, em Santana, acolherá a IX Exposição Regional do Limão, na qual será integrada a Festa do Despique. "Este evento pretende reforçar o seu papel na preservação e valorização dos hábitos e usos tradicionais", refere António Ascensão Trindade, presidente da Casa do Povo da Ilha, entidade organizadora do certame.

"No dia 16 de Maio, terá lugar a Festa do Despique, onde se pretende reunir representantes das diversas localidades da nossa região para que possam dar o seu contributo neste encontro", adianta.

A participação de cada grupo será feita em conjunto, por eliminatórias e a organização garante acompanhamento musical para os grupos que disponham de suporte musical.

"A identidade cultural do povo madeirense deve ser mantida e a Festa do Despique é um esforço que certamente contribuirá para preservar, ao longo das gerações, os saberes e vivências do nosso povo, no que concerne à música por intuição e ao canto por improviso", adianta.

Inscrições devem ser efectuadas até ao dia 10 de Maio, através do 291 572 026, 962 488 561 e 'e-mail' casapovoilha@mail.telepac.pt.



DN Madeira


O BLOG da Casa do Povo da Ilha

http://casapovoilha.blogspot.com/

sábado, 10 de abril de 2010

Flores perto da produção de equilíbrio

Revelou Secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais








O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais revelou ontem que a Madeira caminha para o ponto de equilíbrio na produção de flores.
Presente na conferência de imprensa de apresentação da Festa da Flor 2010, Manuel António referiu que tem havido uma grande evolução no sector. Uma evolução que se traduz no incremento dos hectares utilizados na sua produção.
Entre 2000 e 2009, passa de 41 hectares para 80. Isto resultou no aumento do número de flroes, que passam de 3,4 milhões para 4,7 milhões no período referido.
Outra consequência foi o valor já que de 1,8 milhões de euros passou para 2,8 milhões de euros.
Em termos concretos da Festa da Flor, o governante sublinhou a crescente utilização de flores produzidas na Madeira no evento.
Disse que em 2008, 67% das flores eram madeirenses e que, o ano passado aumentaram para 72%.
Para este ano refere que ainda não está quantificado, mas que será, concerteza superior.
Contudo, deixou bem claro que nunca atingirá os 100 por cento. Isto porque, conforme sublinhou, a Madeira não está interessada que assim seja porque isso traduziria um excesso de oferta fora desta altura de pico no seu consumo.



Jornal da Madeira

Troféu simboliza o renascer do destino

Entregue ontem aos vencedores da 54ª Exposição floral da “Festa da Flor” 2009







A O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais sublinhou esse facto e, na realidade, os troféus da exposição floral da Festa da Flor entregues ontem aos vencedores da edição de 2009 não poderiam simbolizar melhor o que a Madeira pretende com a edição deste ano das festividadse em honra das flores. Dos calhaus na base, a simbolizar o mau tempo do dia 20 de Fevereiro, emerge vencedor uma flor, um jarro.
Cada um dos vencedores recebeu esta obra de arte da autoria de João Egídio. São troféus alusivos aos concursos temáticos de floricultura integrados na 54ª Exposição Floral da “Festa da Flor”, que decorreu de 23 a 28 de Abril de 2009.
Nos concursos, divididos em três grandes áreas temáticas: “Flores Cortadas ou Hastes”, “Plantas Vivas em Vaso” e “Arranjos Florais”, foram avaliadas 28 sub-categorias técnicas, e distinguidos 19 floricultores e empresas do sector, os quais, no seu conjunto, obtiveram um total de 82 prémios.
São prémios atribuídos que decorreram da ponderação de vários atributos, com destaque para o aspecto geral, onde se inclui o volume, a cor, o vigor e o estado sanitário da folhagem e flores, e a raridade dos exemplares apresentados. Além disso, os prémios expressam o reconhecimento da excelência e qualidade técnica das produções patenteadas pela generalidade dos concorrentes amadores e profissionais. Os primeiros, empenhados cultores de uma paixão genuinamente madeirense por plantas e flores, e os segundos, floricultores competentes que vêm alicerçando um dos mais prestigiados e valiosos sectores da actividade agrícola regional.
Ao conjunto de prémios conferidos a cada participante corresponde o já referido troféu.


Jornal da Madeira

domingo, 4 de abril de 2010

Feira da Cana de Açúcar divulga produtos regionais

Quinta edição da feira realiza-se no próximo fim-de-semana nos Canhas
Data: 04-04-2010




Os produtos agro-alimentares regionais vão estar em destaque no próximo fim-de-semana (10 e 11 de Abril), no decorrer da V Feira Regional de Cana de Açúcar, agendada para a freguesia dos Canhas, na Ponta do Sol.

A iniciativa pertence ao Gabinete de Promoção do Comércio Agro-alimentar da Direcção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural e surge na continuidade de outras actividades semelhantes realizadas na Madeira.

Para tal, a organização vai contar com a colaboração de alguns profissionais do sector da hotelaria, nomeadamente a subchefe do Cliff Bay Hotel, Maria João Costa, o chefe da Escola de Hotelaria e Turismo, Miguel Rodrigues, e ainda a 'barmaid' do Hotel Quinta do Lago, Sónia Rodrigues, que na oportunidade irão partilhar as suas experiências ao nível da culinária. Presente estará também a nutricionista do SESARAM, Sónia Freitas, que irá falar do consumo de produtos agro-alimentares e da sua relação com a alimentação saudável.

Os chefes convidados, bem com alguns alunos da Escola de Hotelaria e Turismo, irão confeccionar diversas especialidades gastronómicas, a saber: Carne vinho e alhos com gengibre e mel de cana da Madeira, salada de maçãs e goiaba com molho de pesto e mel de cana, saladas de nêsperas confitadas com mel de cana e enchidos de carne, mousse de mel de cana com aroma de queijo fresco e nêspera e ainda cocktail 'sobrinhas da Madeira'.


DN Madeira

Madeira já produz e vende + do que compra (Flores)

Pela primeira vez a produção local e comercialização de flores superou as importações e o negócio já vale 2,5 milhões de euros. Mas a festa até vende pouco...
Data: 04-04-2010







A Madeira exportou o ano passado mais 10% de flores, com as importações a caírem 28,7%. Contribui para esta inversão dos indicadores um aumento gradual da produção e comercialização local, que nos últimos anos cresceu 39,5%.

Tendo beneficiado ao longo do último quadro comunitário de apoios da União Europeia que permitiram trinta e dois novos projectos florícolas, no valor de 4,6 milhões de euros, a Madeira conseguiu reduzir em 85% o número de flores importadas, tendo com isso beneficiado a produção local.

No histórico da actividade, o ano de 2009 fica marcado pelo primeiro em que as exportações superaram as importações, tendo sido produzidas na Madeira cerca de 4,7 milhões de flores, que geraram um volume de negócios de 2,5 milhões de euros.

Tal como destacamos ao lado, a Festa da Flor tem pouco significado para os produtores regionais, já que nesta altura são adquiridas 50/60 mil flores, o que representa 1,2% do total da produção.

Importante, sim, é o facto de 72% das flores usadas no cortejo ou nos arranjos públicos ser de produção regional, com as importações a representarem 28% das necessidades da festa.

De acordo com as estatísticas do último ano, 12,8% da produção regional é comercializada fora da Região, gerando um negócio de 250.924 euros, valor que traduz um acréscimo de 12,7% em relação ao ano anterior.

Portugal compra 63,3% das flores que a Região exporta, mas a análise da evolução do mercado constata que as vendas para o estrangeiro - Holanda, Alemanha, França e Suíça, sobretudo - estão a aumentar, facto justificado com a alteração do perfil do produto.

Menos orquídeas, mais proteas

Tal como destacamos nos quadros que publicamos em baixo, a Madeira aumentou significativamente nos últimos nove anos a exportação de proteas e orquídeas, já que nas restantes espécies registou-se um abrandamento.

Esta tendência foi contrariada no ano de 2009, com uma retoma da venda de antúrios (+53,4%), estrelícias (+22,4%) e de torrões de açúcar (+65,4%), tendo o último ano ficado marcado pela quebra nas exportações de orquídeas - menos 42 mil - e por um novo aumento nas vendas de proteas, em que os produtores regionais venderam mais 83 mil.

Embora a cotação das flores no mercado externo se tenha mantido nos dois últimos anos (2,4 euros/unidade), a verdade é que houve uma ligeira quebra para o preço conseguido em 2005 (2,5), descida compensada com o aumento das exportações, que valeram mais 15,3% em termos de receita.

É o custo do transporte, obrigatoriamente aéreo, que condiciona as exportações, já que onera em 0,90 cêntimos por haste de orquídea, com as caixas, mangas e demais materiais usados na acomodação e protecção das flores a custar outros 0,40 cêntimos.

Menos 3,3 milhões de flores

Boa novidade para a actividade económica local é a redução brutal nas importações, que desde 2005 representam menos 3,3 milhões de flores/ano. Um olhar ao quadro que inserimos dá conta que apenas a procura pelo crisântemo subiu, embora esteja em queda desde 2007 (-35,8%).

Em 2009 a Região só importou mais cravos - mais 40 mil - e gladiolos (+ 4.221), mantendo-se uma procura elevada pelas margaridas, cujo custo unitário (0,20) tem justificado a preferência dos hotéis e outros grandes compradores de flores ornamentais.

Não deixa de ser curioso registar, também, que nos últimos cinco anos a Madeira deixou de importar mais de 240 mil rosas/ano, tendo se verificado no último ano uma quebra de 38% (- 241 mil flores).

Embora o custo unitário na importação tenha subido de 0,15 cêntimos para 0,26 desde 2005, a verdade é que desde 2007 baixou 13,4%, tendo o valor total gasto nas compras registado uma quebra de 74,7%, ou seja menos 472 mil euros.

Embora a receita das exportações/importações tenha caído 51,7%, a verdade é que as vendas no mercado regional compensaram .

Em termos de apoios, o Governo Regional através da União Europeia garante apoios às entidades que efectuarem a expedição de produtos exclusivamente originários da Madeira. Esta ajuda corresponde a 10% do valor da produção comercializada, acrescido de outros 10% do valor do transporte.

No que respeita à produção e comercialização local, a ajuda pode variar entre 11 e 14 cêntimos por haste de orquídea. Existem ajudas aos investimentos em explorações agrícolas de pequena dimensão ou para modernização de explorações.

No actual quadro comunitário, o programa de apoio à agricultura e desenvolvimento rural já tem quatro novas candidaturas ligadas à floricultura, no valor de um um milhão de euros.

Há menos flores este ano por causa do mau tempo

Os produtores são unânimes. A Festa da Flor é um evento importante como mostra, como veículo de promoção da flor. Mas as vendas até não têm grande significado na actividade, pois a data até nem é coincidente com o pico da produção das principais flores.

Um maior número de dias de céu coberto (nebulosidade), precipitação muito superior ao normal, ventos fortes e temperatura baixa têm vindo a afectar a produção, tanto em termos quantitativos como qualitativos.

Na floricultura sob coberto (estufas), algumas explorações tiveram prejuízos em algumas das suas estufas, enquanto as explorações ao ar livre o vento destruiu muitas plantas especialmente as próteaceas, prevendo-se uma redução na sua oferta.

A Florialis, o maior produtor regional, com uma área de 100 mil metros quadrados - 20% em estufa - e uma produção anual superior a 600 mil flores/ano, entre orquídeas, proetas e estrelícias, enfatiza a importância da festa como forma de dar a conhecer a qualidade da produção regional, destacando o facto do Governo Regional ter criado condições para que os nove grupos que integram o cortejo privilegiem a aquisição de flores locais.

A duas semanas do evento, dois dos grupos já encomendaram na Florialis três mil hastes - cerca de 30 mil flores - havendo por parte de outros produtores algumas dificuldades em fornecer as quantidades pretendidas.

De acordo com o Director Comercial da Florialis, Ivo Sousa, a exportação tem vindo a ser condicionada com o agravamento do custo do transporte aéreo, com a criação de novas taxas, o que vem criando dificuldades à expedição.

Com custos de produção superiores - em média uma estufa de 20.000 m2 na Madeira tem 8 trabalhadores, na Holanda apenas quatro - as empresas madeirenses apesar de terem uma flor mais fresca e natural, debatem-se com a necessidade de acomodar em cada caixa maos flores por causa do custo do transporte, o que condiciona a apresentação do 'produto', pois o incentivo público (0.30) não cobre, naturalmente, o custo de acomodação e transporte (1,30).




DN Madeira



Apicultura promove Madeira

Suíços partem satisfeitos da Região depois de uma semana de visita




O grupo de apicultores suíços, que esteve de visita à Região entre os dias 21 e 28 de Abril, partiu satisfeito com aquilo que viu. Na Madeira, estes criadores de abelha tiveram oportunidade de se inteirar sobre o estado do sector apícola tendo visitado alguns espaços alusivos. A beleza da ilha, a forma de receber e de ser das pessoas assim como a gastronomia foram outros dos factores que destacaram. A iniciativa foi possível, graças ao empenho do apicultor madeirense, Carlos Pestana e contou com o apoio da Câmara do Porto Moniz, Centro Ciência Viva, Engenho da Calheta e demais responsáveis.


“Sabia que os países do sul da Europa, os países latinos são de pessoas amáveis e gentis, com coração aberto mas como aqui nunca tínhamos visto”, afirmou René Zumsteg, apicultor suíço, ao JORNAL da MADEIRA, horas antes de partir para o seu país de origem.
René Zumsteg é um dos representantes da Associação de Apicultores de Basilea, que esteve na Madeira entre os dias 21 e 28 de Abril, juntamente com outros criadores de abelhas suíços.
Tudo começou em Fevereiro de 2009, aquando uma deslocação à Madeira durante a qual este apicultor suíço há mais de 30 anos mostrou interesse em organizar uma visita para trazer outros apicultores. Carlos Pestana acedeu ao desafio e a “expedição” tornou-se uma realidade.

Reportagem da visita editada em revista suíça

René Zumsteg salientou a forma incansável como o anfitrião madeirense organizou cada dia tendo reiterado que “é um apicultor com muito talento e que sabe tratar as abelhas muito bem”. Na Suiça, René Zumsteg vai procurar pôr no papel o que viu e sentiu durante a visita à Região. Irá falar, sobretudo, do sector apícola mas também da floresta Laurissilva e da forma como a comitiva foi recebida.
A reportagem vai ser editada numa revista mensal da especialidade, onde este apicultor tem direito a quatro páginas para falar sobre o sector desde as suas actividades, além de ensinar os demais a lidarem com as abelhas.
Está convicto de que, após sair a publicação vai receber telefonemas, e-mails e cartas de outros apicultores a perguntar como foi possível terem ido à Madeira.
O presidente da Associação de Apicultores de Basilea, Hans Stockli estava igualmente satisfeito com o que viu na RAM. Considerou que, tal como o mel produzido na Suiça, o mel da Madeira também “é muito aromático, muito especial e muito único” tendo em conta que as abelhas circulam nas diferentes flores dos jardins e dos parques.
Carlos Pestana mostrou-se, também, satisfeito com a forma como decorreu esta visita porque “os objectivos a que me propus foram totalmente alcançados, pois esta visita foi devidamente coordenada de forma a que fosse o mais completa possível”, explicou.
O programa da visita dos apicultores suíços à Região teve duas vertentes. A primeira foi dar a conhecer o concelho do Porto Moniz onde o grupo teve oportunidade de conhecer o Aquário, numa visita proporcionada pelo Conselho de Administração daquele espaço, para observar as espécies piscícolas da Madeira. Já no Centro de Ciência Viva, a directora Liliana Sousa mostrou a Floresta Laurissilva.
Este grupo foi convidado a espreitar o mais antigo engenho de cana de açúcar em funcionamento, o Engenho da Calheta, a convite do seu sócio gerente, que deu a provar o já muito conhecido bolo de mel acompanhado com a poncha.
Nesse dia, o almoço decorreu no restaurante dos Prazeres denominado “O Parque”, muito conhecido pelo seu prato original: o bacalhau na brasa. O petisco foi preparado pelo proprietário, conhecido no seu meio como “Zeca”, sendo este o único detentor desta receita de bacalhau.

Da vertente turística
ao sector apícola


A segunda vertente da visita dos apicultores suíços reportou-se à apicultura. Neste sentido, no Centro de Ciência Viva, com a colaboração de Liliana Sousa foi feita uma abordagem à forma de maneio apícola na Região, a que se seguiu uma prova de mel, constituída por 20 variedades de várias localidades da ilha, com diversas tonalidades e sabores.
Carlos Pestana garantiu que “os convidados ficaram surpreendidos com a diversidade e qualidade dos méis, não faltando a presença da tradicional poncha na sua receita original”. Os méis foram doados ao Lar de Idosos do Porto Moniz.
Na Ponta do Sol, mais propriamente na Malhadinha, o grupo foi convidado a visitar uma exploração de agricultura de produção modo biológico, onde também se faz a prática de apicultura de maneio bio, no entanto, não certificado.
Para o último dia de visita estava prevista uma caminhada pelo Galhano, espaço onde se situa o Apiário Biológico da Madeira, mas a mesma não se realizou por ser um percurso muito longo e atendendo a que “o Apiário já conheceu melhores dias”, apontou.
O percurso alternativo pela Laurissilva foi o do Fanal, local escolhido para o almoço. Como não poderia deixar de ser, foi espetada em pau de louro como manda a tradição da gastronomia madeirense, acompanhada por um bom vinho da Região. A especialidade foi muito apreciada.


René Zumsteg deixa convite pessoal a Carlos Pestana
“Estamos prontos a recebê-los”


René Zumsteg espera que, num futuro próximo, Carlos Pestana e, quem sabe, outros apicultores madeirenses, possam se deslocar à Suiça, a fim de observarem o estado do sector apícola naquele país. “Nós estamos prontos para recebê-los, de coração aberto”, sublinhou.
Sendo um dos representantes da comitiva da Associação de Apicultores de Basilea (www.vdrb.ch) que esteve na Região, vai falar desta possibilidade de receber um grupo de apicultores madeirenses, no artigo que vai escrever para a revista da especialidade acerca desta deslocação.
O convite foi endereçado pessoalmente a Carlos Pestana. O apicultor madeirense sentiu-se lisonjeado com o convite e com a apreciação que fizeram ao seu trabalho: “O meu trabalho foi reconhecido e elogiado pelos visitantes, trabalho esse nunca reconhecido na Região”, exclamou.
Ficou em aberto a realização de futuras visitas com outros grupos, para tomarem nota da apicultura madeirense e do meio envolvente, a Floresta Laurissilva.


Suiça é um dos países com mais abelhas por Km2
Dedicação ao sector apícola


Basilea tem 190 mil habitantes, cerca de 740 colmeias e uma associação apícola com 110 sócios. De acordo com René Zumsteg, a Suiça é um dos países com mais abelhas por quilómetro quadrado, contudo, tem havido muitas perdas.
A produção destina-se, apenas, ao mercado interno. Os negócios são privados e pequenos. O mel é utilizado para a confecção de alguns doces, de resto é para consumo caseiro. René Zumsteg sublinha que os suíços primam pela “qualidade dos produtos naturais” sendo que “as pessoas estão muito sensibilizadas para as questões da natureza”.
Uma das ideias de René Zumsteg é criar uma rede de apicultores a nível europeu. A Suiça é um país pequeno do centro da Europa que faz fronteira com a Alemanha, França, Itália e Aústria, com quem estabelece contactos e onde existem revistas da especialidade.
Para além da troca de informação, são promovidas visitas entre associações regionais. A Associação de Apicultores de Basilea já se deslocou a Inglaterra, passando pela Aústria e França. A informação circula através de um jornal onde os apicultores dão conta dos intercâmbios realizados, aos quais se podem juntar criadores de abelhas de outras regiões.


Problemas comuns às duas regiões

Carlos Pestana, anfitrião da comitiva suiça à Região considera que o intercâmbio foi “muito proveitoso, embora os maneios sejam diferentes, os suiços fazem apicultura durante 3 meses e nós a fazemos durante os 12 meses”. Na visita ao colmeal, o apicultor madeirense achou curioso que os suiços “não usaram qualquer tipo de protecção no maneio (ver fotos), foi simplesmente impressionante” tendo reiterado que “ainda estamos na Idade da Média sobre os conhecimentos apícolas”. Em ambas as regiões, os problemas neste sector são os mesmos: as pragas e as doenças das abelhas e a falta de apoio. Na Suiça, em cada Inverno morrem muitas abelhas, o que muito preocupa os apicultores que chamam a atenção para a importância das mesmas para o mel e para a polinização. René Zumsteg sublinhou, também, a importância do apicultor, neste ciclo porque atendendo às doenças, a abelha já não consegue sobreviver sozinha. Estão a ser feitos esforços para encontrar uma solução mas não tem sido fácil. O responsável assegura que os jovens têm-se mostrado interessados. Na capital, Berne, existe um Centro Científico Agrícola sob a tutela do Governo, dotado desde algum tempo, de um sector dedicado às abelhas. “Com tantos problemas e abelhas perdidas, o Governo sabe que tem que fazer algo”.



Jornal da Madeira

sábado, 3 de abril de 2010

Produção de cana tem escoamento garantido

Engenhos asseguram à Secretaria Regional do Ambiente a compra





O secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais garantiu ontem ao JM que a produção de cana-de-açúcar, cuja campanha vai decorrer a partir de 12 de Abril, tem já escoamento garantido. Manuel António Correia diz que os engenhos vão comprar toda a produção estimada. Aliás, em missiva enviada aos presidentes das autarquias e Casas do Povo, o governante dá conta dessa situação e aproveita para informar os passos que os produtores devem dar para escoar a sua cana sacarina.


A O escoamento da produção de cana-de-açúcar está totalmente assegurado pelos engenhos madeirenses, garantiu ontem, em declarações ao JM, o secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais.
Manuel António Correia sublinha que o Governo Regional tem feito um trabalho de articulação com os proprietários dos engenhos e que, apesar do forte crescimento de produção registado nos últimos anos, «está assegurado o escoamento da totalidade de produção».
Aliás, o governante enaltece «o empenho que os engenhos têm tido nesse escoamento importante para produtores e na valorização dos produtos derivados da cana, inovando, aumentando e criando novos mercados de escoamento».
O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais esclarece ainda que a produção duplicou desde 200 até ao ano passado. Este ano, devido ao mau tempo, «registou-se uma ligeira quebra».
O governante lembra, inclusive, que os engenhos já manifestaram, inclusive, intenção de adquirir quantidades que são, neste momento, superiores à produção estimada.
Manuel António Correia fez questão de informar os presidentes de Câmara, de Junta e das Casas do Povo desta realidade.
Na carta, aquele responsável lembra que «os produtores que ainda não tenham colocado a respectiva produção devem contactar os diferentes engenhos ou o engenheiro Jorge Caldeira, indicado pela Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais para coordenar o processo, o qual fará a articulação entre os produtores e os engenhos».
No caso de alguns dos engenhos já terem atingido marcações do nível máximo que pretende adquirir, os produtores deverão contactar um outro que ainda não as tenha atingido.
A campanha de cana sacarina deste ano começa a partir do próximo dia 12 deste mês.
Entre os anos 2000 e 2009, a produção de cana-de-açúcar registou uma forte recuperação.
Em nove anos, a produção de cana sacarina aumentou 100%, passando de 2.871 toneladas em 2000 para 5.755 toneladas, em 2009
Este crescimento é resultado da política de estímulo ao sector encetada nos últimos anos, concretamente através do reforço do rendimento, tendo o preço pago ao produtores crescido na ordem dos 85%, se compararmos com os preços praticados no ano 2000, no qual os produtores recebiam cerca de 13 cêntimos/kg, sendo o preço actual de 25 cêntimos/kg.


Rendimento subiu 271% em nove anos
Segundo o secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, o valor total pago à produção do sector da cana sacarina aumentou 271%, de 2000 para 2009, passando de 387.600 euros para 1.438.750 euros.
Manuel António Correia realça ainda que «o rendimento médio por produtor (cerca de 700 produtores de cana) subiu igualmente, no mesmo período (2000-2009) em 234%, passando de 594 euros para 1.981 euros.
O governante afirma igualmente que «o actual nível de produção é o maior desde há 25 anos, dado que apenas retroagindo ao ano de 1984 se encontra uma produção superior à actual».
Em 2009, realça o nosso interlocutor, nem toda a produção foi escoada para os engenhos da RAM.
Isto porque, conforme recorda, pela primeira vez, «a Madeira exportou cana-de-açúcar para clientes no continente».
«Foram enviadas 20 toneladas, mas as perspectivas são de aumento neste novo canal de comercialização», complementou.
Lembre-se ainda que os produtores de cana-de-açúcar afectados pelos temporais deste Inverno (não só o de 20 de Fevereiro, mas também os outros) podem recorrer a apoios do Governo Regional, quer para a produção quer para comparticipar estragos no terreno. Para o efeito, têm apenas que dirigir-se aos serviços do Governo e informar do que aconteceu.




Jornal da Madeira

segunda-feira, 22 de março de 2010

Autarquia do Porto Moniz apresenta projecto Rota do Vinho aos vitivinicultores

Câmara reúne produtores






A Câmara Municipal do Porto Moniz está interessada em aderir ao projecto Rotas do Vinho, no âmbito da Associação de Municípios Portugueses do Vinho. Valter Correia, presidente da autarquia, considera que constitui uma opção muito interessante, atendendo à vocação turística do concelho.
Neste sentido, o autarca vai reunir-se com os produtores de vinho “certificado”, para expor aquela possibilidade, «pois o seu sucesso dependerá da forma como os mesmos se organizarem, em termos de instalações e de estratégia comercial».
O presidente da Câmara levou, aliás, este assunto à última reunião da autarquia.
Nesse mesmo encontro, foi dado deferimento a um pedido dos alunos finalistas do Ensino Secundário da Escola Básica e Secundária de Porto Moniz, que solicitaram o apoio financeiro da Câmara Municipal, para poderem realizar uma viagem de finalistas às Canárias, entre os dias 29 de Março e 10 de Abril
«Considerando que os oito alunos finalistas, em contrapartida deste apoio, oferecem os seus serviços para a divulgação da beleza e cultura do nosso concelho, assim como se disponibilizam para no início do Verão colaborar com a Câmara na limpeza de veredas e ribeiros municipais, foi decidida a atribuição de uma comparticipação financeira no valor de 80 euros, por cada aluno finalista, para aquisição da viagem de ida e volta às Canárias, assim como a atribuição do transporte para o porto do Funchal e regresso ao Porto Moniz», enaltece o edil.
Por outro lado, foi considerado encerrado o processo de selecção e do concurso de atribuição e renovação de bolsas de estudo para o ano lectivo 2009/2010;
Neste sentido, e nos termos do Regulamento Municipal de Atribuição de Bolsas de Estudo, a Câmara Municipal de Porto Moniz atribuiu bolsas de estudo e o valor de duas passagens aéreas de ida e volta a estudantes universitários que estudem fora da Região Autónoma da Madeira.
Relativamente à proposta de Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo, que levou à última reunião de Câmara, Valter Correia considerou que era «incontornável a sua criação, até por uma questão de legalidade dos apoios que vêm a ser concedidos, para além de ser necessário regular a forma como esses montantes são atribuídos às diferentes associações e clubes, pelo que a sua aprovação cria as condições para que estes subsídios não sejam feitos de uma forma discricionária». «Ao mesmo tempo, a proposta de regulamento em análise também constitui um instrumento de responsabilização das Associações e Clubes para com os dinheiros públicos que lhes são atribuídos», disse ainda.
O autarca lembra que teve já a oportunidade de enviar esta proposta de regulamento a todas as associações e clubes do concelho do Porto Moniz, sendo que, posteriormente, reuniu com a vereadora Fátima Costa e os respectivos representantes e que a única solicitação de alteração do documento recaiu sobre a antecedência a que eram obrigados a apresentarem propostas de actividades pontuais.

Chão da Ribeira “sem” adaptação a casas


Valter Correia também encontrou-se, recentemente, com uma equipa de técnicos que serão responsáveis pelo parecer a dar no Plano de Intervenção em Espaço Rural do Chão da Ribeira.
O autarca sublinhou que ainda não foram tomadas decisões definitivas acerca daquele plano, mas acrescenta que «algumas dessas mesmas conclusões não vão de encontro às expectativas de várias pessoas, visto proibir a autorização da construção de palheiros susceptíveis de serem adaptados a habitação».
Os técnicos responsáveis defendem que aqueles não possuam uma área superior a dez metros quadrados de construção, não prevendo a sua dotação com casa de banho, dai que seja apontada a necessidade da Câmara construir duas ou três áreas de sanitários públicos para satisfazer as necessidades dos agricultores.
Por outro lado, para poder edificar um palheiro, «o agricultor terá que possuir no mínimo quinhentos metros quadrados de terreno cultivado de área, para além da parcela de implantação do palheiro dever ter uma área mínima de cem metros quadrados».
No que respeita à estrutura dos palheiros, O plano aponta que os palheiros deverão ter no máximo dois metros e meio por quatro metros quadrados, mais um sobrado.
Relativamente às possibilidades de se construírem habitações, este é um assunto que deverá ser tratado pela legislação geral, nomeadamente atendendo aos condicionalismos impostos nas zonas agrícolas, sendo necessário para a construção de uma moradia, um mínimo de cinco mil metros quadrados em parcela contínua nos termos do POTRAM.
No que respeita às infra-estruturas comerciais e turísticas, as mesmas deverão ter os requisitos previstos na lei para construções naquela área e daquela natureza. Relativamente aos espaços que já se encontram edificados há o compromisso de procurar legalizá-los, devendo para o efeito ser estabelecido um prazo para as necessárias requalificações, adequadas ao tipo de construção que se pretende para o Chão da Ribeira.


Estacionamento tarifado alargado



A Câmara Municipal do Porto Moniz decidiu alargar as zonas de estacionamento tarifado a diversas áreas comerciais, associadas à frente-mar da Vila do Porto Moniz.
Por outro lado, também foi deliberado que os parcómetros instalados nas zonas de estacionamento tarifado funcionarão todo o ano, todos os dias, incluindo domingos e feriados, das 10 horas às 19 horas. Até agora, era só entre Abril e Setembro.
Valter Correia diz que o alargamento da área de parqueamento pago na frente mar da Vila do Porto Moniz «prende-se com uma questão de justiça para com todos os empresários que possuem estabelecimentos naquela área, visto que, na actualidade, existem zonas em que o estacionamento é pago enquanto noutras é gratuito, situação que constitui um tratamento desigual para os investidores».
O autarca diz ainda que foram ponderados os inconvenientes que eventualmente recaem sobre os trabalhadores que exercem a sua actividade laboral nessa zona, chamando à atenção para o facto de existir, na proximidade, ruas onde é possível estacionar gratuitamente e que, simultaneamente, possibilitam uma boa acessibilidade aos seus locais de trabalho.
Valter Correia considerou, ainda, que o facto de se aumentar a área de parqueamento pago «irá possibilitar uma maior oferta de estacionamento àqueles que visitam o município, facto que é referido por alguns empresários instalados na frente mar como causa da perda de clientes para outras localidades, sobretudo no período de Verão».


Jornal da Madeira

terça-feira, 16 de março de 2010

40 milhões para 2.300 explorações agrícolas

Reunião em Lisboa serviu ainda para acertar atrasos no pagamento das ajudas ao sector
Data: 16-03-2010



Os danos nos sectores agrícola e florestal, provocados pelos temporais que assolaram a Madeira desde dezembro, ascendem a 40 milhões de euros, aos quais candidataram-se 2.300 explorações.

O secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais disse falava após a reunião ontem em Lisboa com o ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas, António Serrano, para tratar de assuntos pendentes "com particular ênfase na pretensão da Madeira de agilizar os apoios comunitários destinados aos agricultores fustigados pelas intempéries".

"Foi uma reunião positiva e deu mais alguns passos naquilo que o Governo Regional quer, que é reagir depressa e bem, ajudando os agricultores que foram atingidos pelos temporais, não só o de Fevereiro, mas os que ocorreram na Madeira desde Dezembro do ano passado", afirmou Manuel António Correia, à Agência Lusa.

O governante realçou que "desde Dezembro que se têm registado prejuízos na agricultura do arquipélago, danos que ascendem, numa primeira abordagem, a cerca de 40 milhões de euros, nos sectores agrícola e florestal, especialmente em infra-estruturas públicas e em explorações privadas". Referiu que cerca de 2300 explorações agrícolas da Madeira se candidataram a apoios por prejuízos causados pelo mau tempo, tendo sido criado então "um envelope financeiro de ajudas que dá 85 por cento [da verba] a fundo perdido daquilo que agricultores gastarem naquilo que foi destruído". A situação extraordinária do temporal de 20 de fevereiro levou o Governo Regional a pedir que esse apoio seja majorado para 95 por cento.

Entre os assuntos pendentes para os quais o secretário madeirense solicitou a intervenção do ministro estão os cerca de 6 milhões de euros das ajudas do Rendimento ao Agricultor relativas a 2009 ainda por pagar e o alargamento do prazo de candidaturas relativo a 2010 de 8 para 15 de Maio. Dada situação da Região, a Madeira pretende que sejam dispensadas algumas burocracias nos processos, como vistorias a terrenos "que em alguns casos se torna materialmente impossível".

O secretário adiantou que o ministro se mostrou disponível para defender estas propostas em Bruxelas e apresentá-las na reunião que terá esta semana com o comissário europeu da Agricultura.


DN Madeira