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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Madeirenses consomem 10 milhões de litros de águas engarrafadas

Águas de mesa geram negócio de 3,5 milhões







O negócio das águas engarrafadas é recente. Há trinta anos a marca que dominava o mercado era a 'Água do Porto Santo', que no rótulo indicava o palavrão "bacteriologicamente pura" e que era mais utilizada contra indisposições e para ajudar a digestão do que propriamente para ser bebida como água de mesa. O furo de onde era tirada na ilha dourada foi dado como contaminado e desde há muitos anos que a empresa que a engarrafava deixou de existir. Nesse tempo existiam outras águas termais engarrafadas no mercado regional, que se vendiam nas farmácias, recomendadas também para tratamento de algumas maleitas.

A moda do consumo de águas naturais ou de nascente implantou-se na última década. O consumo em força surgiu numa ocasião em que as pessoas começaram a tomar consciência de que a água potável corrente, de torneira, poderia transportar impurezas que, de alguma forma, pudessem fazer mal à saúde. Desconfiava-se da contaminação da água por factores humanos ou químicos, devido aos tratamentos a que estava sujeita. Hoje a questão está ultrapassada, e as câmaras municipais estão obrigadas a análises frequentes e à publicação dos seus resultados. Felizmente na Região Autónoma isso acontece e não consta que existam problemas nesse aspecto. Os riscos dissiparam-se, ou são extraordinariamente menores, mas o bom hábito de beber água engarrafada tem-se mantido e crescido de forma exponencial. Aliás, o consumo de mais água institucionalizou-se nas boas regras dos cidadãos, agora mais cientes de que a hidratação é essencial ao correcto funcionamento do corpo humano.

Água regional ganha quota
Miguel de Sousa, administrador da Empresa de Cervejas da Madeira (ECM), reconhece que o negócio é novo. Confirma que tem crescido bastante e que tem muito mercado ainda para ganhar. Face ao consumo de águas importadas, a empresa regional foi obrigada a lançar uma água de mesa, a 'Atlântida', quando verificou o crescimento das marcas que representava e representa na Região Autónoma: Luso, Serra da Estrela e Frize. Completos os estudos e verificada a viabilidade do projecto, surgiu a água madeirense. A empresa vendeu no ano passado seis milhões de litros de águas engarrafadas, das quais cerca de 37,5% foram da marca própria, que é captada em nascente no concelho de Câmara de Lobos, desde 2005. No ano passado foi lançada uma variante da 'Atlântida', gaseificada, que também encontrou mercado. A tendência de consumo mantém-se. A ECM fornece ainda as grandes superfícies de distribuição alimentar que estão no mercado madeirense (Pingo Doce, Modelo e Sá), embora estas tenham também águas de marcas próprias, com muita procura entre os seus clientes. No total, Miguel de Sousa estima que a empresa tenha facturado dois milhões de euros no segmento das águas de mesa.

Na Madeira estão à venda mais de vinte marcas de águas nacionais e espanholas, sendo visível também nos supermercados e bares algumas outras marcas estrangeiras, nomeadamente francesas, para um nicho de clientela mais alta.

Segundo uma sondagem que fizemos junto de distribuidores e vendedores, estima-se que a Madeira consumiu no último ano cerca de 10 milhões de litros de águas engarrafadas, em vasilhame de diversa capacidade, entre os 20 centilitros e os boiões de cinco litros, o que representa, a grosso modo, um mercado de cerca de 4,5 milhões de euros.

Tendência de crescimento

A tendência é para um maior consumo. A população consome as águas engarrafadas às refeições. Também nos passeios ou nas caminhadas é normal ver pessoas abastecidas com garrafas de água, já que poucos arriscam a bebê-la nas bicas das nascentes que encontram nas serras ou nas levadas como, porventura, acontecia no passado, quando o precioso líquido corria das nascentes, com aspecto mais límpido e mais cristalino. Outro factor que tem levado a um maior consumo de águas engarrafadas é o facto de muitos médicos aconselharem o consumo de água, diversas vezes ao dia. Nesse sentido têm se movido as campanhas de marketing e de promoção comercial das águas minerais naturais e de nascente, às quais se juntam hoje sabores para atrair mais clientela. Tem sido também uma alternativa importante (mais saudável e mais barata) aos refrigerantes que no ano passado, no mercado nacional, acusaram uma quebra de vendas de cerca de 1,6% e aos sumos de frutos e néctares, estes com queda maior, a caírem para os 10,2 por cento.

Importância do sector em Portugal

O volume de negócios do sector das águas minerais naturais e das águas de nascente é de, aproximadamente, 286 milhões de euros
(2008), o que corresponde à transacção de mais de 1 000 milhões de litros de água, segundo dados da Associação Portuguesa dos Industriais de Águas Minerais Naturais e de Nascente (APIAM).

O sector corresponde a cerca de três por cento do conjunto da indústria portuguesa alimentar, assegurando mais de 10 mil postos de trabalho, entre os gerados directamente e os indirectamente gerados, a jusante e a montante da actividade (fornecedores, serviços, distribuidores). "Uma parcela importante deste emprego está ligada a regiões do interior do País, pois as unidades de engarrafamento têm de estar localizadas na proximidade das nascentes", refere a APIAM.

Empresa de Cervejas
6 M

A Empresa de Cervejas da Madeira (ECM) forneceu no ano passado seis milhões de litros de águas engarrafadas.
Das marcas nacionais que representa e da marca própria.
A 'Atlântida' já representa 37,5% do total da distribuição de águas da ECM.

Produção Nacional
1 000 M

A produção nacional de águas minerais naturais e de nascente engarrafadas deverá ultrapassar este ano mil milhões de litros. Dados da associação dos industriais do sector apontam para um crescimento do mercado nos primeiros meses deste ano, de 1,7%, na tendência de 2009.

Águas de nascente
+ 22,4%

As águas de nascente tiveram em Portugal, no ano passado, um crescimento de 22,4%, o que demonstra o dinamismo das empresas que se dedicam à sua captação e comercialização. As águas com gás e gasosas(5% do mercado) estão em queda (menos 0,7% de Janeiro a Março de 2010).




DN Madeira

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Prioridade aos produtos regionais é "urgente"


ALM quer produtos de cá mais consumidos nas cantinas e refeitórios






A Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) quer que os produtos regionais sejam mais consumidos nos serviços públicos, como cantinas e refeitórios da Região Autónoma da Madeira.

Daí, ter já publicado no Jornal Oficial da Região (JORAM) uma resolução, aprovada pelo plenário de deputados, que visa promover algo que, frisam, até à data, tem sido "desvalorizado".

O documento, publicado na I Série do JORAM na quarta-feira passada e assinado pelo presidente da ALRAM, Miguel Mendonça, começa com umas recomendações claras quanto ao objectivo desta resolução.

"Recomenda a promoção do consumo de produtos regionais nas unidades de restauração públicas da Região", justificada no parágrafo seguinte.
"Com a chegada do mercado global, é por vezes menos dispendioso comprar produtos produzidos a uma grande distância, apesar dos custos acrescidos de transporte, acondicionamento, inspecção e outros".

Também justifica-se este diploma pelo facto de "o consumo preferencial de produtos vindos do exterior prejudica a economia regional, não ajuda a escoar os produtos agrícolas produzidos na Madeira - com claro prejuízo para os nossos agricultores - e desvaloriza o esforço de produção de produtos de grande qualidade que, felizmente, abundam neste arquipélago".

Assim, há que tomar "medidas concretas e urgentes que protejam e promovam a produção regional de produtos alimentares e que facilitem o seu escoamento". E as medidas visam dar preferência a estes produtos regionais, que devem ser "consumidos em todas as cantinas ou refeitórios públicos de estabelecimentos dependentes de entidades públicas ou de capitais maioritariamente públicos" na Região.

Também, recomendam ao Governo que actue "no sentido de reforçar o consumo de produtos regionais de qualidade nos refeitórios de escolas, hospitais, lares de terceira idade, centros de convívio, instituições de acolhimento de menores, entre outras", que recebam apoios públicos, pois assim contribuir-se-á para o "objectivo comum de reforçar a nossa economia regional e de revitalizar a produção agrícola de qualidade".

A excepção vai para os casos em que se comprove que a oferta não seja de quantidade e qualidade, nesta ordem, passível de responder à procura, devendo os serviços tentar em quaisquer dos meios de produção - certificados de produção integrada, modo de produção biológico, denominação de origem protegida, indicação geográfica protegida ou protecção integrada - priorizar a agricultura regional. O documento foi aprovado há precisamente um mês.



DN Madeira

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Rótulos com 'Maravilhas'








Com o objectivo de apoiar as duas candidaturas madeirenses em concurso ao '7 Maravilhas Naturais de Portugal' - a floresta Laurissilva e a praia do Porto Santo -, a Empresa de Cervejas da Madeira (ECM) aceitou a sugestão dada pelas autarquias do Porto Santo e São Vicente e lançou ontem os rótulos especiais de apoio, que irão conter informação relativa às candidaturas e sobre a forma de votar.

No total, serão sete milhões de rótulos a promover as 'maravilhas' madeirenses. A Coral terá seis milhões de rótulos nas embalagens reutilizáveis e não reutilizáveis e os refrigerantes Brisa, Brisol e Laranjada vão contar com um milhão. Esta iniciativa é, para o presidente da ECM, Miguel de Sousa, uma importante forma de ajudar no apoio e divulgação das duas candidaturas.

Os contra-rótulos identificam as duas maravilhas a concurso e clarificam como se processa a votação do público, através do 'site' e telechamada. A floresta Laurissilva e a praia do Porto Santo, após várias etapas, estão entre as 21 finalistas na eleição das '7 Maravilhas Naturais de Portugal'. A votação termina a 7 de Setembro.



DN Madeira

terça-feira, 8 de junho de 2010

Inaguração da Reabertura dos Pingo Doce do Anadia e do Dolce Vita

Alberto João Jardim sublinha na reabertura das lojas Pingo Doce no Anadia e no Dolce Vita
Quem não quiser trabalhar não terá protecção












O Presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, presidiu ontem à reabertura das lojas do Pingo Doce nos centros comerciais Anadia e Dolce Vita, as quais estavam encerradas desde a intempérie do passado dia 20 de Fevereiro, devido aos elevados prejuízos que sofrerem, e reabriram ontem após total recuperação e renovação das duas superfícies comerciais.
O chefe do Executivo regional teve oportunidade de visitar as duas lojas, tendo começado pela loja Pingo Doce do Anadia, onde, acompanhado do presidente do Conselho Executivo do Grupo Jerónimo Martins, Pedro Santos, procedeu ao descerramento de uma placa a assinalar o acontecimento. Estiveram também presentes na reabertura das duas lojas o vice-presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Miguel de Sousa, vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, e os secretários regionais dos Recursos Humanos, dos Assuntos Sociais e do Ambiente e Recursos Naturais, respectivamente Brazão de Castro, Jardim Ramos e Manuel António Correia.
Na oportunidade, Pedro Santos começou por referir “sentir-se em casa” na Madeira, destacando que o Grupo Jerónimo Martins sente “que pertence a esta Região, fruto de quase duas décadas de actividade no arquipélago, colaborando com empresas locais e a pagar impostos locais”. Acentuou ainda que o grupo emprega na Região 900 pessoas e que 25 mil pessoas visitam diariamente as lojas Pingo Doce.
Falando sobre a reabertura das duas lojas, realçou que a “reabertura destas assume assume também uma carga simbólica importante de recuperação e confiança no futuro”, acrescentando que o grupo “continua a acreditar plenamente na Região Autónoma da Madeira como um dos grandes pilares do futuro de Portugal”.

Região vai distinguir presidente da Jerónimo Martins

No seu discurso, o presidente do Governo Regional começou por referir que o dia de ontem era “muito significativo, não apenas para a economia da Madeira, mas para a vida da Madeira”, destacando que “a infelecidade de há meses atrás fez com que uma série de empresários e de trabalhadores deitasse mãos à obra e que o caminho fosse o da reconstrução”.
Alberto João Jardim lembrou na ocasião que durante a catástrofe de 20 de Fevereiro o “primeiro telefonema que recebeu de um privado” foi o do presidente do Grupo Jerónimo Martins, Soares Santos, que disse ser “um grande português” e que prontamente ofereceu ajuda “para reconstruir a Madeira”, referindo-se à doação de um milhão de euros pelo grupo à Região.
Deste modo, realçou que aquele telefonema “deu uma força extraordinária”, anunciando que no dia 1 de Julho, Dia da Região, a RAM “vai expressar publicamente ao senhor Soares Santos aquilo que muito consideramos e tanto devemos”.
O Presidente do Governo Regional referiu que o Grupo Jerónimo Martins paga “os seus impostos na Madeira” e “contribui para o emprego e a situação social madeirense”, considerando, por isso, que “o papel deste grupo tem sido importante e decisivo” e que o mesmo “é um grupo verdadeiramente madeirense”.
Neste âmbito relevou a “grande preocupação que o grupo tem em escoar produções da Madeira, inclusivamente no Continente”.
Destacou ainda o trabalho efectuado pelos empresários António e Norberto Henriques na recuperação dos centros comerciais Anadia e Dolce Vita.
Por outro lado, Alberto João Jardim referiu-se ao facto do Grupo Pingo Doce ser “escrupuloso na admissão de pessoal”, salientando que “quem foi escolhido sabe muito bem que foi pelas suas qualidades, e que se perder essas qualidades está a ser injusto para quem o escolheu”.
Assim, realçou que “cada vez menos haverá protecção para quem não quiser trabalhar”, acrescentando que as “leis nacionais já começaram a ser orientadas nesse sentido” e que já deu “instruções, já há algum tempo, para que se aperte também aqui”.
O chefe do Executivo regional salientou que “quem está em situação social difícil tem que ser ajudado pela comunidade, mas quem pode trabalhar e não quer trabalhar tem de bater a outra porta”.



Jornal da Madeira

Fruta da época vendida na rua até 31 de Outubro

Comércio ambulante iniciou-se mais tarde, devido à falta de cereja






Iniciou-se, ontem, na baixa do Funchal, a venda ambulante de fruta da época. Ao todo são 16 os comerciantes a quem foi concedida licença para este efeito, ou seja, menos dois do que no ano anterior. Estão autorizados a vender todos os dias da semana, à excepção na zona de São Martinho, onde se encontra um comerciante que está autorizado apenas para o fim-de-semana.
Esta venda ambulante de fruta da época decorre até 31 de Outubro, sendo que os feirantes estão espalhados por diversas artérias, compreendidas entre a Rua D. Carlos I e a Rotunda do Infante, passando pela Avenida do Mar, ponte do Pelourinho, Rua Dr. Fernão de Ornelas, Largo do Phelps, Rua do Conceição, Bazar do Povo, Largo do Chafariz e Dolce Vita. Tudo isto sem alterar muito em relação àquilo que tem sido feito em anos anteriores. «Há sempre um pedido para outros locais, mas nós tentamos, de alguma forma, dividir isso da forma mais equitativa», explicou Rubina Leal, responsável pela gestão dos mercados, fiscalização municipal e venda ambulante.
A responsável explicou que cada vendedor teve direito a um espaço, sendo que a venda deve ser única e exclusivamente para os detentores de título de venda ambulante cujas taxas estejam actualizadas. Os produtos devem ser regionais e da época, sendo que os vendedores ambulantes estão obrigados a cumprir, quer as regras de higiene quer as questões pessoais, nomeadamente, a respectiva bata, identificação, sendo que os produtos só podem ser acondicionados em cestos regionais e protegidos por guarda-sol (com as cores verde e branco), sem qualquer publicidade.
«O espaço tem de ser estar em condições de higiene e asseio e vamos proceder, como habitualmente, a uma fiscalização rigorosa destes espaços», avisa a vereadora, que recorda que todos os vendedores foram obrigados a deixar uma caução. «Caso estas condições não sejam cumpridas, a caução será accionada», garante.
Rubina Leal acrescenta que, este ano, a venda ambulante inicia-se mais tarde, dado que os próprios comerciantes alegaram não dispor de fruta em condições, nomeadamente, a cereja. Explica também que o número de comerciantes para venda ambulante de fruta da época está estabilizado, sendo que, por outro lado, a Câmara também não está a licenciar mais cartões.


Jornal da Madeira

PSD-Madeira apela a mais negociações com a CE

Ventura Garcês quer prorrogação das vantagens fiscais para o Centro Internacional de Negócios







A Comissão Política Regional do PSD-Madeira está confiante que o Governo da República entende a importância que o Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) tem para a Região e que vai ser mais insistente nas negociações com a Comissão Europeia para aumentar o plafond de isenções fiscais.
Ventura Garcês, porta-voz das conclusões da reunião desta segunda-feira, lembra que no ano 2000, este Centro tinha um regime em que todas as empresas beneficiavam de isenção de impostos até 2011. Depois de nova negociação com a Comissão Europeia (CE), ficou estipulado que as empresas constituídas após 2000, iriam pagar entre 3 a 4% de impostos. Em 2007, foi negociada nova prorrogação do prazo de 2011 para 2020. O governante explicou também que, nessas circunstâncias, a Região notificou a CE «de que não haveria plafonds, ou seja, todas as empresas constituídas após 2007 teriam de pagar impostos progressivamente, de 3 até ao máximo de 5%». Foi entendido também com a CE, que após dois anos de existência deste novo regime, a Madeira poderia notificar a Comissão para analisar o comportamento da praça e alargar os plafonds de benefícios fiscais. Ventura Garcês refere que foi isso mesmo que o executivo madeirense fez em 2009, tendo o Governo da República notificado a CE dessa mesma intenção.
Assim sendo, o porta-voz da Comissão Política do PSD entende ser de vital importância que o Governo Central continue a insistir nesta matéria, para que a Região mantenha estes benefícios fiscais e possa continuar a ser competitiva à escala global e perante as outras praças europeias.
O governante aproveitou ainda para desmentir categoricamente as críticas de alguns partidos de esquerda que alegam que a Região perdeu cerca de sete milhões de euros. Ventura Garcês argumenta que haveria maiores prejuízos se as empresas saíssem do CINM, e afiança ser «extremamente importante continuarmos a atrair investidores, a continuarmos a criar riqueza na Madeira e sermos cada vez mais eficientes perante as outras praças da Europa».
Reafirmando a importância do executivo da República empenhar-se de uma forma mais efectiva na negociação das vantagens inerentes ao Centro, o governante adiantou estar esperançado que há sensibilidade de Lisboa para a importância desta matéria para a ilha, «caso contrário, a não prorrogação dos benefícios, irá provocar desemprego e uma diminuição das receitas fiscais», superior a 60 milhões de euros por ano.
O social-democrata remata adiantando que ainda este ano o CINM admitiu novas empresas.
Outro assunto abordado nesta reunião da Comissão Política Regional do PSD-Madeira foi a Festa do Chão da Lagoa, a 25 de Julho, Ventura Garcês realçou estar tudo a postos para este grande evento, que este nao terá lugar na herdade da Fundação social-democrata.




Jornal da Madeira

Hospital será menor para atrair privados

Jardim avisa que primeiro estão os utentes e depois os profissionais da Saúde







Alberto João Jardim reforçou ontem, em declarações ao JM, que o Governo Regional não deixou cair o novo Hospital do Funchal, a construir em Santa Rita. O Executivo madeirense, sublinha, alterou, contudo, a sua opção: em vez de um grande hospital, construir-se-á um de menor dimensão, embora sempre adequado à realidade regional, e no âmbito de uma parceria a estabelecer com a iniciativa privada.
Por outro lado, Alberto João Jardim, em relação às recentes polémicas no sector da Saúde e perante denúncias de mal-estar naquela área, deixa claro que o seu objectivo é servir os utentes do Serviço Regional de Saúde. Os seus profissionais, frisa, vêm em segundo lugar. O governante recorda também que os resultados demonstram a justiça das medidas.
Alberto João Jardim, acerca do novo hospital, disse ainda que «o Governo Regional está a fazer, primeiro, aquilo que é urgente no actual hospital, a fim de garantir os serviços que imediatamente a população necessita».
Porque não vamos ficar à espera do novo hospital para fazer esses serviços», explica.
Segundo o presidente madeirense, «o novo Hospital não terá a dimensão que se pensou no princípio, porque o Governo, através da Secretaria Regional dos Assuntos Sociais, já está a aglutinar muitos serviços na estrutura do actual hospital».
Neste sentido, a unidade a nascer em Santa Rita «terá uma dimensão que possa atrair mais o investimento privado». Isto porque o Governo Regional andou, no mercado, «a fazer prospecção de parcerias privadas e chegou à conclusão de que a parceria privada não estava interessada num hospital de grandes dimensões, mas sim num de mais pequenas dimensões».
Por isso, «junta-se o útil ao agradável: está-se imediatamente a fazer aquilo que o utente necessita e depois o hospital será sempre sob o ponto de vista da parceria privada».
Jardim acrescenta ainda, a propósito: «Não deixámos cair o hospital, até porque estamos a expropriar os terrenos necessários ao mesmo. Agora, não posso fazer um hospital nem sequer chamar privados a conversar sem ter, primeiro, os terrenos».
Quanto às recentes questões na área da Saúde, é peremptório: «Eu não entro em discussão com os profissionais de saúde, com os quais, aliás, me dou muito bem. O que digo é que, depois destas mudanças, os números indicam que os serviços estão a responder melhor. E isto é o que me interessa. Eu estou aqui para servir os utentes do Serviço de Saúde e, lamento dizê-lo, os profissionais de saúde vêm em segundo lugar, a seguir aos utentes».

Reunião em Lisboa abordou Zona Franca

Alberto João Jardim diz que houve, na passada sexta-feira, em Lisboa, uma reunião entre representantes dos dois Governos, a propósito do futuro do Centro Internacional de Negócios da Madeira.
O líder madeirense sublinha que o secretário regional do Plano e Finanças, Ventura Garcês, é que está a acompanhar o processo.
Recorde-se que, no passado dia 30 de Maio, conforme o JM documentou, Alberto João jardim reuniu-se com o primeiro-ministro José Sócrates, em pelno aeroporto da Madeira, durante uma escala técnica do avião que transportava o primeiro-ministro, após uma visita oficial à Venezuela.
Na altura, Jardim sublinhou que ambos os governos estavam de acordo em relação à continuidade da Zona Franca.

Revisão o mais rápido possível

Alberto João Jardim diz que a Revisão Constitucional terá que passar obrigatoriamente por um acordo com o PS. O líder madeirense defende ainda que essa alteração do texto fundamental da Nação deverá acontecer o mais depressa possível, considerando que após as Presidenciais (conforme defendeu ontem Guilherme Silva, em entrevista ao JM, já será um «pouco tarde, mas se não puder ser antes...».
Segundo Jardim, «a Revisão terá que ser quando houver um acordo com o Partido Socialista e é um acordo de regime, para as mudanças que têm de ser feitas para pôr o País a funcionar».
«Como é para pôr o País a funcionar, o ideal é o mais rápido possível. Logo a seguir às Presidenciais até já é um pedacinho tarde para a situação em que o País se encontra, mas se não puder ser antes...
Para Jardim, «o fundamental, antes de se estar preocupado com o quando é que deve ser, é chegar a acordo com o PS».
«O Partido Socialista tem o Governo do País. Neste sentido, quem está mais interessado do que toda a gente em que a situação acalme e melhore é o próprio PS, a não ser que sejam suicidas», adiantou.
Instado a comentar uma lista de perseguições entregues pelo PS ao Representante da República, Jardim é cáustico: «Não vi nenhuma lista. Eles que digam quem foi perseguido. Falar é fácil. Eu também falo muito coisa deles, mas quando falo deles concretizo e provo. Por exemplo, eu provo que eles são incompetentes, eu provo que eles são mau carácter. Isso eu tenho provado».
«O que o PS não queria é que eu governasse e que depois o povo madeirense me pedisse contas, por eu não poder governar. Como eu procuro governar, o PS está desvairado. O PS-Madeira ainda é um herdeiro político da “abrilhada” de 74. Entende que democracia é anarquia. Eles são uns dos herdeiros de “abrilhada” de 74. O conceito de democracia deles é a anarquia, não é a democracia representativa», disse também.



Jornal da Madeira

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Pingo Doce reabre lojas do Anadia e Dolce Vita

Após recuperação total dos espaços comerciais






Mais de três meses depois do temporal do passado dia 20 de Fevereiro, as lojas Pingo Doce dos centros comerciais Anadia e Dolce Vita reabrem hoje totalmente renovadas.
A reabertura das duas lojas contará com a visita do Presidente do Governo Regional, que irá visitar os centros comerciais Anadia e Dolce Vita pelas 17 horas.
Como foi amplamente noticiado os dois supermercados da cadeia Pingo Doce, do Grupo Jerónimo Martins, foram obrigadas a encerrar as portas após a intempérie do dia 20 de Fevereiro, uma vez que as duas superfícies comerciais ficaram inundadas e, como tal, sofreram elevados prejuízos, especialmente a loja Pingo Doce do centro comercial Anadia, onde tudo teve de ser renovado e recuperado.
Relembre-se que as duas lojas até tinham material bastante recente, uma vez que o centro comercial Dolce Vita abriu as portas à três anos e a loja do Anadia tinha sido totalmente remodelada há cerca de dois anos.
Assim, segundo informação do Pingo Doce, a loja do centro comercial Anadia vai abrir hoje as portas às 17 horas e a loja do centro comercial Dolce Vita reabre às 18 horas.
Numa campanha publicitária denominada “Carinho com carinho se retribui”, a assinalar a reabertura das duas lojas, a cadeia Pingo Doce na Madeira destaca que estas “vão reabrir, mais bonitas e ainda melhores”.
Salienta o anúncio do Pingo Doce: “É nos momentos difíceis que sabemos cantar. E o Pingo Doce queria agradecer ao povo da Madeira a sua lealdade, a sua confiança. Apesar de tudo o que se passou, os madeirenses continuaram a preferir-nos, indo fazer as suas compras nas nossas outras lojas. E está na hora de retribuir”.
Deste modo, a cadeia de supermercados sublinha que “as lojas Pingo Doce Anadia e Dolce Vita vão reabrir, completamente remodelas e com a qualidade e os preços baixos de sempre”, convidando ainda a população “a aparecer”.
Sublinhe-se que o Grupo Jerónimo Martins, após a intempérie do dia 20 de Fevereiro, disponibilizou uma ajuda de 1 milhão de euros à Região, para apoio às vítimas do temporal, valor que o Governo Regional aplicou na aquisição do empreendimento “Engenho Velho”, onde foram realojadas famílias que perderam as suas habitações no temporal.



Jornal da Madeira

domingo, 6 de junho de 2010

ECM vai promover 'maravilhas naturais'

Embalagens da ECM com apoio às candidaturas de Porto Santo e de São Vicente







É uma forma diferente de poder promover as candidaturas dos municípios do Porto Santo e de São Vicente às '7 Maravilhas Naturais'. A Empresa de Cervejas da Madeira associou-se às propostas e vai brevemente lançar no mercado, através de milhares de contra-rótulos colocados nas diferentes bebidas (refrigerantes e águas) da marca ECM.

Miguel de Sousa, presidente da comissão executiva, disse ao DIÁRIO que "a campanha será uma forma de manifestação de apoio, quer da praia do Porto Santo quer, da Floresta Laurissilva", que participam ao concurso nacional que tem a sua final marcada para Setembro próximo na ilha de São Miguel, nos Açores.
De resto, adiantou que está prevista "uma apresentação oficial para a próxima terça-feira" onde todos os detalhes serão expostos e à mesa vão estar os dois presidentes das Câmaras do Porto Santo e de São Vicente.

Jorge Romeira, autarca vicentino, anteontem, durante a sessão ordinária da autarquia, manifestava o seu contentamento por ver "uma das maiores empresas da Região mostrar interesse na divulgação da Floresta Laurissilva", garantindo que, da parte da autarquia "dentro de pouco tempo vai sair mais publicidade", para que assim os cidadãos locais possam votar em força no evento que concorre na categoria de 'Florestas e Matas'.

No mês de Março foram revelados as 21 finalistas e até 7 de Setembro será alvo de votação electrónica do pública (no site www.7maravilhas.sapo.pt/).
O concurso integra sete categorias: Zonas Marinhas, Zonas Aquáticas Não Marinhas, Grutas e Cavernas, Praias e Falésias, Florestas e Matas, Grandes Relevos e Áreas Protegidas.

As '7 Maravilhas Naturais de Portugal' serão conhecidas a 11 de Setembro, numa cerimónia que vai decorrer nos Açores.



DN Madeira

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Zona Franca e Venezuela temas tratados na reunião

Sócrates fez escala técnica na Madeira e encontrou-se com Alberto João Jardim







O presidente do Governo Regional afirmou ontem que o primeiro-ministro lhe transmitiu estar «tranquilizado e entusiasmado com o interesse que o presidente da Venezuela tem pela comunidade portuguesa».
Alberto João Jardim falava no Aeroporto da Madeira, onde se reuniu com o primeiro-ministro durante uma escala técnica do avião que transporta a comitiva de José Sócrates de regresso a Lisboa depois de uma viagem ao Brasil e à Venezuela.
Segundo o líder madeirense, «o primeiro-ministro vem tranquilizado e entusiasmado com o interesse que o presidente Chávez tem pela comunidade portuguesa».

Chávez desbloqueia transferência de verbas

Realçou que esta visita permitiu o «desbloqueamento imediato de tudo o que tem a ver com transferências que representam apoios à reconstrução da Madeira», contornando assim as dificuldades em enviar as verbas que haviam sido arrecadadas numa colheita feita naquele país.
Alberto João Jardim referiu que neste encontro não foi abordada a questão das eventuais expropriações e nacionalizados por parte do Governo da Venezuela em relação à propriedade de portugueses luso-descendentes.

Governos de acordo sobre futuro da Zona Franca

O líder madeirense e o primeiro-ministro abordaram ainda a questão do futuro da Zona Franca da Madeira. «Foi uma reunião de trabalho muito útil para se assentar ideias para acertar o futuro da Zona Franca da Madeira», afirmou o presidente do Governo.
Jardim referiu que os governos regional e da República estão de acordo sobre a continuidade da ZFM, garantindo que «ninguém pretende fechar» a praça financeira madeirense.
«Pelo contrário vai ser preciso até acertar um novo modelo ainda mais eficiente», disse, acrescentando existir um acordo com o primeiro-ministro nesse sentido. «O Governo da República não julga oportuno a apresentação de uma nova proposta de Zona Franca, que dá ideia de um país aflito, estando a União Europeia a pedir novos benefícios fiscais, depois do governo português aumentar internamente impostos», argumentou.
Jardim mencionou que «Portugal ganha zero com as empresas que viriam para a Zona Franca porque não pagam impostos internos».
«Entende-se que isto tem de ser feito numa outra altura», frisou, apontando que então deverá ser proposto a Bruxelas um «modelo definitivo, com toda a força e apoio do Estado português com as vantagens que são importantes a Zona Franca ter», realçou.

Apoio a Cavaco e críticas ao cardeal

Entretanto, ainda em declarações aos jornalistas no aeroporto, Jardim afirmou ser fundamental apoiar a recandidatura de Cavaco Silva e criticou a veemência com que o cardeal patriarca de Lisboa censurou o Presidente da República. «Eu não estou percebendo. Eu também não concordei que o Presidente da República não tivesse tomado uma posição de veto na lei do casamento gay, mas o facto de discordar de um acto do Chefe de Estado não me faz perder a noção do interesse nacional e bem comum», disse Jardim.
«Percebo que é fundamental apoiar e ser solidário com o Professor Cavaco Silva caso resolva recandidatar-se», declarou.
Jardim estranhou «a veemência» da censura do cardeal patriarca de Lisboa a Cavaco Silva: «Noutras ocasiões de agressão a valores e princípios fundamentais não vi, nem senti qualquer efeito de mobilização da sua parte».
Tal como referiu «quando os valores em Portugal são agredidos, como foram já no caso do aborto e outras circunstâncias, a sua voz é imperceptível e de repente, para atacar o Professor Cavaco Silva, vem com esta veemência - acho isto tudo muito estranho», argumentou.
«Lamento que esta mania do politicamente correcto e esta questão de caridade para a esquerda chegue a este ponto», declarou, acrescentando que «tudo o que se está a passar fora da área comuno-socialista é um absurdo».



Jornal da Madeira

1.º Centro de Mergulho surge na Costa Norte

Inauguração amanhã, dia 1, pelas 17h30, no Complexo Balnear do Porto Moniz







O “Turtle Diving Center Madeira” é inaugurado amanhã (terça-feira), às 17h30, no Complexo balnear das Piscinas Naturais do Porto Moniz, num dia em que será, também, hasteada a “Bandeira Azul”, a qual atesta a qualidade das águas, das infra-estruturas e segurança daquela zona da ilha. O objectivo do Centro de Mergulho é, sem dúvida, tentar que a modalidade em questão cresça e tenha nos participantes um “carinho especial” pela natureza, realçando a importância da sua preservação.
O Centro terá duas actividades principais: a primeira, será o Mergulho organizado e a iniciação à modalidade nos diversos “spots” inxeplorados que o Porto Moniz possui e a segunda, passa por passeios pelos mares do concelho nortenho, ao encontro dos cetáceos, numa rota que levará o participante a vislumbrar toda a fauna e a flora existente nos locais, acabando com tempo para o “snorkling”.
O Centro de Mergulho possui dois espaços. Um dentro do Complexo Balnear, onde ficará a divulgação e a formação e outro no Porto do Porto Moniz, local onde se situará a estação de enchimento, os balneários e todo o equipamento à prática da modalidade. Também no Porto se fará o embarque e desembarque dos “amantes” da Natureza, através da embarcação “Tartaruga”.
Para a inauguração do “Turtle Diving Center Madeira” foram convidadas várias individualidades, casos da Directora Regional do Turismo, do Patrão Mor do Porto do Funchal, do Capitão do Porto do Funchal, da Câmara Municipal do Porto Moniz, da ADRAMA, de todos os clubes navais da Madeira, de todos os centros de mergulho da ilha, de vários hóteis, do Aquário, do Centro Ciência Viva, entre outros organismos, associações e personalidades.



Jornal da Madeira

domingo, 30 de maio de 2010

COSTA CROCIERE REGISTA EX-COSTA EUROPA NO REGISTO INTERNACIONAL DA MADEIRA.




Data: 30-05-2010

O Registo Internacional de Navios da Madeira (MAR) aceitou o pedido de registo do paquete 'Thomson Dream' (ex-'Costa Europa'), confirmando-se dessa forma a excelente imagem que este registo goza a nível internacional. Apesar do registo de propriedade deste paquete, que integra a frota da companhia italiana Costa Crociere, estar efectuado no MAR, o navio deverá arvorar a bandeira de Malta nos próximos de cinco anos. Segundo o DIÁRIO apurou, esta situação, comum a todos os registos convencionais, decorre do facto do paquete estar afretado pela companhia TUI (inglesa) que a exemplo de outros paquetes com que opera, prefere arvorar a bandeira de Malta, retirando daí outros dividendos, nomeadamente de natureza fiscal.

O registo efectuado em Malta é considerado temporário e tem a duração de cinco anos, o período máximo concedido pelo MAR neste tipo de solicitações. No entanto, esse prazo poderá vir a ser prerrogado por mais cinco anos - mediante novo pedido do proprietário do paquete ao MAR - totalizando assim os 10 anos de duração do contrato de afretamento do mesmo. Paquete com história na Madeira O 'Thomson Dream' visitou 98 vezes o porto do Funchal com diferentes designações, a última das quais no dia 3 de Novembro .

Construído em 1986, nos estaleiros alemães Meyer Wertf, foi à data baptizado como 'Homeric'. Em 1988 foi rebaptizado como 'Westerdam', ano que entrou ao serviço da Holland America Line. Com a introdução de uma secção prefabricada de 39,6 metros, aumentou a sua capacidade para 1.830 turistas.

No ano 2002 foi transferido da Holland America Line (HAL) para a Costa Crociere, ano no qual foi remodelado e rebaptizado como 'Costa Europa'. Com a passagem deste paquete para a frota da Thomson Cruises, esta companhia passará a operar com outros dois paquetes que outrora pertenceram também à HAL: os actuais 'Thomson Spirit' e o 'Thomson Celebration'.

A primeira escala na Pontinha do actual 'Thomson Dream' terá lugar a 13 de Dezembro.


DN Madeira

sábado, 29 de maio de 2010

Madeira medalhada

Presença em feira de vinhos londrina dá a conhecer prémios insulares







A Madeira voltou a marcar presença em Londres com um dos seus principais embaixadores, o vinho licoroso. Decorreu entre os dias 18 e 20 do corrente, na London International Wine Fair (LIWF), considerada uma das mais importantes feiras do mundo vínico.
A presença da Madeira fez-se através do Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, em colaboração com as empresas produtoras/exportadoras de vinho Madeira.
A participação na feira visou o reforço da notoriedade e o posicionamento do vinho Madeira no Reino Unido, um mercado considerado tradicional, que desde a sua produção está ligado historicamente a este País.
Em 2009, o total exportado para a Grã-Bretanha foi de 305.722 litros, representando 1.728.082 euros. Constitui o segundo mercado de exportação e representa 11,88% do total exportado.
No primeiro dia do certame, a promoção do vinho Madeira foi reforçada com a realização de dois seminários com provas de vinho Madeira.
O primeiro seminário, promovido pela associação Circle of Wines Writer e tutorado por Charles Metcalfe, crítico de vinhos e fundador da Wine International Magazine, o tema foi “Disaster Relief” e teve como objectivo reforçar a promoção dos vinhos de regiões que foram afectadas por desastres naturais, caso da Madeira, Turquia e Chile.
Os vinhos Madeira em prova foram: vinhos Barbeito Boal 2001; Pereira D’Oliveira Colheita Verdelho 1981; Justino’s Madeira Colheita 1996 Fine Rich; Henriques & Henriques Medium Rich 1998 e Blandy’s Harvest Malmsey 2001.
O segundo seminário, promovido pelo IVBAM, foi tutorado por Trevor Elliot, conhecedor do vinho Madeira e membro da Association Of Wine Educators. Este Wine Educator tem vindo a desenvolver vários estudos sobre o vinho Madeira ao longo dos últimos 20 anos, e publicará no final deste ano um livro totalmente dedicado ao Vinho Madeira.
O tema do seminário foi “Madeira Blend’s” e estiveram em prova os seguintes vinhos: Pereira D’Oliveira Old Medium Dry; Vinhos Barbeito Sercial Old Reserve 10YO; Blandy’s Malvasia 15YO “Blend”; Justino’s Madeira Old Reserve 10YO Fine Rich e Henriques & Henriques Boal 15YO.
Os dois seminários suscitaram grande interesse nos convidados presentes e permitiram o aprofundar dos conhecimentos sobre o vinho insular.
Podemos evidenciar ainda que os resultados do International Wine & Spirit Competition, conhecido concurso de vinhos a nível mundial, foram divulgados na LIWF, tendo o vinho Madeira alcançado seis medalhas de ouro, sete medalhas de prata e 5 medalhas de bronze, na categoria de vinhos fortificados.


Jornal da Madeira

sexta-feira, 28 de maio de 2010

'Transportes Luís Simões' deverá estender em breve a sua actividade à Madeira

"As crises obrigam as empresas a criar valor"

Data: 28-05-2010








O empresário José Luís Simões proferiu ontem no Funchal uma conferência subordinada ao tema 'A missão do empresário e gestor cristão perante os desafios de hoje', que decorreu durante um almoço organizado pelo Núcleo da Madeira da ACEGE - Associação Cristã de Empresários e Gestores, e que decorreu no Hotel Pestana Casino Park.

Na sua intervenção chamou a atenção dos presentes para as garndes oportunidades que as siatuações de crise representam, nomeadamente para as empresas que souberem acrescentar valor no mercado e propor novas ofertas, baseadas na criatividades e diversidade. Resistente a duas crises nos 60 anos que leva de existência, a 'Luís Simões' é um exemplo de gestão, crescimento e expansão internacional.

José Luís Simões, presidente do Conselho de Administração da Transportes Luís Simões, S. A., um dos maiores grupos de transporte e logística da Península Ibérica. A conferência constitui um testemunho sobre a sua experiência, como cristão e como empresário. Na sua intervenção, que foi seguida atentamente pelos presentes, José Luís Simões falou sobre a sua experiência no sector de actividade a que se dedica, e abordou ainda as opções que o grupo empresarial que foi fundado por seus pais e que hoje dirige, em sociedade com mais dois irmãos, se tornou numa das empresas mais importantes da Península Ibérica. O grupo 'Transportes Luís Simões' tem hoje 11 empresas, cerca de dois mil camiões TIR próprios e mais cerca de um milhar que integram a operação do grupo. Actua em cerca de 170 cidades portuguesas e espanholas e detém 25 centros logísticos na Península Ibérica, com um total de 250 mil metros quadrados de armazéns. O número de colaboradores é de cerca de 1 800 e as suas empresas têm uma grande componente de gestão informática, com algumas soluções criadas especificamente para este tipo de negócio.

José Luís Simões admitiu que a sua empresa poderá em breve expandir os seus negócios para a Madeira, com uma parceria no sector dos transportes. Em termos logísticos, de transporte de mercadorias, ainda há trabalho para fazer na Região, disse ao DIÁRIO.


DN Madeira

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Morreu Horácio Roque

O Presidente do Banif - Grupo Financeiro faleceu ontem num hospital de Lisboa
Data: 20-05-2010



O comendador Horácio Roque, presidente do Banif - Grupo Financeiro, faleceu ontem em Lisboa, aos 66 anos de idade. Estava internado desde o passado dia 4 de Março, na unidade de cuidados intensivos do Hospital de São José, onde entrara vítima de um acidente vascular cerebral (AVC). O seu estado mantinha-se crítico e o prognóstico médico foi sempre reservado. A família pediu descrição no tratamento das notícias sobre a sua doença. Horácio Roque nasceu em 1944 em Mogadouro, município de Oleiros, distrito de Castelo Branco. Aos 14 anos partiu para Angola, sozinho, num navio de carreira, onde começou a trabalhar numa mercearia em Luanda, e estudava à noite. Aos 18 anos já era sócio de uma cervejaria. Poucos anos depois foi convidado para funcionário administrativo do Colégio Viriato, um dos mais prestigiados estabelecimentos de ensino particular da capital angolana. Em pouco tempo assumiu a gestão e propriedade do colégio e criou outros dois negócios congéneres e uma unidade fabril. Em Abril de 1974, quando os militares tomaram o Poder em Portugal, Horácio Roque já tinha investimentos no sector imobiliário, em Angola, onde se manteve até 1976, altura em que começou a desenvolver a sua actividade empresarial na África do Sul, onde detinha participações em empresas de diversos sectores da economia. Por via da amizade e parceria empresarial com o madeirense Joe Berardo (na altura empresário no sector mineiro de extracção de ouro), Horácio Roque investiu na Madeira a partir da década de oitenta. A nossa ilha passou a estar no seu roteiro de investimentos, quando decidiu voltar a Portugal, onde criou diversas empresas e investiu forte nos sectores imobiliário, indústria, serviços, turismo, comércio internacional e na banca e seguros. Através das suas holdings pessoais - as sociedades anónimas Rentipar Financeira-SGPS, Rentipar Indústria-SGPS, Rentipar Seguros SGPS e Rentipar Investimentos SGPS - Horácio Roque participava actualmente em vários sectores da economia em Portugal, Reino Unido (detém com Américo Amorim a Finpro), África do Sul e América do Norte e do Sul. Na área financeira, Horácio Roque presidia ao Banif-Grupo Financeiro, do qual era accionista maioritário e que inclui, designadamente, sociedades das áreas da banca, seguros, leasing, aquisições a crédito, corretagem e gestão de fundos, não só em Portugal continental, como nas duas Regiões Autónomas. O sector da banca expandiu-se para fora do País, com participações e ligações a instituições de crédito no Brasil, Espanha, Malta, Cabo Verde e alguns países da antiga 'Cortina de Ferro'.

Na Madeira, além da sua bem conhecida ligação ao Banif, Horácio Roque era também presidente do Conselho de Administração da SEIT Savoy e da Empresa Madeirense de Tabacos. Era um grande apaixonado pela nossa ilha. Poucos dias antes de adoecer dera a cara pela campanha de reconstrução da ilha, depois dos temporais de 20 de Fevereiro. Muitas vezes era apontado como madeirense - ainda ontem a comunicação social nacional o referia como tal - mas na verdade não nasceu na Madeira. Contudo, a sua ligação e dedicação à Região Autónoma eram muito fortes, como aliás prova a sua actividade e os testemunhos que ontem foram chegando de diversas entidades.

A Fundação Horácio Roque, à qual o banqueiro presidia, foi criada em 1991, com o objectivo de desenvolver actividades nas áreas educativa, social e cultural, e a sua acção fazia-se sentir também na Madeira. O empresário foi por várias vezes condecorado, recebendo, entre outras, a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique (1988), recebida do Presidente da República.

Horácio Roque cultivava um excelente relacionamento com os jornalistas e a Imprensa em geral. Além da cordialidade e lealdade que o caracterizavam, era um excelente comunicador.

Memórias: Milionário desprendido

"O Banif será tão bom ou melhor depois de mim do que é agora comigo". Este desabafo de Horácio Roque tem cinco anos, mas ganha hoje um outro significado e dimensão. Está escrito na única grande entrevista que lhe fiz, publicada no DIÁRIO a 23 de Maio de 2005, e é revelador da nobreza do seu carácter.

O desprendimento construtivo era uma das suas imagens de marca. Apesar de comendador não tinha apetência especial por títulos. "Vive-se com eles", dizia, preferindo ser notado a outros níveis. Uma das sua regras de ouro era não chegar atrasado, nem fazer esperar ninguém. Outra era assumir apenas os compromissos que tinha quase a certeza que iria cumprir.

Por esses dias, a revista 'Exame' colocava-o na 15ª posição da tabela dos milionários portugueses, com uma fortuna estimada em 376,8 milhões de euros. Riu-se do ranking. Desvalorizava algo que entendia não ser quantificável.

Não fazia da sua sucessão um tabu. Vivia sossegado com a continuidade assegurada pela estrutura executiva que dinamizava as directrizes da Banif SGPS. Puxava a máxima que "as pessoas passam e as instituições ficam". Só que Roque também ficará.

A triste notícia não apaga a memória da conversa em que pediu "uma política económica de verdade" e empenho. Dava o exemplo. Não raras vezes entrava na sede central do Banif, na avenida José Malhoa, às oito e meia da manhã e de lá só saía 12 horas depois. Uma dedicação justificada: "Sou daqueles que acreditam que é bom que as coisas sejam vistas com os pés. Por isso, faço questão de estar perto dos acontecimentos". Saibamos estar próximos daquilo que é elementar, à imagem do empresário de sucesso que sempre soube dar.

Madeirense nascido fora

A amizade com os ilhéus Joe Berardo e Tony Barradas na África do Sul faria de Horácio Roque, 'empresário madeirense nascido no Continente', o obreiro principal da reclamada criação (1988) de um banco no arquipélago.

Até então, o alvoroço por essa conquista gravitava à volta da Caixa Económica do Funchal (CEF). De início, movimentaram-se membros separatistas alegando ser necessário acabar com o "alto negócio para Lisboa" que consideravam ser o exercício da banca na Madeira.

Reuniões secretas no estrangeiro, campanhas junto das comunidades no exterior, planos tendentes a impedir a transferência para Lisboa de remessas dos emigrantes, defesa de autonomia monetária, transformação de grande parte do capital existente na banca insular em moeda estrangeira - vários expedientes ocuparam elementos independentistas, bancários de várias instituições, com vista à criação de um banco dominado por madeirenses capaz de fazer entupir o fluxo de dinheiro para a capital.

Tempos da CEF Os trabalhos clandestinos findaram com a extinção da FLAMA. A efervescência da vida bancária nos anos que se seguiram à Revolução de 1974, também. Mas o ideal de transformar em banco a Caixa da Associação de Socorros Mútuos 4 de Setembro de 1862 continuou em agenda. A inauguração da sede reconstruída da CEF, em Maio de 1983, fez disparar duras críticas sobre os governantes de Lisboa, acusados de impedir uma "adequada autonomia financeira".

Nessa época, a CEF "tinha um grande envolvimento com o Governo da Madeira", conforme recorda o antigo director regional de Finanças, Paulo Fontes, que viveu situações difíceis de Tesouraria só ultrapassadas com a ajuda do 'número um' da Caixa, Henrique Abrantes.

Miguel de Sousa, ao tempo secretário regional do Plano e Finanças, confessa mesmo que grande parte dos sustos financeiros com quebra de liquidez no interior da própria CEF resultavam do financiamento canalizado para o governo regional nesses primeiros anos. "Evidentemente que não havia crédito nos mercados financeiros a que pudéssemos recorrer", explica. Inconvenientes da banca nacionalizada.

Antes da reprivatização, o GR agarrava-se à CEF, madeirense, e ao BPA, que tinha presidente madeirense, Jardim Gonçalves. Essas 'bóias de salvação', como ilustra Miguel de Sousa, cobriam as dificuldades de Tesouraria do GR - porque muitas vezes foi preciso pedir dinheiro para pagar salários.

Enfim, um banco

Em fins de oitentas, a Caixa debatia-se com um passivo de 7 milhões de contos e derrapava para a falência. O próprio Alberto João Jardim instou junto do governo lisboeta para ajudar na solução - e assim evitar o caos de 1930. Mas onde arranjar dinheiro?
Roque e Berardo, donos da 'Madeirense de Tabacos', decidiram-se por uma OPV à empresa. A venda de uma parte minoritária rendeu dinheiro, graças à euforia bolsista (o 'gato por lebre' de Cavaco ainda não saíra a terreiro). E o capital adquirido ajudou a comprar o Savoy e a transformar a CEF em banco.

Miguel de Sousa lembra a corrida para evitar que interesses continentais tomassem então a Caixa. Um grupo de empresários do Norte andou perto, apesar dos 7 milhões negativos. "O ministro das Finanças, Miguel Cadilhe, simpatizava com a solução continental. A febre de abrir bancos era alta".

O Banif veio a trabalhar financeiramente com o GR da Madeira logo depois da sua criação, em 1988 (a CEF foi integrada no novo banco). "Horácio Roque desempenhou o papel principal nesse processo", diz Miguel de Sousa sobre o líder do grupo promotor encarregue da criação do Banif - Banco Internacional do Funchal.

O então governante também participara nas diligências para levar o governo de Lisboa a imprimir a assinatura na autorização. "Duras negociações no Ministério das Finanças, no Banco de Portugal...".

Horácio Roque compareceu à sede do novo banco, nesse 15 de Janeiro de 1988, na esquina das ruas João Tavira e Bispo. Estava ali como artífice e maior accionista do banco. Ao discursar, sonhou com uma grande instituição de crédito, de repercussão europeia. Arriscara, com 1 milhão e 600 mil contos para os 11 milhões necessários ao grande empreendimento. Joe Berardo, que sem vocação para banqueiro o acompanhara, também se apresentou com 1 milhão e 400 mil contos. O capital, ao contrário do desejo dos quadros da antiga CEF, não era maioritariamente madeirense - este ficava-se pelos 48% do total. O Estado foi participante no capital, tal como a EEM (pelo GR), a Cimentos Madeira e a Bonança. Com outros accionistas menores.

O Banif passava a ser o banco português com mais quantitativo de capital social. Sede no Funchal e 18 balcões na Madeira. Centro nevrálgico em Lisboa. Delegação no Porto. E 520 funcionários ao todo.

Brechas e enigmas

"O comendador era o mais madeirense dos não madeirenses e foi a solução madeirense para que tivéssemos um banco com sede no Funchal", insiste Miguel de Sousa.

Na abertura do Banif, em 1988, Horácio Roque fez votos para que o banco pudesse "enfrentar os desafios do mundo moderno" e também ser "motivo de orgulho das suas raízes madeirenses". Miguel de Sousa considera que ontem "morreu o maior empresário da Madeira", o homem que criou um banco madeirense cujo processo de criação "ninguém consegue contar todo, porque ninguém sabe tudo sobre a história do banco".

Uma história com hiatos e enigmas em todos os episódios do enredo, a começar pelos estrepitosos tempos em que a Caixa Económica do Funchal marcava a ordem do dia.

Dito

ALBERTO JOÃO JARDIM disse ontem que "Portugal perdeu um dos seus melhores empresários e sobretudo um patriota". O presidente do Governo Regional da Madeira confessou que a morte do comendador Horácio Roque "foi uma triste notícia" que representa "uma grande perda para o País". Acrescentou que também a "Madeira perdeu uma pessoa a quem muito deve, um grande amigo e alguém que estava sempre pronto a ajudar o povo madeirense".

ABP O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (ABP), António de Sousa, salientou que Horácio Roque "foi uma pessoa muito importante na banca e nos seguros, no sector financeiro português".

CAVACO SILVA considerou que o fundador do Banif é um "exemplo de vontade de triunfar, de força e energia, de espírito empreendedor", um homem que "nunca se deixou vencer pela adversidade, nem se conformou com o destino das suas origens".

MICHAEL BLANDY presidente do Grupo Blandy e do Conselho de Administração do DIÁRIO, comentou que o comendador Horácio Roque fez muito pela nossa terra, considerando-o um grande amigo da Madeira.

MIGUEL MENDONÇA disse que a a morte de Horácio Roque "é uma perda para Portugal e para a Madeira". "É com profunda amargura que sinto a sua morte, tínhamos uma relação muito fraternal, éramos como irmãos", referiu.

ACIF "O comendador Horácio Roque foi um grande empreendedor e todos os empresários reconhecem o esforço que fez pela economia da Madeira", disse Duarte Rodrigues, presidente da Associação Comercial e Industrial do Funchal.

JOE BERARDO "É uma desgraça o que aconteceu, para mim era como um irmão", disse Berardo, comovido, escusando-se a fazer mais comentários. Horácio Roque e o madeirense José Manuel (Joe) Berardo eram sócios em vários negócios.

CARLOS CÉSAR manifestou pesar pela morte do banqueiro, considerando que se trata de uma "perda irreparável" para o sector empresarial financeiro português. O presidente do executivo açoriano destacou a sua "afabilidade e inteligência".


DN Madeira

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Madeira é a única região onde o desemprego baixa

Brazão de Castro salienta descida da taxa pelo 3º trimestre consecutivo


“A Madeira foi a região do país com a mais baixa taxa de desemprego no 1º trimestre de 2010 e a única onde se verificou uma descida quer em relação ao trimestre anterior, quer em relação ao trimestre homólogo de 2009”, salienta o secretário regional dos Recursos Humanos, Brazão de Castro, comentando os dados divulgados ontem pelo INE relativamante à taxa de desemprego em Portugal, que na Madeira foi de 6,3% e a nível nacional de 10,6%.





Foi ontem divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a taxa de desemprego referente ao primeiro trimestre de 2010, a qual indica, para a Madeira, um valor de 6,3%.
“É com compreensível satisfação que verificamos que este indicador, calculado pelo INE apresenta, para a Região, um decréscimo pelo 3º trimestre consecutivo”, sublinha o secretário regional dos Recursos Humanos, Brazão de Castro, ao comentar ontem o indicador divulgado. Acrescenta “que no 2º trimestre de 2009, este valor situava-se nos 8,1%, baixando no 3º trimestre para 7,9% e no último trimestre do ano para 7,5%”.
Segundo os dados do INE, a taxa nacional foi de 10,6%, o que representa uma nova subida depois de, nos trimestres referidos, ter sido de 9,1%, 9,8% e 10,1%, respectivamente.
Nas restantes regiões, os valores apurados foram: Norte – 12,5%, Centro – 7,9%, Lisboa – 10,5%, Alentejo – 11,1%, Algarve – 13,6% e Açores – 7,7%.
“Verifica-se assim que a Madeira é a região do país com a mais baixa taxa de desemprego no 1º trimestre de 2010 e a única onde se verificou uma descida quer em relação ao trimestre anterior, quer em relação ao trimestre homólogo de 2009, tudo conforme divulgado pelo INE”, acentua Brazão de Castro.

Desemprego registado também desce

“Mas os bons indicadores não se ficam pela taxa de desemprego”, salienta o secretário regional dos Recursos Humanos, adiantando que “foram também ontem divulgados, pelo IEFP, os dados referentes ao Desemprego Registado no final do mês de Abril, que indicam que estavam inscritos no Instituto de Emprego da Madeira 15.159 desempregados, o que revela um decréscimo em relação ao mês de Março (- 1,1%). No final de Abril de 2009 o número de inscritos era de 11.844.”
A nível nacional também se verificou um decréscimo dos inscritos nos Centros de Emprego (- 0,2%).
“Em relação à Madeira, pode ainda referir-se o aumento das ofertas de emprego, como outro indicador positivo”, destaca Brazão de Castro, sublinhando que durante o mês de Abril foram recebidas 393 novas ofertas, permanecendo disponíveis, no final do mês, um total de 170. Neste mês, foram efectuadas 213 colocações pelo Instituto de Emprego da Madeira.
Do total de inscritos, 9.837 (65%) usufruíam prestações de desemprego, 1.054 (7%) eram beneficiários do RSI e 1.119 (7,4%) procuravam o primeiro emprego, sendo de 3.149 o número daqueles que, já tendo trabalhado, não auferem presentemente qualquer prestação social
“A evolução destes indicadores cria, assim, fundadas expectativas de uma melhoria gradual dos números do desemprego na Madeira”, realça o secretário regional dos Recursos Humanos.




Jornal da Madeira

terça-feira, 18 de maio de 2010

Anadia reabre quinta com quatro novidades

Saem quatro “marcas” e entram outras tantas, com muitas surpresas ao longo do dia


O atraso na chegada de algumas placas de tecto fizeram adiar a reabertura do Centro Comercial Anadia para esta quinta-feira. O material vinha de avião, mas os atrasos verificados em alguns aeroportos por causa da nuvem de cinzas vulcânica originou alguns constrangimentos no desenrolar dos trabalhos. A reabertura acontece no dia 20, logo pelas oito horas, com quatro novos espaços comerciais, que vão substituir outros tantos que, entretanto saem. Ao longo do dia, haverá também muitas surpresas, quer no interior da superfície comercial, quer nas ruas circundantes.




Afinal, o Centro Comercial Anadia apenas reabre ao público esta quinta-feira e não hoje conforme era intenção da administração da empresa Lidosol, grupo que gere o espaço comercial. Isto porque o encerramento dos aeroportos na passada semana, devido à influência da nuvem de cinzas vulcânicas provenientes do vulcão islandês, causou um atraso na chegada de algumas placas de tecto, sendo que na sexta-feira à tarde, foi tomada a decisão de adiar a abertura..
Assim sendo, os trabalhos vão prosseguir ao longo do dia de hoje e amanhã, sendo que o Anadia abre as portas às 8 horas de quinta-feira, com uma imagem completamente renovada e moderna, desde pavimentos a tectos, passando pela iluminação, o ar condicionado, os equipamentos dos elevadores, das escadas rolantes, entre muitas outras coisas. Há a destacar também, a segurança do centro comercial que será reforçada com a colocação de uma porta mecânica na escadaria principal que dá acesso à Rua do Ribeirinho.
Entre as lojas, também vão surgir algumas novidades. Ao todo, serão quatro, destacando-se a “Ale-Hop”, loja que se dedica à venda de complementos de moda, presentes e decoração e que, actualmente, conta com uma oferta de mais de três mil referências, disponibilizadas através de 45 lojas em toda Europa.
Para além desta, destaque ainda para uma livraria, uma nova loja de desporto e ainda um clube de vídeo/jogos. Por outro lado, estão de saída as lojas “Boxer Shorts”, uma outra de informática, a “Dakota” e ainda a “Bello”, conforme revelou ao JM Gonçalo Henriques, administrador da Lidosol, empresa proprietária do Anadia. Quanto à praça de restauração, vai manter-se igual, ou seja, com os anteriores sete espaços comerciais, também estes com novo material em termos de decoração e mobiliário, mas com o mesmo conceito.
Gonçalo Henriques deixa a promessa de um centro comercial totalmente renovado, com uma imagem mais moderna e actual, e com a vantagem de ter uma oferta muito diversificada de lojas, no centro do Funchal. O mesmo responsável promete também para esta quinta-feira muitas surpresas, quer dentro quer nas ruas circundantes ao próprio Centro Comercial.
Recorde-se que o Anadia foi uma das grandes superfícies mais afectadas pelo temporal do passado dia 20 de Fevereiro. O valor do prejuízos físicos produzidos pelo aluvião orçam os 2,5 milhões de euros.O centro comercial abre portas na quinta-feira, o mesmo acontecendo ao piso “-2” do estacionamento. O supermercado demorará mais umas semanas até que seja reaberto. A data prevista é 9 de Junho.






Jornal da Madeira

Fórum empresarial da economia do mar quer atrair empresas da região

Mar une empresas

Data: 18-05-2010



Se o mar já oferecia enormes potencialidades ao país e às empresas que se dedicam às actividades marítimas, com o alargamento da área marítima portuguesa elas são reforçadas. Um facto que não passou despercebido a quinze empresas, que, há três anos, se uniram no 'Fórum Empresarial da Economia do Mar', com o objectivo de promover este sector como impulsionador da economia nacional.

"Portugal vai ficar com um território marítimo que é do tamanho da Índia", sublinhou o secretário-geral do Fórum Fernando Ribeiro e Castro.

Hoje em dia, o projecto reúne já cerca de 40 organizações. Contudo, nenhuma delas da Região. Foi, de resto, com o objectivo de unir empresas madeirenses ligadas à economia do mar que se realizou, ontem, no auditório da Secretaria do Ambiente e Recursos Naturais, uma reunião para apresentação do projecto e também para dar a conhecer um estudo encomendado há três anos sobre as potencialidades da plataforma marítima portuguesa.

"No fundo do mar, nós temos diverso potencial. Temos hidrocarbonetos, minério, espécies marinhas raras que são óptimas para o domínio da biotecnologia, além de que Portugal, pela sua posição estratégica, poderá e deverá desempenhar um papel bastante importante de diálogo e intercâmbio comercial entre a Europa e o resto do mundo". Nesse sentido, Fernando Ribeiro e Castro aponta como uma das áreas a explorar a das "auto-estradas marítimas", ou seja, o transporte de mercadorias via marítima para outros países, à semelhança do que já se faz entre o continente as ilhas.

O secretário-geral do Fórum Empresarial considera que este é um projecto que interessa às empresas regionais, já que "toda a Madeira depende da economia do Mar".

Segundo Fernando Ribeiro e Castro já existe de certa forma, na Região, um "cluster informal". Importa agora que as pessoas perceberem o que significa este conceito e "organizarem-se para trabalharem em conjunto".



DN Madeira

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Próxima etapa será valorizar capital humano

Sérgio Marques diz que o actual modelo económico está em final de ciclo







O modelo económico da Região Autónoma da Madeira «está em fim de ciclo», por isso é necessário agora focar as prioridades regionais para outras áreas como a valorização do capital humano. A afirmação é de Sérgio Marques, o ex-eurodeputado madeirense em entrevista ontem à Antena 1 Madeira.
Falando de questões desde a situação da Europa, como também sobre a sua posição no seio do PSD/M, Sérgio Marques dedicou grande parte da entrevista à situação económica na Madeira. Adiantando que «o modelo assente no endividamento é um momento que acabou», o social-democrata disse que a própria crise internacional financeira «veio provar que este modelo está esgotado e perante tal situação há que encontrar uma alternativa». Uma delas, considera, «é viver com os meios e recursos que produzidos na Madeira, porque até há bem pouco tempo vivia-se acima das nossas possibilidades». Com grande parte das principais infra-estruturas públicas construídas, há agora que rentabilizar, por isso Sérgio Marques acredita que a aposta num futuro próximo seja a de um modelo que assente noa valorização do capital humano. «As questões do insucesso escolar, do abandono e da qualificação profissional estão ligadas à valorização das pessoas e há que colocar ao serviço destas as estruturas que foram feitas ao longo de 34 anos».
De forma gradual, Sérgio Marques diz que há que voltar agora para sectores que gerem riqueza como o Turismo, os serviços internacionais e ainda as actividades em torno do Centro Internacional de Negócios da Madeira. «Estas são as grandes prioridades no futuro para fazer crescer a economia regional». Mesmo assim, reconhece que o Governo Regional tem colocado no terreno boas medidas de apoio.
A viver os anos mais exigentes da Autonomia regional, o ex-eurodeputado avança que o próximo Governo Regional, com ou sem Alberto João Jardim, terá de ter um novo programa, com novas políticas para fazer face à actual realidade de crise. «E o PSD/M tem de estar à altura de dar essa resposta, aliás tenho confiança no partido para ser encontrada essa resposta, porque não há alternativa». E neste sentido, Sérgio Marques mostrou-se, uma vez mais disponível, para assumir o projecto que o PSD/M entender.



Jornal da Madeira