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quarta-feira, 16 de junho de 2010

'Excellence III' no porto






De regresso à Região, em escala de reabastecimento, esteve o megaiate de luxo 'Excellence III'. Procedente do porto de Port Everglades, na Florida, deu entrada na Pontinha ao final da tarde de anteontem, zarpando pelas 07h00 de ontem com destino ao Mediterrâneo.

A exemplo da maioria dos megaiates que aportaram recentemente ao porto do Funchal, o 'Excellence III' operou nos últimos seis meses nas Caraíbas em regime de charter, regressando agora à Europa, onde irá permanecer até ao final de Setembro.

Construído em 2001 nos estaleiros A&R Donald Starkey, mede 57,3 metros de comprimento e 10,70 de boca (largura).

Está equipado com dois motores CAT de 1.400 Km que lhe conferem uma velocidade de cruzeiro na ordem dos 14 nós. Já no que respeita às telecomunicações existentes a bordo, está equipado com sistemas de satélite para comunicações e internet.

Ao nível das acomodações está equipado com seis suites 'master' podendo receber um total de 12 hóspedes. Todas as suites estão equipadas com plasma e sistema de comunicações e sistema de som 'suround'. Ao nível da tripulação, a mesma é constituída por 14 elementos.

Com um custo semanal de aluguer na ordem dos 300.000 euros, os clientes podem usufruir de vários equipamentos de diversão e desportivos, destacando-se duas embarcações de 7,5 metros, duas motos de água, várias pranchas de windsurf, dois caiaques, equipamento para a prática da pesca à cana, equipamento de mergulho subaquático, entre outros.

Refira-se, por fim, mais uma escala do navio butaneiro 'Ocean Primero' no Centro Logístico de Combustíveis da Madeira. Procedente do porto de Leixões, este navio, que navega com bandeira britânica, tem chegada anunciada para as 09h00 de hoje onde procederá à trasfega de 1.600 toneladas de gás, 800 de gás propano e, as restantes, de gás butano.

O final desta sua escala na Região prolongar-se-á até às 08h30 de amanhã, zarpando com rumo ao porto de Sines.


DN Madeira

sábado, 12 de junho de 2010

Armas com novo ferry

O novo ferry deste armador será lançado à água já a 15 de Julho












O novo navio ferry do armador canário 'Naviera Armas' que se encontra em construção nos estaleiros espanhóis 'Barreras', será lançado à água no próximo dia 15 de Julho.

O navio chamar-se-á 'Volcán de Teide' e quando entrar ao serviço passará a ser o maior navio da frota do armador canário, graças aos seus 175,7 metros de comprimento e 26,4 de boca (largura).

Ainda segundo informação do construtor, este novo ferry terá capacidade para receber 1.500 passageiros - incluindo tripulação - e cerca de 353 viaturas ligeiras. Ao nível da acomodação dos passageiros, disponibilizará 114 cabines com capacidade para quatro passageiros, quatro cabines duplas, duas cabines destinada a receber deficientes e ainda duas 'penthouse', com capacidade para duas pessoas cada.

O novo ferry está equipado com 4 motores de 8.400 Kw podendo atingir a velocidade de 24 nós.
Quanto à entrada ao serviço do 'Volcán de Teide', tudo aponta que o mesmo aconteça no final deste ano, em finais do mês de Novembro, não estando ainda confirmada a sua presença na Região.

'Volcán de Tijarafe' na Pontinha





De regresso à Madeira está o ferry 'Volcán de Tijarafe'. Procedente do porto de Las Palmas de Gran Canária, tem chegada anunciada ao Funchal para as 8.15 horas. Como sempre acontece, no decorrer desta escala estão programados o embarque de trelas com destino ao porto de Portimão bem como de passageiros e viaturas ligeiras.

Esta sua presença no porto do Funchal prolongar-se-á até às 10.30 horas de hoje, zarpando com destino ao porto de Portimão, onde deverá aportar amanhã às 9 horas. A viagem de regresso ao porto do Funchal terá lugar a partir das 13 horas de amanhã estando a sua chegada anunciada para as 11.30 horas da próxima Segunda-feira.

Como curiosidade refira-se que este ferry realizou a sua primeira escala na Pontinha no dia 14 de Junho de 2008, contabilizando dessa forma, na próxima segunda feira, dois anos efectivos de operação na linha Canárias-Madeira-Portimão.



DN Madeira

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Visão da Marinha mantém “Cuanza” no activo

O navio Cuanza já tem quarenta anos mas ainda permanece ao serviço da Marinha








O N.R.P. “Cuanza” já soma quatro décadas ao serviço da Marinha portuguesa, uma efeméride que foi assinalada ontem na presença do governante Brazão de Castro. O secretário com a tutela dos Recursos Humanos referiu que esta é «uma data de muito significado para a Marinha e em especial para este navio, que por várias vezes tem vindo a prestar serviço na nossa Região Autónoma». Enaltecendo o serviço de muito valor levado a cabo por esta embarcação, «designadamente, a presença dos vigilantes nas Selvagens e nas Desertas, e em particular, a salvaguarda da vida no mar», Brazão de Castro parabenizou a Marinha e os militares que guarnecem o Cuanza, porque «as missões têm sido conseguidas com muito garbo».
Um aniversário em que também marcou presença o Comandante da Zona Marítima da Madeira (ZMM), que elogiou as capacidades de planeamento, manutenção e qualidade dos Recursos Humanos na Marinha.
Segundo Amaral Frazão, «uma Marinha que opera navios por longos períodos, como quarenta anos, é porque é capaz de concretizar algo complexo e exigente, logo não é forçosamente uma Marinha menos apta do que outras que operam meios mais recentes».
O Comandante da ZMM frisou ainda que se «o N.R.P. “Cuanza” chega ao tempo presente, apto a prosseguir as suas missões, não é fruto do acaso nem resultado de improvisos. É porque a visão estratégica definida para a Marinha, assente e orientada por objectivos genéricos, estruturais e operacionais, que se articulam entre si, permite ganhar ganhos de eficiência e vantagem competitiva, apesar das condicionantes expostas e impostas pela conjuntura externa», rematou.
Antes, o Comandante do “Cuanza” fez um breve discurso sobre a história da embarcação, que é o quinto de dez navios patrulhas da classe “Cacine”, e foi construído nos Estaleiros Navais do Mondego e aumentado ao Efectivos dos Navios da Armada em 4 de Junho de 1970.
O Capitão Tenente Carlos da Cruz explicou também que a embarcação foi baptizada com o nome do maior rio de Angola, tendo sido construída para navegar nos rios e mares das ex-províncias portuguesas em África.
Carlos da Cruz salientou que o N.R.P. “Cuanza” tem mantido «um elevado empenhamento operacional, comprovando que a idade não é sinónimo de inoperância, nem desculpa para que as missões não sejam cabalmente cumpridas».
Ao invés, garantiu, «o nosso navio permanece vivo e pronto para continuar a sulcar os mares enquanto fôr essa a nossa missão».



Jornal da Madeira

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Porto do Funchal regista mais 35 mil turistas

Mês de maio com subida de 5 mil turistas (+25,5%) contribui para aumento de 18%






A actividade de cruzeiros no Porto do Funchal continua a registar uma procura recorde. Porque no mês de Maio o número de escalas (18) foi superior em 5,8% do que em igual mês do ano anterior, mas com a particularidade do número de turistas ter crescido 25,5%, já que passaram pela Madeira 26.621 passageiros-turistas.

Com pouca expressão, os embarques (30) e desembarques (29) - passageiros ou tripulantes que iniciam ou concluem a viagem no Funchal - representaram apenas 0,2% do total dos passageiros dos paquetes que passaram pela Madeira, único indicador menos positivo da actividade gerada pelo mercado de cruzeiros, já que apenas os navios 'Island Escape' (13 escalas), 'Seven Seas Mariner' e 'Ruby Princess', cada qual com uma escala, iniciam ou concluíram cruzeiros na Madeira.

+ 9,7% escalas e 18,1% turistas

Num ano com resultados muito positivos para o trabalho promocional e de investimento que a Administração de Portos da Madeira vem realizando, de que se destacam a presença em feiras e a entrada numa nova associação de portos, no caso do Mediterrâneo, bem como a construção e inauguração da Gare Marítima, refira-se que no final dos primeiros cinco meses do ano o número de turistas subiu 18,1%, fruto do aumento de 9,7% nas escalas.

Na Pontinha passaram 232.885 turistas, mais 35.732 do que em igual período do ano passado, registando o Porto do Funchal a escala de 135 navios, mais doze que em 2009. Os embarques totalizaram 3.748 passageiros, enquanto registaram-se 3.267 desembarques, o que representa um decréscimo de 5,3%.

11,6 milhões na economia

Desde o início do ano que o Porto do Funchal regista um aumento do número de turistas. Em Janeiro foram mais 6,9%, no que foi acompanhado em Fevereiro (+5,5%), Março (2,1%), Abril (54,2%) e Maio (25,5%).

Dado curioso é dado pelo número médio de passageiros por paquete e escala, que subiu 7,6%. Este ano as escalas em média registaram 1.725 turistas, quando o ano passado se tinham situado nos 1.602 passageiros, uma diferença que atesta não só a maior dimensão dos navios, como uma maior procura e venda dos camarotes disponíveis.

A actividade económica gerada pela escala de paquete e o desembarque de milhares de turistas deverá representar a entrada e circulação na economia regional de cerca de 11,6 milhões de euros, valor apurado pelo gasto médio de um passageiro-turistas de um paquete.

Lisboa em queda

Em Maio, o Porto de Lisboa registou 46 escalas, menos 4% do que no ano passado. Já o total de passageiros a passar pela capital ascendeu aos 59.504, mais 5% do que os contabilizados em período homólogo de 2009 (56.645). Entre Janeiro e Maio, Lisboa teve 102 escalas, menos 11 % do que em 2009 (114), e um total de 120.603 passageiros, menos 10% do que no ano passado (134.143). No mesmo período, os embarques desceram 52%, de 13.481 para os 6.529, enquanto os desembarques caíram 45%, de 11.799 para 6.547.




DN Madeira

terça-feira, 8 de junho de 2010

Iate do ano no Funchal

O 'Ingot' recebeu em 2009 a distinção da International Award como o melhor do ano, na categoria dos iates até aos 50 metros.





Numa escala classificada de reabastecimento e descanso da respectiva tripulação, esta decorreu no âmbito da viagem de reposicionamento deste luxuoso iate das Caraíbas para o Mediterrâneo, onde irá operar, em regime de charter, no Verão.

Construído no estaleiro naval Burger Boat Company - um dos mais conceituados estaleiros dos Estados Unidos da América -, no ano de 2008, sob projecto de arquitectura naval da autoria da Burger, a decoração interior esteve a cargo da Vripack Naval Architects.

Com casco e super estruturas em alumínio, o 'Ingot' mede 46,56 metros de comprimento por 9,04 de boca (largura) e está equipado com dois motores diesel, da Caterpillar, com 1.000 hp/cada, podendo atingira uma velocidade de cruzeiro aos 13 nós, atingindo a sua velocidade máxima aos 15 nós . Tem uma autonomia de navegação estimada em 4.000 milhas.

Ao nível das actividades de lazer passíveis de serem praticadas pelos hospedes, está apetrechado com vários equipamentos náuticos existentes a bordo, com destaque para caiaques, motas de água, prancha à vela, equipamento de pesca grossa, entre outros.

Iate do ano em 2009

O 'Ingot' recebeu em 2009 a distinção da International Award como o melhor do ano, na categoria dos iates até aos 50 metros, uma cerimónia que decorreu em Ft. Lauderdale, na Florida, em Outubro do ano passado.

Projectado para ser um iate amigo do meio ambiente, tem uma área interior de 5.025 metros quadrados e cerca de 4.150 metros quadrados de pavimento exterior, incluindo zonas de lazer.

Dispõe de quatro cabines VIP king-size, tem um piso aquecido e é concluído em mármores raros, granitos e ónix. Está equipado com os modernos sistemas de navegação e de comunicações, garantindo segurança e comodidade.



DN Madeira

Loo Rock Antigamente

segunda-feira, 7 de junho de 2010

'Vera Cruz' na Pontinha

Caravela participa na investigação cientifica nas ilhas selvagens






Tal como o DIÁRIO publicou na edição de ontem, as Ilhas Selvagens serão, no decorrer deste mês, alvo de uma expedição científica que tem como principal objectivo radiografar o fundo do mar no redor daquelas ilhas.

No âmbito dessa missão, serão vários os meios náuticos que prestarão apoiam aos cerca de 73 investigadores que constituem a equipa de investigação, destacando-se dois navios da Marinha de Guerra Portuguesa bem como a caravela 'Vera Cruz'. Nesse contexto, deu entrada ontem na pontinha, às 11.30 horas, o navio hidro-oceanográfico NRP 'Almirante Gago Coutinho' para uma escala de rotina que se prolongará até às 20 horas de amanhã, momento que zarpará com rumo às ilhas Selvagens. Este navio terá como missão efectuar os levantamentos do fundo do Atlântico, prolongando a sua presença até ao mês de Agosto.

Na Região encontra-se também, desde as 14 horas de ontem, a caravela 'Vera Cruz', uma réplica exacta das caravelas portuguesas usadas na era dos Descobrimentos. A 'Vera Cruz' zarpou de Lisboa no dia 1 demorando cerca de cinco dias a efectuar o seu trânsito até ao Funchal.

Amanhã seguirá para as Ilhas Selvagens regressando no dia 18 ao Funchal para iniciar no dia 19 uma segunda expedição às Selvagens. Em finais deste mês, a caravela regressa a Lisboa.

A caravela pertence à Associação Portuguesa de Treino de Vela (APORVELA) e foi construída no ano 2000 no estaleiro naval de Vila do Conde no âmbito da comemoração dos 500 anos do Descobrimento do Brasil.

Das suas principais características, de referir que mede 23,8 metros de comprimento por 6,5 m de boca (largura). Está equipada com dois mastros, o 'Grande' tem uma altura de 18 metros e permite arvorar um total de 155 m2 de vela. Já o 'Mezena', mais pequeno e situado mais à popa do navio, mede 16 metros e garante uma vela de 80 m2. De referir ainda a instalação de um motor auxiliar de 190 hp, fundamental para a navegação em dias de ausência de vento bem como em manobras. Para esta missão a caravela navega com 14 tripulantes, incluindo um cozinheiro de serviço.


DN Madeira

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Nova gare passa primeiro teste de desembarque

Os passageiros do “Grand Voyager” vão ficar para a História do Porto do Funchal como os primeiros a utilizarem o novo terminal da Gare marítima da Madeira, inaugurada segunda-feira






Tudo correu com normalidade no primeiro desembarque de passageiros na recém inaugurada Gare marítima da Madeira. Decorreu ontem, ao princípio da manhã, com o navio “Grand Voyajer”, da Iberostar Cruceros, que irá fazer viagens no Verão com mais escala no Funchal. Sem qualquer contratempo, saíram do paquete e seguiram os rumos previamente traçados: excursões para um lado, e táxis ou a pé, para o outro. Tudo em perfeita sincronização entre as partes envolvidas.


O primeiro desembarque no terminal da Gare Marítima da Madeira decorreu ontem com normalidade. Os passageiros do “Grand Voyager” ainda não desembarcaram em mangas, porque só deverão ser colocadas mais para o fim do Verão, mas desceram a rampa colocada no navio e entraram na Porta 7 do terminal. A mesma porta que regressaram à tarde, depois de visitarem a cidade e a ilha.
Por isso mesmo, Bruno Freitas, presidente dos Portos da Madeira, que acompanhou a operação desde que o navio fez a aproximação ao molhe, sublinhou que o balanço é bastante positivo. Até porque se tratou de uma passagem pelo interior do terminal, uma vez que nenhum dos 520 passageiros, maioritariamente espanhóis e portugueses, desembarcou no Funchal. O mesmo não se pode dizer do inverso, já que embarcaram 20 passageiros.
O agente do navio na Madeira, a Blandy, também estava satisfeita com esta primeira operação que Bruno Freitas não quis deixar se sublinhar a grande coordenação que existiu entre todas as entidades envolvidas na escala de um navio.
O presidente dos Portos da Madeira aponta ainda o facto de ter sido conseguido uma distribuição eficaz dos autocarros e veículos com as excursões para um lado do terminal (à esquerda de quem sai) e os táxis (à direita). Os serviços de segurança do porto encaminhavam os passageiros para os destinos respectivos, tal como o faziam para os que queriam vir apenas a pé para o centro da cidade.
São os mesmos serviços de segurança que vedam o acesso ao terminal a todos aqueles que não sejam passageiros e tripulantes, nem que estejam a prestar qualquer serviço na operação do navio. Nem um jornalista em serviço pode entrar, pelo que, a nível fotográfico, procuramos fazer o melhor possível. À questão onde procuramos saber por onde nos podíamos mover ouvimos a resposta pronta de um segurança que entrava no terminal: “Daqui para dentro não pode entrar!!!!! Já venho falar consigo”. Ficou lá para dentro a fazer o seu trabalho e fomos fazer o nosso.
Para o registo histórico, ficam as seguintes notas. O navio entra no porto às 8.16 horas, de proa. Às 8.23 horas inicia a manobra de atracação e, às 8.35 horas a escada está a bordo. Pelas 8.55 horas começam a sair os primeiros passageiros para o terminal.


“Grande Voyager” consegue fazer itinerários distantes com rapidez
O “Speedy gonzalez” dos cruzeiros






O primeiro navio de cruzeiros que escalou o o Porto Funchal depois da inauguração da nova Gare Marítima da Madeira, que decorreu na última segunda-feira, dia 31, foi o “Grand Voyager”, da Iberoject Cruceros. Tem a particularidade de estar registado na Madeira, cujo nome se pode ver na popa.
O Grand Voyager é um navio com 24.391 toneladas, com um comprimento de 180 metros, uma largura de 26 metros. Dispõe de seis convés destinados aos hóspedes (cada um com o nome de um deus mitológico) e, entre as ofertas a bordo tem uma piscina, um teatro, dois restaurantes e uma pizzaria, um casino, uma discoteca, bares e diversos outros ambientes.
Beneficia de uma alta velocidade, que lhe permite cumprir itnerários que outros não conseguem. Navega a uma velocidade média de 28 nós, e pode chegar à velocidade máxima de até 31 nós. Velocidades semelhantes ao que conseguia o “reformado” Queen Elizabeth 2 e com o Queen Mary 2, da Cunard.
Tem capacidade até 836 passageiros, distribuídos pelas suas 418 cabines, das quais 154 são standard, 212 de luxo e 52 são suites.Viaja com 360 tripulantes.
O Grand Voyager foi construído pelo estaleiro alemão “Blohm & Voss” e inaugurado em 2000. Pertencia à Royal Olympia Cruise Line. O nome original era Olympia Voyager.
Em Dezembro de 2003 a companhia faliu. E, em Dezembro de 2004, o navio foi vendido para a Ibero Cruceros, a actual proprietária.




A Gare Marítima da Madeira traduz a diferença do dia para a noite, se quisermos comparar as realidades anteriores à sua existência com que passa a oferecer, e que serão ainda melhores com introdução das mangas, já que permitirá desembarques e embarques com maior conforto e a um nível alinhado com o grande passadiço que acompanha a nova infra-estrutura de uma ponta à outra.
Enquanto até ao momento, para os embarques, os passageiros esperavam ao sol, ou à chuva, juntamente com as malas, agora já o podem fazer no interior do terminal.
O emprendimento vem marcar também um novo marco junto do madeirense que sempre se habituou a conviver de perto com os navios de cruzeiros que atracavam no porto, onde quase conseguiam tocar no costado. Com a necessidade de serem implantadas medidas de segurança, juntamente com o novo terminal surgiram vedações em toda a sua extensão. Não impedem de ver os navios nem a cidade, mas obstruem a passagem para juntos dos paquetes, que ficam a distância considerável do passeio público.
O mesmo acontece com o terminal, através do qual, numa boa parte, se pode ver de um lado para o outro, tal como para dentro, o que nos permitiu ver ontem, por exemplo, não só os passageiros que o estreavam, como os relógios. Apesar de ser bem cedo, desde que chegamos até deixarmos o porto, os ponteiros teimavam em ficar juntos pelas 12 horas. Ou 24 horas.



Jornal da Madeira

(2º e 3º Foto João Abreu via Blog Sergio@Cruises)

2.900 turistas no porto

Regresso ao Funchal do mais recente paquete da celebrity



O porto do Funchal recebe hoje a segunda escala do paquete 'Celebrity Eclipse' que regressa à Região com 2.917 turistas, em trânsito. Procedente do porto britânico de Southampton, o navio tem chegada anunciada para as 9 horas, para uma escala que se prolongará até ao final desta tarde, zarpando pelas 18 horas com o rumo de Tenerife.

Depois do primeiro teste à operacionalidade da nova gare do porto do Funchal, que teve lugar ontem, no decorrer da escala do 'Grand Voyager', hoje a expectativa é ainda maior pois aquelas instalações poderão ser visitadas por cerca de 4.100 pessoas (2.217 turistas e 1.213 tripulantes).

Com efeito, e segundo o DIÁRIO apurou, o balanço ao teste realizado ontem na gare marítima pois muito positivo, pois o fluxo dos passageiros naquele novo espaço e o acesso ao cais decorreu em pleno, não tendo sido verificado, também, qualquer atraso nas operações de terra. De referir que o desembarque/embarque dos passageiros processou-se através de portalós (escadas), razão pela qual os turistas não tiveram acesso ao piso superior da gare. No decorrer da escala de ontem, para além dos passageiros em trânsito, embarcaram no Funchal 20 turistas (na sua maioria madeirenses), uma operação que decorreu sem qualquer anomalia.
Quando à escala de hoje do 'Eclipse', recorde-se que este novo paquete da Celebrity Cruises, entrou ao serviço no passado mês de Maio é o terceiro da classe 'Solstice'. Recorde-se que este paquete foi construído nos estaleiros alemães Meyer Werft, uma construção iniciada no ano passado - tendo recebido o primeiro bloco a 23 de Janeiro desse ano -, e que foi concluída a 28 de Fevereiro deste ano, data do seu lançamento à água.

Das suas principais dimensões de referir que mede 315 metros de comprimento por 36,8 m de boca (largura) e tem uma arqueação bruta de 122.000 toneladas. Ao nível do entretimento e lazer a bordo, de realçar um ampla sala de espectáculos, um bar decorado com motivos de neve e gelo, um casino, várias piscinas, jacuzzi e um deck com relva verdadeira onde é possível a prática de jogos, entre os quais o mini-golfe.


DN Madeira

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Paquete com registo no mar "estreia" hoje a nova gare do porto do Funchal

Nova Gare em testes









A nova gare do porto do Funchal, inaugurada oficialmente no passado dia 31 de Maio, terá hoje o seu primeiro grande teste, graças à escala do paquete 'Grand Voyager' na Pontinha. Com efeito, os turistas e tripulantes que viajam a bordo deste paquete serão os primeiros passageiros a pisar aquelas novas infra-estruturas portuárias, uma situação que irá certamente ser acompanhada pelos responsáveis da Administração dos Portos da Madeira (APRAM). Tratando-se de um espaço totalmente novo, será necessário ainda algum tempo para que a operacionalidade do mesmo cumpra os seus desígnios. Para além da formação que está a ser ministrada aos funcionários da APRAM, terá de ser levada ainda em consideração o entrosamento de todas as entidades e autoridades envolvidas no decorrer das escalas de paquetes no porto.

Como curiosidade, de referir que a "estreia" da gare acontece com um paquete que navega com bandeira Portuguesa e que ostenta na sua popa a inscrição 'Funchal', pois encontra-se matriculado no Registo Internacional de Navios da Madeira.
Quanto à escala de hoje do 'Grand Voyager' de realçar que o mesmo viaja com cerca de 700 turistas. Procedente do porto espanhol de Vigo, o mesmo tem chegada anunciada para as 7 horas de hoje, prolongando esta sua escala até ao final desta tarde, zarpando pelas 16 horas com rumo a Las Palmas. Recorde-se que no decorrer da presente temporada de Verão, este paquete irá visitar semanalmente o porto do Funchal, estando programadas, até ao dia 9 de Setembro, mais 14 escalas.

Megaiate na Pontinha



A outro nível, de referir a presença na Pontinha de um luxuoso megaiate para uma escala considerada de reabastecimento e descanso da respectiva tripulação.
Procedente de Port Everglades e com destino ao mediterrâneo, o 'Lady Sheridan' atracou ao final do dia de ontem, pelas 23 horas, no porto do Funchal estando o final desta sua escala na Madeira programadas para as 8 horas de hoje. De referir que este iate foi construído em 2007 nos estaleiros alemães 'Abeking & Rasmussen', mede 57,90 metros de comprimento e 10,70 m de boca (largura). Viaja com uma tripulação constituída por 12 elementos e tem capacidade para receber 12 hóspedes.



DN Madeira

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Mais viagens de ferry

'Lobo Marinho' retomou ontem horário de verão e vai realizar 282 viagens




A exemplo do verificado nos anos anteriores, o horário de Verão das viagens do navio Lobo Marinho', entrou em vigor ontem, com a Porto Santo Line a reforçar o número de viagens entre as duas ilhas.

Segundo dados apurados pelo DIÁRIO, o 'Lobo Marinho' deverá realizar nos próximos quatro meses um total de 282 viagens entre as duas ilhas, mais quatro viagens do que as efectuadas em igual período do ano passado. Este mês o armador madeirense irá realizar um total de 62 viagens (ida e volta). No mês de Julho estão programadas 68 viagens sendo que Agosto baterá todos os recordes com a realização de 88 viagens. Já em Setembro, a PSL prevê realizar um total de 64 ligações.

De notar, aind, que com a entrada em vigor do horário de Verão, o navio passará a navegar às terças-feiras e a viagem de regresso ao Funchal terá lugar às 19 horas.
Devido ao feriado de amanhã, a viagem de hoje do navio para o Porto Santo efectuar-se-á às 19 horas, encetando o seu regresso ao porto do Funchal pelas 22.30 horas.

Duarte Rodrigues, administrador executivo da PSL, explicou que "esta alteração permitirá a muitos madeirenses realizarem umas mini-férias no Porto Santo. A viagem de regresso ao Funchal do próximo domingo, dia 6, está já bem composta, com poucos lugares disponíveis".
Na próxima semana, dado o feriado do dia 10 de Junho e atendendo ao aumento na procura de lugares para a viagem de regresso ao Funchal, no dia 13 o 'Lobo marinho' irá realizar uma viagem extra, zarpando do porto de abrigo do Porto Santo às 14 horas, regressando à ilha dourada às 17.30 para a segunda viagem do dia.

600 crianças no Porto Santo

Ontem mais de 600 crianças e respectivos professores comemoraram o 'Dia da Criança' de forma bem diferente do que o habitual. A exemplo do verificado em anos anteriores, a PSL aderiu às referidas comemorações disponibilizando lugares no 'Lobo Marinho' para os mais jovens a um preço simbólico de 5 euros, uma iniciativa que Duarte Rodrigues considerou como "muito especial", acrescentando que "todos os anos, na primeira terça-feira de Junho, levamos centenas de crianças ao Porto Santo. Este ano foi especial poiscoincidiu com o dia das comemorações", concluiu.


DN Madeira

terça-feira, 1 de junho de 2010

Inauguração da Gare Marítima da Madeira.

O Presidente do Governo Regional da Madeira, inaugurou no dia 31 de Maio, às 18.00 horas, na Cidade do Funchal, a Gare Marítima da Madeira.

A construção da Gare Marítima da Madeira vem preencher três objectivos estratégicos do Porto do Funchal, designadamente:


A criação de melhores condições para a recepção e acolhimento do cada vez mais elevado número de passageiros dos navios de cruzeiro que procuram a Madeira;
A garantia de que as operações de embarque e desembarque se processem rápida e eficazmente, em ambiente de elevada qualidade, conforto e segurança;
A dotação de instalações que permitam, ao Porto do Funchal, a implementação harmoniosa das medidas de segurança que lhe competem, designadamente quanto ao controle de embarque e desembarque de passageiros, tripulação e respectivas bagagens e monitorização das áreas de acesso restrito, de forma a assegurar que apenas as pessoas autorizadas tenham acesso às mesmas.
Conceito
Para além da simplicidade e pureza da forma, o edifício da Gare Marítima da Madeira destaca-se pela sua singularidade. Pretende-se que o mesmo venha a estabelecer não apenas um marco na paisagem da cidade como possa ser facilmente reconhecível como a imagem do Porto do Funchal e, consequentemente, da Madeira para o mundo.
É um edifício a todos os títulos invulgar, tanto pela sua localização sobre o molhe do cais da Pontinha como pela sua forma muito longa e estreita, incluindo uma curva que a localização impõe, fazendo um paralelismo em relação à beira do cais existente.
A forma do edifício e o processo construtivo obrigaram a um trabalho de grande rigor, em todas as suas fases. Requereu uma execução particularmente cuidada, em que a preparação e a programação da obra assumiram uma importância crucial.
Estrutura
A Gare Marítima da Madeira é composta por um edifício principal com cerca de 3.145m2 (185m x 17m) de área de construção em planta e por um passadiço paralelo ao do cais sul, com uma extensão total de cerca de 570m e largura total de 4m.
A estrutura do referido edifício é composta por uma estrutura metálica nas vigas e pilares e, mista de aço com betão, nas lajes.
Investimento
Custo total do empreendimento: cerca de 13 milhões de euros
Comparticipação do Fundo de Coesão em 62,8%

Organização funcional

Está assegurada a separação integral entre os circuitos de embarque e desembarque.
A Gare está dividida em quatro zonas principais:

Ala Nascente
Ala Poente
Zona de Serviços Portuários
Passadiço

O circuito de embarque tem início na Ala Poente, ainda na parte exterior coberta, a qual fica paralela à zona de paragem de táxis e carrinhas de passageiros. A bagagem de porão é entregue e conduzida de forma independente pelo pessoal operacional na zona central da Gare, onde é feito o encaminhamento e controlo de segurança através de raios X. Os passageiros atravessam uma das portas automáticas de acesso ao átrio poente inferior (piso 0) onde, caso estejam a iniciar a viagem, efectuam o “check in” e o controlo de cartões de embarque. Seguidamente, são conduzidos por duas escadas rolantes e um elevador ao átrio poente superior.

Neste átrio, ainda com acesso público, irá situar-se a principal zona comercial da Gare, a qual inclui um snack-bar/café. O acesso ao passadiço é totalmente restrito a passageiros, devidamente identificados e autorizados. Em frente a cada porta de ligação entre este átrio e o passadiço, os passageiros passam pelo controlo de passaportes, de segurança e verificação da bagagem de mão, antes de acederem aos navios.

O circuito de desembarque para passageiros a terminar a sua viagem processa-se pelo passadiço de acesso aos navios e seguidamente, pela Ala Nascente da Gare. Neste átrio nascente superior existirá uma zona de rent-a-car, antes da zona de controlo de passaportes. Os passageiros são depois conduzidos, através de duas escadas rolantes e um elevador à sala de recolha de bagagem, no piso 0. A partir desta sala, após o controlo alfandegário, os passageiros são conduzidos para o exterior, onde encontrarão a via rodoviária para táxis e automóveis ligeiros.

O circuito de desembarque para passageiros em trânsito, caso não exista nenhum embarque em simultâneo, será preferencialmente encaminhado para o átrio superior poente, onde se situa a principal zona comercial da Gare. No entanto, para aqueles que optem pelas excursões em autocarro, poderão ser utilizadas uma das três torres de acesso existentes no passadiço.

A Gare Marítima da Madeira dispõe também, para além dos espaços comerciais, de vários gabinetes destinados às autoridades, tais como a GNR, Alfândega, SEF e Capitania.
A Zona de Serviços Portuários, localizada na parte mais à nascente do edifício, está destinada às próprias instalações da Administração dos Portos de Madeira, cuja sede passará a estar ali localizada.

A torre de controlo e demais áreas de serviço foram dotadas de um acesso independente, a partir da galeria exterior, através de escada e elevador. Dá igualmente acesso a uma área técnica, localizada no piso 2.

A zona central inferior da Gare, onde habitualmente ocorrerá o controlo das bagagens para embarque, está preparada para servir como sala de exposições, congressos ou reuniões, caso não esteja a ser utilizada na sua função principal.

Toda a Gare Marítima está dotada de uma rede Wifi na zona edificada e a zona exterior pedonal da mesma – zona de acesso público – foi executada em calçada portuguesa.

Outros dados

Total de estrutura metálica: aproximadamente 1.100 toneladas

Cobertura em chapa de alumínio lacado com isolamento interior: área aproximada de 9.500m2

Revestimentos Interiores nas zonas públicas da Gare em granito negro absoluto: área aproximada de 2.000m2

Algumas referências

A Madeira sempre foi um ponto estratégico e de passagem de navios de cruzeiro. Com o ressurgimento desta actividade turística a nível mundial, a Região conseguiu afirmar-se e consolidar-se como destino de cruzeiros e como uma importante referência nesta área do Atlântico.

A partir da década de 90, a indústria de cruzeiros registou uma fulgurante expansão, primeiro nos Estados Unidos da América e, depois, na Europa. Uma evolução marcada tanto pelo aumento da capacidade da frota e do número e da dimensão dos navios, como pela reorganização das empresas, pela consequente expansão das áreas geográficas de actividade e pelo crescimento acentuado da procura.

No ano passado, o Porto do Funchal liderou as estatísticas a nível nacional, registando 435.821 passageiros movimentados, o que se traduziu num crescimento de 7,5% face ao ano anterior. As perspectivas para este ano são também de crescimento, tanto no número de escalas como no número de passageiros.





























PGRAM

Segurança e fruição (Gare Marítima da Madeira)

Alberto João Jardim disse que haverá uma harmonização entre as duas situações


Alberto João Jardim salientou que o porto do Funchal, no ano passado, liderou as estatísticas a nível nacional, registando mais de 400 mil passageiros. Esta importante fonte económica da Região, conforme disse, terá de ser garantida, salvaguardando-se, em primeiro lugar, a segurança da infra-estrutura. Assim o exigem as normas internacionais. Apesar disso, haverá lugar para que as pessoas possam usufruir daquela infra-estrutura.




AO presidente do Governo Regional disse ontem que a Região tentará harmonizar a segurança do porto do Funchal com a sua fruição por parte da população.
Falando na inauguração da nova Gare Marítima da Madeira, Alberto João Jardim salientou, contudo, que «seria trágico para a economia da Região Autónoma se alguma coisa sucedesse, por não se ter tomado as devidas medidas de segurança».
O presidente do Governo lembrou que, internacionalmente, «os mecanismos de segurança (nos portos) são cada vez mais exigentes». Daí considerar que não serão permitidas quebras nessa área, que ponham em causa «esta nossa aposta no mercado de cruzeiros».
Tendo em conta estas permissas, Alberto João Jardim explicou que haverá períodos em que o porto estará à disponibilidade da população, até porque a Gare tem instalações onde as pessoas terão de ir tratar de assuntos pessoais.
Outros haverá, contudo, «em que toda a população compreenderá que é do interesse de toda a gente que estejam tomadas as necessárias cautelas», acrescentou o líder do Executivo madeirense.
Jardim salientou que «a segurança é cada vez mais uma maior preocupação em todos os que operam no ramo dos portos».
Em relação aos que viajam, o presidente do Governo lembrou que toda a gente está habituada a ser «minuciosamente escrutinada» quando se trata de viagens aéreas.
Nas marítimas, contudo, as pessoas não estão acostumadas a que isso aconteça, mas, como acentuou o presidente do Governo, «devem perceber que igual exigência de segurança é hoje feita em relação a estes barcos de cruzeiro».
É esta segurança que se exige ao porto do Funchal que Alberto João Jardim considerou a quarta razão para que a Região não perca o seu lugar no mercado de cruzeiros.
«Antes pelo contrário, para conquistar ainda mais mercado, nós temos aqui instalações que dão uma garantia da segurança do porto», acrescentou o presidente do Governo Regional.
A propósito, Jardim agradeceu à Marinha, PSP e GNR pelo papel que desempenham na segurança do porto do Funchal e, consequentemente, na economia da Região.
Outro dos seus agradecimentos foi para o arquitecto Geraldes Pinto, autor daquela que Alberto João Jardim considerou que virá a ser «uma das referências arquitectónicas da cidade do Funchal».
Referindo-se ao facto de, a partir de agora, os trabalhadores no porto do Funchal passarem a ter melhores condições de trabalho, o líder do Executivo madeirense defendeu que «era, também, necessário dar novas e melhores condições de trabalho a quem trabalha nos portos».
A propósito, defendeu que «o trabalho não se dignifica apenas arranjando-se um emprego», mas também «quando essas condições de trabalho são as melhores e mais humanas possíveis».

Acesso ao porto
será condicionado


Instado a explicar de que forma poderá a população saber quando é que a “Pontinha” estará aberta ao público, o director regional de Portos explicou que esse acesso será condicionado. «O porto é uma infra-estrutura de operação; não é uma infra-estrutura de lazer», frisou Bruno Freitas, acrescentando que haverá zonas de acesso exclusivo aos passageiros.
Acessível à população estarão as partes exteriores à Gare e algumas dentro do próprio edifício.
Por outro lado, conforme adiantou, durante a noite as portas de ferro que dão acesso à zona de acostagem de cruzeiros estará sempre encerrada.
Bruno Freitas disse que o velho hábito madeirense de as pessoas irem passear para o porto do Funchal já não se justifica, visto que foram construídas outras infra-estruturas na cidade que permitem os passeios a pé que ali se faziam. O que também não será permitido será a pesca amadora, acrescentou.
A circulação da população estará condicionada aos dias em que não haja barcos de cruzeiro acostados no porto, disse ainda.
O director regional de Portos salientou que o importante é a Região ter um porto condigno do cada vez maior mercado de cruzeiros a que quer pertencer.
Instado a comentar as previsões para este ano, Bruno Freitas disse que o objectivo é atingir as 320 escalas, o que representa um movimento de passageiros superior a 450.000 pessoas.
«Se os 320 se confirmarem, andaremos muito próximo do meio milhão de passageiros», definiu.
Bruno Freitas adiantou que o gasto médio por turista na Madeira ronda os 80 euros, o que implica que o meio milhão de passageiros representará um valor superior aos 40 milhões de euros».
Para além disso, conforme salientou, é preciso não esquecer os tripulantes que passam na Região e que, tendencialmente, gastam muito neste destino.
««O contributo do turismo de cruzeiros, hoje em dia, acredito que passe, de forma indirecta, o 1 por cento do PIB regional», disse o director dos portos madeirenses.
Questionado sobre como encara a possibilidade de o aterro junto à Avenida do Mar poder vir a ser transformado num cais de atracagem de navios, Bruno Freitas respondeu que «qualquer solução que venha a ser encontrada e que possibilite um melhor aproveitamento para aquela área, oferecendo as melhores condições na náutica de recreio, é sempre bem-vinda».
Apesar disso, defendeu que qualquer solução terá de ser devidamente estudada, de forma a não prejudicar o movimento dentro do porto.
Esbater a sazonalidade é um dos objectivos da administração de portos, visto ser maior o número de dias em que não há navios no porto, do que aqueles em que os há.

“Abre” a 3 de Junho
A nova Gare Marítima da Madeira estará em pleno funcionamento no próximo dia 3 de Junho, conforme já anunciado pelo presidente do Governo Regional.
O “Grand Voyager”, um paquete registado no Registo Internacional de Navios da Madeira e que, como tal, navega sob o signo da bandeira portuguesa, será o primeiro navio de cruzeiros a beneficiar das melhorias introduzidas no Porto do Funchal, nomeadamente com esta nova Gare Marítima.


A cerimónia de inauguração da Gare Marítima da Madeira, presidida pelo presidente do Governo Regional, contou com a presença de várias personalidades políticas, militares, religiosas e civis. O edifício, para além de outras funcionalidades, possui gabinetes destinados às autoridades, como a GNR, Alfândega, SEF e Capitania. Na parte nascente da Gare ficará localizada a sede da Administração dos Portos da Madeira. Refira-se que, no ano passado, o Porto do Funchal liderou as estatísticas a nível nacional, registando 435.821 passageiros movimentados, o que representou um crescimento de 7,5 por cento face ao ano anterior.



Jornal da Madeira

Porto do Funchal Antigamente







segunda-feira, 31 de maio de 2010

Gare é ponto de viragem no Porto do Funchal

A gare do Porto do Funchal é inaugurada hoje. Constitui um investimento de 12,8 milhões de euros. Bruno Freitas, presidente dos Portos da Madeira diz que constitui uma grande mudança







Jornal da Madeira - O que vai mudar com a nova gare?
Bruno Freitas - Além do aspecto visual e arquitectónico haverá uma melhoria óbvia na recepção aos passageiros e aos navios.
Diria que a inauguração marca uma viragem na História do porto. Com uma estrutura moderna vem reforçar o posicionamento da marca Portos da Madeira.
JM - Quando será o primeiro grande teste à gare?
BF - Será na próxima quinta-feira [com o navio Grand Voyager], altura em que já serão utilizadas as instalações do terminal.
JM - Houve necessidade de contratar mais pessoas ou antes haverá um reajustamento dos colaboradores?
BF - As pessoas que estavam a trabalhar fora vão passar a estar no novo terminal, quer nas zonas de portas quer nas zonas de bagagem. E também vão lá estar as entidades exteriores como os serviços da Alfândega, fiscais e de estrangeiros e fronteiras.

JM - As mangas vão surgir numa fase posterior...
BF - Vão reforçar a operacionalidade do terminal, que está preparado e desenhado essencialmente para trabalhar com elas. Já foi adjudicado o seu concurso. Neste momento, estão em fase de construção. Vêm para a Madeira em finais de Setembro, princípio de Outubro, para serem montadas até Novembro.
JM- Quantas mangas serão?
BF - Duas mangas que correm ao longo do cais e fazem a ligação entre o passadiço e o navio.

JM - Turando isso, a totalidade do empreendimento fica concluído agora?
BF - A infra-estrutura está concluída. Vamos proceder agora à fase seguinte que serão os concursos para as lojas, uma área afecta a restaurante/snack-bar e uma outra para floristas.
Haverão igualmente áreas livres onde irão ser colocados pontos de negócio, de apoio aos cruzeiristas e tripulações, que ainda não estão afectos, mas que se encontram disponíveis para fazermos concursos em termos de ideia, sem querermos sobrecarregar o terminal porque não é um centro comercial.

JM - A unidade provisória que os Portos da Madeira têm à entrada será desactivada e passa agora para o terminal...
BF - Sim, passa a estar integrado. Devo dizer que além do concurso vamos trabalhar o regulamento de exploração das áreas de negócio. Está pensado em termos de ideias, mas após a inauguração, vamos avançar com essa fase, que inclui um concurso para a aquisição de alguns equipamentos, nomeadamente os aparelhos de raio-x a serem instalados no terminal e o detector de metais.

JM - O restaurante será mais uma oferta na cidade?
BF - O restaurante será uma unidade quase âncora do terminal. Servirá de apoio quase imediato. As lojas e o restaurante vão avançar em simultâneo. Mas atenção que a abertura ao público local queremos fazer de forma a que não seja incompatível com a própria segurança da operação.
Com navios no porto não devemos fazer confusão e interligações com os passageiros por razões de segurança.

JM - E o acesso do madeirense ao molhe. Vão continuar as restrições?
BF - Os acessos serão revistos e condicionados. Temos que ter em atenção o número de passageiros em terminal. Mas, depois da largada dos navios e sempre que tivermos o porto disponível os acessos serão menos condicionados. O acesso à infra-estrutura e às áreas não reservadas será livre.
JM - Ou seja, se o porto estiver cheio de cruzeiros o madeirense não vai poder entrar livremente como antigamente, antes das obras...
BF - Havendo muito movimento portuário, não faz sentido existir uma mistura enquanto os navios estiverem. Agora, depois, haverá acesso.
Devo dizer que, depois da inauguração, vamos fazer uma revisão e análise ao que se irá passar em termos de segurança portuária.

JM - Mesmo sem navios no porto, o molhe vai encerrar a determinada hora da noite?
BF - Vai. Até por força do investimento feito. Não queremos que haja uma circulação livre toda a noite. O portão vai continuar à entrada do molhe, e assim que feche o comércio e não haja movimentação portuária, encerramos o acesso.
Diria que, ainda sem haver certezas difinitivas acerca do horário normal de funcionamento, deverá ser até às 23 horas, ou, o mais tardar, até à meia-noite.
Mas evidentemente que temos um segurança que irá controlar e viabilizar o acesso a viaturas de apoio aos negócios.

JM - Quando será feita a transferência dos serviços da administração portuária para o novo empreendimento?
BF - Estamos a tratar desse procedimento. Com a abertura vamos trabalhar as transferências da redes de informática e servidores. A nossa perspectiva de mudança será que aconteça mais no final do Verão.
JM - Será faseada?
BF - Não. Iremos fazer a transferência quase em simultâneo.
JM - Os Pilotos também mudam nessa altura?
BF - Sim.

JM - A nova gare vai poder servir de pretexto para aumentar as taxas no porto?
BF - Não. Temos uma proposta para sair em breve uma revisão, que não irá contemplar a subida de tarifas. Estamos convictos que isso poderá vir, eventualmente a acontecer. Este ano não e, concerteza, no próximo ano também não.
Mas a verdade é que os portos não aumentam tarifas desde 2006.
A haver revisões de tarifas serão sempre feitas em concordância com as condições do mercado. Estamos conscientes das parcerias que estabelecemos com Canárias e com os portos nacionais, pelo que deverá haver uma harmonização de tarifário.
No que diz respeito à rota Atlântica, a harmonização de tarifários vem balancear um pouco o que os operadores de cruzeiros estão disponíveis a pagar.
Nesse sentido, estamos conscientes das nossas vantagens nos preços. Sem dizer taxativamente que vou aumentar ou baixar, deve tratar-se em primeiro lugar a harmonização dos preços.

JM - Não haverão, portanto, aumentos nas taxas este ano?
BF - Não vamos aumentar as taxas portuárias. O que estamos a fazer é criar uma nova portaria em que se separa a componente de tarifas relacionadas com as actividades e serviços portuários e um anexo dedicado às tarifas que dizem respeito a actividades de negócio comercial em áreas dominiais sob gestão da APRAM.
O ajustamento que foi feito tem a ver com questões formais no que diz respeito a componentes jurídicas. Ou seja, no que diz respeito ao negócio dos cruzeiros não aumentamos a tup [taxa de uso de porto] passageiros nem a tup navio.
JM - Até porque este terminal quer mesmo incrementar um maior número de escalas...
BF - O principal objectivo deste investimento é fomentar a possibilidade de se incrementar negócio no “turn-around”. Também para o aumento do negócio no Verão. Vamos criar mais benefícios para Verão, inclusivé com práticas de descontos aos passageiros, influenciado pelo número de movimentos e escalas que os navios possam fazer, bem como numa redução mais significativa na tup de navio para as escalas naquele período.
Queremos quebrar a sazonalidade, consolidando o mercado de Inverno. Não queremos trocar.
JM- A aposta da MSC Cruises para o ano, com o “turn-around” no Funchal, os tais embarques e desembarques que se pretende, já é reflexo da gare?
BF - A aposta da MSC Cruises como de outras companhias tem sido um pouco o trabalho que a administração dos portos têm andando a fazer. Tem havido uma intensificação por parte dos portos da Madeira, de Canárias e nacionais na abordagem aos operadores de cruzeiros. É isso que temos feito com as nossas participações nas feiras e nas grandes oganizações dos mercados de cruzeiros.
JM- Mas a gare também ajuda nesta estratégia?
BF - Tem sido um motivo de venda e da nossa abertura para o mercado a afirmar que temos condições para formentar as passagens na Região de forma a que sejam marcantes a tudo o que diga respeito ao destino turístico que é a Madeira.

Não misturar com os passageiros Havendo muito movimento portuário, não faz sentido existir uma mistura enquanto os navios estiverem. Agora, depois, haverá acesso.

Acesso ao porto vedado durante a noite Não queremos que haja uma circulação livre toda a noite. O portão vai continuar à entrada do molhe, e assim que feche o comércio e não haja movimentação portuária, encerramos o acesso.

Fecho deve ocorrer pelas 23/24 horas Sem haver certezas acerca do horário normal de funcionamento, o encerramento deverá ser até às 23 horas, o mais tardar, à meia-noite.

O investimento - O investimento orçamentado foi de 12,8 milhões de euros, comparticipados em 62,8 por cento pelo Fundo de Coesão.

Restaurante, a âncora - O restaurante será uma unidade quase âncora do terminal.

Tarifas - A haver revisões de tarifas serão sempre feitas em concordância com as condições do mercado.

Parcerias - Estamos conscientes das parcerias que estabelecemos com Canárias e com os portos nacionais, pelo que deverá haver uma harmonização de tarifário.

Taxas portuárias - Não vamos aumentar as taxas portuárias. O que estamos a fazer é criar uma nova portaria em que se separa a componente de tarifas relacionadas com as actividades e serviços portuários e um anexo dedicado às tarifas que dizem respeito a actividades de negócio comercial em áreas dominiais sob gestão da APRAM.

Gare complementa - A gare tem sido um motivo de venda e da nossa abertura para o mercado a afirmar que temos condições para formentar as passagens na Região.



Jornal da Madeira

Pontinha em data histórica



Gare Marítima do Porto do Funchal a inaugurar hoje é o maior investimento da história, pois custo supera os gastos tidos com a construção da Pontinha
Data: 31-05-2010

Duzentos e cinquenta e quatro anos depois de estabelecida a exploração do Porto do Funchal, por Carta Régia emanada por D. José I de Portugal, na qual se dava 'luz verde' para o início das obras de construção de um porto de abrigo, a Pontinha vive uma data histórica.

A inauguração da Gare Marítima traduz o maior investimento realizado na principal porta de entrada da Região, circunstância que marcam não só uma nova visão do investimento, como as exigência de um mercado competitivo em que cada porto procura oferecer as melhores condições.

De acordo com os elementos recolhidos pelo DIÁRIO, o primeiro cais de embarque do Funchal surgiu com a ligação ao ilhéu do Forte de São José. Só em 1890 o ilhéu do Forte de Nossa Senhora da Conceição foi ligado à primeira fase, aumentando, desta forma, a área de acostagem. Curiosamente, esta foi uma obra parcialmente destruída por temporais imediatamente a seguir à sua finalização, o que obrigou a novas intervenções de reconstrução.

Em 1913 foi criada a Junta Autónoma das Obras do Porto do Funchal, porque o cais até ao Forte de Nossa Senhora da Conceição e os acessos viários entre a Pontinha e a Alfândega do Funchal, tornavam premente a necessidade de criação de um organismo gestor da área portuária.

Em 1939 foi aumentado em 317 metros o cais de acostagem do Porto do Funchal e em 1955 foi concluída a construção de um cais próximo aos cais do Carvão, que seria designado de Cais Regional, onde passaram a atracar os 'carreireiros' para o Porto Santo.

Em 1953 tinha já sido elaborado um projecto de ampliação do Porto do Funchal, que consistiria no alargamento do cais em todo o seu comprimento e no seu prolongamento em mais 457 metros. O custo total desta obra rondou os 350.000 contos. Quando a obra estava praticamente concluída, verificou-se que sobravam cerca de 30 mil contos, verba essa que foi utilizada para aumentar o cais em mais 30 metros.

Ampliação por 1,7 milhões

Aquela que foi a maior obra realizada no Porto do Funchal custou, a preços constantes, 1,7 milhões de euros. Anos depois, a ampliação do terminal Norte ficou por 872 mil euros, com a particularidade do terreno ter sido adquirido por 30 contos ao metro quadrado.

As contas feitas pelo DIÁRIO, a partir da consulta de vários documentos oficiais, permite concluir que a construção do Porto do Funchal terá custado menos de 3 milhões de euros.

Meio século depois da construção do molhe principal da Pontinha , a edificação da Gare Marítima traduz o maior investimento feito no Porto do Funchal, já que o seu custo (12,8 milhões de euros) é superior a todo o dinheiro gasto ao longo de mais de dois séculos na construção e ampliação do Porto do Funchal.

Com base na tese de doutoramento desenvolvida pelo madeirense João Figueira de Sousa - professor catedrático que hoje desempenha as funções de Chefe de Gabinete do Secretário de Estado dos Transportes - refira-se que mais de 20 milhões de passageiros já passaram pelo Porto do Funchal, tendo o seu cais servido de abrigo a 117 mil navios.

PASSAGEIROS
19.990.001

Entre 1897 e 2009 passaram pelo Porto do Funchal mais de 19,9 milhões de passageiros, com a particularidade de 6,3 milhões terem aportado na Região a bordo de um paquete. Outros 168 mil navegaram de e para o continente entre 1967 e 1975.

ESCALAS DE NAVIOS
117.961

Nos últimos 112 anos os registos da actividade do Porto do Funchal referem a escala de 117.961 navios, com a curiosidade de apenas 9.460 serem de paquetes, incluindo-se neste os navios de passageiros nas ligações regulares.

MADEIRA-PORTO SANTO
4.505.036

No período entre 1977 e o final do ano passado tinham viajado entre os portos do Funchal e do Porto Santo 4,5 milhões de passageiros. Calcula-se que outros 250 mil passageiros fizeram a viagem nos históricos 'carreireiros'.

LIGAÇÕES CANÁRIAS E PORTIMÃO
77.368

O início das viagens regulares com Canárias em 2006 permitiu à Naviera Armas transportar, desde então, 37.625 passageiros, para nos anos de 2008 e 2009 garantir a viagem a 39.743 passageiros entre os portos do Funchal e de Portimão.

Obra de dois séculos1756 - Por Carta Regia de D. José, dá-se início aos estudos para a obra de construção da ligação até ao Ilhéu de São José, que seria concluída em 1762.

1874 - Construção do primeiro cais comercial e estrada de 320 metros de acesso ao porto, obra concluída quatro anos depois (1878).

1885 - Adjudicação da obra de construção do cais até o ilhéu de Nossa Senhora da Conceição, que fica concluída cinco anos depois (1890).

1918 - A 20 de Dezembro é apresentado o projecto de construção do Porto do Funchal, que seria rejeitado pelo Conselho Superior de Obras Públicas.

1923 - Empresa britânica Fumasil apresenta proposta mas a falta de dinheiro e sucessivas contestações anulam o concurso.

1934 - É assinado o contrato de adjudicação da obra de ampliação da Pontinha em 317 metros, obra que é executada nos três anos seguintes.

1955 - É adjudicada obra de prolongamento do porto- mais 457 metros de cais - e construção do Cais Regional, obra que termina em 1961.

1982 - É inaugurada a 4 de Abril a Marina do Funchal, a primeira construída na Região e que permitia 150 postos de amarração para iates.

1982 - Inauguração do Terminal Norte para contentores, com um cais de 455 metros, bem como de um porto e entreposto de pesca.

2010 - A 31 de Maio é inaugurada a Gare Marítima do Porto do Funchal, obra orçada em 12,8 milhões de euros, co-financiada pela União Europeia.



DN Madeira

domingo, 30 de maio de 2010

Nova gare marítima ascende a 12,8 milhões

Infra-estrutura é inaugurada amanhã







A nova gare marítima do porto do Funchal, um investimento de 12,8 milhões de euros, que será inaugurada amanhã marca uma viragem nas estruturas portuárias da região e será um “ícone” do turismo de cruzeiros da Madeira.
“Esta aposta é uma nova dinâmica, um novo futuro, um consolidar do que somos, das nossas raízes, aquilo que sempre fomos desde os Descobrimentos, um porto seguro”, disse à agência Lusa o responsável pela Administração dos Portos da Madeira (APRAM).
Bruno Freitas explicou que este projeto foi desencadeado em julho de 2008, representa um investimento de 12,8 milhões de euros, cofinanciado pelo Fundo de Coesão.
O projeto terá uma área de implantação de 3500 metros quadrados, tendo o terminal uma extensão de 160 metros lineares, sendo separado por duas áreas destinadas ao embarque e desembarque de passageiros, e dispõe ainda uma área de passadiço de 570 metros.
Inclui a ligação aos navios em porto através de um sistema de mangas adquirido pela APRAM que está em fase de construção e será entregue até final do ano, adiantou Bruno Freitas.
O presidente da APRAM destaca que a nova infraestrutura contribuirá para reforçar o posicionamento internacional do porto da capital madeirense no mercado dos cruzeiros, porque “neste momento é uma marca sobejamente conhecida, sendo “líder a nível nacional”.
“No primeiro quadrimestre de 2010, estamos a crescer acima dos dois dígitos em termos de escalas (12 por cento) e passageiros (17 por cento), o que significa que na conjuntura atual de recessão esta indústria está em franco crescimento”, sublinha.
Salienta que este é o “reflexo da promoção que tem sido feita” no exterior numa ação conjunta com os portos nacionais, mas pode crescer ainda mais, “a partir do momento que se consiga esbater a sazonalidade que caracteriza este período na zona do Atlântico”.
“A preocupação é consolidar o mercado de inverno, mas há duas áreas de negócio que podem ser potenciadas: aumentar número de escalas no verão e as operações de “turn around” na Madeira”, pois conjugando as estruturas portuárias com as ligações aéreas e o excelente parque hoteleiro da região é possível oferecer pacotes turísticos incluindo cruzeiros, argumentou.


Jornal da Madeira

COSTA CROCIERE REGISTA EX-COSTA EUROPA NO REGISTO INTERNACIONAL DA MADEIRA.




Data: 30-05-2010

O Registo Internacional de Navios da Madeira (MAR) aceitou o pedido de registo do paquete 'Thomson Dream' (ex-'Costa Europa'), confirmando-se dessa forma a excelente imagem que este registo goza a nível internacional. Apesar do registo de propriedade deste paquete, que integra a frota da companhia italiana Costa Crociere, estar efectuado no MAR, o navio deverá arvorar a bandeira de Malta nos próximos de cinco anos. Segundo o DIÁRIO apurou, esta situação, comum a todos os registos convencionais, decorre do facto do paquete estar afretado pela companhia TUI (inglesa) que a exemplo de outros paquetes com que opera, prefere arvorar a bandeira de Malta, retirando daí outros dividendos, nomeadamente de natureza fiscal.

O registo efectuado em Malta é considerado temporário e tem a duração de cinco anos, o período máximo concedido pelo MAR neste tipo de solicitações. No entanto, esse prazo poderá vir a ser prerrogado por mais cinco anos - mediante novo pedido do proprietário do paquete ao MAR - totalizando assim os 10 anos de duração do contrato de afretamento do mesmo. Paquete com história na Madeira O 'Thomson Dream' visitou 98 vezes o porto do Funchal com diferentes designações, a última das quais no dia 3 de Novembro .

Construído em 1986, nos estaleiros alemães Meyer Wertf, foi à data baptizado como 'Homeric'. Em 1988 foi rebaptizado como 'Westerdam', ano que entrou ao serviço da Holland America Line. Com a introdução de uma secção prefabricada de 39,6 metros, aumentou a sua capacidade para 1.830 turistas.

No ano 2002 foi transferido da Holland America Line (HAL) para a Costa Crociere, ano no qual foi remodelado e rebaptizado como 'Costa Europa'. Com a passagem deste paquete para a frota da Thomson Cruises, esta companhia passará a operar com outros dois paquetes que outrora pertenceram também à HAL: os actuais 'Thomson Spirit' e o 'Thomson Celebration'.

A primeira escala na Pontinha do actual 'Thomson Dream' terá lugar a 13 de Dezembro.


DN Madeira

sábado, 29 de maio de 2010

Recarga de areia na Calheta

3.800 TONELADAS DE AREIA AMARELA DE MARROCOS ESTÃO JÁ EM DESCARGA NO PORTO DO CANIÇAL.
Data: 29-05-2010





Tal como o DIÁRIO referiu na edição do passado dia 15, a praia artificial da Calheta está a ser submetida a vários trabalhos de reparação e manutenção de forma a poder estar operacional no início da abertura da época balnear deste ano.

Nesse sentido, e de forma a permitir a operacionalidade da praia, a autarquia da Calheta aprovou a compra de cerca de 3.800 toneladas de areia amarela adquirida, ao que apuramos, em Marrocos e que, entretanto, já está à descarga no porto do Caniçal.

Com efeito, o navio graneleiro 'West Sky', que atracou ontem pelas 8h30 naquele porto a Leste do Funchal, transporta nos seus porões cerca de 3.800 toneladas de areia amarela, estando a transferência do 'ouro amarelo' a processar-se com recurso a camiões, operação que teve o seu início às 10h30 e que prolongar-se-á até à próxima segunda-feira. Ao que apuramos o transporte dos inertes deverá implicar mais de 120 viagens de camiões entre o Caniçal e a Calheta.

Recorde-se que a última operação de recarga de areia naquela praia ocorreu a 1 de Junho de 2008 e consistiu na reposição de cerca de 2.800 toneladas de areia amarela.

Sobre o 'West Sky', de referir que navega com bandeira do Panamá, está agenciado à Via Oceano e, após concluir as operações de descarga, zarpará do porto do Caniçal com rumo a alto mar.

Paquete e ferry na Pontinha




A outro nível, de referir a presença hoje na Pontinha do paquete 'Ocean Princess' que viaja com cerca de 650 turistas, em trânsito. Procedente de Tenerife, o mesmo tem chegada prevista ao porto do Funchal para as 8 horas, prolongando esta sua escala até ao final desta tarde, zarpando pelas 17 horas com rumo ao porto de Casablanca.

De regresso ao Funchal está também o ferry canário 'Volcán de Tijarafe' que é procedente de Las Palmas e que atracará na Pontinha às 8h15 de hoje. Depois de concluir as operações de desembarque/embarque de passageiros e viaturas o navio zarpará da Pontinha com destino ao porto de Portimão.


DN Madeira

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Novidades do Ferry Volcan de Tijarafe (Travessia mais rapida e mais capacidade de passageiros)

Buenas Tardes,

Efectivamente el Volcán de Tijarafe ha aumentado el número de botes en 2 unidades. Esto se debe únicamente a la línea de Funchal >Portimao. El ferry estaba despachado para viajes internacionales cortos, esto tiene una serie de limitaciones. Las dos limitaciones principales son: no poder separarse de la costa mas de 200 millas, y el % de pasajeros en los botes. Para cumplir con esta norma, el ferry debía hacer una ruta mas larga, acercandose a la costa Marroqui antes de poder poner rumbo definitivo a Pôrtimao. Además de esto, el número de pasajeros estaba limitado a 450.
Ahora, con estos dos botes extra, el ferry puede hacer el viaje entre Funchal y Portimao a rumbo directo, (Ganando casi 1 hora en la travesia), y la capacidad de pasajeros vuelve a ser de 1000.
El barco está ahora despachado para "Viajes Internacionales".
Espero que esto les haya ayudado,


(Texto Via FotosdeBarcos)


Fotos com a nova decoração e já com os novos botes



(Fotos victorito)



Na nova decoração pode ler-se:

Canarias«»Madeira«»Portimão

Muito mais é o que nos une
Que aquilo que nos separá