segunda-feira, 14 de junho de 2010

Madeirenses consomem 10 milhões de litros de águas engarrafadas

Águas de mesa geram negócio de 3,5 milhões







O negócio das águas engarrafadas é recente. Há trinta anos a marca que dominava o mercado era a 'Água do Porto Santo', que no rótulo indicava o palavrão "bacteriologicamente pura" e que era mais utilizada contra indisposições e para ajudar a digestão do que propriamente para ser bebida como água de mesa. O furo de onde era tirada na ilha dourada foi dado como contaminado e desde há muitos anos que a empresa que a engarrafava deixou de existir. Nesse tempo existiam outras águas termais engarrafadas no mercado regional, que se vendiam nas farmácias, recomendadas também para tratamento de algumas maleitas.

A moda do consumo de águas naturais ou de nascente implantou-se na última década. O consumo em força surgiu numa ocasião em que as pessoas começaram a tomar consciência de que a água potável corrente, de torneira, poderia transportar impurezas que, de alguma forma, pudessem fazer mal à saúde. Desconfiava-se da contaminação da água por factores humanos ou químicos, devido aos tratamentos a que estava sujeita. Hoje a questão está ultrapassada, e as câmaras municipais estão obrigadas a análises frequentes e à publicação dos seus resultados. Felizmente na Região Autónoma isso acontece e não consta que existam problemas nesse aspecto. Os riscos dissiparam-se, ou são extraordinariamente menores, mas o bom hábito de beber água engarrafada tem-se mantido e crescido de forma exponencial. Aliás, o consumo de mais água institucionalizou-se nas boas regras dos cidadãos, agora mais cientes de que a hidratação é essencial ao correcto funcionamento do corpo humano.

Água regional ganha quota
Miguel de Sousa, administrador da Empresa de Cervejas da Madeira (ECM), reconhece que o negócio é novo. Confirma que tem crescido bastante e que tem muito mercado ainda para ganhar. Face ao consumo de águas importadas, a empresa regional foi obrigada a lançar uma água de mesa, a 'Atlântida', quando verificou o crescimento das marcas que representava e representa na Região Autónoma: Luso, Serra da Estrela e Frize. Completos os estudos e verificada a viabilidade do projecto, surgiu a água madeirense. A empresa vendeu no ano passado seis milhões de litros de águas engarrafadas, das quais cerca de 37,5% foram da marca própria, que é captada em nascente no concelho de Câmara de Lobos, desde 2005. No ano passado foi lançada uma variante da 'Atlântida', gaseificada, que também encontrou mercado. A tendência de consumo mantém-se. A ECM fornece ainda as grandes superfícies de distribuição alimentar que estão no mercado madeirense (Pingo Doce, Modelo e Sá), embora estas tenham também águas de marcas próprias, com muita procura entre os seus clientes. No total, Miguel de Sousa estima que a empresa tenha facturado dois milhões de euros no segmento das águas de mesa.

Na Madeira estão à venda mais de vinte marcas de águas nacionais e espanholas, sendo visível também nos supermercados e bares algumas outras marcas estrangeiras, nomeadamente francesas, para um nicho de clientela mais alta.

Segundo uma sondagem que fizemos junto de distribuidores e vendedores, estima-se que a Madeira consumiu no último ano cerca de 10 milhões de litros de águas engarrafadas, em vasilhame de diversa capacidade, entre os 20 centilitros e os boiões de cinco litros, o que representa, a grosso modo, um mercado de cerca de 4,5 milhões de euros.

Tendência de crescimento

A tendência é para um maior consumo. A população consome as águas engarrafadas às refeições. Também nos passeios ou nas caminhadas é normal ver pessoas abastecidas com garrafas de água, já que poucos arriscam a bebê-la nas bicas das nascentes que encontram nas serras ou nas levadas como, porventura, acontecia no passado, quando o precioso líquido corria das nascentes, com aspecto mais límpido e mais cristalino. Outro factor que tem levado a um maior consumo de águas engarrafadas é o facto de muitos médicos aconselharem o consumo de água, diversas vezes ao dia. Nesse sentido têm se movido as campanhas de marketing e de promoção comercial das águas minerais naturais e de nascente, às quais se juntam hoje sabores para atrair mais clientela. Tem sido também uma alternativa importante (mais saudável e mais barata) aos refrigerantes que no ano passado, no mercado nacional, acusaram uma quebra de vendas de cerca de 1,6% e aos sumos de frutos e néctares, estes com queda maior, a caírem para os 10,2 por cento.

Importância do sector em Portugal

O volume de negócios do sector das águas minerais naturais e das águas de nascente é de, aproximadamente, 286 milhões de euros
(2008), o que corresponde à transacção de mais de 1 000 milhões de litros de água, segundo dados da Associação Portuguesa dos Industriais de Águas Minerais Naturais e de Nascente (APIAM).

O sector corresponde a cerca de três por cento do conjunto da indústria portuguesa alimentar, assegurando mais de 10 mil postos de trabalho, entre os gerados directamente e os indirectamente gerados, a jusante e a montante da actividade (fornecedores, serviços, distribuidores). "Uma parcela importante deste emprego está ligada a regiões do interior do País, pois as unidades de engarrafamento têm de estar localizadas na proximidade das nascentes", refere a APIAM.

Empresa de Cervejas
6 M

A Empresa de Cervejas da Madeira (ECM) forneceu no ano passado seis milhões de litros de águas engarrafadas.
Das marcas nacionais que representa e da marca própria.
A 'Atlântida' já representa 37,5% do total da distribuição de águas da ECM.

Produção Nacional
1 000 M

A produção nacional de águas minerais naturais e de nascente engarrafadas deverá ultrapassar este ano mil milhões de litros. Dados da associação dos industriais do sector apontam para um crescimento do mercado nos primeiros meses deste ano, de 1,7%, na tendência de 2009.

Águas de nascente
+ 22,4%

As águas de nascente tiveram em Portugal, no ano passado, um crescimento de 22,4%, o que demonstra o dinamismo das empresas que se dedicam à sua captação e comercialização. As águas com gás e gasosas(5% do mercado) estão em queda (menos 0,7% de Janeiro a Março de 2010).




DN Madeira

Revista 'Fugas' destaca a Madeira




A revista 'Fugas', que acompanha aos sábados o jornal 'Público', está a celebrar 10 anos de publicação ininterrupta. Para assinalar a efeméride os responsáveis editoriais decidiram fazer um 'top-ten'. As evidências e destaques que surgem nessa listagem são da responsabilidade dos jornalistas, que, de forma participada, votaram nas suas melhores experiências e vivências.

Nas praias portuguesas há lugar de destaque para a do Garajau, onde foi hasteada este ano a primeira Bandeira Azul em Portugal.

O 'Madeira Magic' surge em primeiro lugar na listagem dos dez passeios de família recomendados, potenciado até pelo facto da TAP estar a oferecer a viagem para os mais pequenos (desde que acompanhem os pais e as reservas tenham sido feitas até 1 de Junho).

A Floresta Laurissilva é destaque nos dez passeios com natureza por dentro. Refere a 'Fugas': "Se houvesse uma votação para determinar qual a paisagem selvagem mais intacta de Portugal, a eleita teria de ser, indiscutivelmente, a Floresta Laurissilva da Madeira."

Nos campos de golfe nacionais, a Madeira ganhou dois lugares entre os dez: Santo da Serra e Porto Santo. Nos hotéis a Estalagem da Ponta do Sol emparelha entre os melhores. "Aquele em que o design melhor se conjuga com moda, juventude e hedonismo", destaca.

Uma referência final para o 'Blandy's Bual 1920' intitulado de "Gigantesco e Estonteante", engarrafado em 2006 depois de 86 anos de repouso. "Absolutamente monumental!", assim classifica Rui Falcão, o especialista que escreveu sobre este néctar e que o coloca entre a dezena dos melhores vinhos da última década. Os vinhos e outras coisas boas da vida, como bares e automóveis, são também tema das reportagens da 'Fugas', uma revista que é referência na imprensa nacional.



DN Madeira

Funchal Antigamente

Dion - The Wanderer




Lyrics/Letra



Oh well I'm the type of guy who will never settle down
Where pretty girls are well, you know that I'm around
I kiss 'em and I love'em 'cause to me they're all the same
I hug 'em and I squeeze 'em they don't even know my name
They call me the wanderer yeah the wanderer
I roam around around around...

Oh well there's Flo on my left and there's Mary on my right
And Janie is the girl with that I'll be with tonight
And when she asks me which one I love the best
I tear open my shirt I got Rosie on my chest
'Cause I'm the wanderer yeah the wanderer
I roam around around around...

Oh well I roam from town to town
I go through life without a care
'Til I'm as happy as a clown
With my two fists of iron and I'm going nowhere

I'm the type of guy that likes to roam around
I'm never in one place I roam from town to town
And when I find myself a-fallin' for some girl
I hop right into that car of mine and ride around the world
Yeah I'm the wanderer yeah the wanderer
I roam around around around...

Oh yeah I'm the type of guy that likes to roam around
I'm never in one place I roam from town to town
And when I find myself a-fallin' for some girl
I hop right into that car of mine and ride around the world
Yeah 'cause I'm a wanderer yeah a wanderer
I roam around around around...
'Cause I'm a wanderer yeah a wanderer
I roam around around around...

Região cria residências assistidas para idosos

Segurança Social prepara-se também para reforçar número de cuidadores







O Governo Regional vai apostar na criação de residências assistidas, destinadas a pequenos grupos de idosos (entre quatro e seis). Para além disso, quer reforçar o número de cuidadores.
A presidente do Centro de Segurança Social da Madeira, Bernardete Vieira, sublinha que, em declarações ao JM, a Região teve de adiar, na sequência da intempérie de 20 de Fevereiro e à consequente necessidade de transferir apoios financeiros e logísticos para acudir às vítimas do temporal, «um projecto que estava pronto para avançar antes do temporal de 20 de Fevereiro, que são o das residências assistidas».
São pequenas casas, onde estarão quatro a seis idosos, e onde a Segurança Social assegura um acompanhamento durante 24 horas.
«Em vez de ser um lar grande, e os lares também são importantes e fazem parte do programa do Governo, é uma casa e constitui mais uma resposta para os idosos», sublinha.
Segundo Bernardete Vieira, «o ambiente nas residências assistidas será mais familiar». O Governo Regional, garante, quer difundir esta prática e alargá-la a toda a Região.
«Estamos a pensar em criar duas residências assistidas no Funchal. Se houvessem idosos que tivessem casas e estivessem dispostos a disponibilizá-las para eles e também para outros idosos, mediante arrendamento, seria a melhor opção. Mas, ninguém está a querer isso. Temos, pois, que arrendar e para arrendar temos de cumprir todos os procedimentos legais», complementa.
A Segurança Social madeirense está a contar lançar as duas casas até Julho, e depois ver até final do ano o que poderá fazer mais naquele sentido. Esta medida está no Plano Gerontológico e «é para avançar».
Quanto aos cuidadores, Bernardete Vieira diz que é uma medida de grande. «Gostaria que ainda tivesse mais, porque é importante para os idosos.», disse.
Neste momento, existem cerca de 170 cuidadores em toda a Região, um número que a Região quer ver aumentado a curto/médio prazo. Os cuidadores, lembre-se, têm a missão, perante contrapartida financeira da família do idoso, que contará com comparticipação do Governo, no caso das menos abonadas, de cuidar do sénior a seu cuidado, desde alimentação à tomada de medicamentos.
Por outro lado, Bernardete Vieira diz que, por agora, o plano de marketing social está suspenso, mas não cancelado.
«Com este temporal, tivemos de reequacionar prioridades. Prefiro investir dinheiro numa residência do que no plano, embora também considere que seria importante a sua efectivação. É uma coisa que pode esperar», conclui.

Refeições a leste até inícios do próximo ano

A presidente do Centro de Segurança Social da Madeira sublinha que a abertura de concurso para as refeições entregues a domicílios nos idosos para a zona leste (Machico e Santa Cruz) será lançado até, o mais tardar, finais deste ano, inícios de 2011.
Na zona oeste, está a faltar apenas o concelho da Calheta. Bernardete Vieira anuncia que, em breve, será assinado um acordo com a Santa Casa da Misericórdia da Calheta, que já assegura a ajuda domiciliária àquela zona. «É com eles que vamos negociar, para avançar até final do ano», disse.
«Em Dezembro/Janeiro vamos lançar o concurso para a Zona Leste. Antes disso não conseguimos, porque ainda será preciso lançar o caderno de encargos e o concurso propriamente dito. Depois, iremos adjudicar, o que deverá acontecer em Dezembro/Janeiro», explica.
Quanto ao Porto Santo, Bernardete Vieira sublinha que a Segurança Social está a avaliar a situação e diz que só vai avançar para as refeições para idosos ao domicílio «se isso se justificar».

Alas exclusivas para doentes com Alzheimer

Bernardete Vieira não se mostra muito a favor de lares exclusivos para doentes com Alzheimer.
«Temos o Porto Moniz, que tem um lar com ala para Alzheimer. Mas, a nossa experiência diz-nos que não se justifica, porque há uma fase em que ainda é necessário, quando os doentes estão na sua fase mais nervosa, mas depois passam a estar devidamente medicados e ficam com uma dependência como outro qualquer. Por isso, chegámos à conclusão que não vale a pena investir em lares só para aqueles doentes», disse.
A Segurança Social diz que pondera, sim, a criação de alas especiais nos lares que forem sendo construídos, bem como naqueles já existentes, que serão requalificados.


Jornal da Madeira

Santa Cruz está a precaver o futuro








O grupo parlamentar do PSD na Assembleia Legislativa da Madeira visitou, ontem, a freguesia de Santa Cruz para inteirar-se das obras que estão a ser feitas no interior das ribeiras, na sequência dos estragos que estas sofreram por ocasião da intempérie de 20 de Fevereiro último.
A comitiva falava junto à Ribeira de Santa Cruz, que neste momento está a ser objecto de intensas obras, por forma a repor a normalidade no leito e, sobretudo, trabalhos de recuperação das muralhas de protecção que sofreram algumas fissuras ao longo de todo o seu curso. Idêntico trabalho foi efectuado na Ribeira da Boaventura e também a norte, na ribeira que desagua do sítio do Janeiro.
Estes trabalhos, no entender de Sidónio Fernandes, demonstram bem a forma como o concelho foi fustigado no dia 20 de Fevereiro, com grande incidência na freguesia da Camacha, destacando que os trabalhos de recuperação estão a ser feitos, embora «com pouco dinheiro».
«Estamos a nos preparar para que, se tivermos outras intempéries, sejam de facto minimizadas pelo trabalho que estamos a fazer», disse o mesmo responsável, o porta-voz do grupo que ontem se deslocou a Santa Cruz, acompanhado por elementos da Câmara local.
Sidónio Fernandes destacou ainda a pronta inventariação e celeridade com que tudo tem vindo a ser feito, por parte do Governo Regional. «Digamos que é um tempo recorde. Logo a seguir à intempérie, em Março, deu-se início às obras, com maior incidência agora, no Verão, porque é a época que as podemos fazer, para podermos precaver o futuro», concluiu.
Santa Cruz, recorde-se, foi um dos concelhos mais fustigados no dia 20 de Fevereiro pela chuva, sendo que aqui caiu o maior volume de precipitação registada pelo Instituto de Meteorologia. Várias ribeiras transbordaram e pequenos cursos de água transformaram-se agora em grandes leitos, tal foi a força da água. Em Santa Cruz, chegou-se mesmo a temer pelo centro da cidade. Os receios centraram-se na ponte onde hoje está localizada a rotunda junto à Igreja e o Santa Cruz Shopping, mas felizmente, não houve grandes estragos a registar.


Jornal da Madeira

Praia do Porto Santo é única no país e na Europa

Opinião do investigador em geomedicina da Universidade de Aveiro, João Baptista







A praia de areia amarela do Porto Santo com nove quilómetros de extensão «é única no país e distingue-se das demais europeias» devido à composição da areia, usada há séculos com fins medicinais.
Esta é a opinião do investigador em geomedicina da Universidade de Aveiro, João Baptista, que sustenta que de todas as candidaturas a Maravilhas Naturais de Portugal, esta praia é única.
«É uma praia única em Portugal, distingue-se das demais europeias pela sua composição. É uma areia especial por ser carbonatada e biogénica, propriedades físicas químicas e térmicas que permitiram o seu uso em processos de naturoterapia durante séculos», salienta.
O investigador refere que ao longo dos tempos as areias do Porto Santo foram utilizadas para curar muitas doenças do foro reumático, ortopédico e fisiátrico.
Adianta que apesar de existir este tipo de areia nas Canárias e Cabo Verde, de formação mais recente, «o único sítio onde se regista a sua utilização para tratamentos da saúde humana é no Porto Santo».
A praia da areia amarela contribui para que o Porto Santo seja conhecido como a “Ilha Dourada”, de acordo com João Baptista, acrescentando que no passado a praia teve o triplo do tamanho e que é um espaço raro por ser de areia amarela, numa ilha de origem vulcânica.
O investigador explica que a formação da praia remonta há cerca de 30 mil anos com o desenvolvimento de uma grande plataforma de recife de coral sobre um substrato vulcânico rochoso e um conjunto de espécies vegetais que ali coabitaram.
«Além da composição química, é especial pela textura, sendo uma areia extremamente fina [o grão tem um quarto ou oitavo do milímetro], pela forma das partículas que são lamelares e pela dureza do material, o que a torna menos abrasiva» que a das restantes praias, explica o investigador.
João Baptista aponta ainda como propriedades especiais, o facto da praia funcionar como corpo de calor, absorvendo e acumulando calor durante um longo período.
As investigações efectuadas sobre as propriedades das areias nos últimos dez anos por uma equipa multidisciplinar levaram à sua utilização na área da geomedicina, considerando-se que existe na denominada “Ilha Dourada” uma clínica.
Na última Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) a praia foi também apresentada como tendo vantagens cosméticas.
João Baptista destaca ainda os benefícios desta areia na agricultura biológica com foro medicinal, tendo propriedades que dão sabores particulares aos produtos hortícolas e frutícolas, e a sua utilização na formação da cal para aplicação na construção civil.
Realça também que a água do mar da ilha, do ponto de vista químico e bacteriológico, com grande quantidade de iodo, contribui para que o banhista apresente um «bronzeado único, cor de chocolate dourado, em comparação com o conseguido nas outras praias», além da qualidade das águas comprovada pela atribuição de bandeiras azuis.
O investigador defende ser «importante a sua preservação para que no futuro se possa usufruir todas as propriedades desta praia única».


Jornal da Madeira