sábado, 9 de maio de 2009

Vale de São Vicente renovado entre a Vila e o Laranjal







O vale da Freguesia de São Vicente vai ficar mais enobrecido. Ainda este ano, em princípio dentro de cerca de dois meses, deverão ir para o terreno as obras de requalificação urbanística na Estrada João Abel de Freitas, entre a Vila e o Sítio do Laranjal.
Trata-se de um projecto que vem transformar por completo toda a zona envolvente à antiga estrada municipal João Abel de Freitas, entre o Quartel dos Bombeiros e a rotunda do Laranjal. Ao longo de todo o traçado, que será também requalificado, serão criados passeios, espaços ajardinados, um percurso pedonal com um circuito de manutenção, fontes com jogos de água e de luz, de modo a trazer mais vida ao vale, que é actualmente caracterizado por uma certa escuridão, bem como serão também criadas praças e serão reorganizados os estacionamentos junto às Grutas de São Vicente.
De acordo com o presidente da Câmara de São Vicente, a obra (cujo projecto está neste momento em fase de adjudicação), será apoiada por fundos comunitários e regionais (é fruto de contrato-programa com o Governo Regional) e terá um custo de cerca de cinco milhões de euros. Humberto Vasconcelos destaca o facto de a intervenção transformar o espaço em questão numa «zona nobre».
O projecto contempla a reabilitação e requalificação da estrada, reajustando o traçado, colocando passeios (em calçada à portuguesa), estacionamentos e arborização, imprimindo-lhe um carácter mais urbano. Por outro lado, atendendo a que este constitui o único percurso pedonal entre os sítios a norte (Laranjal, Lameiros, Fajã dos Vinháticos, Achada dos Judeus, Achada do Til, Ribeira Grande) e a vila - a circulação a pé na Via Expresso é proibida - a colocação dos passeios torna-se imprescindível, melhorando a acessibilidade. Ao longo do percurso, e tendo também em conta que este é o arruamento de acesso às Grutas de São Vicente (importante ponto turístico), serão criados pequenos miradouros, espaços de estar e lúdicos, bem como jardins.
O projecto contempla, por outro lado, o “Jardim Sete Fontes”, denominação proposta para o circuito de manutenção, em alusão ao sítio das Sete Fontes. Aqui, serão construídas duas fontes cibernéticas com jogos de água e luz. Destas, uma será uma fonte visitável, com 37 jactos verticais de água livre a três alturas distintas e com 63 projectores de luz, ao passo que a outra será uma fonte ornamental, com sete jactos de água livre também a três alturas distintas e com 21 projectores. Por seu turno, o circuito de manutenção, que se confunde com o próprio passeio do arruamento, quase que incentivando as pessoas a usufruirem do mesmo, será composto por 18 estações para os mais variados exercícios físicos, podendo ser usado por principiantes ou por pessoas com prática desportiva regular, locais ou visitantes.
De referir ainda que o facto de toda esta zona que será alvo de intervenção ser a primeira imagem que os visitantes têm ao chegar à vila de São Vicente pela Via Expresso - estes terrenos confinam com este eixo e ainda têm vestígios da execução da mesma - torna-se um factor determinante nos trabalhos a efectuar. Por isso, o projecto prevê a contiguidade orográfica e perspéctica ao vale, longitudinal e transversalmente, abolindo as roturas visuais existentes, através da introdução de massas arbóreas de espécies semelhantes às das envolventes e da modulação do terreno, de modo a criar cenários associados às paisagens naturais das encostas do vale de São Vicente. Como tal, para promover a integração paisagística, foram escolhidos materiais naturais tais como a pedra e a madeira nos pavimentos, muros de suporte e outros elementos ornamentais.

Estacionamentos serão reorganizados junto às Grutas

O projecto de requalificação urbanística na Estrada João Abel de Freitas prevê igualmente a reorganização dos estacionamentos junto às Grutas de São Vicente e Centro do Vulcanismo.
Tendo em conta que o estacionamento é feito actualmente de forma aleatória, sem qualquer intenção de sentido de circulação, nem diferenciação de pavimentos destinados ao trânsito de viaturas e de peões, o projecto vem disciplinar esta situação, através da sinalização horizontal e vertical dos lugares de estacionamento e passagem de peões, bem como através da adopção de pavimentos com diferentes níveis e revestimentos.
A intervenção passará a contemplar 38 lugares de estacionamento para veículos ligeiros e dois lugares para veículos pesados de passageiros.
De referir ainda que passará a haver um sentido único de circulação automóvel, com apenas uma entrada e uma saída.


Jornal da Madeira

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Nova Biblioteca Municipal de Câmara de Lobos

Foi inaugurada a 3 de Maio pelo Presidente do Governo Regional a nova Biblioteca Municipal de Câmara de Lobos. Neste momento de grande importância para o conelho participaram muitos populares bem como as diversas entidades oficiais da região.




A Obra

A nova Biblioteca Municipal de Câmara de Lobos, foi construída pela câmara municipal, ao abrigo do programa da rede nacional de bibliotecas públicas, através de um protocolo que englobou o município, a Direcção Regional dos Assuntos Culturais e do IPLB, visa ser um local de conhecimento e de informação e integra secções diferenciadas para adultos e crianças e também espaços polivalentes para actividades de animação, colóquios e exposições. No que respeita às colecções, para além de livros, jornais e revistas, reunirá documentos áudio, vídeo e multimédia. O edifício, distribuí-se por 3 pisos, sendo que no piso zero, para as bibliotecas, no piso menos um, estão as áreas técnicas do edifício e no piso um, estão os gabinetes administrativos e cafetaria. Trata-se de um investimento público que ascendeu a 4.230.060,22 Euros.

Inagurado em Machico o “Machim Centrum”

Presidente do Governo disse ontem na inauguração do Machim Centrum
Portugal é governável se mudarem o sistema





O presidente do Governo Regional inaugurou ontem o “Machim Centrum”, um dos maiores espaços comerciais existentes fora do Funchal. Situado no centro da cidade de Machico, este empreendimento privado tem espaços para habitação, comércio, escritórios e estacionamentos. Ali foram investidos 14 milhões de euros pelo Grupo “Miguel Viveiros”. Jardim aproveitou para contestar os que tentam impedir o desenvolvimento nacional e defendeu que o País só irá mudar se for alterado o sistema político-constitucional.


O presidente do Governo Regional defendeu ontem que «Portugal é um país doente», mas que seria governável se mudassem o sistema político e as leis e deixassem as pessoas trabalhar.
A declaração foi feita na inauguração do “Machim Centrum”, em Machico.
Referindo-se aos problemas que esta obra enfrentou, Jardim disse que se pretendia dificultar um investimento que rondou os três milhões de contos (14 milhões de euros), o que considerou ser «muito grave».
«Um País que faz leis que dificultam o investimento; um país que faz leis que afastam as pessoas de colocar o seu dinheiro para o bem do povo; este país está doente. Portugal é hoje um país doente», disse.
O presidente acrescentou que há quem diga que Portugal é um Estado de Direito. «Eu pergunto: mas que Direito? Uma catadupa de leis, que fazem todos os dias, sem nexo, sem sentido, perturbando o desenvolvimento, criando dificuldades ao crescimento económico. Umas ideias que há para aí, como se toda a História do Homem não fosse a transformação da Natureza e antes, pelo contrário, queriam que os madeirenses fossem todos embora e isto ficava para aqui a criar erva. Isto não pode ser assim!».
Na opinião de Alberto João Jardim, «o que nos salva ainda são os tribunais e o bom senso dos juízes, que não estão para ser funcionários públicos de legisladores incompetentes e que têm o cuidado de considerar a lei em termos de poderem fazer justiça».
O presidente acrescentou que, se os magistrados «estivessem só agarrados ao que está escrito na norma; se os magistrados não procurassem fazer justiça, dar a cada um aquilo que é seu direito, então o País estaria pior. Ainda estaria mais às avessas».
Alberto João Jardim disse achar «muita piada» ver as pessoas preocupadas com a governabilidade do País.
«Ao fim de trinta e tal anos depois do 25 de Abril é que chegaram à conclusão de que era preciso se preocupar com a governabilidade, ou o País poder ser governável. Não tinham dado antes por isso. Que isto não era governável e agora perguntam como é que vamos governar isto».
Na opinião do presidente do Governo, «é simples: mudem o sistema político-constitucional, mudem as leis deste país; deixem trabalhar quem quer e pode trabalhar e vão ver que o País é governável. Eu sei como este país é governável. Agora, o que não estou disposto é que, na minha terra, na nossa Madeira, estejamos aqui a ver a nossa vida andar para trás por causa de leis que a República Portuguesa faz e que são autênticos disparates e estão a prejudicar a vida do povo madeirense».
Por tudo isto, Jardim garantiu que «isto não pode continuar assim».

Responsabilidade é de todos

Neste contexto, o presidente do Governo considerou que o Machim Centrum é «um exemplo de resistência, de tenacidade».
Conforme acrescentou, a vida é uma luta. «A vida política também é uma luta«, lembrou.
A propósito, Jardim referiu-se às pessoas que dizem que a situação está mal por culpa dos políticos.
«Têm razão. Políticos que fazem leis absolutamente absurdas e que não prestam, claro que são culpados, mas o povo não pode andar a votar mal e depois dizer que a culpa é dos políticos. Se os políticos estão lá é porque alguém os pôs e quando as pessoas dizem que não têm pachorra de votar, então estão a deixá-los lá».
Foi perante este cenário que o presidente do Governo salientou que «isto é uma responsabilidade de todos, porque fez-se o 25 de Abril foi para ter uma democracia, para ter o desenvolvimento, para ter um país moderno. Não foi para se ter um bando de burocratas, que só atrapalham a vida dos cidadãos que querem aumentar a riqueza e criar postos de trabalho para quem precisa de trabalho».


Lutarmos juntos para mudar o País


Daí ter garantido: « Não posso aceitar um regime político que não dá qualquer resposta, que não dá as respostas que é necessário dar a todo o povo português».
Lembrando que em Machico sempre se soube lutar, Jardim disse ser preciso lutarmos juntos para fazer «grandes mudanças neste País».
Conforme frisou, «já não é uma questão de partidos; os partidos deram todos o que tinham a dar». Pelo contrário, «são precisas mudanças muito melhores, do próprio sistema político e então sim, tornar isto governável, tornar o progresso uma realidade, que é possível. Insisto: é possível o progresso deste país, mas não é assim, não é desta maneira».
A concluir, Alberto João Jardim disse contar com o povo e lembrou o exemplo de Miguel Viveiros, o empresário responsável pelo empreendimento ontem inaugurado, cuja atitude é «sempre para a frente, sempre pelo desenvolvimento».


A OBRA
O “Machim Centrum” é um dos maiores espaços comerciais fora do Funchal e representa um investimento privado de 14 milhões de euros. É um empreendimento do Grupo “Miguel Viveiros”. A obra, construída no centro da cidade de Machico, compreende quatro áreas de intervenção: habitação, comércio, escritórios e estacionamentos. A área habitacional é constituída por 29 fracções de tipologias T1, T2, T3 e T4 e a área de escritórios é ocupada por seis espaços com 790 metros quadrados. Dos cerca de 14.000 m2 de área comercial, 6.400 estão afectos ao comércio e 7.600 a estacionamentos. Segundo Jardim, «num momento em que a Região atravessa dificuldades impostas por Lisboa, a aposta do Governo Regional tem sido a de incentivar e promover condições favoráveis ao investimento privado, gerador de riqueza, de oportunidades de emprego e desenvolvimento».

Jornal da Madeira

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Madeira perde 5 % de IVA queda em Portugal é 20%

Madeira perdeu 92 mil euros/dia de receitas geradas pelos impostos
Data: 04-05-2009



A economia da Madeira está a aguentar-se bem face à retracção do consumo e ao aumento do desemprego. Essa é a conclusão que se pode tirar do desempenho da receita fiscal, que no final do primeiro trimestre tinha caído 4% em relação a período homólogo do ano passado.

Face à crise generalizada da procura, que vem afectando o consumo, a inevitável descida da receita fiscal da Madeira é, contudo, um terço inferior à verificada a nível nacional (12,3%), facto surpreendente face à dimensão do mercado e dependência externa da Madeira.

Um olhar pormenorizado à receita permite concluir que a actividade económica gerada na Madeira superou, em termos relativos, a verificada a nível nacional. Porque na Madeira a receita do IVA foi inferior em 5,2%, enquanto a nível nacional verificou-se uma queda de 20,3%.

Sabendo-se que o IVA se aplica a todas as transacções, fácil é concluir que na Madeira a actividade económica apesar de ter abrandado manteve-se a níveis superiores à média nacional, com a Região a perder 4,1 milhões de euros nos primeiros três meses, enquanto o Estado perdeu 736,5 milhões de euros.

Para melhor se avaliar as diferenças de comportamentos, não deixa de ser curioso constatar que caso a receita do IVA fosse calculada pelo método de capitação - como era antes da polémica Lei das Finanças Regionais - então a Madeira teria perdido 16 milhões de euros.

Sendo os impostos indirectos os que reflectem, sobretudo, a actividade das empresas, as receitas fiscais da Madeira no primeiro trimestre deste ano foram 6,8% inferiores, valor que é menos de metade ao verificado a nível nacional, onde foi registada uma evolução negativa de 17,2%, justificada com o abrandamento da actividade económica, a não actualização de taxas de ISP e o aumento dos reembolsos de IVA. Os impostos indirectos valeram já 109,3 milhões de euros de receita, com o IVA (75 milhões de euros) e o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (16,8 milhões) a terem maior peso, embora no caso do ISP se tenha verificado uma subida de 0,2%.

Ao nível do Estado, a receita do imposto sobre os produtos petrolíferos, que registou uma redução de 13,6% (- 90,4 milhões).

Curiosamente o Imposto de Consumo sobre o Tabaco subiu 0,7% na Madeira (4,6 milhões), o que não aconteceu a nível nacional, onde se verificou uma queda de 2,1%.

A receita do imposto sobre os veículos automóveis (3 milhões) caiu na Madeira 21,3%, o que demonstra a crise que passa o sector, enquanto a nível nacional o Estado arrecadou menos 59,2 milhões (- 25.1%).

Ainda no capítulo dos impostos indirectos, o Imposto sobre o Álcool e Bebidas Alcoólicas registou um decréscimo de 14,6%, superior ao verificado a nível nacional (-11.2%.).

Ao nível dos impostos directos, os madeirenses estão a pagar mais 2,8% de IRS, com a receita a atingir os 55,7 milhões de euros, enquanto o imposto sobre os lucros das empresas (IRC) caiu 9,9%, representando 8,7 milhões no final do primeiro trimestre. Paradoxalmente as receitas do IRS a nível nacional recuaram 2,7% e as de IRC baixaram 32,5%.

Receita fiscal
A receita fiscal na Madeira representa ao final dos primeiros três meses 175,8 milhões de euros, menos 7,3 milhões de euros;
Já o Estado perdeu 992 milhões de euros, pelo que a receita atingiu os 8.266 milhões de euros;
O Orçamento Regional 2009 contemplou 799,3 milhões de euros de receita fiscal, mais2,9 % do que a receita estimada de 2008;
O Orçamento de Estado inscreveu 37.124 milhões de euros de receita fiscal, prevendo uma diminuição da receita de impostos no total do ano de 0,7 %, esperando-se para o IVA uma descida de 0,4%.


DN Madeira

domingo, 3 de maio de 2009

Obras de 32 milhões

Data: 03-05-2009

O presidente do Governo Regional inaugura, este mês, obras que ascendem aos 32 milhões dObras de 32 milhões
Data: 03-05-2009

O presidente do Governo Regional inaugura, este mês, obras que ascendem aos 32 milhões de euros. O périplo de Alberto João Jardim começa já hoje em Câmara de Lobos, com a abertura da Biblioteca Municipal, um investimento de 4,2 milhões de euros (vide pág. 29).

A nova Biblioteca, edificada à Avenida da Autonomia, no centro da cidade de Câmara de Lobos , foi construída pela autarquia, ao abrigo do programa da rede nacional de bibliotecas públicas, através de um protocolo que englobou o Município, a Direcção Regional dos Assuntos Culturais e do IPLB.

Praça de convívio comunitário, um campo de futebol, um caminho municipal, três auto-macas de socorro destinadas a três corporações de bombeiros, uma creche e um centro comercial são as inaugurações, públicas e privadas, de Alberto João Jardim, durante este mês, nos concelhos de Câmara de Lobos, Machico, Ribeira Brava, Santa Cruz, São Vicente, Santana e do Funchal.

e euros. O périplo de Alberto João Jardim começa já hoje em Câmara de Lobos, com a abertura da Biblioteca Municipal, um investimento de 4,2 milhões de euros (vide pág. 29).

A nova Biblioteca, edificada à Avenida da Autonomia, no centro da cidade de Câmara de Lobos , foi construída pela autarquia, ao abrigo do programa da rede nacional de bibliotecas públicas, através de um protocolo que englobou o Município, a Direcção Regional dos Assuntos Culturais e do IPLB.

Praça de convívio comunitário, um campo de futebol, um caminho municipal, três auto-macas de socorro destinadas a três corporações de bombeiros, uma creche e um centro comercial são as inaugurações, públicas e privadas, de Alberto João Jardim, durante este mês, nos concelhos de Câmara de Lobos, Machico, Ribeira Brava, Santa Cruz, São Vicente, Santana e do Funchal.


DN Madeira

Madeira ainda não aproveita a energia produzida pelo sol

DUAS LICENÇAS POR CONCRETIZAR DESPERDIÇAM 3.000 HORAS DE SOL POR ANO.
Data: 03-05-2009






Assinala-se hoje o Dia Internacional do Sol e a verdade é que sendo Portugal um dos países da Europa com maior incidência de radiação solar, a instalação de energia fotovoltaica tem evoluído de uma forma bastante discreta.

A potência total instalada no país atingiu, no final do ano passado as 56,5 MW, de acordo com as estatísticas mais recentes da Direcção Geral de Energia e Geologia, um valor já com algum significado, tendo em conta que, por exemplo, em 2004 a capacidade instalada era de 2,6 MW. Existindo em Portugal a maior central fotovoltaica do Mundo, com uma capacidade instalada de 46 megawatts (MW), que produz 93 milhões de kilowatts/ hora (kWh) por ano - este valor é equivalente ao consumo de mais de 30 mil famílias - a verdade é que as diferentes regiões do país não têm aproveitado as condições de tempo excepcionais.

De acordo com o 'Atlas da Radiação Solar da Região Autónoma da Madeira', um trabalho da responsabilidade conjunta do Laboratório Regional de Engenharia Civil e da Universidade de Vigo, com a colaboração do Instituto de Meteorologia - Madeira, a Madeira tem quase três mil horas de exposição solar por ano, valor que suplanta o número médio de horas de sol no território continental, que varia entre as 2.200 e as 3.000 horas. Na Alemanha, por exemplo, este indicador varia entre 1200 e 1700 horas.

Pese as condições excepcionais que a Região tem para a produção de energia a partir do sol, a verdade é que até a data existem apenas duas licenças emitidas, a favor da da Isohidra/Nutron que se propõe instalar parques no Caniçal (6 MW) e no Porto Santo (2 MW).

Para além da produção industrial, existem pelo menos cerca de três dezenas de consumidores madeirenses inscritos no Sistema de Registo de Microprodução, no âmbito do projecto 'Renováveis na Hora'. A ideia é produzir energia eléctrica, a partir de casa, injectá-la na rede e vendê-la à Empresa de Electricidade.

Este atraso verifica-se, também, na Madeira, onde a produção industrial de energia a partir do sol ainda não se verifica. Ainda que não esteja produzir energia a partir do sol, caso as duas licenças atribuídas se operacionalizem ao longo deste ano, a Madeira será responsável por 14% da energia produzida em Portugal a partir do sol, um indicador que a torna líder e referência. Contudo, o valor de produção já licenciado tem pouco peso nas necessidades da população local, já que os 8 MW licenciados garante a produção necessária a apenas 6 mil famílias, ou seja o equivalente a uma pequena freguesia rural.

Refira-se, por fim, que Portugal é um dos países da UE com menor consumo de electricidade per capita - 4799 kWh, - correspondendo ao 21º lugar dos países europeus. Só a Bulgária, a Hungria, a Polónia, a Lituânia, a Letónia e a Roménia registaram consumos mais baixos.

FONTE PODEROSA

A pequeníssima parcela da energia irradiada pelo Sol que atinge a terra representa 4 trilhões de megawatts-hora por dia, ou seja quase 30 mil vezes a quantidade total de energia produzida e consumida pelos engenhos domésticos, industriais ou agrícolas no mundo todo. Já a luminosidade produzida pelo Sol garante em cada metro quadrado uma potência (energia/segundo) de 1.400 watts, isto é, a potência de 14 lâmpadas de 100 watts.

A energia solar pode ser utilizada para aquecer e iluminar edifícios, aquecer água, produzir energia, etc.


DN Madeira

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Os Navios da Emigraçao

O Navio Santa Maria






O navio «Santa Maria», tal como o «Infante Dom Henrique», era considerado um paquete de luxo. Navio a vapor, de casco em aço, foi construído em 1952 nos estaleiros Société Anonyme John Cockerill, à semelhança de outros navios pertencentes à Companhia Nacional de Navegação. Foi destinado à carreira da América do Sul, para transporte de passageiros e de carga.

Paquete de grande prestígio, e o único navio de passageiros português a manter uma ligação regular entre Portugal e os Estados Unidos da América, tornou-se palco da história recente de Portugal em 19 de Janeiro de 1961.

Numa das suas viagens à América Central, entram, num dos portos de escala, vinte membros da DRIL (Direcção Revolucionária Ibérica de Libertação), opositores aos regimes ibéricos. Um dia depois, noutra paragem, o comandante deste grupo, o capitão Henrique Galvão, exilado na Venezuela desde 1959, também embarca. O sequestro, que envolve a morte de um tripulante e dois feridos graves, dura cinco dias. Ao 5.º dia, o navio é detectado por um avião norte-americano, comprometendo, assim, o objectivo do plano de sequestro em atingir a costa de África. No dia 2 de Fevereiro, depois de quase duas semanas de sequestro, o "Santa Maria" chega ao porto brasileiro do Recife, procedendo ao desembarque dos passageiros e tripulantes. O afundamento do paquete chega a ser considerado pelo governo Português. Os sequestradores antecipam-se e entregam-se, no dia seguinte, às autoridades brasileiras, obtendo asilo político. O assalto do «Santa Maria», uma manobra de contestação revolucionária, entrou para os anais da Ciência Política, ao introduzir a prática de sequestrar navios e aviões com fins políticos.

Recuperado intacto, o "Santa Maria" volta à posse da Companhia Colonial de Navegação, regressando no Tejo, embandeirado em arco, a 16 de Fevereiro. Sete anos depois, é sujeito a uma profunda modernização, passando a fazer cruzeiros à Madeira, Canárias e Caraíbas. Em 1973, ainda na saída da barra de Lisboa, sofre graves avarias. Após o cancelamento dessa viagem, é vendido para a Formosa e desmantelado

(museo da Marinha)




O Princepe Perfeito






O PRINCIPE PERFEITO foi construído em Newcastle-upon-Tyne, Inglaterra, no estaleiro Neptune por Swan Hunter & Higham Richardson, Ltd., (construção nº 1974), por encomenda da Companhia Nacional de Navegação, autorizada para o efeito pelo Governo Português (Despacho nº 88 de 6-04-1956, do ministro Américo Thomaz), na sequência de requerimento apresentado pela CNN a 29 de Fevereiro. O contrato com o estaleiro construtor seria assinado em 18-07-1957. Pelo Despacho nº 72, de 6-03-1958 o ministro da Marinha Américo Tomás propôs para o novo paquete o nome PRINCIPE PERFEITO, no âmbito das comemorações Henriquinas a realizar em 1960. Esta sugestão governamental seria seguida pela CNN e a 12-08-1959 procedeu-se ao assentamento da quilha do novo paquete, em Newcastle. O lançamento à água decorreu a 22-09-1960, sendo madrinha Dª. Ana Mafalda Guimarães José de Mello.
O PRINCIPE PERFEITO foi entregue ao armador a 31-05-1961, largando a 1-06 de Newcastle para Lisboa, onde entrou pela primeira vez a 4-06 sob o comando do capitão Cima Barreiros. Em 22-06, foi visitado oficialmente pelo Presidente da República, Almirante Américo Thomaz. Saiu de Lisboa em viagem inaugural à África Ocidental e Oriental a 27-06-1961, fazendo escalas no Funchal, São Tomé, Luanda, Lobito, Moçamedes, Cape Town, Lourenço Marques, Beira e Moçambique, tendo regressado a Lisboa em 00-11. O PRINCIPE PERFEITO fez o seu primeiro cruzeiro de 29-06 a 3-07-1962, (viagem Lisboa-Funchal-Lisboa, fretado à Agência Europeia, de Lisboa). De 19 a 30-10-1962: cruzeiro de Lisboa ao Mediterrâneo. 29-12-1962 a 2-01-1963: cruzeiro de fim de Ano ao Funchal. Em 6-07-1964, o PRINCIPE PERFEITO saiu de Lisboa conduzindo o Presidente Américo Thomaz em viagem oficial a Moçambique. Em 23-06-1967 o PRINCIPE PERFEITO foi utilizado para inaugurar o estaleiro da Lisnave na Margueira, juntamente com o INDIA. De 12-1971 a 01-1974, o PRINCIPE PERFEITO foi utilizado em diversos cruzeiros no Índico, com saída de Durban. 31-07 a 14-08-1971: cruzeiro ao Mediterrâneo (Lisboa, Nápoles, Pireu, Split, Veneza, Messina, Lisboa). 08 a 09-1972: 2 cruzeiros de 26 dias Lisboa, Halifax, Boston, Nova Iorque, Miami, Nassau, Kingston, San Juan, St. Thomas, Ponta Delgada, Lisboa. Em 29-01-1974 o PRINCIPE PERFEITO foi imobilizado em Lisboa, aguardando atracado ao cais da Fundição a atribuição de um subsídio pelo Governo que permitisse o regresso à carreira de África. De 21-05 a 14-06-1975 efectuou a viagem final a Angola após o que permaneceu imobilizado em Lisboa até 20-04-1976, quando largou para Newcastle. Em 07-1975 foi fretado ao IARN – Instituto de Apoio ao Retorno de Nacionais para alojamento de retornados de África.
Vendido em 04-1976 à companhia Global Transportation Inc., do Panamá, passando a chamar-se AL HASA e foi convertido para navio-alojamento (820 passageiros), em Newcastle por Swan Hunter Shiprepairs, largando a 14-06-1976 para Damman onde serviu de alojamento a estivadores durante 3 anos. Em 04-1979 o AL HASA foi comprado pela companhia Fairline Shipping Corporation (Sitmar Cruises, Mónaco), passando a chamar-se FAIRSKY. Em 06-1979 a Sitmar Cruises anunciou que o FAIRSKY seria transformado em navio de cruzeiros para 880 passageiros e 470 tripulantes, com entrada ao serviço no início de 1981. Para o efeito foi assinado um contrato com os Astilleros Espanoles devendo o navio ser reconstruido em Barcelona por 45 milhões de USD. Infelizmente, a 24-12-1979 este estaleiro denunciou o contrato alegando erro de estimativa dos custos envolvidos. O navio foi imobilizado em Iteia, Grécia, a 20-01-1980, passando a chamar-se VERA em 1980.
Em 1981 o navio foi vendido novamente, à Sappho Shipping & Trading Corporation S. A. Panamá (Bilinder Marine Corporation, do Pireu - armador John S. Latsis), passando a chamar-se MARIANNA IX e em 30-06-1982 chegou a Jeddah para servir de navio-alojamento. A 30-12-1982 foi transferido para Rabegh, continuando como navio-acomodação. Em 1984 alterou o nome para MARIANNA 9, mudando o registo do Panamá para a Grécia sendo a tonelagem alterada para 19 769 TAB, 11 230 TAL e 8 738 TPB. A 27-09-1986 chegou a Kalamata ido de Rabegh, para alojar vitimas de um terramoto, cedido ao governo Grego pelo armador. Em 4-03-1988 saiu do Pireu para Jeddah (13-03) e Rabegh (31-03). Terminado o serviço em águas árabes, o navio foi imobilizado no Pireu (Eleusis), em 30-12-1992. Colocado à venda em 1998, o antigo PRÍNCIPE PERFEITO acabou por ser vendido para sucata em 2001. O MARIANNA 9 chegou a Alang, India a 8-06-2001 para desmantelar. Curiosamente quando foi vendido pela CNN em 1976, ninguém se lembrou de proceder ao cancelamento do registo do PRÍNCIPE PERFEITO na capitania do porto de Lisboa, o que só foi constatado muitos anos mais tarde quando o armador do actual lugre PRÍNCIPE PERFEITO procedeu ao registo do seu navio, e lhe recusaram o nome alegando que ainda havia o paquete...


(in lmcshipsandthesea.blogspot.com)


O Paquete Vera Cruz


A Companhia Colonial de Navegação foi fundada depois da I Grande Guerra Mundial, em Angola, a 3 de Julho de 1922.

Durante os anos sessenta a CCN, tal como todas as companhias de navegação portuguesas, assegurou, preferencialmente, os transportes marítimos entre Portugal e as colónias.

Já na década de setenta, com o sucesso dos transportes aéreos, os paquetes perdem importância como navios de carreira. A CCN passa, então, a utilizar alguns dos seus paquetes para cruzeiros e viagens turísticas. Até 1974, data da sua fusão com a Companhia Insulana de Navegação, dando origem à Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, possuiu um total de 14 navios de diferentes tonelagens e características.

O paquete «Vera Cruz», um dos mais emblemáticos navios da CCN, faz parte da história da emigração para o Brasil. Navio a vapor, de casco em aço, foi construído em 1951 pelos estaleiros Société Anonyme John Cockerill, na Bélgica. Foi destinado à carreira da América do Sul, para transporte de passageiros e de carga. Estava equipado com aparelhos de radar com alcance de 30 milhas, agulha giroscópica e piloto automático. Os passageiros, alojados em três classes, dispunham de salas de cinema, jardim de Inverno, piscina e hospital. Na viagem inaugural, iniciada a 20 de Março de 1952, com destino ao Rio de Janeiro, teve como passageiro de honra o almirante Gago Coutinho.

Já na década de sessenta, efectuou o transporte de tropas para as ex-colónias. Em 1973, foi vendido à Formosa, à semelhança de outros navios da mesma companhia.

(museo da Marinha)