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sábado, 12 de junho de 2010

Maria Aurora


Uma mulher da Cultura e de afectos









Diversas personalidades da Região reagiram com emoção à notícia da morte de Maria Aurora Carvalho Homem, na madrugada de ontem no Hospital Dr. Nélio de Mendonça, aos 72 anos de idade, vítima de doença prolongada.
O secretário regional dos Recursos Humanos, Brazão de Castro, manifestou «muita tristeza» pela morte da escritora e apresentadora de televisão.
«Maria Aurora era uma mulher da Cultura, uma pessoa que tinha a Madeira no coração que muito fez pela divulgação da nossa terra, com particular relevo no diálogo com as comunidades madeirenses no mundo. Era muito estimada junto dos emigrantes», salientou Brazão de Castro, endereçando «os pesâmes à família» daquela que era o rosto do programa “Atlântida”, na RTP-Madeira.
Para o director regional dos Assuntos Culturais, João Henrique Silva, Maria Aurora era sobretudo uma comunicadora de afectos.
«Era no programa “Atlântida” que ela (Maria Aurora) verdadeiramente mostrava a sua alma de grande comunicadora. Tinha particular afecto com os seus destinatários, neste caso específico, com as várias comunidades emigrantes que seguiam religiosamente o programa», disse.
João Henrique Silva recorda uma viagem de trabalho ao Canadá, à comunidade madeirense, onde Maria Aurora foi «tratada como uma estrela de Hollywood, com muito carinho e afecto».
Também João Carlos Abreu, ex-secretário regional do Turismo e Cultura, destaca a vertente humanista da amiga, com quem partilhou histórias da vida e da ficção, as quais motivou a escrita, a quatro mãos, do livro “A Ilha a Duas Vozes”.
«Ela (Maria Aurora) foi de uma generosidade extraordinária e espantosa para com as pessoas. Era uma defensora das pessoas, muitas vezes “garreou” para defender os seus amigos, aqueles que a procuravam para desabafar as suas mágoas (...) Essa generosidade nunca vou esquecer», desabafa João Carlos Abreu.
Maria Aurora Carvalho Homem faleceu ontem no Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal. A missa de corpo presente realiza-se hoje, às 13h00, na Igreja do Monte. O corpo da jornalista e escritora será cremado na Igreja do Porto Santo no próximo domingo.

Escritora deixa legado literário com destaque para o infanto-juvenil

Maria Aurora Carvalho Homem nasceu a 13 de Novembro na Beira Alta, tendo-se radicado na Madeira a partir de 1974. Antes residiu na Alemanha e em São João do Estoril. Ainda em Portugal Continental conheceu um madeirense, com quem teve três filhos.
Licenciada em Filologia Românica pela Universidade de Coimbra, exerceu a actividade de professora do Ensino Secundário (Escola Secundária Jaime Moniz). Porém, foi como apresentadora (programa da RTP-M Atlântida), animadora cultural, poeta e escritora de contos infantis que se notabilizou.
Foi assessora cultural da Câmara Municipal do Funchal onde dinamizou a Feira do Livro, entre outras iniciativas, tendo sido distinguida com a Medalha da Cidade do Funchal.
Na edição deste ano da Festa do Livro - Feira do Livro do Funchal, Maria Aurora marcou presença na pré-apresentação do seu mais recente livro, intitulado “Marta, Xispas e a Gruta Misteriosa”, editado pela 7 Dias 6 Noites e patrocinado pela Câmara Municipal de São Vicente.
“Marta, Xispas e a Gruta Misteriosa”, a 12.º obra infanto-juvenil de Maria Aurora, tinha data de lançamento oficial para 26 de Agosto, no Salão Nobre da autarquia de São Vicente.
A autora encontrava-se ainda a escrever uma série de poemas para o novo projecto da dupla DDiarte.
Maria Aurora Carvalho Homem faleceu ontem com 72 anos, vítima de doença prolongada. Deixa um legado na área cultural que promete ser recordado.

Miguel Albuquerque. O presidente da Câmara Municipal do Funchal mostrou-se emocionado com a partida de Maria Aurora, recordando a amizade e o trabalho deixado por esta mulher das Letras. «Para mim, Maria Aurora é como se fosse uma pessoa da família. Era sobretudo uma amiga de casa, que sempre me apoiou desde a altura de estudante até aos trabalhos que desenvolvi na autarquia», referiu Miguel Albuquerque, recordando, na área cultural, o legado deixado pela escritora, nomeadamente a dinamização da revista Margem (uma edição da CMF) e a Feira do Livro do Funchal. «Ela era o farol que iluminava a cultura na nossa terra. Deixa um vazio muito grande (...)», considerou o autarca. Ponderando uma homenagem pública a Maria Aurora, o presidente da edilidade do Funchal salienta: «A melhor homenagem que podemos prestar à Maria Aurora é dar ao continuidade à sua obra». Neste âmbito, Albuquerque defende que a Cultura deve ser entendida como «um factor primordial no desenvolvimento» de uma cidade, neste caso da capital madeirense.

Pedro Calado, vereador com a tutela da Cultura na Câmara Municipal do Funchal, recordou o percurso de Maria Aurora, «responsável pela revista Margem, uma publicação de referência cultural»; pelo Prémio Edmundo Bettencourt (instituído pela referida autarquia), tendo sido a grande dinamizadora da Feira do Livro do Funchal, no período entre 1995 e 2008». «Vamos dar seguimento à obra», disse Pedro Calado, considerando que Maria Aurora «lutava muito pelas suas causas, por aquilo em que acreditava». Conclui que a escritora «deixa grandes recordações».

Octaviano Correia. Para o presidente da Associação de Escritores da Madeira a morte de Maria Aurora «é uma perda muito grande, não só para a literatura madeirense como para a literatura portuguesa». Sublinha que a escritora, nascida na Beira Alta, «era uma mulher que tomava iniciativas importantíssimas para o panorama literário da Madeira». Além da escrita, acrescenta Octaviano Correia, Maria Aurora era «uma grande dinamizadora da Cultura, da Televisão e da Rádio. uma mulher que tomava iniciativas importantíssima para o panorama literário da Madeira.

A Comunidade madeirense radicada nos Estados Unidos da América anunciou ontem que vai prestar uma homenagem a Maria Aurora.

O Bloco de Esquerda/Madeira e o PS/M lamentam a morte de Maria Aurora.




Jornal da Madeira



Ontem no Tejornal da Noite da RTP Madeira (06.58-16.40)


Telejornal Madeira - Informação - Diária RTP Memória - Multimédia RTP

Madeira perde uma grande dinamizadora cultural


Maria Aurora morreu ontem aos 72 anos. e deixa a cultura de luto na região e não só





Aurora Augusta Carvalho Homem, conhecida por milhares de pessoas como Maria Aurora, inquestionavelmente uma das personagens mais populares do arquipélago, morreu ontem no Hospital do Funchal, após um longo combate com uma doença prolongada. O cancro e toda uma série de outras complicações paralelas obrigaram-na a sujeitar-se a um autêntico calvário de tratamentos e intervenções cirúrgicas. Mas, ao longo de todo este doloroso processo, Maria Aurora demonstrou sempre uma coragem inquebrantável, uma resistência a toda a prova, física e psicológica, e uma alegria de viver que a mantinham sempre em actividade, mesmo que sujeita a limitações. Ainda há dias esteve envolvida nos processos de funcionamento do Prémio Literário Edmundo Bettencourt, e apresentou na Feira do Livro o seu mais recente conto para crianças, 'Marta, Xispas e a Gruta Misteriosa', aproveitando para criticar o actual modelo do certame, com a frontalidade que sempre lhe foi característica, por, em seu entender, faltar ao mesmo a realização de colóquios que juntassem escritores madeirenses em diálogo como autores das Canárias, Açores, Cabo Verde, Portugal continental e mesmo outros países - colóquios esses que movimentou ao longo de anos e que trouxeram à Madeira muitos e bons escritores, desde José Saramago a Baptista-Bastos, desde Inês Pedrosa a Enrique Villa-Matas, Onésimo Teotónio de Almeida e Vasco Graça Moura, entre muitos outros.
A doença pode ter-nos privado do seu convívio físico, mas permanecerá, sem dúvida, a memória indelével de uma mulher 'a sério', defensora intransigente da Cultura, desde as manifestações mais eruditas às de cariz etnográfico, que sempre pugnou pela qualidade, pela liberdade de expressão e pela crítica do que é bom e do que é mau, do que merece a dignidade da publicação e da atenção pública e do que não o merece. Uma das poucas vozes 'sem papas na língua' num meio muitas vezes fortemente condicionado.

De si própria, dizia não ser escritora, apenas "escrevinhadora". Não embandeirava em arco, ao contrário de alguns, embora fosse dona de uma personalidade desempoeirada, que se sentia plenamente à vontade com a exposição pública. Muitos madeirenses, e não só, conhecem-na pela sua actividade de apresentadora de televisão na RTP, onde apresentou programas culturais como 'Letra Dura & Arte Fina', ou de cariz mais etnográfico e popular, entre os quais 'Atlântida' e 'Cá Nada' (dedicado a expressões populares madeirenses) entre vários outros. Também foi autora de teledramáticos para a RTP. Apesar da sua modéstia em relação à escrita, tornou-se bastante popular no campo da literatura infantil, obtendo os seus livros o reconhecimento do público e de editoras continentais como a '7 Dias, 6 Noites', que os divulgaram por todo o país. Na área do conto e da poesia, publicou obras como 'A Santa do Calhau', 'Para Ouvir Albinoni', 'Leila', 'Antes Que a Noite Caia', 'Discurso Amoroso', 'Cintilações', 'Raízes do Silêncio', 'Ilha a Duas Vozes', 'Uma Voz de Muda Espera', entre outros. Foi jornalista do Diário de Lisboa e de 'A Capital', assessora da Câmara Municipal do Funchal, onde desenvolveu uma ampla actividade como dinamizadora cultural, movimentando a Feira do Livro durante anos e dando-lhe uma dinâmica cultural memorável, inclusive com colóquios internacionais. Foi editora da revista 'Margem', da CMF, cronista na imprensa (inclusive neste DIÁRIO)... O meio cultural madeirense ressentir-se-á fortemente da sua perda.

Reacções: muita mágoa pela partida de uma mulher de personalidade única

Natural de Sátão, perto de Viseu, na Beira Alta, Maria Aurora veio viver para a Madeira em 1974. Tornou-se uma das figuras mais populares e acarinhadas por madeirenses e não só. Vários vultos da Cultura lamentaram ontem a sua perda. O escritor José Viale Moutinho deixou-nos este testemunho: "A morte da Maria Aurora é uma perda cruel para os seus familiares e amigos, e entre estes me incluo há mais de 40 anos. Porém, a Madeira também fica sem uma das suas mais dinâmicas personalidades no campo da divulgação cultural e turística. Enquanto escritora, deu a conhecer às novas gerações as tradições do arquipélago e é uma referência de bem escrever usando o cenário da Região; enquanto jornalista de televisão, foi autora de programas de grande importância numa atenção continuada para a identidade cultural madeirense. Acontecendo o seu desaparecimento pouco depois ao de José António Gonçalves, é mais um doloroso golpe na Cultura Regional. O luto é imenso".

Por seu turno, o secretário regional da Educação e Cultura, Francisco Fernandes, referiu: "Uma primeira palavra para os filhos, netos e amigos mais íntimos os quais, acima de todos os demais, sentirão a sua ausência. A Maria Aurora deixa-nos uma marca que influenciou muitos projectos culturais, entre os quais destaco os que procuraram garantir a preservação da cultura e das tradições madeirenses e porto-santenses. Do ponto de vista pessoal, fico a dever-lhe o estímulo que várias vezes me dedicou, impelindo-me para a aventura da escrita". Palavras que vêm somar-se às de João Henrique Silva, director regional dos Assuntos Culturais, que, em declarações à rádio TSF, a recordou como uma pessoa empenhada, solidária, humana, uma cidadã activa e única naquilo que fazia. O edil funchalense, Miguel Albuquerque, referiu ontem uma possível homenagem da CMF, sem especificar quando nem como. Também o escritor Octaviano Correia a considerou "uma figura que levou o nome da ilha da Madeira, dos escritores, o nome da literatura madeirense, para além das fronteiras do mar". Com a notícia publicada na nossa edição on-line, multiplicaram-se os comentários: entre outros, o historiador Nelson Veríssimo disse ter perdido uma amiga e companheira: "O muito que com ela aprendi, em mais de trinta anos de convívio, ficará para sempre com eterna gratidão. A Cultura perdeu uma grande Mulher. Mas a sua obra permanecerá".

O académico Thierry Santos elogiou a sua dedicação à causa da Cultura Madeirense, o seu gosto pela Literatura Portuguesa, pelo património cultural e linguístico (...) a dinamização de projectos culturais e editoriais a pensar no público conquistado e naquele por conquistar (...)". E sublinhou a "lição de vida" que nos deixa. Para a autora Irene Lucília, "O tempo não conta perante a eternidade. E as amigas não morrem. Mudam de vida".

Homenagem: escritores e amigos não escondem tristeza

O poeta José Agostinho Baptista enviou-nos, de Lisboa, estas palavras: "Se houve amigos de verdade neste mundo, constantes, leais, generosos, disponíveis, Maria Aurora foi um deles, ocupando um lugar de eleição num rol muito curto na minha vida. É sobretudo a ela que devo o reconhecimento literário que nos últimos anos a Madeira me concedeu. É sobretudo a ela que a Madeira deve a descoberta, a dinamização e a projecção cultural dos seus autores, e não só. É um imenso lugar vazio e doloroso aquele que a sua partida nos deixa. Ela era uma voz sonora e vibrante, um coração aberto às sentidas expressões da vida, uma segunda mãe, sempre protectora e atenta, sempre despojada de artifícios e astúcias. Uma perda irreparável que torna ainda mais tristes estes dias sem alegria. Já nada será como antes. Ficámos mais pobres, a Madeira e eu, e outros tantos que se habituaram a trazê-la muito junto a si. Mas acredito, quero acreditar, que para onde partiu haverá uma luz muito intensa à sua volta, uma casa de ternura, uma árvore frondosa que nunca deixará de oferecer os frutos antigos de um afecto mais puro. Que brilhes sempre, minha amiga, com as tuas palavras sábias, com as tuas mãos de dádiva e oferenda, com tua pródiga e desinteressada companhia. Um último e saudoso abraço do teu grande amigo, José Agostinho. Obrigado por tudo".

Já o escritor e jornalista Baptista-Bastos recordou os tempos em que Aurora era redactora do Diário de Lisboa. "Além de ser exuberante e afirmativa, inspirava grande respeito, sobretudo naquela época, em que era muito raro haver mulheres nos jornais... Impunha-se pela sua capacidade de afirmação pessoal e profissional. Era muito engraçada, contava muitas histórias. Fazia parte de uma tertúlia onde participava gente admirável, como o Luís de Sttau Monteiro, o cronista Pedro Alvim... Era um grupo que se encontrava no Bairro Alto, escritores, pintores, cineastas... A Maria Aurora era uma mulher muito vistosa, que regalava os olhos".
Anos mais tarde, Baptista-Bastos reencontrá-la-ia aquando das Feiras do Livro do Funchal, "que ela organizava com um mérito extraordinário. Tenho muita pena que ela tenha morrido", disse.

Comunidades

Venezuela


Antonino Ascensão de Ponte, representante da Academia do Bacalhau de Caracas: "Não há outra pessoa que significasse tanto. Ela era a Ilha da Madeira. Foi uma grande professora, jornalista e escritora."
António Gouveia, Presidente do Centro Português, de Caracas (CPC): "Uma grande perda, não só para os madeirenses mas para todos os portugueses. Era uma pessoa emblemática que dedicou parte da sua vida a informar as comunidades e era muito querida por todos".
Andrés Pita, ex-presidente do CPC: "É uma notícia muito triste. Todos lamentam a sua perda. Quero, sobretudo, endereçar palavras de alento aos seus filhos. Aurora levou felicidade a muitos lusos."
Aleixo Vieira, Director do Correio da Venezuela: "Maria Aurora converteu-se num dos expoentes máximos da cultura lusitana. É um exemplo a seguir e espero que o seu legado seja transmitido às gerações futuras."


África do Sul


Sofia Câmara, na Cidade do Cabo, disse: "Fiquei transtornada quando as minhas primas me telefonaram do Funchal para me dar a notícia. Suspeitava que algo não corria bem, pois a ausência contínua de alguns programas me fizeram pensar".
Ivo de Sousa, em Pretória, também referiu: "A morte de Maria Aurora, representa para mim e minha mulher, como se da morte de um familiar se tratasse. É uma perda irreparável para nós todos não só madeirenses como portugueses geral.
Matilde de Abreu, em Joanesburgo, frisou: "Foi com muita mágoa que tomei conhecimento do seu falecimento. A sua morte é também a do programa que era uma janela da Madeira para os emigrantes.
Elias de Sousa, Cônsul Honorário português em Durban, acrescentou: "Primeiro é uma perda para a RTP Internacional, para as comunidades. Foi uma referência. Prezo-me de ter sido seu amigo. A sua morte consternou-nos profundamente."


Reino Unido

Natural do Caniçal, Duarte Aveiro vive em Jersey e realçou a perda de uma excelente comunicadora: "Foi um vector de promoção e divulgação da Madeira, deu-nos momentos muito felizes e irá ficar uma eterna saudade. Estou muito grato pelo seu profissionalismo".
O conselheiro da Madeira no Reino Unido, Carlos Freitas, afirmou que Aurora foi uma embaixadora da Madeira em todo o Mundo. "Estivemos juntos em várias ocasiões, e até houve um programa feito em Londres. Não há pessoas insubstituíveis, mas vai fazer muita falta. Não sendo madeirense, tinha um grande amor pela Madeira".
Felisberto Serrão, natural do Funchal, que vive em Londres há mais de duas décadas, foi apanhado de surpresa: "A RTP-M está mais pobre, era um espectador assíduo do programa 'Atlântida'. Nunca será esquecida, sobretudo pelos madeirenses espalhados pelo Mundo. Era como se fosse da família".


Opinião: Maria Aurora

Além de grande amiga, foi uma personalidade muito marcante na vida social e cultural
A Maria Aurora, para além de uma grande amiga, foi uma personalidade muito marcante na vida social e cultural madeirense.
Beirã de nascimento, cedo se mudou para a ilha, participando vivamente nos acontecimentos sociais e culturais da Cidade do Funchal. Através da sua personalidade fortemente carismática, interferiu activa e vivamente nas questões culturais deste concelho, tornando-se numa espécie de símbolo nas actividades culturais, sobretudo no que respeita à área da Literatura.

Foi uma forte dinamizadora da 'Feira do Livro', bem como da Revista Margem e do Prémio Edmundo Bettencourt, acções que desenvolveu em colaboração com a Câmara Municipal do Funchal. O seu papel na comunicação social foi também fortemente activo, através de programas que dinamizavam a cultura, como o 'Letra Dura e Arte Fina'. Ainda nesta área, há que referir a sua participação no programa televisivo 'Atlântida', que fez dela um ícone também nas comunidades de emigrantes madeirenses.

A perda de Maria Aurora é um golpe para esta Cidade. Pelo seu carisma e pela sua figura, pelo modo emocional como se relacionava com as pessoas, mas também pela sua obra literária, que a fará prevalecer no imaginário da Cidade.
A Cultura e o Conhecimento como alicerces fundamentais do verdadeiro desenvolvimento das pessoas e das comunidades. Eis o seu legado e o seu exemplo de Mulher
livre e cosmopolita.
Até sempre, querida Amiga.
Miguel Albuquerque


DN Madeira

quinta-feira, 3 de junho de 2010

RTP-M a caminho do continente


Todos os partidos concordam com a ideia de ter a RTP-Madeira e Açores no continente








A possibilidade de se poder ver a RTP-Madeira e RTP-Açores em território continental, através dos serviços de TV Cabo agrada a todos os partidos. O assunto foi levado ontem à comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República, através de dois projectos de resolução, um do CDS-PP e outro do BE, e reuniu amplo consenso. No entanto, as forças parlamentares têm dúvidas sobre a execução da medida e vão elaborar um documento comum, com contributo de todos, que subirá depois para votação em plenário.

O deputado madeirense do CDS-PP José Manuel Rodrigues começou por dizer que a proposta pretende reforçar "a coesão nacional" e Catarina Martins, do BE, acrescentou que a iniciativa bloquista visa ainda que a RTP2 esteja disponível em todos os lares insulares, sem ser necessário a aquisição nenhum dispositivo. "Não é justo que os madeirenses e açorianos tenham de pagar mais pelo serviço público", defendeu.

João Serrano, do PS, concordou, mas lembrou que "o Governo não tem competência nesta matéria", já que "deve respeitar a autonomia da RTP". O socialista revelou ainda que a pretensão dos projectos de resolução pode ser cumprida mesmo antes da aprovação, pois esta é uma matéria sobre a qual o canal público de televisão já está a trabalhar. Pelo PCP, Rita Rato, salientou que devia ficar assegurada a transmissão em qualquer operadora, por uma questão de justiça. Já Agostinho Branquinho, do PSD, lembrou que apesar de a iniciativa ser de salutar, pode ter custos. "Não sei se os portugueses estão dispostos a pagar mais", disse. Na resposta, o centrista madeirense notou que "todos os canais da RTP já são transmitidos no cabo", pelo que desvalorizou a questão do preço a pagar. O deputado chamou ainda atenção para o facto de o PS ressalvar que o Governo não se intromete na televisão pública, mas saber de antemão que há uma negociação para ter os canais insulares disponíveis em todo o país.

Perante estas dúvidas, os partidos comprometeram-se a apresentar as suas propostas para um documento final, que será elaborado pelo CDS-PP e BE, autores dos projectos, e que serão votados na especialidade na próxima semana.

DN Madeira

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Integração da RTP-Madeira na rede de TV Cabo do Continente discutida hoje








A comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República discute hoje dois projectos de resolução com vista à integração da RTP-Madeira e RTP Açores nas redes de TV por cabo nacionais, uma do CDS-PP e outra do BE.

A iniciativa centrista CDS-PP fala em "princípios enunciados de coesão político-social", para defender que "é desejável que todos os portugueses e, nomeadamente os milhares de insulares que vivem ou estudam no território continental, tenham acesso às emissões regionais da RTP-Madeira e RTP-Açores". Segundo os deputados subscritores da iniciativa "muitas vezes os contenciosos entre as Regiões e a República derivam da falta de conhecimento da realidade insular".

A proposta do BE não difere muito da centrista, mas acrescenta um propósito: Para além da integração das televisões regionais no continente, apela ao "acesso gratuito ao canal 2 da RTP nas Regiões Autónomas". "As regiões sofrem de uma dupla exclusão: não só a sua produção está limitada ao seu território como não têm acesso gratuito ao segundo canal generalista da RTP", apontam os bloquistas, que consideram que esta é uma "situação manifestamente discriminatória que urge corrigir".

Não é a primeira vez que este assunto está agendado, tendo sido já por duas vezes adiado, em virtude de os Açores não terem enviado parecer. No entanto, a semana passada o presidente da comissão da especialidade, Marques Guedes, revelou que os projectos seriam discutidos hoje, "com ou sem parecer".


DN Madeira

terça-feira, 18 de maio de 2010

"Vivi três dias à base de água e maçãs", contou ColinVieira

A Fase final das audições foi a mais complicada do percurso, até ao momento
Data: 18-05-2010



Integrou o elenco do espectáculo de Sian Lesley, no Casino da Madeira, entrou para a Poet Productions, a produtora de 'Moulin Rouge', 'Cirque du Soleil', 'Lido' e 'Crazy Horse', considerada uma das maiores companhias mundiais da sua área, e no espectáculo 'Four', no Casino Estoril, onde era o único português e o mais novo da companhia. A par disto, é há sete anos coreógrafo e bailarino da Escola de Samba Caneca Furada, no corso de Carnaval e na Festa da Flor. Esta é de forma breve a descrição do percurso artístico de Colin Vieira, o bailarino madeirense que está entre os 20 finalistas do concurso 'Achas que Sabes Dançar', conforme revelou o DIÁRIO no domingo e cuja confirmação oficial chegou no mesmo dia, à noite, no programa televisivo da SIC.

"Desde que me conheço que gosto de dançar. A dança foi algo que sempre me acompanhou ao longo de toda a minha vida", confessou o jovem artista que embora atraído por todos os estilos, gosta particularmente do jazz/moderno, contemporâneo lírico e fossie jazz. Colin começou aos oito anos a ter aulas de jazz, com Francis, no antigo Ginásio da Ajuda e que mais tarde ingressou na Escola de Bailado Carlos Fernandes, para ter aulas de ballet.

A formação foi sendo depois complementada com 'workshops' de dança contemporânea, moderna e cabaret e hoje, face aos novos desafios que se colocam aos bailarinos, acredita que em termos de 'bagagem' é preciso ir mais longe e é também por isso que frequenta o Curso de Artes do Espectáculo no Chapitô em Lisboa, que conjuga o teatro, o canto, a dança e o novo circo. "Hoje em dia, e para quem trabalha nesta área, é muito importante ser multifacetado, para ser, de facto, Artista", defendeu.

A residir em Lisboa, o madeirense, confirmado pelo júri como um dos favoritos, vive com um pé em cada lado do oceano porque sente que é impossível deixar a Madeira, que está sempre no seu coração, mas também porque foi preciso arriscar ir para Lisboa "por amor" ao que faz e para ter a oportunidade de abraçar outros desafios.

Questionado sobre a razão que o levou a concorrer ao novo concurso mediático, justificou: "Achei que seria a altura ideal para provar a mim mesmo que sou capaz, e mostrar a todos aquilo que de melhor sei fazer. Por outro lado seria uma grande oportunidade de mostrar à minha família que todo o esforço, a dedicação e o apoio que sempre me deu não foi em vão. E dessa forma homenageá-los".

Para já, Colin Vieira preferiu não falar dos objectivos que traçou para si quando concorreu ou sobre o nível dos restantes participantes, muitas centenas que foram reduzidos a menos de cem e dos quais 'sobreviveram' apenas os finalistas.

Chegar até aqui não foi fácil, disse. "A parte mais difícil foi sem dúvida as audições finais. Foram horas sem fim a dançar, onde aprendi imenso, mas que representaram um enorme desgaste físico e mental. Em três dias só dormi quatro horas! Não perdia tempo a comer sequer. Vivi três dias à base de água e maçãs! Queria dar o meu máximo em tudo o que fazia, todo o tempo era precioso para ensaios", contou.

Para já, Colin Vieira ainda não começou a sentir na pele o mediatismo que concursos como 'Achas Que Sabes Dançar' implicam, mas já começa a movimentar grupos de apoio, nomeadamente no Facebook, onde uma amiga, contou, criou uma página que em menos de 24 horas atingiu 300 fãs e passadas 48 já ultrapassava os 900, e continua a crescer. "É, para mim, gratificante ler no mural todas aquelas mensagens carinhosas de apoio que tanto me honram e orgulham".

Andreia Antunes, Bruno Abreu, Bruno Silva 'B Boy', Cátia Fonseca, Diogo Leal, Gleysson Moreira, Inês Afflalo, Inês Morais Carvalho, João Lopes, Kelly Nakamura, Márcio 'Ratinho', Marco Ferreira, Mariana Paraizo, Nelissa Freire, Ricardo Pereira, Rita 'Spider', Sofia Carneiro, Tiago Careto e Tiffanie Jorge são os outros 19 finalistas desta primeira edição portuguesa do 'Achas Que Sabes Dançar'.



DN Madeira

domingo, 16 de maio de 2010

“Raízes de um Povo” pretende ser Elucidário audiovisual madeirense

Projecto pioneiro de Eduardo Costa Produções apresentado até ao final do ano





“Raízes de um Povo” é um projecto pioneiro na Madeira que, para Eduardo Costa, deverá perdurar na história. O produtor está a realizar uma série de documentários sobre as tradições madeirenses, num suporte em que, no seu entendimento, as raízes madeirenses ficarão registadas por muitos e muitos anos.
O primeiro documentário deverá ser apresentado até ao final do ano, como anunciou à “Olhar”. Eduardo Costa entende que este tipo de projecto será uma mais-valia para a Região, que deve também ser aproveitado, por exemplo, ao nível da Educação. Isso porque, cada vez mais, os meios audio-visuais são reconhecidos como uma ferramenta de ensino. Os documentários “Raízes de um Povo” poderão ser usados precisamente para mostrar aos alunos a história dos madeirenses. Pelo menos, essa é a vontade de Eduardo Costa.
O responsável pela empresa explicou que o projecto inclui um documentário por cada um dos onze concelhos madeirenses, para além de um outro referente às tradições de Natal e um último que Eduardo Costa admite que ainda não está definido o seu conteúdo. Isso porque, estão já recolhidas 90 horas de imagens em alta definição, com muito material. «Temos, por exemplo, todo o ciclo do trigo e todo o ciclo do linho», o forrar das casas de colmo, os moinhos de água, que por si só, dão registos autónomos. «Há uma série de actividades que são muito trabalhosas», referiu. «No fundo, o que eu pretendo, com este projecto, é fazer uma espécie de Elucidário Audio-visual Madeirense», resumiu.
O produtor salientou que “Raízes de um Povo” está a ser preparado há dois anos, em que a sua equipa tem filmado festas típicas madeirenses, ofícios, actividades de folclore, cantares populares ou de labuta, ou outras, nomeadamente. Ontem, por exemplo, estariam a gravar a Festa da Nossa Senhora da Ascensão, na Ponta do Sol. A empresa “Eduardo Costa Produções Audiovisuais” conta com a ajuda de populares e de grupos de folclore que alertam para a ocorrência de determinados eventos que se realizam nos concelhos. «Dependemos muito da boa vontade deles», reconheceu.

Tentar levar documentário ao Festival de Cannes

Sobre a calendarização dos documentários, Eduardo Costa explicou que o primeiro, explicativo do projecto global e que terá a duração de cerca de 25 minutos, será apresentado até ao final deste ano. Os posteriores serão agendados de acordo com a disponibilidade e a conclusão de cada tema. «É um projecto que se arrasta pelos anos», esclareceu.
De momento, a iniciativa da empresa madeirense está a ser divulgada através de um “trailler” no Youtube e através de cartazes, como o que ilustra o artigo. O primeiro documentário “Raízes de um Povo” - e posteriormente os restantes – será distribuído na Região Autónoma da Madeira. «Posteriormente, terá uma grande saída para os países com comunidades madeirenses e não só. Há pessoas que se interessam por bons documentários e verão neste trabalho um projecto interessante».
Como já tinha salientado, esta recolha poderá ser de grande valor para as escolas. «Poderá ser um instrumento muito válido. Eu lembro-me que, na minha altura de formação, determinados assuntos eram difíceis de explicar porque não existia o suporte audio-visual. Hoje em dia, explicar um determinado assunto, com um pequeno vídeo, é o melhor que pode haver. É isso que pretendemos: que as pessoas tenham a sensibilidade de compreender o quão importante é a imagem e o som para reter informação», comentou ainda.
Em perspectiva, está ainda a candidatura do documentário ao Festival de Cannes, na categoria documental, divulgou ainda Eduardo Costa.
No que se refere a outros trabalhos desenvolvidos pela sua empresa, recorde-se que “Eduardo Costa Produções Audiovisuais” assinou o documentário “Naturalistas de Vulto da Madeira”, lançado em DVD. Entre outros compromissos, sua equipa, de nove elementos, está a trabalhar num promocional da Madeira em 12 idiomas e a preparar o envio de imagens sobre o temporal de 20 de Fevereiro e os seus efeitos na Região, para serem incluídas em trabalhos que estão a ser desenvolvidos por uma televisão inglesa que está a preparar um documentário sobre mau tempo no globo, e ainda imagens para um canal norte-americano. Está também a produzir uma série de documentários para a RTP/Madeira.
O filme “As Memórias que Nunca se Apagam”, projecto partilhado com o actor madeirense Dinarte Freitas, foi outro dos projectos ambiciosos em que Eduardo Costa deu o seu nome. A este respeito, é de lembrar que a película marca a História da Madeira, por ter sido feito de raíz na Região, por madeirenses, com um CD original editado e ainda por ter sido o último filme com a participação do actor madeirense Virgílio Teixeira, que já se afastou da representação.

«Temos uma equipa motivada»

Sobre a sua equipa, Eduardo Costa sublinhou a dedicação dos seus elementos, alguns dos quais, que tiveram formação com o próprio responsável. «Tenho uma equipa motivada, interessada e que gosta desta área. Penso que os elementos que não gostam da actividade acabam por se afastar naturalmente, porque é uma área que exige alguma pressão, onde não há horas nem feriados. É uma profissão que exige algum sacrifício pessoal e profissional», salientou.
A actividade no audiovisual exige ainda um investimento muito elevado em termos de instrumentos, que carecem de actualização constante dada a evolução tecnológica dos materiais. «Não há, actualmente, na Madeira, nenhuma empresa com as máquinas de filmar como as que temos. Estamos já a trabalhar com câmaras de alta definição», apontou, para além de referir a qualidade dos tripés, da grua e dos materiais de recolhas de som para cinema, nomeadamente. «Estamos muito bem fornecidos a este nível».
Eduardo Costa sublinhou que os investimentos que faz na empresa ao nível dos materiais «são sempre fruto do trabalho que vamos fazendo. Não temos qualquer tipo de ajudas comunitárias. Trabalhamos, temos os nossos projectos, vendemos, e com esse dinheiro, investimos», explicou.



Jornal da Madeira

Madeirense no 'Achas que Sabes Dançar'







Colin Vieira é apresentado como um dos 20 finalistas do concurso
Data: 16-05-2010

A Região volta a estar presente num mediático concurso de talentos, desta vez no 'Achas que Sabes Dançar', da SIC, actualmente um dos programas mais vistos da televisão em Portugal. Milhares de audições por todo o país levaram à eleição de um grupo de finalistas, onde se encontra o madeirense Colin Vieira, um jovem bailarino de 22 anos actualmente a residir no continente.

O próprio não pode admitir ter sido um dos vinte seleccionados para as galas devido a restrições no contrato com a produtora. A Endemol quer deixar para a SIC a apresentação em directo da lista oficial, prevista para hoje à noite.

Colin Vieira dedica-se à dança há vários anos, tendo sido um dos bailarinos a integrar o corpo de bailado do espectáculo de Sian Lesley que durante mais de vinte anos animou as noites no Casino da Madeira. A par desta actividade e de outras actuações, o jovem madeirense foi responsável no último Carnaval, em Fevereiro passado, pela coreografia apresentada pela trupe Caneca Furada.

Em Lisboa, a competição não se avizinha fácil. Depois da fase complicada das audições, por onde passaram milhares de candidatos, o madeirense conseguiu fazer parte dos cem que entraram para a audição final e desses, para os vinte que ganharam o direito a competir em directo semanalmente na televisão.

Formato de sucesso

'Achas que Sabes Dançar', a partir do formato original 'So You Think You Can Dance', que tem feito grande sucesso em todo o Mundo, é um programa de entretenimento que tem por objectivo eleger o bailarino favorito dos portugueses, contando uma vez mais com a participação do público na votação.

Todas as semanas, cada um dos concorrentes passará por diferentes desafios, tendo de dançar com um parceiro diferente e aprender novas coreografias de forma a poder mostrar a sua versatilidade perante o júri, a quem cabe a avaliação técnica.

Para vencer não basta saber dançar, avisa desde já a organização do concurso. "É necessário também ter atitude, garra, determinação, carisma e muita, mesmo muita vontade de vencer".

Além de Colin Vieira, Andreia Antunes (25 anos, de Vila Nova da Barquinha), Bruno Abreu (25 anos, de Lisboa), Bruno Silva 'B Boy' (28 anos, de Vila Nova de Gaia), Cátia Fonseca (20 anos, da Póvoa de Varzim), Diogo Leal (19 anos, da Póvoa de Varzim), Gleysson Moreira (21 anos, de Vila Nova de Santo André), Inês Afflalo (25 anos, do Estoril), Inês Morais Carvalho (25 anos, de Lisboa), João Lopes (19 anos, de Benavente), Kelly Nakamura (28 anos, de Setúbal), Márcio 'Ratinho' (22 anos, de Lisboa), Marco Ferreira (23 anos, de Santa Maria da Feira), Mariana Paraizo (21 anos, de Lisboa), Nelissa Freire (22 anos, de Lisboa), Ricardo Pereira (21 anos, de Alhos Vedros), Rita 'Spider' (26 anos, de Lisboa), Sofia Carneiro (27 anos, de Carcavelos), Tiago Careto (21 anos, de Oeiras) e Tiffanie Jorge (28 anos, de Lisboa) integram a lista de finalistas que circula na Internet e que poderá, ou não, ser oficialmente confirmada esta noite.

Jurados de 'peso' na dança


O painel de jurados é liderado por César Augusto Moniz, um ex-bailarino que começou a carreira em 1980, com Rui Horta, na Escola do Ballet Gulbenkian, tendo depois seguido para o Centre de Danse Rosella Hightower em França (Cannes), onde trabalhou com professores da Ópera de Paris. Em 1982, entra no Ballet Gulbenkian onde se torna Solista e depois Primeiro Bailarino. A convite de Nacho Duarto, ingressa na Compañia Nacional de Danza. Em 2006, decidiu formar a sua própria Companhia de Dança - a Kamu Suna Ballet Company. Augusto divide-se entre o trabalho de coreógrafo e director artístico em espectáculos de televisão, moda, cinema, festivais e galas e o ensino.

Marina Grangioia nasceu em Angola, tendo-se formado no Curso de Dança do Conservatório Nacional em 1987. Privilegia os projectos experimentais de Movimento e Dança com jovens e crianças. É professora de Dança Contemporânea, Dança Criativa, Ballet, Ritmos Latinos, Hip-hop e Dança Jazz em inúmeras escolas e Instituições. Colaborou, ainda - como professora de Movimento e Expressão Corporal, em Cursos de Formação de Actores da NBP e em programas de televisão como a 'Operação Triunfo'. Dedica-se também à coreografia de bailados, animações e eventos na área da moda.

Miguel Quintão é o terceiro membro do júri. Vem de uma área diferente dos anteriores, sendo um nome mais conhecido das rádios e do DJing nacional. Começou na Rádio Comercial, em finais da década de 80, com programas em que divulgava bandas de hard rock e música de dança. Já no início dos anos 90, fez parte da equipa fundadora da Rádio Energia e, mais tarde, do grupo de animadores que viria a fundar a Antena 3. Entre outras coisas, é o criador dos projectos 'Zig Zag Warriors' (com Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés) e 'Tudo Bons Rapazes' (com Álvaro Costa).

João Manzarra é o apresentador do 'Achas Que Sabes Dançar', depois de ter com Cláudia Vieira apresentado para este mesmo canal o 'Ídolos'. O jovem de 25 anos que começou no 'Curto Circuito', na SIC Radical tem provado estar à altura dos desafios. O novo é mesmo a solo.


DN Madeira

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Joe Berardo integra série de TV 'Sagrada Família'

Nova Minissérie da RTP conta com o empresário e com o actor Dinarte Freitas
Data: 14-05-2010







O empresário madeirense Joe Berardo entra como actor no novo projecto de ficção da RTP1, que conta a história de uma divertida família portuguesa.




'Sagrada Família' é uma comédia em 13 episódios, com a participação de Simone de Oliveira, de Victor Norte, de Guida Maria, de Fátima Belo, de Joaquim Nicolau, de Ana Brito e Cunha e de Filipe Vargas, entre outros actores, num conjunto de artistas bem conhecidos do panorâma nacional.

Esta nova minissérie da autoria de Nicolau Breyner, e com produção da Mandala, tem estreia marcada para o último trimestre deste ano, tendo o empresário madeirense sido convidado para uma participação especial num dos episódios, mais precisamente no décimo.

Segundo apurou o DIÁRIO, Joe Berardo vai passar da vida real para a ficção sem grandes dificuldades, pois vai desempenhar o papel de um coleccionador de arte, contracenando com Victor Norte, Guida Maria e Ana Brito e Cunha.

Além de Berardo, também o actor madeirense Dinarte Freitas entra neste projecto, tendo estado em com rodagens com a equipa de produção no passado fim-de-semana.

O jovem actor e também realizador do filme 'As Memórias que Nunca se Apagam' entra no nono episódio, onde desempenha o papel de árbitro num encontro de luta livre.

Nesta participação, Dinarte Freitas teve oportunidade de contracenar com Simone de Oliveira, Victor Norte e Carlos Areia.

A série, actualmente em fase de gravação, tem sido guardada em segredo, mas, ao estilo de 'Gente Fina é Outra Coisa', vem comprovar a aposta do canal nacional neste tipo de formato, depois do sucesso de outras, como 'Conta-me Como Foi', 'Um Lugar para Viver', 'Cidade Despida', 'A Minha Família' e 'Liberdade 21'.

Simone de Oliveira é 'Maria Ignácia', a matriarca, a dona da fortuna e da loucura que também, partilha com os filhos, confessou ao programa 'Só Visto', do mesmo canal.

"É uma família completamente alucinada", disse, acrescentando que todos os outros membros trabalham para tirar-lhe o dinheiro, recorrendo a esquemas diversos.

Este é, por outro lado, também um desafio para a actriz enquanto tal, pois confessou, 'Sagrada Família' é uma coisa "completamente diferente" de tudo o que já fez: "Eu acho que vocês vão ficar todos um bocadinho admirados, até eu… Ai meu Deus, a mulher é mesmo doida!".

Informação não oficial dá conta que 'Maria Ignácia' é o pilar da família Rabello d'Aguiar. Ficou rica depois de investir e triplicar a parte no testamento que recebeu de 'Edgar Aguiar', enquanto os três filhos esbanjaram a sua parte da fortuna, vendo-se obrigados a viver debaixo do mesmo tecto, um palacete. As peripécias começam quando o trio decide alugar a casa para diversos fins, que vão desde os baptizados a filmes pornográficos.

Já para a produtora, 'Sagrada Família' representa a entrada na ficção, depois de ter produzido sucessos como 'Contra-Informação', 'Salvador' e 'Sentido do Gosto'.


DN Madeira

sábado, 17 de abril de 2010

RTP convida personalidades para se aconselhar

EMPRESÁRIO, GESTOR, MÉDICO, MAESTRO E CATEDRÁTICO REPRESENTAM A SOCIEDADE.
Data: 17-04-2010




O presidente do Conselho de Administração da Rádio Televisão de Portugal, Guilherme Costa, formalizou ontem o convite a cinco personalidades para integrar a Comissão de Aconselhamento que decidiu criar, tendo em vista os desafios que se vão colocar ao Centro Regional da Madeira da RTP.

O gestor reuniu num almoço aqueles que em seu entender representam espectros da actividade da sociedade madeirense, tendo como preocupação que diferentes agentes possam trazer contributos a uma maior abertura da rádio e televisão pública à sociedade.

A escolha do presidente da RTP recaiu em Luís Miguel de Sousa - que vai presidir à comissão - David Caldeira, Castanheira da Costa, Rui Massena e Manuel Brito.

Deixando claro que as cinco personalidades convidadas "são pessoas com provas dadas", cuja proeminência pode constituir-se como uma ajuda ao conselho de administração a que preside, o presidente da RTP justificou deste modo as suas escolhas, deixando claro que "são bem vindas todas as boas ideias".

Tal como destacou ao DIÁRIO Guilherme Costa, "entendemos nesta fase que era importante contar com a sensibilidade da sociedade madeirense para que esta nos transmita o que espera do Centro Regional da RTP e qual o papel que este deve ter".

O critério de escolha teve a ver com o mérito profissional, tendo a escolha de Luís Miguel de Sousa e David Caldeira sido reflexo do sucesso relevado no mundo dos negócios e da gestão empresarial, preocupação que se estendeu ao meio académico, razão pela qual foi convidado o reitor da Universidade da Madeira. Completam a comissão Rui Massena, o maestro da Orquestra Clássica da Madeira, bem como o médico Manuel Brito, profissional que se tem se notabilizado, também, na gestão hospitalar.

Segundo Guilherme Costa, a comissão agora criada será exclusivamente de aconselhamento, terá um carácter informal, os seus membros não serão remunerados e não terão qualquer interferência na gestão de conteúdos, já que esta é uma responsabilidade exclusiva dos profissionais.

O DIÁRIO sabe que o propósito da RTP é criar condições para produzir conteúdos que possam entrar na 'cabo' e nas comunidades madeirenses espalhadas pelo mundo, tendo Guilherme Costa confessado que a empresa "está a fazer uma grande aposta nas novas plataformas. Estamos a trabalhar muito seriamente na internet".

Com esta sua deslocação à Madeira, onde ontem à noite participou na gala de apoio às vítimas do temporal de Fevereiro, o presidente da RTP conclui um processo de remodelação, que não só alterou a estrutura de gestão do Centro Regional, como abre a empresa à participação da sociedade.


DN Madeira

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Figuras públicas dão a cara pela Madeira



Data: 15-04-2010

São muitos, diferentes, mas com algo em comum. Este ano decidiram vir de férias à Madeira e apelar a que outros se juntem ao movimento de fãs da ilha. A campanha publicitária já está na rua e Portugal vai ser convidado a partir de hoje por várias figuras públicas para visitar a Região. As razões são muitas. Marcelo Rebelo de Sousa vai ler e nadar no Porto Moniz, a fadista Katia Guerreiro vem cantar às flores, Rita Ferro Rodrigues vem passear nas Levadas e há outros tantos que vêm por outros motivos. Têm, contudo, uma razão extra: "Para além de passar uma férias inesquecíveis vão ajudar a economia madeirense".

Esta campanha da sociedade civil nasceu na casa do jornalista madeirense Filipe Santos Costa, que decidiu em família mudar o lugar das férias, como explicou ontem na conferência de imprensa de apresentação. Da família aos amigos, dos amigos às redes sociais e daí ao país foram três passos. "Não foi preciso convencer ninguém", afirmou.

Rogério Samora foi eloquente a resumir o espírito solidário. Fã da Madeira confesso, o actor diz ter escolhido a Região muitas vezes para trabalhar guiões. Foi com amargura que viu a violência da destruição e com angústia que tentou saber de amigos. Chorou e por isso não hesitou na hora de fazer alguma coisa. Pedro Granger também não. O apresentador disse ao DIÁRIO que a Região "é como um filme da Disney dá para toda a família". "Para namorar, para estar com os amigos, para a aventura", explicou, para acrescentar: "Vou duas a três vezes por ano e quero sempre voltar". A jornalista Clara de Sousa disse que o que a levou a aderir a esta causa foi a mensagem positiva. "Não é um apelo à caridade, nem à autocomiseração, mas ao desenvolvimento da Região", frisou. "Ainda para mais é um destino melhor que tantos outros lá fora, mais perto e mais barato", enalteceu Os deputados dos diferentes partidos do círculo da Madeira no parlamento nacional fizeram-se representar no lançamento da campanha, elogiaram a iniciativa e fizeram figas para que dê um impulso ao turismo no mercado interno. Os fãs da Madeira também estão na Internet à espera de verem a família aumentar.

www.fasdamadeira.sapo.pt.


DN Madeira





sábado, 10 de abril de 2010

Minissérie 'Dias Felizes' integra seis episódios gravados na Madeira




Data: 10-04-2010

Um total de seis episódios sobre a história amorosa entre 'Ana Brito' (Dalila Carmo) e 'Miguel Vilar' (Marco Delgado), dois jovens que se conhecem na Madeira após a mortes do pai e da mãe, respectivamente, integra 'Dias Felizes', a nova minissérie que ontem foi apresentada no Pestana Casino Park Hotel, onde também ontem decorreu a emissão em directo de 'Tardes da Júlia', que celebrou três anos.

Bernardo Bairrão, director-geral e administrador da TVI, começou por "agradecer aos madeirenses o terem permitido à TVI e à Plural [produtora da minissérie] a realização de uma novela de grande sucesso e agora 'Dias Felizes".

"Esta é a terceira minissérie que iremos apresentar, a partir deste mês e todas elas foram diferentes". E acrescentou: "As duas primeiras foram grandes sucessos de audiência e esta tem todas as condições para o ser".

O texto de Maria João Mira, um grande elenco e as bonitas imagens da Madeira, foram os aspectos destacados pelo representante da TVI na sessão onde também estiveram presentes, para além de vários actores e do responsável da Plural, Raquel França, directora regional do Turismo e Miguel Albuquerque, presidente da Câmara Municipal do Funchal, que salientaram a importância da nova produção televisiva na divulgação da Madeira, após a tragédia do dia 20 de Fevereiro.


DN Madeira

Rita Pereira na Festa da Flor

Vai abrir Cortejo da Flor no dia 18









A Rita Pereira vai abrir o Cortejo da Flor que se realiza no dia 18, no Funchal. A actriz, que interpreta o papel de “Mel”, na telenovela da TVI “Meu Amor”, é a Flor principal do carro alegórico de João Egídio, cujo projecto daremos conta no âmbito das reportagens descritivas dos grupos que participam na Festa da Flor.
A jovem vem desfilar no Funchal sem cachê, como forma de ajudar a Madeira, após os acontecimentos do dia 20 de Fevereiro. De acordo com a actriz, em declarações à Notícias TV, «assim que recebi o convite aceitei». Mostrou-se satisfeita por poder ajudar, de alguma maneira, a Região. «sinto-me muito bem por poder ajudar, até porque tenho família na Madeira. O meu avô era de lá, mas continuo a ter família na Madeira.


Ricardo Castro Moreira, que interpretou o papel de Carlito na novela “Flor do Mar”, e a actriz Ana Carolina fazem parte dos participantes, a custo zero do Cortejo, ficando a cargo do Governo Regional apenas o pagamento das viagens e da estadia.


Jornal da Madeira

Alberto João Jardim admitiu a Júlia Pinheiro o seu desespero no dia do temporal

«A desgraça era tanta que me senti impotente»







AAlberto João Jardim admitiu ontem que no dia 20 de Fevereiro se sentiu impotente com o temporal que assolou a Madeira. Só que teve que mobilizar as suas forças para não mostrar os seus sentimentos. O importante, como acrescentou, foi arranjar forças para a batalha que tinha pela frente.
As declarações foram feitas no programa “Tardes da Júlia”, que ontem foi emitido a partir da Madeira. A TVI quis, assim, comemorar os três anos de programa e, por outro lado, solidarizar-se com a Região.
«Confesso que nem pensei em termos de obra minha, porque a desgraça era tal que eu sentia-me impotente. Primeiro, não posso resgatar a vida a quem a perdeu, mas sentia-me impotente perante tanta coisa que estava a suceder de uma vez só e, depois, perante informações -, felizmente, algumas delas não se confirmaram - que chegavam em catadupa onde estava o Estado Maior das Operações. Portanto, era uma situação em que só não se desesperava porque me era proibido desesperar, mas que apetecia desesperar. Depois, fui vendo que as obras do meu tempo aguentaram», disse Alberto João Jardim.
Em resposta a Júlia Pinheiro, o presidente do Governo disse que, em tempos difíceis, os guerreiros também têm estados de alma, mas têm de mobilizar as forças para a batalha. «Para pensar o plano de batalha e desenvolvê-lo rigorosamente, não podem mostrar os seus sentimentos a ninguém; nada de demonstrar qualquer tipo de fraqueza», explicou.

Festa da Flor é
o retomar a vida




Em relação ao futuro, mais precisamente à Festa da Flor, Jardim garantiu que será uma festa muito bonita.
O governante disse que a Festa da Flor «está melhorada», porque, depois do que aconteceu, «a festa representa um retomar de vida, com todo o símbolo que a flor tem para todos nós. É o retomar de vida e, portanto, este ano, esmerámo-nos um pouco mais na organização da festa».
E logo acrescentou: «Depois, acho que ninguém deixará de lado a sua curiosidade em ver como é que o povo madeirense soube reorganizar tudo e fazer ressurgir a Madeira em menos de dois meses».
Alberto João Jardim garantiu haver muitas motivações para que venham à Madeira. Sobretudo, pela grande motivação de que «estar na Madeira é estar no melhor de Portugal».
Fora estes momentos de maior seriedade, a conversa entre Alberto João Jardim e Júlia Pinheiro foi caracterizada por algumas picardias de parte-a-parte.
Com chouriças à mistura - para espanto de Jardim que não sabia que este é um dos petiscos preferidos de Júlia Pinheiro -, elogios mútuos à respectiva elegância e a uns óculos que o presidente considerou serem «uma beleza kafkiana», o programa lá foi decorrendo com a presença de um público que aproveitou para ver de perto vários artistas, nomeadamente Marco Paulo e as Just Girls.


Jornal da Madeira

Marco Paulo apela aos madeirenses para que amem a sua terra

Tardes da Júlia”


(Foto Via Blog TvUniverso)

A Madeira é tão antiga, mas tem sempre ar de menina. A frase foi dita ontem, ao Jornal da Madeira, por Marco Paulo, logo após o espectáculo das “Tardes da Júlia”. Como mensagem aos madeirenses, o cantor desejou que as pessoas sejam felizes e continuem a amar a Madeira. «Quando nós, os de fora, temos uma paixão grandiosa por esta terra, se não forem os naturais desta terra a amá-la... Têm de o fazer, porque é sempre uma menina bonita». Marco Paulo disse que já cá esteve há poucos dias, para o espectáculo de solidariedade promovido pela CRIAMAR. Desta vez, foi convidado pela TVI para ajudar a comemorar os três anos do programa “Tardes da Júlia” e participar num programa dedicado à Madeira. «Claro que não podia dizer que não, porque tenho uma familiaridade, paixão e amizade muito grande pela Madeira», disse o cantor. Comovido, referiu a frase que um madeirense lhe tinha acabado de dizer: «O Marco Paulo, qualquer dia, é património da Madeira», que considerou expressar bem o amor que dedica a esta ilha.


Jornal da Madeira

sexta-feira, 9 de abril de 2010

“Flor para a Madeira” dá 890 mil euros

Para além da gala “ Uma Flor para a Madeira”, o call center representado por pessoas conhecidas ajudou a arrecadar mais dinheiro para a ajuda à Madeira










“Uma flor para a Madeira”, assim se intitulou a gala da SIC que se realizou apenas uma semana após o temporald e 20 de Fevereiro e que angariou cerca de 890 mil euros. O cheque desta iniciativa foi ontem entregue na Madeira pelo presidente da SIC, Francisco Pinto Balsemão, numa iniciativa que decorreu numa unidade hoteleira do Funchal e que contou a presença do presidente do Governo Regional, alguns secretários regionais,do vice-presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, do presidente da Câmara do Funchal e muitas outras entidades da Madeira.
Pinto Balsemão foi o primeiro a usar da palavra para referir que a tragédia que aconteceu no último dia 20 de Fevereiro na Madeira veio pôr em relevo dois aspectos que considera positivos. Um deles tem a ver com a confirmação de que os madeirenses são «gente rija, gente determinada».
A resposta das autoridades da Madeira e da sociedade civil madeirense, das suas múltiplas associações, e do povo da Região em geral, foi «imediata». O Governo, as Câmaras Municipais, as Juntas de Freguesia e as instituições de todo o tipo souberam dar a Portugal um exemplo de notável capacidade de reacção e de organização «perante os gravíssimos danos pessoais e materiais provocados pela violência das chuvas e das inundações».
A cerimónia de entrega de cheques às instituições ASA e ADBRAVA - que vão receber 445 mil euros cada- foi aproveitada por Pinto Balsemão lembrar aquela que foi a tarefa da SIC. Para além daqueles que na Madeira, no próprio dia, começaram a encontrar soluções provisórias para as centenas de desalojados- a SIC começou a preparar um programa para angariar ajuda para a Região, tendo concretizado esse objectivo no fim-de-semana seguinte.
«Louvor para os madeirenses que mais uma vez, em circunstâncias adversas, souberam ripostar com ânimo, pela positiva. Levantaram a cabeça, enxugaram as lágrimas, cerraram os dentes e mostraram estar à altura do desafio terrível e injusto que lhes era lançado pela Natureza», disse Pinto Balsemão numa cerimónia que registou um directo para aquele canal de televisão que realizou a gala “Uma Flor para a Madeira”.
«Afinal, a palavra solidariedade, com tudo o que significa de ajuda expontânea, de entrega, de dádiva, não está tão desgastada como poderá pensar a legião de cépticos que infelizmente continua a proliferar em Portugal», adiantou Pinto Balsemão. 
A realização desta cerimónia-que decorreu no hotel The Vine, no Centro Comercial Dolce Vita- representou para a SIC «um grande orgulho». «Não estamos aqui para nos exibirmos, nem para nos agradecerem. Estamos aqui para prestar contas», defendeu Pinto Balsemão, o qual disse esperar que o Funchal e a Ribeira Brava recuperem mais depressa.
Já à margem da cerimónia de entrega dos donativos à Madeira, Pinto Balsemão foi confrontado com algumas questões relacionadas com a política nacional e com as situações de alegada promiscuidade entre grupos de comunicação social e partidos políticos ou áreas ideológicas. Sobre estas questões, recusou-se a pronunciar-se dizendo apenas que a SIC é de independente. Mercedes Balsemão,presidente da SIC Esperança, também usou da palavra para enaltecer a onda de solidariedade que a gala suscitou.

«Um agradecimento sentido!»

Até ontem, a ASA, instituição de solidariedade social que abrange todas as freguesias do Funchal (à excepção do Monte), só tinha recebido uma quantia de mil e 500 euros
«Vamos tentar recuperar as casas que foram destruídas (79 estão totalmente danificadas e mais de 500 estão em recuperação) a 20 de Fevereiro. O donativo é muito importante», disse Francisco Castro aos jornalistas momentos antes de receber o cheque de 445 mil euros que iria caber à associação de que preside e quando não sabia ainda qual o total da verba entregue pela SIC Esperança.
Quando se preparava para assistir à cerimónia, Francisco Castro lamentou que a ajuda, até ao dia de ontem, pouco ou nada tenha passado das promessas.
«Ontem (anteontem), recebemos cerca de mil e 300 euros de um grupo de emigrantes na Austrália. Neste momento e sem contar com a verba da SIC, temos 1561 euros», referiu, para logo admitir que a verba é «muito pouco para os problemas existentes». Já durante a cerimónia da SIC, Francisco Castro deixou a garantia de que o dia de ontem «foi importante para a cidade do Funchal e será um marco inesquecível para aqueles que querem construir o futuro».
Nivalda Gonçalves, da ADBRAVA, por seu lado, também usou da palavra para recordar «o trabalho feito durante as primeiras horas para ajudar todos aqueles que foram afectados pelo temporal». Nessas primeiras horas, surgiu também, «o desafio da SIC Esperança».
«Pela rapidez da vossa iniciativa e pelo grandioso espectáculo conseguido, foi com grande emoção e esperança que vivemos cada momento da gala “Uma flor para a Madeira”», afirmou Nivalda Gonçalves.
Os agradecimentos à SIC estenderam-se à toda a população portuguesa.
Porque a ADBRAVA é uma associação do concelho da Ribeira Brava, um dos mais afectados pelo temporal de 20 de Fevereiro, Nivalda Gonçalves não deixou de lembrar a destruição enorme que atingiu aquele município.«Precisamos de unir todos os esforços para a reconstrução», defendeu a representante da associação constituída em 2009.

«Recuperação que demorará mais é a psicológica»

O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava marcou presença na cerimónia de entrega dos donativos resultados da gala “Uma flor para a Madeira”, da SIC. Uma gala que foi apresentada por Fátima Lopes e João Manzarra e da qual resultou uma verba significativa para ajudar na construção da Região.
Ainda antes de ter início esta cerimónia, o autarca disse aos jornalistas que aquele concelho- largamente fustigado pela intempérie- está a responder bem à reconstrução. «Estamos a trabalhar tanto na rede viária, como na rede de saneamento básico, como na rede de águas», referiu. O realojamento das pessoas está praticamente completo. Agora, segundo Ismael Fernandes, «é preciso definir tudo o que é preciso fazer no concelho para que a normalidade regresse». Ou seja, é preciso construir novas casas, reconstruir as parcialmente danificadas e apoiar psicologicamente as pessoas afectadas.
«Depois há o problema da canalização da ribeira e o problema da estrada que vai ligar a Serra D`Água à Meia Légua mas esse é um problema que depois resolver-se-á. A vida tem que continuar e o que vai durar mais o seu tempo é a recuperação das pessoas ao nível psicológico», admitiu Ismael Fernandes.

Alberto João Jardim realça coesão nacional

«Um grande muito obrigado a todos», foram estas as primeiras palavras de Alberto João Jardim quando usou da palavra na cerimónia de entrega do cheque de 890 mil euros e cuja verba vai ser distribuída, em igual valor, pelas associações de solidariedade ASA e ADBRAVA.
O presidente do Governo Regional aproveitou a ocasião para referir que há a ideia de que a comunicação social serve para determinados objectivos. «Está aqui um exemplo do que é, numa sociedade não só democrática, mas sobretudo humanizada, o papel de uma empresa que tem uma organização de solidiariedade social- presidida pela doutora Mercedes Balsemão- e que para além de todas as actividades profissionais que se concretizam no grupo, tem estas actividades de ajuda ao próximo», afirmou o chefe do Executivo madeirense.
Para Alberto João Jardim, este é um exemplo de que as actividades económicas podem deixar de apenas se cingir ao que é o seu objectivo estatutário e se dedicarem ao auxílio às pessoas». A ocasião foi ainda aproveitada para o presidente do Governo Regional regojizar-se com a escolha feita pela SIC em relação às instituições que vão receber 445 mil euros cada para ajudar a recuperar a Madeira.
«Os três objectivos estão em curso. O objectivo de reconstrução, o objectivo de realojamento e o objectivo de reabilitação da economia. E tenho a certeza que estas duas associações vão se cingir rigorosamente dentro destes três grandes objectivos definidos», considerou o presidente do Governo Regional.
Agradecendo a todos os portugueses, o apoio que tem sido dado à Madeira, Alberto João Jardim recordou que, às vezes, são os momentos maus que mostram a união de um povo. «Não foi só o povo madeirense. Foi todo o povo português que reagiu com este sentido de solidariedade, com este sentido de coesão nacional que reagiu com este sentido de acção».
Assim, o presidente do Governo manifestou a opinião de que não há muitas razões para pessimismos para que todo o Portugal arregace as mangas e vá para a frente mudando o país.

A presidente da SIC Esperança afirmou que a iniciativa “Uma Flor para a Madeira” poderia ter rendido um milhão de euros se não fosse o IVA. Mercedes Balsemão contou que a gala foi pensada na terça-feira, dia 23 e, no domingo, estava no ar. «Foi a gala mais comovente que já passou na SIC. Tivemos os melhores artistas nacionais e todos os contactados responderam gratuitamente», garantiu



Jornal da Madeira

RTP garante em 2011 cobertura mundial ao Open de Golfe

Vice-presidente do conselho de administração da televisão rendido à qualidade do torneio que decorre até domingo no Porto Santo










O vice-presidente do conselho de administração da RTP, José Marquitos, garantiu ontem ao JORNAL da MADEIRA que a televisão pública irá cobrir para todo o mundo o Open de golfe do próximo ano, comprometendo-se a estudar os meios técnicos necessários para concretizar esse objectivo. «É com muito orgulho que estamos cá e esperemos que para o ano a RTP faça mais e melhor, porque acredito que com a qualidade deste torneio, pretendemos colocar este conteúdo ao serviço de todo o mundo e essa será uma intenção da RTP em promover e tentar reunir condições técnicas para isso», revelou.



José Marquitos acompanhou o torneio que decorre até domingo no Porto Santo na companhia do Vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva e mostrou-se rendido à qualidade do Open da Madeira em golfe, evento desportivo que reúne na "ilha dourada" os melhores jogadores do tour europeu da modalidade.
Segundo aquele responsável «bastaria a obrigação de serviço público para a RTP estar aqui, fazer bem e o melhor que souber», defendendo que a televisão deve «interiorizar sempre as suas obrigações de serviço público, mas externizá-las no sentido de promover o que é bom de Portugal».
Relativamente às recentes mudanças operadas na estrutura da RTP/Madeira, com a nomeação do gestor Martim Santos para director do Centro Regional e de Gil Rosa para director de informação e de programação, José Marquitos considera que o grupo RTP «tem um compromisso muito claro com a Região Autónoma da Madeira que o de é criar todas as condições para um projecto que evolua em termos técnicos e de qualidade».
Porém, faz ver que «o dinheiro não é muito, é o que temos e que reverte das obrigações de serviço público, mas que pode ser utilizado de outra forma», daí a aposta feita num gestor para a direcção do centro da Madeira.

RTP/M terá proximidade diária às suas comunidades

Sem querer hostilizar os antecessores do canal público, o vice-presidente do conselho de Administração da RTP considerou que «agora é possível utilizar a tecnologia para termos mais racionalidade e com o mesmo dinheiro fazer mais e melhor».
Acompanhado pelo novo director da RTP/M, Martim Santos, o administrador disse esperar que o grupo RTP «saiba acolher o projecto da Região Autónoma da Madeira numa perspectiva de consciencialização de que os fundos são os possíveis, num momento de crise e que temos de respeitar e saber adaptarmo-nos aos momentos actuais».
A ideia, segundo afirmou, é a de combater o desperdício e passar a poupar, enaltecendo os resultados obtidos desde 2003.
«Se estamos em condições de poder ganhar ambição sem repetirmos erros do passado e utilizando bem o orçamento no sentido de ganhar ambição para colocar a Madeira, não numa perspectiva de um canal que é puramente para consumo interno, pode ter ambições de consumo externo. Estou-me a lembrar das bolsas de emigração por todo o mundo, onde vamos colocar a Madeira no seu quotidiano, nos canais de televisão e de rádio, ao serviço dessas comunidades», reforçou José Marquitos.

Filipe Lima surpreende na frente






O português Filipe Lima lidera o 18.º Madeira Islands Open/BPI Portugal, em Golfe, com 66 pancadas (-6 PAR), empatado com os ingleses Chris Gane e Ben Evans e com o escocês George Murray, após a 1.ª volta ao Campo do Porto Santo, ontem realizada. Na perseguição ao “quarteto” da frente estão os ingleses James Morrison e Oliver Fisher, o escocês Andrew McArthur e o francês Julien Quesne, todos com mais um “shot” (67). Lima (224.º do “ranking” mundial), que no ano passado registou o melhor resultado de sempre de um português na prova, com um 12.º posto, marcou no cartão um "eagle" (buraco 8, PAR 5), no seu 17.º buraco do dia, e quatro "birdies". «Foi óptimo. De princípio a final estive muito seguro no meu jogo. Falhei alguns “shots” no princípio, mas fiquei contente com o “eagle” no oito. Salvou um bocadinho o dia», comentou Lima, que tem como melhor resultado esta época o 29.º lugar no Open da Andaluzia, há 15 dias. O dia foi marcado por muito sol e algum vento, com os resultados a piorarem da manhã para a tarde. Até as 13h00 foram marcados 13 “eagles” - entre os quais o do português - e, até ao final da jornada, registaram-se apenas mais sete. O “cut” provisório está no PAR do campo (72), pelo que apenas Filipe Lima termina o 1.º dia dentro da “zona de qualificação” para as últimas duas voltas, que conta neste momento com 73 jogadores. A 2.ª volta, hoje, será decisiva para se ficar a saber quantos dos 14 portugueses passam o “cut” e jogarão este fim-de-semana no Porto Santo.

João Pedro Sousa, o melhor madeirense




O melhor dos três madeirenses é João Pedro Sousa, com 78 pancadas (+6 PAR). O 18.º Madeira Island Open BPI Portugal, prova do Circuito Europeu de golfe, distribui 700.000 euros em prémios monetários. Em 2010, há cerca de 80 jogadores que testaram o “Seve Course”, em 2009, mas irão deparar com um teste algo diferente. O “Championship Course” passa de Par-71 para Par-72, devido ao buraco n.º 3 regressar ao formato de Par-5 (com 493 metros) e não como no ano passado quando foi especialmente jogado como um Par-4.

Mítico buraco n.º 13 é um dos melhores do Mundo



O já mítico buraco n.º 13 apresenta uma configuração diferente, nos dois últimos dias, com um novo “tee”, mais recuado, aumentando o drama desportivo na fase decisiva da prova, ou seja, após o “cut” que só deixará passar os primeiros 65 classificados e empatados. David Williams, antigo campeão do European Tour e director do torneio nos últimos anos, considerou que «estamos perante um dos buracos mais fantásticos do Mundo, não só pela sua beleza paisagística como também pelo facto de poder ser decisivo para o resultado final do torneio. O campo do Augusta National (palco do Masters) tem três buracos críticos em termos de jogo e fantásticos pela sua beleza, mas os buracos 13 e 14 do Porto Santo Golfe são, sem dúvida, muito mais difíceis de jogar. Tal como o Amen Corner de Augusta, a esquina do campo do Porto Santo deverá igualmente ter uma denominação única e ser reconhecida em todo o Mundo».
Ontem, no final do 1.º dia, a classificação do Open estava assim ordenada:
1.ºs Filipe Lima (POR), Chris Gane (Ing), George Murray (Esc) e Ben Evans (Ing), 66 pancadas (- 6 PAR)
5.ºs James Morrison (Ing), Andrew McArthur (Esc), Julien Quesne (Fra), Oliver Fisher (Ing) e Jamie Mcleary (Esc), 67
73.º Hugo Santos e Ricardo Santos e Ricardo Melo (amador), 73
112.º António Rosado e Tiago Cruz, 75
120.º Manuel Violas (amador), 76
136.º António Dantas, 77
142.º João Pedro Sousa, Henrique Paulino, António Sobrinho e Nuno Campino, 78
152.º Duarte Freitas, 81
156.º Edgar Rodrigues, 92.



Jornal da Madeira

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Dinarte Freitas entra em 'Mar de Paixão'

O actor madeirense tem uma participação na telenovela da TVI como 'FF'
Data: 08-04-2010








Dinarte Freitas foi convidado a fazer parte do elenco adicional da nova novela da TVI 'Mar de Paixão', actualmente em exibição no canal privado depois do 'Jornal Nacional'. O actor madeirense vai interpretar 'FF', um dos personagens que vão contracenar com a actriz Marta Melro, a 'Francisca' e com o actor e músico da banda Dzrt, Paulo Vintém, que na nova produção desempenha o papel de 'Leonel'.

Segundo divulgou a produtora, 'FF' vai envolver-se num assalto a um banco e será preso no decorrer da tentativa. "'Francisca', 'Leonel' e 'FF' preparam-se para assaltar um banco, o mesmo para onde se dirige 'Gué'. Os três entram e, muito trapalhões, mandam todos para o chão. 'Francisca' obriga a empregada a abrir o cofre e rouba o dinheiro. Os assaltantes inexperientes, muito desconcertados, acabam por não conseguir fugir. 'Leonel' sai a tempo, 'FF' é apanhado e 'Francisca' faz de 'Gué' refém", adianta a sinopse do episódio que deverá passar ainda no decorrer desta semana, ou no início da próxima, dependendo da gestão que a TVI vai fazer dos episódios, que são diferentes em duração dos do guião.

O regresso de Dinarte Freitas à telenovela é possível com a personagem 'FF', uma vez que 'Mar de Paixão', como as restantes telenovelas, vai sendo escrita ao mesmo tempo que vai para o ar e vai sendo adaptada à receptividade do público.

Antes disso, o jovem madeirense estará na Madeira com o realizador Ricardo de Almeida para acompanhar o Festival Internacional de Cinema do Funchal (FICF). É que o actor foi protagonista na curta-metragem 'The Boleia', que ficou entre os dez finalistas do Prémio Zon e está entre as produções aceites para a competição internacional de 'curtas' do FICF.

DN Madeira

Balsemão, patrão da SIC, viista hoje zonas afectadas pelo temporal na Ribeira Brava





Data: 08-04-2010

Mesmo sem 'dinheiro à vista', avançam as obras e os trabalhos de recuperação das zonas afectadas no Município da Ribeira Brava, com particular incidência para a freguesia da Serra de Água.

A necessidade de contornar as dificuldades obriga a esta 'antecipação', até porque, conforme sustenta o presidente da Câmara "não se vão resolver todos os problemas só com dinheiro". E enquanto este impulsionador decisivo não chega, Ismael Fernandes adverte que "não se pode ficar à espera". Desafia por isso "o povo", principalmente aqueles que foram vítimas do temporal, a reagirem contra as adversidades, enfrentando a nova realidade com "perseverança e confiança num amanhã melhor". Diz mesmo que "de braços cruzados nada se resolve", razão pela qual "é preciso reagir". E o melhor é "retomar a normalidade possível".

O autarca lembra que "há um trabalho programado pelo Governo e pela Câmara Municipal que está a ser cumprido". Trabalho esse assente em "prioridades".

A primeira foi "resolver o problema das acessibilidades" até porque "sem estradas e caminhos o restante trabalho não poderia ser feito". Regozija-se pela prontidão com que foi assegurado o quebrar do isolamento decorrente da catástrofe. Logo a seguir vem "o problema do abastecimento de água ao domicílio". Garante que "está a ser trabalhado no sentido de ser resolvido o abastecimento de água com qualidade", o qual admite ficar concluído a 100% na próxima semana.

"O realojamento das pessoas que ficaram sem casa, quer pela destruição desta, ou por falta de condições de habitabilidade", segue-se na lista das prioridades. "Já temos poucas pessoas por realojar no concelho, porque a maior dificuldade é encontrar na Serra de Água casas para alugar", justificou o edil, confiante numa boa solução para todos os afectados.

Logo a seguir, está "o problema da água de rega". Manifesta preocupação pelas consequências que esta base que sustenta muitas famílias possa vir a ter com a escassez de água de regadio, mas garante que estão no terreno trabalhos para "resolver ou atenuar o problema, mas é preciso ter em conta que todas as principais levadas que abastecem a agricultura no concelho, quer a Levada do Norte, quer a Levada Nova que vem da Ponta do Sol, foram muito afectadas e até parcialmente destruídas".

Fora desta frente alargada de prioridades que de alguma forma já estão a ser alvo de intervenção, estão as propriedades agrícolas que ficaram transformadas em calhau pela aluvião.

"O que ainda não poderá ser feito é toda aquela área onde muitos terrenos desapareceram, principalmente junto às ribeiras, tanto na ribeira da Tabua, mas sobretudo na Serra de Água, porque terá de ser feito um trabalho profundo e moroso, que exige que em primeiro lugar se faça a canalização da ribeira e dos ribeiros, de modo a garantir a segurança das pessoas e dos seus bens, e só depois tentar reabilitar o espaço onde existiam os terrenos, para que as pessoas possam retomar a sua actividade agrícola", refere o autarca, prevenindo desta forma os afectados da previsível morosidade que se perspectiva neste processo de devolver a terra aos campos agrícolas que literalmente desapareceram.

Zonas agrícolas afectadas: Câmara lança concurso para reabilitação

Para atenuar os problemas que o temporal infligiu na agricultura, a Câmara da Ribeira Brava já recuperou o caminho agrícola da Fajã das Éguas, na Serra de Água, e esta terça-feira repôs a ligação da água de regadio, para que "as pessoas que perderam as suas propriedades junto à ribeira, mas que têm terrenos nesta zona mais alta, possam continuar a sua actividade agrícola", salientou o presidente da Câmara. "Esse mesmo trabalho está a ser feito na zona da Ameixeira, que passa pela recuperação do caminho", promete, embora mais atrasada devido aos avultados estragos que ali ocorreram com a aluvião.

Ismael Fernandes diz que a Câmara já se candidatou à atribuição de fundo no âmbito da "recuperação destes dois caminhos" e que "muito em breve irá lançar um concurso para a reabilitação completa destas duas áreas. Será também reabilitado o caminho agrícola da Madágua, na Ribeira da Tabua. Embora impotente para fazer face a tamanhos prejuízos ocorridos no Concelho, o autarca garante todo o empenho dos meios ao dispor da Câmara Municipal. "Estamos a trabalhar dentro dos recursos que nós temos", assegura.

Confirma de resto o desejo de manter o programa camarário que já estava definido antes da tragédia. "Não vamos de deixar de lançar as obras que tínhamos previsto através de contrato-programa com o Governo, a não ser que haja alguma contrariedade".

"Apesar dos muitos danos, temos o nosso Concelho a funcionar", refere o presidente da Câmara, que se mostra confiante que a população está empenhada em retomar a normalidade possível, de modo a enfrentar e a tentar ultrapassar a adversidade.


DN Madeira