quarta-feira, 14 de abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

'Apollogracht' no Caniçal

Navio de carga geral holandês descarrega material eléctrico
Data: 13-04-2010



O porto do Caniçal acolhe ao longo do dia de hoje as presenças, no total, de três navios, dois classificados como porta-contentores e um considerado de carga geral.

O primeiro a atracar será navio o porta-contentores espanhol 'OPDR Tenerife' que tem chegada prevista para as 6 horas e que é procedente do porto de Felixtowe, Inglaterra. Agenciado pela Marfrete, este navio, que efectua ligações quinzenais com a Região, após concluir as operações comerciais zarpará com rumo ao porto de Tenerife, nas Canárias.

Uma hora mais tarde, pelas 7 horas, será a vez do, também, porta-contentores 'Monte da Guia' realizar mais uma escala naquele porto a Este do Funchal. Agenciado pela Transinsular, o mesmo tem origem no porto de Lisboa e após concluir a descarga e carga de contentores regressará ao porto da capital portuguesa.

Equipamento para EEM





O terceiro navio previsto para hoje no Caniçal é o 'Apollogracht', que transporta equipamento de grandes dimensões para a nova central eléctrica dos Socorridos. Com efeito, este navio transporta 2 'boilers' (caldeiras) de elevadas dimensões e seis contentores contendo os respectivos acessórios. Como curiosidade, de referir que devido ao tamanho destas caldeiras, as mesmas serão deslocadas do Caniçal para os Socorridos sob escolta, e durante a noite, evitando dessa forma congestionamentos de trânsito na via rápida.

Sobre este navio, de referir que o mesmo navega com pavilhão holandês, foi construído em 1991. Das suas principais dimensões, há a salientar que mede 130 metros de comprimento por 19 de largura. Tem uma arqueação bruta de 12.150 toneladas e navega a uma velocidade máxima de 14,7 nós.

Por fim, de notar o regresso ao Terminal dos Socorridos do navio graneleiro 'Ponta São Lourenço'. Com chegada prevista para as 13h30 de hoje, este navio deverá amarrar às bóias por volta das 14 horas, caso as condições de mar o permitam. É procedente do porto de Mitrena, em Setúbal, onde regressará após concluir as operações de reabastecimento de cimento no auto-silo dos Socorridos.


DN Madeira

81% já tem luz limpa

A Madeira iniciou em 2009 uma viragem histórica pois já está a produzir energia renovável suficiente para abastecer 81% das casas
Data: 12-04-2010







Rui Rebelo, presidente da Empresa Electricidade da Madeira, revelou ao DIÁRIO que o ano de 2009 consubstancia os primeiros resultados significativos da estratégia e a linha orientadora da política energética regional.

Qual foi a contribuição das energias renováveis na produção de electricidade?
A contribuição atingiu a percentagem de 22,4% - na ilha da Madeira 23% - antecipando num ano o objectivo previsto de 22% para 2010. Comparativamente à média dos anos precedentes, verificou-se uma subida de 50% da penetração das energias renováveis, o que significa que Madeira já em 2009 produziu energia verde suficiente para assegurar as necessidades de consumo de electricidade de cerca de 81% do sector residencial (doméstico) da Região, prevendo que em 2013 assegurará mais de 100%.

A condição de ilha é um condicionamento de uma maior penetração das renováveis?
À semelhança das demais ilhas de pequena dimensão, a Madeira dispõe de um sistema eléctrico isolado, sem capacidade de interligação com outros centros de produção e de consumo, situação que condiciona fortemente a penetração de energias renováveis.
Em redes isoladas não é possível importar energia, pelo que o sistema tem de auto-sustentar-se, não sendo tecnicamente fiável construir um sistema eléctrico apenas com base em energias intermitentes dependentes da ocorrência de determinadas condições atmosféricas (chuva, vento, sol, etc.). Nestas situações, é tecnicamente sabido que a base do sistema é sempre garantida por energia térmica.

São esses os únicos handicaps?
Não, nas redes isoladas e de pequena dimensão, ainda existem outros constrangimentos, não menos importantes, que derivam da fraca procura de energia eléctrica nas horas de 'vazio', em que o consumo de electricidade, sendo muito reduzido, condiciona a produção de energia renovável.
Se tomarmos em consideração o período Outono/Inverno, nas horas de vazio, quando chove, a capacidade produtiva já instalada na Madeira - hídrica e eólica - é quase suficiente para satisfazer todo o consumo, pelo que, para instalar mais capacidade renovável é forçosamente necessário induzir o aumento do consumo nas horas de vazio. Simultaneamente, existem sérios e complexos problemas técnicos relacionados com a estabilidade e fiabilidade da rede, que é bastante afectada quando a percentagem de energias renováveis é elevada.

O que mais contribuiu para o o encaixe de 22,4% de energia renovável?
O ano de 2009 beneficiou de um regime hidrológico bastante favorável. Essa percentagem será, no entanto, ultrapassada no corrente ano de 2010 e, seguramente, em 2011, pois a previsível menor contribuição do sistema hidroeléctrico será superada por uma melhor eficiência de exploração dos parques eólicos e da prevista entrada em exploração de dois parques fotovoltaicos.

Quais são as vossas próximas apostas?
Está já em curso o processo de transformação do sistema hidroeléctrico da Calheta que, para além de contribuir para o aumento da componente hidroeléctrica, que passará a usufruir adicionalmente de dois grupos hidroeléctricos de 15 MW cada, alimentados por uma barragem de 1.000.000 de m3 de acumulação e ainda de uma estação elevatória de 15 a 20MW, possibilitará a instalação de cerca de mais 25 MW de potência eólica. Estas intervenções permitirão usufruir de um aumento de produção de 70 GWh, o equivalente ao consumo anual do concelho de Machico ou de Câmara de Lobos em ano médio de energias renováveis.

Significa isso que a partir de 2012 a componente renovável voltará a crescer?
Sim, e de forma acentuada, sendo, agora, razoável considerar-se que em 2013 atingir-se-á 26%.

Existem outros investimentos em curso?
Está em estudo, para executar entre 2015/2017, a remodelação do Sistema Hidroeléctrico da Serra de Água, que prevê a instalação de um novo grupo hidroeléctrico com potência da ordem dos 15 MW e o reforço da potência instalada eólica em cerca de 10 MW, o que irá permitir um acréscimo de produção de 38 GWh.
Em ano renovável médio esta produção será mais que suficiente para satisfazer as necessidades anuais de electricidade do concelho da Calheta ou da Ribeira Brava, podendo assim com a sucessão dos investimentos programados, estabelecer o objectivo de atingir, pelo menos, os 30% de penetração das energias renováveis em 2016/2017.

Não está previsto o reforço da capacidade produtiva instalada por via de investimentos em outras energias limpas ?
Existem projectos ao nível da energia fotovoltaica (17 MW até 2012) e a microgeração, da qual se espera um crescente contributo. A Região segue, igualmente com muita atenção, os avanços tecnológicos noutros domínios da energia renovável, que evidenciem a prazo, potencial de se apresentarem como soluções consistentes, seguras e competitivas, como sejam a energia das ondas, solar, hidrogénio, geotermia e outras.
Como testemunho deste forte empenho, é de salientar a instalação, na ilha do Porto Santo, da pilha de hidrogénio, projecto piloto na área dos dispositivos de armazenamento de energia.

Qual é o grande objectivo das políticas delineadas?
A Região propõe se atingir em 2016/2017, com toda a segurança, o 'target' de 30% de produção de energia eléctrica com recurso a fontes renováveis.

Compramos menos fuelóleo reduzindo a poluição

É uma vitória de Cunha e Silva, o vice-presidente que tem no Governo Regional a tutela da energia. Porque através das apostas feitas pela Empresa de Electricidade da Madeira foi possível, pela primeira vez, "reduzir a produção de origem térmica em mais de 80 GWh, o que significa uma redução na importação de 18.090 toneladas de fuelóleo e na emissão de 55.782 toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera" constata com evidente satisfação Rui Rebelo.

Com a produção de energia limpa, a Região poupou muitos milhões de euros, situação que nunca ocorreu com esta dimensão. Considerando as cotações correntes, as emissões de poluentes evitadas pela produção renovável em 2009 representaram uma poupança de 1,9 milhões de euros em aquisições de licenças de emissão de CO2 e uma economia de cerca de 18,6 milhões de euros com a redução de importações de derivados de petróleo.
Por outro lado, a Madeira evitou a emissão de 149,2 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) e a importação de 48,4 mil toneladas de fuel, "o que realça amplamente o alcance refere o presidente da 'eléctrica' madeirense.

Ainda de acordo com Rui Rebelo, "para além do impacto que as energias renováveis têm sobre o ambiente, importa realçar o enorme alcance que estes investimentos têm na macroeconomia de regiões, como a nossa, fortemente dependentes da importação de produtos petrolíferos".
Na opinião deste especialista, "a Região comunga, aliás, da opinião da União Europeia, que considera que o sector eléctrico pode dar um grande contributo no combate à crise, através do reforço de investimentos em infra-estruturas energéticas, em tecnologias limpas de produção e ainda em tecnologias mais eficientes em utilização de energia".

De acordo com a estratégia, quando a Região produz electricidade com recursos endógenos renováveis, "o que está e pretende fazer-se cada vez mais é substituir importações de combustíveis por despesa interna regional, com efeito multiplicador na economia, por via do aumento do rendimento, do emprego e da procura agregada, com impactos muito positivos na balança de rendimentos e no valor acrescentado bruto da Região", enfatiza o nosso entrevistado.
Para o presidente da EEM, "graças ao efeito de substituição da despesa externa por interna - pagamentos a empresas sedeadas na Região em vez de pagamentos por importação de petróleo - é possível gerar crescimento económico, mais investimento, mais conhecimento por via de mudança tecnológica, mais emprego, mais rendimento, mais bem-estar e mais riqueza. Em termos práticos e objectivos, aumenta sustentadamente o Produto Interno bruto da Madeira".

Poupar 252 milhões em apenas 10 anos

Para o grande mentor da política energética regional, "com a concretização do plano de expansão de energias renováveis, espera-se que entre 2009 e 2017 seja possível evitar a emissão de 1.830 mil toneledas de dióxido de carbono (CO2) e a importação de 594 mil toneladas de fuel, traduzindo-se numa poupança de 252 milhões de euros".

Dada a crescente pressão da procura sobre os combustíveis petrolíferos e os crescentes limites à emissão de gases de efeito de estufa, Rui Rebelo não tem dúvidas que "apostar numa boa gestão das renováveis é, indiscutivelmente, garantir um futuro com desenvolvimento sustentável.
Os objectivos da Região são muito claros e bastante ambiciosos. Pretende-se uma melhoria contínua do parque electroprodutor com incorporação de centros produtores eficientes e, sempre que possível, não emissores de CO2".

É neste enquadramento que a Região, face à real impossibilidade de assegurar o abastecimento de electricidade só com recurso a fontes renováveis, tem, ainda, em curso "dois grandes projectos visando a substituição do fuel óleo na produção de electricidade, por matérias mais limpas e amigas do ambiente.
São os casos dos projectos de introdução de gás natural, cujo concurso de pré qualificação dos concorrentes será agora lançado, bem como a instalação de uma unidade de produção de bio-combustível na ilha do Porto Santo, com início dos respectivos trabalhos no mês de Julho próximo, anuncia o Rui Rebelo.

Produção eólica duplicou

A Madeira está apostada em cumprir as directrizes da União Europeia com o objectivo de garantir a regra dos 'três vintes' até 2020. Para que isso seja possível tem planeando e implementando adequados projectos em várias vertentes do sector eléctrico, "especialmente ao nível do parque produtor hídrico/eólico através de uma nova filosofia de exploração das centrais hidroeléctricas existentes, marcadamente de Inverno, transformando-as em funcionamento reversível, permitindo a sua exploração durante todo o ano independentemente da ocorrência de pluviosidade, mediante a retenção, acumulação e bombagem de água. A bombagem de água, que ocorre durante os períodos de vazio viabiliza, em simultâneo, uma maior penetração de energia eólica".

Segundo assume Rui Rebelo, em marcha está "um programa de acção muito ambicioso mas absoluta e comprovadamente fazível, iniciado no ano de 2007 com a transformação do sistema hidroeléctrico dos Socorridos, que proporcionou o aumento da potência eólica instalada de 8,6 MW para 37 MW, permitindo um acréscimo de produção anual na ordem de 60 GWh, sendo superior ao consumo anual dos três concelhos do norte da Madeira (Porto Moniz, São Vicente e Santana).

Uma vez que esta potência eólica foi progressivamente ligada à rede ao longo do ano de 2009, o seu efeito na produção de energia eléctrica no ano foi apenas parcial. Ainda assim, a produção eólica de 2009 mais que duplicou o valor do melhor ano até então", constata.
Para este responsável, "foi a combinação perfeita da realização e exploração destes investimentos hídrico/eólicos que fez progredir, significativamente, a penetração da componente renovável no mix total de produção".





DN Madeira

sábado, 10 de abril de 2010

“Estou no clube certo e quero ser campeão”

Rúben Micael afirma ter feito a opção em função do coração e sem olhar ao aspecto financeiro







JORNAL da MADEIRA –
Fale-nos da sua adaptação ao FC Porto que, por sinal, aconteceu de uma forma rápida, tendo em conta que chegou ao clube e passou a ser titular indiscutível na equipa?
RÚBEN MICAEL – Apenas tive que adequar-me à realidade do clube em si, uma vez que a minha maneira de estar e de jogar mantêm-se intocáveis. Quando à vida que levo no dia a dia não se alterou, faço tudo de forma igual. Relativamente à adaptação, acabou por ser fácil, porque o FC Porto tem um grande treinador e um grupo excepcional que me recebeu de braços abertos.

JM – Você chegou ao clube e começou logo a jogar, o FC Porto necessitava de um jogador com as suas características. Espera que as coisas acontecessem assim tão rapidamente?
RM – Deram-me uma oportunidade logo que cheguei, no jogo contra o Estoril, para a Taça da Liga, uma competição onde a aposta passa essencialmente por rodar a equipa. Jesualdo Ferreira falou comigo e disse-me que eu ia jogar, porque havia processos que tinha que assimilar e fi-lo dando o melhro de mim.

JM – Mas logo no primeiro jogo, mostrou uma adaptação espantosa...
RM – Sim, foi rápida porque na Madeira, através do técnico Rui Mâncio, tinha aprendido a enquadrar-me no 4x3x3. Com Manuel Machado, em alguns jogos, também tive a oportunidade de jogar sob esse esquema táctico e se um jogador quer atingir altos patamares tem que adaptar-se rápido, utilizando as aprendizagens anteriores. Ou seja, tudo o que aprendi com os trinadores anteriores fui pondo em prática e as coisas ficaram facilitadas. Para além disso, Jesualdo Ferreira teve o cuidado de emprestar-me um DVD, onde me foi possível observar os processos da equipa.

JM – Quer dizer então que Jesualdo Ferreira ajudou-o muito na integração?
RM – Sem dúvida. Ele preocupou-se muito com isso, inclusivamente parava muitas vezes o treino para me indicar o que pretendia que eu fizesse. Essa atitude do treinador foi deveras importante.
Senti que precisavam de mim e como tinha sido o único jogador contratado em Janeiro, senti a necessidade de esforçar-me para corresponder àquilo que estavam à espera, até porque o tempo era escasso.

JM – Como é que se sentiu nessa mudança radical, porque de repende passou de um clube de estrutura média para um outro de grande dimensão?
RM – Não me causou grande impacto, porque os portuenses são muito parecidos aos madeirenses, muito disponíveis para ajudar. Deixaram-me sempre à vontade e auxiliaram-me sempre em tudo o que foi preciso. Por isso, não foi assim tão complicado.

JM – Mas notou grandes diferenças entre o Nacional e o FC Porto?
RM – Sim, indiscutivelmente, são duas realidades bem diferentes.

JM – Nas diferenças que encontrou, o que foi que mais o surpreendeu?
RM – A responsabilidade aumentou consideravelmente. No FC Porto ninguém gosta de empatar ou perder e as pessoas exigem sempre mais.
Foi um passo importante, encarado sempre de uma forma natural e positiva.

JM – O que é que sentiu quando pisou pela primeira vez a relva do Dragão, com a camisola do FC Porto?
RM – Foi excepcional, fantástico mesmo, ainda por cima tive a oportunidade de estrear-me com o estádio quase cheio. É algo que irei recordar para sempre e transmitir depois aos filhos e aos netos.

JM – Porque optou pelo FC Porto? Era uma paixão antiga?
RM – Em primeiro lugar optei por um clube que nos últimos 25 anos ganhou 17 títulos. A nível internacional, o clube tem também um currículo invejável. Tudo isso pesou na escolha que fiz.

JM – Mas era ou não uma paixão antiga, era o seu clube dee coração?
RM – Sim é, assumo que sim. Já na época passada, tal como este ano, tive outras propostas interessantes, até finaceiramente superiores, mas o meu empresário sempre soube que a minha vontade era representar o FC Porto.

JM – Quer dizer então que o FC Porto soprepos-se ao ingresso num clube estrangeiro?
RM – Claro que sim. Posso dizer-lhe que tive a oportunidade de ir ganhar quatro ou cinco vezes mais, mas optei pelo FC Porto.

JM – Como é que foi recebido no seio do grupo?
RM – Fui recebido pelo Bruno Alves e pelo Nuno Espírito Santo que, juntamente com o Raul Meireles, representam a mística. Deixaram-me muita à vontade e ajudaram-se imenso, por isso não senti dificuldades.
Sem esse apoio que recebi, tenho a certeza de que tudo seria mais complicado.

JM – Como é que classifica a sua relação com os adeptos?
RM – É muito boa, sinto que têm por mim uma relação especial. Eles têm observado o meu comportamento, sabem que dou tudo dentro do campo, em prol da equipa e por isso penso que estão satisfeitos. Fora dos relvados, sabem que faço uma vida de acordo com um profissional que se preza, por isso...

JM – Qual é a opinião que tem sobre o presidente Pinto da Costa?
RM – É uma pessoa simples e humilde. É um presidente que já ganhou muito e que pretende continuar a ganhar títulos. Fala muito com os atletas no dia a dia, o que é bem demonstrativo da sua maneira de ser estar.

JM – Quando chegou ao FC Porto a equipa ainda tinha possibilidades de chegar ao título, hipóteses que entretanto se esfumaram. Na sua óptica, o que foi que é que falhou?
RM – Quando cheguei estávamos a quatro pontos de diferença do Benfica. No entanto, houve ali um jogo, frente ao Leixões, que foi determinante. Aquele empate, desviou decisivamente a equipa do título. Por sinal, até foi um jogo em que desfrutamos de muitas oportunidades, lembro-me até que nos escamotearam um pénalti. Acho que a partir dali as coisas alterararm-se, até porque, apesar de termos ganho o jogo seguinte, acabámos por empatar com o Olhanense e perder com o Sporting. Pelo meio, tivemos ainda a Liga dos Campeões e tudo isso influenciou.

JM – Como é que o balneário reagiu aos pesados castigos aplicados a Hulk e Sapunaru?
RM – Foi uma reacção negativa, até em função daquilo que os jogadores representam na equipa, sobretudo o Hulk que é um elemento preponderante, com qualidade suficiente para jogar em qualquer grande equipa no mundo.

JM – Acha que a quebra do FC Porto também teve a ver com esses castigos?
RM – Também fez parte, porque eles ficaram impedidos de ajudar a equipa, numa altura em que houve muitas lesões.
Ainda bem que o Conselho de Justiça da Federação reduziu as penas, porque sem Hulk o FC Porto jogava sem um extremo.
Os castigos tiveram o seu peso, mas não foi tudo, houve lesões e jogos em que tivemos a infelicidade não ganhar, alguns deles com golos marcados que só os árbitros não viram. Foi um conjunto de situações que complicaram bastante.

JM – Considera que para representar o FC Porto há que ser um jogador especial?
RM – Especial não sei, mas não tenho dúvidas de que tem de ter qualidade. Mas se tiver só qualidade e não trabalhar, tenho a certeza que não joga.

Se um dia regressar será para o União

Rúben Micael não esquece o clube que o formou. Apesar de ter iniciado a prática no GD Estreito, o médio do FC Porto viveu praticamente quase toda a sua formação no popular clube madeirense e é ali que pensa acabar a carreira, segundo afirmou.
“Nunca vou esquecer o União e espero um dia lá voltar. Foi lá que cresci, onde fiz a minha formação. Aprendi muito naquele clube, pois quando lá cheguei era um jovem rebelde. É um emblema fantástico, só tenho pena que algumas pessoas tenham dividido a colectividade pela metade, porque o União, com as condições que tem, merecia estar na divisão principal”, considera o madeirense, expressando todo o carinho pelo clube que o projectou.

CR9 é um grande exemplo

Cristiano Ronaldo é a sua referência, por tudo aquilo que o avançado representa no futebol e fora do campo. O portista não conhece pessoalmente o conterrâneo, mas no balneário os colegas que privam com CR9 já lhe transmitiram os traços da personalidade.
“Considero-o um jogador humilde e muito trabalhador. Muita gente tem uma opinião errada sobre ele. Ainda não tive o privilégio de o conhecer, mas aqui no FC Porto tenho alguns colegas que trabalham com ele na selecção nacional e que me dizem que é uma pessoa espectacular”, afirma com a simplicidade que o caracteriza.

Tragédia vivida à distância

«Só me apetecia chorar»

Rúben viveu à distância a tragédia que assolou a Madeira em Fevereiro. Foram momentos difíceis, segundo relatou.
“Não foi fácil. Senti muita tristeza. Quando olhava para a televisão e me deparava com aquelas imagens só me apetecia chorar. Só não me deixava emocionar, pela minha namorada, porque não ia ser bom. Estive sempre em permanente contacto com a família que, graças a Deus, não sofreu consequências.
A rápida recuperação operada na ilha que o viu nascer, trouxe-lhe felicidade. “Isso demonstra bem o sentido de superação dos madeirenses. Todos foram importantes, porque só assim foi possível limpar rapidamente a ‘cara’ do Funchal. Infelizmente houve pessoas que perderam os seus familiares, mas a vida continua e há que levantar a cabeça”, adiantou.

Rúben Micael foi capa na revista mensal "Dragões". Durante a entrevista, o atleta foi surpreendido pelo presidente Pinto da Costa, quando este lhe deu a conhecer ter sido escolha para ilustrar aquela publicação. Numa das páginas, o jogador tem uma afirmação curiosa: "Sou xavelha, com muito gosto".



Jornal da Madeira

“Staff” do Open superior a 200 pessoas

Sessenta estudantes do Porto Santo estão envolvidos na organização do torneio










A organização do Open da Madeira em golfe, que se disputa até domingo no campo do Porto Santo, é composta por mais de 200 pessoas, entre elementos ligados à direcção, fiscalização e divulgação de resultados. Segundo informação prestada ao JORNAL da MADEIRA pelo presidente da Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo (SDPS), Francisco Taboada, a organização contempla elementos da PGA European Tour, liderados por David Williams, cerca de 40 pessoas ligadas à SDPS e cerca de 60 jovens estudantes da Escola Secundária do Porto Santo, que já haviam participado na edição do ano passado. «Contando com os elementos da PGA, designadamente com os ingleses que estão a trabalhar connosco, juízes árbitros, elementos de fiscalização de resultados, com a equipa da Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo e com os jovens que colaboram connosco temos uma equipa superior a 200 pessoas», revelou o responsável pela organização do torneio. Francisco Taboada salientou que a preparação do Open começou em Novembro de 2009. «Tivemos a primeira reunião com o director do torneio em Novembro, depois tivemos reuniões mensais e a nossa equipa começou a trabalhar nessa altura, que incluiu a formação dos jovens da Escola Secundária do Porto Santo», referiu, realçando o «trabalho brilhante» realizado na edição do ano passado. «Dado que, no ano passado foi realizado um trabalho excelente feito por todos, este ano, usamos aquela máxima de que "em equipa que se ganha não se mexe" e decidimos manter toda a equipa, sendo também essa a vontade manifestada pelos jovens portosanteses», salientou o responsável pela SDPS. Esta experiência começa a dar frutos, sobretudo pelo entusiasmo demonstrado pelos estudantes locais em torno da modalidade que continua a crescer no Porto Santo. Segundo Francisco Taboada, alguns dos jovens que colaboraram em 2009 no Open começaram a jogar golfe. «Um deles, o Tiago Olival, começou a jogar e no Pro Am de quarta-feira já ficou em segundo lugar. O facto de terem visto alguns profissionais com 18 ou 19 anos criou neles algum entusiasmo pelo golfe e de que este é, de facto, um desporto interessante». O entusiasmo dos jovens pela modalidade fez com que, em 2009, fossem criadas duas classes de formação - uma para crianças e outra para jovens, orientados semanalmente pelo professor Andrew Oliveira. «Dessa classe já saíram jogadores como o Tiago Olival e o Francisco Silva que este ano disputaram o Pro Am», destacou Francisco Taboada. Por outro lado, a participação dos jovens no Open, garante a formação de uma equipa permanente no Porto Santo, para a realização de provas ao longo do ano, como aconteceu em 2009, aquando da organização do Campeonato Nacional de Amadores, em Abril, e do Campeonato Nacional de Profissionais, em Julho, ambas organizadas pela Federação Portuguesa de Golfe. Francisco Taboada destacou que na formação dos cerca de 60 jovens da Escola Secundária do Porto Santo a SDPS teve a colaboração da Secretaria Regional de Educação e Cultura. «Os jovens não necessitaram faltar às aulas, mas houve que fazer alguns ajustamentos em alguns horários, por isso é um agradecimento que fica registado».

Orçamento do Open em 1,1 milhões de euros

Relativamente aos custos de organização do torneio internacional, o presidente da SDPS fez questão de salientar que o objectivo deste ano é concluir a prova «sem perder, nem ganhar dinheiro», ou seja, «tentar que os apoios que tivemos sejam suficientes para a realização do torneio». O 18.º Open da Madeira está orçado em cerca de um milhão e 150 mil euros, sendo 700 mil para prémios monetários atribuídos pelo Governo Regional, 330 mil pela Secretaria de Estado do Turismo e outros 150 mil euros do sponsor privado BPI. «Além dos prémios monetários temos de pagar toda a estrutura da prova, desde os transportes às tendas montadas em todo o campo, sendo uma estrutura muito dispendiosa porque tivemos a agravavante do material que veio de Lisboa, ter ainda passado pelo Funchal, mas temos custos que estão controlados e estou convencido que iremos cumprir a prova dentro do orçamento, sem gastar mais um tostão». Francisco Taboada realçou ainda o facto do campo de golfe do Porto Santo ter aumentado o número de voltas em nove por cento, contrariando a tendência negativa registada em Portugal, na ordem dos 10 por cento, com especial incidência no Algarve, e de 23 por cento nos campos da Madeira. Sobre o torneio deste ano, o responsável pela organização não tem dúvidas em afirmar que «está a ser um sucesso», para o qual está a contribuir decididamente os bons dias de sol que têm acompanhado a prova.

Inglês James Morrison lidera




O inglês James Morrison é o novo comandante do 18.º Madeira Island Open/BPI Portugal, em Golfe, com 132 pancadas (-12 PAR), ao marcar ontem 65 “shots” na 2.ª passagem pelo percurso do Porto Santo (72). Na 2.ª posição está o escocês George Murray, com 133 pancadas, seguido do irlandês Simon Thorton, com 134. Seguem-se quatro jogadores todos com -7 pancadas que o PAR: o inglês John Parry, o espanhol Alejandro Cañizares, e os escoceses Jamie McLeary e Andrew McArthur.
O “top-10” do torneio madeirense completa-se com o sueco Steven Jeppesen, com o inglês Chris Gane e com o italiano Lorenzo Gagli.
Filipe Lima garantiu a passagem do “cut”, com 141 pancadas, três abaixo do PAR, mas caiu mais de 20 posições na tabela, após 1.º o primeiro dia no 1.º lugar, empatado com três jogadores. Lima segue agora no grupo dos 25.ºs classificados. Ontem, Lima fez 75 pancadas, piorando o resultado da véspera (66).
Os restantes 12 portugueses não passaram o “cut” (últimos dois dias de prova, onde apenas os tiveram acesso os 69 melhores no acumulado da prova). Assim, Tiago Cruz ficou no grupo dos 84.ºs classificados, com 146 pancadas (75+71), ao passo que o amador Manuel Violas (76+71), António Rosado (75-72), Hugo Santos (73+74) e Ricardo Santos (73+74) ficaram na 91.ª posição, todos com 147 pancadas. O amador Ricardo Melo (73+78) terminou no 127.º posto e dez lugares mais abaixo (137.º) acabou António Sobrinho (78+75), com 153 pancadas. Nos últimos lugares, Nuno Campino foi 145.º, António Dantas 148.º, João Pedro Sousa 153.º, Duarte Freitas 154.º, Henrique Paulino 154.º e Edgar Rodrigues 156.º.
A 3.ª volta começa de novo bem cedo, com os 69 melhores golfistas, após dois dias de prova, a lutarem pelo melhor resultado na prova. O Open conta para o Ranking Mundial de Golfe, para a Corrida para o Dubai (Ordem de Mérito do European Tour) e para a tabela europeia da Ryder Cup que este ano, no País de Gales, coloca uma vez mais em confronto as selecções da Europa e dos Estados Unidos.

Dois fazem “hole-in-one”
O alemão Bernd Ritthammer foi o primeiro jogador a conseguir um "hole-in-one", na 2.ª volta do Open da Madeira em golfe, valendo-lhe um relógio de 1.400 euros, entregue pelo presidente da Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo, Francisco Taboada. O jogador germânico, que completa 23 anos a 18 de abril, bateu um ferro 4 a 205 metros no buraco 7, levando a bola a entrar directamente no buraco desde o "tee" de saída, no mais longo PAR 3 do percurso portosantense. No final da proeza, Ritthammer mostrou-se satisfeito com a forma como conseguiu o primeiro "hole-in-one" do Open deste ano. «É a primeira vez que jogo aqui. Jogo habitualmente no "challenge tour" e recebi um convite para vir cá. O campo é lindo, os buracos junto ao mar são incríveis e agora ganho um relógio, nem tinha nenhum e este é óptimo», declarou o jogador alemão, que conseguiu o terceiro “ás” da carreira, o primeiro em competição. Um pouco mais tarde, o escocês Callum Macaulay, de 26 anos, fez o seu quinto "hole-in-one", o quarto em competição, com um "shot" de 189 metros, no buraco 9. Curiosamente, Macaulay havia já conseguido um "ás" na África do Sul, no início da presente temporada. No ano passado, o português Filipe Lima também tinha registado um "hole-in-one", então no buraco 5, durante a terceira volta ao percurso do Porto Santo.


Jornal da Madeira

Porto Santo lança concurso de curtas-metragens

Primeira edição está já com inscrições abertas








A “ilha dourada” vai passar a ter um Concurso de Curtas-Metragens do Porto Santo, cuja primeira edição está já com as inscrições abertas. Os interessados em concorrer podem inscrever-se até ao dia 24 de Setembro, no âmbito do tema “Homo Virtualis”.
De acordo com a informação prestada ao JM, o concurso, de iniciativa da Câmara Municipal, tem por objectivo seleccionar uma obra cinematográfica, inédita, com duração de quatro a vinte minutos, em qualquer género - ficção, animação, documentário- , com registo e finalização digitais em DVD, sobre o tema atribuído à Bienal do Porto Santo, um evento cultural a ocorrer na ilha com uma periodicidade de dois anos. Recorde-se que a Bienal é uma mostra colectiva de artes visuais em que podem estar patentes formas de expressão como Escultura, Fotografia, Pintura, Arquitectura, Cinema, Design, Vídeo e Instalação.
O regulamento informa que a temática do argumento das obras deve ser dirigida ao público em geral e deve desenvolver, livremente, histórias que envolvam a sociedade e estimulem a cultura e a arte, de acordo com o tema fixado para a Bienal. Os projectos devem ser enviados para a empresa municipal Areal Dourado.
De referir que o primeiro prémio a ser atribuído ao vencedor do concurso consiste na atribuição de um troféu e de um prémio monetário no valor de mil euros, pela empresa Areal dourado, que patrocina o evento e a sua inclusão na Curta do Ciclo de Cinema de Porto Santo, no ano a que respeita o concurso e na Bienal do ano seguinte.
Por outro lado, é já no dia 16 deste mês que se realiza o V Porto Santo a Cantar, para o qual estão inscritos oito concorrentes. Assim, e no dia em que se assinala o Dia Mundial da Voz, irão a concruso Rúben Melim, Joana Silva, Didia Sousa, Décio Sousa, Afonso Silva, Claudia Melim, Ana Câmara e Pedro Menezes. É de referir que o vencedor será o representante do Porto santo no Festival de Talentos que acontece no Verão, em Câmara de Lobos.



Jornal da Madeira

Flores perto da produção de equilíbrio

Revelou Secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais








O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais revelou ontem que a Madeira caminha para o ponto de equilíbrio na produção de flores.
Presente na conferência de imprensa de apresentação da Festa da Flor 2010, Manuel António referiu que tem havido uma grande evolução no sector. Uma evolução que se traduz no incremento dos hectares utilizados na sua produção.
Entre 2000 e 2009, passa de 41 hectares para 80. Isto resultou no aumento do número de flroes, que passam de 3,4 milhões para 4,7 milhões no período referido.
Outra consequência foi o valor já que de 1,8 milhões de euros passou para 2,8 milhões de euros.
Em termos concretos da Festa da Flor, o governante sublinhou a crescente utilização de flores produzidas na Madeira no evento.
Disse que em 2008, 67% das flores eram madeirenses e que, o ano passado aumentaram para 72%.
Para este ano refere que ainda não está quantificado, mas que será, concerteza superior.
Contudo, deixou bem claro que nunca atingirá os 100 por cento. Isto porque, conforme sublinhou, a Madeira não está interessada que assim seja porque isso traduziria um excesso de oferta fora desta altura de pico no seu consumo.



Jornal da Madeira