segunda-feira, 14 de junho de 2010
Dion - The Wanderer
Lyrics/Letra
Oh well I'm the type of guy who will never settle down
Where pretty girls are well, you know that I'm around
I kiss 'em and I love'em 'cause to me they're all the same
I hug 'em and I squeeze 'em they don't even know my name
They call me the wanderer yeah the wanderer
I roam around around around...
Oh well there's Flo on my left and there's Mary on my right
And Janie is the girl with that I'll be with tonight
And when she asks me which one I love the best
I tear open my shirt I got Rosie on my chest
'Cause I'm the wanderer yeah the wanderer
I roam around around around...
Oh well I roam from town to town
I go through life without a care
'Til I'm as happy as a clown
With my two fists of iron and I'm going nowhere
I'm the type of guy that likes to roam around
I'm never in one place I roam from town to town
And when I find myself a-fallin' for some girl
I hop right into that car of mine and ride around the world
Yeah I'm the wanderer yeah the wanderer
I roam around around around...
Oh yeah I'm the type of guy that likes to roam around
I'm never in one place I roam from town to town
And when I find myself a-fallin' for some girl
I hop right into that car of mine and ride around the world
Yeah 'cause I'm a wanderer yeah a wanderer
I roam around around around...
'Cause I'm a wanderer yeah a wanderer
I roam around around around...
Região cria residências assistidas para idosos
Segurança Social prepara-se também para reforçar número de cuidadores

O Governo Regional vai apostar na criação de residências assistidas, destinadas a pequenos grupos de idosos (entre quatro e seis). Para além disso, quer reforçar o número de cuidadores.
A presidente do Centro de Segurança Social da Madeira, Bernardete Vieira, sublinha que, em declarações ao JM, a Região teve de adiar, na sequência da intempérie de 20 de Fevereiro e à consequente necessidade de transferir apoios financeiros e logísticos para acudir às vítimas do temporal, «um projecto que estava pronto para avançar antes do temporal de 20 de Fevereiro, que são o das residências assistidas».
São pequenas casas, onde estarão quatro a seis idosos, e onde a Segurança Social assegura um acompanhamento durante 24 horas.
«Em vez de ser um lar grande, e os lares também são importantes e fazem parte do programa do Governo, é uma casa e constitui mais uma resposta para os idosos», sublinha.
Segundo Bernardete Vieira, «o ambiente nas residências assistidas será mais familiar». O Governo Regional, garante, quer difundir esta prática e alargá-la a toda a Região.
«Estamos a pensar em criar duas residências assistidas no Funchal. Se houvessem idosos que tivessem casas e estivessem dispostos a disponibilizá-las para eles e também para outros idosos, mediante arrendamento, seria a melhor opção. Mas, ninguém está a querer isso. Temos, pois, que arrendar e para arrendar temos de cumprir todos os procedimentos legais», complementa.
A Segurança Social madeirense está a contar lançar as duas casas até Julho, e depois ver até final do ano o que poderá fazer mais naquele sentido. Esta medida está no Plano Gerontológico e «é para avançar».
Quanto aos cuidadores, Bernardete Vieira diz que é uma medida de grande. «Gostaria que ainda tivesse mais, porque é importante para os idosos.», disse.
Neste momento, existem cerca de 170 cuidadores em toda a Região, um número que a Região quer ver aumentado a curto/médio prazo. Os cuidadores, lembre-se, têm a missão, perante contrapartida financeira da família do idoso, que contará com comparticipação do Governo, no caso das menos abonadas, de cuidar do sénior a seu cuidado, desde alimentação à tomada de medicamentos.
Por outro lado, Bernardete Vieira diz que, por agora, o plano de marketing social está suspenso, mas não cancelado.
«Com este temporal, tivemos de reequacionar prioridades. Prefiro investir dinheiro numa residência do que no plano, embora também considere que seria importante a sua efectivação. É uma coisa que pode esperar», conclui.
Refeições a leste até inícios do próximo ano
A presidente do Centro de Segurança Social da Madeira sublinha que a abertura de concurso para as refeições entregues a domicílios nos idosos para a zona leste (Machico e Santa Cruz) será lançado até, o mais tardar, finais deste ano, inícios de 2011.
Na zona oeste, está a faltar apenas o concelho da Calheta. Bernardete Vieira anuncia que, em breve, será assinado um acordo com a Santa Casa da Misericórdia da Calheta, que já assegura a ajuda domiciliária àquela zona. «É com eles que vamos negociar, para avançar até final do ano», disse.
«Em Dezembro/Janeiro vamos lançar o concurso para a Zona Leste. Antes disso não conseguimos, porque ainda será preciso lançar o caderno de encargos e o concurso propriamente dito. Depois, iremos adjudicar, o que deverá acontecer em Dezembro/Janeiro», explica.
Quanto ao Porto Santo, Bernardete Vieira sublinha que a Segurança Social está a avaliar a situação e diz que só vai avançar para as refeições para idosos ao domicílio «se isso se justificar».
Alas exclusivas para doentes com Alzheimer
Bernardete Vieira não se mostra muito a favor de lares exclusivos para doentes com Alzheimer.
«Temos o Porto Moniz, que tem um lar com ala para Alzheimer. Mas, a nossa experiência diz-nos que não se justifica, porque há uma fase em que ainda é necessário, quando os doentes estão na sua fase mais nervosa, mas depois passam a estar devidamente medicados e ficam com uma dependência como outro qualquer. Por isso, chegámos à conclusão que não vale a pena investir em lares só para aqueles doentes», disse.
A Segurança Social diz que pondera, sim, a criação de alas especiais nos lares que forem sendo construídos, bem como naqueles já existentes, que serão requalificados.
Jornal da Madeira

O Governo Regional vai apostar na criação de residências assistidas, destinadas a pequenos grupos de idosos (entre quatro e seis). Para além disso, quer reforçar o número de cuidadores.
A presidente do Centro de Segurança Social da Madeira, Bernardete Vieira, sublinha que, em declarações ao JM, a Região teve de adiar, na sequência da intempérie de 20 de Fevereiro e à consequente necessidade de transferir apoios financeiros e logísticos para acudir às vítimas do temporal, «um projecto que estava pronto para avançar antes do temporal de 20 de Fevereiro, que são o das residências assistidas».
São pequenas casas, onde estarão quatro a seis idosos, e onde a Segurança Social assegura um acompanhamento durante 24 horas.
«Em vez de ser um lar grande, e os lares também são importantes e fazem parte do programa do Governo, é uma casa e constitui mais uma resposta para os idosos», sublinha.
Segundo Bernardete Vieira, «o ambiente nas residências assistidas será mais familiar». O Governo Regional, garante, quer difundir esta prática e alargá-la a toda a Região.
«Estamos a pensar em criar duas residências assistidas no Funchal. Se houvessem idosos que tivessem casas e estivessem dispostos a disponibilizá-las para eles e também para outros idosos, mediante arrendamento, seria a melhor opção. Mas, ninguém está a querer isso. Temos, pois, que arrendar e para arrendar temos de cumprir todos os procedimentos legais», complementa.
A Segurança Social madeirense está a contar lançar as duas casas até Julho, e depois ver até final do ano o que poderá fazer mais naquele sentido. Esta medida está no Plano Gerontológico e «é para avançar».
Quanto aos cuidadores, Bernardete Vieira diz que é uma medida de grande. «Gostaria que ainda tivesse mais, porque é importante para os idosos.», disse.
Neste momento, existem cerca de 170 cuidadores em toda a Região, um número que a Região quer ver aumentado a curto/médio prazo. Os cuidadores, lembre-se, têm a missão, perante contrapartida financeira da família do idoso, que contará com comparticipação do Governo, no caso das menos abonadas, de cuidar do sénior a seu cuidado, desde alimentação à tomada de medicamentos.
Por outro lado, Bernardete Vieira diz que, por agora, o plano de marketing social está suspenso, mas não cancelado.
«Com este temporal, tivemos de reequacionar prioridades. Prefiro investir dinheiro numa residência do que no plano, embora também considere que seria importante a sua efectivação. É uma coisa que pode esperar», conclui.
Refeições a leste até inícios do próximo ano
A presidente do Centro de Segurança Social da Madeira sublinha que a abertura de concurso para as refeições entregues a domicílios nos idosos para a zona leste (Machico e Santa Cruz) será lançado até, o mais tardar, finais deste ano, inícios de 2011.
Na zona oeste, está a faltar apenas o concelho da Calheta. Bernardete Vieira anuncia que, em breve, será assinado um acordo com a Santa Casa da Misericórdia da Calheta, que já assegura a ajuda domiciliária àquela zona. «É com eles que vamos negociar, para avançar até final do ano», disse.
«Em Dezembro/Janeiro vamos lançar o concurso para a Zona Leste. Antes disso não conseguimos, porque ainda será preciso lançar o caderno de encargos e o concurso propriamente dito. Depois, iremos adjudicar, o que deverá acontecer em Dezembro/Janeiro», explica.
Quanto ao Porto Santo, Bernardete Vieira sublinha que a Segurança Social está a avaliar a situação e diz que só vai avançar para as refeições para idosos ao domicílio «se isso se justificar».
Alas exclusivas para doentes com Alzheimer
Bernardete Vieira não se mostra muito a favor de lares exclusivos para doentes com Alzheimer.
«Temos o Porto Moniz, que tem um lar com ala para Alzheimer. Mas, a nossa experiência diz-nos que não se justifica, porque há uma fase em que ainda é necessário, quando os doentes estão na sua fase mais nervosa, mas depois passam a estar devidamente medicados e ficam com uma dependência como outro qualquer. Por isso, chegámos à conclusão que não vale a pena investir em lares só para aqueles doentes», disse.
A Segurança Social diz que pondera, sim, a criação de alas especiais nos lares que forem sendo construídos, bem como naqueles já existentes, que serão requalificados.
Jornal da Madeira
Santa Cruz está a precaver o futuro

O grupo parlamentar do PSD na Assembleia Legislativa da Madeira visitou, ontem, a freguesia de Santa Cruz para inteirar-se das obras que estão a ser feitas no interior das ribeiras, na sequência dos estragos que estas sofreram por ocasião da intempérie de 20 de Fevereiro último.
A comitiva falava junto à Ribeira de Santa Cruz, que neste momento está a ser objecto de intensas obras, por forma a repor a normalidade no leito e, sobretudo, trabalhos de recuperação das muralhas de protecção que sofreram algumas fissuras ao longo de todo o seu curso. Idêntico trabalho foi efectuado na Ribeira da Boaventura e também a norte, na ribeira que desagua do sítio do Janeiro.
Estes trabalhos, no entender de Sidónio Fernandes, demonstram bem a forma como o concelho foi fustigado no dia 20 de Fevereiro, com grande incidência na freguesia da Camacha, destacando que os trabalhos de recuperação estão a ser feitos, embora «com pouco dinheiro».
«Estamos a nos preparar para que, se tivermos outras intempéries, sejam de facto minimizadas pelo trabalho que estamos a fazer», disse o mesmo responsável, o porta-voz do grupo que ontem se deslocou a Santa Cruz, acompanhado por elementos da Câmara local.
Sidónio Fernandes destacou ainda a pronta inventariação e celeridade com que tudo tem vindo a ser feito, por parte do Governo Regional. «Digamos que é um tempo recorde. Logo a seguir à intempérie, em Março, deu-se início às obras, com maior incidência agora, no Verão, porque é a época que as podemos fazer, para podermos precaver o futuro», concluiu.
Santa Cruz, recorde-se, foi um dos concelhos mais fustigados no dia 20 de Fevereiro pela chuva, sendo que aqui caiu o maior volume de precipitação registada pelo Instituto de Meteorologia. Várias ribeiras transbordaram e pequenos cursos de água transformaram-se agora em grandes leitos, tal foi a força da água. Em Santa Cruz, chegou-se mesmo a temer pelo centro da cidade. Os receios centraram-se na ponte onde hoje está localizada a rotunda junto à Igreja e o Santa Cruz Shopping, mas felizmente, não houve grandes estragos a registar.
Jornal da Madeira
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Praia do Porto Santo é única no país e na Europa
Opinião do investigador em geomedicina da Universidade de Aveiro, João Baptista

A praia de areia amarela do Porto Santo com nove quilómetros de extensão «é única no país e distingue-se das demais europeias» devido à composição da areia, usada há séculos com fins medicinais.
Esta é a opinião do investigador em geomedicina da Universidade de Aveiro, João Baptista, que sustenta que de todas as candidaturas a Maravilhas Naturais de Portugal, esta praia é única.
«É uma praia única em Portugal, distingue-se das demais europeias pela sua composição. É uma areia especial por ser carbonatada e biogénica, propriedades físicas químicas e térmicas que permitiram o seu uso em processos de naturoterapia durante séculos», salienta.
O investigador refere que ao longo dos tempos as areias do Porto Santo foram utilizadas para curar muitas doenças do foro reumático, ortopédico e fisiátrico.
Adianta que apesar de existir este tipo de areia nas Canárias e Cabo Verde, de formação mais recente, «o único sítio onde se regista a sua utilização para tratamentos da saúde humana é no Porto Santo».
A praia da areia amarela contribui para que o Porto Santo seja conhecido como a “Ilha Dourada”, de acordo com João Baptista, acrescentando que no passado a praia teve o triplo do tamanho e que é um espaço raro por ser de areia amarela, numa ilha de origem vulcânica.
O investigador explica que a formação da praia remonta há cerca de 30 mil anos com o desenvolvimento de uma grande plataforma de recife de coral sobre um substrato vulcânico rochoso e um conjunto de espécies vegetais que ali coabitaram.
«Além da composição química, é especial pela textura, sendo uma areia extremamente fina [o grão tem um quarto ou oitavo do milímetro], pela forma das partículas que são lamelares e pela dureza do material, o que a torna menos abrasiva» que a das restantes praias, explica o investigador.
João Baptista aponta ainda como propriedades especiais, o facto da praia funcionar como corpo de calor, absorvendo e acumulando calor durante um longo período.
As investigações efectuadas sobre as propriedades das areias nos últimos dez anos por uma equipa multidisciplinar levaram à sua utilização na área da geomedicina, considerando-se que existe na denominada “Ilha Dourada” uma clínica.
Na última Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) a praia foi também apresentada como tendo vantagens cosméticas.
João Baptista destaca ainda os benefícios desta areia na agricultura biológica com foro medicinal, tendo propriedades que dão sabores particulares aos produtos hortícolas e frutícolas, e a sua utilização na formação da cal para aplicação na construção civil.
Realça também que a água do mar da ilha, do ponto de vista químico e bacteriológico, com grande quantidade de iodo, contribui para que o banhista apresente um «bronzeado único, cor de chocolate dourado, em comparação com o conseguido nas outras praias», além da qualidade das águas comprovada pela atribuição de bandeiras azuis.
O investigador defende ser «importante a sua preservação para que no futuro se possa usufruir todas as propriedades desta praia única».
Jornal da Madeira

A praia de areia amarela do Porto Santo com nove quilómetros de extensão «é única no país e distingue-se das demais europeias» devido à composição da areia, usada há séculos com fins medicinais.
Esta é a opinião do investigador em geomedicina da Universidade de Aveiro, João Baptista, que sustenta que de todas as candidaturas a Maravilhas Naturais de Portugal, esta praia é única.
«É uma praia única em Portugal, distingue-se das demais europeias pela sua composição. É uma areia especial por ser carbonatada e biogénica, propriedades físicas químicas e térmicas que permitiram o seu uso em processos de naturoterapia durante séculos», salienta.
O investigador refere que ao longo dos tempos as areias do Porto Santo foram utilizadas para curar muitas doenças do foro reumático, ortopédico e fisiátrico.
Adianta que apesar de existir este tipo de areia nas Canárias e Cabo Verde, de formação mais recente, «o único sítio onde se regista a sua utilização para tratamentos da saúde humana é no Porto Santo».
A praia da areia amarela contribui para que o Porto Santo seja conhecido como a “Ilha Dourada”, de acordo com João Baptista, acrescentando que no passado a praia teve o triplo do tamanho e que é um espaço raro por ser de areia amarela, numa ilha de origem vulcânica.
O investigador explica que a formação da praia remonta há cerca de 30 mil anos com o desenvolvimento de uma grande plataforma de recife de coral sobre um substrato vulcânico rochoso e um conjunto de espécies vegetais que ali coabitaram.
«Além da composição química, é especial pela textura, sendo uma areia extremamente fina [o grão tem um quarto ou oitavo do milímetro], pela forma das partículas que são lamelares e pela dureza do material, o que a torna menos abrasiva» que a das restantes praias, explica o investigador.
João Baptista aponta ainda como propriedades especiais, o facto da praia funcionar como corpo de calor, absorvendo e acumulando calor durante um longo período.
As investigações efectuadas sobre as propriedades das areias nos últimos dez anos por uma equipa multidisciplinar levaram à sua utilização na área da geomedicina, considerando-se que existe na denominada “Ilha Dourada” uma clínica.
Na última Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) a praia foi também apresentada como tendo vantagens cosméticas.
João Baptista destaca ainda os benefícios desta areia na agricultura biológica com foro medicinal, tendo propriedades que dão sabores particulares aos produtos hortícolas e frutícolas, e a sua utilização na formação da cal para aplicação na construção civil.
Realça também que a água do mar da ilha, do ponto de vista químico e bacteriológico, com grande quantidade de iodo, contribui para que o banhista apresente um «bronzeado único, cor de chocolate dourado, em comparação com o conseguido nas outras praias», além da qualidade das águas comprovada pela atribuição de bandeiras azuis.
O investigador defende ser «importante a sua preservação para que no futuro se possa usufruir todas as propriedades desta praia única».
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domingo, 13 de junho de 2010
Estátua da Senhora de Fátima fica situada junto à Igreja do Imaculado
Estátua marca visita da imagem peregrina


Largas centenas de pessoas associaram-se, ontem à tarde, à cerimónia de bênção da estátua da imagem da Senhora de Fátima, situada junto à igreja do Imaculado Coração de Maria.
Um estátua que, como salientou na ocasião o bispo do Funchal, que presidiu à cerimónia, representa um "marco histórico" que perpetua a visita da imagem peregrina à Madeira.
"Um sinal de reconhecimento da hora presente e de memória para o futuro", sublinhou D. António Carrilho no decorrer do acto solene.
Um momento vivido com muita emoção pelos fiéis presentes, não só paroquianos do Imaculado Coração de Maria, mas também católicos oriundos de outras freguesias do Funchal. De resto, a grande afluência de pessoas obrigou, inclusivamente, à interrupção do trânsito automóvel nas ruas situadas nas imediações, enquanto decorreu a cerimónia.
O prelado funchalense, que antes celebrou uma missa na igreja local, lembrou que a data de ontem assume um significado especial para os católicos madeirenses, daí ter sido a escolhida para a realização deste cerimónia. Por um lado, porque fez precisamente oito meses que a imagem peregrina chegou à Região, por outro porque a Igreja celebra neste dia a festa do Imaculado Coração de Maria. Sem esquecer que é também a 12 de Junho que a Diocese do Funchal comemora o 496.º aniversário da sua criação.
A estátua, concebida em mármore branco, está situada no jardim anexo ao adro da igreja do Imaculado Coração de Maria. O acto de descerramento foi efectuado por um grupo de crianças da paróquia que recebeu recentemente a primeira comunhão.
DN Madeira


Largas centenas de pessoas associaram-se, ontem à tarde, à cerimónia de bênção da estátua da imagem da Senhora de Fátima, situada junto à igreja do Imaculado Coração de Maria.
Um estátua que, como salientou na ocasião o bispo do Funchal, que presidiu à cerimónia, representa um "marco histórico" que perpetua a visita da imagem peregrina à Madeira.
"Um sinal de reconhecimento da hora presente e de memória para o futuro", sublinhou D. António Carrilho no decorrer do acto solene.
Um momento vivido com muita emoção pelos fiéis presentes, não só paroquianos do Imaculado Coração de Maria, mas também católicos oriundos de outras freguesias do Funchal. De resto, a grande afluência de pessoas obrigou, inclusivamente, à interrupção do trânsito automóvel nas ruas situadas nas imediações, enquanto decorreu a cerimónia.
O prelado funchalense, que antes celebrou uma missa na igreja local, lembrou que a data de ontem assume um significado especial para os católicos madeirenses, daí ter sido a escolhida para a realização deste cerimónia. Por um lado, porque fez precisamente oito meses que a imagem peregrina chegou à Região, por outro porque a Igreja celebra neste dia a festa do Imaculado Coração de Maria. Sem esquecer que é também a 12 de Junho que a Diocese do Funchal comemora o 496.º aniversário da sua criação.
A estátua, concebida em mármore branco, está situada no jardim anexo ao adro da igreja do Imaculado Coração de Maria. O acto de descerramento foi efectuado por um grupo de crianças da paróquia que recebeu recentemente a primeira comunhão.
DN Madeira
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1,8 M€ para conservar Natureza
Novos projectos LIFE: um para Porto Santo e outro para educação ambiental

A Região vai iniciar em breve dois novos projectos na área da Conservação da Natureza, financiados com fundos da União Europeia.
A aposta nos novos projectos por parte da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, através do Serviço do Parque Natural da Madeira (SPNM), só é possível através do financiamento do Programa LIFE. Tratam-se de um projecto na área da Conservação da Natureza (Programa LIFE NATUREZA) e de outra na área da Comunicação e Sensibilização (LIFE Comunicação) que terão a duração de quatro anos e um orçamento total de 1.8 milhões de euros, financiados, respectivamente, a 75 e a 50%. A confirmação oficial do financiamento foi recebida no final da semana pelas entidades regionais.
Manuel António Correia, secretário regional do Ambiente, mostrava-se visivelmente satisfeito com a notícia. "Num ano especialmente dedicado à biodiversidade, estes novos projectos e competentes financiamentos, reforçam o trabalho do Governo Regional na conservação da natureza do arquipélago e traduzem o reconhecimento pela União Europeia do valor do património natural da Região e a sua confiança na gestão que a Madeira dele faz", disse ao DIÁRIO.
Um dos projectos, aquele que terá o orçamento mais elevado (1 milhão e 200 mil euros) intitula-se "Travar a perda de biodiversidade europeia através da recuperação dos Ilhéus do Porto Santo e área marinha adjacente". Apoiado no âmbito do LIFE Natureza, tem como objectivo "inverter o estado de degradação que estes espaços apresentam, melhorando o estado de conservação das espécies prioritárias dos Anexos das Directivas Comunitárias, que aí ocorrem. Este projecto irá promover ainda a visitação ao Ilhéu de Cima o que constituirá mais um pólo de atractividade do destino Porto Santo, enquanto local para férias activas e ligadas à natureza."
O outro projecto será o primeiro da Região no âmbito do LIFE Comunicação e tem como tema 'Comunicando para a sustentabilidade socioeconómica, usufruto humano e biodiversidade em sítios da rede Natura 2000 no arquipélago da Madeira'. Este projecto, orçado em 600 mil euros, tem como propósito " promover e reforçar a compatibilidade entre o desenvolvimento das actividades sócio-económicas e culturais, como a pesca, agricultura e turismo de natureza, e a gestão das Reservas Naturais, áreas classificadas, habitats e espécies listadas nos anexos das directivas que sustentam a Rede Natura 2000. Este projecto contribuirá ainda para melhorar a capacidade que existe para orientar e receber turistas nas nossas áreas protegidas, de uma forma integrada e regrada, contribuindo para o sempre obrigatório desenvolvimento sustentado e sustentável", acrescenta o descritivo do mesmo.
Além do trabalho que será desenvolvido pelo SPNM, beneficiário principal dos dois novos projectos, haverá uma parceira com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, organização não governamental que tem sido parceira do Parque Natural em iniciativas LIFE anteriores.
No caso do projecto a ser desenvolvido no Porto Santo estarão também envolvidas outras entidades, nomeadamente as direcções regionais das Florestas e do Ambiente.
14 projectos em 20 anos
Desde o início da década de 90, o Parque Natural já foi beneficiário principal de 14 projectos LIFE, tendo estado directamente envolvido noutros nove. O número mostra que a Região tem tido uma boa capacidade de execução e orientação para atingir os objectivos propostos. Aliás, o reconhecimento do bom trabalho da Região e do SPNM a este nível ficou bem patente no final do ano passado com O projecto de conservação da Freira da Madeira a ser considerado um dos melhores projectos LIFE-Natureza de 2007-2008.
Para os responsáveis, os projectos LIFE têm também contribuído de forma decisiva para o bem sucedido esforço de Conservação da Natureza que a Região tem vindo a desenvolver ao longo das últimas décadas. Com estes dois projectos agora aprovados o envolvimento financeiro gerado desde 2001, ao nível do programa LIFE pelo SPNM, é da ordem dos 5,5 milhões de euros.
DN Madeira

A Região vai iniciar em breve dois novos projectos na área da Conservação da Natureza, financiados com fundos da União Europeia.
A aposta nos novos projectos por parte da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, através do Serviço do Parque Natural da Madeira (SPNM), só é possível através do financiamento do Programa LIFE. Tratam-se de um projecto na área da Conservação da Natureza (Programa LIFE NATUREZA) e de outra na área da Comunicação e Sensibilização (LIFE Comunicação) que terão a duração de quatro anos e um orçamento total de 1.8 milhões de euros, financiados, respectivamente, a 75 e a 50%. A confirmação oficial do financiamento foi recebida no final da semana pelas entidades regionais.
Manuel António Correia, secretário regional do Ambiente, mostrava-se visivelmente satisfeito com a notícia. "Num ano especialmente dedicado à biodiversidade, estes novos projectos e competentes financiamentos, reforçam o trabalho do Governo Regional na conservação da natureza do arquipélago e traduzem o reconhecimento pela União Europeia do valor do património natural da Região e a sua confiança na gestão que a Madeira dele faz", disse ao DIÁRIO.
Um dos projectos, aquele que terá o orçamento mais elevado (1 milhão e 200 mil euros) intitula-se "Travar a perda de biodiversidade europeia através da recuperação dos Ilhéus do Porto Santo e área marinha adjacente". Apoiado no âmbito do LIFE Natureza, tem como objectivo "inverter o estado de degradação que estes espaços apresentam, melhorando o estado de conservação das espécies prioritárias dos Anexos das Directivas Comunitárias, que aí ocorrem. Este projecto irá promover ainda a visitação ao Ilhéu de Cima o que constituirá mais um pólo de atractividade do destino Porto Santo, enquanto local para férias activas e ligadas à natureza."
O outro projecto será o primeiro da Região no âmbito do LIFE Comunicação e tem como tema 'Comunicando para a sustentabilidade socioeconómica, usufruto humano e biodiversidade em sítios da rede Natura 2000 no arquipélago da Madeira'. Este projecto, orçado em 600 mil euros, tem como propósito " promover e reforçar a compatibilidade entre o desenvolvimento das actividades sócio-económicas e culturais, como a pesca, agricultura e turismo de natureza, e a gestão das Reservas Naturais, áreas classificadas, habitats e espécies listadas nos anexos das directivas que sustentam a Rede Natura 2000. Este projecto contribuirá ainda para melhorar a capacidade que existe para orientar e receber turistas nas nossas áreas protegidas, de uma forma integrada e regrada, contribuindo para o sempre obrigatório desenvolvimento sustentado e sustentável", acrescenta o descritivo do mesmo.
Além do trabalho que será desenvolvido pelo SPNM, beneficiário principal dos dois novos projectos, haverá uma parceira com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, organização não governamental que tem sido parceira do Parque Natural em iniciativas LIFE anteriores.
No caso do projecto a ser desenvolvido no Porto Santo estarão também envolvidas outras entidades, nomeadamente as direcções regionais das Florestas e do Ambiente.
14 projectos em 20 anos
Desde o início da década de 90, o Parque Natural já foi beneficiário principal de 14 projectos LIFE, tendo estado directamente envolvido noutros nove. O número mostra que a Região tem tido uma boa capacidade de execução e orientação para atingir os objectivos propostos. Aliás, o reconhecimento do bom trabalho da Região e do SPNM a este nível ficou bem patente no final do ano passado com O projecto de conservação da Freira da Madeira a ser considerado um dos melhores projectos LIFE-Natureza de 2007-2008.
Para os responsáveis, os projectos LIFE têm também contribuído de forma decisiva para o bem sucedido esforço de Conservação da Natureza que a Região tem vindo a desenvolver ao longo das últimas décadas. Com estes dois projectos agora aprovados o envolvimento financeiro gerado desde 2001, ao nível do programa LIFE pelo SPNM, é da ordem dos 5,5 milhões de euros.
DN Madeira
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Renováveis garantem luz a todos e poupam 10 milhões
Abril 2010 fica para a história. A produção a partir de fontes renováveis já garante toda a energia necessária ao consumo doméstico da Região

A Madeira atingiu no final de Abril um objectivo histórico, já que a produção de energia a partir de fontes renováveis foi suficiente para garantir o consumo do sector residencial doméstico.
Depois de ter fechado o último ano com uma contribuição das fontes renováveis que ascendeu a 23% do total da energia produzida, a Empresa de Electricidade da Madeira fechou os primeiros quatro meses do ano com um contributo da água, sol e vento que garantiu 32,7% da produção de energia.
Pese o facto do temporal de Fevereiro ter provocado constrangimentos, restrições e limitações no sistema eléctrico, nomeadamente nas linhas de transporte e distribuição de energia, nos canais de abastecimento de água às centras hídricas e no funcionamento, em plena carga, dos parques eólicos, a produção de energia com origem renovável atingiu um valor de referência nunca antes conseguido.
Para este bom desempenho contribuiu a componente de energia hidroeléctrica, que representou nos primeiros quatro meses 21,3% do total de energia emitida, logo seguida da eólica (7,6%) e de outras fontes renováveis (3,8%).
Deste modo, no primeiro quadrimestre de 2010 a produção de 'energia verde' assegurou as necessidades de todo o consumo do sector residencial (doméstico) da Região, algo impensável de operacionalizar num tão curto espaço de tempo.
Mais de um terço renovável
Para o bom desempenho obtido contribuiu o modelo de desenvolvimento que vem sendo aplicado na Região, suportado, em grande medida, em projectos combinados de energia hídrica e eólica, que tem feito progredir significativamente a penetração da componente renovável no mix total de produção.
As 'renováveis' têm maior penetração na Madeira, pois garantem 33,5% de toda a energia, enquanto no Porto Santo a conciliação entre a produção intermitente do sol e do vento e as necessidades de sustentabilidade da rede só permitiram o contributo de 9,6% a partir dessas fontes.
Para melhor se avaliar do feito histórico registado pela EEM, nunca a produção térmica teve um peso tão baixo (67,3%), o que significa que a Madeira está a potenciar uma boa utilização dos seus recursos hídricos, ainda que dependentes de anos hidrológicos bons ou maus.
O contributo de 21,3% da água na produção de energia é o registo mais alto desde 1987, situando-se ao nível dos valores habituais do segundo quartel do século XX.
Na estratégia política definida por Cunha e Silva - o vice-presidente do Governo Regional tem a tutela da energia - o objectivo primeiro é assegurar menos emissões poluentes, encontrando soluções que possam reduzir a dependência da importação de derivados de petróleo e consequentemente do valor da factura energética.
Menos emissões e importações
A produção de energia a partir da água, vento e do sol permitiu à Região, em apenas quatro meses, evitar a emissão de 69.400 toneladas de dióxido de carbono (CO2) e a importação de 22.920 toneladas de fuel.
Em termos monetários, e considerando as cotações correntes, as emissões de poluentes evitadas pela produção renovável no primeiro quadrimestre de 2010, representaram uma poupança de 1,1 milhões de euros em aquisições de licenças de emissão de CO2 e uma economia de cerca de 9,07 milhões de euros com a redução de importações de derivados de petróleo.
Tal como destaca ao DIÁRIO Rui Rebelo, o presidente da Empresa de Electricidade da Madeira "os projectos actualmente em curso, ou em fase final de lançamento de concurso, vão, seguramente, conduzir a que as metas ambientais definidas pela Região sejam antecipadamente atingidas e mesmo superadas".
Diz o gestor público, que "a aposta para este ano passa pela transformação do sistema hidroeléctrico da Calheta (30MW), a instalação de um parque eólico de cerca de 5MW, bem como de dois parques fotovoltaicos de 15MW e ainda a instalação de uma unidade de produção de biocombustível, que reforçam e evidenciam, de forma inequívoca, o empenho e o compromisso da Madeira para um futuro mais sustentável do ponto de vista ambiental e económico".
Segundo Rui Rebelo é possível "afirmar hoje, ainda com um maior nível de certeza, que a Madeira vem trilhando 'step by step' um caminho rumo à sustentabilidade para uma sociedade com menor intensidade de carbono".
Nos primeiros quatro meses do ano foram produzidos 304,8 GWh de energia, sendo que 9,8 foram produzidos no Porto Santo. A produção renovável atingiu os 99,6 GWh, com maior contributo da hídrica (64,8) e eólica (23,1).
Dez centrais hidroeléctricas garantiram 21% da produção de energia
A Madeira tem dez centrais hidroeléctricas cuja contribuição produtiva, nas últimas duas décadas, oscilou entre quinze e trinta por cento da produção total anual, tendo registado o ano passado uma produção nominal nunca antes obtida e registando uma penetração nos primeiros quatro meses deste ano que desde 1987 não era conseguida.
A mais antiga das centrais foi construída em 1953, na Serra de Água, fazendo parte da primeira fase dos aproveitamentos hidroagrícolas realizados na década de cinquenta, que levou à construção da Central da Calheta que equipada com três grupos de diferentes quedas, foi posteriormente ampliada com um quarto grupo em 1978.
A Central da Ribeira da Janela foi a primeira das duas centrais hidroeléctricas construídas na segunda fase do plano hidroagrícola. Tendo ficado concluída em 1965, a sua contribuição média anual é de cerca de 8 Gwh.
Já a Central da Fajã da Nogueira foi a última construída na segunda fase do plano hidroagrícola iniciado na década de cinquenta.
O Aproveitamento de Fins Múltiplos dos Socorridos é, seguramente, uma das maiores obras hidáulicas construídas na Região, a central hidroeléctrica dos Socorridos entrou em funcionamento em 1994, tendo uma contribuição média anual de 40 GWh.
A Central da Calheta de Inverno foi construída em 1992, com o objectivo de aproveitar os caudais excedentários ao abastecimento público e garantidos pelos caudais já turbinados na Central da Calheta, com a contribuição média anual desta central a situar-se nos 20 Gwh. Referência, ainda, para a Central do Lombo Brasil, uma mini-hídrica com uma potência efectiva de 150 kW, de funcionamento automático e não acompanhado.
Referência, ainda, para a Central da Fajã dos Padres é um aproveitamento hidroagrícola de iniciativa privada. Com um único grupo de 1700 kW, esta central funciona em modo automático, arrancando quando há água disponível e suspendendo a sua actividade quando aquela falta.
DN Madeira

A Madeira atingiu no final de Abril um objectivo histórico, já que a produção de energia a partir de fontes renováveis foi suficiente para garantir o consumo do sector residencial doméstico.
Depois de ter fechado o último ano com uma contribuição das fontes renováveis que ascendeu a 23% do total da energia produzida, a Empresa de Electricidade da Madeira fechou os primeiros quatro meses do ano com um contributo da água, sol e vento que garantiu 32,7% da produção de energia.
Pese o facto do temporal de Fevereiro ter provocado constrangimentos, restrições e limitações no sistema eléctrico, nomeadamente nas linhas de transporte e distribuição de energia, nos canais de abastecimento de água às centras hídricas e no funcionamento, em plena carga, dos parques eólicos, a produção de energia com origem renovável atingiu um valor de referência nunca antes conseguido.
Para este bom desempenho contribuiu a componente de energia hidroeléctrica, que representou nos primeiros quatro meses 21,3% do total de energia emitida, logo seguida da eólica (7,6%) e de outras fontes renováveis (3,8%).
Deste modo, no primeiro quadrimestre de 2010 a produção de 'energia verde' assegurou as necessidades de todo o consumo do sector residencial (doméstico) da Região, algo impensável de operacionalizar num tão curto espaço de tempo.
Mais de um terço renovável
Para o bom desempenho obtido contribuiu o modelo de desenvolvimento que vem sendo aplicado na Região, suportado, em grande medida, em projectos combinados de energia hídrica e eólica, que tem feito progredir significativamente a penetração da componente renovável no mix total de produção.
As 'renováveis' têm maior penetração na Madeira, pois garantem 33,5% de toda a energia, enquanto no Porto Santo a conciliação entre a produção intermitente do sol e do vento e as necessidades de sustentabilidade da rede só permitiram o contributo de 9,6% a partir dessas fontes.
Para melhor se avaliar do feito histórico registado pela EEM, nunca a produção térmica teve um peso tão baixo (67,3%), o que significa que a Madeira está a potenciar uma boa utilização dos seus recursos hídricos, ainda que dependentes de anos hidrológicos bons ou maus.
O contributo de 21,3% da água na produção de energia é o registo mais alto desde 1987, situando-se ao nível dos valores habituais do segundo quartel do século XX.
Na estratégia política definida por Cunha e Silva - o vice-presidente do Governo Regional tem a tutela da energia - o objectivo primeiro é assegurar menos emissões poluentes, encontrando soluções que possam reduzir a dependência da importação de derivados de petróleo e consequentemente do valor da factura energética.
Menos emissões e importações
A produção de energia a partir da água, vento e do sol permitiu à Região, em apenas quatro meses, evitar a emissão de 69.400 toneladas de dióxido de carbono (CO2) e a importação de 22.920 toneladas de fuel.
Em termos monetários, e considerando as cotações correntes, as emissões de poluentes evitadas pela produção renovável no primeiro quadrimestre de 2010, representaram uma poupança de 1,1 milhões de euros em aquisições de licenças de emissão de CO2 e uma economia de cerca de 9,07 milhões de euros com a redução de importações de derivados de petróleo.
Tal como destaca ao DIÁRIO Rui Rebelo, o presidente da Empresa de Electricidade da Madeira "os projectos actualmente em curso, ou em fase final de lançamento de concurso, vão, seguramente, conduzir a que as metas ambientais definidas pela Região sejam antecipadamente atingidas e mesmo superadas".
Diz o gestor público, que "a aposta para este ano passa pela transformação do sistema hidroeléctrico da Calheta (30MW), a instalação de um parque eólico de cerca de 5MW, bem como de dois parques fotovoltaicos de 15MW e ainda a instalação de uma unidade de produção de biocombustível, que reforçam e evidenciam, de forma inequívoca, o empenho e o compromisso da Madeira para um futuro mais sustentável do ponto de vista ambiental e económico".
Segundo Rui Rebelo é possível "afirmar hoje, ainda com um maior nível de certeza, que a Madeira vem trilhando 'step by step' um caminho rumo à sustentabilidade para uma sociedade com menor intensidade de carbono".
Nos primeiros quatro meses do ano foram produzidos 304,8 GWh de energia, sendo que 9,8 foram produzidos no Porto Santo. A produção renovável atingiu os 99,6 GWh, com maior contributo da hídrica (64,8) e eólica (23,1).
Dez centrais hidroeléctricas garantiram 21% da produção de energia
A Madeira tem dez centrais hidroeléctricas cuja contribuição produtiva, nas últimas duas décadas, oscilou entre quinze e trinta por cento da produção total anual, tendo registado o ano passado uma produção nominal nunca antes obtida e registando uma penetração nos primeiros quatro meses deste ano que desde 1987 não era conseguida.
A mais antiga das centrais foi construída em 1953, na Serra de Água, fazendo parte da primeira fase dos aproveitamentos hidroagrícolas realizados na década de cinquenta, que levou à construção da Central da Calheta que equipada com três grupos de diferentes quedas, foi posteriormente ampliada com um quarto grupo em 1978.
A Central da Ribeira da Janela foi a primeira das duas centrais hidroeléctricas construídas na segunda fase do plano hidroagrícola. Tendo ficado concluída em 1965, a sua contribuição média anual é de cerca de 8 Gwh.
Já a Central da Fajã da Nogueira foi a última construída na segunda fase do plano hidroagrícola iniciado na década de cinquenta.
O Aproveitamento de Fins Múltiplos dos Socorridos é, seguramente, uma das maiores obras hidáulicas construídas na Região, a central hidroeléctrica dos Socorridos entrou em funcionamento em 1994, tendo uma contribuição média anual de 40 GWh.
A Central da Calheta de Inverno foi construída em 1992, com o objectivo de aproveitar os caudais excedentários ao abastecimento público e garantidos pelos caudais já turbinados na Central da Calheta, com a contribuição média anual desta central a situar-se nos 20 Gwh. Referência, ainda, para a Central do Lombo Brasil, uma mini-hídrica com uma potência efectiva de 150 kW, de funcionamento automático e não acompanhado.
Referência, ainda, para a Central da Fajã dos Padres é um aproveitamento hidroagrícola de iniciativa privada. Com um único grupo de 1700 kW, esta central funciona em modo automático, arrancando quando há água disponível e suspendendo a sua actividade quando aquela falta.
DN Madeira
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