domingo, 13 de junho de 2010

Conjunto Académico João Paulo Antigamente







Grande Homenagem ao Sérgio Borges& Conjunto Académico João Paulo.







Referência inquestionável da música madeirense, Sérgio Borges será homenageado pela nova geração de artistas da Madeira, que estará, no próximo dia 3 de Julho, às 21 horas, no Teatro Municipal Baltazar Dias, em concerto de homenagem ao artista e ao seu grupo, o Conjunto Académico João Paulo.


Vânia Fernandes, Miguel Pires, Sofia Relva, Paulo Freitas, Bruno Airaff, Rubina Fernandes, Maria da Paz e Sarah Borges, entre outros convidados surpresa voltam a dar vida a temas como “Milena” e “Eu tão só”, sob direcção artística de Barroco Azevedo e Georgy Titov, no espectáculo pensado pela 4EVART – organização e produção de eventos, de Daniel Borges e João Almeida, responsável pela dinamização de espectáculos.
Assim, no próximo dia 3 de Julho, os artistas referidos vão cantar temas de Sérgio Borges e o Conjunto Académico João Paulo. «Será uma viagem desde os anos 60 até à actualidade num evento repleto de glamour que promete marcar a memória dos presentes», garante Sofia Relva, da organização, em declarações ao JM.


Em suma, «em 2010 surge a tão merecida homenagem a um grupo que fez história a nível nacional», que começou como um grupo musical de liceu e tornou-se na primeira banda a lançar um LP, a ter clube de fans e a utilizar guitarra eléctrica na TV em Portugal». E que, tantos anos após terem terminado como grupo, ainda hoje dão que falar, como demonstrou o facto de a colectânea de êxitos lançada em 2008, ter esgotado nas lojas FNAC.
Recorde-se ainda que Sérgio Borges, nascido na Madeira a 18 de Outubro de 1944, foi o primeiro madeirense a participar no Festival RTP da Canção (em 1966), com o tema «Eu nunca direi Adeus», que conquistou o segundo lugar e que acabou por ser editado num disco do Conjunto Académico João Paulo.


Com vários sucessos na carreira, é também de lembrar que, em 2005, foi um dos homenageados com o Galardão da Cultura atribuído pelo Governo Regional.
Agora, em 2010, Sérgio Borges volta à ribalta, nas vozes de artistas que o idolatram.


Jornal da Madeira






sábado, 12 de junho de 2010

Maria Aurora


Uma mulher da Cultura e de afectos









Diversas personalidades da Região reagiram com emoção à notícia da morte de Maria Aurora Carvalho Homem, na madrugada de ontem no Hospital Dr. Nélio de Mendonça, aos 72 anos de idade, vítima de doença prolongada.
O secretário regional dos Recursos Humanos, Brazão de Castro, manifestou «muita tristeza» pela morte da escritora e apresentadora de televisão.
«Maria Aurora era uma mulher da Cultura, uma pessoa que tinha a Madeira no coração que muito fez pela divulgação da nossa terra, com particular relevo no diálogo com as comunidades madeirenses no mundo. Era muito estimada junto dos emigrantes», salientou Brazão de Castro, endereçando «os pesâmes à família» daquela que era o rosto do programa “Atlântida”, na RTP-Madeira.
Para o director regional dos Assuntos Culturais, João Henrique Silva, Maria Aurora era sobretudo uma comunicadora de afectos.
«Era no programa “Atlântida” que ela (Maria Aurora) verdadeiramente mostrava a sua alma de grande comunicadora. Tinha particular afecto com os seus destinatários, neste caso específico, com as várias comunidades emigrantes que seguiam religiosamente o programa», disse.
João Henrique Silva recorda uma viagem de trabalho ao Canadá, à comunidade madeirense, onde Maria Aurora foi «tratada como uma estrela de Hollywood, com muito carinho e afecto».
Também João Carlos Abreu, ex-secretário regional do Turismo e Cultura, destaca a vertente humanista da amiga, com quem partilhou histórias da vida e da ficção, as quais motivou a escrita, a quatro mãos, do livro “A Ilha a Duas Vozes”.
«Ela (Maria Aurora) foi de uma generosidade extraordinária e espantosa para com as pessoas. Era uma defensora das pessoas, muitas vezes “garreou” para defender os seus amigos, aqueles que a procuravam para desabafar as suas mágoas (...) Essa generosidade nunca vou esquecer», desabafa João Carlos Abreu.
Maria Aurora Carvalho Homem faleceu ontem no Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal. A missa de corpo presente realiza-se hoje, às 13h00, na Igreja do Monte. O corpo da jornalista e escritora será cremado na Igreja do Porto Santo no próximo domingo.

Escritora deixa legado literário com destaque para o infanto-juvenil

Maria Aurora Carvalho Homem nasceu a 13 de Novembro na Beira Alta, tendo-se radicado na Madeira a partir de 1974. Antes residiu na Alemanha e em São João do Estoril. Ainda em Portugal Continental conheceu um madeirense, com quem teve três filhos.
Licenciada em Filologia Românica pela Universidade de Coimbra, exerceu a actividade de professora do Ensino Secundário (Escola Secundária Jaime Moniz). Porém, foi como apresentadora (programa da RTP-M Atlântida), animadora cultural, poeta e escritora de contos infantis que se notabilizou.
Foi assessora cultural da Câmara Municipal do Funchal onde dinamizou a Feira do Livro, entre outras iniciativas, tendo sido distinguida com a Medalha da Cidade do Funchal.
Na edição deste ano da Festa do Livro - Feira do Livro do Funchal, Maria Aurora marcou presença na pré-apresentação do seu mais recente livro, intitulado “Marta, Xispas e a Gruta Misteriosa”, editado pela 7 Dias 6 Noites e patrocinado pela Câmara Municipal de São Vicente.
“Marta, Xispas e a Gruta Misteriosa”, a 12.º obra infanto-juvenil de Maria Aurora, tinha data de lançamento oficial para 26 de Agosto, no Salão Nobre da autarquia de São Vicente.
A autora encontrava-se ainda a escrever uma série de poemas para o novo projecto da dupla DDiarte.
Maria Aurora Carvalho Homem faleceu ontem com 72 anos, vítima de doença prolongada. Deixa um legado na área cultural que promete ser recordado.

Miguel Albuquerque. O presidente da Câmara Municipal do Funchal mostrou-se emocionado com a partida de Maria Aurora, recordando a amizade e o trabalho deixado por esta mulher das Letras. «Para mim, Maria Aurora é como se fosse uma pessoa da família. Era sobretudo uma amiga de casa, que sempre me apoiou desde a altura de estudante até aos trabalhos que desenvolvi na autarquia», referiu Miguel Albuquerque, recordando, na área cultural, o legado deixado pela escritora, nomeadamente a dinamização da revista Margem (uma edição da CMF) e a Feira do Livro do Funchal. «Ela era o farol que iluminava a cultura na nossa terra. Deixa um vazio muito grande (...)», considerou o autarca. Ponderando uma homenagem pública a Maria Aurora, o presidente da edilidade do Funchal salienta: «A melhor homenagem que podemos prestar à Maria Aurora é dar ao continuidade à sua obra». Neste âmbito, Albuquerque defende que a Cultura deve ser entendida como «um factor primordial no desenvolvimento» de uma cidade, neste caso da capital madeirense.

Pedro Calado, vereador com a tutela da Cultura na Câmara Municipal do Funchal, recordou o percurso de Maria Aurora, «responsável pela revista Margem, uma publicação de referência cultural»; pelo Prémio Edmundo Bettencourt (instituído pela referida autarquia), tendo sido a grande dinamizadora da Feira do Livro do Funchal, no período entre 1995 e 2008». «Vamos dar seguimento à obra», disse Pedro Calado, considerando que Maria Aurora «lutava muito pelas suas causas, por aquilo em que acreditava». Conclui que a escritora «deixa grandes recordações».

Octaviano Correia. Para o presidente da Associação de Escritores da Madeira a morte de Maria Aurora «é uma perda muito grande, não só para a literatura madeirense como para a literatura portuguesa». Sublinha que a escritora, nascida na Beira Alta, «era uma mulher que tomava iniciativas importantíssimas para o panorama literário da Madeira». Além da escrita, acrescenta Octaviano Correia, Maria Aurora era «uma grande dinamizadora da Cultura, da Televisão e da Rádio. uma mulher que tomava iniciativas importantíssima para o panorama literário da Madeira.

A Comunidade madeirense radicada nos Estados Unidos da América anunciou ontem que vai prestar uma homenagem a Maria Aurora.

O Bloco de Esquerda/Madeira e o PS/M lamentam a morte de Maria Aurora.




Jornal da Madeira



Ontem no Tejornal da Noite da RTP Madeira (06.58-16.40)


Telejornal Madeira - Informação - Diária RTP Memória - Multimédia RTP

Madeira perde uma grande dinamizadora cultural


Maria Aurora morreu ontem aos 72 anos. e deixa a cultura de luto na região e não só





Aurora Augusta Carvalho Homem, conhecida por milhares de pessoas como Maria Aurora, inquestionavelmente uma das personagens mais populares do arquipélago, morreu ontem no Hospital do Funchal, após um longo combate com uma doença prolongada. O cancro e toda uma série de outras complicações paralelas obrigaram-na a sujeitar-se a um autêntico calvário de tratamentos e intervenções cirúrgicas. Mas, ao longo de todo este doloroso processo, Maria Aurora demonstrou sempre uma coragem inquebrantável, uma resistência a toda a prova, física e psicológica, e uma alegria de viver que a mantinham sempre em actividade, mesmo que sujeita a limitações. Ainda há dias esteve envolvida nos processos de funcionamento do Prémio Literário Edmundo Bettencourt, e apresentou na Feira do Livro o seu mais recente conto para crianças, 'Marta, Xispas e a Gruta Misteriosa', aproveitando para criticar o actual modelo do certame, com a frontalidade que sempre lhe foi característica, por, em seu entender, faltar ao mesmo a realização de colóquios que juntassem escritores madeirenses em diálogo como autores das Canárias, Açores, Cabo Verde, Portugal continental e mesmo outros países - colóquios esses que movimentou ao longo de anos e que trouxeram à Madeira muitos e bons escritores, desde José Saramago a Baptista-Bastos, desde Inês Pedrosa a Enrique Villa-Matas, Onésimo Teotónio de Almeida e Vasco Graça Moura, entre muitos outros.
A doença pode ter-nos privado do seu convívio físico, mas permanecerá, sem dúvida, a memória indelével de uma mulher 'a sério', defensora intransigente da Cultura, desde as manifestações mais eruditas às de cariz etnográfico, que sempre pugnou pela qualidade, pela liberdade de expressão e pela crítica do que é bom e do que é mau, do que merece a dignidade da publicação e da atenção pública e do que não o merece. Uma das poucas vozes 'sem papas na língua' num meio muitas vezes fortemente condicionado.

De si própria, dizia não ser escritora, apenas "escrevinhadora". Não embandeirava em arco, ao contrário de alguns, embora fosse dona de uma personalidade desempoeirada, que se sentia plenamente à vontade com a exposição pública. Muitos madeirenses, e não só, conhecem-na pela sua actividade de apresentadora de televisão na RTP, onde apresentou programas culturais como 'Letra Dura & Arte Fina', ou de cariz mais etnográfico e popular, entre os quais 'Atlântida' e 'Cá Nada' (dedicado a expressões populares madeirenses) entre vários outros. Também foi autora de teledramáticos para a RTP. Apesar da sua modéstia em relação à escrita, tornou-se bastante popular no campo da literatura infantil, obtendo os seus livros o reconhecimento do público e de editoras continentais como a '7 Dias, 6 Noites', que os divulgaram por todo o país. Na área do conto e da poesia, publicou obras como 'A Santa do Calhau', 'Para Ouvir Albinoni', 'Leila', 'Antes Que a Noite Caia', 'Discurso Amoroso', 'Cintilações', 'Raízes do Silêncio', 'Ilha a Duas Vozes', 'Uma Voz de Muda Espera', entre outros. Foi jornalista do Diário de Lisboa e de 'A Capital', assessora da Câmara Municipal do Funchal, onde desenvolveu uma ampla actividade como dinamizadora cultural, movimentando a Feira do Livro durante anos e dando-lhe uma dinâmica cultural memorável, inclusive com colóquios internacionais. Foi editora da revista 'Margem', da CMF, cronista na imprensa (inclusive neste DIÁRIO)... O meio cultural madeirense ressentir-se-á fortemente da sua perda.

Reacções: muita mágoa pela partida de uma mulher de personalidade única

Natural de Sátão, perto de Viseu, na Beira Alta, Maria Aurora veio viver para a Madeira em 1974. Tornou-se uma das figuras mais populares e acarinhadas por madeirenses e não só. Vários vultos da Cultura lamentaram ontem a sua perda. O escritor José Viale Moutinho deixou-nos este testemunho: "A morte da Maria Aurora é uma perda cruel para os seus familiares e amigos, e entre estes me incluo há mais de 40 anos. Porém, a Madeira também fica sem uma das suas mais dinâmicas personalidades no campo da divulgação cultural e turística. Enquanto escritora, deu a conhecer às novas gerações as tradições do arquipélago e é uma referência de bem escrever usando o cenário da Região; enquanto jornalista de televisão, foi autora de programas de grande importância numa atenção continuada para a identidade cultural madeirense. Acontecendo o seu desaparecimento pouco depois ao de José António Gonçalves, é mais um doloroso golpe na Cultura Regional. O luto é imenso".

Por seu turno, o secretário regional da Educação e Cultura, Francisco Fernandes, referiu: "Uma primeira palavra para os filhos, netos e amigos mais íntimos os quais, acima de todos os demais, sentirão a sua ausência. A Maria Aurora deixa-nos uma marca que influenciou muitos projectos culturais, entre os quais destaco os que procuraram garantir a preservação da cultura e das tradições madeirenses e porto-santenses. Do ponto de vista pessoal, fico a dever-lhe o estímulo que várias vezes me dedicou, impelindo-me para a aventura da escrita". Palavras que vêm somar-se às de João Henrique Silva, director regional dos Assuntos Culturais, que, em declarações à rádio TSF, a recordou como uma pessoa empenhada, solidária, humana, uma cidadã activa e única naquilo que fazia. O edil funchalense, Miguel Albuquerque, referiu ontem uma possível homenagem da CMF, sem especificar quando nem como. Também o escritor Octaviano Correia a considerou "uma figura que levou o nome da ilha da Madeira, dos escritores, o nome da literatura madeirense, para além das fronteiras do mar". Com a notícia publicada na nossa edição on-line, multiplicaram-se os comentários: entre outros, o historiador Nelson Veríssimo disse ter perdido uma amiga e companheira: "O muito que com ela aprendi, em mais de trinta anos de convívio, ficará para sempre com eterna gratidão. A Cultura perdeu uma grande Mulher. Mas a sua obra permanecerá".

O académico Thierry Santos elogiou a sua dedicação à causa da Cultura Madeirense, o seu gosto pela Literatura Portuguesa, pelo património cultural e linguístico (...) a dinamização de projectos culturais e editoriais a pensar no público conquistado e naquele por conquistar (...)". E sublinhou a "lição de vida" que nos deixa. Para a autora Irene Lucília, "O tempo não conta perante a eternidade. E as amigas não morrem. Mudam de vida".

Homenagem: escritores e amigos não escondem tristeza

O poeta José Agostinho Baptista enviou-nos, de Lisboa, estas palavras: "Se houve amigos de verdade neste mundo, constantes, leais, generosos, disponíveis, Maria Aurora foi um deles, ocupando um lugar de eleição num rol muito curto na minha vida. É sobretudo a ela que devo o reconhecimento literário que nos últimos anos a Madeira me concedeu. É sobretudo a ela que a Madeira deve a descoberta, a dinamização e a projecção cultural dos seus autores, e não só. É um imenso lugar vazio e doloroso aquele que a sua partida nos deixa. Ela era uma voz sonora e vibrante, um coração aberto às sentidas expressões da vida, uma segunda mãe, sempre protectora e atenta, sempre despojada de artifícios e astúcias. Uma perda irreparável que torna ainda mais tristes estes dias sem alegria. Já nada será como antes. Ficámos mais pobres, a Madeira e eu, e outros tantos que se habituaram a trazê-la muito junto a si. Mas acredito, quero acreditar, que para onde partiu haverá uma luz muito intensa à sua volta, uma casa de ternura, uma árvore frondosa que nunca deixará de oferecer os frutos antigos de um afecto mais puro. Que brilhes sempre, minha amiga, com as tuas palavras sábias, com as tuas mãos de dádiva e oferenda, com tua pródiga e desinteressada companhia. Um último e saudoso abraço do teu grande amigo, José Agostinho. Obrigado por tudo".

Já o escritor e jornalista Baptista-Bastos recordou os tempos em que Aurora era redactora do Diário de Lisboa. "Além de ser exuberante e afirmativa, inspirava grande respeito, sobretudo naquela época, em que era muito raro haver mulheres nos jornais... Impunha-se pela sua capacidade de afirmação pessoal e profissional. Era muito engraçada, contava muitas histórias. Fazia parte de uma tertúlia onde participava gente admirável, como o Luís de Sttau Monteiro, o cronista Pedro Alvim... Era um grupo que se encontrava no Bairro Alto, escritores, pintores, cineastas... A Maria Aurora era uma mulher muito vistosa, que regalava os olhos".
Anos mais tarde, Baptista-Bastos reencontrá-la-ia aquando das Feiras do Livro do Funchal, "que ela organizava com um mérito extraordinário. Tenho muita pena que ela tenha morrido", disse.

Comunidades

Venezuela


Antonino Ascensão de Ponte, representante da Academia do Bacalhau de Caracas: "Não há outra pessoa que significasse tanto. Ela era a Ilha da Madeira. Foi uma grande professora, jornalista e escritora."
António Gouveia, Presidente do Centro Português, de Caracas (CPC): "Uma grande perda, não só para os madeirenses mas para todos os portugueses. Era uma pessoa emblemática que dedicou parte da sua vida a informar as comunidades e era muito querida por todos".
Andrés Pita, ex-presidente do CPC: "É uma notícia muito triste. Todos lamentam a sua perda. Quero, sobretudo, endereçar palavras de alento aos seus filhos. Aurora levou felicidade a muitos lusos."
Aleixo Vieira, Director do Correio da Venezuela: "Maria Aurora converteu-se num dos expoentes máximos da cultura lusitana. É um exemplo a seguir e espero que o seu legado seja transmitido às gerações futuras."


África do Sul


Sofia Câmara, na Cidade do Cabo, disse: "Fiquei transtornada quando as minhas primas me telefonaram do Funchal para me dar a notícia. Suspeitava que algo não corria bem, pois a ausência contínua de alguns programas me fizeram pensar".
Ivo de Sousa, em Pretória, também referiu: "A morte de Maria Aurora, representa para mim e minha mulher, como se da morte de um familiar se tratasse. É uma perda irreparável para nós todos não só madeirenses como portugueses geral.
Matilde de Abreu, em Joanesburgo, frisou: "Foi com muita mágoa que tomei conhecimento do seu falecimento. A sua morte é também a do programa que era uma janela da Madeira para os emigrantes.
Elias de Sousa, Cônsul Honorário português em Durban, acrescentou: "Primeiro é uma perda para a RTP Internacional, para as comunidades. Foi uma referência. Prezo-me de ter sido seu amigo. A sua morte consternou-nos profundamente."


Reino Unido

Natural do Caniçal, Duarte Aveiro vive em Jersey e realçou a perda de uma excelente comunicadora: "Foi um vector de promoção e divulgação da Madeira, deu-nos momentos muito felizes e irá ficar uma eterna saudade. Estou muito grato pelo seu profissionalismo".
O conselheiro da Madeira no Reino Unido, Carlos Freitas, afirmou que Aurora foi uma embaixadora da Madeira em todo o Mundo. "Estivemos juntos em várias ocasiões, e até houve um programa feito em Londres. Não há pessoas insubstituíveis, mas vai fazer muita falta. Não sendo madeirense, tinha um grande amor pela Madeira".
Felisberto Serrão, natural do Funchal, que vive em Londres há mais de duas décadas, foi apanhado de surpresa: "A RTP-M está mais pobre, era um espectador assíduo do programa 'Atlântida'. Nunca será esquecida, sobretudo pelos madeirenses espalhados pelo Mundo. Era como se fosse da família".


Opinião: Maria Aurora

Além de grande amiga, foi uma personalidade muito marcante na vida social e cultural
A Maria Aurora, para além de uma grande amiga, foi uma personalidade muito marcante na vida social e cultural madeirense.
Beirã de nascimento, cedo se mudou para a ilha, participando vivamente nos acontecimentos sociais e culturais da Cidade do Funchal. Através da sua personalidade fortemente carismática, interferiu activa e vivamente nas questões culturais deste concelho, tornando-se numa espécie de símbolo nas actividades culturais, sobretudo no que respeita à área da Literatura.

Foi uma forte dinamizadora da 'Feira do Livro', bem como da Revista Margem e do Prémio Edmundo Bettencourt, acções que desenvolveu em colaboração com a Câmara Municipal do Funchal. O seu papel na comunicação social foi também fortemente activo, através de programas que dinamizavam a cultura, como o 'Letra Dura e Arte Fina'. Ainda nesta área, há que referir a sua participação no programa televisivo 'Atlântida', que fez dela um ícone também nas comunidades de emigrantes madeirenses.

A perda de Maria Aurora é um golpe para esta Cidade. Pelo seu carisma e pela sua figura, pelo modo emocional como se relacionava com as pessoas, mas também pela sua obra literária, que a fará prevalecer no imaginário da Cidade.
A Cultura e o Conhecimento como alicerces fundamentais do verdadeiro desenvolvimento das pessoas e das comunidades. Eis o seu legado e o seu exemplo de Mulher
livre e cosmopolita.
Até sempre, querida Amiga.
Miguel Albuquerque


DN Madeira

Privado investe 1,5 M€ em apartamentos na R. Brava

Conjuntura não assusta promotor e construtor da obra, José Giestas






Apesar da recessão económica e da crise a ela associada, cujo impacto negativo tem também atingido fortemente o mercado imobiliário, tal não impede que na Vila da Ribeira Brava vá nascer nos próximos meses mais um prédio de apartamentos. O investimento orçado em cerca de milhão e meio de euros é distribuído por cinco pisos, dos quais quatro são emergentes (acima da cota soleira). O projecto que agora ganha forma, já se encontrava aprovado há mais de um ano, e é para estar concluído até a próxima Primavera. A conjuntura actual não assusta o promotor e construtor da obra, José Giestas, que garante ter já 50% do imóvel encomendado. Os preços médios dos apartamentos oscilam entre os 150 e 170 mil euros, consoante a tipologia.

O projecto imobiliário avaliado em 1,5 milhões de euros tem uma área de implantação de 526 metros quadrados, um índice de construção de 2.055 metros quadrados e uma volumetria de 8.100 metros cúbicos. A área bruta de construção não ultrapassa os 60% da área do terreno. É composto por 12 fogos e 4 espaços comerciais, e vai ser construído em plena zona urbana da Vila ribeira bravense, no sítio dos Moinhos, a Norte do Complexo de Piscinas local, defronte da via expresso. Trata-se de mais um prédio de habitação que se ergue numa área onde já predominam os investimentos imobiliários, nesta que é de resto uma zona de franca expansão da vila.

Aprovado no início de 2009


O projecto de licenciamento deste edifício plurifamiliar e comércio já havia recebido 'luz verde' da Câmara Municipal no primeiro trimestre do ano passado, então pela anterior vereação eleita, que aprovou por unanimidade este investimento privado.

Entretanto, já este ano e ainda recentemente, o presidente da Câmara, Ismael Fernandes, levou o projecto em causa à reunião de Câmara, mas apenas com o propósito de informar os novos eleitos para a obra que em breve iria 'nascer' na Vila.

Não tardou que a mesma fosse posta em prática. Dias depois o promotor do investimento lançava 'mãos à obra'. A promotora é a imobiliária 'Gomes & Anjos, Lda.', enquanto que a construtora é a 'Giestas & Castanho, Lda.', ambas lideradas por José Giestas.

Com os espaços comerciais e a entrada principal confinados ao rés-do-chão, o prédio sobe mais três andares. São neste andares acima da soleira que ficarão distribuídos os 12 fogos habitacionais, repartidos pelas tipologias T2 e T3 (dois em cada andar). Abaixo da cota soleira ficará 'enterrada' a cave, que servirá essencialmente para área de garagem privativa. Neste espaço coberto ficarão os 18 estacionamentos privados, afectos à habitação. A descoberto, no logradouro haverão quatro estacionamentos reservados para as lojas comerciais, e ainda 15 espaços para estacionamentos públicos, dez dos quais, mesmo defronte do edifício, que acedem directamente da via expresso.


DN Madeira

Armas com novo ferry

O novo ferry deste armador será lançado à água já a 15 de Julho












O novo navio ferry do armador canário 'Naviera Armas' que se encontra em construção nos estaleiros espanhóis 'Barreras', será lançado à água no próximo dia 15 de Julho.

O navio chamar-se-á 'Volcán de Teide' e quando entrar ao serviço passará a ser o maior navio da frota do armador canário, graças aos seus 175,7 metros de comprimento e 26,4 de boca (largura).

Ainda segundo informação do construtor, este novo ferry terá capacidade para receber 1.500 passageiros - incluindo tripulação - e cerca de 353 viaturas ligeiras. Ao nível da acomodação dos passageiros, disponibilizará 114 cabines com capacidade para quatro passageiros, quatro cabines duplas, duas cabines destinada a receber deficientes e ainda duas 'penthouse', com capacidade para duas pessoas cada.

O novo ferry está equipado com 4 motores de 8.400 Kw podendo atingir a velocidade de 24 nós.
Quanto à entrada ao serviço do 'Volcán de Teide', tudo aponta que o mesmo aconteça no final deste ano, em finais do mês de Novembro, não estando ainda confirmada a sua presença na Região.

'Volcán de Tijarafe' na Pontinha





De regresso à Madeira está o ferry 'Volcán de Tijarafe'. Procedente do porto de Las Palmas de Gran Canária, tem chegada anunciada ao Funchal para as 8.15 horas. Como sempre acontece, no decorrer desta escala estão programados o embarque de trelas com destino ao porto de Portimão bem como de passageiros e viaturas ligeiras.

Esta sua presença no porto do Funchal prolongar-se-á até às 10.30 horas de hoje, zarpando com destino ao porto de Portimão, onde deverá aportar amanhã às 9 horas. A viagem de regresso ao porto do Funchal terá lugar a partir das 13 horas de amanhã estando a sua chegada anunciada para as 11.30 horas da próxima Segunda-feira.

Como curiosidade refira-se que este ferry realizou a sua primeira escala na Pontinha no dia 14 de Junho de 2008, contabilizando dessa forma, na próxima segunda feira, dois anos efectivos de operação na linha Canárias-Madeira-Portimão.



DN Madeira

O Golden Gate Antigamente

Captain & Tennille - DO THAT TO ME ONE MORE TIME



Lyrics/Letra


Do that to me one more time
Once is never enough with a man like you
Do that to me one more time
I can never get enough of a man like you

Oh kiss me like you just did
Oh baby
Do that to me once again

Pass that by me one more time
Once is never enough for my heart to hear
Tell it to me one more time
I can never hear enough while I've got you here
Say those words again like you just did
Oh baby
Tell it to me once again

Do that to me one more time
Once is never enough with a man like you
Do that to me one more time
I can never get enough of a man like you

Oh kiss me like you just did
Oh baby
Do that to me once again

Oh baby
Do that to me once again
Oh baby
Do that to me one more time

(Do it again) one more time
(Do it again) one more time...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Parque Temático revive tradição das tosquias

Iniciativa foi testemunhada por três centenas de turistas








O Parque Temático da Madeira reviveu ontem a tradição das tosquias de ovelhas, numa inicitiva promocional testemunhada por turistas e visitantes locais daquela infra-estrutura construída pela Vice-presidência do Governo Regional.
O processo de tosquia realizou-se como manda a tradição com tesoura, à verdadeira moda antiga e foi acompanhado pelo “Grupo Cantares Tradicionais da Ilha da Madeira”, que através da sua actuação animaram os visitantes.
Após a campanha promocional desta iniciativa junto das agências de viagens regionais e nacionais, o Parque Temático da Madeira, recebeu muitas marcações, que quiseram oferecer aos seus clientes uma experiência diferente e inesquecível.
Segundo a direcção do parque, cerca de três centenas de turistas assistiram às tosquias ao vivo, mostrando-se agradados com o espectáculo que para a maioria era desconhecido, aproveitando a oportunidade para registar quer em fotografias quer em filmagens toda a actividade.
A organização contou com a ajuda de pastores do concelho, que tiveram também a iniciativa de abordar o Parque Temático da Madeira para a concretização desta actividade, repetindo assim a acção realizada no ano passado.
O processo de tosquia serviu também de alavanca para um outro processo artesanal. Todos os visitantes tiveram oportunidade de apreciar a qualidade da lã virgem extraída, bem como assistir ao manuseamento da mesma pela artesã num dos ateliers do parque.
Face ao sucesso do evento, é pretensão da direcção do Parque Temático da Madeira manter a 10 de Junho as tosquias de ovelhas, que, por força maior, tem vindo a perder preponderância com o passar dos tempos.




Jornal da Madeira

XIV Edição da Festa das Tosquias.


Junta e criadores dizem que o espaço de pastoreio é cada vez menor
Tradição das tosquias “teimará” em manter-se















Mais de trinta criadores de gado com um total de cerca de 300 ovelhas, reuniram-se, ontem, na XIV Edição da Festa das Tosquias, uma iniciativa que decorreu, durante todo o dia, na Ribeira dos Boieiros, freguesia da Camacha.
Pelas 10 horas, já o rebalho se encontrava no local da festa, onde acturam a banda paroquial de São Lourenço, o grupo folclórico da Boa Esperança e Jorge Canha.
O presidente da Junta de Freguesia da Camacha, Francisco Mota, disse ao JORNAL da MADEIRA que enquanto for possível manter ali aquele rebanho, o órgão de poder local a que preside estará sempre disponível para colaborar e manter a tradição das tosquias.
«Sentimos que os espaços para pastoreio são cada vez menores», admitiu o presidente da Junta de Freguesia da Camacha.
No entender de Francisco Mota, o rebanho que ali faz as tosquias está devidamente ordenado mas os criadores estão a perder espaço, situação que ultrapassa as competências da Junta de Freguesia da Camacha, a qual não sabe quais poderão ser as soluções para o futuro.
No que toca à Festa das Tosquias, Francisco Mota disse registar, com agrado, o entusiasmo da parte das pessoas em participar no evento que é organizado pela Junta de Freguesia da Camacha e que conta com os apoios da Casa do Povo da Camacha, da Cooperativa de Gado das Serras do Poiso, da Direcção Regional de Florestas, da Câmara Municipal de Santa Cruz e da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais.
«Ano após ano, há cada vez mais pessoas a deslocarem-se cá cima», assegura Francisco Mota.
O objectivo da Festa das Tosquias é o de demonstrar «às gerações vindouras, o quanto esta actividade é importante para os criadores de gado». Segundo Francisco Mota, há ainda algumas pessoas na freguesia da Camacha que trabalham com artigos de lã de ovelha. O que estas transmitem é que «há ainda encomendas de peças de vestuário, sobretudo da parte dos grupos de folclore».
«Queremos que a Camacha faça algo por esta actividade», defendeu o presidente da Junta de freguesia da Camacha. Aquele responsável recordou que, todos os anos, e com o apoio do repórter fotográfico Duarte Gomes, realiza-se uma exposição de fotografia. “Tosquias, festa e arte” é o tema de uma edição que foi lançada, assim como está a ser elaborado um livro sobre os barretes de lã e que terá o apoio do Município da Cultura.
António “Borracheiro”, nome porque é mais conhecido, diz ser criador de gado desde pequeno.
«Este ano, trago aqui 50 cabeças de gado», frisa o criador.
Questionado sobre a importância da Festa das Tosquias para os criadores de gado, António “Borracheiro” diz que é um gosto como aqueles que «as pessoas têm pela bola».
«Para mim, isto é um desporto. E acho que a festa é importante para divulgar a nossa tradição. Antigamente, só nesta festa, tínhamos cerca de duas mil ovelhas. Actualmente, não temos mais do que 300», sublinhou António “Borracheiro”, o qual teme que a criação de gado desapareça.
«A gente vê isto tudo acabar. Se não deixarem criar a gente vai ter de acabar», lamenta.
«Enquanto eu puder, vou ter gado e trazê-lo à festa», assegura António “Borracheiro”.
Quanto às maiores dificuldades para a criação de gado, António “Borracheiro” diz que os principais inimigos são o Inverno e os cães que matam muitas ovelhas.




Jornal da Madeira

Lagoa do santo recuperada até 2011

Secretaria do Ambiente mantém aposta no sector da água agrícola. Só em obras recentes e em curso foram investidos 22 milhões de euros





Até ao final do próximo mês de Julho, a Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais pretende lançar o concurso público com vista à obra de recuperação da Lagoa do Santo da Serra.

O secretário regional, Manuel António Correia, disse ao DIÁRIO que o objectivo é que a obra fique concluída já durante o próximo ano. Segundo explica o governante, a lagoa do Santo tem uma capacidade para armazenar 800 mil metros cúbicos de água. Porém, devido ao mau funcionamento e a dificuldades estruturais, a utilização efectiva não ultrapassa os 200 mil metros cúbicos.

"A recuperação vai devolver à lagoa a sua capacidade original, quadruplicando a actual capacidade efectiva de armazenamento", acrescenta. "Será um importantíssimo reforço das reservas de abastecimento de água para agricultura, em particular da zona Sul Nascente da ilha".
Mas o investimento que o Governo Regional tem feito no sector da água agrícola, sobretudo nos últimos anos, não se esgota na obra que será lançada dentro de um mês.

A aposta no sector tem sido uma das prioridades da Região e, segundo explica o secretário regional, essa prioridade tem razões económicas e sociais. "O Governo quer fomentar o crescimento da agricultura e os agricultores, ao terem acesso à água, têm possibilidade de gerar riqueza e melhorar as suas economias domésticas".

O plano de investimentos ao nível do sector da água agrícola tem sido dividido em duas áreas fundamentais, a do armazenamento e a do transporte da água (vide destaque abaixo).

Em termos de lagoas ou de locais de armazenamento de água agrícola, Manuel António recordou que a recente inauguração da lagoa das Águas Mansas, na zona alta de Santa Cruz. Além desta, "terá início a execução da obra, já em 2010 para estar concluída em 2011, uma lagoa na Portela, que vai servir os concelhos de Machico e de Santa Cruz, e que vai ter capacidade para 100 mil metros cúbicos", acrescentou. Será também durante o próximo ano que vai ficar concluída a Lagoa da Ponta do Pargo.

Com concurso lançado ainda este ano haverá ainda uma outra lagoa, desta feita no sítio do Juncal, Paul da Serra.
O secretário regional acrescenta ainda que só as obras que foram recentemente concluídas no sector da água agrícola e aquelas que estão já em curso (sem considerar investimentos futuros como o da Lagoa do Santo da Serra), correspondem a cerca de 22 milhões de euros de investimento.
O valor comprova como este "é um sector muito enfocado e que continuará a ser uma prioridade do Governo Regional dentro da estratégia de gestão da água, da agricultura e do estímulo ao crescimento agrícola", afirma e garante: "O sector da água agrícola é uma das prioridades para encarar a tal prioridade global que é a água".

Recuperação do Lance sul da levada dos tornos vai custar 4 milhões




A obra de recuperação do último lance da Levada dos Tornos (lance Sul entre as freguesias de Gaula e Água de Pena) será iniciada em breve.
Manuel António, secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, disse que a obra está actualmente em fase de adjudicação. Será um investimento de quatro milhões de euros, apoiados por fundos europeus.

Além desta empreitada que, o Governo pretende que se inicie ainda este ano, têm se sucedido os investimentos em termos de recuperação dos grandes canais de transporte de água, a outra das grandes 'traves-mestras' no âmbito do plano de investimentos regionais no sector da água agrícola.
Manuel António recorda que recentemente foi recuperada a Levada da Serra do Faial (além do canal de transporte é também uma zona conhecida para passeios pedonais) e está já em curso a recuperação da levada entre a Calheta e a Ponta do Pargo, "cuja primeira fase - da Calheta até aos Prazeres - já foi concluída estando actualmente em execução a recuperação do troço entre os Prazeres e a Ponta do Pargo".

O secretário regional do Ambiente explicou que estão também em curso as obras de recuperação da levada entre a Calheta e a Ponta do Sol e da levada entre Machico e Caniçal.



DN Madeira

Prioridade aos produtos regionais é "urgente"


ALM quer produtos de cá mais consumidos nas cantinas e refeitórios






A Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) quer que os produtos regionais sejam mais consumidos nos serviços públicos, como cantinas e refeitórios da Região Autónoma da Madeira.

Daí, ter já publicado no Jornal Oficial da Região (JORAM) uma resolução, aprovada pelo plenário de deputados, que visa promover algo que, frisam, até à data, tem sido "desvalorizado".

O documento, publicado na I Série do JORAM na quarta-feira passada e assinado pelo presidente da ALRAM, Miguel Mendonça, começa com umas recomendações claras quanto ao objectivo desta resolução.

"Recomenda a promoção do consumo de produtos regionais nas unidades de restauração públicas da Região", justificada no parágrafo seguinte.
"Com a chegada do mercado global, é por vezes menos dispendioso comprar produtos produzidos a uma grande distância, apesar dos custos acrescidos de transporte, acondicionamento, inspecção e outros".

Também justifica-se este diploma pelo facto de "o consumo preferencial de produtos vindos do exterior prejudica a economia regional, não ajuda a escoar os produtos agrícolas produzidos na Madeira - com claro prejuízo para os nossos agricultores - e desvaloriza o esforço de produção de produtos de grande qualidade que, felizmente, abundam neste arquipélago".

Assim, há que tomar "medidas concretas e urgentes que protejam e promovam a produção regional de produtos alimentares e que facilitem o seu escoamento". E as medidas visam dar preferência a estes produtos regionais, que devem ser "consumidos em todas as cantinas ou refeitórios públicos de estabelecimentos dependentes de entidades públicas ou de capitais maioritariamente públicos" na Região.

Também, recomendam ao Governo que actue "no sentido de reforçar o consumo de produtos regionais de qualidade nos refeitórios de escolas, hospitais, lares de terceira idade, centros de convívio, instituições de acolhimento de menores, entre outras", que recebam apoios públicos, pois assim contribuir-se-á para o "objectivo comum de reforçar a nossa economia regional e de revitalizar a produção agrícola de qualidade".

A excepção vai para os casos em que se comprove que a oferta não seja de quantidade e qualidade, nesta ordem, passível de responder à procura, devendo os serviços tentar em quaisquer dos meios de produção - certificados de produção integrada, modo de produção biológico, denominação de origem protegida, indicação geográfica protegida ou protecção integrada - priorizar a agricultura regional. O documento foi aprovado há precisamente um mês.



DN Madeira

Hotéis apostam no turismo de saúde para esbater a sazonalidade (Porto Santo)

Talassoterapia já representa 6% da receita hoteleira





O Porto Santo ainda continua à procura da sua identidade turística. Tido como destino de sol e praia, as condições climáticas adversas durante o Inverno tem levado as entidades e os empresários a procurarem produtos alternativos que atenuem a sazonalidade. Exemplo disso foi a aposta no turismo da saúde e mais recentemente com a construção de um campo de golfe.

No caso da saúde, as apostas do Grupo Ferpinta numa clínica de talassoterapia no Hotel Vila Baleeira e mais recentemente da família de Roberto Monteiro, no Hotel do Porto Santo, acrescentou valor ao destino, embora os primeiros resultados ainda sejam incipientes.

Com doze profissionais afectos à Talassoterapia Baleeira, e área de saúde do hotel é procurada por 25% dos hóspedes do Hotel Vila Baleeira, a que se juntam outras centenas de turistas vindos de outras unidades ou até residentes na ilha.

Marco Ferreira, o director da unidade, reconhece ao DIÁRIO que a "ilha e mesmo o nosso hotel ainda não se afirmou como uma referência do turismo da saúde. E preciso investir mais na promoção", reconhece.

Revelando que a procura pelos tratamentos e serviços prestados pela clínica depende do tempo e da época do ano, Ferreira admite que os clientes de Inverno são os que mais pagam pelo acesso, até porque beneficiam de descontos que podem atingir os 20%.

Para o director do Hotel Vila Baleeira o problema maior do Porto Santo tem a ver com o crescimento da oferta de camas, que são nesta altura excedentárias para a capacidade de transporte aéreo garantido, sobretudo com origem no estrangeiro e em particular os voos não regulares, que são hoje muito menos do que eram no passado.

Para este hotel, os serviços prestados pela clínica de talassoterapia representam já 6% das receitas totais, de aposento, comidas, bebidas e funções (aluguer de salas, festas, etc.), valor que tem vindo a crescer e deixam boas perspectivas em aberto.

Também o Hotel do Porto Santo investiu num Spa que tem como referência os tratamentos com areias quentes, mas que oferece as massagens, os serviços de estética e piscina.

10% dos clientes querem o Spa

Raul Gonçalves, o director da unidade assume que o investimento no turismo de saúde traduz a filosofia dos accionistas, bem como o 'know-how' adquirido ao longo de mais de duas décadas com um estudo desenvolvido pelo investigador madeirense João Batista, que comprovou as qualidade terapêuticas das areias.
Com contratos com operadores noruegueses e ingleses, que trazem à ilha e ao Spa centenas de turistas, o director hoteleiro revela que 30% dos seus clientes procuram este produto específico, sendo claro que a cada mês há mais clientes, com a particularidade de um terço das receitas serem geradas pelos tratamento de areia quente, uma referência do Porto Santo à escala nacional e internacional.

Raul Gonçalves acredita que o turismo de saúde pode assumir-se como uma alavanca da procura pelo Porto Santo no Inverno, um contributo para esbater a sazonalidade pois garante ao turistas uma alternativa em caso de mau tempo.

Por médicos hotel do Porto Santo manda efectuar novo estudo das areias


Desde a década de 90 que o Hotel do Porto Santo tem uma clínica-piloto que tem prestado tratamentos a pacientes acompanhados e monitorizados por equipas médicas e científicas. De acordo com o investigador João Baptista, a areia do Porto Santo "é muito fina e calibrada, com partículas tubulares, permitindo uma grande aderência à pele. Em termos químicos, possuem quantidades de óxido de cálcio e óxido de magnésio e estrôncio acima do normal, quando comparadas com outras areias, elementos extremamente benéficos para a saúde. As propriedades térmicas também são únicas, uma vez que a difusão do calor é alta e a taxa de arrefecimento é baixa. Já a argila bentonítica possui baixa granularidade e abrasividade, boa plasticidade e elevada capacidade de troca catiónica.

É com base em toda esta informação que o Hotel do Porto Santo encomendou outro estudo, desta feita a um grupo de médicos por forma a que estes determinem com maior rigor os efeitos dos tratamentos com areias quentes.



DN Madeira

Centro abre com 12 jovens

Tem capacidade para 48 e vai acolher jovens em conflito com a Lei








O Centro Educativo da Madeira entra em funcionamento ainda no decorrer deste mês e deverá começar com 12 jovens, embora a sua capacidade seja de 48. O internamento de cada jovem em conflito com a lei dependerá sempre do tribunal conforme fez questão de esclacer ontem a directora-geral de Reinserção Social.
Leonor Furtado falava aos jornalistas momentos antes de uma visita guiada às instalações deste Centro Educativo no Caminho do Estreito, Santo da Serra. Um milhão e 500 mil euros foi quanto custou o contrato dos serviços que vão ser prestados em parceria entre a Direcção Geral de Reinserção Social e a União Meridianos de Portugal. As instalações em si custaram cerca de 7 milhões de euros.
Nesta visita, que foi acompanhada por deputados da maioria dos partidos com assento parlamentar na Assembleia Legislativa da Madeira (ALM), Leonor Furtado recordou que aquele Centro Educativo, construído há muito tempo, é um equipamento «precioso» que vai recorrer a execução de medidas de gestão que permitam a execução do internamento de jovens.
«Sugerimos ao Ministério da Justiça, a abertura de um concurso internacional para partilharmos a gestão deste Centro Educativo. O projecto é inovador na medida em que tem duas vertentes: uma é a de garantir a direcção pública. Por outro lado, vamos buscar aquilo que são as mais-valias em termos de organizações não governamentais», disse a directora-geral de Reinserção Social.
«Fomos buscar uma entidade com capacidade económica, experiência em projectos educativos que permitam cumprir aquilo que é o objectivo da execução da medida de internamento», sublinhou Leonor Furtado. Ou seja, que «um jovem que cometeu um facto qualificado como crime não volte a cometê-lo e que se insira de forma digna e responsável na socidade», adiantou.
Sobre a visita que ontem se realizou, Leonor Furtado explicou que o objectivo foi o de proporcionar às entidades regionais, a visão daquilo que vai ser a execução da medida de internamento.
Leonor Furtado não deixou de sublinhar o acolhimento e a cooperação extraordinários da parte das entidades regionais. «Precisamos do apoio de todas as entidades regionais e todos têm revelado a maior abertura», afirmou a directora-geral de Reinserção Social, a qual agradeceu esta posição.
«Não é fácil gerir um Centro Educativo», admitiu Leonor Furtado.

Centro Educativo vai estar aberto às famílias

Assim que surgiu a notícia de que iria abrir um Centro Educativo no Caminho do Estreito, no Santo da Serra, os moradores da zona deram início à recolha de assinaturas para contestar esta obra.
Leonor Furtado disse ter conhecimento dessa iniciativa que surgiu na altura em que se avançou com a notícia da criação desta instituição. No entanto, a «nossa política, neste projecto desta entidade, pretendemos abrir as portas à comunidade», referiu.
«As famílias poderão visitar o espaço como vamos fazer» convosco, sublinhou Leonor Furtado em declarações prestadas à comunicação social, momentos antes da visita às instalações deste Centro Educativo que vai ser gerido, em parceria, pela Direcção Geral de Reinserção Social (enquanto responsável pelas políticas de prevenção criminal) e pela União Meridianos Portugal.
Nestas instalações, deverão ser internados, por ordem do Tribunal, jovens com idades compreendidas entre os 12 e os 16 anos. O que não implica que não possam ali ficar jovens com mais idade, conforme for o entendimento do Tribunal.
A data da inauguração deste espaço vai ser divulgada posteriormente, conforme referiu Leonor Furtado.


Jornal da Madeira

Visão da Marinha mantém “Cuanza” no activo

O navio Cuanza já tem quarenta anos mas ainda permanece ao serviço da Marinha








O N.R.P. “Cuanza” já soma quatro décadas ao serviço da Marinha portuguesa, uma efeméride que foi assinalada ontem na presença do governante Brazão de Castro. O secretário com a tutela dos Recursos Humanos referiu que esta é «uma data de muito significado para a Marinha e em especial para este navio, que por várias vezes tem vindo a prestar serviço na nossa Região Autónoma». Enaltecendo o serviço de muito valor levado a cabo por esta embarcação, «designadamente, a presença dos vigilantes nas Selvagens e nas Desertas, e em particular, a salvaguarda da vida no mar», Brazão de Castro parabenizou a Marinha e os militares que guarnecem o Cuanza, porque «as missões têm sido conseguidas com muito garbo».
Um aniversário em que também marcou presença o Comandante da Zona Marítima da Madeira (ZMM), que elogiou as capacidades de planeamento, manutenção e qualidade dos Recursos Humanos na Marinha.
Segundo Amaral Frazão, «uma Marinha que opera navios por longos períodos, como quarenta anos, é porque é capaz de concretizar algo complexo e exigente, logo não é forçosamente uma Marinha menos apta do que outras que operam meios mais recentes».
O Comandante da ZMM frisou ainda que se «o N.R.P. “Cuanza” chega ao tempo presente, apto a prosseguir as suas missões, não é fruto do acaso nem resultado de improvisos. É porque a visão estratégica definida para a Marinha, assente e orientada por objectivos genéricos, estruturais e operacionais, que se articulam entre si, permite ganhar ganhos de eficiência e vantagem competitiva, apesar das condicionantes expostas e impostas pela conjuntura externa», rematou.
Antes, o Comandante do “Cuanza” fez um breve discurso sobre a história da embarcação, que é o quinto de dez navios patrulhas da classe “Cacine”, e foi construído nos Estaleiros Navais do Mondego e aumentado ao Efectivos dos Navios da Armada em 4 de Junho de 1970.
O Capitão Tenente Carlos da Cruz explicou também que a embarcação foi baptizada com o nome do maior rio de Angola, tendo sido construída para navegar nos rios e mares das ex-províncias portuguesas em África.
Carlos da Cruz salientou que o N.R.P. “Cuanza” tem mantido «um elevado empenhamento operacional, comprovando que a idade não é sinónimo de inoperância, nem desculpa para que as missões não sejam cabalmente cumpridas».
Ao invés, garantiu, «o nosso navio permanece vivo e pronto para continuar a sulcar os mares enquanto fôr essa a nossa missão».



Jornal da Madeira

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Andamento da Construção do novo Ferry que fara a Ligação Canarias/Funchal/Portimão

Vai charmar-se Volcán del Teide e tera este nome em Homenagem ao Vulcão mais alto de Canarias (Teide)


Sera lançado a água em 15 de Julho as 19.30









(Fotos tiradas no dia 7 de Junho por Alfredo Campos Brandon)

A vida no Campo Antigamente

Buddy Holly - True Love Ways




Lyrics/Letra

Just you know why
why you and I
will by and by
know true love ways

Sometimes we'll sigh
sometimes we'll cry
but you'll know why
just you and I
know true love ways

Throughout the days
those true love ways
will bring us joys to share
with those who really care

Sometimes we'll sigh
sometimes we'll cry
but you'll know why
just you and I
know true love ways

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Recuperação continua

Madeira ainda não recebeu apoios do Estado e da União Europeia, mas fica a garantia












O vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, acompanhado pelo secretário regional do Equipamento Social, visitou ontem algumas zonas do concelho de Santa Cruz onde decorrem obras de canalização de ribeiras.
Os governantes interaram-se das intervenções em curso no Ribeiro Serrão, na freguesia da Camacha, e nas Eiras, no Caniço, zonas fortemente afectadas pelo temporal de 20 de Fevereiro.
No final do périplo, João Cunha e Silva, destacou que, mesmo sem as verbas previstas na Lei de Meios que ainda não foi promulgada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, e do Fundo de Solidariedade da União Europeia «as obras de recuperação vão continuar».

Tudo a funcionar na base de confiança com empreiteiros

O governante salientou o esforço desenvolvido pelo Governo Regional que, decorridos mais de três meses, «ainda sem receber um tostão, nem da União Europeia, nem do Estado, a não ser aqueles dinheiros de solidariedade que não são esses que serão utilizados na reconstrução porque são manifestamente insuficientes».
Questionado sobre o esforço dos empreiteiros que estão no terreno a executar a obra, Cunha e Silva referiu que «tudo isto está a funcionar na base da confiança», acrescentando que «também é bom para os empresários que não tinham trabalho e têm confiança no Governo de que haverá soluções financeiras para resolver estas questões colocadas na sequência do temporal».
Nesse sentido, realçou que quanto mais depressa for promulgada a Lei de Meios, mais célere será todo o processo de recuperação, lamentando o excesso de burocracia «a começar pela União Europeia, acabando em Portugal».

Plano de recuperação sem olhar ao interesse particular

O vice-presidente reiterou a ideia de que o plano de recuperação estabelecido será em benefício colectivo e não por interesses particulares. «As pessoas não podem continuar a correr perigos e nós temos de ter em atenção que a vida colectiva é mais importante do que a de cada um», reforçou João Cunha e Silva, acrescentando: «Enquanto não nos convencermos disto, dificilmente encontraremos o caminho certo. Não vamos hesitar porque o importante é a salvaguarda da vida das pessoas e dos seus bens e o que tiver de ser feito assim será».
Em declarações aos jornalistas no sítio das Eiras, numa zona de crescimento urbano acentuado, que provocou o estrangulamento dos cursos de água, Cunha e Silva foi peremptório: «Aqui vai ser preciso alargar este ribeiro para que ele corra normalmente e para que a água encontre caminho, sem ser através das casas, destruíndo habitações».
O vice-presidente do Governo, responsável pelo acompanhamento da recuperação da Madeira, referiu que as obras em curso «são de urgência e absolutamente necessárias que se impunham depois do temporal».
Na freguesia do Caniço, no sítio das Eiras, Cunha e Silva visitou as obras de canalização do ribeiro que transbordou para as casas, danificando algumas habitações e dezenas de viaturas. «Aqui pode-se verificar a dificuldade que as águas encontraram em zonas entupidas e com pouca largura e dimensão e que tem de ser alargada. Essa decisão está tomada e vai acontecer», garantiu.

Prioridade continua a ser o realojamento das pessoas

A visita começou no sítio do Ribeiro Serrão, na Camacha, onde prosseguem os trabalhos de melhoramento e alargamento das ribeiras, garantindo a segurança dos residentes daquela zona.
À saída, João Cunha e Silva foi abordado por um munícipe que se queixou de, após três meses, ainda continuar a morar em casa de familiares, visto que a sua habitação ter ficado destruída pelo mau tempo. O vice-presidente garantiu que a prioridade da acção do Governo Regional mantém-se no realojamento das pessoas e na recuperação das casas afectadas, mas que essa acção será incrementada quando forem disponibilizadas as verbas do Estado e da União Europeia.
«Devo dizer que dos 90 casos que temos no concelho de Santa Cruz, 60 são na freguesia da Camacha, sendo que destes, metade terão de ser novas habitações e as restantes são para a sua recuperação. Há ainda mais 30 casos espalhados por Santa Cruz dos dois tipos, umas irrecuperáveis e outras possíveis recuperar», esclareceu.
O Governo Regional continua a aguardar a promulgação da Lei de Meios por parte do Presidente da República. «Logo que isso aconteça e logo que nos chegue o dinheiro do Instituto de Habitação essa verba será para a recuperação da casa das pessoas afectadas», garantiu João Cunha e Silva. «Vamos realojar toda a gente que comprovadamente ficou sem casa no temporal».

Investimento realizado ainda não está contabilizado

João Cunha e Silva ainda não tem contabilizado o investimento já realizado na canalização das ribeiras desde o temporal. «Todos os dias temos de encontrar soluções urgentes e essa contabildiade não pode ser feita porque o trabalho ainda não está acabado, é contínuo e o Equipamento Social está a fazer contas face ao plafond que não pode ser ultrapassado», esclareceu.



Jornal da Madeira

Grupo Parlamentar visitou Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos dos Viveiros







O Grupo Parlamentar do PSD visitou ontem a Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos do Funchal, onde pôde constatar, «com grande satisfação», o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal do Funchal em termos de reciclagem e tratamentos de lixos.
Após uma visita que contou com a presença do presidente e do vereador do Ambiente da autarquia funchalense, o deputado Jaime Filipe Ramos enalteceu, em declarações aos jornalistas, o pioneirismo da edilidade, demonstrado com a abertura da Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos dos Viveiros e com a política de reciclagem que coloca o Funchal no topo das cidades com maior percentagem nesta área. É a cidade que mais recicla no país, com 26,2 por cento, enquanto que «Lisboa, por exemplo, tem uma taxa de 7 por cento», apontou.
Os valores revelam, sublinhou, «o trabalho sério e honesto de toda esta equipa do Ambiente da Câmara que, ao longo dos últimos anos, tem vindo a brindar o Funchal com uma política ambiental que leva a que tenha tido vários prémios e que seja hoje uma referência nacional e europeia».
Tendo na memória os acontecimentos de 20 de Fevereiro, o parlamentar social-democrata salientou que «há que realçar os melhores aspectos que o Funchal tem em matéria ambiental. Continua a ser uma cidade limpa, agradável não só para quem visita mas sobretudo para quem cá vive», sublinhou.
Jaime Filipe Ramos lembrou ainda a existência de 470 ecopontos no Funchal, que têm ajudado o município a manter os níveis de reciclagem, numa óptica de descentralização e de aproximação com o cidadão. A recolha selectiva porta-a-porta, medida também iniciada pela autarquia funchalense, tem sido também um sucesso. O grupo parlamentar do PSD elogiou a estação de triagem dos lixos, também nos Viveiros,que tem contribuído para a autarquia saber quem são as empresas e cidadãos que têm ou não contribuído para a protecção do ambiente, procedendo assim à bonificação ou penalização da taxa municipal, consoante o caso.
«É com uma grande satisfação que se vê que há uma grande preocupação na maior cidade da Madeira e, sobretudo, vê-se que há um município que colabora positivamente para a melhoria da imagem da Madeira», concluiu Jaime Filipe Ramos.


Jornal da Madeira