sábado, 12 de junho de 2010

Armas com novo ferry

O novo ferry deste armador será lançado à água já a 15 de Julho












O novo navio ferry do armador canário 'Naviera Armas' que se encontra em construção nos estaleiros espanhóis 'Barreras', será lançado à água no próximo dia 15 de Julho.

O navio chamar-se-á 'Volcán de Teide' e quando entrar ao serviço passará a ser o maior navio da frota do armador canário, graças aos seus 175,7 metros de comprimento e 26,4 de boca (largura).

Ainda segundo informação do construtor, este novo ferry terá capacidade para receber 1.500 passageiros - incluindo tripulação - e cerca de 353 viaturas ligeiras. Ao nível da acomodação dos passageiros, disponibilizará 114 cabines com capacidade para quatro passageiros, quatro cabines duplas, duas cabines destinada a receber deficientes e ainda duas 'penthouse', com capacidade para duas pessoas cada.

O novo ferry está equipado com 4 motores de 8.400 Kw podendo atingir a velocidade de 24 nós.
Quanto à entrada ao serviço do 'Volcán de Teide', tudo aponta que o mesmo aconteça no final deste ano, em finais do mês de Novembro, não estando ainda confirmada a sua presença na Região.

'Volcán de Tijarafe' na Pontinha





De regresso à Madeira está o ferry 'Volcán de Tijarafe'. Procedente do porto de Las Palmas de Gran Canária, tem chegada anunciada ao Funchal para as 8.15 horas. Como sempre acontece, no decorrer desta escala estão programados o embarque de trelas com destino ao porto de Portimão bem como de passageiros e viaturas ligeiras.

Esta sua presença no porto do Funchal prolongar-se-á até às 10.30 horas de hoje, zarpando com destino ao porto de Portimão, onde deverá aportar amanhã às 9 horas. A viagem de regresso ao porto do Funchal terá lugar a partir das 13 horas de amanhã estando a sua chegada anunciada para as 11.30 horas da próxima Segunda-feira.

Como curiosidade refira-se que este ferry realizou a sua primeira escala na Pontinha no dia 14 de Junho de 2008, contabilizando dessa forma, na próxima segunda feira, dois anos efectivos de operação na linha Canárias-Madeira-Portimão.



DN Madeira

O Golden Gate Antigamente

Captain & Tennille - DO THAT TO ME ONE MORE TIME



Lyrics/Letra


Do that to me one more time
Once is never enough with a man like you
Do that to me one more time
I can never get enough of a man like you

Oh kiss me like you just did
Oh baby
Do that to me once again

Pass that by me one more time
Once is never enough for my heart to hear
Tell it to me one more time
I can never hear enough while I've got you here
Say those words again like you just did
Oh baby
Tell it to me once again

Do that to me one more time
Once is never enough with a man like you
Do that to me one more time
I can never get enough of a man like you

Oh kiss me like you just did
Oh baby
Do that to me once again

Oh baby
Do that to me once again
Oh baby
Do that to me one more time

(Do it again) one more time
(Do it again) one more time...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Parque Temático revive tradição das tosquias

Iniciativa foi testemunhada por três centenas de turistas








O Parque Temático da Madeira reviveu ontem a tradição das tosquias de ovelhas, numa inicitiva promocional testemunhada por turistas e visitantes locais daquela infra-estrutura construída pela Vice-presidência do Governo Regional.
O processo de tosquia realizou-se como manda a tradição com tesoura, à verdadeira moda antiga e foi acompanhado pelo “Grupo Cantares Tradicionais da Ilha da Madeira”, que através da sua actuação animaram os visitantes.
Após a campanha promocional desta iniciativa junto das agências de viagens regionais e nacionais, o Parque Temático da Madeira, recebeu muitas marcações, que quiseram oferecer aos seus clientes uma experiência diferente e inesquecível.
Segundo a direcção do parque, cerca de três centenas de turistas assistiram às tosquias ao vivo, mostrando-se agradados com o espectáculo que para a maioria era desconhecido, aproveitando a oportunidade para registar quer em fotografias quer em filmagens toda a actividade.
A organização contou com a ajuda de pastores do concelho, que tiveram também a iniciativa de abordar o Parque Temático da Madeira para a concretização desta actividade, repetindo assim a acção realizada no ano passado.
O processo de tosquia serviu também de alavanca para um outro processo artesanal. Todos os visitantes tiveram oportunidade de apreciar a qualidade da lã virgem extraída, bem como assistir ao manuseamento da mesma pela artesã num dos ateliers do parque.
Face ao sucesso do evento, é pretensão da direcção do Parque Temático da Madeira manter a 10 de Junho as tosquias de ovelhas, que, por força maior, tem vindo a perder preponderância com o passar dos tempos.




Jornal da Madeira

XIV Edição da Festa das Tosquias.


Junta e criadores dizem que o espaço de pastoreio é cada vez menor
Tradição das tosquias “teimará” em manter-se















Mais de trinta criadores de gado com um total de cerca de 300 ovelhas, reuniram-se, ontem, na XIV Edição da Festa das Tosquias, uma iniciativa que decorreu, durante todo o dia, na Ribeira dos Boieiros, freguesia da Camacha.
Pelas 10 horas, já o rebalho se encontrava no local da festa, onde acturam a banda paroquial de São Lourenço, o grupo folclórico da Boa Esperança e Jorge Canha.
O presidente da Junta de Freguesia da Camacha, Francisco Mota, disse ao JORNAL da MADEIRA que enquanto for possível manter ali aquele rebanho, o órgão de poder local a que preside estará sempre disponível para colaborar e manter a tradição das tosquias.
«Sentimos que os espaços para pastoreio são cada vez menores», admitiu o presidente da Junta de Freguesia da Camacha.
No entender de Francisco Mota, o rebanho que ali faz as tosquias está devidamente ordenado mas os criadores estão a perder espaço, situação que ultrapassa as competências da Junta de Freguesia da Camacha, a qual não sabe quais poderão ser as soluções para o futuro.
No que toca à Festa das Tosquias, Francisco Mota disse registar, com agrado, o entusiasmo da parte das pessoas em participar no evento que é organizado pela Junta de Freguesia da Camacha e que conta com os apoios da Casa do Povo da Camacha, da Cooperativa de Gado das Serras do Poiso, da Direcção Regional de Florestas, da Câmara Municipal de Santa Cruz e da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais.
«Ano após ano, há cada vez mais pessoas a deslocarem-se cá cima», assegura Francisco Mota.
O objectivo da Festa das Tosquias é o de demonstrar «às gerações vindouras, o quanto esta actividade é importante para os criadores de gado». Segundo Francisco Mota, há ainda algumas pessoas na freguesia da Camacha que trabalham com artigos de lã de ovelha. O que estas transmitem é que «há ainda encomendas de peças de vestuário, sobretudo da parte dos grupos de folclore».
«Queremos que a Camacha faça algo por esta actividade», defendeu o presidente da Junta de freguesia da Camacha. Aquele responsável recordou que, todos os anos, e com o apoio do repórter fotográfico Duarte Gomes, realiza-se uma exposição de fotografia. “Tosquias, festa e arte” é o tema de uma edição que foi lançada, assim como está a ser elaborado um livro sobre os barretes de lã e que terá o apoio do Município da Cultura.
António “Borracheiro”, nome porque é mais conhecido, diz ser criador de gado desde pequeno.
«Este ano, trago aqui 50 cabeças de gado», frisa o criador.
Questionado sobre a importância da Festa das Tosquias para os criadores de gado, António “Borracheiro” diz que é um gosto como aqueles que «as pessoas têm pela bola».
«Para mim, isto é um desporto. E acho que a festa é importante para divulgar a nossa tradição. Antigamente, só nesta festa, tínhamos cerca de duas mil ovelhas. Actualmente, não temos mais do que 300», sublinhou António “Borracheiro”, o qual teme que a criação de gado desapareça.
«A gente vê isto tudo acabar. Se não deixarem criar a gente vai ter de acabar», lamenta.
«Enquanto eu puder, vou ter gado e trazê-lo à festa», assegura António “Borracheiro”.
Quanto às maiores dificuldades para a criação de gado, António “Borracheiro” diz que os principais inimigos são o Inverno e os cães que matam muitas ovelhas.




Jornal da Madeira

Lagoa do santo recuperada até 2011

Secretaria do Ambiente mantém aposta no sector da água agrícola. Só em obras recentes e em curso foram investidos 22 milhões de euros





Até ao final do próximo mês de Julho, a Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais pretende lançar o concurso público com vista à obra de recuperação da Lagoa do Santo da Serra.

O secretário regional, Manuel António Correia, disse ao DIÁRIO que o objectivo é que a obra fique concluída já durante o próximo ano. Segundo explica o governante, a lagoa do Santo tem uma capacidade para armazenar 800 mil metros cúbicos de água. Porém, devido ao mau funcionamento e a dificuldades estruturais, a utilização efectiva não ultrapassa os 200 mil metros cúbicos.

"A recuperação vai devolver à lagoa a sua capacidade original, quadruplicando a actual capacidade efectiva de armazenamento", acrescenta. "Será um importantíssimo reforço das reservas de abastecimento de água para agricultura, em particular da zona Sul Nascente da ilha".
Mas o investimento que o Governo Regional tem feito no sector da água agrícola, sobretudo nos últimos anos, não se esgota na obra que será lançada dentro de um mês.

A aposta no sector tem sido uma das prioridades da Região e, segundo explica o secretário regional, essa prioridade tem razões económicas e sociais. "O Governo quer fomentar o crescimento da agricultura e os agricultores, ao terem acesso à água, têm possibilidade de gerar riqueza e melhorar as suas economias domésticas".

O plano de investimentos ao nível do sector da água agrícola tem sido dividido em duas áreas fundamentais, a do armazenamento e a do transporte da água (vide destaque abaixo).

Em termos de lagoas ou de locais de armazenamento de água agrícola, Manuel António recordou que a recente inauguração da lagoa das Águas Mansas, na zona alta de Santa Cruz. Além desta, "terá início a execução da obra, já em 2010 para estar concluída em 2011, uma lagoa na Portela, que vai servir os concelhos de Machico e de Santa Cruz, e que vai ter capacidade para 100 mil metros cúbicos", acrescentou. Será também durante o próximo ano que vai ficar concluída a Lagoa da Ponta do Pargo.

Com concurso lançado ainda este ano haverá ainda uma outra lagoa, desta feita no sítio do Juncal, Paul da Serra.
O secretário regional acrescenta ainda que só as obras que foram recentemente concluídas no sector da água agrícola e aquelas que estão já em curso (sem considerar investimentos futuros como o da Lagoa do Santo da Serra), correspondem a cerca de 22 milhões de euros de investimento.
O valor comprova como este "é um sector muito enfocado e que continuará a ser uma prioridade do Governo Regional dentro da estratégia de gestão da água, da agricultura e do estímulo ao crescimento agrícola", afirma e garante: "O sector da água agrícola é uma das prioridades para encarar a tal prioridade global que é a água".

Recuperação do Lance sul da levada dos tornos vai custar 4 milhões




A obra de recuperação do último lance da Levada dos Tornos (lance Sul entre as freguesias de Gaula e Água de Pena) será iniciada em breve.
Manuel António, secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, disse que a obra está actualmente em fase de adjudicação. Será um investimento de quatro milhões de euros, apoiados por fundos europeus.

Além desta empreitada que, o Governo pretende que se inicie ainda este ano, têm se sucedido os investimentos em termos de recuperação dos grandes canais de transporte de água, a outra das grandes 'traves-mestras' no âmbito do plano de investimentos regionais no sector da água agrícola.
Manuel António recorda que recentemente foi recuperada a Levada da Serra do Faial (além do canal de transporte é também uma zona conhecida para passeios pedonais) e está já em curso a recuperação da levada entre a Calheta e a Ponta do Pargo, "cuja primeira fase - da Calheta até aos Prazeres - já foi concluída estando actualmente em execução a recuperação do troço entre os Prazeres e a Ponta do Pargo".

O secretário regional do Ambiente explicou que estão também em curso as obras de recuperação da levada entre a Calheta e a Ponta do Sol e da levada entre Machico e Caniçal.



DN Madeira

Prioridade aos produtos regionais é "urgente"


ALM quer produtos de cá mais consumidos nas cantinas e refeitórios






A Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) quer que os produtos regionais sejam mais consumidos nos serviços públicos, como cantinas e refeitórios da Região Autónoma da Madeira.

Daí, ter já publicado no Jornal Oficial da Região (JORAM) uma resolução, aprovada pelo plenário de deputados, que visa promover algo que, frisam, até à data, tem sido "desvalorizado".

O documento, publicado na I Série do JORAM na quarta-feira passada e assinado pelo presidente da ALRAM, Miguel Mendonça, começa com umas recomendações claras quanto ao objectivo desta resolução.

"Recomenda a promoção do consumo de produtos regionais nas unidades de restauração públicas da Região", justificada no parágrafo seguinte.
"Com a chegada do mercado global, é por vezes menos dispendioso comprar produtos produzidos a uma grande distância, apesar dos custos acrescidos de transporte, acondicionamento, inspecção e outros".

Também justifica-se este diploma pelo facto de "o consumo preferencial de produtos vindos do exterior prejudica a economia regional, não ajuda a escoar os produtos agrícolas produzidos na Madeira - com claro prejuízo para os nossos agricultores - e desvaloriza o esforço de produção de produtos de grande qualidade que, felizmente, abundam neste arquipélago".

Assim, há que tomar "medidas concretas e urgentes que protejam e promovam a produção regional de produtos alimentares e que facilitem o seu escoamento". E as medidas visam dar preferência a estes produtos regionais, que devem ser "consumidos em todas as cantinas ou refeitórios públicos de estabelecimentos dependentes de entidades públicas ou de capitais maioritariamente públicos" na Região.

Também, recomendam ao Governo que actue "no sentido de reforçar o consumo de produtos regionais de qualidade nos refeitórios de escolas, hospitais, lares de terceira idade, centros de convívio, instituições de acolhimento de menores, entre outras", que recebam apoios públicos, pois assim contribuir-se-á para o "objectivo comum de reforçar a nossa economia regional e de revitalizar a produção agrícola de qualidade".

A excepção vai para os casos em que se comprove que a oferta não seja de quantidade e qualidade, nesta ordem, passível de responder à procura, devendo os serviços tentar em quaisquer dos meios de produção - certificados de produção integrada, modo de produção biológico, denominação de origem protegida, indicação geográfica protegida ou protecção integrada - priorizar a agricultura regional. O documento foi aprovado há precisamente um mês.



DN Madeira