sábado, 29 de maio de 2010

The Osmonds - Love Me For A Reason




Lyrics/Letra


Girl when you hold me
How you control me
You bend and you fold me
Any way you please

It must be easy for you
To love the things that you do
But just a pastime for you
I could never be

And I never know, girl
If I should stay or go
Cos the games that you play
Keep driving me away...
Don't love me for fun, girl
Let me be the one, girl
Love Me For a Reason
Let the reason be love
Don't love me for fun, girl
Let me be the one, girl
Love Me For a Reason
Let the reason be love

Kisses and caresses
Are only minor tests, babe
Of love turned to stresses
Between a woman and a man
So if love everlasting
Isn't what you're asking
I'll have to pass, girl
I'm proud to take a stand

I can't continue guessing
Because it's only messing
With my pride, and my mind
So write down this time to time

Don't love me for fun, girl
Let me be the one, girl
Love Me For a Reason
Let the reason be love
Don't love me for fun, girl
Let me be the one, girl
Love Me For a Reason
Let the reason be love

I'm just a little old-fashioned
It takes more than a physical attraction
My initial reaction is
Honey give me a love
Not a fascimile of

Don't love me for fun, girl
Let me be the one, girl
Love Me For a Reason
Let the reason be love
Don't love me for fun, girl
Let me be the one, girl
Love Me For a Reason
Let the reason be love
(Repeat to fade)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Planos do Castanheiro e Vila Giorgi aprovados

Reunião pública demorou cerca de seis horas consecutivas





A Câmara Municipal do Funchal aprovou ontem o Plano de Revitalização do Castanheiro. Trata-se, segundo o vice-presidente da autarquia, Bruno Pereira, de um plano de urbanização que engloba todo o quarteirão delimitado pelas ruas de São Pedro, das Pretas, Câmara Pestana e do Castanheiro.
Bruno Pereira revelou que na reunião que durou cerca de seis horas, foram aceites pela autarquia seis das cerca de 70 propostas e recomendações recebidas durante o período de discussão pública.
O plano que será votado na próxima Assembleia Municipal do Funchal, visa revitalizar toda aquela zona, com três vocações, designadamente a habitação, a vertente hoteleira e o comércio e serviços. Prevê ainda, segundo Bruno Pereira, contempla a construção de uma praça central e a construção de 150 estacionamentos.




Também ontem a Câmara Municipal do Funchal aprovou o Plano de Pormenor Vila Giorgi, compreendido entre a Rua da Carreira, Rua do Quebra Costas, Rua das Cruzes, Calçada de Santa Clara e Rua da Mouraria, sendo este o primeiro de iniciativa privada.
Na reunião pública, participada por dezenas de pessoas que se dirigiram à Câmara com intuito de saberem o ponto de situação dos problemas causados pelo temporal de 20 de Fevereiro, foi ainda aprovado .
Bruno Pereira garantiu que todos os casos de realojamento estão a ser tratados, mas esclareu que a autarquia aguarda a execução da Lei de Meios aprovada na passada semana na Assembleia da República para poder cumprir com outras obrigações ao nível das acessibilidades.



Jornal da Madeira

Exposição promove Madeira em Faro

Com peças gigantes alusivas à cultura Madeirense







Uma exposição dedicada à Madeira está patente em Faro até ao próximo dia 30 de Maio, mais precisamente no Parque da Pontinha, na Rua Central de Santo António, em complemento ao Workshop que a Madeira realizou nesta cidade no passado dia 19 de Maio.
Estas peças, que já estiveram em exposição na cidade do Porto, retratam alguns elementos tradicionais da cultura Madeirense como a bota, a carapuça e o brinquinho madeirense. Com cerca de quatro metros de altura, têm por objectivo despertar a curiosidade do público e estabelecer uma ligação à Região Autónoma, tornando-a mais próxima. Também no passado dia 16 de Maio, um grupo cénico envergando trajes típicos da Madeira circulou no Centro Comercial Fórum Algarve, proporcionando um espectáculo Flashmob/Happening.
Todas estas acções serviram de complemento à promoção que a Secretaria Regional do Turismo e Transportes desenvolveu em Faro, na passada semana.
De facto, e tal como aconteceu no Porto, o Workshop conseguiu reunir dezenas de agentes do sector que se mostraram interessados no produto Madeira e nas novas acessibilidades de transporte que passarão a colocar o nosso destino ainda mais próximo do sul do país. Neste âmbito está o voo da SATA que se inicia a 18 de Junho e que se manterá até 13 de Setembro, duas vezes por semana, às segundas e sextas-feiras, de Faro para o Funchal.
Para além da ligação aérea, foi muito importante reforçar, nesta ocasião, a divulgação da ligação regular maritima já existente entre Portimão e Funchal, mais uma alternativa para quem se queira deslocar até nós.



Jornal da Madeira

Festival do Atlântico nos dias 5, 12, 19 e 26 de Junho

Fogo-de-artifício só com empresas nacionais






O Festival do Atlântico é apresentado hoje em conferência de imprensa por Conceição Estudante, secretária regional do Turismo e Transportes. No entanto, o evento, que associa a animação à cultura, já foi colocado por estes dias no site oficial do Turismo.
Em termos concretos, o evento integra três componentes artísticas: o Festival de música da Madeira, o Concurso nacional de fogo-de-artifício e a actuação de bandas filarmónicas, no centro do Funchal.
Numa primeira análise ao programa, vemos mexidas no figurino dos espectáculos de pirotecnia. Não que vão deixar de deitar foguetes mas antes porque este ano a representação dos países dá lugar a empresas nacionais, que apresentarão diversas temáticas.
O concurso internacional de fogo-de-artifício decorre durante todos os sábados do mês de Junho, através de quatro espectáculos de fogo-de-artifício conjugados com a música.
Assim, para este ano, segundo o programa que consta da referida página do Turismo da Madeira, o Festival do Atlântico começa na sexta-feira, dia quatro de Junho, com a inauguração, pelas 18 horas, de uma exposição no Espaço Infoarte da Secretaria Regional do Turismo e Transportes. Mostra a evolução da marca turística do destino Madeira, desde a “Pérola do Atlântico” até ao actual “body. mind.Madeira”.
Neste mesmo dia começa o 31º Festival de Música da Madeira, da responsabilidade da Direcção Regional dos Assuntos Culturais, com um concerto pelas 21.30 horas na Igreja do Colégio, por Gli Incogniti.

O primeiro espectáculo
“Madeira nome de flor”


No dia seguinte é a vez do primeiro fogo-de-artifício que, tal como nos sábados seguintes será no molhe exterior do Porto do Funchal e sempre às 22.30 horas. O espectáculo piromusical terá como tema “Emoções de Cores e Luz”, e é da responsabilidade da Empresa Pirotecnia Minhota.
No sábado seguinte, dia 12, terá como tema “Magia no Ar”, e será da responsabilidade da Empresa HC & Filhos, Lda.
A 19 de Junho, o espectáculo terá como tema “Madeira, nome de flor” e será uma produção da Empresa Luso Pirotecnia.
Finalmente, no dia 26, terá como tema “Encantos”, e será da responsabilidade da Empresa Macedos Pirotecnia, Lda.
Em relação ao Festival de Música da Madeira terá os seguintes momentos.
No dia 5, pelas 18 horas, concerto no Teatro Municipal Baltazar Dias, pelo Ensemble XXI. E, das 21 às 22 horas e das 23 às 0.30 horas, está marcado o espectáculo musical de início de Verão, à entrada do cais da cidade, pela Orquestra Ligeira da Madeira, evento que volta a acontecer nos sábados seguintes.
No dia 6, pelas 17 horas, haverá Bailado Maiorca sobre 24 prelúdios de Chopin, noCentro das Artes - Casa das Mudas, na Calheta, pela Companhia Paulo Ribeiro, com colaboração de Pedro Burmester.
No dia 7, pelas 21.30 horas haverá Concerto de piano no Teatro Municipal Baltazar Dias, por Pedro Burmester.
No dia 8, pelas 21.30 horas, haverá Concerto de órgão na Igreja do Colégio, por Gustav Leonhardt.
No dia 9, pelas 21.30 horas, haverá Concerto na Igreja e Convento de Santa Clara, pelo Ligeriana.
No dia 10, pelas 21.30 horas, haverá Concerto no Teatro Municipal Baltazar Dias, por Daud Khan Ensemble.
No dia 11, pelas 21.30 horas, haverá Concerto no Teatro Municipal Baltazar Dias, pelo Vienna Mozart Trio.
No dia 12, pelas 18 horas, haverá Concerto no Teatro Municipal Baltazar Dias, pelo Quinteto Drumond de Vasconcelos.
No dia 13, pelas 17 horas, haverá o bailado “Electra” no Centro das Artes - Casa das Mudas, pela Companhia Olga Roriz.
Entre os dias 14 e 26, está agendado o “Classic Motor Show”, com uma mostra do automóvel antigo e clássico nas placas centrais da Avenida Arriaga da Sé Catedral até ao Teatro Municipal assim como uma mostra de motas antigas e clássicas no Largo da Restauração.
Entre as 16 e 21 horas do dia 14 haverá ainda tempo para a actuação de bandaa filarmónicas.
Para o dia 18 está marcada a abertura dos Altares de São João, com animação. Prolongam-se até 26 de Junho na Rua da Figueira Preta, Rua da Conceição, Travessa dos Reis, Praça do Carmo e Rua da Cooperativa.
A 23 de Junho, pelas 21 horas, será a vez das Marchas de São João, cujo percurso para a cidade do Funchal será Igreja de São Pedro, Rua das Pretas, Rua da Carreira e Rua de São João.
De 23 a25 de Junho irá decorrer a 23ª Volta à Madeira - Classic Rally 2010.
No dia 21, entre as 16 e as 21 horas, haverá actuação de banda filarmónica na baixa citadina. As festas encerram a 26.



Jornal da Madeira

Grande homenagem a Max em Outubro

Núcleo formado pelos fadistas Carlos Amaral e Manuela Nobre e por Rogério Sousa





Maximiano de Sousa, conhecido por todos como Max, receberá no próximo mês de Outubro «a merecida homenagem pública, regional e nacional», por ter sido um dos representantes máximos da canção, do humorismo e do próprio Fado.
As datas do evento “Max-A Grande Homenagem” ainda estão dependentes das entidades nacionais e regionais, mas tudo aponta para a terceira semana do mês de Outubro. Para a realização do programa, foi constituído o Núcleo de Homenagem ao Max que é formado pelos fadistas Carlos Amaral e Manuela Nobre e ainda pelo jurista Rogério Sousa. Este grupo tem como «objectivo o de levar a cabo a grande homenagem à figura de Maximiano de Sousa, o grande Max que, penso eu, como milhares de portugueses, nunca foi homenageado categoricamente e que está esquecido, sendo apenas lembrado com a “Mula da Cooperativa”», lamentou Carlos Amaral.
Para a consagração definitiva da figura de Max, o Núcelo enviou um pedido à Presidência da República para que o artista madeirense seja agraciado, a título póstumo, com uma Ordem Honorífica, «não inferior à que foi entregue à grande diva do fado, Amália Rodrigues». Será ainda solicitado ao representante da República na Madeira, que esta cerimónia de entrega da comenda seja feita no Palácio de São Lourenço.



A colocação de lápides no edifício onde Max nasceu e uma outra onde viveu está no programa de actividades, bem como a deslocalização da estátua do artista situada na Zona Velha da cidade. Carlos Amaral salienta que esta mudança é essencial, porque neste momento não se está a dignificar o artista, «não por culpa do Governo Regional, porque a escultura está esplêndida, mas pela localização, por isso irá ficar à entrada da Zona Velha, junto à muralha, virada para a Rua D. Carlos I». A figura de Max está incontornavelmente ligada àquela zona da cidade, porque foi ali que viveu, trabalhou, começou a vida de artista «e experimentou os primeiros sinais de uma morte desonrosa», pois «o seu povo não o ajudou». Então, acrescentou, «damos uma oportunidade à Região de prestar a mail alta expressão da homenagem», salientou Carlos Amaral.
A iniciativa terá como pontos altos dois espectáculos no Teatro Baltazar Dias com «muitas surpresas», disse Carlos Amaral sem querer adiantar mais. Os eventos serão abertos a convidados e à população em geral, «porque esta homenagem é de todos e para todos e para ele em específico».
Um blog sobre a iniciativa (http://maximianodesousa.wordpress.com) foi ainda criado e foi também solicitado à presidência do Governo Regional um dia de tolerância de ponto ou feriado em honra de Max. Tudo para enaltecer um homem humilde que «pedia licença para cantar e desculpava-se por ter cantado». Assim era Max antes e depois dos seus espectáculos, mas que fez 170 letras sem saber escrever. “Pomba Branca”, como símbolo de liberdade, será o hino deste grande acontecimento.


Jornal da Madeira

Pomba Branca





A Rosinha Dos Limões



Max: um talento ÚNICO

Museu de História Natural vai mexer consigo



















Moderno, didáctico e interactivo. Assim será o futuro Museu de História Natural do Funchal. Um espaço de saber dotado de tecnologia multimédia, qual "nave" do conhecimento necessário ao homem do futuro, norteado pelo desenvolvimento sustentável. Mas também espaço "sagrado" onde o visitante assume compromissos: o de participar numa lógica de "naturalista do futuro", de ser cidadão responsável e embaixador da diversidade biológica, reconhecendo-a como fornecedora de bens e serviços fundamentais para o equilíbrio do planeta e estabilidade da própria espécie humana.

Vários profissionais conceberam o projecto que dá funcionalidade ao edifício que acolhe actualmente o Museu Municipal. Mudaram-lhe a lógica expositiva em nome do conhecimento, a fonte de descoberta da biodiversidade, que tem sido feita por actores notáveis. A viagem ao futuro será um regresso ao passado. Um olhar que contempla o próprio museu ao longo dos tempos, contando pequenas histórias alusivas a equipamentos, taxidermia, espécimes, eventos, expedições científicas e visitantes ilustres. Um olhar sobre o património acumulado e colecções científicas como fonte de informação para o conhecimento e a gestão.

Os visitantes percorrerão oito momentos de excelência (ver destaque). É hora da redescoberta.

O concurso público internacional de concepção para a elaboração do projecto de remodelação do Museu Municipal mobilizou mais de duas de dezenas de interessados. O atelier madeirense MSB levou a melhor sobre a concorrência, muita dela de vulto. Cabe-lhe agora desenvolver o projecto de execução mais aprofundado para que a Câmara ponha em marcha a empreitada de remodelação.

Os vencedores exibem o primeiro lugar com orgulho. Concorreram por múltiplas razões, bem mais importantes do que o negócio. "Não foi apenas o prestígio que nos fez aceitar o desafio de participar num concurso internacional. Foi também a admiração por um dos mais belos edifícios do século XVIII que a cidade do Funchal guarda em si, e que nos toca de uma forma muito especial. O nosso atelier sede está mesmo localizado no lado oposto da rua ao magnífico edifício que, outrora, foi a casa nobre dos Carvalhais, e onde presentemente funciona o Museu Municipal do Funchal. Sendo o mais visitado museu da Madeira e um dos mais apreciados na Região, foi para nós um agradável desafio criar uma solução museológica que coloca o Museu a par dos melhores, independentemente da sua dimensão".

Miguel Mallaguerra, Susana Jesus e Bruno Martins assumem "o sentido da responsabilidade de transmitir o conhecimento adquirido e o gosto por poder beneficiar claramente um espaço onde o nosso entendimento fosse de encontro aos objectivos dos promotores". "Estávamos convictos que tínhamos a obrigação de criar um projecto museológico inovador, suportado por um edifício carregado de história", frisam.

Os arquitectos estão convictos que há vários aspectos decisivos na vitória. "Em primeiro lugar demos a maior importância ao que estava descrito nos termos de referência. Um concurso é feito de várias componentes de concepção e as que respeitam aos aspectos processuais de apresentação também são importantes e por isso lhes demos bastante atenção. O entendimento absoluto dos critérios de selecção, do programa e do espaço a intervir foi fundamental mas, acima de tudo, o que ditou o conceito museológico que apresentámos, foi a compreensão de todos os parâmetros e elementos que se conseguiram extrair dos documentos, a par com o entendimento de tudo aquilo que é a fundamental riqueza do actual museu, e que é obra de dedicados estudiosos, cientistas e artistas, ao longo de muitos anos".

Foi com base neste conhecimento que criaram um percurso museológico. Está sustentado por "intenções científicas, didácticas e plásticas, que em muito foram ao encontro das principais intenções que os promotores pretendiam ver contempladas, a avaliar pelos altos valores de ponderação que conseguimos em todos os critérios de avaliação". A par destes aspectos, destacam a importância da interdisciplinaridade na concepção do projecto ganhador. "Formámos uma equipa de excelentes profissionais. Em curto espaço de tempo reunimos 24 projectistas e 6 consultores que sustentaram de forma brilhante o nosso projecto. A criatividade e o conhecimento trabalharam sempre em conjunto", referem.

Parcerias decisivas

As grandes obras deixam marcas. Em quem as utiliza e delas tira proveito. Mas também em quem as projecta com recurso a grupos de trabalho interdisciplinares. Uma opção que faz a diferença.

Percurso com conteúdo


História do Palácio e da Família Carvalhal Pequena exibição de painéis com informação sobre a história do Palácio de São Pedro e sobre os condes de Carvalhal. Textos, imagens de gravuras alusivas e outras recolhas etnográficas vão dar a conhecer a importância deste edifício, confrontando-o com realidades urbanísticas da cidade, a vida social funchalense ao seu tempo e das instituições que tão distinto edifício albergou em mais de dois séculos de história.

Origem e evolução geológica da Madeira Enquadra o visitante com a informação de base sobre a natureza geológica do arquipélago, desde a origem, atlântica e vulcânica, associada à tectónica de placas, à posição geográfica passando pelo relevo geomorfologia, mineralogia e paleontologia, contextualizando afinal o "palco", cenário e tempo geológico onde acontece, desde a formação do arquipélago, a História Natural do mesmo.

Simulador geológico No contexto da origem e evolução geológica do arquipélago será proporcionada ao visitante uma experiência em ambiente de simulação mecânica, visual, sonora e aromática, para que possa estar e sentir a vulcanologia associada à formação do arquipélago.

A vida nas ilhas Nesta sala pretende-se ilustrar os principais processos relacionados com a colonização biológica do arquipélago, aproveitando para incluir aspectos ligados aos processos de dispersão e colonização das diferentes formas de vida - autónoma ou dependente de veículos naturais, bem como a sua relação com a origem biogeográfica e a importância que o acaso possui neste processos de colonização e na sucessão ecológica.

O ambiente terrestre Dá a imagem do resultado da colonização biótica (ao nível terrestre) e da sua evolução em termos da composição de unidades ecológicas - habitats, ecossistemas e espécies, típicas da Madeira. O ambiente marinho Sala dedicada ao ambiente marinho numa proposta que conduz o visitante, ao longo do percurso, a uma visita que se inicia no litoral e percorre os diferentes tipos de "habitats" marinhos, desde a zona supra-litoral até às profundidades abissais.

A conservação da natureza e biodiversidade A temática geral desta sala é a de dar a conhecer o estado de conservação das espécies e ecossistemas que compõem a biodiversidade da Região.

O naturalista do futuro O visitante é colocado num contexto em que se compromete, por via das boas práticas ambientais em não contribuir para a perda de biodiversidade e, caso o pretenda, habilita-se a participar directamente em projectos de conservação a realizar ou em curso na Madeira, inscrevendo-se desde logo no mesmo e dando conta das acções que pode e pretende realizar.

O papel dos Museus de História Natural Em complemento quem visitar o espaço também a conhecer e reconhecer o papel dos Museus de História Natural no conhecimento da diversidade biológica ao longo dos tempos, as actividades desenvolvidas por estas instituições e os projectos mais relevantes em curso no Museu.

Tecnologias interactivas

Fogscreen Trata-se de um ecrã de nevoeiro onde personagens históricas convidam a entrar no Museu. O FogScreen, tecnologia patenteada e única no Mundo, é uma projecção interactiva que os visitantes podem atravessar, sendo uma espécie de holograma mas com a dimensão de se poder colocar a mão e atravessá-lo.

Maquete da Madeira Permite descobrir o enquadramento geotectónico da Madeira através de simples botões e da ilustração dos conceitos chave: para cada botão, existe uma configuração luminosa e texto que acende e explica historicamente a geotecnia do arquipélago.

kiosk Explica a separação das placas tectónicas e da dorsal da costa média Atlântica.

Fundos marinhos em 3D Uma forma mágica de visualizar o fundo do oceano em 3D. Consiste num piso interactivo, sob a forma de uma projecção contendo vários hot-spots: zonas do piso que, consoante a localização dos pés do visitante, despoletam animações relativas a um determinado aspecto do fundo oceânico madeirense, ilustrado em 3D.

Levada digital Sequência de vários ecrãs, com imagem de água a correr, em diferentes tipos de levada, a que se junta som adequado.

Ecrãs multi-toque Uma forma colaborativa e cativante que colocará todos os visitantes a interagir em simultâneo, independentemente da sua idade ou nacionalidade. Permitirá a manipulação de conteúdos relativos à variação da vegetação endémica em função da altitude a que se encontram.

Mesas multi-toque Neste módulo, os visitantes podem colaborativamente aprender mais sobre a biodiversidade e a conservação da natureza.

Arquitectura exige qualidade

O atelier MSB-ARQUITECTURA E PLANEAMENTO foi criado em 2004 pelos arquitectos Miguel Malaguerra, Susana Jesus e Bruno Martins. Em 2007 expandiram a sua actividade até aos Açores, e ainda este ano irão estar representados também em Lisboa.

Os arquitectos MSB produzem projectos e estudos nas áreas de arquitectura, urbanismo, design de interiores e planeamento. Ao longo dos últimos 6 anos, o atelier desenvolveu trabalhos nos sectores da Habitação, Indústria Hoteleira, Equipamentos e Urbanismo.

Quais são os vossos grandes propósitos? A obra produzida mostra um entendimento das características únicas da nossa orografia, promovendo e tirando sempre partido da topografia na criação de objectos arquitectónicos únicos, num registo contemporâneo. Este é o nosso propósito.

Quais as obras com a vossa assinatura? Das nossas obras podemos salientar o SPA "Casa Velha do Palheiro", por se tratar de uma obra numa vertente contemporânea, integrada numa envolvência tradicional; a Adega "Vilhos Barbeito", por ter uma componente funcional muito marcante mas, suportada por um projecto com preocupações estéticas; a Casa Reis Nunes, pela singularidade do lugar e pela forma como este objecto se funde na montanha; o Hotel Ponta do Pargo Resort, em que um programa extenso resulta numa volumetria reduzida, acompanhando a falésia; o Plano de Pormenor "Vilagiorgi", como exemplo de Planeamento Urbano, e o Hotel Belmonte, um projecto em Angola que significa a expansão do atelier para fora de Portugal.

Como analisam a arquitectura que se faz actualmente na Madeira? A Madeira sempre teve boas e más intervenções arquitectónicas ao longo da sua história. Podemos enumerar vários exemplos de arquitectura de excelência assinadas, por exemplo, pelos arquitectos Chorão Ramalho (a Assembleia Regional, o hotel Quinta do Sol e o edifício da Segurança Social) e Oscar Niemeyer (o conjunto do hotel Casino Park ). Esta é uma situação que ainda subsiste.

A realidade orográfica que temos é muito peculiar e tem um elevado grau de influência na concepção dos projectos de arquitectura. Os requisitos que agora se colocam à elaboração de um projecto tendem a ignorar aquela realidade. Mas se é certo que a evolução tecnológica permite moldar as construções de encontro às necessidades, esbarra-se nos impedimentos legais que, por serem demasiado genéricos, ignoram as especificidades físicas do local. O conjunto destas condicionantes mostram incompatibilidades que limitam as soluções arquitectónicas e na maioria dos casos não respondem de forma adequada ao equilíbrio das construções com o terreno. É flagrante, e para os profissionais da arquitectura, que no dia a dia lidam com esta questão, trata-se de um aspecto de relevante importância.

O que importa fazer? Adequar a legislação para que se possam adoçar as construções ao terreno, tirando todo o partido da Natureza em vez de a desfigurar com volumes excessivos ou condicionando as possibilidades de investimento. É uma questão de Planeamento com repercussões alargadas a nível da Economia, e um desafio para os próximos anos.

Os anos que passaram (o fim do século XX), foram marcados por um grande crescendo de construção, muitas vezes pautado por um espírito menos sério e culturalmente questionável que relegou o legado cultural e histórico. Também aqui, e por muitos anos, subsistiu uma legislação que atribuiu competências a profissionais não qualificados para o desempenho de projectos e que resultou numa espécie de cegueira em relação às questões fundamentais do território construído, dos padrões do belo e do equilibrado arquitectónico. Simplicidade, sobriedade e coerência foram adjectivos muitas vezes esquecidos no espírito que estava patente na criação de uma obra arquitectónica.

Mas essa triste realidade mudou? Face ao actual momento económico, regista-se um decrescer de construção, e num contraponto de mudança há agora a consciência de que a arquitectura terá de ser feita em qualidade. Agora mais do que nunca, os técnicos terão de ser inventivos na forma como projectam, tendo em conta aspectos económicos, de sustentabilidade, sem nunca esquecer que estamos a deixar uma marca no território, numa ilha que vive da beleza da sua paisagem, que as novas intervenções deverão ter em conta.




DN Madeira


Fotos:

Grupo quer criar novo olhar sobre a cidade

Revista de arquitectura de Madrid pode vir a dedicar número ao Funchal
Data: 28-05-2010




Um grupo de 14 pessoas quer criar um novo conceito de olhar a cidade, que seja a génese de um exercício de cidadania para o futuro.

O arquitecto Paulo David, o mentor do projecto, explica que a cidade não é apenas propriedade de urbanistas e de políticos. Daí que tenha juntado um grupo que reúne músicos, biólogos, geólogos, gente ligada às artes e à literatura para aquilo que chama "uma degustação da própria cidade".

A primeira vez que o grupo vai reunir é já este Sábado. Será uma espécie de encontro 'marginal' à Feira do Livro, uma 'conversa de esquina' no Teatro Municipal Baltazar Dias, que reunirá 14 pessoas e outros tantos olhares sobre o Funchal.

Paulo David, João Almeida, Filipe Bettencourt, Rui Campos Matos, Melim Mendes, Diana Pimentel, João Baptista, Raimundo Quintal, Francisco Clode, Filipa Abrantes, Maurício, Manuel Biscoito e Roberto Moniz 'inauguram' esta nova forma de olhar a cidade, que Paulo David quer que tenha continuidade como exercício de cidadania.

Diana Pimentel, professora universitária, ensaísta e uma das participantes, refere que "pela primeira vez na vida do Funchal a cidade será olhada, em conjunto, por áreas disciplinares distintas, em vez de visões parcelares e especializadas sobre a realidade urbana". A ideia é pensar como as cidades se formam, crescem e como cada um dos espaços se relaciona entre si. Por exemplo, a relação da rua como espaço de circulação e encontro, ou espaço de arte". Daí que a heterogeneidade do grupo pretenda trazer à discussão "aquilo que todos vivemos diariamente: a cidade".

Funchal em revista




Outra das particularidades deste encontro é que contará com a presença da equipa editorial da revista do Colégio Oficial de Arquitectos de Madrid, da qual Paulo David é assessor internacional em Portugal. A ideia do arquitecto é aproveitar a passagem dos responsáveis da revista para os sensibilizar a dedicarem um número ao Funchal, como o fazem com tantas outras cidades. Isto por entender que a cidade tem histórias e exotismo suficiente para figurar numa revista que tem um olhar subjectivo, incisivo e fora daquela concepção de postal.


DN Madeira