sábado, 3 de abril de 2010

A vida continua...

Serra d'Água e Ribeira da Tabua ainda sofrem mas recuperação está no terreno e pessoas tentam superar





A um ritmo frenético, as máquinas e os homens trabalham na Serra d'Água para repor a normalidade. A estrada provisória, construída no leito da ribeira, com o aproveitamento dos inertes que correram montanha abaixo, veio dar novo ânimo à população e aos comerciantes. Estes últimos tiveram dias «muito parados» e, com a abertura da via, a clientela começava a regressar. Entretanto, a população assiste aos trabalhos em curso enquanto limpa as suas casas.


Um dia de sol, com flores a brotarem das árvores. A Primavera chegava com a sua alegria, com vontade de animar o estado de espírito das pessoas. Ali, na Serra d'Água, o dia era de trabalho, como aliás, têm sido todos os que sucederam ao 20 de Fevereiro. Já com um acesso viário em funcionamento, que aproveitou as pedras que rolaram das montanhas para se estabelecer provisoriamente, enquanto os trabalhadores das obras estão no terreno a resolver os problemas da estrada principal e saneamento básico, aquela freguesia tenta regressar à normalidade.
A estrada que que foi aberta já motivou, no passado fim-de-semana, “excursões” de pessoas até à freguesia “da Poncha”, muitas por curiosidade para ver o que está a ser feito após a destruição e tantas outras para ajudarem o comércio a se restabelecer, através do consumo da famosa bebida, entre outras.
A população assiste à evolução dos trabalhos em curso, ouve constantemente o barulho das máquinas. Há muito por fazer e não há mãos a medir. Com um cenário cinzento à frente de casa, Maria Lurdes Gouveia olhava para as obras que decorriam. «Tem sido sempre assim», diz-nos. A sua casa já está limpa dos entulhos, com a ajuda de maquinarias. Depois de ter passado os primeiros oito dias após o temporal em casa de família, esta senhora regressou ao seu lar. Consciente de que o susto que sofreu vai acompanhá-la para sempre, Maria Lurdes diz, no entanto, que tem esperanças na recuperação da sua freguesia. Lamenta a perda de casas que ali existiam, das suas fazendas e também a este respeito, diz-se esperançada que a Câmara Municipal resolva o problema dos agricultores da Serra d'Água que viram os seus terrenos serem roubados pelos pedregulhos.
Mais acima, perto da escola, da Junta de Freguesia e do Centro de Saúde da Serra d'Água, a normalidade vai entrando pelo comércio adentro. No estabelecimento “Poncha Paulinos”, houve perda de clientes habituais, de pessoas que ainda não regressaram às suas casas. Contudo, têm aparecido pessoas de fora da freguesia, curiosas para ver as estradas. Os trabalhadores das obras também ajudam a compensar, como nos foi referido. Também na “Tasquinha da Poncha”, os «homens das obras» têm sido uma ajuda ao negócio, porque vão tomar um café na hora do almoço, ou outra bebida no final do trabalho. Depois de um mês magro, os comerciantes esperam que a clientela regresse. A recuperação da estrada e, naquele lado em concreto, a abertura da ponte, que aconteceu no último dia 23 de Março, trouxe novo ânimo, porque veio permitir a passagem de carros pelos dois lados. Naquela zona, está também restabelecida a passagem de autocarros.
Teresa Gabriela Jesus vive numa casa acima da ponte. No dia do temporal e dias seguintes, acolheu na sua casa cerca de dez pessoas, para além da sua família. Diz que, com a ponte reconstruída, «está muito mais confortável» viver ali e tentar fazer uma vida normal. Aguardava, no dia da nossa reportagem, pelo restabelecimento da luz pública. Nas casas havia electricidade, mas nas ruas ainda não tinha possível recuperar, pelo menos na zona onde vive. «Mas as coisas estão muito melhores», sublinha.
Outra paragem da nossa reportagem foi na Ribeira da Tabua, cujo acesso está restabelecido. Contudo, e como é estreito e de dois sentidos, há pessoas com medo de conduzir por ali, como nos disse a proprietária de um café, que se queixava do negócio estar fraco. Mas, esclarece, a abertura da via foi muito positivo para aquele sítio, que voltou a estar «próximo» da Ribeira Brava.
Na descida da ribeira da Tabua, uma senhora aproveitava o calor que se fazia sentir para terminar as limpezas dos seus terrenos e de revolver a terra. É tempo de voltar a plantar semilhas, disse-nos. A vida continua.


Vinháticos e Encumeada recuperam clientes
Ocupação nas pousadas começa a crescer


A Pousada dos Vinháticos e a Pousada da Encumeada começam a sentir o regresso à normalidade. Na primeira, e apesar de a taxa de ocupação em Março ser, normalmente, de 70 por cento, na semana de iniciada no dia 22, segunda-feira, estava nos 50 por cento. As duas primeiras semanas após o temporal foram difíceis para esta pousada que se viu sem estrada de acesso automóvel. Por isso, houve cancelamentos de reservas. Um mês depois, «as reservas já começam a aparecer e estamos com uma ocupação de 50 por cento graças a promoções e a reservas de última hora», disse-nos o recepcionista. Os turistas, alemãs e franceses, principalmente, começam a regressar ao norte e demonstram curiosidade sobre o que aconteceu e como as pessoas estão a reagir e a sobreviver.
Na Pousada da Encumeada, estavam, na semana de 22 de Março, hospedadas 30 pessoas. Nesta altura do ano, o habitual são 50. «Pouco a pouco, estamos a voltar à normalidade», garantiram-nos.
Em São Vicente, os estabelecimentos na marginal estavam com algumas mesas ocupadas. E, segundo nos disseram num restaurante, aquele era um dia calmo. Aquele concelho tem recebido diversos visitantes, com a ajuda da estrada provisória na Serra d'Água e do bom tempo.
Na Ribeira Brava, outro lugar de passagem, «se não fosse pela ponte que ruiu, mas que também já abriu, não se dizia que tinha havido temporal», disse-nos um comerciante do centro da vila. Ali, esplanadas e a rua estavam com várias pessoas, entre as quais muitos turistas. A normalidade também se fazia sentir pelo grupo de homens que jogavam ao dominó nos bancos resguardados da marginal. O dia de sol assim o propiciava. O bar da praia da Ribeira Brava estava aberto, apesar de aquela zona não estar ainda totalmente recuperada do temporal. Na Ponta de Sol, turistas e residentes aproveitavam o calor para ocupar a esplanada da marginal ou, simplesmente, para estarem sentados nos bancos, a desfrutar do mar e do sol.


Vive «sozinha, com Deus e os bichinhos” mas no dia 20 de Fevereiro:
Casa de Felismina recebeu 28 «pessoas assustadas»


Felismina Correia Pita vive «com Deus e os meus bichinhos». E adora conversar. Não estranhou a presença do JM nas suas terras. Encontrou-nos quando ia dar de comer às suas «cabrinhas» e, como sente muitas dores nas costas e nos joelhos, «a ajuda veio a calhar» no transporte dos sacos. Fomos ao seu encontro com o objectivo de ouvir da sua boca, aquilo que várias pessoas já tinham comentado: uma senhora com uma casa cor-de-rosa na montanha acolheu 28 pessoas no dia do temporal. Antes, tínhamos falado com Maria Lurdes Gouveia, uma das pessoas que se abrigou na casa da vizinha, depois de ter visto as pedras a rolarem ribeira abaixo, atingindo a churrascaria da sua casa.
Subimos a encosta, com o cenário cinzento das pedras a ilustrar a ribeira e estrada, mas com o verde das nossas montanhas a persistir na paisagem.
Felismina Pita sentou-se num dos muros que protegiam os degraus do seu terreno. «A ribeira estava a descer lá de cima, as pessoas fugiram para aqui senão morriam. Eram cerca de 30 pessoas. Recebi até gente do Funchal, que estava na Serra d'Água». Lembra-se, por exemplo, de «uma família com um bebezinho de dois meses. Estavam todos molhadinhos, coitados». A roupa que tinha em casa foi distribuída pelas pessoas que iam chegando.
«As pessoas estavam muito assustadas. A ribeira estava a comer as casas todas. Nunca me lembro de coisa igual..», conta com uma mão no rosto. O grupo ficou de sábado para domingo. Como não tinha «comida para esta gente toda, os homens foram à lenha» e algumas pessoas foram às suas casas buscar coisas para cozinhar. «Ajudamo-nos uns aos outros», sublinhou. «Eu falo com esta gente toda daqui». Entretanto as pessoas que não conhecia, do Funchal, têm entrado em contacto com esta «heroína». Segundo nos contou, já lhe levaram «leite, mel e outras coisas» de oferta, como sinal de agradecimento.
Com um problema nas costas que a obriga a andar curvada, Felismina Pita explica que, quando era criança, «tinha ido deitar água ao inhame e caí de costas. Como tinha medo de ir para o hospital, disse ao meu pai que não tinha doído, mas doeu muito. Fiquei com a coluna encravada já em pequena». O médico diz-lhe para não pegar em peso. «Mas ando sempre com carga. Tenho de tratar dos meus bichinhos».
Com a casa resguardada da tragédia e até do cenário que não deixa esquecer o dia 20 de Fevereiro, Felismina Pita gosta de viver na montanha. «Mesmo depois do temporal, gosto de viver aqui. Não sinto medo de nada porque tenho ali um cão grande que ladra e que é boa companhia».
Depois de cerca de vinte minutos de conversa, despedimo-nos. Conversadora, lamentou-se: «ah, já vão? Fiquem mais um bocadinho». Não podíamos. O trabalho mandava-nos para outros lugares.


Albertina Silva está temporariamente numa casa da IHM
Recuperar a casa para receber familiares

Após ter vivido durante três semanas no RG3, no Funchal, Albertina Silva está actualmente a viver numa casa cedida pela empresa Investimentos Habitacionais da Madeira, no Caminho da Terra Grande, Serra D'Água. Encontrámo-la na sua própria casa, em limpezas. Apesar da maior parte das pedras ter sido já removida, um pedregulho estava ainda a bloquear a entrada principal. Perdeu muitos dos seus bens e, embora demonstre a sua gratidão pela ajuda que tem tido por parte do Governo, não sabe como vai ser regressar definitivamente ao seu lar. «O meu sítio era verde, agora é de pedra e dói olhar para isto», comenta. A ser acompanhada por uma psicóloga, Albertina Silva estava a ter a ajuda de familiares nesta fase de limpezas. Vive na casa com um filho e com o seu irmão, mas a habitação é da família. Com quatro quartos de dormir, cozinha, casa de banho e sala de jantar, a casa recebe os seus irmãos quando estes a visitam do continente. Por isso, quer recuperar a sua habitação, embora admita não se sentir com forças. No meio do terraço, vários objectos, desde roupas, mobílias e imagens religiosas. Olhando para as peças, questiona-se: «os meus santos ficaram todos intactos, porque não ficaram as minhas coisas?»




Jornal da Madeira

Encenação da Via Sacra envolveu 80 jovens de Santa Cecília e arrastou multidão de fiéis





Comoção, fascínio e fé


Data: 03-04-2010

Uma comoção contagiante voltou a apoderar-se daqueles que subiram ao Pico da Torre, qual Monte Calvário em Câmara de Lobos, para sentir a pele arrepiar com os sete autos da dramatização dos últimos instantes da vida de Jesus Cristo, desde que entrou em Jerusalém até ao momento da crucificação e do mistério do sepulcro.

A encenação dos passos da Paixão de Cristo é um ritual religioso repetido todas as sexta-feiras santas desde há 15 anos. Ontem, o padre de Santa Cecílica juntou 80 jovens da paróquia para mais uma vez representar o mistério pascal, levando perto de mil fiéis e curiosos à colina. Para muitos, a Páscoa só tem sentido com a vivência deste ritual que desperta a fé e o fascínio perante o exemplo da crucificação cristã, há quase 2 mil anos.

Maria Teresa, de 54 anos, caminhava apoiava numa muleta. Não estava ali para pagar promessa nenhuma, mas para se deixar contagiar pela dramatização, assistindo ao sacrifício da morte de Jesus pela salvação do Mundo. "Ainda no ano passado vim. Este ano a minha cunhada trouxe-me de carro e estou aqui a ver a paixão de Cristo ao vivo porque é muito bonito".

Faltava pouco para as 9h30 (início da encenação ao vivo) quando, na subida da estrada do Pico da Torre, caminhavam em jeito de passeio, lado a lado, Maria José Gomes e Vasco Gonçalves. "Antes vinha aqui de férias e trabalhava lá. Agora é mais ao contrário: só vou lá de 'vacances'". Lá é Paris, onde o casal esteve emigrado durante 33 anos. Aqui, é o sítio de São João, junto ao restaurante Lagar (Câmara de Lobos), onde o casal optou por viver, desfrutando da aposentação merecida, após mais de três décadas a trabalhar numa fábrica parisiense.

Mas algo levou-os ao Pico da Torre, ontem de manhã. Maria José Gomes e Vasco Gonçalves deixaram, em França, uma legião de herdeiros de que muito se orgulham. Aproveitaram o ritual religioso da Via Sacra para "ver o espectáculo" e "passear", mas também para agradecer a ajuda divina na criação dos seus sete filhos e 16 netos.

Alcinda Fernandes vai de encontro ao genro e a filha que "já estão lá em cima". Vem de Saraiva, mesmo dali de Câmara de Lobos. É assim há 15 anos porque Alcinda nunca falhou uma cerimónia que fosse". Mas o que tem esta encenação de especial? "É ao vivo, é diferente, é verdade que é uma imitação mas choca-me aquela parte quando Jesus começa a ser castigado pelos soldados", confessa a comoção que sente e partilha com a multidão perante a dramatização da Paixão de Cristo.

"Tem gente de daqui, mas também de fora, porque eu trabalho num infantário no Funchal e há colegas que gostam de vir", sublinha.

Era difícil contabilizar com rigor o número de pessoas entre a multidão que ontem presenciou a celebração do mistério pascal de Cristo, dada a movimentação ao longo dos sete autos do drama, mas estaria perto de um milhar, de vários escalões etários.

Junto ao miradouro aguardavam David Neves, 20 anos, do Estreito, e a namorada, de Câmara de Lobos. Ele veio por ela. Ela pelos amigos que participam. Petra Silva, 17 anos, foi personagem durante cinco anos, ao longo da catequese. "Muitos papéis: fiz de povo, das mulheres que choravam", descreve. "Gosto porque é bonito e acima de tudo, porque é uma tarefa exigente", elogia o empenho dos jovens actores.

Jesus já subia o Monte do Calvário em agonia perante os açoites da legião romana que o mantinha sob a pesada cruz, quando Susana Oliveira, se arrumava entre a plateia. Da Laurencinha, trouxe à Via Sacra, o marido e as duas filhas. "Isto é bonito é ao vivo", diz. Está casada há tantos anos quantos os da existência do ritual da Via Sacra no Pico da Torre pela paróquia de Santa Cecília. "Em 15 anos só falhei no ano em que estava grávida do primeiro filho", confessa.

Os jovens que representaram o papel das personagens da misericórdia e da compaixão

Diana Abreu
A coragem de Verónia, a mulher que irrompeu entre os soldados romanos para limpar o suor da face "maltratada" de Cristo, é a grande virtude da personagem, reconhece Diana Abreu, de 24 anos. A jovem, natural do Ribeiro Real (C.ª de Lobos). Participa como figurante há sete anos. "Já fiz de criada, testemunha, Verónica, Nossa Senhora", enumera. O papel que mais gostou foi o de testemunha, quando denunciou João, perante o povo, em nome da justiça e da verdade.

Edgar Silva
O jovem de 19 anos, da Ponte dos Frades, vestiu o traje de Simão Cireneu. "Quando Jesus cai com o peso da cruz, os soldados vêm buscar-me ao campo para que eu vá ajudar Jesus a carregar a cruz", explica. "Depois, os soldados entregam-me ao povo e eu volto ao campo". Há três anos que Edgar participa como personagem no ritual encenado pela paróquia de Santa Cecília. Simão é um papel que gosta de desempenhar, porque representa a partilha do sacrifício, do sofrimento e da dor.

DN Madeira

Cadeia Riu tomou controlo dos hotéis Enotel no Brasil

Parceria inclui a gestão de três hotéis em seis anos no Nordeste Brasileiro
Data: 03-04-2010






O 'Enotel Resort & Spa Porto de Galinhas', localizado no Estado de Pernambuco, Brasil, propriedade do empresário madeirense Estêvão Neves, passou no passado dia 1 de Abril para as mãos da cadeia internacional Riu Hotels, que a partir de agora será responsável pela gestão e comercialização da unidade.

Trata-se de uma parceria assinada entre o empresário ilhéu e a cadeia hoteleira, fundada em Palma de Maiorca por um espanhol e hoje ligada também ao maior operador turístico mundial, 'World of TUI'. Pelo acordo assinado no ano passado, a Riu será responsável pela gestão do hotel que passou a designar-se por 'Enotel Riu', por um período de seis anos, sendo incluída no acordo a gestão de mais dois hotéis que Estêvão Neves irá construir nos próximos anos, no Nordeste Brasileiro. O segundo hotel deverá situar-se no Estado do Ceará e deverá abrir até 2013 e o terceiro, cuja localização não está ainda definida, estará em funcionamento em 2015. O investimento total do grupo liderado pelo empresário madeirense nesta parceria está estimado em cerca de 250 milhões de reais (cerca de 100 milhões de euros), como, aliás, já noticiámos.

O acordo mantém a propriedade das unidades, bem como toda a gestão administrativa e financeira da Enotel/Brasil, já que o protocolo em vigor durante os próximos seis anos prevê apenas a gestão operacional e comercial dos hotéis para a Riu, de acordo com o anúncio que foi feito pela cadeia espanhola em Dezembro passado, em Madrid.

A Riu Hotels é uma das maiores cadeias hoteleiras do mundo em resorts de férias, utilizando na maioria dos seus hotéis o sistema de tudo incluído e dedica-se especialmente ao segmento de famílias, com uma grande componente de turistas da Alemanha e da Espanha. A cadeia fechou o ano de 2009 com 104 hotéis de cinco e quatro estrelas em actividade em 21 países, tendo facturado 1.035 milhões de euros, segundo anunciou o grupo hispano-germânico anteontem, após a assembleia-geral de prestação e aprovação de contas relativas ao último exercício. Para este ano há uma previsão de investimentos de 205 milhões de euros, na construção de novas unidades e de remodelação e e redecoração de algumas das já existentes. A Riu Hotels é líder nas Caraíbas e nas Canárias, em hotéis 'tudo incluído'. As unidades do arquipélago espanhol são, aliás, bastante conhecidas dos madeirenses que, habitualmente, se deslocam para as Canárias.

O hotel de Porto de Galinhas, uma praia muito procurada de Pernambuco, marca a entrada da cadeia da família Riu e da TUI no Brasil. Este ano estão previstas as aberturas de mais duas ou três unidades em países da América Latina, nomeadamente no Panamá e na Argentina.


DN Madeira

Madeira gera 749 turistas mas só recebe 244


Data: 03-04-2010


São madeirenses os melhores clientes da Naviera Armas e os incentivos dados pela Administração de Portos da Madeira à operação estão a ser muito úteis ao turismo de Canárias e Portimão. Esta é a conclusão que se pode tirar do movimento de passageiros neste período da Páscoa.

De acordo com os elementos recolhidos, nas viagens do último e deste fim-de-semana o 'Volcan de Tijarafe' transportou da Madeira para Canárias 532 passageiros, tendo levado outros 217 para Portimão. Ou seja, a partir do Porto do Funchal deverão embarcar 749 passageiros.

A oferta de uma alternativa de transporte marítimo permitiu o desembarque no Funchal de 244 passageiros, sendo que 72% vieram de Portimão e apenas 68 passageiros é que navegaram de Canárias.

Não deixa de ser curioso constatar que Portimão também é beneficiado com a existência desta 'linha'. Porque deverá receber em dois fins-de-semana 497 passageiros, sendo que Canárias (280) assegura 56,3% dos turistas que optam por viajar para o Sul de Portugal, com os restantes 217 passageiros a embarcarem no Funchal.

Os portos de Las Palmas (569) e Tenerife (164) têm sido os mais beneficiados nesta Páscoa pela existência da 'linha', pois foram 733 os passageiros que ali desembarcaram vindos da Madeira (532) e de Portimão (201). Ao invés, em Canárias iniciaram a viagem 348 passageiros, com a particularidade de apenas 68 terem optado por desembarcar no Funchal, com os restantes 280 a navegarem para Portimão.

Nas oito viagens em análise o ferry da Naveira Armas transportou 1.474 passageiros - 185 por viagem - com a curiosidade das viagens entre a Madeira e Canárias serem a mais procuradas, sobretudo por madeirenses.

O Funchal recebeu apenas 16,5% dos passageiros transportados pelo ferry espanhol, tendo gerado 50,8% do movimento entre os três portos, enquanto Portimão recebeu 33,7% dos passageiros e garantiu 25,5% dos desembarques na Madeira (46,6%) e dos portos de Canárias (53,1%). Nos portos de Canárias embarcaram 23,6% dos passageiros transportados, enquanto as viagens para o arquipélago vizinho representaram 49,7% do total dos passageiros transportados pelo 'Volcan de Tijarafe'.

Funchal-Las Palmas (429) é a linha mais movimentada, seguida da viagem Madeira-Portimão (217) e no sentido inverso (176). Tenerife-Portimão (157) e Portimão-Las Palmas (140) tiveram igualmente muita procura.

Nota curiosa para o facto do navio ter transportado 466 viaturas nestas oito viagens, sendo muito evidente que os madeirenses levam cada vez menos o carro para Canárias (21), mas não hesitam em conduzir a partir de Portimão (110).

Já os canários preferem levar carro para o Sul de Portugal (168), pois são poucos os que trouxeram viatura para a Madeira (13).

No que diz respeito aos portugueses, foram mais os que trouxeram viaturas para a Madeira (103) do que para Canárias (51).




Referência final para o movimento de navios no porto do Funchal, que terá o seu inicia pelas 7 horas com a chegada do paquete holandês 'Prinsendam'. Procedente de Gustavia, nas Antilhas, viaja com cerca de 700 turistas e tem como destino o porto marroquino de Tanger. O final desta sua escala terá lugar às 17 horas.


DN Madeira

Jogos tradicionais na Camacha e Canhas




O largo da Achada, na Camacha acolhe, hoje, a partir das 16 horas, mais uma edição dos Jogos Tradicionais da Quaresma. No próximo domingo, a iniciativa vai abrilhantar a freguesia dos Canhas, a partir das 15 horas, através do Centro de Cultura e Recreio Pontassolense.



O Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha promove, hoje, a 17.ª edição dos Jogos Tradicionais da Quaresma, a terá lugar no largo da Achada, entre as 16 horas e as 17.30 horas.
Esta iniciativa tem como principal objectivo divulgar estes jogos e proporcionar um espaço de troca de saberes entre os mais velhos que participam ensinando os mais novos que nunca tiveram contacto com os mesmos.
Os jogos mais populares são o pião, as pedrinhas, o burro, a corda, o batoque, as andilhas e a “baginha,” os quais suscitam, um grande interesse junto dos participantes. Estes eram os jogos que se jogavam nesta época, alguns por crianças outros por adultos. De salientar que os jogos de roda cantados não são apresentados, por ser uma época de recolhimento.
A todos os participantes serão distribuídas amêndoas como prenda pela sua participação e um pequeno apontamento sobre o Belamente, jogo típico desta quadra, que dadas as suas características não é possível ser jogado. A iniciativa conta com apoio da Casa do Povo.
No próximo domingo, os jogos tradicionais vão abrilhantar a freguesia dos Canhas. A iniciativa vai decorrer junto ao Centro Comercial Santa Teresa, a partir das 15 horas, sob a responsabilidade da Associação dos Canhas – Centro de Cultura e Recreio Pontassolense. Conta com o apoio do comércio local.
Serão dinamizados diversos jogos desde o pião, saltar à corda, macaca, cartas, dominó, ginca,a entre outros. Haverá animação musical com Jorge Canha


Jornal da Madeira

“O Lago dos Cisnes” aplaudido de pé







O bailado “O Lago dos Cisnes” foi aplaudido, de forma entusiasta e de pé, pelo público que lotava a sala de espectáculos, do Centro de Congressos da Madeira. Ontem, e numa iniciativa integrada no 100º aniversário do Clube Desportivo do Nacional, foi possível a mais de 600 madeirenses e visitantes assistirem a um dos melhores espectáculos de bailado a nível internacional, pelo Moscow Tchaikovsky Ballet, acompanhado pela Orquestra Clássica da Madeira.




Jornal da Madeira

Sócrates assiste à Festa da Flor e fica para reuniões na segunda





José Sócrates já assegurou a sua presença na Festa da Flor, no próximo dia 18 de Abril. Antes, de manhã, vai estar nos Açores no congresso dos socialistas locais, seguindo depois de avião para a Madeira para assistir ao grande Cortejo. Depois, fica na Madeira até segunda-feira, para manter reuniões com o Governo Regional.



O primeiro-ministro português já confirmou que vai estar presente na Madeira para assistir ao cortejo da Festa da Flor, agendado para o próximo dia 18 de Abril. Segundo o JM conseguiu apurar, José Sócrates estará na manhã desse dia nos Açores, onde participa no Congresso do Partido Socialista dos Açores, sendo que viaja logo depois para a Madeira, onde assiste na parte da tarde ao Cortejo.
Fontes por nós contactadas informaram-nos ainda que, José Sócrates ficará ainda na Região até segunda-feira, para reuniões de trabalho com o Governo Regional, no âmbito do processo de negociações encetado entre os dois Governos, depois do temporal de 20 de Fevereiro último.
Recorde-se que logo que foram retomados os trabalhos de recuperação, o Governo Regional anunciou que a próxima edição da Festa da Flor seria transformada no "momento de celebração da recuperação da cidade do Funchal".
«Em Abril, vamos fazer da Festa da Flor da Madeira o grande momento de celebração da recuperação da cidade e do Funchal com a colaboração de todos os hoteleiros, todas as agências de viagens", Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF) e Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo», revelou Conceição Estudante depois de uma reunião com todos os parceiros atrás referidos, em Fevereiro.
A deslocação à Região e ao evento de José Sócrates terá ficado acertada no início do mês de Março, aquando da reunião entre governos em São Bento.
A Festa da Flor realiza-se entre 15 e 18 de Abril, subordinada ao tema “ Terra”, associando-se assim, às comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade.
Os festejos iniciam-se na quinta-feira, com a abertura do Mercado das Flores, na Placa Central da Avenida Arriaga, a Exposição da Flor, no Largo da Restauração e a construção de tapetes florais ao longo das principais ruas do Funchal.
No sábado, pela manhã, milhares de crianças participam no cortejo infantil, cada uma com uma flor para colocar num mural denominado “Muro da Esperança”, localizado na Praça do Município. A concentração dos mais pequenos acontece na Avenida Arriaga, pelas 9 horas, seguindo em direcção à Avenida Zarco, Rua Câmara Pestana e Praça do Município.A construção do muro termina com uma largada de pombos e um espectáculo infantil.
No domingo, pelas 16 horas, acontece o Cortejo da Flor, um desfile com centenas de figurantes e carros alegóricos que vão atravessar a cidade num cartaz turístico que se espera de grande intensidade para o povo madeirense pois será o marco decisivo para o ponto de partida do renascimento da Madeira após a intempérie de 20 de Fevereiro de 2010.
São nove os grupos participantes no Cortejo Alegórico. O desfile abre com “Terra de Todas as Flores e Cores” de João Egídio Rodrigues, seguindo-se “Ilha das Flores” da Fábrica de Sonhos. A Turma do Funil vai apresentar “A Magia das Flores do Planeta Terra”, enquanto que a Associação Fura Samba traz “SOS Terra”. “Os Frutos da Terra” é o tema escolhido pelos Veteranos da Folia, sendo que Chico & Companhia trazem “O Jardim do Beija-flor”. “Flores para o Mundo” é o que propõe a Escola de Samba Caneca Furada. Por fim, passam “A Nossa Terra Madeira em Flor” da Associação de Animação Geringonça e ainda “Amarílis” de Isabel Borges.




Jornal da Madeira