segunda-feira, 15 de março de 2010

O 'ferroviário' do Porto Moniz

José Costa, um antigo emigrante nos EUA, veterano da guerra do Vietname, na calma do Porto Moniz construiu um caminho de ferro...





Notável, singular, estupendo e impensável. Quatro adjectivos que ajudam a sustentar o projecto de José Costa, um ex-emigrante nos Estados Unidos da América e veterano da guerra do Vietname que numa noite de insónia incomodativa resolveu construir, com as suas próprias mãos, um caminho de ferro com todos os seus acessórios e adereços (comboio e carruagens) no meio do jardim da sua casa.

Foi há precisamente 13 anos que escolheu a vila do Porto Moniz para viver na companhia do seu progenitor, no qual o destino reservou-lhe uma dupla missão na vida e na educação do filho Joe: ser pai e mãe simultaneamente. Pelo meio, um divórcio e relatos impressionantes de um conflito armado entre americanos e vietnamitas levaram este madeirense a entrar na guerra.

Paixão pelos comboios A sua paixão pelos comboios nasceu muito cedo a ponto de quando teve uma propriedade ter construído uma 'linha férrea'. O objectivo foi que esta o ajudasse nas tarefas domésticas. Transportava materiais pesados, mas também tinha outra função: servir de brinquedo ao seu único filho, Joe.

Agora a residir no concelho nortenho, diz que o comboio servirá para reviver o passado como forma de lazer e de diversão. Não sabe quantos minutos a locomotiva levará a percorrer o traçado nem mesmo qual a distância da linha férrea. "Depende muito da velocidade e do peso da carga", resume este operário de profissão. Mas que interessa isso, se o mais importante é a obra agora lhe consome horas a fio na sua construção?! Entre muitas exclamações que se possam fazer à magnificência do plano que desenvolveu nos arredores da sua casa, está igualmente a ausência de qualquer planta desenhada ou sequer de um esquisso onde se possa perceber os traços da ilusão e de um sonho que acabará por mais tarde se erguer, justamente no coração da vila do Porto Moniz. Ao primeiro olhar tudo parece ser perfeito. Neste feito ímpar de zinzaguear de linhas de aço e de ferro, este cinquentenário deu-se ao trabalho de construir um túnel de pedra aparelhada, uma ponte de ferro sobre um pequeno lago onde habitam três ou quatro espécies de peixe de água doce. Pelo meio, uma zona ajardinada e um corredor de vinha, ajudam a complementar a área. O chão inacabado, será coberto por calçada portuguesa. "Já comprei duas toneladas de pedra", sublinha.

Como pano de fundo, a esplendorosa baía da vila do Porto Moniz que tantas vezes serve para os turistas contemplarem a sua beleza. Agora, afirma, os forasteiros têm mais um pretexto para visitar a localidade. "Podem vir ver e andar no comboio. Ainda não está pronto, mas quando estiver, estará aberto a quem quiser. Crianças e adultos serão bem-vindos, desde que não façam asneira", solta a declaração no meio de um suave sorriso. A generosidade ou passatempo como prefere catalogar, leva-lhe muitos euros do bolso. À questão, 'o construtor' diz nem querer pensar nisso. "Nem faço ideia de quanto já gastei. Só em calhas de ferro tenho uma pequena fortuna empenhada para nem falar do trabalhão que isto me dá. Mas não importa, faço-o por prazer", confidencia.

O esforço diário da montagem e desmontagem das calhas chega a ser extenuante ao ponto de interromper os trabalhos durante a semana. "De facto, não é fácil dobrar estas calhas. Tive de comprar um torno, mas mesmo assim é muito cansativo. Ainda bem que tenho o meu filho por perto que também gosta disto e que me ajuda". Aliás, confessa, que quando vivia na Califórnia fez nos arredores da sua casa um caminho de ferro quase semelhante ao do Porto Moniz, com apenas uma particularidade: "Era muiiiiito maiorrrr", soletra, para evidenciar a grandeza do equipamento. Tão grande que "servia para transportar equipamento e produtos para mais próximo da casa. Além disso, o Joe passava horas brincando dentro das carruagens".

Linha do Porto Moniz No caminho de ferro do Porto Moniz "está tudo dentro da minha cabeça", confidencia o operário que chegou a trabalhar no início da juventude na fábrica da marca automóvel Ford. Relembra, que teve várias empregos, no último ganhava perto de 20 dólares à hora. "Fiz bom dinheiro nessa altura", recorda. Hoje, curiosamente, está aposentado não de uma carreira profissional acumulada, mas por ser combatente e sobrevivente de um conflito armado que irremediavelmente lhe deixou marcas psicológicas incicatrizáveis. "Sim, é verdade. Estive durante alguns meses em missão. Patrulhava os rios do Vietname. Não foi fácil... Nada fácil", solta aos poucos as frases, num tom francamente esmorecido.

"Perdi muitos dos meus amigos em combate", revela. Porém, detém a conversa e desvia repentinamente o olhar que entretanto nos fitava. Após alguns segundos - talvez horas para Costa -, retoma a respiração e continua: "Fui forçado a entrar no exército americano. Teve de ser! Emigrei para a América com 10 anos juntamente com os meus pais. Em 1968 não tive hipótese. Rebentou a guerra e não havia outra hipótese se não seguir para o Vietname", explica ainda num sotaque indisfarçadamente 'americanizado'. Antes, recorda um ano e picos de treino intensivo que lhe pareceu mais ser uma década tal o grau de exigência física e militar. Hoje, diz que vai sobrevivendo à conta disso, apoiado por uma "boa reforma", naturalmente por ter combatido ao lado dos americanos. Longe da terra que o viu crescer, assegura que são os dólares que o ajudam a desenvolver as suas ideias e a concretizar os seus sonhos. "Não me dou parado e faço de tudo um pouco", esclarece numa tentativa perspicaz de fugir ao assunto Vietname. Percebemos e aceitamos a 'deixa', aliás, o nosso propósito era outro.

De 'regresso ao caminho de ferro', José Costa leva-nos ao interior da sua oficina instalada próximo da sua garagem onde se vislumbram traços de um carro vermelho coberto por um extenso lençol branco. Apercebendo-se da nossa curiosidade, encaminhamo-nos para o local. À medida que se aproxima vai descobrindo o objecto. Completamente visível aos nossos olhos, explica: "É um 'Jaguar E-Type' de 1969. Tem 250 cavalos e 4.200 cilindrada. Além disso tem uma história curiosa. Comprei-o no continente a um indivíduo que o comprou, imagine, na Califórnia, perto da casa onde eu vivia. Fiquei tão emocionado e agradecido ao ver os comprovativos que não hesitei. Tive de o comprar", retrata o episódio como se ainda fosse aquele dia.

Dias enfiado na oficina Mas é ao lado do Jaguar onde passa grande parte dos seus dias. De repente, repara numa das carruagens posicionada em cima de um cavalete. "Está a ver, está aqui uma das carruagens que lhe falava há pouco. O meu filho já pintou. Só falta colocar as rodas e a bateria de 12 voltes que será o motor desta máquina", previamente colorida de amarelo e vermelho tinto. As restantes quatro carruagens estão a ser executadas. Será o resto do 'puzzle'.

"Todas estão feitas para poderem transportar duas crianças dentro", sublinha ao olhar desacreditado do repórter. "Não acredita?", solta uma gargalhada. "Pois acredite que assim será", reitera com convicção.

Apesar de estar já há uma década de anos na Madeira, foram muitos anos na América. Talvez por isso quando as saudades apertam dá uma saltada à terra do 'Tio Sam'. "Até agora tem sido sempre de dois em dois anos. Tenho familiares ainda na Califórnia", explica. José Costa confessa ser um indivíduo introvertido que gosta de estar muitas vezes isolado e compenetrado nos passatempos que resolve colocar em prática. "O meu hóbi passa quase sempre por trabalho", ri à confissão que entretanto acabara de fazer. "É verdade. Olhe, quando comprei esta casa, era tão antiga que resolvi remodelá-la e dar um toque pessoal. Fiz tudo o que aqui está agora. Ao principio eram duas casas. Juntei numa só. E não precisei de pedreiros", desfere.

No interior, símbolos da civilização americana. Americano que se preze tem de ter pelo menos uma bandeira por perto entre outras referências emblemáticas. Joe, de 23 anos de idade, não renega a pátria e tem tudo estas imagens. Umas no tecto do seu quarto enquanto outras enfeitam o resto do andares.

DN Madeira

Inverno foi o mais chuvoso desde há 140 anos



Data: 15-03-2010

O inverno deste ano foi o mais chuvoso de sempre, desde que há registos, no Funchal ou seja desde há 140 anos, revelou o Instituto Nacional de Meteorologia.

Os dados são relativos a Dezembro, Janeiro e Fevereiro e indicam que "em termos locais, em algumas estações foi este inverno o mais chuvoso desde que existem registos de observações".

Na Madeira, o Inverno de 2009/2010 foi o mais chuvoso desde 1865, com um valor cerca de três vezes superior ao normal de 1971-2000.

Nesta ilha, Fevereiro foi o mês que apresentou um total de precipitação mais elevado e no Funchal cerca de sete vezes acima do valor médio para este mês, sendo assim o valor mais elevado desde o início dos registos, em 1865. O Porto Santo apresenta o 3.º inverno mais chuvoso desde 1940, especifica ainda o Instituto de Meteorologia.


DN Madeira

Dupladp distinguida com prémio nacional

A EMPRESA MADEIRENSE FOI DISTINGUIDA PELO MELHOR POSTAL DE NATAL EM 2009.
Data: 15-03-2010




É mais uma distinção para uma empresa madeirense. A Dupladp, especializada em conteúdos de comunicação e publicidade, que recentemente venceu a campanha 'Optimus Tag' para a Madeira, foi agora distinguida com prémio 'Futura 2010', que distingue anualmente o melhor trabalho elaborado pelos profissionais do sector do design de comunicação, produção gráfica e rotulação.

O prémio foi atribuído pela revista Pro-Digit@l - uma publicação profissional de impressão, imagem, comunicação digital e têxtil promocional - num evento integrado no V Salão Internacional ProDigit@l, que se realizou entre 26 e 28 de Fevereiro, na Feira Internacional de Lisboa (FIL).

A Dupladp volta a ser a única empresa regional premiada na categoria 3, de 'Melhor Embalagem', com o seu Postal de Natal 2009, onde manifestou preocupação ambiental ao ter oferecido aos seus clientes uma lâmpada economizadora numa embalagem inovadora. Iniciativa que assinalou também a entrada no Ano da Biodiversidade. Satisfeito com mais esta distinção, está Humberto Drumond, um dos administradores da empresa. "Este prémio é o exemplo da motivação que nesta altura de recuperação tem de existir. Dedico-o de forma simbólica à nossa Região. É um prémio da Madeira e que vem para a Madeira." Drumond afirma que esta distinção "é o reconhecimento do trabalho criativo contínuo, credível e empenhado de toda a equipa e da posição de liderança que a empresa assume no mercado madeirense." Para a equipa criativa da Dupladp, composta por designers formados e dirigida pelo administrador Sérgio Pimenta, esta é também uma prova do profissionalismo e capacidade de criação inovadora que caracteriza esta empresa.

Projectos de Criação

É uma decisão que irá favorecer os empresários madeirenses. Aproveitando a entrega deste prémio, Humberto Drumond anunciou que a Dupladp não irá debitar a criação dos projectos de imagem de decoração e reconstrução das lojas afectadas pelo temporal que assolou a Madeira no passado dia 20. Este é o apoio da Dupladp aos seus clientes que nesta fase pretendem recompor os seus negócios e voltar à normalidade possível, afirma Humberto Drumond.


DN Madeira

Os responsáveis pelos principais operadores turísticos estão hoje na nossa ilha



Data: 15-03-2010

Os responsáveis pelo controlo da maioria do mercado de distribuição de viagens em Portugal estarão hoje na Madeira, numa viagem que pretende dar um sinal positivo da disponibilidade de mais de meio milhar de balcões em promover e vender no espaço continental, este ano, com maior intensidade, férias na ilha da Madeira.

É uma resposta clara ao apelo das autoridades regionais e da APAVT, enquanto associação das agências de viagens, que foi desencadeada pelo operador nacional Mundovip, o maior grupo de viagens português que é controlado pela Espírito Santo Viagens, e que nos últimos anos tem sido o maior canalizador de turistas do continente para o nosso arquipélago, com subidas claras em todos os segmentos, mas nomeadamente no de férias.

Pedro Costa Ferreira, presidente da Comissão Executiva do Mundovip, disse ontem ao DIÁRIO, que o grupo de pessoas que hoje estará na Madeira representa praticamente 80% do mercado de lazer em Portugal, pois além da rede de agências da Abreu, poucos estarão fora do controlo dessas redes de distribuição com balcões associados em todo o País.

O responsável do Mundovip fez questão de destacar a grande recepção que esta iniciativa teve junto dos parceiros de negócio do operador da ES Viagens e a pronta disponibilidade que manifestaram logo que lhes foi sugerida a viagem. De tal modo que é a primeira vez que se reúne na Madeira um grupo tão importante ao nível da liderança das agências de viagens em Portugal.

Como temos noticiado, a APAVT em conjunto com a Secretaria Regional do Turismo e Transportes e com a cooperação de diversos meios de comunicação social nacionais, quer dos generalistas, quer dos que estão mais relacionados com o sector de turismo e viagens, lançou uma campanha de promoção de férias na Madeira, destacando particularmente a próxima Festa da Flor, que terá lugar em Abril. A intenção, contudo, é que desta iniciativa resulte uma exposição muito grande do nosso arquipélago, enquanto destino turístico, de modo a sugerir aos portugueses que passem férias no nosso arquipélago, ajudando desta forma à recuperação das receitas da hotelaria e das outras actividades que estão correlaccionadas. As perspectivas são boas e a verdade é que a maioria dos grandes operadores turísticos nacionais já criaram pacotes de férias para a 'Pérola do Atlântico' neste Verão. Os hoteleiros regionais estão também bastante confiantes na adesão do mercado nacional, que continua a ser o maior produtor de viagens de férias para a Madeira e que, este ano, poderá ter um crescimento de dois dígitos.

A comitiva que hoje estará na Madeira é constituída pelas seguintes entidades: Francisco Calheiros , presidente da Comissão Executiva (CEO) da ES Viagens; Nuno Santos, novo responsável pela área de lazer da ES Viagens; Pedro Gordon, CEO da rede de distribuição GEA; João Barbosa, CEO da rede de distribuição Best Travel; Joaquim Ferreira, Carlos Costa e António Alves, administradores da rede de distribuição Go4travel; João Matias, administrador da Geostar; Ricardo Caldeira, sub-director-geral da Halcon; Maria José Silva, CEO da rede de distribuição RAVT; Carlos Oliveira, director da Club Viajar; Pedro Costa Ferreira, CEO do Mundovip e Rute Rapaz, directora comercial do Mundovip.

PROGRAMA

O programa da visita à Madeira da comitiva dos responsáveis pelas redes de distribuição das agências de viagens portuguesas, começa esta manhã com um passeio pelas montanhas mais próximas do Funchal, durante o qual os visitantes poderão avaliar a forma como estão a ser recuperados os acessos e as actuais condições de circulação. Na parte da tarde, de regresso ao Funchal, haverá um encontro com Conceição Estudante, na Secretaria Regional do Turismo e Transportes. "O dia terminará com um jantar na Quinta da Bela Vista, oportunidade para chamar a atenção para os pólos de turismo de excelência, na ilha", revelou ao DIÁRIO Pedro Costa Ferreira, um dos grandes mentores desta visita de familiarização com o nosso destino turístico.


DN Madeira

PORTO SANTO LINE GARANTE DONATIVO DE 50 MIL EUROS EMBORA A RECEITA SEJA INFERIOR.




Data: 15-03-2010

A Porto Santo Line vai atribuir um donativo de 50 mil euros a uma ou duas instituições de solidariedade social.

Promovendo um fim-de-semana solidário com as vítimas do temporal de 20 de Fevereiro último, a empresa madeirense atribuiu a totalidade das receitas - venda de passagens dos passageiros e viaturas ligeiras - realizadas nas seis viagens realizadas pelo 'Lobo Marinho' entre as duas ilhas durante o fim-de-semana.

Segundo foi possível apurar, o número de passageiros transportados não garantiu o valor do donativo pretendido, pelo que a empresa 'entrou' com alguns milhares de euros. No primeiro apuramento feito, viajaram para o Porto Santo 673 passageiros, tendo o ferry transportado entre a ilha mais pequena e o Funchal outros 700 passageiros.

O propósito da Porto Santo Line é ajudar as instituições que com um grande esforço financeiro vêm garantido aos desalojados e aos mais desfavorecidos refeições e outros bens e serviços de primeira necessidade.

Refira-se que pese alguma surpresa pela forma abrupta como a campanha surgiu, também os diferentes agentes que comercializaram as passagens para este fim-de-semana solidário contribuíram, já que a Porto Santo Line não vai pagar as comissões respectivas o que inicialmente não foi bem aceite, mas dado o fim a que se destinou a receita todos contribuíram.

'Island Escape' traz 1.240



Completando mais um cruzeiro semanal pelas ilhas do Atlântico, é esperado hoje no Porto do Funchal o 'Island Escape'.

Navegando desde Las Palmas, o navio traz 1.240 passageiros, com a particularidade de 205 destes turistas concluírem o seu cruzeiro no Funchal, deixando antever que os madeirenses e portugueses em geral têm procurado este produto já que outros 175 turistas iniciam ao final do dia novo cruzeiro semanal.

Refira-se, por fim, que é esperado hoje de Portimão o ferry espanhol 'Volcán de Tijarafe'. O navio é esperado pelas 13 horas, zarpando ao final do dia rumo a Canárias.

DN Madeira

Andamento das Obras do novo Estadio dos Barreiros 04/03/2010






(Fotos Mar in csmaritimo-online)

Luis Jardim Canta música em Homenagem a Madeira