sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Região vai “Cantar os Reis”

Oferecendo espectáculos gratuitos à população






O “Dia de Reis” (6 de Janeiro) é assinalado um pouco por toda a Região com espectáculos, que antecedem a data exacta. Madeira e Porto Santo revivem a tradição, “cantando os reis”.
O auditório do Jardim Municipal do Funchal voltará a receber o evento “Cantar os Reis”. O espectáculo, novamente organizado pela Associação Cultural Encontros da Eira, está marcado para dia 5 de Janeiro (terça-feira), às 21h30. Os Encontros da Eira vão cantar temas do “Cantar dos Reis” na vila da Camacha e noutras localidades da Região.
Além do grupo organizador participam neste evento a Banda Seca Pipas, Grupo Folclórico das Romarias Antigas do Rochão, Seis Por Meia Dúzia, Grupo de Reis da Nogueira, Gaitúlia, Teatral de S. Gonçalo, Escolinhas de Formação do Professor Duarte Inácio – Ponta do Sol e Escolinhas de Formação da Associação Cultural Encontros da Eira.
Em Machico, o "Cantar os Reis" vai realizar-se mais cedo, estando o evento agendado para o próximo sábado (2 de Janeiro), pelas 20h30. Neste espectáculo, que decorrerá no Largo da Praça, actuam os grupos de folclore do concelho de Machico, o Grupo de Animação Flores de Maio (formação do Porto da Cruz), a Tuna da Banda Municipal e da Casa do Povo de Machico e o Si Que Brade do Gabinete Coordenador de Educação Artística (grupo convidado).
Também o Porto Santo vai assinalar a data, com o espectáculo “Cantares de Reis”, promovido pela Câmara Municipal do Porto Santo em parceria com a Areal Dourado - Eventos. O evento vai realizar-se na noite do dia 5 de Janeiro em frente ao presépio, no Largo das Palmeiras, com início marcado para as 21h30. Este espectáculo contará com a participação de sete grupos portossantenses: Grupo Social e Cultural da Camacha, Associação Cultural e Recreativa do Espírito Santo, Grupo de Cantares da Cidade, Grupo de Cantares do Sr. José Manuel Dias, Grupo de Folclore do Porto Santo, Agrupamento 999 de Escuteiros do Porto Santo e o Grupo de Finalistas 2009/2010 (a presença desta última formação é a novidade deste ano neste evento da Ilha Dourada).
Os espectáculos são de acesso livre.


Jornal da Madeira

Gastronomia combina com festa do ano novo


Passagem para o ano novo vivido em ambiente familiar e com mesa recheada





A passagem de ano na Madeira ou “réveillon” como muitos preferem designar com recurso ao estrangeirismo, típico de uma Região turística por excelência, constitui um dos cartazes mais apreciados pelos madeirenses.
Como não podia deixar de ser, a festa foi celebrada à mesa e com fartura, não fosse a passagem de ano, mais um motivo para reunir a família e os amigos. Mas quem não tem casa ou familiar com habitação no concelho do Funchal, com vista para o anfiteatro, não deixou de festejar o Fim do Ano, transportando a comida e a bebida para o local escolhido para ver o espectáculo pirotécnico.
Não há propriamente um cardápio de fim de ano, porém, sendo uma noite especial e tradicionalmente fria, não podiam faltar as iguarias para “aquecer” o corpo e a alma.
A reunião de familiares e amigos foi mais um motivo para degustar bebidas e comidas que transitam da “Festa” e que até ao Santo Amaro estão disponíveis para os visitantes da casa.
À mesa não faltaram os licores de aromas e sabores diversos, o vinho novo e o nosso tradicional Vinho Madeira.
Em pequenos pratos são servidos os “dentinhos”, nomeadamente os legumes em escabeche, as favas guisadas, as patas de porco guisadas, as miudezas de frango e a carne vinha d’alhos.
Ao nível da doçaria, é apresentado o bolo de mel partido à mão, as queijadas, as broas de mel, de coco e os palitos de cerveja. Por influência das grandes superfícies de distribuição alimentar o “bolo rei” também esteve presente.
No momento de festejar a passagem de ano, veio à liça as superstições, e todos com mais ou menos crença, preferiram não arriscar. Uma peça de roupa interior nova, dinheiro nos bolso, passas, espumante, entre outras, não faltam nesta noite.
As famosas 12 passas, que representam os 12 meses do ano não faltaram. Acredita-se que, se pedirmos um desejo por cada fruto seco que levarmos à boca, eles tornam-se realidade.
Depois da euforia da passagem de ano e do fogo de artifício, foi altura ideal para degustar uma retemperadora canja de galinha, servida bem quente, como manda a tradição acompanhada pelas sandes de galinha.
Um pouco por toda a Região a ceia do Fim do Ano não foi muito diferente, pese embora em alguns concelhos, a tradição festiva leva muitas famílias à degustação de outras iguarias.
Percorrendo hoje o roteiro gastronómico da ilha, outros pratos fizeram a ceia da passagem do ano.
No Porto Moniz a “Festa” aproveitada por muitas famílias para a confecção da tradicional “Carne Santa”, um misto de vaca e porco, em marinada de véspera, consumido principalmente na noite de Natal, mas igualmente degustado durante esta quadra festiva. A par deste prato tradicional, na costa norte vão à mesa as “Semilhas Bêbedas”, cozidas em vinho.
Ainda a norte, destaque para a “Carne da Noite”, cozido com semilhas, sendo a carne de porco produto da recente “função”, confeccionado com vinho seco, acompanhado por legumes.
Na costa sul, particularmente em Machico, o destaque vai para a degustação do “Bucho de Porco Recheado”. Tradicional no Natal, esta iguaria é apreciada à mesa até as festividades do Santo Amaro.
Em Santa Cruz, a tradição é a “Carne Frescal”, que é um pouco semelhante à carne de vinho e alhos. Leva vinho branco, tinto, vinho Madeira, segurelha e alho e fica a marinar durante três dias. Depois, é cozida num tacho com a banha e ontem fez parte da ceia de muitas famílias.
A entrada no ano novo leva de novo milhares de pessoas ao convívio familiar e à degustação farta das iguarias e especialidades de cada um.
No Funchal, assumem papel principal a carne assada de porco, com semilhas ou castanhas, e a galinha na panela, são dois pratos confeccionados, obedecendo às tradições que passam de geração em geração, sem grande alterações.
Neste dia, também muitos são aqueles que procuram uma refeição de referência nos restaurantes da nossa praça. Reza a tradição que até o Santo Amaro e para que o ano seja farto, o primeiro dia do ano seja bem servido à mesa.


Jornal da Madeira

Funchal acolheu milhares nas despedidas a 2009

Bom tempo durante todo o dia foi grande ajuda






Todos os dias 31 de Dezembro são assim. E neste último ano, a tradição manteve-se.
Milhares e milhares de pessoas desceram ao Funchal. Com a ajuda do bom tempo, a capital madeirense “acordou” já com algum movimento, sendo que os turistas constituíam a maior “fatia” dos que encheram as principais ruas do Funchal.
A nossa equipa de reportagem fez uma ronda pela cidade e constatou que, na verdade, o “cheiro” a ano novo já pairava no ar.
Começámos por ir até ao Mercado dos Lavradores, onde as flores, típicas ou não da Madeira, eram as mais fotografadas e adquiridas. Os flashes não paravam de disparar.
Depois de uma volta por todo o recinto que à noite iria ser palco de festa, descemos a Rua do Visconde do Anadia até a Praça da Autonomia. Das seis barracas ali existentes, duas já se encontravam abertas pelas 10 horas da manhã, vendendo bolo do caco e pão com chouriço.
À nossa frente, no passeio junto ao mar, o vendedor de castanhas assadas fazia negócio com os turistas dos três navios que já estavam atracados no Porto do Funchal: “Queen Victoria”, “Boudicca” e “Aida Luna”. Outros três paquetes chegariam mais tarde, nomeadamente “Amadea”, “Oriana” e “Saga Rubi”. Ao lado da barraca das castanhas, funcionários da empresa responsável pelo espectáculo pirotécnico zelavam pelo material já a postos para as 24 badaladas.
No Cais, já centenas de pessoas observavam a baía da capital madeirense e aproveitavam também para algumas poses para a fotografia.
Subimos a Avenida Zarco e percorremos toda a placa central da Avenida Arriaga.
Ali, o movimento era ainda maior. Muita gente, mesmo muita gente visitava os diversos projectos natalícios que o Governo Regional, através da Secretaria Regional do Turismo e Cultura, idealizou para o espaço. Em frente ao edifício do Governo Regional, no Coreto que ali foi colocado, uma banda tocava “Adestes Fidelis”. As mesas da esplanada que existe ali bem perto, assim como todos os bancos de cimento espalhados pela placa daquela avenida estavam “apinhadas” de gente.
“Fantastic”, ouvimos uma estrangeira, provavelmente britânica, dizer para o marido enquanto fotograva o presépio junto à Sé.
No regresso ao JM, ainda passámos nas Ruas João Tavira, da Queimada de Cima e de Baixo e no Largo do Chafariz.
Sem tempo para entrar nas lojas, lançámos uma espreitadela para o interior de alguns estabelecimentos, tendo verificado que muitos optaram por comprar uma peça de roupa nova para entrar, em grande, neste 2010. Há superstições que muitos gostam de cumprir, sendo uma delas, por exemplo, a de entrar no ano ano com uma peça de roupa amarela vestida.
A Rua dr. Fernão de Ornelas estava, também, cheia de gente. Uma outra vez, ouvimos os votos de “Bom Ano”.
Já no fim da manhã, bem perto da hora do fecho da nossa edição, grupos de folclore percorriam as principais ruas do Funchal, deixando no ar um ambiente cada vez mais festivo. Adivinhava-se um fim de ano em grande, como sempre.



Jornal da Madeira

Entrevista ao Jogador Venezuelano/Madeirence Danny

Tão perto da Juventus, Barça e Chelsea
2009 teve de tudo. cobiça dos gigantes, lesão e até o regresso foi uma hipótese

Data: 01-01-2010






Lesionou-se com gravidade, recuperou em quatro meses, mas quando estava apto para voltar à competição não pôde fazê-lo. O motivo? O contrato entre o Zenit São Petersburgo e a seguradora não permitia que voltasse, sequer, a treinar-se, nos seis meses após a lesão. Pior. Não fosse a rotura dos ligamentos cruzados anteriores no joelho, teria ido para o Chelsea. Depois de recuperado, esteve na mira do Barcelona. Antes, já a Juventus tinha demonstrado interesse. Para Danny, 2009 é um ano recheado de histórias para contar.

Esteve sete meses afastado dos relvados. Está pronto para voltar em força? Sim... Agora quando regressar ao trabalho no Zenit vamos ver como é que o joelho vai reagir. Como na Rússia, o início do ano é de pré-época, todos os jogadores vão começar do zero. Penso que vou me sentir bem e apto para voltar ao trabalho a 100 por cento.

Como viveu esse período? No princípio foi muito difícil. No momento em que soube que ia parar quatro meses, fiquei preocupado, porque ia deixar de fazer aquilo que mais gosto. São infelicidades que acontecem. Só temos de levantar a cabeça e seguir o nosso rumo para voltar com total confiança. O apoio da família foi fundamental.

Foi o pior momento da carreira? Foi. Nem no período em que estive no Sporting, praticamente sem jogar, vivi um momento tão mau como estes últimos meses. Uma lesão desta gravidade não encontra comparação.

A lesão irá condicioná-lo no regresso. Terá algum receio? Acho que sim. É natural. Mas quando estiver a treinar com a equipa, penso que vou esquecer que fui operado. Quando regressar ao Zenit, em Janeiro, vamos ver se volto a ganhar confiança rapidamente.

O facto de fazer a pré-temporada no regresso após lesão é um aspecto positivo? Considero que sim, porque vamos iniciar os trabalhos ao mesmo tempo e não serão notadas diferenças a nível físico. O joelho está a 100 por cento, agora resta-me recuperar a confiança.

Como é estar por fora a ver os jogos. Tanto no Zenit, como na selecção? É difícil. Quando o Zenit veio jogar com o Nacional, para a Liga Europa, foi muito complicado ficar de fora. Fiquei triste por não ter jogado essa eliminatória. Tenho toda a minha família na Madeira e era uma boa oportunidade para me verem jogar, já que, normalmente, apenas têm a hipótese de seguir os meus jogos pela televisão. Na selecção, sofri bastante por não poder ajudar, principalmente nos jogos decisivos frente à Bósnia. Mas temos de lutar e ajudar a equipa por fora.

Há muita ansiedade?
Após um mês e meio de recuperação já queria voltar a jogar. Na altura, o fisioterapeuta António Gaspar disse-me para ter calma, que esta é uma lesão que obriga a, pelo menos, quatro meses de recuperação. No entanto, quando já estava recuperado e voltei à Rússia disseram-me que não podia jogar ainda, devido a questões relacionadas com o seguro. Aconselharam-me a voltar a Portugal para estar com a família, já que não podia jogar naquele momento. Foi muito mau. Outros jogadores recuperaram em quatro meses e voltaram a jogar. Eu não podia fazer o mesmo. Perguntei se estavam a brincar comigo. Disseram-me, então, para voltar em Janeiro, no início da nova época.

"NÃO QUERIA VOLTAR PARA RÚSSIA"

É muito frustrante uma situação como essa... Nas primeiras duas semanas, depois de voltar para Portugal, estava mesmo bastante zangado com tudo. Os próprios jornais da Rússia consideravam aquilo uma vergonha. Por outro lado, também permitiu-me passar mais tempo com a família e isso também ajudou-me na recuperação.

Nessa altura surgiu a hipótese de ingressar no Sporting. Falou-se também no FC Porto e até no Marítimo. Foram hipóteses reais? Foram. Logo no momento em que não fui autorizado a voltar à competição no Zenit, disse ao meu empresário para procurar outras soluções em Portugal, Espanha, Itália... Estava mesmo chateado e não queria voltar para a Rússia. Alguns presidentes de clubes falaram com o Jorge Mendes... mas nunca contactaram o Zenit para saber se havia alguma possibilidade de me emprestarem a outro clube. Também não iam deixar sair um jogador que custou 30 milhões assim... a custo zero. Disse ao presidente do Zenit que queria ir embora durante seis meses e voltar após o Mundial, caso lá fosse. Só queria jogar e lutar por objectivos.

Existiram contactos concretos? Sim. Mas nunca nada chegou ao Zenit.

De Portugal também?
Sim, do Sporting, Sporting de Braga...

Do Marítimo? Sim também. Foram estes os três clubes que contactaram o meu empresário.

Mais ainda há possibilidade de seguir outro rumo, para já? Não... Agora estou concentrado no regresso à Rússia e essa possibilidade não se coloca.

Alguma mágoa por não se ter concretizado nenhuma dessas hipóteses? Estou num grande clube, que habitualmente está presente nas competições europeias e não me preocupo por ter sido este o desfecho. Tenho 26 anos, ainda tenho muito tempo para jogar e vou voltar para a Rúsia, tentar ganhar o meu lugar, para estar presente no Mundial.

Mas em vésperas de Mundial, o regresso a Portugal não seria o melhor? Talvez. Nunca sabemos. Se calhar se não me tivesse lesionado, já não estava no Zenit... Tive oportunidade de ir para Portugal, mas não aconteceu. Vou voltar para a Rússia, com confiança. É um clube que me trata bem e espero voltar a estar a 100 por cento para dar alegrias ao meu clube.

Antes da lesão, o Chelsea mostrou interesse. Como é que tudo aconteceu? Estava tudo acertado com o meu empresário. O Zenit já sabia do interesse e o Chelsea só estava à espera que o campeonato inglês terminasse. Depois aconteceu a lesão e quiseram saber qual a gravidade. Como era idêntica à do Paulo Ferreira, desistiram, pois não iam dar 30 milhões por um jogador lesionado. Mas a vida tem destas coisas. Esteve perto, mas se não aconteceu é porque esse não era o momento.

Depois surgiu o Barcelona? É verdade. Existiram contactos entre o meu empresário e o director-desportivo do Barcelona, Txiki Beguiristain. Foi numa fase em que estava a terminar a minha recuperação. No início de 2010, com a Taça das Nações Africanas, não iam poder contar com alguns jogadores e precisavam de colmatar essas ausências. Não ia ser titular e, por um lado, não me convinha ser emprestado durante seis meses para não jogar. Fiquei muito contente pelo interesse de um clube como o Barcelona, mas também ir para lá para não jogar, não era algo que me agradasse. Para ser titular seria diferente... Quer dizer, ia trabalhar para sê-lo, pois não sou inferior, nem superior aos que lá estão. Ia mostrar o meu valor, para tentar ganhar um lugar...

Mas porquê que o empréstimo não foi consumado, uma vez que estava praticamente recuperado? Não me deixariam ir embora. Antes já tinha dito que queria ficar em Portugal... Simplesmente para jogar, mesmo que não fosse num 'grande'. Se dissesse que pretendia ir para o Barcelona por empréstimo, não aceitariam e só me deixariam ir se pagassem. Até porque querem que eu vá ao Mundial, enquanto jogador do Zenit, não emprestado a outro clube. Fiquei triste, como é natural, pois o Barcelona é um grande clube. De qualquer modo, da parte do Zenit, nunca ninguém me disse que existiam contactos do Barcelona.

O interesse manifestado pelo Barcelona é anterior ao dos clubes portugueses? Sim... Mas tive de dizer que os clubes portugueses foram os primeiros a mostrarem interesse. Só depois poderia referir que o Barcelona também estava interessado.

Houve outro clube interessado? Sim, a Juventus também mostrou interesse no mercado de Inverno 2008/2009. Ofereciam 20 milhões, mas o Zenit foi intransigente e pediu 30 milhões. Mas mesmo assim não estariam dispostos a negociar. Em Fevereiro, tentaram novos contactos para a minha transferência no Verão deste ano. Mas o Zenit não cedeu, a Juventus acabou por optar pelo Diego e, entretanto, também apareceu o Chelsea e um campeonato que me agradava mais. Gosto da Liga italiana, mas não me chama tanto à atenção.

Tem preferência por algum campeonato? O futebol espanhol é muito bonito, com técnica e qualidade. Mas o futebol inglês é muito rápido. Têm sempre os estádios cheios. Espero um dia poder jogar nalgum desses países.

"Os meus filhos queriam que ficasse"

Os gémeos Bernardo e Francisco são o orgulho de Danny e Petra. Por eles, o pai já não regressava à Rússia. Ficava na Madeira, a jogar no Marítimo e assunto mais do que resolvido. No gosto pelo futebol, herdaram os genes do pai. Estão nas escolinhas do Marítimo e para Danny, nada mais especial do que assistir aos primeiros golos e fintas dos filhos. Os últimos meses, em virtude da recuperação da lesão no joelho, foram passados junto da família. Momentos especiais que dão ânimo suplementar. Afinal, os sorrisos de Bernardo e Francisco ajudam a superar qualquer contrariedade.

Uma lesão é sempre negativa, mas por outro lado permitiu que passasse mais tempo com a família. Como foram os últimos meses? É sempre mau uma lesão. Mas felizmente, a direcção do meu clube foi compreensiva. Deixou-me ser operado em Portugal e fazer a recuperação na Madeira, junto da minha família. Os meus filhos adoram que eu esteja em casa e com os treinos e estágios, por vezes, isso é difícil. Já lhes disse que depois do fogo de artifício vou ter de voltar para a Rúsia e eles pedem-me para não ir. Dizem-me para ficar cá, para jogar no Marítimo. Mas explico-lhes que é o meu trabalho e que tem mesmo de ser.

Os seus filhos estão nas escolas do Marítimo. Com tem sido levá-los aos treinos
? Estão lá desde os 3 anos. É um sensação espectacular. Quando eles marcam um golo, fazem as fintas... Nunca incentivei para que fizessem aquilo que eu gosto. Estão no futebol porque, desde muito novos, mostraram esse interesse. Estão sempre com a bola. Quando vão jogar playstation, preferem os jogos de futebol. Espero que possam ter sucesso, mas acima de tudo gostava que estudassem, tirassem um curso. Eu tenho o 11.º ano e gostava de terminar os estudos, pois o futebol não dura sempre. É também uma área onde a sorte conta muito. Eu tive sorte, se calhar outros que possíam ainda mais qualidade já não a tiveram... Espero que eles sigam a carreira na profissão que desejarem e sejam felizes como eu.

Eles contam-lhe quando marcam golos, fazem fintas?
Sim. Aliás, tenho ido vê-los jogar. Têm jeito e nestas idades o mais importante é que se divirtam. Na juventude, jogamos com alegria, criamos amizades. Depois já entram os contratos... Já passa a ser outro Mundo, com outros interesses.

"Com o Van der Gaag a equipa melhorou muito"



Tem muitos amigos no Marítimo... Como analisa a época do seu clube do coração? Começou muito mal com o Carvalhal. Também tinha alguns jogadores lesionados, como foi o caso do Bruno. Com o Mitchell a equipa melhorou bastante e chegou a estar no quinto lugar. Mesmo que agora tenha caído alguns lugares, a distância pontual é mínima. Espero que continuem num bom nível para conseguirem ir à Liga Europa. Penso que o Mitchell e a equipa vão conseguir isso.

Jogou com Van der Gaag. Como é ver um ex-colega a treinar o Marítimo? Conheço o Mitchell há vários anos. Como jogador transmitia muita segurança. Era tacticamente perfeito e é isso que ele esta a tentar fazer agora. Tacticamente a equipa melhorou bastante a defender, mas também ofensivamente. É a equipa que menos faltas faz no campeonato. Isso é sinal de que está a jogar bem... futebol bonito.

Muitos jogadores gostam de acabar a carreira no clube no qual começaram. Tem esse desejo? Gostava de voltar. Mas acabar a carreira não será a expressão mais correcta. Se um dia voltar, quero fazê-lo a 100 por cento. Se não me sentir bem bem, é claro que não virei somente por ser o meu clube do coração. Gostava de voltar a jogar no Marítimo, é claro! Podia ter acontecido agora, não me deixaram. Um dia se tiver essa oportunidade, se me encontrar bem, vai acontecer. Por empréstimo seria uma boa hipótese, mas não me passa pela cabeça voltar para já, definitivamente.

"Imaginem três madeirenses no Mundial"





Há pouco mais de dez anos, procurava afirmar-se no Marítimo B, com o objectivo de chegar à equipa principal. Uma década depois, os desafios de Danny são outros. Mais ambiciosos e mediáticos, fruto de um percurso de sucesso, construído sustentadamente e alicerçado numa humildade espontânea, digna de um autêntico campeão, ídolo de muitos, verdadeiro exemplo para os mais jovens.

O jogador madeirense abriu a porta da sua casa ao DIÁRIO e partilhou os desejos para 2010. Ir ao Campeonato do Mundo é um dos seus maiores sonhos, objectivo que espera concretizar na companhia de outros dois madeirenses: Cristiano Ronaldo, pois claro, e Rúben Micael. Danny acredita no título.

O que lhe parece o grupo de Portugal, no Campeonato do Mundo? Não é o mais difícil do Mundial. O Brasil é sempre um candidato ao título. Ali, nascem sempre jogadores com grande qualidade, com escola brasileira. A Costa do Marfim é uma selecção aguerrida, luta muito e tem diversos jogadores que actuam na Liga inglesa e que possuem grande qualidade. Prova disso é o facto de lutarem para ganhar a Taça das Nações Africanas. Já a Coreia do Norte é o adversário mais acessível, mas num Mundial nunca é fácil. Mas com a qualidade que nós possuímos temos de ganhar.

Temos muita qualidade e alguns dos melhores jogadores do Mundo. Os portugueses podem sonhar com quê? Têm de esquecer a fase de qualificação. O Campeonato do Mundo é diferente, a motivação é outra. Estamos num grupo difícil, mas temos a perfeita noção da nossa qualidade. Temos os melhores e vamos lutar pelo título.

O regresso à competição é só em Março. Não é demasiado tempo sem jogar para apanhar o comboio do Mundial? Até para o próprio Pepe não será tarde, se, como todos esperamos, voltar em Maio. Está tudo em aberto. Tenho que voltar e jogar bem, fazer golos e assistências. Também diziam que, pelo facto de estar na Rússia, seria mais difícil ter a atenção do seleccionador. Mas a verdade é que tenho ido à selecção, mesmo estando lá. Se fizer um bom campeonato, penso que o seleccionador irá estar atento e espero ir novamente à selecção.

Não lhe passa pela cabeça ficar fora do Mundial... Pode acontecer. Se as coisas correrem mal no campeonato... Não é por amizades ou empresários que vou ao Mundial. Se lá estiver é porque mereço. Muito outros jogadores também vão dar o litro para merecerem a confiança do seleccionador. Tenho três meses para me mostrar e vou dar o máximo.

É o seu maior sonho? Sim. Tinha o sonho de jogar num grande de Portugal e já o concretizei. Estar na selecção também era outro sonho e já o consegui. Agora estar no Mundial seria o momento mais importante da minha carreira e espero estar lá. 26 anos era a idade perfeita para cumprir esse sonho.

Para além do Danny e Cristiano Ronaldo. Outro madeirense começa a dar nas vistas. Tem acompanhado a evolução do Rúben Micael? É um jogador de grande classe. Sabe ler o jogo e é muito influente no meio-campo do Nacional. De certeza que não irá ficar lá muito mais tempo. Jogar noutro clube seria bom para ele, pois poderia ter mais possibilidade de ir ao Mundial. Espero que ele consiga. Ter três madeirenses no Mundial seria lindo. O Ronaldo já está lá, porque é o melhor do Mundo e merece-o, sem dúvida. Eu e o Rúben, temos todas as possibilidades de ir e vamos trabalhar para isso.

Acredita, então, que vamos ter três madeirenses no Mundial? Claro! São três jogadores com valor e seria bom para a selecção. Para a Madeira também, como é natural. Imaginem o que será se formos os três ao Mundial disputado no país, onde vivem tantos emigrantes madeirenses? Seria lindo.

Pensa que em 2010 Cristiano Ronaldo irá estar ao nível daquilo que fez em 2008? O Ronaldo é um jogador que tem dias maus, como todos os outros. É um ser-humano. Quando corre mal um jogo, os adeptos já começam a criticar. Antes faziam comparações com o rendimento dele no Manchester United. É preciso ver que no clube ele treina todos os dias. Na selecção é diferente, pois torna-se necessário adaptar-se a novos mecanismos, modos de jogo. Em todos os jogos que faz pela selecção, o Ronaldo dá sempre o seu melhor, tenta ajudar a equipa e espero que continue a ser o melhor do Mundo, pois a sua qualidade vai ajudar-nos imenso no Mundial.

Quais são principais desejos para 2010? Muita saúde e paz para a minha família e para todos. Em termos profissionais, espero que seja melhor do que 2009. Sem lesões, acima de tudo. Espero ganhar confiança e ir ao Mundial.


DN Madeia

Tilt-shift

Estilo de fotografia conhecida como “tilt and shift” ou simplesmente tilt-shift que produz fotografias de objetos e cenários reais mas que ficam parecidos com miniaturas e maquetes.



(Pedro Gonçalves in Olhares)


(foto com tratamento Tilt-shift)


(clik nas imagens para ampliar vese melhor)

Fim do ano Madeira 2009/2010 /Madeira Island - Fire-works 2010



gerardoimanuel

Black Eyed Peas - I Gotta Feeling




Lyrics/Letra


I gotta feelin'
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good good night (x4)

Tonight's the night
Let's live it up
I got my money
Let's spend it up

Go out and smash it
Like Oh My God
Jump off that sofa
Let's get get off

I know that we'll have a ball
If we get down and go out
And just loose it all

I feel stressed out
I wanna let it go
Let's go way out spaced out
And loosing all control

Fill up my cup
Mazal tov
Look at her dancing
Just take it off

Let's paint the town
We'll shut it down
Let's burn the roof
And then we'll do it again

Let's do it
Let's do it
Let's do it
Let's do it
And do it
And do it
Let's live it up
And do it
And do it
And do it, do it, do it
Let's do it
Let's do it
Let's do it 'cuz

I gotta feelin'
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good good night (x2)

Tonight's the night
Let's live it up
I got my money
Let's spend it up

Go out and smash it
Like Oh My God
Jump off that sofa
Let's get get off

Fill up my cup (Drink)
Mazal tov (Le chaim)
Look at her dancing (Move it Move it)
Just take it off

Let's paint the town
We'll shut it down
Let's burn the roof
And then we'll do it again

Let's do it
Let's do it
Let's do it
Let's do it
And do it
And do it
Let's live it up
And do it
And do it
And do it, do it, do it
Let's do it
Let's do it
Let's do it, do it, do it

Here we come
Here we go
We gotta rock

Easy come
Easy go
Now we on top

Feel the shot
Body rock
Rock it don't stop

Round and round
Up and down
Around the clock

Monday, Tuesday
Wednesday and Thursday
Friday, Saturday
Saturday and Sunday

Get get get get get with us
You know what we say
Party every day
Pa pa pa Party every day

And I'm feelin'
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good good night

I gotta feelin'
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good good night