quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Pilaretes hidráulicos substituem correntes (Funchal)

Numa fase experimental, a Câmara irá implementar este sistema apenas na Rua dos Aranhas e no Largo Gil Eanes







A Câmara Municipal do Funchal vai substituir as correntes que cortam o trânsito em algumas ruas do centro da cidade por pilaretes hidráulicos.
Numa fase experimental, entre 2010 e 2011, a Câmara irá implementar este sistema apenas na Rua dos Aranhas e no Largo Gil Eanes (atrás da Sé, junto às floristas), mas o objectivo é, no futuro, estender este método a todas as ruas hoje fechadas à circulação automóvel.
Os pilaretes hidráulicos são tubos cilíndricos metálicos que sobem ou se retraem perante a presença de um veículo. Os pilaretes ficam colocados no início e no final de cada estrada e só descem quando reconhecem a matrícula de uma viatura autorizada. O reconhecimento é feito através do recurso a uma câmara de vídeo. O sistema informático analisa a matrícula e se esta for encontrada na base de dados (entretanto criada) o pilarete desce autorizando a passagem.
Haverá um conjunto de veículos registados nessa base de dados. A mesma será composta pelo grupo de comerciantes e de entidades que hoje já tem acesso a essas estradas, através das chaves dos cadeados.
A diferença é que agora, em vez de precisarem de um conjunto de chaves, os veículos que diariamente circulam nessas ruas de acesso condicionado para cargas e descargas, por exemplo, têm apenas de se aproximar da câmara de vídeo.
O vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal destaca as vantagens deste sistema. «Isso significa acabar com as correntes que hoje em dia existem e que representam uma tecnologia anacrónica, que significa muitas vezes ter de dar chaves a um conjunto de empresas – padarias, pastelarias - que fazem uma reposição constante dos seus produtos. Mas o novo sistema também favorece os moradores com garagens, pois já não terão de sair da sua viatura para abrir o cadeado. Basta aproximar-se da câmara.
Ao introduzir os pilaretes hidráulicos significa retirar as correntes de ferro e prescindir da empresa de segurança que diariamente averigua as condições das correntes, mas quer dizer o fim das cópias das chaves que são dadas a algumas empresas, a corporações de bombeiros, à PSP, etc..
Terminam também as soluções radicais de, em caso de esquecimento da chave e perante uma emergência, terem de cortar as correntes.

Há já pilaretes mas inactivos

Actualmente, o Funchal já tem duas ruas com pilaretes, ainda que estes não estejam activos.
Um está no acesso ao estacionamento do edifício do Teatro Baltazar Dias (no lado da Toyota) e o outro encontra-se no acesso junto ao Palácio São Lourenço.
Até ao momento, os pilaretes estão recolhidos. «Como não tem havido abusos, não vale a pena estarem fechados», explicou Bruno Pereira.
No entanto, estes pilaretes funcionam de modo um pouco diferente dos que a Câmara Municipal do Funchal quer colocar pela cidade. Enquanto que o novo sistema recorre a uma câmara de vídeo para identificar os veículos, os actuais pilaretes funcionam a partir de um controlo remoto.
Importa ainda referir que o novo sistema de acesso a ruas fechadas ao trânsito no Funchal será introduzido no âmbito do projecto Civitas.
O Civitas é um projecto europeu que apoia várias cidades com a intenção de introduzir e testar medidas ambiciosas e inovadoras, que visam a melhoria da mobilidade local.

Funchal fechou quatro quilómetros no centro

O vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal diz que desde os anos 80 foram fechados cerca de quatro quilómetros de estradas no centro do Funchal.
Esta foi, aliás, umas das tónicas da sua intervenção no “workshop” sobre “Acesso ao Centro da Cidade - Um Pesadelo Político”, decorrido no final da última semana, em Roma, e no qual participaram os vereadores com os pelouros do trânsito das cidades de Roma e Bolonha (Itália) e Tallinn (capital da Estónia) e Funchal (Portugal).
«Todos nós estivemos a dizer o que estamos a fazer nesta respectiva área», explicou Bruno Pereira, em declarações ao Jornal da Madeira. No caso do Funchal, disse, «a nossa prestação versou todo o encerramento de quatro quilómetros de vias que nós fizemos ao longo dos anos 80 e, especialmente, 90, no centro da cidade do Funchal».
Foi nesse período que encerrou o quarteirão da Sé, a Praça Colombo, a Rua da Praia, a Rua dos Aranhas, a Rua João Tavira, a Rua dos Ferreiros, a Rua Santa Maria, entre outros.
«São cerca de quatro quilómetros de vias que foram fechadas nessa altura», disse, explicando que a intervenção foi feita de forma integrada.
«Esse foi um trabalho conjunto, ou seja, a Câmara não se limitou a fechar, mas trabalhou com associações empresariais, quer com a ACIF, quer com a AJEM», referiu. Estes encerramentos aconteceram no âmbito de projectos de urbanismos comerciais, como o URBCOM - Sistema de Incentivos a Projectos de Urbanismo Comercial e PROCOM - Programa de Modernização do Comércio.
Ao realizar esta intervenção de forma integrada foi possível na altura «a Câmara Municipal melhorar os pavimentos, introduzir a calçada portuguesa e o mobiliário urbano (cinzeiros, bebedouros, bancos, etc), mas também os comerciantes tiveram a hipótese de renovar as suas lojas, de colocar iluminação, de terem cursos de formação em termos de gestão e marketing, etc.», declarou o autarca.
Portanto, concluiu, «o grande pesadelo de todas as cidades do mundo, que é restringir o trânsito na cidade e o que isso traz para os comerciantes, na cidade do Funchal foi, de uma forma geral, muito bem gerida, por via dessa política», disse.

«Câmara deveria era preocupar-se com o estacionamento»

O presidente da Associação de Comércio Tradicional, Lino Abreu, diz que a Câmara Municipal do Funchal deveria estar mais preocupada em criar medidas «estruturantes» para atrair mais pessoas para o centro da cidade do que se preocupar com meros «aspectos logísticos».
«Eu penso que essa medida não traz valor acrescentado. O que verdadeiramente importa é a disponibilização de mais e mais baratos estacionamentos» na cidade, defendeu Lino Abreu, num comentário à decisão da Câmara de introduzir pilaretes hidráulicos em substituição das actuais correntes nas estradas fechadas ao trânsito.
Para o presidente da Associação de Comércio Tradicional, «a medida traz uma melhoria para o comerciante, mas apenas em termos logísticos. Passa a ter a vida facilitada, pois o acesso deixar de estar restrito uma hora do dia», mas não trará «qualquer valor acrescentado para os clientes».
Segundo Lino Abreu, o novo sistema também beneficiará a logística da Câmara, pois deixará de ser necessário ter pessoas para controlar os cadeados.
Não obstante, o presidente da Associação entende que a Câmara «deveria estar mais preocupada com medidas estruturantes do que com pilares hidráulicos».
«A Câmara deveria preocupar-se com a melhoria do estacionamento na cidade, baixando os preços nas épocas festivas por forma a atrair mais pessoas ao centro», disse, considerando «inadmissível» que o Funchal seja «uma cidade com preços de estacionamento entre os mais caros da Europa, equivalentes aos Nova Iorque».
Por isso, irá propor na próxima reunião da Câmara Municipal do Funchal - Lino Abreu foi eleito vereador pelo CDS-PP em Outubro - que sejam dados «incentivos» nos estacionamentos a quem faça prova de que comprou na baixa do Funchal.

Bombeiros satisfeitos por largarem “tonelada de chaves”

O comandante dos Bombeiros Voluntários Madeirenses aplaude a decisão da Câmara Municipal do Funchal de colocar pilaretes hidráulicos nas ruas fechadas ao trânsito.
Rui Pedro acredita que o novo sistema facilitará o trabalho dos bombeiros e permitirá mais rapidamente um veículo chegar a qualquer ponto da cidade
«Se este for um sistema de vídeo, que seja capaz de fazer a leitura das matrículas, identificá-las e fazer descer o hidráulico, não vejo nada contra. Pelo contrário, vem facilitar o sistema», opinou o comandante.
Os bombeiros, porque precisam de usar todas as estradas, têm inúmeras chaves.
Ora, o novo sistema vem facilitar a “vida” destes elementos, pois deixará de ser necessário «aquela tonelada de chaves» destinada a cada uma das viaturas que saem em socorro.



Jornal da Madeira

Ambiente está a ensinar a poupar água e luz

Secretaria promove acções junto da população em nome das boas práticas ambientais






A Secretaria Regional do Ambiente, através da Direcção Regional do Ambiente está a promover, junto da população de fora do Funchal, uma série de acções de formação, em colaboração com a Direcção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, nas áreas ambientais.
João Correia, director regional do Ambiente, sublinha que o objectivo é sensibilizar e “ensinar” as pessoas a terem boas práticas ambientais, em domínios como a poupança de água, o ruído (sobretudo ao nível de cuidados de vizinhança), o lixo e a paisagem.
O governante lembra que os cursos estão a ser ministrados nas Casas do Povo, aproveitando as sinergias daquelas instituições. Aos poucos e poucos essas acções de formação vão estender-se a toda a Região.
João Correia realça que o objectivo destas acções é explicar coisas práticas, como por exemplo formas de poupar nos consumos de água e de energia, como reutilizar resíduos ou reciclá-los da forma mais conveniente, a par de chamadas de atenção para a necessidade de produzir menos ruído, de evitar a poluição do ar e da água e ainda como melhor preservar a paisagem.
Com efeito, os cursos, que estão a decorrer, presentemente, nas Casas do Povo da Ponta do Sol, Paúl do Mar e Campanário, envolvem, no total, mais de duzentos formandos.
Os cursos são seis: Qualidade do Ar, Qualidade da Água e Ruído; Impacto das Alterações Climáticas; Paisagem como Recurso Natural; Hábitos Sociais em Prol do Ambiente: Água, Energia, Resíduos e Transportes; As Boas Práticas Ambientais e as Tecnologias de Informação.
Frise-se ainda que, nestes cursos, aproveita-se ainda para sensibilizar as populações para o uso dos transportes públicos em vez dos transportes próprios, para a redução do lixo e para o aproveitamento das Tecnologias de Informação, em termos de boas práticas ambientais.
Segundo o director regional do Ambiente, «o impacto que as alterações climáticas vão ter nos próximos anos, aos mais diversos níveis, é outro assunto que tem sido aflorado, sobretudo na perspectiva dos períodos de chuva e de seca, das consequências para a agricultura dessas mesmas alterações.
A outro nível, João Correia afiança que as lavandarias estão a cumprir com a legislação em vigor, que tende a fazer com que aqueles estabelecimentos cumpram com uma série de quesitos ambientais. A Direcção Regional do Ambiente tem feito várias acções e tem comprovado que as normas estão a ser cumpridas escrupulosamente.

Há várias empresas interessadas

O director regional do Ambiente, João Correia, sublinhou que, em declarações ao JM, há várias empresas interessadas em implantar, na Região, uma central de reciclagem de resíduos de construção.
O governante refere que não há ainda uma central confirmada, mas reitera que há várias empresas, sobretudo ligadas ao sector da Construção Civil, interessadas em investir no ramo.
João Correia lembra que têm sido executadas várias acções de formação junto de autarquias e de empresas, sensibilizando-os para os novos regulamentos de gestão de resíduos de construção civil, o mais conhecido como entulho.
Nas acções, têm sido debatidas as consequências da nova legislação em termos de gestão dos resíduos, mormente as novas regras.
João Correia sublinha que a Direcção Regional de Ambiente, por enquanto, tem lançado algumas advertências às empresas, para a observação escrupulosa da legislação.
O novo regulamento sobre gestão dos resíduos de construção e demolição, impõe um local e uma estrutura próprias para a transformação em materiais reutilizáveis e ainda que todos os resíduos terão de ser colocados de forma selectiva, ou seja madeiras, terras, ferros, inertes, etc, terão de ser devidamente separados.
O entulho, agora só pode ser depositado em aterro após cumprir-se com os requisitos especiais definidos na legislação, ou seja se já vierem devidamente triados e fragmentados, o que implica a construção de uma central de triagem e fragmentação do entulho e demais material proveniente das obras.


Jornal da Madeira

Região luta por apoio a bens transportados

Para assegurar o desenvolvimento da Madeira e do Porto Santo








A secretária regional do Turismo e Transportes defendeu ontem que a política europeia, no que diz respeito às auto-estradas marítimas - não contemplando, neste momento, medidas que possam ser muito utéis para uma região como a nossa- poderá vir a ser revista.
O objectivo é que sejam contemplados mecanismos que permitam a facilitação, não apenas do transporte de mercadorias mas também um apoio financeiro dirigido sobretudo aos bens de primeira necessidade e às matérias-primas que são necessárias ao desenvolvimento da Região.
Conceição Estudante falava à comunicação social momentos antes de ter início, no espaço Infoart da Secretaria Regional do Turismo, uma reunião da Conferência das Regiões Ultraperiféricas Marítimas da Europa sobre os apoios europeus no âmbito dos transportes marítimos.
A governante adiantou inclusive que naquele encontro iriam ser deixadas duas sugestões em cima da mesa. Uma tem a ver com o apoio ao desenvolvimento e às infra-estruturas portuárias da Região. «Já houve medidas no passado, que foram extremamente importantes como todos nós estamos lembrados», referiu a secretária regional do Turismo e Transportes, reportando-se à criação do Porto do Caniçal, do Porto do Porto Santo e até do próprio Porto do Funchal e seus melhoramentos.
«Estes deverão ter continuidade no desenvolvimento dos futuros apoios da União Europeia à Região», sublinhou a secretária regional do Turismo.
Serão estas, aliás, «as duas vias de suporte que achamos possíveis: apoio às infra-estruturas e apoio aos bens que se transportam», concretizou a governante com a pasta dos transportes.
Na Madeira, ainda segundo acrescentou, «nós não pretendemos criar nenhum “Hub” de transporte inter-regiões. Não é essa a nossa vocação, nem a nossa dimensão. Mas podemos vir a beneficiar do “Hub” que se está a criar nomeadamente em Lisboa, como porto de passagem e de entrada de muitos bens para a Europa».
A secretária regional do Turismo e Transportes defende que estando à distância em que se encontra e fazendo parte do mesmo país, a Madeira pode ter alguma vantagem que vai tentar encontrar para o futuro, dando sugestões à União Europeia.
«O que nos interessa é que as mercadorias cá cheguem de uma forma em que se assegure um dos princípios que hoje está consagrado no Tratado de Lisboa, que é o princípio da continuidade territorial», adiantou ainda aquela responsável.
Questionada sobre se está equacionada a ampliação do Porto do Funchal, a secretária regional respondeu que tudo se pode equacionar. No entanto, o futuro está por escrever e as decisões por tomar.

Valente de Oliveira diz que RAM não pode ficar à parte

O Coordenador Europeu para as Auto-Estradas do Mar falou também aos jornalistas à margem da reunião da Conferência das Regiões Ultraperiféricas Marítimas da Europa. Valente de Oliveira admitiu que as ilhas têm problemas complicados, de acessibilidade cara.
«O que vou perguntar aos representantes das diversas ilhas - Madeira ,Açores, Canárias e Martinica-é saber o que podemos fazer para tornar essa possibilidade (particularmente as cargas) mais eficaz, mais fluída e mais adequada», explicou o Coordenador Europeu para as Auto-Estradas do Mar. Posteriormente, ainda segundo adiantou, vamos ver como «é que se faz uma melhor integração destes espaços periféricos ou ultra-periféricos (como foram chamados em tempos) e se tornam mais espaços da Europa». Por outro lado, «vamos ver como é que os mesmos espaços podem servir de “antenas” da Europa nos locais em que estão colocados», adiantou ainda.
Valente de Oliveira é de opinião que este grupo de regiões não pode ficar à parte quando estão a ser esforços muito grandes. Portanto, «vamos passar o dia a ouvir e analisar quais as propostas que fazem de reflexão todas as ilhas que aqui estão a convite da Madeira», referiu.



Jornal da Madeira

Região poupa 900 milhões

Com a aposta nas energias renováveis, em 30 anos







«Por mais longa que seja a noite, o sol volta sempre a nascer». As palavras são de João Cunha e Silva e foram proferidas ontem no tempo de antena do PPD/PSD onde falou da situação actual da economia madeirense, do que foi feito e está em execução pelo Governo Regional.
Em relação que foi posto em marcha referiu que surgiu não só porque é preciso atenuar os efeitos da crise, mas porque é imprescindível pensarmos para além dela.
Neste sentido, referiu que o Governo Regional tem tomado medidas de carácter estrutural que «vão para além do que parecia podermos» e que diz acontecer fruto de «muita determinação, criatividade e empenho».

Tecido empresarial mais sólido

São condições que João Cunha e Silva diz propiciar um tecido empresarial mais sólido e competitivo, capaz de «descobrir oportunidades por entre as dificuldades, designadamente apostando na qualidade, na eficiência, na modernização e na diferenciação».
Recordou que, além da obra feita no seu tempo, aproveitando os recursos disponíveis, estão a ser dados passos muito significativos em áreas do futuro como a energia, o conhecimento, a investigação e o desenvolvimento tecnológico. Passos que considera revelar o que diz serem os méritos de uma política empreendedora, capaz de dar resposta aos desafios que são colocados pelos novos paradigmas e «encontrar soluções para os problemas do tempo que passa e aos que se colocarão às gerações vindouras».

30% de energias limpas em 2017
Em foco esteve igualmente a energia, e a aposta do executivo madeirense nas energias renováveis que contribui já para este ano na produção de 20 por cento de energias renováveis. As estimativas apontam para que, em 2017, a região autónoma possa superar 30% de participação de energias renováveis.
Neste domínio foi referida a aposta em diferentes energias alternativas. Uma passa pela produção do bio-combustível no Porto Santo, um projecto inovador a nível mundial, que permitirá à ilha inverter totalmente a dependência actual do petróleo, e a introdução do gaz natural na Madeira, que tem a particularidade de ser pioneiro numa região periférica europeia.
Relevante será a poupança que a aposta em energias renováveis vai proporcionar nos próximos 30 anos na Região Autónoma da Madeira que cerca de aproximadamente de 900 milhões de euros em combustíveis e licenças de emissão de CO2, traduzido num ganho anual de 30 milhões de euros por ano.

A atracção por instituições de renome internacional

No domínio do conhecimento e inovação foi realçado a importância da qualidade, pelo que a associação a instituições internacionais de reconhecidos méritos que permite colocar a Madeira como um dos pólos de investigação e conhecimento, atraindo alunos e investidores.
Uma oportunidade igualmente para falar das verbas disponibilizadas à base produtiva regional, apesar dos constrangimentos financeiros a que a Madeira estão sujeita.
De 2000 a 2009, foram disponibilizados 103 milhões de euros em incentivos financeiros, tendo 40 milhões sido pagos entre 2007 e Outubro de 2009, período durante o qual surgiu a conjuntura financeira internacional desfavorável, adversa ao investimento.
Por outro lado, foi recordado que, mais recentemente se juntaram mais 50 milhões de euros em linhas de crédito, com oferta de bonificação das taxas de juro, de spreads e de condições de garantia às micro, pequenas e médias empresas da região.
Acresce 60 milhões de euros dos sobrecustos das ultra-periferias que disponibilizará essa verba nos próximos três anos, através de um sistema inovador de apoio às despesas de funcionamento, custos salariais e custos com transporte.



Jornal da Madeira

Ruas da “Festa”







Não será exagerado dizer que o que assinala o espírito natalício no Funchal é a iluminação usual das ruas, nesta época. É a marca. O que inicia, permanece e encerra este período da Ilha. Porque o fogo-de-artifício é só num dia e o Natal é outro tanto.
As luzes não. Anunciam com alguma antecedência, vão recordando ao longo deste mês que é tempo de festejar o Menino e só se apagam depois de se assinalar o Dia de Reis, o das ofertas a Jesus.
População e turistas não são indiferentes a todo este brilho que ilumina as ruas funchalenses. Para além da natural curiosidade com que se vão cruzando as ruas, na busca da mais linda, da mais bem decorada, dos motivos mais apelativos que as adornam, parece transparecer no ar dos passeantes uma alegria e felicidade nada usual noutras épocas do ano.
Os flashes das câmaras fotográficas com que alguns tentam captar esta beleza para todo o sempre trazem, aqui e além, brilhos inesperados na noite.
Outra das diferenças marcantes é o número, já pouco usual, de pessoas que calcorreiam as calçadas, nas noites funchalenses.
Época de Natal, para os madeirenses, é esta Festa, o brilho das luzes, a alegria que se vive nas ruas e é isso que muitos, vindos de longe, quer de outras paragens da Ilha, quer de outros destinos mais distantes, vêm procurar no Funchal.
Há sempre quem aprecie tudo o que vê ­­­- quiçá por nunca antes ter visto -, e outros que comparam as decorações e iluminação natalícias com a de outros anos.
Os mais velhos ainda lembram o tempo em que as ruas apenas se iluminavam com as gambiarras de lâmpadas coloridas ou simplesmente brancas que se penduravam nas árvores.
Para alguns, «essa é que é a verdadeira iluminação de Natal» da Madeira. As coloridas podem ainda ser vistas, principalmente na Rua do Bom Jesus e na Avenida Zarco, enquanto que a Placa Central da Avenida Arriaga, toda em lâmpadas branquinhas, recorda os primórdios da iluminação natalícia funchalense.
Outros, contudo, preferem os novos sistemas de gambiarra de mangueira, que permitem desenhos mais elaborados e artísticos.
Há para todos os gostos e, este ano, as ruas funchalenses aparecem decoradas com motivos que nada lembram o Natal. Astros, luas... Há quem se espante, crítica e negativamente, contra tais “arrojos artísticos”.
«Não tem nada a ver com o Natal», ouve-se de passagem.
E não tem mesmo. Apesar disso, tem uma razão de ser. É que o Natal é uma época do ano e este, o que agora se comemora, é o Ano Internacional da Astronomia. Essa a razão de tais elementos decorativos. Uma forma de o Funchal findar 2009 associando-se a essas comemorações.
Henrique Freitas era um dos que não tinham ainda percebido a associação dos astros com o Natal. Também -confessa - não se preocupara com isso. «Acho graça só pelo motivo em si. Não vou procurar grandes explicações», acrescenta. No global, considera que as iluminações estão melhores do que no ano passado. «Inovaram, este ano», diz.
Com os seus “sins” lacónicos, Sara, de nove anos, admite que as luzes natalícias lhe trazem alegria e que gosta mais das ruas no Natal, mas o que mais gosta são «os motivos do Pai Natal».
As luzes trazem recordações de tempos em que não as havia, o que é o caso de António Cardoso, de 56 anos, que ainda recorda as descrições que seu avô fazia dos tempos em que as ruas do Funchal eram iluminadas a candeeiros de petróleo, que um homem acendia todas as noites. O Natal não era diferente.
António Cardoso, emigrante na Venezuela desde os 17 anos e, agora, de visita à Madeira, lembra a sua infância em São Jorge, onde a iluminação pública eléctrica só chegou quando tinha seis anos.
«O tempo mudou - diz, referindo-se à antiga iluminação natalícia do Funchal, só com lâmpadas e a actual, com motivos - e a tecnologia é outra. É tudo mais moderno».
O que mais recorda da infância são as diversões do Campo Almirante Reis. Motivo para vir ao Funchal. «Agora, já não há nada disso». lamenta.
Também emigrado na Venezuela, Francisco Cavaleiro diz que, no seu tempo, não vinha do Porto Moniz ao Funchal «só para ver luzes», até porque «não havia dinheiro para isso». Festa, lá na terra, «era a matança dos porcos e o Dia de Natal».
Luzes não trazem só recordações alegres. «A história que eu tenho é que, na Serra d’Água tinha água para produzir luz para quase meia Ilha e os de lá não tinham luz. Ainda dizem que as pessoas da Serra d’Água são más! Eu acho que não!», diz outro senhor de idade mais avançada.
E o Natal também é isto. Época de lembranças e vivências, umas mais tristes que outras, que as luzes das ruas vão trazendo à memória.


Jornal da Madeira

Madeira entre os “filipinos” e a Restauração de 1640

A Região ao sabor da conjuntura político-económica lucrou com as duas situações







Portugal comemora hoje o primeiro dia da luta contra a Dinastia Filipina que, durante 60 anos (mais precisamente entre 1581 e 1640), imperou em Portugal. O 1º de Dezembro marca, assim, a Restauração da Independência, com a consequente instauração da Dinastia Portuguesa da Casa de Bragança.
Estas duas épocas (a dos Filipes de Espanha e a Restauração) reflectiram-se, também, na situação política e económica da Madeira, mas sempre com contornos positivos, conforme diz o historiador Alberto Vieira.
Um dos seus destaques vai para o facto de, apesar do clima hostil português em relação ao domínio dos reis de Espanha em Portugal e da posterior guerra entre os dois países, na Madeira não se registaram conflitos assinaláveis em nenhuma dessas épocas.
Em primeiro lugar, porque a Ilha, durante o século XV, tinha relações «muito estreitas» e comerciais com as Canárias. Nesse contexto, enquanto os reis Filipes de Espanha reinaram em Portugal, a Madeira viu reforçadas as suas ligações com as ilhas canarianas, tendo havido, inclusive, militares espanhóis que se vieram instalar na Madeira e que casaram com senhoras madeirenses. Foi, como diz Alberto Vieira, uma «ocupação pacífica».
A única situação “bélica” a registar na Madeira durante essa época filipina foi a do envio, por parte de Espanha, de alguns navios de guerra para a Madeira. Não para a ocupar, mas para evitar que os ingleses o fizessem, tal como o tinham feito nos Açores.
«Havia interesses dos dois lados (Espanha e Madeira) em que esse contacto se mantivesse», explica o historiador.
Em 1640, quando se dá a Restauração da República, a maioria dos canarianos que residiam na Madeira retorna às Canárias. Não porque tivessem sido expulsos pelos madeirenses, mas porque a posição privilegiada de Inglaterra, devido ao apoio dado a Portugal durante a luta contra os espanhóis, levou a que famílias inglesas se começassem a instalar na Região.
Por outro lado, a guerra de fronteiras Portugal/Espanha tem reflexos nas Canárias, nomeadamente com a imposição de medidas restritivas ao comércio entre aquelas ilhas e a Madeira.
Nessa altura, especialmente na Ilha de Lanzarote, registam-se alguma retaliações de Espanha contra madeirenses ali residentes, principalmente contra uma família importante, cujos bens foram confiscados pelos espanhóis.
Limitada no seu comércio com Canárias, a Madeira aproveita a influência inglesa para se virar para novos mercados, nomeadamente Estados Unidos da América e mercado colonial britânico, o que acaba por ter reflexos positivos no mercado de exportação do Vinho Madeira.
Concluindo, Alberto Vieira diz que «a Madeira foi levada na conjuntura económica e política dessas épocas, mas ganhou com as duas situações» (domínio filipino e Restauração).



Jornal da Madeira

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Neil Sedaka - Calendar Girl




Lyrics/Letra

I love, I love, I love my calendar girl
Yeah, sweet calendar girl,
I love, I love, I love my calendar girl
Each and every day of the year

January
You start the year off fine
February
You're my little Valentine
March
I wanna march you down the aisle
April
You're the Easter bunny when you smile

Yeah, yeah, my heart's in a whirl
I love, I love, I love my little calendar girl
Every day, Every day of the year.
(every day of the year)

May
Maybe if I ask your dad and mom
June
They'll let me take you to the junior prom
July
Like a firecracker, I'm aglow
August
When you're on the beach you steal the show

Yeah, yeah my heart's in a whirl
I love, I love, I love my little calendar girl
Every day, Every day, of the year
(every day of the year)

--musical break--

Yeah, yeah my heart's in a whirl
I love, I love, I love my little calendar girl
Every day, Every day, of the year
(every day of the year)

September
I light the candles at your sweet sixteen
October
Romeo and Juliet on Halloween
November
I'll give thanks that you belong to me
December
You're the present 'neath my Christmas tree

Yeah, yeah my heart's in a whirl
I love, I love, I love my little calendar girl
Every day, Every day, of the year
(every day of the year)

I love, I love, I love my calendar girl
Yeah sweet calendar girl (x2)