sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Plano para São João aprovado (Funchal)

Apenas com os votos da vereação PSD







Tal como se previa, não foi pacífica a primeira reunião pública da Câmara do Funchal, após a tomada de posse do actual Executivo. Na agenda de trabalhos constava, tal como o JM noticiou ontem, a análise e aprovação do Plano de Urbanização da Ribeira de São João, sendo que este acabou por merecer apenas os votos favoráveis da maioria social democrata.
Ainda assim, o primeiro ponto de discussão foi o relatório de análise e de ponderação dos resultados da discussão pública deste Plano, que decorreu entre 15 de Agosto e 10 de Setembro, a qual registou 17 participações, que originaram 73 pontos, 15 dos quais foram aceites e integrados no relatório. «Veio a reunião para ser aprovado e vamos agora dar conhecimento às pessoas que participaram qual é a resposta relativamente áquilo que era suscitado ou reclamado por elas», disse aquele mesmo responsável.
Num segundo momento, foi então aprovado o Plano de Urbanização da Ribeira de São João, que será agora enviado à Assembleia Municipal, onde será aprovada a rectificação, em reunião ordinária a realizar no fim de Dezembro.
João Rodrigues salientou que, quer num quer noutro momento, a votação foi idêntica, ou seja, votos contra do PS, CDU, PND (3), abstenção do CDS (1) e votos a favor do PSD (7).

Plano não é só o Minas Gerais

Questionado sobre o Minas Gerais, João Rodrigues sublinhou que «o Plano de São João não se reduz a um ou a dois edifícios, mas sim a uma determinada área da cidade» e aproveitou para esclarecer que já estava previsto no Plano Director Municipal de 1997 que os três eixos das ribeiras principais da cidade seriam alvo de planos de urbanização ou pormenor. «Começou-se pelo da Ribeira de santa Luzia, depois o da Ribeira de João Gomes e agora temos este que vai para Assembleia para a sua rectificação. Envolve uma área de 43 hectares, logo não posso restringir o Plano só a um edifício», prosseguiu o vereador.
O Minas Gerais, recordou, «foi licenciado em 2007, tendo-se detectado em Julho de 2008 que não estava a ser cumprido o projecto, razão pela qual a autarquia decidiu embargar a obra. Entretanto, houve projectos que deram entrada, mas que nunca vieram de encontro áquilo que era possível licenciar com base no Plano Director, e daí o embargo continuar, assim como o impasse» que, desejou, espera que venha a ser resolvido brevemente.
João Rodrigues aproveitou também para voltar a sugerir que «quem tiver dúvidas deve consultar o projecto, onde pode ver o que foi dito em Setembro de 2008 pela autarquia sobre o que era possível construir. «Este Plano não veio trazer nem mais nem menos do que aquilo que já era possível em 2008».

Artur fala em plano à medida, Canha diz que teve vergonha


Do lado da oposição, não foi este o entendimento. Artur Andrade, da CDU, admite que até há alguns avanços, mas denuncia a existência de «vários planos de pormenor», nomeadamente, «uma parte voltada a sul, feita à medida da exigência da legalização de um conjunto de empreendimentos, nomeadamente, relacionados com o tipo de construção do Dolce Vita e eventualmente ligado ao Minas Gerais», embora neste último avance que a aprovação deste Plano «tem um impacto menor». Ao mesmo tempo, acusa o plano de, a oeste, «estar voltado para a especulação imobiliária e abrir espaço para a construção colectiva, o que levanta sérias dúvidas».
Por sua vez, Gil Canha, do PND, fala num plano da Câmara para «branquear as ilegalidades» que foram feitas no vale de São João.
«De facto, senti vergonha de ter participado nesta reunião e por não poder fazer nada», complementou, apontando o dedo ao edifício Minas Gerais que classificou de «paradigma da anarquia urbanística que a Câmara promove». Acusa mesmo a autarquia de ter elaborado uma «espécie de caixa legal para encaixar a descaracterização que a cidade está a sofrer».



Jornal da Madeira

Navio togolês suspeito poderá ser rebocado

Presença na região de um rebocador faz suspeitar de operação de salvamento
Data: 27-11-2009




O mistério do navio 'Newhope', o cargueiro de bandeira do Togo que desde 9 de Novembro paira a 12 milhas do Funchal, adensa-se. Isto porque o navio continua sem deixar os nossos mares, evocando falta de combustível e víveres, situação que as autoridades consideram estranha para um navio que viajava entre o Brasil e a Índia.

Durante as últimas três semanas o navio tem vindo a pedir autorização para fundear, pretendendo ser abastecido ao largo, pretensão que a Autoridade Marítima não autoriza já que existe uma informação de que os certificados do navio estão caducados e que o 'Newhope' integra uma lista de navios de 'bandeira negra', que se constituem uma ameaça para a segurança e ambiente.

Novidade é a presença na Madeira de um representante do armador, que nos últimos dias tem vindo a procurar sensibilizar as autoridades regionais para que encontrem uma solução que passe pelo abastecimento ao largo, sem que o navio venha ao porto e seja submetido a uma inspecção.

A forma como o armador e a tripulação do navio tentam evitar a entrada no Porto do Funchal mostra que existe o receio do navio não estar conforme, pois a Capitania do Porto do Funchal admite a possibilidade de prestar o auxílio pretendido, desde que o navio atraque na Pontinha. Mas o armador não quer e como tal o navio continua a 12 milhas do Funchal, sem condições de prosseguir viagem.

A presença na Madeira do rebocador de alto mar 'Fairmount Summi' veio adensar o mistério. Porque existe a suspeita que a sua presença nos nossos mares, durante cinco dias e sem porto de destino, pode estar ligada à situação do 'Newhope'.

Com falta de água, óleo e combustível para colocar os geradores e outro equipamento de apoio à 'máquina' a funcionar, o comandante do barco togolês poderá pedir auxílio e com isso desencadear uma operação de salvação marítima, suspeita que justificaria a presença deste rebocador de bandeira holandesa.

Construído e lançado à água em Outubro de 2005 no estaleiro nipónico de Niigata, o 'Fairmount Summi' tem 75,5 metros de comprimento, 18 de boca (largura) e uma arqueação bruta de 971 toneladas, garantindo uma força de tracção de 250 toneladas.

Com custos operacionais elevados, até porque este rebocador concluiu recentemente o reboque de um navio da Fronape International Company - o Nordic Brasília - desde o Brasil à Europa, numa viagem de 20 dias, a presença nas nossas águas do 'Fairmount Summi' pode estar ligada à situação do 'Newhope'.


DN Madeira

Noite de glória na Guilghall de Londres para uma empresa e um vinho da Madeira

Madeira Wine e 'Barbeito' distinguidos em Londres

Data: 27-11-2009

(Guildhall)



(Ricardo Diogo)


A Madeira Wine Company foi ontem à noite distinguida como a melhor empresa do sector de vinhos fortificados a operar em Londres. Uma distinção que confirma o prestígio do Vinho Madeira produzido na casa, que tem vindo a merecer inúmeras distinções a nível internacional, depois de Francisco Albuquerque sido eleito o enólogo do ano por três vezes.

Numa gala que decorreu ontem à noite no histórico Guildhall, na City de Londres, a gala anual de entrega dos troféus da International Wine & Spirit Competition elegeu um Vinho Madeira Malvasia 30 anos, lote especial, produzido pela empresa Vinhos Barbeito (Madeira) como o melhor vinho fortificado.

Além desta medalha de ouro e do troféu para o Melhor Vinho Fortificado do Mundo 2009, a empresa Vinhos Barbeito arrecadou ainda nesta competição mais uma medalha de ouro para o vinho Malvasia Old Reserve 10 anos, bem como outras cinco medalhas de prata; melhor da classe para os vinhos 'Veramar cinco anos Boal'; 'Malvasia vinte anos Lote 7199'; 'Barbeito Single Harvest 1997 Meio Seco'; 'Verdelho Old Reserve dez anos' e 'Sercial Old Reserve 10 anos' e ainda duas medalhas de prata para os vinhos 'Malvasia 1994 Colheita Single Cask 232c' e 'Boal Old Reserve 10 anos'.

Todos estes vinhos foram elaborados por Ricardo Diogo, enólogo daquela empresa.

A International Wine & Spirit Competition, fundada em 1969, tem como objectivo promover a qualidade e a excelência dos melhores vinhos, vinhos espirituosos e licorosos do mundo.

Este estatuto é obtido através de um rigoroso processo de selecção promovido em duas etapas: prova cega por profissionais e análise técnica (química e microbiológica).

Em 2008 a competição recebeu mais de 7000 concorrentes de 80 países.

As respectivas medalhas e troféus são os mais prestigiados prémios concedidos no mercado representando os melhores vinhos do mundo. Os concorrentes são premiados por categorias, divididas por país, região, variedade, estilo e 'Vintage'.

De registar que se trata da terceira distinção internacional obtida pela empresa Vinhos Barbeito durante o ano 2009, em diferente vinhos. A primeira foi alcançada no Internacional Wine Challange, onde seu 'Verdelho Old Reserve, 10 Years Old' arrecadou o Madeira Trophy, medalha de ouro e trofeu Champion fortified.

Depois, no Japan Wine Challenge foi atribuído o Best Portuguese Wine and Best fortified Wine ao 'Malvasia Old Reserve' e finalmente o Trophy for Worldwide Fortified Wine 2009 and Gold Medal (Best in Class) na Internacional Wine and Spirit Competition, com o vinho Malvasia 30 anos, lote especial.

Família Blandy uma referência na produção do vinho Madeira desde 1811

A Madeira Wine Company é a 'jóia da coroa' da família Blandy. Responsável pelo negócio do Vinho Madeira desde 1811, só em 1913 é que se constitui a Madeira Wine Association, uma associação comercial cujos objectivos primordiais foram a promoção do Vinho Madeira nos mercados internacionais e a melhoria da eficiência e da qualidade na produção.

Em 1925, as famílias Blandy e Leacock juntam-se à associação, seguidas, alguns anos mais tarde, pelas famílias Miles e Cossart Gordon. Estava assim criada a maior empresa produtora e exportadora de Vinho Madeira.

Nos finais dos anos 70, a família Blandy adquiriu uma posição de controlo na sociedade, para em 1989 endereçar um convite à família Symington, reconhecidos produtores de Vinho do Porto há mais de 100 anos e durante quatro gerações, a quem se juntaram em partenariado, com o principal objectivo de aumentar as vendas a partir do melhoramento dos métodos de produção e no reforço da rede de distribuição das reconhecidas marcas Blandy's, Cossart Gordon - a mais antiga de todas as companhias de Vinho Madeira, pois data de 1745 - Leacock's e Miles.

Responsável pela exportação de 48% do Vinho Madeira com mais de 5 anos, a Madeira Wine é a empresa líder na produção e exportação de Vinho Madeira premium, tendo na 'The Old BlandyWine Lodge', na Avenida Arriaga, uma a adega histórica que é visitada por mais de 200 mil pessoas por ano. Esta encorpora parte do antigo mosteiro franciscano que data do século XVII.A Madeira Wine foi a primeira empresa do sector certificada com o sistema de qualidade ISO 9002, neste caso pela Lody's Register (2000).

Nos últimos anos, a qualidade e a excelência dos vinhos da Madeira Wine Company têm sido reconhecida com os mais prestigiados prémios internacionais da especialidade.



DN Madeira

Barclays abre mais duas agências na Madeira com campanha



Data: 27-11-2009

A partir da próxima segunda-feira, 30 de Novembro, o banco Barclays vai abrir mais duas novas agências na Madeira, reforçando assim a sua estratégia de expansão em Portugal, com uma rede mais alargada e a oferta de um serviço especializado por todo o país.

Aos habitantes da Calheta e da zona da Ajuda (Funchal), que passam a beneficiar da oferta diversificada de serviços e soluções financeiras do Barclays, o banco vai também assinalar o momento com uma "Campanha Abertura", que oferece dois produtos com condições excepcionais e exclusivas para os 100 primeiros clientes da agência.

Um Crédito Habitação com a oferta de menos 0,15% no Spread, até um mínimo de 0,35% e um Depósito a Prazo a um mês com TANB (Taxa Anual Nominal Bruta) de 7%.

As novas agências Barclays são inauguradas no seguimento da estratégia de expansão da instituição em Portugal, que agora passará a ter 237 espaços por todo o País.


DN Madeira

Funchal recebe a partir de hoje a reunião 'Portugal Implantologia'



Data: 27-11-2009

Entre hoje e domingo realiza-se no Pestana Grand Hotel no Funchal a reunião 'Portugal Implantologia - 2009'. Gil Caroto, médico dentista e presidente regional do congresso, diz que esta será a maior reunião de implantologistas jamais realizada na Região. Com congressistas nacionais e estrangeiros, "comprovadamente de altíssima qualidade e com uma comissão científica que abarca os melhores implantologistas do país".

No congresso serão debatidos todos os temas relacionados com a implantologia, sobretudo relacionados com a área mais técnica. "Vamos trazer especialistas ligados às Universidades, mas também vamos convidar clínicos", disse Gil Caroto ao DIÁRIO aquando da primeira divulgação do evento. Mais de 300 pessoas vão participar nesta edição do evento.

Ao longo do dia de hoje, primeiro dia da reunião anual que se iniciou em 2001 no norte de Portugal e que no ano passado teve lugar em Santiago de Compostela, entre as 9 e as 19 horas estão previstas 14 apresentações individuais. Amanhã, o dia será dedicado a conferências mais longas e, no domingo, após uma manhã de cursos práticos e 'workshops' terá lugar a cerimónia de encerramento da reunião e a entrega de prémios no âmbito do evento.


DN Madeira

Construção do radar vai custar ao estado português 25 milhões de euros

Obra avança no Areeiro

Data: 27-11-2009




O tapume é da cor da paisagem árida do Pico do Areeiro, mas é impossível disfarçar o impacto da obra de construção do radar. Quem chega, dá de frente com duas gruas e com os barracões provisórios do café e das lojas de 'souvenirs'. E, para aceder ao ponto mais alto do Areeiro, é necessário contornar um estaleiro de cimento, de ferro e terra revolvida. Os trabalhos deverão continuar até a Primavera do próximo ano.

O Ministério da Defesa Nacional acredita que a construção do radar estará concluída no primeiro semestre de 2010. Segundo Filipe Nunes, assessor de Santos Silva, os prazos fixados são os seguintes: obra pronta em 2010 e radar operacional em 2011. Quanto aos custos, a extensão do Sistema Integrado de Comando e Controlo Aéreo de Portugal ao Arquipélago da Madeira está estimada em 25 milhões de euros.

Projecto polémico e muito contestado pelas associações ambientalistas, a obra é já uma realidade no terreno. A antiga estalagem foi demolida e são visíveis os alicerces da futura instalação militar. Um cartaz, escrito em português e em inglês, explica aos turistas que está em curso a construção de um radar que irá melhorar a vigilância nos mares da Madeira e a segurança aérea.

O mesmo cartaz, afixado no Areeiro, assegura que a empreitada foi adjudicada a uma empresa com certificado ambiental. É referido ainda que os trabalhos estão a ser monitorizados pelo Instituto de Ambiente e Desenvolvimento, um organismo dependente da Universidade de Aveiro.

Novo centro ambiental



As preocupações ambientais são sublinhadas não só no cartaz, mas também pelo Ministério de Defesa Nacional. Ao DIÁRIO, o assessor do ministro Augusto Santos Silva fez questão de salientar que o projecto "não prejudicará o turismo, na medida em que as actuais valências serão modernizadas e outras serão criadas, nomeadamente um centro de interpretação da fauna e flora autóctones". Ou seja, o que agora funciona em barracões provisórios (o café e as lojas de 'souvenirs') será modernizado e, além disso, surgirá, na sombra do radar, um centro para interpretação da fauna e da flora da Madeira. Esta parece ser uma contrapartida pela instalação de um equipamento militar (e polémico) em pleno Parque Natural. Chegou-se a temer pela sobrevivência da Freira (ver caixa). Embora melhore as instalações para o café e crie um centro ambiental, o Ministério da Defesa não abre mão do radar e insiste que é um imperativo nacional. "A extensão do Sistema Integrado de Comando e Controlo Aéreo de Portugal à Madeira é um imperativo na defesa do espaço aéreo nacional, que trará mais valias significativas a outras missões de interesse público na Região Autónoma da Madeira: busca e salvamento, evacuações sanitárias em ambiente marítimo, fiscalização das actividades de pesca e controlo de poluição".

Ameaças à freira




Os eventuais perigos do radar para a nidificação da 'Freira da Madeira' foram afastados em Abril deste ano pelo director do Parque Natural da Madeira. Paulo Oliveira garantiu na altura que a 'Freira da Madeira' nidifica à sombra e não será afectada pela instalação do radar no Pico do Areeiro.

Até porque, segundo o director do Parque Natural, as rotas de chegada desta ave à área, subindo os vales, estão para lá do radar. Refira-se que a interferência deste equipamento nas rotas da Freira, ave endémica e marinha, que nidifica nas serras foi uma das objecções colocadas contra a construção do radar no Areeiro desde que se tomou a decisão de o construir, em 2000.


DN Madeira


O Radar que vai ser Instalado o Laza3D







Cartaz Afixado no Pico do Areeiro


(Foto Paulo Farinha via Blog FarinhaFerry)

Hotel Buganvilia Antigamente (Funchal)