segunda-feira, 31 de agosto de 2009

SIC ao Vivo hoje no Funchal




Começa as 11.15

União de Leiria 0-0 C.S Marítimo

Mais um ponto para “verde-rubros” de novo fora de casa
Muito equilíbrio traduzido no resultado







A tarde quente marcou o ritmo do jogo na primeira parte, com muita lentidão nos processos de ambas as equipas. Os dois treinadores fizeram algumas alterações em relação às equipas que têm apresentado nos primeiros jogos da Liga, com Carlos Carvalhal a apostar em Alonso como médio interior pela esquerda, fazendo Luís Olim a lateral-esquerda da defesa e Miguelito mais no meio-campo atacante mas com mais liberdade de movimentos. A União de Leiria apostou num esquema com três defesas-centrais e muita gente no meio campo. Com estas configurações, o Marítimo foi a equipa que controlou mais a posse de bola, com percentagem acima dos 60 por cento, mas nem por isso com grande eficácia no último terço do terreno. Ainda assim, aos 13 minutos, Baba e Kanu criaram uma boa possibilidade de golo, com Kanu a atirar ao lado em última instância. A formação da casa não era capaz de agarrar no jogo, mas num lance fortuito, aos 21 minutos, Panandetiguiri, num centro/remate atirou à trave de Peçanha, naquela que foi a primeira clara oportunidade de golo da tarde. Respondeu o Marítimo, com mais posse de bola, fazendo os jogadores leirienses correr muito atrás da bola sem a conseguir recuperar. Mas continuava a faltar mais decisão na hora de criar situações de golo perante uma bem organizada defesa da União de Leiria. Aos 25 minutos, numa rara jogada rápida, Marcinho serviu Kanu que viu Bruno Miguel e Djuricic “in extremis” tirarem uma bola que se encaminhava para golo. Até ao intervalo, a equipa madeirense controlou totalmente o jogo, mas as tentativas de criar perigo só surgiram de remates de meia-distância, mas não passaram mesmo de tentativas. E foi novamente a União de Leiria a ter uma oportunidade para marcar através de Bruno Miguel, que cabeceou solto na pequena-área na sequência de um canto da esquerda. Mesmo em cima do apito para o intervalo, foi outra vez Kanu que se desmarcou bem em diagonal, tendo rematado cruzado pouco ao lado.
Na segunda parte, a equipa da casa melhorou de rendimento, passou a ter mais iniciativa e logo nos primeiros minutos abanou o jogo com um remate de Carlão e um queda na área de André Santos que o árbitro entendeu ser simulação de falta. O Marítimo reconheceu o perigo e Carvalhal mexeu, fazendo entrar Djalma, conferindo outra amplitude atacante à equipa. Logo no primeiro remate, o atacante criou perigo com um remate de fora da área. Mas foi a União de Leiria que teve a melhor oportunidade do jogo, por Cássio, aos 65 minutos. Hugo Gomes cruzou da direita e o avançado na cara de Peçanha atirou ao lado. Volvidos três minutos, respondeu o Marítimo com um remate de Babáque Djuricic defendeu com dificuldade. Até final qualquer uma das equipas podia ter desfeito o nulo no marcador, mas a indolência do calor e a falta de ideias contribuíram para o desfecho sem golos que dá um ponto a cada equipa de uma forma que se aceita.



Jornal da Madeira

Porto Santo - As férias de Jardim chegam hoje ao fim no Porto Santo

Entre o descanso e o trabalho






No balanço aos 20 dias de férias, Alberto João Jardim garantiu que «tudo decorreu como o previsto», salientando que «é uma questão de se ter isto organizado para haver tempo para a diversão, para o ténis, para a praia, também para não estar sempre sem fazer nada, trabalhar à tarde»
Normalmente, o líder madeirense começava o dia com uma partida de ténis, seguindo-se uma caminhada com amigos pelo extenso areal até à zona do Bar do Henrique. No emblemático estabelecimento junto à praia, Jardim participou nas sessões da “Universidade de Verão“, aproveitando esses momentos para, com uma boa dose satírica e humorística, abordar temas da actualidade política regional e nacional. O tema central deste ano foi “FreePort Santo”.
À tarde, sempre que podia, o presidente do Executivo madeirense passava algumas horas a dar despacho e a escrever na Direcção da Regional de Administração Pública do Porto Santo. «Houve coisas que trouxe para fazer e felizmente ficou tudo pronto», sem revelar o teor da matéria trabalhada.
Os actos oficiais na ilha voltaram a marcar o discurso político do presidente. Jardim inaugurou no Porto Santo, obras no valor de 20 milhões de euros, sendo a mais significativa as realizadas no porto de abrigo. Uma nova delegação de Finanças, uma subestação eléctrica, instalações de saúde privada e o novo espaço para feiras e eventos foram outras infra-estruturas inauguradas na ilha. «Procurei conjugar essas inaugurações para esta altura porque só poderei vir daqui até ao Natal, num dia de campanha eleitoral e para fazer mais duas inaugurações», disse, referindo-se ao dia 5 de Outubro. Um dia cheio com a inauguração do canil/gatil e a remodelação da escola do Campo de Baixo, obras no valor de dois milhões de euros. À noite tem lugar um comício no largo do Pelourinho.
Nas escolhas para a leitura, Jardim revelou ter lido o mais recente livro de Fernando Dacosta “Nascido no Estado Novo”, que considerou ser «um dos maiores vultos das letras portuguesas e talvez o melhor repórter-jornalístico que temos em Portugal».
Na mala, o líder madeirense levou um livro da escritora madeirense Ana Pereira que classificou como uma obra «fantástica» e começou a ler a obra de José Luís Cabrita “Mistérios das Ilhas (Polémicas e Segredos na História da Madeira). «É um livro provocatório», sentenciou. «Vem pôr cá fora teses que são apoiadas em documentos e que não tem nada a ver com a história oficial e colonialista que é contada a toda a gente. Acho que os madeirenses deviam comprar esse livro, para verem o quanto nos têm mentido sobre o passado da Madeira».
Jardim assistiu ainda a uma peça de teatro, visitou a III Bienal do Porto Santo e abriu oficialmente a Expo Porto Santo/Nautitur


Jornal da Madeira


“Mistérios das Ilhas (Polémicas e Segredos na História da Madeira).



No livro:

*Colombo pode ter nascido na Madeira
*História da Madeira é mentira
*Contradições da história de Portugal e dos descobrimentos
*Descobridor da América foi um Madeirense
*Lenda de Machim é verdadeira
*Centro de viagens secretas na Madeira
*Vida de João Gonçalves Zarco Na chegada de Zarco havia povoadores na Madeira
*Região foi e é económicamente viável
*Os heróis das Ilhas - Quem são eles?
*Lutas pela Autonomia desde há dois séculos
*Madeira quase foi República da Atlântida em 1931 Os ingleses dominaram a economia
*Segredos dos Açores e ligação à Madeira

Entrevista a Roberto Silva Presidente da câmara municipal do Porto Santo

O presidente da câmara municipal pretende assumir o pelouro do Turismo e garante que vai procurar discutir a estratégia com o Governo Regional


Roberto Silva quer agressividade na promoção do Porto Santo








JORNAL da MADEIRA - Que balanço faz ao mandato que agora termina na presidência da Câmara Municipal do Porto Santo?
Roberto Silva - Faço um balanço extremamente positivo se tivermos em consideração duas condicionantes, que foram as alterações, primeiro à Lei de Finanças das Regiões Autónomas e segundo à Lei de Finanças Locais. Em 2005, apresentámos à população um programa com base na legislação que existia e a meio do jogo essas leis foram alteradas, quer para a regional que também tem influência porque muitas das obras da câmara são feitas com contratos-programa com o Governo. Também ao nível das finanças locais, a alteração atingiu-nos. Sentiu-se claramente que o programa da câmara podia estar em causa. Reavaliámos o programa e quisemos manter aquelas que eram as obras emblemáticas e que achávamos mais importantes para o Porto Santo. Foi dentro desta perspectiva que levou à perda de receitas e das transferências do Governo da República que optámos por rever o nosso programa, mas mantendo algumas obras já para o próximo mandato.

JM - Em relação às transferências do Estado, a redução foi significativa?
RS - Só em relação aos últimos dois anos perdemos cerca de 20 por cento a nível nacional em receitas que eram fixas da câmara, ao abrigo da anterior Lei das Finanças Locais. Feitas contas perdemos cerca de três milhões de euros. De qualquer forma, perante estas dificuldades e da própria crise internacional que se revelou mais aguda neste período, só posso fazer um balanço positivo da nossa actuação.

JM - Mesmo assim os investimentos continuaram no Porto Santo...
RS - Conseguimos colocar no terreno diversas obras que faziam parte do nosso programa, como foram os casos da estrada de São Pedro, da via norte na Camacha, do canil/gatil e da ampliação do cemitério, que serão inauguradas em Outubro. Tudo isto, a par de uma actividade cultural que manteve o nível dos anos anteriores e que tem o expoente máximo nas festas de São João. Ao nível do ambiente através da aquisição de novos veículos que vieram melhorar a nossa capacidade nesse sector. Mantivemos com alguma dificuldade os níveis nas áreas prioritárias que estavam definidas. Posso dizer que chegámos ao fim deste mandato com a consciência de que, perante este cenário, pouco mais podia ser feito.

JM - Qual foi a taxa de execução do programa da Câmara?
RS - Perante as propostas que apresentámos e as cumpridas, a taxa de execução deve andar entre os 70 e os 75 por cento, o que é muito bom na actual conjuntura.

Dívida da edilidade está consolidada

JM - Qual é a situação financeira da Câmara?
RS - A Câmara Municipal do Porto Santo tem uma situação financeira razoável. Temos sempre aproveitado para fazer contratos-programa com o Governo Regional, no apoio em obras com fundos comunitários e posso dizer que a nossa capacidade de endividamento até aumentou recentemente. O levantamento que fizemos do imobilizado da Câmara, que ainda não está totalmente concluído, a primeira fase fez com que passássemos de 3,5 milhões para 6,8 milhões de euros a nossa capacidade de endividamento. No que respeita à divida é difícil contabilizar, visto termos muitas situações ao nível bancário, mas não deverá ultrapassar os três milhões de euros. A divida está consolidada e a nossa situação financeira é estável, o que nos permite resolver algumas situações, cuja responsabilidade de financiamento são da Câmara, como são os casos do canil e do cemitério.

JM - Há um novo desafio pela frente, caso vença as eleições, para cumprir o último mandato. Quais são as principais propostas?
RS - O motivo que me levou a aceitar o convite feito pelo presidente do partido foi o de ter consciência de que este processo, que se iniciou há 12 anos, não está ainda totalmente terminado e precisa de mais um mandato para se fazer a consolidação deste modelo de desenvolvimento. O mundo já deu muitas voltas neste período, visto termos começado com uma perspectiva que hoje poderá ser alterada, mas tenho a percepção de que posso ajudar a consolidá-lo. Neste próximo mandato vamos manter algumas áreas prioritárias ao nível cultural e ambiental, para além do ordenamento do território, no qual vamos rever o Plano Director Municipal e com a conclusão dos dois planos de urbanização.

JM - O que aconteceria se houvesse uma alteração na Câmara Municipal do Porto Santo?
RS - Qualquer alteração que houvesse agora na Câmara seria complicado, porque iria atrasar muito estas situações que são prementes. Com os objectivos definidos pretendemos criar melhores condições de investimento no Porto Santo. Esta é uma ilha muito dependente do sector da construção civil. É um município que com a dimensão e características próprias que tem, é fundamental gerar confiança para atrair investimento privado para aqui. Temos consciência de que o investimento público já não será tão significativo como nos últimos anos, embora tenhamos algumas situações que com esta candidatura possam mais depressa ser resolvidas. Refiro-me ao quartel dos bombeiros, da remodelação do parque escolar, que para além da melhoria das condições das escolas primárias da Vila e do Farrobo, terá de se pensar numa nova escola secundária.

JM - E a perspectiva de ser construído um hospital no Porto Santo?
RS - Essa é uma ideia para manter. O PSD tem defendido, desde o início, a construção de um hospital. Temos a consciência da realidade e não vamos entrar aqui em demagogia. Essa é uma situação que neste momento é impossível e repare-se o que está a passar em relação ao hospital da Madeira, com o Governo Regional a sentir muitas dificuldades e a ter a “ajuda” do Governo Central a complicar e a bloquear ainda mais a situação. Dá-me vontade de rir quando vejo os partidos da oposição falarem em mais saúde, quando vemos o boicote que está a ser feito à Madeira pelo Governo da República. Já tivemos conversas com o Governo Regional em relação ao hospital para o Porto Santo e, neste momento, não se podem fazer dois hospitais ao mesmo tempo na Região. O centro de saúde do Porto Santo tem vindo a ser melhorado com a criação de mais valências e especialidades, melhores meios técnicos e humanos para a assistência à população, num esforço da Secretaria Regional dos Assuntos Sociais. Mas como é evidente, mais cedo ou mais tarde, essa situação será colocada e não vamos deixar cair a possibilidade de termos um hospital de segunda linha, à medida do Porto Santo. Vamos manter este sonho vivo, certos de que realmente só com o PSD podemos conseguir este objectivo e com a boa vontade que já foi demonstrada pelo presidente do Governo Regional.

Ligações aéreas são “o calcanhar de Aquiles”

JM - Uma das principais reivindicações feitas por si é a necessidade de ser resolvido o problema dos transportes aéreos. Como pensa resolver esta situação que é uma competência do Governo da República?
RS - O grande entrave ao desenvolvimento do Porto Santo está nas ligações aéreas e os valores que, neste momento, são praticados. Não há grande vontade e disponibilidade em baixar o tarifário. Fico admirado quando vejo a TAP a anunciar novas rotas de duvidosa rentabilidade e depois obrigam-nos, dentro do próprio país, a pagarmos um custo que na dívida da transportadora não é nada, mas que penaliza-nos bastante. Acho que devia de haver, da parte do Governo da República outra atenção, com a garantia de serviço público. É um constrangimento muito grande ao Porto Santo porque a TAP faz apenas dois voos directos para a ilha, durante o Inverno, à sexta-feira e ao domingo. Mas, de facto, não vejo vontade de ser cumprida a continuidade territorial prevista na Constituição da República. Vamos continuar a reivindicar essa situação. Fiquei estupefacto quando vi, há dias, o secretário de Estado do Turismo desafiar o Governo Regional a resolver o problema, quando a competência é do Governo Central. Veja-se o que se passou com a taxa de combustível aplicada entre a Madeira e o Porto Santo, mesmo havendo a obrigatoriedade de serviço público, cujo valor, de 10 euros, nunca foi devolvido a quem pagou. Já fizemos várias exposições ao Governo da República, mas não vemos vontade política em resolver os problemas das ligações aéreas.

JM - Uma mudança de governo nacional pode mudar essa situação?
RS - Eu queria acreditar que sim, mas penso sinceramente que não. Os problemas da distância e da dimensão são sempre os mesmos. Os políticos que estão no Governo Central não têm esta percepção de resolver problemas. Havendo a mesma cor política nos governos regional e nacional pode abrir novos canais de diálogo sobre essa matéria.

JM - Ao nível dos transportes marítimos defendeu há algum tempo uma paragem do “Armas” no Porto Santo. Essa ideia mantém-se?
RS - A perspectiva era tentar também que a ligação entre Portimão e o Funchal tivesse uma paragem aqui. Acho que seria importante trazer o turista continental ao Porto Santo. O serviço prestado pela Porto Santo Line é excelente e não seria alterado. Em relação ao “Armas” terá de haver interesse por parte do armador procurar este destino.

JM - E em relação aos navios de cruzeiro?
RS - Infelizmente está a cair. Tivemos um ano com 15 navios de cruzeiro e outro com 17 paragens no Porto Santo, mas nos últimos tempos tem vindo a diminuir. Penso que a Secretaria Regional do Turismo e Transportes e Administração dos Portos podiam fazer mais qualquer coisa por isso. Já tentei junto destes organismos sensibilizá-los para essa situação, mas não é fácil, dada a proximidade de portos e os armadores sentirem dificuldades na opção que têm de fazer, claramente em prejuízo do Porto Santo.

JM - Já defendeu a ideia de partir para uma promoção turística autónoma do Porto Santo. Ainda acredita que esse é o melhor caminho?
RS - A promoção não é assim tão simples de fazer e não é indo a feiras nem gastando muito dinheiro que se faz a promoção de um destino turístico. É preciso ter algum cuidado, conhecer os mercados, quais são os que interessam e a forma mais eficaz de chegar até eles. Dentro da estrutura que vou criar de pelouros na câmara, haverá claramente um gabinete de promoção do Porto Santo. Vamos tentar, nós próprios, fazer a promoção. Os meios têm de ser os adequados à nova realidade porque ao nível turístico não podem ser apenas as entidades públicas a tratar dessa questão e temos de puxar os privados para este modelo. A câmara a assumir este desafio e esta perspectiva, com a proximidade que tem aqui, dos empresários do Porto Santo penso que será mais fácil vender este destino lá fora. Vamos aproveitar tudo o que já foi feito pela Agência de Promoção da Madeira, e nalguns casos trabalhar em conjunto, mas defendo que tem de haver mais agressividade.

Geoparque operacional dentro de dois anos

JM - Em que mercados concretamente?
RS - A nossa aposta deve recair no mercado inglês, alemão e o italiano. Não podemos fugir destes mercados. Sem perder de vista o mercado nacional e regional. Tenho dito que o nosso principal mercado é o da Madeira e nesse sentido, temos de incidir e tentar trazer o maior número de pessoas ao Porto Santo. O mercado nacional também tem vindo a crescer muito, mas vamos procurar diversificar nos mercados internacionais. O pelouro do turismo e promoção ficará comigo e vou procurar discutir a estratégia com o Governo Regional, sem duplicar coisas que não têm o mínimo de sentido e que não levam a nada. Vamos voltar a sentar à mesma mesa e definir novas estratégias para o futuro do Porto Santo.

JM - Os hoteleiros admitem uma solução de “lay-off” nos meses de Inverno. Concorda com isso?
RS - Essa claramente não é a solução para o Porto Santo. Não há condições para suportar isso. O Estado e o Governo tem mais interesse em dinamizar a economia do Porto Santo, criar condições para ela sobreviver durante o ano do que criar o “lay-off”. No fundo seria estarmos todos a pagar por uma situação que em nada beneficiaria o Porto Santo. A solução é promover bem para o ano todo, criando alternativas para o sol e praia, apostando num destino vocacionado para o repouso, tranquilidade e saúde. O exemplo do nosso esforço na candidatura do geoparque, que deve estar em funcionamento dentro de dois anos, é criar condições para captar turistas que viajam todo o ano. Temos de apostar também no turismo de congressos.


JM - Sendo este o último mandato como presidente da Câmara, já pensou na sucessão do cargo?
RS - Não, ainda não pensei nisso. O partido tem muitos e bons quadros no Porto Santo. Felizmente, nos últimos 12 anos, pacificar o PSD da ilha, que durante algum tempo passou por algumas convulsões. Penso que é ainda prematuro falar de sucessão. Vamos encarar estas eleições como sendo fundamentais e decisivas para o Porto Santo. Na altura certa o partido irá encontrar soluções e eu como presidente desta concelhia quero ajudar no processo.

JM - A renovação da sua lista para a Câmara acaba por ser consequência disso?
RS - Não. A renovação das listas parte do número de pessoas que temos disponíveis para estas funções. É o criar novas oportunidades. Os melhores quadros estão no PSD e a JSD tem sido uma escola muito importante.

JM - Vai acabar a sua carreira como presidente de câmara com 44 anos. Já sabe o que vai fazer depois disso?
RS - Vou continuar na política de certeza. Serei demasiado novo para me reformar e quero continuar a colaborar com o partido, tal como o fiz quando não exercia funções públicas. A minha participação cívica na política, vai para além de ocupar um cargo e vou estar sempre ligado ao PSD.

JM - Mas terá um capital político muito grande...
RS - Sem dúvida. Hoje tenho uma experiência e um conhecimento maior do que tinha há 12 anos. A câmara foi uma escola de vida. Tem sido um desafio gratificante, gosto do que faço e não estou cansado. Agora, estou preocupado em dar o meu melhor nos próximos quatro anos, para quando sair por limite de mandatos, deixar isto preparado para os desafios do futuro do Porto Santo.


JM - Admite voltar aos quadros da Empresa de Electricidade da Madeira?
RS - É com isso que tenho de contar e penso que será o mais certo. Vivo o dia-a-dia com a mesma vontade. Fui convidado em 1997 para as listas às eleições regionais e fui deputado quando não estava á espera e um ano depois, também sem estar à espera, fui convidado para a câmara. Foram dois desafios que alteraram a minha vida.

JM - Alguma vez pensou em exercer funções governativas?
RS - Eu estou disponível para aquilo que o partido entender. Tenho espírito de missão suficiente para aceitar aquilo que o partido quiser. Se calhar era mais cómodo ter ficado na Assembleia Regional, até porque o desafio que aceitei era vir aqui “retirar” a câmara ao Partido Socialista que já estava há oito anos e tinha uma máquina montada. Se não tivesse ganho a câmara voltava para o parlamento. Os desafios quando aparecem temos de agarrá-los e eu estou pronto para aquilo que o partido entender.



Jornal da Madeira

Curral terá escola até ao 9.º ano

Novo ano escolar vai começar com escolas feitas de raíz e outras que estão a ser alvo de obras de recuperação e modernização







Os estudantes do Curral das Freiras já poderão prosseguir os seus estudos até ao 9ºano, sem terem de se deslocar ao Funchal. É que, no novo ano lectivo, terão uma escola nova naquela localidade. Para além de poderem acordar mais tarde, de não terem de passar as tormentas do Inverno nas estradas ladeadas de arvoredo e de terem a possibilidade de chegar mais cedo a casa, os estudantes passam a ter a vantagem acrescida de não terem de pagar transportes.
Os pais cujos filhos irão frequentar a nova escola vêem, ainda, outras vantagens: os miúdos podem dormir um pouco mais, de manhã e, à tarde, chegam a casa mais cedo, tendo mais tempo para fazer os trabalhos de casa. A possibilidade de os manter mais perto de casa também tem um aspecto positivo no que respeita às preocupações que os pais sentem em relação aos “perigos” que os filhos podem correr indo estudar para mais longe.
Estes alguns dos aspectos suscitados pela criação de uma nova escola. Ora, o Curral não é a única localidade onde isso irá acontecer durante o ano escolar que se aproxima, visto estarem previstos muitos outros estabelecimentos de ensino noutras localidades, alguns da responsabilidade do Governo Regional e outros das Câmaras Municipais.
Para além desta, há outra escola feita de raiz que também será inaugurada no início do ano escolar. Trata-se da Escola Básica de 1º ciclo (EB1) com pré-escolar (PE) da Achada, em São Roque.
Segundo informação dada pelo director regional de Planeamento e Recursos Educativos, Nuno Araújo, a escola do Curral terá uma capacidade para 10 turmas de 2º e 3º ciclos, enquanto que a da Achada terá três salas para a pré-primária e oito para o primeiro-ciclo.

Outras escolas em obras

A estes dois projectos acrescem os de outras escolas, actualmente em obras, que poderão também estar concluídas a tempo do início do novo ano escolar. Mesmo que isso não aconteça, Nuno Araújo explica que os alunos não serão prejudicados, visto terem a alternativa de permanecer nos estabelecimentos escolares que frequentaram no ano anterior. Passarão para as novas escolas logo que estas estejam concluídas.
Encontram-se em obras as novas escolas EB23 de São Jorge, a EB1 com pré-escolar de Câmara de Lobos e a Secundária Tecnológica de São Martinho.
Igualmente com obras a decorrer, neste caso para modernização das instalações, estão as escolas de ensino básico com pré-escolar da Ponta do Pargo, a de São Paulo (Ribeira Brava), a do Tanque (Monte) e a de São Filipe.
O Parque infantil da escola básica com pré do Areeiro (Funchal) e o polidesportivo da EB1 de Santana também continuam em obras.
Para além destas infra-estruturas escolares há as que estão a ser alvo de redimensionamento, como é o caso das escolas de 1º ciclo com pré-primária na Ribeira Brava, Câmara de Lobos e Porto Santo. A da Ribeira Brava é a que, em princípio, não estará concluída logo no início do ano lectivo, devido a problemas verificados com a empresa inicialmente encarregue das obras.
Do programa de rede escolar previsto para a Região constam, ainda, quatro escolas cujas obras serão lançadas até 2011. É o caso das Escolas Básicas de 1º ciclo com pré-escolar do Porto da Cruz, das Romeiras (Santo António) e do Imaculado Coração de Maria, bem como um novo infantário em Santa Cruz.

Novos inscritos e números totais

Os estabelecimentos públicos da Região terão, no ano lectivo de 2009/2010, mais 465 crianças inscritas em creches, 2.846 em jardins de infância e salas de educação pré-escolar e 2.491 alunos no 1º ano. Tudo crianças inscritas pela primeira vez no sistema público. Dos candidatos a este regime, apenas 32 crianças em idade de creche e 114 em idade pré-escolar não foram colocadas, tendo recorrido à oferta particular.
Em termos globais, refira-se que as creches terão, no novo ano lectivo, 2.911 crianças (eram 3.047 no ano anterior), o pré-escolar e jardins de infância ficarão com 8.020 (8.101 em 2008/2009), o 1º ciclo 13.830 alunos (eram 14.051), o 2º ciclo 7.600 (7.719 no ano anterior), o 3º ciclo 9.800 alunos (contra os 9.858 do ano anterior) e o secundário 9.000 estudantes (8.937 alunos no passado ano lectivo).
Outro dado a assinalar é que a taxa de cobertura da Escola a Tempo Inteiro na Região abrangerá 98 por cento dos alunos do 1º ciclo. Dos onze concelhos, apenas três não têm, ainda, cobertura a 100 por cento. É o caso da Calheta (99%), do Funchal (98%) e de Câmara de Lobos (94%), embora nestes dois últimos se preveja que a cobertura total seja alcançada em breve.

Número de alunos está a decrescer


Comparando com o ano passado, há menos 615 alunos nas várias fases até ao 3.º ciclo: menos 136 alunos nas creches, 81 no pré-escolar, 221 no 1.º ciclo, 119 no 2.º e menos 58 no 3.º ciclo. Apenas o secundário regista um aumento de 63 alunos. Nuno Araújo considera que estas descidas são pouco significativas, quando comparadas com o ano anterior.
Apesar disso, o director regional de Planeamento e Recursos Educativos reconhece que a demografia escolar tem vindo a registar decréscimos de há anos a esta parte, facto directamente relacionado com a quebra de natalidade característica dos últimos anos.
A título de exemplo, Nuno Araújo refere a década de 60, durante a qual a média de nascimentos por ano atingia os 9.000, enquanto que agora nascem apenas 2.600 crianças por ano.
Neste contexto há dois pontos positivos a salientar. O primeiro é que o facto de nascerem menos crianças foi um dos pontos que contribuíram para a melhoria da cobertura nas idades creche e pré-escolar. O segundo é que, nos restantes ciclos, verificam-se taxas de escolarização crescentes, características dos últimos anos na RAM.

Sabe bem dormir um pouco mais de manhã

O facto de, no novo ano escolar, já não precisar de se levantar às 6 da manhã para ir para a escola é a principal vantagem que Américo Sá, de 11 anos, encontra na nova escola do Curral. É que, no ano passado, estudava nas Três Madalenas. Outro dos pontos positivos é que se livrará dos percursos de camioneta, às vezes debaixo de temporal, «o que é difícil», como diz. Por isso, Américo Sá, que tem o mesmo nome que o pai, diz-se contente com o novo estabelecimento escolar.

Menos preocupações com os filhos adolescentes


Para Américo Sá a grande vantagem de ter os filhos de 10 e 11 anos na escola do Curral é a de que ficam mais protegidos. Não têm de vir para o Funchal, onde os perigos são maiores. Américo diz ser mais fácil de controlar os filhos num sítio pequeno e familiar como é o Curral, onde todos se conhecem. «Aqui, se as aulas acabarem às 17 horas, dez minutos depois ele tem de estar em casa», exemplifica. Situação que podia ser menos controlada se o filho fosse para o Funchal, onde outras “tentações” poderiam, no futuro, vir a justificar atrasos na chegada a casa. Outra das vantagens que aponta é a de que a mulher, que levava o filho à camioneta às 06h45, já não tem de se levantar tão cedo. Para os próprios filhos é melhor, porque passam a ter mais tempo para dormir e, no final das aulas, chegam a casa num instante. «Com 10 anos, levantar-se todos os dias às 6 da manhã é complicado», diz Américo Sá. Outra das vantagens que encontra na nova escola é a de ser mais fácil ir às reuniões de pais. Isto, porque é proprietário de um estabelecimento de restauração, que até fica perto da escola.

Alunos terão mais tempo para fazer o “TPC”


Martinho de Sousa tem dois filhos, de 17 e 18 anos, respectivamente. Só o de 18 é que irá para a nova escola do Curral. O mais novo continuará os estudos no Funchal, por opção própria. Para além das despesas com transporte e da perda de tempo que o mesmo implica, Martinho de Sousa diz que uma das grandes vantagens de ter a escola perto de casa é que o filho terá mais tempo para fazer os trabalhos escolares. Martinho de Sousa diz-se satisfeito com esta nova escola, a qual, como salienta, «não é só para o Curral», visto que poderá ser frequentada por alunos dos Três Paus, por exemplo.

Trabalhar no Funchal e levar os filhos consigo


Martinha Fernandes tem dois filhos, de 8 e 12 anos. Por opção própria prefere mantê-los nas escolas do Funchal. Conforme explica, como trabalha no Funchal é-lhe mais fácil levar e trazer os filhos sempre consigo. Para além disso, quando há reuniões na escola, já não tem de perder muito tempo de trabalho. «Se os meus filhos estivessem na escola do Curral acabava por perder quase um dia de trabalho para ir a uma reunião da escola», explica.


Jornal da Madeira

Lugar de Baixo em obras

Auto silo da marina foi demolido e o pontão está a ser reparado
Data: 31-08-2009



A polémica marina do Lugar de Baixo está de novo a ser alvo de reparações. Desta feita os trabalhos incidem sobre os estragos provocados na sequência da 'limpeza' efectuada aos taludes sobranceiros, assim como a alguns estragos provocados pela fúria das ondas, na muralha do pontão de protecção à marina.

Entre as alterações mais significativas, de registar a demolição integral do auto-silo que havia sido construído quase encostado à falésia, entre a marina e a restante área de apoio, e que fora fortemente atingido com o desmonte da encosta sobranceira.

"Os técnicos acharam melhor proceder à demolição do parque de estacionamento, até porque assim é mais barato e mais adequado", justificou o responsável pela Sociedade de Desenvolvimento Ponta Oeste.

Uma nova infra-estrutura para parqueamento automóvel não será para já construído. "Nesta fase não se justifica, até porque temos estacionamento à superfície suficiente para as necessidades imediatas", sustentou Paulo Sousa, que alega que o mesmo que ali existia, visava num futuro dar lugar a outros empreendimentos afectos ao próprio complexo.

De igual modo procede-se ao arranjo das áreas ajardinadas e na zona envolvente às piscinas, locais que também foram 'massacrados' pela queda de pedras provenientes da intervenção realizada nos taludes.

Estragos "normais"

Apesar de já ter sido feito um "levantamento dos estragos" de modo a serem "avaliadas as necessidades", o presidente da 'Ponta Oeste' evita falar em custos. Questionado sobre o montante dos estragos sofridos na sequência do desmonte da escarpa, alegou não poder (ainda) precisar, "porque há sempre qualquer coisa que falta".

Contudo considera estes danos, previsivelmente avultados, "normais", face à necessidade de garantir a consolidação da encosta sobranceira e assim restituir a segurança junto da marina.

Mas não só os estragos consequência do que veio 'de cima' estão a ser reparados. Também os que vieram de 'baixo' - provocados pela ondulação do mar - merecem atenção nesta empreitada que visa reparar o essencial dos danos que a infra-estrutura actualmente padece.

Daí que também se proceda a reparações na muralha de protecção à bacia da marina. "Na mesma empreitada fizemos uma vistoria a todo o complexo e houve ali um troço do molhe de protecção à marina que os técnicos acharam por bem meter uma 'aduelas', porque havia um caixão que apresentava uma fissura. Daí estarmos a fazer uma rectificação no local em causa", precisou.

De resto Paulo Sousa estima que até ao início do Outono estas reparações 'pontuais' estarão concluídas.


DN Madeira

The Chordettes-Mister Sandman




Lyrics/Letra


(scat "bung, bung, bung, bung" 26 bungs in all)

Mr. Sandman, bring me a dream (bung, bung, bung, bung)
Make him the cutest that I?ve ever seen (bung, bung, bung, bung)
Give him two lips like roses and clover (bung, bung, bung, bung)
Then tell him that his lonesome nights are over.
Sandman, I?m so alone
Don?t have nobody to call my own
Please turn on your magic beam
Mr. Sandman, bring me a dream.

(scat "bung, bung, bung, bung".)

Mr. Sandman, bring me a dream
Make him the cutest that I?ve ever seen
Give him the word that I?m not a rover
Then tell him that his lonesome nights are over.
Sandman, I?m so alone
Don?t have nobody to call my own
Please turn on your magic beam
Mr. Sandman, bring me a dream.

(scat "bung, bung, bung, bung")

Mr. Sandman (male voice: "Yesss?") bring us a dream
Give him a pair of eyes with a "come-hither" gleam
Give him a lonely heart like Pagliacci
And lots of wavy hair like Liberace
Mr Sandman, someone to hold (someone to hold)
Would be so peachy before we?re too old
So please turn on your magic beam
Mr Sandman, bring us, please, please, please
Mr Sandman, bring us a dream.

(scat "bung, bung, bung, bung".)