sábado, 29 de agosto de 2009

Novo caminho na Madalena do Mar (Ponta do Sol)






O Caminho Municipal do Sítio das Capelas, sítio do Passo, na Freguesia da Madalena do Mar, será inaugurado no dia 10 de Setembro, pelo presidente do Governo Regional. O investimento, de 147.736 euros, é da responsabilidade da Câmara Municipal da Ponta do Sol, integrada no plano de desenvolvimento para as zonas de grande aptidão agrícola.
A obra procedeu ao aproveitamento da vereda existente, à construção de uma plataforma de perfil transversal de 4,5 metros, com uma extensão aproximada de 150 metros, obras de arte, construção de muros de suporte, aquedutos, levadas, lançamento de manilhas para reposição do sistema de irrigação e à pavimentação com um tapete de betão betuminoso.
A inauguração do Caminho Municipal do Sítio das Capelas, presidida por Alberto João Jardim, acontece Às 17 horas do dia 10


Jornal da Madeira

Nova via inaugurada a 11 de Setembro (Funchal)

Vai melhorar o trânsito junto ao complexo escolar Bartolomeu Perestrelo







Uma nova ligação entre os Viveiros e o Complexo Escolar e Desporto Bartolomeu Perestrelo será inaugurada ainda antes do próximo ano lectivo que se inicia a 21 de Setembro. A 11 de Setembro, o presidente do Governo Regional visita, pelas 18 horas, aquele investimento que ascendeu a um milhão de euros e que virá melhorar significativamente a circulação rodoviária e dar resposta às necessidades dos moradores.
Tratando-se de uma zona onde existem alguns estabelecimentos de ensino, a nova via reveste-se de importância permitindo, por exemplo, uma melhor acessibilidade do complexo escolar e desportivo ao centro do Funchal e à cota 200.
A estrada em questão tem início no Caminho dos Saltos e termina na Estrada Dr. João Abel de Freitas, vindo complementar uma ligação directa entre a Rua do Til e o nó dos Viveiros. A nova ligação, com cerca de 300 metros de extensão, é composta por uma faixa de rodagem de seis metros de largura e dois passeios laterais. A obra vem também facilitar os estacionamentos aos que vivem na zona, sendo que no investimento incluem-se benefícios ao nível de redes de água, esgotos, electricidade e telecomunicações. Há ainda zonas ajardinadas e serventias neste investimento que vai ser inaugurado por Alberto João Jardim no próximo dia 11 de Setembro. Refira-se que o primeiro troço desta via mantém a directriz da rua Alferes Fernandes Abreu, com um alargamento da rua para o lado sul, isto é, o alargamento do arruamento entre o Caminho dos Saltos e o Caminho D. João.


Jornal da Madeira

Greve não afectou voos para a Madeira

No Aeroporto da Madeira não houve ontem grandes interferências nos voos
Greve foi desconvocada








Os sindicatos que representam o pessoal de terra dos aeroportos portugueses assinaram ontem, ao fim da tarde, um protocolo com a administração da TAP que permitiu o levantamento imediato da greve dos trabalhadores da Groundforce, informou fonte da empresa.
O porta-voz da transportadora aérea, António Monteiro, disse à Lusa que os sindicatos e a empresa tinham tido uma reunião de mais de três horas, que terminou com a assinatura de um protocolo que levou à desconvocação da paralisação que ontem tinha começado e iria prolongar-se até hoje.
Os trabalhadores de assistência em terra aos passageiros (handling) tinham iniciado ontem uma greve de dois dias, após uma reunião de cinco horas quinta-feira entre a TAP e os sindicatos que foi infrutífera. Ontem, no final de uma reunião de mais de quatro horas, sindicatos e empresa assinaram um protocolo que tranquilizou os representantes dos trabalhadores quanto à manutenção dos postos de trabalho e que levou à desconvocação imediata da greve dos trabalhadores da Groundforce.


Greve não afectou voos para a Madeira


Todavia, a greve de ontem não teve grandes interferências nos voos para e à partida da Madeira. De manhã, chegaram a haver um ou dois atrasos pontuais, mas não se registou qualquer cancelamento, quer de aviões da própria companhia de bandeira nacional, quer de outras que são assistidas pela Groundforece.
Como se pode ver na imagem publicada, tudo correu bem sobre carris, que é como quem diz, sobre tapetes rolantes.
No tocante ao todo nacional, ao longo do primeiro dia de greve a TAP chegou a admitir instaurar processos disciplinares aos trabalhadores escalados que não cumprissem os serviços mínimos, adiantando ainda que a adesão global à greve pelos trabalhadores de terra rondou os 30 por cento nos cinco aeroportos.
À Agência Lusa, o porta-voz da TAP, António Monteiro, explicou que os sindicatos tinham de indicar os trabalhadores que iriam estar escalados para cumprir os serviços mínimos durante os dois dias de greve e não o fizeram, tendo a Groundforce indicado quem seriam os trabalhadores escalados. Com "habilidades" junto dos sindicatos, muitos destes trabalhadores não apareceram, acrescentou.
A transportadora considerou esta atitude "gravíssima" e admitiu instaurar processos disciplinares a alguns dos trabalhadores.
Os números da greve são bastante diferentes entre TAP e sindicatos, com a transportadora a apontar para uma adesão de 30 por cento a nível global nos cinco aeroportos, enquanto os sindicatos garantiam que 70 por cento dos trabalhadores tinham aderido à greve de ontem.



Jornal da Madeira

Entrevista a António Castro Presidente da ACIPS (Associação Comercial e Industrial do Porto Santo)

António Castro realça importância da Expo Porto Santo/Nautitur para a promoção da “ilha dourada”
«Porto Santo vive essencialmente do turismo e dos serviços
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Jornal da Madeira - A 12.º Expo Porto Santo/Nautitur é inaugurada hoje. O que é que o público vai encontrar de diferente na edição deste ano?
António Castro - Este ano inovamos na organização do evento dando mais destaque às vertentes desportiva e cultural, procurando fazer algo de diferente do que se faz em eventos deste género. É necessário oferecer cada vez mais inovação para continuar o sucesso que nós temos tido com a organização da Expo Porto Santo/Nautitur. Daí que esta inovação torna-se realidade em 2009.
Nesse sentido, temos a participação de vários clubes, nomeadamente do Porto Santo, ligadas ao desporto que vão fazer com que façamos também um projecto desportivo, nomeadamente com a realização de provas desportivas, como no ténis, além da presença de carros de rali, que vão estar em exposição, de modo a cativar a atenção das camadas mais jovens.
Assim, apostamos fortemente na vertente desportiva integrado na Expo Porto Santo/Nautitur 2009.

JM - A aposta na vertente desportiva e cultural é, portanto, também uma forma de aproximar mais a feira das pessoas que a visitam?
AC – Exactamente. E também é uma forma de demonstrar a todos os que nos visitam, o empenho do Governo Regional ao nível desportivo e a sua importância para levar as camadas mais jovens a enveredar pela prática do desporto.

JM - Esta foi a forma que a ACIPS encontrou para responder ao desafio deixado pelo Presidente do Governo Regional aquando da inauguração da feira na edição do ano passado?
AC - Sim. O Presidente do Governo alertou-nos, e muito bem, que este tipo de eventos tem de ser inovado. Não apenas no Porto Santo, mas em todo o lado. Assim, nós captamos muito bem a mensagem do Presidente do Governo Regional, que tem sido o nosso grande apoiante, pelo que este ano estamos a tentar melhorar o evento, procurando responder aos parâmetros traçados pelo próprio Governo.

JM -
Todavia, o Presidente do Governo Regional disse também o ano passado que a organização da feira teria de obedecer a novas regras, nomeadamente num maior esforço por parte dos expositores? A organização do evento este ano já houve essa preocupação de levar os expositores a terem uma participação mais activa?
AC – Todos os expositores consideram a Expo Porto Santo/Nautitur uma plataforma de negócios. Mas acima de tudo, a Expo Porto Santo quando teve o seu início, em 2000, o objectivo não era apenas mostrar o potencial económico e industrial que o Porto Santo tinha nestas áereas, mas sim também trazer e captar mais gente para o Porto Santo, para que façam férias na ilha. Esta componente também é importante, pois os expositores do exterior ao participaram na Expo Porto Santo têm duas componentes, uma que é a parte comercial, no decorrer do evento, e outra de lazer, que é fazer férias no Porto Santo, movimentando toda a indústria turística e o comércio local. É um evento essencial para prolongar o Verão no Porto Santo durante o mês de Setembro.
A ACIPS tem todos os anos a preocupação de que os expositores tenham uma participação activa. Tivemos foi que seleccionar os expositores de ano para ano, pois a experiência diz-nos que um projecto desta natureza tem de ser em qualidade e não em quantidade.

JM -
Isso quer dizer que o esforço financeiro será mais dividido entre a organização e os participantes?
AC - É claro que para os expositores da Madeira e do Porto Santo estarem presentes na feira tem de haver da parte da ACIPS apoios para que estejam presentes. Este ano não podemos dar os apoios nos transportes, mas estamos a dar uma redução de valores no próprio stand. Há uma partilha de esforço entre os expositores e a ACIPS, assim como nós não vamos cobrar as entradas, pois não queremos de forma alguma bloquear a entrada de pessoas.

JM - De onde vêm os principais apoios para a realização da feira?
AC – Os principais apoios vêm da Vice-Presidência do Governo Regional, que nos destina um valor anualmente, e do IDRAM, uma vez que este ano temos uma forte componente desportiva.

JM - Anunciou, na apresentação da 12.ª Expo Porto Santo/Nautitur, a participação de 90 empresas regionais e nacionais. Houve, portanto, uma resposta positiva da parte das empresas?
AC - Sim, houve uma resposta muito positiva das empresas e neste momento temos o evento lotado, com uma grande participação num projecto inovador. Acima de tudo, tem de imperar a qualidade e a inovação, assim como procuramos diversificação nas empresas participantes, com produtos que não existem no mercado local, para que não haja concorrência entre as empresas participantes e as empresas que já estão no mercado local.
Assim, estão representados vários sectores, nomeadamente do Comércio, Indústria e Serviços, com destaque para o sector turísticos e alimentar, pois também organizamos o 2.º Mercado Agrícola em parceria com a Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, além de termos também a parte náutica e desportiva.

JM - E quanto ao tecido empresarial do Porto Santo, a resposta à participação na Expo Porto Santo também foi positiva?
AC – A resposta tem aumentado de ano para ano. O tecido empresarial do Porto Santo está a perceber a importância deste evento para a economia da ilha e também da Madeira e, por isso, estão cada vez mais a aderir. Em relação ao ano passado temos a participação de mais 25 empresas. Num total de 90, temos a presença de 33 empresas do Porto Santo, o que é muito significativo.

JM - Com o aumento do número de camas na “ilha dourada”, é de prever que todas as actividades ligadas directa ou indirectamente à indústria turística tenham uma presença cada vez maior no evento? Esse é um factor que poderá levar um maior número de empresas deste sector a participar na Expo Porto Santo?
AC - Temos assegurada a presença de todos os hotéis do Porto Santo na feira, assim como de muitas empresas que oferecem produtos e serviços na área da actividade turística. Vamos ter, nomeadamente, a presença da marca CR7, empresa de pronto a vestir do Cristiano Ronaldo, o que vai ser importante para o evento, uma vez que o mesmo é visitado por muitos continentais.
O Porto Santo vive essencialmente do turismo e dos serviços, não vive da agricultura nem da pesca, por isso este é um mercado que temos de trabalhar. Temos de ter transportes mais acessíveis, sobretudo o transporte aéreo. Até questiono se não será necessário criar uma Associação de Promoção do Porto Santo para divulgar e vender a oferta turística da ilha na Madeira. É uma questão que deixo no ar.

JM - A ACIPS promete uma feira com qualidade, com vários eventos culturais e desportivos à mistura.
AC – Nós projectamos uma feira com a qualidade que todos, desde os portossantenses, madeirenses, continentais e estrangeiros, merecem. Temos melhorado de ano para ano, além de que a ACIPS tem certificação de qualidade na organização de eventos e na formação profissional. É, portanto, uma área em que sabemos dar conta do recado.
Durante o decorrer do evento vamos ter vários seminários temático, nomeadamente no dia 31, sobre “O reforço da confiança no sistema financeiro: Vias de desenvolvimento”.
Temos o 2.º Mercado dos Agricultores e o 5.º Festival Gastronómico, organizados paralelamente à feira, além de que iremos ter uma animação diária.
Vamos ter também as visitas oficiais, sendo que o Presidente do Governo Regional irá presidir, hoje, à sessão de abertura da 12.ª Expo Porto Santo/Nautitur, às 19 horas.

JM - Quantos visitantes esperam na edição deste ano da Expo Porto Santo/Nautitur?
AC - O ano passado tivemos 40 mil visitantes e este ano esperamos um número igual ou superior, pois as entradas são gratuitas.


Jornal da Madeira

12.ª edição da Expo Porto Santo/Nautitur é inaugurada hoje

Certame promete inovação













(Fotos ACIPS)

A 12.ª edição da Expo Porto Santo/Nautitur abre hoje as portas no Pavilhão Multiusos da “Ilha dourada”. A abertura oficial do certame, pelas 19 horas, será presidida pelo Presidente do Governo Regional, seguindo-se os discursos de abertura e uma visita de Alberto João Jardim à feira.
Tal com realça o presidente da Associação Comercial e Industrial do Porto Santo, António Castro, em entrevista ao JM, a edição deste ano da Expo Porto Santo/Nautitur irá distinguir-se pela inovação, uma vez que há uma renovação no certame, com uma forte aposta no desporto e na cultura. Estas componentes surgem como forma de captar a atenção dos mais jovens e de todos os visitantes, contribuindo para a dinamização do certame.
Por outro lado, a Expo Porto Santo continua a ser, como sublinha António Castro, uma “plataforma de negócios”, pelo que destaca a presença de 90 empresas, que ocupam uma área superior a seis mil metros quadrados, num total de 636 módulos.
Paralelamente à Expo Porto Santo/Nautitur, a ACIPS organiza também o 2.º Mercado dos Agricultores do Porto Santo e o 5.º Festival Gastronómico, duas iniciativas que contribuem para despertar ainda mais o interesse pela feira.
Relativamente ao programa do evento, destaque para a componente desportiva, onde se inclui, nomeadamente, a realização do II Torneio de Golfe Expo Porto Santo, prova de natação em mar aberto, baptismos de mergulho, desporto motorizado no kartódromo e jogos de ténis de campo de de mesa.
A ACIPS organiza também no decorrer do evento alguns seminários temáticos. Assim no dia 31 terá lugar o seminário “Reforço da confiança no Sistema Financeiro - Vias de Desenvolvimento”, com os oradores António Ferreira, do Banco de Portugal, e Jorge Faria, presidente do IDE-RAM. No dia 2, será a vez do tema “As novas medidas do Emprego”, com Sidónio Fernandes, e no dia 4 “Promoção da actividade física e da saúde”, por Rafael Fernandes.
A Expo Porto Santo/Nautitur terá também todos os dias a visita de membros do Governo Regional e outras entidades oficiais.
A animação também não foi descurada. Assim, durante todos os dias da realização do certame haverá sempre a actuação de grupos musicais.
Deste modo, tudo se conjuga, segundo a organização, para que a 12.ª Expo Porto Santo/Nautitur repita o sucesso de anos anteriores e seja visitada por milhares de pessoas. Até porque as entradas são gratuitas.



Jornal da Madeira

Produção de douradas atingirá as 700 toneladas

Manuel António diz que mais de 70% vai para exportação







A O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, que ontem visitou a “Ilha Peixe”, situada em Gaula, considerou aquela empresa como um bom exemplo de desenvolvimento económico. Pois, segundo Manuel António Correia, «o desenvolvimento económico da Região depende de dois factores, que é a diminuição das importações e aumentar as exportações».
É que, tal como tinha sido referido, anteriormente, pelo empresário, José Ornelas, gerente da “Ilha Peixe”, toda a produção da empresa tem tido escoamento, quer para o mercado regional, quer para o continente, onde é absorvida mais de metade daquilo que produzem, em especial, a dourada (que representa a maior fatia) e o peixe-espada-preta.
José Ornelas referiu ainda que até ao final do ano, a “Ilha Peixe” deverá facturar cerca de uma milhão de euros. Numa outra perspectiva, o empresário, que dá emprego a mais de 60 trabalhadores, anunciou também que, ainda este ano, irá avançar com as obras de ampliação das instalações — cujo projecto já está aprovado.
Manuel António Correia congratulou-se com mais este investimento, o qual, segundo o governante, vem de encontro também ao aumento da produção aquícola, principalmente, dourada, que passou das 35 toneladas, em 2005, para as 700 toneladas previstas para este ano.
Segundo o secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, «isto permite baixar a importação e, por outro lado, permite aumentar a exportação, uma vez que dessas 700 toneladas, 500 toneladas, ou seja mais de 70% vai para exportação. E, quando sai o peixe, entra dinheiro na Região».
Manuel António Correia disse ainda que as cerca de 700 toneladas de douradas produzidas em aquicultura, deverá «criar uma riqueza de 2,4 milhões de euros por ano. Relativamente à média da produção do sector pesqueiro da Região, nos últimos anos — que está situada à volta das sete mil toneladas —, as douradas representam já 10 por cento dessa produção».
Porém, ressalvou o governante, «o aumento da produção de dourada, que é um bom exemplo dos recursos naturais, não prejudica os sectores tradicionais, antes pelo contrário, complementa, nomeadamente o atum e a espada, porque não concorre com eles, concorre com as outras regiões que produzem dourada».

Desenvolvimento autonómico
ligado ao progesso económico


Ainda a propósito do progresso, Manuel António Correia disse que «o desenvolvimento económico é um pressuposto do desenvolvimento da Autonomia, do crescimento da Autonomia. Para sermos cada vez mais autónomos — que todos queremos ser — precisamos também, cada vez mais, de autonomia económica».
Para o governante, é possível considerar a dourada da Madeira, como uma imagem de marca, a exemplo do que já acontece com outros produtos como a banana, ou o vinho. E isto, tal como afirmou, é fruto das especificidades da Região, as quais prendem-se, sobretudo, com questões naturais, ambientais e climáticas.

Peixe conquista
fama no mercado nacional


Segundo o secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, «neste momento, no mercado da dourada, a nível nacional, já corre a mesma ideia de que a dourada da Madeira é específica, é diferente, tem uma textura própria, tem um sabor próprio, precisamente, porque é marcada pelas suas condições naturais. A natureza é que fará muita da diferenciação económica no futuro».
Na oportunidade, o governante recordou também que apesar dos constrangimentos, nomeadamente a necessidade de importarmos factores de produção, depois pagar transportes para chegar aos mercados, mas temos também algumas vantagens competitivas. Por exemplo, o ciclo de produção é mais curto na Madeira, devido à qualidade e à temperatura das nossas águas».
Uma outra nota realçada por Manuel António Correia prende-se com o facto das caixas de embalamento do peixe utilizadas pela “Ilha Peixe” — sobretudo para a exportação — serem, desde Junho deste ano, produzidas na Região, numa empresa situada na Zona Franca. Segundo o governante, isso é duplamente satisfatório, quer em termos económicos, porque ficam mais baratas, quer do ponto de vista ambiental, dado que a empresa que produz essas caixas de esferovite, fá-lo a partir de processos de reciclagem.

Secretário garante escoamento do vinho

O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais disse ontem, à margem da visita à empresa “Ilha Peixe”, em Gaula, que a presidência do Instituto do Vinho, Bordado e Tapeçaria da Madeira ficará «a título transitório e até à nomeação definitiva do novo presidente — o que só faremos após a vindima, porque consideramos que seria perturbador, nesta época, que já começou há já algum tempo, estar a mudar a constituição da equipa a meio do jogo — e, portanto, a engenheira Paula Cabaço exercerá a presidência durante este período de vindima, até à nomeação do novo presidente».
Manuel António aproveitou a oportunidade para dizer «aos agricultores que está tudo tratado para assegurar o escoamento total da produção, desde que ela tenha as condições necessárias para isso, nomeadamente, o grau. E, portanto, será mais um ano estável do sector».
O escoamento da produção, tal como afirmou, «já está articulado com as empresas, nomeadamente, através de uma linha de crédito que lhe vai criar disponibilidade financeira, cujo objectivo é criar liquidez nas empresas — no momento em que, devido à crise internacional, também tem vindo a vender menos. Mas, o grande objectivo é, através das empresas, ajudar os agricultores».


Jornal da Madeira

Inaguração da subestação da Calheta da EEM (Porto Santo)









Na oportunidade, o líder madeirense realçou o facto de ter sido a Empresa de Electricidade da Madeira a responsável por o ter catapultado para a política, porque «as primeiras vezes que consegui dar respostas ao povo nas suas necessidades elementares, foram com as inaugurações desta empresa».
Jardim recordou que, quando chegou ao Governo Regional, em 1978, apenas 30 por cento do território madeirense estava electrificado, enquanto hoje, o arquipélago tem uma cobertura de energia eléctrica acima da média europeia.
O líder madeirense enalteceu a qualidade e o arrojo dos trabalhadores da EEM que, numa fase de expansão da cobertura eléctrica, «acorriam aos pontos mais incríveis da ilha, alguns dos quais, eu próprio não conhecia e por outro lado, não havia um décimo dos acessos que há hoje».
Tal como referiu «foi um trabalho notável, visto que sem energia não se dá uma volta na qualidade de vida das pessoas», realçando que esse desempenho permitiu «ganhar a confiança das populações».
O presidente do Governo Regional realçou ainda o facto de o Porto Santo ter sido pioneiro na instalação de energia eólica no território português, preparando-se até ao final do corrente ano avançar com nova experiência original em termos de produção energética por microalgas. «Só tenho pena que estas coisas não se digam ao nível nacional», lamentou jardim, referindo que existem outros sectores, nos quais a Madeira tem sido pioneira. Recordou que, aquando da visita do primeiro-ministro à Madeira, José Sócrates manifestou-se surpreendido pelas experiências realizadas há mais de uma década, ao nível do ensino do inglês, da informática e do alargamento do ensino pré-escolar.
Tal como salientou «de uma maneira geral, as pessoas no continente não sabem destas coisas e isso acontece devido à desonestidade de informação que temos, porque ainda não se ultrapassou uma velha mentalidade colonialista», reforçando a ideia de que «há muita gente que, embora dizendo umas coisas muito bonitas, não nos tratam iguais aos outros portugueses».
Isso acontece, segundo disse, devido a uma herança cultural de centralização de poder de muitos séculos. «Este sentido leva depois a outras derragens intelectuais, ou seja, um certo ciúme e um certo aborrecimento por haver outros portugueses que estão a ser primeiros nalguma coisa», salientou.
Para Alberto João Jardim «se houvesse uma normalidade cultural neste país, os portugueses do continente teriam orgulho naquilo que os madeirenses vão fazendo, como nós temos orgulho naquilo que se faz em todo o território nacional».
Por seu turno, Rui Rebelo, presidente do Conselho de Administração da EEM, revelou que no Porto Santo será instalada uma plataforma tecnológica na área do armazenamento de energia com recurso a uma pilha de hidrogénio e implementada, a curto prazo, de um processo de produção de biofuel a partir de biomassa, proporcionada pelo cultivo de microalgas, no sentido de substituir gradualmente a utilização de derivados de petróleo na produção de electricidade.

A obra

A subestação da Calheta, obra da responsabilidade da Empresa de Electricidade da Madeira, que substitui uma antiga instalação com capacidade limitada e tecnicamente desadequada, visa fazer face ao crescente aumento dos consumos da ilha do Porto Santo, em consequência do progresso económico e social verificado nos últimos anos, reforçando a fiabilidade e as condições de segurança do sistema eléctrico, melhorando, também a qualidade de serviço prestado à população.
A subestação da Calheta, concebida com as melhores tecnologias actualmente disponíveis e inserida num novo e moderno edifício, dispõe de um nível de tensão 30/6.6 KV, com equipamentos de tecnologia de ponta no seu sistema e controlo.
A instalação encontra-se dimensionada para dar resposta às previsões de evolução de consumo de electricidade a longo prazo, permitindo ainda receber a energia produzida a partir de fontes renováveis.
A construção desta infra-estrutura obedeceu a critérios de respeito pelo ambiente, nomeadamente no que respeita a uma adequada integração arquitectónica e paisagística.
A nova subestação representa um investimento que ascendeu a 1,3 milhões de euros.



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