terça-feira, 30 de junho de 2009

St.ª Cruz desmente “negócio milionário”

Gabinete da presidência esclarece notícia publicada pelo DN Madeira



A Câmara Municipal de Santa Cruz esclareceu ontem em comunicado a notícia publicada ontem pelo Diário de Notícias da Madeira intitulada “Negócio Milionário”. A autarquia afirma que que o texto, sobre o novo edifício de Serviços Partilhados é «alarmista e faccioso» e que «este “negócio do século em Santa Cruz” não é feito por trinta anos, como refere a notícia, antes define o período de arrendamento, e não, de aluguer».

A O gabinete da presidência da Câmara Municipal de Santa Cruz esclareceu ontem, a respeito do texto publicado na edição de ontem do Diário de Notícias regional, com o título “Negócio Milionário” que o texto, sobre o novo edifício de Serviços Partilhados é «alarmista e faccioso» e que «este “negócio do século em Santa Cruz” não é feito por trinta anos, como refere a notícia, antes define o período de arrendamento, e não, de aluguer como erroneamente refere a peça».
A edilidade explica que «o valor da renda mensal de € 126.000,00, que resulta da proposta apresentada, amortizará dentro de um prazo, aproximado de 16 anos, o imóvel. Findo este período, o imóvel estará totalmente pago, gerando receitas para os executivos vindouros provenientes dos subarrendamentos com terceiros, detendo além disso, a Câmara um imóvel com um valor imobiliário elevado. A componente de despesa de tesouraria municipal, pelo uso do espaço adstrito aos seus serviços, prevê – se num valor mensal de €30.000,00, a que se reduzirá os valores suportados, actualmente, pelo Município (30.000,00 € - 6.500,00 € = 23.500,00 €). A diferença será suportada pelos restantes intervenientes publico-privados, até perfazer o valor dos €126.000,00. A solução preconizada, permitirá a criação de diversos postos de trabalho na área da construção civil e afins, trazendo maior dinamismo à economia local».
No esclarecimento, a autarquia diz que «todo este processo foi efectuado de uma forma totalmente transparente, tendo o promotor “Tijolo Branco – Sociedade Imobiliária, S.A.” sido o único concorrente que respondeu ao anúncio de oferta pública de arrendamento, efectuado pela Câmara de Santa Cruz no Diário de Notícias no dia 19/03/2009, em igual dia no Jornal da Madeira e no site do Município».





Jornal da Madeira

Inaguração da nova Sede da TabacoM (Caniço)
















PGRAM

Alberto João Jardim diz que isso passa pela revisão constitucional
Região precisa de mais poderes legislativos





O presidente do Governo inaugurou ontem a Tabacom, adquirida pela Fábrica de Tabacos Micaelense. Um investimento privado de um milhão de euros, que garante 20 postos de trabalho. No evento, Jardim defendeu a necessidade de uma revisão constitucional e explicou as medidas tomadas em Conselho de Governo sobre o Colombo’s Resort.


O presidente do Governo Regional defendeu ontem que a Região precisa de pensar no seu futuro, o qual, no seu entender, depende de mais poderes legislativos. Razão que levou Alberto João Jardim a dizer ser necessária uma revisão constitucional. Antevendo já reacções negativas de alguma oposição, o presidente do Executivo madeirense lembrou que a aprovação de um documento deste género não precisa, em nenhum parlamento democrático, de ser feita por unanimidade. Basta a maioria e assim será feito, garantiu.
A declaração foi feita na inauguração da empresa Tabacom, no Caniço. À margem do evento, Alberto João Jardim explicou que a Assembleia Legislativa da Madeira elaborou um documento com as linhas programáticas do futuro projecto de revisão.
Essas linhas serão trabalhadas por especialistas, que apresentarão, depois, o documento final que irá ser discutido na Assembleia Legislativa no próximo dia 22 de Julho.
Em Setembro, durante a campanha para as eleições legislativas, os candidatos de todos os partidos serão chamados a dizer se assumem ou não o projecto. Jardim salienta que «cada um é livre de assumir ou não».
No dia das eleições, se o povo votar nos partidos que assumiram o documento, «é porque o povo referendou o projecto», concluiu o presidente do Governo Regional.


Região sobrevive a políticas «fenícias»

Notícias vindas a público nos últimos dias davam conta de protestos contra os estudos que têm sido pedidos a entidades externas à Assembleia. Durante o discurso feito na inauguração, Alberto João Jardim disse ser normal que os Governo solicitem tais estudos, para poderem tomar, de forma mais fundamentada, as suas decisões políticas.
A propósito de políticas e da actual conjuntura económica, o presidente do Governo salientou a forma como a Região tem ultrapassado estes momentos, pese embora as «políticas fenícias» do Governo da República, que tem tentado prejudicar a Madeira.
Englobando a Fábrica de Tabaco Micaelense, que veio investir um milhão de euros na Madeira e criar 20 postos de trabalho, Jardim salientou o papel positivo que o sector privado tem tido no desenvolvimento económico madeirense.


Acordo de princípios salva Colombo’s Resort


Instado a explicar o processo delineado para “salvar” o Colombo’s Resort, Alberto João Jardim disse ter sido «um acordo de princípios» entre os governos da República e da Região.
«É um conforto e uma responsabilidade dos dois governos no empenho daquilo ser terminado, para não se verificar o que se passou, há anos atrás, com o Novo Mundo», especificou.
O acordo implica que o Governo Regional invista, do seu orçamento, um milhão de euros. A Câmara Municipal do Porto Santo entregará cinco milhões e o Governo da República dará 10 milhões. Esta última verba não será retirada do Orçamento de Estado, explicou Jardim, mas sim dada no âmbito de subsídios anteriormente anunciados e através de uma empresa de capital de risco, tutelada pelo Governo da República.
Questionado sobre se este financiamento público pode ser considerado uma privatização, o presidente do Governo respondeu que não, até porque a Banca tem grande parte do capital ali investido.
Jardim adiantou que o objectivo é o de fazer com que o empreendimento seja aberto ao público no Verão de 2010. Nessa altura será, então, decidido a quem é que as entidades públicas irão ceder as suas posições no capital.
Questionado sobre se estas medidas implicam que os actuais proprietários do empreendimento, nomeadamente Sílvio Santos, sejam afastados do mesmo, Jardim disse que o que está no terreno nem deve cobrir as dívidas que os mesmos têm à Banca.
«É preciso é que o empresário Sílvio Santos não dificulte isto», concluiu, referindo-se às medidas agora decididas.
Na ocasião, instado a pronunciar-se sobre o relatório ontem divulgado sobre o Jornal da Madeira, Alberto João Jardim respondeu que quem trata desse assunto é o secretário da tutela e o das Finanças. Perante a insistência da pergunta, acrescentou que «a única coisa de que tenho conhecimento é que o Diário de Notícias se preocupa demasiado com o Jornal da Madeira, quando se deveria preocupar é com o que vai lá dentro». E finalizou dizendo: «Preocupa-me que o Diário de Notícias esteja nas mãos do Partido Comunista». E mais não disse.


a obra


O presidente do Governo Regional inaugurou ontem a Tabacom, uma empresa de distribuição de tabacos adquirida pela Fábrica de Tabaco Micaelense (FTM). A empresa açoriana investiu um milhão nesta compra, que compreendeu, também, a aquisição da empresa madeirense Irmãos Fernandes e a formação de pessoal. Refira-se que estas duas empresas sediadas na Madeira eram as distribuidoras, na Região, do tabaco açoriano fabricado pela FTM. A empresa produz, sob licença, cigarros, cigarrilhas e charutos de marcas nacionais e estrangeiras. Nas estimativas de Mário Fortuna, presidente do Conselho de Administração da FTM, o investimento, que irá gerir fluxos financeiros em excesso de 22 milhões de euros, permitirá à Região arrecadar cerca de 15 milhões de impostos, por ano.




Jornal da Madeira

Sata quer aproximar Açores de Canárias

Utilizando a plataforma da Região Autónoma da Madeira








O Grupo SATA assinou um protocolo com o Patronato de Turismo da ilha de Gran Canária no dia 25, com vista a potenciar o aumento das ligações aéreas entre os Açores, Madeira e Canárias, fortalecendo, assim, a vocação Atlântica da SATA, através do reforço da união das ilhas da Macaronésia.
O objectivo principal do protocolo é o de aumentar o tráfego de turistas açorianos para a ilha Gran Canária, aproveitando as ligações aéreas existentes entre os arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias.
De forma a dar suporte prático a este protocolo foi acordada uma campanha promocional com o apoio do Grupo SATA e do Patronato de Turismo da Gran Canária, para aumentar a notoriedade da ilha nos Açores e, desta forma, captar maior número de turistas açorianos para aquela ilha canarina. Para tal, serão utilizados diversos meios publicitários, com destaque para a colocação de mupis, presenças na imprensa local, spots radiofónicos, posters nas lojas SATA e a presença de um banner no site da SATA. Paralelamente estão ser efectuadas campanhas promocionais dos Açores junto dos operadores turísticos da Madeira e Canárias, de forma a angariar fluxo turístico destes arquipélagos para os Açores nos voos oferecidos pelo Grupo SATA.
Recorde-se que a companhia aérea SATA Air Açores assegura as ligações entre as ilhas da Madeira e do Porto Santo. Além disso, lançou, em 2008, uma nova rota regular (Madeira/Las Palmas/Madeira) com o objectivo de alargar o âmbito da sua operação aérea a Canárias, desta feita numa base regular.



Jornal da Madeira

43% da área da Região é ocupada por floresta

Só um por cento encontra-se ardida e seis por cento é solo urbano




A floresta atinge os 43% da área total da Região. Depois, existem mais 31% de terrenos cobertos por matos e herbáceas. Os terrenos agrícolas ocupam 15% e a área urbana é de só seis por cento. Por outro lado, segundo apurámos junto da Direcção Regional das Florestas, a Laurissilva ocupa quase metade da área florestal, com 47% dessa área. A floresta cultivada sobe aos 48%, com 16.522 hectares e há ainda a contabilizar 5% de outras áreas arborizadas. A área ardida, segundo a DRF atinge apenas um por cento em cada um dos casos (cultivada e natural).


A Quarenta e três por cento da área da Madeira está coberta por floresta e por outras zonas arborizadas. Ao todo são 34.224 hectares, segundo dados fornecidos pela Direcção Regional das Florestas. A área urbana atinge os 5.987 hectares, ou seja seis por cento dos 80.102 hectares da Região.
Depois, ainda existem 24.882 hectares de matos e herbáceas (31%), 1.727 hectares de solos improdutivos (dois por cento) e 12.407 hectares (15%) de terrenos agrícolas e menos de um por cento de águas interiores (114 hectares).
Dos 34.224 hectares de floresta, 16.143 (47%) são de Laurissilva e ripícola, 16.522 hectares de floresta cultivada (48%) e 1.559 hectares de outras áreas arborizadas (5%).
Dentro da floresta cultivada, temos que 119 hectares (1%) pertencem a a área ardida e 44 (cerca de 0,33%) a zonas florestais de corte raso. Neste sentido, temos que, efectivamente, existem 16.359 hectares de floresta cultivada.
Entre as espécies (áreas onde são espécie dominante) o eucalipto, com 6.222 hectares (38%) e o pinheiro-bravo, com 6.178 hectares (37%), são as espécies mais comuns na denominada floresta exótica.
As acácias ocupam 12% dessa floresta, com 2.016 hectares, o castanheiro 4% (607 hectares), , outras folhosas 351 hectares (2%) e outras resinosas 986 hectares (6%).
Por seu turno, a floresta natural é composta, na essência, pela Laurissilva (98%, 15.868 hectares). Há ainda uma pequena franja de floresta ripícola (125 hectares, 1%). A restante área (150 hectares, 1% dos 16.143 hectares de floresta natural) contabilizada apontava para área ardida.
Funchal e Câmara de Lobos têm mais área reservada a outros usos (entre os quais urbano), com seis por cento da área da Ilha da Madeira. Matos e herbáceas atingem os 4.191 hectares (5%) e a floresta 3.691 hectares (5%).
Machico e Santa Cruz já têm mais área de floresta (6.291 hectares, 8% da área), a de matos ocupa 2.666 hectares (3%) e a de outros usos, incluindo urbano, 4.632 hectares (6%).
No norte, (São Vicente, Santana e Porto Moniz) 17 mil hectares (21%) são de floresta, 4.444 de matos (6%) e 4.187 de outros usos (5%).
A oeste, Calheta, Ponta do Sol e Ribeira Brava dedicam 4.485 hectares (6%) a outros usos, que não os florestais (6.888 hectares, 9%) e matos (10.938 hectares, 14%).
No Porto Santo, a floresta ocupa apenas 354 hectares, enquanto que a área de matos e herbáceas atinge os 2.542 hectares e a dedicada a outros usos 1.352 hectares. Nas Desertas e nas Selvagens não há floresta nem matagais.
A Madeira tem 17,667 milhões de árvores, 11,298 milhões dos quais pertencem à Laurissilva.
Depois, há mais 1,464 milhões de pinheiros-bravos, 2,808 milhões de eucaliptos, 1,235 milhões de acácias, 500 mil outras folhosas e 399 mil outras resinosas.




Jornal da Madeira

PT traz fibra óptica e centro de atendimento

A PT apresenta hoje novos serviços e investimentos na Região
Data: 30-06-2009



A PT apresenta hoje no Madeira Tecnopólo dois projectos estruturantes: a nova rede de fibra óptica, que vai permitir levar até casa dos madeirenses Internet a uma velocidade real de 100mb, assim como o projecto de criação de um 'contact center' no Funchal, que irá criar ainda este ano 200 postos de trabalho.

Sobre a nova oferta comercial de fibra óptica, que permitirá aos madeirenses poderem tirar partido de todas as vantagens da banda ultra larga, a Internet a uma velocidade real de 100mb dará acesso a um maior número de soluções tecnológicas. "Máxima qualidade de imagem, múltiplos streams em Alta Definição; número ilimitado de TVs sem necessidade de caixa descodificadora e uma nova experiência de banda larga com largura de banda garantida" são as mais valias que a PT garante.

A fibra óptica permitirá ainda que fiquem disponíveis no mercado um conjunto de serviços "cada vez mais completos que irão revolucionar a experiência de utilização da banda larga". A operadora acena com a "disponibilização de serviços Internet cada vez mais rápidos e fiáveis", com "a disponibilização fiável e simultânea de Televisão de alta definição (HDTV) e serviços TV avançados" e com a "apresentação de serviços de comunicação e entretenimento avançados, como por exemplo, vídeo-conferência de alta qualidade e jogos multi-jogador". Hoje, no Tecnopólo haverá uma zona de demonstração de várias soluções tecnológicas que são aplicadas com fibra, que vai elucidar como no dia-a-dia se aplica a utilização da nova potencialidade.

Na cerimónia que conta com a presença de do presidente-executivo da PT, Zeinal Bava, será apresentado o projecto para o novo 'Contact Center' que será criado no Funchal. Este novo centro de relacionamento com os clientes irá criar cerca de 200 postos de trabalho e estará em funcionamento no final deste ano.

Uma aposta justificada no compromisso de qualidade que a operadora assume na relação com os clientes e que quer prestar num mercado muito concorrencial, como é o das telecomunicações. Um mercado que obriga a que sejam estabelecidos níveis de exigência tecnológica elevados, presentes nos produtos e serviços disponibilizados, mas também na rapidez, clareza e eficiência com que são dadas respostas às questões que o mercado coloca.

Estes centros de atendimento são considerados fulcrais para a actividade da operadora. Por isso, segundo apurámos, o recrutamento dos colaboradores vai obedecer a vários níveis de formação, que vão desde os planos iniciais a um programa regular de acções formativas de modo a garantir a melhor qualidade de serviço, que é factor crítico de sucesso e de competitividade de qualquer empresa


DN Madeira

'Colombo's Resort' com solução à vista

Governo regional concordou com protocolo para viabilização da conclusão da obra
Data: 30-06-2009



O Governo Regional da Madeira anunciou ontem que aprovou o texto do protocolo de entendimento destinado à viabilização da conclusão do empreendimento turístico 'Colombo's Resort', em Porto Santo. Segundo a notícia distribuída pelo Gabinete da Presidência do GR, tal aprovação "possibilita, em princípio, o início da actividade turística até o Verão de 2010".

A notícia divulgada pelo executivo madeirense comprova que há boas perspectivas para uma solução do grande problema criado pelas dificuldades financeiras da empresa promotora do empreendimento na ilha dourada - a Sociedade Imobiliária e Turística do Campo de Baixo, S. A. (SITCB) - e demonstra um entendimento das entidades que poderão contribuir para o reinício das obras.

O memorando de entendimento foi desenhado pela Secretaria de Estado do Turismo, com o apoio técnico das sociedades de capital de risco, que deverão assumir um papel muito importante em toda esta conjuntura. O Governo Regional acaba por ter neste protocolo uma participação pequena, comparada com os restantes parceiros. A Câmara Municipal do Porto Santo, cujo presidente tem pugnado desde sempre pela conclusão da obra, entrará com cinco milhões de euros (cinco vezes mais o capital que o GR disponibilizou), enquanto o Estado Português entrará com 10 milhões, os bancos, BCP Millennium e Banif, com dez milhões, e a empresa construtora (Casais - Engenharia e Construção, S. A.), com 15 milhões de euros.

Segundo o DIÁRIO apurou estão reunidos 41 milhões de euros, que passarão a constituir, provavelmente, o capital social da nova sociedade para onde serão transferidos os activos e os passivos que estão afectos apenas à parte turístico-hoteleira.

Bernardo Trindade, secretário de Estado do Turismo, disse ontem ao nosso jornal que só falará sobre esta questão após a assinatura do protocolo (ver destaque), mas adiantou que o protocolo de entendimento aprovado entre as partes, juntamente, com o protocolo final, cujo articulado não foi revelado, "são uma base de trabalho para iniciar o processo" que levará à conclusão da obra, na parte hoteleira. Segue-se uma série de avaliações e estudos que conduzirão a novas decisões nomeadamente no sector imobiliário do projecto, e que deverão estar concluídas no prazo de um mês. Só depois das obras serem reprogramadas e encontrado uma entidade para gerir a parte turística, é que se saberá da garantia de abrir no Verão de 2010.

As dívidas na parte turístico-hoteleira estão avaliadas em 50 milhões de euros, enquanto no sector imobiliário serão da ordem dos 60 milhões de euros. Para terminar o hotel, aparthotel, SPA e casino serão necessários 40 milhões de euros, segundo cálculos de entidades ligadas ao empreendimento.

Assinatura na 5ª feira


O protocolo de entendimento para a conclusão da obra da parte turístico-hoteleira do 'Colombo's Resort' será assinado na próxima quinta-feira, pelas 17h30, em cerimónia que decorrerá em Lisboa, no Ministério da Economia.

Será dado o grande passo para que o empreendimento seja concluído e para que o Porto Santo tenha em funcionamento um complexo turístico-hoteleiro que acrescentará valor e visibilidade, dadas as suas características, baseadas numa oferta de luxo.

Actuais accionistas cederão as posições

O protocolo de entendimento entre as partes que viabilizarão o protocolo que deverá conduzir à conclusão das obras do 'Colombo's Resort' fixa alguns pressupostos que implicam a renúncia dos actuais accionistas da SITCB, que transmitirão as acções de que são titulares para a nova sociedade e novos accionistas a custo zero e a demissão de todos os cargos que ocupam na estrutura da sociedade que lançou o empreendimento na ilha do Porto Santo. Não só deverão renunciar aos respectivos cargos, como a quaisquer compensações ou indemnizações que se julguem com direito por via da perda dos cargos.

Esta é uma questão pacífica e não atrapalhará a solução. Desde o início dos problemas financeiros que o então presidente da SITCB disse que estava mais interessado no prosseguimento do projecto, do que em recuperar o dinheiro aplicado na obra, que considerava perdido. Depois de vários esforços, até no mercado internacional, Sílvio Santos não conseguiu qualquer investidor externo, que trouxesse dinheiro fresco para a sociedade, nem que contribuísse para o aumento do capital da SITCB, que sustentasse a obra do empreendimento de luxo, cujo custo estava orçado, no final do ano passado, em 200 milhões de euros.

No dia 6 de Janeiro, os responsáveis pela SITCB foram recebidos por representantes do Governo Regional da Madeira, com quem debateram a situação. No dia seguinte, Sílvio Santos fez chegar a todos uma carta, em que proponha uma solução semelhante à que acaba de ser adoptada. A diferença é que não separava a parte imobiliária da turística, mas mesmo na parte que dizia respeito aos accionistas, manifestava a total disponibilidade para a redução da sua participação social de forma não onerosa. Proponha a eventualidade de continuar a colaborar no projecto, o que não acontecerá. De resto, os parceiros são os propostos em Janeiro que convertem parte dos seus créditos em capital.

Starwood poderá voltar a assumir gestão da parte hoteleira

Pascal Fouquet, nomeado em 2007 pelo grupo hoteleiro internacional Starwood, para dirigir o 'Colombo's Resort', que abriria com a insígnia 'The Luxury Collection', permaneceu na Madeira até ao final do mês passado.

Aguardou que os credores se entendessem, na convicção de que a Starwood mantinha o interesse no empreendimento que desde o seu lançamento foi liderado pelo patrão da Siram. Depois que as acções foram entregues aos bancos credores, ficou na mãos do BCP Millennium e do Banif a solução do problema. Um processo que se esperava complexo e demorado. A Starwood liderou algumas acções de formação de pessoal e seleccionou chefias para o Porto Santo, que, este ano, optaram por novas colocações. Caberá à nova sociedade (ver artigo principal nesta página) seleccionar um operador turístico de reconhecido mérito internacional. Contudo, nada obsta a que a Starwood regresse.

Entendimento entre credores manterá perspectiva de 300 empregos

A assinatura do protocolo entre credores e entidades públicas com vista à conclusão da obra do 'Colombo's Resort' permitirá manter a expectativa da criação de mais de 300 empregos na ilha do Porto Santo, já no próximo Verão.

Embora a empresa promotora tenha desde início falado na criação de 400 postos de trabalho, o quadro definitivo de colaboradores só deverá ser definido logo que seja escolhido o operador para o empreendimento, já que o número de trabalhadores estará de acordo com os seus padrões de serviço e também com uma eventual sazonalidade da operação.

Quando as obras foram interrompidas o 'Colomb'os Resort' tinha 70 trabalhadores contratados, a maioria em formação. Com o apoio do Governo Regional foi possível continuar e concluir a formação de muitos, tendo outros optado pelo regime de subsídio de desemprego.

DN Madeira

Resort Quinta do Lorde lança vendas a 9 Julho



127 alojamentos com tipologias T1, T2 e T3 compõem o 'Real EState' do emprendimento
Data: 30-06-2009

As 127 unidades de alojamento, entre apartamentos e moradias, do arrojado empreendimento de 100 milhões de euros do Resort Quinta do Lorde, começam a ser vendidas a 9 de Julho.

A administração da 'Quinta do Lorde S.A.' organizou uma sessão solene com um programa especial para oficializar o lançamento das vendas. O palco será o restaurante Lord's Club, na marina, estando o evento agendado para as 18 horas.

Muito se tem especulado sobre os preços dos diversos alojamentos de luxo, que vão estar à venda de quinta-feira a oito dias. As tabelas com os preçários já estão definidas, mas mantêm-se no segredo dos deuses. A revelação está reservada para a próxima semana.

O Resort Quinta do Lorde está actualmente em fase de acabamentos. A Wimberly Allison Tong&Goo e a INARQ, que assinam o empreendimento, são minuciosos na execução dos trabalhos, pelo que, só no próximo ano é que tudo estará pronto.

Até lá, prometem transformar a pequena vila costeira com 16 hectares num espaço que se distingue pela qualidade dos materiais, apostando em soluções tecnologicamente modernas que tornam a comunidade turística sustentável e auto-suficiente em energia e água. Factores que fazem deste um projecto pioneiro na Região.

Os futuros moradores deste luxuoso complexo terão como vizinhos um hotel 5 estrelas com capacidade para 106 quartos, um SPA, uma marina com 264 postos de acostagem, 30 mil metros quadrados de áreas verdes com tratamento paisagístico superior, restaurantes, bares, lojas, praças, um circuito de mini-golfe, dois courts de ténis, várias piscinas (uma de maré). Tudo em condomínio fechado.

Um aldeamento de luxo onde nem falta uma capela, que parece ter afastado os maus agouros por que passou este projecto de 100 milhões de euros, propriedade da empresa Quinta do Lorde, que tem vivido períodos conturbados, como a contestação pela Quercus que levou o Resort à Procuradoria da República e ao Tribunal Administrativo e Fiscal do Funchal.


DN Madeira