segunda-feira, 29 de junho de 2009

Na rota dos megaiates


'Outback' fez escala técnica de reabastecimento. Seguiu para o mediterrâneo

Data: 29-06-2009



A Madeira recebeu mais uma escala do megaiate motorizado 'Outback', que era procedente das Caraíbas e com destino final na marina de La Ciotat, na Riviera francesa, onde irá ficar posicionado no decorrer desta estação.

A entrada deste magnifico iate no porto do Funchal aconteceu sábado, por volta das 11 horas, logo após a saída do ferry da Naviera Armas, atracando, exactamente, na zona reservada aos navios ferry. Ao final desse mesmo dia, o 'Outback' soltou amarras e zarpou com rumo ao estreito de Gibraltar. Recorde-se que este megaiate realizou a 28 de Junho do ano passado a sua primeira escala de sempre na Pontinha.

Tal como sempre acontece no decorrer das viagens transatlânticas, estes megaiates têm necessidade de proceder a reabastecimentos, especialmente de combustível, o que os obriga a uma escala técnica antes de retomarem as respectivas viagens.

Marina da Horta com mais iates


A Madeira, os Açores, bem como as ilhas Canárias, são as regiões escolhidas para este tipo de paragem, sendo de realçar que a Marina da Horta, nos Açores, leva grande vantagem em relação à Madeira no que se refere ao número de escalas verificadas. As excelentes infra-estruturas de apoio oferecias por aquela marina, colocam-na na lista de preferência de todos os que atravessam o Atlântico. Com efeito e enquanto a Região contabiliza, desde Janeiro 14 escalas, aquela marina açoriana já registou, em igual período, mais do triplo das escalas, registando um total de 47.

Este megaiate foi construído nos estaleiros australianos 'Austal', em 2007. Tem uma lotação para 12 hóspedes e é servido por uma tripulação de 13 elementos. Mede 58,80 metros de comprimento, por 10,55 metros de boca (largura) e 2,65 metros de calado. Está equipado com dois motores Caterpillar Diesel de 1575 Hp, os quais lhe garantem uma velocidade máxima de 18,3 nós e cerca de 15 nós, quando em velocidade de cruzeiro. De forma a permitir viagens o mais confortáveis possível, está equipado com quatro estabilizadores 'Quantum Zero', que reduzem sobremaneira os balanços provocados pela ondulação.



DN Madeira

Introdução de Gás Natural na Madeira pela EEM ( Foz da Ribeira de Socorridos)

Introdução de Gás Natural na Madeira

A Empresa de Electricidade da Madeira tem vindo, desde o início de 2002, a desenvolver um conjunto de estudos, tendo em vista a introdução de gás natural na Madeira, em primeiro lugar, para a produção de energia eléctrica, possibilitando, numa segunda fase, a sua utilização nos sectores doméstico, hoteleiro, industrial e dos transportes.

O gás natural é, sem qualquer dúvida, a forma de energia mais competitiva em Portugal, proporcionando, também, significativas vantagens, do ponto de vista ambiental, às quais se deve, em grande parte, o seu progressivo ganho de importância na estrutura de produção de energia eléctrica, tanto a nível europeu, como a nível mundial.






























Empresa de Electricidade da Madeira




domingo, 28 de junho de 2009

Novo Helicóptero na Madeira

Nova estratégia da Heliatlantis/Heliabravo faz baixar despesas e preços das viagens
Helicóptero mais barato







(Rui Sousa in JetPhotos)



A nova estratégia da Heliatlantis deverá representar poupanças na ordem dos 30% a 50%.
A empresa do empresário madeirense Sílvio Santos associou-se recentemente à Helibravo, líder de mercado nesta área, e adquiriu um novo aparelho, mais ajustado às funções «turísticas» e menos às «executivas», diferenciando-se assim do anterior equipamento.
O novo aparelho e a poupança na manutenção, que passa a ser assegurada pela associada, vão permitir baixar os preços, tornando assim as viagens mais atractivas.
«É uma nova fase da operação turística», disse ontem Sílvio Santos, na apresentação do novo aparelho, um “Robinson R44 Clipper II”, com capacidade para três passageiros.
«Antigamente, a empresa para operar tinha de ter toda uma estrutura técnica própria, a mesma aplicada para um ou para 20 helicópteros», referiu, destacando que essa parte é agora assegurada pelos meios da Helibravo, que no final do ano terá 30 helicópteros a operar no país.
Com esta reestruturação, foi possível optimizar a operação e ter preços mais baratos.
As “Flying Gourmet”, viagens mais requisitadas pelos clientes, manter-se-ão nos 100 euros, com direito a um almoço no restaurante “O Molhe”, mas o preço por hora de voo baixam de 1.400 para 1.100 euros.
Por seu turno, João Maria Bravo, presidente da Helibravo, relevou ontem o abaixamento dos custos, sendo que os seus números ainda são um pouco mais optimistas do que os de Sílvio Santos. As poupanças deverão ser na ordem dos «40% a 50%, na manutenção e 40%, na operação», segundo estima.
Justificando a sua entrada na Heliatlantis, João Maria Bravo afirmou que o helicóptero já faz parte dos atractivos da ilha e seria «uma pena acabar-se com este serviço».
A Helibravo surge desta forma no mercado regional, mas admite trazer um novo helicóptero e entrar também no mercado açoriano.



Jornal da Madeira

Madeira poderá acolher médicos luso-venezuelanos

Secretário regional dos Assuntos Sociais faz anúncio a partir de Caracas






A Região Autónoma da Madeira poderá acolher em breve médicos anestesistas, de Clínica Geral, obstetras e pediatras luso-venezuelanos para suprimir carências locais, segundo revelou, em Caracas, o secretário regional dos Assuntos Sociais da Madeira, Francisco Jardim Ramos.
"Temos falta de alguns médicos (...). Havendo colegas disponíveis, nomeadamente médicos anestesistas, de Clínica Geral, de Obstetrícia e Pediatria que queiram trabalhar na Madeira, temos toda a vontade que eles possam trabalhar connosco no nosso Serviço Regional de Saúde", disse.
Francisco Jardim Ramos falava à agência Lusa à margem do III simpósio da Associação de Médicos Luso-Venezuelanos (Asomeluve), que ontem teve lugar, em Caracas, sobre a prática médica em Portugal e na Venezuela e que reuniu quase uma centena de participantes.
"Tenho um colega (médico) com quem estive ontem reunido, que é anestesista, e que, a partir de Agosto, estará a trabalhar connosco", frisou.
O responsável explicou à Lusa que está na Venezuela com representante do Governo Regional para celebrar com os madeirenses o "Dia da Madeira", adiantando ter tido a oportunidade de se encontrar com colegas da associação de médicos luso-venezuelanos "para explicar o que é a Região Autónoma e o Serviço Regional de Saúde".
Francisco Jardim Ramos estará, a 1 de Julho, no Centro Português de Caracas, onde fará uma intervenção a propósito das celebrações do "Dia da Madeira", seguindo depois para as cidades de Maracay, onde visitará uma unidade geriátrica, e Valência, onde, a 5 de Julho, celebrará o Dia da Independência da Venezuela com os madeirenses radicados no país.
A deslocação a Caracas serviu também para ter um encontro com o embaixador de Portugal, Caetano da Silva, estando também prevista uma reunião com outros diplomatas.
"Tive também a oportunidade de me encontrar com o senhor director da Polícia Judiciária de Portugal (Almeida Rodrigues), que está de visita à Venezuela, porque a segurança é uma problemática que afecta muito os nossos conterrâneos e nós queremos que eles possam continuar aqui, em clima de segurança e tranquilidade", disse.
"A Polícia Judiciária portuguesa tem uma grande experiência em termos do funcionamento, da prevenção e tratamento de formas criminosas, nomeadamente o narcotráfico e sequestros. É uma polícia científica que pode prestar altos contributos à polícia venezuelana", concluiu.


Jornal da Madeira

Junta quer transformar campo em espaço de lazer (Arco de São Jorge)





(Baixaki)





Freguesia de vários ciclos económicos, o Arco de São Jorge já foi da cana-de-açúcar, do vinho e agora dedica-se ao turismo. E é para atrair ainda mais turistas que a Junta quer ver transformado o lugar onde está o actual polidesportivo num espaço de lazer para ser usufruído pela população local e turistas que já começam a ser muitos.
Aliás, a promoção do turismo tem sido a bandeira da freguesia junto do poder camarário como do poder governamental. «É que, se nós queremos mais turismo e se o futuro da freguesia passa por ele, temos de dinamizá-lo. Porque se as pessoas encontrarem trabalho aqui na freguesia vão com certeza querer fixar-se aqui. Como se sabe, para além de gerar riqueza, vai fazer com que o nome da freguesia seja promovido lá fora como uma boa referência. Eu penso que a melhor publicidade que se deve fazer é sem dúvida através das pessoas que nos visitam», assegura a presidente, acrescentando que «se queremos receber mais turistas temos que nos modernizar para dar mais apoio à freguesia.
É por isso que Maria Fátima Camacho defende que aquele campo nunca deveria ter sido construído ali por tratar-se de uma zona que poderia ter sido explorada para outro fim que não aquele. «O polidesportivo devia ser deslocado para outro sítio podendo ser transformado num estrutura moderna, com ginásio que possa servir a população local, bem como os turistas», sugere a presidente.
Lugar carregado de história, a responsável justifica o objectivo tendo em conta que onde está o campo desportivo foi no passado o local onde durante de mais de cem anos funcionou o cabo que serviu o Arco de São Jorge quando não havia para além dos caminhos antigos outra ligação para fora da freguesia.
A ideia – continuou - é «alargar este espaço e torná-la numa zona de lazer com mesas, um serviço de bar, jardins e balneários “em condições”. Depois, adianta, colocaríamos uma exposição permanente sobre a actividade que ali foi desenvolvida porque muitas pessoas ainda se lembram que ali houve em tempos um cabo e os jovens precisam de ter referências quanto ao seu património».
Maria Fátima Camacho conta que, com a construção do campo isso foi tudo desmantelado e torna-se importante recuperar a história da freguesia. O projecto, afirma, já foi dado a conhecer junto da autarquia, esperando agora que seja incluído no programa da autarquia porque esperar pelo do Governo Regional levará mais tempo, isto é, será só a partir de 2011.
A autarca local ressalva que, desde o início do seu mandato sentiu algumas preocupações relacionadas com «os pequenos resquícios de património». Embora admita não ser um património muito rico, temos algum que gostaria de ver recuperado como o caso do antigo engenho. A responsável diz que já foi colocada a hipótese do imóvel ser adquirido pelo Governo mas tal não tem sido possível porque são custos muito elevados.

Todas as infraestruturas são bem vindas

Se há alguma população que conseguiu fixar-se, entre os 30 e os 40 anos, a freguesia sente mais dificuldade em “agarrar” os jovens que têm saído da universidade. É por isso que são muito bem vindas as infraestruturas que ajudam a dar trabalho. Nos últimos anos a esta parte, com o nascimento de empreendimentos turísticos como a Quinta do Arco, a Quinta da Quebrada e a Casa Hortênsia, bem como os projectos da Casa do Povo, a freguesia tem conseguido fixar alguma população e tornar a vida das famílias um pouco mais confortável a nível financeiro. É por isso que qualquer obra que apareça e que represente desenvolvimento é sempre bem vinda para a população.
É neste sentido que a autarca local sugere que seja construída uma estância balnear porque, justifica, «tirando as freguesias que não têm mar no concelho, nós somos a única que não tem um espaço balnear adequado.Todos os anos a Câmara acede à abertura de uma poça numa das zonas com melhor acesso e preparamos o local para o efeito e, se bem que não seja uma zona protegida, é a única que dispomos no momento».
Aliás, e a respeito do mar, a presidente salienta ainda a urgente protecção da costa marítima porque o mar teima em subir e todos os anos “engole” um pouco mais de terra.

Balanço a quatro anos à frente da freguesia
Em jeito de balanço a estes quatro anos de actividade enquanto presidente da Junta de Freguesia, Maria Fátima Camacho diz que neste mandato conseguiu a aprovação de vários projectos. Teve a recuperação dos fontanários e dos poços de lavar comunitários, estes últimos uma luta que tem sido travada pela Junta pois há quem defenda que estes deviam ser transformados em pequenos armazéns. «Eu pessoalmente acho que, enquanto houver alguém que utilize os poços para lavar, estes vão continuar abertos ao público» garante a autarca local que afirma ter já pedido também à Câmara que crie uma espécie de mini-armazém que sirva de arrecadação à Junta de Freguesia e à Casa do Povo.
Como freguesia turística, activar a rede de caminhos e manter os caminhos antigos em condições é também um dos objectivos. Torna-se também importante proceder à construção de uma estação de tratamento de águas residuais e terminar a toponímia. O Arco de São Jorge precisa também um multibanco, serviço há muito tempo ambicionado pela população e da construção de uma estrada no sítio da Enseada. A Junta espera também que a Câmara inclua no seu programa os apoios a certas famílias da freguesia que estão com as suas habitações degradadas



Jornal da Madeira

"Escorpião" amanhã no porto


Lancha da classe Argos reforça dispositivo naval da da Zona Marítima da Madeira





O dispositivo naval do Comando de Zona Marítima da Madeira recebe, durante o dia de amanhã, mais um meio para a fiscalização das nossas águas.
Está assim cumprida a promessa de Fernando Melo Gomes, Almirante Chefe do Estado Maior da Armada, que referiu, durante as cerimónias do dia da Marinha, em 2008, que na medida do possível a Madeira teria, a partir de 2009, dois meios em permanência na Região, o que foi reforçado, posteriormente, por Saldanha Lopes, Comandante Naval, quando de deslocou à Madeira em Novembro do ano passado.
Com uma Armada cada vez mais debilitada em termos de meios de fiscalização e patrulhamento costeiros, a aposta na vinda de uma lancha da classe "Argos" para a Região revela-se um passo importante em benefício da nossa Zona Económica Exclusiva, com a chegada, à Região, do "Escorpião".
Esta lancha, que faz parte do efectivo da Armada desde 1991, tem uma guarnição de um oficial, um sargento e seis praças, embarcados em 27 metros de comprimento, 94 toneladas de deslocamento e um calado de 2,8 metros, podendo, no entanto, atingir uma velocidade de 26 nós, o que significa, nesta altura, cerca do dobro da velocidade do navio-patrulha.
Esta medida, anunciada no final da semana passada pelo Comando de Zona Marítima da Madeira, acaba por ser importante numa altura em que se aproxima o Verão e, como tal, os navios que visitam as nossas águas fazem-no, na maior parte das vezes, para visitas rápidas às ilhas mais a sul, as Selvagens.
A permanência nas nossas águas da "Escorpião", comandada pelo Segundo-Tenente Paciência da Silva, não significa, porém, que fique permanentemente no porto do Funchal, até porque um dos pontos fortes deste tipo de lanchas é o patrulhamento e fiscalização das nossas águas. Não está previsto o prazo de permanência deste meio da Armada nas nossas águas, mas sabe-se que o navio-patrulha Zaire vai ao encontro da mesma durante o dia de hoje para acompanhar o final da viagem até ao Funchal.



Jornal da Madeira

Rumo à Ribeira Brava

A TRADIÇÃO É HOJE RETOMADA. 2 CATAMARANS LIGAM FUNCHAL À RIBEIRA BRAVA.
Data: 28-06-2009








A tradição ainda é o que era e a iniciativa de levar os funchalenses e turistas, por mar, à festa popular de São Pedro, na Ribeira Brava, será hoje retomada.

Luís Abreu, um dos sócios da empresa Bom Farol, Lda, revelou ao DIÁRIO: "Recebemos nos últimos dias muitos pedidos no sentido de efectuarmos as tradicionais viagens de barco, a partir da Marina do Funchal, para o cais da Ribeira Brava, por ocasião das festas de São Pedro.

Atendendo ao facto da empresa que antigamente realizava esse serviço já não se encontra a operar, decidimos anuir a essas várias solicitações, garantindo, dessa forma, que a tradição não desapareça", disse.

Quanto ao horário das viagens, aquele responsável referiu que "iremos disponibilizar os dois catamarans - o 'Sea Pleasure' e o 'Sea the Best' - e é nossa intenção realizar duas viagens/barco, dependendo sempre da procura. As duas primeiras viagens ocorrerão a partir das 16 horas e as seguintes às 19 horas. Como é já tradicional, os madeirenses e turistas que aderem a esta ligação para o arraial de São Pedro da Ribeira Brava, regressam depois por terra, razão pela qual não estão programados embarques no cais da Ribeira Brava com destino à Marina do Funchal. No entanto, se alguém quiser regressar nós consideraremos sempre essa possibilidade", concluiu.

Os bilhetes serão vendidos a 10 euros por pessoa/viagem e a concretização das quatro viagens está dependente e condicionadas às condições do estado do mar.

Sobre estes catamarans, de dois cascos (flutuadores), rafira-se que o 'Sea Pleasure' é um modelo 'Maxicat 20', com capacidade para receber 70 passageiros e foi construído em La Rochelle, França no ano de 2004. No que respeita ao 'Sea The Best', foi igualmente construído em França, mas em 2008 tendo sido, posteriormente, adaptado por uma empresa portuguesa, para operar nas actividades marítimo-turisticas regionais. Mede 23 metros de comprimento e 11 de boca (largura) e tem capacidade para navegar com 98 passageiros. O início de actividade desta embarcação na Região ocorreu a 15 de Julho de 2008.


DN Madeira