domingo, 31 de maio de 2009

Pai do bebé de 10 meses garante que a intervenção correu bem

O transplante de medula do bebé esteve marcado para a tarde de sexta-feira, contudo a equipa da Unidade de Transplante Medular do Instituto Português de Oncologia (IPO), em Lisboa, liderado por Isabelina Ferreira optou por submeter Rodrigo Sousa à operação na tarde de ontem.
Após horas de expectativa, visto que a intervenção devia ter ocorrido pela manhã, mas que por contingências relativas a alguns procedimentos técnicos necessários, o transplante foi realizado por volta das 16 horas.
O pai da criança, Pedro Sousa, em declarações ao JM logo após a intervenção, confirmou que a mesma tinha corrido bem e que este tinha sido «um procedimento simples, mas muito precioso».
A intervenção a que Rodrigo Sousa foi sujeito, «é semelhante a uma transfusão sanguínea e que demorou cerca de três quartos de hora».
Ainda comovido, Pedro Sousa revelou que o filho «aparentemente está bem, está satisfeito, já comeu e agora está a dormir».
As primeiras horas após a intervenção a que Rodrigo Sousa foi submetido, são cruciais, bem como os «próximos dias e semanas serão determinantes», frisou o pai, que refere ainda que o «Rodrigo está agora em isolamento, onde irá ficar por três a quatro semanas».
Pedro Sousa não esconde a satisfação e lembra que «este era um passo que tinha de ser dado» e que só «foi possível porque realmente encontrou-se uma dadora compatível».
Cauteloso, mas aliviado, o pai do bebé de 10 meses, salientou que «agora vamos com calma e aguardar pelas próximas semanas».
Na última semana, Rodrigo foi submetido a tratamentos de quimioterapia pré-transplante.
Pedro Sousa não esqueceu as milhares de pessoas que voluntariamente responderam ao apelo para encontrar um dador compatível para o filho. «As palavras são sempre poucas para agradecer aos inúmeros potenciais dadores, porque realmente a manifestação que assistimos por parte dos madeirenses e a forma como ajudaram e como se predispuseram, é algo de extraordinário, que inclusivamente chegou ao continente», agradeceu Pedro Sousa, apelando às pessoas que ainda não estão inscritas como dadoras de medula que o façam, visto estarem ainda muitas crianças a aguardar por um dador compatível.
«A necessidade de dadores de medula não acabou com o transplante do Rodrigo. Ela continua e infelizmente há ainda muitas pessoas que necessitam», apelou Pedro Sousa.


Jornal da Madeira

Expo Energia divulga energias renováveis

De 2 a 5 de Junho no Largo da Restauração numa iniciativa da Câmara Municipal do Funchal







A Câmara Municipal do Funchal (CMF) em parceria com a Escola Profissional Cristóvão Colombo (EPCC) promove de 2 a 5 de Junho, no Largo da Restauração, a “Expo Energias”.
Esta é uma iniciativa que, como sublinha ao JM a vereadora Rubina Leal, tem como objectivos “divulgar o potencial das energias renováveis para a protecção do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida, promover a utilização das energias renováveis, reflectir sobre os hábitos de consumo em termos energéticos e abordar estratégias para a utilização racional de energia”.
A vereadora com o pelouro da Educação realça que no âmbito da “Expo Energias” , para além das conferências diárias com exemplos de boas práticas na região, “vamos ter diariamente workshops, nomeadamente de construção e utilização de fornos solares e de reutilização de materiais, testes e demonstrações de diferenets equipamentos de aproveitamento de energias renováveis e transmissão de filmes de educação ambiental (Cine-Eco)”.
“São uma série de iniciativas que vão desde a exposição de quatro empresas que vão estar no espaço da Expo Energias a apresentar os seus produtos para as energias renováveis, aos momentos de reflexão e de conferência, aos workshops práticos e as sessões de demonstração com veículos amigos do ambiente, nomeadamente três Segways, bicicletas eléctricas, um carro eléctrico e um carro movido a hidrogénio e o mini-autocarro da linha Eco do Funchal”, salienta Rubina Leal, acrescentando que estará também presente o veículo da Educação Ambiental da CMF.
Referindo tratar-se da primeira iniciativa desta natureza, destaca que a mesma termina no dia 5 de Julho, com a entrega dos Certificados de Qualidade Ambiental pela Câmara Municipal do Funchal a empreendimentos do concelho e com a estreia mundial do filme “Home”, que alerta para a conservação do planeta.
A vereadora da CMF realça que todas as iniciativas vão decorrer no Largo da Restauração, na grande tenda central que aí será montada, e nos espaços envolventes da Avenida Arriaga. “Trata-se de uma iniciativa que será aberta a toda a população, embora seja dirigida sobretudo para os alunos do Ensino Secundário e Universitários”, sublinha, acrescentando que “a ideia é demonstrar as boas práticas existentes na Região e demonstrar como se pode, de alguma forma, trabalhar com alguns materiais e reutilizá-los, apresentar alguns filmes na área de educação ambiental, tudo com um objectivo pedagógico e educativo, pois é importante realçar o papel das energias renováveis”.
A inauguração a Expo Energias será no próximo dia 2 de Junho, pelas 11 horas, com a presença do presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Albuquerque, seguindo-se uma conferência por Luís Marques Mendes sobre o tema “O contributo das energias para o desenvolvimento sustentável”.
No dia 3 de Junho, haverá uma conferência por Carlos Magro, do LREC - Laboratório Regional de Engenharia Civil, sobre a temática “Energia fotovoltaica, situação presente e perspectivas futuras”.
No dia 4, será a vez de Melim Mendes, da Associação Regional de Energia e Ambiente (AREAM) ser orador na conferência sobre “O enquadramento da problemática energética - perspectivas regionais e internacionais”, e no dia 5 será orador António de Brito, que apresentará o tema “Veículos eléctricos: Passado/presente/futuro”.
Por outro lado, Rubina Leal destaca que durante a Expo Energias haverá a apresentação de um exemplo de boas práticas. Assim, no dia 3 será a Empresa de Electricidade da Madeira (EEM), no dia 4 o Grupo Pestana e no dia 5 a empresa Horários do Funchal.
A exposição estará aberta durante os quatro dias desta iniciativa entre as 09 as 20 horas.


Jornal da Madeira

'Gigante' dos supermercados aposta no mercado regional

Nesta fase inicial serão abertas três lojas: no Porto Moniz, em Santa Cruz e Prazeres






(A loja de Viseu)



Data: 31-05-2009

A cadeia holandesa de supermercados SPAR vai abrir brevemente várias unidades na Madeira. A vinda desta cadeia internacional de distribuição alimentar, considerada actualmente a maior do mundo em número de lojas (ver destaque em baixo), foi confirmada ao DIÁRIO pelo responsável da SPAR Portugal, Luís da Bernarda, e por António Machado, responsável pela implementação do projecto da Madeira.

De acordo com as informações avançadas pelo responsável pelo projecto Madeira, nesta fase inicial está prevista a abertura de pelo menos três lojas. A primeira delas abre muito brevemente na vila do Porto Moniz. Já a segunda surgirá logo a seguir na cidade de Santa Cruz e a terceira, lá para finais de Junho, início de Julho, na freguesia dos Prazeres.

António Machado explica que a concretização deste projecto no mercado regional será feito quer através da abertura de lojas próprias, quer em regime de franchising, como será o caso da unidade da freguesia dos Prazeres. O investimento de uma loja média, ou seja, com uma dimensão da ordem dos 300 metros quadrados representa um investimento da ordem "dos 150 mil euros, chave na mão e pronta a funcionar".

Aposta nos independentes
Concretizada a abertura destas três primeiras lojas, será o mercado a ditar quais as zonas preferenciais para a instalação de novas unidades. António Machado refere que, para já, não está definido um número mínimo ou máximo de lojas. Isso irá depender da receptividade do mercado e da vontade dos "empresários independentes em aderir a este projecto". Neste momento, explica, "não temos nada definido. O mercado regional tem potencialidades, mas está muito concentrado e é dominado por três grandes operadores. Vamos avançar conforme a disponibilidade e vontade dos independentes. Não posso avançar se vamos abrir três, quatro ou dez lojas. Isto é um processo que vai crescer aos poucos".

Forte aposta nos frescos

Uma das características diferenciadora das lojas SPAR é o serviço e a forte aposta nos denominados produtos frescos como, por exemplo, frutas, legumes, peixe, carnes e charcutaria.

Nesta fase inicial, apenas a unidade do Porto Moniz não disporá de peixaria e talho devido à sua dimensão, 200 metros quadrados. As restantes duas disporão de todos os serviços que caracterizam estas lojas que oferecem até 10 mil produtos ao cliente. Isto no caso de uma loja de 300 metros quadrados.

A disponibilização de produtos de marca própria é outra das apostas desta insígnia. "Uma organização destas sem marca própria não tinha razão de existir", diz.

Já o responsável da SPAR Portugal Luís da Bernarda, explica que no caso concreto da Madeira o projecto da marca passa pela abertura de lojas de proximidade com dimensões que vão variar entre os 200/300 e os 500 metros quadrados, limite máximo permitido na Região.

"Esta é a maior cadeia de supermercados ao nível mundial e aposta em vários formatos de loja. No caso da Madeira, tal como acontece ao nível nacional, vamos apostar nas denominadas lojas de proximidade, com dimensões máximas até 600 metros". Na Madeira, apenas até aos 500 metros.

14 mil lojas distribuídas por 35 países

A cadeia SPAR foi fundada na Holanda em 1932 por Adriaan van Well. Inicialmente surgiu como uma cadeia de adesão voluntária para grossistas sob o nome "De Spar".

O objectivo inicial do seu fundador era assegurar a cooperação entre grossistas e retalhistas independentes de forma a dar uma resposta eficaz ao crescimento de cadeias de supermercados na Europa.

No final dos anos 40, o conceito SPAR começou a expandir-se para fora da Holanda, tendo a Bélgica se tornado no segundo país a dispor de lojas SPAR, o que aconteceu em 1947. Durante a década de 50, o conceito SPAR extendeu-se rapidamente a toda a Europa. Uma expansão que foi impulsionada pelo estabelecimento da SPAR Internacional, o que aconteceu em 1953.

Nas duas décadas seguintes a SPAR continuou a sua expansão pelos restantes países da Europa e também em dois novos continentes. Em 1963 surgiu a SPAR África do Sul e alguns anos mais tarde, em 1977, a marca chegou ao Japão.

O grande crescimento aconteceu, no entanto, nos últimos vinte anos, com a expansão para a Europa de Leste e para a China e Austrália.

Actualmente esta cadeia de supermercados dispões de mais de 14 mil lojas, distribuídas por 35 países, o que espelha bem o sucesso que a marca tem alcançado nos quatro cantos do Mundo.





DN Madeira


Formatos comerciais

SPAR EXPRESS (100 aos 200 m2) - conveniência
SPAR (200 aos 1000 m2) - proximidade
EUROSPAR (1000 aos 3000 m2) - compras de família
INTERSPAR (mais de 3000 m2) - escolha/valor


site :

www.spar.pt

Exemplos de Proteas

EMIGRANTES NA ÁFRICA DO SUL INVESTEM MEIO MILHÃO NA SUA TERRA.



Data: 31-05-2009

O propósito é produzir 200 mil proteas por ano para vender em Portugal e na Holanda. Até lá o percurso é penoso, pois será necessário investir mais de meio milhão de euros sem conseguir facturar um cêntimo durante quase cinco anos.

A ousadia é de um casal de emigrantes madeirenses na África do Sul. Cecília e Luís Ferreira saíram da Madeira em 1961 e embora não estejam a pensar no regresso, vão investindo as suas economias. Construção civil, produção de vinho e agora de flores são as apostas.

Nos Casais Próximos, Santo da Serra, a exploração de proteas ocupa uma área de 23 mil metros quadrados, 19 dos quais acolhem as 9.740 plantas que foram adquiridas a um viverista do Seixal.

O projecto foi iniciado em 2005. Com a preparação e regularização do terreno, construção dos muros de contenção, vedação e construção de um tanque de rega, com 360 m3, que é abastecido por uma nascente própria e água de pena. Água é coisa que não vai faltar, pois embora cada planta consuma 4 litros, a verdade é que ainda não foi preciso regar. No Verão será necessário recorrer ao sistema de rega automático para de oito em oito dias regar as plantas.

Com o início da plantação em finais de 2007, só este ano o processo se concluiu pois o viverista não tinha capacidade para fornecer mais de nove mil plantas. Só por daqui a dois anos é que haverá flores, com os produtores madeirenses a investirem em dez espécies diferentes de proteas, muitas delas pouco conhecidas no mercado comercial.

O investimento inicial foi de 369 mil euros, o que valeu 165 mil euros de apoios da União Europeia. Hoje os emigrantes já gastaram perto de meio milhão de euros, pois a exploração conta com uma casa de apoio, com armazém, câmara frigorífica (15 m3) - com capacidade para guardar mais de 50 mil flores - e demais instalações de apoio para os dois trabalhadores.

Os estudos feitos garantem que esta exploração poderá produzir 200 mil flores por ano. Dezoito por cada planta, o que a torna a maior e mais moderna exploração de proetas.

Pese os apoios, investimentos desta ordem de grandeza só são possíveis com capitais próprios. Porque não existem linhas de crédito pensadas para um negócio que antes de garantir receitas tem um período muito longo de investimento e custos vários.

UM NOVO VINHO DE MESA

Luís e Cecília Ferreira têm filhos e netos na África do Sul. Negócios e terras, também. Ele é de Machico, ela do Estreito da Calheta. Conheceram-se e casaram na África do Sul. Mas não esquecerem a Madeira, razão pela qual compraram 9.000 m2 de terreno no Cabeço da Queimada, Água de Pena. Aí instalaram uma exploração modelar de vinha, que em breve colocará no mercado o primeiro vinho de mesa tinto do concelho de Machico: o Cabeço da Queimada!

Os números

Nos últimos 3 anos a produção de proteas cresceu de 91 mil para as 206 mil cortadas o ano passado;
O negócio também rendeu mais de 106%, valendo cerca de 113 mil euros;
No primeiro trimestre deste ano foram cortada 135.451 flores, mais 12,5% do que em igual período do ano anteriores;
A Madeira exportou o ano passado 550.628 flores, que renderam 222 mil euros;
São orquídeas as flores que mais rendem no mercado internacional, tendo a Região exportado 291 mil, por 77 mil euros
Mais de 41 mil estrelícias foram vendidas no mercado exterior, por 27 mil euros;
Entre os anos 2000-2008, a área de plantação aumentou de 41 hectares para 80 ha (+95%);
A importação de flores caiu 79% entre 2005-2008, tendo a Região adquirido no exterior 842.601 flores;
Margarida (345.295), Crisantemo (186.957) e rosas (152.152) são as espécies mais importadas;
A aquisição de flores no mercado externo representa um investimento de 247 mil euros, valor superior à receita obtida pelas exportações.

Investimento de 4,6 milhões de euros

Com o advento, na segunda metade do século XX, da indústria do turismo, a produção de flores deixou de ser ornamental e passou a ter interesse comercial. Desde então a floricultura regional veio a organizar-se e a ganhar dimensão, paulatina e artesanalmente no princípio, mas com orientação já profissional e a maior velocidade mais marcadamente a partir da década de oitenta, com apoios financeiros do Governo Regional, através de planos específicos de desenvolvimento, e posteriormente deste e da União Europeia, tendo-se concretizado um grande número de projectos de investimento no sector.

Só no anterior Quadro Comunitário de Apoio foram aprovados 32 projectos de investimento para a produção de diversas espécies florícolas, os quais corresponderam a um investimento na ordem dos 4.600.000 euros.

Utilizadas principalmente para a produção de flor de corte, as espécies mais disseminadas foram a estrelícia, o antúrio, o torrão de açúcar e diversas orquideáceas (sapatinhos, cimbídios, phalaenopsis e a cattleya).

Dois quintos destinam-se à exportação

Cerca de dois quintos das flores cortadas produzidas na Região têm-se destinado à exportação, actualmente dominada pelas próteas e os cimbídios. Mas é um facto que o mercado local configura-se cada vez mais interessante, não só pela expansão e consolidação do sector do turismo, e por todas as actividades que este catalisa.

Paralelamente à resposta a uma procura interna crescente, também foram abertos mercados exteriores, designadamente na Europa, com destaque para o continente português, a França, a Alemanha e Itália.

Pese o crescente domínio e poderio no negócio florícola mundial da Holanda, as flores da Madeira mantiveram e continuam a manter fluxos significativos para o mercado europeu, diversificando a oferta, de que é o caso mais recente a expansão da cultura das próteas

Parque temático vai ter máquina do tempo



Data: 31-05-2009

O Parque Temático de Santana vai ter uma nova atracção. Trata-se de uma máquina do tempo onde será possível mostrar aos visitantes imagens da Madeira antiga, curiosamente captadas do ano 2419. Mil anos depois da Região ter sido descoberta.

Durante as celebrações do Dia Mundial da Criança, antecipadas pelo parque para este fim-de-semana, Tiago Freitas, director-geral, deu conta ao DIÁRIO de outra das novidades: um novo serviço chamado 'Caravelas Telecomandadas'.

A par destas inovações, haverá uma reformulação das imagens do pavilhão do futuro da terra que terá, até ao final do ano, novas fotografias e filmes. Praticamente a completar cinco anos de existência, e com o registo de entradas a atingir as 320 mil pessoas pagantes, a administração não tem qualquer indicação por parte da vice-presidência do Governo para que a breve prazo o parque possa vir a ser alargado, embora, em face dos resultados, Tiago Freitas, diga que "no futuro este será certamente um dos investimentos mais rentáveis e com maior sucesso na Região".

sábado, 30 de maio de 2009

Rodrigo submetido hoje ao transplante

Data: 30-05-2009

É durante a manhã de hoje que Rodrigo Sousa, bebé madeirense a quem foi diagnosticada uma leucemia linfoblástica aguda às seis semanas de idade, será submetido a um transplante de medula óssea.

A medula que será transfusionada foi doada por uma cidadã alemã, 100% compatível geneticamente com o Rodrigo, e que foi 'encontrada' através do banco internacional de dadores de medula.

A intervenção vai decorrer no Instituto Português de Oncologia de Lisboa, supervisionada por uma equipa médica que é presidida por Isabelina Ferreira. Depois do transplante o Rodrigo terá de ficar em isolamento para recuperar da intervenção.


DN Madeira