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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Inaguração das Obras de Requalificação das Casas Típicas de Santana

Decorreu na freguesia e concelho de Santana


O Presidente do Governo Regional da Madeira, no dia 21 de Maio, sexta-feira, às 16.00 horas, visitou as obras de requalificação, já concluídas, das cinco casas típicas, construídas junto aos Paços de Concelho de Santana.

As cinco casas representam os diversos aspectos e tradições madeirenses, o modo de vida local, as flores, os frutos, a gastronomia e doçaria, o bordado em linho e ainda a informação turística. Para além da exposição de motivos tradicionais, vão estar presentes artesãos que mostram o seu trabalho.

O local envolvente a estas casas típicas foi também alvo de renovação, tendo-se criado espaços de lazer.

Trata-se de uma iniciativa da Câmara Municipal de Santana, na valorização da Cidade de Santana














PGRAM

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Aigle Azur divulga destino Madeira






A companhia aérea francesa Aigle Azur está a lançar uma nova campanha publicitária em Paris e provincias de França que tem por objectivo promover o destino Madeira. A iniciativa resulta de uma acção conjunta com o Turismo de Portugal e a Associação de Promoção da Madeira. Assim, há 650 cartazes nas estações do metro, 300 taxis personalizados da Ile-de-France e um passatempo nas redes nacionais de rádio até dia 23 de Maio para ganhar pacotes de viagem para o Funchal. A Aigle Azue tem uma ligação semanal entre Paris e a Madeira.



Jornal da Madeira

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Madeira: da “Pérola” ao “body.mind”

O mesmo destino Madeira tem conhecido diferentes imagens, marcas e slogans ao longo dos anos. Uma exposição evidenciou as etapas







Carlos Alberto Silva, adjunto da secretária regional do Turismo e Transportes, fez um levantamento dos logótipos, marcas, slogans e mensagens do Turismo da Madeira. O resultado esteve patente no dia sete de Maio no Centro de Congressos da Madeira, por ocasião da realização da quarta Conferência do Turismo, levada a efeito pela direcção na Madeira da Ordem dos Economistas.
Evidenciada em grandes painéis e complementada com diverso material de promoção que sustentava cada uma das fases, mostra a evolução até à actualidade.
Assim, para a História temos as seguintes fases, nas décadas mais próximas.
Até 1978 a mensagem era “Madeira - A pérola do Atlântico”.
Entre 1978 e 1984, a pérola vai ao fundo juntamente com o Atlântico. Surge o slogan “Madeira - O jardim flutuante”.
Mas o jardim flutuante perdeu-se na imensidão do mar.
Assim, entre 1984 e 1993, tudo o que vinha de trás é metido na gaveta e surge um slogan completamente diferente. Passa a ser: “Madeira ... Uma forma diferente de desfrutar o sol!”. Em cima da palavra Madeira surge um sol laranja e duas aves.
E, tal como os slogans que o antecederam, o sol desapareceu lá no céu tal como a forma diferente de o desfrutar.
Mais uma vez as mensagens dos slogans anteriores desaparecem.
Surge a ilha da Madeira estilizada feita de forma que algumas pessoas chegaram a questionar na altura. De 1993 a 2002 a mensagem do Turismo da Madeira passa a ser: “Madeira - Sinta a natureza à sua volta”.
De 2002 a 2004 muda a imagem da tal ilha pintada com “cores bébé” mas mantém a mensagem anterior. Surge a flor estilizada com uma pessoa de braços abertos como que a simbolizar o bem receber reconhecido do povo madeirense.
Até que, a partir de 2004, fruto de um estudo realizado, surge numa nova imagem do destino Madeira e um novo conceito que pretende evidenciar uma ilha com condições excepcionais para relax. Factor importante para as vidas quotidianas cada vez mais agitadas onde a Madeira se apresenta como o tónico para a recuperação.
Temos assim, a partir de 2004, o actual “body-mind.madeira”.
Carlos Alberto Silva confidencia que gostou de coordenar este trabalho das diferentes fases da imagem da Madeira não só por permitrir mostrá-lo agora como perpectuar o espólio, facilitando futuras mostras, como admite vir a acontecer.

Empresários defendem consistências das marcas

João Welsh, delegado na Madeira da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo reconhece potencial na marca “Madeira - A pérola do Atlântico”, que foi utilizada até 1978. Diz que enquanto a tivemos, todas as pessoas se referiam ao destino como Pérola do Atlântico.Uma marca que admite continuar junto do consumidor.
Diz que a Madeira tem alterado marcas e tentado impô-las, mas admite que nenhuma consegue afirma-se como “Pérola do Atlântico”.
Por isso, defende que deveria ser feita uma pesquisa junto dos mercados no sentido de ver como identificam a Madeira, se é pela marca utilizada até 1978 ou preferem outra.
Para João Welsh uma coisa é certa: qualquer que seja a marca tem de ter foçosamente presente dois pontos. O primeiro é a consistência e o segundo corresponder aos aspectos endógenos da Madeira.
Outra opinião tem o hoteleiro madeirense André Barreto.
Admite que o actual “body.mind.madeira” pode enquadrar-se na oferta do destino, mas considera que nenhum privado o utiliza.
Neste sentido, defende que devíamos pegar no slogan actual e analisar o que se propunha na altura em que foi lançado em 2004. Isto porque considera que não está esgotado o conceito.
Outro hoteleiro considera que mais que a marca há a questão da necessidade da sua consistência. Um pouco em linha com o que referiu João Welsh.
António Trindade defende a necessidade de ser feito uma pesquisa para a qual diz que quase temos do zero. Saber o que o mercado gosta. Depois refere ser preciso ir aos mercaos testar marcas. E, se corresponder às mais-valias do destino, deixá-la amadurecer.
Por seu turno, Luigi Valle, presidente do Grupo Pestana na América do sul e administrador responsável por todas as áreas operacionais do Pestana Turismo, defende que antes de ser tomada qualquer decisão é necessário avaliar quais os objectivos que pretendemos alcançar.
Considera que nos últimos anos a Madeira tem tido uma evolução qualitativa na sua procura, pois os rácios da capitalização das despesas individuais têm vindo sistematicamente a diminuir.
Luigi valle acentua que não é suficiente pensarmos somente em taxas de ocupação ou ficarmos satisfeitos com a “compensação” do REVPAR. Por isso questiona acerca de a Madeira dever ser vendida a quem? Entende que a sensibilização da promoção é fundamental para se ultrapassar o populismo do turista.
O administrador do Grupo Pestana reconhece que desde Setembro de 2008 estamos a viver momentos particularmente complexos. Neste âmbito diz ser de realçar os pormenores da leitura internacional da tragédia de Fevereiro deste ano assim como também dos problemas de distribuição aérea que tem acontecido nos últimos tempos.
Luigi Valle admite que a situação económica a nível Europa vai continuar. Considera que a concorrência vai continuar a se actualizar. “Para baixo”, sublinha.
Neste sentido, friza que uma coisa é pensar naquilo que se deve fazer para minimizar as questões de curto prazo, e outra aquilo que poderá e deverá ser pensado para médio e longo prazo.
Considera que uma coisa é certa e indiscutível: A Madeira é reconhecida pela sua qualidade. “E é imprescindível que continue a ter esta leitura”.
Contudo, acentua que o timing da procura tem vindo a ser alterada de uma forma significativa, reforçando as sazonalidades. Complementa que a idade média também tem mudado na procura pelo destino.
Por isso, questiona se foi feito algum estudo no sentido de sensibilizar quem decide e quem promove de tomar esse facto em consideração. Do seu ponto de vista repite aquilo que diz já ter transmitido há uns anos: “Penso que não”.
Complementa que, para além das particularidades económicas, de disponibilidade mais transversal ao longo do ano, como também do evidente aumento crescente da “esperança de vida”, esta leitura não é comum para os dois destinos da Região Autónoma. “Uma coisa é analisar o que se deve fazer para a ilha da Madeira e outra, diferente, para a ilha do Porto Santo”.
Lembra que Espanha e Brasil têm uma proposta muito mais generalista, mais soft do que a nossa. “Mas cidades culturalmente relevantes como Roma, Florença e Veneza têm componentes personificadas que sensibilizam potenciais turistas de determinado nível social e económico”.
Mudar, sim ou não? Luigi Valle acentua que mudar para este ou aquele tipo de proposta depende do que devemos reconhecer como principal objectivo da procura, tomando, logicamente, também em consideração a nacionalidade dos potenciais candidatos a clientes do destino Madeira.

Até 1978
A mensagem era: “Madeira - A pérola do Atlântico”.

Entre 1978 e 1984
Passa a ser: “Madeira - O jardim flutuante”.

Entre 1984 e 1993
Passa a ser: “Madeira... Uma forma diferente de desfrutar o sol!”.

De 1993 a 2002
Passa a ser: “Madeira - Sinta a natureza à sua volta”.

De 2002 a 2004
Muda a imagem da ilha para a flor estilizada com uma pessoa de braços abertos a colher o turista.

A partir de 2004,
Passa a ser até à actualidade: “body-mind.madeira”.



Jornal da Madeira

Freguesia da Ilha lança Jardim de ervas aromáticas


Data: 17-05-2010

É a novidade lançada pela Casa do Povo da Ilha na ponta final da IX Exposição do Limão. António Trindade, presidente da colectividade confessou ter em preparação uma candidatura para que dentro em breve possa surgir, no sítio da Achada do Marques, um Jardim de Ervas Aromáticas.

O jovem dirigente sublinhou que a iniciativa surge depois de um "levantamento junto da população das tradições a denominada farmácia popular", explicando que a ideia passará igualmente por abrir o espaço ao turismo. "O objectivo é esse alargando o projecto de forma pedagógica a toda a comunidade".

Embora a produção de limão se mantenha estável, este foi o ano onde os agricultores compareceram em maior número à Exposição do Limão. Maria Sena por exemplo este ano alargou a extensão de terra cultivada com mais 3 mil pés de limoeiros.



DN Madeira

(Fotos Blog Casa do Povo da ILha)

Prémio de Qualidade Ambiental atrai 19

Este ano há 19 empreendimentos candidatos ao distintivo 'Amigo do Ambiente'
Data: 17-05-2010



O Distintivo Turístico de Qualidade Ambiental 'Estabelecimento Amigo do Ambiente' recebeu este ano um total de 19 candidaturas. O valor, que regista um aumento relativamente aos 14 candidatos do ano transacto (ano de arranque da iniciativa) satisfaz a Secretaria Regional do Turismo e Transporte (SRTT), no sentido que o interesse crescente dos estabelecimentos pode ser também compreendido como uma preocupação cada vez maior com a qualidade ambiental.

Segundo informações fornecidas ao DIÁRIO pela SRTT, entre os candidatos ao Distintivo Turístico estão unidades hoteleiras, quintas e empresas de animação turística. As candidaturas decorreram entre os passados meses de Março e Abril e estão agora a ser analisadas pela comissão nomeada para o efeito e que é composta por um representante da Direcção Regional de Turismo, um representante da Direcção Regional de Ambiente e um elemento de reconhecido mérito no âmbito das respectivas áreas.

Entre os próximos meses de Julho e Setembro, a comissão pretende visitar os vários empreendimentos candidatos, por forma a avaliar 'in loco' cada candidatura. A SRTT prevê que o anúncio dos empreendimentos seleccionado seja feita durante o mês de Outubro.

Afirmou ainda a mesma fonte da SRTT esperar que através deste distintivo "possam os estabelecimentos contribuir para a diferenciação e qualidade do destino, como parte de uma oferta turística de qualidade".

Título válido por quatro anos

O projecto da responsalidade da SRTT tem por objectivo contribuir para a qualificação, diferenciação e maior competitividade da oferta turística existente na Região, através do reconhecimento e distinção de empresas regionais que implementem procedimentos de qualidade e eficácia ambiental. "Fomentar as boas práticas ambientais, promover o desenvolvimento harmonioso e sustentado do sector do turismo e maximizar a qualidade ambiental, enquanto vantagem competitiva e diferenciadora do destino", são as maiores metas da iniciativa.

Destinado a empreendimentos turísticos, agências de viagens e turismo, empresas de animação turística e estabelecimentos de restauração e bebidas que exerçam a sua actividade na Região, os distintivos que têm a validade de quatro anos, podem atingir três diferentes níveis: Excelência (designação de 'Amigo do Ambiente), Ouro ('Aliado do Ambiente') e Prata ('Atitude Ambiental').

No ano passado, das 14 entidades em análise, o Hotel Jardim Atlântico, situado nos Prazeres, concelho da Calheta, foi o único distinguido com o galardão máximo, o de "Amigo do Ambiente", considerado o patamar de excelência pela SRTT.


DN Madeira

'Megaluxo' no porto



Data: 17-05-2010

Nos últimos quinze dias, o porto do Funchal recebeu várias escalas de megaiates motorizados e à vela que no decorrer das respectivas viagens transatlânticas de reposicionamento das Caraíbas para a Europa escolhem este ponto a meio do Atlântico para efectuarem os reabastecimentos necessários e o descanso das suas tripulações.

Depois de uma escala de quatro dias na Pontinha, o megaiate motorizado privado 'D'Natalin' deixa hoje a Região prosseguindo viagem rumo a Gibraltar. Procedente de Antigua, atracou no porto do Funchal no passado dia 13 para uma escala classificada de reabastecimento e descanso da tripulação. Construído no ano de 1996 nos estaleiros navais 'Delta Marine', em Seattle, mede 46,10 metros de comprimento e 9,60 de boca (largura) e tem capacidade para receber até 10 hóspedes e uma tripulação constituída por oito elementos.

Recorde-se que nos últimos três anos - de 2007 a 2009 - a Pontinha registou um total de 79 escalas de megaiates, com o ano de 2008 a ser o mais profícuo, com 31 escalas no Funchal. Em 2007, a Pontinha recebeu 26 escalas e o porto do Porto Santo, duas. No ano passado registou-se um decréscimo no número de escalas destes luxuosos e imponentes iates, pois, e segundo dados da Portos da Madeira, apenas 22 visitaram a Madeira, não tido sido contabilizada qualquer escala no porto de abrigo do Porto Santo.

Este ano, e até à presente data, o porto do Funchal já contabiliza cerca de uma dúzia de escalas, na sua maioria de megaiates motorizados que irão operar este Verão no Mediterrâneo, em regime de charters.

Mas, se o número de escalas anuais tem vindo a aumentar e/ou a manter-se nos últimos anos, o mesmo não se poderá dizer das condições portuárias existentes para estes imponentes iates.

A falta de um cais de amarração especificamente dedicado para este tipo de navio - com cascos mais sensíveis e que requerem maiores cuidados ao nível da amarração -, é sobremaneira o maior lamento dos skippers. Uma situação que muitas vezes implica o não regressar ao Funchal, uma catalogação que nada abona à Região.

Referira-se, por fim, a presença hoje na Pontinha do ferry canário 'Volcán de Tamadaba'. Procedente do porto de Portimão, o mesmo tem chegada anunciada para as 12 horas, estando o final desta sua escala anunciado para as 19 horas, zarpando com rumo a Tenerife.



DN Madeira


(Foto João Abreu via Blog Sergio@Cruises)

sábado, 15 de maio de 2010

Hotel de Ronaldo avança no Verão

Plano de Urbanização em vias de ser aprovado







O Plano de Urbanização Campo de Baixo e a Ponta da Calheta deverá ser aprovado nas próximas semanas, depois de um ano de atraso devido ao incumprimento de um dos empresários ligados ao consórcio responsável pela elaboração do projecto.
Fonte conhecedora do processo garantiu ao JORNAL da MADEIRA que a Câmara Municipal do Porto Santo deverá aprovar o plano de urbanização até ao início do Verão, permitindo aos investidores interessados a apresentação dos projectos turísticos previstos para aquela zona.
A equipa técnica liderada pela arquitecta Ana Lebre, responsável pelo plano de urbanização, devia ter apresentado a segunda fase dos 11 relatórios temáticos sectoriais, relativos ao ambiente, à geologia, ao urbanismo e às infra-estruturas viárias há cerca de um ano. Porém, questões relacionadas com o incumprimento financeiro de um dos empresários adiou a conclusão, obstáculo que pelos vistos está sanado.
Este instrumento de planeamento pedido pela autarquia, presidida por Roberto Silva, dá recomendações precisas sobre a ocupação da zona, entre a Estrada Regional até ao domínio público marítimo.
Ora, o principal obstáculo ao projecto turístico de Cristiano Ronaldo no Porto Santo, é precisamente o plano de urbanização, que estabelece as regras de construção entre o Hotel do Porto Santo e a Calheta. Depois de aprovado, entra na autarquia o projecto que está avaliado em mais de 50 milhões de euros.
O empreendimento a que está associado Ronaldo e o seu empresário Jorge Mendes, investidores na Plaza Prestige, consórcio liderado por António Salvador, presidente do Sporting de Braga, contempla a construção de moradias e unidade hoteleira de cinco estrelas.
Contactada pelo JM, Sandra Jardim Fernandes, advogada da sociedade Plaza Prestige, que está a preparar o projecto, garante que os investidores «continuam interessados em executar o empreendimento no Porto Santo».
«Tem havido reuniões de trabalho e posso dizer que não recebi informação em contrário sobre o projecto», referiu a advogada, reiterando que os empresários associados ao empreendimento mostraram-se «francamente bem chateados» pelos sucessivos adiamentos da conclusão do plano de urbanização.
Sandra Jardim Fernandes realçou que na altura em que Cristiano Ronaldo jogava no Manchester United e quando foi nomeado melhor jodador do Mundo «era a ideal para levar avante o empreendimento», visto haver um mercado inglês potencial comprador da componente imobiliária, além de constituir uma boa oportunidade para o Porto Santo no que concerne à sua promoção turística.
Segundo a advogada, logo que a Câmara Municipal do Porto Santo conclua o processo do plano de urbanização, o projecto estará pronto a avançar para a autarquia.
Com investimentos inicialmente estimados em mais de 50 milhões de euros, o projecto contempla um hotel de luxo e moradias numa área de cerca de 10 hectares perto da Calheta.
Por outro lado, foi-nos dito que o consórcio português poderá estar interessado na aquisição de uma nova parcela de terreno, propriedade da sociedade “Calor Real”, do qual fazem parte os empresários Sílvio Santos, Góis Ferreira e Joaquim Coimbra.
Na base desta decisão poderá estar o facto da parcela inicial adquirida pela Plaza Prestige ter demasiados condicionamentos à luz do Plano de Urbanização da Frente Mar Campo de Baixo e a Ponta da Calheta e das dificuldades relacionadas com os acessos à praia por se encontrar numa zona de lajedo em alguns períodos do ano


Jornal da Madeira

Núcleo de casas de colmo é nova aposta turística

Presidente do Governo Regional vai visitar Santana no próximo dia 21 de Maio






No próximo dia 21 de Maio (sexta-feira) o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, vai visitar as obras de requalificação das cinco casas típicas, construídas junto aos paços de concelho de Santana.
De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Santana, que ontem falou ao JM sobre este projecto turístico e cultural, a requalificação e o aumento das casas de colmo «justifica-se porque, como toda a gente sabe, estas são uma referência não só do concelho de Santana mas também da própria Madeira».
Rui Moisés encara esta requalificação como uma valorização do património regional explicando que «esta imagem, que é vendável, não podia passar apenas por aquilo que tínhamos até agora».
A este respeito, o autarca relembrou que há a intenção, da parte do Governo Regional, através da Direcção Regional dos Assuntos Culturais (DRAC), de recuperar as casas de colmo que ainda existem na freguesia de Santana e de São Jorge e fazer um roteiro próprio.
Foi por isso que a Câmara Municipal de Santana associou-se a este programa da DRAC e decidiu fazer, junto aos paços do concelho, a requalificação das casas que já ali existiam. «Queremos que as pessoas vejam que o património do concelho está bem vivo e que estamos a valorizá-lo», justificou Rui Moisés, que aproveitou para revelar que a autarquia, através da sua empresa municipal, já estar a dar «outros passos» no sentido de promover o cultivo do trigo, já que é com o caule deste cereal que é feito o colmo que cobre as casas.
Com a visita do presidente do presidente do Governo Regional a estas obras de requalificação, o autarca espera que este seja o início de uma aposta que está a ser feita no âmbito da promoção cultural do concelho.
«É um sinal da nossa aposta neste nosso valor cultural e turístico e é isso que depois do dia 21 de Maio queremos oferecer a todas as pessoas que passarem por este núcleo que está diferente e requalificado».
De salientar que as cinco casas de colmo vão representar os diversos aspectos das tradições madeirenses, nomeadamente o modo de vida local, as flores, os frutos, a gastronomia e doçaria, o bordado em linho e ainda a informação turística. Para além da exposição de motivos tradicionais vão estar ali presentes artesãos que vão mostrar o seu trabalho, sendo que o local envolvente a estas casas típicas foi também alvo de renovação com a criação de espaços de lazer.

Autarquia mostra aos jovens
transformação do trigo


A Câmara Municipal de Santana, através da sua empresa municipal “Terra Cidade”, está a desenvolver um trabalho junto dos agricultores com o objectivo de promover o cultivo do trigo naquele concelho.
A autarquia já deu o exemplo ao plantá-lo nos seus terrenos (baldios) e decidiu desenvolver um projecto pedagógico que tem como objectivo mostrar aos mais jovens a transformação do trigo que começa com a plantação e termina com a ceifa.
«É um trabalho de raíz que passa pela valorização cultural de todo um concelho», esclareceu Rui Moisés, adiantando que «não podemos esquecer que para além da componente cultural ainda existem pessoas em Santana que vivem em casas de colmo».
O autarca estima que, actualmente, vivem mais de 30 pessoas em habitações com estas características. O problema é que na sua maioria são pessoas idosas já que as mais novas, como é compreensível, já não querem viver em casas de colmo.
«É por esta razão que temos de “proteger” este património e fazer tudo o que nos é possível para que não se perca. Foi por isso que se tornou fundamental aumentar este pequeno núcleo de casas de colmo», realçou Rui Moisés, considerando que entende «ser normal» que as pessoas queiram hoje em dia outras comodidades. «Não podemos querer que as pessoas se mantenham naquelas habitações quando nós próprios não estamos. É muito bonito para quem visita mas sabemos que poderá não o ser para quem lá vive. Isto não quer dizer que as pessoas que ainda vivem nestas casas não tenham qualidade de vida, porque sabemos que em termos de características de aquecimento natural estas casas são excelentes - quentes no Inverno e frescas no Verão -, mas entendemos que as novas famílias queiram viver com outras condições», concluíu.



Jornal da Madeira

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Grupo Pestana é 26º melhor da Europa

Classificação dada pela revista da European Hotel Managers Association
Data: 14-05-2010





O Grupo Pestana alcançou o 26º lugar no European Hotel Survey 2010, um 'rating' publicado na revista Hotel Management International, publicação da European Hotel Managers Association, relativa aos melhores grupos hoteleiros da Europa.

A distinção ao maior grupo hoteleiro português sobre os resultados do European Hotel Survey reflectem, também, estimativas de crescimento para o próximo ano e perspectivas positivas de longo prazo.

"Esta distinção é para nós o reflexo de todo o dinamismo demonstrado pelo Grupo Pestana ao longo dos últimos anos", afirma Dionísio Pestana, presidente do grupo. "Pretendemos continuar com uma estratégia sustentada de crescimento e afirmação no mercado hoteleiro nacional e internacional", salientou ainda em reacção a esta classificação.

Com mais uma distinção, o Grupo Pestana está no Top 100 das empresas hoteleiras mundiais. Segundo o 'Corporate 300 Ranking', publicado pela revista norte-americano "Hotels", o grupo hoteleiro madeirense, que detém as marcas Pestana Hotels & Resorts e Pousadas de Portugal, ocupa o 93º posto e é a única marca portuguesa neste ranking mundial.

Em 2010 a marca Pestana foi distinguida como uma das mais valiosas em Portugal, pelo Brand Valuation Forum. Avaliada em 104 milhões de euros, a marca lidera actualmente o sector Turismo.


DN Madeira


Para ver a lista completa


http://www.hotelmanagement-network.com/features/feature81054/feature81054-1.html

Dois paquetes no porto

O Funchal recebe a visita de 1.600 turistas ao longo de todo o dia
Data: 14-05-2010

O porto do Funchal recebe ao longo do dia de hoje a visita de dois paquetes que no total trazem à Região mais de 1.600 turistas.



O'Grand Voyager' será o primeiro a atarcar, pois tem chegada anunciada para as 7 horas. É procedente do porto espanhol de Vigo e viaja com 630 turistas, ou seja 75% da sua lotação. Ao final da tarde, pelas 16 horas, este paquete soltará amarras da Pontinha e prosseguirá este seu cruzeiro com rumo ao porto canário de Las Palmas.

Recorde-se que este paquete navega com bandeira portuguesa pois encontra-se registado no Registo Internacional de Navios da Madeira (MAR), gerando importantes receitas para a Região, em sede de IVA.

De regresso ao Funchal está, também, o 'Melody' que deverá dar entrada na Pontinha quando forem 9 horas. É procedente de Málaga e viaja com 992 turistas. O final desta escala terá lugar às 18 horas zarpando com destino a Tenerife.




O 'Melody' foi construído para a 'Home Lines' nos estaleiros franceses 'CNIM' em 1982 sendo à data baptizado de 'Atlantic'. A partir de 1988 e até 1997 navegou com a designação 'MS StarShip Atlântico'. A partir de 1997 integrou a frota da MSC Cruises, ano a partir do qual navega com a actual designação. Totalmente remodelado no ano de 1989, o 'Melody' mede 207,7 metros de comprimento por 27,3 metros de boca (largura) e tem uma arqueação bruta de 35.143 toneladas.

A sua lotação permite receber 1.098 turistas, distribuídos por 532 cabines e é servido por uma tripulação constituída por 630 elementos, incluindo a equipa de animação.

A outro nível, de registar a presença hoje no Terminal do Centro Logístico de Combustíveis da Madeira, no Caniçal, do navio tanque britânico 'Ocean Primero. É procedente de Sines e deverá amarrar às bóias daquele terminal às 15 horas, regressando ao porto de origem depois de concluir as operações de transfega de combustível.


DN Madeira

quarta-feira, 12 de maio de 2010

TUI vai prolongar operações aéreas para a Madeira

Durante todo o ano a partir de Hannover e Frankfurt







A Ilha da Madeira vai ter, nos próximos dias, condições reforçadas para atrair fluxos turísticos a partir da Alemanha. Pela primeira vez, serão assinados contratos de apoio a um operador turístico a três anos, para permitir o prolongamento de duas operações da TUI, asseguradas pela TUIFly, a partir de Hannover e de Frankfurt.
As duas operações semanais regulares da TUI a partir de Hannover e de Frankfurt passam assim a estar disponíveis durante todo o ano a partir do próximo Inverno. Esta oferta resulta da expansão de ligações charter existentes e que, até à data, só funcionavam durante o Verão. Ambas as operações serão alimentadas por uma aeronave com capacidade para 189 passageiros.
Trata-se de uma operação a três anos que contará com o investimento do Turismo de Portugal, da ANAM e da Associação de Promoção da Madeira. O apoio conjunto, decidido em face das circunstâncias difíceis de redução da procura, tem subjacente um plano de promoção do destino, que já foi apresentado pelo operador. Prevê-se que as acções promocionais se iniciem em Setembro.
O apoio a estas operações da TUI está enquadrado na estratégia de dar novo impulso aos mercados tradicionais da Madeira, como é o caso da Alemanha, que é o segundo mercado emissor para a Região.



Jornal da Madeira

Porto regista subida de 54% com 206 mil turistas

117 paquetes trazem 206 mil turistas mais 27 mil do que em 2009
Data: 12-05-2010



O Porto do Funchal teve um mês de Abril de ouro. Porque o número de escalas subiu 27,2% em relação a igual mês do ano passado, o que permitiu um acréscimo de 54,2% no número de passageiros, uma subida sem precedentes e que confirma o excelente trabalho promocional que os responsáveis pela Administração de Portos da Madeira vêm realizando.

Durante este mês a Pontinha registou 42 escalas, o que permitiu a passagem de 69.074 passageiros, mais 24.290 do que um ano antes em igual período. Esta subida explica-se não só no aumento de 9 escalas, como e sobretudo na circunstância dos navios serem maiores e terem uma ocupação superior. Em Abril do ano passado a média de passageiros por escala foi de 1.357, valor que este ano subiu para 1.644, ou seja mais 21%.

Muito importante, também, são as expectativas que se abrem com a próxima inauguração da gare. Porque os passageiros embarcados (959) e desembarcados (1.125) aumentou 6,6%, uma subida igualmente pouco usual.

Mostrando que o paradigma do turismo e do lazer está a mudar, a actividade dos cruzeiros é a única que está a resistir às crises e aos constrangimentos ambientais e económicos.

Nos primeiros quatro meses do ano, o número de escalas subiu 10,3% - Janeiro (25), Fevereiro (16), Março (34) e Abril (42) - o que aproxima o Porto do Funchal da média de um navio por dia.

Já o número de passageiros subiu 15%, totalizando 206.264, ou seja mais 27.316 do que nos primeiros quatro meses do ano. Quer isto dizer que o Funchal recebeu em média mil e setecentos turistas por dia.

Curioso é registar que a média de +passageiros por escala, nos quatro primeiros meses, situou-se nos 1.762, mais 4,4% do que um ano antes.

Turistas deixaram 9 milhões


Se considermos o actual gasto média, por escala, de um turistas de cruzeiro, o Porto do Funchal foi responsável pela injecção de 9 milhões de euros na economia regional, um valor que é necessariamente importante e que vem atenuar as dificuldades que o turismo tradicional vem registando.

Canárias e Portimão: Armas trouxe mais 2,6% e levou mais 14,2%

Também a Naviera Armas cresceu com as suas viagens entre os portos de Canárias, do Funchal e Portimão. Porque a bordo dos seu navios passaram pelo Funchal, em quatro meses, 7.423 passageiros, mais 16,9% do que em igual período do ano passado.

Curiosamente esta subida é conseguido pelo aumento dos embarques, que este ano totalizaram 2.605 passageiros (+14,2%). E entre estes, as viagens para Canárias representaram 836 passageiros, mais 136%. Já para Portimão embarcaram menos 10,3%, ou seja 1.769 passageiros.

O número de passageiros desembarcados também cresceu, neste caso 2,6% tendo atingido os 2.269 passageiros. Neste caso também foi o percurso entre Canárias e o Funchal que as vendas mais cresceram (27,4%), tendo viajado 854 passageiros. Já de Portimão para a Madeira navegaram menos 9,2% passageiros, ou seja 1.415 passageiros.

Realizando as mesmas 34 viagens, embora mais uma para Portimão e menos uma para Canárias, o número de passageiros em trânsito desceu 19,3%, totalizando este ano os 2.746.

Abril foi o mês com mais passageiros (2.240), registando uma subida média de 6%, seguido do mês de Janeiro, com 2.091 passageiros (+13,2%), embora Março tenha sido o mês em que a linha mais cresceu (+43%), totalizando com 1964 passageiros.

Muito importante para a actividade da Naviera Armas é o facto do número de passageiros médio por viagem ter crescido 17,2%, já que se situou nos 218 passageiro/viagem.


DN Madeira

terça-feira, 11 de maio de 2010

Governo reforça rega e passeios a pé

Levada da Serra do Faial recuperada


A obra de recuperação da Levada da Serra do Faial já está concluída. Esta intervenção, que representou um investimento do Governo Regional, através da IGA, na ordem dos 1,8 milhões de euros, vai permitir reforçar o abastecimento de água para regadio em várias localidades, tendo também melhorado aquele percurso pedonal muito procurado.





O Governo Regional acaba de recuperar a Levada da Serra do Faial. De acordo com o secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, trata-se de «uma intervenção muito importante para a Região, quer do ponto de vista da irrigação agrícola, quer do reforço da oferta de percursos pedonais recomendados.
Conforme referiu Manuel António Correia esta intervenção «envolveu a reabilitação de cerca de 13,8 quilómetros do canal principal da Levada da Serra do Faial no trecho compreendido entre o Ribeiro Frio, no concelho de Santana, e a Achada do Barro, já na freguesia de Santo António da Serra do Concelho de Santa Cruz».
A Levada da Serra do Faial, implantada sensivelmente à cota 850 e construída ao longo do século 19, segundo o governante, «possuía originalmente um desenvolvimento total de cerca de 54 quilómetros desde a Ribeira Seca em Santana e a Choupana, no concelho do Funchal».
Actualmente, acrescentou Manuel António Correia, «a Levada da Serra do Faial tem a sua origem na Ribeira do Juncal e serve o regadio das freguesias de São Roque do Faial, Porto da Cruz, Santo António da Serra e zonas altas do concelho de Santa Cruz. Devido à ampliação e impermeabilização da Lagoa do Santo da Serra no início dos anos 90 do século passado a Levada da Serra do Faial ganhou uma importância acrescida dado que é através dos seus caudais de Inverno que é garantido o enchimento anual de aproximadamente 800.000 metros cúbicos daquela infra-estrutura de armazenamento sazonal de água para regadio».
Estas obras de recuperação, na componente da melhoria do regadio, de acordo com o governante, «foram essencialmente constituídas pela execução, sobre a antiga caixa da levada, de um novo canal em betão armado e visaram não só a redução do elevado volume de perdas que se registavam ao longo desta levada e, dessa forma, aumentar a disponibilidade de água aos agricultores, mas também conferir maior segurança à infra-estrutura através do seu reforço estrutural».
Para além destas obras, acrescentou ainda o secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, «foram realizadas remodelações nas estruturas de captação do Ribeiro Frio e do Ribeiro do Poço do Bezerro, tendo em vista o incremento de caudais para o regadio, o lançamento de uma conduta (DN 200) entre o Lombo da Raiz e a primeira caixa de distribuição de rega do Santo da Serra numa extensão aproximada de 950 metros construção e a implementação de sistemas de medição de caudal no canal e nas condutas».
Além disso, disse Manuel António Correia, «com o objectivo de melhorar as condições de operacionalidade dos Serviços Hidroagrícolas a intervenção incluiu ainda a recuperação da “Casa das Águas” do Lombo da Raiz».
As obras agora concluídas, segundo referiu, «irão beneficiar o regadio das freguesias do Porto da Cruz e de Santo António da Serra abrangendo cerca de 600 regantes dos sítios da Maiata de Cima, Maiata de Baixo, Larano, Poço do Furado, Ribeira de Machico, Fajã dos Rolos, Portela, Folhadal, Gambão, Cruz da Guarda, Prado, Lombo das Faias, Fajã das Vacas, Casais Próximos e Achada do Barro, representando uma área irrigável de 50 hectares».
A obra agora concluída, tal como revelou, «implicou um investimento por parte do Governo Regional de cerca de 1,8 milhões de euros e representa a concretização de mais uma das acções destinadas à melhoria do sector do regadio agrícola cujo objectivo compreende não só uma maior eficácia nos serviços de distribuição de água mas também o combate a perdas nos sistemas de transporte com reflexos evidentes numa maior disponibilização de água aos agricultores».
De realçar ainda que, para além desta obra vir a melhorar o abastecimento de água para regadio nas zonas referidas, a intervenção serviu também para melhorar aquele percurso pedonal, muito procurado por turistas e por apreciadores de passeios pedonais.




Jornal da Madeira

'Queen Victoria' regressa hoje ao Funchal com 1.900 turistas britânicos

Paquete da Cunard

Data: 11-05-2010



O porto do Funchal regista hoje mais uma escala do paquete 'Queen Victoria', que tem chegada anunciada para as 7 horas. Procedente do porto de La Palma (Canárias), viaja com cerca de 1.900 turistas, na sua maioria britânicos.

Esta é a sétima escala de sempre deste paquete na Região, sendo de referir que a primeira ocorreu no ano da sua inauguração, a 28 de Dezembro de 2007.

Construído nos estaleiros italianos de Fincantieri, recebeu a quilha 12 de Maio de 2006 e foi lançado à água a 15 de Janeiro de 2007. Tem 294 metros de comprimento, 36 metros de boca (largura) e 62,5 de altura e uma arqueação bruta de 90.000 toneladas.

O seu regresso ao porto do Funchal terá lugar a 30 de Dezembro deste ano, para uma escala que contemplará pernoita, estando, por isso, confirmada a sua presença na noite de final de ano.

Quanto ao final da escala de hoje na Pontinha, a mesma terá lugar ao final da tarde, soltando amarras do porto às 18 horas, zarpando com rumo ao seu porto base, em Southampton.

'Manfred' no Caniçal




A outro nível, de referir a presença hoje, no porto do Caniçal, do navio porta-contentores 'Manfred', uma escala agenciada pela Portmar. É procedente do porto de Felixtowe, o maior porto de carga inglês, e tem chegada anunciada para 7 horas. Depois de concluir as operações de descarga/carga de contentores, o mesmo dará por concluída esta sua primeira presença de sempre na Região, zarpando pelas 11 horas com destino ao porto de Tenerife. Navegando com bandeira de Antigua&Barbuda, foi construído no ano de 2008 no estaleiro chinês Fujian Mawei Shipbuilding. Como curiosidade de referir que este navio, do armador Draxl Schiffahrts GmbH & Co KG, completou no dia de ontem dois anos de serviço.

Quanto às suas principais dimensões, mede 129,6 metros de comprimento por 20,6 de boca e tem uma arqueação bruta de 7.464 toneladas.


Jornal da Madeira

domingo, 9 de maio de 2010

«Perfeita para o turismo»

Corpo diplomático em solo nacional destaca recuperação







«Se eu não tivesse sido informado do que se passou na ilha, eu não me teria apercebido agora» da dimensão da catástrofe que assolou a Madeira a 20 de Fevereiro, disse ontem Federico Richa Humbert, embaixador do Panamá em Portugal, elogiando a rapidez do processo de reconstrução.
O embaixador do Panamá, que integra o corpo diplomático em solo português que está de visita à Madeira, apenas se deu conta dos danos provocados pela tempestade quando ontem de manhã passou na Serra de Água a caminho dos Prazeres. Mas mesmo aí apercebeu-se que os trabalhos que decorrem «são para fazer melhor do que estava».
«Posso falar por todo o corpo diplomático, e digo-lhe que estamos convencidos que nada do que agora vemos pode ser comparado com o que a comunicação social mostrou», afirmou o diplomata, considerando que a ilha já se encontra «perfeita para o turismo».
«Eu, pessoalmente, atrevo-me a promocioná-la, não apenas na minha embaixada, mas ao nível do meu país», acrescentou o embaixador de um território que tem na Madeira Horácio Roque, presidente do Banif, seu cônsul honorário.
Segundo explicou Federico Richa Humbert, a maior parte dos panamianos que visitam Portugal, fazem-no em turismo religioso, dado que este país da América Central, com três milhões de habitantes, é profundamente católico. Alguns dos que se deslocam a Fátima, acabam depois por visitar a Madeira, explicou.
O embaixador, que nunca tinha cá estado, admite agora voltar à Madeira, no dia 21 de Maio, para participar na conferência promovida pelo Instituto para a Promoção e Desenvolvimento de América Latina - IPDAL, a qual trará o seu presidente, Pablo Neves.
No âmbito desta visita, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luis Amado, deslocou-se ao Funchal para poder participar em alguns encontros do grupo.
Ontem, Luis Amado marcou presença no almoço numa unidade hoteleira nos Prazeres e explicou a estratégia por detrás do convite aos diplomatas.
«Nós estamos a mobilizar o corpo diplomático para visitar as principais regiões do país», disse o ministro, considerando que a deslocação à ilha era importante para verificarem que «a Madeira normalizou a sua vida, depois dos trágicos acontecimentos, e também para agradecer ao corpo diplomático e aos países que representam o grande apoio que manifestaram» à Madeira e ao próprio País, consubstanciado nas mensagens que chegaram de toda a parte do mundo».
Luis Amado disse que esta viagem à Madeira é de «confraternização» e «solidariedade», mas «também de reconhecimento da plena normalidade que a Madeira hoje já conhece.
Além disso, e como «muitos» diplomatas ainda não tinham visitado a ilha, esta deslocação «é importante» para que vejam como a Madeira é «bonita» e «é uma terra de turismo, única no mundo», referiu o ministro, ao mesmo tempo que destaca que a visita dos embaixadores é importante para depois «revelarem às suas capitais, colocarem nos sites dos seus ministérios e embaixadas, os reportes desta visita, sendo esta uma forma também de fazer publicidade à Madeira como destino turístico de primeira qualidade».
Na mesma linha de raciocínio, o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, destacou que como «todas as relações turísticas fundamentam-se numa base de confiança», o «testemunho de um embaixador é decisivo»
O embaixador é, no fundo, «a representação de um Estado num outro Estado, e essa informação é dada com credibilidade, com conhecimento de causa, razão pela qual esta reunião e este conjunto de iniciativas se enquadram, precisamente, nesse objecto», declarou o secretário de Estado. Ou seja, continuou, «é de esperar que a informação que chegue a operadores turísticos, a agências de viagens e a sites na Internet, seja uma informação credível, com confiança e que, no fundo, mantenha a credibilidade do destino».

Diplomatas ajudam a reflorestar

O corpo diplomático de visita à Madeira esteve ontem no sítio dos Estanquinhos e associou-se ao projecto de reflorestação que está a ocorrer naquela zona do Paul da Serra, plantando algumas espécies.
Uma parte do corpo diplomático representado em Portugal, quase 50 pessoas, está na Madeira, numa visita a convite do Ministério dos Negócios Estrangeiros, com a colaboração do Governo Regional.
Ontem pela manhã, os diplomatas e os membros das suas equipas pegaram, cada um, numa planta (erica (urze) ou louro) e colocaram-na nos buracos entretanto feitos pelo pessoal envolvido no projecto de reflorestação dos Estanquinhos, do qual o hotel Jardim Atlântico, unidade localizada nos Prazeres e amiga do ambiente, faz parte.
Celina Sousa, directora do hotel, foi quem teve a responsabilidade de explicar aos diplomatas em que consistia o projecto.
Na contextualização que fez, a directora explicou que a política de criação de «grandes infra-estruturas» desenvolvida pelo Governo Regional foi acompanhada por «uma grande preocupação com a natureza».Neste sentido, prosseguiu, foi decidido há cinco anos retirar o gado da serra. «Foram pagos 60 euros por cada cabeça de gado. Nem todas as pessoas ficaram satisfeitas, é normal», disse.
Após este processo, «deu-se então início à reflorestação no Paul Serra», continuou a explicar. Sendo a Madeira uma ilha turística e o hotel Jardim Atlântico amigo do ambiente, a direcção da unidade quis «ajudar a natureza e o Governo Regional». Por isso foi celebrado um protocolo por cinco anos, no qual ficou consagrado que de 15 em 15 dias o hotel teria a responsabilidade de desenvolver uma actividade amiga do ambiente.
Assim, entre os meses de Outubro a Março/Abril, são plantadas árvores. Nos restantes meses é apenas feita a rega.


Jornal da Madeira

sábado, 8 de maio de 2010

«Oportunidade rara»

Conceição Estudante sublinha que 50 embaixadores na Madeira na mesma altura é







O Corpo Diplomático acreditado em Portugal chegou ontem à Madeira, para uma visita de três dias com o objectivo dos 50 embaixadores se inteirarem dos trabalhos de recuperação da Madeira, após o temporal de 20 de Fevereiro.
Depois de ter conhecido o Museu do Bordado do Instituto do Vinho, do Bordado e Artesanato da Madeira, a comitiva comporta por 80 pessoas assistiu a um briefing proferido pela secretária regional do Turismo e Transportes, que lhes transmitiu informações sobre o processo de reconstrução da Madeira e mensagens positivas em relação ao futuro.
Em declarações aos jornalistas, Conceição Estudante reforçou a «oportunidade rara» e a importância da vinda do Corpo Diplomático - numa iniciativa conjunta entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Secretaria de Estado do Turismo, em parceria com a Secretaria Regional do Turismo e Transportes -, tendo em conta que os embaixadores serão também transmissores da recuperação em curso e de que a Madeira está apta a receber como sempre os seus visitantes.
A vinda dos embaixadores à Região «é muito pertinente, que se justifica e que se torna muito oportuna após a fase de 20 de Feveireiro. As embaixadas, através das suas chancelarias e representações no nosso país passam informações que são recolhidas do ponto de vista turístico, sobre a qualidade e circunstâncias dos destinos turísticos no mundo», lembrou Conceição Estudante. Assim, «acolhemos esta iniciativa com muita satisfação, considerando esta uma oportunidade rara, dado o número elevado de pessoas nesta comitiva», de transmitir informações a nível internacional sobre o estado actual da Madeira, sublinhou a responsável pela tutela do Turismo.
O programa elaborado pretende mostrar a realidade do Funchal e um contacto com a cultura e tradições madeirenses. «Vamos procurar que esta visita seja memorável para os embaixadores, e que eles possam depois ajudar naquela que é actualmente a principal preocupação da Madeira, a recuperação da sua imagem de destino de qualidade e de excelência, que está totalmente funcional e apta para receber tantos quanto nos queiram visitar. E, quantos mais melhor, porque efectivamente este ano não está a ser fácil», admitiu.

Focar na capacidade
que a Madeira mantém


Ao longo da visita, os diplomatas vão «ter de procurar os efeitos da destruição, porque hoje já é preciso ir à precura desses sinais sobretudo nas zonas baixas, e vão aperceber-se disso nos percursos que forem fazendo». Conceição Estudante sublinhou, no entanto, que a principal preocupação da Secretaria Regional é a de «focar na capacidade que a Madeira mantém como destino turístico, de receber bem e de ter programas para os turistas que nos visitem. Portanto, mostrar e manter a sua actividade normal e fundamental para a sustentabilidade da nossa economia».
Questionada sobre as impressões deixadas pelos elementos da comitiva à actual realidade madeirense, a governante exemplificou que, no caso do embaixador do Reino Unido, que visitou a Madeira na semana após o 20 de Fevereiro. O diplomata «manifestou a sua satisfação» pelo que viu ontem no Funchal. A grande maioria dos embaixadores está pela primeira vez na Madeira.
De salientar ainda que, ontem à noite, o Corpo Diplomático acreditado em Portugal foi convidado para um jantar na Presidência do Governo Regional, na Quinta Vigia, com Alberto João Jardim.
À entrada, o secretário de Estado do Turismo disse acreditar que esta deslocação é a «prova de que o Corpo Diplomático está também solidário com a causa da Madeira», indo «passar mensagens de tranquilidade sobre a nossa Região».
Bernardo Trindade frisou ainda ser fundamental que, «hoje, todos os portugueses estejam unidos em torno desta grande questão», porque «a Madeira é um território nacional que passou por um momento menos positivo e importa agora reunir todos os esforços no sentido dessa recuperação».
Por parte dos diplomatas, o embaixador do Luxemburgo, Alain de Muyser, manifestou todo o seu contentamento pelo que viu, adiantando ser «fantástico como depois de Fevereiro a situação melhorou», enaltecendo também a «maneira como os habitantes da ilha regressaram à normalidade e a forma de verem o futuro, com muito optimismo».

Deslocação aos Estanquinhos

O Corpo Diplomático acreditado em Lisboa inicia, hoje cedo, o programa da visita à Madeira, com uma visita ao Engenho de Mel da Calheta. Depois, pelas 11 horas, a comitiva de cerca de 80 elementos estará nos Estanquinhos para participar num projecto de reflorestação nas montanhas da Madeira, onde será feita uma espetada regional ao ar livre.
Após o almoço, os embaixadores fazem o percurso dos pés descalços nos jardins do Hotel Jardim do Atlântico e uma visita ao Centro das Artes – Casa das Mudas. À noite, as Secretarias Regionais de Educação e Cultura e do Turismo e Transportes oferecem um concerto pela Orquestra Clássica da Madeira.
Recorde-se que esta deslocação é promovida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Secretaria de Estado do Turismo, em parceria com a Secretaria Regional do Turismo e Transportes. A comitiva é acompanhada pelo ministro Luís Amado e pelo secretário de Estado Bernardo Trindade, sendo que este último considerou que esta acção “visa sobretudo dar a conhecer ao corpo diplomático, aos nossos embaixadores, que são a porta de informação em cada um dos mercados, do que está a ser feito para normalizar a actividade económica na ilha”. O responsável lembrou que a principal actividade económica da Madeira “é o turismo”, e fazer com que tudo volte à normalidade é considerado “um trabalho que demora algum tempo”.



Jornal da Madeira

Clientes em vez do avião

Delegado da APAVT na Madeira deferente redireccionamento das verbas







João Welsh considera que o Turismo da Madeira apresenta problemas estruturais graves. Por isso aponta caminhos no sentido de evitar maiores contra-tempos. O delegado na Madeira da APAVT falava durante o primeiro painel da Conferência Anual do Turismo, onde foi comentador.
Quanto às debilidades referiu, por exemplo, que houve uma tentativa de manipulação dos canais de distribuição, em seu entender esquecendo que eles têm vontades e interesses próprios. Além disso considera que não se deve fomentar a concorrência directa entre os diferentes canais. Neste âmbito, critica, por exemplo, os apoios directos que têm sido dados às companhias de aviação para voarem para a Madeira. Daí que diga haver necessidade urgente de retirar parte dessas verbas e direccioná-la para o consumidor final.
Por outro lado, acentuou que o Turismo da Madeira tem de canalizar mais verbas para a promoção e saber o retorno que tem de cada euro que investe nos diferentes mercados.
Segundo as suas contas, quando há cerca de uma década o retorno de cada euro investido se traduzia em 136 euros, actualmente estamos com um retorno de 22 euros, o que entender se manifestamente pouco quando inserido numa média que é de 50 euros.
Outro ponto que tem sido desde sempre um ponto de honra para João Welsh é a autenticidade do destino, onde a sua bandeira é o calhau de pedra roliça, um factor distintivo em detrimento das praias de areia amarela que, conjuntamente com outras particularidades não naturais da ilha só contribuem para atrair um mercado jovem e sem dinheiro que entende não interessar à Madeira.
Mais ainda falou da descaracterização do destino em locais como a Estrada Monumental e ainda na Avenida do Mar, com roulottes que diz constituírem um péssimo cartaz para quem nos visita.
Antes de João Welsh falou António Loureiro, o orador convidado do painel que tinha como tema “Novos modelos de distribuição”.
Basicamente o que o director-geral da Travelport Portugal e Brasil veio dizer ontem de manhã foi que muito caminho a fazer no destino Madeira, sobretudo para incrementar a sua notoriedade na internet e nas redes sociais. Exemplificou com pesquisas feitas há poucos dias na Web, concretamente no motor de pesquisa da Google inglês, que diz ser mais favorável que o português.
Com as palavras “Island holidays”, “family holidays”, “sport holidays”, “sightseeing holidays”, “kids holidays” e “nature holidays” nas 10 pesquisas que cada um proporciona não surge nada ligado à Madeira. Apenas em “walking holidays” a Madeira aparece no décimo lugar.
Outro exemplo apontado é de um outro site internacional onde a Madeira não surge nos 50 destinos mais procurados, numa lista onde Faro está em quinto e Lisboa em 36º lugar.
Estes factores são importantes para António Loureiro sobretudo tendo em linha de conta que a Web já há muito chegou e está cada mais próximo do consumidor, nomeadamente com os smartphones que abrem uma infinidade de oportunidades.
Neste domínio, deu o exemplo do Reino Unido onde no último ano, à pergunta de onde os turistas haviam recolhido informação do destino, 79% disse ser através da internet. A média é de 75 por cento.



Jornal da Madeira

A importância de uma marca e estratégia

Jordi Schoenenberger, partner da Deloitte – Tourism






A importância da marca e de uma estratégia são relevantes para qualquer destino turístico. Quem o disse ontem no Funchal foi Jordi Schoenenberger, partner da Deloitte – Tourism, hospitality and leisure Portugal, durante o segundo painel da quarta Conferência Anual do Turismo. Sublinha que, primeiro que tudo, é imprescindível saber identificar o que temos para oferecer e trabalhar para ter um produto atractivo que faça o cliente optar por ele e não por outro.
Reconhece que hoje é difícil sustentar uma marca e, por isso mesmo, adiantou que os hotéis individuais ou restaurantes correm o risco de ser absorvidos se não se associarem e criarem uma identidade que os una e torne a oferta diferente e apetecível ao cliente final. Cliente final que Jordi Schoenenberger não se cansou de colocar num plano de destaque na medida em que é ele que paga em toda a cadeia de valor.
No fundo, tudo isto assume particular importância num micro-destino como a Madeira onde a oferta é maior que a procura e se torna imperioso que o cliente sinta a diferenciação. Em complemento, Ricardo Gonçalves, director da da Deloitte – Tourism, hospitality and leisure Portugal diz que o tempo dos investimentos à engenheiro já passou. Altura em que diz surgirem os investimentos e, só depois de ter o produto concluído é que procuravam clientes para a sua oferta. Diz que o processo tem ser feito ao contrário e saber o que o público alvo pretende e então construir a oferta adequada. Uma nota mais para sublinhar o que o partner da Deloitte afirmou acerca da importância do controlo do cliente final. Isto porque considera que quem não o fizer vai estar em risco.
Outro ponto que sublinhou foi o que diz ser a necessidade das cadeias de topo, que deu a entender balizarem os preços, praticarem preços condizentes com a sua posição e oferta. Isto por entender que se baixam os preços, obrigartoriamente, impulsionam os que estão abaixo e esmagam o mercado. Por seu turno, Ricardo Gonçalves reconheceu que o turismo que vem à Madeira tem um índice de satisfação elevado, na ordem dos 90%, superior a destinos como Canárias e Baleares. No entanto, apesar de reconhecer que o destino Madeira é um “case study”, diz que não está a conseguir vender as suas camas turísticas.



Jornal da Madeira

Especialista americana mostra caminhos a seguir

Para a criação da imagem/marca de um destino como a Madeira






Peggy Bendel, a criadora da marca “I love New York” em 1977 deixou ontem no Funchal algumas dicas acerca das quais destinos como a Madeira devem focalizar para criar uma imagem de marca. A primeira é que os destinos têm de ser verdadeiros com a identidade tendo em linha de conta que a autentacidade é chave.
Em segundo lugar diz que é preciso criar condições para ser continuamente falado. Em terceiro lugar, ter um logo/imagem que envolva muitos sentidos (vista, audição, olfacto, paladar e tacto). E, depois, outros itens como ter atributos que façam sentido; uma mensagem à medida para os mercados-chave; não deixar que mudanças internas, nem mesmo políticas, interfiram; nunca descansar sobre os louros conquistados; e buscar um financiamento continuado.
Estas linhas orientadoras foram deixadas ontem no Funchal, durante o terceiro e último painel da Conferência Anual do Turismo onde teve ocasião igualmente de realçar a importância de um destino ter imagens que facilmente o identifiquem, como Nova Iorque e Londres. Sobre o que viu na Madeira estes dias, apontam alguns factores que considera poderem ser distintivos como os passeios pelas levadas que diz nunca ter visto em parte alguma do mundo e ainda os carros de cesto que descem vertiginosamente o Caminho do Monte em direcção ao Funchal.
Num painel onde o tema foi “Promoção de destinos na actualidade”, onde Kátia Carvalho, da AP Madeira foi a moderadora, Francisco Lopes dos Santos, que foi comentador, teve ocasião de chamar à atenção de, em períodos de crise, os destinos como a Madeira, tendam a cair na sua vulgarização em concorrências com destinos que não o são, na realidade.


Jornal da Madeira

Cada tostão tem de ser bem gasto na promoção

Presidente do Governo Regional na abertura da Conferência Anual do Turismo







A O presidente do Governo Regional defende que cada tostão a dispender na promoção do destino Madeira tem de ser bem gasto, com a focalização nos mercados e no público alvo que a Região Autónoma pretende. Um trabalho que diz ter de ser pensado conjuntamente entre os sectores público e privado, que aproveitou para elogiar o que têm feito concretamente em sede da Associação de Promoção da Madeira.
Na abertura da Conferência Anual do Turismo, cujos trabalhos decorreram durante todo o dia de ontem com o tema “Marketing turístico”, Alberto João Jardim falou da conjuntura desfavorável, que afectou o mundo global, onde os destinos, para recuperar os turistas perdidos, reforçam as suas apostas nas campanhas de promoção. Em seu entender, trata-se de uma tarefa facilitada para os destinos mais desafogados financeiramente, que diz não ser o caso da Madeira.
O presidente do Governo Regional aproveitou a presença naquele fórum para relevar o trabalho desenvolvido pela Delegação Regional da Madeira da Ordem dos Economistas, a organizadora do evento. Acentuou que constitui um exemplo do trabalho que a sociedade civil pode e deve desenvolver.
Quem também falou na sessão de abertura foi Francisco Murteira Nabo, bastonário da Ordem dos Economistas.
Acerca do turismo, e depois de reconhecer o desempenho da delegação regional num trabalho em prol dos seus associados e sociedade, onde se evidencia a Conferência do Turismo, sumariamente disse que a conjuntura é desfavorável e que, por tal motivo, vai ter de se adaptar e criar novas formas de atrair turistas. E, referindo-se à Madeira, sublinha que a forma de o fazer passa como a Região Autónoma “tem feito até agora, com criatividade”.
Daqui fez uma ponte para a conjuntura económica e financeira para mostrar o seu espanto acerca da fórmula de crescer sem investir. Admite ser necessário alguma cautela nestes períodos mas defende que há investir para fomentar o emprego. Acentua que não importa onde investir, tarefa que deixa aos entendidos, evidenciando que se não fizermos nada não vamos a lugar algum.
Murteira Nabo sublinha que se o País vai passar os próximos três anos em reequilíbrio financeiro o número de pessoas sem emprego vai subir.
O primeiro orador seria, no entanto, o presidente da delegação regional na Madeira da Ordem dos Economistas. Eduardo Jesus começou por referir que a Conferência seria a última da actual direcção e, por isso mesmo, aproveitou para enumerar o que tem feito juntamente com a sua equipa.
Ao falar da Conferência referiu da importância do Turismo para a Madeira e de como o arquipélago tem sido sempre uma ligação com o exterior na sua afirmação económica. Realidade que começou com o açúcar e continua hoje com o Turismo e o Centro Internacional de Negócios da Madeira. E como consegue afirmar-se numa panóplia global de ofertas? Eduardo Jesus sublinha que tudo passa pela diferenciação onde a autenticidade não é suficiente.



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