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sábado, 19 de junho de 2010

Binter liga Tenerife à Madeira a partir de 12 de Julho

Companhia aérea canária assegura duas ligações por semana até 13 de setembro




A companhia aérea BinterCanarias anunciou, ontem, a nova programação de voos entre Canárias e a Madeira, sendo que a novidade principal foi a criação de duas ligações semanais directas a partir da ilha de Tenerife.
Estas ligações vêm somar-se às já existentes entre Gran Canaria e Madeira, sendo que as novas vão operar desde o aeroporto de Los Rodeos, entre 12 de Julho e 13 de Setembro.

Os voos entre Tenerife e a Madeira vão realizar-se às segundas-feiras, pelas 12 horas, e aos sábados, 11h10, enquanto que o regresso está previsto para as 14 horas, às segundas-feiras, e 13 horas, sábados.

No comunicado em que anunciou estas novas ligações, a companhia informou que foram mantidos os horários dos voos entre a Madeira e Canaria, ou seja, às 12 horas das quintas-feiras e11 horas dos domingos; regresso às quintas-feiras, pelas 14 horas, e domingos às 13 horas.
Desde 2004, ano em que a Binter começou a ligar directamente os dois arquipélagos, já foram transportados 110 mil passageiros.
Recorde-se as que as ligações são realizadas em voos com cerca de 80 minutos, assegurados por aeronaves ATR 72-500.



DN Madeira

SATA admite manter Faro no Inverno

Governo regional pede à SATA para manter o voo durante o Inverno







António Gomes de Menezes, presidente do Conselho de Administração do Grupo SATA, disse ao DIÁRIO que a continuação da rota Madeira-Faro (operação anual) depende dos operadores turísticos. A eles compete a criação de programas que aproveitem o novo voo da companhia açoriana, lançado ontem no triângulo Açores-Madeira-Faro.

O presidente da companhia aérea açoriana respondia assim ao apelo de Conceição Estudante, ontem no Aeroporto da Madeira, em que solicitou à SATA a continuação desta ligação para além do Verão.

A secretária regional do Turismo e Transportes, que esteve presente na escala da aeronave que realizou o primeiro voo, e desta forma marcou o apoio da Madeira a mais esta operação aérea, disse que a SRTT fez uma campanha forte no Sul de Espanha e de Portugal e que a continuidade do voo poderá potenciar o mercado, não só para os turistas portugueses e espanhóis, como para os estrangeiros que se deslocam na época de Inverno ao Algarve.

Esta ligação da SATA Internacional é efectuada, às segundas e sextas-feiras, até ao dia 12 de Setembro, com as novas aeronaves Bombardier Q400 NextGen da SATA Air Açores, aproveitando e maximizando, desta forma, a utilização da frota que apresenta índices de conforto e tempos de voo muito próximos dos aviões a jacto e com consumos de combustível bastante mais reduzidos.
O voo inaugural de ontem transportou 56 passageiros, dos quais 11 eram convidados da companhia. As reservas estão a decorrer muito bem e alguns voos no pico do Verão encontram-se praticamente lotados, nos dois sentidos.

Esta nova ligação, que no dia de ontem apresentava diversas viagens a um preço de cerca de 190 euros (ida e volta) tem a vantagem para os madeirenses de tornar-se barata, face ao cenário anterior que obrigava um passageiro oriundo da Madeira a escalar Lisboa. Ainda com a vantagem de poder ser ressarcido de 60 euros, valor do subsídio social de mobilidade que também se aplica nesta rota, tal como acontece nas ligações para Lisboa e para o Porto.
Feitas bem as contas, e se a opção do passageiro for o avião, voar-se-á para o Algarve quase ao mesmo preço que para o Porto Santo, o que torna ainda mais aliciante a nova operação.

O voo de ontem, entre a Madeira e Faro, foi realizado no primeiro dos quatro aviões Q400 recebidos este ano pela SATA, o 'Manuel de Arriaga', e demorou uma hora e 34 minutos.

Ligar três destinos de férias

A continuação da rota no Inverno poderá acontecer igualmente com dois voos semanais, possibilitando pacotes de fim-de-semana, e que se conforma como a frequência ideal para o fortalecimento da rota.
Quanto à SATA, há aviões disponíveis para continuar, agora tudo depende do entendimento dos operadores turísticos e, também, o que não é menos importante, do apoio das duas regiões de turismo insulares, que, de antemão, sabemos estar interessadas em que esta rota seja permanente.
O objectivo da abertura destas rotas, afirma a SATA é oferecer uma ligação directa entre três destinos de férias onde existe um forte potencial de tráfego. "A abertura desta nova ligação surge na sequência de análises efectuadas ao mercado onde ficou demonstrado existir vontade e disponibilidade de alguns operadores turísticos para comercializarem esta rota", acrescenta o grupo aéreo açoriano.


DN Madeira

sexta-feira, 18 de junho de 2010

SATA inova e liga Açores-Madeira-Algarve






A Madeira, os Açores e o Algarve estão ligados, a partir de hoje, por via aérea neste Verão, numa iniciativa da companhia açoriana SATA Internacional que se prolonga até finais de Setembro, duas vezes por semana, às segundas e sextas-feiras.

A inauguração da nova rota, uma novidade no plano aéreo regional foi feita ontem com a realização de um cocktail seguido de um jantar regional da região algarvia, onde marcaram presença os principais responsáveis do Turismo da Madeira e do Algarve e, ainda, o secretário de Estado do Turismo.
Em declarações ao DIÁRIO, a governante Conceição Estudante voltou a frisar a importância desta nova linha aérea para o turismo regional, que tem levado a Madeira a fazer acções promocionais na principal região de turística do país.

Também Nuno Aires, presidente do Turismo do Algarve, realçou este passo histórico da companhia aérea SATA que, espera, leve muitos madeirenses e açorianos a visitar aquela região continental.

Já o secretário de Estado Bernardo Trindade assegurou que esta linha aérea é o concretizar do objectivo de turismo interno, que tem sido defendido nos últimos tempos, principalmente nos tempos de crise.
Para hoje, está agendada a entrega de donativos do Turismo do Algarve à Madeira, numa cerimónia a decorrer no gabinete da secretária regional do Turismo e Transportes, à Avenida Arriaga, pelas 11 horas. São mais 5.128,56 euros resultantes de um espectáculo no âmbito do programa 'Allgarve'10, a favor das vítimas do temporal de 20 de Fevereiro.


DN Madeira

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Jet2.com terá mais dois voos regulares para a Madeira em 2011

Companhia britânica reforçará a rota de Manchester e abrirá Leeds




A companhia aérea britânica de baixo custo Jet2.com anunciou na semana passada a realização de mais dois voos regulares do Reino Unido para a Madeira. Um de Manchester, de onde a transportadora iniciou um voo semanal no passado dia 3 de Maio, e outro do Leeds/Bradford.

Segundo sabemos a decisão da Jet2.com surge face à grande procura que existe na rota de Manchester para a Madeira, que passará a ter dois voos semanais a partir do Abril de 2011, às segundas e às sextas-feiras, e ao facto de Leeds ser um mercado interessante, já que se prevê uma retoma dos clientes tradicionais da nossa ilha, já a partir do próximo Inverno. O voo começará em Fevereiro de 2011 e realizar-se-á às segundas-feiras. Em todas estas ligações a companhia britânica utilizará aviões Boeing 737-300 com capacidade para 148 passageiros. As reservas e vendas de bilhetes já estão abertas no site da empresa (www.jet2.com).
Estas rotas são apoiadas pelo Programa 'Initiative:pt', no âmbito da parceria entre a ANAM, o Turismo de Portugal e a Associação de Promoção da Madeira.
Aquando da abertura da linha de Manchester, no mês passado, o secretário de Estado do Turismo tinha afirmado que a entrada de mais uma companhia na Madeira é o culminar de três anos de negociações e de trabalho "articulado" entre governos da República e Regional que vem reforçar a oferta junto de um mercado importante para a Madeira. "A nossa determinação é que este trabalho possa continuar no futuro próximo com outras iniciativas", observara Bernardo Trindade.

Nessa mesma oportunidade a directora regional do Turismo, Raquel França, apontou para uma continuidade do trabalho desenvolvido nos mercados tradicionais, apontando por outro lado o que estava igualmente a ser feito junto de companhias aéreas e de operadores turísticos nos mercados emergentes da Federação Russa, Polónia e Estónia.

A entrada de turistas britânicos na Madeira sofreu nos últimos doze meses uma queda de cerca de 20% por factores que são, de certo modo, exteriores a este destino, e que se devem sobretudo à crise verificada no Reino Unido, onde a venda de pacotes de férias desceu de forma significativa, nomeadamente para destinos de maior qualidade e de preço superior aos massificados das praias mediterrânicas e das ilhas espanholas.

O reforço das ligações para a Madeira por parte da Jet2.com deixa antever uma melhoria na oferta de voos e potencia a retoma do mercado, quer para a hotelaria tradicional, quer para os empreendimentos de 'time-sharing' e de habitação turística, que, também, no últimos dois anos, têm sofrido quebras.

Todas as entidades envolvidas no processo de captação de novas rotas para a Madeira - ANAM, Secretaria de Estado do Turismo e Associação de Promoção da Madeira - continuam empenhadas em negociações que poderão a curto prazo resultar em novos anúncios de mais rotas para a Região Autónoma de aeroportos europeus.

A Jet2.com é propriedade do grupo Dart Group, PLC, cotado na Bolsa de Valores de Londres (Stock Exchange). No ano passado a companhia transportou oito milhões de passageiros e facturou 505 milhões de euros.

A Jet2.com tem 30 anos de existência, vende actualmente cerca de 87% dos seus bilhetes na Internet, através do seu site e é considerada uma das companhias mais pontuais do Reino Unido.


DN Madeira

sábado, 12 de junho de 2010

Armas com novo ferry

O novo ferry deste armador será lançado à água já a 15 de Julho












O novo navio ferry do armador canário 'Naviera Armas' que se encontra em construção nos estaleiros espanhóis 'Barreras', será lançado à água no próximo dia 15 de Julho.

O navio chamar-se-á 'Volcán de Teide' e quando entrar ao serviço passará a ser o maior navio da frota do armador canário, graças aos seus 175,7 metros de comprimento e 26,4 de boca (largura).

Ainda segundo informação do construtor, este novo ferry terá capacidade para receber 1.500 passageiros - incluindo tripulação - e cerca de 353 viaturas ligeiras. Ao nível da acomodação dos passageiros, disponibilizará 114 cabines com capacidade para quatro passageiros, quatro cabines duplas, duas cabines destinada a receber deficientes e ainda duas 'penthouse', com capacidade para duas pessoas cada.

O novo ferry está equipado com 4 motores de 8.400 Kw podendo atingir a velocidade de 24 nós.
Quanto à entrada ao serviço do 'Volcán de Teide', tudo aponta que o mesmo aconteça no final deste ano, em finais do mês de Novembro, não estando ainda confirmada a sua presença na Região.

'Volcán de Tijarafe' na Pontinha





De regresso à Madeira está o ferry 'Volcán de Tijarafe'. Procedente do porto de Las Palmas de Gran Canária, tem chegada anunciada ao Funchal para as 8.15 horas. Como sempre acontece, no decorrer desta escala estão programados o embarque de trelas com destino ao porto de Portimão bem como de passageiros e viaturas ligeiras.

Esta sua presença no porto do Funchal prolongar-se-á até às 10.30 horas de hoje, zarpando com destino ao porto de Portimão, onde deverá aportar amanhã às 9 horas. A viagem de regresso ao porto do Funchal terá lugar a partir das 13 horas de amanhã estando a sua chegada anunciada para as 11.30 horas da próxima Segunda-feira.

Como curiosidade refira-se que este ferry realizou a sua primeira escala na Pontinha no dia 14 de Junho de 2008, contabilizando dessa forma, na próxima segunda feira, dois anos efectivos de operação na linha Canárias-Madeira-Portimão.



DN Madeira

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Andamento da Construção do novo Ferry que fara a Ligação Canarias/Funchal/Portimão

Vai charmar-se Volcán del Teide e tera este nome em Homenagem ao Vulcão mais alto de Canarias (Teide)


Sera lançado a água em 15 de Julho as 19.30









(Fotos tiradas no dia 7 de Junho por Alfredo Campos Brandon)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Asfalto faz 'renascer' estrada levada pela água

O Alcatrão restituiu caminho do Passal, na Serra de Água, na Ribeira Brava





Três meses e meio após a catástrofe natural que deixou um profundo rasto de destruição também no sítio do Passal, na muito fustigada freguesia da Serra de Água, o alcatrão volta esta semana a 'desenhar' o trajecto do caminho municipal que ali existia e que desde 20 de Fevereiro tinha pura e simplesmente desaparecido por entre os pedregulhos que transbordaram da ribeira e irromperam estrada abaixo.

Localizado perto do centro da freguesia, o sítio do Passal foi um dos mais massacrados pela destruição imposta não só pelo transbordar do leito da ribeira da Ribeira Brava, mas também pela dimensão aterradora que ganhou nesse dia o ribeiro proveniente da zona da Ameixieira, deixando toda a zona ribeirinha deste sítio num autêntico calhau.

Mais de cem dias depois desse dia de má memória, o asfalto voltou a ser colocado ao longo do trajecto onde havia a anterior estrada de acesso a este sítio.
Apesar da destruição na habitação ali ainda ser uma realidade bem visível, o asfaltamento desta estrada é um sinal da reconstrução, que embora lenta, é mais um contributo para esbater as más memórias desse passado ainda tão recente.


DN Madeira

terça-feira, 8 de junho de 2010

'Turismo Algarve' em força na Madeira

Nova rota da Sata dinamiza fluxo turístico entre a região algarvia e a Madeira








A nova rota entre Faro, Funchal e Ponta Delgada, a inaugurar pela SATA no próximo dia 18, é o pretexto do 'Turismo do Algarve' para arrancar com uma campanha promocional feita de brindes, sorteios e muita informação.

Com esta acção, o 'Turismo do Algarve' espera reforçar o investimento no mercado nacional que passa a contar, durante três meses aproximadamente, com uma ligação directa para Faro e Ponta Delgada.

Entre 17 e 20 de Junho, o destino Algarve será promovido num quiosque de dez metros quadrados, nos centros comerciais Dolce Vita e Fórum Madeira.
As acções promocionais são direccionadas para o público em geral, que poderá habilitar-se a fins-de-semana num hotel de 4 ou 5 estrelas da Região e a diversos brindes.

É a primeira vez que o 'Turismo do Algarve' se promove na Região. Nuno Aires, presidente da instituição, destaca as mais-valias da rota Faro-Funchal-Ponta Delgada, considerando que esta ligação vai imprimir "uma nova dinâmica ao fluxo turístico do Algarve e da Madeira, destinos agora directamente ligados por barco e avião".


DN Madeira

segunda-feira, 7 de junho de 2010

TAP volta a apostar na rota Barcelona-Madeira

Retomar de voos directos da TAP entre Barcelona e a Madeira vão potenciar novos negócios.









A TAP anunciou ontem uma nova ligação, no Verão, entre a cidade de Barcelona e a Madeira, numa medida, como admitiu o vice-presidente executivo da companhia aérea, ontem à Lusa, será uma forma de ajudar a Madeira a recuperar da crise económica e do temporal de 20 de Fevereiro. Este é um retomar de uma rota abandonada há anos pela mesma companhia.

Esta aposta poderá ser um novo fôlego para o sector hoteleiro regional, sendo de realçar que a Catalunha é umas das mais prósperas regiões de Espanha e a sua capital, Barcelona, a segunda mais importante e mais rica do reino. A linha área poderá também ser uma oportunidade de muitos madeirenses aproveitarem para conhecer a cidade 'condal' e os seus inúmeros atractivos, bem como as centenas de escalas de navios de cruzeiros no concorrido porto de Barcelona para outras rotas. Até agora, quem quisesse fazer um cruzeiro a partir de Barcelona tinha de suportar o custo do voo de ligação por Lisboa.

Sobre esta novidade, a TAP admite que está a fazer "um grande esforço" para reabilitar o mercado da Madeira, afectado sobretudo pela crise económica nos mercados emissores de Inglaterra e de Portugal continental, disse Luiz Gama Mor na entrevista.

"Estamos a fazer um grande esforço para a Madeira. Temos tido um bom resultado [nos voos] para a Madeira, que temos promovido em todo o lado", frisou. O temporal que se abateu sobre a Madeira a 20 de Fevereiro causou 43 mortos, oito desaparecidos e 600 desalojados e 1.080 milhões de euros de prejuízos materiais.

O turismo para a Região também ficou bastante afectado pela situação. No entanto, o responsável da TAP explicou que grande parte se deve aos mercados emissores, a braços com uma crise económica.

"A Madeira está a retomar o seu caminho natural. O tráfego da TAP para a Região ainda se ressente não da [catástrofe natural] da Madeira, mas do mercado emissor que é a Inglaterra. A Inglaterra vive ainda uma dificuldade económica grande, as pessoas estão a voar menos, o valor da libra está mais baixo, e isso introduz uma pressão grande, porque é um mercado muito forte para a Madeira", disse.

A ajuda também não surge de Portugal continental, onde a crise também tem cortado as viagens. "O mercado ponto a ponto, que é o mercado doméstico, regista um esfriamento natural decorrente da crise portuguesa. Com a economia em dificuldades este [também] não é um mercado que tenha crescido", sublinhou Gama Mor.

Por isso mesmo, a TAP está a procurar novos mercados para a Madeira, entre os quais a Rússia e a Espanha, de onde no Verão sairá um novo voo directo Barcelona-Funchal. "O que estamos à procura é de novos mercados para a Madeira, em origens de tráfego que tenha possibilidades de crescimento.

O crescimento da Rússia para voo diário (a TAP começa a voar diariamente para Moscovo a partir de 13 de Julho) visa apontar à Madeira e também existirá um voo directo de Barcelona, que já está todo comercializado", referiu o responsável. "Já está tudo acertado com os operadores de Barcelona, garantidamente teremos sucesso. Vamos levar uma quantidade grande de espanhóis da Catalunha para a Madeira neste Verão", sublinhou.

Prejuízos do Vulcão: TAP não reflectirá preços

O vice-presidente executivo da TAP declarou que a companhia não vai reflectir nos preços dos bilhetes os prejuízos resultantes da nuvem de cinzas que, em finais de Abril, parou os voos durante quase uma semana. "Por causa especificamente do problema da cinza vulcânica não haverá passagem desse fenómeno para o preço [dos bilhetes], porque o preço decorre de uma concorrência. Existe uma oferta imensa no quadro mundial e europeu e uma guerra tarifária bastante grande e os preços já são bastante comprimidos", disse Luiz Gama Mor à Lusa. A TAP estima em mais de 12 milhões de euros os prejuízos que sofreu devido à crise da nuvem de cinzas lançadas por um vulcão islandês. Após o fim da crise, ou seja, quando os voos foram retomados, a imprensa económica europeia deu conta de que algumas companhias estavam a aumentar os preços das tarifas entre a Europa e os Estados Unidos em cerca de 20%. Luiz Gama Mor reafirmou que isso não vai acontecer na TAP e diz mesmo que o preço nem sempre reflecte o custo real. "Infelizmente o preço não tem a ver com o custo. Eu gostaria muito de poder apresentar uma estrutura de custos, acrescentar uma margem e dizer que o preço vai ser este porque me custa isto. O mercado é muito competitivo e o preço é uma condição de mercado. Portanto, em diversos momentos as companhias cobram mais barato do que custa. Não é à toa que se verificam os prejuízos das empresas", frisou.


DN Madeira

sábado, 5 de junho de 2010

Inauguração dos Novos Arruamentos aos Sítios do Pé da Ladeira e Pontinha. (Machico)

Leis «inadmissíveis» retiram poderes ao povo, diz o presidente do Governo
Jardim diz que o regime está a chegar ao fim




Leis «inadmissíveis», retirada de poder ao povo, falta de autoridade e disciplina democrática e políticas erradas dos vários governos de Lisboa foram a tónica do discurso do presidente do Governo Regional, ontem, em Machico, onde inaugurou algumas acessibilidades no centro da cidade e visitou o Mercado Quinhentista.














O presidente do Governo Regional considerou ontem que «este regime está a chegar ao fim». Isto porque, conforme disse, os deputados da Assembleia da República fizeram uma lei - que Jardim entender ser «inadmissível» e «uma vergonha» -, que limita o número de mandatos dos autarcas, impedindo o povo de os reeleger as vezes que entender.
«Fala-se de democracia, mas anda-se a cortar poderes ao povo. É só dificuldades para cima do povo; é só cortes para cima do povo. Este regime está a chegar ao fim», especificou.
Alberto João Jardim, que falava numa inauguração em Machico, referia-se, especialmente, a Emanuel Gomes, autarca do concelho, que não poderá ser reeleito, mas também a muitos autarcas nacionais, ainda com saúde e inteligência e detentores de «um trabalho notável» e que não podem ser reeleitos.

Governos de Lisboa têm tido políticas erradas

Referindo-se à actual situação económica nacional e internacional, que também afecta a Madeira, o presidente do Governo relembrou a teoria que há muito defende: a de que tem de haver investimento público e dinheiro a circular. Assim não sendo, há uma quebra do poder de compra, as empresas não vendem, entram em dificuldades e têm de despedir. O aumento do desemprego acaba por criar uma situação social difícil.
«Entendo que não é cortando em tudo que se resolve a situação económica do País. Aquilo que se está a poupar em não se fazer investimento, no “corta, corta”, acaba por ter de ser gasto em mais subsídio de desemprego e em mais daqueles subsídios para famílias que precisam e, também, infelizmente, para uns que não precisam, que não querem é trabalhar e que andam a viver à custa de quem trabalha», disse Alberto João.
Foi neste contexto que o presidente do Governo acrescentou que «as políticas seguidas pelos vários partidos que estiveram no governo em Lisboa, foram políticas erradas».
Daí ter considerado que «a razão pela qual eles me foram assando - no meu caso, nem sequer foi em lume brando; foram-me assando em Lisboa até eu ficar esturricado - foi porque eles sabiam que eu não era conveniente para os interesses daqueles senhores».
Garantindo que «eles sabem que eu tenho razão», Jardim acrescentou que está «neste exílio dourado (onde até se sente feliz) na Madeira, que é para não atrapalhar os jogos daqueles cavalheiros lá no Continente».
Tudo isto e a situação nacional e internacional, como acrescentou, implica não estar distraído.
A propósito, o presidente do Governo disse achar piada ao facto de serem «os mesmos partidos que criaram estas dificuldades todas em Lisboa, que estão aqui e querem que eu faça tudo ao contrário, sem sequer ter poderes legais e constitucionais para alterar certas coisas erradas que se fazem em Lisboa.»
Os mesmos que, quando Jardim diz que irá fazer frente à situação, mas que para tal precisa de mais Autonomia, dizem que não pode ser.
«Então como é que eu faço? Os poderes não são meus, não são do poder regional, não são da Câmara. Então como é que se resolve? Estamos à espera de um milagre?», questionou-se.
A tudo isto acrescem «outros» que, no meio destas dificuldades, ainda vêm criar mais dificuldades, «com as suas invejas, egoísmos e frustrações», salientou.
A este quadro de situação, Jardim acrescentou haver «alguma comunicação social, que quer aproveitar a dificuldade para ver se arrasa isto ainda mais».

Democracia não é bandalheira

Na opinião do presidente, estas situações decorrem do facto de não haver disciplina democrática e de em Lisboa estarem convencidos de que democracia é anarquia. «A democracia é dos regimes mais perfeitos, mas para o ser tem que ter uma boa e sólida organização; não pode ser uma balda. Há quem confunda democracia com bandalheira», especificou.
Jardim terminou dizendo que foi esta ideia errada que vigorou desde o 25 de Abril que «enterrou o País».
E, porque estava em Machico, onde decorre o Mercado Quinhentista, o presidente do Governo, que visitou a feira, felicitou Emanuel Gomes, as escolas e as instituições intervenientes por este evento cultural, que considerou «muito importante», por vir dinamizar a economia do concelho.


a obra
O presidente do Governo inaugurou ontem três novos arruamentos aos sítios do Pé da Ladeira e Pontinha. Estas obras, que representam mais um investimento público do governo no concelho de Machico, vêm agilizar os fluxos de tráfego automóvel com origem ou destino no centro de Machico e seu acesso à via rápida Machico/Caniçal e integram a empreitada designada por Via Rápida Machico/Caniçal - Nó de Machico Sul. Os arruamentos têm uma extensão total aproximada de 500 metros. As faixas de rodagem têm pavimento betuminoso e seis metros de largura, com passeios de 1,20 m. e muros de suporte numa extensão de 385 metros. As novas ruas dispõem de sinalização vertical e horizontal, redes de iluminação eléctrica, abastecimento de água potável e águas residuais domésticas.




Texto Jornal da Madeira, Fotos PGRAM

sexta-feira, 4 de junho de 2010

É necessário instalar postos de recarga eléctrica

Defende António José Brito, da Algarve Renovável






Um próximo passo na Região no que concerne aos transportes amigos do ambiente deve ser a colocação de postos de recarga eléctrica para os veículos movidos a este tipo de energia. A ideia foi, ontem, defendida por António José Brito, da “Algarve Renovável”, que foi prelector numa conferência no âmbito da “Expo Energias”, que decorre no Largo da Restauração.
António Brito entende que todas as estações de serviço deviam ser obrigadas a ter «uma tomada eléctrica com contador», já que em Portugal quem guia um veículo eléctrico «atravessa desertos todos os dias». No continente, a instalação destes postos tem vindo a ser prometida, mas «todos os anos se vão adiando as coisas». Apesar de em número reduzido, ainda assim já existem alguns.
Por outro lado, dado que na Região estes postos ainda não existem, defende que esse deverá ser o próximo passo. Aliás, frisou que cada posto custa «no máximo 50 a 100 euros» e que «para uma entidade pública não é nada de transcendente». António Brito frisa, contudo, que os descontos nos estacionamentos que existem no Funchal para este tipo de veículos «é um bom passo no sentido de incentivar as pessoas a utilizar meios de transporte mais amigos do ambiente para entrar nas cidades».
Este responsável salientou também que no que diz respeito a transportes públicos amigos do ambiente, o Funchal está à frente do resto do país, sendo a única cidade que tem os mini-autocarros “Gulliver”.



Jornal da Madeira


Está ultima afirmação está incorrecta





A Cidade de Almada também vai ter os pequenos Autocarros Gulliver a circular

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Mais viagens de ferry

'Lobo Marinho' retomou ontem horário de verão e vai realizar 282 viagens




A exemplo do verificado nos anos anteriores, o horário de Verão das viagens do navio Lobo Marinho', entrou em vigor ontem, com a Porto Santo Line a reforçar o número de viagens entre as duas ilhas.

Segundo dados apurados pelo DIÁRIO, o 'Lobo Marinho' deverá realizar nos próximos quatro meses um total de 282 viagens entre as duas ilhas, mais quatro viagens do que as efectuadas em igual período do ano passado. Este mês o armador madeirense irá realizar um total de 62 viagens (ida e volta). No mês de Julho estão programadas 68 viagens sendo que Agosto baterá todos os recordes com a realização de 88 viagens. Já em Setembro, a PSL prevê realizar um total de 64 ligações.

De notar, aind, que com a entrada em vigor do horário de Verão, o navio passará a navegar às terças-feiras e a viagem de regresso ao Funchal terá lugar às 19 horas.
Devido ao feriado de amanhã, a viagem de hoje do navio para o Porto Santo efectuar-se-á às 19 horas, encetando o seu regresso ao porto do Funchal pelas 22.30 horas.

Duarte Rodrigues, administrador executivo da PSL, explicou que "esta alteração permitirá a muitos madeirenses realizarem umas mini-férias no Porto Santo. A viagem de regresso ao Funchal do próximo domingo, dia 6, está já bem composta, com poucos lugares disponíveis".
Na próxima semana, dado o feriado do dia 10 de Junho e atendendo ao aumento na procura de lugares para a viagem de regresso ao Funchal, no dia 13 o 'Lobo marinho' irá realizar uma viagem extra, zarpando do porto de abrigo do Porto Santo às 14 horas, regressando à ilha dourada às 17.30 para a segunda viagem do dia.

600 crianças no Porto Santo

Ontem mais de 600 crianças e respectivos professores comemoraram o 'Dia da Criança' de forma bem diferente do que o habitual. A exemplo do verificado em anos anteriores, a PSL aderiu às referidas comemorações disponibilizando lugares no 'Lobo Marinho' para os mais jovens a um preço simbólico de 5 euros, uma iniciativa que Duarte Rodrigues considerou como "muito especial", acrescentando que "todos os anos, na primeira terça-feira de Junho, levamos centenas de crianças ao Porto Santo. Este ano foi especial poiscoincidiu com o dia das comemorações", concluiu.


DN Madeira

terça-feira, 1 de junho de 2010

Inauguração da Gare Marítima da Madeira.

O Presidente do Governo Regional da Madeira, inaugurou no dia 31 de Maio, às 18.00 horas, na Cidade do Funchal, a Gare Marítima da Madeira.

A construção da Gare Marítima da Madeira vem preencher três objectivos estratégicos do Porto do Funchal, designadamente:


A criação de melhores condições para a recepção e acolhimento do cada vez mais elevado número de passageiros dos navios de cruzeiro que procuram a Madeira;
A garantia de que as operações de embarque e desembarque se processem rápida e eficazmente, em ambiente de elevada qualidade, conforto e segurança;
A dotação de instalações que permitam, ao Porto do Funchal, a implementação harmoniosa das medidas de segurança que lhe competem, designadamente quanto ao controle de embarque e desembarque de passageiros, tripulação e respectivas bagagens e monitorização das áreas de acesso restrito, de forma a assegurar que apenas as pessoas autorizadas tenham acesso às mesmas.
Conceito
Para além da simplicidade e pureza da forma, o edifício da Gare Marítima da Madeira destaca-se pela sua singularidade. Pretende-se que o mesmo venha a estabelecer não apenas um marco na paisagem da cidade como possa ser facilmente reconhecível como a imagem do Porto do Funchal e, consequentemente, da Madeira para o mundo.
É um edifício a todos os títulos invulgar, tanto pela sua localização sobre o molhe do cais da Pontinha como pela sua forma muito longa e estreita, incluindo uma curva que a localização impõe, fazendo um paralelismo em relação à beira do cais existente.
A forma do edifício e o processo construtivo obrigaram a um trabalho de grande rigor, em todas as suas fases. Requereu uma execução particularmente cuidada, em que a preparação e a programação da obra assumiram uma importância crucial.
Estrutura
A Gare Marítima da Madeira é composta por um edifício principal com cerca de 3.145m2 (185m x 17m) de área de construção em planta e por um passadiço paralelo ao do cais sul, com uma extensão total de cerca de 570m e largura total de 4m.
A estrutura do referido edifício é composta por uma estrutura metálica nas vigas e pilares e, mista de aço com betão, nas lajes.
Investimento
Custo total do empreendimento: cerca de 13 milhões de euros
Comparticipação do Fundo de Coesão em 62,8%

Organização funcional

Está assegurada a separação integral entre os circuitos de embarque e desembarque.
A Gare está dividida em quatro zonas principais:

Ala Nascente
Ala Poente
Zona de Serviços Portuários
Passadiço

O circuito de embarque tem início na Ala Poente, ainda na parte exterior coberta, a qual fica paralela à zona de paragem de táxis e carrinhas de passageiros. A bagagem de porão é entregue e conduzida de forma independente pelo pessoal operacional na zona central da Gare, onde é feito o encaminhamento e controlo de segurança através de raios X. Os passageiros atravessam uma das portas automáticas de acesso ao átrio poente inferior (piso 0) onde, caso estejam a iniciar a viagem, efectuam o “check in” e o controlo de cartões de embarque. Seguidamente, são conduzidos por duas escadas rolantes e um elevador ao átrio poente superior.

Neste átrio, ainda com acesso público, irá situar-se a principal zona comercial da Gare, a qual inclui um snack-bar/café. O acesso ao passadiço é totalmente restrito a passageiros, devidamente identificados e autorizados. Em frente a cada porta de ligação entre este átrio e o passadiço, os passageiros passam pelo controlo de passaportes, de segurança e verificação da bagagem de mão, antes de acederem aos navios.

O circuito de desembarque para passageiros a terminar a sua viagem processa-se pelo passadiço de acesso aos navios e seguidamente, pela Ala Nascente da Gare. Neste átrio nascente superior existirá uma zona de rent-a-car, antes da zona de controlo de passaportes. Os passageiros são depois conduzidos, através de duas escadas rolantes e um elevador à sala de recolha de bagagem, no piso 0. A partir desta sala, após o controlo alfandegário, os passageiros são conduzidos para o exterior, onde encontrarão a via rodoviária para táxis e automóveis ligeiros.

O circuito de desembarque para passageiros em trânsito, caso não exista nenhum embarque em simultâneo, será preferencialmente encaminhado para o átrio superior poente, onde se situa a principal zona comercial da Gare. No entanto, para aqueles que optem pelas excursões em autocarro, poderão ser utilizadas uma das três torres de acesso existentes no passadiço.

A Gare Marítima da Madeira dispõe também, para além dos espaços comerciais, de vários gabinetes destinados às autoridades, tais como a GNR, Alfândega, SEF e Capitania.
A Zona de Serviços Portuários, localizada na parte mais à nascente do edifício, está destinada às próprias instalações da Administração dos Portos de Madeira, cuja sede passará a estar ali localizada.

A torre de controlo e demais áreas de serviço foram dotadas de um acesso independente, a partir da galeria exterior, através de escada e elevador. Dá igualmente acesso a uma área técnica, localizada no piso 2.

A zona central inferior da Gare, onde habitualmente ocorrerá o controlo das bagagens para embarque, está preparada para servir como sala de exposições, congressos ou reuniões, caso não esteja a ser utilizada na sua função principal.

Toda a Gare Marítima está dotada de uma rede Wifi na zona edificada e a zona exterior pedonal da mesma – zona de acesso público – foi executada em calçada portuguesa.

Outros dados

Total de estrutura metálica: aproximadamente 1.100 toneladas

Cobertura em chapa de alumínio lacado com isolamento interior: área aproximada de 9.500m2

Revestimentos Interiores nas zonas públicas da Gare em granito negro absoluto: área aproximada de 2.000m2

Algumas referências

A Madeira sempre foi um ponto estratégico e de passagem de navios de cruzeiro. Com o ressurgimento desta actividade turística a nível mundial, a Região conseguiu afirmar-se e consolidar-se como destino de cruzeiros e como uma importante referência nesta área do Atlântico.

A partir da década de 90, a indústria de cruzeiros registou uma fulgurante expansão, primeiro nos Estados Unidos da América e, depois, na Europa. Uma evolução marcada tanto pelo aumento da capacidade da frota e do número e da dimensão dos navios, como pela reorganização das empresas, pela consequente expansão das áreas geográficas de actividade e pelo crescimento acentuado da procura.

No ano passado, o Porto do Funchal liderou as estatísticas a nível nacional, registando 435.821 passageiros movimentados, o que se traduziu num crescimento de 7,5% face ao ano anterior. As perspectivas para este ano são também de crescimento, tanto no número de escalas como no número de passageiros.





























PGRAM

Segurança e fruição (Gare Marítima da Madeira)

Alberto João Jardim disse que haverá uma harmonização entre as duas situações


Alberto João Jardim salientou que o porto do Funchal, no ano passado, liderou as estatísticas a nível nacional, registando mais de 400 mil passageiros. Esta importante fonte económica da Região, conforme disse, terá de ser garantida, salvaguardando-se, em primeiro lugar, a segurança da infra-estrutura. Assim o exigem as normas internacionais. Apesar disso, haverá lugar para que as pessoas possam usufruir daquela infra-estrutura.




AO presidente do Governo Regional disse ontem que a Região tentará harmonizar a segurança do porto do Funchal com a sua fruição por parte da população.
Falando na inauguração da nova Gare Marítima da Madeira, Alberto João Jardim salientou, contudo, que «seria trágico para a economia da Região Autónoma se alguma coisa sucedesse, por não se ter tomado as devidas medidas de segurança».
O presidente do Governo lembrou que, internacionalmente, «os mecanismos de segurança (nos portos) são cada vez mais exigentes». Daí considerar que não serão permitidas quebras nessa área, que ponham em causa «esta nossa aposta no mercado de cruzeiros».
Tendo em conta estas permissas, Alberto João Jardim explicou que haverá períodos em que o porto estará à disponibilidade da população, até porque a Gare tem instalações onde as pessoas terão de ir tratar de assuntos pessoais.
Outros haverá, contudo, «em que toda a população compreenderá que é do interesse de toda a gente que estejam tomadas as necessárias cautelas», acrescentou o líder do Executivo madeirense.
Jardim salientou que «a segurança é cada vez mais uma maior preocupação em todos os que operam no ramo dos portos».
Em relação aos que viajam, o presidente do Governo lembrou que toda a gente está habituada a ser «minuciosamente escrutinada» quando se trata de viagens aéreas.
Nas marítimas, contudo, as pessoas não estão acostumadas a que isso aconteça, mas, como acentuou o presidente do Governo, «devem perceber que igual exigência de segurança é hoje feita em relação a estes barcos de cruzeiro».
É esta segurança que se exige ao porto do Funchal que Alberto João Jardim considerou a quarta razão para que a Região não perca o seu lugar no mercado de cruzeiros.
«Antes pelo contrário, para conquistar ainda mais mercado, nós temos aqui instalações que dão uma garantia da segurança do porto», acrescentou o presidente do Governo Regional.
A propósito, Jardim agradeceu à Marinha, PSP e GNR pelo papel que desempenham na segurança do porto do Funchal e, consequentemente, na economia da Região.
Outro dos seus agradecimentos foi para o arquitecto Geraldes Pinto, autor daquela que Alberto João Jardim considerou que virá a ser «uma das referências arquitectónicas da cidade do Funchal».
Referindo-se ao facto de, a partir de agora, os trabalhadores no porto do Funchal passarem a ter melhores condições de trabalho, o líder do Executivo madeirense defendeu que «era, também, necessário dar novas e melhores condições de trabalho a quem trabalha nos portos».
A propósito, defendeu que «o trabalho não se dignifica apenas arranjando-se um emprego», mas também «quando essas condições de trabalho são as melhores e mais humanas possíveis».

Acesso ao porto
será condicionado


Instado a explicar de que forma poderá a população saber quando é que a “Pontinha” estará aberta ao público, o director regional de Portos explicou que esse acesso será condicionado. «O porto é uma infra-estrutura de operação; não é uma infra-estrutura de lazer», frisou Bruno Freitas, acrescentando que haverá zonas de acesso exclusivo aos passageiros.
Acessível à população estarão as partes exteriores à Gare e algumas dentro do próprio edifício.
Por outro lado, conforme adiantou, durante a noite as portas de ferro que dão acesso à zona de acostagem de cruzeiros estará sempre encerrada.
Bruno Freitas disse que o velho hábito madeirense de as pessoas irem passear para o porto do Funchal já não se justifica, visto que foram construídas outras infra-estruturas na cidade que permitem os passeios a pé que ali se faziam. O que também não será permitido será a pesca amadora, acrescentou.
A circulação da população estará condicionada aos dias em que não haja barcos de cruzeiro acostados no porto, disse ainda.
O director regional de Portos salientou que o importante é a Região ter um porto condigno do cada vez maior mercado de cruzeiros a que quer pertencer.
Instado a comentar as previsões para este ano, Bruno Freitas disse que o objectivo é atingir as 320 escalas, o que representa um movimento de passageiros superior a 450.000 pessoas.
«Se os 320 se confirmarem, andaremos muito próximo do meio milhão de passageiros», definiu.
Bruno Freitas adiantou que o gasto médio por turista na Madeira ronda os 80 euros, o que implica que o meio milhão de passageiros representará um valor superior aos 40 milhões de euros».
Para além disso, conforme salientou, é preciso não esquecer os tripulantes que passam na Região e que, tendencialmente, gastam muito neste destino.
««O contributo do turismo de cruzeiros, hoje em dia, acredito que passe, de forma indirecta, o 1 por cento do PIB regional», disse o director dos portos madeirenses.
Questionado sobre como encara a possibilidade de o aterro junto à Avenida do Mar poder vir a ser transformado num cais de atracagem de navios, Bruno Freitas respondeu que «qualquer solução que venha a ser encontrada e que possibilite um melhor aproveitamento para aquela área, oferecendo as melhores condições na náutica de recreio, é sempre bem-vinda».
Apesar disso, defendeu que qualquer solução terá de ser devidamente estudada, de forma a não prejudicar o movimento dentro do porto.
Esbater a sazonalidade é um dos objectivos da administração de portos, visto ser maior o número de dias em que não há navios no porto, do que aqueles em que os há.

“Abre” a 3 de Junho
A nova Gare Marítima da Madeira estará em pleno funcionamento no próximo dia 3 de Junho, conforme já anunciado pelo presidente do Governo Regional.
O “Grand Voyager”, um paquete registado no Registo Internacional de Navios da Madeira e que, como tal, navega sob o signo da bandeira portuguesa, será o primeiro navio de cruzeiros a beneficiar das melhorias introduzidas no Porto do Funchal, nomeadamente com esta nova Gare Marítima.


A cerimónia de inauguração da Gare Marítima da Madeira, presidida pelo presidente do Governo Regional, contou com a presença de várias personalidades políticas, militares, religiosas e civis. O edifício, para além de outras funcionalidades, possui gabinetes destinados às autoridades, como a GNR, Alfândega, SEF e Capitania. Na parte nascente da Gare ficará localizada a sede da Administração dos Portos da Madeira. Refira-se que, no ano passado, o Porto do Funchal liderou as estatísticas a nível nacional, registando 435.821 passageiros movimentados, o que representou um crescimento de 7,5 por cento face ao ano anterior.



Jornal da Madeira

Gatwick-Porto Santo reanima Pestana

'Charter' da Atlantic Holidays é interrompido no final de Julho a final de Agosto


Avião da Viking Airlines foi recebida com jactos de água dos Bombeiros no Aeroporto do Porto Santo.


Começou ontem mais uma operação de voos 'charter' para o Porto Santo, desta feita com origem no aeroporto de Gatwick (Londres), numa iniciativa do operador turístico Atlantic Holidays, do Grupo Pestana.

Foram 113 passageiros, muitos dos quais famílias com duas e três crianças, além de casais de idosos, que vieram do Reino Unido para uma semana de sol e praia, os primeiros a aproveitar as vantagens deste 'charter', que acaba por ser um retomar de um projecto que tinha sido interrompido em Setembro de 2008.
Os voos, que continuarão semanalmente até 19 de Julho e retomados a 6 de Setembro - serão interrompidos de 26 de Julho a 31 de Agosto (por causa da época alta do turismo nacional na ilha) -, foram contratados com a Viking Airlines, uma estreia no Aeroporto do Porto Santo devidamente assinalada com uma 'guarda de honra' (conforme mostra a foto).

Conforme o DIÁRIO já anunciara a 11 Novembro de 2009, o negócio tinha sido concretizado no segundo dia do 'World Travel Market', tendo sido assinado um contrato entre o operador turístico e a companhia aérea escandinava, depois do fracasso da ligação com a XL Airways (por falência desta).

O avião que ontem aterrou no Porto Santo é um Boeing 737-300 com capacidade para 148 passageiros. Tal como este primeiro voo, os seguintes vão ser realizados todas as segundas-feiras, sendo que o último voo, no final da operação de Verão, está previsto para o dia 1 de Novembro de 2010.

Ainda de acordo com a informação veiculada na altura, no período de cerca de um mês de interrupção, o avião contratado deverá ser rentabilizado com uma série de seis 'charters' entre o aeroporto de Norwich, a norte de Inglaterra, e o Aeroporto da Madeira.

De acordo com informação local, a maioria dos 113 passageiros é de origem britânica, sendo que ficarão instalados no Hotel Pestana Porto Santo, aquela que, de acordo com o site da Atlantic Holidays oferece melhores condições preço/qualidade.

A preços de ontem e para o próximo voo Gatwick-Porto Santo, a 7 de Junho, custará 499 libras (587 euros) por pessoa no Pestana Porto Santo. As ofertas de outras duas unidades da ilha - Hotel Vila Baleira a 732 euros e Hotel Porto Santo a 809 euros - são muito menos atractivas.



DN Madeira

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Gare é ponto de viragem no Porto do Funchal

A gare do Porto do Funchal é inaugurada hoje. Constitui um investimento de 12,8 milhões de euros. Bruno Freitas, presidente dos Portos da Madeira diz que constitui uma grande mudança







Jornal da Madeira - O que vai mudar com a nova gare?
Bruno Freitas - Além do aspecto visual e arquitectónico haverá uma melhoria óbvia na recepção aos passageiros e aos navios.
Diria que a inauguração marca uma viragem na História do porto. Com uma estrutura moderna vem reforçar o posicionamento da marca Portos da Madeira.
JM - Quando será o primeiro grande teste à gare?
BF - Será na próxima quinta-feira [com o navio Grand Voyager], altura em que já serão utilizadas as instalações do terminal.
JM - Houve necessidade de contratar mais pessoas ou antes haverá um reajustamento dos colaboradores?
BF - As pessoas que estavam a trabalhar fora vão passar a estar no novo terminal, quer nas zonas de portas quer nas zonas de bagagem. E também vão lá estar as entidades exteriores como os serviços da Alfândega, fiscais e de estrangeiros e fronteiras.

JM - As mangas vão surgir numa fase posterior...
BF - Vão reforçar a operacionalidade do terminal, que está preparado e desenhado essencialmente para trabalhar com elas. Já foi adjudicado o seu concurso. Neste momento, estão em fase de construção. Vêm para a Madeira em finais de Setembro, princípio de Outubro, para serem montadas até Novembro.
JM- Quantas mangas serão?
BF - Duas mangas que correm ao longo do cais e fazem a ligação entre o passadiço e o navio.

JM - Turando isso, a totalidade do empreendimento fica concluído agora?
BF - A infra-estrutura está concluída. Vamos proceder agora à fase seguinte que serão os concursos para as lojas, uma área afecta a restaurante/snack-bar e uma outra para floristas.
Haverão igualmente áreas livres onde irão ser colocados pontos de negócio, de apoio aos cruzeiristas e tripulações, que ainda não estão afectos, mas que se encontram disponíveis para fazermos concursos em termos de ideia, sem querermos sobrecarregar o terminal porque não é um centro comercial.

JM - A unidade provisória que os Portos da Madeira têm à entrada será desactivada e passa agora para o terminal...
BF - Sim, passa a estar integrado. Devo dizer que além do concurso vamos trabalhar o regulamento de exploração das áreas de negócio. Está pensado em termos de ideias, mas após a inauguração, vamos avançar com essa fase, que inclui um concurso para a aquisição de alguns equipamentos, nomeadamente os aparelhos de raio-x a serem instalados no terminal e o detector de metais.

JM - O restaurante será mais uma oferta na cidade?
BF - O restaurante será uma unidade quase âncora do terminal. Servirá de apoio quase imediato. As lojas e o restaurante vão avançar em simultâneo. Mas atenção que a abertura ao público local queremos fazer de forma a que não seja incompatível com a própria segurança da operação.
Com navios no porto não devemos fazer confusão e interligações com os passageiros por razões de segurança.

JM - E o acesso do madeirense ao molhe. Vão continuar as restrições?
BF - Os acessos serão revistos e condicionados. Temos que ter em atenção o número de passageiros em terminal. Mas, depois da largada dos navios e sempre que tivermos o porto disponível os acessos serão menos condicionados. O acesso à infra-estrutura e às áreas não reservadas será livre.
JM - Ou seja, se o porto estiver cheio de cruzeiros o madeirense não vai poder entrar livremente como antigamente, antes das obras...
BF - Havendo muito movimento portuário, não faz sentido existir uma mistura enquanto os navios estiverem. Agora, depois, haverá acesso.
Devo dizer que, depois da inauguração, vamos fazer uma revisão e análise ao que se irá passar em termos de segurança portuária.

JM - Mesmo sem navios no porto, o molhe vai encerrar a determinada hora da noite?
BF - Vai. Até por força do investimento feito. Não queremos que haja uma circulação livre toda a noite. O portão vai continuar à entrada do molhe, e assim que feche o comércio e não haja movimentação portuária, encerramos o acesso.
Diria que, ainda sem haver certezas difinitivas acerca do horário normal de funcionamento, deverá ser até às 23 horas, ou, o mais tardar, até à meia-noite.
Mas evidentemente que temos um segurança que irá controlar e viabilizar o acesso a viaturas de apoio aos negócios.

JM - Quando será feita a transferência dos serviços da administração portuária para o novo empreendimento?
BF - Estamos a tratar desse procedimento. Com a abertura vamos trabalhar as transferências da redes de informática e servidores. A nossa perspectiva de mudança será que aconteça mais no final do Verão.
JM - Será faseada?
BF - Não. Iremos fazer a transferência quase em simultâneo.
JM - Os Pilotos também mudam nessa altura?
BF - Sim.

JM - A nova gare vai poder servir de pretexto para aumentar as taxas no porto?
BF - Não. Temos uma proposta para sair em breve uma revisão, que não irá contemplar a subida de tarifas. Estamos convictos que isso poderá vir, eventualmente a acontecer. Este ano não e, concerteza, no próximo ano também não.
Mas a verdade é que os portos não aumentam tarifas desde 2006.
A haver revisões de tarifas serão sempre feitas em concordância com as condições do mercado. Estamos conscientes das parcerias que estabelecemos com Canárias e com os portos nacionais, pelo que deverá haver uma harmonização de tarifário.
No que diz respeito à rota Atlântica, a harmonização de tarifários vem balancear um pouco o que os operadores de cruzeiros estão disponíveis a pagar.
Nesse sentido, estamos conscientes das nossas vantagens nos preços. Sem dizer taxativamente que vou aumentar ou baixar, deve tratar-se em primeiro lugar a harmonização dos preços.

JM - Não haverão, portanto, aumentos nas taxas este ano?
BF - Não vamos aumentar as taxas portuárias. O que estamos a fazer é criar uma nova portaria em que se separa a componente de tarifas relacionadas com as actividades e serviços portuários e um anexo dedicado às tarifas que dizem respeito a actividades de negócio comercial em áreas dominiais sob gestão da APRAM.
O ajustamento que foi feito tem a ver com questões formais no que diz respeito a componentes jurídicas. Ou seja, no que diz respeito ao negócio dos cruzeiros não aumentamos a tup [taxa de uso de porto] passageiros nem a tup navio.
JM - Até porque este terminal quer mesmo incrementar um maior número de escalas...
BF - O principal objectivo deste investimento é fomentar a possibilidade de se incrementar negócio no “turn-around”. Também para o aumento do negócio no Verão. Vamos criar mais benefícios para Verão, inclusivé com práticas de descontos aos passageiros, influenciado pelo número de movimentos e escalas que os navios possam fazer, bem como numa redução mais significativa na tup de navio para as escalas naquele período.
Queremos quebrar a sazonalidade, consolidando o mercado de Inverno. Não queremos trocar.
JM- A aposta da MSC Cruises para o ano, com o “turn-around” no Funchal, os tais embarques e desembarques que se pretende, já é reflexo da gare?
BF - A aposta da MSC Cruises como de outras companhias tem sido um pouco o trabalho que a administração dos portos têm andando a fazer. Tem havido uma intensificação por parte dos portos da Madeira, de Canárias e nacionais na abordagem aos operadores de cruzeiros. É isso que temos feito com as nossas participações nas feiras e nas grandes oganizações dos mercados de cruzeiros.
JM- Mas a gare também ajuda nesta estratégia?
BF - Tem sido um motivo de venda e da nossa abertura para o mercado a afirmar que temos condições para formentar as passagens na Região de forma a que sejam marcantes a tudo o que diga respeito ao destino turístico que é a Madeira.

Não misturar com os passageiros Havendo muito movimento portuário, não faz sentido existir uma mistura enquanto os navios estiverem. Agora, depois, haverá acesso.

Acesso ao porto vedado durante a noite Não queremos que haja uma circulação livre toda a noite. O portão vai continuar à entrada do molhe, e assim que feche o comércio e não haja movimentação portuária, encerramos o acesso.

Fecho deve ocorrer pelas 23/24 horas Sem haver certezas acerca do horário normal de funcionamento, o encerramento deverá ser até às 23 horas, o mais tardar, à meia-noite.

O investimento - O investimento orçamentado foi de 12,8 milhões de euros, comparticipados em 62,8 por cento pelo Fundo de Coesão.

Restaurante, a âncora - O restaurante será uma unidade quase âncora do terminal.

Tarifas - A haver revisões de tarifas serão sempre feitas em concordância com as condições do mercado.

Parcerias - Estamos conscientes das parcerias que estabelecemos com Canárias e com os portos nacionais, pelo que deverá haver uma harmonização de tarifário.

Taxas portuárias - Não vamos aumentar as taxas portuárias. O que estamos a fazer é criar uma nova portaria em que se separa a componente de tarifas relacionadas com as actividades e serviços portuários e um anexo dedicado às tarifas que dizem respeito a actividades de negócio comercial em áreas dominiais sob gestão da APRAM.

Gare complementa - A gare tem sido um motivo de venda e da nossa abertura para o mercado a afirmar que temos condições para formentar as passagens na Região.



Jornal da Madeira

Pontinha em data histórica



Gare Marítima do Porto do Funchal a inaugurar hoje é o maior investimento da história, pois custo supera os gastos tidos com a construção da Pontinha
Data: 31-05-2010

Duzentos e cinquenta e quatro anos depois de estabelecida a exploração do Porto do Funchal, por Carta Régia emanada por D. José I de Portugal, na qual se dava 'luz verde' para o início das obras de construção de um porto de abrigo, a Pontinha vive uma data histórica.

A inauguração da Gare Marítima traduz o maior investimento realizado na principal porta de entrada da Região, circunstância que marcam não só uma nova visão do investimento, como as exigência de um mercado competitivo em que cada porto procura oferecer as melhores condições.

De acordo com os elementos recolhidos pelo DIÁRIO, o primeiro cais de embarque do Funchal surgiu com a ligação ao ilhéu do Forte de São José. Só em 1890 o ilhéu do Forte de Nossa Senhora da Conceição foi ligado à primeira fase, aumentando, desta forma, a área de acostagem. Curiosamente, esta foi uma obra parcialmente destruída por temporais imediatamente a seguir à sua finalização, o que obrigou a novas intervenções de reconstrução.

Em 1913 foi criada a Junta Autónoma das Obras do Porto do Funchal, porque o cais até ao Forte de Nossa Senhora da Conceição e os acessos viários entre a Pontinha e a Alfândega do Funchal, tornavam premente a necessidade de criação de um organismo gestor da área portuária.

Em 1939 foi aumentado em 317 metros o cais de acostagem do Porto do Funchal e em 1955 foi concluída a construção de um cais próximo aos cais do Carvão, que seria designado de Cais Regional, onde passaram a atracar os 'carreireiros' para o Porto Santo.

Em 1953 tinha já sido elaborado um projecto de ampliação do Porto do Funchal, que consistiria no alargamento do cais em todo o seu comprimento e no seu prolongamento em mais 457 metros. O custo total desta obra rondou os 350.000 contos. Quando a obra estava praticamente concluída, verificou-se que sobravam cerca de 30 mil contos, verba essa que foi utilizada para aumentar o cais em mais 30 metros.

Ampliação por 1,7 milhões

Aquela que foi a maior obra realizada no Porto do Funchal custou, a preços constantes, 1,7 milhões de euros. Anos depois, a ampliação do terminal Norte ficou por 872 mil euros, com a particularidade do terreno ter sido adquirido por 30 contos ao metro quadrado.

As contas feitas pelo DIÁRIO, a partir da consulta de vários documentos oficiais, permite concluir que a construção do Porto do Funchal terá custado menos de 3 milhões de euros.

Meio século depois da construção do molhe principal da Pontinha , a edificação da Gare Marítima traduz o maior investimento feito no Porto do Funchal, já que o seu custo (12,8 milhões de euros) é superior a todo o dinheiro gasto ao longo de mais de dois séculos na construção e ampliação do Porto do Funchal.

Com base na tese de doutoramento desenvolvida pelo madeirense João Figueira de Sousa - professor catedrático que hoje desempenha as funções de Chefe de Gabinete do Secretário de Estado dos Transportes - refira-se que mais de 20 milhões de passageiros já passaram pelo Porto do Funchal, tendo o seu cais servido de abrigo a 117 mil navios.

PASSAGEIROS
19.990.001

Entre 1897 e 2009 passaram pelo Porto do Funchal mais de 19,9 milhões de passageiros, com a particularidade de 6,3 milhões terem aportado na Região a bordo de um paquete. Outros 168 mil navegaram de e para o continente entre 1967 e 1975.

ESCALAS DE NAVIOS
117.961

Nos últimos 112 anos os registos da actividade do Porto do Funchal referem a escala de 117.961 navios, com a curiosidade de apenas 9.460 serem de paquetes, incluindo-se neste os navios de passageiros nas ligações regulares.

MADEIRA-PORTO SANTO
4.505.036

No período entre 1977 e o final do ano passado tinham viajado entre os portos do Funchal e do Porto Santo 4,5 milhões de passageiros. Calcula-se que outros 250 mil passageiros fizeram a viagem nos históricos 'carreireiros'.

LIGAÇÕES CANÁRIAS E PORTIMÃO
77.368

O início das viagens regulares com Canárias em 2006 permitiu à Naviera Armas transportar, desde então, 37.625 passageiros, para nos anos de 2008 e 2009 garantir a viagem a 39.743 passageiros entre os portos do Funchal e de Portimão.

Obra de dois séculos1756 - Por Carta Regia de D. José, dá-se início aos estudos para a obra de construção da ligação até ao Ilhéu de São José, que seria concluída em 1762.

1874 - Construção do primeiro cais comercial e estrada de 320 metros de acesso ao porto, obra concluída quatro anos depois (1878).

1885 - Adjudicação da obra de construção do cais até o ilhéu de Nossa Senhora da Conceição, que fica concluída cinco anos depois (1890).

1918 - A 20 de Dezembro é apresentado o projecto de construção do Porto do Funchal, que seria rejeitado pelo Conselho Superior de Obras Públicas.

1923 - Empresa britânica Fumasil apresenta proposta mas a falta de dinheiro e sucessivas contestações anulam o concurso.

1934 - É assinado o contrato de adjudicação da obra de ampliação da Pontinha em 317 metros, obra que é executada nos três anos seguintes.

1955 - É adjudicada obra de prolongamento do porto- mais 457 metros de cais - e construção do Cais Regional, obra que termina em 1961.

1982 - É inaugurada a 4 de Abril a Marina do Funchal, a primeira construída na Região e que permitia 150 postos de amarração para iates.

1982 - Inauguração do Terminal Norte para contentores, com um cais de 455 metros, bem como de um porto e entreposto de pesca.

2010 - A 31 de Maio é inaugurada a Gare Marítima do Porto do Funchal, obra orçada em 12,8 milhões de euros, co-financiada pela União Europeia.



DN Madeira

domingo, 30 de maio de 2010

Nova gare marítima ascende a 12,8 milhões

Infra-estrutura é inaugurada amanhã







A nova gare marítima do porto do Funchal, um investimento de 12,8 milhões de euros, que será inaugurada amanhã marca uma viragem nas estruturas portuárias da região e será um “ícone” do turismo de cruzeiros da Madeira.
“Esta aposta é uma nova dinâmica, um novo futuro, um consolidar do que somos, das nossas raízes, aquilo que sempre fomos desde os Descobrimentos, um porto seguro”, disse à agência Lusa o responsável pela Administração dos Portos da Madeira (APRAM).
Bruno Freitas explicou que este projeto foi desencadeado em julho de 2008, representa um investimento de 12,8 milhões de euros, cofinanciado pelo Fundo de Coesão.
O projeto terá uma área de implantação de 3500 metros quadrados, tendo o terminal uma extensão de 160 metros lineares, sendo separado por duas áreas destinadas ao embarque e desembarque de passageiros, e dispõe ainda uma área de passadiço de 570 metros.
Inclui a ligação aos navios em porto através de um sistema de mangas adquirido pela APRAM que está em fase de construção e será entregue até final do ano, adiantou Bruno Freitas.
O presidente da APRAM destaca que a nova infraestrutura contribuirá para reforçar o posicionamento internacional do porto da capital madeirense no mercado dos cruzeiros, porque “neste momento é uma marca sobejamente conhecida, sendo “líder a nível nacional”.
“No primeiro quadrimestre de 2010, estamos a crescer acima dos dois dígitos em termos de escalas (12 por cento) e passageiros (17 por cento), o que significa que na conjuntura atual de recessão esta indústria está em franco crescimento”, sublinha.
Salienta que este é o “reflexo da promoção que tem sido feita” no exterior numa ação conjunta com os portos nacionais, mas pode crescer ainda mais, “a partir do momento que se consiga esbater a sazonalidade que caracteriza este período na zona do Atlântico”.
“A preocupação é consolidar o mercado de inverno, mas há duas áreas de negócio que podem ser potenciadas: aumentar número de escalas no verão e as operações de “turn around” na Madeira”, pois conjugando as estruturas portuárias com as ligações aéreas e o excelente parque hoteleiro da região é possível oferecer pacotes turísticos incluindo cruzeiros, argumentou.


Jornal da Madeira

sábado, 29 de maio de 2010

Recarga de areia na Calheta

3.800 TONELADAS DE AREIA AMARELA DE MARROCOS ESTÃO JÁ EM DESCARGA NO PORTO DO CANIÇAL.
Data: 29-05-2010





Tal como o DIÁRIO referiu na edição do passado dia 15, a praia artificial da Calheta está a ser submetida a vários trabalhos de reparação e manutenção de forma a poder estar operacional no início da abertura da época balnear deste ano.

Nesse sentido, e de forma a permitir a operacionalidade da praia, a autarquia da Calheta aprovou a compra de cerca de 3.800 toneladas de areia amarela adquirida, ao que apuramos, em Marrocos e que, entretanto, já está à descarga no porto do Caniçal.

Com efeito, o navio graneleiro 'West Sky', que atracou ontem pelas 8h30 naquele porto a Leste do Funchal, transporta nos seus porões cerca de 3.800 toneladas de areia amarela, estando a transferência do 'ouro amarelo' a processar-se com recurso a camiões, operação que teve o seu início às 10h30 e que prolongar-se-á até à próxima segunda-feira. Ao que apuramos o transporte dos inertes deverá implicar mais de 120 viagens de camiões entre o Caniçal e a Calheta.

Recorde-se que a última operação de recarga de areia naquela praia ocorreu a 1 de Junho de 2008 e consistiu na reposição de cerca de 2.800 toneladas de areia amarela.

Sobre o 'West Sky', de referir que navega com bandeira do Panamá, está agenciado à Via Oceano e, após concluir as operações de descarga, zarpará do porto do Caniçal com rumo a alto mar.

Paquete e ferry na Pontinha




A outro nível, de referir a presença hoje na Pontinha do paquete 'Ocean Princess' que viaja com cerca de 650 turistas, em trânsito. Procedente de Tenerife, o mesmo tem chegada prevista ao porto do Funchal para as 8 horas, prolongando esta sua escala até ao final desta tarde, zarpando pelas 17 horas com rumo ao porto de Casablanca.

De regresso ao Funchal está também o ferry canário 'Volcán de Tijarafe' que é procedente de Las Palmas e que atracará na Pontinha às 8h15 de hoje. Depois de concluir as operações de desembarque/embarque de passageiros e viaturas o navio zarpará da Pontinha com destino ao porto de Portimão.


DN Madeira

sexta-feira, 28 de maio de 2010

'Transportes Luís Simões' deverá estender em breve a sua actividade à Madeira

"As crises obrigam as empresas a criar valor"

Data: 28-05-2010








O empresário José Luís Simões proferiu ontem no Funchal uma conferência subordinada ao tema 'A missão do empresário e gestor cristão perante os desafios de hoje', que decorreu durante um almoço organizado pelo Núcleo da Madeira da ACEGE - Associação Cristã de Empresários e Gestores, e que decorreu no Hotel Pestana Casino Park.

Na sua intervenção chamou a atenção dos presentes para as garndes oportunidades que as siatuações de crise representam, nomeadamente para as empresas que souberem acrescentar valor no mercado e propor novas ofertas, baseadas na criatividades e diversidade. Resistente a duas crises nos 60 anos que leva de existência, a 'Luís Simões' é um exemplo de gestão, crescimento e expansão internacional.

José Luís Simões, presidente do Conselho de Administração da Transportes Luís Simões, S. A., um dos maiores grupos de transporte e logística da Península Ibérica. A conferência constitui um testemunho sobre a sua experiência, como cristão e como empresário. Na sua intervenção, que foi seguida atentamente pelos presentes, José Luís Simões falou sobre a sua experiência no sector de actividade a que se dedica, e abordou ainda as opções que o grupo empresarial que foi fundado por seus pais e que hoje dirige, em sociedade com mais dois irmãos, se tornou numa das empresas mais importantes da Península Ibérica. O grupo 'Transportes Luís Simões' tem hoje 11 empresas, cerca de dois mil camiões TIR próprios e mais cerca de um milhar que integram a operação do grupo. Actua em cerca de 170 cidades portuguesas e espanholas e detém 25 centros logísticos na Península Ibérica, com um total de 250 mil metros quadrados de armazéns. O número de colaboradores é de cerca de 1 800 e as suas empresas têm uma grande componente de gestão informática, com algumas soluções criadas especificamente para este tipo de negócio.

José Luís Simões admitiu que a sua empresa poderá em breve expandir os seus negócios para a Madeira, com uma parceria no sector dos transportes. Em termos logísticos, de transporte de mercadorias, ainda há trabalho para fazer na Região, disse ao DIÁRIO.


DN Madeira