Mostrar mensagens com a etiqueta Tradiçao. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tradiçao. Mostrar todas as mensagens
sábado, 19 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Feira do Pão do Clube Lions do Funchal revelou-se, uma vez mais, um sucesso

Terminou ontem, com os expositores completamente vazios , a 21.ª edição da Feira do Pão Regional, organizada pelo Lions Clube do Funchal.
Segundo o seu presidente, João Maria Marques de Freitas, o evento revelou-se, uma vez mais, um «sucesso» para a organização que vê, neste tipo de iniciativa, uma forma de angariar fundos para obras sociais.
«A afluência e o movimento que esta feira teve foi realmente excepcional», revelou o responsável, apontando a actuação do Grupo de Fados de Coimbra como um dos pontos altos deste evento. «Por conta dos Fados de Coimbra passaram na noite de sábado por aqui milhares de pessoas e isso foi muito bom para o sucesso da nossa feira».
A “lamentar”, pode-se dizer, esteve apenas o facto do pão que estava à venda não ter chegado para tanta procura. Se mais pão tinha, mais teria o clube teria vendido.
Embora a procura tenha sido bastante grande, Marques de Freitas explicou, a este respeito, que pouco mais poderá fazer uma vez que se trata de pão caseiro, isto é, «o pão caseiro não pode ser feito, de uma só vez, em grandes quantidades».
«Como sabemos, um forno a lenha caseiro leva, em média, entre 20 a 30 pães. Mesmo contando com duas ou três pessoas de uma localidade não conseguimos assim tantos pães. Por isso contamos com a ajuda do Desenvolvimento Rural que conhece as pessoas que fazem pão caseiro e ainda com o apoio daquelas pessoas que já fornecem pão à nossa feira já há muitos anos», esclareceu o presidente do Lions Funchal.
Marques de Freitas adiantou ainda, a respeito dos pães vendidos neste certame, que a grande variedade apresentada ao público deve-se também às câmaras municipais que aceitam colaborar com o Lions.
«Por exemplo, a Câmara Municipal do Porto Santo envia-nos sempre uma caixa com os bolos típicos da ilha, as chamadas “capelas”», frisou o responsável.
Satisfeito com o nível de qualidade que esta feira atingiu, o presidente garantiu que a feira é para continuar já que, para além da componente tradicional, tem também a parte social, através da qual resultam receitas que vão ajudar nas acções de solidariedade levadas a cabo pelo clube. «Este ano, para além de termos apoiado os nossos bolseiros (atribuímos 8.320 mil euros), ajudamos também as famílias que foram afectadas pelo mau tempo em Fevereiro», lembrou Marques de Freitas.
Concurso premiou bolos feitos por amadores e profissionais
Tal como acontece todos os anos, nesta feira há um concurso de bolos ao qual podem concorrer amadores e profissionais. Este ano, na categoria “amadores” participaram quatro concorrentes, enquanto que na categoria dos “profissionais” concorreram oito.
Depois de avaliados pelo júri, sagraram-se vencedores (na categoria dos “profissionais”), em primeiro lugar, a Mansão do Pão; em segundo o Hotel Pestana Bay e, em terceiro, a Pastelaria Marmeleiros, Livramento e Ceres.
No que respeito aos “amadores”, cujo concurso decorreu na parte da tarde de ontem, o júri elegeu, para primeiro lugar o bolo de tâmara de Pilar Jardim; para o segundo lugar o bolo de côco de Paula Góis e, por fim, em terceiro lugar, o bolo de maçã de Teresa Baltazar.
Jornal da Madeira
Etiquetas:
A Nossa Terra,
Eventos,
Made in Madeira,
Solidariedade,
Tradiçao
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Parque Temático revive tradição das tosquias
Iniciativa foi testemunhada por três centenas de turistas

O Parque Temático da Madeira reviveu ontem a tradição das tosquias de ovelhas, numa inicitiva promocional testemunhada por turistas e visitantes locais daquela infra-estrutura construída pela Vice-presidência do Governo Regional.
O processo de tosquia realizou-se como manda a tradição com tesoura, à verdadeira moda antiga e foi acompanhado pelo “Grupo Cantares Tradicionais da Ilha da Madeira”, que através da sua actuação animaram os visitantes.
Após a campanha promocional desta iniciativa junto das agências de viagens regionais e nacionais, o Parque Temático da Madeira, recebeu muitas marcações, que quiseram oferecer aos seus clientes uma experiência diferente e inesquecível.
Segundo a direcção do parque, cerca de três centenas de turistas assistiram às tosquias ao vivo, mostrando-se agradados com o espectáculo que para a maioria era desconhecido, aproveitando a oportunidade para registar quer em fotografias quer em filmagens toda a actividade.
A organização contou com a ajuda de pastores do concelho, que tiveram também a iniciativa de abordar o Parque Temático da Madeira para a concretização desta actividade, repetindo assim a acção realizada no ano passado.
O processo de tosquia serviu também de alavanca para um outro processo artesanal. Todos os visitantes tiveram oportunidade de apreciar a qualidade da lã virgem extraída, bem como assistir ao manuseamento da mesma pela artesã num dos ateliers do parque.
Face ao sucesso do evento, é pretensão da direcção do Parque Temático da Madeira manter a 10 de Junho as tosquias de ovelhas, que, por força maior, tem vindo a perder preponderância com o passar dos tempos.
Jornal da Madeira

O Parque Temático da Madeira reviveu ontem a tradição das tosquias de ovelhas, numa inicitiva promocional testemunhada por turistas e visitantes locais daquela infra-estrutura construída pela Vice-presidência do Governo Regional.
O processo de tosquia realizou-se como manda a tradição com tesoura, à verdadeira moda antiga e foi acompanhado pelo “Grupo Cantares Tradicionais da Ilha da Madeira”, que através da sua actuação animaram os visitantes.
Após a campanha promocional desta iniciativa junto das agências de viagens regionais e nacionais, o Parque Temático da Madeira, recebeu muitas marcações, que quiseram oferecer aos seus clientes uma experiência diferente e inesquecível.
Segundo a direcção do parque, cerca de três centenas de turistas assistiram às tosquias ao vivo, mostrando-se agradados com o espectáculo que para a maioria era desconhecido, aproveitando a oportunidade para registar quer em fotografias quer em filmagens toda a actividade.
A organização contou com a ajuda de pastores do concelho, que tiveram também a iniciativa de abordar o Parque Temático da Madeira para a concretização desta actividade, repetindo assim a acção realizada no ano passado.
O processo de tosquia serviu também de alavanca para um outro processo artesanal. Todos os visitantes tiveram oportunidade de apreciar a qualidade da lã virgem extraída, bem como assistir ao manuseamento da mesma pela artesã num dos ateliers do parque.
Face ao sucesso do evento, é pretensão da direcção do Parque Temático da Madeira manter a 10 de Junho as tosquias de ovelhas, que, por força maior, tem vindo a perder preponderância com o passar dos tempos.
Jornal da Madeira
Etiquetas:
A Nossa Terra,
Animais,
Eventos,
Tradiçao,
Turismo Madeira
XIV Edição da Festa das Tosquias.
Junta e criadores dizem que o espaço de pastoreio é cada vez menor
Tradição das tosquias “teimará” em manter-se



Mais de trinta criadores de gado com um total de cerca de 300 ovelhas, reuniram-se, ontem, na XIV Edição da Festa das Tosquias, uma iniciativa que decorreu, durante todo o dia, na Ribeira dos Boieiros, freguesia da Camacha.
Pelas 10 horas, já o rebalho se encontrava no local da festa, onde acturam a banda paroquial de São Lourenço, o grupo folclórico da Boa Esperança e Jorge Canha.
O presidente da Junta de Freguesia da Camacha, Francisco Mota, disse ao JORNAL da MADEIRA que enquanto for possível manter ali aquele rebanho, o órgão de poder local a que preside estará sempre disponível para colaborar e manter a tradição das tosquias.
«Sentimos que os espaços para pastoreio são cada vez menores», admitiu o presidente da Junta de Freguesia da Camacha.
No entender de Francisco Mota, o rebanho que ali faz as tosquias está devidamente ordenado mas os criadores estão a perder espaço, situação que ultrapassa as competências da Junta de Freguesia da Camacha, a qual não sabe quais poderão ser as soluções para o futuro.
No que toca à Festa das Tosquias, Francisco Mota disse registar, com agrado, o entusiasmo da parte das pessoas em participar no evento que é organizado pela Junta de Freguesia da Camacha e que conta com os apoios da Casa do Povo da Camacha, da Cooperativa de Gado das Serras do Poiso, da Direcção Regional de Florestas, da Câmara Municipal de Santa Cruz e da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais.
«Ano após ano, há cada vez mais pessoas a deslocarem-se cá cima», assegura Francisco Mota.
O objectivo da Festa das Tosquias é o de demonstrar «às gerações vindouras, o quanto esta actividade é importante para os criadores de gado». Segundo Francisco Mota, há ainda algumas pessoas na freguesia da Camacha que trabalham com artigos de lã de ovelha. O que estas transmitem é que «há ainda encomendas de peças de vestuário, sobretudo da parte dos grupos de folclore».
«Queremos que a Camacha faça algo por esta actividade», defendeu o presidente da Junta de freguesia da Camacha. Aquele responsável recordou que, todos os anos, e com o apoio do repórter fotográfico Duarte Gomes, realiza-se uma exposição de fotografia. “Tosquias, festa e arte” é o tema de uma edição que foi lançada, assim como está a ser elaborado um livro sobre os barretes de lã e que terá o apoio do Município da Cultura.
António “Borracheiro”, nome porque é mais conhecido, diz ser criador de gado desde pequeno.
«Este ano, trago aqui 50 cabeças de gado», frisa o criador.
Questionado sobre a importância da Festa das Tosquias para os criadores de gado, António “Borracheiro” diz que é um gosto como aqueles que «as pessoas têm pela bola».
«Para mim, isto é um desporto. E acho que a festa é importante para divulgar a nossa tradição. Antigamente, só nesta festa, tínhamos cerca de duas mil ovelhas. Actualmente, não temos mais do que 300», sublinhou António “Borracheiro”, o qual teme que a criação de gado desapareça.
«A gente vê isto tudo acabar. Se não deixarem criar a gente vai ter de acabar», lamenta.
«Enquanto eu puder, vou ter gado e trazê-lo à festa», assegura António “Borracheiro”.
Quanto às maiores dificuldades para a criação de gado, António “Borracheiro” diz que os principais inimigos são o Inverno e os cães que matam muitas ovelhas.
Jornal da Madeira
Etiquetas:
A Nossa Terra,
Animais,
Eventos,
Tradiçao
quarta-feira, 9 de junho de 2010
José Figueiras canta na Festa da Cereja
O apresentador actua no dia 20, numa festa com muitos artistas da Região

Foi a Cantar o Tirolês e com a Banda Muita Lôco que José Figueiras chegou à música popular portuguesa, depois de dar os primeiros passos no jornalismo e mais tarde na apresentação. Mais conhecido dos seus programas na SIC do que da sua faceta de cantor, é nesta última que José Figueiras está no dia 20 de Junho no Jardim da Serra, como convidado especial de mais uma Festa da Cereja, que começa a 19.
'Muita Lôco', 'Ai, Os Homens', 'Paródia Nacional', 'Cantigas da Rua', 'Às Duas Por Três' e 'Big Show Sic' foram alguns dos programas de televisão que apresentou. Actualmente está com o 'Allô Portugal', na SIC Internacional e com o 'Companhia das Manhãs', na companhia de Rita Ferro Rodrigues, durante as férias de Francisco Menezes.
Foi em 1997 que gravou o 'A Cantar o Tirolês', um disco que chegaria ao ouro. Além deste disco, a banda editou 'Muito Lôco', 'Gritos de Guerra' e 'Regresso'. Entre os temas mais conhecidos de José Figueiras está o 'A Cantar o Tirolês', 'Popeye, o Marinheiro' e 'História da Minhota', temas que deverá cantar durante o espectáculo de cerca de uma hora.
Zé Figueiras está na Madeira dez anos depois de ter passado pela Região. Com a Banda Muita Lôco, recordou, andou em digressão pelo país, tendo passado pela Ponta do Sol e pelo Funchal.
Questionado para quando um novo trabalho, disse que não será para breve. Apesar de manter a agenda ocupada com espectáculos, o apresentador não está preparado para lançar-se novamente no mercado dos discos: "Por acaso houve gente que me sugeriu (...) só que estas coisas não é como a lata da Coca Cola, meter a moeda e sai a lata. Isto são coisas que têm de ser feitas com tempo (...) neste momento não estou para aí virado, mas pode ser que surja".
Algumas coisas são próprias, outras são que compõem para ele. É sempre com um espírito muito alegre. Nunca é nada assim lamechas porque não tenho jeito nenhum para essas coisas", admitiu.
José Figueiras vai subir ao palco no domingo, depois da actuação de João Quintino, que com um leque de outros artistas regionais completam o programa de animação para os dois dias.
Festa da Cereja: Dois dias de animação
A Festa da Cereja volta a animar o Jardim da Serra com o colorido da fruta, mas também das pessoas e da animação que a 19 e 20 de Junho sobem às zonas altas do concelho de Câmara de Lobos.Este ano a Junta de Freguesia criou uma zona para a comercialização das cerejas, separada da área de exposição.
No sábado a Festa começa pelas 16 horas com os Trapalhões do Riso. Seguem-lhes Paulo Costa, um jovem do Jardim da Serra, o Grupo Folclórico da Casa do Povo do Curral das Freiras, o Som e Mar e os Amigos da Música.
No domingo a manhã está reservada para as provas desportivas e para a vertente religiosa.
A partir das 13 horas começa a componente de animação com o espectáculo Madeira em Festa, seguida dos discursos oficiais, do Cortejo Etnográfico e da actuação de dois grupos de folclore. João Quintino, José Figueiras, as G Stars, um grupo de palhaços e os Amigos da Música fecham o programa do segundo e último dia.
DN Madeira

Foi a Cantar o Tirolês e com a Banda Muita Lôco que José Figueiras chegou à música popular portuguesa, depois de dar os primeiros passos no jornalismo e mais tarde na apresentação. Mais conhecido dos seus programas na SIC do que da sua faceta de cantor, é nesta última que José Figueiras está no dia 20 de Junho no Jardim da Serra, como convidado especial de mais uma Festa da Cereja, que começa a 19.
'Muita Lôco', 'Ai, Os Homens', 'Paródia Nacional', 'Cantigas da Rua', 'Às Duas Por Três' e 'Big Show Sic' foram alguns dos programas de televisão que apresentou. Actualmente está com o 'Allô Portugal', na SIC Internacional e com o 'Companhia das Manhãs', na companhia de Rita Ferro Rodrigues, durante as férias de Francisco Menezes.
Foi em 1997 que gravou o 'A Cantar o Tirolês', um disco que chegaria ao ouro. Além deste disco, a banda editou 'Muito Lôco', 'Gritos de Guerra' e 'Regresso'. Entre os temas mais conhecidos de José Figueiras está o 'A Cantar o Tirolês', 'Popeye, o Marinheiro' e 'História da Minhota', temas que deverá cantar durante o espectáculo de cerca de uma hora.
Zé Figueiras está na Madeira dez anos depois de ter passado pela Região. Com a Banda Muita Lôco, recordou, andou em digressão pelo país, tendo passado pela Ponta do Sol e pelo Funchal.
Questionado para quando um novo trabalho, disse que não será para breve. Apesar de manter a agenda ocupada com espectáculos, o apresentador não está preparado para lançar-se novamente no mercado dos discos: "Por acaso houve gente que me sugeriu (...) só que estas coisas não é como a lata da Coca Cola, meter a moeda e sai a lata. Isto são coisas que têm de ser feitas com tempo (...) neste momento não estou para aí virado, mas pode ser que surja".
Algumas coisas são próprias, outras são que compõem para ele. É sempre com um espírito muito alegre. Nunca é nada assim lamechas porque não tenho jeito nenhum para essas coisas", admitiu.
José Figueiras vai subir ao palco no domingo, depois da actuação de João Quintino, que com um leque de outros artistas regionais completam o programa de animação para os dois dias.
Festa da Cereja: Dois dias de animação
A Festa da Cereja volta a animar o Jardim da Serra com o colorido da fruta, mas também das pessoas e da animação que a 19 e 20 de Junho sobem às zonas altas do concelho de Câmara de Lobos.Este ano a Junta de Freguesia criou uma zona para a comercialização das cerejas, separada da área de exposição.
No sábado a Festa começa pelas 16 horas com os Trapalhões do Riso. Seguem-lhes Paulo Costa, um jovem do Jardim da Serra, o Grupo Folclórico da Casa do Povo do Curral das Freiras, o Som e Mar e os Amigos da Música.
No domingo a manhã está reservada para as provas desportivas e para a vertente religiosa.
A partir das 13 horas começa a componente de animação com o espectáculo Madeira em Festa, seguida dos discursos oficiais, do Cortejo Etnográfico e da actuação de dois grupos de folclore. João Quintino, José Figueiras, as G Stars, um grupo de palhaços e os Amigos da Música fecham o programa do segundo e último dia.
DN Madeira
Etiquetas:
A Nossa Terra,
Agricultura,
Cultura,
Eventos,
Musica,
Tradiçao
terça-feira, 8 de junho de 2010
Fruta da época vendida na rua até 31 de Outubro
Comércio ambulante iniciou-se mais tarde, devido à falta de cereja

Iniciou-se, ontem, na baixa do Funchal, a venda ambulante de fruta da época. Ao todo são 16 os comerciantes a quem foi concedida licença para este efeito, ou seja, menos dois do que no ano anterior. Estão autorizados a vender todos os dias da semana, à excepção na zona de São Martinho, onde se encontra um comerciante que está autorizado apenas para o fim-de-semana.
Esta venda ambulante de fruta da época decorre até 31 de Outubro, sendo que os feirantes estão espalhados por diversas artérias, compreendidas entre a Rua D. Carlos I e a Rotunda do Infante, passando pela Avenida do Mar, ponte do Pelourinho, Rua Dr. Fernão de Ornelas, Largo do Phelps, Rua do Conceição, Bazar do Povo, Largo do Chafariz e Dolce Vita. Tudo isto sem alterar muito em relação àquilo que tem sido feito em anos anteriores. «Há sempre um pedido para outros locais, mas nós tentamos, de alguma forma, dividir isso da forma mais equitativa», explicou Rubina Leal, responsável pela gestão dos mercados, fiscalização municipal e venda ambulante.
A responsável explicou que cada vendedor teve direito a um espaço, sendo que a venda deve ser única e exclusivamente para os detentores de título de venda ambulante cujas taxas estejam actualizadas. Os produtos devem ser regionais e da época, sendo que os vendedores ambulantes estão obrigados a cumprir, quer as regras de higiene quer as questões pessoais, nomeadamente, a respectiva bata, identificação, sendo que os produtos só podem ser acondicionados em cestos regionais e protegidos por guarda-sol (com as cores verde e branco), sem qualquer publicidade.
«O espaço tem de ser estar em condições de higiene e asseio e vamos proceder, como habitualmente, a uma fiscalização rigorosa destes espaços», avisa a vereadora, que recorda que todos os vendedores foram obrigados a deixar uma caução. «Caso estas condições não sejam cumpridas, a caução será accionada», garante.
Rubina Leal acrescenta que, este ano, a venda ambulante inicia-se mais tarde, dado que os próprios comerciantes alegaram não dispor de fruta em condições, nomeadamente, a cereja. Explica também que o número de comerciantes para venda ambulante de fruta da época está estabilizado, sendo que, por outro lado, a Câmara também não está a licenciar mais cartões.
Jornal da Madeira

Iniciou-se, ontem, na baixa do Funchal, a venda ambulante de fruta da época. Ao todo são 16 os comerciantes a quem foi concedida licença para este efeito, ou seja, menos dois do que no ano anterior. Estão autorizados a vender todos os dias da semana, à excepção na zona de São Martinho, onde se encontra um comerciante que está autorizado apenas para o fim-de-semana.
Esta venda ambulante de fruta da época decorre até 31 de Outubro, sendo que os feirantes estão espalhados por diversas artérias, compreendidas entre a Rua D. Carlos I e a Rotunda do Infante, passando pela Avenida do Mar, ponte do Pelourinho, Rua Dr. Fernão de Ornelas, Largo do Phelps, Rua do Conceição, Bazar do Povo, Largo do Chafariz e Dolce Vita. Tudo isto sem alterar muito em relação àquilo que tem sido feito em anos anteriores. «Há sempre um pedido para outros locais, mas nós tentamos, de alguma forma, dividir isso da forma mais equitativa», explicou Rubina Leal, responsável pela gestão dos mercados, fiscalização municipal e venda ambulante.
A responsável explicou que cada vendedor teve direito a um espaço, sendo que a venda deve ser única e exclusivamente para os detentores de título de venda ambulante cujas taxas estejam actualizadas. Os produtos devem ser regionais e da época, sendo que os vendedores ambulantes estão obrigados a cumprir, quer as regras de higiene quer as questões pessoais, nomeadamente, a respectiva bata, identificação, sendo que os produtos só podem ser acondicionados em cestos regionais e protegidos por guarda-sol (com as cores verde e branco), sem qualquer publicidade.
«O espaço tem de ser estar em condições de higiene e asseio e vamos proceder, como habitualmente, a uma fiscalização rigorosa destes espaços», avisa a vereadora, que recorda que todos os vendedores foram obrigados a deixar uma caução. «Caso estas condições não sejam cumpridas, a caução será accionada», garante.
Rubina Leal acrescenta que, este ano, a venda ambulante inicia-se mais tarde, dado que os próprios comerciantes alegaram não dispor de fruta em condições, nomeadamente, a cereja. Explica também que o número de comerciantes para venda ambulante de fruta da época está estabilizado, sendo que, por outro lado, a Câmara também não está a licenciar mais cartões.
Jornal da Madeira
Etiquetas:
A Nossa Terra,
Economia Madeira,
Made in Madeira,
Tradiçao
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Max Römer o Alemão que Pintou a Madeira

Max Wilhelm Römer nasceu em Hamburgo na Alemanha em 22 de Novembro de 1878
Max viveu no Funchal ao longo de 38 anos (1922-1960) e foi o artista estrangeiro que mais pintou a paisagem e o quotidiano madeirenses, deixando uma vasta obra dispersa em colecções particulares e nos museus e edifícios da Região.
«(...)Na Madeira, em paisagem, não há o feio. Há o bonito, há o belo e o grandioso. A paisagem é sempre diferente em cada trecho. Não há a monotonia. Pela costa recortada e acidentada, toda ela altos promontórios e pequenas praias, pelas vertentes, cheias de cultura, em que o verde varia até o verosímil, pelas montanhas, pelas povoações tão fortemente cheias de pitoresco, nós os artistas, encontramos em excesso os quadros que desejamos fixar. Em um pequeno passeio, surgem ante os nossos olhos, motivos para numerosas telas (...)»
Entrevista a Max Römer, Diário de Notícias, Funchal, 21 de Janeiro de 1932








Etiquetas:
A Nossa Terra,
Cultura,
Historia,
Pessoas,
Tradiçao
sábado, 5 de junho de 2010
Mercado Quinhentista 2010 (Machico)
Feira cresce em qualidade
Programa começa hoje pelas 16h30 com o regresso da expedição ao Norte de África
Machico propõe viagem ao passado | DNOTICIAS.PT
(clicar para ver o video)
O desembarque dos 'Mancebos' e 'Homens Bons' vindos da expedição de Safim, hoje, às 16h30, no cais de São Roque, seguido do desfile pelas ruas de Machico até ao Forte de Nossa Senhora do Amparo, marcam o segundo dia do 'Mercado Quinhentista 2010'. Trata-se de uma iniciativa da Câmara Municipal de Machico, em parceria com a Escola Básica e Secundário dessa cidade, que arrancou, ontem, com pompa e circunstância.
"Estamos a criar um cartaz sóciocultural de qualidade e com grande potencialidade turística", começou por declarar Emanuel Gomes, presidente da Câmara Municipal de Machico. E acrescentou: "Também estamos empenhados em fazer crescer esta actividade no universo das actividades lúdicas e culturais que se realizam na Região".
Questionado sobre se o orçamento da iniciativa terá sido reduzido em consequência da crise, o autarca foi objectivo: "O orçamento não sofreu qualquer redução, apesar de a Semana Gastronómica sofrer uma pequena redução, porque este ano traremos um artista de fora [Mariza, conforme já noticiou o DIÁRIO]". E concretizou: "Mas, no caso do 'Mercado Quinhentista', pelo contrário, porque como se trata de uma actividade em fase de crescimento, precisa de ser estimulado, aliás a edição deste ano é ligeiramente superior à do ano passado".
O orçamento da iniciativa é inferior a 100 mil euros, "com apoios da Direcção Regional dos Assuntos Culturais, que paga a deslocação do grupo 'Vivarte [responsável pela dramatização], da Direcção Regional do Turismo, para além da escola, entre outras entidades".
André Freitas, 13 anos, é aluno do 7º Ano da Escola Básica e Secundária de Machico, e ontem integrou o desfile que marcou o início da actividade que termina amanhã. "É o segundo ano em que participo nesta actividade que permite conhecer como se faziam as coisas antigamente".
O jovem destacou ainda a "importância da vertente cultural do 'Mercado Quinhentista' junto dos jovens".
Terminado o desfile o Capitão da Guarda (Mário Costa), dirigiu-se aos presentes proclamando a abertura do 'Mercado Quinhentista', cumprindo a ordem do Rei D. Manuel I.
Seguiu-se animação com danças, teatro, saltimbancos e actuações dos alunos da Escola de Machico.
Já hoje, para além do desembarque e do desfile, o programa inclui o relato a Tristão Teixeira (Governador), animação, torneio de armas, uma missa em Latim (Igreja Matriz), Ceia Quinhentista, seguida de uma Festa Mourisca com cuspidores de fogo, dança do ventre, gaitas de foles e saltimbancos até à meia-noite. O 'Mercado Quinhentista', termina amanhã com várias acções, destacando-se o 'Auto dos Bufarinheiros', Torneio de Armas e um assalto dos piratas ao Forte de Nossa Senhora do Amparo.
DN Madeira










PGRAM
Programa começa hoje pelas 16h30 com o regresso da expedição ao Norte de África
Machico propõe viagem ao passado | DNOTICIAS.PT
(clicar para ver o video)
O desembarque dos 'Mancebos' e 'Homens Bons' vindos da expedição de Safim, hoje, às 16h30, no cais de São Roque, seguido do desfile pelas ruas de Machico até ao Forte de Nossa Senhora do Amparo, marcam o segundo dia do 'Mercado Quinhentista 2010'. Trata-se de uma iniciativa da Câmara Municipal de Machico, em parceria com a Escola Básica e Secundário dessa cidade, que arrancou, ontem, com pompa e circunstância.
"Estamos a criar um cartaz sóciocultural de qualidade e com grande potencialidade turística", começou por declarar Emanuel Gomes, presidente da Câmara Municipal de Machico. E acrescentou: "Também estamos empenhados em fazer crescer esta actividade no universo das actividades lúdicas e culturais que se realizam na Região".
Questionado sobre se o orçamento da iniciativa terá sido reduzido em consequência da crise, o autarca foi objectivo: "O orçamento não sofreu qualquer redução, apesar de a Semana Gastronómica sofrer uma pequena redução, porque este ano traremos um artista de fora [Mariza, conforme já noticiou o DIÁRIO]". E concretizou: "Mas, no caso do 'Mercado Quinhentista', pelo contrário, porque como se trata de uma actividade em fase de crescimento, precisa de ser estimulado, aliás a edição deste ano é ligeiramente superior à do ano passado".
O orçamento da iniciativa é inferior a 100 mil euros, "com apoios da Direcção Regional dos Assuntos Culturais, que paga a deslocação do grupo 'Vivarte [responsável pela dramatização], da Direcção Regional do Turismo, para além da escola, entre outras entidades".
André Freitas, 13 anos, é aluno do 7º Ano da Escola Básica e Secundária de Machico, e ontem integrou o desfile que marcou o início da actividade que termina amanhã. "É o segundo ano em que participo nesta actividade que permite conhecer como se faziam as coisas antigamente".
O jovem destacou ainda a "importância da vertente cultural do 'Mercado Quinhentista' junto dos jovens".
Terminado o desfile o Capitão da Guarda (Mário Costa), dirigiu-se aos presentes proclamando a abertura do 'Mercado Quinhentista', cumprindo a ordem do Rei D. Manuel I.
Seguiu-se animação com danças, teatro, saltimbancos e actuações dos alunos da Escola de Machico.
Já hoje, para além do desembarque e do desfile, o programa inclui o relato a Tristão Teixeira (Governador), animação, torneio de armas, uma missa em Latim (Igreja Matriz), Ceia Quinhentista, seguida de uma Festa Mourisca com cuspidores de fogo, dança do ventre, gaitas de foles e saltimbancos até à meia-noite. O 'Mercado Quinhentista', termina amanhã com várias acções, destacando-se o 'Auto dos Bufarinheiros', Torneio de Armas e um assalto dos piratas ao Forte de Nossa Senhora do Amparo.
DN Madeira










PGRAM
Etiquetas:
A Nossa Terra,
Eventos,
Historia,
Lazer,
Tradiçao,
Turismo Madeira
Arraiais madeirenses com tradição e convívio
As festas populares madeirenses continuam a manter muitos motivos de interesse

Com o aproximar do tempo de Verão surge a maioria dos arraiais madeirenses. São dois dias de festa nos quais se reúne sempre um considerável número de pessoas, umas para participar com mais devoção nas celebrações religiosas, outras para assistir à animação musical e saborear os petiscos tradicionais, figurando em lugar de destaque a espetada acompanhada pelo "bom vinho seco da Região", o bolo do caco ou as "farturas" que nos últimos anos foram sendo introduzidas no menú da gastronomia dos arraiais.
Nos meses de Verão, a Madeira enche-se de alegria com os arraiais que se efectuam em todas as paróquias. São dois dias de festa nos quais se reúne sempre um considerável número de pessoas, umas para participar com mais devoção nas celebrações religiosas, outras para assistir à animação musical e saborear os petiscos tradicionais, figurando em lugar de destaque a espetada acompanhada pelo "bom vinho seco da Região", o bolo do caco ou as "farturas" que nos últimos anos foram sendo introduzidas no menú da gastronomia dos arraiais.
A canja ou as sopas também fazem parte dalguns arraiais da nossa terra. Muitas das genuínas tradições já se diluiram no tempo, mas é curisoso notar que algumas mantêm-se.
Fogo, banda filarmónica e decorações são os principais ingredientes das nossas festas ao que se juntam os conjuntos musicais e os "artistas" improvisados em especial os especialistas no despique.
É nas freguesias de Nossa Senhora do Monte e da Ponta Delgada que se realizam os dois maiores arraiais da Madeira, não havendo consenso qual deles é o que regista maior participação de pessoas. O certo é que nestas duas festas se mantêm vivas algumas das nossas tradições, mantidas pelos mais antigos, mas com seguidores entre os escalões mais novos.
Os arraiais dos tempos actuais já não são o único motivo de interesse nas freguesias, como se verificava antigamente, mas também não se regista uma diminuição de interesse dos organizadores paroquais em concretiza-los. Como na actualidade cada vez são mais raros os festeiros, vindos das terras de emigração, cabe às comunidades paroquias, através das Confrarias ou das comissões de festas, organizar o arraial, pois não é nada benéfico que a paróquia fique sem animação. Mesmo nas paróquias de menor dimensão populacional, como as de São Paulo (na Ribeira Brava) ou na dos Romeiros (no Monte) as festas são sempre feitas com muita animação. E já no próximo domnigo estas duas paróquais vão realizar festas populares, em São Paulo em louvor do Santíssimo Sacramento (às 15 horas) e nos Romeiros em honra da padroeira: Nossa Senhora Rainha do Mundo, às 16 horas.
Diversas festas vão ser celebradas no próximo domingo. Na capela do monumento a Santa Teresinha, na paróquia dos Canhas, às 19 horas, inicia-se a festa de Nossa Senhora do Sorriso, sendo seguida de procissão.
A festa do Santíssimo Sacramento na paróquia do Carmo (Câmara de Lobos) realiza-se no próximo domingo.Também nesse domingo será celebrada idêntica solenidade na igreja de Santa Maria Maior.
A paróquia do Loreto, situada na freguesia do Arco da Calheta, assinala no próximo domingo a festa do Espírito Santo com início às 16 horas.
Um dos atractivos desta festa são as charolas que vão estar expostas no adro paroquial. Este ano aquelas charolas, contendo diversos produtos agrícolas serão vendidas individualmente.
Em todas estas localidades haverá a habitual animação dos arraiais madeirenses.
Entretanto na igreja de Santo António iniciam-se hoje as novenas de preparação para a festa daquele santo, sendo celebradas até ao dia 12 de Junho sempre às 20 horas.
A festa será celebrada no domingo 13 de Junho, dia litúrgico de Santo António, às 17 horas.
Durante este tempo festivo no adro da igreja de Santo António haverá muita animação com actuações de diversos grupos. Um dos momentos altos desta programação será a realização das marchas de Santo António no sábado, 12 de Junho, a partir das 21 horas. Estas festas têm o apoio da Junta de Freguesia de Santo António.
Religiosidade popular
Festas põem em destaque crenças e ritos
As festas tradicionais madeirenses, duram apenas quarenta e oito horas (com a véspera e o dia), mas, para que isso aconteça há todo um trabalho engenhoso e arte na criação das flores ou dos tapetes para a procissão em particular a do Santíssimo Sacramento ou Domingo do Senhor.
Os enfeites, de alegra-campo e loureiro, contrastam com o garrido das flores e o vermelho da Cruz da Ordem de Cristo que flutua nas bandeiras. O progresso trouxe mais luz e o feérico da cor, fazendo-os prolongar pela noite fora. A luz eléctrica, a partir da década de quarenta, veio revolucionar o arraial.
No arraial, para além da oferta de um variado conjunto de barracas de comes e bebes, onde pontua a espetada, temos a feira para venda dos produtos da terra ou de fora. Este é um momento de encontro, devoção e partilha da riqueza arrancada à terra. Em tempos idos o arraial era um momento único em que todos se encontravam irmanados pela devoção ao santo padroeiro.
Muitas pessoas que, em férias, dão um útil apoio aos festeiros, sobretudo contribuindo com meios materiais, talvez não hajam recebido da Igreja mais do que o Baptismo ou, no caso de gente casada, além do Baptismo, o Matrimónio. A festa será a única catequese para essa gente e como tal é um importante motivo de encontro fraternal”.
As festas populares, manifestações colectivas, as crenças e ritos de devoção particular são as grandes marcas da religiosidade popular no nosso país.
Quando falamos de religiosidade, de facto, referimo-nos a um conjunto de práticas simbólicas de raiz popular (no sentido em que se distinguem das produções religiosas das dos "intelectuais" e das instituições que regulam o campo religioso) e se referem a significados que transcendem a própria comunidade mas a identificam enquanto tal. Trata-se, pois, de fenómenos culturais integrados no quadro de significações que as comunidades produziram na sua interacção secular.
Santo António, São João e São Pedro
Santos populares dão cor e alegria ao mês de Junho
O mês de Junho está cheio de festas: a 13 é Santo António, a 24 São João e a 29 São Pedro. A denominação de santos "populares" é tradicional e exacta: os Santos de Junho são os mais festejados em Portugal.
As festas de Santo António e São João são, segundo os estudiosos, "festejos da existência". Independentemente dos conteúdos especificamente cristãos que lhe estão associados, as festas dos santos populares são o pretexto para evocar e exaltar a vida que o sol, no solstício, traz consigo. Esta é efectivamente a conotação primeira da celebração, aquela que, de resto, tem mais ressonâncias antropológicas. Basta recordar que, pelo S. João, se faz em muitas localidades uma fogueira que inicalmente tinha como objectivo impedir o sol de esmorecer no seu esplendor.
Operação cósmica semelhante tinha sido levada a cabo por ocasião do solstício de inverno em que se celebrava o "natalis solis invicti ", transformada posteriormente na celebração do nascimento de Cristo, com a única diferença de que, então, se tentava aviventar o sol
O culto a Santo António, estimulado pela fama de inúmeros milagres, tem sido ao longo dos séculos objecto de grande devoção popular por todo o mundo. É um dos santos de maior devoção de todos os povos e, sem dúvida, o primeiro português com projecção universal. De Lisboa ou de Pádua, é para o mundo católico o santo "milagreiro", "casamenteiro", do "responso" e do Menino Jesus.
As festas populares de Santo António, São João e São Pedro, estão, pois, enquadradas por um vasto mundo de referências que as relacionam com significados que, pouco tendo de cristão, são certamente tradicionais.
221 arraiais de Junho a Outubro
Um Verão repleto de festas em toda a Região
Até ao último domingo de Outubro vão realizar-se na Madeira e Porto Santo 221 arraiais, todos eles com animação exterior.
Ontem foi celebrada a Festa do Corpo de Deus, que dá início às festas em louvor do Santíssimo Sacramento que vão realizar-se em todas as paróquias da Madeira, até ao final do mês de Setembro. Uma das características destas festas são os tapetes de flores, autênticas obras de arte fruto da criatividade do nosso povo. Estas festas são celebradas, na maioria das localidades, no domingo seguinte à festa do orago.
No mês de Junho o destaque vai para Santo António (dia 13), padroeiro de três paróquias; São João (dia 24), padroeiro de quatro paróquias e São Pedro (dia 29), orago de duas paróquias. Em Julho realçam-se as festas do Espírito Santo no Campanário e no Arco da Calheta.
Agosto regista o maior número de festas, a maioria em louvor de Nossa Senhora, com as mais diversas invocações.
Em Setembro, o Bom Jesus na Ponta Delgada é o atractivo principal e em Outubro é assinalada a festa de Nossa Senhora do Rosário.
É no tempo de Verão que se celebra a maioria dos arraiais madeirenses. Com características próprias, alguns deles, mantem tradições muito antigas, tanto a nível de ornamentação, como de animação ou de gastronomia. Junho e Agosto são, na Madeira e Porto Santo, os meses que registam maior número de festas populares
Jornal da Madeira

Com o aproximar do tempo de Verão surge a maioria dos arraiais madeirenses. São dois dias de festa nos quais se reúne sempre um considerável número de pessoas, umas para participar com mais devoção nas celebrações religiosas, outras para assistir à animação musical e saborear os petiscos tradicionais, figurando em lugar de destaque a espetada acompanhada pelo "bom vinho seco da Região", o bolo do caco ou as "farturas" que nos últimos anos foram sendo introduzidas no menú da gastronomia dos arraiais.
Nos meses de Verão, a Madeira enche-se de alegria com os arraiais que se efectuam em todas as paróquias. São dois dias de festa nos quais se reúne sempre um considerável número de pessoas, umas para participar com mais devoção nas celebrações religiosas, outras para assistir à animação musical e saborear os petiscos tradicionais, figurando em lugar de destaque a espetada acompanhada pelo "bom vinho seco da Região", o bolo do caco ou as "farturas" que nos últimos anos foram sendo introduzidas no menú da gastronomia dos arraiais.
A canja ou as sopas também fazem parte dalguns arraiais da nossa terra. Muitas das genuínas tradições já se diluiram no tempo, mas é curisoso notar que algumas mantêm-se.
Fogo, banda filarmónica e decorações são os principais ingredientes das nossas festas ao que se juntam os conjuntos musicais e os "artistas" improvisados em especial os especialistas no despique.
É nas freguesias de Nossa Senhora do Monte e da Ponta Delgada que se realizam os dois maiores arraiais da Madeira, não havendo consenso qual deles é o que regista maior participação de pessoas. O certo é que nestas duas festas se mantêm vivas algumas das nossas tradições, mantidas pelos mais antigos, mas com seguidores entre os escalões mais novos.
Os arraiais dos tempos actuais já não são o único motivo de interesse nas freguesias, como se verificava antigamente, mas também não se regista uma diminuição de interesse dos organizadores paroquais em concretiza-los. Como na actualidade cada vez são mais raros os festeiros, vindos das terras de emigração, cabe às comunidades paroquias, através das Confrarias ou das comissões de festas, organizar o arraial, pois não é nada benéfico que a paróquia fique sem animação. Mesmo nas paróquias de menor dimensão populacional, como as de São Paulo (na Ribeira Brava) ou na dos Romeiros (no Monte) as festas são sempre feitas com muita animação. E já no próximo domnigo estas duas paróquais vão realizar festas populares, em São Paulo em louvor do Santíssimo Sacramento (às 15 horas) e nos Romeiros em honra da padroeira: Nossa Senhora Rainha do Mundo, às 16 horas.
Diversas festas vão ser celebradas no próximo domingo. Na capela do monumento a Santa Teresinha, na paróquia dos Canhas, às 19 horas, inicia-se a festa de Nossa Senhora do Sorriso, sendo seguida de procissão.
A festa do Santíssimo Sacramento na paróquia do Carmo (Câmara de Lobos) realiza-se no próximo domingo.Também nesse domingo será celebrada idêntica solenidade na igreja de Santa Maria Maior.
A paróquia do Loreto, situada na freguesia do Arco da Calheta, assinala no próximo domingo a festa do Espírito Santo com início às 16 horas.
Um dos atractivos desta festa são as charolas que vão estar expostas no adro paroquial. Este ano aquelas charolas, contendo diversos produtos agrícolas serão vendidas individualmente.
Em todas estas localidades haverá a habitual animação dos arraiais madeirenses.
Entretanto na igreja de Santo António iniciam-se hoje as novenas de preparação para a festa daquele santo, sendo celebradas até ao dia 12 de Junho sempre às 20 horas.
A festa será celebrada no domingo 13 de Junho, dia litúrgico de Santo António, às 17 horas.
Durante este tempo festivo no adro da igreja de Santo António haverá muita animação com actuações de diversos grupos. Um dos momentos altos desta programação será a realização das marchas de Santo António no sábado, 12 de Junho, a partir das 21 horas. Estas festas têm o apoio da Junta de Freguesia de Santo António.
Religiosidade popular
Festas põem em destaque crenças e ritos
As festas tradicionais madeirenses, duram apenas quarenta e oito horas (com a véspera e o dia), mas, para que isso aconteça há todo um trabalho engenhoso e arte na criação das flores ou dos tapetes para a procissão em particular a do Santíssimo Sacramento ou Domingo do Senhor.
Os enfeites, de alegra-campo e loureiro, contrastam com o garrido das flores e o vermelho da Cruz da Ordem de Cristo que flutua nas bandeiras. O progresso trouxe mais luz e o feérico da cor, fazendo-os prolongar pela noite fora. A luz eléctrica, a partir da década de quarenta, veio revolucionar o arraial.
No arraial, para além da oferta de um variado conjunto de barracas de comes e bebes, onde pontua a espetada, temos a feira para venda dos produtos da terra ou de fora. Este é um momento de encontro, devoção e partilha da riqueza arrancada à terra. Em tempos idos o arraial era um momento único em que todos se encontravam irmanados pela devoção ao santo padroeiro.
Muitas pessoas que, em férias, dão um útil apoio aos festeiros, sobretudo contribuindo com meios materiais, talvez não hajam recebido da Igreja mais do que o Baptismo ou, no caso de gente casada, além do Baptismo, o Matrimónio. A festa será a única catequese para essa gente e como tal é um importante motivo de encontro fraternal”.
As festas populares, manifestações colectivas, as crenças e ritos de devoção particular são as grandes marcas da religiosidade popular no nosso país.
Quando falamos de religiosidade, de facto, referimo-nos a um conjunto de práticas simbólicas de raiz popular (no sentido em que se distinguem das produções religiosas das dos "intelectuais" e das instituições que regulam o campo religioso) e se referem a significados que transcendem a própria comunidade mas a identificam enquanto tal. Trata-se, pois, de fenómenos culturais integrados no quadro de significações que as comunidades produziram na sua interacção secular.
Santo António, São João e São Pedro
Santos populares dão cor e alegria ao mês de Junho
O mês de Junho está cheio de festas: a 13 é Santo António, a 24 São João e a 29 São Pedro. A denominação de santos "populares" é tradicional e exacta: os Santos de Junho são os mais festejados em Portugal.
As festas de Santo António e São João são, segundo os estudiosos, "festejos da existência". Independentemente dos conteúdos especificamente cristãos que lhe estão associados, as festas dos santos populares são o pretexto para evocar e exaltar a vida que o sol, no solstício, traz consigo. Esta é efectivamente a conotação primeira da celebração, aquela que, de resto, tem mais ressonâncias antropológicas. Basta recordar que, pelo S. João, se faz em muitas localidades uma fogueira que inicalmente tinha como objectivo impedir o sol de esmorecer no seu esplendor.
Operação cósmica semelhante tinha sido levada a cabo por ocasião do solstício de inverno em que se celebrava o "natalis solis invicti ", transformada posteriormente na celebração do nascimento de Cristo, com a única diferença de que, então, se tentava aviventar o sol
O culto a Santo António, estimulado pela fama de inúmeros milagres, tem sido ao longo dos séculos objecto de grande devoção popular por todo o mundo. É um dos santos de maior devoção de todos os povos e, sem dúvida, o primeiro português com projecção universal. De Lisboa ou de Pádua, é para o mundo católico o santo "milagreiro", "casamenteiro", do "responso" e do Menino Jesus.
As festas populares de Santo António, São João e São Pedro, estão, pois, enquadradas por um vasto mundo de referências que as relacionam com significados que, pouco tendo de cristão, são certamente tradicionais.
221 arraiais de Junho a Outubro
Um Verão repleto de festas em toda a Região
Até ao último domingo de Outubro vão realizar-se na Madeira e Porto Santo 221 arraiais, todos eles com animação exterior.
Ontem foi celebrada a Festa do Corpo de Deus, que dá início às festas em louvor do Santíssimo Sacramento que vão realizar-se em todas as paróquias da Madeira, até ao final do mês de Setembro. Uma das características destas festas são os tapetes de flores, autênticas obras de arte fruto da criatividade do nosso povo. Estas festas são celebradas, na maioria das localidades, no domingo seguinte à festa do orago.
No mês de Junho o destaque vai para Santo António (dia 13), padroeiro de três paróquias; São João (dia 24), padroeiro de quatro paróquias e São Pedro (dia 29), orago de duas paróquias. Em Julho realçam-se as festas do Espírito Santo no Campanário e no Arco da Calheta.
Agosto regista o maior número de festas, a maioria em louvor de Nossa Senhora, com as mais diversas invocações.
Em Setembro, o Bom Jesus na Ponta Delgada é o atractivo principal e em Outubro é assinalada a festa de Nossa Senhora do Rosário.
É no tempo de Verão que se celebra a maioria dos arraiais madeirenses. Com características próprias, alguns deles, mantem tradições muito antigas, tanto a nível de ornamentação, como de animação ou de gastronomia. Junho e Agosto são, na Madeira e Porto Santo, os meses que registam maior número de festas populares
Jornal da Madeira
segunda-feira, 31 de maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Inaguração das Obras de Requalificação das Casas Típicas de Santana
Decorreu na freguesia e concelho de Santana
O Presidente do Governo Regional da Madeira, no dia 21 de Maio, sexta-feira, às 16.00 horas, visitou as obras de requalificação, já concluídas, das cinco casas típicas, construídas junto aos Paços de Concelho de Santana.
As cinco casas representam os diversos aspectos e tradições madeirenses, o modo de vida local, as flores, os frutos, a gastronomia e doçaria, o bordado em linho e ainda a informação turística. Para além da exposição de motivos tradicionais, vão estar presentes artesãos que mostram o seu trabalho.
O local envolvente a estas casas típicas foi também alvo de renovação, tendo-se criado espaços de lazer.
Trata-se de uma iniciativa da Câmara Municipal de Santana, na valorização da Cidade de Santana









PGRAM
O Presidente do Governo Regional da Madeira, no dia 21 de Maio, sexta-feira, às 16.00 horas, visitou as obras de requalificação, já concluídas, das cinco casas típicas, construídas junto aos Paços de Concelho de Santana.
As cinco casas representam os diversos aspectos e tradições madeirenses, o modo de vida local, as flores, os frutos, a gastronomia e doçaria, o bordado em linho e ainda a informação turística. Para além da exposição de motivos tradicionais, vão estar presentes artesãos que mostram o seu trabalho.
O local envolvente a estas casas típicas foi também alvo de renovação, tendo-se criado espaços de lazer.
Trata-se de uma iniciativa da Câmara Municipal de Santana, na valorização da Cidade de Santana









PGRAM
Etiquetas:
A Nossa Terra,
Projectos Madeira,
Tradiçao,
Turismo Madeira
quarta-feira, 19 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Freguesia da Ilha lança Jardim de ervas aromáticas
Data: 17-05-2010
É a novidade lançada pela Casa do Povo da Ilha na ponta final da IX Exposição do Limão. António Trindade, presidente da colectividade confessou ter em preparação uma candidatura para que dentro em breve possa surgir, no sítio da Achada do Marques, um Jardim de Ervas Aromáticas.
O jovem dirigente sublinhou que a iniciativa surge depois de um "levantamento junto da população das tradições a denominada farmácia popular", explicando que a ideia passará igualmente por abrir o espaço ao turismo. "O objectivo é esse alargando o projecto de forma pedagógica a toda a comunidade".
Embora a produção de limão se mantenha estável, este foi o ano onde os agricultores compareceram em maior número à Exposição do Limão. Maria Sena por exemplo este ano alargou a extensão de terra cultivada com mais 3 mil pés de limoeiros.
DN Madeira
(Fotos Blog Casa do Povo da ILha)
Etiquetas:
A Nossa Terra,
Agricultura,
Ambiente,
Eventos,
Projectos Madeira,
Tradiçao,
Turismo Madeira
domingo, 16 de maio de 2010
“Raízes de um Povo” pretende ser Elucidário audiovisual madeirense
Projecto pioneiro de Eduardo Costa Produções apresentado até ao final do ano
“Raízes de um Povo” é um projecto pioneiro na Madeira que, para Eduardo Costa, deverá perdurar na história. O produtor está a realizar uma série de documentários sobre as tradições madeirenses, num suporte em que, no seu entendimento, as raízes madeirenses ficarão registadas por muitos e muitos anos.
O primeiro documentário deverá ser apresentado até ao final do ano, como anunciou à “Olhar”. Eduardo Costa entende que este tipo de projecto será uma mais-valia para a Região, que deve também ser aproveitado, por exemplo, ao nível da Educação. Isso porque, cada vez mais, os meios audio-visuais são reconhecidos como uma ferramenta de ensino. Os documentários “Raízes de um Povo” poderão ser usados precisamente para mostrar aos alunos a história dos madeirenses. Pelo menos, essa é a vontade de Eduardo Costa.
O responsável pela empresa explicou que o projecto inclui um documentário por cada um dos onze concelhos madeirenses, para além de um outro referente às tradições de Natal e um último que Eduardo Costa admite que ainda não está definido o seu conteúdo. Isso porque, estão já recolhidas 90 horas de imagens em alta definição, com muito material. «Temos, por exemplo, todo o ciclo do trigo e todo o ciclo do linho», o forrar das casas de colmo, os moinhos de água, que por si só, dão registos autónomos. «Há uma série de actividades que são muito trabalhosas», referiu. «No fundo, o que eu pretendo, com este projecto, é fazer uma espécie de Elucidário Audio-visual Madeirense», resumiu.
O produtor salientou que “Raízes de um Povo” está a ser preparado há dois anos, em que a sua equipa tem filmado festas típicas madeirenses, ofícios, actividades de folclore, cantares populares ou de labuta, ou outras, nomeadamente. Ontem, por exemplo, estariam a gravar a Festa da Nossa Senhora da Ascensão, na Ponta do Sol. A empresa “Eduardo Costa Produções Audiovisuais” conta com a ajuda de populares e de grupos de folclore que alertam para a ocorrência de determinados eventos que se realizam nos concelhos. «Dependemos muito da boa vontade deles», reconheceu.
Tentar levar documentário ao Festival de Cannes
Sobre a calendarização dos documentários, Eduardo Costa explicou que o primeiro, explicativo do projecto global e que terá a duração de cerca de 25 minutos, será apresentado até ao final deste ano. Os posteriores serão agendados de acordo com a disponibilidade e a conclusão de cada tema. «É um projecto que se arrasta pelos anos», esclareceu.
De momento, a iniciativa da empresa madeirense está a ser divulgada através de um “trailler” no Youtube e através de cartazes, como o que ilustra o artigo. O primeiro documentário “Raízes de um Povo” - e posteriormente os restantes – será distribuído na Região Autónoma da Madeira. «Posteriormente, terá uma grande saída para os países com comunidades madeirenses e não só. Há pessoas que se interessam por bons documentários e verão neste trabalho um projecto interessante».
Como já tinha salientado, esta recolha poderá ser de grande valor para as escolas. «Poderá ser um instrumento muito válido. Eu lembro-me que, na minha altura de formação, determinados assuntos eram difíceis de explicar porque não existia o suporte audio-visual. Hoje em dia, explicar um determinado assunto, com um pequeno vídeo, é o melhor que pode haver. É isso que pretendemos: que as pessoas tenham a sensibilidade de compreender o quão importante é a imagem e o som para reter informação», comentou ainda.
Em perspectiva, está ainda a candidatura do documentário ao Festival de Cannes, na categoria documental, divulgou ainda Eduardo Costa.
No que se refere a outros trabalhos desenvolvidos pela sua empresa, recorde-se que “Eduardo Costa Produções Audiovisuais” assinou o documentário “Naturalistas de Vulto da Madeira”, lançado em DVD. Entre outros compromissos, sua equipa, de nove elementos, está a trabalhar num promocional da Madeira em 12 idiomas e a preparar o envio de imagens sobre o temporal de 20 de Fevereiro e os seus efeitos na Região, para serem incluídas em trabalhos que estão a ser desenvolvidos por uma televisão inglesa que está a preparar um documentário sobre mau tempo no globo, e ainda imagens para um canal norte-americano. Está também a produzir uma série de documentários para a RTP/Madeira.
O filme “As Memórias que Nunca se Apagam”, projecto partilhado com o actor madeirense Dinarte Freitas, foi outro dos projectos ambiciosos em que Eduardo Costa deu o seu nome. A este respeito, é de lembrar que a película marca a História da Madeira, por ter sido feito de raíz na Região, por madeirenses, com um CD original editado e ainda por ter sido o último filme com a participação do actor madeirense Virgílio Teixeira, que já se afastou da representação.
«Temos uma equipa motivada»
Sobre a sua equipa, Eduardo Costa sublinhou a dedicação dos seus elementos, alguns dos quais, que tiveram formação com o próprio responsável. «Tenho uma equipa motivada, interessada e que gosta desta área. Penso que os elementos que não gostam da actividade acabam por se afastar naturalmente, porque é uma área que exige alguma pressão, onde não há horas nem feriados. É uma profissão que exige algum sacrifício pessoal e profissional», salientou.
A actividade no audiovisual exige ainda um investimento muito elevado em termos de instrumentos, que carecem de actualização constante dada a evolução tecnológica dos materiais. «Não há, actualmente, na Madeira, nenhuma empresa com as máquinas de filmar como as que temos. Estamos já a trabalhar com câmaras de alta definição», apontou, para além de referir a qualidade dos tripés, da grua e dos materiais de recolhas de som para cinema, nomeadamente. «Estamos muito bem fornecidos a este nível».
Eduardo Costa sublinhou que os investimentos que faz na empresa ao nível dos materiais «são sempre fruto do trabalho que vamos fazendo. Não temos qualquer tipo de ajudas comunitárias. Trabalhamos, temos os nossos projectos, vendemos, e com esse dinheiro, investimos», explicou.
Jornal da Madeira
“Raízes de um Povo” é um projecto pioneiro na Madeira que, para Eduardo Costa, deverá perdurar na história. O produtor está a realizar uma série de documentários sobre as tradições madeirenses, num suporte em que, no seu entendimento, as raízes madeirenses ficarão registadas por muitos e muitos anos.
O primeiro documentário deverá ser apresentado até ao final do ano, como anunciou à “Olhar”. Eduardo Costa entende que este tipo de projecto será uma mais-valia para a Região, que deve também ser aproveitado, por exemplo, ao nível da Educação. Isso porque, cada vez mais, os meios audio-visuais são reconhecidos como uma ferramenta de ensino. Os documentários “Raízes de um Povo” poderão ser usados precisamente para mostrar aos alunos a história dos madeirenses. Pelo menos, essa é a vontade de Eduardo Costa.
O responsável pela empresa explicou que o projecto inclui um documentário por cada um dos onze concelhos madeirenses, para além de um outro referente às tradições de Natal e um último que Eduardo Costa admite que ainda não está definido o seu conteúdo. Isso porque, estão já recolhidas 90 horas de imagens em alta definição, com muito material. «Temos, por exemplo, todo o ciclo do trigo e todo o ciclo do linho», o forrar das casas de colmo, os moinhos de água, que por si só, dão registos autónomos. «Há uma série de actividades que são muito trabalhosas», referiu. «No fundo, o que eu pretendo, com este projecto, é fazer uma espécie de Elucidário Audio-visual Madeirense», resumiu.
O produtor salientou que “Raízes de um Povo” está a ser preparado há dois anos, em que a sua equipa tem filmado festas típicas madeirenses, ofícios, actividades de folclore, cantares populares ou de labuta, ou outras, nomeadamente. Ontem, por exemplo, estariam a gravar a Festa da Nossa Senhora da Ascensão, na Ponta do Sol. A empresa “Eduardo Costa Produções Audiovisuais” conta com a ajuda de populares e de grupos de folclore que alertam para a ocorrência de determinados eventos que se realizam nos concelhos. «Dependemos muito da boa vontade deles», reconheceu.
Tentar levar documentário ao Festival de Cannes
Sobre a calendarização dos documentários, Eduardo Costa explicou que o primeiro, explicativo do projecto global e que terá a duração de cerca de 25 minutos, será apresentado até ao final deste ano. Os posteriores serão agendados de acordo com a disponibilidade e a conclusão de cada tema. «É um projecto que se arrasta pelos anos», esclareceu.
De momento, a iniciativa da empresa madeirense está a ser divulgada através de um “trailler” no Youtube e através de cartazes, como o que ilustra o artigo. O primeiro documentário “Raízes de um Povo” - e posteriormente os restantes – será distribuído na Região Autónoma da Madeira. «Posteriormente, terá uma grande saída para os países com comunidades madeirenses e não só. Há pessoas que se interessam por bons documentários e verão neste trabalho um projecto interessante».
Como já tinha salientado, esta recolha poderá ser de grande valor para as escolas. «Poderá ser um instrumento muito válido. Eu lembro-me que, na minha altura de formação, determinados assuntos eram difíceis de explicar porque não existia o suporte audio-visual. Hoje em dia, explicar um determinado assunto, com um pequeno vídeo, é o melhor que pode haver. É isso que pretendemos: que as pessoas tenham a sensibilidade de compreender o quão importante é a imagem e o som para reter informação», comentou ainda.
Em perspectiva, está ainda a candidatura do documentário ao Festival de Cannes, na categoria documental, divulgou ainda Eduardo Costa.
No que se refere a outros trabalhos desenvolvidos pela sua empresa, recorde-se que “Eduardo Costa Produções Audiovisuais” assinou o documentário “Naturalistas de Vulto da Madeira”, lançado em DVD. Entre outros compromissos, sua equipa, de nove elementos, está a trabalhar num promocional da Madeira em 12 idiomas e a preparar o envio de imagens sobre o temporal de 20 de Fevereiro e os seus efeitos na Região, para serem incluídas em trabalhos que estão a ser desenvolvidos por uma televisão inglesa que está a preparar um documentário sobre mau tempo no globo, e ainda imagens para um canal norte-americano. Está também a produzir uma série de documentários para a RTP/Madeira.
O filme “As Memórias que Nunca se Apagam”, projecto partilhado com o actor madeirense Dinarte Freitas, foi outro dos projectos ambiciosos em que Eduardo Costa deu o seu nome. A este respeito, é de lembrar que a película marca a História da Madeira, por ter sido feito de raíz na Região, por madeirenses, com um CD original editado e ainda por ter sido o último filme com a participação do actor madeirense Virgílio Teixeira, que já se afastou da representação.
«Temos uma equipa motivada»
Sobre a sua equipa, Eduardo Costa sublinhou a dedicação dos seus elementos, alguns dos quais, que tiveram formação com o próprio responsável. «Tenho uma equipa motivada, interessada e que gosta desta área. Penso que os elementos que não gostam da actividade acabam por se afastar naturalmente, porque é uma área que exige alguma pressão, onde não há horas nem feriados. É uma profissão que exige algum sacrifício pessoal e profissional», salientou.
A actividade no audiovisual exige ainda um investimento muito elevado em termos de instrumentos, que carecem de actualização constante dada a evolução tecnológica dos materiais. «Não há, actualmente, na Madeira, nenhuma empresa com as máquinas de filmar como as que temos. Estamos já a trabalhar com câmaras de alta definição», apontou, para além de referir a qualidade dos tripés, da grua e dos materiais de recolhas de som para cinema, nomeadamente. «Estamos muito bem fornecidos a este nível».
Eduardo Costa sublinhou que os investimentos que faz na empresa ao nível dos materiais «são sempre fruto do trabalho que vamos fazendo. Não temos qualquer tipo de ajudas comunitárias. Trabalhamos, temos os nossos projectos, vendemos, e com esse dinheiro, investimos», explicou.
Jornal da Madeira
Etiquetas:
A Nossa Terra,
Historia,
Made in Madeira,
Tradiçao,
TV
'Semana do Mar' traz Carlos Costa
O madeirense do concurso 'Ídolos' vai estar em 'casa' para cantar a 3 de Julho no P. Moniz
Data: 16-05-2010


Está confirmado. O cantor natural do Porto Moniz, Carlos Costa, que neste momento integra a digressão do espectáculo 'Idolamania' do concurso televisivo 'Ídolos' da SIC, será o cabeça-de-cartaz das comemorações da 'Semana do Mar' que decorrerão na vila Porto Moniz.
A actuação do artista madeirense que ficou em terceiro lugar no concurso 'Ídolos' está marcada para o dia 3 de Julho, pelas 21 horas, no palco montado na frente-mar da vila.
Com esta 'contratação', está assim fechado o artista que tem por missão assinalar e elevar o evento. Tal como foi avançado por Valter Correia, presidente da autarquia local, a Câmara não dispõe neste momento de verbas suficientes para poder conseguir contratar um artista estrangeiro ou sequer uma figura continental consagrada para abrilhantar de sobremaneira o principal cartaz de Verão da localidade.
Um dado garantido e assumido pelo próprio presidente da autarquia que, no entanto, revelou estar orgulhoso e ser com agrado ter o jovem cantor da Santa do Porto Moniz como personalidade marcante do evento que reúne muitos populares em redor do espectáculo sempre aguardado com enorme expectativa.
Já considerada uma tradição no concelho da vila do Porto Moniz, a Semana do Mar decorre no início do mês de Julho e assinala igualmente uma panóplia de actividades.
Durante uma semana, a vila serve de palco a diversos jogos náuticos - incluindo regatas de canoas e caiaques - competições desportivas e animação de vária índole. Grupos de folclore e de música tradicional madeirense também se apresentam, alegrando desta forma o programa de festas da autarquia.
DN Madeira
Data: 16-05-2010


Está confirmado. O cantor natural do Porto Moniz, Carlos Costa, que neste momento integra a digressão do espectáculo 'Idolamania' do concurso televisivo 'Ídolos' da SIC, será o cabeça-de-cartaz das comemorações da 'Semana do Mar' que decorrerão na vila Porto Moniz.
A actuação do artista madeirense que ficou em terceiro lugar no concurso 'Ídolos' está marcada para o dia 3 de Julho, pelas 21 horas, no palco montado na frente-mar da vila.
Com esta 'contratação', está assim fechado o artista que tem por missão assinalar e elevar o evento. Tal como foi avançado por Valter Correia, presidente da autarquia local, a Câmara não dispõe neste momento de verbas suficientes para poder conseguir contratar um artista estrangeiro ou sequer uma figura continental consagrada para abrilhantar de sobremaneira o principal cartaz de Verão da localidade.
Um dado garantido e assumido pelo próprio presidente da autarquia que, no entanto, revelou estar orgulhoso e ser com agrado ter o jovem cantor da Santa do Porto Moniz como personalidade marcante do evento que reúne muitos populares em redor do espectáculo sempre aguardado com enorme expectativa.
Já considerada uma tradição no concelho da vila do Porto Moniz, a Semana do Mar decorre no início do mês de Julho e assinala igualmente uma panóplia de actividades.
Durante uma semana, a vila serve de palco a diversos jogos náuticos - incluindo regatas de canoas e caiaques - competições desportivas e animação de vária índole. Grupos de folclore e de música tradicional madeirense também se apresentam, alegrando desta forma o programa de festas da autarquia.
DN Madeira
Etiquetas:
A Nossa Terra,
Desporto,
Eventos,
Musica,
Tradiçao
Subscrever:
Mensagens (Atom)









