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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Figuras públicas dão a cara pela Madeira



Data: 15-04-2010

São muitos, diferentes, mas com algo em comum. Este ano decidiram vir de férias à Madeira e apelar a que outros se juntem ao movimento de fãs da ilha. A campanha publicitária já está na rua e Portugal vai ser convidado a partir de hoje por várias figuras públicas para visitar a Região. As razões são muitas. Marcelo Rebelo de Sousa vai ler e nadar no Porto Moniz, a fadista Katia Guerreiro vem cantar às flores, Rita Ferro Rodrigues vem passear nas Levadas e há outros tantos que vêm por outros motivos. Têm, contudo, uma razão extra: "Para além de passar uma férias inesquecíveis vão ajudar a economia madeirense".

Esta campanha da sociedade civil nasceu na casa do jornalista madeirense Filipe Santos Costa, que decidiu em família mudar o lugar das férias, como explicou ontem na conferência de imprensa de apresentação. Da família aos amigos, dos amigos às redes sociais e daí ao país foram três passos. "Não foi preciso convencer ninguém", afirmou.

Rogério Samora foi eloquente a resumir o espírito solidário. Fã da Madeira confesso, o actor diz ter escolhido a Região muitas vezes para trabalhar guiões. Foi com amargura que viu a violência da destruição e com angústia que tentou saber de amigos. Chorou e por isso não hesitou na hora de fazer alguma coisa. Pedro Granger também não. O apresentador disse ao DIÁRIO que a Região "é como um filme da Disney dá para toda a família". "Para namorar, para estar com os amigos, para a aventura", explicou, para acrescentar: "Vou duas a três vezes por ano e quero sempre voltar". A jornalista Clara de Sousa disse que o que a levou a aderir a esta causa foi a mensagem positiva. "Não é um apelo à caridade, nem à autocomiseração, mas ao desenvolvimento da Região", frisou. "Ainda para mais é um destino melhor que tantos outros lá fora, mais perto e mais barato", enalteceu Os deputados dos diferentes partidos do círculo da Madeira no parlamento nacional fizeram-se representar no lançamento da campanha, elogiaram a iniciativa e fizeram figas para que dê um impulso ao turismo no mercado interno. Os fãs da Madeira também estão na Internet à espera de verem a família aumentar.

www.fasdamadeira.sapo.pt.


DN Madeira





sábado, 10 de abril de 2010

Alberto João Jardim admitiu a Júlia Pinheiro o seu desespero no dia do temporal

«A desgraça era tanta que me senti impotente»







AAlberto João Jardim admitiu ontem que no dia 20 de Fevereiro se sentiu impotente com o temporal que assolou a Madeira. Só que teve que mobilizar as suas forças para não mostrar os seus sentimentos. O importante, como acrescentou, foi arranjar forças para a batalha que tinha pela frente.
As declarações foram feitas no programa “Tardes da Júlia”, que ontem foi emitido a partir da Madeira. A TVI quis, assim, comemorar os três anos de programa e, por outro lado, solidarizar-se com a Região.
«Confesso que nem pensei em termos de obra minha, porque a desgraça era tal que eu sentia-me impotente. Primeiro, não posso resgatar a vida a quem a perdeu, mas sentia-me impotente perante tanta coisa que estava a suceder de uma vez só e, depois, perante informações -, felizmente, algumas delas não se confirmaram - que chegavam em catadupa onde estava o Estado Maior das Operações. Portanto, era uma situação em que só não se desesperava porque me era proibido desesperar, mas que apetecia desesperar. Depois, fui vendo que as obras do meu tempo aguentaram», disse Alberto João Jardim.
Em resposta a Júlia Pinheiro, o presidente do Governo disse que, em tempos difíceis, os guerreiros também têm estados de alma, mas têm de mobilizar as forças para a batalha. «Para pensar o plano de batalha e desenvolvê-lo rigorosamente, não podem mostrar os seus sentimentos a ninguém; nada de demonstrar qualquer tipo de fraqueza», explicou.

Festa da Flor é
o retomar a vida




Em relação ao futuro, mais precisamente à Festa da Flor, Jardim garantiu que será uma festa muito bonita.
O governante disse que a Festa da Flor «está melhorada», porque, depois do que aconteceu, «a festa representa um retomar de vida, com todo o símbolo que a flor tem para todos nós. É o retomar de vida e, portanto, este ano, esmerámo-nos um pouco mais na organização da festa».
E logo acrescentou: «Depois, acho que ninguém deixará de lado a sua curiosidade em ver como é que o povo madeirense soube reorganizar tudo e fazer ressurgir a Madeira em menos de dois meses».
Alberto João Jardim garantiu haver muitas motivações para que venham à Madeira. Sobretudo, pela grande motivação de que «estar na Madeira é estar no melhor de Portugal».
Fora estes momentos de maior seriedade, a conversa entre Alberto João Jardim e Júlia Pinheiro foi caracterizada por algumas picardias de parte-a-parte.
Com chouriças à mistura - para espanto de Jardim que não sabia que este é um dos petiscos preferidos de Júlia Pinheiro -, elogios mútuos à respectiva elegância e a uns óculos que o presidente considerou serem «uma beleza kafkiana», o programa lá foi decorrendo com a presença de um público que aproveitou para ver de perto vários artistas, nomeadamente Marco Paulo e as Just Girls.


Jornal da Madeira

Marco Paulo apela aos madeirenses para que amem a sua terra

Tardes da Júlia”


(Foto Via Blog TvUniverso)

A Madeira é tão antiga, mas tem sempre ar de menina. A frase foi dita ontem, ao Jornal da Madeira, por Marco Paulo, logo após o espectáculo das “Tardes da Júlia”. Como mensagem aos madeirenses, o cantor desejou que as pessoas sejam felizes e continuem a amar a Madeira. «Quando nós, os de fora, temos uma paixão grandiosa por esta terra, se não forem os naturais desta terra a amá-la... Têm de o fazer, porque é sempre uma menina bonita». Marco Paulo disse que já cá esteve há poucos dias, para o espectáculo de solidariedade promovido pela CRIAMAR. Desta vez, foi convidado pela TVI para ajudar a comemorar os três anos do programa “Tardes da Júlia” e participar num programa dedicado à Madeira. «Claro que não podia dizer que não, porque tenho uma familiaridade, paixão e amizade muito grande pela Madeira», disse o cantor. Comovido, referiu a frase que um madeirense lhe tinha acabado de dizer: «O Marco Paulo, qualquer dia, é património da Madeira», que considerou expressar bem o amor que dedica a esta ilha.


Jornal da Madeira

sexta-feira, 9 de abril de 2010

“Flor para a Madeira” dá 890 mil euros

Para além da gala “ Uma Flor para a Madeira”, o call center representado por pessoas conhecidas ajudou a arrecadar mais dinheiro para a ajuda à Madeira










“Uma flor para a Madeira”, assim se intitulou a gala da SIC que se realizou apenas uma semana após o temporald e 20 de Fevereiro e que angariou cerca de 890 mil euros. O cheque desta iniciativa foi ontem entregue na Madeira pelo presidente da SIC, Francisco Pinto Balsemão, numa iniciativa que decorreu numa unidade hoteleira do Funchal e que contou a presença do presidente do Governo Regional, alguns secretários regionais,do vice-presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, do presidente da Câmara do Funchal e muitas outras entidades da Madeira.
Pinto Balsemão foi o primeiro a usar da palavra para referir que a tragédia que aconteceu no último dia 20 de Fevereiro na Madeira veio pôr em relevo dois aspectos que considera positivos. Um deles tem a ver com a confirmação de que os madeirenses são «gente rija, gente determinada».
A resposta das autoridades da Madeira e da sociedade civil madeirense, das suas múltiplas associações, e do povo da Região em geral, foi «imediata». O Governo, as Câmaras Municipais, as Juntas de Freguesia e as instituições de todo o tipo souberam dar a Portugal um exemplo de notável capacidade de reacção e de organização «perante os gravíssimos danos pessoais e materiais provocados pela violência das chuvas e das inundações».
A cerimónia de entrega de cheques às instituições ASA e ADBRAVA - que vão receber 445 mil euros cada- foi aproveitada por Pinto Balsemão lembrar aquela que foi a tarefa da SIC. Para além daqueles que na Madeira, no próprio dia, começaram a encontrar soluções provisórias para as centenas de desalojados- a SIC começou a preparar um programa para angariar ajuda para a Região, tendo concretizado esse objectivo no fim-de-semana seguinte.
«Louvor para os madeirenses que mais uma vez, em circunstâncias adversas, souberam ripostar com ânimo, pela positiva. Levantaram a cabeça, enxugaram as lágrimas, cerraram os dentes e mostraram estar à altura do desafio terrível e injusto que lhes era lançado pela Natureza», disse Pinto Balsemão numa cerimónia que registou um directo para aquele canal de televisão que realizou a gala “Uma Flor para a Madeira”.
«Afinal, a palavra solidariedade, com tudo o que significa de ajuda expontânea, de entrega, de dádiva, não está tão desgastada como poderá pensar a legião de cépticos que infelizmente continua a proliferar em Portugal», adiantou Pinto Balsemão. 
A realização desta cerimónia-que decorreu no hotel The Vine, no Centro Comercial Dolce Vita- representou para a SIC «um grande orgulho». «Não estamos aqui para nos exibirmos, nem para nos agradecerem. Estamos aqui para prestar contas», defendeu Pinto Balsemão, o qual disse esperar que o Funchal e a Ribeira Brava recuperem mais depressa.
Já à margem da cerimónia de entrega dos donativos à Madeira, Pinto Balsemão foi confrontado com algumas questões relacionadas com a política nacional e com as situações de alegada promiscuidade entre grupos de comunicação social e partidos políticos ou áreas ideológicas. Sobre estas questões, recusou-se a pronunciar-se dizendo apenas que a SIC é de independente. Mercedes Balsemão,presidente da SIC Esperança, também usou da palavra para enaltecer a onda de solidariedade que a gala suscitou.

«Um agradecimento sentido!»

Até ontem, a ASA, instituição de solidariedade social que abrange todas as freguesias do Funchal (à excepção do Monte), só tinha recebido uma quantia de mil e 500 euros
«Vamos tentar recuperar as casas que foram destruídas (79 estão totalmente danificadas e mais de 500 estão em recuperação) a 20 de Fevereiro. O donativo é muito importante», disse Francisco Castro aos jornalistas momentos antes de receber o cheque de 445 mil euros que iria caber à associação de que preside e quando não sabia ainda qual o total da verba entregue pela SIC Esperança.
Quando se preparava para assistir à cerimónia, Francisco Castro lamentou que a ajuda, até ao dia de ontem, pouco ou nada tenha passado das promessas.
«Ontem (anteontem), recebemos cerca de mil e 300 euros de um grupo de emigrantes na Austrália. Neste momento e sem contar com a verba da SIC, temos 1561 euros», referiu, para logo admitir que a verba é «muito pouco para os problemas existentes». Já durante a cerimónia da SIC, Francisco Castro deixou a garantia de que o dia de ontem «foi importante para a cidade do Funchal e será um marco inesquecível para aqueles que querem construir o futuro».
Nivalda Gonçalves, da ADBRAVA, por seu lado, também usou da palavra para recordar «o trabalho feito durante as primeiras horas para ajudar todos aqueles que foram afectados pelo temporal». Nessas primeiras horas, surgiu também, «o desafio da SIC Esperança».
«Pela rapidez da vossa iniciativa e pelo grandioso espectáculo conseguido, foi com grande emoção e esperança que vivemos cada momento da gala “Uma flor para a Madeira”», afirmou Nivalda Gonçalves.
Os agradecimentos à SIC estenderam-se à toda a população portuguesa.
Porque a ADBRAVA é uma associação do concelho da Ribeira Brava, um dos mais afectados pelo temporal de 20 de Fevereiro, Nivalda Gonçalves não deixou de lembrar a destruição enorme que atingiu aquele município.«Precisamos de unir todos os esforços para a reconstrução», defendeu a representante da associação constituída em 2009.

«Recuperação que demorará mais é a psicológica»

O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava marcou presença na cerimónia de entrega dos donativos resultados da gala “Uma flor para a Madeira”, da SIC. Uma gala que foi apresentada por Fátima Lopes e João Manzarra e da qual resultou uma verba significativa para ajudar na construção da Região.
Ainda antes de ter início esta cerimónia, o autarca disse aos jornalistas que aquele concelho- largamente fustigado pela intempérie- está a responder bem à reconstrução. «Estamos a trabalhar tanto na rede viária, como na rede de saneamento básico, como na rede de águas», referiu. O realojamento das pessoas está praticamente completo. Agora, segundo Ismael Fernandes, «é preciso definir tudo o que é preciso fazer no concelho para que a normalidade regresse». Ou seja, é preciso construir novas casas, reconstruir as parcialmente danificadas e apoiar psicologicamente as pessoas afectadas.
«Depois há o problema da canalização da ribeira e o problema da estrada que vai ligar a Serra D`Água à Meia Légua mas esse é um problema que depois resolver-se-á. A vida tem que continuar e o que vai durar mais o seu tempo é a recuperação das pessoas ao nível psicológico», admitiu Ismael Fernandes.

Alberto João Jardim realça coesão nacional

«Um grande muito obrigado a todos», foram estas as primeiras palavras de Alberto João Jardim quando usou da palavra na cerimónia de entrega do cheque de 890 mil euros e cuja verba vai ser distribuída, em igual valor, pelas associações de solidariedade ASA e ADBRAVA.
O presidente do Governo Regional aproveitou a ocasião para referir que há a ideia de que a comunicação social serve para determinados objectivos. «Está aqui um exemplo do que é, numa sociedade não só democrática, mas sobretudo humanizada, o papel de uma empresa que tem uma organização de solidiariedade social- presidida pela doutora Mercedes Balsemão- e que para além de todas as actividades profissionais que se concretizam no grupo, tem estas actividades de ajuda ao próximo», afirmou o chefe do Executivo madeirense.
Para Alberto João Jardim, este é um exemplo de que as actividades económicas podem deixar de apenas se cingir ao que é o seu objectivo estatutário e se dedicarem ao auxílio às pessoas». A ocasião foi ainda aproveitada para o presidente do Governo Regional regojizar-se com a escolha feita pela SIC em relação às instituições que vão receber 445 mil euros cada para ajudar a recuperar a Madeira.
«Os três objectivos estão em curso. O objectivo de reconstrução, o objectivo de realojamento e o objectivo de reabilitação da economia. E tenho a certeza que estas duas associações vão se cingir rigorosamente dentro destes três grandes objectivos definidos», considerou o presidente do Governo Regional.
Agradecendo a todos os portugueses, o apoio que tem sido dado à Madeira, Alberto João Jardim recordou que, às vezes, são os momentos maus que mostram a união de um povo. «Não foi só o povo madeirense. Foi todo o povo português que reagiu com este sentido de solidariedade, com este sentido de coesão nacional que reagiu com este sentido de acção».
Assim, o presidente do Governo manifestou a opinião de que não há muitas razões para pessimismos para que todo o Portugal arregace as mangas e vá para a frente mudando o país.

A presidente da SIC Esperança afirmou que a iniciativa “Uma Flor para a Madeira” poderia ter rendido um milhão de euros se não fosse o IVA. Mercedes Balsemão contou que a gala foi pensada na terça-feira, dia 23 e, no domingo, estava no ar. «Foi a gala mais comovente que já passou na SIC. Tivemos os melhores artistas nacionais e todos os contactados responderam gratuitamente», garantiu



Jornal da Madeira

Jesus Luz e Indigo animam 'Earth Water'

Namorado brasileiro de Madonna vem actuar como DJ ao The Vine
Data: 09-04-2010




Começou como manequim, mas o relacionamento mediático com a rainha da pop, Madonna, catapultou-o para as capas de revistas e programas televisivos sobre celebridades. As actuações europeias do DJ - e agora também produtor musical - têm agora paragem na Madeira, mais precisamente no próximo dia 14 de Abril, no The Vine Hotel, que será o anfitrião do evento de lançamento da garrafa Pet da 'Earth Water' da ONU.

Além de actuar como DJ, Jesus Luz deverá igualmente apresentar o single 'We Came From Light', tema que marcou a sua estreia enquanto produtor. Recorde-se que Madonna conheceu Luz no início de 2009, pouco tempo depois de confirmado o divórcio com Guy Ritchie, numa sessão fotográfica no Brasil.

Numa co-produção com a Weee!, o The Vine será o palco para uma noite de solidariedade em torno do planeta, conforme já noticiou o DIÁRIO.

Com início pelas 19 horas, o evento será composto por um 'cocktail' da autoria dos 'chefs' do The Vine, "com harmonias vínicas de Francisco Albuquerque", conforme explicam os responsáveis pela Weee!.

Ao nível da animação, Rui Pedro será o DJ de aquecimento/preparação para a actuação de Jesus Luz, isto para além da performance dos Indigo Dancers, que apresentarão uma representação temática. A decoração da festa será da co-autoria de Ricardo Mendes e Marta Oliveira, da Weee! que também actua como agência de comunicação e produtora da Earth Water na RAM.

A entrada na festa será feita mediante entrada paga, previamente seleccionada pela Weee!.


DN Madeira

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Balsemão, patrão da SIC, viista hoje zonas afectadas pelo temporal na Ribeira Brava





Data: 08-04-2010

Mesmo sem 'dinheiro à vista', avançam as obras e os trabalhos de recuperação das zonas afectadas no Município da Ribeira Brava, com particular incidência para a freguesia da Serra de Água.

A necessidade de contornar as dificuldades obriga a esta 'antecipação', até porque, conforme sustenta o presidente da Câmara "não se vão resolver todos os problemas só com dinheiro". E enquanto este impulsionador decisivo não chega, Ismael Fernandes adverte que "não se pode ficar à espera". Desafia por isso "o povo", principalmente aqueles que foram vítimas do temporal, a reagirem contra as adversidades, enfrentando a nova realidade com "perseverança e confiança num amanhã melhor". Diz mesmo que "de braços cruzados nada se resolve", razão pela qual "é preciso reagir". E o melhor é "retomar a normalidade possível".

O autarca lembra que "há um trabalho programado pelo Governo e pela Câmara Municipal que está a ser cumprido". Trabalho esse assente em "prioridades".

A primeira foi "resolver o problema das acessibilidades" até porque "sem estradas e caminhos o restante trabalho não poderia ser feito". Regozija-se pela prontidão com que foi assegurado o quebrar do isolamento decorrente da catástrofe. Logo a seguir vem "o problema do abastecimento de água ao domicílio". Garante que "está a ser trabalhado no sentido de ser resolvido o abastecimento de água com qualidade", o qual admite ficar concluído a 100% na próxima semana.

"O realojamento das pessoas que ficaram sem casa, quer pela destruição desta, ou por falta de condições de habitabilidade", segue-se na lista das prioridades. "Já temos poucas pessoas por realojar no concelho, porque a maior dificuldade é encontrar na Serra de Água casas para alugar", justificou o edil, confiante numa boa solução para todos os afectados.

Logo a seguir, está "o problema da água de rega". Manifesta preocupação pelas consequências que esta base que sustenta muitas famílias possa vir a ter com a escassez de água de regadio, mas garante que estão no terreno trabalhos para "resolver ou atenuar o problema, mas é preciso ter em conta que todas as principais levadas que abastecem a agricultura no concelho, quer a Levada do Norte, quer a Levada Nova que vem da Ponta do Sol, foram muito afectadas e até parcialmente destruídas".

Fora desta frente alargada de prioridades que de alguma forma já estão a ser alvo de intervenção, estão as propriedades agrícolas que ficaram transformadas em calhau pela aluvião.

"O que ainda não poderá ser feito é toda aquela área onde muitos terrenos desapareceram, principalmente junto às ribeiras, tanto na ribeira da Tabua, mas sobretudo na Serra de Água, porque terá de ser feito um trabalho profundo e moroso, que exige que em primeiro lugar se faça a canalização da ribeira e dos ribeiros, de modo a garantir a segurança das pessoas e dos seus bens, e só depois tentar reabilitar o espaço onde existiam os terrenos, para que as pessoas possam retomar a sua actividade agrícola", refere o autarca, prevenindo desta forma os afectados da previsível morosidade que se perspectiva neste processo de devolver a terra aos campos agrícolas que literalmente desapareceram.

Zonas agrícolas afectadas: Câmara lança concurso para reabilitação

Para atenuar os problemas que o temporal infligiu na agricultura, a Câmara da Ribeira Brava já recuperou o caminho agrícola da Fajã das Éguas, na Serra de Água, e esta terça-feira repôs a ligação da água de regadio, para que "as pessoas que perderam as suas propriedades junto à ribeira, mas que têm terrenos nesta zona mais alta, possam continuar a sua actividade agrícola", salientou o presidente da Câmara. "Esse mesmo trabalho está a ser feito na zona da Ameixeira, que passa pela recuperação do caminho", promete, embora mais atrasada devido aos avultados estragos que ali ocorreram com a aluvião.

Ismael Fernandes diz que a Câmara já se candidatou à atribuição de fundo no âmbito da "recuperação destes dois caminhos" e que "muito em breve irá lançar um concurso para a reabilitação completa destas duas áreas. Será também reabilitado o caminho agrícola da Madágua, na Ribeira da Tabua. Embora impotente para fazer face a tamanhos prejuízos ocorridos no Concelho, o autarca garante todo o empenho dos meios ao dispor da Câmara Municipal. "Estamos a trabalhar dentro dos recursos que nós temos", assegura.

Confirma de resto o desejo de manter o programa camarário que já estava definido antes da tragédia. "Não vamos de deixar de lançar as obras que tínhamos previsto através de contrato-programa com o Governo, a não ser que haja alguma contrariedade".

"Apesar dos muitos danos, temos o nosso Concelho a funcionar", refere o presidente da Câmara, que se mostra confiante que a população está empenhada em retomar a normalidade possível, de modo a enfrentar e a tentar ultrapassar a adversidade.


DN Madeira

Sport TV reúne na Madeira

Reunião anual de quadros da estação desportiva decorre de 13 a 15 de Abril
Data: 08-04-2010




A estação televisiva Sport TV vai realizar na Madeira a sua reunião anual de quadros. Durante três dias passarão pela nossa ilha cerca de 120 profissionais da empresa.



A escolha da Madeira para esta reunião, que normalmente se realiza fora de Lisboa, onde a Sport TV tem a sua sede e estúdios, resulta de "uma forma de solidariedade militante", como disse ao DIÁRIO Bessa Tavares, administrador da empresa. Esta foi a maneira mais adequada que a Sport TV encontrou para apoiar a Região Autónoma na recuperação das enxurradas do passado dia 20 de Fevereiro.

E essa "solidariedade militante" é ainda mais expressiva se tivermos em conta que, também por decisão da Administração da Sport TV, a estação televisiva irá oferecer diverso material, desde bolas a equipamentos desportivos e informáticos, aos dois clubes que foram mais afectados pelos temporais: o Andorinha, em Santo António, no Funchal, e o Desportivo da Ribeira Brava, com sede na freguesia e concelho do mesmo nome.

Bessa Tavares não revela o orçamento para esta operação da estação televisiva na Madeira, e prefere focar que o objectivo principal é a ajuda que será dada à ilha com a aquisição de alojamento e outros serviços, além do apoio directo aos dois clubes desportivos que mais sofreram com as enxurradas, já que tinham as suas sedes e equipamentos, junto das linhas de água que que se tornaram mais vulneráveis na manhã de 20 de Fevereiro.

No caso do Andorinha, revelou-nos Bessa Tavares, está até previsto um jogo de futebol com a equipa madeirense, que receberá uma 'selecção' dos melhores executantes do desporto-rei, escolhidos entre os quadros da Sport TV.

No ano passado, a reunião anual dos quadros da estação, teve lugar fora de Lisboa, numa quinta. Este ano a escolha foi para a Madeira, pelos motivos que já foram referidos. Da parte da Sport TV há a intenção de que nos dois clubes que serão apoiados, no Funchal e na Ribeira Brava, os equipamentos doados sejam utilizados pelos jovens em idade escolar que vivem nas áreas de influência de ambos os emblemas.

Base no Sto. da Serra


Os quadros da Sport TV serão divididos em dois grupos de 60 pessoas cada, "porque as emissões não irão parar", como nos esclareceu Bessa Tavares.

A base será no 'Enotel Santo da Serra'. O primeiro grupo virá nos dias 13 e 14 de Abril e o segundo de 14 a 15 de Abril. À Madeira deslocam-se também administradores e responsáveis da estação.


DN Madeira

terça-feira, 6 de abril de 2010

Desfile de Fátima Lopes no Mercado dos Lavradores

A Praça do Peixe será adaptada para acolher a inédita passagem de modelos
Data: 06-04-2010



O Mercado dos Lavradores, espaço emblemático da cidade do Funchal, é o local escolhido por Fátima Lopes para a realização do desfile solidário do próximo dia 17, em parceria com a Câmara Municipal do Funchal (CMF).

A criadora madeirense, que prepara um grande desfile de moda para ajudar os seus conterrâneos, explicou ao DIÁRIO esta escolha: "Foi uma das zonas atingidas e mais faladas por toda a gente que agora está completamente recuperada".

Além disso, "teria de ser num espaço representativo da região e nada melhor do que o Mercado dos Lavradores, que sempre foi um ponto de paragem obrigatória de locais e visitantes", esclarece Fátima Lopes.

Uma vez que o evento serve também para mostrar uma Madeira renovada, "não haveria sítio melhor".

Por se tratar de um evento solidário de ajuda às vítimas do temporal de 20 de Fevereiro, Fátima Lopes deixa claro que este é um evento para todos: residentes e visitantes.

"É realmente para toda a gente. Se quisesse fazer um desfile elitista, teria feito num hotel, mas a ideia é acolher o maior número de pessoas e fazermos, todos juntos, uma grande festa" diz a criadora madeirense mais internacional de sempre, que fará no próximo dia 17 o primeiro grande desfile da terra que a viu nascer.

Mercado será 'adaptado'



O Mercado dos Lavradores será 'transformado' de forma a receber, com todo o brilhantismo, o desfile organizado por Fátima Lopes em parceria com a CMF.

Sem retirar a mística própria do mercado, que tanto o caracteriza, "a ideia é tornar o espaço atractivo, adaptando-o ao desfile de moda", refere Fátima Lopes que frisa a importância de manter a ideia de mercado associada ao desfile.

"E porque estaremos em pleno ambiente de Festa da Flor, o espaço será decorado com muitas flores", assegura.



A 'passerelle' por onde irão desfilar dez modelos regionais, juntamente com manequins e figuras públicas agenciadas pela 'Face Models', ficará instalada na praça do peixe que, depois do desfile, se transformará numa autêntica pista de dança.

A animação continuará pela noite fora, com a realização de uma festa/confraternização entre organização, modelos e público.

Festa pela noite fora

A animação não acabará com o final da passagem de moda, conforme assegurou ao DIÁRIO a criadora Fátima Lopes.

"O evento está a ser pensado de forma a termos uma grande noite de festa que começa com um desfile por volta das 22h30 e terminará com muita animação pela noite dentro," onde, nessa altura, terá o prazer de confraternizar com toda a gente, diz Fátima Lopes que não poderia estar mais animada e entusiasmada com o desfile no Funchal. Conforme revela a própria, será a primeira vez que apresentará as suas criações num local tão 'sui generis' como o Mercado dos Lavradores, mais especificamente na Praça do Peixe. Refere que já exibiu as suas colecções em várias zonas de Paris, como no Louvre, em teatros, até no circo, mas nunca num mercado. E sustenta: "Se esta iniciativa fosse em Paris, seria sucesso garantido à partida, até porque, nestas coisas, quanto mais diferente e original for o espaço onde se desfila, mais hipóteses temos de surpreender".

De referir que o Mercado dos Lavradores só tem aberto portas pontualmente para eventos 'de réveillon'. Agora, sobre a festa pós-desfile, a criadora explica que não haverá zonas VIP, "haverá um só espaço, uma só festa, aberta a toda a gente". Como nunca fez um evento desta envergadura na Madeira, espera que tenha uma boa receptividade do público.

DN Madeira

Tony Carreira dá concerto solidário no dia 17 de Abril

Iniciativa para animar a Madeira é organizada pelo modelo, sendo de entrada gratuita
Data: 06-04-2010



Tony Carreira regressa à Região para um concerto solidário no Madeira Tecnopólo no dia 17 de Abril pelas 21 horas, no âmbito do projecto 'Modelo Tony Fan Tour', e com o objectivo de animar e presentear a população da Madeira.

O cantor e a cadeia de supermercados juntam-se assim para oferecer um espectáculo aos madeirenses, precisamente na véspera de encerramento da campanha 'Arredonda', promovida pelo Grupo Sonae para ajudar as famílias da Serra de Água, uma das zonas mais afectadas pelo temporal que fustigou a Ilha a 20 de Fevereiro. Há informações que dão conta de que cantor vai actuar sem receber qualquer caché, contribuindo assim com a sua parte para ajudar na recuperação das habitações afectadas, uma informação que não pode ser confirmada.

O concerto será de entrada gratuita, mas condicionado ao levantamento de um ingresso devido à limitação do espaço. Mais informações serão dadas ao longo desta semana, durante a apresentação oficial do evento, que vem no seguimento da política de proximidade com as comunidades, promovida pelo Modelo.

José Fortunato, administrador do Grupo Sonae, revelou à comunicação social, a 24 de Março, que do um milhão de euros até então angariado na campanha 'Juntos Pela Madeira', 720 mil foram conseguidos precisamente através do 'Arredonda', que convida as pessoas a arredondarem a conta ao efectuarem compras nos supermercados e restantes lojas do grupo, tendo para este valor contribuído 1,5 milhões de clientes. A campanha, que teve início a 3 de Março, decorre até ao dia 17, sendo o valor final divulgado e entregue logo depois:" Relativamente à Campanha 'Arredonda' será precisamente no dia seguinte, 18 de Abril, no decorrer da Festa da Flor que a Sonae, RTP e Cruz Vermelha Portuguesa entregam à população da Madeira um cheque, no valor de mais de 1 milhão de euros, angariado através da Campanha 'Arredonda' e das chamadas de valor acrescentado, que espelham o grande sentido de solidariedade de todos os portugueses", revelou o departamento de marketing ao DIÁRIO. Sónia Araújo e José Carlos Malato serão os responsáveis pelos directos a partir do Funchal.

Tony Carreira é o artista de eleição da Sonae nesta política de proximidade com a comunidade. Em 2008 o artista lançou 'O Homem Que Sou', disco que volta a circular na nova digressão, que realiza antes de regressar ao estúdio para gravar o próximo álbum.

'Deixem-me Cantar'; 'Porque é Que Vens?'; 'Se me Vais Deixar; 'A Cantar'; Como Antes do Adeus'; 'Vim Aqui Dizer Que me Vou Embora'; 'E Agora Que Estou Sem ti'; 'Não me Falem Dela'; 'Por Amor Não me Arrependo'; 'Sigo só'; 'Vou Viver Sem ti'; 'Ainda és a Minha Vida'; 'Pra Estar Contigo' e 'Obrigado' são os temas deste último trabalho. A estes temas e às grandes referências da sua carreira devem juntar-se também algumas das novas composições.


DN Madeira

Nem um cêntimo chegou


Ismael Fernandes confia na reconstrução mas "não com a pressa desejada"

Data: 06-04-2010




Um mês e meio após a catástrofe natural, Ismael Fernandes garante que do apoio monetário prometido à Ribeira Brava ainda não chegou nem um cêntimo. "Ainda não chegou qualquer verba de apoio", assegurou, embora admita que já esta quinta-feira, por ocasião da visita à Região do patrão da SIC, Pinto Balsemão, sejam entregues, através da Associação de Desenvolvimento ADEBRAVA, donativos angariados no âmbito da campanha de solidariedade 'Um flor para a Madeira'.

O autarca reconhece que "o ideal era que os fundos fossem mais rápidos a chegar. Mas infelizmente a burocracia assim o impede". Defende por isso que a população deve estar esclarecida da realidade, lembrando que "o dinheiro da União Europeia só lá para o Outono é que vai ser aprovado. Depois ainda demorará mais algum tempo até ser disponibilizado e chegar à Madeira". Por outro lado, "o dinheiro da ajuda do Estado Português ainda está numa comissão que está a fazer a inventariação dos prejuízos". Está ciente que tão cedo não haverá dinheiro fresco para a reconstrução que já está no terreno. Além disso, mostra-se convicto que a ajuda prometida não virá toda de uma vez. "Virá consoante os projectos apresentados e as prioridades que irão ser definidas", sustenta.

Defende, por isso, a necessidade de "falar verdade" e não especular perante o ansiedade e até desespero dos que foram vítimas do temporal. A esses, pede para terem "calma e manter a serenidade, porque tudo iremos fazer no sentido de tentar resolver os problemas das pessoas, não com a pressa que desejavam, nem com a ânsia que têm, mas sim com calma e ponderação", assegurou Ismael.

De resto, admite que a reconstrução vai demorar anos. "É um trabalho moroso que não irá ser no primeiro ano, nem no segundo, nem no terceiro ano, que isto vai estar tudo concluído". "Deus queira que daqui a três anos tenhamos aquilo que foi destruído tudo reconstruído. Esta é a minha grande esperança".

Ainda assim, admite que a tentativa de 'sarar das feridas' possam até levar mais tempo, porque a reconstrução é "um trabalho que exige muita calma, ponderação e serenidade". Lembrou que as pessoas são as primeiras a saber que muitas das paredes que foram destruídas não foram feitas sequer por elas. Foram feitas pelos seus antepassados e demoraram anos e anos. Só que de um momento a outro elas desapareceram. Daí que "não é de um momento para o outro que se consegue resolver os muitos problemas surgidos", comparou.

Lembrou, de resto, que "a pressa não é sinónimo de bom trabalho", e apelou para que cada um tenha "a noção que mesmo sem dinheiro, porque ainda não veio dinheiro de nenhuma parte, está a ser feito um trabalho de recuperação que visa atingir aqueles objectivos que as pessoas pretendem". Contudo, "muito desse trabalho", pese embora a cooperação das entidades oficiais, "tem de partir da iniciativa privada". E apontou para o exemplo dos danos ocorridos na agricultura, que terão apoio a fundo perdido de 95%. "Essas pessoas têm de meter mãos à obra. Têm que ser elas próprias a recomeçar a reconstruir aquilo que é seu Não podem ficar à espera que sejam as entidades públicas a fazerem tudo, porque não podem e neste momento nem haveria capacidade", salientou.

O líder camarário tece reparos a quem apregoa apoios financeiros antes deles estarem devidamente negociados. "O problema às vezes é falar em dinheiro antes do tempo", critica, salientando que "só se fala em dinheiro depois de haver a respectiva garantia". Ainda assim mostra-se convicto de que os apoios chegarão. "Os dinheiros estão prometidos e penso e tenho fé que irão vir. É preciso confiar nas pessoas e é por isso que algumas obras já estão no terreno", concretizou.

Funchal e Santa cruz recorrem à "prata da casa" e à solidariedade para financiar reconstrução

"Antes do final deste ano a situação tem que ser desbloqueada porque temos muita coisa para arranjar", espera o presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF), Miguel Albuquerque, referindo-se às ajudas prometidas no âmbito do Orçamento de Estado e de apoios da União da Europeia. Até lá, o trabalho da CMF será feito à custa de meios e fundos próprios e ainda com os apoios financeiros que resultaram de várias campanhas de solidariedade promovidas por entidades e instituições particulares. "Desde o primeiro momento, o que interessava era pôr a cidade a funcionar e apoiar as famílias afectadas", observou o autarca, sublinhando que o que estava ao alcance da Autarquia foi concretizado. Além das 14 empreitadas que já foram para o terreno, em resultado da alteração orçamental que permitiu desbloquear cerca de 3 milhões de euros, a CMF tem trabalhado com outras instituições para fazer chegar os fundos resultantes das campanhas de solidariedade às famílias e empresários afectados no temporal de 20 de Fevereiro. Ao nível das infra-estruturas de esgotos e águas, indica Miguel Albuquerque, "temos largos milhões de euros de prejuízos", lembrando que até agora só "foi arranjado o que era possível arranjar". A asfaltagem de estradas é outra prioridade que está em 'banho-maria' por falta de verbas. "Tapámos os buracos por via das alterações orçamentais, mas obviamente que falta fazer trabalhos de fundo nestas estruturas". Em condições semelhantes está a Câmara Municipal de Santa Cruz. Felizmente, este concelho não foi tão afectado como a Ribeira Brava e o Funchal. Caso contrário, o trabalho que vem sendo efectuado com a "prata da casa", segundo qualificou o vice-presidente Jorge Baptista referindo-se à empresa municipal Santa Cruz XXI, enfrentaria muito mais dificuldades na sua concretização. Em conjugação com a Investimentos Habitacionais da Madeira, a Câmara tem procurado dar resposta aos casos prioritários ao nível dos imóveis afectados, trabalho para o qual também têm contribuído os "imensos" apoios que surgiram dos vários quadrantes da sociedade civil e de instituições como a Cáritas e a Cruz Vermelha Portuguesa. A par disto, a Autarquia está a tentar devolver a normalidade em várias infra-estruturas rodoviárias. Tudo isto está a ser feito com base na expectativa "que as ajudas venham mais tarde de modo a que possamos honrar os compromissos que entretanto estamos a assumir", avisou.


DN Madeira

Robbialac vai apoiar vítimas do mau tempo na Madeira



Data: 06-04-2010

No seguimento da sua política de responsabilidade social, a Tintas Robbialac, S.A. anuncia, em comunicado enviado à comunicação social, que vai apoiar as vítimas do mau tempo na Madeira com a oferta de 40.000 litros de tinta, o que representa um valor comercial superior a 150 mil euros.

Para esta iniciativa, articulada com a Câmara Municipal do Funchal, a Tintas Robbialac, S.A. conta com a parceria logística das empresas Arnaud Logis e ICM Trans.

Com este donativo, a Tintas Robbialac, S.A. pretende contribuir para a reconstrução da ilha da Madeira, oferecendo produtos que irão possibilitar a reabilitação dos vários espaços afectados pela intempérie e devolver a cor e vida que tornam esta ilha na "Pérola do Atlântico".

DN Madeira

sábado, 27 de março de 2010

Millenium BCP entregou 111 mil euros à Educação



Data: 26-03-2010

O Millenium BCP entregou ontem à Direcção Regional de Educação Especial (DREER) um cheque simbólico no valor de 111 mil euros que foram já investidos pela instituição bancária na aquisição de três veículos de transporte para pessoas com necessidades especiais. Refira-se que no temporal do passado mês de Fevereiro, a DREER perdeu algumas viaturas que dispunha para efectuar o transporte de crianças e jovens.

Nelson Machado, Administrador Executivo do Banco, disse que o valor ontem entregue é apenas parte do que foi possível angariar no conjunto de iniciativas solidárias que contaram com a participação daquela instituição bancária.

O responsável enalteceu a vontade de ajudar à Região sentida por Portugal inteiro e, em particular, pelos clientes do Millenium BCP, "para minorar as consequências do drama que a madeira sofreu a 20 de Fevereiro".

Francisco Fernandes, secretário regional de Educação, agradeceu o donativo do Millenium BCP, banco que se disponibilizou logo a ajudar o sector da Educação, dois dias depois do temporal.

As três carrinhas já foram encomendadas e estão agora a ser devidamente adaptadas para a utilização a que se destinam. Deverão chegar às 'mãos' da DREER dentro de dois ou três meses.


DN Madeira

sexta-feira, 26 de março de 2010

Menino madeirense homenageado em Jersey

Banco de Jardim e tês macieiras para imortalizar o pequeno João Calaça Sousa
Data: 26-03-2010










A criança de oito anos que morreu em Novembro do ano passado, vítima de um disparo acidental na Venezuela foi homenageada quarta-feira pelos alunos da escola que frequentava, na ilha britânica de Jersey.

João Calaça Sousa morreu quando brincava com dois primos, sensivelmente da mesma idade, na casa do pai destes, perto de Caracas, onde passava férias. As crianças encontraram uma arma de fogo carregada, que disparou acidentalmente atingido o menino de oito anos, que vivia com os pais em Jersey.

Quarta-feira os alunos da escola primária St. John, dedicaram o dia a homenagear a criança madeirense, noticiou ontem o jornal 'Jersey Evening Post'.

O mesmo matutino adianta que desde que a tragédia foi conhecida em Jersey, os professores da escola pediram aos alunos para pensarem numa forma de homenagear o João, que era muito popular no estabelecimento de ensino.

Os ex-colegas do madeirense decidiram-se por um percurso pedestre, no interior da escola, com um banco de jardim dedicado a João Calaça Sousa, e três macieiras plantadas para o efeito.

Os pais da criança, Roberto e Luísa Sousa, estiveram presentes numa cerimónia, que teve também por objectivo angariar fundos para as vítimas do temporal do dia 20 de Fevereiro.

De resto, tanto a morte de João, como as enxurradas do final de Fevereiro, chocaram aquela ilha britânica que desdobrou-se em várias campanhas e acções de solidariedade.


DN Madeira

Taiwan já deu dez mil euros





Data: 26-03-2010

O governo de Taiwan entregou ontem um cheque de dez mil euros, endossado à Região Autónoma da Madeira, aos deputados madeirenses na Assembleia da República, para ajudar a fazer face aos prejuízos causados pelo temporal na Madeira. Correia de Jesus foi escolhido como guardião da verba, que vai ser entregue ao Governo Regional, e foi o porta-voz dos parlamentares. O social-democrata afirmou estar "sensibilizado" com "o gesto do país irmão", com quem a Região partilha a "insularidade". "A vossa ajuda não é insignificante, tem um efeito extraordinário", afirmou, antes de deixar um convite à comitiva oriental para visitar a Madeira.

"É nosso desejo conhecer a Madeira num futuro próximo", ripostou de imediato Diego Lin Chou, representante do Centro Económico e Cultural de Taipé. O responsável retribuiu as palavras de simpatia, garantindo que Taiwan "tem um carinho e afecto especial para com os portugueses", que, recordou, foram os primeiros a passar pela ilha que baptizaram de "formosa". Diego Lin Chou manifestou ainda vontade de que as relações entre ambos os países sejam frutuosas e "substantivas", quer a nível empresarial, quer a nível cultural e académicas e mostrou-se interessado num novo encontro. No acto formal estiveram ainda presentes por parte do PSD, Hugo Velosa e Vânia Jesus, por parte do PS, Luís Miguel França e do CDS, José Manuel Rodrigues. Cabe agora ao Governo madeirense decidir para onde vai canalizar a ajuda, que chegou a estar em risco devido ao facto de o país não ter representação diplomática em Portugal e da situação delicada com a China.

DN Madeira

quinta-feira, 25 de março de 2010

Millennium entrega carrinhas à Região




Data: 25-03-2010

O Millennium BCP procederá hoje, pelas 12h30, à entrega simbólica de três carrinhas de transporte à Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação.

Trata-se de uma iniciativa solidária que surge na sequência do temporal que assolou a Região Autónoma da Madeira no passado dia 20 de Fevereiro e que, na altura, danificou alguns meios de transporte para pessoas com deficiência afectos àquela Direcção Regional, revela uma nota divulgada ontem pela Secretaria Regional da Educação e Cultura (SREC).

A cerimónia que simbolizará a entrega das três viaturas adaptadas para o transporte de pessoas incapacitadas ocorrerá na sede da Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação - sita à Rua D. João, 57, no Funchal - e contará com a presença do secretário regional de Educação e Cultura, Francisco Fernandes, e do administrador do Millennium BCP, Nelson Machado.

Na nota ontem distribuída a SREC destaca a importância deste momento e da atitude do banco, "quer para as pessoas com deficiência, quer pela disponibilidade e solidariedade manifestada pelo Millennium BCP".


DN Madeira

http://www.madeira-edu.pt/Default.aspx?alias=www.madeira-edu.pt/dreer

quarta-feira, 24 de março de 2010

Solidariedade leva três autarcas a Londres







Data: 24-03-2010

Miguel Albuquerque, Ismael Fernandes e Arlindo Gomes, os autarcas madeirenses que representam os concelhos do Funchal, Ribeira Brava e Câmara de Lobos, respectivamente, são as presenças confirmadas no jantar de solidariedade, para com a Madeira, que se realiza sábado em Londres.

Confirmadas no jantar estão 800 pessoas, e se mais bilhetes houvesse mais venderiam, segundo nos disse José Silva, um dos organizadores. "Pelo menos mais 500 bilhetes conseguíamos vender, mas temos que nos limitar à capacidade do salão do Hotel Ibis, de Earls Court", disse.

O presidente da Câmara de Londres, Boris Johnson, é que ninguém confirma se estará presente. Um membro da organização adiantou mesmo ao DIÁRIO que tem sérias duvidas que isso aconteça. Quanto muito, mandará um representante ao jantar. Por outro lado, e ao contrário do que tinha sido noticiado anteriormente, a RTP/Madeira não estará presente para transmitir o evento em directo.

José Silva está naturalmente satisfeito com a adesão das pessoas, e acredita que o preço dos bilhetes também ajudou. "São trinta libras por pessoa, com jantar e bebidas, o que é bastante razoável. Mas para que isso fosse possível, tivemos que ficar responsáveis pela confecção dos pratos, pois se fosse o hotel a organizar seria muito mais caro", esclareceu.

O presidente do Marítimo, Carlos Pereira, vem ao jantar, assim como Ricardo Pestana, em representação do Banif. Entre as autoridades locais, vão estar o embaixador de Portugal, António Santana Carlos, o conselheiro da Madeira, Carlos Freitas, o cônsul português, Macedo Leão, e o presidente da câmara do Lambeth, Steve Reed.

José Silva acredita que a mobilização em torno do evento, organizado em poucas semanas, demonstra o espírito de solidariedade da comunidade madeirense de Londres. "O padre Pedro, da comunidade católica portuguesa, divulgou o jantar e ajudou a vender ingressos. Temos ainda mais de 60 voluntários envolvidos, que irão preparar e servir as comidas e bebidas", adiantou.



Quanto à animação, confirma-se a actuação da cantora madeirense Vânia Fernandes, e da cantora Adelaide Ferreira. Em comum, têm o facto de terem sido representantes de Portugal, no Festival da Eurovisão.


DN Madeira

Luso-canadianos recolhem um milhão







Data: 24-03-2010

A comunidade luso-canadiana está empenhada desde a primeira hora em que soube da tragédia ocorrida na Madeira, em minorar a dor e os estragos que os madeirenses e a Região Autónoma sofreram.

O madeirense Leonardo Pereira, uma pessoa bastante influente nessa comunidade, disse ontem ao DIÁRIO que a campanha de solidariedade que já decorre desde quase há um mês já recolheu 700 mil dólares canadianos e que espera chegar a um milhão muito rápidamente, só na área do Ontário. Está previsto que os responsáveis por essas campanhas se desloquem ao Funchal onde virão entregar os respectivos cheques a entidades ou instituições de solidariedade social da Região.

A onda de solidariedade começou pelas estações de rádio e TV pertencentes a portugueses, caso da 'Radiothon' e da TV Telethon'. A acção do empresário Franco Alvarez tem sido importante na dinamização de todo este processo, pois foi ele que se antecipou e abriu uma conta bancária de acesso público divulgada diariamente nos programas de rádio e televisão da comunidade. A 12 de Março decorreu um Festival de Folclore organizado pelo Canadian Madeira Club, que reuniu 18 grupos e ranchos folclóricos numa tarde de divertimento e de solidariedade e, também, de recolha de donativos. O clube já tinha organizado três jantares com o mesmo propósito.

No último fim-de-semana foi a vez do maior sindicato de construção civil do país se associar à iniciativa. Organizou um jantar que teve a participação de 1 100 pessoas e que recolheu 280 mil dólares canadianos. Neste sindicato estão filiados 46 mil trabalhadores, dos quais alguns milhares luso-canadianos. O presidente é o luso-canadiano Durval Terceira, grande amigo de Portugal e da comunidade.


DN Madeira

terça-feira, 23 de março de 2010

A Vida é Bela solidária com a Madeira




A Vida é Bela solidária Sensível à tragédia que assolou a Madeira, “a vida é bela®”, uma agência de viagens especializada em comercializar literalmente pacotes de férias lançou uma campanha de angariação de fundos.
Assim, até ao próximo dia 31 de Março, por cada presente adquirido será depositado um euro na "Conta BES Madeira Solidário”.
A campanha é válida para compras superiores a 45 euros, efectuadas em www.avidaebela.com, através do número 707 200 292 e na loja da marca, situada no Restelo, em Lisboa.



Jornal da Madeira

http://www.avidaebela.com/

Gaia apela ao Porto para ajudar a Madeira

Vice-presidente daquela Autarquia “encantado” com trabalhos de recuperação





A Câmara Municipal do Funchal e a Câmara Municipal de Gaia vão encetar uma série de reuniões, ainda antes da Páscoa, com empresários do Porto, no sentido de conseguirem material de construção civil e mobiliário para a recuperação das, pelo menos, 291 casas que, até agora, foram consideradas como fora da zona de risco e que estão destruídas. O foi feito ontem no final de uma reunião entre as duas edilidades e onde Marco António mostrou-se impressionado com a recuperação do Funchal






O vice-presidente da Câmara Municipal de Gaia mostrou-se ontem completamente impressionado com o trabalho de recuperação do Funchal após o temporal do último dia 20 de Fevereiro. Marco António, que falava aos jornalistas momentos depois de uma reunião que manteve com a equipa da edilidade funchalense, disse que ficou encantado com o que viu depois de ter assistido a imagens horrivéis da intempérie que assolou a Madeira. Tão «encantado» que promete voltar à Região nas férias da Páscoa, uma vez que a ilha «continua ser um jardim».
O autarca garantiu que a edilidade onde é vice-presidente vai fazer um apelo aos empresários da região do Porto no sentido de se solidarizarem com materiais que sejam possíveis de serem utilizados na reconstrução. Conhecido pela sua grande tradição no mobiliário, o distrito do Porto, como grande centro de produção, poderá ajudar a Madeira. «A Madeira não pode esperar, indefinadamente, que cheguem outros apoios», considerou o vice-presidente da Câmara Municipal de Gaia, tendo garantido que «todos temos de nos mobilizar, e nós vamos nos mobilizar através de um apoio aos empresários».


Estão 291 casas prontas para recuperar

Marco António, amigo de Miguel Albuquerque, afirmou que os madeirenses deram uma lição de civismo na forma como se dedicaram à recuperação da sua terra. Diz que leva a Região no coração e apela aos continentais para não deixarem de visitar a Madeira.
Da parte do presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Albuquerque adiantou à comunicação social que, neste concelho, há um conjunto de moradias que estão «parcialmente danificadas e que estão declaradas, por empresas especializadas, fora da zona de risco». Essas casas, no total de 291, são suceptíveis de ser recuperadas. Nesse sentido, a edilidade, com o apoio da Câmara de Gaia, vai realizar um conjunto de reuniões já antes da Páscoa com um grupo de empresários do Porto, no sentido de conseguir material necessário para a recuperação das casas em causa.


Não basta solidariedade é preciso agir

«Não basta a solidariedade, é fundamental actuarmos na vida das pessoas», defendeu o autarca.
Miguel Albuquerque sublinhou a circunstância de, neste momento, ser necessário passar, para fora, uma imagem de normalidade. O Funchal está limpo e circulável. A Madeira precisa do turismo e tem de passar a ideia que está pronta para o receber.
Por outro lado, os apoios têm de chegar por forma a as zonas destruídas e as populações afectadas possam voltar a ser o que eram. |Questionado sobre se espera receber o apoio de outras Autarquias do país, inclusive cuja liderança não seja do PSD, o edil funchalense não só respondeu
que sim como garantiu que já recebeu garantia de ajuda, no valor de cem mil euros, da Câmara de Amadora.


“No PSD há democracia”, diz vice de Gaia“Cada um faz as suas opções e tem a liberdade disso”, afirmou aos jornalistas o vice-presidente da Câmara Municipal de Gaia quando confrontado com o facto de Alberto João Jardim já ter assumido, em artigo de opinião publicado no JORNAL da MADEIRA, o seu apoio à candidatura de Paulo Rangel.
Marco António, que apoia Passos Coelho, referiu que há democracia dentro do PSD e que cada um está no seu direito de apoiar quem quer.
Da parte do candidato Passos Coelho, o vice-presidente da Câmara de Gaia acredita que aquele pretendente à liderança do PSD nacional será, se for eleito, muito solidário com as Autonomias, conforme frisou no final da reunião que manteve com a Câmara Municipal do Funchal, na qual participaram algumas entidades ligadas às zonas do concelho que foram mais afectadas pelo temporal do último dia 20 de Fevereiro.



Jornal da Madeira

“Coração da Madeira” ajuda Serra d'Água

Entregues bens recolhidos em colaboração com a Igreja da Nazaré





Terminado o trabalho no RG3, o “Coração da Madeira” - um projecto sem fins lucrativos que visa dar apoio material e psicológico à comunidade da Madeira afectada pelo temporal de 20 de Fevereiro - partiu para o terreno para dar continuidade ao voluntariado.
Ontem, representantes deste projecto rumaram à Serra d'Água, na Ribeira Brava, com um carregamento de bens, recolhidos em colaboração com a Igreja da Nazaré, para entregar às pessoas que ainda precisam.
Segundo adiantou ao JM Venerina Conti, uma das mentoras do projecto, ontem foram levadas para a Serra d'Água roupas de homem, mulher e criança, bem como sapatos, sendo que hoje será feita uma outra entrega, desta vez de roupa de cama. De acordo com a nossa interlocutora, só nestes dois dias são entregues 74 caixas com bens que foram guardados na Igreja da Nazaré ao longo deste mês.
Além disso, Venerina Conti afirmou que foi também feita uma parceria com a Igreja Inglesa, fruto da qual serão entregues ao longo da semana roupas de cama e para vestir nos diferentes locais onde houver necessidade. «Vamos ver agora quais são as zonas que precisam mais e começar a entregar no terreno, nas juntas de freguesia, casas do povo e às pessoas que precisem», referiu.
As responsáveis pelo projecto “Coração da Madeira” tiveram conhecimento das necessidades existentes na freguesia da Serra d'Água através de contactos com a autarquia, que tem uma lista das pessoas que precisam de bens. Os haveres encontram-se numa garagem, junto ao Pavilhão da Serra d'Água, onde as pessoas deverão dirigir-se para os ir buscar.
Venerina Conti não deixou também de sublinhar o papel importante de todos quantos colaboram com o projecto. «Temos pessoas que estão a continuar a fazer voluntariado connosco, sem as quais não poderíamos fazer nada, pois elas são indispensáveis», disse, acrescentando que «arrancámos com toda a força e vamos continuar com toda a força».




Jornal da Madeira