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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Diálise “muda” em Fevereiro e terá três turnos

Passa dos Marmeleiros para o Hospital Dr. Nélio Mendonça







No próximo mês de Fevereiro, o serviço de Nefrologia, actualmente instalado no Hospital dos Marmeleiros, passa a ter novas instalações, desta feita, no Hospital Dr. Nélio Mendonça, disponibilizando ainda um período de funcionamento nocturno, conforme nos avançou, ontem, Almada Cardoso, presidente do Serviços de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM).
Esta unidade ficará instalada em frente à porta principal do Hospital, numa área que, recentemente, passou por algumas obras de renovação. A nova área de serviço, que contempla a Unidade de Diálise, terá 10 monitores, com a particularidade de serem móveis. Foram adquiridos recentemente, na sequência de um concurso público. De sublinhar que, neste momento, o serviço nos Marmeleiros conta com 11, mas como compensação para a perda de um monitor, Almada Cardoso refere que o Hospital vai passar a contar com um período de funcionamento nocturno. «Por falta de espaço, o monitor não pode ser instalado cá em baixo. Mas, em nome da comodidade e dos doentes que aqui vão passar, vai haver um período de diálise durante a noite. Neste momento, há dois turnos (manhã e à tarde) e vamos compensar essa falta de um monitor com o período nocturno», complementou.
Apesar das novas instalações, Almada Cardoso confirmou ao JM que o serviço vai contar com o mesmo número de meios pessoais, sendo que todo o pessoal que se encontra nos Marmeleiros transita para o Hospital dr. Nélio Mendonça, incluindo a nutricionista que se encontra afecta a este serviço.
O serviço de Nefrologia compreende várias actividades de serviço, entre as quais, a consulta, o internamento, o serviço de urgência, a unidade de Diálise e Hospital de Dia e ainda a Diálise Peritoneal Crónica Ambulatória, estando à responsabilidade do médico José Augusto Araújo.
Almada Cardoso destacou que o serviço é transferido para uma enfermaria onde se encontram vários casos de altas problemáticas que por sua vez, serão transferidos para o Hospital dos Marmeleiros, para a zona onde está neste momento a enfermaria da Nefrologia.

Mudanças também noutros serviços

Mas, este não será o único serviço em mudança. Segundo explicou o presidente do conselho de administração do SESARAM, também que o pavilhão exterior das consultas externas do Hospital dos Marmeleiros vai receber o futuro departamento de Psiquiatria, assim como o Centro de Santiago, ligado à Toxicodependência e que actualmente funciona na Rua Bela de São Tiago (junto ao ex-Liceu). Ainda não há prazos, mas para breve está previsto um estudo funcional, podendo estas mudanças ocorrer até final deste ano.
Neste momento, recorde-se que está também em estudo a mudança do serviço de Gastrenterologia.

200 doentes já transplantados na Região

De acordo com dados disponibilizados recentemente pelo SESARAM ao JM, ao longo do ano passado foi registado um aumento de oito por cento ao nível das consultas externas na área da Nefrologia, comparativamente a 2008, que se traduziu num aumento de 3.572 para 3.842 doentes. No entanto, até à semana passada, apenas 42 pessoas estavam em tratamentos de diálise/hemodiálise no Hospital dos Marmeleiros, enquanto que na diálise peritonial encontravam-se outros 15. Alguns destes doentes – uma percentagem pequena - já foram transplantados no passado, sendo que o seu transplante chegou ao fim, tendo regressado à diálise. Neste momento, os transplantes continuam a ser assegurados em centros fora da Região, estando o SESARAM associado a diversos Hospitais, como Lisboa e Porto. Neste momento, há um total de 200 doentes já transplantados na Região.



Jornal da Madeira

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Farmácia Funchal terá robot “rápido”

Sistema inovador de armazenamento e dispensa de medicamentos


A partir do dia 15 de Fevereiro, a Farmácia Funchal terá a funcionar em pleno um robot de armazenamento e dispensa de medicamentos. O sistema poupa tempo à farmácia e ao cliente, uma vez que o robot demora apenas 18 segundos a dar a medicação ao farmacêutico.






A Farmácia Funchal, no Dolce Vita, terá um sistema inovador na Madeira de armazenamento e dispensa de medicamentos. Trata-se de um robot que irá permitir àquele estabelecimento poupança de tempo, em cerca de duas a três horas, na arrumação das caixas e também no atendimento ao público. Este investimento, superior aos 200 mil euros, entrará em pleno funcionamento no dia 15 de Fevereiro.
Como explicou Marco Ribeiro, sócio-gerente, será o próprio sistema que fará a arrumação dos produtos e procederá à dispensa dos mesmos, a partir do momento em que o farmacêutico faça o pedido. O responsável esclareceu que o atendimento ao público será sempre feito por um profissional. Depois da funcionária seleccionar os medicamentos solicitados pelo cliente, o sistema informático «dará ordem a que o robot dispense a medicação em causa».
Segundo Marco Ribeiro, o aparelho, com capacidade de armazenamento de 14 mil caixas, demora 18 segundos a dispensar três embalagens, que serão colocadas numa saída junto ao balcão. «Para além de ser muito mais rápido ir buscar os produtos, nesses 18 segundos, a funcionária já vai explicando ao utente qual a posologia a seguir e procedendo ao pagamento. Para nós, isso é uma mais-valia porque a funcionária presta um atendimento personalizado ainda melhor ao cliente», sublinhou o sócio-gerente da Farmácia Funchal. Outra vantagem do robot é que denuncia a proximidade das faltas de stock, acrescentou.
De acordo com o responsável, o avultado investimento feito pela farmácia não significará dispensa de funcionários, uma vez que o atendimento ao público será sempre personalizado. Trata-se apenas de uma aposta num sistema rápido de armazenamento e dispensa de medicamentos, com vantagens para o funcionamento da farmácia e para o atendimento mais célere ao cliente.
De salientar ainda que a Farmácia Funchal será a primeira da Madeira a ter este equipamento, sendo que no continente estão montados apenas nove robots de armazenamento e dispensa de medicamentos em farmácias de norte a sul.




Jornal da Madeira

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Construção do novo hospital entre os objectivos (Funchal)

Grandes Opções do Plano entre 2010 e 2013, para a Região Autónoma da Madeira





A concretização do projecto de construção do novo hospital do Funchal é um dos objectivos delineados no capítulo da saúde das Grandes Opções do Plano entre 2010 e 2013, para a Região Autónoma da Madeira.
No documento a que a agência Lusa teve acesso, para esta área, a prioridade é “culminar todo o trabalho que tem sido desenvolvido na melhoria da cobertura, acessibilidade e qualidade dos serviços de saúde na região”. Acrescenta que o Governo pretende garantir uma “rede que permita uma resposta adequada e um efectivo apoio social às populações” e quer desenvolver um sistema de informação na Saúde.
“Optimizar a rede actual de cuidados primários, redistribuindo e reorganizando as urgências dos centros de saúde, face às novas acessibilidades” é outra das prioridades realçadas. Releva que será reforçado o investimento na prevenção primária contra a toxicodependência, melhorando as intervenções ao nível da reabilitação”.
Na área da habitação social, o Governo Regional vai prosseguir a política seguida nos últimos anos “para resolver os graves problemas de carência habitacional que caracterizavam a região”, apoiando a construção directa ou aquisição de fogos para arrendamento, além das iniciativas para a revitalização e reabilitação do parque habitacional público e privado.
“Fomentar a habitação social, destinada ao arrendamento pelos agregados familiares com menos recursos económicos e carências habitacionais mais imediatas” é outra das metas inscritas, o que passa, entre outros aspectos, pelo alargamento do Programa de Recuperação de Imóveis Degradados (PRID).
Na área da segurança social e solidariedade, o PDES 2007-2013 determina o reforço de politicas e intervenção ao nível das infraestruturas de apoio para responder às necessidades nos diversos contextos de exclusão da região e “às crescentes exigências e necessidades da sociedade madeirense”.
Sustenta a necessidade de promover o “desenvolvimento integral das crianças e jovens mais vulneráveis ou em situação de risco social, mediante a dinamização de um programa preventivo de acompanhamento”, além da “qualificação das famílias de acolhimento para facilitar a sua interacção com os menores acolhidos”.
Aponta como outra prioridade a criação de “novos lares, de utilização temporária ou permanente, para idosos em situação de maior risco de perda de independência ou autonomia” e a dinamização de modalidades de intervenção social, o que pode ser alcançado com a criação de novos centros comunitários e beneficiação de estruturas de apoio aos “sem-abrigo.
Visa também o “aumento da capacidade dos centros de acolhimento temporário para assegurar a protecção e o apoio a mulheres vítimas de violência doméstica”, mais apoio para os deficientes e a prossecução de programas específicos, caso do Rendimento Social de Inserção e reforço de ajudas técnicas.




Jornal da Madeira

Radioterapia vai ter unidade de radiocirurgia

É anunciado a 3 de Fevereiro


A Unidade de Radioterapia do Funchal, que fez tratamentos a 450 doentes em 2009, prepara-se para acolher uma Unidade de RadioCirurgia. O anúncio deste investimento deverá ser feito em Fevereiro. Esta unidade poderá tratar, por exemplo, pequenos tumores crebrais que estejam alojados em locais difíceis de operação. A unidade vai funcionar em parceria com o Hospital Central do Funchal






A Unidade de Radioterapia do Funchal vai anunciar, a 3 de Fevereiro, a criação de uma Unidade de RadioCirurgia, a qual funcionará nas mesmas instalações, em Santa Rita. Trata-se de um investimento orçado em mais de 500 mil euros que tem por objectivo o de fazer o tratamento de «coisas relativamente pequenas». Ou seja, segundo disse ao JORNAL da MADEIRA, o responsável daquela Unidade de Radioterapia, Guy Vieira, poderá tratar, por exemplo, pequenos tumores cerebrais que estejam em locais difíceis de ser operados. Para a concretização deste tipo de tratamentos, a Unidade de Radioterapia contará com uma parceria com o Hospital Central do Funchal.
Entretanto, Guy Vieira diz-nos que em 2009, foram tratadas, na Unidade de Radioterpaia do Funchal, cerca de 450 pessoas. O balanço, como é óbvio, só pode ser positivo, não só por causa dos gastos que se deixa de ter com a deslocação dos doentes para território continental, como também devido ao facto de os mesmos não serem obrigados a deslocar-se para um ambiente que desconhecem.
«As pessoas da Madeira não precisam de sair do seu meio e gastam aqui, na Unidade de Radioterapia, pouco mais de 10 minutos», explica Guy Vieira, o qual acrescenta ainda que não há lista de espera para fazer radioterapia na Madeira. A Unidade de Radioterapia possui dois aceleradores lineares. Este tipo de tratamento era feito, em tempos idos, com máquinas de raixo x. Houve uma evolução para a utilização de bombas de cobalto.
Actualmente, utiliza-se a mais moderna tecnolologia com aceleradores lineares, os quais permitem um tratamento mais eficaz e seguro.
Na Unidade de Radioterapia do Funchal, que foi inaugurada há cerca de um ano, trabalham dois médicos, dois físicos, 8 técnicos de radioterapia, 3 auxiliares e 3 recepcionistas. Esta equipa está ligada à Radioterapia propriamente dita. Já no que se refere à Medicina Nuclear, há ainda ao serviço um técnico e três especialistas que, não sendo da Madeira, vão rodando nas suas deslocações à Região.
Não se pense que os utentes da Unidade de Radioterapia do Funchal são todos doentes oncológicos. No entanto, a larga maioria o é, sendo que por ali passam pessoas com todo o tipo de cancro.
O cancro mais comum a ser tratado naquela unidade é o conhecido por “cabe-pescoço”, e que está associado, embora haja excepções, como é óbvio, aos problemas de alcoolismo.
Guy Vieira admite, também, que há cada vez mais jovens vítimas de cancro. Este tipo de serviços, como a Unidade de Radioterapia do Funchal, não é frequentado, ao contrário do que se possa pensar, por gente menos nova. A verdade é que as doenças oncológicas estão a afectar cada vez mais, pessoas em tenra idade. No entanto, também é verdade que os tratamentos existentes são cada vez mais eficazes pelo que o doente não deve nunca baixar os braços.


Radioterapia sem radiações a mais, garante Guy Vieira

Recentemente, um artigo publicado num jornal nacional dava conta de que há médicos que mandam fazer exames a mais, pondo os doentes sujeitos a radiação excessiva. Instado a comentar esta matéria, Guy Vieira diz que em termos de radioterapia, «está tudo contabilizado para ser a dose certa».
«Antes de tratarmos qualquer doente, fazemos o teste dosemétrico. Se a máquina não estiver calibrada, não tratamos ninguém», garante o responsável da Unidade de Radioterapia do Funchal.
Este teste é feito diariamente.
Para além disso, de três em três meses, a máquina é aberta e alvo de uma profunda revisão».
Guy Vieira lembra que os tratamentos são milimétricos, sendo que a margem dada para afectar o menos de tecido possível é sempre cumprida à risca.




Jornal da Madeira

sábado, 16 de janeiro de 2010

Porto Santo é estância singular de saúde natural no mundo

João Baptista demonstra em Lisboa








O Porto Santo distingue-se das demais ilhas dos arquipélagos da Macaronésia e de outras que o madeirense João Baptista e os seus pares têm estudado pelo mundo como um destino de saúde. Esta foi uma das ideias chave que procurou passar ontem em Lisboa na conferência que proferiu no âmbito da Bolsa de Turismo de Lisboa. Uma conferência que teve como tema “Ilha do Porto Santo: Estância singular de saúde natural”, partilhada com Celso de Sousa Figueiredo Gomes, Professor catedrático, investigador do Centro GEOBIOTEC da Universidade de Aveiro.
O especialista acentua que a ideia central da conferência visou apresentar os factores justificativos do chavão atribuído recentemente ao Porto Santo por si e pelo Professor Celso de Sousa Figueiredo Gomes: «Estância singular de saúde natural».
Entre os factores justificativos destaca o aproveitamento desde há dois séculos da areia carbonatada biogenética. Na prática, a areia da ilha «conhecida pelo seu uso em tratamentos de doenças de foro reumático, ortopédico e fisiátrico».
Recorda que este conhecimento empírico proporcionou depois um outro mais técnico, científico e clínico, que resultou na construção da «primeira e única clínica mundial que se conhece de geo-medicina com tratamentos de areia, que é o Geo Medicine Center Spa do Hotel do Porto Santo.
Além da areia, João Baptista (Doutor engenheiro, investigador do Centro GEOBIOTEC, da Universidade de Aveiro) e Celso Gomes abordaram a vertente da argila do Porto Santo, mais conhecida por salão, massapez, que também tem aplicações medicinais, «não só aplicado directamente sobre o corpo humano como na sua utilização em produtos dermo-cosméticos com fins medicinais», que ontem foram mostrados no stand da Madeira e que continuarão até o final da feira, no domingo.
Outro recurso que mereceu abordagem foi a água. A do mar e a de nascente, fazendo sobressair as diferenças em comparação com outros a nível nacional. Neste domínio aponta o bronzeado característico que os banhistas obtêm após uma época balnear na ilha. Explica que está relacionado com a quantidade anormalmente elevada que as águas do mar d Porto Santo têm relativamente a outras águas-padrão a nível mundial.
No que respeita à água mineral natural , bicarbonatada cálcica, foi, durante muitos anos, engarrafada numa unidade industrial na ilha, a Casa das Águas, na zona da Fontinha, e na zona das Lombas. Lembra, a propósito que há um projecto em curso para a transformação da antiga Casa das águas num espaço museológico sendo que, na área envolvente, surgirão residências com características distintivas.
Na conferência foram igualmente abordados os parâmetros climáticos do Porto Santo referentes aos últimos 30 anos, com medições a nível itens como a temperatura, a insolação e a precipitação, e a influência que tem no bem-estar das pessoas.
E, finalmente, fez a ponte para uma conferência que João Baptista realizará hoje na BTL, com o tema “Património geológico da ilha do Porto Santo: Cultura, Turismo e Meio Ambiente”. Um conferência que irá partilhar igualmente com Celso de Sousa Figueiredo Gomes, e ainda com Jorge Hamilton de Andrade e Cardoso Gomes.
Quanto ao facto de todos estes factores poderem ser distintivos para o destino turístico Porto Santo reconhece que o chavão que introduziram evoluiu ao longo do tempo.
Recorda que em 1920 o médico Nuno Silvestre Teixeira foi a pessoa a divulgar as potencialidades terapêuticas dos recursos naturais da ilha.
Em 2006, no livro que lançou com o Professor Celso Gomes “Os minerais e a saúde humana: Benefícios e riscos”. O chavão daí resultante foi “Ilha do Porto Santo, resort de saúde natural”.
E agora evoluíram para «Estância singular de saúde natural».
À questão se esta é uma realidade que o Porto Santo tem de promover responde de imediato que sim. «Os recursos naturais sempre existiram. Ninguém os inventou. O que fizemos foi, ter a capacidade, através de conhecimento, investigar o porquê. Há que tirar partido».
No que se refere à clínica existente na ilha diz que tem muita procura por turistas internacionais e inclusivamente muitos portugueses. Não obstante entende que existem aspectos que têm de ser corrigidos, nomeadamente em matéria de transportes aéreo e marítimo.
Em jeito de remate, apenas sublinhar que a procura pela conferência não foi muito acentuada.
Durante o dia de ontem João Egídio fez arranjos florais e houve lugar a aplicação tópica de produtos dermo-cosméticos com fins medicinais, conforme se pode ver numa das imagens.


Jornal da Madeira

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Hospital privado do MMC conta 7 novas propostas

Depois de esgotada a possibilidade de avançar com a HPP e os Espanhóis da USP







O grupo “Madeira + Saúde” continua no mercado nacional e internacional à procura de novos parceiros para a construção de um hospital privado na Região. Goradas que estão as negociações com o grupo nacional HPP (Caixa Geral de Depósitos) e com os espanhóis USP Hospitales, devido a divergências entre ambos, neste momento existem já sete novas propostas para levar por diante o projecto, sendo que aquela que mais cativa os responsáveis pelas clínicas Madeira Medical Center é portuguesa.



O projecto de construção do novo hospital privado do grupo madeirense “Madeira + Saúde” (detentor das clínicas Madeira Medical Center) sofreu um revés, em virtude das divergências entre o Grupo espanhol USP Hospitales e a HPP Saúde (Caixa Geral de Depósitos). No entanto, os responsáveis pelo MMC mantêm-se firmes e determinados em avançar com a construção desta unidade hospitalar, estando neste momento no terreno à procura de novos parceiros nacionais ou internacionais para a sua concretização.
Neste momento, são sete as novas propostas que estão em cima da mesa para análise, mas há uma que reúne, para já, aquelas que são as aspirações do grupo no que toca ao futuro hospital João Gonçalves Zarco.

Novidades no final do primeiro trimestre

Isto mesmo foi ontem avançado ao JM por Júlio Castro Fernandes, administrador do Grupo madeirense, que, todavia, assegura que o projecto é para avançar, mas que só continuará a fazer sentido se integrado num grupo mundial ou nacional de renome e não de forma isolada. «Estamos, neste momento, numa segunda fase de negociações. O processo está entregue à Deloight, que são os nossos consultores, e temos já mais de meia dúzia de grupos interessados, já com propostas para avançar. Vamos continuar a negociação e penso que no final do primeiro trimestre teremos novidades», adiantou.
«Estamos a considerar quatro grupos nacionais e três internacionais, de sectores diferentes. Uns com componente mais hospitalar, outros dedicados à saúde e turismo, mas também à imagem. O que nós queremos é associar este projecto a uma marca nacional ou internacional de prestígio na parte hospitalar para poder ter uma rede», acrescentou o mesmo responsável.
Afirma ainda que o futuro do novo hospital privado vai depender do parceiro. «Pode ser na vertente da cardiologia, ou na medicina estética. Vai depender do perfil do parceiro seleccionado», disse, destacando ainda que há um projecto que, «talvez seja o mais viável», proveniente de um grupo português.


Negócio fechado desde Novembro de 2008
O acordo definitivo de parceria entre o grupo CGD, que controla a Hospitais Privados de Portugal (HPP) e a USP Hospitales, um dos maiores grupos espanhóis do mercado da saúde privada, foi assinado em Junho de 2007. O grupo estatal, através da Caixa de Seguros, ficou então com 10 por cento no grupo espanhol USP, e os espanhóis da USF passaram a deter 25 por cento da HPP. Entretanto, avançaram as negociações para a integração do Madeira + Saúde no Grupo nacional, por sua vez associado ao espanhol, sendo que o acordo incluía já a construção do novo hospital privado projectado pelo grupo madeirense.
Só que as prioridades em tempo de crise foram levando a um desinteresse no projecto, razão pela qual a Madeira + Saúde saiu para o mercado à procura de novos parceiros. Em declarações, ontem, ao JM, Júlio Castro Fernandes, administrador do Grupo, lamenta o ocorrido até porque, recorda, o negócio estava praticamente concluído desde Novembro de 2008. Porém, logo no início do ano seguinte, explica, «começamos a aperceber-nos que a situação não estava a correr bem», muito por força da crise financeira mundial que, por um lado, levou a Caixa Geral a parar com o investimento na saúde e, por outro lado, criou dificuldades à USP. «Era mais pelos espanhóis do que propriamente pelo HPP, que queríamos fazer o negócio. Eles tinham 28 hospitais e são uma rede que nos interessava para enquadrar isto na perspectiva que queremos, que é o do turismo de saúde», explicou aquele responsável.




Jornal da Madeira

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Marcação de consultas através da Internet

Para os hospitais e centros de saúde da Região




Até final do mandato da actual administração do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira as consultas poderão ser marcadas “on-line”. Almada Cardoso, presidente do SESARAM, diz que o projecto está em fase inicial, mas confirma que é para levar a efeito até finais de 2011. Paralelamente, também os utentes vão poder, no futuro, acompanhar as listas de espera para cirurgias através da internet.


O Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESAEAM) vai, até final deste mandato, colocar em prática um projecto que passa pela marcação de consultas através da Internet, anunciou ao JM o presidente daquele organismo, Almada Cardoso.
Ou seja, os utentes poderão marcar “on-line” a sua consulta, quando o projecto estiver concluído, a partir das suas casas ou postos de trabalho ou ainda dos gabinetes multimédia disponibilizados pela autarquia.
Mas, conforme enfatiza o presidente do SESARAM, o projecto permitirá ainda aos utentes do Serviço Regional de Saúde consultar o seu processo de consulta, desde confirmações de hora a adiamentos ou antecipação da mesma.
Por outro lado, aquele organismo está a estudar a implantação de um projecto em vigor em alguns hospitais nacionais, que permite às pessoas inscritas para cirurgia acompanharem a sua posição na lista de espera.
Este é também um projecto para avançar durante o mandato da actual administração do SESARAM.
O Ministério da Saúde anunciou, em finais de Dezembro, que as pessoas inscritas para cirurgias podem a partir de hoje consultar na Internet a sua posição na lista de espera e saber quanto falta para serem operadas.
Segundo o Governo da República, o Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (e-SIGIC) possibilita «conhecer a posição que ocupa na lista, bem como o tempo dentro do qual será realizada a intervenção cirúrgica».
Para consultar o e-SIGIC, é preciso registar-se no Portal da Saúde com o número de utente, que dá direito a uma palavra-passe que permite consultar o processo. Nesta lista, estão inscritos com indicação para intervenção cirúrgica cerca de 170 mil doentes, adiantou recentemente a ministra da Saúde.
Na Madeira, as listas de espera afectam, conforme noticiou recentemente o JM, a cirurgia plástica, a cirurgia vascular (na parte de varizes, porque na parte arterial não há) e na otorrinolaringologia também (aqui sobretudo ao nível de amígdalas). Uma situação que poderá ser atenuada, em muito, com uma segunda sala de cirurgia de ambulatório, que será lançada no próximo ano, conforme o JM também já noticiou
Segundo Almada Cardoso já afirmou, «as listas existem nas cirurgias onde há menor risco de vida ou perda de qualidade de vida».
Aquele responsável dá, em contrapartida, o exemplo da cirurgia oncológica, onde um paciente é operado, em média, duas semanas depois de entrar na lista, «ou seja muito abaixo da média nacional, que é de três meses em várias regiões e de 1,5 meses numa ou noutra região».



Jornal da Madeira

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Governo cria quatro residências assistidas

No âmbito do Plano Gerontológico da Região Autónoma da Madeira







O secretário regional dos Assuntos Sociais disse ontem, na Calheta, que a Região deverá contar, já no próximo ano, com quatro residências assistidas, unidades destinadas a apoiar a terceira idade, de uma forma mais integrada no meio de onde são originários.
Segundo Francisco Jardim Ramos, trata-se de uma medida que consta do Plano Gerontológico da Região Autónoma da Madeira, que é pioneira em Portugal, que consiste na criação de residências assistidas, «para que os idosos que sempre viveram no seu cantinho, possam continuar a viver».
Estas residências assistidas, tal como explicou o secretário regional dos Assuntos Sociais, «são casas de proximidade, para que, junto da sua família, junto dos seus vizinhos, possam continuar a viver em espaços mais pequenos dos que os lares e, por isso, muito mais humanizados».
Francisco Jardim Ramos disse ainda que, até ao final deste mandato, o Governo Regional irá construir um total de dez lares de terceira idade, o que, tal como afirmou, «significará à volta de mais 400 lugares para internamento em lar».
Porém, realçou Francisco Jardim Ramos, que não é vontade do Governo Regional «que todos os madeirenses fiquem a residir em lares. É por isso que nós estamos a reforçar o apoio ao domicílio, que neste momento presta auxílio a cerca de 3.500 pessoas da nossa Região».
De acordo com Francisco Jardim Ramos, neste momento, a Região tem cerca de 32 mil madeirenses com mais de 65 anos. Dos quais, conforme referiu o governante, 1.243 estão internados em lares. Também interessados em entrar para lares de terceira idade, tal como afirmou, estão outras cerca de 700 pessoas idosas.
Recorde-se que, tal como já noticiámos, de acordo com as previsões demográficas, em 2050, o número de madeirenses com mais de 65 anos deverá rondar os 57,44% da população residente, mais do dobro do que existe actualmente, que pouco passa dos 15%. Esta é, também por isso, uma matéria que tem merecido especial atenção por parte das entidades regionais do sector da saúde e da segurança social.
Aliás, o próprio Plano Gerontológico da Região Autónoma da Madeira para o quadriénio 2009/ 2013 — que tem como lema “Viver mais, Viver melhor” —, que foi apresentado este ano, é já revelador da atenção que esta problemática tem merecido pelo Executivo madeirense, definindo uma estratégia e uma actuação intersectorial e multidisciplinar, sempre com o objectivo de promover a saúde e o bem-estar dos idosos.
Conforme foi referido na altura da sua apresentação, o Plano Gerontológico da Região Autónoma da Madeira está dividido em três grandes eixos de intervenção: o envelhecimento activo, as dependências e segurança e ainda a capacitação e formação específica.


Jornal da Madeira

Dificuldades de licenciamento de farmácias é inconcebível

Jardim Ramos disse ontem na tomada de posse dos novos corpos da OF


Francisco Jardim Ramos considerou ontem «inconcebível» as dificuldades que existem para o licenciamento de farmácias. O secretário regional dos Assuntos Sociais, que presidia à cerimónia de tomada de posse da nova direcção da Delegação Regional da Ordem dos Farmacêuticos, garantiu todo o apoio político e institucional do Governo Regional à referida Ordem para que esta matéria seja alterada.





O secretário regional dos Assuntos Sociais disse ontem que o Governo Regional tem encontrado lacunas e dificuldades no licenciamento da titularidade farmácias. Situação que considerou «inconcebível». Frisando que o Executivo regional não subscreve esta forma de atribuição de alvará, Francisco Jardim Ramos garantiu ao bastonário da Ordem dos Farmacêuticos todo o apoio político-institucional para que esta situação possa ser alterada.
O secretário regional dos Assuntos Sociais falava na cerimónia de tomada de posse da Delegação Regional da Ordem dos Farmacêuticos, onde esteve presente o bastonário da referida Ordem, Carlos Maurício Barbosa, que, no seu discurso, tinha anunciado que um dos seus propósitos será o de propor à Assembleia da República nova legislação sobre o licenciamento de farmácias comunitárias.
Carlos Barbosa disse, também, que uma das prioridades da Ordem será o de propor legislação sobre a carreira de farmacêutico no Serviço Nacional de Saúde.
Quanto ao licenciamento de farmácias comunitárias, o bastonário disse que irá apresentar propostas no sentido de que os mesmos sejam atribuídos segundo critérios geográficos e demográficos. A melhor forma, conforme acrescentou, de garantir um melhor serviço ao utente. Considerando que o alvará de uma farmácia é «um bem público», Carlos Maurício Barbosa acrescentou que irá também lutar pela maior acessibilidade do doente ao medicamento. Neste contexto, a sua pretensão é a de que seja atribuído ao cidadão o direito à livre decisão sobre o medicamento que prefere, quer seja genérico ou de marca.
Esta opção, conforme acrescentou, significará uma poupança para os cofres do Estado e para o próprio utente.
A possibilidade de os cidadãos poderem fazer análises em farmácias é outro dos propósitos do bastonário desta classe.
No que respeita às farmácias hospitalares, Carlos Maurício Barbosa congratulou-se pelo facto de a Região não ter seguido o modelo praticado no Continente, o qual, ao fim deste tempo de aplicação, provou não ter cumprido o objectivo. Nesse contexto, Carlos Maurício Barbosa disse que irá propor um novo modelo, baseado na premissa de que sejam oferecidos pelo hospital os medicamentos para as primeiras 24 ou 48 horas, devendo o utente, posteriormente, ir à farmácia comunitária comprar os medicamentos que lhe foram receitados.
A este propósito, o secretário regional dos Assuntos Sociais disse que não foi por acaso que a Região não adoptou o sistema das farmácias hospitalares.
Francisco Jardim Ramos defendeu que a opção foi tomada por se considerar que o utente madeirense tem confiança no seu farmacêutico, o que leva a que se fidelize na “sua” farmácia.
Dirigindo-se ao novo dirigente da Delegação Regional da Ordem dos Farmacêuticos, João Cerqueira, o secretário regional dos Assuntos Sociais manifestou a esperança de que a nova Direcção prossiga a senda de bom relacionamento institucional que Paulo Sousa, que agora foi substituído naquele cargo, sempre manteve com as entidades regionais.
Francisco Jardim Ramos defendeu que o serviço farmacêutico é de «grande relevância e deve ser acarinhado».
Melhorar e agilizar a comunicação com os membros da Delegação regional foi uma das metas traçadas ontem por João Cerqueira.


Jornal da Madeira

domingo, 13 de dezembro de 2009

Casa nova em 2010

Abraço confiante no projecto para albergar crianças afectadas pela SIDA na Madeira








”A Abraço está confiante de que, a 1 de Dezembro de 2010, vai ser possível abrir as portas da “Casa Ser Criança”, no Funchal. O espaço destina-se a albergar crianças afectadas pelo síndrome do VIH/SIDA.
Para tal, esta Instituição Particular de Solidariedade Social de prestação de serviços na área da SIDA arrancou, em Setembro deste ano com a 1.ª Campanha de Recolha e Reciclagem de Cabos Eléctricos nos centros comerciais Dolce Vita, com o objectivo de angariar fundos para a construção desta casa.
O espaço já foi cedido pelo Governo Regional, agora é necessário proceder à sua reconstrução e adaptação. Para tal, são precisos 500 mil euros, disse, ontem, no Funchal, a responsável da Abraço a nível nacional, Margarida Martins.
Para tal, foi desencadeada esta campanha que visa a recolha de cabos usados de electrodomésticos, carregadores de telemóveis e de equipamento informático para posterior reciclagem e extracção do cobre.
A campanha é para continuar. Margarida Martins salientou que “é muito fácil colaborar, é só recolher os cabos” o que, para além de “limpar a casa, estamos a ajudar a fazer uma reciclagem na Região”.
Os CTT estão a colaborar no projecto, ao ceder de uma forma gratuita as caixas e o envio do material para reciclagem, para Lisboa tendo adiantado que, recentemente, foram enviadas 40 caixas da Madeira.
A responsável deixou um apelo à solidariedade das empresas e da sociedade civil no sentido de levar a “bom porto este projecto”, de forma a que no dia 1 de Dezembro de 2010 possa estar pronta a “Casa Ser Criança”.
Há três anos que a Abraço anseia realizar este sonho mas não tem conseguido. “O projecto é caro e é com tristeza que não consigo o apoio que queria”, lamentou a responsável da associação.
Desde há dois anos que o projecto conta com o apoio do Governo Regional, através da Secretaria Regional dos Assuntos Sociais.

“Um dos melhores projectos ao nível do país”

Margarida Martins garantiu que “este é um dos melhores da Abraço ao nível do país, através do qual tem sido possível um sucesso escolar de 95%, o que é muito para estas crianças com baixa auto-estima”.
No caso da Madeira, mostrou-se satisfeita por ver os jovens ligados à associação, estarem integrados na sociedade, a seguirem a sua vida normal, uns já casaram e têm filhos.
O presidente do Instituto de Administração da Saúde da Madeira (IA-SAÚDE) enalteceu o trabalho que tem vindo a ser feito pela Abraço na Madeira e dos seus voluntários.
De acordo com Maurício Melim, “para quem lida com a infecção do VIH/SIDA é importante o afecto dos voluntários” tendo reiterado que “é preciso investir muito nas crianças”.
Salientou o facto desta instituição ter a “preocupação de valorizar as pessoas” dado que “por vezes é difícil ajudar e colocar esperança na vida” mas que “a Abraço e os voluntários têm conseguido mostrar que é possível”.
Maurício Melim deixou um apelo para que a população colabore nesta campanha ao frisar que “todos somos poucos para realizar este sonho”.
No que diz respeito ao antigo espaço onde a associação se encontrava, salientou que a Abraçou soube “rentabilizar bem”.
Roberto Xavier, director adjunto do Centro Comercial Dolce Vita no Funchal explicou que a adesão deste espaço a esta campanha decorre no âmbito do seu projecto de sustentabilidade, em prol da causa ambiental.
De tal forma que a campanha vai ser relançada tendo manifestado a intenção de que haja uma “forte mobilização local”.


Jornal da Madeira

domingo, 6 de dezembro de 2009

Vacina disponível para todos

Director clínico dá ordem para vacinar todas as pessoas com credencial médica
Data: 06-12-2009




As duas mil doses disponíveis não dão para muito, mas Miguel Ferreira deu ordens aos centros de saúde para vacinar contra a Gripe A todas as pessoas que apresentem uma credencial médica. "Não quero saber se são ou não dos grupos prioritários, nem quero ouvir falar de questões burocráticas, de que é preciso marcação. Se souber de casos em que os profissionais de saúde recusaram aplicar a vacina vou abrir processos disciplinares".

O director clínico do Serviço de Saúde entende que só assim, com um maior número de pessoas protegidas contra a infecção do H1N1, se poderá controlar a epidemia. "Não concordo com essa história de circunscrever a vacinação a uns grupos e tenho passado credenciais aos utentes que me pediram. E considero uma irresponsabilidade, uma atitude própria do Terceiro Mundo as desconfianças de alguns médicos em relação à vacina".

Os médicos, explica, podem ter a sua opinião, podem até recusar levar a vacina, mas não devem, contra todas as recomendações da Organização Mundial de Saúde, da Direcção Geral de Saúde, confundir os seus doentes. "De quem será a responsabilidade se houver contágio e a doença for fulminante?" Para Miguel Ferreira, no momento, a melhor solução é a vacina e só lamenta que as doses disponíveis não cheguem para mais pessoas. Actualmente há na Madeira duas mil doses (muitas pessoas dos grupos prioritários recusaram a vacina) e devem chegar mais duas mil. Os centros de saúde têm ordens para aplicar a 'Pandermix' a todos os utentes que apresentem uma credencial assinada por um médico. A indicação é para cumprir enquanto houver doses disponíveis. O director clínico não quer que aconteça o mesmo que no continente, onde as vacinas estão sem uso e no fim do prazo de validade.

"Estas resistências não se admitem nos dias de hoje. E não me venham com a história de que a vacina foi rápida e não teve tempo para testes. A verdade é que não se pode comparar a tecnologia e os conhecimentos actuais com os que existiam há 30 ou 40 anos". Miguel Ferreira, que foi o primeiro a ser vacinado na Madeira, também não percebe porque razão os profissionais de saúde preferem trabalhar de máscara a levar a vacina.

"O que é importante que se entenda é que esta gripe está aí e tem uma taxa de mortalidade. Só numa semana morreram seis pessoas em Portugal e a única maneira de controlar a epidemia, de evitar o contágio ainda é a vacina". Até porque os meios do Serviço de Saúde para acudir a um surto de casos graves de Gripe A são limitados. O SESARAM tem 10 ventiladores operacionais, três deles comprados recentemente e os serviços podem, em situação extrema, recorrer aos ventiladores das salas de cirurgia.

Estes equipamentos são essenciais para os casos complicados de Gripe A, os que degeneram em pneumonia e obrigam os doentes a ficar ligados às máquinas por três ou quatro semanas. "Não temos meios económicos para comprar mais, tal como nenhum outro sistema está preparado para uma situação de emergência em larga escala". Nem aqui na Madeira, nem no Reino Unido.

Miguel Ferreira volta a insistir que, perante a Gripe A, a atitude mais acertada e correcta é a mesmo a vacina. "Volto a insistir, a gripe está aí, já fez mortes e a Organização Mundial de Saúde garante que o melhor é a vacinação, é a única forma de controlar o contágio. E é também por isso que dei ordens para vacinar todos desde que apresentem a tal credencial do médico".


DN Madeira

sábado, 28 de novembro de 2009

Nova farmácia abre na Ajuda (Funchal)



Data: 28-11-2009

Abriu a nova Farmácia da Ajuda, que vem proporcionar um moderno serviço farmacêutico à zona da Ajuda, na freguesia de S. Martinho.

Situada no Edifício Monumental Palace II, por detrás do Centro Comercial Forum Madeira, e junto às lojas CR7 e Frutas e Legumes, terá um horário de funcionamento entre as 8h30 e as 21h00 de segunda a sábado. Aos domingos e feriados a farmácia funcionará entre as 8h30 e as 14h00.

Em termos de organização, esta apostou nos mais recentes padrões funcionais, prestando um vasto conjunto de serviços farmacêuticos. Uma farmácia dinâmica e atenta à comunidade.

Com o objectivo de consolidar a farmácia como espaço de eleição da população no âmbito da saúde e bem estar, o novo espaço oferece aos seus utentes um atendimento personalizado e especializado, sempre aliado à prestação de serviços farmacêuticos tais como: medição dos níveis de glicemia, colesterol, triglicéridos, IMC, peso e tensão arterial, administração de vacinas e medicamentos.

Por outro lado, a Farmácia da Ajuda está preparada para o fornecimento de medicamentos manipulados, também prestará apoio de outras áreas como a reflexologia, chair massage, nutricionismo e testes de intolerância alimentar. Futuramente, novos serviços poderão integrar a lista de opções, acompanhando a evolução e inovação do sector.

A Farmácia da Ajuda, cuja denominação substitui a Farmácia Fernandes, transferiu-se para esta nova área comercial da cidade, como forma de oferecer aos seus utentes mais espaço para o seu funcionamento e melhor estacionamento. Houve a intenção de juntar, a um serviço de qualidade, um espaço moderno, agradável e valorizado pela sua arquitectura de interiores que foi da responsabilidade do arquitecto Giano Gonçalves, em associação com a loja de decoração de interiores Ana D'Arfet.


DN Madeira

Cirurgia de ambulatório terá segunda sala de operações (Funchal)

SESARAM anuncia para 2010 e realça 762 operações daquele tipo no 1º semestre deste ano






A No primeiro semestre deste ano, foram efectuadas 762 cirurgias do ambulatório, mais 159 do que as verificadas (603) em igual período do ano passado, disse, ao JM, o presidente do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM).
Almada Cardoso sublinha as expectativas apontam para um crescimento gradual daquele tipo de cirurgias e abrangendo cada vez mais valências médicas.
Neste sentido, enaltece que «a cirurgia ambulatória vai, sobretudo, aumentar bastante (ajudando também a combater o fenómeno das listas de espera, já que muitas das cirurgias resolvem-se no ambulatório) quando o SESARAM tiver uma segunda sala de cirurgia ambulatória a funcionar».
«Até final deste ano, deveremos ter lançado o concurso para a criação dessa segunda sala de cirurgia, por forma a tê-la a funcionar durante o próximo ano, realçou o governante.
O nosso interlocutor destaca ainda que, no âmbito da cirurgia do ambulatório, «as valências que mais se têm destacado são a oftalmologia (sobretudo cataratas) e muita cirurgia abdominal (vesículas, colecistiectomias, colecistiotomias, apendicectomias, etc), que já envolve uma certa mobilização de meios».
«Isso implica muito menos dias de internamento (dois/três dias, em vez dos oito/nove de antigamente). Aliás, estes números estão patentes na diminuição do número médio de dias em que as pessoas estão internadas. A duração dos internamentos em cirurgia diminuiu; complementa.
De futuro, está certo, haverá cada vez mais especialidades médicas a aderir ao ambulatório: «A urologia (sobretudo as protesctomias) também já tem dimensão considerável. Tudo vai depender do treino que os médicos vão adquirindo, mas a tendência será generalizar ao máximo a cirurgia do ambulatório».
«Claro que há valências que não serão possíveis, como a ortopedia (em casos de traumas mais profundos) ou a própria neurologia cerebral, a par de outras cirurgias, como as que envolvem tumores. É uma operação que, no caso de tumores malignos, obriga a grandes explorações. A cirurgia laserescópica (que está inferida na cirurgia do ambulatório) é feita sempre com dois buracos: um onde entra o instrumento e o outro por entre sai a parte do órgão que é retirada). Nas cirurgias do tumor está subjacente uma grande exploração. Para já, há que colocar uma mão para explorar os órgãos afectados. Estou convencido que a cirurgia oncológica nunca será laserescópica. Mas, isto é só uma opinião», conclui.


Jornal da Madeira

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Funchal recebe a partir de hoje a reunião 'Portugal Implantologia'



Data: 27-11-2009

Entre hoje e domingo realiza-se no Pestana Grand Hotel no Funchal a reunião 'Portugal Implantologia - 2009'. Gil Caroto, médico dentista e presidente regional do congresso, diz que esta será a maior reunião de implantologistas jamais realizada na Região. Com congressistas nacionais e estrangeiros, "comprovadamente de altíssima qualidade e com uma comissão científica que abarca os melhores implantologistas do país".

No congresso serão debatidos todos os temas relacionados com a implantologia, sobretudo relacionados com a área mais técnica. "Vamos trazer especialistas ligados às Universidades, mas também vamos convidar clínicos", disse Gil Caroto ao DIÁRIO aquando da primeira divulgação do evento. Mais de 300 pessoas vão participar nesta edição do evento.

Ao longo do dia de hoje, primeiro dia da reunião anual que se iniciou em 2001 no norte de Portugal e que no ano passado teve lugar em Santiago de Compostela, entre as 9 e as 19 horas estão previstas 14 apresentações individuais. Amanhã, o dia será dedicado a conferências mais longas e, no domingo, após uma manhã de cursos práticos e 'workshops' terá lugar a cerimónia de encerramento da reunião e a entrega de prémios no âmbito do evento.


DN Madeira

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Triagem no Aeroporto contra a Gripe A em breve



Data: 25-11-2009

Em breve, será criada, no Aeroporto da Madeira, uma Linha de Triagem contra a Gripe A. O anúncio foi feito, ontem de manhã, pelo presidente do Instituto da Administração da Saúde e Assuntos Sociais (IASAÚDE), Maurício Melim, no seminário 'Avaliação de Riscos - Novos Riscos: A Gripe A', onde também aproveitou para expressar preocupação face ao facto de muitas pessoas não estarem a respeitar as medidas para evitar a propagação do vírus na Região.

O responsável disse que a direcção do Aeroporto da Madeira já adquiriu os sensores que deverão ser usados para detectar variações de temperatura nos passageiros. A par desta situação, já foi dada também formação aos técnicos de saúde.

Maurício Melim fez questão de frisar que as orientações dadas pelas entidades de Saúde Pública "devem ser seguidas", apontando que não é necessário entrar em alarmismos, mas que o bom senso determine o cumprimento das normas. "Temos de ter o dever cívico de evitar a propagação da gripe", recordou, referindo que constitui "um problema" o facto de as pessoas não levarem a sério o que é aconselhado.

O presidente do IASAÚDE disse ainda que as pessoas continuam sem atenção e "levam as crianças às escolas" mesmo quando apresentam sintomas de gripe. Por outro lado, frisa também que há adultos a frequentar os locais de trabalho nas mesmas condições, acrescentando que a Região continua a procurar "um equilíbrio" entre a fases de contenção e a actual etapa de mitigação, embora haja necessidade de passar para esta segunda, onde irão concentrar-se apenas nos casos mais graves.

Acidentes de trabalho decrescem na região

Ontem de manhã, na sessão de abertura do seminário, o secretário regional dos Recursos Humanos, Brazão de Castro, apontou que, de acordo com dados disponibilizados pela Inspecção Regional de Trabalho, entre 2000 e 2008 se registou um "acentuado decréscimo" no número de acidentes de trabalho mortais na Região, passando de 10, em 2000, para 4, no ano passado.

Ao nível dos grandes sectores de actividade, a construção civil regista o maior número de ocorrências, ao concentrar mais de um terço dos acidentes, também não mortais ou com alguma gravidade.

O número de acidentes não mortais diminuiu em cerca de 1,7% entre 2000 e 2006.


DN Madeira

Médicos de família para todos num prazo de três anos (Madeira)

Almada Cardoso garante


Toda a Região estará servida de médicos de família dentro de dois ou três anos, garante ao JORNAL da MADEIRA o presidente do Serviço de Saúde da RAM. Almada Cardoso lembra que as faltas estão a ser colmatadas, aos poucos e poucos. Este ano, como já é do conhecimento público, entram em formação dez novos especialistas. A outro nível, aquele responsável assevera que todos os centros de saúde da RAM serão avaliados em termos de certificação de qualidade.





Almada Cardoso diz que, dentro de dois a três anos, a Madeira deverá ter médicos de família para toda a gente, face aos esforços que o Serviço de Saúde da RAM está a desenvolver nesse sentido.
O presidente do SESARAM assume que a Região, presentemente, não tem médicos de família para toda a gente.
«Cerca de metade dos utentes não têm médico de família, apesar de durante o próximo ano a situação ir melhorar substancialmente, porque vários médicos vão acabar, a nível nacional, a especialidade. E conseguimos dez vagas de internato em Medicina Geral e Familiar, para serem cumpridas cá», recorda.
O nosso interlocutor destaca que aqueles médicos vão ser incorporados nos centros de saúde. E enaltece: «Tal deve-se aos médicos mais velhos, que se predispuseram a dar formação a esses mesmos novos médicos. Há um esforço muito grande por parte daqueles, porque sem tutor não pode haver formação nem capacidade formativa. O Colégio de Medicina Familiar da Ordem dos Médicos tem-nos concedido essa capacidade de formação e isso é devido ao esforço dos médicos mais velhos, que têm aceitado treiná-los, o que tem permitido uma formação mais elevada».
Almada Cardoso sublinha ainda que a Secretaria Regional dos Assuntos Sociais, através do SESARAM, está a formar equipas de saúde, liderada por um médico e com duas enfermeiras. «Uma para fazer a avaliação da enfermagem ao nível da pré-consulta médica e outra para fazer as visitas domiciliárias. Tudo isto orientado pelo médico de família», acrescenta.
O nosso interlocutor sublinha ainda que «houve a grande reorganização dos centros de saúde, que foi o funcionamento por agrupamentos».
«Neste momento, está-se a passar à certificação de qualidade de centros de saúde, através do King's Found Health Quality Services, que também certifica o Hospital. Os seus técnicos já vieram numa primeira visita, fizeram um manual de qualidade, para ser aplicado em cinco centros de saúde (Porto Santo, São Vicente, Ribeira Brava, Machico e Caniço). Mas as suas normas de qualidade serão depois estendidas, quando o processo inicial estiver concluído, a todos os centros de saúde da Região», complementa.
Quanto à beneficiação do Centro de Saúde do Bom Jesus, lembra que «há um rigor financeiro, com restrições orçamentais».
«Nós estamos a lançar essa obra. Já foi retirado de lá algum material antigo, desde turbinas a esterilizadoras, para organizar o espaço. Depois, iremos começar as obras. Já temos os planos funcionais e depois vamos avançar para os planos de arquitectura. Penso que até finais de 2010 poderemos arrancar com as obras», conclui.




Jornal da Madeira

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Eurest Portugal investe no Lar da Bela Vista

Setecentos mil euros aplicados na remodelação da cozinha





(A Medirest é a nova marca da Eurest para atendimento especializado em hospitais, clínicas e centros de 3ª idade. )




O Lar da Bela Vista, instituição pública dirigida pelo Centro de Segurança Social da Madeira, passa agora a ser fornecido pela Eurest, reforçando assim a sua carteira de clientes na área social.
Para garantir a saúde e a segurança dos seus clientes e colaboradores, a Eurest Portugal vai investir 700 mil euros na remodelação da cozinha do Lar da Bela Vista, onde serão confeccionadas mais de 1.200 refeições por dia, dirigidas aos utentes desta instituição.
O Lar da Bela Vista é uma Instituição Pública, que conta com um quadro pessoal de cerca de 30 pessoas e tem a seu cargo mais de 500 utentes, parte deles com autonomia reduzida.
A remodelação da cozinha desta instituição vai sofrer melhorias ao nível das infra-estruturas com o objectivo de proporcionar as melhores condições de trabalho aos seus colaboradores, para que o processo de confecção e fornecimento seja feito tendo em conta as normas de qualidade e segurança alimentar previstas pela norma ISO 22.000.
“Sempre que se justifica, a Eurest opta por efectuar obras nos espaços que não apresentem as condições necessárias para que os nossos colaboradores possam desempenhar o seu trabalho com qualidade e a segurança necessária. E a cozinha do Lar da Bela Vista é um desses casos.
O nosso objectivo é prestar serviços de restauração especializados e de qualidade excepcional com refeições saudáveis e equilibradas de acordo com o perfil dos nossos clientes”, referiu Henrique Leite, director-geral da Eurest Portugal.



Jornal da Madeira

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Mortalidade infantil mais baixa na Madeira

Relatório da Direcção-Geral de Saúde divulgado esta semana


Um relatório da Direcção-Geral de Saúde, divulgado esta semana, coloca a Madeira na frente das regiões com a taxa de mortalidade mais baixa. Entre 2007 e 2008, o número de óbitos infantis desceu mais de 300 por cento. O presidente do Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais considera este resultado muito bom e adianta algumas das razões que poderão ter contribuído para isso.





A Direcção-Geral de Saúde acaba de divulgar um relatório sobre a “Natalidade, Mortalidade Infantil, Fetal e Perinatal 2004-2008”, onde a Madeira aparece em grande destaque, precisamente, por ser a região do país onde o número de óbitos infantis baixou substancialmente, sobretudo quando comparados os resultados de 2007 com os do ano passado.
De acordo com os dados da Direcção-Geral de Saúde, a tendência nacional dos “óbitos infantis por residência das mães” é para uma descida acima dos três pontos percentuais, enquanto que, na Madeira, ao passar dos 13 casos em 2007 para os três ocorridos no ano passado, faz com que na Região se tenha verificado uma descida superior a 300 por cento.
Essa descida vai traduzir-se também num taxa de mortalidade infantil muito inferior à verificada no restante território nacional. Pois, na Madeira, a taxa é de 1,1 por cada mil nados-vivos, enquanto que, no continente, ela é de 3,3 e nos Açores é de 4,6 por cada mil nados-vivos.
Os dados referentes ao ano passado, são, de resto, um valor excepcional, se comparamos com a evolução dos dados referentes aos “óbitos infantis por residência das mães” nos últimos cinco anos. Entre 2004 e 2007, os valores têm oscilado entre os 10 e os 13 óbitos.
O presidente do Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais (IASAÚDE) considera que a taxa mortalidade registada em 2008 na Região é muito positiva. Maurício Melim recorda, no entanto, que este é um indicador que sofre muitas flutuações.
Para Maurício Melim, entre as razões possíveis para esta descida, está a queda da taxa mortalidade ao nível do neonatal (crianças que morrem com menos de 28 dias), que era de 2,6 e passou para, no último ano, 0,4.
Outros aspectos que, segundo o presidente do IASAÚDE, terão contribuído para que esta taxa tenha baixado foram, por um lado, um melhor diagnóstico pré-natal, mas também porque a capacidade de intervenção precoce também melhorou, assim como «acreditamos que possa ter havido uma maior procura precoce dos cuidados de saúde, neste caso saúde materna, ou seja, as mães procuram, cada vez mais cedo, os cuidados de saúde».


Madeira regista taxa baixa (6,3%) de prematuros

Em matéria de nascimentos prematuros, a Região também apresenta números que, em termos comparativos com o todo nacional, expressam um cenário mais favorável, com taxas na ordem dos 6,3% contra os 10% no País.
Em 2007, dos 2549 nascimentos, 160 foram prematuros, 71 foram assistidos na unidade de cuidados intensivos (19 tinham menos de 1500 gramas). No ano seguinte, 2008, registaram-se 2560 nascimentos, 163 prematuros, 74assistidos na unidadede cuidados intensivos, 26 com menos de 1400 gramas.
Em 2009, no primeiro semestre, já ocorreram 33 nascimentos prematuros.



Jornal da Madeira

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Calheta terá Centro mais cedo

Jardim acelera obras do novo Centro de Saúde e Segurança Social






A Calheta irá ter o seu novo Centro de Saúde e de Segurança Social mais cedo do que o previsto. É que foi decidido que as obras irão começar logo que possível, disse ontem Alberto João Jardim, no final da reunião entre o Governo Regional e a Câmara Municipal da Calheta, para análise do programa de obras do concelho, do qual, segundo o presidente do Governo Regional, 54 por cento está já concluído ou em vias de conclusão.
«Aqui foi ao contrário: tivemos que acelerar uma obra. Mandámos pôr, logo que possível, no terreno, que é a obra que é altamente prioritária para o concelho da Calheta. É, talvez, a mais prioritária, que é o novo Centro de Saúde e de Segurança Social», especificou o presidente do Executivo madeirense.
Conforme explicou, o antigo Centro de Saúde da Misericórdia da Calheta, mais conhecido pelo “hospital da Calheta” ou “Centro de Saúde da Misericórdia” encontra-se em situação muito deficiente.
«Por isso, é uma obra prioritária, que não estava prevista para os primeiros meses de 2010, mas que tem que avançar já», acrescentou.
Conforme disse, esta foi «a única decisão relevante» da reunião de ontem entre o Executivo regional e a vereação da Câmara Municipal da Calheta.
Quanto às restantes obras, Alberto João Jardim disse que «não há cortes», isto é, todas as que estavam previstas serão concretizadas.
«Nem sequer se alterou prazos que já tínhamos combinado na reunião do ano passado», concluiu.


Jornal da Madeira

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Nova farmácia abre em São Martinho


(fica em frente ao HiperSá)

Data: 16-11-2009

A freguesia de São Martinho dispõe agora de mais uma farmácia. Ontem de manhã, foi inaugurada a 'Farmácia São Martinho', situada em frente ao Hiper Sá.

A instalação desta farmácia no Caminho de São Martinho deriva de mais um pedido de transferência - o quarto, até ao momento -, ao abrigo da Portaria nº 1430/2007, que define os procedimentos de licenciamento de novas farmácias e a transferência da localização dos estabelecimentos. Na Região, a primeira farmácia a ser transferida foi a do Monte, que passou a ficar localizada no Centro Comercial Dolce Vita, com o nome de Farmácia Funchal. Na altura, esta transição não foi pacífica junto da população local.

Após esta mudança, houve mais transferências, como a da Farmácia da Penteada para o Caminho de Santo António e a da Farmácia Fernandes, da Rua do Gorgulho para o edifício Monumental Palace, na Rua Vale da Ajuda. Agora, a Farmácia Chafariz sai do largo com o mesmo nome, situado em pleno Funchal, e desloca-se para a freguesia de São Martinho.

DN Madeira