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domingo, 30 de maio de 2010

Nova gare marítima ascende a 12,8 milhões

Infra-estrutura é inaugurada amanhã







A nova gare marítima do porto do Funchal, um investimento de 12,8 milhões de euros, que será inaugurada amanhã marca uma viragem nas estruturas portuárias da região e será um “ícone” do turismo de cruzeiros da Madeira.
“Esta aposta é uma nova dinâmica, um novo futuro, um consolidar do que somos, das nossas raízes, aquilo que sempre fomos desde os Descobrimentos, um porto seguro”, disse à agência Lusa o responsável pela Administração dos Portos da Madeira (APRAM).
Bruno Freitas explicou que este projeto foi desencadeado em julho de 2008, representa um investimento de 12,8 milhões de euros, cofinanciado pelo Fundo de Coesão.
O projeto terá uma área de implantação de 3500 metros quadrados, tendo o terminal uma extensão de 160 metros lineares, sendo separado por duas áreas destinadas ao embarque e desembarque de passageiros, e dispõe ainda uma área de passadiço de 570 metros.
Inclui a ligação aos navios em porto através de um sistema de mangas adquirido pela APRAM que está em fase de construção e será entregue até final do ano, adiantou Bruno Freitas.
O presidente da APRAM destaca que a nova infraestrutura contribuirá para reforçar o posicionamento internacional do porto da capital madeirense no mercado dos cruzeiros, porque “neste momento é uma marca sobejamente conhecida, sendo “líder a nível nacional”.
“No primeiro quadrimestre de 2010, estamos a crescer acima dos dois dígitos em termos de escalas (12 por cento) e passageiros (17 por cento), o que significa que na conjuntura atual de recessão esta indústria está em franco crescimento”, sublinha.
Salienta que este é o “reflexo da promoção que tem sido feita” no exterior numa ação conjunta com os portos nacionais, mas pode crescer ainda mais, “a partir do momento que se consiga esbater a sazonalidade que caracteriza este período na zona do Atlântico”.
“A preocupação é consolidar o mercado de inverno, mas há duas áreas de negócio que podem ser potenciadas: aumentar número de escalas no verão e as operações de “turn around” na Madeira”, pois conjugando as estruturas portuárias com as ligações aéreas e o excelente parque hoteleiro da região é possível oferecer pacotes turísticos incluindo cruzeiros, argumentou.


Jornal da Madeira

sábado, 29 de maio de 2010

BEI empresta 75 milhões à EEM para 'energia verde'

Empréstimo deverá garantir abastecimento a mais de 135 mil clientes da Região
Data: 29-05-2010








Foi assinado ontem, em Lisboa, o empréstimo de 75 milhões de euros do Banco Europeu de Investimento (BEI) à Empresa de Electricidade da Madeira (EEM) para apoiar o programa de investimento na modernização das infra-estruturas de electricidade na Região Autónoma da Madeira, nomeadamente na melhoria da eficiência energética e maior aproveitamento da energia de fontes alternativas.

O contrato de financiamento contou com a rubrica do presidente da EEM, Rui Rebelo, e do vice-presidente do BEI, Carlos da Costa Silva, e foi divulgado em comunicado ontem à tarde no sítio do BEI na Internet.

"O BEI congratula-se por apoiar o programa da Electricidade da Madeira que, para além das vantagens ambientais evidentes, terá um impacto positivo na segurança do abastecimento energético aos consumidores na Madeira e no Porto Santo", declarou Carlos da Costa Silva. "Este projecto ajuda a promover os objectivos da UE que consistem na melhoria da eficiência energética e da segurança do abastecimento".

Segundo o comunicado, o empréstimo permitirá garantir o abastecimento seguro, fiável e rentável de electricidade a mais de 135 mil clientes nas ilhas da Madeira e Porto Santo. "As melhorias realizadas terão um impacto positivo na qualidade do serviço prestado aos actuais clientes, permitindo ao mesmo tempo satisfazer a crescente procura e melhorar a qualidade e fiabilidade do abastecimento, um objectivo que se tornou ainda mais pertinente na sequência da catástrofe natural que assolou a ilha (da Madeira) no passado mês de Fevereiro".

Em termos mais específicos, o empréstimo do BEI servirá para financiar "uma parte do actual programa de investimento trienal da empresa", frisa. "O programa tem por finalidade a modernização e ampliação da rede de distribuição de electricidade nestas ilhas, assim como um maior aproveitamento da energia de fontes renováveis. Os investimentos abrangem uma estação hidroeléctrica de bombagem e armazenamento, novas linhas de transporte e distribuição e subestações, numerosas renovações de equipamento, bem como sistemas eficientes de controlo automáticos e remotos".

Esta é a segunda vez que a EEM recorre ao BEI para se financiar. Na primeira vez, o projecto foi aprovado a 3 de Maio de 2005 num valor total de 65 milhões de euros, tendo sido liberados 40 milhões no imediato e outros 25 milhões de euros a 24 de Outubro de 2008. O custo total do projecto seria de 190 milhões de euros.

Outros dois projectos encontram-se nas contas do BEI: à Portos da Madeira, no valor de 40 milhões de euros (30 milhões em 2003 e 10 milhões em 2007), para modernização dos portos do Funchal, Caniçal e Porto Novo, num custo total estimado de 100 milhões; e à própria Região Autónoma, no valor total de 200 milhões de euros, para co-financiar os projectos comunitários entre 2000 e 2006 (POPRAM III), num total de investimento previsto de 1.200 milhões de euros.

Saliente-se ainda que, em 2009, um total de 77% da electricidade consumida na Região foi à custa dos derivados de petróleo. O projecto agora financiado tenderá a contribuir para baixar esta percentagem, elevando a contribuição das fontes de 'energia verde' (hídrica e eólica) para mais de 36% em 2016.


DN Madeira

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Planos do Castanheiro e Vila Giorgi aprovados

Reunião pública demorou cerca de seis horas consecutivas





A Câmara Municipal do Funchal aprovou ontem o Plano de Revitalização do Castanheiro. Trata-se, segundo o vice-presidente da autarquia, Bruno Pereira, de um plano de urbanização que engloba todo o quarteirão delimitado pelas ruas de São Pedro, das Pretas, Câmara Pestana e do Castanheiro.
Bruno Pereira revelou que na reunião que durou cerca de seis horas, foram aceites pela autarquia seis das cerca de 70 propostas e recomendações recebidas durante o período de discussão pública.
O plano que será votado na próxima Assembleia Municipal do Funchal, visa revitalizar toda aquela zona, com três vocações, designadamente a habitação, a vertente hoteleira e o comércio e serviços. Prevê ainda, segundo Bruno Pereira, contempla a construção de uma praça central e a construção de 150 estacionamentos.




Também ontem a Câmara Municipal do Funchal aprovou o Plano de Pormenor Vila Giorgi, compreendido entre a Rua da Carreira, Rua do Quebra Costas, Rua das Cruzes, Calçada de Santa Clara e Rua da Mouraria, sendo este o primeiro de iniciativa privada.
Na reunião pública, participada por dezenas de pessoas que se dirigiram à Câmara com intuito de saberem o ponto de situação dos problemas causados pelo temporal de 20 de Fevereiro, foi ainda aprovado .
Bruno Pereira garantiu que todos os casos de realojamento estão a ser tratados, mas esclareu que a autarquia aguarda a execução da Lei de Meios aprovada na passada semana na Assembleia da República para poder cumprir com outras obrigações ao nível das acessibilidades.



Jornal da Madeira

Museu de História Natural vai mexer consigo



















Moderno, didáctico e interactivo. Assim será o futuro Museu de História Natural do Funchal. Um espaço de saber dotado de tecnologia multimédia, qual "nave" do conhecimento necessário ao homem do futuro, norteado pelo desenvolvimento sustentável. Mas também espaço "sagrado" onde o visitante assume compromissos: o de participar numa lógica de "naturalista do futuro", de ser cidadão responsável e embaixador da diversidade biológica, reconhecendo-a como fornecedora de bens e serviços fundamentais para o equilíbrio do planeta e estabilidade da própria espécie humana.

Vários profissionais conceberam o projecto que dá funcionalidade ao edifício que acolhe actualmente o Museu Municipal. Mudaram-lhe a lógica expositiva em nome do conhecimento, a fonte de descoberta da biodiversidade, que tem sido feita por actores notáveis. A viagem ao futuro será um regresso ao passado. Um olhar que contempla o próprio museu ao longo dos tempos, contando pequenas histórias alusivas a equipamentos, taxidermia, espécimes, eventos, expedições científicas e visitantes ilustres. Um olhar sobre o património acumulado e colecções científicas como fonte de informação para o conhecimento e a gestão.

Os visitantes percorrerão oito momentos de excelência (ver destaque). É hora da redescoberta.

O concurso público internacional de concepção para a elaboração do projecto de remodelação do Museu Municipal mobilizou mais de duas de dezenas de interessados. O atelier madeirense MSB levou a melhor sobre a concorrência, muita dela de vulto. Cabe-lhe agora desenvolver o projecto de execução mais aprofundado para que a Câmara ponha em marcha a empreitada de remodelação.

Os vencedores exibem o primeiro lugar com orgulho. Concorreram por múltiplas razões, bem mais importantes do que o negócio. "Não foi apenas o prestígio que nos fez aceitar o desafio de participar num concurso internacional. Foi também a admiração por um dos mais belos edifícios do século XVIII que a cidade do Funchal guarda em si, e que nos toca de uma forma muito especial. O nosso atelier sede está mesmo localizado no lado oposto da rua ao magnífico edifício que, outrora, foi a casa nobre dos Carvalhais, e onde presentemente funciona o Museu Municipal do Funchal. Sendo o mais visitado museu da Madeira e um dos mais apreciados na Região, foi para nós um agradável desafio criar uma solução museológica que coloca o Museu a par dos melhores, independentemente da sua dimensão".

Miguel Mallaguerra, Susana Jesus e Bruno Martins assumem "o sentido da responsabilidade de transmitir o conhecimento adquirido e o gosto por poder beneficiar claramente um espaço onde o nosso entendimento fosse de encontro aos objectivos dos promotores". "Estávamos convictos que tínhamos a obrigação de criar um projecto museológico inovador, suportado por um edifício carregado de história", frisam.

Os arquitectos estão convictos que há vários aspectos decisivos na vitória. "Em primeiro lugar demos a maior importância ao que estava descrito nos termos de referência. Um concurso é feito de várias componentes de concepção e as que respeitam aos aspectos processuais de apresentação também são importantes e por isso lhes demos bastante atenção. O entendimento absoluto dos critérios de selecção, do programa e do espaço a intervir foi fundamental mas, acima de tudo, o que ditou o conceito museológico que apresentámos, foi a compreensão de todos os parâmetros e elementos que se conseguiram extrair dos documentos, a par com o entendimento de tudo aquilo que é a fundamental riqueza do actual museu, e que é obra de dedicados estudiosos, cientistas e artistas, ao longo de muitos anos".

Foi com base neste conhecimento que criaram um percurso museológico. Está sustentado por "intenções científicas, didácticas e plásticas, que em muito foram ao encontro das principais intenções que os promotores pretendiam ver contempladas, a avaliar pelos altos valores de ponderação que conseguimos em todos os critérios de avaliação". A par destes aspectos, destacam a importância da interdisciplinaridade na concepção do projecto ganhador. "Formámos uma equipa de excelentes profissionais. Em curto espaço de tempo reunimos 24 projectistas e 6 consultores que sustentaram de forma brilhante o nosso projecto. A criatividade e o conhecimento trabalharam sempre em conjunto", referem.

Parcerias decisivas

As grandes obras deixam marcas. Em quem as utiliza e delas tira proveito. Mas também em quem as projecta com recurso a grupos de trabalho interdisciplinares. Uma opção que faz a diferença.

Percurso com conteúdo


História do Palácio e da Família Carvalhal Pequena exibição de painéis com informação sobre a história do Palácio de São Pedro e sobre os condes de Carvalhal. Textos, imagens de gravuras alusivas e outras recolhas etnográficas vão dar a conhecer a importância deste edifício, confrontando-o com realidades urbanísticas da cidade, a vida social funchalense ao seu tempo e das instituições que tão distinto edifício albergou em mais de dois séculos de história.

Origem e evolução geológica da Madeira Enquadra o visitante com a informação de base sobre a natureza geológica do arquipélago, desde a origem, atlântica e vulcânica, associada à tectónica de placas, à posição geográfica passando pelo relevo geomorfologia, mineralogia e paleontologia, contextualizando afinal o "palco", cenário e tempo geológico onde acontece, desde a formação do arquipélago, a História Natural do mesmo.

Simulador geológico No contexto da origem e evolução geológica do arquipélago será proporcionada ao visitante uma experiência em ambiente de simulação mecânica, visual, sonora e aromática, para que possa estar e sentir a vulcanologia associada à formação do arquipélago.

A vida nas ilhas Nesta sala pretende-se ilustrar os principais processos relacionados com a colonização biológica do arquipélago, aproveitando para incluir aspectos ligados aos processos de dispersão e colonização das diferentes formas de vida - autónoma ou dependente de veículos naturais, bem como a sua relação com a origem biogeográfica e a importância que o acaso possui neste processos de colonização e na sucessão ecológica.

O ambiente terrestre Dá a imagem do resultado da colonização biótica (ao nível terrestre) e da sua evolução em termos da composição de unidades ecológicas - habitats, ecossistemas e espécies, típicas da Madeira. O ambiente marinho Sala dedicada ao ambiente marinho numa proposta que conduz o visitante, ao longo do percurso, a uma visita que se inicia no litoral e percorre os diferentes tipos de "habitats" marinhos, desde a zona supra-litoral até às profundidades abissais.

A conservação da natureza e biodiversidade A temática geral desta sala é a de dar a conhecer o estado de conservação das espécies e ecossistemas que compõem a biodiversidade da Região.

O naturalista do futuro O visitante é colocado num contexto em que se compromete, por via das boas práticas ambientais em não contribuir para a perda de biodiversidade e, caso o pretenda, habilita-se a participar directamente em projectos de conservação a realizar ou em curso na Madeira, inscrevendo-se desde logo no mesmo e dando conta das acções que pode e pretende realizar.

O papel dos Museus de História Natural Em complemento quem visitar o espaço também a conhecer e reconhecer o papel dos Museus de História Natural no conhecimento da diversidade biológica ao longo dos tempos, as actividades desenvolvidas por estas instituições e os projectos mais relevantes em curso no Museu.

Tecnologias interactivas

Fogscreen Trata-se de um ecrã de nevoeiro onde personagens históricas convidam a entrar no Museu. O FogScreen, tecnologia patenteada e única no Mundo, é uma projecção interactiva que os visitantes podem atravessar, sendo uma espécie de holograma mas com a dimensão de se poder colocar a mão e atravessá-lo.

Maquete da Madeira Permite descobrir o enquadramento geotectónico da Madeira através de simples botões e da ilustração dos conceitos chave: para cada botão, existe uma configuração luminosa e texto que acende e explica historicamente a geotecnia do arquipélago.

kiosk Explica a separação das placas tectónicas e da dorsal da costa média Atlântica.

Fundos marinhos em 3D Uma forma mágica de visualizar o fundo do oceano em 3D. Consiste num piso interactivo, sob a forma de uma projecção contendo vários hot-spots: zonas do piso que, consoante a localização dos pés do visitante, despoletam animações relativas a um determinado aspecto do fundo oceânico madeirense, ilustrado em 3D.

Levada digital Sequência de vários ecrãs, com imagem de água a correr, em diferentes tipos de levada, a que se junta som adequado.

Ecrãs multi-toque Uma forma colaborativa e cativante que colocará todos os visitantes a interagir em simultâneo, independentemente da sua idade ou nacionalidade. Permitirá a manipulação de conteúdos relativos à variação da vegetação endémica em função da altitude a que se encontram.

Mesas multi-toque Neste módulo, os visitantes podem colaborativamente aprender mais sobre a biodiversidade e a conservação da natureza.

Arquitectura exige qualidade

O atelier MSB-ARQUITECTURA E PLANEAMENTO foi criado em 2004 pelos arquitectos Miguel Malaguerra, Susana Jesus e Bruno Martins. Em 2007 expandiram a sua actividade até aos Açores, e ainda este ano irão estar representados também em Lisboa.

Os arquitectos MSB produzem projectos e estudos nas áreas de arquitectura, urbanismo, design de interiores e planeamento. Ao longo dos últimos 6 anos, o atelier desenvolveu trabalhos nos sectores da Habitação, Indústria Hoteleira, Equipamentos e Urbanismo.

Quais são os vossos grandes propósitos? A obra produzida mostra um entendimento das características únicas da nossa orografia, promovendo e tirando sempre partido da topografia na criação de objectos arquitectónicos únicos, num registo contemporâneo. Este é o nosso propósito.

Quais as obras com a vossa assinatura? Das nossas obras podemos salientar o SPA "Casa Velha do Palheiro", por se tratar de uma obra numa vertente contemporânea, integrada numa envolvência tradicional; a Adega "Vilhos Barbeito", por ter uma componente funcional muito marcante mas, suportada por um projecto com preocupações estéticas; a Casa Reis Nunes, pela singularidade do lugar e pela forma como este objecto se funde na montanha; o Hotel Ponta do Pargo Resort, em que um programa extenso resulta numa volumetria reduzida, acompanhando a falésia; o Plano de Pormenor "Vilagiorgi", como exemplo de Planeamento Urbano, e o Hotel Belmonte, um projecto em Angola que significa a expansão do atelier para fora de Portugal.

Como analisam a arquitectura que se faz actualmente na Madeira? A Madeira sempre teve boas e más intervenções arquitectónicas ao longo da sua história. Podemos enumerar vários exemplos de arquitectura de excelência assinadas, por exemplo, pelos arquitectos Chorão Ramalho (a Assembleia Regional, o hotel Quinta do Sol e o edifício da Segurança Social) e Oscar Niemeyer (o conjunto do hotel Casino Park ). Esta é uma situação que ainda subsiste.

A realidade orográfica que temos é muito peculiar e tem um elevado grau de influência na concepção dos projectos de arquitectura. Os requisitos que agora se colocam à elaboração de um projecto tendem a ignorar aquela realidade. Mas se é certo que a evolução tecnológica permite moldar as construções de encontro às necessidades, esbarra-se nos impedimentos legais que, por serem demasiado genéricos, ignoram as especificidades físicas do local. O conjunto destas condicionantes mostram incompatibilidades que limitam as soluções arquitectónicas e na maioria dos casos não respondem de forma adequada ao equilíbrio das construções com o terreno. É flagrante, e para os profissionais da arquitectura, que no dia a dia lidam com esta questão, trata-se de um aspecto de relevante importância.

O que importa fazer? Adequar a legislação para que se possam adoçar as construções ao terreno, tirando todo o partido da Natureza em vez de a desfigurar com volumes excessivos ou condicionando as possibilidades de investimento. É uma questão de Planeamento com repercussões alargadas a nível da Economia, e um desafio para os próximos anos.

Os anos que passaram (o fim do século XX), foram marcados por um grande crescendo de construção, muitas vezes pautado por um espírito menos sério e culturalmente questionável que relegou o legado cultural e histórico. Também aqui, e por muitos anos, subsistiu uma legislação que atribuiu competências a profissionais não qualificados para o desempenho de projectos e que resultou numa espécie de cegueira em relação às questões fundamentais do território construído, dos padrões do belo e do equilibrado arquitectónico. Simplicidade, sobriedade e coerência foram adjectivos muitas vezes esquecidos no espírito que estava patente na criação de uma obra arquitectónica.

Mas essa triste realidade mudou? Face ao actual momento económico, regista-se um decrescer de construção, e num contraponto de mudança há agora a consciência de que a arquitectura terá de ser feita em qualidade. Agora mais do que nunca, os técnicos terão de ser inventivos na forma como projectam, tendo em conta aspectos económicos, de sustentabilidade, sem nunca esquecer que estamos a deixar uma marca no território, numa ilha que vive da beleza da sua paisagem, que as novas intervenções deverão ter em conta.




DN Madeira


Fotos:

Inauguração das obras de recuperação da Levada da Serra do Faial

Decorreu na freguesia e concelho de Santana







O Presidente do Governo Regional da Madeira, no próximo dia 26 de Maio, pelas 17:00 horas, no Ribeiro Frio, Concelho de Santana, inaugurou as obras de recuperação da Levada da Serra do Faial, correspondendo a um investimento total de cerca de 1 Milhão e 800 mil Euros.

A Levada da Serra do Faial, constitui uma infra-estrutura muito importante ao nível do regadio agrícola e também faz parte de um dos percursos pedonais mais procurados, na Ilha da Madeira – o PR 10 – Levada do Frade, que começa no Ribeiro Frio, Lamaceiros e termina na Portela.
Esta intervenção, comparticipada pela União Europeia no âmbito do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural, foi executada pelo Governo Regional, através da IGA - Investimentos e Gestão da Água, S.A. e envolveu a reabilitação de cerca de 13,8 Km do canal principal da Levada da Serra do Faial no trecho compreendido entre o Ribeiro Frio, no Concelho de Santana, e a Achada do Barro, já na Freguesia de Santo António da Serra do Concelho de Santa Cruz.

As obras agora concluídas irão beneficiar o regadio das Freguesias do Porto da Cruz e de Santo António da Serra abrangendo cerca de 600 regantes dos sítios da Maiata de Cima, Maiata de Baixo, Larano, Poço do Furado, Ribeira de Machico, Fajã dos Rolos, Portela, Folhadal, Gambão, Cruz da Guarda, Prado, Lombo das Faias, Fajã das Vacas, Casais Próximos e Achada do Barro, representando uma área irrigável de 50 hectares.
Tendo a sua origem na Ribeira do Juncal esta Levada serve o regadio das Freguesias de São Roque do Faial, no Concelho de Santana e Porto da Cruz,, Concelho de Machico, Santo António da Serra e zonas altas do Concelho de Santa Cruz.

Estas obras de recuperação, no que toca à melhoria do regadio, foram essencialmente constituídas pela execução, sobre a antiga caixa da levada, de um novo canal em betão armado e visaram não só a redução do elevado volume de perdas que se registavam ao longo desta levada e, dessa forma, aumentar a disponibilidade de água aos agricultores mas também conferir maior segurança à infra-estrutura através do seu reforço estrutural.

Para além destas obras foram realizadas remodelações nas estruturas de captação do Ribeiro Frio e do Ribeiro do Poço do Bezerro, tendo em vista o incremento de caudais para o regadio, o lançamento de uma conduta DN 200 entre o Lombo da Raiz e a primeira caixa de distribuição de rega do Santo da Serra numa extensão aproximada de 950 metros construção e a implementação de sistemas de medição de caudal no canal e nas condutas.

Com o objectivo de melhorar as condições de operacionalidade dos Serviços Hidroagrícolas a intervenção incluiu ainda a recuperação da “Casa das Águas” do Lombo da Raiz.

A obra agora concluída representa a concretização de mais uma das acções destinadas à melhoria do sector do regadio agrícola cujo objectivo compreende não só uma maior eficácia nos serviços de distribuição de água mas também o combate a perdas nos sistemas de transporte com reflexos evidentes numa maior disponibilização de água aos agricultores












PGRAM

Inaguração das Obras de Requalificação das Casas Típicas de Santana

Decorreu na freguesia e concelho de Santana


O Presidente do Governo Regional da Madeira, no dia 21 de Maio, sexta-feira, às 16.00 horas, visitou as obras de requalificação, já concluídas, das cinco casas típicas, construídas junto aos Paços de Concelho de Santana.

As cinco casas representam os diversos aspectos e tradições madeirenses, o modo de vida local, as flores, os frutos, a gastronomia e doçaria, o bordado em linho e ainda a informação turística. Para além da exposição de motivos tradicionais, vão estar presentes artesãos que mostram o seu trabalho.

O local envolvente a estas casas típicas foi também alvo de renovação, tendo-se criado espaços de lazer.

Trata-se de uma iniciativa da Câmara Municipal de Santana, na valorização da Cidade de Santana














PGRAM

terça-feira, 18 de maio de 2010

Novo reservatório reforça água para Gaula

IGA investiu cerca de um milhão de euros


Já está concluído o novo reservatório de água no sítio das Águas Mansas. Esta infra-estrutura, da responsabilidade do Governo Regional, através da IGA — Investimentos e Gestão da Água, e que representa um investimento de cerca de um milhão de euros, vai permitir reforçar o abastecimento de água potável às zonas altas do concelho de Santa Cruz, em particular da freguesia de Gaula.






O Governo Regional, através da IGA — Investimentos e Gestão da Água, acaba de finalizar mais uma obra que irá reforçar o abastecimento de água potável na freguesia de Gaula. De acordo com o secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, trata-se de um novo reservatório localizado no sítio das Águas Mansas.
Este reservatório, de acordo com Manuel António Correia, tem capacidade para armazenar cerca de mil metros cúbicos, o que permite, «o reforço do abastecimento público de água potável à população das zonas altas do concelho de Santa Cruz, em particular da freguesia de Gaula».
Conforme nos referiu o governante, «este reservatório, implantado à cota 750, é abastecido com água proveniente da Estação de Tratamento do Santo da Serra por intermédio de uma conduta adutora (com o diâmetro de 200 milímetros) lançada ao longo da Levada da Serra do Faial com 4.400 metros de extensão».
A obra incluiu ainda, segundo o secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, «o lançamento de condutas para ligação à rede de distribuição municipal numa extensão de 950 metros, a construção de um posto de desinfecção da água (por intermédio da injecção de hipoclorito de sódio) e a integração das novas infra-estruturas no Sistema de Telegestão da IGA — Investimentos e Gestão da Água».
Ainda segundo o secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, «o empreendimento agora concluído foi realizado sob a responsabilidade da IGA – Investimentos e Gestão da Água, representou um investimento público da ordem de um milhão de euros co-financiado pela União Europeia ao abrigo do Fundo de Coesão e representa a concretização de mais uma das acções previstas no Programa de Governo no âmbito da melhoria do abastecimento de água às populações».



Jornal da Madeira

Anadia reabre quinta com quatro novidades

Saem quatro “marcas” e entram outras tantas, com muitas surpresas ao longo do dia


O atraso na chegada de algumas placas de tecto fizeram adiar a reabertura do Centro Comercial Anadia para esta quinta-feira. O material vinha de avião, mas os atrasos verificados em alguns aeroportos por causa da nuvem de cinzas vulcânica originou alguns constrangimentos no desenrolar dos trabalhos. A reabertura acontece no dia 20, logo pelas oito horas, com quatro novos espaços comerciais, que vão substituir outros tantos que, entretanto saem. Ao longo do dia, haverá também muitas surpresas, quer no interior da superfície comercial, quer nas ruas circundantes.




Afinal, o Centro Comercial Anadia apenas reabre ao público esta quinta-feira e não hoje conforme era intenção da administração da empresa Lidosol, grupo que gere o espaço comercial. Isto porque o encerramento dos aeroportos na passada semana, devido à influência da nuvem de cinzas vulcânicas provenientes do vulcão islandês, causou um atraso na chegada de algumas placas de tecto, sendo que na sexta-feira à tarde, foi tomada a decisão de adiar a abertura..
Assim sendo, os trabalhos vão prosseguir ao longo do dia de hoje e amanhã, sendo que o Anadia abre as portas às 8 horas de quinta-feira, com uma imagem completamente renovada e moderna, desde pavimentos a tectos, passando pela iluminação, o ar condicionado, os equipamentos dos elevadores, das escadas rolantes, entre muitas outras coisas. Há a destacar também, a segurança do centro comercial que será reforçada com a colocação de uma porta mecânica na escadaria principal que dá acesso à Rua do Ribeirinho.
Entre as lojas, também vão surgir algumas novidades. Ao todo, serão quatro, destacando-se a “Ale-Hop”, loja que se dedica à venda de complementos de moda, presentes e decoração e que, actualmente, conta com uma oferta de mais de três mil referências, disponibilizadas através de 45 lojas em toda Europa.
Para além desta, destaque ainda para uma livraria, uma nova loja de desporto e ainda um clube de vídeo/jogos. Por outro lado, estão de saída as lojas “Boxer Shorts”, uma outra de informática, a “Dakota” e ainda a “Bello”, conforme revelou ao JM Gonçalo Henriques, administrador da Lidosol, empresa proprietária do Anadia. Quanto à praça de restauração, vai manter-se igual, ou seja, com os anteriores sete espaços comerciais, também estes com novo material em termos de decoração e mobiliário, mas com o mesmo conceito.
Gonçalo Henriques deixa a promessa de um centro comercial totalmente renovado, com uma imagem mais moderna e actual, e com a vantagem de ter uma oferta muito diversificada de lojas, no centro do Funchal. O mesmo responsável promete também para esta quinta-feira muitas surpresas, quer dentro quer nas ruas circundantes ao próprio Centro Comercial.
Recorde-se que o Anadia foi uma das grandes superfícies mais afectadas pelo temporal do passado dia 20 de Fevereiro. O valor do prejuízos físicos produzidos pelo aluvião orçam os 2,5 milhões de euros.O centro comercial abre portas na quinta-feira, o mesmo acontecendo ao piso “-2” do estacionamento. O supermercado demorará mais umas semanas até que seja reaberto. A data prevista é 9 de Junho.






Jornal da Madeira

Ventura Garcês responde a desejo dos municípios com a Lei de Meios




O vice-presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira manifestou ontem esperança que a Lei de Meios liberte meios para que as câmaras municipais possam colmatar necessidades. Ventura Garcês, secretário regional do Plano e Finanças, compreendeu mas deixou claro que o novo articulado terá prioridades para a habitação e as acessibilidades.


Arlindo Gomes, vice-presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira, manifestou esperança que a Lei de Meios possa disponibilizar recursos para que os municípios possam fazer face às necessidades em parceira com o Governo Regional.
Em resposta, Ventura Garcês, secretário regional do Plano e Finanças, acentuou que a Lei de Meios, ainda em discussão na Assembleia da República, é balizada no tempo, em quatro anos, e que terá prioridade na sua aplicação para situações mais urgentes, nomeadamente relaccionadas com habitação e as acessibiliaddes.
Lembrou que na referida legislação, entre o valor global, há um montante de 265 milhões de euros, que respeita a verbas comunitárias, aos quais os municípios poderão fazer candidaturas.
Foram declarações proferidas no dia em que o secretário regional do Plano e Finanças assinou contrato-programa com os 11 municípios da Região Autónoma da Madeira. Foi durante a manhã e decorreu no salão nobre do Governo Regional. Envolve um total aproximado de 32,7 milhões de euros.
A este propósito Ventura Garcês, evidenciou que o executivo insular sempre acarinhou estas parcerias por reforçarem o poder autárquico em prol dos munícipes.
O governante defende que o arquipélago deve desenvolver-se de forma integrada. Daí os contrato-programas que visam permitir às edilidades poderem desenvolver projectos em benefício da melhoria da qualidade de vida da população, independentemente de onde residem.
Desenvolvimento integrado também partilhado pelo edil de Câmara de Lobos. Arlindo Gomes manifestou esperança na continuidade dos contrato-programa porque reconhece terem sido importantes para o desenvolvimento global e integrado da Região Autónoma da Madeira.
Na oportunidade, Ventura Garcês não quis deixar de realçar a importância de reforço na retribuição das verbas resultantes do IRS. Isto porque entende que os municípios da Região Autónoma têm os mesmo direitos que os do continente. Uma questão que, mesmo assim, recorda já ter sido atenuada com as transferências de cinco duodécimos para as câmaras municipais já em 2010.
Um nota final para acentuar que os contrato-programa têm por objectivo a definição do processo de cooperação técnica e financeira entre o Governo Regional e cada uma das câmaras municipais para a execução dos projectos de investimentos articulados com cada um.


A distribuição pelos 11 municípios
O valor total dos 11 contrato-programa assinados ontem entre o secretário regional do Plano e Finanças e os representes dos diferentes muninípios da Região Autónoma da Madeira ascende a 32,7 milhões de euos de comparticipação financeira máxima do Orçamento da Região.
O Montante fica assim distribuído:- Calheta, 893 mil euros (2 projectos de acessibilidades);
- Câmara de Lobos, 5,5 milhões de euros (9 projectos de investimento, transportes e comunicações);
- Funchal, 6,2 milhões de euros (12 projectos equipamento rural e urbano e dos transportes e comunicações);
- Machico, 3,1 milhões de euros (7 projectos equipamento rural e urbano e dos transportes e comunicações);
- Ponta do Sol, 1 milhão de euros (10 projectos transportes e comunicações);
- Porto Moniz, 2,4 milhões de euros
(4 projectos transportes e comunicações e do ordenamento do território e urbanismo);
- Porto Santo, 1,5 milhões de euros (2 projectos transportes e comunicações);
- Ribeira Brava, 4,8 milhões de euros (7 projectos transportes e comunicações);
- Santa Cruz, 4,6 milhões de euros (7 projectos equipamento rural e urbano e dos transportes e comunicações);
- Santana, 1,3 milhões de euros (2 projectos equipamento rural e urbano e dos transportes e comunicações);
- São Vicente, 1,4 milhões de euros
(2 projectos transportes e comunicações).





Jornal da Madeira

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Arranjos beneficiam a praia da Ponta do Sol



Data: 17-05-2010

A Praia do Sol, o espaço balnear defronte da Vila da Ponta do Sol, que no último Inverno foi também muito 'massacrado' pelas tempestades marítimas, está já a ser alvo de uma ampla intervenção, não só de regularização do calhau, mas também de correcção de algumas anomalias que vinham a ocorrer na zona dos balneários, de modo a restituir a este espaço de lazer "condições satisfatórias" durante o Verão que se aproxima.

Depois de não ter sido beneficiada de qualquer intervenção por ocasião das férias da Páscoa, este espaço balnear está a ser alvo da frequente movimentação de maquinaria pesada, que além de 'alisar' o calhau afecto à área de solário, tentou também realizar o desassoreamento da zona marítima junto à costa. Também o enrocamento de protecção à praia e à Vila que Rui Marques quer ver mais afastado da linha de costa, também foi alvo de "alguma manutenção", porque, recorda o presidente da Câmara, "também sofreu com o forte embate das ondas".

Paralelamente, a autarquia está a levar a cabo algumas obras de reparação, nomeadamente no que concerne aos esgotos provenientes dos balneários de apoio à praia e ao bar/restaurante ali existente.



DN Madeira

Freguesia da Ilha lança Jardim de ervas aromáticas


Data: 17-05-2010

É a novidade lançada pela Casa do Povo da Ilha na ponta final da IX Exposição do Limão. António Trindade, presidente da colectividade confessou ter em preparação uma candidatura para que dentro em breve possa surgir, no sítio da Achada do Marques, um Jardim de Ervas Aromáticas.

O jovem dirigente sublinhou que a iniciativa surge depois de um "levantamento junto da população das tradições a denominada farmácia popular", explicando que a ideia passará igualmente por abrir o espaço ao turismo. "O objectivo é esse alargando o projecto de forma pedagógica a toda a comunidade".

Embora a produção de limão se mantenha estável, este foi o ano onde os agricultores compareceram em maior número à Exposição do Limão. Maria Sena por exemplo este ano alargou a extensão de terra cultivada com mais 3 mil pés de limoeiros.



DN Madeira

(Fotos Blog Casa do Povo da ILha)

domingo, 16 de maio de 2010

Patinódromo nasce no Faial

Patinagem de Velocidade terá 1.ª Pista em Portugal







Modalidade em crescimento e com resultados a nível nacional e internacional, a Patinagem de Velocidade terá a 1.ª Pista Oficial - Patinódromo - de Portugal na Madeira. A estrutura terá um perímetro interior de 200 metros e curvas com inclinação indicada pelo Comité Internacional de modalidade, que permitirá realizar torneios nacionais e internacionais, assim como trazer os melhores atletas do mundo à Região. O projecto surge, pois, numa boa altura, uma vez que os atletas da Madeira começam a afirmar-se no panorama nacional e dão os 1.ºs passos - seguros - internacionalmente, sendo assim uma mais-valia para a sua evolução. A edificação do espaço permitirá, ainda, atingir patamares de prática mais elevados, com a Madeira a poder candidatar-se a grandes eventos de Patinagem de Velocidade.
Trata-se de uma obra a cargo da Sociedade de Desenvolvimento do Norte da Madeira, com a colaboração dos treinadores Alípio Silva e Ivo Bruno, bem como da Associação de Patinagem. Neste momento, o concelho de Santana possui cerca de 60 praticantes, numa modalidade que já existe há mais de 10 anos, sendo que, por toda a ilha, são já 250 os praticantes. Na época transacta, a Madeira esteve “em alta” em todas as competições nacionais, tendo mesmo conseguido vários títulos e cujo resultado mais concreto foi a chamada de quatro atletas ao estágio de preparação da Selecção Nacional para o “Europeu”, no qual participou Dina Rodriguez.
Na presente época, os resultados ainda estão a ser melhores, com mais títulos de campeões nacionais, o que levou a que o seleccionador nacional convocasse duas atletas para representarem a equipa das “quinas” no Torneio Internacional de Pamplona (Espanha), no mês de Junho: Dina Rodriguez e Andreia Canha. Estas patinadoras (e outras) podem, também, integrar a Selecção Nacional no Campeonato Europeu, que se realiza em Itália, no mês de Agosto.


Jornal da Madeira

Concelho de Santa Cruz em franca recuperação

Autarca José Alberto Gonçalves visitou ontem obras no sítio do Ribeiro Serrão







A O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, José Alberto Gonçalves, visitou ontem as obras de recuperação que estão a decorrer na Ponte de Pau, Ribeiro Serrão, um dos sítios afectados pelo temporal de 20 de Fevereiro.
Acompanhado pela sua equipa autárquica, bem como pelo presidente da Junta de Freguesia da Camacha e ainda por populares, o autarca quis ver “in loco” o trabalho que está a ser feito pela Secretaria Regional do Equipamento Social junto à ribeira e ainda observar o andamento das obras do lançamento da conduta de água, que está a ser feito pela autarquia. Além disso, esta visita serviu para estudar as possibilidades de um novo acesso viário, «cuja antiga vereda se transformou num ribeiro no dia do temporal e este também foi um ensino para todos nós e por isso viemos aqui com as pessoas estudar em conjunto as alternativas para que se possa dar segurança à zona, mas também criar possibilidades de acessibilidades», explicou o edil.
Realçando a boa vontade da população ali residente, que tem disponibilizado terrenos para a recuperação da zona, José Alberto Gonçalves salientou que «as pessoas merecem o empenho por parte das entidades para criar melhores condições de acessos e de qualidade de vida no Ribeiro Serrão».
Neste sentido de empenho em voltar à normalidade após a intempérie, o autarca garante que o concelho «está em franca recuperação, a limpeza está feita, vários asfaltamentos estão já concluídos e as obras para a segurança das populações estão no terreno e no que respeita ao abastecimento de água potável, com a conclusão da conduta no Ribero Serrão o concelho fica coberto, aliás fica melhor porque no Ribeiro Serrão ainda não havia água potável». No entanto, reconhece que ainda há muito por fazer, principalmente a nível habitacional. Algumas casas atingidas estão a ser recuperadas e até ao Verão as famílias irão regressar às suas moradias. «É desta forma que as pessoas sentem que estamos no terreno, há um empenho sério e há muita coordenação entre os vários serviços para que isso seja possível».
Relativamente ao apoio financeiro, neste momento a autarquia está a realizar as obras com o dinheiro do município e com a ajuda de privados, principalmente na parte do realojamento. A recuperação está a ser feita com a convicção da transferência de verbas através da Lei de Meios, porque «a autarquia fez todos os relatórios dos problemas no concelho». «Há um esforço conciliado e estamos na expectativa forte que tudo isto vai correr de uma forma concertada, a Lei de Meios vem ajudar a estamos no terreno a contar com ela», reforçou o autarca.
Aliás, este trabalho de recuperação que está a ser feito só é possível com a Lei de Meios, porque «põe de parte alguma burocracia excessiva, porque se fosse para fazer concursos para as obras, nem daqui a um ano elas estavam no terreno». No seu entender, «as pessoas têm de sentir que estas acções são para a segurança e comodidade das pessoas e têm de sentir também que estamos a cumprir a nossa missão».


Jornal da Madeira

Anadia muda imagem e aguarda regresso de clientes

Os trabalhos de reconstrução não implicaram uma intervenção na estrutura do prédio onde está localizado o Centro Comercial Anadia







Foi um dos locais que mais deu que falar logo após o temporal de 20 de Fevereiro. A suspeita de que estariam corpos no interior do parque de estacionamento, fez do Anadia e de todos os parques de estacionamentos dos centros comerciais da baixa da cidade um dos focos de atenção da comunicação social.
Conforme o tempo passava e o nível da água diminuia, foi-se percebendo que afinal não havia corpos, que os estacionamentos não se tinham transformado em cemitérios e os boatos afinal não passavam disso mesmo, informações falsas.
O dano que tudo isso causou na imagem dos centros, especialmente do Anadia, não está calculado. O que já se sabe é o valor do prejuízos físicos produzidos pelo aluvião. De acordo Gonçalo Henriques, administrador da Lidosol, empresa proprietária do Anadia, os danos causados orçam os 2,5 milhões de euros.
Os trabalhos de recuperação já estão bem avançados e no dia 18 de Maio o centro comercial deverá abrir portas, o mesmo acontecendo ao piso “-2” do estacionamento. O supermercado demorará mais umas semanas até que seja reaberto. A data prevista é 9 de Junho.
Logo após a catástrofe, os trabalhos de reconstrução iniciaram-se. As obras não implicaram uma mexida na estrutura do edifício. As intervenções concentraram-se nos «acabamentos e equipamentos», onde a reconstrução foi total.
«Mudámos tudo o que eram pavimentos, tectos, iluminação, o ar condicionado, os equipamentos dos elevadores, das escadas rolantes, etc.», disse Gonçalo Henriques, explicando que a substituição total foi inevitável, uma vez que os equipamentos estiveram sujeitos às águas e lamas durante muito tempo.
Quando os visitantes entrarem no dia 18 no Centro Comercial Anadia, verão o espaço «totalmente alterado», apresentando uma imagem «mais actual e mais moderna». Além das alterações na arquitectura de interiores, a empresa proprietária do centro fez uma alteração do logotipo. «Vai mudar tudo», disse Gonçalo Henriques, anunciado a existência de algumas campanhas publicitárias com vista a apresentar o “novo” centro.
«Naturalmente, que já estão previstas determinadas situações para voltar a trazer as pessoas ao Anadia» e às 45 lojas do centro comercial, disse.
A administração do centro tratou de reconstruir e modernizar os espaços comuns, mas cabe a cada lojista assumir os encargos com as despesas das suas lojas. E nem a renda sofre alterações. No tempo em que esteve encerrado os pagamentos ficaram suspensos mas a partir do momento em que seja reaberto a renda volta, e sem desconto.
Tal como explicou o administrador da empresa Lidosol, os trabalhos de reconstrução do edifício não implicaram uma intervenção na estrutura do prédio, porém houve a necessidade de fazer uma pequena mudança no quadro eléctrico que acciona as bombas de escoamento de água, deslocando-o do piso “-2” para o piso “1”.
Aparentemente, esta medida parece de somenos importância, mas se no dia do temporal o quadro eléctrico já estivesse no piso “1” o escoamento da água do estacionamento nunca duraria um mês, como aconteceu.
Como foi noticiado na altura, a existência de um ribeiro subterrâneo ao lado do edifício obriga a que haja um sistema de extracção de água no prédio. Quando foi construído o Anadia, foi feita uma caleira subterrânea a toda a volta do prédio, que recebe a água e a encaminha para as quatro bombas existentes, sendo aquela depois escoada para o exterior do edifício através destas.
O projecto optou por este sistema em vez de paredes estanques, porque assim reduz a pressão sobre a estrutura do edifício.
«Há furos em determinadas partes do edifício, por causa desse ribeiro que existe. A água entra, é direccionada para essa caleira que há à volta de todo o prédio e depois é encaminhada para as bombas que retiram a água. E isto sempre funcionou assim desde que em meados da década de 1990 o Anadia abriu», explicou Gonçalo Henriques.
Porém, o sistema, até agora eficaz, expôs uma frangilidade no temporal, quando foi necessário fazer um corte geral de energia. Ao fazê-lo, as bombas de escoamento deixaram de trabalhar e o parque encheu. Ora, como o quadro estava no piso “-2” e para ligar as bombas era necessário ir lá e carregar no botão, foi preciso primeiro tirar toda a água, o que demorou algumas semanas.
«Estávamos sempre a retirar água (com bombas amovíveis dos bombeiros), mas estava sempre a entrar» em quantidades anormais, dado que não só o ribeiro subterrâneo trazia mais do que o habitual, como também a construção inacabada de um prédio vizinho do Anadia, no lado da Rua do Ribeirinho, transformou-se num reservatório de água.
«Foi por isso que demorou muito mais tempo a retirar a água», explicou Gonçalo Henriques.

«Tínhamos quase a certeza
absoluta que não estava ninguém»


Enquanto a água permanecia no interior dos parques, cá fora as dúvidas sobre a existência de cadáveres no interior do estacionamento ganhavam cada vez mais força, alimentadas por notícias que avançavam até o número de corpos retirados, o que nunca aconteceu, apesar de haver quem tivesse garantido o contrário.
Gonçalo Henriques não entende a razão para o aparecimento dessas afirmações, mas admite que, em certo momento, até duvidou sobre se tinha ficado mesmo alguém retido no parque, tal era a quantidade de notícias que saíam.
O administrador tinha a garantia de que tudo tinha sido verificado antes de ser cortada a energia e encerradas as portas, pelo que havia «quase a certeza absoluta» de que não tinha ficado ninguém para trás.
«Só não posso dizer “a certeza absoluta” porque alguém poderia ter-se escondido. Como havia tantas notícias, pusemos essa hipótese», reconheceu, ainda que houvesse «99%» de certeza do contrário.
Quando a água foi retirada e os 23 veículos retidos surgiram, confirmou-se que não havia mortos, nem os carros se encontravam em fila na zona de saída, num hipotético desespero dos seus condutores para salvar os veículos.
«Muitos estavam no seu lugar, alguns estavam deslocados, porque foi muita água e, se calhar, ficaram a boiar», explicou o administrador, garantindo ser «completamente falso» que houvesse carros em fila para sair.

«Lamento não ter gravações das câmaras»

Gonçalo Henriques tem a informação também de que as pessoas que se encontravam no centro não se «assustaram assim tanto». Houve até quem tivesse conseguido tirar o carro antes do edifício encerrar.
«Apesar de haver muita água a entrar pelas rampas, sendo uma área tão grande não se tornava assustador», disse, considerando que havia «tempo mais do que suficiente para fazer a evacuação».
«É impressionante como é que havia pessoas ou jornais a quererem dar notícias do número de mortos, sem qualquer base», referiu, lamentando o episódio «especulativo».
«Eu tenho pena que não tenhamos as gravações das câmaras de CCTV (Câmaras e Circuito Fechado de Televisão), que foram das primeiras coisas a desligarem-se», apontou ainda Gonçalo Henriques, acrescentando que se existissem as gravações, as pessoas «teriam a noção do que estou a dizer».
Hoje, o assunto está esclarecido, mas na memória de muita gente permanecem os momentos de ansiedade que se viveram logo após o temporal. O cemitério que alguns jornais disseram que o Anadia se tinha transformado, afinal nunca existiu. Mas a imagem ficou. Resta agora saber se o Anadia continuará a ser um dos centros mais procurados da cidade. O tempo dirá.

Ribeira de João Gomes mais desobstruída

A zona do Campo da Barca ao Anadia foi uma das mais atingidas pela intempérie que assolou a Madeira no passado dia 20 de Fevereiro e também uma das que mais demorou a ter a circulação restabelecida.
O elevado grau de destruição levou a que, na recuperação, fossem já tomadas medidas de futuro, nomeadamente a transferência de alguns serviços instalados em estruturas sobre as pontes criadas na Ribeira de João Gomes.
A bomba de gasolina foi disso exemplo, mas não o único, também os tanques de gás foram transferidos, a par de outras estruturas. O objectivo foi libertar as ribeiras do maior número possível de obstáculos, em caso de novas cheias.
A intempérie de 20 de Fevereiro destruiu também certas zonas das margens da ribeira. Uma parte já foi reconstruída, permitindo que a circulação pudesse voltar a fazer-se normalmente. Mas há ainda um trabalho que está guardado para o futuro e que resultará dos estudos que estão a ser feitos dos leitos das ribeiras.
Para já, foram realizadas obras que permitiram regressar ao normalidade. Além do já referido, foram repavimentadas as estradas da zona e reinstalado o sistema de samaforização, que só ao longo de todo o eixo da Ribeira de João Gomes representou um investimento para a Câmara Municipal do Funchal de 96 mil euros.

Lidosol teve prejuízo de 10 milhões

A empresa Lidosol, responsável pelo Centro Comercial do Anadia, pelos estacionamentos, habitações, escritórios e hotel do Funchal Centrum, e vários parques de estacionamento na baixa da cidade teve um prejuízo global de 10 milhões de euros, devido ao temporal de 20 de Fevereiro.
Só no Funchal Centrum foram seis milhões de euros - sem contar com os estragos no Dolce Vita, pois o centro foi vendido ao grupo Amorim -, aos quais se juntam mais 2,5 milhões de estragos no Anadia e 1,5 milhões de euros em vários outros parques de estacionamento e parcómetros.
A empresa espera, contudo, ir buscar «entre 50% a 60%» do valor dos prejuízos às companhias de seguros.
«Felizmente, os seguros estavam bem feitos e temos muitas situações seguradas», referiu Gonçalo Henriques, administrador da empresa Lidosol.


Jornal da Madeira