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sábado, 19 de junho de 2010

Assim será o novo Hotel Savoy







Luís Santos Costa visitou obra no sítio do Lombo de São João

Escola remodelada na Ribeira Brava






O secretário regional do Equipamento Social, que ontem foi as obras em curso na Escola do 1.º Ciclo do Ensino Básico do Lombo de São João, no concelho da Ribeira Brava, disse que aquele é um exemplo do esforço que tem sido feito pelo Executivo madeirense ao nível das intervenções para redimensionamento de vários estabelecimentos de ensino na Região.
Tal como afirmou Luís Santos Costa, trata-se de uma obra que está integrada «no programa dos redimensionamentos que nós temos vindo a fazer nas escolas da Região, fundamentalmente, escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, de maneira a transformá-las também em Escolas a Tempo Inteiro, envolvendo também o pré-escolar e, nessa medida, são redimensionamentos que têm como resultado uma escola praticamente nova».
Esta iniciativa serve, por isso, acrescentou Luís Santos Costa, «para mostrar que o Governo continua a fazer as obras constantes do seu programa que apresentou perante a população de 2007 e esta é uma delas. Nós temos vivido muito virados para as consequências do temporal, mas não esquecemos todas as outras obras que estão a ser feitas».
Ainda ao nível da construção de estabelecimentos de ensino, Luís Santos Costa recordou que estão também a ser construídas a «Escola Básica de 2.º e 3.º Ciclos de São Jorge, que também deverá ficar concluída a tempo de abrir no próximo ano lectivo, bem como a Escola Básica do Espírito Santo, em Câmara de Lobos, que deverá também abrir em Setembro».
Além disso, e já no âmbito desportivo, Luís Santos Costa apontou ainda a construção da piscina do Curral das Freiras, que é outra obra que está a avançar, que já está no terreno, entre outras».



Jornal da Madeira

Projecto de Geotermia vai avançar na Madeira






No âmbito da Política Energética da região Autónoma da Madeira, o vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, acompanhado do presidente do conselho de administração da Empresa de Electricidade da Madeira, Rui Rebelo, apresentou ontem um estudo sobre as novas oportunidades na área das energias limpas, nomeadamente o aproveitamente da energia geotérmica.
A apresentação do projecto para a implementação de energia geotérmica na Madeira coube ao presidente da EEM, que destacou ser o “potencial da Madeira bastante promissor”, tendo anunciado que a primeira fase dos trabalhos para prospecção e avaliação do recurso “vão arrancar muito em breve”.
Rui Rebelo, antes de explicar os pormenores do projecto, destacou que o aproveitamento dos recursos geotérmicos constituem “uma oportunidade de investir em mais uma fonte de energia limpa” e respondem aos objectivos traçados pela estratégia europeia para a energia e pela política energética da Região, nomeadamente no que se refere a encontrar alternativas energéticas ao petróleo, combater as alterações climáticas, aumentar a segurança energética dos países e das regiões e estabilizar o preço dos produtos energéticos.
Acentuando ser a Madeira “uma das poucas regiões do país com um plano energético actualizado”, o presidente da EEM, realçou que a “política energética regional tem como objectivo fundamental garantir um abastecimento seguro e regular de energia aos cidadãos e a todas as actividades económicas, nas melhores condições e aos preços mais competitivos possíveis”.
Neste âmbito lembrou que a política energética passa por “maximizar o aproveitamento dos recursos renováveis regionais, Fomentar as energias alternativas, incentivar a utilização racional de energia e melhorar o desempenho ambiental”.
Deste modo, realçou que a “Região tem apostado em tudo o que seja energias renováveis”, apontando o exemplo do aproveitamento das energias hídrica, eólica e solar.
Neste âmbito, Rui Rebelo salientou que a participação de energias renováves na produção de energia na Região já é de 22,5%, sublinhando que a meta dos 30% a atingir em 2017 “deverá ser largamente ultrapassada e deverá atingir os 35%”.
Sublinhando que o plano de acção “passa por substituir o fuelóleo utilizados nas centrais termoeléctricas por alternativas mais limpas e amigas do ambiente”, destacou o projecto do biocombustível marinho em curso na ilha do Porto Santo e o projecto do gás natural na Madeira, já em fase de concurso.
Em relação ao projecto de aproveitamento de energia geotermal, adiantou haver “um promissor valor geotérmico” na Região a uma profundidade que poderá ir entre os 3 e os 4 quilómetros, pelo que salientou que “o trabalho que a Região vai fazer é identificar locais para a exploração de energia geotérmica”, a qual pode ser convertida em energia eléctrica numa central geotérmica.
Assim, Rui Rebelo referiu que a primeira fase dos trabalhos (prospecção/avaliação do recurso) vai ser desenvolvido pelo LNEG - Laboratório Nacional de Energia e Geologia.

Trabalho extraordinário no sector energético

Por seu lado, o vice-presidente do Governo Regional referiu que o trabalho que está a ser desenvolvido na área da energia vai no sentido de “inverter” a frase “que nos acompanhou vida fora” de que a Madeira “é uma região sem recursos naturais e sem matérias primas”.
“Não temos petróleo, mas vamos tentando ir buscando outras soluções que permitam dizer que temos matérias primas que nos podem ajudar a ser mais independentes e menos dependentes do exterior, a ter melhor ambiente e também termos mais riqueza, pois importamos menos fuel”, destacou João Cunha e Silva.
Salientendo que o trabalho na área da energia “tem sido extraordinário”, realçou que o Plano de Política Energética “tem sido seguido à risca” e que “foi feito muito mais do que parecia podermos fazer”.
Neste âmbito destacou “a qualidade, determinação e competência da EEM, particularmente do dr. Rui Rebelo, com com todos os projectos que temos vindo a sugerir a serem estudados e a serem apresentados quando só tenham consistência para avançar”.
Quanto ao projecto de geotermia, o vice-presidente do Governo Regional disse tratar-se de “um projecto experimental” que “poderá resultar em estudos positivos que garantam uma nova solução, uma nova aposta que, sem hesitações, levaremos por diante”.
Todavia, acentuou que a Região “irá continuar a estudar outras possibilidades” na área energética, acentuando a aposta “em energias renováveis, em energias limpas e em energias alternativas para não ficarmos dependentes de nenhuma”.





Jornal da Madeira

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Assim será o novo Hiper Sá de Machico





Severa


Pirotecnia Atlântica constrói novo armazém






A Pirotecnia Atlântica, empresa sedeada cá desde 2002, informou ontem que decorre nas entidades competentes um processo de licenciamento para a construção de um paiol de artigos pirotécnicos com a capacidade de armazenagem para 30 toneladas de produtos. "Este será o segundo órgão de armazenagem desta empresa na RAM e conta com o apoio de entidades locais, que com este investimento pretende dar resposta à falta de armazenamento de fogo-de-artifício importado pela RAM nos seus grandes eventos", refere


DN Madeira

Região 'dispensa' impostos no negócio da fotovoltaica

As obras já se iniciaram no terreno e a produção deverá principiar este ano.





A briga entre a Junta de Freguesia do Caniçal e a Câmara de Machico por causa da instalação de um parque fotovoltaivo já foi resolvida. Para impedir o abate de árvores nas serras do Caniçal, a solução encontrada foi a de instalar o parque na Zona Franca Industrial da Madeira, no Caniçal.

De acordo com a informação obtida, a Direcção Regional de Florestas deu um parecer negativo ao abate das árvores, já que o pedido de licenciamento aprovado pela Câmara de Machico não cumpria a lei, pois a empresa queria abater árvores, mas não considerava a reflorestação alternativa exigida pela lei.
Curioso é registar que embora a autarquia tivesse considerado adequado o abate de árvores para instalar painéis, o DIÁRIO sabe que os deputados do PSD eleitos pelo concelho fizeram 'démarches' discretas para impedir que o parque fotovoltaico ficasse instalado onde o promotor pretendia.

Se a solução encontrada permite satisfazer as exigências dos deputados e autarcas locais, deixando a população satisfeita pois permite a preservação de um núcleo de acácias na única mancha verde da serra do Caniçal, a verdade é que a opção encontrada não só disponibilizou o terreno necessário, como vai garantir facilidades fiscais à empresa do universo empresarial do Grupo Nutrotons, - liderado por Luís Marques Mendes - privando a Região de receitas, nomeadamente em sede de IRC.
Nos termos do que está regulado, a empresa vai pagar na Zona Franca nos primeiros quatro anos um euro por ano/m2, - no Porto Santo pagou 5 a 7 euros por m2 - valor que após esse período passa a ser de 1,5 euros.

Ou seja, para além da taxa de instalação (1.000 euros), a ' Enersistems' vai gastar cerca de 100 mil euros para alugar o terreno onde vai instalar 28 mil painéis fotovoltaicos, que deverão garantir uma produção anual de 12 Gwh.
Sabendo que a Empresa de Electricidade da Madeira, nos termos da legislação nacional, está obrigada a adquirir a energia produzida a partir do sol a um preço médio que nesta altura se cifra nos 0,30 euros/kWh, este negócio deverá render à empresa de Luís Marques Mendes uma facturação de 4 milhões de euros/ano.
Garantindo a mancha verde, a Região acaba, contudo, por abdicar de tributar à taxa normal os lucros gerados pelo Parque Fotovoltaico do Caniçal, beneficiando uma empresa privada - ainda que com participação pública - em cerca de 101 mil euros/ano, sendo para a SDM um bom negócio já que a área a ocupar pelo parque não tinha outro uso.

Embora seja indiscutível que a introdução da energia fotovoltaica contribui para a redução da factura energética - nomeadamente na importação de combustível - e na emissão de CO2, a solução encontrada impede a Região de obter mais receita fiscal, já que os lucros gerados serão tributados à taxa de 5%.

20 milhões de euros

A ' Enersistems' vai investir 20 milhões de euros no Caniçal para desenvolver um parque que vai ocupar uma área de 100.000 m2, onde, de acordo com a informação da empresa, serão instalados 28.800 paineis. Estes deverão ter capacidade de produzir 12 GWh por ano, contando a empresa iniciar a produção já em Outubro.
O acesso aos terrenos da Zona Franca faz-se por regime de subconcessão do domínio público, obtida através de uma licença de operação no âmbito do Centro Internacional de Negócios da Madeira.


DN Madeira

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Nova sede do SPM esbarra em heranças

A sede e o centro de formação foram a concurso para receber apoios da UE








A construção da nova sede e do centro de formação do Sindicato dos Professores da Madeira esbarrou num problema de partilhas e herdeiros. Um herdeiro, chegado do Brasil, reclamou o seu quinhão numa das parcelas. O empreiteiro garante que o problema está resolvido e que não vai atrasar a construção das instalações na Calçada da Cabouqueira.

Segundo Manuel Menezes, dirigente do Sindicato dos Professores da Madeira, a questão colocou-se de facto. O tal herdeiro apareceu há poucas semanas para que tinha direito, mas que não havia recebido nada. As obras não pararam e o empreiteiro assegurou ao Sindicato que o assunto está quase resolvido, falta agora assinar os últimos papéis. "O importante, tanto quanto fomos informados, é que o assunto está resolvido".

A construção prossegue, nunca chegou a estar parada, sublinha o dirigente do SPM. O que aconteceu foi apenas um daqueles problemas de partilhas de propriedades e de herdeiros emigrados, espalhados pelo Mundo. No caso da nova sede e centro de formação do Sindicato, a questão foi fácil, até porque em causa estava a mais pequena das três parcelas do terreno.

No entanto, de acordo com o que foi estipulado no caderno de encargos do concurso público, a solução do problema nunca seria do Sindicato dos Professores, mas do empreiteiro. Isto porque a obra de construção da nova sede e do centro de formação foi alvo de um concurso público igual ao que estão obrigas as empreitadas públicas.

"Como, além de sede, o edifício tem uma valência de centro de formação - de formação contínua para professores -, foi possível candidatar o projecto aos apoios da União da Europeia. Só que para assim foi necessário um concurso público, tal como se fosse uma obra pública". De acordo com Manuel Menezes, como o Sindicato não tinha um terreno, incluiu a aquisição no mesmo concurso.

A proposta vencedora deu como solução três parcelas na Calçada da Cabouqueira, para as quais fez o projecto das futuras instalações da sede e do centro de formação. As três parcelas eram três prédios urbanos, já demolidos. E foi numa destas parcelas - a mais pequena - que surgiu o tal problema do herdeiro que, conforme o DIÁRIO soube, terá chegado do Brasil e encontrado a casa de era proprietário no chão.

"Tanto quanto sabemos este problema está solucionado. Ainda há pouco falei com o empreiteiro que me garantiu que falta apenas assinar os papéis, pois o modo de compensação ao herdeiro que reclamou uma das parcelas já estava definido. Mais a mais, as obras continuam".


DN Madeira



Assim sera a Nova Sede da SPM:

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Andamento das obras no Estadio dos Barreiros




DN Madeira

Região cria residências assistidas para idosos

Segurança Social prepara-se também para reforçar número de cuidadores







O Governo Regional vai apostar na criação de residências assistidas, destinadas a pequenos grupos de idosos (entre quatro e seis). Para além disso, quer reforçar o número de cuidadores.
A presidente do Centro de Segurança Social da Madeira, Bernardete Vieira, sublinha que, em declarações ao JM, a Região teve de adiar, na sequência da intempérie de 20 de Fevereiro e à consequente necessidade de transferir apoios financeiros e logísticos para acudir às vítimas do temporal, «um projecto que estava pronto para avançar antes do temporal de 20 de Fevereiro, que são o das residências assistidas».
São pequenas casas, onde estarão quatro a seis idosos, e onde a Segurança Social assegura um acompanhamento durante 24 horas.
«Em vez de ser um lar grande, e os lares também são importantes e fazem parte do programa do Governo, é uma casa e constitui mais uma resposta para os idosos», sublinha.
Segundo Bernardete Vieira, «o ambiente nas residências assistidas será mais familiar». O Governo Regional, garante, quer difundir esta prática e alargá-la a toda a Região.
«Estamos a pensar em criar duas residências assistidas no Funchal. Se houvessem idosos que tivessem casas e estivessem dispostos a disponibilizá-las para eles e também para outros idosos, mediante arrendamento, seria a melhor opção. Mas, ninguém está a querer isso. Temos, pois, que arrendar e para arrendar temos de cumprir todos os procedimentos legais», complementa.
A Segurança Social madeirense está a contar lançar as duas casas até Julho, e depois ver até final do ano o que poderá fazer mais naquele sentido. Esta medida está no Plano Gerontológico e «é para avançar».
Quanto aos cuidadores, Bernardete Vieira diz que é uma medida de grande. «Gostaria que ainda tivesse mais, porque é importante para os idosos.», disse.
Neste momento, existem cerca de 170 cuidadores em toda a Região, um número que a Região quer ver aumentado a curto/médio prazo. Os cuidadores, lembre-se, têm a missão, perante contrapartida financeira da família do idoso, que contará com comparticipação do Governo, no caso das menos abonadas, de cuidar do sénior a seu cuidado, desde alimentação à tomada de medicamentos.
Por outro lado, Bernardete Vieira diz que, por agora, o plano de marketing social está suspenso, mas não cancelado.
«Com este temporal, tivemos de reequacionar prioridades. Prefiro investir dinheiro numa residência do que no plano, embora também considere que seria importante a sua efectivação. É uma coisa que pode esperar», conclui.

Refeições a leste até inícios do próximo ano

A presidente do Centro de Segurança Social da Madeira sublinha que a abertura de concurso para as refeições entregues a domicílios nos idosos para a zona leste (Machico e Santa Cruz) será lançado até, o mais tardar, finais deste ano, inícios de 2011.
Na zona oeste, está a faltar apenas o concelho da Calheta. Bernardete Vieira anuncia que, em breve, será assinado um acordo com a Santa Casa da Misericórdia da Calheta, que já assegura a ajuda domiciliária àquela zona. «É com eles que vamos negociar, para avançar até final do ano», disse.
«Em Dezembro/Janeiro vamos lançar o concurso para a Zona Leste. Antes disso não conseguimos, porque ainda será preciso lançar o caderno de encargos e o concurso propriamente dito. Depois, iremos adjudicar, o que deverá acontecer em Dezembro/Janeiro», explica.
Quanto ao Porto Santo, Bernardete Vieira sublinha que a Segurança Social está a avaliar a situação e diz que só vai avançar para as refeições para idosos ao domicílio «se isso se justificar».

Alas exclusivas para doentes com Alzheimer

Bernardete Vieira não se mostra muito a favor de lares exclusivos para doentes com Alzheimer.
«Temos o Porto Moniz, que tem um lar com ala para Alzheimer. Mas, a nossa experiência diz-nos que não se justifica, porque há uma fase em que ainda é necessário, quando os doentes estão na sua fase mais nervosa, mas depois passam a estar devidamente medicados e ficam com uma dependência como outro qualquer. Por isso, chegámos à conclusão que não vale a pena investir em lares só para aqueles doentes», disse.
A Segurança Social diz que pondera, sim, a criação de alas especiais nos lares que forem sendo construídos, bem como naqueles já existentes, que serão requalificados.


Jornal da Madeira

Santa Cruz está a precaver o futuro








O grupo parlamentar do PSD na Assembleia Legislativa da Madeira visitou, ontem, a freguesia de Santa Cruz para inteirar-se das obras que estão a ser feitas no interior das ribeiras, na sequência dos estragos que estas sofreram por ocasião da intempérie de 20 de Fevereiro último.
A comitiva falava junto à Ribeira de Santa Cruz, que neste momento está a ser objecto de intensas obras, por forma a repor a normalidade no leito e, sobretudo, trabalhos de recuperação das muralhas de protecção que sofreram algumas fissuras ao longo de todo o seu curso. Idêntico trabalho foi efectuado na Ribeira da Boaventura e também a norte, na ribeira que desagua do sítio do Janeiro.
Estes trabalhos, no entender de Sidónio Fernandes, demonstram bem a forma como o concelho foi fustigado no dia 20 de Fevereiro, com grande incidência na freguesia da Camacha, destacando que os trabalhos de recuperação estão a ser feitos, embora «com pouco dinheiro».
«Estamos a nos preparar para que, se tivermos outras intempéries, sejam de facto minimizadas pelo trabalho que estamos a fazer», disse o mesmo responsável, o porta-voz do grupo que ontem se deslocou a Santa Cruz, acompanhado por elementos da Câmara local.
Sidónio Fernandes destacou ainda a pronta inventariação e celeridade com que tudo tem vindo a ser feito, por parte do Governo Regional. «Digamos que é um tempo recorde. Logo a seguir à intempérie, em Março, deu-se início às obras, com maior incidência agora, no Verão, porque é a época que as podemos fazer, para podermos precaver o futuro», concluiu.
Santa Cruz, recorde-se, foi um dos concelhos mais fustigados no dia 20 de Fevereiro pela chuva, sendo que aqui caiu o maior volume de precipitação registada pelo Instituto de Meteorologia. Várias ribeiras transbordaram e pequenos cursos de água transformaram-se agora em grandes leitos, tal foi a força da água. Em Santa Cruz, chegou-se mesmo a temer pelo centro da cidade. Os receios centraram-se na ponte onde hoje está localizada a rotunda junto à Igreja e o Santa Cruz Shopping, mas felizmente, não houve grandes estragos a registar.


Jornal da Madeira

domingo, 13 de junho de 2010

Estátua da Senhora de Fátima fica situada junto à Igreja do Imaculado

Estátua marca visita da imagem peregrina









Largas centenas de pessoas associaram-se, ontem à tarde, à cerimónia de bênção da estátua da imagem da Senhora de Fátima, situada junto à igreja do Imaculado Coração de Maria.

Um estátua que, como salientou na ocasião o bispo do Funchal, que presidiu à cerimónia, representa um "marco histórico" que perpetua a visita da imagem peregrina à Madeira.

"Um sinal de reconhecimento da hora presente e de memória para o futuro", sublinhou D. António Carrilho no decorrer do acto solene.
Um momento vivido com muita emoção pelos fiéis presentes, não só paroquianos do Imaculado Coração de Maria, mas também católicos oriundos de outras freguesias do Funchal. De resto, a grande afluência de pessoas obrigou, inclusivamente, à interrupção do trânsito automóvel nas ruas situadas nas imediações, enquanto decorreu a cerimónia.

O prelado funchalense, que antes celebrou uma missa na igreja local, lembrou que a data de ontem assume um significado especial para os católicos madeirenses, daí ter sido a escolhida para a realização deste cerimónia. Por um lado, porque fez precisamente oito meses que a imagem peregrina chegou à Região, por outro porque a Igreja celebra neste dia a festa do Imaculado Coração de Maria. Sem esquecer que é também a 12 de Junho que a Diocese do Funchal comemora o 496.º aniversário da sua criação.

A estátua, concebida em mármore branco, está situada no jardim anexo ao adro da igreja do Imaculado Coração de Maria. O acto de descerramento foi efectuado por um grupo de crianças da paróquia que recebeu recentemente a primeira comunhão.



DN Madeira

1,8 M€ para conservar Natureza

Novos projectos LIFE: um para Porto Santo e outro para educação ambiental





A Região vai iniciar em breve dois novos projectos na área da Conservação da Natureza, financiados com fundos da União Europeia.
A aposta nos novos projectos por parte da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, através do Serviço do Parque Natural da Madeira (SPNM), só é possível através do financiamento do Programa LIFE. Tratam-se de um projecto na área da Conservação da Natureza (Programa LIFE NATUREZA) e de outra na área da Comunicação e Sensibilização (LIFE Comunicação) que terão a duração de quatro anos e um orçamento total de 1.8 milhões de euros, financiados, respectivamente, a 75 e a 50%. A confirmação oficial do financiamento foi recebida no final da semana pelas entidades regionais.

Manuel António Correia, secretário regional do Ambiente, mostrava-se visivelmente satisfeito com a notícia. "Num ano especialmente dedicado à biodiversidade, estes novos projectos e competentes financiamentos, reforçam o trabalho do Governo Regional na conservação da natureza do arquipélago e traduzem o reconhecimento pela União Europeia do valor do património natural da Região e a sua confiança na gestão que a Madeira dele faz", disse ao DIÁRIO.

Um dos projectos, aquele que terá o orçamento mais elevado (1 milhão e 200 mil euros) intitula-se "Travar a perda de biodiversidade europeia através da recuperação dos Ilhéus do Porto Santo e área marinha adjacente". Apoiado no âmbito do LIFE Natureza, tem como objectivo "inverter o estado de degradação que estes espaços apresentam, melhorando o estado de conservação das espécies prioritárias dos Anexos das Directivas Comunitárias, que aí ocorrem. Este projecto irá promover ainda a visitação ao Ilhéu de Cima o que constituirá mais um pólo de atractividade do destino Porto Santo, enquanto local para férias activas e ligadas à natureza."
O outro projecto será o primeiro da Região no âmbito do LIFE Comunicação e tem como tema 'Comunicando para a sustentabilidade socioeconómica, usufruto humano e biodiversidade em sítios da rede Natura 2000 no arquipélago da Madeira'. Este projecto, orçado em 600 mil euros, tem como propósito " promover e reforçar a compatibilidade entre o desenvolvimento das actividades sócio-económicas e culturais, como a pesca, agricultura e turismo de natureza, e a gestão das Reservas Naturais, áreas classificadas, habitats e espécies listadas nos anexos das directivas que sustentam a Rede Natura 2000. Este projecto contribuirá ainda para melhorar a capacidade que existe para orientar e receber turistas nas nossas áreas protegidas, de uma forma integrada e regrada, contribuindo para o sempre obrigatório desenvolvimento sustentado e sustentável", acrescenta o descritivo do mesmo.

Além do trabalho que será desenvolvido pelo SPNM, beneficiário principal dos dois novos projectos, haverá uma parceira com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, organização não governamental que tem sido parceira do Parque Natural em iniciativas LIFE anteriores.
No caso do projecto a ser desenvolvido no Porto Santo estarão também envolvidas outras entidades, nomeadamente as direcções regionais das Florestas e do Ambiente.

14 projectos em 20 anos


Desde o início da década de 90, o Parque Natural já foi beneficiário principal de 14 projectos LIFE, tendo estado directamente envolvido noutros nove. O número mostra que a Região tem tido uma boa capacidade de execução e orientação para atingir os objectivos propostos. Aliás, o reconhecimento do bom trabalho da Região e do SPNM a este nível ficou bem patente no final do ano passado com O projecto de conservação da Freira da Madeira a ser considerado um dos melhores projectos LIFE-Natureza de 2007-2008.

Para os responsáveis, os projectos LIFE têm também contribuído de forma decisiva para o bem sucedido esforço de Conservação da Natureza que a Região tem vindo a desenvolver ao longo das últimas décadas. Com estes dois projectos agora aprovados o envolvimento financeiro gerado desde 2001, ao nível do programa LIFE pelo SPNM, é da ordem dos 5,5 milhões de euros.



DN Madeira

sábado, 12 de junho de 2010

Privado investe 1,5 M€ em apartamentos na R. Brava

Conjuntura não assusta promotor e construtor da obra, José Giestas






Apesar da recessão económica e da crise a ela associada, cujo impacto negativo tem também atingido fortemente o mercado imobiliário, tal não impede que na Vila da Ribeira Brava vá nascer nos próximos meses mais um prédio de apartamentos. O investimento orçado em cerca de milhão e meio de euros é distribuído por cinco pisos, dos quais quatro são emergentes (acima da cota soleira). O projecto que agora ganha forma, já se encontrava aprovado há mais de um ano, e é para estar concluído até a próxima Primavera. A conjuntura actual não assusta o promotor e construtor da obra, José Giestas, que garante ter já 50% do imóvel encomendado. Os preços médios dos apartamentos oscilam entre os 150 e 170 mil euros, consoante a tipologia.

O projecto imobiliário avaliado em 1,5 milhões de euros tem uma área de implantação de 526 metros quadrados, um índice de construção de 2.055 metros quadrados e uma volumetria de 8.100 metros cúbicos. A área bruta de construção não ultrapassa os 60% da área do terreno. É composto por 12 fogos e 4 espaços comerciais, e vai ser construído em plena zona urbana da Vila ribeira bravense, no sítio dos Moinhos, a Norte do Complexo de Piscinas local, defronte da via expresso. Trata-se de mais um prédio de habitação que se ergue numa área onde já predominam os investimentos imobiliários, nesta que é de resto uma zona de franca expansão da vila.

Aprovado no início de 2009


O projecto de licenciamento deste edifício plurifamiliar e comércio já havia recebido 'luz verde' da Câmara Municipal no primeiro trimestre do ano passado, então pela anterior vereação eleita, que aprovou por unanimidade este investimento privado.

Entretanto, já este ano e ainda recentemente, o presidente da Câmara, Ismael Fernandes, levou o projecto em causa à reunião de Câmara, mas apenas com o propósito de informar os novos eleitos para a obra que em breve iria 'nascer' na Vila.

Não tardou que a mesma fosse posta em prática. Dias depois o promotor do investimento lançava 'mãos à obra'. A promotora é a imobiliária 'Gomes & Anjos, Lda.', enquanto que a construtora é a 'Giestas & Castanho, Lda.', ambas lideradas por José Giestas.

Com os espaços comerciais e a entrada principal confinados ao rés-do-chão, o prédio sobe mais três andares. São neste andares acima da soleira que ficarão distribuídos os 12 fogos habitacionais, repartidos pelas tipologias T2 e T3 (dois em cada andar). Abaixo da cota soleira ficará 'enterrada' a cave, que servirá essencialmente para área de garagem privativa. Neste espaço coberto ficarão os 18 estacionamentos privados, afectos à habitação. A descoberto, no logradouro haverão quatro estacionamentos reservados para as lojas comerciais, e ainda 15 espaços para estacionamentos públicos, dez dos quais, mesmo defronte do edifício, que acedem directamente da via expresso.


DN Madeira

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Lagoa do santo recuperada até 2011

Secretaria do Ambiente mantém aposta no sector da água agrícola. Só em obras recentes e em curso foram investidos 22 milhões de euros





Até ao final do próximo mês de Julho, a Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais pretende lançar o concurso público com vista à obra de recuperação da Lagoa do Santo da Serra.

O secretário regional, Manuel António Correia, disse ao DIÁRIO que o objectivo é que a obra fique concluída já durante o próximo ano. Segundo explica o governante, a lagoa do Santo tem uma capacidade para armazenar 800 mil metros cúbicos de água. Porém, devido ao mau funcionamento e a dificuldades estruturais, a utilização efectiva não ultrapassa os 200 mil metros cúbicos.

"A recuperação vai devolver à lagoa a sua capacidade original, quadruplicando a actual capacidade efectiva de armazenamento", acrescenta. "Será um importantíssimo reforço das reservas de abastecimento de água para agricultura, em particular da zona Sul Nascente da ilha".
Mas o investimento que o Governo Regional tem feito no sector da água agrícola, sobretudo nos últimos anos, não se esgota na obra que será lançada dentro de um mês.

A aposta no sector tem sido uma das prioridades da Região e, segundo explica o secretário regional, essa prioridade tem razões económicas e sociais. "O Governo quer fomentar o crescimento da agricultura e os agricultores, ao terem acesso à água, têm possibilidade de gerar riqueza e melhorar as suas economias domésticas".

O plano de investimentos ao nível do sector da água agrícola tem sido dividido em duas áreas fundamentais, a do armazenamento e a do transporte da água (vide destaque abaixo).

Em termos de lagoas ou de locais de armazenamento de água agrícola, Manuel António recordou que a recente inauguração da lagoa das Águas Mansas, na zona alta de Santa Cruz. Além desta, "terá início a execução da obra, já em 2010 para estar concluída em 2011, uma lagoa na Portela, que vai servir os concelhos de Machico e de Santa Cruz, e que vai ter capacidade para 100 mil metros cúbicos", acrescentou. Será também durante o próximo ano que vai ficar concluída a Lagoa da Ponta do Pargo.

Com concurso lançado ainda este ano haverá ainda uma outra lagoa, desta feita no sítio do Juncal, Paul da Serra.
O secretário regional acrescenta ainda que só as obras que foram recentemente concluídas no sector da água agrícola e aquelas que estão já em curso (sem considerar investimentos futuros como o da Lagoa do Santo da Serra), correspondem a cerca de 22 milhões de euros de investimento.
O valor comprova como este "é um sector muito enfocado e que continuará a ser uma prioridade do Governo Regional dentro da estratégia de gestão da água, da agricultura e do estímulo ao crescimento agrícola", afirma e garante: "O sector da água agrícola é uma das prioridades para encarar a tal prioridade global que é a água".

Recuperação do Lance sul da levada dos tornos vai custar 4 milhões




A obra de recuperação do último lance da Levada dos Tornos (lance Sul entre as freguesias de Gaula e Água de Pena) será iniciada em breve.
Manuel António, secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, disse que a obra está actualmente em fase de adjudicação. Será um investimento de quatro milhões de euros, apoiados por fundos europeus.

Além desta empreitada que, o Governo pretende que se inicie ainda este ano, têm se sucedido os investimentos em termos de recuperação dos grandes canais de transporte de água, a outra das grandes 'traves-mestras' no âmbito do plano de investimentos regionais no sector da água agrícola.
Manuel António recorda que recentemente foi recuperada a Levada da Serra do Faial (além do canal de transporte é também uma zona conhecida para passeios pedonais) e está já em curso a recuperação da levada entre a Calheta e a Ponta do Pargo, "cuja primeira fase - da Calheta até aos Prazeres - já foi concluída estando actualmente em execução a recuperação do troço entre os Prazeres e a Ponta do Pargo".

O secretário regional do Ambiente explicou que estão também em curso as obras de recuperação da levada entre a Calheta e a Ponta do Sol e da levada entre Machico e Caniçal.



DN Madeira

Centro abre com 12 jovens

Tem capacidade para 48 e vai acolher jovens em conflito com a Lei








O Centro Educativo da Madeira entra em funcionamento ainda no decorrer deste mês e deverá começar com 12 jovens, embora a sua capacidade seja de 48. O internamento de cada jovem em conflito com a lei dependerá sempre do tribunal conforme fez questão de esclacer ontem a directora-geral de Reinserção Social.
Leonor Furtado falava aos jornalistas momentos antes de uma visita guiada às instalações deste Centro Educativo no Caminho do Estreito, Santo da Serra. Um milhão e 500 mil euros foi quanto custou o contrato dos serviços que vão ser prestados em parceria entre a Direcção Geral de Reinserção Social e a União Meridianos de Portugal. As instalações em si custaram cerca de 7 milhões de euros.
Nesta visita, que foi acompanhada por deputados da maioria dos partidos com assento parlamentar na Assembleia Legislativa da Madeira (ALM), Leonor Furtado recordou que aquele Centro Educativo, construído há muito tempo, é um equipamento «precioso» que vai recorrer a execução de medidas de gestão que permitam a execução do internamento de jovens.
«Sugerimos ao Ministério da Justiça, a abertura de um concurso internacional para partilharmos a gestão deste Centro Educativo. O projecto é inovador na medida em que tem duas vertentes: uma é a de garantir a direcção pública. Por outro lado, vamos buscar aquilo que são as mais-valias em termos de organizações não governamentais», disse a directora-geral de Reinserção Social.
«Fomos buscar uma entidade com capacidade económica, experiência em projectos educativos que permitam cumprir aquilo que é o objectivo da execução da medida de internamento», sublinhou Leonor Furtado. Ou seja, que «um jovem que cometeu um facto qualificado como crime não volte a cometê-lo e que se insira de forma digna e responsável na socidade», adiantou.
Sobre a visita que ontem se realizou, Leonor Furtado explicou que o objectivo foi o de proporcionar às entidades regionais, a visão daquilo que vai ser a execução da medida de internamento.
Leonor Furtado não deixou de sublinhar o acolhimento e a cooperação extraordinários da parte das entidades regionais. «Precisamos do apoio de todas as entidades regionais e todos têm revelado a maior abertura», afirmou a directora-geral de Reinserção Social, a qual agradeceu esta posição.
«Não é fácil gerir um Centro Educativo», admitiu Leonor Furtado.

Centro Educativo vai estar aberto às famílias

Assim que surgiu a notícia de que iria abrir um Centro Educativo no Caminho do Estreito, no Santo da Serra, os moradores da zona deram início à recolha de assinaturas para contestar esta obra.
Leonor Furtado disse ter conhecimento dessa iniciativa que surgiu na altura em que se avançou com a notícia da criação desta instituição. No entanto, a «nossa política, neste projecto desta entidade, pretendemos abrir as portas à comunidade», referiu.
«As famílias poderão visitar o espaço como vamos fazer» convosco, sublinhou Leonor Furtado em declarações prestadas à comunicação social, momentos antes da visita às instalações deste Centro Educativo que vai ser gerido, em parceria, pela Direcção Geral de Reinserção Social (enquanto responsável pelas políticas de prevenção criminal) e pela União Meridianos Portugal.
Nestas instalações, deverão ser internados, por ordem do Tribunal, jovens com idades compreendidas entre os 12 e os 16 anos. O que não implica que não possam ali ficar jovens com mais idade, conforme for o entendimento do Tribunal.
A data da inauguração deste espaço vai ser divulgada posteriormente, conforme referiu Leonor Furtado.


Jornal da Madeira

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Recuperação continua

Madeira ainda não recebeu apoios do Estado e da União Europeia, mas fica a garantia












O vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, acompanhado pelo secretário regional do Equipamento Social, visitou ontem algumas zonas do concelho de Santa Cruz onde decorrem obras de canalização de ribeiras.
Os governantes interaram-se das intervenções em curso no Ribeiro Serrão, na freguesia da Camacha, e nas Eiras, no Caniço, zonas fortemente afectadas pelo temporal de 20 de Fevereiro.
No final do périplo, João Cunha e Silva, destacou que, mesmo sem as verbas previstas na Lei de Meios que ainda não foi promulgada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, e do Fundo de Solidariedade da União Europeia «as obras de recuperação vão continuar».

Tudo a funcionar na base de confiança com empreiteiros

O governante salientou o esforço desenvolvido pelo Governo Regional que, decorridos mais de três meses, «ainda sem receber um tostão, nem da União Europeia, nem do Estado, a não ser aqueles dinheiros de solidariedade que não são esses que serão utilizados na reconstrução porque são manifestamente insuficientes».
Questionado sobre o esforço dos empreiteiros que estão no terreno a executar a obra, Cunha e Silva referiu que «tudo isto está a funcionar na base da confiança», acrescentando que «também é bom para os empresários que não tinham trabalho e têm confiança no Governo de que haverá soluções financeiras para resolver estas questões colocadas na sequência do temporal».
Nesse sentido, realçou que quanto mais depressa for promulgada a Lei de Meios, mais célere será todo o processo de recuperação, lamentando o excesso de burocracia «a começar pela União Europeia, acabando em Portugal».

Plano de recuperação sem olhar ao interesse particular

O vice-presidente reiterou a ideia de que o plano de recuperação estabelecido será em benefício colectivo e não por interesses particulares. «As pessoas não podem continuar a correr perigos e nós temos de ter em atenção que a vida colectiva é mais importante do que a de cada um», reforçou João Cunha e Silva, acrescentando: «Enquanto não nos convencermos disto, dificilmente encontraremos o caminho certo. Não vamos hesitar porque o importante é a salvaguarda da vida das pessoas e dos seus bens e o que tiver de ser feito assim será».
Em declarações aos jornalistas no sítio das Eiras, numa zona de crescimento urbano acentuado, que provocou o estrangulamento dos cursos de água, Cunha e Silva foi peremptório: «Aqui vai ser preciso alargar este ribeiro para que ele corra normalmente e para que a água encontre caminho, sem ser através das casas, destruíndo habitações».
O vice-presidente do Governo, responsável pelo acompanhamento da recuperação da Madeira, referiu que as obras em curso «são de urgência e absolutamente necessárias que se impunham depois do temporal».
Na freguesia do Caniço, no sítio das Eiras, Cunha e Silva visitou as obras de canalização do ribeiro que transbordou para as casas, danificando algumas habitações e dezenas de viaturas. «Aqui pode-se verificar a dificuldade que as águas encontraram em zonas entupidas e com pouca largura e dimensão e que tem de ser alargada. Essa decisão está tomada e vai acontecer», garantiu.

Prioridade continua a ser o realojamento das pessoas

A visita começou no sítio do Ribeiro Serrão, na Camacha, onde prosseguem os trabalhos de melhoramento e alargamento das ribeiras, garantindo a segurança dos residentes daquela zona.
À saída, João Cunha e Silva foi abordado por um munícipe que se queixou de, após três meses, ainda continuar a morar em casa de familiares, visto que a sua habitação ter ficado destruída pelo mau tempo. O vice-presidente garantiu que a prioridade da acção do Governo Regional mantém-se no realojamento das pessoas e na recuperação das casas afectadas, mas que essa acção será incrementada quando forem disponibilizadas as verbas do Estado e da União Europeia.
«Devo dizer que dos 90 casos que temos no concelho de Santa Cruz, 60 são na freguesia da Camacha, sendo que destes, metade terão de ser novas habitações e as restantes são para a sua recuperação. Há ainda mais 30 casos espalhados por Santa Cruz dos dois tipos, umas irrecuperáveis e outras possíveis recuperar», esclareceu.
O Governo Regional continua a aguardar a promulgação da Lei de Meios por parte do Presidente da República. «Logo que isso aconteça e logo que nos chegue o dinheiro do Instituto de Habitação essa verba será para a recuperação da casa das pessoas afectadas», garantiu João Cunha e Silva. «Vamos realojar toda a gente que comprovadamente ficou sem casa no temporal».

Investimento realizado ainda não está contabilizado

João Cunha e Silva ainda não tem contabilizado o investimento já realizado na canalização das ribeiras desde o temporal. «Todos os dias temos de encontrar soluções urgentes e essa contabildiade não pode ser feita porque o trabalho ainda não está acabado, é contínuo e o Equipamento Social está a fazer contas face ao plafond que não pode ser ultrapassado», esclareceu.



Jornal da Madeira

Asfalto faz 'renascer' estrada levada pela água

O Alcatrão restituiu caminho do Passal, na Serra de Água, na Ribeira Brava





Três meses e meio após a catástrofe natural que deixou um profundo rasto de destruição também no sítio do Passal, na muito fustigada freguesia da Serra de Água, o alcatrão volta esta semana a 'desenhar' o trajecto do caminho municipal que ali existia e que desde 20 de Fevereiro tinha pura e simplesmente desaparecido por entre os pedregulhos que transbordaram da ribeira e irromperam estrada abaixo.

Localizado perto do centro da freguesia, o sítio do Passal foi um dos mais massacrados pela destruição imposta não só pelo transbordar do leito da ribeira da Ribeira Brava, mas também pela dimensão aterradora que ganhou nesse dia o ribeiro proveniente da zona da Ameixieira, deixando toda a zona ribeirinha deste sítio num autêntico calhau.

Mais de cem dias depois desse dia de má memória, o asfalto voltou a ser colocado ao longo do trajecto onde havia a anterior estrada de acesso a este sítio.
Apesar da destruição na habitação ali ainda ser uma realidade bem visível, o asfaltamento desta estrada é um sinal da reconstrução, que embora lenta, é mais um contributo para esbater as más memórias desse passado ainda tão recente.


DN Madeira

terça-feira, 8 de junho de 2010

Inaguração da Reabertura dos Pingo Doce do Anadia e do Dolce Vita

Alberto João Jardim sublinha na reabertura das lojas Pingo Doce no Anadia e no Dolce Vita
Quem não quiser trabalhar não terá protecção












O Presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, presidiu ontem à reabertura das lojas do Pingo Doce nos centros comerciais Anadia e Dolce Vita, as quais estavam encerradas desde a intempérie do passado dia 20 de Fevereiro, devido aos elevados prejuízos que sofrerem, e reabriram ontem após total recuperação e renovação das duas superfícies comerciais.
O chefe do Executivo regional teve oportunidade de visitar as duas lojas, tendo começado pela loja Pingo Doce do Anadia, onde, acompanhado do presidente do Conselho Executivo do Grupo Jerónimo Martins, Pedro Santos, procedeu ao descerramento de uma placa a assinalar o acontecimento. Estiveram também presentes na reabertura das duas lojas o vice-presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Miguel de Sousa, vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, e os secretários regionais dos Recursos Humanos, dos Assuntos Sociais e do Ambiente e Recursos Naturais, respectivamente Brazão de Castro, Jardim Ramos e Manuel António Correia.
Na oportunidade, Pedro Santos começou por referir “sentir-se em casa” na Madeira, destacando que o Grupo Jerónimo Martins sente “que pertence a esta Região, fruto de quase duas décadas de actividade no arquipélago, colaborando com empresas locais e a pagar impostos locais”. Acentuou ainda que o grupo emprega na Região 900 pessoas e que 25 mil pessoas visitam diariamente as lojas Pingo Doce.
Falando sobre a reabertura das duas lojas, realçou que a “reabertura destas assume assume também uma carga simbólica importante de recuperação e confiança no futuro”, acrescentando que o grupo “continua a acreditar plenamente na Região Autónoma da Madeira como um dos grandes pilares do futuro de Portugal”.

Região vai distinguir presidente da Jerónimo Martins

No seu discurso, o presidente do Governo Regional começou por referir que o dia de ontem era “muito significativo, não apenas para a economia da Madeira, mas para a vida da Madeira”, destacando que “a infelecidade de há meses atrás fez com que uma série de empresários e de trabalhadores deitasse mãos à obra e que o caminho fosse o da reconstrução”.
Alberto João Jardim lembrou na ocasião que durante a catástrofe de 20 de Fevereiro o “primeiro telefonema que recebeu de um privado” foi o do presidente do Grupo Jerónimo Martins, Soares Santos, que disse ser “um grande português” e que prontamente ofereceu ajuda “para reconstruir a Madeira”, referindo-se à doação de um milhão de euros pelo grupo à Região.
Deste modo, realçou que aquele telefonema “deu uma força extraordinária”, anunciando que no dia 1 de Julho, Dia da Região, a RAM “vai expressar publicamente ao senhor Soares Santos aquilo que muito consideramos e tanto devemos”.
O Presidente do Governo Regional referiu que o Grupo Jerónimo Martins paga “os seus impostos na Madeira” e “contribui para o emprego e a situação social madeirense”, considerando, por isso, que “o papel deste grupo tem sido importante e decisivo” e que o mesmo “é um grupo verdadeiramente madeirense”.
Neste âmbito relevou a “grande preocupação que o grupo tem em escoar produções da Madeira, inclusivamente no Continente”.
Destacou ainda o trabalho efectuado pelos empresários António e Norberto Henriques na recuperação dos centros comerciais Anadia e Dolce Vita.
Por outro lado, Alberto João Jardim referiu-se ao facto do Grupo Pingo Doce ser “escrupuloso na admissão de pessoal”, salientando que “quem foi escolhido sabe muito bem que foi pelas suas qualidades, e que se perder essas qualidades está a ser injusto para quem o escolheu”.
Assim, realçou que “cada vez menos haverá protecção para quem não quiser trabalhar”, acrescentando que as “leis nacionais já começaram a ser orientadas nesse sentido” e que já deu “instruções, já há algum tempo, para que se aperte também aqui”.
O chefe do Executivo regional salientou que “quem está em situação social difícil tem que ser ajudado pela comunidade, mas quem pode trabalhar e não quer trabalhar tem de bater a outra porta”.



Jornal da Madeira

Autarquia de São Vicente terá elevador

Obra apresentada à Associação de Deficientes da Madeira







A Associação de Deficientes da Madeira – Delegação Local do Funchal anteve onte uma reunião com a Câmara Municipal de São Vicente, num encontro que teve por objectivo apresentar àquela autarquia os elementos que compõem a nova direcção e o Plano de Actividades para o ano em curso. Mas, o objectivo principal, de acordo com Filipe Rebelo, foi o de analisar formas de estabelecer protocolos entre a ADM e a Câmara Municipal de são Vicente, com vista à promoção e defesa dos interesses gerais, indivividuais e colectivos das pessoas portadoras de deficiência.
Segundo o responsável pela Associação, esta pretensão tem sido manifestada às Câmaras Municipais. Após a autarquia funchalense, a direcção reuniu com a de São Vicente e, na próxima semana, tem um encontro marcado com a edilidade de Câmara de Lobos. «O objectivo é sempre abrir uma porta e sensibilizar os responsáveis máximos das autarquias sobre as barreiras arquitectónicas, os estacionamentos, apoios para os trabalhos desenvolvidos pela ADM perante a sociedade».
O dirigente mostrou-se satisfeito com a receptividade demonstrada pelo autarca de São Vicente, Jorge Romeira, para a resolução dos problemas e propostas apresentados pela ADM. «Mostrou-se muito sensível. Vai até fazer obras no edifício com a implementação de um elevador, disse que vai haver estacionamentos dentro do concelho e apoiar as pessoas com mobilidade reduzida», referiu. Ficou manifestada a dispobilidade em ajudar a Associação, dentro das possibilidades.



Jornal da Madeira

Candidatura após conclusão do projecto do Hospital

Santos Costa diz que Região pode candidatar-se a Projecto de Interesse Comum







O secretário regional do Equipamento Social, assegurou ontem, que há a manifestação, por parte dos Governos Regional e da República, no sentido da Região obter o contributo dos Projectos de Interesse Comum (PIC) para o futuro Hospital do Funchal.
Santos Costa, que falava aos jornalistas após a reunião semanal do Executivo madeirense, garantiu, por isso, tratar-se de «uma falsa questão» o facto de as candidaturas aos projectos de interesse público terminarem no final do mês e de a Madeira não aproveitar este processo para a obra do hospital. «Essa manifestação está feita junto do Governo da República e, portanto, só se irão fazer as candidaturas formais quando tivemos um processo acabado para podermos apresentar a candidatura. Não faz sentido nenhum fazer já, só porque vem alguém dizer que temos até ao final do mês para fazer uma candidatura. Não vamos andar a reboque dessas pessoas para o fazer», frisou o governante.
As declarações de Santos Costa surgiram após o CDS/PP ter afirmado que o executivo madeirense teria até ao final do mês para apresentar a candidatura do novo Hospital a Projecto de Interesse Comum. No entanto, como sublinhou o secretário regional do Equipamento Social, essa é «uma falsa questão», esclarecendo que só será apresentada uma candidatura, quando o o projecto do Hospital estiver concluído.
Assegurando que a Região mantém o interesse em construir a nova infra-estrutura, como demonstram as expropriações de terrenos em curso, Santos Costa comentou, no entanto, que as condições do mercado não são, actualmente, as mais favoráveis para uma parceria pública-privada, como inicialmente se esperava. Dessa feita, «nós estamos a continuar a desenvolver o projecto e eventualmente a adequá-lo em termos de dimensão a uma realidade actual a nível económico-financeiro, que não é propriamente aquela de quando iniciamos o projecto. Temos de adequar os objectivos do novo hospital a esta realidade, atendendo também ao facto de estarmos a aproveitar o actual hospital para dotá-lo das condições indispensáveis à oferta necessária para com os utentes, que é o fundamental», concluiu.



Jornal da Madeira