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domingo, 4 de abril de 2010

Q 200 começa a voar amanhã para o Porto Santo







O Novo avião que a SATA Air Açores vai operar na linha entre a Madeira e Porto Santo, vai começar a fazer as viagens inter-ilhas, amanhã, dia 5 de Abril, ao final da tarde.
Depois de o JM ter noticiado que a companhia aérea açoriana ia, efectivamente, pôr um novo aparelho no mês de Abril nas viagens inter-ilhas, é possível agora confirmar que o início das ligações acontece amanhã.
A confirmação foi dada ao JM por José Gamboa, do departamento de comunicação da companhia aérea açoriana. «Segunda-feira, dia 5, o Bombardier Q 200 entra efectivamente ao serviço para efectuar a rota entre a Madeira e o Porto Santo», disse, acrescentando que as viagens começam «no final da tarde».
Depois de a SATA ter voado nesta linha aérea nos últimos três anos, com um ATP, com mais de 60 lugares, esta rota volta a ter um aparelho mais pequeno, mas mais moderno, com capacidade para 37 lugares.
Embora tenha menos lugares de passageiros, este avião tem mais capacidade de carga do que o Short – 360, que em anos anteriores esteve ao serviço da Aerocondor.
O Bombardier Q 200 tem tecnologia mais avançada, maior comodidade e tambem maior segurança em vários aspectos.Com a entrada do Q 200, de imediato o ATP deixa esta rota, voltando para os Açores.



Jornal da Madeira

4.100 TURISTAS CHEGAM HOJE AO FUNCHAL ABORDO DE DOIS PAQUETES.

Turistas italianos e alemães estão de visita à cidade

Data: 04-04-2010









A Pontinha regista hoje duas escalas invulgares, pois esta é primeira vez que os paquetes 'Costa Victoria' e 'AIDAluna' estão em simultâneo neste porto. O primeiro a atracar será o paquete da companhia italiana Costa Crociere que tem chegada prevista para as 7 horas. É procedente de Tenerife e viaja com cerca de 1.900 turistas. O final desta sua escala na Madeira terá lugar ao final desta tarde, zarpando pelas 17 horas com rumo a Málaga.

Construído em 1996 no estaleiro alemão Bermer Vulkan , realizou a sua primeira escala no porto do Funchal a 24 de Outubro de 1996, no decorrer de um cruzeiro transatlântico com destino às Caraíbas. Com 251 metros de comprimento e 32,3 de largura, tem uma arqueação bruta de 75.951 toneladas e capacidade para receber, na sua lotação máxima, 2.246 turistas e cerca de 790 tripulantes. Como curiosidade de referir que está é a sua quadragésima primeira escala na Pontinha e a única a ter lugar no presente ano.

De regresso ao Funchal está, também, o paquete 'AIDAluna' para mais uma escala com pernoita na Pontinha. Tem chegada prevista para as 13 horas com 2.250 turistas alemães. Esta é a sua vigésima nona presença na Região sendo de realçar que até ao final deste mês irá visitar este mesmo porto por mais duas vezes, nos dias 11 e 20.

A outro nível de referir que o navio ferry 'Lobo Marinho', da Porto Santo Line efectua hoje uma viagem extra a partir do Porto do Santo de modo a garantir o regresso de mais de dois mil passageiros que foram passar a Páscoa à Ilha Dourada.

Assim, o navio zarpa do porto do Funchal com rumo ao Porto Santo às 8 horas, de onde regressa às 14 horas, com chegada ao Funchal anunciada para as 16:15 horas. O regresso ao Porto Santo terá lugar às 17.30 empreendendo nova viagem para o Funchal às 21 horas, atracando na Pontinha às 23.15. Destaque-se, por fim, que o 'Lobo Marinho' fará uma viagem extra na terça-feira, com saída do Funchal pelas 19 horas, por forma a garantir o transporte dos jogadores e adeptos madeirenses que pretendam participar no Open da Madeira de Golfe.


DN Madeira

Porto Santo Antigamente

ACIPS quer Estado a pagar escalas de Low Cost

Por entender que residentes têm direito a viagens de baixo custo entre ilhas









António Castro, presidente da ACIPS, critica o Governo da República por nada fazer no que diz respeito a assegurar voos mais acessíveis para madeirenses e portossantenses entre as duas ilhas do arquipélago. O nosso interlocutor vai mais longe e diz que o Executivo central não está a garantir a continuidade territorial, questionando mesmo porque razão não assegura o Estado os custos com a paragem das low-cost na ilha, na rota entre Lisboa e a Madeira.


O Porto Santo continua a ser um mercado sazonal e de difícil acesso. A opinião é de José António Castro, presidente da Associação Comercial e Industrial do Porto Santo (ACIPS), para quem se torna urgente a promoção do destino na Madeira. «O Porto Santo vive essencialmente dos madeirenses. E como tal, não podemos estar aqui só à sombra de um empresário - neste caso, a PSL - em termos de promoção na Região. Temos de repensar toda esta situação com as entidades públicas e privadas. Em anos de crise económica e financeira a nível mundial, temos que ir buscar quem está mais perto», defende o responsável, em declarações ao JM.
O nosso interlocutor vai mais longe e salienta que o Porto Santo necessita de um projecto de baixos custos para cativar os madeirenses de Janeiro a Dezembro. «Tudo o que o presidente do Governo Regional delineou em 1977 para o desenvolvimento do arquipélago e, nomeadamente, o Porto Santo, não está a ser seguido por algumas entidades. Reporto-me à linha de transportes aéreos entre as duas ilhas, que é um descalabro. O Governo da República tinha que apoiar mais, porque o povo do Porto Santo para chegar à Madeira paga cerca de 80 e poucos euros e o madeirense paga 150 euros para cá chegar. Ou seja, hoje, nem os madeirenses nem os portossantenses usufruem de uma low-cost entre Madeira e Porto Santo», lamenta.
Ciente da aposta muito forte nos voos de baixos custos entre Lisboa e a Madeira, António Castro deixa um apelo a quem de direito: «O que nós pedíamos era que esses voos, quando viessem de Lisboa ou da Madeira, passassem no Porto Santo e deixassem os passageiros que quisessem aqui fazer férias. Não estamos a pedir nada surrealista e é isso que nos diz a Constituição da República. Porque é que estamos a pagar mais caro do que um português do continente? É isso que nos questionamos», complementa.
«Há rota entre Madeira e Lisboa, e vice-versa, todos os dias que era só o avião aterrar em Porto Santo. Se há custos para isso, o Governo da República é que tem que os suportar porque é um dever no âmbito da continuidade territorial», acrescenta.
António Castro defende também que o Porto Santo tem de ser mais do que turismo de sol e praia. «É uma ilha pequena, mas grande na segurança, um produto que se pode vender no exterior. É uma ilha ecológica e o geoparque é uma boa ideia alinhavada pelo presidente da Câmara, mas que tem os seus trâmites. O turismo desportivo também tem de ser uma aposta, porque há aqui uma série de infraestruturas que foram criadas para esse fim, nomeadamente, o ténis e o campo de vólei e futebol de praia. Temos ainda o mar para o mergulho, a vela e a pesca desportiva, que também poderíamos explorar mais e melhor no sentido de aqui trazermos outro tipo de cliente», justifica.
António Castro entende, por outro lado, que as entidades públicas, nomeadamente, a vice-presidência, investiram, tornando-se agora necessário que também os privados avancem.
Mas, há outras ideias, já antigas, que a ACIPS continua a defender, entre as quais, a criação de um pólo da Universidade da Madeira, com valências no âmbito da área científica. «Poderia até trazer alunos do estrangeiro, agora com os processos de Bolonha», salienta.
Uma coisa é certa: «O Porto Santo não pode continuar a depender só do turismo, sob pena de continuar a sazonalidade até sermos avós e trisavós».
Questionado sobre o seu futuro à frente da ACIPS, António Castro diz que continuará no cargo até 30 de Dezembro. Depois, diz que pretende «tirar o substracto do seu curso num futuro muito próximo».


Dois problemas urgentes por resolver
Um é o combustível e o outro a distribuição de víveres







António Castro defende que o Porto Santo depara-se, actualmente, com um problema grave e outro que urge "apertar". O primeiro diz respeito ao combustível, entendendo o presidente da ACIPS que «não podemos ter um empresário a brincar com o desenvolvimento da própria ilha, sabendo que as condições para abastecimento não tem grandes soluções».
Apesar do entendimento alcançado ontem entre o empresário e a Galp para a continuidade do posto no centro da vila, António Castro lembra que todas as peripécias em torno deste assunto têm sido divulgadas pela internet, sendo que a situação não abona em favor do destino turístico. «Alguém tem de resolver isto», frisa, deixando ainda um conselho: «Se o empresário acha que não tem capacidade, venda ou ceda a sua posição e entre ele e a Galp que façam o melhor para que fique resolvido. Não pode ser é o povo do Porto Santo a pagar».
O responsável acrescentou que a ACIPS tem vindo a acompanhar este caso desde há um ano a esta parte e lembra que há um dever social que tem de ser salvaguardado. Nesse âmbito, confessa que tem mantido reuniões com a Galp e também com a Repsol, no sentido de melhorar o abastecimento e mostrar a qualquer uma das marcas que o Porto Santo tem empresários que querem investir nesta situação.
O outro problema diz respeito à distribuição de víveres na ilha. A este respeito, António Castro defende que o Pingo Doce está a desenvolver um «belíssimo trabalho» na ilha, mas ressalva que é uma área pequena para o Porto Santo. «As condições físicas do espaço não são, para já, as ideais. Era melhor que isso fosse repensado. O Porto Santo está a crescer e merecemos mais qualquer coisa», diz.
Para mais, os outros espaços que existem não têm demonstrado as capacidades solicitadas e exigidas pela população.




Jornal da Madeira

quarta-feira, 24 de março de 2010

Sata substitui avião já em Abril na linha do Porto Santo

A Sata Air Açores conta ter o novo avião Bombardier Q200 na linha Madeira – Porto Santo – Madeira já em Abril. Embora não confirme, fala-se no dia oito, altura em que o ATP regressa aos Açores.




O novo avião da Sata Air Açores, um Bombardier Q200, deverá começar a voar entre a Madeira e o Porto Santo no próximo dia oito de Abril. Irá substituir o “velhinho” ATP. Contudo, José Gamboa, do serviço de comunicação da companhia área açoriana, SATA, não quis confirmar as datas mas antes o mês em que irá acontecer a novidade, apenas por razões operacionais do aparelho que já está a voar nos Açores. Por isso, refere que o Bombardeir Q200 «irá para a Madeira e efectuará os voos Madeira - Porto Santo - Madeira, no decorrer do próximo mês de Abril».
José Gamboa falou também ao JM que a empresa está sempre disposta a inovar os aparelhos e a satisfazer os clientes tanto dos Açores como os madeirenses e porto-santenses. «Nós procuramos sempre corresponder aos desejos dos clientes, tanto o nível dos Açores como também da Madeira».
A vinda do novo avião é uma resposta a essa pretensão da empresa em querer agradar. «É um avião com algumas características mais evoluídas que o ATP, e estamos certos e seguros que prestará um serviço ainda melhor do que temos vindo a praticar aí na Madeira e no Porto Santo».
Quando o Bombardier Q200 voar para o arquipélago madeirense, o ATP sairá logo de serviço. A confirmação também foi adiantada por José Gamboa. «Quando este novo avião entrar o ATP sairá da linha. Será uma substituição directa».
De salientar que este aparelho ATP está operar na linha Madeira - Porto Santo desde que a SATA veio em 2007, substituído a Aerocondor.
Este novo avião, Bombardier Q 200, pode transportar 37 passageiros e tem maior capacidade de carga do que o Short 360, avião que a Aerocondor operava. Tem umja nova e mais eficaz tecnologia e mais comodidade e segurança para os passageiros.



Jornal da Madeira

terça-feira, 23 de março de 2010

'Black Watch' no porto

Paquete da Fred Olsen está de regresso à Europa
Data: 23-03-2010



Depois de ter cumprido mais um cruzeiro nas Caraíbas, o paquete 'Black Watch' está hoje de regresso ao Porto do Funchal, para uma escala que se iniciará às 7 horas e que se prolongará até ao final desta tarde, zarpando às 18 horas com rumo ao seu porto base, em Southampton. Procedente de Bridgetwon, o 'Black' viaja com um total de 761 turistas e no decorrer desta passagem pela Madeira irá desembarcar dois turistas e embarcar outros três.

Com esta designação, esta é a 53ª escala deste paquete na Madeira, a primeira das quais ocorreu a 14 de Dezembro de 1996.

Construído no ano de 1972 nos estaleiros finlandeses 'Wärtsilä' tendo na altura sido baptizado de 'Royal Viking Star', designação com a qual visitou a Madeira por 13 vezes, a sua a primeira escala ocorreu a 7 de Setembro de desse mesmo ano e a última a 15 de Abril de 1982. Posteriormente foi baptizado como 'Westward', nome com o qual não realizou qualquer escala na Pontinha. A 17 de Abril de 1995, e navegando na altura com a designação de 'Star Odyssey', realizou uma única escala, sendo finalmente rebaptizado de 'Black Watch'.

Este paquete foi remodelado em 1994 e em 2005 foi submetido a profundos trabalhos de reparação e aumento da sua capacidade de transporte. Com 205,5 metros de comprimento por 25,2 de boca (largura), tem capacidade para receber um total de 821 turistas, servidos por uma tripulação constituída por 415 elementos, onde se inclui a equipa internacional de animação.

Até ao final do presente ano o 'Black' regressará ao Funchal por mais quatro vezes, a 31 deste mês, a 27 de Abril, a 8 de Novembro e finalmente a 24 de Dezembro.

Carga no Porto Santo



Uma referência final para a presença hoje no porto do Porto Santo do navio porta-contentores 'Madeirense 3. Procedente do Caniçal, o mesmo tem chegada anunciada para as 11 horas e, depois de concluir as operações de descarga e carga de contentores, prosseguirá viagem rumo ao porto de Leixões.


DN Madeira

quinta-feira, 18 de março de 2010

Estreia no Caniçal

'BBC Scotland' SUBSITUIRÁ NOS PRÓXIMOS MESES O 'APOLO' NA LINHA LISBOA-MADEIRA.
Data: 18-03-2010



O navio porta-contentores 'BBC Scotland' realiza hoje a sua primeira escala no porto do Caniçal, em substituição do navio 'Apolo' que, entretanto, foi posicionado para a linha dos Açores.

Procedente do porto de Lisboa, o 'Scotland' tem chegada anunciada para as 20 horas, iniciando dessa forma a ligação regular entre o Continente e a Madeira, estando o seu agenciamento para a Madeira a cargo da Navegação Blandy.

Sobre este navio, de referir que o mesmo foi construído em 2002 no estaleiro naval chinês 'Xingang Shipyard' e pertence à frota do armador Briese Schiffahrt.

Das suas principais dimensões de destacar os seus 100,58 metros de comprimento por 16,6 de largura e um calado de 6,4 metros. Tem uma arqueação bruta de 4.090 toneladas e capacidade para transportar 390 contentores de 20 pés.

Ao nível dos méis de propulsão está equipado com um motor principal de 3.960 Kw e de dois auxiliares de 399 Kw, atingindo a velocidade máxima de 15 nós. A sua tripulação é constituída por 15 elementos e navega presentemente com bandeira britânica.

'Lobo Marinho' com mais viagens



Atendendo à realização do 'XIV Rali Porto Santo Line', que terá lugar no próximo fim-de-semana na ilha do Porto Santo, a Porto Santo Line, armadora do navio ferry 'Lobo Marinho', decidiu abrir mais duas viagens, garantindo dessa forma uma maior disponibilidade de lugares para os interessados em acompanhar este evento.

Assim, o navio realizará amanhã, às 8 horas, a primeira ligação extra com a ilha do Porto Santo, de onde regressa às 11h15, com chegada à Pontinha às 13h45. A viagem da tarde terá lugar às 18 horas com chegada ao Porto Santo às 20h15, encetando o regresso ao Funchal às 21h30.

A segunda viagem extraordinária terá lugar no domingo, dia 21, com o navio a cumprir a habitual ligação da manhã para o Porto Santo às 8 horas, regressando ao Funchal às 14 horas. Ao final da tarde, pelas 17h30 o navio zarpará de novo da Pontinha com destino ao Porto Santo, regressando ao final do dia, pelas 21 horas ao porto do Funchal.


DN Madeira

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Radar custa 4 milhões e pode ficar no Pto. Santo

Adérito Serrão deixa promessa que vai solicitar ao Governo






Adérito Serrão, presidente do Instituto de Meteorologia, regressou ontem a Lisboa, mas na passagem pela Madeira, deixou a promessa de que vai solicitar ao Governo a instalação de um radar na Madeira, para reforçar a capacidade de observação, sobretudo para fenómenos de vento e precipitação mais forte. Questionado sobre esta situação, Victor Prior não tem dúvidas em considerar importante esta infraestrutura. «Seguramente que será um bom investimento, daqui por três a cinco anos. É algo em que o IM está empenhado e eu, como meteorologista, sinto também a falta desse equipamento que nos permite fazer uma vigilância à volta da Madeira de cerca de 200 quilómetros».
O nosso interlocutor considera que as informações por radar são das mais importantes em termos de observação meteorológica, possibilitando acompanhar de 5 em 5 minutos a evolução de células conectivas, associadas a situações de precipitação intensa, em vez dos actuais 15 minutos através das imagens de satélite, com um atraso de 5 a 10 minutos. O investimento é de 3 a 4 milhões de euros, sendo que a sua instalação está prevista para o Porto Santo. Actualmente, existem três no continente, mas não abrangem as regiões autónomas.
Entretanto, para Março, está prevista a instalação de dois novos sensores de tempo presente, sendo que um ficará localizado na Santa (Porto Moniz) e outro em São Jorge. Há ainda a possibilidade de o sensor que actualmente está instalado no Observatório possa ser instalado noutro local da ilha.



Jornal da Madeira

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Terceira fase e sorteio público de nove lotes de terreno no Porto Santo decorreu ontem








O secretário regional do Plano e Finanças e o presidente da Câmara Municipal do Porto Santo estiveram ontem em duas iniciativas que decorreram naquela ilha: a primeira foi a da apresentação pública da terceira fase da urbanização das Matas e a segunda foi o acto público de sorteio dos nove lotes de terreno a ceder em regime de direito de superfície.
Em declarações prestadas ao JORNAL da MADEIRA, o presidente da Câmara falou daqueles dois projectos da Investimentos Habitacionais da Madeira que vêm na sequência de uma estratégia que foi definida na área da habitação no Porto Santo e que teve início em 1998 com a construção de 12 moradias pelo Instituto de Habitação e com a cedência de 28 lotes também pelo IHM. Depois disso, seguiu-se a entrega de 33 apartamentos por parte da edilidade e a disponibilização de 120 lotes em terrenos municipais.
Agora, surgem nove lotes sorteados bem como a construção de quatro fogos de tipologia T1 para a resolução de problemas sociais na ilha.
«Somos o concelho, per capita, onde o PRID melhor tem sido aproveitado», defendeu o autarca do Porto Santo, o qual admitiu, contudo, que ainda há necessidades.

Mais terrenos no futuro

«A situação de hoje vem resolver mais nove casos de pessoas que não tinham a sua casa e que agora vão poder construir a sua própria habitação», sublinhou o edil.
Roberto Silva assegurou que no futuro, é intenção da Câmara e da Investimentos Habitacionais da Madeira, na possibilidade de haver terrenos ou do Governo ou da edilidade, continuar com mais um ou outro investimento.
«Há sempre novas situações que aparecem. Para nove lotes, concorreram 32 famílias», referiu Roberto Silva. O autarca lembrou, contudo, que nem o Governo nem a Câmara poderão disponibilizar terrenos a toda a gente.
«Agora, num futuro próximo, vamos ver se conseguimos disponibilizar mais alguns lotes para resolver mais algumas situações».
Aqueles que ontem foram sorteados com um terreno poderão iniciar a construção da sua habitação dentro de aproximadamente dois meses, conforme adiantou ainda o edil.
Refira-se que a última fase do projecto da Urbanização das Matas, um investimento no âmbito da política social de habitação do Governo Regional com um valor total de cerca de 500 mil euros, compreende a construção de quatro fogos destinados a arrendamento social e a execução das infra-estruturas para nove lotes de terreno destinos à auto-construção em regime de direito de superfície


Jornal da Madeira

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Paquetes no Porto Santo

EM 2011 A ILHA DOURADA RECEBERÁ TRÊS ESCALAS DE PAQUETES.
Data: 11-02-2010



Depois de três anos (2008, 2009 e 2010) sem qualquer escala de navios de cruzeiros no Porto Santo, o movimento de paquetes na ilha dourada será retomado no decorrer do próximo ano. Com efeito, e segundo os dados disponibilizados no sítio da internet da Administração dos Portos da Madeira (APRAM), em 2011 o Porto Santo receberá de três paquetes que levarão à ilha um total de 2.300 turistas e cerca de 1.000 tripulantes.

A primeira escala está agendada para o dia 1 de Maio de 2011 e será a do paquete britânico 'Amadea' que no seu regresso à Europa, em viagem transatlântica, efectuará uma escala na Pontinha na manhã do dia 30 de Abril, zarpando ao final desse dia, pelas 23 horas, com rumo ao Porto Santo. Esta será a primeira escala do 'Amadea' no porto do Porto Santo. A chegada à baía da ilha dourada está anunciada para as 7 horas do dia 1 de Maio e essa escala prolongar-se-á até às 14 horas desse mesmo dia prosseguindo o seu cruzeiro, com destino ao porto de Leixões. Este paquete tem uma lotação para 580 turistas e é servido por 250 tripulantes.

A 26 de Julho o movimento de paquetes será novamente retomado, dessa feita com a escala, também inaugural, do 'Artania', ex 'Artemis'. Terá igualmente procedência do porto do Funchal, com chegada anunciada para as 8 horas e final de escala para as 14 horas. Tem uma lotação de 1.200 turistas e de 520 tripulantes.

Escalas sem taxas

A terceira e última escala de paquetes na ilha dourada para 2011 terá lugar no dia 10 de Agosto, com mais uma presença do 'Amadea. Este retomar de paquetes no porto do Porto Santo resulta de uma campanha da APRAM, que em sintonia com os agentes de navegação, desenvolvida junto das companhias de cruzeiros, isentando-as de taxas nas escalas verificadas no Porto Santo, antes ou depois de visitarem o porto do Funchal. Quanto ao historial de visitas de paquetes na ilha dourada, de salientar que entre 1999 e 2007, aquele porto recebeu um total de 42 escalas, com especial destaque para as 10 verificadas no ano de 1999. Nos anos seguintes registaram-se as seguintes escalas: 2000-9; 2001-6; 2002-7; 2003-5; 2004-1; 2005-2; 2006-3 e 2007-3.


DN Madeira

O 1º Parque Eolico em Portugal (Porto Santo 1986)






....Em 1983 o Governo Regional da Madeira contratou, sob proposta da DER, a firma britânica ERA Technology para levar a cabo estudos suplementares do vento (turbulência e determinação do perfil em altitude), bem como um estudo de viabilidade económica para um projecto piloto de energia eólica no Porto Santo baseado nos dados de vento do programa de medição efectuado.

O resultado desse estudo, em que o trabalho de campo foi de novo feito pela DER, foi a escolha do local do projecto piloto, Cabeço do Carvalho, Porto Santo. Este estudo, pioneiríssimo em Portugal, foi apresentado ao público em 1984. Não tenho registo da data exacta, mas deve ter sido ainda durante o primeiro trimestre desse ano porque o estudo da ERA tem data de Dezembro de 1983.

O «estado da arte» da energia eólica nessa altura era de máquinas com potências da ordem das poucas dezenas de kW, 30, 40, 50, sendo as de 55 kW as de topo de gama.

O governo alemão tomou conhecimento do estado de avanço do projecto do Porto Santo e dos estudos levados a cabo que apontavam para a instalação de máquinas dinamarquesas até 55 kW de potência nominal. Estava a DER a tratar já do projecto de instalação do parque eólico, que iria possivelmente ser posto a concurso, quando é surpreendida pela oferta alemã de 8 aerogeradores da firma MAN de 30 kW cada.

O parque foi entregue para exploração à Empresa de Electricidade da Madeira, e ficou provada assim a viabilidade da utilização industrial da energia eólica em Portugal....




Podem continuar a ler.....
http://inerte.horabsurda.org/?s=portugal


Curiosidade : o 1º parque éolico em Portugal Continental foi inagurado 10 anos depois em 1996 em Fonte da Mesa – Lamego

domingo, 31 de janeiro de 2010

Porto Santo Line mantém tarifário

Viagens marítimas entre a Madeira e o Porto Santo







A A empresa Porto Santo Line (PSL) vai manter em 2010 o tarifário praticado durante 2009 nas viagens marítimas entre as ilhas da Madeira e do Porto Santo.
Assim, segundo o tarifário comunicado esta semana pela PSL para vigorar durante o corrente ano, os preços das passagens no “Lobo Marinho” vão manter-se inalterados.
Mantém-se também inalterado o horário das partidas do navio “Lobo Marinho”, que retomou as ligações regulares com entre a Madeira e o Porto Santo na passada quarta-feira após uma paragem para trabalhos de manutenção no porto do Caniçal.
No que se refere às passagens, a viagem em classe turística para adulto (ida e volta) mantém-se em 42,10 euros na chamada época baixa, entre Janeiro e Março e entre Outubro e Dezembro, e em 51,50 euros na época alta, entre Abril e Setembro.
O adulto residente no Porto Santo continua a pagar 28,60 euros por uma passagem de ida e volta durante todo o ano. Crianças entre os 5 e os 11 anos pagam 50% do valor do adulto. Crianças com menos de 5 anos não pagam bilhete, embora a apresentação deste seja obrigatório.
O transporte de veículos também mantém o mesmo tarifário de 2009, isto de acordo com as diferentes classes.
De referir que aos valores indicados acresce sempre a sobretaxa de combustível.



Jornal da Madeira

'TerraMinha' colocou à venda voo 'charter' para Porto Santo





Data: 31-01-2010

A 'TerraMinha', marca do operador turístico Sonhando (Grupo Pestana) para a oferta em Portugal, lançou no mercado as duas primeiras promoções para o 'charter' para Porto Santo à saída de Lisboa, cuja operação em voo da SATA Internacional decorrerá aos sábados, entre 10 de Abril e 23 de Outubro.

As ofertas são para pacotes de sete noites de alojamento com pequeno-almoço, sendo os preços válidos para reservas antecipadas até 30 de Abril ou até 60 dias antes da data da partida.

As promoções específicas para esta operação variam entre os 432euros no Praia Dourada e os 995 euros no Pestana Porto Santo. O programa nclui outros hotéis.



DN Madeira



http://www.terraminha.pt/www/index.php

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Porto Santo quer mais madeirenses de barco

Os empresários do Porto Santo dizem estar a atravessar algumas dificuldades, agravadas neste período do ano, dizendo mesmo que só falta montar uma mesa e começar a jogar às cartas. Contudo, não baixam as mãos. João Leão, com negócios diversificados na ilha e que diz manifestar as preocupações de alguns colegas, propõe estímulos para levar mais madeirenses no Lobo Marinho.




O comércio do Porto Santo está a atravessar algumas dificuldades. Uma realidade que o empresário João Leão garantiu, ontem, acentuar-se nesta altura do ano. Sublinha que o movimento é tão diminuto que “só falta montar uma mesa na rua e ir jogar às cartas”.
Por isso mesmo, ao considerar que a economia da ilha passa fundamentalmente pelo visitante madeirense, acentua que uma primeira medida poderia passar por estímulos que o cative a ir mais vezes à “ilha dourada”.
Nesse âmbito, defende que um primeiro passo poderia assentar por algum incentivo público no preço do bilhete para a viagem no Lobo Marinho.
O empresário, com interesses em três áreas comerciais diversificadas no centro da cidade Vila Baleira, diz que, se isso acontecesse, concerteza os madeirenses se sentiriam mais atraídos para ir ao Porto Santo em curtas férias. E igualmente quem tem casa na ilha veria aí uma janela de oportunidade para se deslocar mais vezes, nem que fosse para a arejar.
E, com o movimento gerado, acredita que daria um maior alento à economia que, com o que diz ser o número crescente de negócios para uma população que pouco oscila, passou a dividir por mais o que antes estava concentrado.
Considera que, a não existirem estímulos, os empresários poderão ser forçados a tomar algumas medidas nos seus negócios que não querem. Lembra que, no seu caso concreto, tem responsabilidades por sete famílias, pelas quais tudo tem feito para manter.



Jornal da Madeira

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Região prepara novos projectos para o Porto Santo

Paulo Oliveira considera que as principais medidas com vista a diminuir ou eliminar os riscos de extinção das espécies mais vulneráveis estão implementadas há já algum tempo na Região









JORNAL da MADEIRA — Este ano assinala-se o Ano da Biodiversidade. Que actividades vai o Parque Natural efectuar para assinalar a efeméride?

Paulo Oliveira — Um pouco a brincar e muito a sério posso dizer que para quem trabalha nesta área todos os anos são anos da biodiversidade, assim como o são todos os dias! É óbvio que neste ano vamos aproveitar a maior receptividade do público para intensificar a nossa mensagem divulgativa e de sensibilização. O SPNM tem um programa de sensibilização ambiental que se reveste de várias componentes e que movimenta anualmente cerca de 10.000 pessoas, desde alunos da pré escolar até pessoas da terceira idade. É nossa intenção, ao longo deste ano, manter estes elevados níveis de intervenção pondo o enfoque numa abordagem pedagógica relativamente à nossa biodiversidade.

JM — Em que estado está a biodiversidade madeirense? Qual é a maior ameaça a essa biodiversidade?
PO — A Biodiversidade madeirense está bem. O panorama negro adiantado pela ONU de que até 2050 irão desaparecer do nosso planeta cerca de 15 a 30 % das espécies conhecidas, não se aplica de todo ao nosso arquipélago. Existem algumas espécies, pertencentes a distintos grupos, que necessitam da nossa atenção dirigida e continuada, mas as medidas basilares para a sua conservação no todo estão devidamente acauteladas (por exemplo existência de uma adequada rede de Áreas Protegidas que englobam os habitats mais relevantes de todo o arquipélago). É difícil adiantar um factor de ameaça mais relevante, mas ao ter que o fazer, eu destacaria o efeito das espécies introduzidas com carácter invasivo (animais e plantas) como aquela que merece maior atenção. E a verdade é que essa atenção tem sido dada, contando com reconhecimento mundial. A Madeira está claramente na vanguarda da Europa no que diz respeito a projectos de erradicação de vertebrados introduzidos nefastos para os ecossistemas (murganhos, ratos, coelhos e cabras)! Podemos referir os variados projectos levados a cabo na Deserta Grande, Bugio e nas Selvagens. É muito interessante também referir o projecto de recuperação dos habitats da Ponta de São Lourenço através da erradicação de todas as espécies de plantas introduzidas com carácter invasivo existentes na área.


JM —
Que espécies animais e vegetais estão mais ameaçadas? Porquê?
PO — Um dos grandes problemas mundiais para a conservação da natureza é que os recursos financeiros e humanos não são ilimitados, o que leva a que exista uma necessidade de actuar de acordo com critérios de prioridade rigorosamente definidos com bases científicas. Nesta óptica, as nossas prioridades levaram à implementação de projectos dirigidos a espécies extremamente ameaçadas como as Freiras da Madeira e do Bugio, do Lobo Marinho e de algumas plantas extremamente raras da Laurissilva e Maciço Montanhoso Central. Estes eram projectos que tinham garantidos o envolvimento e aceitação do público, o que foi um dos factores determinantes para terem avançado primeiro
Actualmente preocupam-me os moluscos terrestres (vulgo caracóis) dos Ilhéus do Porto Santo e a fauna marinha do arquipélago no seu todo. Considero que actualmente estes são as principais preocupações porque, em consequência do que já expliquei antes, só recentemente é que foi possível implementar um programa de conservação que conduza à recuperação destas populações únicas no Mundo. A primeira medida passou pela criação da Rede de Áreas Marinhas Protegidas do Porto Santo e agora está em curso uma série de candidaturas que irão possibilitar a implementação de um programa de recuperação alargado que visa garantir a perenidade dessas espécies e seus habitats. No que toca à fauna marinha demos início o ano passado a um programa de inventariação da fauna do ictiológica (peixes) do Porto Santo, o qual possibilitará a elaboração de um documento de referência, importante para a definição das necessidades de conservação dessa área e do sucesso das medidas já implementadas .

Política ambiental bastante sólida

JM —
Que soluções estão a ser ponderadas para diminuir ou para eliminar riscos de extinção?
PO — Eu penso que a política da Região em termos de conservação da natureza é bastante sólida e consequente, estando as principais medidas com vista a diminuir ou eliminar os riscos de extinção das espécies mais vulneráveis implementadas há já algum tempo. Acredito que os principais riscos de extinção existentes são de âmbito mais geral, ao nível por exemplo do aquecimento global, mas a este nível pouco se pode fazer no contexto regional. A única coisa que podemos fazer é ajudar a implementar um modo de vida e de estar que de alguma forma contrarie aspectos como a emissão de CO2 para a atmosfera…apesar de insistir que devemos pensar globalmente agindo localmente, tenho a consciência que os centros decisores destas matérias estão longe do patamar regional, ou mesmo, nacional.

JM — Como é que se poderá lidar com os riscos de invasão de espécies, como está a contecer sobretudo nos insectos, como os casos da formiga, do mosquito, etc?
PO — Esse é um problema muito difícil de contornar…são as tais consequências das alterações climáticas. Não está a acontecer nada que já não estivesse previsto há muito tempo. São espécies que agora encontram na nossa região condições óptimas para a sua sobrevivência. O que podemos fazer? Temos que actuar a dois níveis distintos. Por um lado intensificar a fiscalização sobre os produtos, alimentares e outros, que entram na região, dotando as entidades fiscalizadoras de ainda mais instrumentos legais que possibilitem uma intervenção mais assertiva e eficaz. Por outro, devemos nos manter atentos, com planos de contingência devidamente preparados para serem accionados sempre que focos de infestação sejam detectados, numa fase inicial do estabelecimento. Depois deste tipo de espécies passar à fase de estabelecimento já nada se pode fazer a não ser aprender a viver com elas.

JM — Espécies como o eucalipto ou a acácia também são invasoras... Acha que as pessoas estão mais sensibilizadas para as invasões animais e esquecem-se das vegetais?
PO — Penso que não! Acho que as pessoas todas conhecem os problemas levantados pelos eucaliptos, por exemplo. O problema é que muitas plantas introduzidas com carácter invasivo têm um papel ornamental muito marcado, aliás foi por isso que chegaram à nossa região, e as pessoas gostam de as ter no seu jardim, esquecendo-se que podem estar a contribuir para a disseminação de uma espécie potencialmente nociva para os ecossistemas. Outra vertente do problema é quando estas espécies já fazem parte da cultura das pessoas, estou por exemplo a pensar nos coelhos, à volta dos quais existe uma intensa actividade cinegética fortemente enraizada na nossa sociedade civil. Muito sinceramente penso que aqui ainda temos um longo trabalho de sensibilização a fazer. As pessoas não estão ainda dispostas a mudar o seu modo de vida para contribuir para o combate às espécies introduzidas com carácter invasivo.

JM — Nos dias de hoje, de aldeia global, que medidas poderão ser tomadas de modo a garantir que as espécies madeirenses serão salvaguardadas face a outras espécies?
PO — Essas medidas existem e têm dado os resultados esperados.
A Madeira tem legislação própria no que diz respeito à prevenção da entrada e detenção de espécies de animais introduzidos; actualmente é proibido introduzir qualquer espécie, com excepção dos tradicionais animais de companhia.
No que toca às espécies vegetais, apesar de existir legislação nacional que previne a entrada de espécies potencialmente perigosas na Região, seria importante fazer aprovar legislação de cariz estritamente regional que fosse ainda mais restritiva e ágil, obviamente salvaguardando, os legítimos interesses económicos associados à comercialização de plantas.

JM — Em que pé estão os processos de recuperação da Manta e de outras aves de médio e grande porte?
PO — Espécies como a Manta apresentam estatutos de conservação favoráveis, tendo recuperado em pleno das perseguições que lhes eram movidas no passado. Este tipo de espécies, por serem predadores de topo, são indicadores da saúde e equilíbrio dos ecossistemas. Neste contexto, é fácil concluir que os nossos ecossistemas estão bem e recomendam-se!

JM — Que projectos tem o Parque Natural para as Desertas? E para as selvagens?
PO — A conservação da natureza é um processo dinâmico. Após uma fase inicial em que foi preciso dar atenção à recuperação de espécies e habitats muito ameaçados, estamos agora em condições, fruto também das condições sociais então criadas na ilha, de virar essa página. Os projectos para onde agora canalizamos as nossas energias prendem-se, por um lado, com o envolvimento da população no nosso trabalho e, por outro, pela criação de uma estrutura de merchandising e prestação de serviços especializados que de alguma forma permitam aumentar o financiamento das nossas actividades.
Queremos de uma forma gradual e sustentada criar níveis elevados de visitação das nossas áreas protegidas, que contribuam para uma maior valorização das mesmas. Os centros de apoio das Reservas serão melhorados e o exemplo disso são as alterações já implementadas na Casa do Sardinha na Ponta de São Lourenço. Neste local foram efectuadas obras de requalificação e a Casa de Apoio e Vigilância irá passar a constituir um Pólo de Recepção. Em paralelo serão criados outros Pólos de Recepção, quer na Madeira quer nas “ilhas” que irão levar a uma maior divulgação do nosso património natural, associado a um programa de marchedising que trará óbvios dividendos financeiros. Aspecto importante em época de crise.

A Madeira, segundo Paulo Oliveira, «está claramente na vanguarda da Europa no que diz respeito a projectos de erradicação de vertebrados introduzidos nefastos para os ecossistemas».

Neste momento, de acordo com o director do Parque Natural da Madeira, «as nossas prioridades levaram à implementação de projectos dirigidos a espécies extremamente ameaçadas como as Freiras da Madeira e do Bugio, do Lobo Marinho e de algumas plantas extremamente raras da Laurissilva e Maciço Montanhoso Central».



Jornal da Madeira

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Madeira em dose dupla no Festival da Canção

“Seis Po’ Meia Dúzia” e a Portossantense Dennisa







O Festival da Canção 2010 tem a Região Autónoma da Madeira representada em dose dupla. Na noite de quarta-feira, o site oficial do concurso, da RTP, tornou públicas as 30 músicas seleccionadas para irem a votos. O grupo madeirense “Seis Po’ Meia Dúzia” e a cantora portossantense Dennisa Silva foram seleccionados pelo júri que analisou 420 temas que concorreram ao concurso que irá eleger a música representante de Portugal no Festival Eurovisão da Canção, na Noruega. Assim, as “Seis Po’ Meia dúzia” vão tentar a sorte com o tema “Pássaro Saudade”, com letra de Irene Lucília Andrade e composição de Ricardo Rodrigues. O tema aborda o emigrante e o regresso a casa.
Em declarações ao JM, Filipe Ramos, que esteve desde o primeiro minuto na candidatura do grupo composto por seis raparigas ao Festival da Canção, não escondia a sua satisfação. Espera que os madeirenses ajudem a levar Carina, Cristina, Fátima, Carla, Sílvia e Susana à final do concurso, através do voto online, até ao dia 27, no site oficial que disponibiliza cerca de 1 minuto de canção para ser ouvido. As pessoas podem votar as vezes que quiserem, chamou a atenção. Já Dennisa Silva admitiu, também em declarações ao JM, que «não estava nada à espera de ser seleccionada!» Estava, como é óbvio, feliz. O tema a concurso pela sua voz é “Meu Mundo de Sonhos”, da autoria de João Novo e composta por Rui Barreto e João Sanguinheira. Dennisa não apelou directamente ao voto na sua música. Pediu que os madeirenses visitem o site oficial da RTP, oiçam a canção e, se gostarem, que votem e que, assim, a ajudem a estar na final do concurso. A artista classificou a sua música de “muito simples” em que é transmitida a mensagem de que as pessoas idealizam os seus sonhos sendo que muito do que concretizam ao longo da vida, surge precisamente dos sonhos que têm, como a própria portossantense. Os votos para as 30 músicas seleccionadas podem ser feitos no site www.rtp.pt, até às 24 horas do dia 27. De salientar que as 24 mais votadas serão distribuídas por duas semi-finais a se realizarem no Campo Pequeno, em Lisboa, nos dias 2 e 4 de Março. Serão seleccionadas seis canções em cada semi-final, que ficarão apuradas para a Grande Final da 46ª edição do Festival da Canção, no dia 6 do mesmo mês.


Jornal da Madeira


Dennisa Silva

http://videos.sapo.pt/bZuYTLSmmLB5cYSS5HLO





Seis Po’ Meia Dúzia


http://videos.sapo.pt/dTkRjGvQ9Us60nIoHqUQ




Curiosidade: O Duo de Humoristas da Sic Radical os "Homens da Luta" Também conseguiram apurar-se nesta iliminatoria (Actualizado foram desqualificados )

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

'Times' recomenda a praia do Porto Santo






'The Times' foca a praia da ilha dourada em 17º lugar entre as praias europeias
Data: 21-01-2010

O jornal diário britânico 'The Times' publicou no seu suplemento de viagens um trabalho de vários jornalistas sobre as praias europeias que irão estar mais em moda este ano.

Denominado '20 Hottest European Beaches for 2010', o trabalho foca em 17º lugar a praia da ilha do Porto Santo. O local é bastante recomendado para férias descansadas, devido especialmente às suas características de local bastante sossegado durante a maior parte do ano. O articulista foca que no Porto Santo há pouco para comprar e poucos divertimentos, mas contrapõe que a praia é suficiente para ocupar os dias dos visitantes.

A recomendação do 'The Times' surge numa ocasião bastante oportuna, já que está à venda no mercado britânico um novo programa de férias na ilha dourada, com transporte em voo fretado directo de Londres/Gatwick e um mínimo de uma semana de estada no Hotel Pestana, que está a ser comercializado pelo operador 'Atlantic Holidays', pertencente ao grupo, e que deverá começar em 31 de Maio próximo. Segundo sabemos a procura tem sido boa e tudo leva a crer que possa repetir o sucesso de quando se realizou pela primeira vez, em 2008.

No trabalho são sugeridas outras hipóteses de transporte através dos voos regulares da TAP e da EasyJet, com escala na Madeira.


DN Madeira



http://www.timesonline.co.uk/tol/travel/holiday_type/beach/article6989680.ece?token=null&offset=60&page=6


"17 Madeira: Porto Santo

It’s simple. The southern shore of this tiny island is five miles of pure gold. You walk, slowly, with sand between your toes, getting tanned by the strong southern sun and cooled by the gentle breeze from the Atlantic. About 400 miles to the east, beyond blue waters warmed by the Gulf Stream, is Casablanca. A few miles to the southwest, and more accessible, is Madeira. There’s a museum dedicated to Christopher Columbus; if you think that sounds interesting, think again. The beach is the island’s only selling point — but that’s more than enough.

Best for: two hand-in-hand romantics. "

sábado, 16 de janeiro de 2010

Porto Santo é estância singular de saúde natural no mundo

João Baptista demonstra em Lisboa








O Porto Santo distingue-se das demais ilhas dos arquipélagos da Macaronésia e de outras que o madeirense João Baptista e os seus pares têm estudado pelo mundo como um destino de saúde. Esta foi uma das ideias chave que procurou passar ontem em Lisboa na conferência que proferiu no âmbito da Bolsa de Turismo de Lisboa. Uma conferência que teve como tema “Ilha do Porto Santo: Estância singular de saúde natural”, partilhada com Celso de Sousa Figueiredo Gomes, Professor catedrático, investigador do Centro GEOBIOTEC da Universidade de Aveiro.
O especialista acentua que a ideia central da conferência visou apresentar os factores justificativos do chavão atribuído recentemente ao Porto Santo por si e pelo Professor Celso de Sousa Figueiredo Gomes: «Estância singular de saúde natural».
Entre os factores justificativos destaca o aproveitamento desde há dois séculos da areia carbonatada biogenética. Na prática, a areia da ilha «conhecida pelo seu uso em tratamentos de doenças de foro reumático, ortopédico e fisiátrico».
Recorda que este conhecimento empírico proporcionou depois um outro mais técnico, científico e clínico, que resultou na construção da «primeira e única clínica mundial que se conhece de geo-medicina com tratamentos de areia, que é o Geo Medicine Center Spa do Hotel do Porto Santo.
Além da areia, João Baptista (Doutor engenheiro, investigador do Centro GEOBIOTEC, da Universidade de Aveiro) e Celso Gomes abordaram a vertente da argila do Porto Santo, mais conhecida por salão, massapez, que também tem aplicações medicinais, «não só aplicado directamente sobre o corpo humano como na sua utilização em produtos dermo-cosméticos com fins medicinais», que ontem foram mostrados no stand da Madeira e que continuarão até o final da feira, no domingo.
Outro recurso que mereceu abordagem foi a água. A do mar e a de nascente, fazendo sobressair as diferenças em comparação com outros a nível nacional. Neste domínio aponta o bronzeado característico que os banhistas obtêm após uma época balnear na ilha. Explica que está relacionado com a quantidade anormalmente elevada que as águas do mar d Porto Santo têm relativamente a outras águas-padrão a nível mundial.
No que respeita à água mineral natural , bicarbonatada cálcica, foi, durante muitos anos, engarrafada numa unidade industrial na ilha, a Casa das Águas, na zona da Fontinha, e na zona das Lombas. Lembra, a propósito que há um projecto em curso para a transformação da antiga Casa das águas num espaço museológico sendo que, na área envolvente, surgirão residências com características distintivas.
Na conferência foram igualmente abordados os parâmetros climáticos do Porto Santo referentes aos últimos 30 anos, com medições a nível itens como a temperatura, a insolação e a precipitação, e a influência que tem no bem-estar das pessoas.
E, finalmente, fez a ponte para uma conferência que João Baptista realizará hoje na BTL, com o tema “Património geológico da ilha do Porto Santo: Cultura, Turismo e Meio Ambiente”. Um conferência que irá partilhar igualmente com Celso de Sousa Figueiredo Gomes, e ainda com Jorge Hamilton de Andrade e Cardoso Gomes.
Quanto ao facto de todos estes factores poderem ser distintivos para o destino turístico Porto Santo reconhece que o chavão que introduziram evoluiu ao longo do tempo.
Recorda que em 1920 o médico Nuno Silvestre Teixeira foi a pessoa a divulgar as potencialidades terapêuticas dos recursos naturais da ilha.
Em 2006, no livro que lançou com o Professor Celso Gomes “Os minerais e a saúde humana: Benefícios e riscos”. O chavão daí resultante foi “Ilha do Porto Santo, resort de saúde natural”.
E agora evoluíram para «Estância singular de saúde natural».
À questão se esta é uma realidade que o Porto Santo tem de promover responde de imediato que sim. «Os recursos naturais sempre existiram. Ninguém os inventou. O que fizemos foi, ter a capacidade, através de conhecimento, investigar o porquê. Há que tirar partido».
No que se refere à clínica existente na ilha diz que tem muita procura por turistas internacionais e inclusivamente muitos portugueses. Não obstante entende que existem aspectos que têm de ser corrigidos, nomeadamente em matéria de transportes aéreo e marítimo.
Em jeito de remate, apenas sublinhar que a procura pela conferência não foi muito acentuada.
Durante o dia de ontem João Egídio fez arranjos florais e houve lugar a aplicação tópica de produtos dermo-cosméticos com fins medicinais, conforme se pode ver numa das imagens.


Jornal da Madeira

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Pestana constrói hotel no Porto Santo

Anúncio feito na Assembleia Legislativa pelo deputado do PSD, Gregório Pestana


O grupo Pestana prepara-se para construir o segundo empreendimento turístico no Porto Santo. O anúncio foi feito ontem pelo deputado do PSD, Gregório Pestana, em resposta a uma questão colocada pelo comunista Leonel Nunes sobre o futuro hoteleiro do Porto Santo. O deputado social-democrata revelou que neste trimestre arrancam as obras do novo empreendimento turistico e imobiliário avaliado em 50 milhões de euros.







O deputado do PSD, Gregório Pestana revelou ontem que as obras do novo empreendimento turistico e imobiliário da responsabilidade do grupo Pestana, terão início ainda este trimestre.
Trata-se do Pestana Residence, um aldeamento turístico de quatro estrelas, a construir nos terrenos adquiridos junto ao Pestana Porto Santo.
O empreendimento turístico e imobiliário vai operar sob a marca Pestana Residence e contempla 250 apartamentos, num investimento a rondar os 50 milhões de euros.
Depois de passar em revista as principais obras realizadas na ilha nos últimos anos, numa intervenção política, Gregório Pestana, em resposta a uma questão colocada pelo comunista Leonel Nunes sobre o futuro do parque hoteleiro do Porto Santos revelou que «no primeiro trimestre deste novo ano arrancará uma nova infra-estrutura hoteleira, fazendo que com a banca se interesse em concluir as obras do Colombo Resort».
Mais céptico em relação ao processo do Colombo’s Resort, Leonel Nunes (PCP) alertou para a possibilidade do Porto Santo ter «um retrocesso turistico como há 20 anos quando ficou só cum um hotel aberto no Inverno».
Por outro lado, o deputado comunista lamentou que nas próximas duas semanas o Porto Santo fique privado de ligações marítimas de passageiros «com custos em termos turísticos para a ilha».
Na resposta, Gregório Pestana lembrou que, em intervenções parlamentares anteriores, já havia manifestado a sua preocupação pela paragem do navio Lobo Marinho, para manutenção, defendendo uma alternativa para que a economia local não fosse afectada.
Por outro lado, salientou que no mês passado, embora algumas viagens tenham sido canceladas devido ao mau tempo «o Porto Santo nunca deixou de estar abastecido com produtos de primeira necessidade».
Na sua intervenção política realizada no período antes da ordem do dia, o parlamentar social-democrata enalteceu «a manifestação de maturidade democrática da população na eleição de Roberto Silva para mais um mandato na Câmara».




Jornal da Madeira

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

BTL «é fundamental» para divulgação do Porto Santo

Roberto Silva destaca as duas conferências sobre a ilha “dourada”






Desta vez, a ilha “dourada” vai ter algumas novidades para apresentar na BTL, como sejam duas palestras subordinadas a temas que pretendem promover ainda mais o Porto Santo, mostrando, assim, mais potencialidades que ilha pode vir a oferecer aos turistas.
Roberto Silva, presidente da Câmara Municipal, disse ao JM «que é sempre muito importante que não só a Região esteja presente, mas também o Porto Santo, na BTL», realçando que «desde 2000 a esta parte, nós temos tido sempre um balcão institucional dentro do stand da Madeira».
Adianta que é neste “stand” que são promovidos os diversos produtos da ilha, «que têm a ver com o Porto Santo, e o que tem para oferecer, nomeadamente a nível da hotelaria».
Deste modo, o presidente da autarquia acentua: «Temos feito um esforço para estarmos presentes todos os anos, e, mais uma vez, a ilha dourada estará presente».

Duas conferências sobre o Porto Santo

Roberto Silva revelou que durante a BTL o Porto Santo vai ter novidades, como sejam «duas conferências sobre a ilha». Assim, destaca que a primeira conferência «tem a ver com a saúde natural, sendo subordinada ao tema “Porto Santo Estancia Singular e Saúde Natural”, e a segunda conferência dedicada ao tema do património geológico do Porto Santo, que surge na sequência de um conjunto de situações que estão a ser desenvolvidas pela câmara, e que tem como finalidade tornar o Porto Santo um Geoparque».
Para Roberto Silva estas novidades que vão ser apresentadas na BTL 2010 «são muito importantes», pelo que considera que «a participação na feira é fundamental e é decisiva».
Realça que «neste momento, como os mercados passam por alguma estagnação, se assim se pode dizer, é importante que ilha dourada esteja presente, pois não podemos desistir e não podemos baixar os braços, há que estar representado e estar presente nos maiores eventos turísticos a nível nacional e internacional».

Boas perspectivas para a Páscoa e Verão

Quanto às perspectivas para as épocas mais importantes para
o Porto Santo, como sejam a Páscoa e o Verão, o presidente da Câmara Municipal disse o JM: «Penso que as perspectivas são boas, pois o Porto Santo nos últimos anos conseguiu alguma notoriedade a nível nacional, e hoje mais pessoas conhecem a ilha, mais pessoas visitaram o Porto Santo e mais pessoas ajudam a divulgar o destino. E é nesta perspectiva que o Porto Santo estará representado nesta feira de turismo em Lisboa de 13 a 17 deste mês».




Jornal da Madeira