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sábado, 6 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Carlos Martins em Tenerife no Sol Meliá
Director hoteleiro entra no grupo hoteleiro espanhol e lidera resort de luxo


(o de gravata azul escura)

O madeirense Carlos Martins vai ser a partir de um de Abril próximo o director-geral do hotel de bandeira do grupo espanhol Sol Meliá, o Grand Meliá Palacio de Isora, situado na ilha canariana de Tenerife. Um desafio que aceitou de bom grado, depois de lhe ter sido proposto pela Sol Meliá numa reunião ocorrida em Palma de Maiorca com a família Escarrer, dona deste império com cerca de 350 hotéis em todo o mundo onde trabalham mais de 35 mil empregados. Isto apesar de considerar que se trata de um dos maiores desafios colocados a um director hoteleiro português.
Carlos Martins reconhece que se tratou de um desafio quase irrecusável. E o quase porque refere que haviam alguns pormenores de âmbito familiar que tiveram que ser ponderados, os quais, depois de devidamente analisados o levaram a aceitar.
A desempenhar actualmente as funções de director geral de operações do Grupo Hotti Hoteis - Sol Meliá Portugal, que tem os direitos de franchising para Portugal da Meliá, e que é igualmente director geral do Meliã Madeira Mare, deixa o grupo nacional de Manuel Proença, e entra nos quadros do Grupo Meliá, espanhol.
O director hoteleiro acredita que o trabalho que tem feito ao longo da sua já longa carreira na hotelaria, aliado ao facto do Meliã Madeira Mare, que, apesar de ter a marca, não pertence ao grupo espanhol, consguiu ser o segundo melhor Meliá em todo o mundo a nível da qualidade de serviços.
Quanto ao novo resort que vai liderar, trata-se de um cinco estrelas de luxo, situado em Tenerife Sur, a área da ilha com mais camas turísticas. Tem 720 suites e marca uma nova visão inspiradora de luxo da Sol Meliá, a marca líder de hospitalidade espanholoa com mais de 50 anos.
Jornal da Madeira


(o de gravata azul escura)

O madeirense Carlos Martins vai ser a partir de um de Abril próximo o director-geral do hotel de bandeira do grupo espanhol Sol Meliá, o Grand Meliá Palacio de Isora, situado na ilha canariana de Tenerife. Um desafio que aceitou de bom grado, depois de lhe ter sido proposto pela Sol Meliá numa reunião ocorrida em Palma de Maiorca com a família Escarrer, dona deste império com cerca de 350 hotéis em todo o mundo onde trabalham mais de 35 mil empregados. Isto apesar de considerar que se trata de um dos maiores desafios colocados a um director hoteleiro português.
Carlos Martins reconhece que se tratou de um desafio quase irrecusável. E o quase porque refere que haviam alguns pormenores de âmbito familiar que tiveram que ser ponderados, os quais, depois de devidamente analisados o levaram a aceitar.
A desempenhar actualmente as funções de director geral de operações do Grupo Hotti Hoteis - Sol Meliá Portugal, que tem os direitos de franchising para Portugal da Meliá, e que é igualmente director geral do Meliã Madeira Mare, deixa o grupo nacional de Manuel Proença, e entra nos quadros do Grupo Meliá, espanhol.
O director hoteleiro acredita que o trabalho que tem feito ao longo da sua já longa carreira na hotelaria, aliado ao facto do Meliã Madeira Mare, que, apesar de ter a marca, não pertence ao grupo espanhol, consguiu ser o segundo melhor Meliá em todo o mundo a nível da qualidade de serviços.
Quanto ao novo resort que vai liderar, trata-se de um cinco estrelas de luxo, situado em Tenerife Sur, a área da ilha com mais camas turísticas. Tem 720 suites e marca uma nova visão inspiradora de luxo da Sol Meliá, a marca líder de hospitalidade espanholoa com mais de 50 anos.
Jornal da Madeira
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Região tem 3º melhor em 3 mil vendedores
Ricardo Miranda tem 28 anos e está entre os três melhores agentes da RE/MAX
Data: 02-02-2010


Se é madeirense, então é alta a probabilidade de já se ter deparado com o rosto de Ricardo Miranda estampado num dos muitos cartazes publicitários afixados num qualquer prédio da capital.
Aos 28 anos, o agente imobiliário ao serviço da RE/Max foi eleito o terceiro melhor vendedor num universo de 3 mil profissionais, no todo do País. No que toca ao volume de transacções, o currículo de Ricardo Miranda vai longo. Em 2005, ficou entre os seis melhores vendedores da RE/MAX em volume de negócios e foi o 2º melhor, em 2006. O segredo, diz, é o empenho.
Disponibilidade para trabalhar sem horário e aos fins-de-semana, muita dedicação, "uma pitada de sorte" e honestidade. Eis alguns dos ingredientes da carreira que o camachense abraçou aos 20 anos.
"Por ser muito novo, tive de trabalhar mais do que outros, para conseguir ganhar credibilidade. Afinal, quem é que quer entregar a sua casa há um rapaz com 20 anos?", recorda.
Se a pergunta fosse feita hoje, Ricardo Miranda poderia responder cerca de oitenta. Esta é a estimativa do volume de transacções efectuadas pelo madeirense no ano passado.
Motivador por um lado, a reputação de excelente vendedor é, por outro lado, um elemento de pressão. Numa profissão tão volátil quanto o mercado, ser cada vez melhor é, para Ricardo Miranda, uma obrigação. "Muitas pessoas procuram-me pelo estatuto e, para mante-lo, eu tenho de trabalhar sempre mais", refere.
Por detrás do sucesso do camachense, está também uma grande aposta na formação. Actualmente, o mercado não se compadece de agentes imobiliários desactualizados e nisso, adianta Ricardo Miranda, a RE/MAX não falha.
De referir que a empresa foi, ao nível nacional, classificada este ano como a número na lista das organizações com os empregados mais satisfeitos.
DN Madeira
Data: 02-02-2010


Se é madeirense, então é alta a probabilidade de já se ter deparado com o rosto de Ricardo Miranda estampado num dos muitos cartazes publicitários afixados num qualquer prédio da capital.
Aos 28 anos, o agente imobiliário ao serviço da RE/Max foi eleito o terceiro melhor vendedor num universo de 3 mil profissionais, no todo do País. No que toca ao volume de transacções, o currículo de Ricardo Miranda vai longo. Em 2005, ficou entre os seis melhores vendedores da RE/MAX em volume de negócios e foi o 2º melhor, em 2006. O segredo, diz, é o empenho.
Disponibilidade para trabalhar sem horário e aos fins-de-semana, muita dedicação, "uma pitada de sorte" e honestidade. Eis alguns dos ingredientes da carreira que o camachense abraçou aos 20 anos.
"Por ser muito novo, tive de trabalhar mais do que outros, para conseguir ganhar credibilidade. Afinal, quem é que quer entregar a sua casa há um rapaz com 20 anos?", recorda.
Se a pergunta fosse feita hoje, Ricardo Miranda poderia responder cerca de oitenta. Esta é a estimativa do volume de transacções efectuadas pelo madeirense no ano passado.
Motivador por um lado, a reputação de excelente vendedor é, por outro lado, um elemento de pressão. Numa profissão tão volátil quanto o mercado, ser cada vez melhor é, para Ricardo Miranda, uma obrigação. "Muitas pessoas procuram-me pelo estatuto e, para mante-lo, eu tenho de trabalhar sempre mais", refere.
Por detrás do sucesso do camachense, está também uma grande aposta na formação. Actualmente, o mercado não se compadece de agentes imobiliários desactualizados e nisso, adianta Ricardo Miranda, a RE/MAX não falha.
De referir que a empresa foi, ao nível nacional, classificada este ano como a número na lista das organizações com os empregados mais satisfeitos.
DN Madeira
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Sebastiana derruba contrariedades e vai somando anos aos anos
Celebra hoje o seu 103.º aniversário

Teve sete filhos, dois dos quais morreram com pouco tempo de vida. Viu o marido partir para a Venezuela, deixando-a com cinco filhos para sustentar. Todos os seus descendentes já faleceram, assim como as noras e dois dos seus muitos netos. Apesar de todas estas contrariedades da vida, Sebastiana de Araújo ultrapassou já a casa dos cem anos, sendo que hoje comemora o seu 103.º aniversário. Natural de Câmara de Lobos, onde fomos encontrá-la esta semana, esta centenária vai estar hoje rodeada de familiares e amigos para, depois de uma missa que será celebrada na sua própria residência, no sítio do Rancho, acabar a noite com uma festa de arromba. Os preparativos foram todos feitos às escondidas da aniversariante uma vez que Sebastiana de Araújo não gosta de festas. Nem de festas, nem de fotografias. Pelo menos foi isso mesmo que constatámos no dia em que a visitámos. Perante a máquina fotográfica da nossa equipa de reportagem, Sebastiana de Araújo tudo fez para que não lhe tirassem «retrato». Lúcida, mas de poucas palavras com os estranhos, Sebastiana de Araújo apenas respondeu com aceno a algumas das perguntas que lhe colocámos e perante a insistência das muitas familiares. A neta mais velha, que vive na Venezuela, vem todos os anos à Madeira, por esta altura, para associar-se ao aniversário de Sebastiana de Araújo. Foi Rita Maria quem preparou todos os passos para o dia festivo que hoje se assinala. Apesar da resistência da avó que avisou com um “não inventes”, esta senhora que vive na Venezuela fez questão de preparar uma grande festa familiar que vai reunir, logo à noite, mais de 30 pessoas. Para a centenária, que muito já viu e ouviu, tendo passado por enormes dificuldades, o acontecimento que mais a marcou foi a viagem que fez à Venezuela. Quanto aos piores momentos, foram, sem dúvida, as mortes de todos os seus filhos
Jornal da Madeira

Teve sete filhos, dois dos quais morreram com pouco tempo de vida. Viu o marido partir para a Venezuela, deixando-a com cinco filhos para sustentar. Todos os seus descendentes já faleceram, assim como as noras e dois dos seus muitos netos. Apesar de todas estas contrariedades da vida, Sebastiana de Araújo ultrapassou já a casa dos cem anos, sendo que hoje comemora o seu 103.º aniversário. Natural de Câmara de Lobos, onde fomos encontrá-la esta semana, esta centenária vai estar hoje rodeada de familiares e amigos para, depois de uma missa que será celebrada na sua própria residência, no sítio do Rancho, acabar a noite com uma festa de arromba. Os preparativos foram todos feitos às escondidas da aniversariante uma vez que Sebastiana de Araújo não gosta de festas. Nem de festas, nem de fotografias. Pelo menos foi isso mesmo que constatámos no dia em que a visitámos. Perante a máquina fotográfica da nossa equipa de reportagem, Sebastiana de Araújo tudo fez para que não lhe tirassem «retrato». Lúcida, mas de poucas palavras com os estranhos, Sebastiana de Araújo apenas respondeu com aceno a algumas das perguntas que lhe colocámos e perante a insistência das muitas familiares. A neta mais velha, que vive na Venezuela, vem todos os anos à Madeira, por esta altura, para associar-se ao aniversário de Sebastiana de Araújo. Foi Rita Maria quem preparou todos os passos para o dia festivo que hoje se assinala. Apesar da resistência da avó que avisou com um “não inventes”, esta senhora que vive na Venezuela fez questão de preparar uma grande festa familiar que vai reunir, logo à noite, mais de 30 pessoas. Para a centenária, que muito já viu e ouviu, tendo passado por enormes dificuldades, o acontecimento que mais a marcou foi a viagem que fez à Venezuela. Quanto aos piores momentos, foram, sem dúvida, as mortes de todos os seus filhos
Jornal da Madeira
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Carlos Costa Gala 7 Idolos
Clã-Sopro do Coração
Rihanna-Umbrella
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Câmara de Lobos constrói nova praça (Câmara de Lobos)
Autarquia colocará no espaço busto de Simón Bolívar oferecido pela comunidade camaralobense

A Câmara Municipal de Câmara de Lobos, em colaboração com a comunidade camaralobense radicada na Venezuela, sobretudo, em Caracas, vai construir uma pequena praça para a colocação do busto de Simón Bolívar, na sequência do intercâmbio cultural entre a Câmara Municipal e a Associação Civil dos Filhos de Câmara de Lobos, com o aval do Consulado Geral da República Bolivariana da Venezuela.
Acordo definido entre ambas as partes

Na sequência desse acordo, segundo salienta o presidente da autarquia, Arlindo Gomes, ficou estabelecido que a Câmara Municipal de Câmara de Lobos será a entidade responsável pela disponibilização do terreno e pela construção da praça; a Associação Civil dos Filhos de Câmara de Lobos doará o busto de homenagem a Simón Bolívar e o Consulado da Venezuela elaborará o projecto, que é da autoria dos arquitectos Santiago Martin Arias e Guilhermo Jaime Garcia.
Arlindo Gomes diz que a praça com o busto deverá ser inaugurada na última semana de Abril de 2010, altura em que se comemorará, na Venezuela, o Bicentenário do dia “19 de Abril de 1810”, dia em que foi declarada a Independência daquele país.
O local escolhido pela Câmara Municipal, para a construção da praça, foi o jardim público localizado na margem esquerda da Ribeira do Vigário, entre a Avenida Nova Cidade e o Caminho do Vigário, da freguesia de Câmara de Lobos.
Zona de expansão e de dinamização

(sera nesta zona)
O edil Arlindo Gomes diz que «sendo esta zona da cidade um local em expansão, é importante intervir na constituição e na definição dos espaços públicos, procurando introduzir elementos de caracterização e de dinamização do espaço urbano».
A implantação da praça no jardim da Ribeira do Vigário, determina a construção de um novo espaço público pavimentado, com destaque para a colocação do elemento escultórico do busto de homenagem a Simón Bolívar.
Quanto aos materiais a aplicar e por sugestão dos técnicos autores do projecto, pretende-se a aplicação de calçada regular alternada na cor preto e branco, para o pavimento da praça.
O murete de suporte será em betão revestido por patelas rectangulares de basalto. A base de suporte do busto será em betão aparente bujardado.

Jornal da Madeira

A Câmara Municipal de Câmara de Lobos, em colaboração com a comunidade camaralobense radicada na Venezuela, sobretudo, em Caracas, vai construir uma pequena praça para a colocação do busto de Simón Bolívar, na sequência do intercâmbio cultural entre a Câmara Municipal e a Associação Civil dos Filhos de Câmara de Lobos, com o aval do Consulado Geral da República Bolivariana da Venezuela.
Acordo definido entre ambas as partes

Na sequência desse acordo, segundo salienta o presidente da autarquia, Arlindo Gomes, ficou estabelecido que a Câmara Municipal de Câmara de Lobos será a entidade responsável pela disponibilização do terreno e pela construção da praça; a Associação Civil dos Filhos de Câmara de Lobos doará o busto de homenagem a Simón Bolívar e o Consulado da Venezuela elaborará o projecto, que é da autoria dos arquitectos Santiago Martin Arias e Guilhermo Jaime Garcia.
Arlindo Gomes diz que a praça com o busto deverá ser inaugurada na última semana de Abril de 2010, altura em que se comemorará, na Venezuela, o Bicentenário do dia “19 de Abril de 1810”, dia em que foi declarada a Independência daquele país.
O local escolhido pela Câmara Municipal, para a construção da praça, foi o jardim público localizado na margem esquerda da Ribeira do Vigário, entre a Avenida Nova Cidade e o Caminho do Vigário, da freguesia de Câmara de Lobos.
Zona de expansão e de dinamização

(sera nesta zona)
O edil Arlindo Gomes diz que «sendo esta zona da cidade um local em expansão, é importante intervir na constituição e na definição dos espaços públicos, procurando introduzir elementos de caracterização e de dinamização do espaço urbano».
A implantação da praça no jardim da Ribeira do Vigário, determina a construção de um novo espaço público pavimentado, com destaque para a colocação do elemento escultórico do busto de homenagem a Simón Bolívar.
Quanto aos materiais a aplicar e por sugestão dos técnicos autores do projecto, pretende-se a aplicação de calçada regular alternada na cor preto e branco, para o pavimento da praça.
O murete de suporte será em betão revestido por patelas rectangulares de basalto. A base de suporte do busto será em betão aparente bujardado.

Jornal da Madeira
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Projectos Madeira
Marino de Freitas, alerta para a face comercial dos concursos de talentos
Criar 'Ídolos' para 'alimentar' a indústria discográfica
Data: 18-01-2010

Marino de Freitas nasceu no Funchal. E, durante alguns anos, com diversos músicos, alguns de saudosa memória, tocou em unidades hoteleiras. Mas, foi fora da Região que atingiu o reconhecido. Actualmente, passa mais tempo no estrangeiro do que em Portugal (ver destaque). Mesmo assim, vai vendo os concursos de novos talentos que proliferam nos canais televisivos. "Vivo pouco em Portugal porque o meu local de trabalho é o Mundo. Não tenho acompanhado de perto esses concursos, embora, por vezes, os veja", começou por justificar. "Mas, não gosto de ser desmancha prazeres, porque já tive a idade desses concorrentes que sonham com o mundo 'encantado' das cantigas. Só que se passa uma coisa, e falo concretamente dos 'Ídolos': a maior parte dos participantes, num país pequeno como é Portugal, agarram-se a essa oportunidade que, sem dúvida, é boa, mas devem sair do país. Porque se a aposta é ficar em Portugal, as pessoas estarão sujeitas a serem cantores românticos, ou de massas e, se calhar nem isso".
Continuando, o músico alertou para a face comercial desses concursos, um facto que, no seu entender, condiciona as participações dos concorrentes. "Numa das eliminatórias, vi a actuação de um dos concorrentes, por acaso da Madeira, que interpretava temas mais da área clássica. Mas o júri, não sei se foi o Manuel Moura Santos, afirmou "que se tratava de um programa [o concurso da SIC] para criar ídolos". E acrescentou: "Aqui, a concepção de ídolo terá de ser uma coisa mediática no sentido comercial. E se há uma pessoa a cantar muito bem, mas que não seja o género que alimenta' a indústria discográfica, deixa de ser interessante, o que não acho bem", rematou.
Mediatismo 'mata' qualidade
Questionado sobre o actual panorama musical, Marino de Freitas, que tem assinado a produção de vários trabalhos discográficos, foi objectivo: "A música que hoje se faz é 70% de imagem, 20% de artefactos [som] e só tem 10% de composição. E hoje para se fazer música não é preciso ser músico. Porque há 20 anos, quando estudei música em Londres, tinha colegas que me perguntavam o que eu fazia. E dizia-lhes que era músico. Mas depois vinha a saber que eles eram DJs. Mas a música que se faz hoje, sinceramente, não me agrada, porque tem mediatismo a mais e qualidade a menos". Para o músico, que confessa ser ouvinte da TSF e da Rádio Marginal, "por estar farto de ouvir as 'play-lists'", como explicou, os radialistas mais não são do que meros 'paus mandados'.
"Há programas como, por exemplo, o 'Oceano Pacífico' [RFM] e outros que têm uma criteriosa selecção. Mas, também há programas, durante o dia, onde o radialista está à mercê das multinacionais da indústria discográfica para passar canções que são más. A pop morreu. E o que se faz hoje em Portugal são experiências de laboratório que não vão longe. (...) Porque o que interessa é o sentido mediático das coisas", concluiu.
Projectos para 2010
Nos planos do músico, que recentemente esteve na Região, está a realização de um projecto solidário. "Encontra-se em fase de 'embrião' desde 2008, mas se tudo correr bem espero concretizá-lo com o apoio da sociedade civil nos finais deste ano". E adiantou: "Também quero, dado aos contactos que estabeleci no estrangeiro, criar um 'management' para gerir a minha carreira. E, por via das novas tecnologias, colaborar em trabalhos discográficos, independentemente do facto de participar em espectáculos quer no país quer em outras partes do mundo".
Digressão com Mariza : Arranca dia 19 no Cairo e Prossegue no Reino Unido


Marino de Freitas é um dos músicos que acompanha Mariza no espectáculo 'Terra', um concerto que amanhã será apresentado no Egipto. "Iremos começar um novo ciclo de concertos no Cairo (Egipto)", fez saber. E destacou. "No dia 21, partiremos para Londres, onde estão previstos dois espectáculos no Royal Albert Hall, uma das importantes salas de concertos dessa cidade. E em Fevereiro está prevista uma mini-digressão pelo Reino Unido que integra uns seis ou sete concertos". Mas, apesar de a digressão 'Terra' este ano se centrar na Europa, uma coisa é certa: a comitiva portuguesa irá regressar aos Estados Unidos. "Temos um espectáculo em Novembro no Carnegie Hall, em Nova Iorque. E pelo palco dessa sala, considerada a catedral do espectáculo nos Estados Unidos, passaram nomes como Dean Martin, Ella Fitzgerald e Frank Sinatra para além de muitos outros", acrescentou.
Já sobre a realização de concertos quer no país quer nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, o músico disse: "Neste momento não tenho conhecimento de nada para o continente e também para os Açores e Madeira". Mas não colocou de lado a possibilidade de a digressão 'Terra' passar pelos dois arquipélagos: "A agenda de 2010 começou a ser preparada ainda em meados do ano passado e como é ainda cedo tudo poderá acontecer", explicou.
No ano passado o espectáculo 'Terra' foi apresentado nos Estados Unidos, Canadá, Coreia, Tailândia, Japão e ainda Austrália. "Foram cerca de 140 concertos. Nos Estados Unidos, estivemos por duas vezes. Na primeira digressão fomos também ao Canadá, com uma agenda de 48 concertos, durante três meses. E em Novembro fizemos 15 dias em Nova Iorque. Foi um ano muito preenchido mas também gratificante porque dignificámos Portugal no Mundo".
DN Madeira
Data: 18-01-2010

Marino de Freitas nasceu no Funchal. E, durante alguns anos, com diversos músicos, alguns de saudosa memória, tocou em unidades hoteleiras. Mas, foi fora da Região que atingiu o reconhecido. Actualmente, passa mais tempo no estrangeiro do que em Portugal (ver destaque). Mesmo assim, vai vendo os concursos de novos talentos que proliferam nos canais televisivos. "Vivo pouco em Portugal porque o meu local de trabalho é o Mundo. Não tenho acompanhado de perto esses concursos, embora, por vezes, os veja", começou por justificar. "Mas, não gosto de ser desmancha prazeres, porque já tive a idade desses concorrentes que sonham com o mundo 'encantado' das cantigas. Só que se passa uma coisa, e falo concretamente dos 'Ídolos': a maior parte dos participantes, num país pequeno como é Portugal, agarram-se a essa oportunidade que, sem dúvida, é boa, mas devem sair do país. Porque se a aposta é ficar em Portugal, as pessoas estarão sujeitas a serem cantores românticos, ou de massas e, se calhar nem isso".
Continuando, o músico alertou para a face comercial desses concursos, um facto que, no seu entender, condiciona as participações dos concorrentes. "Numa das eliminatórias, vi a actuação de um dos concorrentes, por acaso da Madeira, que interpretava temas mais da área clássica. Mas o júri, não sei se foi o Manuel Moura Santos, afirmou "que se tratava de um programa [o concurso da SIC] para criar ídolos". E acrescentou: "Aqui, a concepção de ídolo terá de ser uma coisa mediática no sentido comercial. E se há uma pessoa a cantar muito bem, mas que não seja o género que alimenta' a indústria discográfica, deixa de ser interessante, o que não acho bem", rematou.
Mediatismo 'mata' qualidade
Questionado sobre o actual panorama musical, Marino de Freitas, que tem assinado a produção de vários trabalhos discográficos, foi objectivo: "A música que hoje se faz é 70% de imagem, 20% de artefactos [som] e só tem 10% de composição. E hoje para se fazer música não é preciso ser músico. Porque há 20 anos, quando estudei música em Londres, tinha colegas que me perguntavam o que eu fazia. E dizia-lhes que era músico. Mas depois vinha a saber que eles eram DJs. Mas a música que se faz hoje, sinceramente, não me agrada, porque tem mediatismo a mais e qualidade a menos". Para o músico, que confessa ser ouvinte da TSF e da Rádio Marginal, "por estar farto de ouvir as 'play-lists'", como explicou, os radialistas mais não são do que meros 'paus mandados'.
"Há programas como, por exemplo, o 'Oceano Pacífico' [RFM] e outros que têm uma criteriosa selecção. Mas, também há programas, durante o dia, onde o radialista está à mercê das multinacionais da indústria discográfica para passar canções que são más. A pop morreu. E o que se faz hoje em Portugal são experiências de laboratório que não vão longe. (...) Porque o que interessa é o sentido mediático das coisas", concluiu.
Projectos para 2010
Nos planos do músico, que recentemente esteve na Região, está a realização de um projecto solidário. "Encontra-se em fase de 'embrião' desde 2008, mas se tudo correr bem espero concretizá-lo com o apoio da sociedade civil nos finais deste ano". E adiantou: "Também quero, dado aos contactos que estabeleci no estrangeiro, criar um 'management' para gerir a minha carreira. E, por via das novas tecnologias, colaborar em trabalhos discográficos, independentemente do facto de participar em espectáculos quer no país quer em outras partes do mundo".
Digressão com Mariza : Arranca dia 19 no Cairo e Prossegue no Reino Unido


Marino de Freitas é um dos músicos que acompanha Mariza no espectáculo 'Terra', um concerto que amanhã será apresentado no Egipto. "Iremos começar um novo ciclo de concertos no Cairo (Egipto)", fez saber. E destacou. "No dia 21, partiremos para Londres, onde estão previstos dois espectáculos no Royal Albert Hall, uma das importantes salas de concertos dessa cidade. E em Fevereiro está prevista uma mini-digressão pelo Reino Unido que integra uns seis ou sete concertos". Mas, apesar de a digressão 'Terra' este ano se centrar na Europa, uma coisa é certa: a comitiva portuguesa irá regressar aos Estados Unidos. "Temos um espectáculo em Novembro no Carnegie Hall, em Nova Iorque. E pelo palco dessa sala, considerada a catedral do espectáculo nos Estados Unidos, passaram nomes como Dean Martin, Ella Fitzgerald e Frank Sinatra para além de muitos outros", acrescentou.
Já sobre a realização de concertos quer no país quer nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, o músico disse: "Neste momento não tenho conhecimento de nada para o continente e também para os Açores e Madeira". Mas não colocou de lado a possibilidade de a digressão 'Terra' passar pelos dois arquipélagos: "A agenda de 2010 começou a ser preparada ainda em meados do ano passado e como é ainda cedo tudo poderá acontecer", explicou.
No ano passado o espectáculo 'Terra' foi apresentado nos Estados Unidos, Canadá, Coreia, Tailândia, Japão e ainda Austrália. "Foram cerca de 140 concertos. Nos Estados Unidos, estivemos por duas vezes. Na primeira digressão fomos também ao Canadá, com uma agenda de 48 concertos, durante três meses. E em Novembro fizemos 15 dias em Nova Iorque. Foi um ano muito preenchido mas também gratificante porque dignificámos Portugal no Mundo".
DN Madeira
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sábado, 16 de janeiro de 2010
Carlos Costa vence já em casa
Porto Moniz apoia o concorrente madeirense, descrito pela maioria como um jovem empenhado, talentoso e trabalhador
Data: 15-01-2010



"Se não ganhar, é pela invejidade", assegurou Belmira Baptista, uma das caras do supermercado Esmeralda Brilhante que espera que Carlos Costa, o cantor madeirense que está a caminho da final do concurso 'Ídolos' seja o vencedor. A trabalhar no mesmo ramo que os pais do jovem artista de 17 anos, separa as águas e faz fé que o cantor natural do Porto Moniz chegará ao primeiro lugar: "Ele merece ganhar. É um rapaz muito simpático, de boas famílias e muito bem apresentado", acrescentou. Apesar de ainda não ter votado, comprometeu-se a fazê-lo em breve: "Vou dizer à rapariga que trabalha aqui para mandarmos um voto. Se a gente não ajuda, ninguém vai ajudar, todos temos de ajudar", lembrou.
Carlos nasceu em Abril, cresceu numa família de emigrantes retornados da Venezuela, com uma irmã mais velha e dois mais novos. Não era muito chorão, não tinha brinquedos especiais e comia de tudo, conta a mãe, que não fala em separação, mas em deixar o filho seguir os seus sonhos aos 15 anos.
Com o crescimento, contou, tornou-se mais esquisito e aderiu à febre das batatas fritas, que não dispensa. A fralda e a chucha foram deixadas para trás antes dos dois. Os caracóis só chegaram depois dos dez e as dietas não são com ele, nem a matemática.
Sempre foi uma criança aplicada, tanto na escola, onde tinha boas notas, como em casa, ajudando desde cedo nas tarefas e no negócio. Tanto arrumava, limpava, cozinhava e cuidava do irmão mais novo, como ia até ao negócio ajudar a tirar cafés, contam os pais, com orgulho. No Porto Moniz falam de rapaz humilde, trabalhador, educado, de personalidade forte e caminho definido. Mas há também quem o veja como um jovem a quem a fama subiu à cabeça, embora sejam largamente as primeiras, as opiniões dominantes. "Não conhece ninguém, nem bom dia, nem boa tarde", queixou-se uma senhora que não se quis identificar. "Eu até podia ter votado, não me custava nada...". Segundo esta portomonizense, "ele era diferente antes, era divertido, falava com as pessoas... a minha filha já me fez a mesma queixa (...) acho que lhe subiu um bocadinho à cabeça, e até aos pais", criticou, questionando mesmo a opção de Manuel Carlos e de Fátima Marques de colocarem a passar as gravações que fazem das galas no bar Onda Azul.
Carlos Costa na televisão
Já os pais dizem que a transmissão é a resposta aos pedidos dos clientes, que por diversas razões não podem acompanhar o programa ao domingo à noite. "Ainda ontem quando cheguei de Lisboa, a malta que ficou aí tinha gravado o programa e puseram umas dez vezes", contou. A verdade é que não há outra forma de publicidade a Carlos Costa nem no bar nem nas ruas. A mãe explicou que não têm conhecimentos de informática para fazer cartazes e enviar correntes de 'e-mail' para promover o filho, como aconteceu com a Vânia.
Mas, nas ruas, todos o conhecem, mesmo os que não são dali. "Acho que o pequeno sabe cantar bem, disse Bruno Faria, que todas as semanas vê o programa com os filhos e votam. O pescador de Câmara de Lobos, em terra no Porto Moniz devido ao mau tempo, assegura que se fosse ele o júri, quem ganhava era o madeirense: "Mesmo o jeito do 'chavalinho' cantar... tem mesmo estilo, parece mesmo que sabe cantar", elogiou o homem do mar. Segundo Bruno Faria, no Bairro da Torre onde vive (popularmente conhecido como Malvinas), toda a gente vota e torce pela vitória de Carlos Costa.
Se ele não ganhar "é devido ao júri, principalmente ao Manuel", disse Zélia Ponte, que descreve Carlos como "um ser humano impecável, uma pessoa espectacular". Como concorrente, defendeu a jovem empregada de bar, Carlos Costa está à altura da vitória: "É o que tem optado por cantar músicas mais difíceis e que se propõe a trabalhar mais", justificou.
Jovem trabalhador
Este hábito de trabalhar vem de trás. Carla Ramos foi professora de Carlos no 2º Ciclo, deu-lhe História e Geografia de Portugal. Lembra-se aplicado: "Sempre foi muito trabalhador, cumpria as tarefas propostas, trabalhos de casa, o material que era pedido. Sempre foi muito educado, respeitador". Em termos de comportamento, recorda-o como um aluno discreto, mas sempre mostrou muita vontade ao nível da arte e da música. "Ao nível que ele foi andando na escola, ele foi participando muito e foi evoluindo muito nesse campo. Acho que ele foi ganhando mais autoconfiança". A professora recorda as actuações na escola, as mesmas que os colegas recordam, na altura já com corpo de bailarinas e produção própria. Como aluno, podia ser melhor, reconheceu a professora, que acredita que Carlos Costa já tinha outros planos para a sua vida. "Ele nunca se foi importando por comentários que eram feitos. Inicialmente havia risinhos, comentários, pela forma de representar. Ele empenhava-se bastante. Enquanto nas festas da escola uns apenas iam para lá cantar, ele ensaiava, a própria indumentária, coreografia (...) se não fosse assim ele não estava aonde está".
Chamava a tenção pela atitude, tinha uma personalidade forte, recordaMarguerita Santos que o vê agora nos ídolos. Alex Gouveia, outro colega de escola, acha que ele é bastante bom e acha que tem hipóteses de ganhar, "se as pessoas unirem-se e votarem 760 500 508". Liliana Pinto conhece-o melhor. Fez parte do seu corpo de bailado na escola secundária do Porto Moniz. Recorda os ensaios, o trabalho, a ajuda. Gostava bastante de dançar com ele e mesmo ocupado, o Carlos arranjava tempo para tudo. "Era exigente, ouvia as nossas opiniões e respeitava (...) era tudo em grupo", contou. Por isso, não foi com surpresa que o viu chegar ao 'Ídolos': "Acreditava que ele chegasse onde chegou porque ele sempre teve aquela força e sempre conseguiu atingir os seus objectivos, conseguiu mesmo".
Já conheço o Carlos, (...) como artista conheço-o desde a idade de 12 anos. Nessa altura ia à escola, chegava a casa era um espectáculo aquele rapaz. Trabalhinhos de casa tudo direitinho. Era muito organizado nas suas coisas, desde pequeno", descreveu o pai, antes de afirmar: "Só me dá satisfação e alegria ver o meu menino. Cada dia que eu vez ele actuar ou estar lá é uma satisfação enorme", confessou. Na opinião do pai, em todas as galas ele esteve bem. As menos boas foram assim devido aos comentários do júri: "Não tem muito a ver - são comentários do júri, são liberais e têm autonomia para o fazer".
O Onda Azul não sofreu nenhuma enchente com a participação de Carlos Costa nos Ídolos. "O pessoal acompanha mais e cumprimenta, mas em termos de funcionamento do bar, é normal. Passam, dizem "parabéns pelo teu filho". Mantém um bocadinho mais a união com o pessoal que eu conheço e que conhece o Carlos", contou.
O pai acredita na vitória, mas não pede votos, não precisa: "As pessoas mesmo dizem, não te preocupes que a gente vai votar. (...) O Carlos tem bastante malta conhecida".
Família atingida
Apesar de cada vez mais famosos e de essa fama também chegar à Madeira - já foram contactados pela TV 7Dias e pela SIC - não foi para a família cá que a vida mais se complicou. Segundo a mãe, a irmã, que vive em Lisboa, tem sido vítima do assédio constante dos jornais e revistas. "Ela já está farta", disse a mãe, que também está descontente com algumas coisas que têm saído em alguma imprensa nacional e que não correspondem à verdade. "É um mundo desconhecido (...) e o chato não é dar a entrevista, é que alteram a entrevista e é aí que começa a saturar". Fátima Marques garante que a próxima vez que telefonarem vai dizer não: "Digo que não e é não. Paciência. Querem fazer dinheiro, façam, lá com os filhinhos deles".
Com a fama, as entrevistas, informações certas e erradas, outras pessoas acabam envolvidas. A mãe assume que os irmãos também são afectados pela súbita fama de Carlos: "Ele tem irmãos, estão na escola, têm colegas, há piadas, e acho que deveriam pensar nisso. O mais pequeno tem quatro anos para ele tanto faz, mas para o Edir que já tem 13 anos, é diferente", lamentou Fátima Marques. "Estamos habituados a ter uma vida discreta, ao nosso dia-a-dia normal e depois, de repente nós deixamos eles entrarem com boas intenções e o resultado não é esse. Não tem muita coisa para procurar: é uma família normal e o Carlos é uma criança com 17 anos, um miúdo normal. Porque se arranja porque se arranja, porque usa o cabelo comprido, porque é bonito, querem aproveitar isso para vender papel", criticou a lusodescendente.
Sobre a competição, a mãe vê o Carlos muito seguro. "Penso que vê o concurso da mesma forma que eu vejo: semana a semana. Uma semana de cada vez". Os pais não querem colocar pressão sobre o jovem, mesmo desejando que ele vença o 'Ídolos'. "Claro que nós desejamos que ele ganhe. É nosso filho, é normal (...) Mas nunca colocamos ao Carlos nenhuma imposição porque sabemos que ele pode sair. Ainda por cima está na mão do público e não temos acesso à votação, não sabemos qual é a sua posição, se está forte, se está fraco (...) seja o que Deus quiser. Aquilo também é um concurso, não é a vida. Se ele sair, a vida continua...".
DN Madeira
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
António Trindade eleito Personalidade Turística do Ano
Presidente da Porto Bay é o terceiro madeirense a receber distinção
Data: 14-01-2010

O hoteleiro António Trindade foi ontem distinguido com o prémio Personalidade Turística do Ano, atribuído pela Associação dos Jornalistas Portugueses de Turismo (AJOPT). A entrega da distinção teve lugar ontem à tarde, no âmbito da Bolsa de Turismo de Lisboa e a cerimónia foi presidida por Bernardo Trindade, também madeirense e, como é sabido, filho do homenageado. Uma coincidência, mas interessante pelo facto de serem duas pessoas ligadas por laços familiares que seguiram carreiras na mesma área de actividade, de grande relevância, uma no sector privado, outra no sector do Estado.
Salvador Alves Dias, presidente da AJOPT, destacou a actividade de António Trindade, desde há muitos anos ligado à gestão turística, e relevou a dimensão internacional que a Porto Bay Hotels, com sede na Madeira e desde sempre sob a sua direcção, conseguiu, o que dignifica o turismo português. "Na senda da boa tradição madeirense, ele é de facto o rosto da melhor hotelaria que se faz no País", disse Salvador Alves Dias sobre António Trindade. "Os hotéis Porto Bay (com destaque para o The Cliff Bay, no Funchal) voltaram este ano a ser alvo de uma multiplicidade de prémios de grandes operadores turísticos internacionais - e que é facto é que são nove excelentes hotéis", concluiu o presidente da AJOPT.
António Trindade agradeceu a homenagem e agradeceu à Madeira e à sua equipa de colaboradores o terem ajudado a singrar na carreira que ali estava a ser homenageada. Destacou também o facto de viver num País onde tem podido expressar as suas opiniões e a ter o protagonismo que hoje tem. Sobre a tutela do turismo, hoje entregue a seu filho Bernardo, António Trindade fez um dos poucos e raros comentários públicos que lhe são conhecidos. Disse que o Turismo em Portugal tem crescido bastante nos últimos cinco anos, desde a sua entrada no Governo e que a sua actuação tem demonstrado uma grande solidariedade com os empresários do sector e uma isenção e equidistância que merecem ser relevadas.
António Trindade é a terceira entidade madeirense a ser distinguida com o Prémio de Personalidade Turística do Ano, depois de João Carlos Abreu e Dionísio Pestana.
DN Madeira
Data: 14-01-2010

O hoteleiro António Trindade foi ontem distinguido com o prémio Personalidade Turística do Ano, atribuído pela Associação dos Jornalistas Portugueses de Turismo (AJOPT). A entrega da distinção teve lugar ontem à tarde, no âmbito da Bolsa de Turismo de Lisboa e a cerimónia foi presidida por Bernardo Trindade, também madeirense e, como é sabido, filho do homenageado. Uma coincidência, mas interessante pelo facto de serem duas pessoas ligadas por laços familiares que seguiram carreiras na mesma área de actividade, de grande relevância, uma no sector privado, outra no sector do Estado.
Salvador Alves Dias, presidente da AJOPT, destacou a actividade de António Trindade, desde há muitos anos ligado à gestão turística, e relevou a dimensão internacional que a Porto Bay Hotels, com sede na Madeira e desde sempre sob a sua direcção, conseguiu, o que dignifica o turismo português. "Na senda da boa tradição madeirense, ele é de facto o rosto da melhor hotelaria que se faz no País", disse Salvador Alves Dias sobre António Trindade. "Os hotéis Porto Bay (com destaque para o The Cliff Bay, no Funchal) voltaram este ano a ser alvo de uma multiplicidade de prémios de grandes operadores turísticos internacionais - e que é facto é que são nove excelentes hotéis", concluiu o presidente da AJOPT.
António Trindade agradeceu a homenagem e agradeceu à Madeira e à sua equipa de colaboradores o terem ajudado a singrar na carreira que ali estava a ser homenageada. Destacou também o facto de viver num País onde tem podido expressar as suas opiniões e a ter o protagonismo que hoje tem. Sobre a tutela do turismo, hoje entregue a seu filho Bernardo, António Trindade fez um dos poucos e raros comentários públicos que lhe são conhecidos. Disse que o Turismo em Portugal tem crescido bastante nos últimos cinco anos, desde a sua entrada no Governo e que a sua actuação tem demonstrado uma grande solidariedade com os empresários do sector e uma isenção e equidistância que merecem ser relevadas.
António Trindade é a terceira entidade madeirense a ser distinguida com o Prémio de Personalidade Turística do Ano, depois de João Carlos Abreu e Dionísio Pestana.
DN Madeira
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Porto Santo independente do petróleo em 2016
João Cunha e Silva, em entrevista à RDP-M, adianta percentagem na casa dos 97,5

João Cunha e Silva disse, ontem, em entrevista à RDP-M, estar convencido de que, em 2016, o Porto Santo estará «97,5 por cento absolutamente independente» do petróleo. Falando a propósito das energias renováveis, uma das 16 áreas que tem sob a sua tutela, Cunha e Silva lembrou mesmo que em finais de 2009 a Madeira já atingiu uma das metas mais pretendidas pela UE para 2020, que é a de ter 20 por cento da produção energética com recurso a outros meios que não o petróleo. «Isto significa que temos um potencial enorme na hídrica, na eólica e, se calhar, com a nova experiência que estamos a fazer no Porto Santo, na área do bio-combustível com algas marinhas, mas também no gás natural para conseguirmos uma coisa fundamental para o futuro, que é, sermos menos dependentes do petróleo. Podemos poupar muito dinheiro», atentou.
Apontou que, nos próximos 30 anos, mesmo que se mantivesse apenas 30 por cento da produção da energia em renováveis, isso significaria uma poupança em importação de petróleo de quase mil milhões de euros. «É dinheiro que fica cá dentro e que vai gerar mais crescimento económico». Face a tudo isto, critica os que afirmam que o Governo não tem tido cuidado com as gerações vindouras e afirma-se «orgulhoso deste projecto. Na questão do gás natural, a meta é 2011.
Outras apostas que estão a ser ganhas são as das novas tecnologias, da inovação e do desenvolvimento, destacando a parceria com a Universidade de Carnegie Mellon. «Em pouco mais de ano e meio já tivémos investimentos de grandes empresas nos nossos quadros formados aqui, superior a um milhão de euros. O que significa que a curto prazo isto pode ser uma experiência fantástica que tem a ver com uma mudança de paradigma e de adaptação do modelo de desenvolvimento económico», disse.
Golfe é estratégico

Numa entrevista onde abordou de tudo um pouco, João Cunha e Silva também deixou claro que o golfe é estratégico para a Região, designadamente, o sector turístico. Nesta medida, avançou que a obra do campo da Ponta do Pargo vai mesmo ser feita. «Estamos neste momento nos trabalhos preparatórios para o início da obra, ainda este ano», disse.
Quanto ao prolongamento do campo do Porto Santo, salientou que a obra só avançará na condição de haver investimento imobiliário. Aliás, a este propósito, aproveitou para esclarecer alguns mal entendidos, assegurando que o Governo não vai fazer hotéis, mas sim dar terrenos de concessão a privados.
Sociedades serviram para alavancar
As sociedades de desenvolvimento foram outro dos temas focados, tendo a este propósito reconhecido que nem todos os investimentos são reprodutivos, mas que a maioria é fundamental para a sociedade. Garantiu que as sociedades «estão a aguentar com 70 obras de grande envergadura», refutando assim insinuações de gastos com algumas obras.
Cunha e Silva garantiu que todas as obras foram feitas para o povo ter acesso ao litoral e relevou que estas «fizeram um bem enorme à economia». Deu mesmo o exemplo do Porto Santo, que é hoje o oitavo concelho de Portugal, entre os 308 do país, que têm um poder de compra acima da média nacional. Aliás, aproveitou para referir que, na ilha, vão aparecer em breve novos investimentos privados, mas salienta que é preciso ultrapassar o problema dos transportes.
Outro exemplo que deu foi o da praia da Calheta. «Já há pedidos na Câmara para a construção de um novo hotel na zona. Quando se fala de retorno, é neste sentido».
Ainda na questão do pagamento das obras das sociedades, explicou que o Governo soube negociar bem, havendo um período de carência de 10 anos.
Questionado sobre a Marina do Lugar de Baixo, foi peremptório: «Se em 70 obras falhei essa, naturalmente que não fico satisfeito». Acrescentou que o caso está a ser dirimido em tribunal arbitral com os projectistas da obra e garante que o Grupo Pestana mantém interesse em investir no local. O problema é que há outras questões para resolver em tribunal (embargos). «Espero bem não sair do Governo sem resolver aquele problema. E como sabe, o nosso mandato é até 2011», disse.


Já foi orgulho ser considerado delfim
A situação no PSD/M, mais concretamente, a possível saída de Jardim em 2011, também foi focada. «Acredito que tenha uma vontade de sair, mas não acredito que seja ponto assente», disse. Porém, num momento em que a Região, o país e o Mundo atravessam problemas graves, Cunha Silva considerou «vergonhoso» que algumas pessoas estejam a deter as atenções em questões que «têm a ver mais com apetites e ambições pessoais do que exercer a política a pensar nas pessoas». O governante refere que «há-de vir o tempo em que essas decisões poderão ser abordadas e tomadas», mas diz que, para já, é «absolutamente precoce».
Apesar de não considerar o assunto tabu, deixou claro que a intenção de candidatar-se a presidente do Executivo fica para mais tarde. «Não posso desperdiçar o tempo que tenho – e que é pouco – em coisas como essas. Tenho que dedicar a minha atenção a ajudar a Madeira a passar por estas dificuldades», referiu.
Admite que «há uma proliferação» de delfins, pelo que «não há motivo e orgulho em ser considerado» como tal. «Já foi no passado, agora já não».
Quanto ao PSD nacional, diz que faz falta alguém que diga que tem solução para o país. «Se fosse candidato, eu faria isso. Não iria para os congressos dizer coisas cinzentas ao povo português, mas palavras de optimismo e confiança para que acreditem de novo», sustentou, garantindo que vai apoiar a melhor solução para o PSD.
Desencantado com a política
A entrevista serviu também para João Cunha e Silva dar conta do desencanto com a política. Ainda que orgulhoso por ter participado no programa liderado por Alberto João Jardim, confessou que «é difícil, desgastante e inglório fazer o que se está fazendo».
Sobre se pondera uma saída da política activa, prefere não cometer a imprudência de o dizer, «até porque posso ser obrigado a fazer exactamente o contrário, por deveres de consciência, solidariedade e pessoas por quem tenho muita consideração».
No que toca aos parques empresariais, observou que quando entrou para o Governo já constavam no programa, tendo executado todos eles sem recurso ao orçamento da Região. Minimizou as críticas relativas à taxa de ocupação dos 12 parques existentes, mas lembra que este é um projecto a longo prazo.
Cunha e Silva também falou da saída da Região do Objectivo 1 da União Europeia, tendo a este propósito criticado a política vigente. «Às regiões que se desenvolvem e cumprem com os objectivos tiram-lhes fundos, e aquelas que continuam sempre na mesma são premiadas com uma quantidade de fundos. A UE devia premiar as regiões que atingem um determinado objectivo com um período de carência para cimentar o desenvolvimento», sustentou, tendo afirmado que, disto, já deu conta ao presidente da Comissão Europeia. Lamentou, por outro lado, que estes argumentos não sejam subscritos pelo próprio Estado português junto da UE.
No que toca às empresas, Cunha e Silva lembra que este Governo já lançou para o tecido empresarial regional 218 milhões de euros, mesmo com os poucos recursos que dispõe e discriminações que entretanto tem sido alvo.
Jornal da Madeira

João Cunha e Silva disse, ontem, em entrevista à RDP-M, estar convencido de que, em 2016, o Porto Santo estará «97,5 por cento absolutamente independente» do petróleo. Falando a propósito das energias renováveis, uma das 16 áreas que tem sob a sua tutela, Cunha e Silva lembrou mesmo que em finais de 2009 a Madeira já atingiu uma das metas mais pretendidas pela UE para 2020, que é a de ter 20 por cento da produção energética com recurso a outros meios que não o petróleo. «Isto significa que temos um potencial enorme na hídrica, na eólica e, se calhar, com a nova experiência que estamos a fazer no Porto Santo, na área do bio-combustível com algas marinhas, mas também no gás natural para conseguirmos uma coisa fundamental para o futuro, que é, sermos menos dependentes do petróleo. Podemos poupar muito dinheiro», atentou.
Apontou que, nos próximos 30 anos, mesmo que se mantivesse apenas 30 por cento da produção da energia em renováveis, isso significaria uma poupança em importação de petróleo de quase mil milhões de euros. «É dinheiro que fica cá dentro e que vai gerar mais crescimento económico». Face a tudo isto, critica os que afirmam que o Governo não tem tido cuidado com as gerações vindouras e afirma-se «orgulhoso deste projecto. Na questão do gás natural, a meta é 2011.
Outras apostas que estão a ser ganhas são as das novas tecnologias, da inovação e do desenvolvimento, destacando a parceria com a Universidade de Carnegie Mellon. «Em pouco mais de ano e meio já tivémos investimentos de grandes empresas nos nossos quadros formados aqui, superior a um milhão de euros. O que significa que a curto prazo isto pode ser uma experiência fantástica que tem a ver com uma mudança de paradigma e de adaptação do modelo de desenvolvimento económico», disse.
Golfe é estratégico

Numa entrevista onde abordou de tudo um pouco, João Cunha e Silva também deixou claro que o golfe é estratégico para a Região, designadamente, o sector turístico. Nesta medida, avançou que a obra do campo da Ponta do Pargo vai mesmo ser feita. «Estamos neste momento nos trabalhos preparatórios para o início da obra, ainda este ano», disse.
Quanto ao prolongamento do campo do Porto Santo, salientou que a obra só avançará na condição de haver investimento imobiliário. Aliás, a este propósito, aproveitou para esclarecer alguns mal entendidos, assegurando que o Governo não vai fazer hotéis, mas sim dar terrenos de concessão a privados.
Sociedades serviram para alavancar
As sociedades de desenvolvimento foram outro dos temas focados, tendo a este propósito reconhecido que nem todos os investimentos são reprodutivos, mas que a maioria é fundamental para a sociedade. Garantiu que as sociedades «estão a aguentar com 70 obras de grande envergadura», refutando assim insinuações de gastos com algumas obras.
Cunha e Silva garantiu que todas as obras foram feitas para o povo ter acesso ao litoral e relevou que estas «fizeram um bem enorme à economia». Deu mesmo o exemplo do Porto Santo, que é hoje o oitavo concelho de Portugal, entre os 308 do país, que têm um poder de compra acima da média nacional. Aliás, aproveitou para referir que, na ilha, vão aparecer em breve novos investimentos privados, mas salienta que é preciso ultrapassar o problema dos transportes.
Outro exemplo que deu foi o da praia da Calheta. «Já há pedidos na Câmara para a construção de um novo hotel na zona. Quando se fala de retorno, é neste sentido».
Ainda na questão do pagamento das obras das sociedades, explicou que o Governo soube negociar bem, havendo um período de carência de 10 anos.
Questionado sobre a Marina do Lugar de Baixo, foi peremptório: «Se em 70 obras falhei essa, naturalmente que não fico satisfeito». Acrescentou que o caso está a ser dirimido em tribunal arbitral com os projectistas da obra e garante que o Grupo Pestana mantém interesse em investir no local. O problema é que há outras questões para resolver em tribunal (embargos). «Espero bem não sair do Governo sem resolver aquele problema. E como sabe, o nosso mandato é até 2011», disse.


Já foi orgulho ser considerado delfim
A situação no PSD/M, mais concretamente, a possível saída de Jardim em 2011, também foi focada. «Acredito que tenha uma vontade de sair, mas não acredito que seja ponto assente», disse. Porém, num momento em que a Região, o país e o Mundo atravessam problemas graves, Cunha Silva considerou «vergonhoso» que algumas pessoas estejam a deter as atenções em questões que «têm a ver mais com apetites e ambições pessoais do que exercer a política a pensar nas pessoas». O governante refere que «há-de vir o tempo em que essas decisões poderão ser abordadas e tomadas», mas diz que, para já, é «absolutamente precoce».
Apesar de não considerar o assunto tabu, deixou claro que a intenção de candidatar-se a presidente do Executivo fica para mais tarde. «Não posso desperdiçar o tempo que tenho – e que é pouco – em coisas como essas. Tenho que dedicar a minha atenção a ajudar a Madeira a passar por estas dificuldades», referiu.
Admite que «há uma proliferação» de delfins, pelo que «não há motivo e orgulho em ser considerado» como tal. «Já foi no passado, agora já não».
Quanto ao PSD nacional, diz que faz falta alguém que diga que tem solução para o país. «Se fosse candidato, eu faria isso. Não iria para os congressos dizer coisas cinzentas ao povo português, mas palavras de optimismo e confiança para que acreditem de novo», sustentou, garantindo que vai apoiar a melhor solução para o PSD.
Desencantado com a política
A entrevista serviu também para João Cunha e Silva dar conta do desencanto com a política. Ainda que orgulhoso por ter participado no programa liderado por Alberto João Jardim, confessou que «é difícil, desgastante e inglório fazer o que se está fazendo».
Sobre se pondera uma saída da política activa, prefere não cometer a imprudência de o dizer, «até porque posso ser obrigado a fazer exactamente o contrário, por deveres de consciência, solidariedade e pessoas por quem tenho muita consideração».
No que toca aos parques empresariais, observou que quando entrou para o Governo já constavam no programa, tendo executado todos eles sem recurso ao orçamento da Região. Minimizou as críticas relativas à taxa de ocupação dos 12 parques existentes, mas lembra que este é um projecto a longo prazo.
Cunha e Silva também falou da saída da Região do Objectivo 1 da União Europeia, tendo a este propósito criticado a política vigente. «Às regiões que se desenvolvem e cumprem com os objectivos tiram-lhes fundos, e aquelas que continuam sempre na mesma são premiadas com uma quantidade de fundos. A UE devia premiar as regiões que atingem um determinado objectivo com um período de carência para cimentar o desenvolvimento», sustentou, tendo afirmado que, disto, já deu conta ao presidente da Comissão Europeia. Lamentou, por outro lado, que estes argumentos não sejam subscritos pelo próprio Estado português junto da UE.
No que toca às empresas, Cunha e Silva lembra que este Governo já lançou para o tecido empresarial regional 218 milhões de euros, mesmo com os poucos recursos que dispõe e discriminações que entretanto tem sido alvo.
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Luís Jardim quer lançar Carlos Costa
Caso o jovem madeirense não vença o concurso transmitido pela SIC


Luís Jardim vê em Carlos Costa um ídolo. Por isso mesmo, caso o jovem madeirense não vença o concurso transmitido pela SIC, o produtor musical diz que o vai ajudar a lançar a sua carreira. Em entrevista ao Jornal da Madeira, o músico apelou ao voto em peso da Madeira a favor do Carlos Costa (pelo número de telefone 760300508), que esta noite, nos “Ídolos”, voltará a estar sujeito à votação do público, após a interpretação do tema de Elvis Presley, Can't Help Fallin' In Love».
«Prestem muita atenção ao Carlos Costa. A Madeira em peso deve votar nele, porque a sua vitória depende de nós. Ali, não há favores. Se votarmos nele, ele ganha. A Vânia Fernandes venceu muito graças aos madeirenses. Vamos fazer o mesmo pelo Carlos», apelou Luís Jardim.
De qualquer modo, realçou o produtor, «em Portugal, se houver alguém que tenha talento para encontrar o talento, olhe para o Carlos, porque ele preenche uma lacuna que existe no país, a nível artístico». Aliás, Luís Jardim tem «a certeza que, levando o Carlos para Londres, eu consigo “vendê-lo” no mercado. Ele tem boa aparência e aquilo que ele faz é muito bem feito. É um artista para quem eu, facilmente, encontraria um futuro em Inglaterra». Nesse sentido, fica a promessa de Luís Jardim: «se o Carlos Costa vir que não tem ajuda em Portugal, ele que venha ter comigo, porque adorava trabalhar com ele. Aliás, vou tentar ter algum contacto com o Carlos, de qualquer maneira».
A outro nível, e tendo Luís Jardim já estado no papel de juri n' “Os Ídolos”, o músico madeirense com carreira internacional não esconde que era «severo, fui sempre duro, no aspecto musical. As minhas críticas eram, por exemplo, dizer que o concorrente não cantava nada ou perguntar o que ele estava ali a fazer».
O nosso interlocutor falava assim, a respeito das críticas que foram feitas ao madeirense Carlos Costa por Manuel Moura dos Santos, a quem classificou de “besta”. A última gala foi, por isso, «vergonhosa». Luís Jardim espera que os madeirenses «tenham estômago suficiente para protegerem o miúdo e mostrarem a esse senhor que não é favor nenhum o Carlos Costa estar nos “Ídolos”. Ele é o melhor que está ali. É o único artista que lá está, com capacidades de ir ao estrangeiro e ser um pop-star a sério, a sério. Ele tem tudo o que é necessário: tem uma grande voz, canta muito bem e dança».
A seu ver, o Carlos Costa «é o ídolo de Portugal», «um artista já feito, um Freddy Mercury, um Elton John, um artista um pouco excêntrico, mas um pop-star». Como tal, continuou, «aquilo que o Moura dos Santos disse é uma vergonha, é uma ofensa ao miúdo e aos Anjos, que são artistas com certo peso em Portugal, são bons cantores e músicos. Foi uma situação ilógica, malcriada e que mostrou a sua ignorância. Ele devia voltar a vender pizzas, que era o que ele fazia», criticou ainda. Luís Jardim disse também que o presidente da SIC devia expulsar Moura dos Santos do juri.
Por tudo isso, e por considerar que Carlos Costa não tem copiado os artistas que tem interpretado, mas sim feito o seu próprio “show”, Luís Jardim disse ter ficado «ofendido, que se possa pegar num miúdo daquela idade (17 anos) que tem feito o que é necessário, e a deitá-lo abaixo dessa maneira».
A propósito, Luís Jardim considera que nenhum dos actuais elementos do júri do programa transmitido pela SIC tem capacidade para a função. «Não há ali ninguém que tenha a experiência que eu tenho e outros como o Tozé Brito, por exemplo». Assim, na sua opinião, a versão portuguesa do programa «não funciona», porque «a cópia é mal-feita». Dessa feita, esclareceu que o programa não tem de ser agressivo, ao contrário do que está a ser. «Tem de ser um programa, honesto, verdadeiro e 100 por cento musical. Tem de se fazer críticas musicais e não críticas sobre as botas militares de um concorrente. Em Portugal, perde-se tempo com tontices», criticou.
Já a pronunciar-se sobre os concorrentes de 'Os Ídolos”, Luís Jardim reconhece o valor artístico de Diana, sua enteada. «De resto, a maior parte é amadora, a copiar o que ouvem na rádio», salientou. Sobre um dos favoritos do público, o Filipe Pinto, Luís Jardim comentou que «é um roqueiro, com a voz rouca e uma história triste, como há muitos em Portugal. Já o Nuno Norte, que ganhou o primeiro “Ídolos”, tinha uma história triste. Depois, veio o Sérgio, que era carpinteiro e tinha também uma voz rouca. Elegemos sempre o mesmo tipo de artista», criticou o músico, que fez ainda o reparo que são poucas as vozes femininas a vingarem no nosso país.
Jornal da Madeira
O Manuel Moura Santos


Luís Jardim vê em Carlos Costa um ídolo. Por isso mesmo, caso o jovem madeirense não vença o concurso transmitido pela SIC, o produtor musical diz que o vai ajudar a lançar a sua carreira. Em entrevista ao Jornal da Madeira, o músico apelou ao voto em peso da Madeira a favor do Carlos Costa (pelo número de telefone 760300508), que esta noite, nos “Ídolos”, voltará a estar sujeito à votação do público, após a interpretação do tema de Elvis Presley, Can't Help Fallin' In Love».
«Prestem muita atenção ao Carlos Costa. A Madeira em peso deve votar nele, porque a sua vitória depende de nós. Ali, não há favores. Se votarmos nele, ele ganha. A Vânia Fernandes venceu muito graças aos madeirenses. Vamos fazer o mesmo pelo Carlos», apelou Luís Jardim.
De qualquer modo, realçou o produtor, «em Portugal, se houver alguém que tenha talento para encontrar o talento, olhe para o Carlos, porque ele preenche uma lacuna que existe no país, a nível artístico». Aliás, Luís Jardim tem «a certeza que, levando o Carlos para Londres, eu consigo “vendê-lo” no mercado. Ele tem boa aparência e aquilo que ele faz é muito bem feito. É um artista para quem eu, facilmente, encontraria um futuro em Inglaterra». Nesse sentido, fica a promessa de Luís Jardim: «se o Carlos Costa vir que não tem ajuda em Portugal, ele que venha ter comigo, porque adorava trabalhar com ele. Aliás, vou tentar ter algum contacto com o Carlos, de qualquer maneira».
A outro nível, e tendo Luís Jardim já estado no papel de juri n' “Os Ídolos”, o músico madeirense com carreira internacional não esconde que era «severo, fui sempre duro, no aspecto musical. As minhas críticas eram, por exemplo, dizer que o concorrente não cantava nada ou perguntar o que ele estava ali a fazer».
O nosso interlocutor falava assim, a respeito das críticas que foram feitas ao madeirense Carlos Costa por Manuel Moura dos Santos, a quem classificou de “besta”. A última gala foi, por isso, «vergonhosa». Luís Jardim espera que os madeirenses «tenham estômago suficiente para protegerem o miúdo e mostrarem a esse senhor que não é favor nenhum o Carlos Costa estar nos “Ídolos”. Ele é o melhor que está ali. É o único artista que lá está, com capacidades de ir ao estrangeiro e ser um pop-star a sério, a sério. Ele tem tudo o que é necessário: tem uma grande voz, canta muito bem e dança».
A seu ver, o Carlos Costa «é o ídolo de Portugal», «um artista já feito, um Freddy Mercury, um Elton John, um artista um pouco excêntrico, mas um pop-star». Como tal, continuou, «aquilo que o Moura dos Santos disse é uma vergonha, é uma ofensa ao miúdo e aos Anjos, que são artistas com certo peso em Portugal, são bons cantores e músicos. Foi uma situação ilógica, malcriada e que mostrou a sua ignorância. Ele devia voltar a vender pizzas, que era o que ele fazia», criticou ainda. Luís Jardim disse também que o presidente da SIC devia expulsar Moura dos Santos do juri.
Por tudo isso, e por considerar que Carlos Costa não tem copiado os artistas que tem interpretado, mas sim feito o seu próprio “show”, Luís Jardim disse ter ficado «ofendido, que se possa pegar num miúdo daquela idade (17 anos) que tem feito o que é necessário, e a deitá-lo abaixo dessa maneira».
A propósito, Luís Jardim considera que nenhum dos actuais elementos do júri do programa transmitido pela SIC tem capacidade para a função. «Não há ali ninguém que tenha a experiência que eu tenho e outros como o Tozé Brito, por exemplo». Assim, na sua opinião, a versão portuguesa do programa «não funciona», porque «a cópia é mal-feita». Dessa feita, esclareceu que o programa não tem de ser agressivo, ao contrário do que está a ser. «Tem de ser um programa, honesto, verdadeiro e 100 por cento musical. Tem de se fazer críticas musicais e não críticas sobre as botas militares de um concorrente. Em Portugal, perde-se tempo com tontices», criticou.
Já a pronunciar-se sobre os concorrentes de 'Os Ídolos”, Luís Jardim reconhece o valor artístico de Diana, sua enteada. «De resto, a maior parte é amadora, a copiar o que ouvem na rádio», salientou. Sobre um dos favoritos do público, o Filipe Pinto, Luís Jardim comentou que «é um roqueiro, com a voz rouca e uma história triste, como há muitos em Portugal. Já o Nuno Norte, que ganhou o primeiro “Ídolos”, tinha uma história triste. Depois, veio o Sérgio, que era carpinteiro e tinha também uma voz rouca. Elegemos sempre o mesmo tipo de artista», criticou o músico, que fez ainda o reparo que são poucas as vozes femininas a vingarem no nosso país.
Jornal da Madeira
O Manuel Moura Santos
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Polémica de Carlos Costa chega às redes sociais
Madeirense nos 'Ídolos' movimenta Facebook com um grupo contra e dois a favor
Data: 06-01-2010

A polémica instalou-se no passado domingo em directo na SIC, quando Manuel Moura dos Santos disse esperar que o madeirense Carlos Costa não ganhe os 'Ídolos'. "Eu espero que tu não sejas o vencedor deste concurso porque tu és o Ídolo que nós não precisamos", disse depois de criticar duramente a selecção musical que o concorrente do Porto Moniz vem fazendo nas galas e em particular o tema 'Eu Estou Aqui'.
O membro do júri, com voto de qualidade, destoou dos restantes três ao afirmar que o concorrente cantou um "pop foleiro", que independentemente da eficácia, "agradou a toda a gente menos a mim". As declarações originaram respostas várias, desde os autores da música, tripla platina, que equacionam um processo em tribunal, a três movimentos no Facebook, um contra e dois a favor do artista madeirense.
A campanha contra Carlos Costa nasceu no continente e intitula-se 'Vamos expulsar o Carlos dos Ídolos', com 1.600 pessoas e que refere, entre outras coisas, "Já não há paciência para este madeirense anão armado em MJ [Michael Jackson]". De cá levantaram-se também as vozes com o 'Vamos Manter o Carlos nos Ídolos', um grupo que é "a resposta a um outro xenófobo e homofóbico que pretende fazer 'campanha' para expulsar o Carlos dos Ídolos... Vamos dar a essa gente a resposta que merece!!!!"; e o 'Carlos Costa Rumo à Vitória'. O primeiro foi dinamizado pelo apresentador e actor Nuno Morna e o segundo pelo presidente da Casa do Povo da Ilha, António Trindade.
Campanha pelas razões erradas
Contactado pelo DIÁRIO, Nuno Morna explicou que não está em causa o talento do cantor: "Nem tem a ver se ele canta bem ou deixa de cantar bem. Irritou-me bastante terem feito um grupo no Facebook em que olhavam não às qualidades vocais e artísticas dele, mas ao facto de, presumem os autores, ser homossexual e madeirense", criticou, justificando que são duas coisas que em pleno século XXI não têm razão de ser. "Entristece-me que no meu país ainda haja pessoas que pensem assim. Enfim é que temos e onde vivemos... Gostaria que ficasse claro que não conheço o Carlos de lado nenhum, vejo o 'Ídolos' com muito pouca regularidade e acho que não canta mal mas tem umas escolhas de repertório de que não gosto nada. Mas se o concurso pretende escolher alguém que tenha boa voz e boa presença em palco, ele é, sem dúvida, um forte candidato".
Pouco mais de duas horas depois de ter sido criado, o grupo tinha já 214 pessoas.
Carlos Costa tranquilo
"O Manel estava um bocadinho mal disposto e não gostou da música. Acho que ele tenta sempre por aquela postura de sabichão, mas exagerou. Esta semana exagerou e acho que foi totalmente despropositado. Uma coisa é ele avaliar-me artisticamente, outra coisa é ele avaliar-me consoante os meus gostos musicais e dizer-me que não mereço ganhar o concurso porque os meus gostos musicais não são compatíveis com os gostos musicais dele. Acho muito triste", disse ao DIÁRIO.
Contrariamente ao esperado, Carlos Costa acredita mesmo que este poderá ser um ponto a seu favor, agora que a luta começa a ser mais renhida e quando restam apenas seis possíveis 'Idolos': "Ainda me pode vir a ajudar porque ele, mal educado como foi, vai fazer com que as pessoas se revoltem e ainda me apoiem mais", defendeu.
Segundo Carlos Costa, a apreciação de Manuel Moura dos Santos não foi uma ataque pessoal, mas antes uma estratégia para influenciar o andamento do concurso. "O Manel deve ter idealizado um vencedor na cabeça dele, e agora vê que já não é bem assim, que há mais potenciais candidatos ao pódium e como vê que isso está a acontecer, tenta ao máximo derrotar os outros, coisa que eu sei que não vai resultar porque, neste momento, por mais que o júri fale, não vai alterar grandes coisas no resultado final", garantiu.
Questionado sobre quem poderia ser essa pessoa, assume que a Solange e o Filipe sempre foram os grandes favoritos do júri. "Mesmo que eles desafinassem ou cantassem sempre o mesmo género musical, eram sempre enaltecidos e sempre bem falados, desde o início. Mas isso é uma coisa que nem a Solange nem o Filipe têm culpa. É uma coisa que o júri tem culpa e a produção tem culpa, em permitir esse tipo de 'abébias', de favores".
Incitado a explicar esta posição, Carlos Costa foi mais específico: "O Filipe tem muitas abébias, desde a primeira gala que canta as músicas da mesma forma, com a mesma presença de palco e nunca lhe foi apontado o dedo, quando eu e mais alguns dos meus colegas mostramos imensa versatilidade e não somos valorizados por isso, infelizmente. Mas pronto, depois, posteriormente, vamos ver se o público vê isso".
Produção nas escolhas
Muito criticada, não só em relação ao madeirense mas em geral, a selecção das músicas não está completamente nas mãos dos concorrentes. Cada um dá três músicas, três hipóteses por ordem de preferência para cantarem, mas cabe depois à produção escolher qual a que vão realmente interpretar. Se não gostarem de nenhuma das três, pedem-lhes uma outras hipótese.
"Por acaso na 'Hot N Cold' não foi nenhuma das minhas três hipóteses, 'You Should Be All Night Long', também não foi. 'Paparazzi' foi a minha primeira hipótese. Na 'You Are Not Alone' foi a minha primeira hipótese e esta foi a minha primeira hipótese", revelou.
Carlos Costa canta Elvis
No próximo domingo, a gala será dedicada a 'Vozes Inconfundíveis'. Carlos Costa vai cantar 'Can't Help Folling in Love', de Elvis Presley.
Para a próxima semana sai um ou não sai nenhum. É que foi implementada uma nova regra que permite ao júri salvar o menos votado, contra a decisão do público, mas só pode acontecer uma vez, até que fiquem só quatro finalistas. A partir desse momento, essa regra deixa de existir. E caso seja salvo um elemento, na gala seguinte saem os dois menos votados.
Carlos Costa promete continuar a demonstrar versatilidade artística. "Vou sempre tentar demostrar que é o que eu gosto de fazer e sou capaz de fazer. Se o Manel gosta ou não, é-me totalmente indiferente, visto que já deu para perceber o porquê de ele fazer alguns juízos", disse. Para a Madeira, endereçou o agradecimento e apelou uma vez mais ao voto, através do número de telefone 760 300 508.
DN Madeira
Data: 06-01-2010

A polémica instalou-se no passado domingo em directo na SIC, quando Manuel Moura dos Santos disse esperar que o madeirense Carlos Costa não ganhe os 'Ídolos'. "Eu espero que tu não sejas o vencedor deste concurso porque tu és o Ídolo que nós não precisamos", disse depois de criticar duramente a selecção musical que o concorrente do Porto Moniz vem fazendo nas galas e em particular o tema 'Eu Estou Aqui'.
O membro do júri, com voto de qualidade, destoou dos restantes três ao afirmar que o concorrente cantou um "pop foleiro", que independentemente da eficácia, "agradou a toda a gente menos a mim". As declarações originaram respostas várias, desde os autores da música, tripla platina, que equacionam um processo em tribunal, a três movimentos no Facebook, um contra e dois a favor do artista madeirense.
A campanha contra Carlos Costa nasceu no continente e intitula-se 'Vamos expulsar o Carlos dos Ídolos', com 1.600 pessoas e que refere, entre outras coisas, "Já não há paciência para este madeirense anão armado em MJ [Michael Jackson]". De cá levantaram-se também as vozes com o 'Vamos Manter o Carlos nos Ídolos', um grupo que é "a resposta a um outro xenófobo e homofóbico que pretende fazer 'campanha' para expulsar o Carlos dos Ídolos... Vamos dar a essa gente a resposta que merece!!!!"; e o 'Carlos Costa Rumo à Vitória'. O primeiro foi dinamizado pelo apresentador e actor Nuno Morna e o segundo pelo presidente da Casa do Povo da Ilha, António Trindade.
Campanha pelas razões erradas
Contactado pelo DIÁRIO, Nuno Morna explicou que não está em causa o talento do cantor: "Nem tem a ver se ele canta bem ou deixa de cantar bem. Irritou-me bastante terem feito um grupo no Facebook em que olhavam não às qualidades vocais e artísticas dele, mas ao facto de, presumem os autores, ser homossexual e madeirense", criticou, justificando que são duas coisas que em pleno século XXI não têm razão de ser. "Entristece-me que no meu país ainda haja pessoas que pensem assim. Enfim é que temos e onde vivemos... Gostaria que ficasse claro que não conheço o Carlos de lado nenhum, vejo o 'Ídolos' com muito pouca regularidade e acho que não canta mal mas tem umas escolhas de repertório de que não gosto nada. Mas se o concurso pretende escolher alguém que tenha boa voz e boa presença em palco, ele é, sem dúvida, um forte candidato".
Pouco mais de duas horas depois de ter sido criado, o grupo tinha já 214 pessoas.
Carlos Costa tranquilo
"O Manel estava um bocadinho mal disposto e não gostou da música. Acho que ele tenta sempre por aquela postura de sabichão, mas exagerou. Esta semana exagerou e acho que foi totalmente despropositado. Uma coisa é ele avaliar-me artisticamente, outra coisa é ele avaliar-me consoante os meus gostos musicais e dizer-me que não mereço ganhar o concurso porque os meus gostos musicais não são compatíveis com os gostos musicais dele. Acho muito triste", disse ao DIÁRIO.
Contrariamente ao esperado, Carlos Costa acredita mesmo que este poderá ser um ponto a seu favor, agora que a luta começa a ser mais renhida e quando restam apenas seis possíveis 'Idolos': "Ainda me pode vir a ajudar porque ele, mal educado como foi, vai fazer com que as pessoas se revoltem e ainda me apoiem mais", defendeu.
Segundo Carlos Costa, a apreciação de Manuel Moura dos Santos não foi uma ataque pessoal, mas antes uma estratégia para influenciar o andamento do concurso. "O Manel deve ter idealizado um vencedor na cabeça dele, e agora vê que já não é bem assim, que há mais potenciais candidatos ao pódium e como vê que isso está a acontecer, tenta ao máximo derrotar os outros, coisa que eu sei que não vai resultar porque, neste momento, por mais que o júri fale, não vai alterar grandes coisas no resultado final", garantiu.
Questionado sobre quem poderia ser essa pessoa, assume que a Solange e o Filipe sempre foram os grandes favoritos do júri. "Mesmo que eles desafinassem ou cantassem sempre o mesmo género musical, eram sempre enaltecidos e sempre bem falados, desde o início. Mas isso é uma coisa que nem a Solange nem o Filipe têm culpa. É uma coisa que o júri tem culpa e a produção tem culpa, em permitir esse tipo de 'abébias', de favores".
Incitado a explicar esta posição, Carlos Costa foi mais específico: "O Filipe tem muitas abébias, desde a primeira gala que canta as músicas da mesma forma, com a mesma presença de palco e nunca lhe foi apontado o dedo, quando eu e mais alguns dos meus colegas mostramos imensa versatilidade e não somos valorizados por isso, infelizmente. Mas pronto, depois, posteriormente, vamos ver se o público vê isso".
Produção nas escolhas
Muito criticada, não só em relação ao madeirense mas em geral, a selecção das músicas não está completamente nas mãos dos concorrentes. Cada um dá três músicas, três hipóteses por ordem de preferência para cantarem, mas cabe depois à produção escolher qual a que vão realmente interpretar. Se não gostarem de nenhuma das três, pedem-lhes uma outras hipótese.
"Por acaso na 'Hot N Cold' não foi nenhuma das minhas três hipóteses, 'You Should Be All Night Long', também não foi. 'Paparazzi' foi a minha primeira hipótese. Na 'You Are Not Alone' foi a minha primeira hipótese e esta foi a minha primeira hipótese", revelou.
Carlos Costa canta Elvis
No próximo domingo, a gala será dedicada a 'Vozes Inconfundíveis'. Carlos Costa vai cantar 'Can't Help Folling in Love', de Elvis Presley.
Para a próxima semana sai um ou não sai nenhum. É que foi implementada uma nova regra que permite ao júri salvar o menos votado, contra a decisão do público, mas só pode acontecer uma vez, até que fiquem só quatro finalistas. A partir desse momento, essa regra deixa de existir. E caso seja salvo um elemento, na gala seguinte saem os dois menos votados.
Carlos Costa promete continuar a demonstrar versatilidade artística. "Vou sempre tentar demostrar que é o que eu gosto de fazer e sou capaz de fazer. Se o Manel gosta ou não, é-me totalmente indiferente, visto que já deu para perceber o porquê de ele fazer alguns juízos", disse. Para a Madeira, endereçou o agradecimento e apelou uma vez mais ao voto, através do número de telefone 760 300 508.
DN Madeira
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Entrevista ao Jogador Venezuelano/Madeirence Danny
Tão perto da Juventus, Barça e Chelsea
2009 teve de tudo. cobiça dos gigantes, lesão e até o regresso foi uma hipótese
Data: 01-01-2010



Lesionou-se com gravidade, recuperou em quatro meses, mas quando estava apto para voltar à competição não pôde fazê-lo. O motivo? O contrato entre o Zenit São Petersburgo e a seguradora não permitia que voltasse, sequer, a treinar-se, nos seis meses após a lesão. Pior. Não fosse a rotura dos ligamentos cruzados anteriores no joelho, teria ido para o Chelsea. Depois de recuperado, esteve na mira do Barcelona. Antes, já a Juventus tinha demonstrado interesse. Para Danny, 2009 é um ano recheado de histórias para contar.
Esteve sete meses afastado dos relvados. Está pronto para voltar em força? Sim... Agora quando regressar ao trabalho no Zenit vamos ver como é que o joelho vai reagir. Como na Rússia, o início do ano é de pré-época, todos os jogadores vão começar do zero. Penso que vou me sentir bem e apto para voltar ao trabalho a 100 por cento.
Como viveu esse período? No princípio foi muito difícil. No momento em que soube que ia parar quatro meses, fiquei preocupado, porque ia deixar de fazer aquilo que mais gosto. São infelicidades que acontecem. Só temos de levantar a cabeça e seguir o nosso rumo para voltar com total confiança. O apoio da família foi fundamental.
Foi o pior momento da carreira? Foi. Nem no período em que estive no Sporting, praticamente sem jogar, vivi um momento tão mau como estes últimos meses. Uma lesão desta gravidade não encontra comparação.
A lesão irá condicioná-lo no regresso. Terá algum receio? Acho que sim. É natural. Mas quando estiver a treinar com a equipa, penso que vou esquecer que fui operado. Quando regressar ao Zenit, em Janeiro, vamos ver se volto a ganhar confiança rapidamente.
O facto de fazer a pré-temporada no regresso após lesão é um aspecto positivo? Considero que sim, porque vamos iniciar os trabalhos ao mesmo tempo e não serão notadas diferenças a nível físico. O joelho está a 100 por cento, agora resta-me recuperar a confiança.
Como é estar por fora a ver os jogos. Tanto no Zenit, como na selecção? É difícil. Quando o Zenit veio jogar com o Nacional, para a Liga Europa, foi muito complicado ficar de fora. Fiquei triste por não ter jogado essa eliminatória. Tenho toda a minha família na Madeira e era uma boa oportunidade para me verem jogar, já que, normalmente, apenas têm a hipótese de seguir os meus jogos pela televisão. Na selecção, sofri bastante por não poder ajudar, principalmente nos jogos decisivos frente à Bósnia. Mas temos de lutar e ajudar a equipa por fora.
Há muita ansiedade? Após um mês e meio de recuperação já queria voltar a jogar. Na altura, o fisioterapeuta António Gaspar disse-me para ter calma, que esta é uma lesão que obriga a, pelo menos, quatro meses de recuperação. No entanto, quando já estava recuperado e voltei à Rússia disseram-me que não podia jogar ainda, devido a questões relacionadas com o seguro. Aconselharam-me a voltar a Portugal para estar com a família, já que não podia jogar naquele momento. Foi muito mau. Outros jogadores recuperaram em quatro meses e voltaram a jogar. Eu não podia fazer o mesmo. Perguntei se estavam a brincar comigo. Disseram-me, então, para voltar em Janeiro, no início da nova época.
"NÃO QUERIA VOLTAR PARA RÚSSIA"
É muito frustrante uma situação como essa... Nas primeiras duas semanas, depois de voltar para Portugal, estava mesmo bastante zangado com tudo. Os próprios jornais da Rússia consideravam aquilo uma vergonha. Por outro lado, também permitiu-me passar mais tempo com a família e isso também ajudou-me na recuperação.
Nessa altura surgiu a hipótese de ingressar no Sporting. Falou-se também no FC Porto e até no Marítimo. Foram hipóteses reais? Foram. Logo no momento em que não fui autorizado a voltar à competição no Zenit, disse ao meu empresário para procurar outras soluções em Portugal, Espanha, Itália... Estava mesmo chateado e não queria voltar para a Rússia. Alguns presidentes de clubes falaram com o Jorge Mendes... mas nunca contactaram o Zenit para saber se havia alguma possibilidade de me emprestarem a outro clube. Também não iam deixar sair um jogador que custou 30 milhões assim... a custo zero. Disse ao presidente do Zenit que queria ir embora durante seis meses e voltar após o Mundial, caso lá fosse. Só queria jogar e lutar por objectivos.
Existiram contactos concretos? Sim. Mas nunca nada chegou ao Zenit.
De Portugal também? Sim, do Sporting, Sporting de Braga...
Do Marítimo? Sim também. Foram estes os três clubes que contactaram o meu empresário.
Mais ainda há possibilidade de seguir outro rumo, para já? Não... Agora estou concentrado no regresso à Rússia e essa possibilidade não se coloca.
Alguma mágoa por não se ter concretizado nenhuma dessas hipóteses? Estou num grande clube, que habitualmente está presente nas competições europeias e não me preocupo por ter sido este o desfecho. Tenho 26 anos, ainda tenho muito tempo para jogar e vou voltar para a Rúsia, tentar ganhar o meu lugar, para estar presente no Mundial.
Mas em vésperas de Mundial, o regresso a Portugal não seria o melhor? Talvez. Nunca sabemos. Se calhar se não me tivesse lesionado, já não estava no Zenit... Tive oportunidade de ir para Portugal, mas não aconteceu. Vou voltar para a Rússia, com confiança. É um clube que me trata bem e espero voltar a estar a 100 por cento para dar alegrias ao meu clube.
Antes da lesão, o Chelsea mostrou interesse. Como é que tudo aconteceu? Estava tudo acertado com o meu empresário. O Zenit já sabia do interesse e o Chelsea só estava à espera que o campeonato inglês terminasse. Depois aconteceu a lesão e quiseram saber qual a gravidade. Como era idêntica à do Paulo Ferreira, desistiram, pois não iam dar 30 milhões por um jogador lesionado. Mas a vida tem destas coisas. Esteve perto, mas se não aconteceu é porque esse não era o momento.
Depois surgiu o Barcelona? É verdade. Existiram contactos entre o meu empresário e o director-desportivo do Barcelona, Txiki Beguiristain. Foi numa fase em que estava a terminar a minha recuperação. No início de 2010, com a Taça das Nações Africanas, não iam poder contar com alguns jogadores e precisavam de colmatar essas ausências. Não ia ser titular e, por um lado, não me convinha ser emprestado durante seis meses para não jogar. Fiquei muito contente pelo interesse de um clube como o Barcelona, mas também ir para lá para não jogar, não era algo que me agradasse. Para ser titular seria diferente... Quer dizer, ia trabalhar para sê-lo, pois não sou inferior, nem superior aos que lá estão. Ia mostrar o meu valor, para tentar ganhar um lugar...
Mas porquê que o empréstimo não foi consumado, uma vez que estava praticamente recuperado? Não me deixariam ir embora. Antes já tinha dito que queria ficar em Portugal... Simplesmente para jogar, mesmo que não fosse num 'grande'. Se dissesse que pretendia ir para o Barcelona por empréstimo, não aceitariam e só me deixariam ir se pagassem. Até porque querem que eu vá ao Mundial, enquanto jogador do Zenit, não emprestado a outro clube. Fiquei triste, como é natural, pois o Barcelona é um grande clube. De qualquer modo, da parte do Zenit, nunca ninguém me disse que existiam contactos do Barcelona.
O interesse manifestado pelo Barcelona é anterior ao dos clubes portugueses? Sim... Mas tive de dizer que os clubes portugueses foram os primeiros a mostrarem interesse. Só depois poderia referir que o Barcelona também estava interessado.
Houve outro clube interessado? Sim, a Juventus também mostrou interesse no mercado de Inverno 2008/2009. Ofereciam 20 milhões, mas o Zenit foi intransigente e pediu 30 milhões. Mas mesmo assim não estariam dispostos a negociar. Em Fevereiro, tentaram novos contactos para a minha transferência no Verão deste ano. Mas o Zenit não cedeu, a Juventus acabou por optar pelo Diego e, entretanto, também apareceu o Chelsea e um campeonato que me agradava mais. Gosto da Liga italiana, mas não me chama tanto à atenção.
Tem preferência por algum campeonato? O futebol espanhol é muito bonito, com técnica e qualidade. Mas o futebol inglês é muito rápido. Têm sempre os estádios cheios. Espero um dia poder jogar nalgum desses países.
"Os meus filhos queriam que ficasse"
Os gémeos Bernardo e Francisco são o orgulho de Danny e Petra. Por eles, o pai já não regressava à Rússia. Ficava na Madeira, a jogar no Marítimo e assunto mais do que resolvido. No gosto pelo futebol, herdaram os genes do pai. Estão nas escolinhas do Marítimo e para Danny, nada mais especial do que assistir aos primeiros golos e fintas dos filhos. Os últimos meses, em virtude da recuperação da lesão no joelho, foram passados junto da família. Momentos especiais que dão ânimo suplementar. Afinal, os sorrisos de Bernardo e Francisco ajudam a superar qualquer contrariedade.
Uma lesão é sempre negativa, mas por outro lado permitiu que passasse mais tempo com a família. Como foram os últimos meses? É sempre mau uma lesão. Mas felizmente, a direcção do meu clube foi compreensiva. Deixou-me ser operado em Portugal e fazer a recuperação na Madeira, junto da minha família. Os meus filhos adoram que eu esteja em casa e com os treinos e estágios, por vezes, isso é difícil. Já lhes disse que depois do fogo de artifício vou ter de voltar para a Rúsia e eles pedem-me para não ir. Dizem-me para ficar cá, para jogar no Marítimo. Mas explico-lhes que é o meu trabalho e que tem mesmo de ser.
Os seus filhos estão nas escolas do Marítimo. Com tem sido levá-los aos treinos? Estão lá desde os 3 anos. É um sensação espectacular. Quando eles marcam um golo, fazem as fintas... Nunca incentivei para que fizessem aquilo que eu gosto. Estão no futebol porque, desde muito novos, mostraram esse interesse. Estão sempre com a bola. Quando vão jogar playstation, preferem os jogos de futebol. Espero que possam ter sucesso, mas acima de tudo gostava que estudassem, tirassem um curso. Eu tenho o 11.º ano e gostava de terminar os estudos, pois o futebol não dura sempre. É também uma área onde a sorte conta muito. Eu tive sorte, se calhar outros que possíam ainda mais qualidade já não a tiveram... Espero que eles sigam a carreira na profissão que desejarem e sejam felizes como eu.
Eles contam-lhe quando marcam golos, fazem fintas? Sim. Aliás, tenho ido vê-los jogar. Têm jeito e nestas idades o mais importante é que se divirtam. Na juventude, jogamos com alegria, criamos amizades. Depois já entram os contratos... Já passa a ser outro Mundo, com outros interesses.
"Com o Van der Gaag a equipa melhorou muito"

Tem muitos amigos no Marítimo... Como analisa a época do seu clube do coração? Começou muito mal com o Carvalhal. Também tinha alguns jogadores lesionados, como foi o caso do Bruno. Com o Mitchell a equipa melhorou bastante e chegou a estar no quinto lugar. Mesmo que agora tenha caído alguns lugares, a distância pontual é mínima. Espero que continuem num bom nível para conseguirem ir à Liga Europa. Penso que o Mitchell e a equipa vão conseguir isso.
Jogou com Van der Gaag. Como é ver um ex-colega a treinar o Marítimo? Conheço o Mitchell há vários anos. Como jogador transmitia muita segurança. Era tacticamente perfeito e é isso que ele esta a tentar fazer agora. Tacticamente a equipa melhorou bastante a defender, mas também ofensivamente. É a equipa que menos faltas faz no campeonato. Isso é sinal de que está a jogar bem... futebol bonito.
Muitos jogadores gostam de acabar a carreira no clube no qual começaram. Tem esse desejo? Gostava de voltar. Mas acabar a carreira não será a expressão mais correcta. Se um dia voltar, quero fazê-lo a 100 por cento. Se não me sentir bem bem, é claro que não virei somente por ser o meu clube do coração. Gostava de voltar a jogar no Marítimo, é claro! Podia ter acontecido agora, não me deixaram. Um dia se tiver essa oportunidade, se me encontrar bem, vai acontecer. Por empréstimo seria uma boa hipótese, mas não me passa pela cabeça voltar para já, definitivamente.
"Imaginem três madeirenses no Mundial"



Há pouco mais de dez anos, procurava afirmar-se no Marítimo B, com o objectivo de chegar à equipa principal. Uma década depois, os desafios de Danny são outros. Mais ambiciosos e mediáticos, fruto de um percurso de sucesso, construído sustentadamente e alicerçado numa humildade espontânea, digna de um autêntico campeão, ídolo de muitos, verdadeiro exemplo para os mais jovens.
O jogador madeirense abriu a porta da sua casa ao DIÁRIO e partilhou os desejos para 2010. Ir ao Campeonato do Mundo é um dos seus maiores sonhos, objectivo que espera concretizar na companhia de outros dois madeirenses: Cristiano Ronaldo, pois claro, e Rúben Micael. Danny acredita no título.
O que lhe parece o grupo de Portugal, no Campeonato do Mundo? Não é o mais difícil do Mundial. O Brasil é sempre um candidato ao título. Ali, nascem sempre jogadores com grande qualidade, com escola brasileira. A Costa do Marfim é uma selecção aguerrida, luta muito e tem diversos jogadores que actuam na Liga inglesa e que possuem grande qualidade. Prova disso é o facto de lutarem para ganhar a Taça das Nações Africanas. Já a Coreia do Norte é o adversário mais acessível, mas num Mundial nunca é fácil. Mas com a qualidade que nós possuímos temos de ganhar.
Temos muita qualidade e alguns dos melhores jogadores do Mundo. Os portugueses podem sonhar com quê? Têm de esquecer a fase de qualificação. O Campeonato do Mundo é diferente, a motivação é outra. Estamos num grupo difícil, mas temos a perfeita noção da nossa qualidade. Temos os melhores e vamos lutar pelo título.
O regresso à competição é só em Março. Não é demasiado tempo sem jogar para apanhar o comboio do Mundial? Até para o próprio Pepe não será tarde, se, como todos esperamos, voltar em Maio. Está tudo em aberto. Tenho que voltar e jogar bem, fazer golos e assistências. Também diziam que, pelo facto de estar na Rússia, seria mais difícil ter a atenção do seleccionador. Mas a verdade é que tenho ido à selecção, mesmo estando lá. Se fizer um bom campeonato, penso que o seleccionador irá estar atento e espero ir novamente à selecção.
Não lhe passa pela cabeça ficar fora do Mundial... Pode acontecer. Se as coisas correrem mal no campeonato... Não é por amizades ou empresários que vou ao Mundial. Se lá estiver é porque mereço. Muito outros jogadores também vão dar o litro para merecerem a confiança do seleccionador. Tenho três meses para me mostrar e vou dar o máximo.
É o seu maior sonho? Sim. Tinha o sonho de jogar num grande de Portugal e já o concretizei. Estar na selecção também era outro sonho e já o consegui. Agora estar no Mundial seria o momento mais importante da minha carreira e espero estar lá. 26 anos era a idade perfeita para cumprir esse sonho.
Para além do Danny e Cristiano Ronaldo. Outro madeirense começa a dar nas vistas. Tem acompanhado a evolução do Rúben Micael? É um jogador de grande classe. Sabe ler o jogo e é muito influente no meio-campo do Nacional. De certeza que não irá ficar lá muito mais tempo. Jogar noutro clube seria bom para ele, pois poderia ter mais possibilidade de ir ao Mundial. Espero que ele consiga. Ter três madeirenses no Mundial seria lindo. O Ronaldo já está lá, porque é o melhor do Mundo e merece-o, sem dúvida. Eu e o Rúben, temos todas as possibilidades de ir e vamos trabalhar para isso.
Acredita, então, que vamos ter três madeirenses no Mundial? Claro! São três jogadores com valor e seria bom para a selecção. Para a Madeira também, como é natural. Imaginem o que será se formos os três ao Mundial disputado no país, onde vivem tantos emigrantes madeirenses? Seria lindo.
Pensa que em 2010 Cristiano Ronaldo irá estar ao nível daquilo que fez em 2008? O Ronaldo é um jogador que tem dias maus, como todos os outros. É um ser-humano. Quando corre mal um jogo, os adeptos já começam a criticar. Antes faziam comparações com o rendimento dele no Manchester United. É preciso ver que no clube ele treina todos os dias. Na selecção é diferente, pois torna-se necessário adaptar-se a novos mecanismos, modos de jogo. Em todos os jogos que faz pela selecção, o Ronaldo dá sempre o seu melhor, tenta ajudar a equipa e espero que continue a ser o melhor do Mundo, pois a sua qualidade vai ajudar-nos imenso no Mundial.
Quais são principais desejos para 2010? Muita saúde e paz para a minha família e para todos. Em termos profissionais, espero que seja melhor do que 2009. Sem lesões, acima de tudo. Espero ganhar confiança e ir ao Mundial.
DN Madeia
2009 teve de tudo. cobiça dos gigantes, lesão e até o regresso foi uma hipótese
Data: 01-01-2010



Lesionou-se com gravidade, recuperou em quatro meses, mas quando estava apto para voltar à competição não pôde fazê-lo. O motivo? O contrato entre o Zenit São Petersburgo e a seguradora não permitia que voltasse, sequer, a treinar-se, nos seis meses após a lesão. Pior. Não fosse a rotura dos ligamentos cruzados anteriores no joelho, teria ido para o Chelsea. Depois de recuperado, esteve na mira do Barcelona. Antes, já a Juventus tinha demonstrado interesse. Para Danny, 2009 é um ano recheado de histórias para contar.
Esteve sete meses afastado dos relvados. Está pronto para voltar em força? Sim... Agora quando regressar ao trabalho no Zenit vamos ver como é que o joelho vai reagir. Como na Rússia, o início do ano é de pré-época, todos os jogadores vão começar do zero. Penso que vou me sentir bem e apto para voltar ao trabalho a 100 por cento.
Como viveu esse período? No princípio foi muito difícil. No momento em que soube que ia parar quatro meses, fiquei preocupado, porque ia deixar de fazer aquilo que mais gosto. São infelicidades que acontecem. Só temos de levantar a cabeça e seguir o nosso rumo para voltar com total confiança. O apoio da família foi fundamental.
Foi o pior momento da carreira? Foi. Nem no período em que estive no Sporting, praticamente sem jogar, vivi um momento tão mau como estes últimos meses. Uma lesão desta gravidade não encontra comparação.
A lesão irá condicioná-lo no regresso. Terá algum receio? Acho que sim. É natural. Mas quando estiver a treinar com a equipa, penso que vou esquecer que fui operado. Quando regressar ao Zenit, em Janeiro, vamos ver se volto a ganhar confiança rapidamente.
O facto de fazer a pré-temporada no regresso após lesão é um aspecto positivo? Considero que sim, porque vamos iniciar os trabalhos ao mesmo tempo e não serão notadas diferenças a nível físico. O joelho está a 100 por cento, agora resta-me recuperar a confiança.
Como é estar por fora a ver os jogos. Tanto no Zenit, como na selecção? É difícil. Quando o Zenit veio jogar com o Nacional, para a Liga Europa, foi muito complicado ficar de fora. Fiquei triste por não ter jogado essa eliminatória. Tenho toda a minha família na Madeira e era uma boa oportunidade para me verem jogar, já que, normalmente, apenas têm a hipótese de seguir os meus jogos pela televisão. Na selecção, sofri bastante por não poder ajudar, principalmente nos jogos decisivos frente à Bósnia. Mas temos de lutar e ajudar a equipa por fora.
Há muita ansiedade? Após um mês e meio de recuperação já queria voltar a jogar. Na altura, o fisioterapeuta António Gaspar disse-me para ter calma, que esta é uma lesão que obriga a, pelo menos, quatro meses de recuperação. No entanto, quando já estava recuperado e voltei à Rússia disseram-me que não podia jogar ainda, devido a questões relacionadas com o seguro. Aconselharam-me a voltar a Portugal para estar com a família, já que não podia jogar naquele momento. Foi muito mau. Outros jogadores recuperaram em quatro meses e voltaram a jogar. Eu não podia fazer o mesmo. Perguntei se estavam a brincar comigo. Disseram-me, então, para voltar em Janeiro, no início da nova época.
"NÃO QUERIA VOLTAR PARA RÚSSIA"
É muito frustrante uma situação como essa... Nas primeiras duas semanas, depois de voltar para Portugal, estava mesmo bastante zangado com tudo. Os próprios jornais da Rússia consideravam aquilo uma vergonha. Por outro lado, também permitiu-me passar mais tempo com a família e isso também ajudou-me na recuperação.
Nessa altura surgiu a hipótese de ingressar no Sporting. Falou-se também no FC Porto e até no Marítimo. Foram hipóteses reais? Foram. Logo no momento em que não fui autorizado a voltar à competição no Zenit, disse ao meu empresário para procurar outras soluções em Portugal, Espanha, Itália... Estava mesmo chateado e não queria voltar para a Rússia. Alguns presidentes de clubes falaram com o Jorge Mendes... mas nunca contactaram o Zenit para saber se havia alguma possibilidade de me emprestarem a outro clube. Também não iam deixar sair um jogador que custou 30 milhões assim... a custo zero. Disse ao presidente do Zenit que queria ir embora durante seis meses e voltar após o Mundial, caso lá fosse. Só queria jogar e lutar por objectivos.
Existiram contactos concretos? Sim. Mas nunca nada chegou ao Zenit.
De Portugal também? Sim, do Sporting, Sporting de Braga...
Do Marítimo? Sim também. Foram estes os três clubes que contactaram o meu empresário.
Mais ainda há possibilidade de seguir outro rumo, para já? Não... Agora estou concentrado no regresso à Rússia e essa possibilidade não se coloca.
Alguma mágoa por não se ter concretizado nenhuma dessas hipóteses? Estou num grande clube, que habitualmente está presente nas competições europeias e não me preocupo por ter sido este o desfecho. Tenho 26 anos, ainda tenho muito tempo para jogar e vou voltar para a Rúsia, tentar ganhar o meu lugar, para estar presente no Mundial.
Mas em vésperas de Mundial, o regresso a Portugal não seria o melhor? Talvez. Nunca sabemos. Se calhar se não me tivesse lesionado, já não estava no Zenit... Tive oportunidade de ir para Portugal, mas não aconteceu. Vou voltar para a Rússia, com confiança. É um clube que me trata bem e espero voltar a estar a 100 por cento para dar alegrias ao meu clube.
Antes da lesão, o Chelsea mostrou interesse. Como é que tudo aconteceu? Estava tudo acertado com o meu empresário. O Zenit já sabia do interesse e o Chelsea só estava à espera que o campeonato inglês terminasse. Depois aconteceu a lesão e quiseram saber qual a gravidade. Como era idêntica à do Paulo Ferreira, desistiram, pois não iam dar 30 milhões por um jogador lesionado. Mas a vida tem destas coisas. Esteve perto, mas se não aconteceu é porque esse não era o momento.
Depois surgiu o Barcelona? É verdade. Existiram contactos entre o meu empresário e o director-desportivo do Barcelona, Txiki Beguiristain. Foi numa fase em que estava a terminar a minha recuperação. No início de 2010, com a Taça das Nações Africanas, não iam poder contar com alguns jogadores e precisavam de colmatar essas ausências. Não ia ser titular e, por um lado, não me convinha ser emprestado durante seis meses para não jogar. Fiquei muito contente pelo interesse de um clube como o Barcelona, mas também ir para lá para não jogar, não era algo que me agradasse. Para ser titular seria diferente... Quer dizer, ia trabalhar para sê-lo, pois não sou inferior, nem superior aos que lá estão. Ia mostrar o meu valor, para tentar ganhar um lugar...
Mas porquê que o empréstimo não foi consumado, uma vez que estava praticamente recuperado? Não me deixariam ir embora. Antes já tinha dito que queria ficar em Portugal... Simplesmente para jogar, mesmo que não fosse num 'grande'. Se dissesse que pretendia ir para o Barcelona por empréstimo, não aceitariam e só me deixariam ir se pagassem. Até porque querem que eu vá ao Mundial, enquanto jogador do Zenit, não emprestado a outro clube. Fiquei triste, como é natural, pois o Barcelona é um grande clube. De qualquer modo, da parte do Zenit, nunca ninguém me disse que existiam contactos do Barcelona.
O interesse manifestado pelo Barcelona é anterior ao dos clubes portugueses? Sim... Mas tive de dizer que os clubes portugueses foram os primeiros a mostrarem interesse. Só depois poderia referir que o Barcelona também estava interessado.
Houve outro clube interessado? Sim, a Juventus também mostrou interesse no mercado de Inverno 2008/2009. Ofereciam 20 milhões, mas o Zenit foi intransigente e pediu 30 milhões. Mas mesmo assim não estariam dispostos a negociar. Em Fevereiro, tentaram novos contactos para a minha transferência no Verão deste ano. Mas o Zenit não cedeu, a Juventus acabou por optar pelo Diego e, entretanto, também apareceu o Chelsea e um campeonato que me agradava mais. Gosto da Liga italiana, mas não me chama tanto à atenção.
Tem preferência por algum campeonato? O futebol espanhol é muito bonito, com técnica e qualidade. Mas o futebol inglês é muito rápido. Têm sempre os estádios cheios. Espero um dia poder jogar nalgum desses países.
"Os meus filhos queriam que ficasse"
Os gémeos Bernardo e Francisco são o orgulho de Danny e Petra. Por eles, o pai já não regressava à Rússia. Ficava na Madeira, a jogar no Marítimo e assunto mais do que resolvido. No gosto pelo futebol, herdaram os genes do pai. Estão nas escolinhas do Marítimo e para Danny, nada mais especial do que assistir aos primeiros golos e fintas dos filhos. Os últimos meses, em virtude da recuperação da lesão no joelho, foram passados junto da família. Momentos especiais que dão ânimo suplementar. Afinal, os sorrisos de Bernardo e Francisco ajudam a superar qualquer contrariedade.
Uma lesão é sempre negativa, mas por outro lado permitiu que passasse mais tempo com a família. Como foram os últimos meses? É sempre mau uma lesão. Mas felizmente, a direcção do meu clube foi compreensiva. Deixou-me ser operado em Portugal e fazer a recuperação na Madeira, junto da minha família. Os meus filhos adoram que eu esteja em casa e com os treinos e estágios, por vezes, isso é difícil. Já lhes disse que depois do fogo de artifício vou ter de voltar para a Rúsia e eles pedem-me para não ir. Dizem-me para ficar cá, para jogar no Marítimo. Mas explico-lhes que é o meu trabalho e que tem mesmo de ser.
Os seus filhos estão nas escolas do Marítimo. Com tem sido levá-los aos treinos? Estão lá desde os 3 anos. É um sensação espectacular. Quando eles marcam um golo, fazem as fintas... Nunca incentivei para que fizessem aquilo que eu gosto. Estão no futebol porque, desde muito novos, mostraram esse interesse. Estão sempre com a bola. Quando vão jogar playstation, preferem os jogos de futebol. Espero que possam ter sucesso, mas acima de tudo gostava que estudassem, tirassem um curso. Eu tenho o 11.º ano e gostava de terminar os estudos, pois o futebol não dura sempre. É também uma área onde a sorte conta muito. Eu tive sorte, se calhar outros que possíam ainda mais qualidade já não a tiveram... Espero que eles sigam a carreira na profissão que desejarem e sejam felizes como eu.
Eles contam-lhe quando marcam golos, fazem fintas? Sim. Aliás, tenho ido vê-los jogar. Têm jeito e nestas idades o mais importante é que se divirtam. Na juventude, jogamos com alegria, criamos amizades. Depois já entram os contratos... Já passa a ser outro Mundo, com outros interesses.
"Com o Van der Gaag a equipa melhorou muito"

Tem muitos amigos no Marítimo... Como analisa a época do seu clube do coração? Começou muito mal com o Carvalhal. Também tinha alguns jogadores lesionados, como foi o caso do Bruno. Com o Mitchell a equipa melhorou bastante e chegou a estar no quinto lugar. Mesmo que agora tenha caído alguns lugares, a distância pontual é mínima. Espero que continuem num bom nível para conseguirem ir à Liga Europa. Penso que o Mitchell e a equipa vão conseguir isso.
Jogou com Van der Gaag. Como é ver um ex-colega a treinar o Marítimo? Conheço o Mitchell há vários anos. Como jogador transmitia muita segurança. Era tacticamente perfeito e é isso que ele esta a tentar fazer agora. Tacticamente a equipa melhorou bastante a defender, mas também ofensivamente. É a equipa que menos faltas faz no campeonato. Isso é sinal de que está a jogar bem... futebol bonito.
Muitos jogadores gostam de acabar a carreira no clube no qual começaram. Tem esse desejo? Gostava de voltar. Mas acabar a carreira não será a expressão mais correcta. Se um dia voltar, quero fazê-lo a 100 por cento. Se não me sentir bem bem, é claro que não virei somente por ser o meu clube do coração. Gostava de voltar a jogar no Marítimo, é claro! Podia ter acontecido agora, não me deixaram. Um dia se tiver essa oportunidade, se me encontrar bem, vai acontecer. Por empréstimo seria uma boa hipótese, mas não me passa pela cabeça voltar para já, definitivamente.
"Imaginem três madeirenses no Mundial"



Há pouco mais de dez anos, procurava afirmar-se no Marítimo B, com o objectivo de chegar à equipa principal. Uma década depois, os desafios de Danny são outros. Mais ambiciosos e mediáticos, fruto de um percurso de sucesso, construído sustentadamente e alicerçado numa humildade espontânea, digna de um autêntico campeão, ídolo de muitos, verdadeiro exemplo para os mais jovens.
O jogador madeirense abriu a porta da sua casa ao DIÁRIO e partilhou os desejos para 2010. Ir ao Campeonato do Mundo é um dos seus maiores sonhos, objectivo que espera concretizar na companhia de outros dois madeirenses: Cristiano Ronaldo, pois claro, e Rúben Micael. Danny acredita no título.
O que lhe parece o grupo de Portugal, no Campeonato do Mundo? Não é o mais difícil do Mundial. O Brasil é sempre um candidato ao título. Ali, nascem sempre jogadores com grande qualidade, com escola brasileira. A Costa do Marfim é uma selecção aguerrida, luta muito e tem diversos jogadores que actuam na Liga inglesa e que possuem grande qualidade. Prova disso é o facto de lutarem para ganhar a Taça das Nações Africanas. Já a Coreia do Norte é o adversário mais acessível, mas num Mundial nunca é fácil. Mas com a qualidade que nós possuímos temos de ganhar.
Temos muita qualidade e alguns dos melhores jogadores do Mundo. Os portugueses podem sonhar com quê? Têm de esquecer a fase de qualificação. O Campeonato do Mundo é diferente, a motivação é outra. Estamos num grupo difícil, mas temos a perfeita noção da nossa qualidade. Temos os melhores e vamos lutar pelo título.
O regresso à competição é só em Março. Não é demasiado tempo sem jogar para apanhar o comboio do Mundial? Até para o próprio Pepe não será tarde, se, como todos esperamos, voltar em Maio. Está tudo em aberto. Tenho que voltar e jogar bem, fazer golos e assistências. Também diziam que, pelo facto de estar na Rússia, seria mais difícil ter a atenção do seleccionador. Mas a verdade é que tenho ido à selecção, mesmo estando lá. Se fizer um bom campeonato, penso que o seleccionador irá estar atento e espero ir novamente à selecção.
Não lhe passa pela cabeça ficar fora do Mundial... Pode acontecer. Se as coisas correrem mal no campeonato... Não é por amizades ou empresários que vou ao Mundial. Se lá estiver é porque mereço. Muito outros jogadores também vão dar o litro para merecerem a confiança do seleccionador. Tenho três meses para me mostrar e vou dar o máximo.
É o seu maior sonho? Sim. Tinha o sonho de jogar num grande de Portugal e já o concretizei. Estar na selecção também era outro sonho e já o consegui. Agora estar no Mundial seria o momento mais importante da minha carreira e espero estar lá. 26 anos era a idade perfeita para cumprir esse sonho.
Para além do Danny e Cristiano Ronaldo. Outro madeirense começa a dar nas vistas. Tem acompanhado a evolução do Rúben Micael? É um jogador de grande classe. Sabe ler o jogo e é muito influente no meio-campo do Nacional. De certeza que não irá ficar lá muito mais tempo. Jogar noutro clube seria bom para ele, pois poderia ter mais possibilidade de ir ao Mundial. Espero que ele consiga. Ter três madeirenses no Mundial seria lindo. O Ronaldo já está lá, porque é o melhor do Mundo e merece-o, sem dúvida. Eu e o Rúben, temos todas as possibilidades de ir e vamos trabalhar para isso.
Acredita, então, que vamos ter três madeirenses no Mundial? Claro! São três jogadores com valor e seria bom para a selecção. Para a Madeira também, como é natural. Imaginem o que será se formos os três ao Mundial disputado no país, onde vivem tantos emigrantes madeirenses? Seria lindo.
Pensa que em 2010 Cristiano Ronaldo irá estar ao nível daquilo que fez em 2008? O Ronaldo é um jogador que tem dias maus, como todos os outros. É um ser-humano. Quando corre mal um jogo, os adeptos já começam a criticar. Antes faziam comparações com o rendimento dele no Manchester United. É preciso ver que no clube ele treina todos os dias. Na selecção é diferente, pois torna-se necessário adaptar-se a novos mecanismos, modos de jogo. Em todos os jogos que faz pela selecção, o Ronaldo dá sempre o seu melhor, tenta ajudar a equipa e espero que continue a ser o melhor do Mundo, pois a sua qualidade vai ajudar-nos imenso no Mundial.
Quais são principais desejos para 2010? Muita saúde e paz para a minha família e para todos. Em termos profissionais, espero que seja melhor do que 2009. Sem lesões, acima de tudo. Espero ganhar confiança e ir ao Mundial.
DN Madeia
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
"Nunca pensei durar tanto"
Luís silvestre rebelo faz hoje 100 anos. o maior desejo para 2010 é continuar a viver
Data: 31-12-2009

Os anos passam a uma velocidade tal que Luís Silvestre Rebelo já nem os consegue acompanhar. Hoje, dia 31 de Dezembro, completa 100 anos de vida e o facto quase que o apanhou de surpresa. "Eu não sabia se era 99 ou 100, mas penso que agora mais um, menos um é a mesma coisa", confidenciou ao DIÁRIO. Embora a memória já falhe, a aparência está bem conservada e só uma queda, há uns anos, fez com que tivesse de deixar de vez o gosto de andar a pé.
Ontem à tarde, Luís Silvestre aproveitava o calor dos temporários raios de sol para aquecer-se. "Está-me a saber o sol", disse, pedindo inclusive à filha, com quem mora, que não o levasse para dentro de casa. Com a ajuda dos familiares recordou-se de algumas partes da vida, principalmente das noites de São Silvestre, noite essa que lhe deu o segundo nome por ter nascido no último dia do ano. Quando ainda podia, adorava dar fogo. Nas noites de Fim-de-Ano era o rei, nos sucessivos encontros de família que decorriam sempre na casa de uma irmã.
Em novo, gostava muito de andar a pé e praticar desporto. Luís Silvestre considera mesmo que o segredo da longevidade pode estar nestes pequenos pormenores que lhe davam muito prazer. Aliás, guarda muita pena por já não poder fazer as caminhadas que costumava, de casa ao fim do beco onde mora, na Rochinha. Apesar das falhas de memória, deixou também escapar que, em jovem, gostava de passar o tempo a "falar com os amigos e conhecidos". No Verão, o passatempo de eleição era uma ida à praia. "Tanto tempo que já lá foi e que não volta", lamentou, confessando que nunca pensou "durar tanto".
Apesar de ter trabalhado numa outra loja, no Funchal, Luís Silvestre ficou muito conhecido por ter sido gerente, durante largos anos, de uma loja de confecções logo no início da Rua dos Tanoeiros. Dessa altura guarda muitas recordações, em particular do carinho e da afinidade dos clientes da loja. Há menos de meia dúzia de anos, deu uma queda que o privou de vez dos passeios que costumava fazer. Contudo, este não foi o pior episódio. Há mais de 10 anos, Luís Silvestre foi atropelado no Funchal. Em consequência desse acidente, esteve 22 dias em coma. A dada altura, os médicos aconselharam que a família o levasse para casa, já sem grandes esperanças na recuperação. Porém, o cenário inverteu-se. Passados uns dias, as melhorias eram evidentes, para grande espanto dos médicos que o acompanhavam.
De vez em quando, Luís Silvestre Rebelo esquece-se do nome da filha com quem vive. "Lá se foi o tempo em que me lembrava de tudo", justificou-se. Mesmo sem óculos, consegue ler as letras pequenas dos livros. Hoje já não lê tanto quanto antes, até porque a idade levou-lhe, em parte, a vontade.
Em relação ao dia de hoje, ontem à tarde Luís Silvestre não tinha planos, mas a família organizou um almoço para assinalar o 100º aniversário. Para 2010 tem três desejos. "Quero estar com a família, viver e não ficar sozinho porque já não consigo andar", desabafou.
DN Madeira
Data: 31-12-2009

Os anos passam a uma velocidade tal que Luís Silvestre Rebelo já nem os consegue acompanhar. Hoje, dia 31 de Dezembro, completa 100 anos de vida e o facto quase que o apanhou de surpresa. "Eu não sabia se era 99 ou 100, mas penso que agora mais um, menos um é a mesma coisa", confidenciou ao DIÁRIO. Embora a memória já falhe, a aparência está bem conservada e só uma queda, há uns anos, fez com que tivesse de deixar de vez o gosto de andar a pé.
Ontem à tarde, Luís Silvestre aproveitava o calor dos temporários raios de sol para aquecer-se. "Está-me a saber o sol", disse, pedindo inclusive à filha, com quem mora, que não o levasse para dentro de casa. Com a ajuda dos familiares recordou-se de algumas partes da vida, principalmente das noites de São Silvestre, noite essa que lhe deu o segundo nome por ter nascido no último dia do ano. Quando ainda podia, adorava dar fogo. Nas noites de Fim-de-Ano era o rei, nos sucessivos encontros de família que decorriam sempre na casa de uma irmã.
Em novo, gostava muito de andar a pé e praticar desporto. Luís Silvestre considera mesmo que o segredo da longevidade pode estar nestes pequenos pormenores que lhe davam muito prazer. Aliás, guarda muita pena por já não poder fazer as caminhadas que costumava, de casa ao fim do beco onde mora, na Rochinha. Apesar das falhas de memória, deixou também escapar que, em jovem, gostava de passar o tempo a "falar com os amigos e conhecidos". No Verão, o passatempo de eleição era uma ida à praia. "Tanto tempo que já lá foi e que não volta", lamentou, confessando que nunca pensou "durar tanto".
Apesar de ter trabalhado numa outra loja, no Funchal, Luís Silvestre ficou muito conhecido por ter sido gerente, durante largos anos, de uma loja de confecções logo no início da Rua dos Tanoeiros. Dessa altura guarda muitas recordações, em particular do carinho e da afinidade dos clientes da loja. Há menos de meia dúzia de anos, deu uma queda que o privou de vez dos passeios que costumava fazer. Contudo, este não foi o pior episódio. Há mais de 10 anos, Luís Silvestre foi atropelado no Funchal. Em consequência desse acidente, esteve 22 dias em coma. A dada altura, os médicos aconselharam que a família o levasse para casa, já sem grandes esperanças na recuperação. Porém, o cenário inverteu-se. Passados uns dias, as melhorias eram evidentes, para grande espanto dos médicos que o acompanhavam.
De vez em quando, Luís Silvestre Rebelo esquece-se do nome da filha com quem vive. "Lá se foi o tempo em que me lembrava de tudo", justificou-se. Mesmo sem óculos, consegue ler as letras pequenas dos livros. Hoje já não lê tanto quanto antes, até porque a idade levou-lhe, em parte, a vontade.
Em relação ao dia de hoje, ontem à tarde Luís Silvestre não tinha planos, mas a família organizou um almoço para assinalar o 100º aniversário. Para 2010 tem três desejos. "Quero estar com a família, viver e não ficar sozinho porque já não consigo andar", desabafou.
DN Madeira
domingo, 27 de dezembro de 2009
Entrevista do carlos Costa ao Correio da Manhã
“Julgam-me pela aparência e acabam por se enganar”


Carlos Costa, um dos concorrentes de Ídolos’ (SIC), considera que foge ao estereotipo da maioria dos jovens da sua idade e até há quem o veja como homossexual, por ser diferente. “Às vezes as pessoas julgam-me pela aparência e acabam por se enganar”, diz ao CM.
“Sinto-me diferente porque sei que o sou”, acrescenta o jovem, explicando: “Uso um tipo de roupa diferente. Sou extravagante. Gosto de uma t-shirt com umas pregas, uns ferrinhos e umas coisas engraçadas. Tenho o cabelo comprido e ondulado, que não se vê todos os dias. Tenho uma mistura caucasiana com venezuelana e angolana, que acabou por me dar uns traços diferentes. Até já houve quem me dissesse que tinha traços de menina.”
O madeirense, nascido no Funchal, criado em Porto Moniz e a residir em Lisboa, sabe que é de “opostos”, ou seja, tanto gostam dele como o detestam. “Existem pessoas que à primeira vista não gostam de mim, nem do meu estilo, da minha postura, da forma como me apresento... Também acham que sou demasiado evasivo ou extrovertido. E há pessoas que me adoram e que querem acompanhar a minha carreira, querem falar comigo... Também já aconteceu eu desiludir as pessoas que gostam de mim e as que não gostam descobrirem que até tenho coisas boas”, adianta.
A pessoa com quem Carlos Costa mais se identifica no concurso é Catarina Boto. “Ela é, sem dúvida, a minha melhor amiga e estamos sempre juntos. As raparigas têm todas namorados, excepto a Catarina”, revela, descartando a hipótese de se apaixonar no ‘Ídolos’.
Se se sagrar vencedor, Carlos gostava de construir uma carreira internacional. “Têm todos imenso talento, agora é uma questão de votos e popularidade. Temos qualidades diferentes e não podemos ser avaliados nos mesmos parâmetros”, remata.


Carlos Costa, um dos concorrentes de Ídolos’ (SIC), considera que foge ao estereotipo da maioria dos jovens da sua idade e até há quem o veja como homossexual, por ser diferente. “Às vezes as pessoas julgam-me pela aparência e acabam por se enganar”, diz ao CM.
“Sinto-me diferente porque sei que o sou”, acrescenta o jovem, explicando: “Uso um tipo de roupa diferente. Sou extravagante. Gosto de uma t-shirt com umas pregas, uns ferrinhos e umas coisas engraçadas. Tenho o cabelo comprido e ondulado, que não se vê todos os dias. Tenho uma mistura caucasiana com venezuelana e angolana, que acabou por me dar uns traços diferentes. Até já houve quem me dissesse que tinha traços de menina.”
O madeirense, nascido no Funchal, criado em Porto Moniz e a residir em Lisboa, sabe que é de “opostos”, ou seja, tanto gostam dele como o detestam. “Existem pessoas que à primeira vista não gostam de mim, nem do meu estilo, da minha postura, da forma como me apresento... Também acham que sou demasiado evasivo ou extrovertido. E há pessoas que me adoram e que querem acompanhar a minha carreira, querem falar comigo... Também já aconteceu eu desiludir as pessoas que gostam de mim e as que não gostam descobrirem que até tenho coisas boas”, adianta.
A pessoa com quem Carlos Costa mais se identifica no concurso é Catarina Boto. “Ela é, sem dúvida, a minha melhor amiga e estamos sempre juntos. As raparigas têm todas namorados, excepto a Catarina”, revela, descartando a hipótese de se apaixonar no ‘Ídolos’.
Se se sagrar vencedor, Carlos gostava de construir uma carreira internacional. “Têm todos imenso talento, agora é uma questão de votos e popularidade. Temos qualidades diferentes e não podemos ser avaliados nos mesmos parâmetros”, remata.
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Pe. Marcos Gonçalves - O Natal é anúncio para viver com paz e alegria
No Natal nasce Cristo, mas de certa maneira nascemos todos nós para um tempo novo, um tempo para viver os mesmos sentimentos de Cristo”

Jornal da Madeira (JM) - O que se pretende, de facto, com a celebração do Natal?
Marcos Gonçalves (MG)- O Natal é a festa do nascimento de Cristo. Deus Todo-Poderoso e Criador nasce, torna-se carne (encarnação), um bebé. E diante de um bebé ninguém tem medo de se aproximar. Nasce na simplicidade de uma manjedoura porque as hospedarias estavam cheias. É este o grande mistério que estamos a celebrar. Mistério de beleza e de bondade que nos deve deixar deslumbrados diante do Menino-Deus, de Deus que se aproximou de cada um de nós.
Celebramos Deus que vem e isso não é apenas um movimento mas diz quem é Deus, um Deus presente nas nossas vidas, próximo de cada um de nós. Ainda que muitas coisas rodeiem o Natal e são bonitas e ajudem a vive-lo, a verdade é que mesmo sem elas, Cristo nasce.
O Natal não é um adorno ou decoração que no final da quadra se mete num caixote ou apenas se tira do caixote quando ao homem lhe apetece e está motivado e tem razões para celebrar porque a vida lhe corre bem. Há Natal não porque o homem quer, mas porque Deus quis nascer no meio de nós. Há Natal não porque tenhamos saúde ou nos apeteça celebrar e decorar a casa, mas porque Deus se aproximou de ti, assim como estás e vives para dar-te uma vida nova, a Vida de Deus. Há Natal não porque tenhamos uma família e estejamos quentinhos e aconchegados, mas porque até no meio da solidão Ele é presença de amor que dá força e ânimo, é companhia.
No Natal nasce Cristo, mas de certa maneira nascemos todos nós para um tempo novo, um tempo para viver os mesmos sentimentos de Cristo, um tempo para reanimar em nós aquilo que realmente somos, filhos amados de Deus. Mesmo para quem não acredita em Cristo acaba por ser envolvimento pelas luzes e pelas tradições, pelos cantares e pela festa, pelos sentimentos de bondade e de paz. E por isso, de certa maneira o Natal toca todo o homem.
Mas o Natal faz de nós, cristãos, anunciadores da feliz notícia: Cristo nasceu. Há tantas más notícias e o homem precisa de receber este feliz anúncio para viver com mais paz e alegria, com a esperança que não desilude. Aproximando-nos de Deus seremos melhores e faremos um mundo melhor. Parece irreal, mas há tantos corações assim, tão bons porque próximos de Deus. A verdadeira alegria é sentir que a nossa existência pessoal e comunitária é visitada e enchida por um grande mistério, o mistério do amor de Deus.
JM - Há quem fale de perda de valores cristãos no nosso tempo, concorda?
MG - Há muitas situações e muitas histórias. Há perda de valores e perda do sentido dos sinais, mas há também luzeiros de esperança. Tenho tido a experiência de confessar pessoas que já não se confessavam há mais de vinte anos. Aconteceu o Natal na vida dessas pessoas. Vejo muita gente que nunca vai à missa e de repente com amigos e conhecidos entra numa Missa do Parto e algo de novo voltou a brilhar no seu coração. No meio dos cantares e bailares, das luzes e dos enfeites nós precisamos de apontar sempre o caminho para Cristo; só o encontro com Ele mudará o sentido da nossa vida. Sempre que no homem exista um sentimento de bem-querer, uma acção de bondade, uma palavra de ânimo, aí está Cristo.
Menino Jesus e Pai Natal
JM - Como encara o “convívio” entre o Menino Jesus e o Pai Natal?
MG - Convido sempre as famílias a fazerem o presépio em casa. A colocarem o Menino Jesus num cantinho da casa. Um cantinho que será sempre uma grande catequese para crianças e também para os adultos. Será sempre um lugar a passar e a visitar. Será sempre um lugar para rezar e maravilhar-se pela presença de Deus que nasce no meio de nós. Através da simplicidade dos gestos e dos sinais podemos viver o Natal.
Gosto também do Pai Natal. É uma figura simpática. Um velhote de barbas brancas a distribuir presentes. Lembro-me de uma noite o ter esperado, escondido na sala, com o meu irmão. Não o vi, adormecemos antes. Faz parte do nosso imaginário.
Mas, atenção! Uma coisa são as historiazinhas do Pai-Natal, da Branca de Neve e da Carochinha; e outra coisa é a História da Salvação, de Deus que nasce. Não é um conto de encantar, é a realidade maravilhosa de Deus que nasce no meio de nós.
É nesta história que todos nós entramos e é nesta história de vida que Deus nos encontra e quer caminhar connosco. Colocar tudo no mesmo patamar seria ingenuidade e seria esconder o verdadeiro sentido do Natal. Natal será sempre um espanto, um deslumbramento do homem que admira a visita de Deus.
“Trocar presentes não é consumismo”
JM - O “consumismo” desta época preocupa-o?
PMG - Quando chega o tempo de Advento e Natal fala-se muito do consumismo. Mas, na época de dificuldades para as lojas e empresas e, claro, para as famílias, não sei se o melhor não será mesmo apelar para que consumam. Cada um com as suas possibilidades.
Há certamente exageros e é bom estar atentos para não fazer do Natal apenas isso. Todavia, penso que comprar um presente e trocar presentes não é consumismo. É um gesto de amizade e de carinho, um gesto de presença na vida dos outros. Antigamente matava-se a galinha mais gorda e na festa comia-se melhor. Hoje continua-se a fazer o mesmo, de acordo com o tempo em que vivemos, e tudo isso faz parte também do Natal. Quem serve um jantar ou faz um chá em casa prepara a mesa. Para preparar a mesa temos de ir ao supermercado fazer compras. É a coisa mais natural da nossa vida. O importante é sempre perceber que entre as ofertas dadas e as recebidas, no meio de visitas, nós sejamos presente, presença na vida dos outros. Vejo também na nossa sociedade e na Igreja sentimentos de bondade e de atenção para aqueles mais desfavorecidos. São sinais de esperança, sinais da fé.
O lugar do nascimento de Deus, hoje
JM - Qual acha que seria o lugar, hoje, que Jesus escolheria para nascer?
MG - Cristo nasceu numa manjedoura porque não havia lugar para Ele nas hospedarias. Imagino como foi esse momento dramático em que Nossa Senhora estava para dar à luz e São José, aflito, a bater em todas as portas. E nenhuma porta se abriu. E nenhuma casa deixou entrar Aquele que nasce para que possamos nascer todos.
Cristo continua a nascer. Vai depender de nós onde. Se estivermos fechados e ocupados como aquelas hospedarias, Cristo irá nascer noutro lugar que não a nossa vida e o nosso coração. Se formos como Maria, Cristo nascerá no nosso coração, na nossa família. Onde está o homem, aí Cristo quer nascer para lhe dar vida em plenitude. Vigilantes e atentos escancaremos as portas da nossa existência. Se não abrirmos as portas, Ele vai nascer, vai nascer na mesma, mas não nascerá em ti, nem na tua casa, nem na tua vida. Hoje e sempre Cristo escolhe nascer no teu coração.
JM - Como vive o seu Natal, Pe. Marcos? Que lembrança especial guarda da infância?
MG - Vivo o Natal preparando as leituras e as celebrações da Missa. Grande parte do dia de Natal é vivido dentro da Igreja.
Da infância, guardo a Festa na família e na Paróquia. Eram as Missas do Parto e o levantar bem cedo..., a Missa da noite de Natal. Recordo-me da igreja cheia de gente, os sinos, o cheiro ao incenso, os acólitos... . Havia também o circo e o cinema com algum filme sobre o Natal, as visitas aos familiares e aos presépios das igrejas.
JM - Como responsável pela Igreja do Colégio, no centro da cidade, qual a mensagem natalícia que pretende deixar às inúmeras pessoas que por aqui passam?
MG - A igreja do Colégio foi construída para trazer esperança. É essa a missão da Igreja na cidade. E a nossa esperança é Cristo. Todo o tempo do Advento, como preparação para o Natal é organizado com tudo aquilo que a Igreja é nos seus sinais, na Palavra anunciada, nos gestos e nas celebrações para que todos se encontrem na Igreja com Cristo. É sempre o convite a fazer o presépio em casa e através dos sinais mais simples e ricos da nossa tradição preparar também a manjedoura do nosso coração para receber o Menino Deus que vai nascer.
Este ano, ainda no tempo de Natal, vamos receber (de 29 Dezembro a 3 de Janeiro) a Imagem Peregrina de Fátima e será, por isso, um tempo de graça para viver a Mensagem de Fátima, a mesma Mensagem do Evangelho.
Santo e Feliz Natal para todos. O Menino Deus nasceu.
“O Presépio é uma escola de vida onde podemos aprender o segredo da verdadeira alegria. Que todos possam encontrar-se com Cristo e voltar para a sua vida com Ele, com os Seus sentimentos, com um olhar sobre a vida, a família, o trabalho, com outros olhos, com os olhos de Deus, com a força de bondade, de ânimo que torna a vida mais digna e mais aberta e mais bela para ser vivida e partilhada.”
Pe. Dr. Marcos Gonçalves, Reitor da Igreja do Colégio
e director do Gabinete de Informação da Diocese do Funchal
Jornal da Madeira

Jornal da Madeira (JM) - O que se pretende, de facto, com a celebração do Natal?
Marcos Gonçalves (MG)- O Natal é a festa do nascimento de Cristo. Deus Todo-Poderoso e Criador nasce, torna-se carne (encarnação), um bebé. E diante de um bebé ninguém tem medo de se aproximar. Nasce na simplicidade de uma manjedoura porque as hospedarias estavam cheias. É este o grande mistério que estamos a celebrar. Mistério de beleza e de bondade que nos deve deixar deslumbrados diante do Menino-Deus, de Deus que se aproximou de cada um de nós.
Celebramos Deus que vem e isso não é apenas um movimento mas diz quem é Deus, um Deus presente nas nossas vidas, próximo de cada um de nós. Ainda que muitas coisas rodeiem o Natal e são bonitas e ajudem a vive-lo, a verdade é que mesmo sem elas, Cristo nasce.
O Natal não é um adorno ou decoração que no final da quadra se mete num caixote ou apenas se tira do caixote quando ao homem lhe apetece e está motivado e tem razões para celebrar porque a vida lhe corre bem. Há Natal não porque o homem quer, mas porque Deus quis nascer no meio de nós. Há Natal não porque tenhamos saúde ou nos apeteça celebrar e decorar a casa, mas porque Deus se aproximou de ti, assim como estás e vives para dar-te uma vida nova, a Vida de Deus. Há Natal não porque tenhamos uma família e estejamos quentinhos e aconchegados, mas porque até no meio da solidão Ele é presença de amor que dá força e ânimo, é companhia.
No Natal nasce Cristo, mas de certa maneira nascemos todos nós para um tempo novo, um tempo para viver os mesmos sentimentos de Cristo, um tempo para reanimar em nós aquilo que realmente somos, filhos amados de Deus. Mesmo para quem não acredita em Cristo acaba por ser envolvimento pelas luzes e pelas tradições, pelos cantares e pela festa, pelos sentimentos de bondade e de paz. E por isso, de certa maneira o Natal toca todo o homem.
Mas o Natal faz de nós, cristãos, anunciadores da feliz notícia: Cristo nasceu. Há tantas más notícias e o homem precisa de receber este feliz anúncio para viver com mais paz e alegria, com a esperança que não desilude. Aproximando-nos de Deus seremos melhores e faremos um mundo melhor. Parece irreal, mas há tantos corações assim, tão bons porque próximos de Deus. A verdadeira alegria é sentir que a nossa existência pessoal e comunitária é visitada e enchida por um grande mistério, o mistério do amor de Deus.
JM - Há quem fale de perda de valores cristãos no nosso tempo, concorda?
MG - Há muitas situações e muitas histórias. Há perda de valores e perda do sentido dos sinais, mas há também luzeiros de esperança. Tenho tido a experiência de confessar pessoas que já não se confessavam há mais de vinte anos. Aconteceu o Natal na vida dessas pessoas. Vejo muita gente que nunca vai à missa e de repente com amigos e conhecidos entra numa Missa do Parto e algo de novo voltou a brilhar no seu coração. No meio dos cantares e bailares, das luzes e dos enfeites nós precisamos de apontar sempre o caminho para Cristo; só o encontro com Ele mudará o sentido da nossa vida. Sempre que no homem exista um sentimento de bem-querer, uma acção de bondade, uma palavra de ânimo, aí está Cristo.
Menino Jesus e Pai Natal
JM - Como encara o “convívio” entre o Menino Jesus e o Pai Natal?
MG - Convido sempre as famílias a fazerem o presépio em casa. A colocarem o Menino Jesus num cantinho da casa. Um cantinho que será sempre uma grande catequese para crianças e também para os adultos. Será sempre um lugar a passar e a visitar. Será sempre um lugar para rezar e maravilhar-se pela presença de Deus que nasce no meio de nós. Através da simplicidade dos gestos e dos sinais podemos viver o Natal.
Gosto também do Pai Natal. É uma figura simpática. Um velhote de barbas brancas a distribuir presentes. Lembro-me de uma noite o ter esperado, escondido na sala, com o meu irmão. Não o vi, adormecemos antes. Faz parte do nosso imaginário.
Mas, atenção! Uma coisa são as historiazinhas do Pai-Natal, da Branca de Neve e da Carochinha; e outra coisa é a História da Salvação, de Deus que nasce. Não é um conto de encantar, é a realidade maravilhosa de Deus que nasce no meio de nós.
É nesta história que todos nós entramos e é nesta história de vida que Deus nos encontra e quer caminhar connosco. Colocar tudo no mesmo patamar seria ingenuidade e seria esconder o verdadeiro sentido do Natal. Natal será sempre um espanto, um deslumbramento do homem que admira a visita de Deus.
“Trocar presentes não é consumismo”
JM - O “consumismo” desta época preocupa-o?
PMG - Quando chega o tempo de Advento e Natal fala-se muito do consumismo. Mas, na época de dificuldades para as lojas e empresas e, claro, para as famílias, não sei se o melhor não será mesmo apelar para que consumam. Cada um com as suas possibilidades.
Há certamente exageros e é bom estar atentos para não fazer do Natal apenas isso. Todavia, penso que comprar um presente e trocar presentes não é consumismo. É um gesto de amizade e de carinho, um gesto de presença na vida dos outros. Antigamente matava-se a galinha mais gorda e na festa comia-se melhor. Hoje continua-se a fazer o mesmo, de acordo com o tempo em que vivemos, e tudo isso faz parte também do Natal. Quem serve um jantar ou faz um chá em casa prepara a mesa. Para preparar a mesa temos de ir ao supermercado fazer compras. É a coisa mais natural da nossa vida. O importante é sempre perceber que entre as ofertas dadas e as recebidas, no meio de visitas, nós sejamos presente, presença na vida dos outros. Vejo também na nossa sociedade e na Igreja sentimentos de bondade e de atenção para aqueles mais desfavorecidos. São sinais de esperança, sinais da fé.
O lugar do nascimento de Deus, hoje
JM - Qual acha que seria o lugar, hoje, que Jesus escolheria para nascer?
MG - Cristo nasceu numa manjedoura porque não havia lugar para Ele nas hospedarias. Imagino como foi esse momento dramático em que Nossa Senhora estava para dar à luz e São José, aflito, a bater em todas as portas. E nenhuma porta se abriu. E nenhuma casa deixou entrar Aquele que nasce para que possamos nascer todos.
Cristo continua a nascer. Vai depender de nós onde. Se estivermos fechados e ocupados como aquelas hospedarias, Cristo irá nascer noutro lugar que não a nossa vida e o nosso coração. Se formos como Maria, Cristo nascerá no nosso coração, na nossa família. Onde está o homem, aí Cristo quer nascer para lhe dar vida em plenitude. Vigilantes e atentos escancaremos as portas da nossa existência. Se não abrirmos as portas, Ele vai nascer, vai nascer na mesma, mas não nascerá em ti, nem na tua casa, nem na tua vida. Hoje e sempre Cristo escolhe nascer no teu coração.
JM - Como vive o seu Natal, Pe. Marcos? Que lembrança especial guarda da infância?
MG - Vivo o Natal preparando as leituras e as celebrações da Missa. Grande parte do dia de Natal é vivido dentro da Igreja.
Da infância, guardo a Festa na família e na Paróquia. Eram as Missas do Parto e o levantar bem cedo..., a Missa da noite de Natal. Recordo-me da igreja cheia de gente, os sinos, o cheiro ao incenso, os acólitos... . Havia também o circo e o cinema com algum filme sobre o Natal, as visitas aos familiares e aos presépios das igrejas.
JM - Como responsável pela Igreja do Colégio, no centro da cidade, qual a mensagem natalícia que pretende deixar às inúmeras pessoas que por aqui passam?
MG - A igreja do Colégio foi construída para trazer esperança. É essa a missão da Igreja na cidade. E a nossa esperança é Cristo. Todo o tempo do Advento, como preparação para o Natal é organizado com tudo aquilo que a Igreja é nos seus sinais, na Palavra anunciada, nos gestos e nas celebrações para que todos se encontrem na Igreja com Cristo. É sempre o convite a fazer o presépio em casa e através dos sinais mais simples e ricos da nossa tradição preparar também a manjedoura do nosso coração para receber o Menino Deus que vai nascer.
Este ano, ainda no tempo de Natal, vamos receber (de 29 Dezembro a 3 de Janeiro) a Imagem Peregrina de Fátima e será, por isso, um tempo de graça para viver a Mensagem de Fátima, a mesma Mensagem do Evangelho.
Santo e Feliz Natal para todos. O Menino Deus nasceu.
“O Presépio é uma escola de vida onde podemos aprender o segredo da verdadeira alegria. Que todos possam encontrar-se com Cristo e voltar para a sua vida com Ele, com os Seus sentimentos, com um olhar sobre a vida, a família, o trabalho, com outros olhos, com os olhos de Deus, com a força de bondade, de ânimo que torna a vida mais digna e mais aberta e mais bela para ser vivida e partilhada.”
Pe. Dr. Marcos Gonçalves, Reitor da Igreja do Colégio
e director do Gabinete de Informação da Diocese do Funchal
Jornal da Madeira
domingo, 20 de dezembro de 2009
Presépios em palha de bananeira expostos na Ribeira Brava.
Criatividade e talento
Data: 20-12-2009






São 11 presépios feitos com palha de bananeira expostos no Museu Etnográfico da Madeira, na Ribeira Brava, até 17 de Janeiro, onde sobressai a criatividade e o talento do artista natural do Caniço, Orlando Noronha Góis. 'Aproveitar, criar, inovar' é, em síntese, tudo aquilo que o visitante pode constatar nesta mostra. Desengane-se também quem julgue que pelo facto destas peças serem feitas de palha de bananeira, possam ter uma durabilidade reduzida. A prova da longevidade está também expressa nalguns dos presépios expostos que contam já com mais de uma década de existência e não apresentam qualquer sinal de decomposição. "Devemos tratar qualquer um destes objectos como se trata, por exemplo, um objecto de madeira", realça o artista autodidacta.
Além do invulgar talento que apresenta em cada peça que faz, Orlando Góis sobressai também pelo facto de tão bem saber aproveitar a palha de bananeira - extraída do tronco -, moldando-a ao sabor da sua criatividade, criando bonitos presépios e outras figuras, peças que vieram renovar o genuíno artesanato tradicional madeirense e enriquecer o nosso património cultural.
DN Madeira
Data: 20-12-2009






São 11 presépios feitos com palha de bananeira expostos no Museu Etnográfico da Madeira, na Ribeira Brava, até 17 de Janeiro, onde sobressai a criatividade e o talento do artista natural do Caniço, Orlando Noronha Góis. 'Aproveitar, criar, inovar' é, em síntese, tudo aquilo que o visitante pode constatar nesta mostra. Desengane-se também quem julgue que pelo facto destas peças serem feitas de palha de bananeira, possam ter uma durabilidade reduzida. A prova da longevidade está também expressa nalguns dos presépios expostos que contam já com mais de uma década de existência e não apresentam qualquer sinal de decomposição. "Devemos tratar qualquer um destes objectos como se trata, por exemplo, um objecto de madeira", realça o artista autodidacta.
Além do invulgar talento que apresenta em cada peça que faz, Orlando Góis sobressai também pelo facto de tão bem saber aproveitar a palha de bananeira - extraída do tronco -, moldando-a ao sabor da sua criatividade, criando bonitos presépios e outras figuras, peças que vieram renovar o genuíno artesanato tradicional madeirense e enriquecer o nosso património cultural.
DN Madeira
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Desde criança que João Egídio, coleccionador de presépios, se sente atraído pela decoração.
Data: 20-12-2009



João Egídio Rodrigues, coordenador de decorações da Direcção Regional de Agricultura, é uma figura completamente incontornável no quadro de festas da Madeira e na arte de bem decorar. Cartazes emblemáticos que arrastam milhares de turistas no Carnaval, Festa da Flor, Festa do Vinho, mas fundamentalmente no Natal e Fim-de-Ano, todas estas marcas 'made in Madeira' têm por mais pequena participação, o selo pessoal das mãos e da inesgotável imaginação de João Egídio. Desde os seis anos de idade começou a cultivar o gosto pela profissão que hoje exerce com profunda paixão. Nota-se-lhe nos olhos e no modo de falar. Amigos e colegas de trabalho reconhecem-lhe capacidades ímpares.
À MAIS diz que nesta altura do ano perde conta às horas que despende nos arranjos florais e na cenografia, confidenciando que nesta quadra praticamente não coloca os pés no gabinete que lhe está adstrito. "É muito trabalho para se fazer", solta o desabafo no meio de mais decoração, justamente na placa central da Avenida Arriaga, bem próximo da Sé Catedral.
Ali estava a nascer mais um quadro decorativo e mais um lugar onde certamente turistas e madeirenses vão aproveitar para juntar ao álbum de recordações. Serão inúmeros os flashes fotográficos onde o pano de fundo tem a assinatura de João Egídio Rodrigues. "Levei uns três meses para chegar a isto", salienta, olhando ao mesmo tempo para o carpinteiro que, entretanto, o ajuda a montar toda a cenografia de madeira. "Desde passar a ideia para o papel até à fase final do projecto, tudo tem o seu timing", adianta, enquanto passa a mão pela cabeça.
Por mais que o brilho e a espectacularidade dos arranjos possam mostrar, quase parecendo terem saído de puros actos de magia, a verdade é que a vertente humana ainda está muito longe do fino toque da varinha mágica que qualquer fada possui.
O clique para decoração começou cedo. A par deste 'apetite' junta outro: é coleccionador de presépios. Ao todo leva mais de 2.000 exemplares de vários recantos do mundo. "De diversas formas e feitios", revela, afirmando não saber qual o que mais aprecia. "São todos muito importantes para mim e jamais venderia, trocaria ou sequer ofereceria um simples presépio. Fazem parte da minha vida e todo, por mais vulgar que possam parecer, têm um relato importante para contar".
É este gosto pela recriação do acto de Natal que a Casa da Cultura de Santana desafiou o artista e coleccionador a expor parte da sua colecção. Cem peças retiradas do acervo pessoal, alusivas 'Presépios de Portugal' podem ser apreciadas até meados de Janeiro neste espaço destinado à Cultura madeirense. Outros, mais de 1.900, estão na sua casa em São Jorge. É lá que guarda todo o espólio e todo o tesouro que ano após ano vai crescendo. "Sempre que vejo um que não tenho, compro logo. Outros são oferecidos por amigos que vindos das suas viagens fazem questão de me presentear", explica.
Para trás ficam muitas recordações e participações no estrangeiro em feiras relacionadas com o turismo. Se o slogan publicitário 'Uma boa imagem vale mais que mil palavras' nasceu com a Kodak, retirando um pouco do exagero esta espécie de teoria semiótica bem pode associar-se às 'mãos sábias' de João Egídio Rodrigues.
DN Madeira
Data: 20-12-2009



João Egídio Rodrigues, coordenador de decorações da Direcção Regional de Agricultura, é uma figura completamente incontornável no quadro de festas da Madeira e na arte de bem decorar. Cartazes emblemáticos que arrastam milhares de turistas no Carnaval, Festa da Flor, Festa do Vinho, mas fundamentalmente no Natal e Fim-de-Ano, todas estas marcas 'made in Madeira' têm por mais pequena participação, o selo pessoal das mãos e da inesgotável imaginação de João Egídio. Desde os seis anos de idade começou a cultivar o gosto pela profissão que hoje exerce com profunda paixão. Nota-se-lhe nos olhos e no modo de falar. Amigos e colegas de trabalho reconhecem-lhe capacidades ímpares.
À MAIS diz que nesta altura do ano perde conta às horas que despende nos arranjos florais e na cenografia, confidenciando que nesta quadra praticamente não coloca os pés no gabinete que lhe está adstrito. "É muito trabalho para se fazer", solta o desabafo no meio de mais decoração, justamente na placa central da Avenida Arriaga, bem próximo da Sé Catedral.
Ali estava a nascer mais um quadro decorativo e mais um lugar onde certamente turistas e madeirenses vão aproveitar para juntar ao álbum de recordações. Serão inúmeros os flashes fotográficos onde o pano de fundo tem a assinatura de João Egídio Rodrigues. "Levei uns três meses para chegar a isto", salienta, olhando ao mesmo tempo para o carpinteiro que, entretanto, o ajuda a montar toda a cenografia de madeira. "Desde passar a ideia para o papel até à fase final do projecto, tudo tem o seu timing", adianta, enquanto passa a mão pela cabeça.
Por mais que o brilho e a espectacularidade dos arranjos possam mostrar, quase parecendo terem saído de puros actos de magia, a verdade é que a vertente humana ainda está muito longe do fino toque da varinha mágica que qualquer fada possui.
O clique para decoração começou cedo. A par deste 'apetite' junta outro: é coleccionador de presépios. Ao todo leva mais de 2.000 exemplares de vários recantos do mundo. "De diversas formas e feitios", revela, afirmando não saber qual o que mais aprecia. "São todos muito importantes para mim e jamais venderia, trocaria ou sequer ofereceria um simples presépio. Fazem parte da minha vida e todo, por mais vulgar que possam parecer, têm um relato importante para contar".
É este gosto pela recriação do acto de Natal que a Casa da Cultura de Santana desafiou o artista e coleccionador a expor parte da sua colecção. Cem peças retiradas do acervo pessoal, alusivas 'Presépios de Portugal' podem ser apreciadas até meados de Janeiro neste espaço destinado à Cultura madeirense. Outros, mais de 1.900, estão na sua casa em São Jorge. É lá que guarda todo o espólio e todo o tesouro que ano após ano vai crescendo. "Sempre que vejo um que não tenho, compro logo. Outros são oferecidos por amigos que vindos das suas viagens fazem questão de me presentear", explica.
Para trás ficam muitas recordações e participações no estrangeiro em feiras relacionadas com o turismo. Se o slogan publicitário 'Uma boa imagem vale mais que mil palavras' nasceu com a Kodak, retirando um pouco do exagero esta espécie de teoria semiótica bem pode associar-se às 'mãos sábias' de João Egídio Rodrigues.
DN Madeira
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