Mostrar mensagens com a etiqueta Ordenamento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ordenamento. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Santa Cruz está a precaver o futuro








O grupo parlamentar do PSD na Assembleia Legislativa da Madeira visitou, ontem, a freguesia de Santa Cruz para inteirar-se das obras que estão a ser feitas no interior das ribeiras, na sequência dos estragos que estas sofreram por ocasião da intempérie de 20 de Fevereiro último.
A comitiva falava junto à Ribeira de Santa Cruz, que neste momento está a ser objecto de intensas obras, por forma a repor a normalidade no leito e, sobretudo, trabalhos de recuperação das muralhas de protecção que sofreram algumas fissuras ao longo de todo o seu curso. Idêntico trabalho foi efectuado na Ribeira da Boaventura e também a norte, na ribeira que desagua do sítio do Janeiro.
Estes trabalhos, no entender de Sidónio Fernandes, demonstram bem a forma como o concelho foi fustigado no dia 20 de Fevereiro, com grande incidência na freguesia da Camacha, destacando que os trabalhos de recuperação estão a ser feitos, embora «com pouco dinheiro».
«Estamos a nos preparar para que, se tivermos outras intempéries, sejam de facto minimizadas pelo trabalho que estamos a fazer», disse o mesmo responsável, o porta-voz do grupo que ontem se deslocou a Santa Cruz, acompanhado por elementos da Câmara local.
Sidónio Fernandes destacou ainda a pronta inventariação e celeridade com que tudo tem vindo a ser feito, por parte do Governo Regional. «Digamos que é um tempo recorde. Logo a seguir à intempérie, em Março, deu-se início às obras, com maior incidência agora, no Verão, porque é a época que as podemos fazer, para podermos precaver o futuro», concluiu.
Santa Cruz, recorde-se, foi um dos concelhos mais fustigados no dia 20 de Fevereiro pela chuva, sendo que aqui caiu o maior volume de precipitação registada pelo Instituto de Meteorologia. Várias ribeiras transbordaram e pequenos cursos de água transformaram-se agora em grandes leitos, tal foi a força da água. Em Santa Cruz, chegou-se mesmo a temer pelo centro da cidade. Os receios centraram-se na ponte onde hoje está localizada a rotunda junto à Igreja e o Santa Cruz Shopping, mas felizmente, não houve grandes estragos a registar.


Jornal da Madeira

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Serra d’Água arranca com a reconstrução

Deputados do PSD-M estiveram na Ribeira Brava a verificar o andamento das obras


O Grupo Parlamentar do PSD-M foi, ontem, ver como estão a decorrer as obras de recuperação na freguesia da Serra d’Água. De acordo com a deputada Nivalda Gonçalves, porta-voz da iniciativa, já foram efectuados todos os trabalhos de remoção e de limpeza no local. O passo seguinte visa a reconstrução das casas e da estrada. A maioria das mais de 40 levadas afectadas já estão a funcionar.






”Aos poucos e poucos, a freguesia da Serra d’Água, no concelho da Ribeira Brava vai-se recompondo dos estragos provocados pelo temporal do passado dia 20 de Fevereiro.
No âmbito da visita levada a cabo pelos deputados do PSD-M, puderam constatar a “reconstrução” que decorre, “quase a custo dos empresários e empreiteiros porque a Lei de Meios ainda nem foi publicada, muito menos foi feita a transferência financeira para o Governo Regional e para as Câmaras”, lamentou Nivalda Gonçalves, porta-voz da iniciativa.
Os trabalhos de recuperação das habitações estão a ser feitos com algumas verbas que chegaram à AdBrava - Associação de Desenvolvimento da Ribeira Brava, através de movimentos de solidariedade.
É o caso das moradias junto ao bar da poncha, com a colocação de telhado, a reconstrução dos arredores e as pinturas no interior.
Neste sentido, e na passada sexta-feira foram cedidos materiais, na Câmara Municipal da Ribeira Brava no âmbito de uma parceria com a empresa Cimentos Madeira e a AdBrava, a 47 famílias do concelho para poderem proceder à reconstrução das suas habitações.
Os deputados social democratas visitaram, igualmente, as obras de recuperação agrícola e puderam constatar a reconstrução das levadas que “são essenciais para a freguesia e para os agricultores”, apontou a deputada.
Conforme garantiu, a maior parte das mais de 40 levadas que foram danificadas já foram repostas, algumas de uma forma provisória através da colocação de canos que já permitem canalizar a água para os terrenos agrícolas. Constataram, ainda, a recuperação de um terreno agrícola pelo próprio agricultor.
No âmbito das vistorias aos terrenos foi entregue uma carta de autorização para que os donos possam proceder à recuperação dos mesmos. A obra é financiada em 95% pelo Governo Regional.
Está a ser feita a recuperação e canalização dos ribeiros assim como da estrada antiga. Nivalda Gonçalves advertiu, no entanto, que estes trabalhos vão demorar algum tempo, nomeadaente, a reconstrução das casas e da estrada porque há que fazer expropriações e conceber projectos.



Jornal da Madeira

Governo alarga foz da ribeira da Tabua

Cortar a direito. Essa foi a tónica evidenciada por João Cunha e Silva, vice-presidente do Governo Regional, depois de visitar ontem as obras em curso na recuperação da Tabua. Com os trabalhos a decorrem a ritmo acelerado, o governante teve ocasião de dar exemplos de grandes construções implantadas no leito da ribeira, a desviar o seu curso. Doa a quem doer, terão de deixar a água seguir a sua linha normal.



Vice-presidente visita a Tabua e diz que a ribeira vai ser corrigida, “doa a quem doer”
Governo corta a direito








O vice-presidente do Governo Regional deixou bem claro que o leito das ribeiras vai ser corrigido. Doa a quem doer, expressa João Cunha e Silva, depois de visitar os trabalhos acelerados de reconstrução do que a intempérie de Fevereiro estragou, concretamente na freguesia da Tabua. Uma deslocação onde foi acompanhado por Santos Costa, secretário regional do Equipamento Social, e de Daniel Figueirôa, director regional de Infraestruturas e Equipamentos.
O vice-presidente evidenciou que se tratou de uma visita para acompanhar as obras que estão a ser feitas na reconstrução, não na marginal, que está de pé, mas desde o cimo da montanha até cá em abaixo.
“São imensas as obras que a equipa da Secretaria Regional do Equipamento Social tem estado a trabalhar ao longo desde o temporal”. Trabalhos que diz incluir desde pontes até às limpezas das ribeiras, que estão a ser feitos para “melhorar significativamente a situação”. Conforme diria aos jornalistas no final da visita às obras “num espaço tão curto de tempo, aqui está a trabalhar-se depressa e bem”.
Não obstante o bom ritmo dos trabalhos que podemos comprovar, o vice-presidente evidenciou algumas preocupações no domínio de detereminadas construções que deixa claro terem de ser emendadas. “Depois do que aconteceu não se justifica que se encontrem nos locais onde estão”. João Cunha e Silva refere-se concretamente a construções que enconlhem a ribeira como podemos constatar ontem em dois casos. Uma a meia encosta com uma unidade fabril ou armazém a ocupar o leito da ribeira, e a fazê-la mesmo desviar o seu curso (conforme se pode ver na imagem superior desta página, à direita), e outra na foz da ribeira da Tabua, onde haverá necessidade de corrigir traçados, abrangendo quintais de casas e, de uma forma mais acentuada, uma grande “barriga” de um estaleiro situdo junto à marginal, que será cortado a direito para que o curso de água siga em linha recta até o mar.

Concurso para a ponte velha lançado no Verão

Em relação à estrada antiga, à ponte velha e ao grosso da obra a desenvolver de desassoreamento das ribeiras o governante revela que o projecto já está a ser feito e adianta que o concurso será lançado no Verão.
Ou seja, João Cunha e Silva sintetiza e sublinha que, em relação à Tabua, tudo se encaminha para estar soluccionado no domínio das decisões a tomar.
Quanto a dinheiros para a reconstrução, concretamente a consagrada na Lei de Meios, diz que ainda não chegou à Madeira. Mas evidencia que a Região Autónoma não pode estar à espera do Inverno. “Temos de fazer até o final do Verão tudo o que for possível, sobretudo o mais urgente. Por isso, não podemos estar à espera do dinheiro”.
Adianta que o fundo de solidariedade da União Europeia só chegará no Outono. “Não podíamos estar à espera para resolvermos estas questões. O Governo, e bem, deitou mãos à obra. Mesmo sem dinheiro, mas com a compreensão das empresas de construção civil, sabendo, no entanto, que vão receber porque há fundos para esse efeito”.
Em relação a alguma contestação que surgiu recentemente com a nova ponte no sítio da terça, João Cunha e Silva reconhece que também ele terá colocado algumas interrogações. Mas, depois de tudo clarificado, e de ver in loco, diz estar certo que, no final, as pessoas irão aperceber-se que até será uma zona aprazível e com um contorno suave.




Jornal da Madeira

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Planos do Castanheiro e Vila Giorgi aprovados

Reunião pública demorou cerca de seis horas consecutivas





A Câmara Municipal do Funchal aprovou ontem o Plano de Revitalização do Castanheiro. Trata-se, segundo o vice-presidente da autarquia, Bruno Pereira, de um plano de urbanização que engloba todo o quarteirão delimitado pelas ruas de São Pedro, das Pretas, Câmara Pestana e do Castanheiro.
Bruno Pereira revelou que na reunião que durou cerca de seis horas, foram aceites pela autarquia seis das cerca de 70 propostas e recomendações recebidas durante o período de discussão pública.
O plano que será votado na próxima Assembleia Municipal do Funchal, visa revitalizar toda aquela zona, com três vocações, designadamente a habitação, a vertente hoteleira e o comércio e serviços. Prevê ainda, segundo Bruno Pereira, contempla a construção de uma praça central e a construção de 150 estacionamentos.




Também ontem a Câmara Municipal do Funchal aprovou o Plano de Pormenor Vila Giorgi, compreendido entre a Rua da Carreira, Rua do Quebra Costas, Rua das Cruzes, Calçada de Santa Clara e Rua da Mouraria, sendo este o primeiro de iniciativa privada.
Na reunião pública, participada por dezenas de pessoas que se dirigiram à Câmara com intuito de saberem o ponto de situação dos problemas causados pelo temporal de 20 de Fevereiro, foi ainda aprovado .
Bruno Pereira garantiu que todos os casos de realojamento estão a ser tratados, mas esclareu que a autarquia aguarda a execução da Lei de Meios aprovada na passada semana na Assembleia da República para poder cumprir com outras obrigações ao nível das acessibilidades.



Jornal da Madeira

Grupo quer criar novo olhar sobre a cidade

Revista de arquitectura de Madrid pode vir a dedicar número ao Funchal
Data: 28-05-2010




Um grupo de 14 pessoas quer criar um novo conceito de olhar a cidade, que seja a génese de um exercício de cidadania para o futuro.

O arquitecto Paulo David, o mentor do projecto, explica que a cidade não é apenas propriedade de urbanistas e de políticos. Daí que tenha juntado um grupo que reúne músicos, biólogos, geólogos, gente ligada às artes e à literatura para aquilo que chama "uma degustação da própria cidade".

A primeira vez que o grupo vai reunir é já este Sábado. Será uma espécie de encontro 'marginal' à Feira do Livro, uma 'conversa de esquina' no Teatro Municipal Baltazar Dias, que reunirá 14 pessoas e outros tantos olhares sobre o Funchal.

Paulo David, João Almeida, Filipe Bettencourt, Rui Campos Matos, Melim Mendes, Diana Pimentel, João Baptista, Raimundo Quintal, Francisco Clode, Filipa Abrantes, Maurício, Manuel Biscoito e Roberto Moniz 'inauguram' esta nova forma de olhar a cidade, que Paulo David quer que tenha continuidade como exercício de cidadania.

Diana Pimentel, professora universitária, ensaísta e uma das participantes, refere que "pela primeira vez na vida do Funchal a cidade será olhada, em conjunto, por áreas disciplinares distintas, em vez de visões parcelares e especializadas sobre a realidade urbana". A ideia é pensar como as cidades se formam, crescem e como cada um dos espaços se relaciona entre si. Por exemplo, a relação da rua como espaço de circulação e encontro, ou espaço de arte". Daí que a heterogeneidade do grupo pretenda trazer à discussão "aquilo que todos vivemos diariamente: a cidade".

Funchal em revista




Outra das particularidades deste encontro é que contará com a presença da equipa editorial da revista do Colégio Oficial de Arquitectos de Madrid, da qual Paulo David é assessor internacional em Portugal. A ideia do arquitecto é aproveitar a passagem dos responsáveis da revista para os sensibilizar a dedicarem um número ao Funchal, como o fazem com tantas outras cidades. Isto por entender que a cidade tem histórias e exotismo suficiente para figurar numa revista que tem um olhar subjectivo, incisivo e fora daquela concepção de postal.


DN Madeira

domingo, 16 de maio de 2010

Concelho de Santa Cruz em franca recuperação

Autarca José Alberto Gonçalves visitou ontem obras no sítio do Ribeiro Serrão







A O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, José Alberto Gonçalves, visitou ontem as obras de recuperação que estão a decorrer na Ponte de Pau, Ribeiro Serrão, um dos sítios afectados pelo temporal de 20 de Fevereiro.
Acompanhado pela sua equipa autárquica, bem como pelo presidente da Junta de Freguesia da Camacha e ainda por populares, o autarca quis ver “in loco” o trabalho que está a ser feito pela Secretaria Regional do Equipamento Social junto à ribeira e ainda observar o andamento das obras do lançamento da conduta de água, que está a ser feito pela autarquia. Além disso, esta visita serviu para estudar as possibilidades de um novo acesso viário, «cuja antiga vereda se transformou num ribeiro no dia do temporal e este também foi um ensino para todos nós e por isso viemos aqui com as pessoas estudar em conjunto as alternativas para que se possa dar segurança à zona, mas também criar possibilidades de acessibilidades», explicou o edil.
Realçando a boa vontade da população ali residente, que tem disponibilizado terrenos para a recuperação da zona, José Alberto Gonçalves salientou que «as pessoas merecem o empenho por parte das entidades para criar melhores condições de acessos e de qualidade de vida no Ribeiro Serrão».
Neste sentido de empenho em voltar à normalidade após a intempérie, o autarca garante que o concelho «está em franca recuperação, a limpeza está feita, vários asfaltamentos estão já concluídos e as obras para a segurança das populações estão no terreno e no que respeita ao abastecimento de água potável, com a conclusão da conduta no Ribero Serrão o concelho fica coberto, aliás fica melhor porque no Ribeiro Serrão ainda não havia água potável». No entanto, reconhece que ainda há muito por fazer, principalmente a nível habitacional. Algumas casas atingidas estão a ser recuperadas e até ao Verão as famílias irão regressar às suas moradias. «É desta forma que as pessoas sentem que estamos no terreno, há um empenho sério e há muita coordenação entre os vários serviços para que isso seja possível».
Relativamente ao apoio financeiro, neste momento a autarquia está a realizar as obras com o dinheiro do município e com a ajuda de privados, principalmente na parte do realojamento. A recuperação está a ser feita com a convicção da transferência de verbas através da Lei de Meios, porque «a autarquia fez todos os relatórios dos problemas no concelho». «Há um esforço conciliado e estamos na expectativa forte que tudo isto vai correr de uma forma concertada, a Lei de Meios vem ajudar a estamos no terreno a contar com ela», reforçou o autarca.
Aliás, este trabalho de recuperação que está a ser feito só é possível com a Lei de Meios, porque «põe de parte alguma burocracia excessiva, porque se fosse para fazer concursos para as obras, nem daqui a um ano elas estavam no terreno». No seu entender, «as pessoas têm de sentir que estas acções são para a segurança e comodidade das pessoas e têm de sentir também que estamos a cumprir a nossa missão».


Jornal da Madeira

Anadia muda imagem e aguarda regresso de clientes

Os trabalhos de reconstrução não implicaram uma intervenção na estrutura do prédio onde está localizado o Centro Comercial Anadia







Foi um dos locais que mais deu que falar logo após o temporal de 20 de Fevereiro. A suspeita de que estariam corpos no interior do parque de estacionamento, fez do Anadia e de todos os parques de estacionamentos dos centros comerciais da baixa da cidade um dos focos de atenção da comunicação social.
Conforme o tempo passava e o nível da água diminuia, foi-se percebendo que afinal não havia corpos, que os estacionamentos não se tinham transformado em cemitérios e os boatos afinal não passavam disso mesmo, informações falsas.
O dano que tudo isso causou na imagem dos centros, especialmente do Anadia, não está calculado. O que já se sabe é o valor do prejuízos físicos produzidos pelo aluvião. De acordo Gonçalo Henriques, administrador da Lidosol, empresa proprietária do Anadia, os danos causados orçam os 2,5 milhões de euros.
Os trabalhos de recuperação já estão bem avançados e no dia 18 de Maio o centro comercial deverá abrir portas, o mesmo acontecendo ao piso “-2” do estacionamento. O supermercado demorará mais umas semanas até que seja reaberto. A data prevista é 9 de Junho.
Logo após a catástrofe, os trabalhos de reconstrução iniciaram-se. As obras não implicaram uma mexida na estrutura do edifício. As intervenções concentraram-se nos «acabamentos e equipamentos», onde a reconstrução foi total.
«Mudámos tudo o que eram pavimentos, tectos, iluminação, o ar condicionado, os equipamentos dos elevadores, das escadas rolantes, etc.», disse Gonçalo Henriques, explicando que a substituição total foi inevitável, uma vez que os equipamentos estiveram sujeitos às águas e lamas durante muito tempo.
Quando os visitantes entrarem no dia 18 no Centro Comercial Anadia, verão o espaço «totalmente alterado», apresentando uma imagem «mais actual e mais moderna». Além das alterações na arquitectura de interiores, a empresa proprietária do centro fez uma alteração do logotipo. «Vai mudar tudo», disse Gonçalo Henriques, anunciado a existência de algumas campanhas publicitárias com vista a apresentar o “novo” centro.
«Naturalmente, que já estão previstas determinadas situações para voltar a trazer as pessoas ao Anadia» e às 45 lojas do centro comercial, disse.
A administração do centro tratou de reconstruir e modernizar os espaços comuns, mas cabe a cada lojista assumir os encargos com as despesas das suas lojas. E nem a renda sofre alterações. No tempo em que esteve encerrado os pagamentos ficaram suspensos mas a partir do momento em que seja reaberto a renda volta, e sem desconto.
Tal como explicou o administrador da empresa Lidosol, os trabalhos de reconstrução do edifício não implicaram uma intervenção na estrutura do prédio, porém houve a necessidade de fazer uma pequena mudança no quadro eléctrico que acciona as bombas de escoamento de água, deslocando-o do piso “-2” para o piso “1”.
Aparentemente, esta medida parece de somenos importância, mas se no dia do temporal o quadro eléctrico já estivesse no piso “1” o escoamento da água do estacionamento nunca duraria um mês, como aconteceu.
Como foi noticiado na altura, a existência de um ribeiro subterrâneo ao lado do edifício obriga a que haja um sistema de extracção de água no prédio. Quando foi construído o Anadia, foi feita uma caleira subterrânea a toda a volta do prédio, que recebe a água e a encaminha para as quatro bombas existentes, sendo aquela depois escoada para o exterior do edifício através destas.
O projecto optou por este sistema em vez de paredes estanques, porque assim reduz a pressão sobre a estrutura do edifício.
«Há furos em determinadas partes do edifício, por causa desse ribeiro que existe. A água entra, é direccionada para essa caleira que há à volta de todo o prédio e depois é encaminhada para as bombas que retiram a água. E isto sempre funcionou assim desde que em meados da década de 1990 o Anadia abriu», explicou Gonçalo Henriques.
Porém, o sistema, até agora eficaz, expôs uma frangilidade no temporal, quando foi necessário fazer um corte geral de energia. Ao fazê-lo, as bombas de escoamento deixaram de trabalhar e o parque encheu. Ora, como o quadro estava no piso “-2” e para ligar as bombas era necessário ir lá e carregar no botão, foi preciso primeiro tirar toda a água, o que demorou algumas semanas.
«Estávamos sempre a retirar água (com bombas amovíveis dos bombeiros), mas estava sempre a entrar» em quantidades anormais, dado que não só o ribeiro subterrâneo trazia mais do que o habitual, como também a construção inacabada de um prédio vizinho do Anadia, no lado da Rua do Ribeirinho, transformou-se num reservatório de água.
«Foi por isso que demorou muito mais tempo a retirar a água», explicou Gonçalo Henriques.

«Tínhamos quase a certeza
absoluta que não estava ninguém»


Enquanto a água permanecia no interior dos parques, cá fora as dúvidas sobre a existência de cadáveres no interior do estacionamento ganhavam cada vez mais força, alimentadas por notícias que avançavam até o número de corpos retirados, o que nunca aconteceu, apesar de haver quem tivesse garantido o contrário.
Gonçalo Henriques não entende a razão para o aparecimento dessas afirmações, mas admite que, em certo momento, até duvidou sobre se tinha ficado mesmo alguém retido no parque, tal era a quantidade de notícias que saíam.
O administrador tinha a garantia de que tudo tinha sido verificado antes de ser cortada a energia e encerradas as portas, pelo que havia «quase a certeza absoluta» de que não tinha ficado ninguém para trás.
«Só não posso dizer “a certeza absoluta” porque alguém poderia ter-se escondido. Como havia tantas notícias, pusemos essa hipótese», reconheceu, ainda que houvesse «99%» de certeza do contrário.
Quando a água foi retirada e os 23 veículos retidos surgiram, confirmou-se que não havia mortos, nem os carros se encontravam em fila na zona de saída, num hipotético desespero dos seus condutores para salvar os veículos.
«Muitos estavam no seu lugar, alguns estavam deslocados, porque foi muita água e, se calhar, ficaram a boiar», explicou o administrador, garantindo ser «completamente falso» que houvesse carros em fila para sair.

«Lamento não ter gravações das câmaras»

Gonçalo Henriques tem a informação também de que as pessoas que se encontravam no centro não se «assustaram assim tanto». Houve até quem tivesse conseguido tirar o carro antes do edifício encerrar.
«Apesar de haver muita água a entrar pelas rampas, sendo uma área tão grande não se tornava assustador», disse, considerando que havia «tempo mais do que suficiente para fazer a evacuação».
«É impressionante como é que havia pessoas ou jornais a quererem dar notícias do número de mortos, sem qualquer base», referiu, lamentando o episódio «especulativo».
«Eu tenho pena que não tenhamos as gravações das câmaras de CCTV (Câmaras e Circuito Fechado de Televisão), que foram das primeiras coisas a desligarem-se», apontou ainda Gonçalo Henriques, acrescentando que se existissem as gravações, as pessoas «teriam a noção do que estou a dizer».
Hoje, o assunto está esclarecido, mas na memória de muita gente permanecem os momentos de ansiedade que se viveram logo após o temporal. O cemitério que alguns jornais disseram que o Anadia se tinha transformado, afinal nunca existiu. Mas a imagem ficou. Resta agora saber se o Anadia continuará a ser um dos centros mais procurados da cidade. O tempo dirá.

Ribeira de João Gomes mais desobstruída

A zona do Campo da Barca ao Anadia foi uma das mais atingidas pela intempérie que assolou a Madeira no passado dia 20 de Fevereiro e também uma das que mais demorou a ter a circulação restabelecida.
O elevado grau de destruição levou a que, na recuperação, fossem já tomadas medidas de futuro, nomeadamente a transferência de alguns serviços instalados em estruturas sobre as pontes criadas na Ribeira de João Gomes.
A bomba de gasolina foi disso exemplo, mas não o único, também os tanques de gás foram transferidos, a par de outras estruturas. O objectivo foi libertar as ribeiras do maior número possível de obstáculos, em caso de novas cheias.
A intempérie de 20 de Fevereiro destruiu também certas zonas das margens da ribeira. Uma parte já foi reconstruída, permitindo que a circulação pudesse voltar a fazer-se normalmente. Mas há ainda um trabalho que está guardado para o futuro e que resultará dos estudos que estão a ser feitos dos leitos das ribeiras.
Para já, foram realizadas obras que permitiram regressar ao normalidade. Além do já referido, foram repavimentadas as estradas da zona e reinstalado o sistema de samaforização, que só ao longo de todo o eixo da Ribeira de João Gomes representou um investimento para a Câmara Municipal do Funchal de 96 mil euros.

Lidosol teve prejuízo de 10 milhões

A empresa Lidosol, responsável pelo Centro Comercial do Anadia, pelos estacionamentos, habitações, escritórios e hotel do Funchal Centrum, e vários parques de estacionamento na baixa da cidade teve um prejuízo global de 10 milhões de euros, devido ao temporal de 20 de Fevereiro.
Só no Funchal Centrum foram seis milhões de euros - sem contar com os estragos no Dolce Vita, pois o centro foi vendido ao grupo Amorim -, aos quais se juntam mais 2,5 milhões de estragos no Anadia e 1,5 milhões de euros em vários outros parques de estacionamento e parcómetros.
A empresa espera, contudo, ir buscar «entre 50% a 60%» do valor dos prejuízos às companhias de seguros.
«Felizmente, os seguros estavam bem feitos e temos muitas situações seguradas», referiu Gonçalo Henriques, administrador da empresa Lidosol.


Jornal da Madeira

sábado, 15 de maio de 2010

Estrada com ligação à Ilha arranca no Verão

Rui Moisés anunciou ontem o arranque de «uma obra há muito aguardada»






Os trabalhos de construção do Alargamento e Pavimento da Estrada Municipal da Cova dos Moleiros ao Lombo da Ilha, Freguesia da Ilha, no concelho de Santana, vão arrancar já no próximo Verão.
O anúncio foi feito ontem pelo presidente da Câmara Municipal de Santana, Rui Moisés, na cerimónia da abertura oficial da IX Exposição Regional do Limão.
«É uma estrada há muito aguardada, que vai dotar a Freguesia da Ilha de uma nova circular. No futuro, aqueles que visitarem esta freguesia, não terão de fazer o mesmo trajecto, podendo sair junto ao túnel que dá acesso à Achada do Marques», referiu o autarca.
A nova infraestrutura, realçou Rui Moisés, «é um investimento da Câmara em conjunto com o Governo Regional», que oferecerá futuras acessibilidades e, desse modo, «valorizar a Agricultura e a Habitação».
Por sua vez, o secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António Correia, destacou o «grande esforço (por parte das entidades regionais) para criar um conjunto de infraestruturas, como a que o Sr. presidente da Câmara acabou de anunciar, que vão melhorar a vida das pessoas».
Considerou que «a Ilha é uma das freguesias da Madeira que demonstra desenvolvimento rural e sustentável», sendo exemplar também na área da formação académica. «É estimulante ver que, num dos locais mais recônditos da ilha da Madeira, as famílias e as entidades públicas criam condições para que todos tenham acesso à formação académica», preparando «os jovens e toda a sociedade para o futuro», disse.
Quanto à nona edição da “Exposição Regional do Limão - Festa do Limão”, Manuel António Correia enalteceu «o programa rico e atractivo, que traduz muito bem o povo da ilha, que se orgulha do seu passado, das suas tradições, da sua cultura».
Por outro lado, o governante adiantou que, este ano, estão inscritos para o Fundo de Apoio à Agricultura cerca de 12.000 agricultores, registando-se um acréscimo relativamente ano transacto. «Até hoje (ontem) de manhã já havi 11.808 inscritos. O ano passado registou 11.400 inscrições e o ano 2006 contabilizou 7.000». Ou seja, nestes últimos anos, a verba, disponibilizada pelo Governo Regional, através do Fundo Comunitário da União Europeia, «aumentou quatro vezes mais»,sendo este ano de 21 milhões de euros.
Dirigindo-se àqueles agricultores que ainda não receberam o apoio referente ao ano 2009, o governante garantiu que a ajuda será efectuada até ao Verão, clarificando que o atraso deve-se ao facto de ter havido necessidade de serem feitas algumas fiscalizações. Quanto aos inscritos este ano, «os apoios deverão chegar até ao próximo mês de Dezembro».
A IX Exposição Regional do Limão decorre até domingo com um programa diversificado que inclui muita animação musical.



Jornal da Madeira

sábado, 10 de abril de 2010

Protecção Civil terá sede na Cancela

A nova sede ficará situada na zona onde já funcionou o parque de diversões
Data: 10-04-2010





O Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros da Madeira vai ter novas instalações na Cancela. O projecto para a construção da nova sede, que vai incluir um centro de formação para bombeiros, já se encontra concluído e tudo se conjuga para que o lançamento do concurso público possa ocorrer ainda durante o corrente mês de Abril.

As novas instalações irão ser construídas nos terrenos (pertença do Governo) onde funcionou, há poucos anos, o parque de diversões de Natal, e situa-se logo abaixo da pista de automodelismo.

Apesar da obra exigir alguma complexidade, dado a necessidade de proceder à sustentação do terreno, as previsões vão no sentido de que a infra-estrutura fique concluída em 2011.

Instalações degradadas

A Protecção Civil madeirense vem funcionando, há longos anos, na Quinta Magnólia, num edifício antigo que, não obstante algumas obras pontuais que têm sido efectuadas, regista uma acentuada degradação.

Além disso, o espaço já não consegue responder às exigências daquele serviço, razão pela qual ganha ainda maior premência a construção de uma sede de raiz, perfeitamente adaptada às especificações de uma entidade que assume uma grande importância na resposta a situações de emergência.



Recorde-se que estão projectadas obras de remodelação da Quinta Magnólia, quer dos espaços desportivos e de lazer (campos de ténis e piscina), quer do próprio edifício onde funciona a Protecção Civil. Uma intervenção que, ao que apurámos, deverá sofrer alguns atrasos.

A obra de construção da nova sede da Protecção Civil e do centro de formação dos bombeiros faz parte deste Programa de Governo, mas vai beneficiar também de fundos comunitários, no âmbito do Programa Operacional de Valorização do Potencial Económico e Coesão Territorial da RAM, designado por Programa Intervir+.


DN Madeira

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ponta do Sol limita áreas de construção

Câmara define zonas proibidas ou condicionadas por motivos de segurança







A Câmara Municipal da Ponta do Sol vai definir, aproveitando a revisão do Plano Director Municipal, as zonas específicas onde se pode construir em segurança e as áreas onde essa mesma construção será limitada ou mesmo impedida.
O presidente da Câmara Municipal da Ponta do Sol diz que a Carta de Riscos, a par da Carta de Ruído, está a ser feita no âmbito do processo de revisão do Plano Director Municipal, que deverá estar concluído durante o Verão.
Segundo Rui Marques, a edilidade já solicitou ao Governo Regional o agendamento da terceira reunião da Comissão de Acompanhamento do PDM, aguardando agora resposta. O novo projecto contempla Carta de Riscos, Carta de Ruídos (zonas onde se poderá fazer barulho) e avaliação do impacto ambiental.
Rui Marques diz que é preciso um PDM que vá de encontro à realidade do concelho e que não coarte o investimento, sem contudo pôr em causa a paisagem e a biodiversidade locais. O novo documento terá também em conta as novas acessibilidades e alterará os índices de construção.
Entretanto, o edil destaca o facto do abastecimento de água potável voltar aos tanques domésticos da Lombada e do Lugar de Baixo neste fim-de-semana. No entanto, o edil avisa que serão precisos mais dois ou três dias para que a água possa ser utilizada normalmente. O autarca lembra igualmente que quem utilizou água de nascente tem de lavar os depósitos previamente.
Por outro lado, neste momento, a autarquia está a limpar vários canais de reha nos Canhas e na Lombada. Vai agora proceder a algumas canalizações de ribeiros e ainda reconstruir troços de canais de rega, um pouco por todo o concelho.
Rui Marques diz esperar que até finais deste mês todos aqueles trabalhos estarão concluídos.
Todas estas obras vão obrigar a reestruturar o orçamento, redefinir prioridades e a alterar o programa.
O edil diz que a situação obrigará ao adiamento de algumas obras que estavam previstas para este ano.
«Há algumas obras que já estavam iniciadas e que vão continuar. Mas, há cinco obras que já estavam adjudicadas que vão ter que ser reprogramadas. Vamos analisar bem, ver quais as prioridades da população e depois decidir. No entanto, é certoque já não vão começar no Verão, como estava previsto. Serão adiadas para finais deste ano, inícios do próximo», explica.
Quanto a novos projectos turísticos, diz que há vários empresários interessados, que aguardam a revisão do PDM.



Jornal da Madeira

terça-feira, 23 de março de 2010

Inaguração da Serralharia José Luís, no Parque Empresarial do Estreito de Câmara de Lobos










PGRAM

Alberto João Jardim diz que a recuperação da Madeira exige muito rigor

Alberto João Jardim revelou, ontem, que o Governo Regional, em reunião extraordinária, decidiu tomar «medidas duras» para levar por diante o processo de reconstrução. O chefe do Executivo madeirense, que falava numa inauguração de uma empresa no Parque Empresarial do Estreito de Câmara de Lobos, disse que «isto não é um momento para ser simpático seja para quem for, ou para fechar os olhos seja ao que for. Isto é o momento em que os objectivos a que nos propusemos terão de ser concretizados doa a quem doer».





O presidente do Governo Regional disse ontem, na inauguração da Serralharia José Luís, no Parque Empresarial do Estreito de Câmara de Lobos, que os objectivos da reconstrução da Madeira serão cumpridos «doa a quem doer». Um propósito que, de acordo com Alberto João Jardim, foi reforçado na reunião extraordinária que o Executivo madeirense acaba de realizar.
Tal como afirmou Alberto João Jardim, nessa reunião extraordinária do Governo Regional, foi feito um ponto de situação relativamente aos últimos oito dias e tomadas algumas medidas. «Porque isto de reconstruir uma região, sobretudo depois do que nós passamos, isto exige muito rigor. Até porque, se não dermos exemplo e mostra desse rigor, sucedem duas coisas: a primeira, é não termos credibilidade junto daquelas instâncias a quem nós recorremos para nos darem o apoio que necessitamos e, em segundo lugar, nós não podemos consentir que estas situações venham propiciar que alguém se tente aproveitar, ou fazer jogos diversos, de situações que trouxeram desgraça a muita gente», disse o chefe do Executivo madeirense.
Por isso, acrescentou Alberto João Jardim, o Governo Regional tomou «medidas duras para isto ir até ao fim. Os meus colegas de Governo e eu assumimos que íamos levar esta reconstrução até ao fim, que isto ia correr tudo como deve ser e, por isso, os senhores terão de compreender que isto não é um momento para ser simpático seja para quem for, ou para fechar os olhos seja ao que for. Isto é o momento em que os objectivos a que nos propusemos terão de ser concretizados doa a quem doer».
Durante a sua intervenção, Alberto João Jardim, que começou por felicitar o empeendedorismo do empresário e elogiar o seu percurso de trabalho, considerando-o de exemplar, congratulou-se também pelo momento escolhido para esta inauguração. Por isso, agradeceu, «em nome da Região que este seu exemplo desta inauguração vem significar para o futuro da nossa terra».
Na oportunidade, o presidente do Governo Regional felicitou também o empresário pelo facto de ter optado por vir instalar-se no Parque Empresarial do Estreito de Câmara de Lobos. A este propósito, Jardim recordou que, «quando há anos atrás o Governo começou a fazer parque industriais, não foi por acaso. É porque era necessário. Por um lado, tirar certas actividades de junto dos meios residenciais. Mas, por outro lado, estes parques foram feitos com o cuidado e com a estrutura necessária, para evitar que as empresas aqui residentes venham a passar por aquilo que algumas passaram por ter ido fazer instalações industriais em sítios que não deveriam ter feito. Para isso é que existem os parques industriais. E, cada vez mais, quer o Governo, quer as câmaras, têm que ser absolutamente exigentes, para que nas zonas onde ainda há lugares disponíveis nos parques industriais, é para ali que vão, mesmo que venham com a história de que tem um terreno que herdou da avó, que tem um terreno que a prima lhe deixou – não pode ser assim! Ainda agora, houve pessoas que pagaram um preço duro por se terem ido colocar fora dos parques industriais. Por isso também o felicito pela sua inteligência em perceber para que é que e fizeram estes parques e para que são estes parques».
Nesta inauguração esteve também presente o presidente da Câmara Municipal de Câmara Lobos, uma oportunidade para Arlindo Gomes felicitar o empresário por ter dado «este passo em frente» e por ter apostado naquele concelho. O autarca salientou também a importância crescente do Parque Empresarial daquela localidade para a economia local, considerando-o como um dos pólos económicos, não só do concelho de Câmara de Lobos, mas da Madeira, porque acredito que é nestes parques, é com este tipo de infra-estruturas que vamos conseguir vencer o futuro».
O empresário, por seu lado, fez uma pequena resenha do seu percurso profissional, tendo também sublinhado que o seu sucesso ficou a dever-se, em primeiro lugar ao apoio que sempre encontrou na família, mas também à qualidade que sempre procurou implementar naquilo que fez, sendo este, em seu entender, a chave do e para o sucesso.


a obra
A Serralharia José Luís, inaugurada ontem no Parque Empresarial do Estreito de Câmara de Lobos, representou, de acordo com o empresário, um investimento na ordem dos 500 mil euros.
Na oportundiade, um dos aspectos realçados pelo empresário foi a preocupação ambiental, primeiro, ao nível da separação dos metais para reciclagem e, depois, ao nível do aproveitamento das águas pluviais, que ficam armazenadas num tanque para reutilização.




Jornal da Madeira

segunda-feira, 22 de março de 2010

Soluções arrojadas para o futuro

Luís Santos Costa a propósito da reconstrução






O secretário do Equipamento Social da Madeira disse ontem, em entrevista à Lusa, que os «eventuais defeitos que haja na ocupação do solo são corrigíveis» e as autoridades «saberão colher as lições que estas cheias trouxeram em relação aos aspetos menos conseguidos da nossa intervenção no território».
«Não fizemos tudo bem, mas o que fizemos não foi a causa daquilo que nos aconteceu, que é um fenómeno da natural», realçou Luís Santos Costa, sublinhando ser impossível a Madeira ficar totalmente defendida deste tipo de fenómenos, pelo que «as coisas só podem ser melhoradas através duma ocupação correcta do território».
Luís Santos Costa adianta que a reconstrução das infra-estruturas que foram atingidas pelo temporal é uma das prioridades, mas defende a «reposição numa perspectiva de futuro» de modo a «prevenir eventos futuros».
As ribeiras, as pontes e outros atravessamentos poderão ter «soluções arrojadas, diferentes das actuais, reduzindo ao máximo a cobertura dos cursos de água para garantir que zonas de vazão funcionem de forma adequada», salienta.
No concelho da Ribeira Brava, outra das zonas atingidas pelo temporal, é necessário «disciplinar» o curso de água «para proteger as zonas habitadas», admitindo a demolição de algumas construções que «sejam impossíveis proteger».
O governante rejeita ainda as críticas dos ambientalistas sobre a extração dos inertes das ribeira, considerando que é «necessário assegurar que esses materiais não chegam às zonas ocupadas em termos humanos, comerciais e industriais».



Jornal da Madeira

Câmara do Funchal inicia 14 empreitadas

Autarquia procedeu a reajustamentos orçamentais e vai canalizar três milhões de euros







O presidente da Câmara Municipal do Funchal anunciou, ontem, na freguesia de Santo António, que a autarquia funchalense vai arrancar, na próxima semana, com a adjudicação de um total de 14 empreitadas que totalizam perto de três milhões de euros.
No dia em que se assinalava um mês após a intempérie de 20 de Fevereiro, Miguel Albuquerque afirmou que este conjunto de obras «resulta de uma alteração orçamental que a câmara efectuou no valor de três milhões de euros, ou seja, nós adiamos um conjunto de obras que eram para ser lançadas este ano, fizemos essa alteração orçamental para podermos ter no terreno 14 empreitadas, no sentido de garantir aquilo que é a vivência básica das populações».
Entre essas obras, Miguel Albuquerque apontou quatro que se vão iniciar na próxima semana, que totalizam pouco mais de um milhão de euros, para «arranjar a rede viária municipal nas zonas altas da cidade, trabalhos que consistem em tapar os buracos, edificar as guardas, reparar a rede pública e, sobretudo, em zonas que foram muito afectadas pela intempérie, designadamente, Vasco Gil, Moinhos, Trapiche, Laranjal, Estrada Comandante Camacho de Freitas, os Tornos, Corujeira, Lombada e Caminho do Curral dos Romeiros».
Outra das atenções especiais da autarquia vai para duas artérias que foram fortemente danificadas, nesse sentido, foram já lançadas empreitadas, uma de 208 mil euros, para o Caminho do Cabeço dos Lombos no Monte, e, outra, cujo valor é superior a 262 mil euros, para o arranjo da Estrada Luso-Brasileira.
Ao nível de veredas e becos, Miguel Albuquerque anunciou que a Câmara Municipal do Funchal procedeu à adjudicação de três empreitadas, no valor de, aproximadamente, 600 mil euros, para limpeza e reparação desses acessos pedonais, nomeadamente, «os Caminhos dos Três Paus, Barreira, Trapiche, Curral Velho e Lombo dos Aguiares, em Santo António, e veredas na zona da Corujeira, Monte».
A recuperação de pavimentos e equipamentos na zona baixa da cidade foram também alvo de três empreitadas, cujo valor ascende a 565 mil euros, em que está prevista «a recuperação de pavimentos, quer betuminosos, quer em calçadas de passeios e equipamentos urbanos nas zonas mais afectadas da baixa do Funchal, como sejam o núcleo de ruas de São Lázaro, Serpa Pinto, Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses, Pelourinho, Praça da Autonomia, Rua dos Tanoeiros, Alfandega, Rua da Infância, Mercado e Santa Maria.

Autarquia vai encomendar estudo de taludes

A Câmara Municipal do Funchal vai encomendar um estudo sobre a caracterização dos taludes instáveis. O anúncio foi feito ontem, em conferência de imprensa, no Centro Cívico de Santo António, pelo presidente da edilidade, um mês depois da intempérie ocorrida a 20 de Fevereiro.
De acordo com Miguel Albuquerque, «neste grupo, incluem-se duas empreitadas de prestação de serviços, no valor global de 68.400 euros, para o estudo dos taludes em oito zonas que foram objecto de escorregamentos de terras e acidentes em habitações, como sejam as encostas dos Três Paus/Eira do Serrado, Trapiche/Curral Velho, Laranjal em Santo António, Alegria em São Roque e Fundoa, Corujeira/Cabeço dos Lombos, Tornos e Babosas no Monte».
Tal como afirmou o presidente da edilidade, «pretende-se, com estes estudos, elaborar um relatório diagnóstico sobre as condições geológicas e geotécnicas do estado das encostas após estes escorregamentos, de modo à Câmara Municipal do Funchal obter as recomendações que se afigurem adequadas, quanto à eventual futura ocupação dessas zonas, riscos e medidas preventivas para que sejam evitados novos acidentes envolvendo habitações e eventuais soluções técnicas preliminares para a sua estabilização e drenagem com respectivas estimativas de custos aproximadas».



Jornal da Madeira

Autarquia do Porto Moniz apresenta projecto Rota do Vinho aos vitivinicultores

Câmara reúne produtores






A Câmara Municipal do Porto Moniz está interessada em aderir ao projecto Rotas do Vinho, no âmbito da Associação de Municípios Portugueses do Vinho. Valter Correia, presidente da autarquia, considera que constitui uma opção muito interessante, atendendo à vocação turística do concelho.
Neste sentido, o autarca vai reunir-se com os produtores de vinho “certificado”, para expor aquela possibilidade, «pois o seu sucesso dependerá da forma como os mesmos se organizarem, em termos de instalações e de estratégia comercial».
O presidente da Câmara levou, aliás, este assunto à última reunião da autarquia.
Nesse mesmo encontro, foi dado deferimento a um pedido dos alunos finalistas do Ensino Secundário da Escola Básica e Secundária de Porto Moniz, que solicitaram o apoio financeiro da Câmara Municipal, para poderem realizar uma viagem de finalistas às Canárias, entre os dias 29 de Março e 10 de Abril
«Considerando que os oito alunos finalistas, em contrapartida deste apoio, oferecem os seus serviços para a divulgação da beleza e cultura do nosso concelho, assim como se disponibilizam para no início do Verão colaborar com a Câmara na limpeza de veredas e ribeiros municipais, foi decidida a atribuição de uma comparticipação financeira no valor de 80 euros, por cada aluno finalista, para aquisição da viagem de ida e volta às Canárias, assim como a atribuição do transporte para o porto do Funchal e regresso ao Porto Moniz», enaltece o edil.
Por outro lado, foi considerado encerrado o processo de selecção e do concurso de atribuição e renovação de bolsas de estudo para o ano lectivo 2009/2010;
Neste sentido, e nos termos do Regulamento Municipal de Atribuição de Bolsas de Estudo, a Câmara Municipal de Porto Moniz atribuiu bolsas de estudo e o valor de duas passagens aéreas de ida e volta a estudantes universitários que estudem fora da Região Autónoma da Madeira.
Relativamente à proposta de Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo, que levou à última reunião de Câmara, Valter Correia considerou que era «incontornável a sua criação, até por uma questão de legalidade dos apoios que vêm a ser concedidos, para além de ser necessário regular a forma como esses montantes são atribuídos às diferentes associações e clubes, pelo que a sua aprovação cria as condições para que estes subsídios não sejam feitos de uma forma discricionária». «Ao mesmo tempo, a proposta de regulamento em análise também constitui um instrumento de responsabilização das Associações e Clubes para com os dinheiros públicos que lhes são atribuídos», disse ainda.
O autarca lembra que teve já a oportunidade de enviar esta proposta de regulamento a todas as associações e clubes do concelho do Porto Moniz, sendo que, posteriormente, reuniu com a vereadora Fátima Costa e os respectivos representantes e que a única solicitação de alteração do documento recaiu sobre a antecedência a que eram obrigados a apresentarem propostas de actividades pontuais.

Chão da Ribeira “sem” adaptação a casas


Valter Correia também encontrou-se, recentemente, com uma equipa de técnicos que serão responsáveis pelo parecer a dar no Plano de Intervenção em Espaço Rural do Chão da Ribeira.
O autarca sublinhou que ainda não foram tomadas decisões definitivas acerca daquele plano, mas acrescenta que «algumas dessas mesmas conclusões não vão de encontro às expectativas de várias pessoas, visto proibir a autorização da construção de palheiros susceptíveis de serem adaptados a habitação».
Os técnicos responsáveis defendem que aqueles não possuam uma área superior a dez metros quadrados de construção, não prevendo a sua dotação com casa de banho, dai que seja apontada a necessidade da Câmara construir duas ou três áreas de sanitários públicos para satisfazer as necessidades dos agricultores.
Por outro lado, para poder edificar um palheiro, «o agricultor terá que possuir no mínimo quinhentos metros quadrados de terreno cultivado de área, para além da parcela de implantação do palheiro dever ter uma área mínima de cem metros quadrados».
No que respeita à estrutura dos palheiros, O plano aponta que os palheiros deverão ter no máximo dois metros e meio por quatro metros quadrados, mais um sobrado.
Relativamente às possibilidades de se construírem habitações, este é um assunto que deverá ser tratado pela legislação geral, nomeadamente atendendo aos condicionalismos impostos nas zonas agrícolas, sendo necessário para a construção de uma moradia, um mínimo de cinco mil metros quadrados em parcela contínua nos termos do POTRAM.
No que respeita às infra-estruturas comerciais e turísticas, as mesmas deverão ter os requisitos previstos na lei para construções naquela área e daquela natureza. Relativamente aos espaços que já se encontram edificados há o compromisso de procurar legalizá-los, devendo para o efeito ser estabelecido um prazo para as necessárias requalificações, adequadas ao tipo de construção que se pretende para o Chão da Ribeira.


Estacionamento tarifado alargado



A Câmara Municipal do Porto Moniz decidiu alargar as zonas de estacionamento tarifado a diversas áreas comerciais, associadas à frente-mar da Vila do Porto Moniz.
Por outro lado, também foi deliberado que os parcómetros instalados nas zonas de estacionamento tarifado funcionarão todo o ano, todos os dias, incluindo domingos e feriados, das 10 horas às 19 horas. Até agora, era só entre Abril e Setembro.
Valter Correia diz que o alargamento da área de parqueamento pago na frente mar da Vila do Porto Moniz «prende-se com uma questão de justiça para com todos os empresários que possuem estabelecimentos naquela área, visto que, na actualidade, existem zonas em que o estacionamento é pago enquanto noutras é gratuito, situação que constitui um tratamento desigual para os investidores».
O autarca diz ainda que foram ponderados os inconvenientes que eventualmente recaem sobre os trabalhadores que exercem a sua actividade laboral nessa zona, chamando à atenção para o facto de existir, na proximidade, ruas onde é possível estacionar gratuitamente e que, simultaneamente, possibilitam uma boa acessibilidade aos seus locais de trabalho.
Valter Correia considerou, ainda, que o facto de se aumentar a área de parqueamento pago «irá possibilitar uma maior oferta de estacionamento àqueles que visitam o município, facto que é referido por alguns empresários instalados na frente mar como causa da perda de clientes para outras localidades, sobretudo no período de Verão».


Jornal da Madeira

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Estrada do Garajau com obras a bom ritmo

Grupo parlamentar do PSD diz que imensas expropriações atrasaram investimento mas







A obra de alargamento da Estrada do Garajau sofreu alguns atrasos devido a dificuldades em muitas expropriações.
No entanto, este investimento de cerca de três milhões de euros de requalificação urbana decorre a bom ritmo e irá melhorar, significativamente, o trânsito naquela zona, o que deixa particularmanente satisfeito o grupo parlamentar do PSD. Uma localidade que tem, actualmente, muita intensidade de tráfego.
Numa visita que os deputados do PSD efectuaram ontem à zona, Vicente Pestana referiu que os terrenos que estão a ser expropriados sãoq uintais e anexos a residências pelo que a execução «tem sido problemática».
«No entanto, como podem verificar, a estrada está em execução e ficará concluída o mais breve possível», sublinhou aquele deputado.
A oportunidade foi aproveitada para aquele elemento do grupo parlamentar do PSD pedir a compreensão da população para os condicionamentos que a obra tem causado.
«Há muita gente que circula aqui, quer de automóvel, quer a pé. No entanto, penso que está sobejamente justificado esse incómodo que está a ser criado à população», defendeu o social- democrata madeirense.
Questionado sobre a situação das expropriações, o deputado do PSD admitiu que ainda há alguns casos em que continuam as negociações para tentativa de acordo. «Há casos em várias fases de negociação. Como são muitos, não vou especificar. É preciso ter em conta que esta obra tem cerca de dois mil e 300 metros. Ela vem desde o nó da Cancela até ao centro da cidade do Caniço», referiu Vicente Pestana, para logo adiantar que, sendo assim, o investimento em causa implica muitas expropriações.
Refira-se que a via que está em obras terá uma largura de sete metros e passeios alterais com um metro e meio. Terá também zonas de estacionamento paralelo à via.

Resposta às aspirações

O investimento que está a ser feito pelo Governo Regional, através da Secretaria Regional do Equipamento Social, inclui ainda novas redes de esgotos domésticos e águas pluviais, tubagens pvc e rede de iluminação pública constituída por pestes metálicos com oito metros de altura.
Esta intervenção traduz, segundo o grupo parlamentar do PSD na Assembleia Legislativa da Madeira, a concretização de um projecto que vêm dar resposta às legítimas aspirações dos moradores, resolvendo ou melhorando substancialmente as acessibilidades.
Como a obra em causa implica muitas expropriações e é de grande extensão, o grupo parlamentar do PSD não aponta uma data concreta para a conclusão dos trabalhos.



Jornal da Madeira

Reabilitação à espera da saída de inquilinos


Plano da ribeira de São João abre novas perspectivas de construção naquela zona

Data: 20-02-2010









A reabilitação do chamado 'quarteirão do Leacock', uma zona que apresenta um acentuado estado de degradação e que a Câmara Municipal do Funchal (CMF) tem referenciada como sendo prioritária em termos de recuperação no centro da cidade, está quase só dependente do acordo para a saída dos poucos inquilinos (três famílias, ao que apurámos) que ainda habitam nas casas. E isto porque a aprovação do Plano de Urbanização da Ribeira de São João veio trazer novas perspectivas em termos de construção para a zona.

De resto, aquando do período de discussão pública do referido plano de urbanização, deu entrada na CMF um estudo prévio, apresentado pelos proprietários, a Leacock Investimentos, com vista à requalificação daquele quarteirão situado entre as ruas Conde Canavial, Brigadeiro Couceiro e Major Reis Gomes.

O vereador com o pelouro do Urbanismo da autarquia funchalense, João Rodrigues, admite que aquela é uma das zonas da cidade "mais prementes em termos de intervenção urbanística", atendendo ao estado de degradação a que está votada. E que, por isso, tem merecido uma atenção especial da CMF, não obstante haver um reconhecimento pelo "grande empenho dos proprietários para encontrarem uma solução para o espaço". João Rodrigues admite que as regras de construção anteriormente definidas para aquela zona "não davam segurança nenhuma ao proprietário", ao contrário do que acontece agora, depois da aprovação do Plano de Urbanização da Ribeira São João. Um exemplo: dantes era possível apenas construir dois pisos; agora os edifícios podem atingir os cinco pisos, mais um recuado.

Várias ideias mas nada definido

Pedro Tavares da Silva, administrador da Leacock Investimentos, explicou ao DIÁRIO que "não há um projecto definido" para aquele local, existindo apenas "várias ideias sobre a mesa". Com a ressalva de que não está na posse de todos os pormenores do processo, já que a negociação com os inquilinos está a ser conduzido pelo seu irmão, Afonso Tavares da Silva (que se encontra fora do país e, por isso, incontactável), o administrador da empresa reconhece ainda assim uma certa morosidade associada à negociação. "Não podemos expulsar as pessoas", refere, acrescentando que os processo negociais têm-se resolvido sem grandes problemas. "A grande questão é que estas coisas são mesmo morosas", sublinha.

Pedro Tavares da Silva admite que algumas das casas apresentam-se bastante degradadas, contudo realça que "em nenhuma delas vivem pessoas". Do mesmo modo, garante que não existe qualquer perigo para quem ali circula. Já as casas ainda habitadas, acrescenta, têm condições de habitabilidade, razão pela qual os próprios inquilinos também ainda não tiveram pressa em sair.

"Aquele é um espaço nobre, por isso temos todo o interesse em encontrar uma solução o mais rapidamente possível", finaliza.


DN Madeira

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Nova rede de água para o Poço Barral

Autarquia funchalense aprovou ontem na habitual reunião camarária








A Câmara Municipal do Funchal (CMF) deliberou ontem, por unanimidade, na habitual reunião semanal, abrir concurso público para a renovação da rede de água no Caminho do Poço Barral, entre a Rotunda do Pilar e o Pico do Funcho.
De acordo com o vereador com o pelouro do Ambiente, Henrique Costa Neves, esta obra vai implicar a renovação total da rede de água, e está orçada em 220 mil euros.
Refira-se que este é mais um passo rumo ao desiderato da autarquia de renovação das redes de água e de esgotos em todo o concelho do Funchal.
Outras das decisões emanadas da reunião da autarquia estão relacionadas com a rede viária.
Neste âmbito, a edilidade decidiu proceder à expropriação de terrenos para a continuação de obras de arruamentos em curso, nomeadamente um terreno para que seja possível a continuação de uma obra do alargamento da Travessa dos Poços, no Monte. Além disso, foi votada e aprovada a proposta para apropriação de um terreno destinado ao prolongamento de um arruamento na Travessa da Quinta, no Lombo da Quinta, em São Gonçalo.

Plano do Castanheiro começou ontem a ser discutido



Tal como já havia sido anunciado, e de acordo com o Jornal Oficial da Região Autónoma da Madeira, II Série, 1º Suplemento, Número 21, de 3 de Fevereiro de 2010, começou ontem o período de discussão pública do Plano do Castanheiro.
Durante 20 dias úteis (com termo a 17 de Março), «a nova proposta do Plano, acompanhada do parecer da Comissão de Acompanhamento e demais entidades, estará exposta no edifício dos Paços do Município do Funchal, Departamento de Planeamento Estratégico, onde poderá ser consultada, nas horas normais de expediente, estando disponível uma estrutura de apoio e esclarecimento, onde todos os munícipes interessados poderão consultar o Plano acompanhados por um técnico do respectivo serviço», pode ler-se no site da Câmara.
Deste modo, e durante o referido período de discussão pública, todas as reclamações/observações/sugestões e pedidos de esclarecimento devem ser entregues no Departamento de Planeamento Estratégico, mediante impresso próprio, cedido no mesmo serviço, que se localiza no 1º andar do Edifício da Câmara Municipal do Funchal.


Jornal da Madeira

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

São Vicente terá carta de risco

Jorge Romeira está consciente de que politicamente plano pode ter custos elevados
Data: 17-02-2010





Decididos e empenhados. Estas bem poderiam ser os termos escolhidos para definirem o actual momento do executivo da Câmara Municipal de São Vicente, liderado por Jorge Romeira. O elenco camarário está determinado a apresentar juntamente com o Plano Director Municipal (actualmente em revisão) a carta de risco para todo o município, mesmo que "politicamente tenha custos elevados".

A expressão ficou registada na reunião de Câmara através do vice-presidente, João Monte, e a mesma serve para prever o que poderá estar para acontecer no concelho, logo após a entrada em vigor do documento. É que, de acordo com o presidente, haverá restrição à construção, particularmente em zonas próximas às ribeiras.

O desfecho da iniciativa resulta do histórico cíclico de calamidades ocorridas no Inverno, em especial, pela queda da forte pluviosidade. Aconteceu em 1979, quando então faleceram várias pessoas, soterradas a diversos desabamentos de terras. Mais recentemente a intempérie voltou a ensombrar a população vicentina ao destruir várias localidades. Desta vez sem vítimas a lamentar.

É por esta sucessão de fatalidades, que no final da sessão ordinária, Jorge Romeira, presidente da autarquia, juntou mais detalhes à preocupação do seu vereador, prevendo igualmente que a população possa ficar "contente" ou "descontente", conforme a Câmara "for mexendo nos interesses das pessoas".

Todavia, por detrás da intenção de conceber uma carta de risco para o concelho, estão outras mais alargadas e que o próprio médico-autarca dá conta: a prevenção e a segurança das populações. "Nós vamos prevenir de uma forma educacional, mas vai haver sempre problemas em São Vicente", precisou. Para já, a autarquia prepara pareceres especializados, nomeadamente do Laboratório Regional Engenharia Civil, do departamento de geologia da Universidade da Madeira e ainda do serviço de Hidráulica da Secretaria Regional do Equipamento Social "com intenção e limitação da construção inviáveis em termos de utilização pública", conforme frisou o edil.

A carta de risco está ser acompanhada pela equipa que está efectuar a revisão do PDM. A propósito, Jorge Romeira confirmou que elementos do executivo camarário reuniram esta semana em Coimbra no sentido de discutirem as intenções políticas e adequá-las ao plano. A ideia é "sobrepor à 'zonação' do PDM", disse Romeira ao DIÁRIO.

O autarca eleito pelo PSD, embora tenha delegado a pasta do urbanismo, o presidente observa que "não havia desordenamento na construção no concelho".

O que é uma carta de risco

De forma resumida, trata-se de um conjunto de conceitos dos riscos naturais e em particular o tratamento dos riscos geológicos. O planeamento, ordenamento do território e da preservação da sua envolvente ambiental são alvo preferencial de um estudo.

A previsão do momento em que riscos naturais possam ocorrer e a prevenção e correcção de danos é o objectivo destes cartas "Com base na informação recolhida nas cartas de riscos, podem estabelecer-se normas de carácter preventivo, determinar prioridades quanto às medidas correctivas dos danos, estabelecer planos de protecção civil e implementar sistemas de vigilância dos fenómenos e alerta às populações", isto mesmo poderá ler-se do excerto de um estudo de Luís Manuel Simões, professor e director do curso de Engenharia do Ambiente da Escola Superior Tecnologia de Viseu.

DN Madeira

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Grupo de trabalho ultima obras na marina e Avenida

Primeiro avança a APRAM e, no ano que vem, a Câmara






A Câmara Municipal do Funchal e a APRAM constituíram um grupo de trabalho, tendo em vista a elaboração de um projecto global para a recuperação da Marina do Funchal, assim como a terceira fase de remodelação da Avenida do Mar, na zona compreendida entre o bar “Verdinho” e a Ribeira de São João.
Bruno Pereira confirmou ao JM que a autarquia já foi contactada pela equipa de projectistas responsável pela elaboração do projecto de renovação da Marina, liderada pela arquitecta Isabel Ferreira, tendo a Câmara, por sua vez, designado uma arquitecta e uma arquitecta paisagista. O vice-presidente da autarquia explica que o que se pretende é uma integração dos terraços da Marina com a Avenida do Mar, um espaço que, salienta, está hoje muito pouco aproveitado e pouco apelativo.
Bruno Pereira revela que as orientações dadas ao grupo de trabalho passam, basicamente, por abrir mais as zonas verdes existentes, sendo que a Câmara pondera, agora, retirar as palmeiras de Canárias que na década de 80 foram plantadas entre o alinhamento de plátanos e reutilizá-las noutros jardins.
Outro aspecto transmitido foi o de que é necessário dar continuidade às obras que vêm do lado da ETAR rumo a oeste, nomeadamente, a utilização da calçada portuguesa.
Bruno Pereira atenta, igualmente, que esta intervenção vai incidir numa zona onde existem muitos monumentos. «O que foi transmitido é que eles deverão ser salvaguardados, mas integrados numa nova linha, à semelhança do que se passa no resto da Avenida do Mar», explicou.
A Câmara pretende também compatibilizar toda esta intervenção com o que está a ser feito pela Sociedade de Desenvolvimento junto ao cais norte do porto do Funchal. Mas, há mais. «Posso dizer também que outra das questões transmitida à equipa é que, em relação à entrada do cais, as fontes que lá existem - um investimento também dos anos 80/90 – são para manter».
Uma última questão prende-se com o efeito quase de barreira que apresenta o separador central da Avenida do Mar. «Queremos saber se aqueles alinhamentos arbóreos, feitos por palmeiras e, mais recentemente, cevadilha, se se justifica», concluiu.


Jornal da Madeira