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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Torneio de Pesca Madeira Blue Marlin aposta na Promoção da Madeira

Promoção no facebook






Data: 06-02-2010

A terceira edição do Madeira Blue Marlin - Troféu Dr. António Ribeiro, evento organizado pelo Big Game Clube de Portugal e pela Marina da Calheta, terá lugar este ano entre os dias 11, 12 e 13 de Junho nos mares da Calheta. Depois do sucesso alcançado no primeiro e segundo torneio, a organização prevê que nesta edição de 2010 participem mais de 25 equipas, superando assim as 15 que marcaram presença no ano passado.

Para além das equipas madeirenses, a organização conta com as participações de equipas oriundas dos Açores, de Portugal Continental, do Reino Unido, da Alemanha, do Luxemburgo, de Espanha e Ilhas Canárias, da África do Sul, de Trinidad e Tobago bem como dos Estados Unidos da América. A exemplo do verificado nas edições anteriores, esta competição é específica à espécie 'Blue Marlin' (Makaira nigicans) e na modalidade sem morte ou 'All Release', razão pela qual as equipas terão de se apresentar munidas com câmara de filmar e máquina fotográfica, meios com os quais farão o registo de eventuais combates.

Este III Troféu qualifica para o IGFA - Offshore World Championship 2011 e está igualmente integrado no circuito 'Big Game Fishing', cujo vencedor irá representar o Big Game Clube de Portugal no 'Hawaiian International Billfish Tournament', que terá lugar no Havai no próximo ano. Quanto à constituição das equipas, as mesmas deverão ter no mínimo três elementos e seis no máximo, incluindo o responsável por filmar os momentos da acção de pesca para validação.

A taxa de inscrição para os dois dias do torneio (12 e 13 de Junho) é de 600 euros por barco, e inclui todos os eventos sociais: dia 11 - 'Welcome Cocktail'; 12 - Jantar equipas e o jantar de Gala e cerimónia de entrega de prémios. Recorde-se que este torneio surgiu com a intenção de honrar e perpetuar o nome do médico e cirurgião madeirense António Ribeiro que, aos 96 anos, é provavelmente a mais antiga lenda viva de todos os pescadores destes peixes de bico.



DN Madeira

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Relatório sugere medidas favoráveis à Madeira e Açores

Aprovado pela Comissão das Pescas do Parlamento Europeu







O relatório de Maria do Céu Patrão Neves foi elaborado no âmbito do processo de consultas do Livro Verde da Reforma da Política Comum de Pescas, lançado pela Comissão Europeia.
Entre as propostas dos eurodeputados contam-se aumento das responsabilidades dos pescadores, a melhoria das artes de pesca e a adopção de modelos de gestão complementares do sistema de quotas.
Actualmente, as possibilidades de pesca na UE são limitadas por totais admissíveis de capturas (TAC), distribuídos em quotas pelos estados-membros.
A fórmula elaborada para a distribuição das quotas tem em conta uma série de factores, nomeadamente o historial das capturas do estado-membro em causa, garantindo uma percentagem fixa na repartição dos TAC.
O relatório da eurodeputada açoriana prevê ainda um reforço da subsidiariedade, ou seja do papel dos estados-membros, e uma abordagem regional da pesca, que tenha em conta as particularidades locais dos mares e das frotas da União Europeia.
O relatório salienta a importâncias das pescas nas regiões ultraperiféricas, como os Açores e Madeira, sugerindo medidas de discriminação positiva, nomeadamente na promoção da modernização da frota e apoio à pesca artesanal.
O relatório será votado pelo plenário do Parlamento Europeu já em Fevereiro e o resultado das consultas do Livro Verde deverá ser apresentado pela Comissão Europeia em Março.
Com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, o Parlamento Europeu tem poder de co-decisão nas propostas legislativas para a área das Pescas.
Este relatório vai de encontro às pretensões da Região Autónoma da Madeira que defende também uma discriminação positiva para o seu sector piscatório, quer em termos de quotas de pesca (sobretudo no que se refere à captura do peixe espada-preto) quer em termos de apoios à modernização da sua frota.
A Região, segundo disse recentemente o secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António Correia, já formalizou a sua posição junto da UE sobre esta matéria, salientando o carácter sustentável e artesanal da sua actividade piscatória, que não deve ser prejudicado face à pesca intensiva praticada por frotas de outros países e regiões europeias, isto além de reinvindicar a não aplicação das restrições que estão impostas a outras regiões, nomeadamente a proibição de construção de barcos novos com apoios comunitários.



Jornal da Madeira

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O novo guia de navegação terá 180 páginas, sendo 20 dedicadas à Região




(Donald Street Jr)



Data: 28-01-2010

O novo guia de navegação transatlântica 'Transatlantic Crossing Guide', que será publicado no Verão de 2011, dedicará 20 páginas às marinas, portos de recreio, porto do Funchal e do Porto Santo, ancoradouros e estaleiros náuticos existentes na Madeira e Porto Santo.

A recolha de dados e de informação actualizada relativa às infra-estruturas náuticas existentes na Região está a ser efectuada por Donald Street Jr., um norte-americano que se deslocou propositadamente à Madeira a fim de reunir os elementos necessários que irão constar na sua nova publicação. No decorrer desta sua passagem pela Região já realizou reuniões com a Administração de Portos da Madeira (APRAM), com as Marinas do Funchal e da Quinta do Lorde, com o porto de Recreio da Calheta, tendo visitado igualmente o estaleiro naval de Água de Pena e o Centro Costeiro de Salvamento Marítimo. No próximo sábado deslocar-se-á ao Porto Santo para recolher dados e informações das infra-estruturas náuticas existentes naquela ilha, estando igualmente agendadas reuniões com a Marina do Porto Santo e com o responsável local da APRAM.

Para além do guia, os dados agora recolhidos serão igualmente usados pela IMRAY na actualização das cartas náuticas que serão publicadas em Janeiro de 2011 em formato digital e, posteriormente, em papel. Donald Street Jr conta no seu currículo com 92 travessias transatlânticas, algumas delas efectuadas do mítico veleiro IOLAIRE, no qual navegou 52 anos, 39 dos quais sem qualquer motor. Editor de vários livros, Dvd's e Guias de navegação é essencialmente um navegador que tem ao longo de 52 anos de navegação no Atlântico e Caraíbas, disponibilizado informação importante a todos os que pretendem cruzar o Atlântico e navegar nas Caraíbas. Os seus livros têm despoletado o interesse dos navegadores por novas áreas e promovido o turismo em regiões outrora pouco conhecidas pelos navegadores. É além disso, desde 1966, responsável pela actualização da informação constante nas cartas náuticas da IMRAY, o maior editor do mundo de cartas náuticas em formato papel e digital. É também cooperador dos Institutos Hidrográficos e navegação Britânicos e Americanos na área de cartografia. Donald Street Jr trabalha também com a seguradora marítima LLoyds of London, na preparação de contratos de seguro e peritagens. Tem mais de 350 artigos publicados em revistas de vela, traduzidos em vários idiomas, nomeadamente em Inglês, Francês e Alemão.

De referir que esta visita à Região conta com o apoio da Quinta do Lorde em cooperação com a Associação de Promoção da Madeira.

Palestra hoje


Donald. Street Jr. dará hoje, pelas 18 horas, na Quinta do Lorde, uma palestra subordinada ao tema 'Navegação oceânica nas ilhas atlânticas'. Dada a sua vivência enquanto marinheiro, abordará questões relacionadas com cartas de navegação elucidando-as com base em experiências vividas. A palestra será aberta a todos os nautas madeirenses.


DN Madeira

domingo, 24 de janeiro de 2010

'Ídolos' em contagem decrescente



Data: 24-01-2010

O 'Ídolos' fica hoje reduzido a três finalistas. Os dois concorrentes menos votados vão dizer adeus ao concurso que por todo o mundo tem movimentado milhares de jovens em busca do sonho.

Depois de ter salvo a Solange Hilário na gala do passado domingo, o júri agora pouco mais pode fazer do que dar a sua opinião. As tendências têm sido reveladas nos comentários, mas o público, segundo a produtora, é quem decide e a prova disso, poderá mesmo alegar a Fremantle, é que a Inês Laranjeira tendo tido, segundo o painel de jurados, a pior prestação, acabou por não ser a menos votada no passado domingo.

Filipe Pinto, Carlos Costa e Diana Piedade foram os concorrentes mais votados na última gala. A confirmar-se a intenção de voto, são os finalistas. Mas pode haver surpresas.

Esta noite a música está relacionada com próprios concorrentes, sendo um dos temas a escolher referente ao ano em que cada um nasceu. A segunda, mais abrangente, será um sucesso do Século XXI. O madeirense Carlos Costa, de 17 anos, é um dos mais jovens, juntamente com a Solange Hilário e a Inês Laranjeira, ambas de 16 anos. Vai cantar 'One', dos U2, e 'Say my Name', de Destiny's Child.

A Diana Piedade, que tem ligação à Madeira através da mãe, tem 24 anos e é a mais velha dos cinco. Vai cantar 'Dancing in The Street', de David Bowie/Mick Jagger, e 'Crazy' de Gnarls Barkley.

Filipe Pinto, de 21 anos, vai interpretar 'Sweet Child of Mine', dos Guns'n Roses, e 'Drive', dos Incubus, enquanto 'Shape of my Heart', de Sting, e 'Last Night', de Adele, são os temas para Inês Laranjeira. Solange Hilário vai tentar conquistar o público com 'Without You', de Mariah Carey, e 'Hush Hush', das Pussycat Dolls.

Como anunciado na gala passada, o público foi convidado a dar a sua opinião sobre quais os temas a interpretar pelos finalistas.

760 300 505 é o número para votar na Solange. A terminação 507 é para dar o voto a Diana, a 508 para o Carlos, a 514 para o Filipe e a 515 para a Inês. O público pode votar desde o início da gala, que começa pouco depois das 22 horas. O custo da chamada é de 60 cêntimos + IVA.


DN Madeira

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Financiamento para Barreirinha é prioridade da Câmara (Funchal)

Avaliações dos prejuízos prosseguem no terreno mas ainda vai demorar até arranque das obras


Antes do Temporal


Depois do Temporal



A Câmara Municipal do Funchal continua a proceder à avaliação dos prejuízos causados pelo mau tempo no complexo balnear da Barreirinha e, para já, prefere não comprometer-se com prazos para o início das obras de recuperação daquele espaço. Bruno Pereira diz que, neste momento, estão a ser equacionadas várias possibilidades em termos de soluções de financiamento, mas é mais do que garantido que aquela praia não vai estar acessível à população na próxima época balnear. A previsão aponta que os procedimentos possam ser lançados apenas no final deste ano.
Neste momento, a maior preocupação prende-se com os trabalhos de protecção marítima do Lido e da Barreirinha, mas Bruno Pereira releva que é necessário ter a noção do que isso significa em termos de custos para a autarquia. Diz mesmo que o ideal seria uma linha de endividamento própria, recordando, a propósito, que as Câmaras estão sujeitas a um endividamento máximo. Adverte, por outro lado que a edilidade não pode assumir uma obra de quatro ou cinco milhões, sob pena de não poder fazer outras muito importantes para o concelho, como estradas e escolas.
Questionado quanto à possibilidade de a intervenção naquela praia poder contemplar novos melhoramentos, Bruno Pereira sublinhou que a grande questão prende-se com a extensão da obra. Acrescenta que, neste momento, já dispõe de avaliações internas, mas adverte que há outros problemas ao nível do próprio equipamento.
Quanto aos restantes complexos balneares, Ponta Gorda, Lido, Praia Formosa e Doca do Cavacas, o vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal garante que vão estar a funcionar normalmente, inclusive, no período da Páscoa. Ainda assim, revela que a grande preocupação é o Lido. «A piscina, neste momento, tem algumas fendas pequenas e está a verter alguma água com a variação da maré, pelo que estamos a ver se conseguimos uma solução barata e rápida, de forma a que na Páscoa esteja em funcionamento. Não a 100 por cento como no Verão, mas de forma normal, quer a piscina quer o acesso ao mar. Depois, encerrará para obras durante algum tempo», explicou.
A outro nível, há também algumas vedações estragadas e as bordaduras de alguns degraus apresentam-se danificados, o que pode resultar em alguns cortes para quem ali circula descalço. Será ainda necessário proceder à nivelação de pavimentos e uma revisão geral de bombas. A este nível, Bruno Pereira garante que a verba inscrita no orçamento da Câmara é suficiente para cobrir os prejuízos.
No que toca ao Lido, o número dois da autarquia aproveita para recordar que o Lido é uma obra com cerca de 28 anos e que, como qualquer infra-estrutura pública desta natureza, requer sempre obras, minimizando assim, algumas críticas que têm vindo a público. «Quem diz o contrário ou é ignorante ou está de má fé. Todos os senhores proprietários de plataformas marítimas – sejam hoteleiros, municipais ou privados – sabem que quem tem este tipo de infra-estruturas tem que proceder a custos de manutenção. Quando ouço falar em coisas como planos da orla costeira não consigo perceber o que uma coisa tem a ver com a outra. A não ser que se chegue à conclusão que não é importante ter complexos balneares para a população e que é melhor que essas arribas estejam como estavam antigamente com um conjunto de poças em que as pessoas iriam lá alegremente tomar um banho sem o mínimo de condições», critica.
Bruno Pereira lembra que já por diversas vezes a Câmara anunciou que quer proceder a uma grande recuperação do Lido, projecto este que torna-se inviável, atendendo às condições económicas, nomeadamente, a impossibilidade de recorrer ao crédito.


Jornal da Madeira

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Promoção das marinas da Quinta do Lorde e Porto Santo em Londres





Data: 11-01-2010

As Marinas da Quinta do Lorde (Quinta do Lorde e Porto Santo) estão presentes, desde anteontem e até ao próximo dia 13 de Janeiro, na 'Tullet Prebon London International Boat Show', uma das mais prestigiadas feiras náuticas internacionais.

A feira, que decorre em Excell, próximo do rio Thames, engloba cerca de 500 expositores de todo o mundo, uma oportunidade para mostrar as últimas novidades da náutica de recreio.

A representação das Marinas Quinta do Lorde está a cargo de Cátia Carvalho que, desde Londres, referiu ao DIÁRIO a importância da participação neste tipo de certames salientando que o mesmo está "a ser visitado por milhares de pessoas, de diferentes países, mormente relacionadas e com interesse nas questões náuticas. Os contactos estão a decorrer em bom ritmo e há curiosidade por parte dos visitantes em querer saber mais sobre as nossas marinas, dos serviços que prestamos bem como da própria Região".

Esta é a terceira participação da Quinta do Lorde neste evento e, para além do contacto directo com os visitantes, a empresa pretende-promover as marinas e estaleiros junto de clubes de cruzeiro e organizações de regatas, referiu aquela responsável.

Mais regatas Atlânticas
Aproveitando a presença neste certame, Cátia Carvalho salientou ainda que esta entidade conta "estar presentes no Atlantic Circuit Forum, o qual marca o início da preparação dos velejadores participantes no ARC 2010 e que anualmente agrupa cerca de 250 barcos para cruzar o Atlântico, o maior cruzeiro organizado até à data. São cada vez mais, e em maior número, as organizações/Clubes que aproveitam a feira para apresentarem e promoverem as regatas Atlânticas, que procuram marinas e demais serviços de apoio no decorrer das respectivas regatas". A exemplo do verificado nas participações anteriores, serão renovados os contactos com as principais editoras de cartas náuticas e de guias de cruzeiro do Atlântico, "pois é uma forma de conferir/actualizar as informações relativas às nossas marinas bem como à própria Madeira", acrescentou.

Um dos novos produtos apresentados nesta feira é o 'Solar Stik', que produz energia eléctrica a partir de um sistema solar e eólico. Está projectado para embarcações à vela, entre os 7-18 metros, e permite a utilização a bordo de equipamento que funcionem a 12 vDC. Robustamente construído para suportar os elementos do oceano aberto, tem resistido a rigorosos testes de água. A instalação pode ser realizada normalmente em apenas 4-5 horas e o seu peso total excede os 37 kg, dependendo da opção de montagem utilizada.


DN Madeira

domingo, 27 de dezembro de 2009

MEGAITE DE LUXO REFUGIA-SE DO MAU TEMPO NA COSTA NORTE DA MADEIRA.

Um barco misterioso

Data: 27-12-2009

Durante dois dias a imagem sinistra intrigou os que circularam nas estradas do norte da ilha. Um navio de silhueta invulgar pairou ao largo, numa imagem que os madeirenses se habituaram a ver apenas nos filmes de ficção. Dezenas de chamadas alertaram-nos para a presença deste barco esquisito, que o DIÁRIO descobriu ser o megaiate motorizado 'A' , que procurou abrigo na costa Norte da ilha da Madeira dada as condições de mau tempo.

Baptizado de simplesmente 'A', as iniciais do seu nome bem como da sua esposa Aleksandra, o mesmo pertence ao bilionário russo Andrey Melnichenko e é um dos seus mais recentes 'brinquedos', um luxo de 119 metros de comprimento e que teve um custo de construção na ordem dos 150 milhões de euros.

Construído sob enorme secretismo nos estaleiros alemães Blohm+Voss, em Hamurgo, ostentou durante a sua construção a designação de 'Sigma SF 99' , sob projecto do desenhador naval francês Philippe Starck, responsável também pelo desenho interior deste megaiate. Com data de construção de 2008, foi lançado à água no dia 3 de Janeiro deste ano e realizou as primeiras provas de mar a 12 de Março. Com uma arqueação bruta de 5.500 toneladas, está equipado com dois motores diesel de 6.035 hp/cada, os quais garantem uma velocidade máxima de 25 nós. A sua proa bem como as linhas rectas que caracterização este inédito megaiate, foram concebidas com a finalidade de garantir boas velocidades durante a navegação. De notar que em movimento e a grande velocidade o 'A' corta a água sem produzir os habituais salpicos de água. Projectado com o objectivo de garantir uma enorme privacidade e segurança aos seus proprietários, todos os acessos ao interior do megaiate são controlados através de um circuito fechado de TV, sensores de movimento e códigos de acessos a determinadas áreas do mesmo, com a particularidade do acesso à suite principal, a do casal Melnichenko, se processar com reconhecimento digital.

O 'A' ocupa actualmente a 11ª posição no ranking dos maiores iates motorizados do mundo, tabela que continua a ser liderada pelo 'Dubai', que com os seus 162 metros mantém-se, desde o ano de 2006, no top da referida lista.

À proa, este megaiate disponibiliza um heliporto, o meio de transporte muitas vezes utilizado pelo casal para embarcar e desembarcar do 'A'. Os tanques de combustível têm capacidade para receber 757.000 de gasóleo, o que atestar este "brinquedo" significa qualquer coisa como 1 milhão de euros.

Para passear ao longo dos roteiros turísticos do Mediterraneo e também nas Caraíbas, o 'A' esconde no seu interior dois iates de 9,40 metros. O rol de tripulantes deste luxuoso iate emprega 35 elementos, entre equipas de marinheiros, cozinheiros, animadores e seguranças. De forma a garantir uma maior privacidade visual a partir do exterior, os vidros aplicados no 'A' não permitem aos curiosos ver para além do casco. Já do interior, a visão para o exterior é total. O ideal para as celebridades que querem fugir de fotógrafos!


Video do A filmado em Palma de Mallorca

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

'Trivago' coloca praias do Funchal no top 5 europeu

Estudo do portal espanhol atribui 4º lugar num ranking de reputação 'on-line'
Data: 15-12-2009



As praias do Funchal figuram no top 5 das praias europeias, de acordo com um 'ranking' feito aos 50 destinos de litoral da Europa mais procurados em 2009.

O 'ranking' resulta de um estudo realizado por 'www.trivago.es', uma entidade baseada na Internet que compara preços de hotéis e que se afirma como líder europeu nesta actividade. A análise visou aferir sobre a reputação 'on-line' de destinos de praia do Velho Continente.

À frente da capital madeirense, a qual obteve uma valorização média da ordem dos 79,31%, ficaram, por ordem ascendente, o destino italiano de Sorrento, na Campania; as praias alemãs de Binz, em Rügen; e, em primeiro, Belek, na Riviera Turca (80,31%).

Apesar de a Espanha contar com 16 destinos na lista e ser o país mais procurado, não se encontra um ponto da costa de 'nuestros hermanos' senão no 10º lugar: Palma de Mallorca, com 77,21%. Lagos, no Algarve, surge em 13º, com 76,38%.

Nos antípodas do 'ranking' ficaram, entre o 46 e 50º lugar, por ordem descendente, os destinos de Benidorm, situado na Costa Blanca espanhola; as praias francesas de Nica, na Costa Azul; Sant Antoni, Ibiza; Lloret de Marm, Costa Brava; e El Arenal, Mallorca (estes três últimos também são espanhóis).

O portal 'www.trivago.es' é um comparador de preços de hotéis que facilita os processos de selecção e reserva graças a uma base de dados com mais de 400000 hotéis em todo o mundo, segundo se anuncia na sua morada virtual, a qual é visitada, em média, por 7 milhões por visitas por mês.

Os autores do estudo salientaram, na sua apresnetação, o cada vez maior interesse suscitado pelos conteúdos gerados pelos utilizadores da Internet e a importância que estes vêm representando para o sector turístico e hoteleiro, já que a reputação na 'net' é, em muitos casos, determinante no processo de decisão e de compra do cliente.

O estudo sobre a reputação 'on-line' dos 50 destinos de praia europeus mais procurados em todas as plataformas internacionais do Trivago teve em conta as valorizações e opiniões que se publicam na Internet sobre os alojamentos oferecidos em cada região ou cidade.

No total, a sondagem analisou 382186 opiniões em 4090 alojamentos, tendo a recolha aproveitado a parceira que o Trivago mantém com outros portais do sector turístico e hoteleiro, designadamente o 'Tripadvisor', 'Hotel.info', 'Booking', 'Holidaycheck' e 'Venere'.



DN Madeira

sábado, 12 de dezembro de 2009

Estudo do fundo do mar posiciona Selvagens no GPS

Projecto entre Marinha e Governo permite 'ligar' estas ilhas à Madeira e P. Santo
Data: 12-12-2009



A estrutura do fundo do mar de uma extensa área (70x70 Km) das Ilhas Selvagens está a ser estudada, através de um sistema GPS, que permitirá saber, em concreto, qual a real ligação entre estas e as ilhas da Madeira e também do Porto Santo. Para dar continuidade ao projecto foi ontem assinado um protocolo e um acordo entre o Instituto Hidrográfico (IH) da Marina Portuguesa e a Direcção Regional de Informação Geografia e Ordenamento do Território (DRIGOT).

O protocolo de cooperação e o acordo bilateral para a área comercial foram assinados pelos responsáveis das duas entidades, numa cerimónia a bordo do navio 'NRP Almirante Gago Coutinho, atracado no cais norte do Porto do Funchal, contando com a presença de várias instituições militares e civis, entre as quais o secretário regional do Equipamento Social.

Santos Costa aproveitou para assinalar a importância que o protocolo tem para a Região, fruto de uma colaboração que já vem sendo desenvolvida entre o IH e a DRIGOT, no âmbito das competências que o Governo tem no litoral. "Permite-nos conhecer os fundos marítimos que envolvem as ilhas do arquipélago, em especial com a colocação de GPS (Sistema de Posicionamento Global) nas Selvagens, que até agora não existiam", realça. "É, para mim, o aspecto mais significativo do protocolo, para além da continuidade de colaborações futuras, pois neste momento uma equipa da DRIGOT está a colocar uma antena GPS na Selvagem Grande, permitindo que aquele território fique geo-referenciado de forma rigorosa, a nível internacional, como fazendo parte da Região Autónoma da Madeira e de Portugal", conclui.

O trabalho que a 'NRP Almirante Gago Coutinho' fez ao longo de 11 dias no mar das Selvagens permitiu a colocação de oito estações GPS (cinco na Selvagem Grande, e outras três na Selvagem Pequena, Madeira e Porto Santo, respectivamente), permitirá observar 24 horas seguidas os fundos marinhos, altitudes das rochas submersas (existem muitos mais do que as conhecidas pelas antigas cartas marítimas).

A missão de investigação de cariz científico que este navio da Marinha Portuguesa tem realizado já acumulou 888 dias de mar e sondou uma área de 1.700.000 Km2, equivalente à Zona Económica Exclusiva portuguesa. A tripulação do 'Gago Coutinho' é composta por 34 marinheiros e ainda tem espaço para receber até 15 investigadores, numa autonomia de mar de 60 dias.


DN Madeira

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Pinheiro enfeita fundo do mar

Data: 10-12-2009

Desde o passado sábado que as pessoas que fazem mergulho junto ao Hotel Pestana Palms se surpreendem com uma árvore de Natal 'aquática'.

A iniciativa inédita partiu da Escola 'Tubarão Madeira Mergulho'. Wally Charné, sócia-gerente da escola, diz que a ideia surgiu com as decorações natalícias da cidade do Funchal. "O Funchal já está todo decorado e então quisemos fazer algo engraçado para os nosso clientes quando vêm mergulhar".

No último sábado, um grupo de amigos e instrutores da 'Tubarão Madeira Mergulho' juntou-se para colocar a árvore no fundo do mar e decorá-la. Wally diz que não foi uma 'operação' difícil nem muito prolongada. O pinheiro foi devidamente preparado e encheram-se de água as bolas de Natal para que não flutuassem.

Para fixar a árvore no fundo, os responsáveis pela iniciativa aproveitaram uma escada de madeira que há algum tempo foi trazida pelo mau tempo para a zona. O pinheiro foi então preso com 'braçadeiras' para que aguente o máximo de tempo possível e, depois de estar bem seguro, foi decorado. A sócia-gerente da escola garante ainda que nos últimos dias a árvore mantém-se inalterada e até os peixes já se habituaram à decoração, tentando até comer as bolas que foram colocadas no pinheiro.

Se o tempo aguentar e não houver nenhum 'temporal', os responsáveis da 'Tubarão Madeira Mergulho' garantem que há condições para que a árvore permaneça no fundo do mar até o ano novo. Depois, será retirada e se estiver em bom estado, deverá ser novamente colocada no mesmo sítio em Dezembro de 2010.








DN Madeira

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Região luta por apoio a bens transportados

Para assegurar o desenvolvimento da Madeira e do Porto Santo








A secretária regional do Turismo e Transportes defendeu ontem que a política europeia, no que diz respeito às auto-estradas marítimas - não contemplando, neste momento, medidas que possam ser muito utéis para uma região como a nossa- poderá vir a ser revista.
O objectivo é que sejam contemplados mecanismos que permitam a facilitação, não apenas do transporte de mercadorias mas também um apoio financeiro dirigido sobretudo aos bens de primeira necessidade e às matérias-primas que são necessárias ao desenvolvimento da Região.
Conceição Estudante falava à comunicação social momentos antes de ter início, no espaço Infoart da Secretaria Regional do Turismo, uma reunião da Conferência das Regiões Ultraperiféricas Marítimas da Europa sobre os apoios europeus no âmbito dos transportes marítimos.
A governante adiantou inclusive que naquele encontro iriam ser deixadas duas sugestões em cima da mesa. Uma tem a ver com o apoio ao desenvolvimento e às infra-estruturas portuárias da Região. «Já houve medidas no passado, que foram extremamente importantes como todos nós estamos lembrados», referiu a secretária regional do Turismo e Transportes, reportando-se à criação do Porto do Caniçal, do Porto do Porto Santo e até do próprio Porto do Funchal e seus melhoramentos.
«Estes deverão ter continuidade no desenvolvimento dos futuros apoios da União Europeia à Região», sublinhou a secretária regional do Turismo.
Serão estas, aliás, «as duas vias de suporte que achamos possíveis: apoio às infra-estruturas e apoio aos bens que se transportam», concretizou a governante com a pasta dos transportes.
Na Madeira, ainda segundo acrescentou, «nós não pretendemos criar nenhum “Hub” de transporte inter-regiões. Não é essa a nossa vocação, nem a nossa dimensão. Mas podemos vir a beneficiar do “Hub” que se está a criar nomeadamente em Lisboa, como porto de passagem e de entrada de muitos bens para a Europa».
A secretária regional do Turismo e Transportes defende que estando à distância em que se encontra e fazendo parte do mesmo país, a Madeira pode ter alguma vantagem que vai tentar encontrar para o futuro, dando sugestões à União Europeia.
«O que nos interessa é que as mercadorias cá cheguem de uma forma em que se assegure um dos princípios que hoje está consagrado no Tratado de Lisboa, que é o princípio da continuidade territorial», adiantou ainda aquela responsável.
Questionada sobre se está equacionada a ampliação do Porto do Funchal, a secretária regional respondeu que tudo se pode equacionar. No entanto, o futuro está por escrever e as decisões por tomar.

Valente de Oliveira diz que RAM não pode ficar à parte

O Coordenador Europeu para as Auto-Estradas do Mar falou também aos jornalistas à margem da reunião da Conferência das Regiões Ultraperiféricas Marítimas da Europa. Valente de Oliveira admitiu que as ilhas têm problemas complicados, de acessibilidade cara.
«O que vou perguntar aos representantes das diversas ilhas - Madeira ,Açores, Canárias e Martinica-é saber o que podemos fazer para tornar essa possibilidade (particularmente as cargas) mais eficaz, mais fluída e mais adequada», explicou o Coordenador Europeu para as Auto-Estradas do Mar. Posteriormente, ainda segundo adiantou, vamos ver como «é que se faz uma melhor integração destes espaços periféricos ou ultra-periféricos (como foram chamados em tempos) e se tornam mais espaços da Europa». Por outro lado, «vamos ver como é que os mesmos espaços podem servir de “antenas” da Europa nos locais em que estão colocados», adiantou ainda.
Valente de Oliveira é de opinião que este grupo de regiões não pode ficar à parte quando estão a ser esforços muito grandes. Portanto, «vamos passar o dia a ouvir e analisar quais as propostas que fazem de reflexão todas as ilhas que aqui estão a convite da Madeira», referiu.



Jornal da Madeira

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O naufrágio do Varuna na imprensa nova-iorquina



A imprensa internacional acompanhou, a par e passo, o naufrágio do veleiro pertença do 'mais rico americano solteiro' do início do século XX, acontecido nos mares do Porto Moniz

O Varuna era construído em aço, tinha duas hélices, deslocava-se a uma velocidade máxima de 17 nós, e o seu interior estava luxuosamente decorado.
Data: 29-11-2009



Quem era E. Higgins




Na sequência do artigo de Patrícia Gaspar nesta mesma revista 'Mais' - no passado dia 15 -, sobre o destino trágico do Varuna traçado na costa norte da Madeira, a 16 de Novembro de 1909, fizemos uma pesquisa na coeva imprensa nova-iorquina, nomeadamente o New York Times (NYT), o New York Daily Tribune (NYDT) e o The Sun, a fim de constatarmos o modo pelo qual este acidente foi ali retratado, e confrontar esses dados com alguns que, na altura, foram publicados no Diário de Notícias.

Eugene Higgins (1860-1948), o proprietário do Varuna, era o herdeiro da fortuna do seu pai, que esteve ligado ao fabrico de carpetes. Possuía uma residência em Nova Iorque no cruzamento da 5th Avenue com a 34th Street, então a Meca da alta sociedade nova-iorquina, e onde actualmente se situa o Empire State Building. Era um 'bon vivant', que vivia sem preocupações, dedicando-se a viajar pelo mundo a bordo do seu iate. Para além disso, era também um desportista apaixonado pelo golfe, hipismo e esgrima, tendo sido, inclusivamente, o campeão nacional americano desta última modalidade em 1888.

A construção do Varuna Um artigo do NYT de 22 de Novembro de 1896, redigido pelo seu correspondente em Glasgow, na Escócia, referia que o Varuna, iate de 1500 toneladas construído num estaleiro naval de A. & J. Inglis of Pointhouse Partick, junto ao rio Clyde, já havia sido lançado à água e estava quase pronto para ser entregue ao seu proprietário, o milionário nova-iorquino Eugene Higgins. Referia que nenhum membro da nobreza britânica e ainda muitas cabeças coroadas da Europa não se podiam gabar de possuir um barco semelhante. O Varuna era construído em aço, tinha duas hélices, deslocava-se a uma velocidade máxima de 17 nós, era pintado de branco e o seu interior estava luxuosamente decorado, da proa à popa. Este iate possuía ainda amplos camarotes para o seu dono e convidados, revestidos em madeira de carvalho, e ainda alojamento para a numerosa tripulação. Tinha, ainda, estabilizadores, para proporcionar maior conforto aos passageiros durante as travessias marítimas mais agitadas, e entre as suas várias inovações contavam-se compartimentos de contra-afundamento, de modo a manter o iate a flutuar em caso de acidente.

Algumas curiosidades No livro 'Seductive journey: American tourists in France from Jefferson to the Jazz Age', de Harvey A. Levenstein, encontrámos a referência de que em 1897 o iate a vapor Varuna, de 306 pés de comprimento (93 metros), bateu o recorde da travessia do Atlântico em navios da sua categoria, indo dos Estados Unidos da América à França, com uma tripulação de 66 tripulantes, em apenas oito dias. Citando um jornal da época, o 'Paris Herald' de 27 de Janeiro de 1897, este autor refere que uma das características surpreendentes do Varuna era um compartimento onde se encontravam armazenados vários tipos de armas, em número suficiente para a tripulação repelir um ataque de piratas, se acaso fosse necessário.

Num artigo do NYT, de 1 de Agosto de 1909, referente aos iates modernos e ao seu custo de manutenção, o Varuna, de Eugene Higgins, era listado junto do Margarita, de Anthony J. Drexel, do Nahma, de Robert Goelet, e do North Star, de Cornelius Vanderbilt, sendo que no caso dos três primeiros a construção do casco, em aço de primeira qualidade, a montagem das caldeiras, motores, e equipamento diversificado tais como mastros, âncoras, cabos e botes importava na módica quantia de 750.000 dólares. E para manter um iate desta categoria era preciso despender a quantia de 90.000 a 100.000 dólares por ano, isto sem contar com as despesas suplementares decorrentes das longas viagens marítimas, onde estava incluída uma factura astronómica em carvão - consumia cerca de 300 toneladas por mês, o que redundaria numa despesa mensal de cerca de 1800 dólares. Por esta altura havia 14 iates a vapor inscritos no New York Yacht Club, com mais de 1000 toneladas de arqueação bruta, e o Varuna, de Eugene Higgins, ocupava a quinta posição, o que era sinónimo da sua imponência.

No entanto, tanta sumptuosidade tinha o seu preço. Segundo um artigo vindo a público no New York Daily Tribune (NYDT) de 2 de Agosto de 1909, os iates de americanos que haviam sido construídos no estrangeiro deveriam começar a pagar uma elevada taxa anual às finanças. No mesmo artigo foi feita uma estimativa de quanto o proprietário do Varuna teria de desembolsar face a esta nova lei, e foi apurada a quantia anual de 11.011 dólares. A 3 de Outubro, o mesmo jornal referia que três proprietários de iates sobre os quais impendia a nova taxa haviam pago a nova contribuição fiscal, calculada em 7 dólares por tonelada ou em 35% ad valorem, mas que outros, incluindo os donos dos navios cujas fotos figuravam na respectiva página do jornal, e onde estava patente a do Varuna, estavam a contestar esta nova taxa nos tribunais.

O percurso do Varuna antes do acidente Segundo noticia o NYDT de 16 de Setembro de 1909, Eugene Higgins havia chegado na véspera a Nova Iorque a bordo do Varuna, após se ter demorado cerca de um ano no estrangeiro, tendo passado o último Inverno no Mediterrâneo, e que dentro de um dia ou dois iria para Newport (no estado de Rhode Island). Efectivamente, dois dias depois, o mesmo jornal publicou algumas notícias chegadas de Newport, na véspera, por via telegráfica, entre as quais se encontrava a de que este milionário havia chegado de Nova Iorque a bordo do seu iate, trazendo consigo um grupo de convidados, entre os quais se contava o Conde de Mazelière e Crosby Whitman, de Paris, e que se demorariam por aquela famosa estância balnear - onde os multimilionários tinham as suas mansões para passarem o Verão - durante uma semana.

Na edição de 6 de Novembro do The Sun, foi publicado um despacho enviado de Hamilton, nas Bermudas, no dia anterior, segundo o qual o iate Varuna, com o seu proprietário e um grupo de amigos a bordo chegara àquele local na véspera, e o navio, que havia saído de Nova Iorque na terça-feira anterior, tinha tido uma viagem tormentosa. Seria o prenúncio do destino fatal que o aguardava.

Dois dias depois, o mesmo jornal publicou um despacho telegráfico recebido no dia anterior, da mesma localidade, segundo o qual o iate Varuna havia partido na véspera, de manhã, rumo à Madeira.

O naufrágio do Varuna na imprensa Na edição de 17 de Novembro de 1909 do NYT, este jornal de referência publicou o conteúdo de um telegrama recebido da Madeira no dia anterior, referindo que o Varuna, pertencente a Eugene Higgins, membro do New York Yacht Club, havia encalhado na costa noroeste e que dois rebocadores haviam ido em assistência ao navio (um lapso, visto que, segundo afirmou na altura o DN, foram o Gavião e o Açor, navios de cabotagem, que foram em seu auxílio).

Esta mesma notícia foi ainda publicada no NYDT na edição do mesmo dia, acrescentando alguns dados sobre Eugene Higgins e o seu iate, cujas últimas notícias remontavam à sua saída das Bermudas, a 5 de Novembro. Sobre o seu proprietário foi referido que contava 41 anos de idade (na verdade tinha 49), possuía uma fortuna pessoal estimada em 50 milhões de dólares, era licenciado pela Universidade de Columbia, sendo ainda membro dos mais famosos clubes de iates de Nova Iorque e da Europa. Foi, ainda, referido que passava a maior parte do tempo no seu Varuna, onde mantinha a disciplina de um navio de guerra, e que todos os seus convidados tinham de agir em conformidade com as suas orientações.

Notícias do Funchal




Na edição do dia 18 do NYT foram publicadas notícias emitidas do Funchal na véspera, dando conta do facto de Eugene Higgins e seus convidados se encontrarem bem, apenas se registando um desaparecido, de entre os membros da tripulação. Noticiou também que aquando do encalhe do iate, às duas da manhã, foram lançados botes à água com o dono do barco e seus convidados, que foram desembarcados em Ponta Delgada, indo alguns botes até o Porto Moniz e São Vicente. Os tripulantes de outro bote foram salvos por um vapor que passava por perto e foram trazidos para o Funchal. Nada foi salvo do iate, que foi arrastado por ondas revoltas para a costa, caracterizada por altas falésias e pequenas baías. Acrescentava que alguns dos náufragos permaneceram na costa, perto do local do naufrágio, enquanto que outras pessoas do grupo foram para algumas aldeias, onde foram alojados e alimentados. Era ainda referido que o mar se encontrava muito agitado naquele dia e que o Varuna embatia violentamente contra as rochas, e que apesar da sua estrutura em aço o navio parecia estar perdido. Este artigo termina referindo que este era um dos iates mais apalaçados até então existentes. A par de alguns dados sobre a sua construção e características, foi referido que os livros da sua biblioteca estavam avaliados em vários milhares de dólares, e que desde que havia sido lançado à água, o seu proprietário havia passado a maior parte do tempo a navegar pelo mundo, passando quase todos os Invernos no Mediterrâneo e Verões em redor da costa de Newport e do Maine. Segundo esta fonte, o Varuna havia deixado Nova Iorque, com o seu proprietário e alguns convidados a bordo, a 2 de Novembro, e três dias depois tinha chegado às Bermudas, de onde saíra no dia 7, em direcção à Madeira, para onde o grupo pretendia seguir viagem para Gibraltar e Mediterrâneo. Este artigo terminava referindo que Eugene Higgins tinha 51 anos (na verdade, repete-se, tinha apenas 49), havia herdado a fortuna do seu pai e que era regularmente referido como sendo o solteiro mais rico da América. A edição do mesmo dia do NYDT repetiu praticamente ipsis verbis o que noticiou o NYT, acrescentando que o Varuna estava cheio de água e que acreditava-se que ficaria destruído em pedaços. O jornal The Sun, de 18 de Novembro, por seu turno, referiu que alguns despachos emitidos do Funchal anunciavam que o esplêndido iate a vapor de Eugene Higgins, tinha encalhado na Madeira e estava a ser acossado por ondas revoltas, que provavelmente o destruiriam, e que o seu proprietário e os seus amigos haviam sido salvos. E ao chegar a terra o dono teria comunicado com o Funchal no sentido de pedir dois rebocadores para ver se ainda seria possível salvar a sua embarcação.


Causa desconhecida


A 20 de Novembro de 1909, o NYT publicou notícias recebidas de Lisboa, no dia anterior, referindo que eram doze os naúfragos do Varuna recolhidos dum bote à deriva - sem remos, em resultado da luta que tiveram com as ondas revoltas - ao largo da ilha pelo vapor inglês Hasperly. Concluía este artigo a referência que ascendia a 65 o número de pessoas salvas e que o iate havia sido abandonado como perdido. A mesma notícia foi ainda publicada, nos mesmos termos, no NYDT do mesmo dia.

A 22 de Novembro, o NYDT publicou um despacho recebido de Paris na véspera, dando conta do facto de que Eugene Higgins e os seus amigos haviam chegado bem ao Funchal. Quanto ao Varuna, foi referido que ainda ninguém se podia aproximar do iate, visto o mar ainda continuar alteroso e a abater-se sobre a embarcação. Foi ainda noticiado que o comandante afirmou que o iate estava fora da sua rota, por alguma razão desconhecida, e continuava a afirmar que uma corrente forte e estranha havia arrastado o navio para os baixios.

O NYT, de 27 de Novembro, divulgou notícias recebidas de Paris, no dia anterior, citando um especial para o Figaro, desde Madrid, segundo as quais Higgins havia dado 5000 dólares ao homem que o havia salvo, aquando do naufrágio do Varuna. O NYDT, do mesmo dia, também publicou esta notícia, pelas mesmas palavras.

A 28 de Novembro, o NYT noticiou que na véspera a tripulação do iate havia chegado a Southampton, com excepção do comandante, que havia ficado perto dos destroços na esperança de poder recuperar alguns bens de valor. Esta mesma notícia foi publicada na edição do NYDT do mesmo dia, sendo esta a última notícia deste jornal sobre este assunto. O mesmo assunto foi ainda veiculado na edição desse dia 28 do The Sun, acrescentando que os náufragos tinham viajado até Inglaterra no vapor Armandale Castle, e que os membros da tripulação haviam afirmado que existia pouca esperança de se salvar o Varuna, e que Eugene Higgins havia ficado no Funchal, juntamente com o comandante do iate. Esta também foi a última notícia deste jornal nova-iorquino sobre este naufrágio.



Epílogo de um naufrágio Após o desastre do Varuna, Eugene Higgins não teve pressa de regressar aos Estados Unidos da América. Afinal de contas, a sua viagem até à Europa, para passar o Inverno, tinha sido bruscamente interrompida.

O seu retorno à América ocorreu em Setembro de 1910, a bordo do navio Kronprinzessin Cecilie, da North German Lloyd, e foi noticiado no NYT a 15 de Setembro de 1910 por uma questão muito simples: tinha-se 'esquecido' de declarar à Alfândega do seu país as roupas que trouxe do estrangeiro, e foi condenado a pagar 3000 dólares de impostos sobre as mesmas. Em sua defesa alegou o desconhecimento de tal procedimento, visto que aqueles bens eram roupas que ele já usava há algum tempo. Alegou ainda que há já muito tempo que não chegava à América em navio a vapor de uma linha comercial, fazendo-se sempre transportar no seu iate Varuna e, apesar de fazer dele a sua residência, quando ficava em terra levava consigo poucos dos seus pertences.

A última notícia do NYT referente ao acidente do Varuna foi publicada a 20 de Março de 1911, e era proveniente de Paris, dando conta da decisão do governo francês de atribuir a Eugene Higgins uma medalha de ouro de 2.ª classe por salvamento, por aquando do naufrágio ter 'salvo' dois cidadãos franceses. Não deixa de ser curiosa esta notícia.

Há quem conjecture que o naufrágio do iate, que à altura contava 13 anos de idade, fora propositado. Se o foi ou não, não sabemos. Há a considerar o novo dado da sobretaxa que seria aplicada na América aos iates construídos no estrangeiro. Mas para o milionário Higgins isso seriam apenas 'peanuts'. O que se pode confirmar, face aos dados da imprensa nova-iorquina da época, é que o Varuna vinha em direcção à Madeira, onde contava fazer escala, antes de prosseguir viagem até Gibraltar e Mediterrâneo, daí se ter aproximado (em demasia) da nossa costa. Por seu turno, o DN de 17 de Novembro - o dia a seguir ao acidente - afirmou que o iate seguia das Bermudas para Marselha, citando o New York Herald (que não conseguimos consultar). E há ainda que ter em consideração o facto que o acidente ocorreu às duas da manhã e que toda aquela zona estava imersa em escuridão, visto que o farol da Ponta do Pargo ainda não tinha sido construído. Só o foi em 1922, apesar daquele local já estar referenciado para a edificação de um desde 1883, segundo refere J. Teixeira de Aguilar no livro Faróis da Madeira, Porto Santo, Desertas e Selvagens. Chamamos ainda a atenção para outro dado curioso, referido no DN de 18 de Novembro, dois dias após o encalhe do Varuna, segundo o qual o iate ainda se mantinha direito. Devia-se isso ao facto dele possuir estabilizadores e os tais compartimentos especiais anti-afundamento? Julgamos que sim.

A terminar, apresentamos uma curiosa anotação referente ao nome deste iate. Varuna é o nome da deusa indiana do Oceano, que era também conhecedora e controladora de tudo, tendo ainda a seu cargo a administração da justiça. Seria o desfecho trágico deste iate um 'castigo' da deusa ocasionado pelas excentricidades de Eugene Higgins?...

Duarte Miguel Barcelos Mendonça


DN Madeira

Varuna



Varuna era um deus arquiteto e ferreiro, devido a isso possuía um conhecimento infinito. Organizou os ciclos do Sol, colocou cada rio em seu caminho, ordenou as fases da Lua, estruturou o relevo da Terra e se encarregou de nunca deixar o oceano cheio demais. Por tudo isso ele tornou-se o rei dos deuses e assim pôde dominar também sobre o destino dos homens; sustentando a vida e a protegendo do mal. Porém um grande monstro desafiou os deuses e também Varuna. E uma profecia revelou que Varuna não poderia vencê-lo. O único capaz de vencer o monstro seria Indra, que ainda nasceria, e após vencer, tomaria o lugar de Varuna. Varuna tentou impedir o nascimento de Indra, mas foi impossível, o jovem deus nasceu e tendo poder sobre os raios e tempestades venceu o monstro e se tornou o novo rei dos deuses. Varuna então se tornou o rei dos oceanos e senhor da Noite, dividindo o céu com Surya, o deus do Dia.

Senhor do nós
Varuna é chamado de Passabrit "senhor do nó corrediço", esse epíteto revela uma das mais relevantes características do deus. Os nós simbolizam a capacidade de prender ou libertar, de dar vida ou de tirâ-la. Laços e nós, segundo o pensamento antigo podem dar vida coisas inaminadas por meio de magia. Assim, Varuna é um deus ferreiro e mago. O que em parte o releciona profundamente com o Hesfeto dos gregos e Vulcano dos romanos, ambos deuses ferreiros e magos. Com os laços e nós Varuna prendia e castigava os homens ímpios. Mas o deus também era célebre por sua delicadeza e polidez, estando pronto a perdoar os arrependidos; inclusive os inimigos declarados.

Embora exista um evidente paralelismo com Urano, deus grego do céu, Varuna não estabelece uma relação especial com a Terra, como faz Urano com Gaia. Os poderes de Varuna sobre o oceano e os rios, assim como sobre todos os répteis (crocodilos e serpentes principalmente), também revela um paralelismo com o titã Oceano, deus aquático da mitologia grega.

É possível que seja um dos filho do deus Shiva, de cujo sopro e suor nasceu, e foi um dos oito vasús (deuses benfeitores criados por um dos dez espíritos celestes que, por sua vez, foram criados por Brahma; coube-lhes a tarefa de defender as oito regiões do mundo contra os Asuras).

Wiképedia

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Navio togolês suspeito poderá ser rebocado

Presença na região de um rebocador faz suspeitar de operação de salvamento
Data: 27-11-2009




O mistério do navio 'Newhope', o cargueiro de bandeira do Togo que desde 9 de Novembro paira a 12 milhas do Funchal, adensa-se. Isto porque o navio continua sem deixar os nossos mares, evocando falta de combustível e víveres, situação que as autoridades consideram estranha para um navio que viajava entre o Brasil e a Índia.

Durante as últimas três semanas o navio tem vindo a pedir autorização para fundear, pretendendo ser abastecido ao largo, pretensão que a Autoridade Marítima não autoriza já que existe uma informação de que os certificados do navio estão caducados e que o 'Newhope' integra uma lista de navios de 'bandeira negra', que se constituem uma ameaça para a segurança e ambiente.

Novidade é a presença na Madeira de um representante do armador, que nos últimos dias tem vindo a procurar sensibilizar as autoridades regionais para que encontrem uma solução que passe pelo abastecimento ao largo, sem que o navio venha ao porto e seja submetido a uma inspecção.

A forma como o armador e a tripulação do navio tentam evitar a entrada no Porto do Funchal mostra que existe o receio do navio não estar conforme, pois a Capitania do Porto do Funchal admite a possibilidade de prestar o auxílio pretendido, desde que o navio atraque na Pontinha. Mas o armador não quer e como tal o navio continua a 12 milhas do Funchal, sem condições de prosseguir viagem.

A presença na Madeira do rebocador de alto mar 'Fairmount Summi' veio adensar o mistério. Porque existe a suspeita que a sua presença nos nossos mares, durante cinco dias e sem porto de destino, pode estar ligada à situação do 'Newhope'.

Com falta de água, óleo e combustível para colocar os geradores e outro equipamento de apoio à 'máquina' a funcionar, o comandante do barco togolês poderá pedir auxílio e com isso desencadear uma operação de salvação marítima, suspeita que justificaria a presença deste rebocador de bandeira holandesa.

Construído e lançado à água em Outubro de 2005 no estaleiro nipónico de Niigata, o 'Fairmount Summi' tem 75,5 metros de comprimento, 18 de boca (largura) e uma arqueação bruta de 971 toneladas, garantindo uma força de tracção de 250 toneladas.

Com custos operacionais elevados, até porque este rebocador concluiu recentemente o reboque de um navio da Fronape International Company - o Nordic Brasília - desde o Brasil à Europa, numa viagem de 20 dias, a presença nas nossas águas do 'Fairmount Summi' pode estar ligada à situação do 'Newhope'.


DN Madeira

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Instituto dos Oceanos nasce ainda este ano (Madeira)

Esta ONG será "uma plataforma de convergência" para gerir melhor os recursos do mar
Data: 17-11-2009



O Instituto dos Oceanos, uma Organização Não Governamental (ONG) inserido numa rede internacional de investigação, que tem por objectivo posicionar a Madeira numa estratégia global em termos de exploração dos recursos marinhos, vai nascer na Região até final do ano. A informação foi avançada à TSF-Madeira, ontem, Dia do Mar, pelo biólogo madeirense Domingos Abreu, bastonário da Ordem dos Biólogos.

"Num mundo em que é cada vez mais global e mais pequeno, o mar é um meio de transporte. Nós estamos numa perspectiva de posicionamento geográfico que é um 'interface' entre três ou quatro continentes , entre o sul e o norte e temos, do ponto de vista logístico, um papel a jogar", revela.

Domingos Abreu é um dos membros fundadores desta ONG, muito orientada para o conhecimento e a gestão dos recursos. O Instituto dos Oceanos promete fomentar parcerias e ser mais um actor contribuinte para o desenvolvimento sustentável do planeta e das regiões. A investigação, as gestões portuária e do litoral, a biologia, a ecologia ou as alterações climáticas são as grandes bandeiras desta ONG, que surge com o propósito de ser uma "plataforma de convergência" dos mais diversos pólos de investigação. É que "muitas vezes falta a capacidade de criar um espaço de confluência, de participação" para "encontrar mecanismos e o acesso a meios financeiros que permitam fazer uma gestão dos oceanos de uma forma global", observa o biólogo madeirense.

Para já, a prioridade passa pela constituição do Instituto dos Oceanos, algo que Domingos Abreu, prevê estar concluído antes do final do ano. Só depois, os membros fundadores vão deliberar, estatutariamente, que entidade ficará incumbida pela gestão desta ONG na Região.


DN Madeira

domingo, 15 de novembro de 2009

Uma pérola no mar do Norte

O 'yacht Varuna' naufragou há cem anos no mar das Achadas da Cruz, deixando um rasto de mistério. Há histórias que ainda hoje se contam de um colar de pérolas e de um sino que chama para a missa na Fajã da Ovelha.
Data: 15-11-2009










Onda pára o colar de pedras preciosas? O enigma que povoou, há cem anos, o imaginário da população das Achadas da Cruz já só é motivo de curiosidade para meia dúzia. São sobretudo os mais velhos que recordam ainda o naufrágio do 'Varuna'. Mais valioso do que as pérolas transportadas a bordo e cujo paradeiro poucos conhecerão, era o espectacular iate de luxo propriedade do milionário americano Eugene Higgins.

A história do 'Varuna' acaba a 16 de Novembro de 1909. Era madrugada ainda. Higgins cumpria a 27ª travessia transatlântica a caminho de Marselha. O americano tinha partido das Bermudas e encaminhou-se, após uma escala no porto do Funchal, para o mar do Norte.

A bordo do ostentoso iate, viajavam 60 tripulantes, um deles morreu durante a tragédia, e sete passageiros. Higgins fazia-se acompanhar por duas mulheres, um amigo pessoal, o médico e duas criados. No escuro denso, o 'Varuna' navegava perigosamente junto ao calhau das Achadas da Cruz, a Oeste da Ponta do Tristão.

"Para a época, o navio era considerado um super 'yacht'. Tratava-se da jóia do Yacht Club de Nova York", conta o engenheiro Fernando Silva, um dos investigadores empenhados na divulgação da história do 'Varuna'. Traído pelo nevoeiro denso, a embarcação de Eugene Higgins aproxima-se em demasia dos baixios junto à costa das Achadas. Toca o sino a rebate. Soa o pedido de socorro. A população desperta em desassossego.

Aos poucos, vai-se afundado o 'Varuna', um iate com meios de propulsão, velas e máquina a vapor, que fora construído, em 1896, na Escócia, nos estaleiros da empresa A & J Inglis. Há quem fale em descuido do capitão, quem culpe o nevoeiro e quem desconfie de Higgins que terá recebido um montante considerável pelo seguro do iate. A verdade é que as causas do naufrágio continuam a ser um mistério.

Ao pedido de ajuda emitido pelo iate americano, terão respondido os vapores costeiros 'Açor e Gavião'. "Nada puderam fazer, uma vez que a forte ondulação que se sentia na altura não permitia o salvamento", refere Fernando Silva.

Com um custo de construção estimado em 600.000 Dólares Unidos dos Estados (USD), o 'Varuna' apresentava um comprimento aproximado de 90 metros, 10,5 metros de largura e 4,7 metros de calado. Deslocava 1564 toneladas a uma velocidade máxima de 16,5 nós (30,5 Km/h). "Era um iate fantástico, para a época. Tinha mais ou menos o tamanho do Lobo Marinho", afirma o engenheiro.

Restos do 'varuna' na Fajã e no Porto Moniz No início do século XIX, a população das Achadas da Cruz rondava as 700 pessoas. Isolados e com difíceis condições de vida, os habitantes locais não hesitaram em se apoderar do recheio do 'Varuna'.

"O barco transportava muita riqueza, jóias e loiças que, para a época, eram muito valiosas", lembra Marco Gonzalez, outro entusiasta da história do iate americano.

Em 1999, o engenheiro integrou a equipa da secção de mergulho do Clube Naval do Seixal cujas fotografias dos destroços do 'Varuna' reproduzimos nesta reportagem. "Foi qualquer coisa de espectacular encontrar os restos do iate e imaginar o que se terá passado naquela madrugada", recorda.

Cem anos completados amanhã sobre o naufrágio do 'Varuna', ainda são observáveis no local as duas caldeiras, a ossada em metal, o lastro e outros destroços do 'yacht'. O facto de a embarcação se encontrar localizada junto ao calhau, a pouca profundidade, facilitou a pilhagem. "Logo após o naufrágio, as pessoas agarraram a oportunidade de encontrar peças valiosas para a época", declara Marco Gonzalez.

Entre as peças retiradas do local, destaca-se o sino que se encontra actualmente instalado no campanário da Capela de São Lourenço, na freguesia da Fajã da Ovelha. A população mais antiga fala também num colar de pérolas desaparecido. São várias as versões. Uma delas aponta para um padre que terá vendido as pedras preciosas à medida das suas necessidades. Do paradeiro das loiças, nada se sabe. Em jovem, Moisés Açafrão, um comerciante das Achadas da Cruz, chegou a ouvir comentários sobre a existência de peças em várias casas nas Achadas da Cruz. "Infelizmente, essas são histórias que se perderam e já ninguém fala sobre 'Varuna'", lamenta o popular.

Mais recentemente, Moisés Açafrão ainda ouviu falar sobre a retirada do 'ferro' do 'Varuna' que terá sido usado na construção de um hotel no Porto Moniz. Ao certo, ninguém conhece os verdadeiros contornos do naufrágio do iate de luxo, realça o comerciante.

Há mesmo quem defenda que Eugene Higgins terá planeado o naufrágio para beneficiar do seguro. A tese é suportada pelo facto de o milionário ter estado hospedado, um ano antes da tragédia , na Ponta Delgada, e por ter encaminhado, na madrugada de 16 de Novembro de 1909, sob um mar bastante agitado, os salva-vidas para a freguesia, ao invés de seguir para o Porto Moniz, um porto mais perto das Achadas. Higgins morreu em 1948 no Reino Unido, aos 88 anos, deixando para trás um rasto de perguntas. Já o 'Varuna', o que resta do espectacular iate, jaz no mar das Achadas da Cruz. À medida que desaparece a embarcação, perde-se a memória de uma história que, insiste Moisés Açafrão, "vale a pena contar".


DN Madeira



Tirado do site do CEHA:

".....Um acontecimento verdadeiramente sensacional para esta e mais freguesias limítrofes foi o do naufrágio do yacht americano Varuna. Este navio saíra das Bermudas a 7 de Novembro de 1909, com destino à Madeira, trazendo a bordo o seu proprietário, o milionário americano Eugene Higgins, e naufragou nas costas da freguesia das Achadas da Cruz pela madrugada do dia 16 do referido mês. O mar estava calmo, atribuindo-se o sinistro à cerração que fazia, e parece que em boa parte ao descuido do timoneiro e vigias de bordo. Salvou-se o proprietário do Varuna e três senhoras que o acompanhavam, o capitão e mais oficiais, tendo morrido apenas um marinheiro. Era um barco luxuoso, que várias vezes visitara o nosso porto, tendo cerca de 50 tripulantes e a lotação aproximada de 1600 toneladas. Pouco depois do encalhe, começou uma grande agitação do mar, impedindo o salvamento regular dos pertences do navio e dos valiosos objectos que trazia a bordo. A violência das ondas foi-se encarregando da destruição do yacht, arrojando às costas vizinhas e impelindo para o alto mar os preciosos destroços do naufrágio. Afirma-se que o milionário americano perdera neste sinistro um riquíssimo colar de pérolas da mais pura agua, bordando-se em torno do suposto encontro da preciosa jóia varias invenções e fantasias que nos parecem destituídas de qualquer fundamento sério....."

http://www.ceha-madeira.net/elucidario/a/ach5.html



sábado, 14 de novembro de 2009

Estação de Biologia Marinha recolhe dezena de tubarões (Funchal)




Cerca de uma dezena de tubarões Pata Roxa, conhecidos popularmente por 'Canejas', foram ontem recolhidas das lagoas do restaurante Vagrant por elementos da Estação de Biologia Marinha.

A recolha foi solicitada pela gerência do restaurante depois de se aperceber que os peixes, que foram colocados nas lagoas por pescadores, não conseguiam sobreviver às condições impostas pelo cativeiro.

"Os pescadores não gostam deste tipo de peixe e alguns, em vez de o atirarem de volta ao mar, vêm deitá-los nas nossas lagoas", explicou Nelson Faria, gerente do Vagrant, lembrando que, no ano passado, chegou a ter 18 'Canejas', alguns com graves feridas causadas pelos anzóis a nadar entre as mesas da sua esplanada. Mas, ao contrário do Peixe-sapo, que também são ali depositados pelos pescadores, e das Taínhas, capturadas a pedido do restaurante, os pequenos tubarões não se adaptam ao cativeiro.

Alguns dos peixes serão levados para o Aquário Municipal do Funchal e Aquário da Madeira, no Porto Moniz, enquanto que outros serão devolvidos ao mar, depois de terem recuperado das feridas e do tempo passado em cativeiro.


DN Madeira

domingo, 1 de novembro de 2009

Madeira pode duplicar pesca de gamba



Data: 31-10-2009

O projecto comunitário MARPROF, que junta as ilhas da Macaronésia da Madeira, Açores e Canárias e dá continuidade em quatro anos (2009-2012) ao PESCPROF, no âmbito do Interreg IIIB, vai aprofundar os estudos para identificação de espécies marinhas de potencial captura e comercialização nas pescas.

Na apresentação que decorreu ontem, no auditório da Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, o coordenador geral do projecto, João Delgado, salientou que já tinham sido identificadas mais de 10 espécies de profundidade e que, no caso especial da gamba da Madeira, há fortes possibilidades de esta vir a tornar-se uma fonte de comercialização. Actualmente, como esclareceu, os recursos só dão para pescar 10 toneladas/ano, mas com o alargamento das áreas de investigação ao Porto Santo, Desertas e Selvagens, poder-se-á alargar os índices de captura até às 20 toneladas. Mas isso, são as possibilidades, que terão de ser ainda estudadas neste espaço temporal. O mesmo deverá, aliás, acontecer com a pesca do peixe espada preto, ainda sujeita a estudo.

"Após termos feito a identificação das espécies pelo PESCPROF, surge agora a oportunidade de, seleccionando os recursos mais atractivos, explorar outras facetas, nomeadamente o aperfeiçoamento tecnológico, melhorar métodos de pesca, introduzir elementos de selectividade e biodegradabilidade, diminuir custos da operação de pesca", disse.

"Para tornar o produto atractivo e transformá-lo numa oportunidade concreta para aproveitamento do sector pesqueiro da Macaronésia", esclareceu. "Para chegarmos a uma avaliação rigorosa do rendimento máximo sustentável, precisamos de alargar o estudo. Assim, avaliaremos a tonelagem máxima de captura, que deverá atingir as 20 toneladas/ano". O MARPROF tem um orçamento acima dos 800 mil euros.


DN Madeira

domingo, 18 de outubro de 2009

'Storm' cumpre missão


À TERCEIRA FOI DE VEZ e o NAVIO ATRACOU NO PONTÃO DOS SOCORRIDOS.

Data: 18-10-2009






Depois de duas tentativas de atracagem fracassadas, o navio de carga italiano 'Storm' conseguiu, na manhã de ontem, atracar no pontão provisório dos Socorridos.

A operação teve o seu início às 9 horas da manhã, hora a que o navio zarpou da Pontinha rumo à foz da Ribeira dos Socorridos, em Câmara de Lobos. Depois, já no local, as manobras de aproximação ao pontão foram auxiliadas pelo rebocador 'Cte. Passos de Gouveia' e pela lancha lança cabos 'Bertinne', da 'Portos da Madeira.

Já no local e depois de concluídas as operações de acostagem, o navio bixou a rampa Ro/Ro e deu inicio às operações de descarga propriamente ditas.

Motor de 290 toneladas

Na parte da manhã descarregou vários contentores e equipamento de menor dimensão, reservando para a tarde o desembarque do motor de 290 toneladas, uma operação complexa e considerada como muito delicada. O içar e a colocação do referido motor em cima da trela telecomandada foi efectuado com recurso à grua do próprio navio, uma operação que ao que conseguimos apurar decorreu conforme o planeado.

Depois de concluídas as operações que motivaram esta escala do 'Storm' na Região, o mesmo levantou ferro, soltou amarras e zarpou com destino a alto mar. Como curiosidade refira-se que estão programadas mais duas escalas deste navio, ou similar, naquele mesmo pontão, com o propósito de proceder à descarga de outros dois motores, também de grandes dimensões.

6.000 turistas no porto

A outro nível, e no que diz respeito ao movimento no Porto do Funchal, registe-se o regresso à Madeira do 'Navigator Of The Seas'. Esta será a sua quinta escala na Região, a primeira das quais vaconteceu a 9 de Outubro de 2007.

Procedente do porto de Tenerife, o mesmo deverá atracar na Pontinha às 6.15 horas. Viaja com um total de 3.523 turistas, em trânsito, maioritariamente britânicos (1.904) e espanhóis (1.031). Mas há turistas de 37 outras nacionalidades a bordo, entre os quais os 69 turistas portugueses. O final desta escala terá lugar às 16 horas com o 'Navigator' a zarpar com destino ao porto espanhol de Málaga.

De regresso ao Funchal está também o 'AIDAluna' para a sua habitual escala de Domingo na Pontinha. Procedente de Tenerife, viaja com 2.250 turistas germânicos e dará entrada no cais Norte ao inicio da tarde de hoje, pelas 12 horas, prolongando a sua presença na Região até às 17 horas de amanhã. Com cerca de 6 mil turistas na cidade, os comerciantes poderão ter um bom dia de negócio.


DN Madeira


Para a ampliação da Central Térmica da Vitória
Grande motor descarregado







O cargueiro “Storm”, da S. Marco Shipping, que transportou até à Madeira um dos motores que irá equipar a ampliação da Central Térmica da Vitória, da Empresa de Electricidade da Madeira (EEM), atracou ontem de manhã (de ré) cerca das 11 horas, no pontão construído para o efeito, junto da Ribeira dos Socorridos, o que, naturalmente despertou a curiosidade de muitas pessoas que por ali passavam.
Relembre-se que no passado dia 8 o “Storm” havia feito uma primeira tentativa de atracação ao pontão, mas a operação teve de ser adiada uma vez que, naquele dia, as condições de mar, com corrente de sudoeste, tendo o cargueiro acabado por regressar ao porto do Funchal, onde se manteve até ontem.
Todavia, ontem, as condições do mar estavam ideais para que o “Storm” fizesse uma nova tentativa de acostagem ao pontão construído pela EEM, o que veio a concretizar-se por volta das 11 horas, isto perante a curiosidade de centenas de pessoas, que, naturalmente, pretendiam seguir as operações de desembarque do grande motor. No entanto, essas expectativas foram um pouco defraudadas, uma vez que a operação de descarga foi morosa e complicada.
Só na parte da tarde, por volta das 14 horas, é que começou a ser descarregada a mercadoria que o cargueiro trazia, primeiro dois contentores com material e depois o grande motor.
A descarga deste primeiro grupo electrogénio, de um conjunto de três, destinado à ampliação da Central Térmica da Vitória só foi possível por volta das 16:30 horas, numa operação efectuada com grande cuidado, pois tratava-se de um motor com 290 toneladas, com 13,80 metros de comprimento e 3,60 metros de largura. O motor foi transportado desde o interior do navio numa plataforma especial, com 10 conjuntos de rodados, a qual possuía meios próprios de deslocação. A parte mais sensível da operação foi quando o peso do motor concentrou-se na traseira do navio e fez com que a proa deste levantasse. Todavia, tudo acabou por decorrer bem, para contentamento dos técnicos presentes no local.
A entrada em funcionamento do primeiro grupo electrogénio está prevista para o final deste ano, sendo que os outros dois motores deverão ser descarregados na Ribeira dos Socorridos em Setembro de 2010.
Os três grupos electrogénios são de última geração e serão accionados por motor diesel. Irão operar a combustível pesado numa fase inicial, uma vez que a ampliação da Central Térmica foi concebida e projectada para a utilização de gás natural como combustível principal. Os motores foram integralmente construídos e testados nas instalações do fabricante, que é também o responsável pelo seu transporte até ao local de montagem.
De referir que o pontão construído pela EEM deverá ser demolido e removido após a chegada dos outros dois motores em 2010.



Jornal da Madeira

sábado, 17 de outubro de 2009

Quota do carapau não afecta a Madeira

Secretário dos Recursos Naturais refere que a região não atinge as quotas atingidas







O secretário regional dos Recursos Naturais da Madeira garantiu ontem que a proposta comunitária de redução de 15% das captura de carapau nas águas da região “não terá impacto concreto” no arquipélago.
Em declarações à agência Lusa, Manuel António Correia comentava a proposta do executivo comunitário, que deverá ser discutida pelos ministros das Pescas da União Europeia no conselho de 14 e 15 de Dezembro, que determina uma redução geral nas quotas de pesca para 2010.
A proposta ontem apresentada para o Atlântico e Mar do Norte, tem como base pareceres científicos e segue a tendência dos últimos anos de redução das capturas para preservar os "stocks" de peixe.
No caso das regiões autónomas da Madeira e Açores, a iniciativa aponta uma diminuição de 15% nas quotas de pesca do carapau.
“Em concreto essa medida não terá qualquer efeito nas nossas pescas nem na economia da Madeira porque as quantidades dessa espécie capturadas na região situam-se muito abaixo da quota estabelecida”, argumentou o governante madeirense.
Manuel António Correia salientou que a Madeira “está muito longe” de atingir as quantidades estabelecidas de captura, pelo que a medida representa apenas “um valor referencial”.


Jornal da Madeira

Mais de 2 mil turistas





Data: 17-10-2009

A Pontinha regista hoje mais uma escala do 'Costa Luminosa', aquele que é o mais recente paquete do armador italiano Costa Crociere. Procedente do porto de Tenerife, nas Canárias, tem chegada anunciada para as 7.15 horas e viaja com um total de 2.500 turistas, servidos por uma tripulação de 934 elementos.

Ao final da tarde de hoje, pelas 17 horas, o 'Costa' soltará amarras do porto do Funchal e zarpará com destino ao porto de Málaga.

De regresso à Região, desta feita em missão considerada de serviço público, encontra-se, igualmente, a Corveta 'N.R.P. João Coutinho', da Marinha de Guerra Portuguesa, a qual tem chegada anunciada para as 9 horas. Procedente de alto mar, este navio irá permanecer na Região até ao final do dia 19, pelas 17.30, enobrecendo, dessa forma, o acto da mudança do Comando da Zona Marítima da Madeira.

De regresso ao Funchal está também o ferry canário 'Volcán de Tijarafe', garantindo dessa forma a continuidade das ligações marítimas semanais com o continente português. O navio tem chegada anunciada as 8.30 horas e é procedente de Las Palmas. Depois de concluir as operações de desembarque e embarque de passageiros e de viaturas na Região, este ferry zarpará da pontinha, pelas 10.30 horas, com destino ao porto de Portimão onde é aguardado às 9 horas de amanhã.

Nova máquina de 290 toneladas vai ser descarregada nos Socorridos.
'Storm' nos Socorridos?



De referir que o navio 'Storm', o qual encontra-se na Região desde o passado dia 3, e que tem estado atracado no cais Norte do Porto do Funchal, soltará amarras às 8 horas de hoje, rumando de seguida com destino ao pontão provisório dos Socorridos onde vai efectuar a terceira tentativa de descarga de um gerador de 290 toneladas com destino à nova Central Eléctrica dos Socorridos.

Atendendo à delicadeza desta operação, a mesma implica que o estado do mar e altura da maré proporcionem a máxima estabilidade ao navio não perigando, dessa forma, a carga a descarregar. O navio deverá atracar às 9 horas e, depois de concluir a descarga, zarpar, com destino a alto mar, por volta das 17 horas.


DN Madeira