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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Madeira ganha Açores

Enquanto a primeira aumenta 20% do turismo interno, a segunda perde 10 por cento







Ao contrário do que aconteceu com a Madeira, com o mercado nacional a crescer fortemente em 2009, em quase 20 por cento, em comparação com o ano anterior, o Algarve e os Açores conhecem caminhos diferentes.
Uma notícia do Publituris dá conta que, tal como sucede no sul do território continental com alguns empreendimentos turísticos, nos Açores alguns hotéis também foram forçados a encerrar este Inverno em consequência da diminuição da procura.
O jornal especializado em turismo dá conta que se encontram nesta situação os hotéis Açores Atlântico e Hotel do Mar, em São Miguel, o Hotel dos Clérigos, na ilha Terceira, o Colombo, na ilha de Santa Maria, e o hotel Horta, na ilha do Faial.
Para Humbero Pavão, delegado nos Açores da Associação dos Hotéis de Portugal (AHP), trata-se de uma situação inédita no arquipélago já que, refere, até à data «não tínhamos hotéis fechados».
Diz que o que acontece é que os charters só vão voltar a partir de Fevereiro e «sem eles não há procura suficiente».
Henrique Veiga, presidente da AHP, sublinhou a importância do número de ligações aéreas aos Açores. Considera que aquelas ilhas são um destino «muito mais penalizado já que está totalmente dependente do transporte aéreo e tem muito menos ligações do que a Madeira».
Considera que quando se cresce «não é à mesma velocidade e isso está a ver-se nos Açores».
Daí que entenda que este momento «é oportuno para reflectir sobre a política aeroportuária e sobre as decisões que têm sido tomadas».
A notícia do encerramento temporário dos hotéis foi avançada em primeira mão pelo jornal Correio dos Açores, após publicação, no fim-de-semana, de uma entrevista a Mário Fortuna, presidente da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, em que este sublinha que a Região «perdeu claramente» a batalha do turismo interno.
Sustenta esta leitura assente no facto de os Açores terem perdido, até agora, 10% do turismo interno, enquanto a Madeira aumentou 20% do turismo interno.
O Publituris recorda que, já em Dezembro, Humberto Pavão estimava uma quebra de 15% no turismo dos Açores para o ano de 2009.


Jornal da Madeira

sábado, 12 de dezembro de 2009

Estudo do fundo do mar posiciona Selvagens no GPS

Projecto entre Marinha e Governo permite 'ligar' estas ilhas à Madeira e P. Santo
Data: 12-12-2009



A estrutura do fundo do mar de uma extensa área (70x70 Km) das Ilhas Selvagens está a ser estudada, através de um sistema GPS, que permitirá saber, em concreto, qual a real ligação entre estas e as ilhas da Madeira e também do Porto Santo. Para dar continuidade ao projecto foi ontem assinado um protocolo e um acordo entre o Instituto Hidrográfico (IH) da Marina Portuguesa e a Direcção Regional de Informação Geografia e Ordenamento do Território (DRIGOT).

O protocolo de cooperação e o acordo bilateral para a área comercial foram assinados pelos responsáveis das duas entidades, numa cerimónia a bordo do navio 'NRP Almirante Gago Coutinho, atracado no cais norte do Porto do Funchal, contando com a presença de várias instituições militares e civis, entre as quais o secretário regional do Equipamento Social.

Santos Costa aproveitou para assinalar a importância que o protocolo tem para a Região, fruto de uma colaboração que já vem sendo desenvolvida entre o IH e a DRIGOT, no âmbito das competências que o Governo tem no litoral. "Permite-nos conhecer os fundos marítimos que envolvem as ilhas do arquipélago, em especial com a colocação de GPS (Sistema de Posicionamento Global) nas Selvagens, que até agora não existiam", realça. "É, para mim, o aspecto mais significativo do protocolo, para além da continuidade de colaborações futuras, pois neste momento uma equipa da DRIGOT está a colocar uma antena GPS na Selvagem Grande, permitindo que aquele território fique geo-referenciado de forma rigorosa, a nível internacional, como fazendo parte da Região Autónoma da Madeira e de Portugal", conclui.

O trabalho que a 'NRP Almirante Gago Coutinho' fez ao longo de 11 dias no mar das Selvagens permitiu a colocação de oito estações GPS (cinco na Selvagem Grande, e outras três na Selvagem Pequena, Madeira e Porto Santo, respectivamente), permitirá observar 24 horas seguidas os fundos marinhos, altitudes das rochas submersas (existem muitos mais do que as conhecidas pelas antigas cartas marítimas).

A missão de investigação de cariz científico que este navio da Marinha Portuguesa tem realizado já acumulou 888 dias de mar e sondou uma área de 1.700.000 Km2, equivalente à Zona Económica Exclusiva portuguesa. A tripulação do 'Gago Coutinho' é composta por 34 marinheiros e ainda tem espaço para receber até 15 investigadores, numa autonomia de mar de 60 dias.


DN Madeira

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Madeira entre os “filipinos” e a Restauração de 1640

A Região ao sabor da conjuntura político-económica lucrou com as duas situações







Portugal comemora hoje o primeiro dia da luta contra a Dinastia Filipina que, durante 60 anos (mais precisamente entre 1581 e 1640), imperou em Portugal. O 1º de Dezembro marca, assim, a Restauração da Independência, com a consequente instauração da Dinastia Portuguesa da Casa de Bragança.
Estas duas épocas (a dos Filipes de Espanha e a Restauração) reflectiram-se, também, na situação política e económica da Madeira, mas sempre com contornos positivos, conforme diz o historiador Alberto Vieira.
Um dos seus destaques vai para o facto de, apesar do clima hostil português em relação ao domínio dos reis de Espanha em Portugal e da posterior guerra entre os dois países, na Madeira não se registaram conflitos assinaláveis em nenhuma dessas épocas.
Em primeiro lugar, porque a Ilha, durante o século XV, tinha relações «muito estreitas» e comerciais com as Canárias. Nesse contexto, enquanto os reis Filipes de Espanha reinaram em Portugal, a Madeira viu reforçadas as suas ligações com as ilhas canarianas, tendo havido, inclusive, militares espanhóis que se vieram instalar na Madeira e que casaram com senhoras madeirenses. Foi, como diz Alberto Vieira, uma «ocupação pacífica».
A única situação “bélica” a registar na Madeira durante essa época filipina foi a do envio, por parte de Espanha, de alguns navios de guerra para a Madeira. Não para a ocupar, mas para evitar que os ingleses o fizessem, tal como o tinham feito nos Açores.
«Havia interesses dos dois lados (Espanha e Madeira) em que esse contacto se mantivesse», explica o historiador.
Em 1640, quando se dá a Restauração da República, a maioria dos canarianos que residiam na Madeira retorna às Canárias. Não porque tivessem sido expulsos pelos madeirenses, mas porque a posição privilegiada de Inglaterra, devido ao apoio dado a Portugal durante a luta contra os espanhóis, levou a que famílias inglesas se começassem a instalar na Região.
Por outro lado, a guerra de fronteiras Portugal/Espanha tem reflexos nas Canárias, nomeadamente com a imposição de medidas restritivas ao comércio entre aquelas ilhas e a Madeira.
Nessa altura, especialmente na Ilha de Lanzarote, registam-se alguma retaliações de Espanha contra madeirenses ali residentes, principalmente contra uma família importante, cujos bens foram confiscados pelos espanhóis.
Limitada no seu comércio com Canárias, a Madeira aproveita a influência inglesa para se virar para novos mercados, nomeadamente Estados Unidos da América e mercado colonial britânico, o que acaba por ter reflexos positivos no mercado de exportação do Vinho Madeira.
Concluindo, Alberto Vieira diz que «a Madeira foi levada na conjuntura económica e política dessas épocas, mas ganhou com as duas situações» (domínio filipino e Restauração).



Jornal da Madeira

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ultraperiferias com Barroso

Reunião com presidente da Comissão Europeia leva preocupação das Regiões para o futuro

Os presidentes das Regiões Ultraperiféricas da Europa reuniram ontem, em Bruxelas, com o presidente da Comissão Europeia, a quem deram a conhecer as suas preocupações relativamente ao futuro das ultraperiferias, procedendo à entrega dos documentos (memorando e declaração final) saídos da recente reunião de presidentes das Regiões, em Canárias. Neste encontro com Durão Barroso, o vice presidente do Governo Regional manifestou a importância de uma redefinição de ultraperiferia, na linha do que vem defendendo a Madeira tendo em vista uma política de futuros apoios europeus.




Representantes das Regiões Ultraperiféricas da União Europeia, entre as quais Açores e Madeira, pediram ontem ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que Bruxelas continue a atender à sua especificidade na concessão de apoios comunitários.
José Manuel Durão Barroso recebeu em Bruxelas representantes das sete regiões ultraperiféricas da UE, entre os quais o vice-presidente do Governo Regional da Madeira, João Cunha e Silva.
Num contexto de crise financeira e económica, as Regiões deram a conhecer a Barroso as repercussões que a situação teve para as RUP, particularmente expostas e especialmente vulneráveis, sublinhando a necessidade da União Europeia assegurar para a ultraperiferia um tratamento conjunto e equitativo a favor do desenvolvimento económico e social, uma vontade que deve ser apoiada no princípio da igualdade de oportunidades a partir do direito à diferença, tal como consta do próprio documento que agora já está na posse do líder da comissão europeia.
João Cunha e Silva fez especificamente chegar a Durão Barroso aquilo que a Madeira pensa em matéria de ultraperiferias, tendo em vista o seu desenvolvimento futuro, reforçando assim aquelas que são as aspirações das Regiões face a um novo quadro de apoio europeu.
Na oportunidade, foi recordada a importância das RUP enquanto regiões que contribuiram para a coesão e o futuro da Europa, reafirmando-se que o enquadramento da Europa no mundo de amanhã dependerá muito da sua faculdade em dotar as Regiões Ultraperiféricas de instrumentos e políticas que lhes permitam transformar as suas potencialidades em reais oportunidades de crescimento.
Recorde-se que na última reunião, em Canárias, o Vice Presdente do Governo Regional lembrou a proposta de mudança de paradigma avançada pela Comissão, que coloca o enfoque nas potencialidades e desvaloriza a componente compensação dos constrangimentos, para afirmar que a Madeira «entende que deveremos agir com muita cautela no que diz respeito a esta matéria, pois considera que os constrangimentos que nos caracterizam, estruturais e permanentes, requerem apoios permanentes e devem continuar a merecer prioridade no contexto da intervenção comunitária».



Jornal da Madeira

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Madeira pede tratamento diferenciado para as RUP

João Cunha e Silva defendeu em Canárias maior coesão com as RUP no pós-2013
Data: 15-10-2009



O vice-presidente do Governo Regional da Madeira defendeu ontem que as Regiões Ultraperiféricas (RUP) "devem ser objecto de um tratamento particular, homogéneo, não podendo o seu futuro enquadramento ser determinado por critérios meramente economicistas como sucedeu no actual período de programação".

João Cunha e Silva falava na sessão de abertura da XV Conferência de Presidentes das RUP que decorre durante esta semana em Las Palmas de Grã Canária, e onde representa Alberto João Jardim.

Na sua intervenção, na qual fez uma análise sobre a evolução dos apoios de Bruxelas às regiões mais afastadas do território físico da Europa, Cunha e Silva convidou os presentes para uma reflexão sobre a inadequação dos índices de vulnerabilidade à realidade ultraperiférica. "Os indicadores que compõem os índices não retratam adequadamente os constrangimentos inerentes à ultraperiferia, evidenciando uma menor vulnerabilidade da Região Autónoma da Madeira que não corresponde minimamente à realidade", observou Cunha e Silva.

No início do seu discurso o governante regional elegeu o desenvolvimento sustentável como uma questão importante da estratégia que deve ser seguida e apoiada pelas tutelas comunitárias. A sua abordagem definiu alguns constrangimentos e acusou a Comissão Europeia de colocar o enfoque nas potencialidades e de desvalorizar a componente compensação dos constrangimentos. "A minha Região entende que deveremos agir com muita cautela no que diz respeito a esta matéria, pois considera que os constrangimentos que nos caracterizam, estruturais e permanentes, requerem apoios permanentes e devem continuar a merecer prioridade no contexto da intervenção comunitária", referiu o vice-presidente madeirense.

Cunha e Silva defendeu que a "agenda europeia continua a ser marcada pelos desafios da globalização, das alterações climáticas, do abastecimento energético, do envelhecimento da população, susceptíveis de ter um grande impacto sobre o desenvolvimento actual e futuro das nossas Regiões". Por isso sugeriu que a política orçamental, a política de coesão, as perspectivas orçamentais da avaliação da actual Política Agrícola Comum para o período pós 2013 tenham em conta o impacto nas Regiões Ultraperiféricas, face às propostas da Comissão Europeia em matéria de luta contra as alterações climáticas, bem como as negociações internacionais em curso sobre a banana, que terão, certamente ,repercussões directas na vida económica regional.

A metodologia de quantificação dos sobrecustos associados à ultraperiferia foi o último ponto abordado pelo vice-presidente da RAM, que deixou bem clara a posição da região autónoma: "Atendendo à complexidade e custos associados a tal exercício reiteramos a nossa oposição a qualquer metodologia vinculativa que conduza à redução dos apoios ou dificulte a sua atribuição".


DN Madeira

sábado, 3 de outubro de 2009

Espaço euro-africano é nova oportunidade

Diz Jorge Faria, presidente do Instituto de Desenvolvimento Empresarial





Jorge Faria, presidente do Instituto de Desenvolvimento Empresarial da Região Autónoma da Madeira considera positiva a presença da ilha na I Reunião Económica do Espaço Atlântico Euro-Africano, que decorreu ontem em Las Palmas, Gran Canaria. Vê ali mais um espaço de debate.
Recorda que região autónoma tem feito “um esforço enorme na infra-estruturação e na envolvente empresarial” pelo que considera que a Madeira tem potencial de negócio e um mercado exíguo. Daí que evidencie a necessidade de levar mais investimentos para a Madeira mas também que “temos de sair”. E este “é um espaço com potencial que se abriu com ligações a esta área euro-africana”, com a qual “demos agora o primeiro passo, com oportunidade de colocarmos os nossos pontos de vista”.
Jorge Faria adiantou ao Jornal da Madeira que a região autónoma teve ocasião de apresentar na reunião de Canárias a sua visão em relação à estratégia de inserção na política regional para as regiões ultra-periféricas (RUP), com uma breve apresentação do tecido empresarial da Madeira, o que tem sido a evolução do desenvolvimento, as preocupações em relação à parceria e cooperação não só com os países com as regiões RUP mas também com o novo espaço europeu e africano.
Mais adianta que a intervenção acabou por elencar no que “em nossa opinião seriam algumas das medidas e acções a desenvolver para que estes fóruns tenham consistência com coisas práticas”. A este propósito, sublinha não ter dúvidas que no novo paradigma de desenvolvimento que a região está empenhada em conseguir níveis elevados de qualidade de vida e emprego “cabe à iniciativa privada um papel primordial nesta questão”.
A juntar a estas questões diz que foram faladas ainda da articulação de diferentes instrumentos financeiros, do reforço das rotas marítimas e aéreas, na participação conjunta em programas comunitários, no reforço da dotação e orçamento de apoio às regiões ultra-periféricas.


Jornal da Madeira

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Inaguração do Centro de Estudos de História do Atlântico (CEHA) (Funchal)

Jardim anunciou que GR fará despacho para tornar mais eficaz circulação documental
CEHA terá acesso a mais documentação











O Centro de Estudos de História do Atlântico (CEHA) vai receber documentação que actualmente se encontra em diversos outros serviços e arquivos documentais.
Ontem, na inauguração das novas instalações do CEHA o presidente do Governo Regional referiu que esta entidade vai precisar de documentos que porventura se encontram noutros locais e vice-versa, pelo que disse ao secretário regional da Educação e Cultura para que «faça um despacho que permita a circulação de documentação da forma que for necessária e com a pressa e com a rapidez que o trabalho cultural e científico exige».
Por seu turno, o presidente do CEHA disse que vai ser feita uma aposta em documentos em suporte digital. Tal como explicou Alberto Vieira, «nós já temos um acervo significativo de documentos referentes à Madeira que existem nos arquivos nacionais e estrangeiros que estão em microfilme», sendo que «alguns já passámos para suporte digital e outros vamos fazê-lo». Segundo referiu, «não estamos a falar em documentos originais, porque esses é impossível transpor de outros sítios para aqui». «No fundo, aquilo que se pretende é colocar cópias em suportes que permitam uma fácil utilização pelos investigadores», acrescentou.
Este responsável apontou que este processo irá ocorrer em relação a um acervo significativo que está nos arquivos nacionais, em Lisboa, documentos que «foram levados no século XIX daqui da Madeira, da Provedoria da Fazenda e da Alfândega do Funchal. Segundo adiantou, ao longo destes anos, esta documentação foi microfilmada, sendo que uma parte significativa já está digitalizada, para depois estar à disposição das pessoas. Além disso, apontou também documentação que está situada noutros arquivos, como Londres, em que «também já temos alguma coisa». Segundo referiu, trata-se fundamentalmente de informação relacionada com a Madeira.
Por outro lado, a nível regional, é de referir que este novo espaço irá acolher uma parte do espólio do Museu Vicentes.
A um ano de completar 25 anos, o CEHA ganhou uma nova casa e o chefe do Executivo madeirense disse, agora, esperar que o alto nível científico que este organismo já conseguiu prossiga. «Agora, com estas instalações magníficas, há que internacionalizar cada vez mais as trocas culturais que a Madeira hoje tem capacidade para ter com todo o mundo», frisou Alberto João Jardim.
Segundo o governante, «agora é que começa o trabalho a sério». É que, sublinhou, «se até agora o trabalho do CEHA foi se afirmar, agora tem uma responsabilidade maior», designadamente esta expressão internacional do Centro e da vida cultural da Madeira.
Por outro lado, o governante explicou as razões que levaram à criação deste espaço, entre as quais o interesse que o trabalho do CEHA «estava a produzir junto de vários centros culturais e científicos». «Comecei a notar nos vários continentes, não apenas na Europa, o interesse que esta instituição estava a despertar», disse.
A outro nível, já no âmbito do 25.º aniversário do CEHA, Alberto Vieira adiantou que na primeira semana de Novembro vai ser apresentado um anuário do Centro, cujo primeiro tema será um debate sobre os estudos insulares, evento no qual participarão investigadores de várias partes do mundo para fazer o ponto da situação dos estudos insulares nos últimos 25 anos.
Além disso, no próximo ano, haverá um congresso comemorativo dos 25 anos do Centro, que se assinalam a 26 de Julho, o qual contará com grupos de trabalho que estão neste momento a ser organizados, desde as Caraíbas, o Pacífico, Índico, Mediterrâneo e norte da Europa. «A nossa ideia é criar aqui um pólo de investigação e de divulgação da temática dos espaços insulares não restrita ao Atlântico, que foi aquela primeira aposta de início, mas que nós queremos agora seja a todos os espaços insulares que existem e que são importantes em termos da história actual», sublinhou.

A obra

O novo Centro de Estudos de História do Atlântico é um projecto que foi assumido no programa de Governo como um forte compromisso social e tem como objectivo enriquecer, decisivamente, o panorama cultural madeirense.
Além de dar continuidade à aposta do Executivo madeirense na criação e dinamização de equipamentos de valorização do património histórico-cultural, a nova infra-estrutura qualificada possibilitará conservar um património tão importante e dar continuidade a projectos de investigação sobre a História da Madeira. A obra implicou a recuperação de um prédio antigo afecto a esta finalidade, que possibilitará, por outro lado, um melhor acesso dos cidadãos à informação sobre a memória e a entidade regional. O Centro de Estudos desenvolve-se em quatro níveis (cave e três pisos acima do solo). O piso zero é dedicado à circulação do público, onde este poderá aceder à sala de índices, área expositiva, biblioteca digital, sala de leitura, filmoteca, auditório e respectivos serviços de apoio. Nos restantes pisos, a circulação do público em geral é condicionada, sendo estes espaços destinados a serviços internos, designadamente à área de direcção e investigação.
Foi tida em atenção a acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida, tendo sido tomadas as medidas necessárias para que estas possam usufruir confortavelmente dos espaços e foram-lhes reservados quatro lugares especiais no auditório e instalações sanitárias convenientemente dimensionadas.
A nova infra-estrutura é uma obra do Governo Regional, que ascendeu a dois milhões de euros.


Jornal da Madeira




Canárias quer liderar

Com Madeira presente na reunião de Las Palmas para criar novo espaço Atlântico








A Madeira vai estar hoje presente em Las Palmas de Gran Canaria na primeira reunião económica para a criação de um Espaço Atlântico Euro-Africano. Na delegação da região autónoma consta Jorge Faria, presidente do Instituto de Desenvolvimento Empresarial da Madeira e Maurício Pereira, adjunto do vice-presidente do Governo Regional. Participam ainda representantes da Comissão Europeia, dos governos autónomos das Canárias e dos Açores, os ministros da Economia de Cabo Verde, Guiné Equatorial, e a Mauritânia, bem como representantes do Senegal, Comunidade Económica de Estados da África Ocidental e da Assembleia Paritária UE-ACP.
A apresentação do projecto será feita hoje pelo vice-presidente e conselheiro da Economia e das Finanças. Curiosamente, está marcada para a sede da Casa África em Las Palmas. A organização é da Consejería da Economia e das Finanças do Governo das Canárias, em colaboração com a Comissão Europeia.
Em termos concretos, sabe-se que o objectivo do Espaço Atlântico Euro-Africano é o de impulsionar a inserção regional das Canárias relativamente aos países terceiros vizinhos. Nesse âmbito, o encontro servirá para criar um novo quadro de relações com os países da África ocidental e central.
A iniciativa visa impulsionar este espaço de cooperação, que servirá, entre outros objectivos, para facilitar e promover o conhecimento e a troca de informações sobre oportunidades de cooperação económica entre os países e regiões que o conformam.
Conforme refere José Manuel Soria, vice-presidente e conselheiro da Economia e das Finanças do Governo das Canárias, o encontro “pretende marcar um roteiro para identificar as áreas de convergência e interesse recíproco que facilitem uma maior inserção regional”.
Mais evidenciou ser preciso salientar que as regiões ultraperiféricas do Espaço Atlântico Euro-Africano “dispõem de uma ampla oferta exportável tais como as energias, maquinaria industrial, a construção de infra-estruturas, de equipamento e obra civil em geral, experiência em equipamentos comerciais, assim como experiência em matéria turística, sanitária, tratamento de aguas em todo o seu ciclo e resíduos sólidos urbanos, formação universitária e formação profissional em turismo, comércio, indústria agro-alimentar, telecomunicações, logística e segurança portuária e aeroportuária e serviços de consultoria em geral entre outras”, precisou.



Jornal da Madeira

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Projecto SOST-MAC arranca em Outubro

Visa restaurar e sinalizar percursos nas Desertas e na Ponta de São Lourenço


O projecto SOST-MAC prevê a restauração e a colocação de sinalética em percursos nas Desertas (Deserta Grande) e na Ponta de São Lourenço, bem como, naquela ilha, a eliminação de uma planta infestante, de forma a não pôr em perigo o ecossistema do Vale da Castanheira. O projecto deverá arrancar em Outubro.





O projecto SOST-MAC, que, entre outros objectivos, visa a restauração e colocação de sinalética em percursos nas Desertas e na Ponta de São Lourenço, arranca em Outubro.
O projecto, que já havia sido noticiado pelo JM, conta com apoios da União Europeia e é também desenvolvido por Canárias, sendo que na Madeira será desenvolvido pela Direcção Regional do Ambiente, conjuntamente com o serviço do Parque Natural.
Segundo adiantou ao JM o director de serviços de Conservação da Natureza da Direcção Regional do Ambiente, a iniciativa tem como objectivo, além da recuperação de alguns percursos das Desertas (designadamente o percurso entre o Vale da Castanheira e a Doca e entre a Doca e o Sul da Deserta Grande) e a colocação de sinalética dos percursos das Desertas e de painéis informativos (nas Desertas e na Ponta de São Lourenço).
Bernardo Faria referiu que esta sinalética e esta informação é mais vocacionada aos visitantes e ligada aos grupos das escolas que visitam o local, os quais «muitas vezes passam lá um dia ou dois e que podem fazer o percurso, mas já com algum conteúdo e com informação que podem levar depois para casa, de forma a consultarem e a desenvolverem outros trabalhos e também a fazerem o percurso de uma forma mais orientada, não se afastando nem saindo do mesmo por uma questão de segurança».
Numa primeira fase, o que se pretende é fazer o levantamento do percurso, ver onde será colocada a sinalética e chamar a atenção para alguns locais com interesse de visitação.
Por outro lado, o projecto tem também uma área mais vocacionada para a vertente de gestão do ponto de vista científico do Vale da Castanheira, na Deserta Grande, tentando fazer face ao problema da “falaris” (uma planta infestante) e fazendo a monitorização dos vários grupos taxonómicos, «de forma a tentar desenvolver uma estratégia para o combate à “falaris”, não pondo em perigo a fauna e flora indígena e endémica daquele local». «No âmbito deste projecto, para além dos moluscos, pretende-se que seja feita uma monitorização de outros grupos taxonómicos naquele vale, de forma a apontar as melhores formas de gestão daquela área, uma vez que é aquela área que está sob a ameaça desta espécie de planta», acrescentou o nosso interlocutor.



Jornal da Madeira

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Porto Santo - Jardim na inauguração do Espaço Saúde no Porto Santo

Parceria com privados beneficia a população









O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, inaugurou ontem o Espaço Saúde das empresas Equilibrium e do Madeira Medical Center, junto ao pavilhão multiusos do Porto Santo.
Na oportunidade, o líder madeirense enalteceu a audácia dos investidores privados na complementaridade da prestação de serviços de saúde na ilha.
Tal como referiu «é um gesto de audácia porque houve sempre a ideia de que a saúde estava única e exclusivamente reservada ao sector público. A evolução da saúde nos países mais desenvolvidos e nas democracias mais aperfeiçoadas, demonstrou que um sistema de saúde para funcionar bem, tinha de ser complementado pelos sectores público e privado».
Alberto João Jardim lembrou que foi o grupo privado “+ Saúde” que acorreu a situações que eram difíceis e complicadas para serem assumidas pelo Governo Regional, numa demonstração de que uma gestão bem feita no sector privado, com ideias empresariais bem assentes no campo da saúde, «elas tornam possível um bom desenvolvimento em função de objectivos criados e que tornam possível também uma excelente articulação com o sector público».
Para o líder madeirense, cabe ao sector público zelar pelo bem-estar das populações, mas se junto deste, aparecer oferta privada, o Governo Regional pode desviar recursos para outros sectores, condição que proporciona um modelo ideal. «É isso que se está aqui, neste momento, a consagrar no Porto Santo», salientou, reforçando a ideia de que «este é um sinal de desenvolvimento do Porto Santo».
Na óptica do presidente do Governo Regional, a prestação de serviços privados de saúde representa uma alternativa, o mesmo que é dizer que «quanto mais direito à escolha tem um país, mais aperfeiçoada é uma democracia».
Nesta linha de raciocínio, Jardim salientou que com esta complementaridade «o sector público também ganha por haver aqui uma prestação de serviços que não necessita vir a prestar», reforçando a ideia de que «quanto melhor for a articulação de tudo o que é saúde mais bem servida fica a população».
De acordo com o chefe do Executivo regional, mais do que a cura e o tratamento, a prevenção assume um capital fundamental, exemplificando com o caso da gripe A. «Quanto mais sucesso os serviços de prevenção aqui tiverem, menos custos os serviço público de saúde vai ter», concluiu Jardim.
Na sua intervenção, o líder madeirense elogiou a visão do presidente da Câmara do Porto Santo, Roberto Silva, que insistiu junto dos empresários do sector para investirem na ilha e o critério do director regional da Administração Pública do Porto Santo, Jocelino Velosa, na entrega dos espaços que deviam ser rentabilizados com iniciativas positivas.
Por seu turno, o responsável pelo Madeira Medical Center, José Júlio Castro Fernandes, realçou que o grupo + Saúde, irá encontrar soluções para facilitar o acesso dos utentes do Porto Santo, em condições privilegiadas aos serviços no Funchal. Consciente da dimensão do mercado local, que não permite estender à ilha todos os serviços prestados na Madeira, o empresário garante que num futuro próximo serão estabelecidas parcerias com o sector público.
Exemplo disso, tal como foi anunciado, é o estabelecimento de um acordo com o Serviço de Saúde da Madeira (SESARAM) para a utilização por parte dos doentes do Espaço Saúde, ao serviço de radiologia existente no Centro de Saúde do Porto Santo, situação ontem desbloqueada, por Almada Cardoso.
José Júlio Castro Fernandes revelou ainda que em três anos de actividade o grupo emprega mais de 300 pessoas, tendo no corpo clínico cerca de 200 médicos, 50 enfermeiros e outros técnicos e profissionais de saúde.
Por outro lado, o empresário exortou os responsáveis pelos serviços públicos de saúde a não olhar para os privados como “invasores, parasitas ou corpos estranhos”.
«Não nos podemos esquecer que a missão de todos nós, serviços públicos e privados, é ajudar a preservar a saúde e tratar a doença das populações que servimos», realçou.

A obra

O Espaço Saúde, é um investimento de 200 mil euros das empresas Equilibrium e Madeira Medical Center, junto ao Pavilhão do Porto Santo. Trata-se de um espaço com 300 metros quadrados nos quais funcionam quatro consultórios, uma sala de colheira de produtos biológicos para análises clínicas, uma sala de enfermagem, gabinetes de fisioterapia e um ginásio de recuperação e tratamento, além de recepção e sala de espera.
Nesta área de saúde privada funcionam consultas médicas de especialidade (cardiologia, cirurgia geral, cirurgia plástica, clínica geral e familiar, gastrentererologia, nutricionismo, ortopedia, otorrinolaringologia, oftalmologia, psicologia, psiquiatria, urologia e reumatologia) e exames de diagnóstico.



Jornal da Madeira

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Inaguração da nova Gare Maritima do Porto Santo (Porto SantoLine)

PORTO SANTO: Alberto João Jardim inaugurou nova gare de passageiros do Porto Santo e destacou
Mais qualidade nas operações portuárias


No primeiro dia de trabalho no Porto Santo, Alberto João Jardim desembarcou do “Lobo Marinho”, logo de manhã, e procedeu à inauguração da nova gare marítima de passageiros, iniciativa do grupo Porto Santo Line. Na altura, o presidente do Governo Regional destacou a melhoria das condições aos passageiros, tendo salientado que o Porto Santo «ganhou qualidade nas operações portuárias com esta infra-estrutura».







Foi ontem inaugurada, no porto de Porto Santo, pelo presidente do Governo Regional, a nova gare marítima de passageiros, uma iniciativa da Porto Santo Line à semelhança daquilo que já existe no Funchal. Ligeiramente maior que a que existe na Madeira, a nova gare, conforme relevou Alberto João Jardim, passa a oferecer serviços ainda mais aperfeiçoados de venda de passagens ao utilizadores do barco, assim como resolver problemas de última da hora, mesmo junto do “Lobo Marinho”.
«Passam a ter aqui uma base para toda a operação que decorre no cais e, sobretudo, fazê-las em condições de melhor protecção e segurança ao passageiro. Penso que o Porto Santo ganhou qualidade nas operações portuárias com esta infra-estrutura, principalmente quando as condições climáticas são adversas», salientou o presidente, naquele que foi o primeiro dia de trabalho na ilha dourada.
Apesar do clima ameno no Porto Santo, Luís Miguel de Sousa, administrador da Porto Santo Line, sublinhou que esta é uma infra-estrutura que vai melhorar o embarque do passageiro em condições adversas de tempo, para além do apoio que é feito na mudança de passagens ou da compra “last minut”. «No fundo, é uma infra-estrutura que vai adequar as necessidades que existiam há alguns anos. Será um complemento ao terminal de passageiros que foi feito no Funchal», disse.
Este investimento, juntamente com o que foi feito no Funchal, é da ordem dos 400 mil euros e vem reforçar o empenhamento que a Porto Santo Line tem na linha.
Luís Miguel de Sousa acrescenta que, em termos de infra-estruturas, os investimentos ficam concluídos. Restam os investimentos normais, inerentes à linha, nomeadamente, manutenções do navio que são feitas anualmente e que implicam investimentos da ordem dos 700 mil a um milhão de euros.
Por falar em manutenção do “Lobo Marinho”, o administrador diz que é uma operação que está consolidada pelo que, em Janeiro, o navio voltará a parar para ser alvo de uma doca de manutenção, apesar de haver anos em que esta é mais rápida. «Tudo depende das necessidades em termos de reclassificação do próprio navio. Ele fez uma doca grande no ano passado, pelo que a do próximo ano será mais ligeira e mais rápida», disse, sem contudo precisar onde a mesma decorrerá. «Depende das cotações do mercado internacional na altura», concluiu.


Jardim está com Ferreira Leite e diz que o partido está consolidado
Programa do PSD não são as palhaçadas do Governo PS


Alberto João Jardim considerou, ontem, «um espanto» José Sócrates «andar preocupado com o programa de Governo do PSD». Em declarações ao JM, o líder dos social democratas madeirenses considera que o programa vai sair na hora exacta e não porque o líder nacional do PS e primeiro-ministro assim o entende.
«O programa do PSD não são as palhaçadas deste Governo. É uma coisa que é pensada e que vem a público na altura que o PSD entende. Era o que faltava agora o partido Socialista e o Sócrates darem ordens ao PSD. O partido definiu que ia apresentar o programa no fim do mês de Agosto e vai fazê-lo. Não vai fazer ao contrário só porque o Sócrates assim o deseja», disse.
O líder do Executivo madeirense vai mais longe e acusa Sócrates de «continuar a enganar os portugueses com promessas que não pode cumprir nem o Estado está em condições de ver cumprir». No que toca à Madeira, diz mesmo que o programa de Governo socialista «é mais um ataque e uma provocação ao povo madeirense». A tudo isto, acresce o facto de o PS ter tido «a lata de apresentar como cabeça de lista no Funchal às legislativas um indivíduo que ao estar no Governo Socialista, foi cúmplice das bandalheiras que Sócrates fez ao povo madeirense».
Jardim mostra-se ainda de acordo com as declarações de Ferreira Leite, a líder nacional do PSD, dizendo que, «obviamente, o PSD está consolidado. Eu próprio dei opinião favorável quando veio cá o secretário geral do PSD, e pedi que ele transmitisse à líder nacional do partido a minha opinião sobre esta estratégia que foi agora montada», revelou.
Convidado a pronunciar-se sobre uma eventual candidatura de Pedro Passos Coelho enquanto independente nas próximas legislativas, a pedido dos apoiantes do politico, Jardim foi breve: «Ele que vá que é para a gente contar os votos».




Jornal da Madeira

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

As Desertas

Parque Natural
Data: 09-08-2009






As Desertas são um grupo de três ilhas desabitadas: Ilhéu Chão, Deserta Grande e Bugio, de origem vulcânica com cerca de 3,5 milhões de anos, adjacentes à ilha da Madeira.

As ilhas Desertas foram alvo de várias tentativas de colonização mas nunca foram habitadas devido à sua aridez e inexistência de água. No entanto, a intervenção humana é evidente existindo ainda hoje vários vestígios, tais como uma eira em perfeito estado de conservação na Deserta Grande, muros de pedra, pequenos tanques para recolha de água, abrigos e vigias.

Sabia que…

…no passado houve interesse económico nestas ilhas através da criação de gado e da colheita de Urzela e de Barrilha?

… ao nível da biodiversidade existe uma elevada proporção de espécies raras e endémicas

…na Doca existe uma Estação de Apoio e Vigilância à Reserva e uma unidade de reabilitação para Lobos-marinhos?

…são Reserva Biogenética pelo Conselho da Europa desde 1992 e integram a Rede Natura 2000?.


DN Madeira

domingo, 9 de agosto de 2009

Parque fotovoltaico com parecer positivo (Porto Santo)

Câmara e Direcção de Ambiente aprovam e só falta projecto








A Câmara Municipal do Porto Santo já autorizou a empresa Nutroton Energias, liderada pelo ex-presidente do PSD, Marques Mendes, a apresentar o projecto definitivo para a criação de um parque fotovoltaico na ilha. Determinante para esta situação foi o parecer positivo dado pela Direcção Regional de Ambiente, há cerca de um mês.
Ainda assim, e segundo o JM conseguiu apurar, a obra deverá vir a surgir num local ligeiramente ao lado daquilo que inicialmente estava previsto. A ideia, segundo os promotores do empreendimento, é o de tornar o Porto Santo numa ilha auto-sustentável, em termos energéticos.
Com a decisão da Câmara, o Jornal sabe que a Nutroton, já incumbiu uma empresa de elaborar o projecto, para dar entrada do mesmo na Câmara.
De acordo com os dados conhecidos, o parque fotovoltaico em Porto Santo terá capacidade para gerar uma potência eléctrica de 2 megawatts, num investimento de 10 a 12 milhões de euros, correspondentes a cerca de 5,5 milhões de euros por cada megawatt produzido.
Numa entrevista a um jornal, em Abril de 2009, Marques Mendes referiu que os passos seguintes poderão incluir todas as energias renováveis com viabilidade de desenvolvimento, de forma a criar a primeira ilha da União Europeia auto-sustentável a nível energético. “Queremos integrar neste projecto todas as entidades e grupos empresariais que possam dar um contributo favorável, desde o município de Porto Santo, às autoridades da Região Autónoma, passando pelos grupos privados do turismo, ou pelas próprias empresas de energia, onde a Eléctrica da Madeira teria um papel fundamental”, referiu então Marques Mendes


Jornal da Madeira

sábado, 8 de agosto de 2009

Recuperação do Pico Branco em velocidade de cruzeiro (Porto Santo)

Rocha da Silva destaca que trabalho só será visível dentro de alguns anos







O Governo Regional, através da Direcção Regional de Florestas, prossegue com o trabalho de recuperação e reflorestação de alguns picos do Porto Santo. Numa altura em que muitos deles se apresentam de verde, as atenções viram-se agora para o Pico Branco, no lado norte da ilha. Este é um projecto que já foi anunciado há vários anos, mas que está agora numa fase de cruzeiro, conforme destacou ao JM Rocha da Silva.
«É um projecto de recuperação, em que se vão eliminando algumas espécies e vão-se replantando outras. Mas, isso é praticamente um trabalho que não se vê a olho nu», disse o director regional de Florestas, acrescentando que o objectivo consiste, essencialmente, em retirar alguma coisa que vá aparecendo e que não interesse que ali permaneça. «É um trabalho que só será notado por daqui a uns anos», complementou.
Relativamente aos outros picos da ilha, Rocha da Silva mostra-se satisfeito com o projecto de reflorestação que foi desenvolvido. «É um trabalho de vários anos. A partir de certa altura, as árvores ganham volume e de repente as pessoas apercebem-se que o trabalho está aí feito», disse.
Recordou que grande fase deste projecto é anterior à autonomia, tendo sido retomado em 1978, com a aquisição por parte do Governo Regional de uma série de terrenos, sendo que os projectos de arborização ganharam então outra dimensão. No entanto, Rocha da Silva garante que este é um trabalho contínuo, pelo que ainda há muito que fazer. «Numa primeira fase houve que travar o processo de erosão e de desertificação e, entretanto, entramos na fase seguinte, assente na recuperação do solo, já com outras condições que não as iniciais. Há trabalhos de outra natureza, como a plantação de novas espécies para ir diversificando as que já existem no Porto Santo. De maneira que este é um trabalho que não tem um fim à vista», observou.
Entre as espécies mais utilizadas, estão os pinheiros, mas entretanto também têm sido usadas outras espécies indígenas como o dragoeiro, a urze, a faia, as alfarrobeiras ou ainda as figueiras.
Para além da arborização, o trabalho de recuperação de miradouros prossegue no Porto Santo, embora com uma ou outra dificuldade. «Praticamente, todos os terrenos no Porto Santo são privados, pelo que para fazer qualquer intervenção, normalmente, há que proceder à aquisição dos terrenos para então poder fazer alguma intervenção. Aquilo que já está anunciado é, por exemplo, a transladação do viveiro dos Salões para um terreno a adquirir na Serra de Dentro, sendo que este dará lugar a um parque da cidade de Vila Baleira. O processo de aquisição dos terrenos está em curso, através dos serviços do Património, e só quando o processo estiver concluído é que vamos proceder à preparação dos terrenos para a sua função de viveiros, assim como construir as infra-estruturas de apoio ao mesmo», concluiu.


Jornal da Madeira

Encontro de Música Étnica agrada a Jardim

O evento faz parte do festival de arte camachense, ontem inaugurado pelo governante
Data: 08-08-2009



O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, deu ontem início ao XXI Festival de Arte Camachense, manifestando particular regozijo por aquele acontecimento integrar, este ano, o 'I Encontro de Música Étnica da Macaronésia'. "Era uma lacuna que tínhamos", considerou, congratulando Elsa Sá, presidente da Casa do Povo da Camacha, "por ter tomado essa iniciativa, que espero que passe também a ser uma tradição incluída neste Festival". O governante ressalvou, no entanto, que "todos os participantes no Festival têm valor, são criativos, todos têm arte".

Alberto João Jardim aludiu também ao projecto de um novo auditório para o Largo da Achada, dizendo: "Espero, para o ano, estar já aqui no meio das obras. Toda a gente sabe que não faço promessas, mas tenho o meu programa de Governo, que cumpro sempre, e nesse programa está remodelar este Largo com um auditório, no período entre 2007 e 2011. Está tudo a seguir o previsto, tal como eu anunciei. O lançamento do concurso será ainda este ano, e quero inaugurar pelo menos em 2011 esta obra", declarou. Também o presidente da Câmara de Santa Cruz, José Alberto Gonçalves, referiu-se a este projecto, exortando as pessoas a ver a maquete da intervenção que será feita naquela praça central da Camacha, e que contribuirá para melhorar ainda mais, do seu ponto de vista, aquela zona turística.

Elsa Sá, por seu turno, considerou que o Festival de Arte Camachense "constitui uma afirmação da identidade cultural" dos camachenses, sendo um Festival "de tradição, cor, sabor, criatividade e inovação". Este é, disse, "um "evento onde se pode fruir um conjunto de várias actividades", do folclore ao teatro, da música coral à música tradicional ou instrumental , despique, fados, música rock, dj's, tunas, dança, bandas, moda, artesanato, ateliers, gastronomia, rádio, desporto, e ainda a 8ª edição do 'Dia do Camacheiro Emigrante'.


DN Madeira

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

“Challenger” leva 20.º aniversário para a rua

Com a promessa de novo crescimento dentro dentro de três anos



(Wilson Braga in PortoSantobyNight)



Dentro de três anos, o Porto Santo poderá vir a ganhar um novo espaço de animação. A promessa é de Carlos Ruas, responsável pela discoteca “Challenger”, que completa este ano 20 anos de existência.«Estamos no século XXI e penso que o Porto Santo, dentro de dois a três anos, vai precisar de um novo espaço, com uma nova dimensão, uma nova oferta, para clientes cada vez mais exigentes, com duas ou três áreas e um espaço ao ar livre, uma área de diversão, uma de lazer, outra de alimentação, e também de jogos. Vamos tentar criar uma coisa no Porto Santo para que o cliente tenha tudo lá», explicou ao JM o responsável por aquele que é o mais antigo espaço de animação no activo na ilha, nas vésperas daquela que será a grande festa de aniversário do “Challenger”, marcada para amanhã, a partir das 23 horas, na recta de acesso ao Porto de Abrigo.Intitulado “Challenger Club Summer Festival”, este evento irá contar com vários DJ’s internacionais, como são os casos do alemão D.O.N.S. (responsável pela remistura de “Pump Up The Jam”), Gio di Leva (do projecto Sidekick, que produziu o grande sucesso “Deep Fear”), DJ Da Fonseca (projecto Groove Addiction, responsável pelo êxito “Isto é porno”) e ainda Pedro Nóbrega, o actual residente da discoteca porto-santense e uma das promessas do Porto Santo.
Esta é, de resto, a única grande festa ao ar livre que se realiza este verão na ilha dourada, razão pela qual aumenta a responsabilidade, conforme destaca Carlos Ruas, o grande dinamizador do Challenger Club. «É muito ano, por isso, para festejar em grande, resolvemos fazer este evento, com um alinhamento de luxo em termos de artistas, dois dos quais internacionais e que nunca estiveram na Região Autónoma», explicou.Carlos Ruas garante que «quem vier à festa não vai se arrepender», destacando «o conceito completamente novo a nível de bares». «O recinto vai estar muito giro e vamos ter a festa da espuma no final da noite, para refrescar os ânimos», complementou.
Na hora do balanço aos 20 anos que ficam para trás, Carlos Ruas recorre a uma frase de um amigo madeirense para dizer «as modas passam, mas o Challenger fica.
O que é certo é que já vi abrir e fechar muita coisa e nós continuamos cá para continuar a movida». A preserverança, garante, «tem sido um dos segredos do Challenger. «Nunca baixamos os braços, vamos sempre à luta e essa é a nossa maneira de estar na noite, sempre a inovar e tentando sempre dar algo de novo e melhor aos clientes que nos procuram», conclui.


Jornal da Madeira

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Porto Santo Line já ultrapassou em 2009 o total de passageiros de 1998

Lobo voltou aos 50 mil






Pela segunda vez desde que o navio Lobo Marinho está na linha marítima de transportes inter-ilhas foram transportados, entre 1 e 31 de Julho, mais de 50 mil passageiros. Os números deixam, uma vez mais, antever uma certa retoma no mercado, que se traduz pela política de redução de preços que a Porto Santo Line teve de imprimir, para fazer face à queda no número de passageiros transportados desde o início do ano.
A empresa armadora do navio que tem capacidade para transportar 1150 passageiros em cada viagem, já ultrapassara, de resto, os 51 mil passageiros, em 2007, um ano em que o acumulado, durante os primeiros sete meses do ano, "ficou-se", mesmo assim, pelas 175 mil pessoas transportadas.
O que é um facto é que, se somarmos todos os sete meses em que o navio já navegou, só este ano, o número de passageiros ascendeu aos 196 mil. Isso significa, por outro lado, que a política agressiva de preços utilizados pelo armador para combater a descida da curva da estatística está a dar resultados.

Números a subir preços a descer

Pelos vistos, apesar de os números de Julho de 2008 terem ficado abaixo dos 50 mil passageiros e quando os primeiros meses deste ano indicavam uma fraca procura pelo destino, a recuperação fez-se, tendo em conta a tendência negativa que se verificava até ao final dos primeiros três meses deste ano.
Tendo já ultrapassado, com os primeiros dias deste mês de Agosto, os 200 mil passageiros transportados já este ano, o Lobo Marinho começou 2009, recorde-se, a perder milhares de passageiros por mês face ao primeiro trimestre de 2008, tendo acabado por recuperar os passageiros com apostas em campanhas promocionais irrecusáveis, que fizeram os madeirenses voltar a procurar o navio, melhorando os números acumulados já a partir do quarto mês do ano.
A recuperação foi feita lentamente e aliada aos preços em média mais baixos, a Porto Santo Line acabou por conseguir chegar, mais cedo do que nunca, aos duzentos mil passageiros, o que acontecia, anteriormente, mais à frente, no calendário.
Como exemplo, refira-se que em 1997, o primeiro ano em que os primeiros sete meses foram feitos em operação "ferry", com o anterior Lobo Marinho, haviam sido transportados pouco mais de 82 mil passageiros e em 2004, o primeiro ano em que o actual navio fez as viagens nos primeiros meses do ano, viajaram 155 mil passageiros.
Por outro lado, registe-se, a título de curiosidade, que o comandante João Bela já viu entrar no navio, entre Janeiro e Julho deste ano, mais passageiros do que em todo o ano de 1998, quando entre Janeiro e Dezembro viajaram cerca de 194 mil pessoas.

Viagens duplas em Agosto
O Lobo Marinho está desde o passado fim de semana a fazer viagens duplas, o que vai acontecer todos os domingos, quartas e sextas-feiras até ao final de Agosto.
Com estes horários, a Porto Santo Line procura ir ao encontro dos passageiros que, em Agosto, acorrem em grande número à ilha dourada.
Recorde-se que em 2008 o número de passageiros transportados entre as duas ilhas neste mês foi de 70 mil passageiros, um recorde que pode ter sido conseguido pelo facto de haver mais oferta, para fazer face ao que os madeirenses e visitantes de fora da Madeira queriam, até porque a procura tem vindo a aumentar todos os anos em Agosto.
A Porto Santo Line tem, agora, uma loja de vendas na Estrada Monumental, no Hotel "CS Madeira", que funciona todos os dias da semana até as 20 horas, podendo ser mais um local de aquisição de pacotes de viagens.


Jornal da Madeira

Porto é melhor do circuito Atlântico






Conceição Estudante, secretária regional do Turismo e Transportes, acredita que a nova gare vai potenciar o surgimento de mais navios de cruzeiro no porto do Funchal.
A governante recorda que este ano, com uma conjuntura menos favorável, o porto registou um crescimento no número de passageiros de quatro por cento no primeiro semestre do corrente ano.
Nesse sentido, admite que, no futuro, com uma nova infra-estrutura, “temos todas as razões para acreditar que , com melhores condições de funcionamento, o porto do Funchal venha a ter mais procura”.
Acrescenta ainda Conceição Estudante que a crescente democratização dos cruzeiros, com cada vez mais propostas e com preços atractivos, é de antever um futuro ainda com mais optimismo.
Além de que adianta existir um movimento crescente de cruzeiros no Inverno para o Atlântico e que, por outro lado, há que ter em linha de conta o trabalho feito nos últimos anos pelos Portos da Madeira, que têm dado os seus frutos. Um trabalho que permite mesmo que o Funchal “já seja considerado o melhor porto deste circuito Atlântico”.
Recorde-se que uma das últimas grandes apresentações públicas da nova gare aconteceu no primeiro mês do ano, numa conferência de imprensa realizada em Lisboa, durante a Bolsa de Turismo de Lisboa, onde o destino Madeira tem sempre uma grande mediatização com a sua presença na capital.


Jornal da Madeira

ACIPS quer aposta no turista da Madeira

José António Castro quer pede aos hotéis do Porto Santo que façam promoções no mercado local
Data: 05-08-2009



A ACIPS quer que as unidades hoteleiras do Porto Santo se adaptem ao mercado e aos tempos de crise, e comecem a vender pacotes destinados ao mercado regional, aos madeirenses representativos de mais de 80% do turismo que entra na ilha.

José António Castro, que falava ao DIÁRIO sobre a crise mundial que afecta naturalmente a economia local, incluindo o turismo ilhéu, reconheceu que a situação está "bastante complicada", agravada pela dificuldade que se mantém nos transportes aéreos, nomeadamente no custo.

Para o Presidente da Associação Comercial e Industrial do Porto Santo, será possível vender o turismo ilhéu diferenciando a segurança que se vive nas ruas como trunfo a explorar. "Temos de vender a segurança, temos o pontecial de ser uma 'ilha ecológica', com espaços limpos e mar não poluído, tal como as veredas e caminhadas a pé", acrescenta. "Apesar disso, ainda somos um destino pouco conhecido nos mercados europeus, por exemplo, com um bom trabalho da Associação de Promoção da Madeira. Mas, achamos que o Porto Santo vive essencialmente dos madeirenses. Quem disser o contrário tem que provar, mas não falará a verdade".

O maior mercado é o turista da Madeira, "que vem cá o ano todo", por isso acrescenta: "Os hoteleiros no Porto Santo também têm que pensar mais neste mercado. Ninguém consegue manter o negócio o ano todo, quando só três meses resultam. Por isso, aumenta o desemprego quando chegamos a Outubro, pois não dá para pagar 14 meses com o lucro de três meses de Verão".

O empresário e responsável associativo defende, por isso, um regime específico de 'layoff' (regime de suspensão temporária do trabalho) para o Porto Santo. "Primeiro, porque a demografia é pequena, pouco mais de 2500 adultos activos, depois porque temos problemas para cá chegar de avião ou de barco, e terceiro há que criar mecanismos para que isso funcione", conta. "Já há uma série e infraestruturas, mas só isso não chega. Temos de trazer gente cá porque só vivemos do Turismo, quando tínhamos potencial para desenvolver a agricultura e as pescas. E conclui: "Gostaria que fossemos tratados com os mesmos direitos que um português do continente no que toca ao custo e frequência dos transportes. O mesmo, aliás, se passa com as ligações com a Madeira. É tudo muito caro, tendo em conta a distância. E nada está a ser feito na área das promoções para a ilha, excepto um barco que tem pacotes especiais com três hotéis, mais ninguém. Este mercado tem de ser repensado, principalmente em épocas de crise que vivemos. Temos muitas camas, não podemos estar a pensar em construir mais hotéis. Temos de pontenciar os que já existem e trazer mais turistas cá, principalmente os da Madeira".

Expo com novos moldes

José António Castro tem, para já, pouco a dizer sobre o maior evento económico da ilha, a 'Expo Porto Santo/Nautitur 2009', organizada em conjunto com o Governo, a Câmara e o Instituto do Desporto da Madeira (IDRAM), mas é certo que a edção deste ano será diferente das anteriores.

"Vamos mudar a filosofia do negócio. Vamos chamar mais jovens, pois eles têm de incutir no cérebro que os eventos e as feiras não é só vender, também são desportivas, não são só música pimba, são mais que isso", assegura. "Teremos a área de venda comercial, outra dos agricultores do Porto Santo que contamos adiram este ano em maior número (em 2008 foram só quatro), uma parte dos carros, de desporto e uma de restauração que terá também gastronomia de fora". Serão organizados, ainda, seminários para falar sobre a crise e o seu impaco na ilha, sobre o turismo e de animação desportiva. Não faltará animação musical, "muito 'soft', porque não há dinheiro", conclui.



DN Madeira

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ultimo dia de Visita, Ilha do Porto Santo

chegada a Ilha do Porto Santo (Pertencente a Região Autonoma da Madeira)



Apresentação do Presidente da Camara Municipal de Porto Santo Sr Roberto Silva


Vila Baleira


Chegada ao Campo de Golfe do Porto Santo desenhado pelo Espanhol Severiano Ballestero (Campeão Mundial de Golfe)







Despedida dos Reis de Espanha








(Sua Alteza seguio viagem para a Ilha de Maiorca (Espanha) onde continuara as suas Ferias de Verão)

Despedida do Presidente de Portugal Anibal Cavaco Silva



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