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quarta-feira, 7 de abril de 2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

segunda-feira, 5 de abril de 2010

domingo, 4 de abril de 2010

Madeira já produz e vende + do que compra (Flores)

Pela primeira vez a produção local e comercialização de flores superou as importações e o negócio já vale 2,5 milhões de euros. Mas a festa até vende pouco...
Data: 04-04-2010







A Madeira exportou o ano passado mais 10% de flores, com as importações a caírem 28,7%. Contribui para esta inversão dos indicadores um aumento gradual da produção e comercialização local, que nos últimos anos cresceu 39,5%.

Tendo beneficiado ao longo do último quadro comunitário de apoios da União Europeia que permitiram trinta e dois novos projectos florícolas, no valor de 4,6 milhões de euros, a Madeira conseguiu reduzir em 85% o número de flores importadas, tendo com isso beneficiado a produção local.

No histórico da actividade, o ano de 2009 fica marcado pelo primeiro em que as exportações superaram as importações, tendo sido produzidas na Madeira cerca de 4,7 milhões de flores, que geraram um volume de negócios de 2,5 milhões de euros.

Tal como destacamos ao lado, a Festa da Flor tem pouco significado para os produtores regionais, já que nesta altura são adquiridas 50/60 mil flores, o que representa 1,2% do total da produção.

Importante, sim, é o facto de 72% das flores usadas no cortejo ou nos arranjos públicos ser de produção regional, com as importações a representarem 28% das necessidades da festa.

De acordo com as estatísticas do último ano, 12,8% da produção regional é comercializada fora da Região, gerando um negócio de 250.924 euros, valor que traduz um acréscimo de 12,7% em relação ao ano anterior.

Portugal compra 63,3% das flores que a Região exporta, mas a análise da evolução do mercado constata que as vendas para o estrangeiro - Holanda, Alemanha, França e Suíça, sobretudo - estão a aumentar, facto justificado com a alteração do perfil do produto.

Menos orquídeas, mais proteas

Tal como destacamos nos quadros que publicamos em baixo, a Madeira aumentou significativamente nos últimos nove anos a exportação de proteas e orquídeas, já que nas restantes espécies registou-se um abrandamento.

Esta tendência foi contrariada no ano de 2009, com uma retoma da venda de antúrios (+53,4%), estrelícias (+22,4%) e de torrões de açúcar (+65,4%), tendo o último ano ficado marcado pela quebra nas exportações de orquídeas - menos 42 mil - e por um novo aumento nas vendas de proteas, em que os produtores regionais venderam mais 83 mil.

Embora a cotação das flores no mercado externo se tenha mantido nos dois últimos anos (2,4 euros/unidade), a verdade é que houve uma ligeira quebra para o preço conseguido em 2005 (2,5), descida compensada com o aumento das exportações, que valeram mais 15,3% em termos de receita.

É o custo do transporte, obrigatoriamente aéreo, que condiciona as exportações, já que onera em 0,90 cêntimos por haste de orquídea, com as caixas, mangas e demais materiais usados na acomodação e protecção das flores a custar outros 0,40 cêntimos.

Menos 3,3 milhões de flores

Boa novidade para a actividade económica local é a redução brutal nas importações, que desde 2005 representam menos 3,3 milhões de flores/ano. Um olhar ao quadro que inserimos dá conta que apenas a procura pelo crisântemo subiu, embora esteja em queda desde 2007 (-35,8%).

Em 2009 a Região só importou mais cravos - mais 40 mil - e gladiolos (+ 4.221), mantendo-se uma procura elevada pelas margaridas, cujo custo unitário (0,20) tem justificado a preferência dos hotéis e outros grandes compradores de flores ornamentais.

Não deixa de ser curioso registar, também, que nos últimos cinco anos a Madeira deixou de importar mais de 240 mil rosas/ano, tendo se verificado no último ano uma quebra de 38% (- 241 mil flores).

Embora o custo unitário na importação tenha subido de 0,15 cêntimos para 0,26 desde 2005, a verdade é que desde 2007 baixou 13,4%, tendo o valor total gasto nas compras registado uma quebra de 74,7%, ou seja menos 472 mil euros.

Embora a receita das exportações/importações tenha caído 51,7%, a verdade é que as vendas no mercado regional compensaram .

Em termos de apoios, o Governo Regional através da União Europeia garante apoios às entidades que efectuarem a expedição de produtos exclusivamente originários da Madeira. Esta ajuda corresponde a 10% do valor da produção comercializada, acrescido de outros 10% do valor do transporte.

No que respeita à produção e comercialização local, a ajuda pode variar entre 11 e 14 cêntimos por haste de orquídea. Existem ajudas aos investimentos em explorações agrícolas de pequena dimensão ou para modernização de explorações.

No actual quadro comunitário, o programa de apoio à agricultura e desenvolvimento rural já tem quatro novas candidaturas ligadas à floricultura, no valor de um um milhão de euros.

Há menos flores este ano por causa do mau tempo

Os produtores são unânimes. A Festa da Flor é um evento importante como mostra, como veículo de promoção da flor. Mas as vendas até não têm grande significado na actividade, pois a data até nem é coincidente com o pico da produção das principais flores.

Um maior número de dias de céu coberto (nebulosidade), precipitação muito superior ao normal, ventos fortes e temperatura baixa têm vindo a afectar a produção, tanto em termos quantitativos como qualitativos.

Na floricultura sob coberto (estufas), algumas explorações tiveram prejuízos em algumas das suas estufas, enquanto as explorações ao ar livre o vento destruiu muitas plantas especialmente as próteaceas, prevendo-se uma redução na sua oferta.

A Florialis, o maior produtor regional, com uma área de 100 mil metros quadrados - 20% em estufa - e uma produção anual superior a 600 mil flores/ano, entre orquídeas, proetas e estrelícias, enfatiza a importância da festa como forma de dar a conhecer a qualidade da produção regional, destacando o facto do Governo Regional ter criado condições para que os nove grupos que integram o cortejo privilegiem a aquisição de flores locais.

A duas semanas do evento, dois dos grupos já encomendaram na Florialis três mil hastes - cerca de 30 mil flores - havendo por parte de outros produtores algumas dificuldades em fornecer as quantidades pretendidas.

De acordo com o Director Comercial da Florialis, Ivo Sousa, a exportação tem vindo a ser condicionada com o agravamento do custo do transporte aéreo, com a criação de novas taxas, o que vem criando dificuldades à expedição.

Com custos de produção superiores - em média uma estufa de 20.000 m2 na Madeira tem 8 trabalhadores, na Holanda apenas quatro - as empresas madeirenses apesar de terem uma flor mais fresca e natural, debatem-se com a necessidade de acomodar em cada caixa maos flores por causa do custo do transporte, o que condiciona a apresentação do 'produto', pois o incentivo público (0.30) não cobre, naturalmente, o custo de acomodação e transporte (1,30).




DN Madeira



Porto Santo Antigamente

sexta-feira, 26 de março de 2010

quarta-feira, 24 de março de 2010

Limpezas deixam à vista Fontes de João Dinis

Câmara do Funchal vai recuperar as fontes que foram mandadas construir em 1490
Data: 24-03-2010






Várias décadas depois de terem sido enterradas, nas obras de construção dos jardins que separam o Palácio de São Lourenço da Avenida do Mar, as Fontes de João Dinis vão voltar a funcionar. Esquecidas há muito tempo, embora a Rua das Fontes continue lá, devem o seu 'regresso' a um acontecimento trágico: os temporais de 20 de Fevereiro.

A aluvião que atingiu o Funchal encheu de lama os jardins e obrigou a obras de remoção de detritos, operações que começaram logo após a catástrofe. Foi precisamente nestas escavações que ficaram a descoberto as Fontes de João Dinis. Uma infra-estrutura de fornecimento público de água que foi mandada construir há 520 anos.

Em 1490, a Câmara do Funchal decidiu aproveitar a água do 'Altinho das Fontes', onde também foi construído o primeiro baluarte de defesa, que viria a dar lugar ao Palácio de São Lourenço. Agora, é precisa a Câmara Municipal do Funchal que vai recuperar este pedaço de património da cidade.

A descoberta das fontes deu-se há poucos dias e a sua identificação envolveu historiadores que confirmaram que estas eram as 'Fontes de João Dinis'.

As últimas fotos em que aparecem datam da década de 30 do século passado, antes da construção da Avenida do Mar. A marginal do Funchal, construída num nível superior ao da Rua das Fontes, terá sido responsável pelo desaparecimento e esquecimento deste local. Aqui, durante séculos, vieram beber homens e animais.

Fotos do início do século XX confirmam que as fontes eram muito utilizadas e estavam em bom estado de conservação.

O gabinete de arqueologia da CMF está a preparar uma proposta para recuperar o local e deixar á vistas os fontanários.

O jardim que se encontra junto ao Palácio de São Lourenço deverá ser mantido parcialmente, mas um dos objectivos desta obra será a recuperação da calçada de calhau rolado que durante séculos esteve naquele local.

Entrada pela Rua das Fontes



Rui Carita, num primeiro comentário enviado à autarquia, confirma que estas fontes foram mandadas construir em 1490 e que foram alvo de diversas obras, ao longo de cinco séculos.

O historiador considera importante recuperar as fontes o que também seria uma forma de dar outra dignidade à própria fortaleza de São Lourenço que viu, ao longo dos anos, a altura da sua muralha muito reduzida.

O acesso ao local, que ainda é visível, era feito pela Rua das Fontes, mas foi encerrado há muito tempo. Esta deverá ser outra das alterações a efectuar.

As fontes parecem, numa primeira observação, em bom estado, embora sejam necessárias várias obras neste local.

A recuperação deste espaço permitirá, segundo a CMF defender o património histórico e criar mais um motivo de interesse turístico no centro da cidade.

Desta água...



As famosas Fontes de João Dinis, a que a população citadina recorria para matar a sede e para, em final de jornada de trabalho na baixa, aplicar uma primeira 'demão' higiénica, primavam pelos remoques políticos que inspiravam.

Nos ambientes escaldantes de luta partidária no século XIX e nas primeiras três décadas do século XX, pululavam cliques, grupelhos e aparelhos que tratavam de arrebanhar as influências de cada governador que o centralismo lisboeta ia enviando para cá. De início, o inquilino do Palácio de São Lourenço pretextava neutralidade e respeito por todas as facções em compita, sem privilégios a quem quer que fosse, do partido do governador ou de outros. Mas, com o avançar das jantaradas, passeatas e bailes, em breve Junta Geral e Câmaras tinha a mandar os amigos do costume. "Este também já bebeu das Fontes de João Dinis", dizia então o povo do governador.

Hoje dão-se situações parecidas, como se sabe, com titulares colocados cá. Vemos até políticos da capital que nos visitam por escassas horas e partem anestesiados pelo encantamento das fontes, apesar de soterradas até há um par de horas.


DN Madeira

quinta-feira, 18 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

terça-feira, 16 de março de 2010

sábado, 20 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Camionetas da SAM Antigamente

Estacionadas no Parque Almirante Reis (Funchal)



(Foto via Blog: portodeintimidade)