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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Museus de Portugal premeiam Palácio e Estação de Biologia

Estas instituições estão num grupo que foi premiado pela associação de museologia
Data: 04-12-2009




O Grupo para a Acessibilidade nos Museus (GAM) foi premiado, há poucos dias, pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM) com o Prémio Inovação e Criatividade.

Na Região Autónoma da Madeira, integram o GAM, como membros institucionais, a Área Museológica do Palácio de São Lourenço, e a Estação de Biologia Marinha/Museu Municipal do Funchal, sob a tutela da Câmara Municipal do Funchal.

De acordo com Margarida Camacho, responsável pela Área Museológica do Palácio de São Lourenço, estas duas instituições têm desenvolvido, no âmbito do Grupo para a Acessibilidade nos Museus, projectos individuais e em parceria. Preparam, aliás, para breve a actividade conjunta "De Palácio a Palácio: um percurso na cidade do Funchal".

Segundo Margarida Camacho, "trata-se de, entre breves visitas acessíveis ao Palácio de São Pedro [onde está instalado o Museu Municipal do Funchal - História Natural] e ao Palácio de São Lourenço, estudar aspectos do património urbano".

Esta acção, que é anunciada para breve, destina-se a grupos integrando cidadãos invisuais. A preparação contou com o apoio da Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação (DREER), sob a tutela da Secretaria Regional de Educação e Cultura. Alguns materiais de suporte que para este fim têm sido preparados por técnicos da DREER estão expostos na Biblioteca Pública Regional, incluídos numa exposição promovida por aquela Direcção Regional.

A finalizar, refira-se que a cerimónia de entrega dos prémios da APOM referentes a 2008, no âmbito dos quais foi premiado o Grupo para a Acessibilidade nos Museus, realizou-se no Museu do Neo-Realismo de Vila Franca de Xira, no passado dia 27 de Novembro.


DN Madeira

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Governo recebeu primeira certificação de qualidade

Direcção Regional da Administração Pública e Local recebeu prémio de excelência
Data: 03-12-2009



A Direcção Regional da Administração Pública e Local (DRAPL) recebeu ontem a certificação de qualidade ISO 9001:2008 e o certificado de 1º nível de excelência da Fundação Europeia para a Gestão da Qualidade (EFQM - European Foundation for Quality Management).

Na cerimónia que ontem se realizou na Vice-Presidência do Governo Regional da Madeira, Jorge Oliveira, titular da DRAPL, fez questão de referir a sua satisfação por estar a concluir-se um etapa do projecto que ele próprio anunciou para todos os serviços da Administração Pública na Região para os próximos cinco anos. O processo de implementação na Direcção Regional iniciou-se em Março e ficou concluído há poucas semanas. Ontem a APCER, entidade que supervisionou o projecto de certificação entregou o certificado e a bandeira que poderá ser usada pelos serviços e que atesta perante todos a sua conformidade. Jorge Oliveira fez ainda questão de agradecer aos seus colaboradores o empenho e trabalho dispensados para que todas as conformidades fossem cumpridas e para que a auditoria da APCER pudesse confirmar a certificação. Chamou a atenção para o facto deste certificado implicar mais responsabilidades de todos e uma aplicação maior, que deve ser seguida noutros departamentos governamentais, cujo processo de certificação será também implementado em breve.

Pela parte da APCER - Associação Portuguesa de Certificação foi manifestada também a ideia de que o processo é dinâmico e requer o trabalho e cooperação de todos, em todos os níveis do seu desenvolvimento. A APCER é um organismo privado português que se dedica à certificação de Sistemas de gestão, serviços, produtos e pessoas, de forma a garantir a qualidade e promovendo vantagens competitivas às entidades, públicas ou privadas, tanto nacionais como internacionais.

Iguais preocupações e atenções manifestou a directora regional da Associação Portuguesa de Qualidade, entidade associada à APCER e que está instalada na Madeira desde há uma década.

O vice-presidente do Governo Regional encerrou a cerimónia, que registou quatro discursos e a presença de algumas dezenas de funcionários públicos e responsáveis pelas sociedades de desenvolvimento da Madeira.

João Cunha e Silva fez questão em valorizar os processos de certificação da qualidade das empresas, organismos e departamentos públicos. Nestes últimos, destacou o governante, é ainda mais importante que essa qualidade exista e seja auditada, pois são serviços que lidam com o público a quem devem dedicar um serviço aferido na qualidade e na lealdade.

O governante disse estar satisfeito com o panorama da qualidade na Região Autónoma. Nesse aspecto a Madeira está bem servida. Foram dados passos muito interessantes e certos e com objectivos definidos. Depois da DRAPL, deverá ser a vez da Direcção de Administração Pública do Porto Santo a conseguir o seu certificado ISO 2009:2008, disse ontem João Cunha e Silva, perspectivando já a próxima entidade governamental regional que receberá a distinção da entidade certificadora.


DN Madeira

Recorde da Madeira pode ter caído na noite passada

Emirados Árabes ultrapassaram recorde do fogo de artifício do final do ano
Data: 03-12-2009



A Região Autónoma da Madeira deve ter perdido na noite de ontem o seu único recorde reconhecido no famoso 'The Guiness Book of Records": o espectáculo pirotécnico da Passagem do Ano 2006/2007 que foi reconhecido como o maior do seu género.

Ontem, no Abu Dhabi, os Emirados Árabes Unidos ultrapassaram de longe os oito minutos do recorde madeirense e as notícias que chegaram até nós através das agências noticiosas do Golfo Pérsico apontavam para um espectáculo que teve a duração de 45 minutos e cujos fogos atingiram a altura de dois mil metros. Foram lançadas 100 mil peças de 12 barcaças situadas frente à Marina do Hotel Abu Dabhi Palace e na zona de West Coomiche. Os inspectores do 'Guiness Book of Records' assistiram ao evento e dentro de poucos dias saberemos se o espectáculo pirotécnico que marcou o 38º Dia Nacional dos Emirados Árabes Unidos foi ou não homologado como novo recorde mundial nessa categoria.

No mês de Novembro de 2008, no Emirato do Dubai, aquando da inauguração do hotel Atlantis, na ilha artificial do mesmo nome que integra o arquipélago Palm Jumeirah, um espectáculo de fogos de artifício ganhou a classificação do mais caro do mundo. Custou então três milhões de dólares, mais dinheiro do que gastaram os chineses nos 17 dias dos Jogos Olímpicos, realizados alguns meses antes em Pequim. Esse espectáculo do Dubai só não nos tinha tirado o recorde, porque os organizadores não requereram os procedimentos necessários para garantir a presença dos inspectores do 'Guiness' no local.

A Madeira tinha ganho com uma elipse de fogo de artifício de seis quilómetros de extensão e 2,7 quilómetros de largura em torno da cidade do Funchal. O espectáculo teve a duração de oito minutos e subordinou-se ao tema «Dança das Quatro Estações», baseada na obra homónima do compositor veneziano António Vivaldi. O fogo foi lançado de 37 postos estrategicamente colocados ao longo da baía do Funchal, sendo 31 em terra e seis em plataformas marítimas.


DN Madeira

Madeirense Bernardo Sousa no Campeonato do Mundo de Ralis 2010 com um Ford Fiesta S2000 da MSport





Bernardo Sousa garantiu a sua presença no Campeonato do Mundo de Ralis 2010. O piloto português irá participar na WRC aos comandos do novíssimo Ford Fiesta S2000, recentemente apresentado pela M-Sport e que promete ser uma das grandes sensações da temporada de 2010.

O WRC Cup é uma nova competição inserida no Campeonato do Mundo de Ralis e destinada somente a carros da categoria S2000 – uma das mais competitivas categorias do Mundial – e contará com sete eventos ao longo do ano, dois dos quais disputados fora da Europa.

Depois de dois anos a representar as cores portuguesas no P-WRC, Bernardo Sousa dará agora o salto para esta nova competição, com o objectivo claro de lutar pela vitória do Mundial: «Esta nova competição foi criada com o intuito de permitir uma luta mais directa entre os pilotos que utilizam viaturas da categoria S2000. São carros muito competitivos e as vitórias são disputadas ao segundo. Estou muito satisfeito por ter sido um dos primeiros pilotos privados a garantir o Ford Fiesta S2000 para a temporada de 2010, que apesar de recente, já demonstrou ser bastante competitivo», referiu o piloto português, que foi o primeiro piloto a garantir o volante do novo Ford Fiesta S2000.

«O facto de estar inserido numa estrutura tão experiente como a M-Sport também é uma garantia em termos de qualidade e fiabilidade do material. É a evolução da minha carreira como piloto, pois esta será a minha terceira época no Mundial de Ralis e sinto que apesar da minha juventude (22 anos) tenho a humildade de reconhecer que vai ser o ano que vou dispor dos melhores meios técnicos e humanos ao mais alto nível, sobretudo, depois de uma época frustrante devido à pouca competitividade da viatura de que dispunha. Mas, o que interessa agora é o futuro e nada melhor que estar numa equipa de topo com uma viatura de nova geração como é o caso do novo Ford Fiesta S2000, uma viatura pensada ao mais pequeno pormenor».

Bernardo Sousa já escolheu as sete provas que irá disputar em 2010. Suécia, Jordânia, Portugal, Alemanha, França, Japão e Inglaterra foram as escolhas do piloto português, que tem como objectivo terminar o Mundial no «top 5».




quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Inventário ao património (Santana)

Câmara Municipal de Santana quer requalificar e saber tudo o que é seu


A Câmara Municipal de Santana vai fazer o levantamento de todo o seu património, incluso áreas verdes. Rui Moisés, presidente da autarquia, sublinha que o projecto inclui a requalificação de todo o património.







A A Câmara Municipal de Santana vai proceder à requalificação do seu património. Na lista estão áreas arborizadas na Achada do Teixeira e nas Queimadas.
O presidente da autarquia, Rui Moisés, anunciou ao JM que já mandou avançar com o levantamento de todo o património municipal da edilidade, tendo em vista a sua requalificação e o seu aproveitamento, para diversos fins, que não a alienação.
«Temos um vasto património que precisa de ser conservado», explica.
Rui Moisés lembra que entre o património já inventariado estão terrenos na Achada do Teixeira e nas Queimadas, que a edilidade quer aproveitar para, após consultar o Parque Natural da Madeira, criar pequenas zonas de lazer.
O autarca diz que o património existente tem de ser valorizado, de diversas maneiras. E dá um exemplo: «Vamo-nos candidatar à Rede da Biosfera da UNESCO, até porque cumprimos dois requesitos fundamentais: somos Património Mundial da UNESCO (a Floresta Laurissilva) e somos Reserva Natural da UNESCO (a Rocha do Navio). Somos o único município da RAM nestas condições e podemos valorizar estes aspectos, na promoção internacional e nacional do concelho».
Sublinhe-se ainda que, ao longo deste mandato, a autarquia liderada por Rui Moisés propõe-se a «requalificar os jardins públicos e miradouros, limpar e manter as estradas, veredas, levadas e escarpas, florir vários caminhos municipais, estabelecer parcerias no combate às plantas infestantes, criar programas de educação ambiental, promover as energias renováveis em infra-estruturas públicas e privadas, requalificar os cemitérios, fomentar a recolha selectiva e recolher os resíduos especiais, óleos alimentares, óleos de automóveis, lâmpadas, rolhas,…).
«Promover a compostagem doméstica, gerir com eficácia os resíduos orgânicos, reparar, substituir e ligar as redes de abastecimento de água potável, proceder ao tratamento da água potável e incentivar a poupança da água, limpar os leitos das ribeiras e córregos, regular e acompanhar o processo de extracção de inertes, implementar o programa eco-escolas no concelho, valorizar projectos com a temática ambiental, comemorar os dias alusivos ao ambiente, dinamizar, limpar e manter as zonas balneares existentes (Faial e São Jorge) e a construir (Arco de São Jorge) e aumentar a rede de saneamento básico e tratar as águas residuais», são os outros propósitos na área ambiental.




Jornal da Madeira

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Madeira cria base de dados para os cães da Região

Direcção Regional de Agricultura “ensina” a fazer registos de canídeos






A Direcção Regional de Agricultura está, através da Direcção de Serviços de Produção e Saúde Animal, a desenvolver acções de formação junto dos médicos veterinários e de funcionários das Juntas de Freguesia. O objectivo é chamar a atenção para o registo dos canídeos.
Em declarações ao JM, a directora de Serviços de Produção e Saúde Animal, Fátima Sousa, lembra a existência de uma rede regional de registo dos cães.
Segundo Fátima Sousa, «estas acções de esclarecimento, que têm estado a ser ministradas pelo veterinário João Carlos Dória, foram concretizadas, porque uma das obrigações da DSPSA é fazer o controlo e o registo dos canídeos na Região, até porque eles podem ser portadores de doença e, como tal, podem estar em causa questões de saúde pública».
«Nós temos notado que esta parte do registo dos canídeos, embora esteja a ser feita pelas Juntas de Freguesia, tem registado muitos lapsos, porque havia Juntas que não estavam sensibilizados para o efeito, outras não tinham os meios suficientes e outras porque as pessoas não percebiam o processo, apesar de já termos falado, mais de uma vez, nesta situação», realça.
Neste momento, adianta, «a intenção primordial é fazer perceber qual é o propósito de se ter os animais de companhia registados e licenciados, para já porque é preciso imputar a responsabilidade de detentores dos cães aos seus donos».
«Hoje em dia existe um cenário de crise e é muito fácil abandonar os cães. Depois, há sempre alguém que os apanhe e os leve à SPAD ou ao canil municipal, que estão cheios», acrescenta.
Segundo Fátima Sousa, «esta legislação que está a ser abordada contempla setenta pessoas e está vocacionada para os médicos veterinários e para os funcionários das Juntas de Freguesia». «Já tivemos quatro sessões, duas para os médicos veterinários e duas para os funcionários. No mês de Dezembro, haverá mais uma para cada», disse ainda.
Junto dos veterinários, o objectivo é, recorda, «que eles procurem incutir junto dos donos dos cães a importância do acto, porque quando se coloca um chip no animal, não é só para os casos em que ele se perca, é também para os casos em que ele é abandonado se possa identificar mais facilmente o seu dono».
Recorde-se que a lei obriga a todos os cães, nascidos depois de Julho de 2008, terem o chip de identificação. Se não o fizerem, incorrem numa legalidade.
«Claro que não temos capacidade para fiscalizar todos os casos, mas temos recebido várias denúncias. Muitas vezes, nós deslocamo-nos às casas das pessoas e vemos que os animais não estão identificados, nem sequer registados. E as pessoas nem sequer sabem que era preciso», recorda.
Fátima Sousa afiança que «os médicos veterinários podem ajudar a sensibilizar as pessoas». Por parte das Juntas, «não sabiam que papel era preciso, o que fazer com o papel, como aceder às bases de dados regional e nacional».
Aquela responsável considera que, com esta acção intensiva, conseguir-se-á apurar melhor os procedimentos, sobretudo nos casos de morte do cão ou de mudança de dono».
«As pessoas têm um cão, depois dão-lo, só que nunca alteraram a posse e depois vêem-lhes imputada a responsabilidade do mesmo Alertamos para que tenham a situação regularizada», conclui.

Cão pode estar em apartamento com condições

Fátima Sousa considera que não há problema em se ter um cão num apartamento, desde que determinadas condições estejam reunidas: comer, sombra, beber e passeio.
«Ter cães em apartamentos é muito relativo. Depende das condições em que ele estiver. As pessoas têm de pesar bem o que vai acontecer, que o animal poderá sujar mais a casa ou estragar qualquer coisa. Mas, de resto, ele acaba por ser mais um membro da família, que convive com as famílias», defende.
Segundo a nossa interlocutora, «as pessoas muitas vezes denunciam situações em que o animal está numa varanda».
«Mas, se as pessoas não estão em casa é natural que ele tenha de ficar num espaço. Desde que ele tenha de beber e de comer e que esteja protegido do sol e que se possa movimentar, não há problema. O facto de estar todo o dia numa varanda não é sinónimo de violência, violência é deixar ao abandono os animais. Claro que há que cumprir certas premissas: por exemplo têm de passear o animal», complementa
Para a directora dos Serviços de Produção e Saúde Animal, «de resto, o conceito de bem-estar do animal não é o mesmo do ser humano». «Por exemplo, se você colocar o animal na rua, ele gosta, dá o passeio, mas depois quer voltar para casa, com o dono. E ele já sabe os condicionalismos, mas prefere estar com o dono», finaliza a nossa interlocutora.


Jornal da Madeira

Unidade do Porto Santo terá capacidade autónoma

Chefe de Estado-Maior da Força Aérea baptizou Aeródromo de Manobras nº 3






A Unidade do Aeródromo de Manobra do Porto Santo (AM3) está, desde ontem, “baptizada” com o seu novo nome, numa cerimónia presidida pelo chefe de Estado-Maior da Força Aérea, General Luís Araújo, que descerrou a placa identificativa do novo estatuto do ex-destacamento da Força Aérea na ilha dourada. O responsável também investiu Joaquim Ferreira como comandante daquela unidade, dando continuidade ao trabalho até então desenvolvido no destacamento.
À margem do programa comemorativo, o general Luís Araújo disse aos jornalistas que o destacamento do Porto Santo era «um filho da Força Aérea» que ainda não tinha nome. «Esta cerimónia simples mas de elevado significado dá nome a um dos nossos filhos que passou a ser o Aeródromo de Manobra nº 3, portanto, é uma unidade da Força Aérea, uma plataforma de projecção de poder aéreo e assim irá crescer e continuar a sua missão».
Explicando que a missão mantém-se a mesma, o chefe de Estado-Maior da Força Aérea falou dos meios aéreos existentes, nomeadamente os helicópteros EH101 e o aviocar. Está prevista, para o primeiro semestre de 2010, a chegada do C295.

Reconhecendo que o AM3, que conta com 15 militares e cerca de trinta funcionários civis em serviço, carece de várias infra-estruturas, o general Luís Araújo divulgou que, no próximo ano, serão criadas infra-estruturas necessárias, estando no topo das prioridades «uma parada, porque não há quartéis sem paradas e isto é um quartel». Seguir-se-á a infra-estruturação ao nível de alojamentos para oficiais, sargentos e praças, que serão também dotados de cozinhas e zonas de alimentação. «Depois, vamos continuar a investir de acordo com os recursos disponíveis, mas vamos criar uma capacidade autónoma no Aeródromo de Manobras nº 3», assegurou o militar. «Os investimentos serão os necessários, de acordo com o erário público e o orçamento que nos vai ser dado para 2010. Será faseado, porque não se pode fazer tudo de uma vez».
Por outro lado, o general Luís Araújo lembrou que termina o seu mandato no próximo dia 18 de Dezembro e, caso venha a assumir nova missão, admitiu que «gostava muito que o Dia da Força Aérea em 2010 fosse na Madeira», uma decisão que será tomada, caso continue a desempenhar as No que se refere à vinda de uma ou mais parelhas de F-16 para a Madeira, o chefe de Estado-Maior da Força Aérea lembrou que esse projecto faz parte dos planos da instituição militar. «A Madeira é parte do território nacional, somos responsáveis pela vigilância e controlo do espaço aéreo na abrangência do território nacional e faz parte dos planos ter uma parelha de F-16 na Madeira quando o radar estiver pronto, e também nos Açores, em tempo necessário, sempre numa perspectiva não de permanência mas de destacamento.


Quando for necessário, iremos fazê-lo, para treinarmos e exercitarmos as nossas capacidades e, se houver alguma ameaça, temos de estar preparados para a enfrentar».
Saliente-se que a cerimónia ontem realizada na Unidade do Porto Santo, que contou com a presença do secretário regional dos Recursos Humanos em representação do Governo Regional e do presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, incluiu no seu programa uma visita à exposição temática sobre operações de Busca e Salvamento e a demonstração da Equipa Cinotécnica da Unidade, com os cães militares. Após a despedida do responsável máximo pela Força Aérea portuguesa e da saída no avião militar do Porto Santo para a Madeira dos convidados e comunicação Social, o AM3 pertenceu aos alunos da Escola do Porto Santo. A eles, foi-lhes propiciado baptismos de voo no helicóptero Eh101 Merlin.

Joaquim Ferreira aponta desafios


No seu discurso alusivo ao Dia da Unidade do AM3, o primeiro que proferiu na qualidade de comandante deste organismo (apesar de ter sido o responsável pelo ex-destacamento do Porto Santo), o comandante Joaquim Ferreira expôs os desafios que se colocam, «a curto prazo», àquela infra-estrutura, com o seu novo estatuto. Assim, o coronel apontou a «necessidade de serem efectuados pequenos ajustes nos módulos de pessoal visto que passarão a ser executadas a nível local um conjunto de tarefas de âmbito logístico-administrativo, até à data realizadas por outras unidades da Força Aérea.
Na nova realidade, é ainda exigida uma solução para «a problemática do alojamento, da assistência sanitária, da alimentação e do transporte, de e para o continente, do pessoal colocado no AM3», realçou ainda. «Estes são, em termos globais, os desafios que a curto prazo se colocam ao eficiente funcionamento do AM3», resumiu o coronel na cerimónia que contou com representantes do ramo da Força Aérea, Exército, Marinha, das Polícias e membros do Governo Regional.
O coronel Joaquim Ferreira fez ainda um balanço do trabalho desenvolvido nos últimos tempos, destacando a componente da segurança em terra e segurança interna, com a concretização «do indispensável sistema de combate a incêndios na área do combustíveis, onde se encontram armazenados cerca de seis mil metros cúbicos de hidrocarbonetos, efectivação de vários simulacros de incidentes nas vertentes da prevenção de acidentes e de segurança interna. Na componente operacional, destacou o apoio continuado às aeronaves estacionadas e de todas as que transitaram no aeródromo e ainda a participação nos exercícios de âmbito internacional MORSA e na iniciativa 5+5.



Jornal da Madeira

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Taxa de desemprego baixa na Madeira

Foi ontem divulgada, pelo Instituto Nacional de Estatística, a taxa de desemprego referente ao 3º trimestre deste ano, a qual indica, para a Madeira, um valor de 7,9%. Verifica-se, assim, uma redução deste indicador, dado que, no 2º trimestre, a taxa estava situada nos 8,1%. A taxa nacional fixou-se nos 9,8%, o que representa uma subida significativa, face aos 9,1% do trimestre anterior, e muito acima das previsões do Governo central, de 8,8%.


Fixou-se nos 7,9% no terceiro trimestre


Segundo os dados do INE, verificaram-se subidas em todas as regiões do país, excepto na Madeira, nos Açores e no Alentejo, sendo estes os valores apurados: Norte – 11,6%, Centro – 7,2%, Lisboa – 10,3%, Alentejo – 10,2%, Algarve – 10,3% e Açores – 6,2%.
Em nota informativa, a Secretaria Regional dos Recursos Humanos, sublinha que “constata-se, assim, que só existem duas regiões com valor inferior ao da Madeira (Centro e Açores), sendo que, nas restantes quatro, a taxa ultrapassou os 10%”.
“A taxa agora divulgada diz respeito, tal como atrás referido, ao 3º trimestre de 2009 – Julho, Agosto e Setembro – acompanhando, assim, o decréscimo também verificado no desemprego registado (inscritos no Instituto de Emprego da Madeira) no que respeita aos meses de Julho e Agosto”, acrescenta a nota.
Os dados ontem divulgados pelo INE indicam que o desemprego, a nível nacional, entre Julho e Setembro agravou-se 2,1 pontos percentuais face aos 7,7 por cento observados no período homólogo de 2008.
Este valor fica acima das previsões do Governo para o conjunto do ano, que apontavam para os 8,8 por cento.
De acordo com o INE, no terceiro trimestre, a população desempregada estimada foi de 547,7 mil indivíduos, mais 114 mil pessoas do que há um ano atrás, o que representa uma subida de 26,3 por cento.
Em comparação com o trimestre passado há, por sua vez, mais 40 mil desempregados, significando uma subida de 7,9 por cento.
A contribuir para a subida da população desempregada no terceiro trimestre esteve, segundo o INE, o aumento do número de desempregados à procura de emprego há menos de um ano, que explicou 65,5 por cento do aumento global do desemprego.
No final de Setembro havia, assim, 290,8 mil desempregados à procura de emprego há menos de um ano, uma subida de 34,6 por cento (mais 74,7 mil pessoas) comparativamente com o mesmo período do ano passado, altura em que estavam nesta situação 216,1 mil pessoas.
Segundo o instituto, o aumento no número de homens desempregados (em 73,9 mil indivíduos) foi outro dos motivos que explicou o aumento global do desemprego. Ainda assim, a taxa de desemprego estimada nos homens foi de 9,1 por cento, enquanto nas mulheres foi de 10,6 por cento.
De acordo com o INE, a subida do desemprego no período considerado verificou-se em todos os grupos etários, mas sobretudo nos indivíduos com 45 e mais anos e nos com idades entre os 35 e os 44 anos.
O número de desempregados à procura de primeiro emprego diminuiu por sua vez entre Julho e Setembro, face igual período do ano passado, acrescentou.
O INE avança ainda que o número de pessoas empregadas entre Julho e Setembro é o tereceiro mais baixo da década, sende preciso recuar até ao ano 2000 para encontrar um trimestre que que haja menos empregados em Portuga.



Jornal da Madeira

Mortalidade infantil mais baixa na Madeira

Relatório da Direcção-Geral de Saúde divulgado esta semana


Um relatório da Direcção-Geral de Saúde, divulgado esta semana, coloca a Madeira na frente das regiões com a taxa de mortalidade mais baixa. Entre 2007 e 2008, o número de óbitos infantis desceu mais de 300 por cento. O presidente do Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais considera este resultado muito bom e adianta algumas das razões que poderão ter contribuído para isso.





A Direcção-Geral de Saúde acaba de divulgar um relatório sobre a “Natalidade, Mortalidade Infantil, Fetal e Perinatal 2004-2008”, onde a Madeira aparece em grande destaque, precisamente, por ser a região do país onde o número de óbitos infantis baixou substancialmente, sobretudo quando comparados os resultados de 2007 com os do ano passado.
De acordo com os dados da Direcção-Geral de Saúde, a tendência nacional dos “óbitos infantis por residência das mães” é para uma descida acima dos três pontos percentuais, enquanto que, na Madeira, ao passar dos 13 casos em 2007 para os três ocorridos no ano passado, faz com que na Região se tenha verificado uma descida superior a 300 por cento.
Essa descida vai traduzir-se também num taxa de mortalidade infantil muito inferior à verificada no restante território nacional. Pois, na Madeira, a taxa é de 1,1 por cada mil nados-vivos, enquanto que, no continente, ela é de 3,3 e nos Açores é de 4,6 por cada mil nados-vivos.
Os dados referentes ao ano passado, são, de resto, um valor excepcional, se comparamos com a evolução dos dados referentes aos “óbitos infantis por residência das mães” nos últimos cinco anos. Entre 2004 e 2007, os valores têm oscilado entre os 10 e os 13 óbitos.
O presidente do Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais (IASAÚDE) considera que a taxa mortalidade registada em 2008 na Região é muito positiva. Maurício Melim recorda, no entanto, que este é um indicador que sofre muitas flutuações.
Para Maurício Melim, entre as razões possíveis para esta descida, está a queda da taxa mortalidade ao nível do neonatal (crianças que morrem com menos de 28 dias), que era de 2,6 e passou para, no último ano, 0,4.
Outros aspectos que, segundo o presidente do IASAÚDE, terão contribuído para que esta taxa tenha baixado foram, por um lado, um melhor diagnóstico pré-natal, mas também porque a capacidade de intervenção precoce também melhorou, assim como «acreditamos que possa ter havido uma maior procura precoce dos cuidados de saúde, neste caso saúde materna, ou seja, as mães procuram, cada vez mais cedo, os cuidados de saúde».


Madeira regista taxa baixa (6,3%) de prematuros

Em matéria de nascimentos prematuros, a Região também apresenta números que, em termos comparativos com o todo nacional, expressam um cenário mais favorável, com taxas na ordem dos 6,3% contra os 10% no País.
Em 2007, dos 2549 nascimentos, 160 foram prematuros, 71 foram assistidos na unidade de cuidados intensivos (19 tinham menos de 1500 gramas). No ano seguinte, 2008, registaram-se 2560 nascimentos, 163 prematuros, 74assistidos na unidadede cuidados intensivos, 26 com menos de 1400 gramas.
Em 2009, no primeiro semestre, já ocorreram 33 nascimentos prematuros.



Jornal da Madeira

terça-feira, 17 de novembro de 2009

CMF pretende isentar recuperação de prédios

Medida visa facilitar investimentos no centro do Funchal


A Câmara Municipal do Funchal vai apresentar um novo projecto de revisão do regulamento de taxas. O objectivo é tentar isentar, em termos de taxas, a recuperação dos prédios na zona central da capital madeirenses. Esta medida, a par de outras, representa “mais um incentivo” no sentido de facilitar estes investimentos no centro da cidade.




O presidente da Câmara Municipal do Funchal inaugurou, ontem, o “Edifício Amâncio Carvalho”, na Rua do Bispo n.º 42, na freguesia da Sé, Funchal, o qual foi recentemente recuperado.
Este edifício contempla sete áreas para escritórios, seis apartamentos e três áreas para espaços comerciais e representou um investimento de cerca de um milhão de euros.
Miguel Albuquerque mostrou-se satisfeito com o investimento, que representa uma nova oferta de habitação na zona central da cidade, o que vai de encontro àquilo que a autarquia pretende para o centro do Funchal.


CMF pretende isentar recuperação de prédios

Por forma a incentivar e permitir mais investimentos do género, autarquia funchalenses vai apresentar um novo projecto de revisão do regulamento de taxas. O objectivo é “tentar isentar, em termos de taxas, a recuperação dos prédios na zona central do Funchal”, explicou o autarca.
Esta medida representa “mais um incentivo”, a exemplo do que já acontece com “a redução dos 50% para a habitação e a isenção para a recuperação urbanística” sendo que o objectivo é “introduzir mais benesses no sentido de facilitar estes investimentos”, adiantou Albuquerque.
A propósito reiterou que nos últimos anos tem-se assistido a um novo surto de crescimento habitaciona no centro da cidade, quer na zona histórica quer nas zonas envolventes das zonas históricas.
Tendo em conta que “está na moda viver no centro, porque é agradável”, sublinhou que o “grande desafio” da autarquia é “tentarmos equilibrar em termos de população dos próprios residentes”.

Garantir habitação
a preços comerciais


Para permitir o acesso a um maior leque de pessoas, o presidente da Câmara do Funchal deixou um apelo, para que haja um equilíbrio em termos de preços.
“A Câmara e os poderes públicos têm que fazer um esforço no sentido de garantirem, também, alguma habitação a preços comerciais no centro da cidade como fizemos na zona das Cruzes e na zona da Alegria, no sentido de não introduzir discriminações em termos de residentes no centro da cidade”, frisou.
De acordo com o autarca, o Funchal tem assistido a um conjunto de recuperações importantes. Contudo, alguns dos prédios têm-se deparado com problemas de herdeiros, outros têm problemas com inquilinos que têm rendas antigas, o que dificulta a recuperação dos mesmos.
Apesar destes constrangimentos, “neste momento, as coisas estão a correr bem”, garantiu. De tal forma que, em relação ao edifício Amâncio Carvalho, Miguel Albuquerque mostrou-se “duplamente satisfeito por inaugurar mais uma obra importante em termos de recuperação do centro histórico do Funchal”.
Por um lado, porque o prédio foi totalmente recuperado mantendo as suas características históricas e o seu perfil arquitectónico. Por outro, porque esta recuperação representa “uma nova oferta de habitação na zona central da cidade” que está “em conformidade com aquilo que a Câmara do Funchal pretende para o centro da cidade”.


Albuquerque destaca obra importante
Manuel Carvalho, promotor da obra de recuperação do Edifício Amâncio Carvalho, ontem, inaugurado pelo presidente da Câmara do Funchal, na Rua do Bispo salientou a forma como a autarquia, o arquitecto e o construtor tudo fizeram para cumprirem os prazos.
Dirigindo-se, em particular, ao presidente da Câmara Municipal, Miguel Albuquerque, Manuel Carvalho agradeceu a “paciência e tolerância” que houve por parte da autarquia em relação à grua que, durante algum tempo, esteve a ocupar aquela área no centro do Funchal, para que a obra pudesse cumprir com todos os regulamentos que constam da lei.
“Não foi fácil mas graças a Deus, cumprimos com tudo e aqui está à vista do povo do Funchal”, apontou Manuel Carvalho.
Miguel Albuquerque reconheceu que se trata de “obras difíceis, por estarem no centro do Funchal” tendo enaltecido, sobretudo, o facto de, “nesta altura, terem feito este importante investimento para a nossa cidade do Funchal”.
O Edifício Amâncio Carvalho foi baptizado em memória ao pai de Manuel Carvalho que adquiriu aquele espaço em Setembro/Outubro de 1966. Na altura, “não foi fácil a negociação da compra do prédio” porque “a ASSICOM tinha direito à compra”, recordou Manuel Carvalho. O prédio pertencia a uma família de sobrenome Brazão, de São Vicente que detinha outros dois.



Jornal da Madeira

sábado, 14 de novembro de 2009

Estação de Biologia Marinha recolhe dezena de tubarões (Funchal)




Cerca de uma dezena de tubarões Pata Roxa, conhecidos popularmente por 'Canejas', foram ontem recolhidas das lagoas do restaurante Vagrant por elementos da Estação de Biologia Marinha.

A recolha foi solicitada pela gerência do restaurante depois de se aperceber que os peixes, que foram colocados nas lagoas por pescadores, não conseguiam sobreviver às condições impostas pelo cativeiro.

"Os pescadores não gostam deste tipo de peixe e alguns, em vez de o atirarem de volta ao mar, vêm deitá-los nas nossas lagoas", explicou Nelson Faria, gerente do Vagrant, lembrando que, no ano passado, chegou a ter 18 'Canejas', alguns com graves feridas causadas pelos anzóis a nadar entre as mesas da sua esplanada. Mas, ao contrário do Peixe-sapo, que também são ali depositados pelos pescadores, e das Taínhas, capturadas a pedido do restaurante, os pequenos tubarões não se adaptam ao cativeiro.

Alguns dos peixes serão levados para o Aquário Municipal do Funchal e Aquário da Madeira, no Porto Moniz, enquanto que outros serão devolvidos ao mar, depois de terem recuperado das feridas e do tempo passado em cativeiro.


DN Madeira

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Perto de 400 motos 125cc vendidas desde Agosto

Desde agosto têm sido vendidas, em média, 5 motos por cada dia útil, o triplo de 2008
Data: 13-11-2009



A alteração legislativa que permite aos titulares de carta de condução 'Categoria B' conduzir motos até 125cc está a provocar uma verdadeira corrida às motas. Em pouco mais de três meses, mais concretamente desde Agosto, foram vendidas na Madeira aproximadamente 400 motos daquela cilindrada, o triplo do verificado em igual período do ano passado. Feitas as contas, e de acordo com as informações recolhidas ontem junto de alguns concessionários e agentes ligados ao sector, foram vendidas, em média, cerca de cinco motos por cada dia útil.

Lista de espera de semanas

A procura pelas motos de 125 cc de cilindrada tem sido tal que neste momento existem marcas que têm listas de espera para determinados modelos, os quais se encontram esgotados no mercado nacional. "Neste momento temos lista de espera para alguns modelos e até temos tido dificuldade em arranjar motas para satisfazer a procura", diz o responsável pelos concessionários da Suzuki, Honda e da chinesa SYM na Madeira, acrescentando que "alguns clientes têm de esperar três semanas a um mês" para verem satisfeitas as suas encomendas.

De acordo com Filipe Camacho, desde que entrou em vigor a nova legislação "devemos ter vendido mais umas 40 a 50 motas" que em igual período do ano passado. "Penso que tripliquei as vendas. No ano passado vendi em três meses umas 20 motos. Este ano posso dizer que já vendi pelo menos o triplo". Isto no caso das marcas Suzuki e Honda.

Bastantes procuradas têm sido também os modelos da marca chinesa SYM. "É uma marca que tem tido muita procura, pois é uma marca mais barata com modelos a partir dos 1.700 e tal euros", e como tal tem registado boas vendas graças ao preço acessível.

Yamaha dispara vendas
O responsável pelo concessionário da Yamaha na Madeira também confirma a enorme procura que este tipo de motos tem registado nos últimos meses. Em relação a esta marca Luís Sousa afirma que só "em Julho e Agosto vendemos cerca de 50 motas, 80% das quais 125cc". Nos restantes meses a procura também foi significativa por veículos de duas rodas deste segmento Até à presente data a Yamaha Madeira não tem sentido grandes dificuldades para satisfazer as encomendas. "Quando saiu a Lei já tínhamos um bom stock", o que permitiu uma boa resposta "à corrida às motas" que se verificou a partir de Agosto.

Luís Sousa diz que, apesar da procura anormal que ainda se verifica pelas motos desta cilindrada, neste momento o mercado tende a estabilizar. Isso não impede algum optimismo em relação aos próximos meses pois têm sido recebidos inúmeros pedidos de informação.

"Continua a haver uma boa procura das 125cc. Existem muitas pessoas que estão a ponderar, a ver qual o melhor modelo e a decidir qual o investimento que tencionam fazer", afirma Luís Sousa, acrescentando que os concelhos que têm liderado a procura são Machico, Santa Cruz, Câmara de Lobos e Ribeira Brava.

Relativamente ao pouco stock que havia de motos em segunda mão, Luís Sousa diz que "em Julho já desapareceu tudo".

A procura de modelos 125cc não se tem cingido a estas marcas. As chinesas Hyongsung, Znen e as italianas Cagiva, Piaggio e Vespa são outras marcas que, segundo fomos informados, são marcas que têm sido muito procuradas nos últimos meses. No total foram vendidas várias dezenas destas marcas.


DN Madeira

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Apoio de 60 milhões de euros às micro e pequenas empresas (Madeira)

João Cunha e Silva sublinha inovação do SI Funcionamento nas regiões ultraperiféricas


As micro e pequenas empresas da Região Autónoma da Madeira vão poder dispor de um apoio de 60 milhões de euros nos próximos 3 anos, sendo que 20 milhões já serão disponibilizados no próximo Orçamento regional, isto no âmbito de um inovador instrumento de apoio. Segundo o vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, o Sobrecustos - Incentivos ao Funcionamento é um sistema de apoio dirigido exclusivamente às micro e pequenas empresas “que vai ajudar, sobretudo, a garantir postos de trabalho e as empresas a poderem ter maior capacidade para gerir uma eventual crise ou dificuldade momentânea com despesas de funcionamento”.




A Vice - Presidência do Governo Regional da Madeira, através do Instituto de Desenvolvimento Empresarial (IDE), vai disponibilizar às micro e pequenas empresas regionais um inovador instrumento de apoio susceptível de compensar os custos adicionais resultantes dos constrangimentos naturais das regiões ultraperiféricas, denominado Sobrecustos - Incentivos ao Funcionamento.
Ontem, na apresentação deste novo instrumento de apoio, no Salão Nobre do Governo Regional, o vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, começou por relembrar que desde o ano 2000 já foram pagos às empresas 103 milhões de euros, assim como 50 milhões de euros através de linhas de crédito. Assim, referiu, foram apoiadas 1637 empresas da Região.
Todavia, acentuou que “há que actualizar esses números”, salientando que foram alcançados “mais 20 milhões de euros para os novos sistemas de incentivos e agora 60 milhões dos Sobrecustos”.
João Cunha e Silva realçou a importância deste novo instrumento de apoio, sublinhando que o mesmo será exclusivo da Região Autónoma da Madeira, uma vez que mais nenhuma região terá este sistema de incentivos, “apesar de - como destacou - este ser uma possibilidade que todas as regiões ultraperiféricas tinham”. Salientou, contudo, que as outras regiões ultraperiféricas “preferiram canalizar os dinheiros que a União Europeia colocou à sua disposição noutro sentido”.
“Nós aqui na Região fizémos questão que estas despesas de funcionamento fossem integralmente canalizadas para as empresas da Madeira”, sublinhou o vice-presidente do Governo Regional, acrescentando que “foi travada uma batalha muito dura durante muito tempo”.
“Tivémos, juntamente com esta extraordinária equipa do IDE, de ir a muito sítio e bater a muita porta para alcançarmos o desiderato que hoje aqui anunciamos”, realçou, manifestando satisfação por ter sido culminado “todo um processo” para “poder anunciar aos empresários da Madeira que vamos conseguir nos próximos tempos apresentar para despesas de funcionamento, o que é uma situação original e diferente, pois os outros sistemas de incentivo eram para despesas de investimento, uma avultada quantia que vai ter que ser derramada ao longo dos próximos três anos, sendo que já temos garantia de 20 milhões de euros para o próximo Orçamento regional, e que vai ajudar, sobretudo, a garantir postos de trabalho e as empresas a poderem ter maior capacidade para gerir uma eventual crise ou dificuldade momentânea com despesas de funcionamento”.
Neste âmbito, João Cunha e Silva referiu que este sistema de apoio destina-se “exclusivamente a micro e pequenas empresas” da Região, agradecendo a colaboração da Secretaria Regional das Finanças e do Instituto de Desenvolvimento Regional e sublinhando a “dedicação e competência” do IDE na “solução de mais este problema em prole das empresas e do tecido empresarial da RAM”.

Incentivo não-reembolsável
até 100 mil euros


Na apresentação do SI - Funcionamento, o presidente do IDE-RAM, Jorge Faria, começou por salientar que este novo instrumento de apoio está enquadrado no âmbito do PO INTERVIR+ - EIXO V - Compensação dos Sobrecustos da Ultraperifericidade.
Salientou que esta dotação especifica (50% FEDER e 50% Região) para a compensação dos sobrecustos da ultraperifericidade será utilizada para apoiar as empresas regionais até ao limite de 10% do seu volume de negócios e tem por objectivo de “Compensar os custos adicionais resultantes dos handicaps naturais das regiões ultraperiféricas, através da redução das despesas correntes das micro e pequenas empresas, contribuindo, para a sustentabilidade destas na actual conjuntura adversa”.
O SI - Funcionamento destina-se a apoiar os seguintes sectores: Indústria, Comércio e Serviços; Energia; Ambiente; Transportes Rodoviários e Urbanos; Armazenagem; Turismo; Informação e Comunicação; Serviços.
Jorge Faria realça que as empresas para acederem a este novo apoio, devem respeitar determinados condicionalimos, nomeadamente “comprometer-se a manter a totalidade dos postos de trabalho da empresa pelo período mínimo de dois anos” e “apresentar uma situação económico-financeira equilibrada, verificada pela apresentação de Capitais Próprios positivos”.
Entre as condições de eligibilidade destaca-se o facto das empresas “terem uma despesa mínima elegível de 25.000 euros”, sendo despesas elegíveis os custos salariais, custos de transportes e rendas de instalações e de equipamentos de produção.
O presidente do IDE-RAM realça que o “incentivo não reembolsável” tem uma “taxa do incentivo de 15%”, “sendo os limites do incentivo de 50.000 euros para as micro empresa e de 100.000 euros para a pequena empresa”. A selecção dos projectos é feita por fases e os projectos são seleccionados com base no mérito do projecto.




Jornal da Madeira

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Utilização do computador e da Internet na Madeira acima da média nacional



Data: 06-11-2009

A Madeira está acima da média nacional no número de famílias com acesso ao computador e à Internet, logo a seguir à região de Lisboa e à frente do Algarve. Por cá, 58,3% dos agregados familiares têm um computador em casa. Os dados constam do inquérito do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) sobre a utilização de tecnologias de informação e comunicação em 2009. Apesar da percentagem de casas com computador, na Madeira os números baixam quase 10% em relação à ligação à Internet. A taxa de famílias madeirenses ligadas à rede é de 49,7%, a grande maioria através da banda larga. Ainda assim, os números estão acima da média nacional. Melhor só Lisboa, onde as casas com computador ultrapassam os 60%. Embora muitos tenham computador e Internet, os madeirenses ainda não se habituaram a fazer encomendas pela Internet. Esta modalidade de vendas vai nos 9%, mas na Região apenas 7% fez encomendas via 'Net'. À frente, nesta parte da apreciação aos hábitos nacionais, estão as regiões de Lisboa, do Algarve e do Alentejo. A Madeira e os Açores, apesar da insularidade e da distância dos mercados, têm as mesmas taxas de encomendas pela Internet: 7%.

E, nas encomendas pela Internet, as compras foram viagens, alojamento, serviços relacionados com férias, software informático e equipamento electrónico.

Quanto às idades dos utilizadores, o inquérito do INE refere que a grande maioria tem entre os 16 e os 54 anos, com especial incidência nas faixas etárias até aos 34 anos. Dado de revelo é o facto de 99% dos estudantes usar o computador . Por género, são mais os homens do que as mulheres a usar o computador e a Internet. Segundo o INE, apenas 42% das mulheres usa a Internet contra os 51% de homens.


DN Madeira

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Google continua a "percorrer" o Funchal


(Rua do Aljube ( Sé do Funchal))


Tal como aunciado em primeira mão pelo Diário Cidade, a Google Portugal, no âmbito do novo serviço o Google Street View, continua a recolher imagens das cidades do Funchal e Câmara de Lobos e da Freguesia do Caniço.
O objectivo é, comforme informações da empressa, possibilitar a qualquer utilizador visualizar estas áreas através da internete, pela galeria de imagens de 360º, O Street View permitirá, por exemplo, que qualquer pessoa possa planear umavaigem à Região, tendo já percorrido as ruas e escolhido os restaurantes e os monumentos que pretende visitar.
Para além da vertente Lúdica do novo serviço, que ainda não tem data de disponibilização na Madeira, este vai trazer novidades em diversas áreas como o turismo, a educação ou o imobiliario.

Diario Cidade

sábado, 31 de outubro de 2009

Média da temperatura anual já está perto de 2 ºC acima dos últimos 50 anos (Madeira)

Não há dúvidas de que está mais quente, mas a precipitação que caiu nos primeiros sete dias de Outubro também foi suficiente para ultrapassar aqueles que são os valores tidos por normais para este mês







Fruto de alterações ou não, a verdade é que o clima está cada vez mais diferente na nossa Região. É certo que a humidade e a pouca precipitação não são uma novidade no mês de Outubro, mas a verdade é que acentuam-se as diferenças em relação àqueles que são os anos de referência, ou seja, entre 1971 e 2000. Por exemplo, se em relação à temperatura média mensal o valor normal era de 21,2 ºC (Graus Celsius), este ano, em Outubro de 2009 (dados referentes até dia 29) já se atingiu os 23,4 ºC. Ainda assim, em 2006 e 1995 atingiram-se valores próximos, 23 ºC e 22,8 ºC respectivamente.
Em relação à média da temperatura máxima diária, o valor considerado normal (1971-2000) é de 24,4 ºC, sendo que o registado em 2009 foi de 26,3 ºC. Ainda assim, em 1996 foi registado o valor de 26,2 ºC, enquanto que em 2006 e 1971 os termómetros atingiram 26,1 ºC.
O valor médio das temperaturas mínimas diárias normais é de 17,9 ºC, sendo que o valor registado em 2009 é já de 20,4 ºC. Um valor que, de acordo com Victor Prior, delegado regional do Observatório Meteorológico do Funchal, é considerado «bastante diferente e muito superior», constituindo mesmo o maior valor médio de temperatura mínima diária registado pelo menos desde 1949.
No que toca a temperaturas extremas, isto é, o valor máximo absoluto, tem andado na casa dos 27,2 ºC, mas no passado já foi registado, por exemplo, o valor de 34,1 ºC. «O que importa aqui ressalvar é que no mês de Outubro posso ter um dia ou dois com 34 ºC e depois a temperatura baixar para os 23º/22 ºC e a média ser, no fim, muito diferente daquela que temos agora», destacou o nosso interlocutor.
Feitas as contas, é fácil concluir que nos últimos anos se vem acentuando o aumento da temperatura. «Nos últimos 40 anos, a temperatura média anual aumentou cerca de dois graus Celsius. Temos uma circulação geral da atmosfera que dá origem a situações sinópticas com ventos de sudeste mais frequentes e mais quentes, associados às actividades antropogénicas que poderão dar origem a estes valores registados, sendo de referir que o aumento da temperatura média do ar anual no Funchal tem aumentado desde o início dos anos 70 em cerca de 2 graus», comentou Victor Prior.

Verão de S. Martinho está garantido

Outro dado importante prende-se com a precipitação. Aqui, os valores médios são superiores àquele que é considerado o valor normal (1971-2000) em 15,6 mm (milímetros). Assim, passou-se de 80,9 mm para 96,5 mm em Outubro de 2009, sendo que estes valores dizem respeito, sobretudo, a uma concentração da precipitação nos primeiros sete dias do mês, quando a Região foi assolada por mau tempo. Os valores máximos diários estão abaixo do normal porque já foi registado no mês de Outubro 91,7 mm e o que foi registado este ano aponta para 28,1 mm.
Os dias contínuos de humidade elevada também não são uma novidade na Região. Victor Prior diz mesmo que é uma situação normal e que os valores são semelhantes com o passado. «A questão é que as pessoas sentem-na mais quando está mais calor. Como Outubro foi considerado um mês quente, a temperatura e a humidade estão associadas ao desconforto», esclareceu.
Aliás, a este propósito, salientou que não se esperam novidades nos próximos dias e o Verão de São Martinho vai voltar a marcar presença. Isto porque o vento de sul-sudeste continua a arrastar uma massa de ar quente, o que determinará a continuidade do bom tempo e das temperaturas elevadas, embora se prevendo uma pequena descida da temperatura, mas não muito acentuada.
Questionado relativamente à aluvião que em 1993 devastou a cidade do Funchal, Victor Prior considera que «se tratou de um episódio de precipitação intensa», mas sublinhou que situações idênticas continuam a ocorrer nos dias de hoje, por vezes a escassos quilómetros da Madeira, em pleno Atlântico. «Ocorrem todos os anos, ao largo, no mar. Vejo pelas previsões numéricas e imagens de satélite que é frequente ocorrer, muitas vezes, a uma ou duas centena de quilómetros da Madeira, com valores de intensidade de precipitação elevadíssimos. Mas, esse tipo de situação ocorreu no passado. Não é muito frequente, mas temos de estar sempre preparados», alerta.
Victor Prior diz que se fala muito em alterações climáticas, mas o responsável não concorda muito com o termo. Prefere falar em variações. «Uma alteração é algo que é brusca, pelo que assumo que existem variações que começam a ser significativas e que resultam, em larga medida, da actividade antropogénica, nomeadamente, poluição atmosférica.
A este propósito, diz que urge «pensar um futuro sustentável e que sejam tomadas medidas que levem a que este aumento de temperatura que se verifica a nível mundial seja reduzido o mais rapidamente possível, pois de outra forma não poderemos viver no planeta. Será uma catástrofe».

Instalações em obras

Nos últimos meses, o Observatório Meteorológico tem vindo a “reforçar-se” em termos de investimentos. Ainda na terceira semana de Setembro, foram colocados dois novos aparelhos, para a leitura do tempo presente, estando um deles localizado no Pico do Areeiro, tendo a capacidade de dar com exactidão a informação de, por exemplo, queda de neve. Uma situação que antes não acontecia, sendo que a informação chegava, muitas vezes, pela comunicação social. «Ainda estão em testes, por forma a que se possa validar o resultados e afinar os algoritmos. Contudo, a sua entrada em funcionamento irá ocorrer dentro de semanas», disse Victor Prior.
A sede no Funchal, as instalações dos centros meteorológicos nos Aeroportos da Madeira e Porto Santo, assim como outras (entre elas, a do Pico do Areeiro estão a ser alvo de melhorias, tendo em vista dar mais elegância ao serviço. «Começamos por instalar duas estações meteorológicas - uma na zona da Santa e outra na Ponta de São Lourenço -, os dois equipamentos de tempo presente, foi posta a funcionar uma estação clássica no aeroporto da Madeira e, esta semana, foi concluído, também, um parque meteorológico no Porto Santo. Agora, é o próprio Observatório que está a ser alvo de melhorias, nomeadamente ao nível do interior», confirmou Victor Prior.

Observatório vai passar a contar com dois meteorologistas

A falta de meios humanos constituí uma das lacunas do Observatório do Funchal, que está em vias de ser colmatada, com a entrada de mais pessoas. Neste momento, existem três observadores na sede do Funchal, a que se junta o delegado e mais uma administrativa, enquanto que nos centros meteorológicos instalados nos aeroportos da Madeira e Porto Santo existem outros cinco observadores (cada).
Entretanto, no passado dia 15 de Outubro entraram para estágio dois novos técnicos - um para o Porto Santo e outro para o Funchal - e no dia 9 de Novembro apresenta-se uma meteorologista. «É uma pessoa jovem, Mafalda Garcia Morais - 23 anos - recém licenciada em Meteorologia e Oceanografia, para nos dar apoio. Penso que, daqui por dois meses, antes do fim do ano, virá o outro. Será uma mais valia para a Madeira, nomeadamente, para a Protecção Civil e até para a comunicação social ter durante o período normal de trabalho um meteorologista a quem se dirigir e que acompanha a 100 por cento a situação meteorológica da Madeira», revelou.
Nenhum deles é madeirense e Victor Prior sublinha que no decorrer do concurso não compareceu ninguém residente na Região.

Apelo a maior envolvimento da comunidade científica

Victor Prior defende que era importante ter na Madeira uma comunidade científica que se dedicasse a estudos meteorológicos e climatológicos. «Tem que haver uma componente científica que se dedique a esta parte da ciência que é super importante e útil, não só para o apoio diário, mas para outras situações», dando como exemplo, o estudo do próprio mosquito “aedes aegypti” ou dos pólens.
«Tenho mantido contactos com a Universidade e penso que estão abertos a utilizar a informação e os dados meteorológicos para estudos de investigação», salienta, todavia, o delegado. «Se o observatório tem dados de nove estações meteorológicas, a informação é importantíssima, não só para estudos de clima e previsão. Ainda na semana passada forneci dados dos últimos anos para estudos na área da floricultura e fruticultura. Sei que as pessoas, em particular a comunidade científica, estão entusiasmadas e penso que é bom início para que haja uma componente científica mais aberta nesta área», acrescentou o mesmo responsável.
Ao JM avançou também que o Observatório cedeu a Manuel Biscoito, da Estação de Biologia Marinha, os dados dos valores diários dos últimos anos, tendo em vista um estudo sobre os mosquitos. «Não há muitas dúvidas da relação tempo/procriação e estes. Agora, é preciso investigar e demonstrar essa realidade. Estou aqui há quase um ano e tenho sentido que este ano tem havido um maior número de picadas. É qualquer coisa que não se pode anunciar empiricamente, mas que é preciso estudar e mostrar que há uma relação temperatura/humidade e este mosquito, que incomoda», disse.
Revelou também que o Observatório tem prestado apoio, a uma empresa do continente, no sentido de fornecer dados da radiação solar global relativos ao Porto Santo, tendo em vista a eventual instalação no local de um parque fotovoltaico.



Jornal da Madeira

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Google Street View percorre a Madeira




Os concelhos do Funchal e Câmara de Lobos e a freguesia do Caniço, vão constar do novo serviço da Google , o Street View. Nos últimos dias os veículos da empressa, a exemplo do que já aconteceu nas cidades de Lisboa e Porto, estão a recolher dados que vão permitir a qualquer utilizador visualizar e navegar, através da internet, pela galeria de imagens de 360º.
Recorde.se que o StreeView foi lançado há cerca de dois meses e permite, nas cidades já visitadas, ver a rua onde fica aquele restaurante que escolherem, planera viagens, organizar pontos de encontro ou simplesmente explorar uma cidade ou zona para a conhecerem melhor,
Rui Carvalho, um dos responsáveis da Google Portugal, explicou ao Diário Cidade que este serviço permite ainda aplicações em diversas áreas como o turismo, educação ou imobiliario, sendom que não há, de momento, data prevista para a disponibilização do Street View na Madeira.
Para já mais de 50 cidades dos Estados Unidos, extenças áreas da Austrália, japão e diversas cidades europeias, entre elas, Espanha, Fraça e Itália, estão disponíveis no Street View, um serviço muito popular em todo o mundo

Diario Cidade


Ex do carro da Google que percorre as estradas a tirar as fotos (Não é na Madeira)



Câmara


Ex do tipo de foto que as câmara montadas nestes carros podem tirar(Rotunda do Marques de Pombal em Lisboa)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Plano Gerontológico define 41 medidas

Jardim Ramos apresentou ontem as metas que serão cumpridas até 2013


O secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos, apresentou, ontem, o Plano Gerontológico da Região Autónoma da Madeira 2009-2013. Este é o primeiro documento em Portugal do género e pretende ser um instrumento de planeamento e intervenção no processo de envelhecimento. Até 2013, serão implementadas no terreno 41 medidas, entre as quais o boletim para a pessoa idosa e a criação de pequenas residências para cuidar de pessoas com mais 65 anos.




A A Secretaria Regional dos Assuntos Sociais (SRAS) apresentou, ontem, o Plano Gerontológico da Região Autónoma da Madeira - “Viver mais, Viver melhor”. A divulgação do primeiro documento em Portugal que define as linhas de acção para os idosos foi feita pelo secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos, no auditório do Museu Casa da Luz para uma plateia composta por entidades das mais diversas áreas, desde a saúde, solidariedade social e autoridade.
A elaboração deste Plano, que se estende até 2013, foi um dos objectivos do programa de governo e que agora fica cumprido.
Actualmente, 15 por cento da população madeirense tem mais de 65 anos e a estimativa é que em 2050, a faixa etária a partir dos 65 por cento represente mais de 57 por cento dos madeirenses. Por isso, o secretário regional dos Assuntos Sociais entende ser urgente «começar a construir já uma cultura de autonomia e independência» da pessoa idosa. Para tal, foi elaborado o Plano Gerontológico que, apesar de não ser pioneiro, é o primeiro instrumento de planeamento e intervenção para o envelhecimento.
O documento tem como finalidade fomentar uma actuação intersectorial e multidisciplinar que promova a saúde, a participação, a segurança e a independência dos mais velhos para que possam viver mais e com melhor qualidade de vida. O objectivo do Plano é o de melhorar a qualidade de vida ao maior número de pessoas com mais de 65 anos, aumentando a quantidade de anos. Para cumprir este objectivo, foram traçados três eixos: o do envelhecimento activo, o da dependência e segurança e ainda o da capacitação e formação específica. Deste modo, até 2013 têm de estar no terreno 41 medidas, delineadas entre 14 objectivos estratégicos que traduzem uma acção conjunta interrelacionada e coordenada no contexto dos assuntos sociais e da saúde.
Durante a apresentação, que durou cerca de uma hora, Jardim Ramos reconheceu que este é um plano que «não podia tratar de tudo» e portanto, a equipa «teve de ser selectiva, mas há mais a fazer», prometeu. Isto porque, os objectivos traçados, como o boletim de saúde para a pessoa idosa, e a criação de pequenas residências para cuidar de idosos junto das suas famílias, evitando «a frieza dos lares», estão balizados até 2013, contudo, este é um trabalho para ter continuidade.
Com a população idosa a aumentar, são muitas as famílias que, mesmo querendo dar apoio aos idosos, «não têm condições para tal e a sociedade tem de dar esse sinal de apoio ao cidadão que envelhece e que não quer ser um fardo para a família e para a sociedade». Mesmo assim, Jardim Ramos enalteceu o facto de que este é um trabalho de todos e não apenas do Governo Regional. Relativamente ao Plano, ontem apresentado, o secretário regional disse que acredita que a sua equipa é capaz. «Não sou o Barack Obama, mas eu acredito que podemos fazer», concluiu o responsável.


Diagnóstico à saúde dos idosos em 2010
No eixo do envelhecimento activo, o Plano Gerontológico prevê, já para 2010, a realização do diagnóstico da situação de saúde dos idosos inscritos nos centros de saúde da Região, identificando os determinantes do envelhecimento activo e as limitações no acesso aos serviços e cuidados de saúde. Serão estabelecidos protocolos de atendimento prioritário aos idosos em situação especial (doença crónica) em todos os centros de saúde. Será feito um diagnóstico precoce e tratamento sistematizado das principais situações de doença associadas ao processo de envelhecimento; haverá ainda um aumento da informçaºão e do conhecimento da pessoa idosa sobre determinantes da saúde e estilos de vida saudável.
Uma medida também importante será a criação do Boletim de Saúde da Pessoa Idosa, que será essencial para fazer o controlo das doenças crónicas, prevenindo complicações futuras. O documento define ainda a criação de um programa de preparação de projectos pessoais da reforma; de oportunidades para o trabalho voluntário, remunerado ou não, dos idosos e ainda prevê a divulgação do turismo sénior.
Neste eixo do envelhecimento activo, cabe ainda a garantia de que o idoso tem direito à escolha em contexto de fim de vida, criando-se as condições necessárias para tal.


Linha verde para casos de violência
O envelhecimento dependente contempla uma série de medidas inovadoras, a começar pela criação da figura do mandatário do idoso e da implementação de uma linha verde de informação ao idoso, que ajudará em casos de violência e não só. O Plano traça também um reforço na rede de equipamentos sociais e prevê a resstruturação do serviço de ajuda domiciliária. Promover a prestação de cuidados de proximidade, entre as quais a figura do cuidador informal (familiar ou amigo), cujo projecto implementado há dois anos conta já com 72 pessoas. Aliás, Jardim Ramos anuniciou que o papel do cuidador será regulamentado por lei, dentro em breve. Defendendo que o lar deve ser o último recurso para um idoso, Jardim Ramos disse que serão criadas pequenas unidades residenciais para cuidar dos idosos na sua própria freguesia. É também objectivo da SRAS, desenvolver respostas estruturadas de continuidade de cuidados e de redes de apoio a situações demenciais e de dependência. Criar projectos “cidade Amiga do idoso”, mais formação para os cuidadores e combater o analfabetismo na terceira idade são outros objectivos de um Plano que é para cumprir.




Jornal da Madeira

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Novos acessos no Funchal reúnem consenso

Utilizadores destacam a poupança de tempo e de combustível que os novos acessos trouxeram


O conjunto de novos acessos que foram inaugurados este ano consegue reunir um consenso alargado. Governo, utilizadores e Câmara Municipal destacam as vantagens que os novos acessos trouxeram à mobilidade na cidade. Em apenas seis construções, o Governo Regional investiu 64 milhões de euros mas hoje é muito mais rápido e económico entrar, circular e sair do centro do Funchal.





Os novos acessos inaugurados pelo Governo Regional recentemente na cidade do Funchal vieram desafogar alguns pontos onde já se sentia algum congestionamento, mas também trouxeram ganhos para os seus utilizadores, quer na poupança de tempo quando pretendem deslocar-se de um ponto para o outro da cidade, quer na economia de combustível, visto que as distâncias se encurtaram.
Esta é, em síntese, a opinião que alguns alguns dos utilizadores destes novos acessos reportaram ontem ao JORNAL da MADEIRA.
«Tudo o que vem para melhor o trânsito e a facilidade de entrada e saída no Funchal é bom», disse Luis Camacho, que não aponta qualquer aspecto negativo a este conjunto de infra-estruturas.
«Poupo tempo e dinheiro, porque quando mais práticas são as saídas e entradas na cidade mais dinheiro economizamos no combustível», disse Luis Camacho, garantindo também conseguir agora movimentar-se mais rapidamente dentro do Funchal.
A mesma opinião tem Eugénio Ferreira, que releva ainda o enquadramento paisagístico.
«Está muito mais bonito, não haja dúvida de que o acessos estão muito melhores», opinou o condutor, destacando ainda o facto de as novas acessibilidades trazerem «mais e melhores opções quando alguém pretende» circular no centro da cidade.

Resposta adequada
ao acréscimo de mobilidade


O secretário regional do Equipamento Social, Santos Costa, explica, por seu turno, os motivos pelos quais o Governo Regional fez este forte investimento em novas estradas no Funchal.
Desde o início do ano, o Governo Regional criou seis estratégios acessos, os quais atingiram um valor global superior a 64 milhões de euros.
Os acessos são: a Ligação entre os Viveiros e o Complexo Escolar e Desportivo Bartolomeu Perestrelo (um milhão de euros), o Acesso Oeste à Circular à Cidade do Funchal à Cota 200 (20,9 milhões de euros), o Acesso Oeste a Santo Amaro (4,1 milhões de euros), a Ligação em Via Expresso ao Porto do Funchal (27,9 milhões de euros), as Infra-estruturas Gerais do Madeira Tecnopolo - 3.ª fase (4,5 milhões de euros) e o Último Troço da Saída Leste do Funchal (5,6 milhões de euros).
O secretário regional do Equipamento Social justifica a necessidade de criar estes acessos com o acréscimo da mobilidade no Funchal.
«Integrados na rede de vias estruturantes da Região, os novos acessos surgem da necessidade de assegurar uma resposta adequada ao acréscimo da mobilidade e do congestionamento rodoviário decorrente do aumento da densidade automóvel e da concentração urbana», diz o governante.
Para além de virem permitir uma maior economia de tempo e de meios e assegurar uma melhor acessibilidade e boas condições de segurança, destaca Santos Costa, «estas novas estradas construídas pela Secretaria Regional do Equipamento Social (SRES) e postas ao serviço este ano, vão de encontro às legítimas aspirações da população e assumem fundamental importância para o crescimento e para o desenvolvimento não só local, mas também regional».
Até porque, como reforça o Secretário Regional do Equipamento Social, «ao nível económico e social, estas novas vias são, também, a melhor forma de escoar produtos, fazer chegar matéria-prima e reduzir custos e tempo, o que numa economia cada vez mais global se afigura como vital para a sobrevivência não só de empresas, mas também de localidades e populações».


Câmara diz que já se notam as melhorias


Apesar de recentemente inaugurados, o vereador com o pelouro do Trânsito na Câmara Municipal do Funchal, Bruno Pereira, diz que já se sentem os efeitos no trânsito dos novos acessos criados pelo Governo Regional.

O vereador com o pelouro do Trânsito da Câmara Municipal do Funchal, Bruno Pereira, entende que os novos acessos construídos pelo Governo Regional na capital vieram resolver os pontos que a autarquia tinha diagnosticado como os mais sensíveis em termos de trânsito.
«Ao nível da zona central da cidade do Funchal, neste momento eu diria que os acessos estruturais estão todos, praticamente, realizados, faltando apenas, na zona do Tecnopolo, concluir a última fase do projecto previsto para aquela área e que estipula uma intervenção junto à rotunda da Ribeira Grande», disse Bruno Pereira, esclarecendo que o projecto estabelece a criação de uma nova rotunda em substituição da actual, criada a título provisório.
A nova construção circular será «fundamental para uma melhor distribuição do trânsito dessa zona», localizada entre o final da Madalena e o início de Santo António, sublinhou ainda o autarca.
Já num comentário mais alargado aos vários acessos que o Governo Regional, através da Secretaria Regional do Equipamento Social, construiu recentemente no Funchal, o responsável da Câmara Municipal pelo trânsito considerou-os «fundamentais na mobilidade e no ordenamento do trânsito, porque permitem melhores acessos nas zonas densamente povoadas».
Um desses acessos já inaugurados é a ligação da Estrada Monumental à zona de São Martinho da cota 200. Bruno Pereira classifica de «fundamental» a nova Avenida do Amparo, prevista há muitos anos no Plano de Urbanização local, na medida em que «vem descongestionar» o acesso da Ajuda/Piornais.
A via expresso Porto do Funchal/Hospital é outra obra que o autarca destaca. Esta estrada permite que todo o trânsito que antes era obrigado a subir para a Rua João Brito Câmara siga para a Avenida Sá Carneiro e depois para a cota 200, através da nova via expresso, desafogando assim o tráfego na Ribeira de São João.
Apesar de recentemente inaugurados, Bruno Pereira diz que já se sentem os efeitos destes novos acessos.
Além destes, o vereador com o pelouro do Trânsito chama ainda a atenção para outro investimento que, embora «não tão importante do ponto de vista estrutural», tem grande importância local. Trata-se dos arranjos do Tecnopolo, junto à Piscina da Penteada, os quais se encaixam num plano ambicioso, nomeadamente na criação do pavilhão multiusos, da sala da Orquestra Clássica da Madeira e de um conjunto de outras infra-estruturas desportivas e culturais.
Ora, todas estas vias, às quais se junta a ligação dos Viveiros à Escola Bartolomeu Perestrelo – um projecto municipal mas que devido ao seu custo foi executado pelo Governo Regional – são «fundamentais» para uma melhor gestão da cidade. Mas significam também, no entender de Bruno Pereira, «requalificação urbanística, pois, além da via, são criadas zonas verdes, estacionamentos, entre outras medidas.


«Quem as pensou, pensou-as muito bem», destaca Adelino Pimenta
Comissário elogia as novas estradas


«Quem pensou os novos acessos, pensou-os muito bem», comentou o comissário Adelino Pimenta, a propósito das novas vias que vieram “rasgar” o trânsito na cidade e facilitar a mobilidade dentro do Funchal.
O responsável pela área do trânsito na Polícia de Segurança Pública, Adelino Pimenta, não aponta qualquer falha à construção destes acessos, quer em temos do que foi planeado para o escoamento do tráfego, quer na sinalização que foi colocada. Aliás, diz ainda não ter ouvido qualquer crítica aos mesmos.
Sobre o escoamento automóvel, Adelino Pimenta diz que as novas estradas são «obviamente muito importantes», porque, além de «bem construídas», trouxeram mais soluções para a entrada e a saída da cidade, facto que o comissário nota, especialmente, na zona oeste. «Foi muito importante já que todo o tráfego da zona oeste ia bater às zonas do Infante e da Rua Dr. Pita», destacou.
Adelino Pimenta recorda ainda que as novas acessibilidades vieram desafogar a Estrada Monumental e a Estrada João Paulo II, que já estavam bastante “pesadas” em termos de trânsito.
Quanto à sinalização, o comissário diz os acessos também estão «muito bem», quer para a condução diurna, quer para a nocturna. «Eles têm muito boa sinalização luminosa, vertical e horizontal», referiu, destacando ainda a colocação de bandas sonoras que algumas têm como algo positivo.




Jornal da Madeira

domingo, 18 de outubro de 2009

55 mil portugueses fizeram um cruzeiro

Número subiu 49% este ano







O número de passageiros portugueses que este ano fizeram um cruzeiro deverá rondar os 55 mil, o que representa um aumento de 49 por cento face aos 37 mil do ano passado, referem dados da Royal Caribbean International. Para o próximo ano, a perspectiva é que o mercado de cruzeiros português suba para os 60 a 65 mil passageiros, afirmou à Lusa o representante da empresa em Portugal, Francisco Teixeira.
Com este volume de passageiros, o mercado português de cruzeiros poderá valer entre 80 a 90 milhões de euros, afirmou. Para o próximo ano, a Royal Caribbean quer crescer em Portugal 70 por cento em termos de passageiros e 55 a 60 por cento em termos de receitas. "Actualmente, valemos entre 18 a 20 por cento do mercado de cruzeiros e dentro do segmento "premium" (classe superior) temos uma quota de quase 50 por cento", afirmou.
"O objectivo é passar dos actuais 10 mil para 17 mil passageiros", acrescentou. A companhia de cruzeiros internacional refere que este ano deverá ter crescido 10 por cento em número de passageiros, mas apenas entre 1 a 2 por cento em temos de receitas, face a um crescimento previsto de 25 por cento. Segundo o responsável, o factor decisivo nesta quebra foi o alerta de pandemia da gripe A e não a crise.
Os destinos mais vendidos pela companhia de cruzeiros são o Mediterrâneo (60 por cento das vendas), seguido das Caraíbas (20 por cento), do Norte da Europa (10 por cento) e do Resto do Mundo (10 por cento). Segundo Francisco Teixeira, o Mediterrâneo é o destino com maior crescimento, seguido do Norte da Europa.
A indústria de cruzeiros movimenta cerca de 15 milhões de passageiros por ano a nível mundial, dos quais 10 milhões da América do Norte e 5 milhões da Europa, segundo dados avançados à Lusa pela Royal Caribbean Cruises. No mercado norte-americano quase 3 por cento da população faz cruzeiros, enquanto na Europa a taxa ronda os 1,3 a 1,5 por cento, mas as previsões são as de que a taxa de penetração na Europa suba para os 2,0 por cento.



Jornal da Madeira