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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Lions já apoiou 119 vítimas do temporal

Num total de 26 mil euros, angariados através de donativos







O Lions Clube do Funchal já apoiou 119 das vítimas do temporal de 20 de Fevereiro, num total de bens oferecidos que ascende a 26 mil euros. Verbas conseguidas através de donativos, alguns dos quais do estrangeiro. As pessoas apoiadas são dos concelhos do Funchal, Machico, Ribeira Brava e Santa Cruz.
A informação foi dada ontem em conferência de imprensa realizada na sede do referido clube.
Segundo Marques de Freitas, dirigente do Lions Clube do Funchal, as ajudas incluem electrodomésticos, mobílias, roupas e comida.
Marques de Freitas lembrou que o lema do Clube é servir os outros, o que implica ajudá-los. «As iniciativas que fazemos, seja a Feira do Pão, que decorrerá no próximo mês, sejam outras organizações, são no sentido de realizar verbas, para as aplicar em vários destinos», disse.
A título de exemplo, referiu que, anualmente, há um grupo de bolseiros apoiados pelo Clube. Este ano, são 14. No Natal, por seu turno, foi feita uma distribuição de cabazes.



Jornal da Madeira

Aigle Azur divulga destino Madeira






A companhia aérea francesa Aigle Azur está a lançar uma nova campanha publicitária em Paris e provincias de França que tem por objectivo promover o destino Madeira. A iniciativa resulta de uma acção conjunta com o Turismo de Portugal e a Associação de Promoção da Madeira. Assim, há 650 cartazes nas estações do metro, 300 taxis personalizados da Ile-de-France e um passatempo nas redes nacionais de rádio até dia 23 de Maio para ganhar pacotes de viagem para o Funchal. A Aigle Azue tem uma ligação semanal entre Paris e a Madeira.



Jornal da Madeira

terça-feira, 18 de maio de 2010

Fórum empresarial da economia do mar quer atrair empresas da região

Mar une empresas

Data: 18-05-2010



Se o mar já oferecia enormes potencialidades ao país e às empresas que se dedicam às actividades marítimas, com o alargamento da área marítima portuguesa elas são reforçadas. Um facto que não passou despercebido a quinze empresas, que, há três anos, se uniram no 'Fórum Empresarial da Economia do Mar', com o objectivo de promover este sector como impulsionador da economia nacional.

"Portugal vai ficar com um território marítimo que é do tamanho da Índia", sublinhou o secretário-geral do Fórum Fernando Ribeiro e Castro.

Hoje em dia, o projecto reúne já cerca de 40 organizações. Contudo, nenhuma delas da Região. Foi, de resto, com o objectivo de unir empresas madeirenses ligadas à economia do mar que se realizou, ontem, no auditório da Secretaria do Ambiente e Recursos Naturais, uma reunião para apresentação do projecto e também para dar a conhecer um estudo encomendado há três anos sobre as potencialidades da plataforma marítima portuguesa.

"No fundo do mar, nós temos diverso potencial. Temos hidrocarbonetos, minério, espécies marinhas raras que são óptimas para o domínio da biotecnologia, além de que Portugal, pela sua posição estratégica, poderá e deverá desempenhar um papel bastante importante de diálogo e intercâmbio comercial entre a Europa e o resto do mundo". Nesse sentido, Fernando Ribeiro e Castro aponta como uma das áreas a explorar a das "auto-estradas marítimas", ou seja, o transporte de mercadorias via marítima para outros países, à semelhança do que já se faz entre o continente as ilhas.

O secretário-geral do Fórum Empresarial considera que este é um projecto que interessa às empresas regionais, já que "toda a Madeira depende da economia do Mar".

Segundo Fernando Ribeiro e Castro já existe de certa forma, na Região, um "cluster informal". Importa agora que as pessoas perceberem o que significa este conceito e "organizarem-se para trabalharem em conjunto".



DN Madeira

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Madeira: da “Pérola” ao “body.mind”

O mesmo destino Madeira tem conhecido diferentes imagens, marcas e slogans ao longo dos anos. Uma exposição evidenciou as etapas







Carlos Alberto Silva, adjunto da secretária regional do Turismo e Transportes, fez um levantamento dos logótipos, marcas, slogans e mensagens do Turismo da Madeira. O resultado esteve patente no dia sete de Maio no Centro de Congressos da Madeira, por ocasião da realização da quarta Conferência do Turismo, levada a efeito pela direcção na Madeira da Ordem dos Economistas.
Evidenciada em grandes painéis e complementada com diverso material de promoção que sustentava cada uma das fases, mostra a evolução até à actualidade.
Assim, para a História temos as seguintes fases, nas décadas mais próximas.
Até 1978 a mensagem era “Madeira - A pérola do Atlântico”.
Entre 1978 e 1984, a pérola vai ao fundo juntamente com o Atlântico. Surge o slogan “Madeira - O jardim flutuante”.
Mas o jardim flutuante perdeu-se na imensidão do mar.
Assim, entre 1984 e 1993, tudo o que vinha de trás é metido na gaveta e surge um slogan completamente diferente. Passa a ser: “Madeira ... Uma forma diferente de desfrutar o sol!”. Em cima da palavra Madeira surge um sol laranja e duas aves.
E, tal como os slogans que o antecederam, o sol desapareceu lá no céu tal como a forma diferente de o desfrutar.
Mais uma vez as mensagens dos slogans anteriores desaparecem.
Surge a ilha da Madeira estilizada feita de forma que algumas pessoas chegaram a questionar na altura. De 1993 a 2002 a mensagem do Turismo da Madeira passa a ser: “Madeira - Sinta a natureza à sua volta”.
De 2002 a 2004 muda a imagem da tal ilha pintada com “cores bébé” mas mantém a mensagem anterior. Surge a flor estilizada com uma pessoa de braços abertos como que a simbolizar o bem receber reconhecido do povo madeirense.
Até que, a partir de 2004, fruto de um estudo realizado, surge numa nova imagem do destino Madeira e um novo conceito que pretende evidenciar uma ilha com condições excepcionais para relax. Factor importante para as vidas quotidianas cada vez mais agitadas onde a Madeira se apresenta como o tónico para a recuperação.
Temos assim, a partir de 2004, o actual “body-mind.madeira”.
Carlos Alberto Silva confidencia que gostou de coordenar este trabalho das diferentes fases da imagem da Madeira não só por permitrir mostrá-lo agora como perpectuar o espólio, facilitando futuras mostras, como admite vir a acontecer.

Empresários defendem consistências das marcas

João Welsh, delegado na Madeira da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo reconhece potencial na marca “Madeira - A pérola do Atlântico”, que foi utilizada até 1978. Diz que enquanto a tivemos, todas as pessoas se referiam ao destino como Pérola do Atlântico.Uma marca que admite continuar junto do consumidor.
Diz que a Madeira tem alterado marcas e tentado impô-las, mas admite que nenhuma consegue afirma-se como “Pérola do Atlântico”.
Por isso, defende que deveria ser feita uma pesquisa junto dos mercados no sentido de ver como identificam a Madeira, se é pela marca utilizada até 1978 ou preferem outra.
Para João Welsh uma coisa é certa: qualquer que seja a marca tem de ter foçosamente presente dois pontos. O primeiro é a consistência e o segundo corresponder aos aspectos endógenos da Madeira.
Outra opinião tem o hoteleiro madeirense André Barreto.
Admite que o actual “body.mind.madeira” pode enquadrar-se na oferta do destino, mas considera que nenhum privado o utiliza.
Neste sentido, defende que devíamos pegar no slogan actual e analisar o que se propunha na altura em que foi lançado em 2004. Isto porque considera que não está esgotado o conceito.
Outro hoteleiro considera que mais que a marca há a questão da necessidade da sua consistência. Um pouco em linha com o que referiu João Welsh.
António Trindade defende a necessidade de ser feito uma pesquisa para a qual diz que quase temos do zero. Saber o que o mercado gosta. Depois refere ser preciso ir aos mercaos testar marcas. E, se corresponder às mais-valias do destino, deixá-la amadurecer.
Por seu turno, Luigi Valle, presidente do Grupo Pestana na América do sul e administrador responsável por todas as áreas operacionais do Pestana Turismo, defende que antes de ser tomada qualquer decisão é necessário avaliar quais os objectivos que pretendemos alcançar.
Considera que nos últimos anos a Madeira tem tido uma evolução qualitativa na sua procura, pois os rácios da capitalização das despesas individuais têm vindo sistematicamente a diminuir.
Luigi valle acentua que não é suficiente pensarmos somente em taxas de ocupação ou ficarmos satisfeitos com a “compensação” do REVPAR. Por isso questiona acerca de a Madeira dever ser vendida a quem? Entende que a sensibilização da promoção é fundamental para se ultrapassar o populismo do turista.
O administrador do Grupo Pestana reconhece que desde Setembro de 2008 estamos a viver momentos particularmente complexos. Neste âmbito diz ser de realçar os pormenores da leitura internacional da tragédia de Fevereiro deste ano assim como também dos problemas de distribuição aérea que tem acontecido nos últimos tempos.
Luigi Valle admite que a situação económica a nível Europa vai continuar. Considera que a concorrência vai continuar a se actualizar. “Para baixo”, sublinha.
Neste sentido, friza que uma coisa é pensar naquilo que se deve fazer para minimizar as questões de curto prazo, e outra aquilo que poderá e deverá ser pensado para médio e longo prazo.
Considera que uma coisa é certa e indiscutível: A Madeira é reconhecida pela sua qualidade. “E é imprescindível que continue a ter esta leitura”.
Contudo, acentua que o timing da procura tem vindo a ser alterada de uma forma significativa, reforçando as sazonalidades. Complementa que a idade média também tem mudado na procura pelo destino.
Por isso, questiona se foi feito algum estudo no sentido de sensibilizar quem decide e quem promove de tomar esse facto em consideração. Do seu ponto de vista repite aquilo que diz já ter transmitido há uns anos: “Penso que não”.
Complementa que, para além das particularidades económicas, de disponibilidade mais transversal ao longo do ano, como também do evidente aumento crescente da “esperança de vida”, esta leitura não é comum para os dois destinos da Região Autónoma. “Uma coisa é analisar o que se deve fazer para a ilha da Madeira e outra, diferente, para a ilha do Porto Santo”.
Lembra que Espanha e Brasil têm uma proposta muito mais generalista, mais soft do que a nossa. “Mas cidades culturalmente relevantes como Roma, Florença e Veneza têm componentes personificadas que sensibilizam potenciais turistas de determinado nível social e económico”.
Mudar, sim ou não? Luigi Valle acentua que mudar para este ou aquele tipo de proposta depende do que devemos reconhecer como principal objectivo da procura, tomando, logicamente, também em consideração a nacionalidade dos potenciais candidatos a clientes do destino Madeira.

Até 1978
A mensagem era: “Madeira - A pérola do Atlântico”.

Entre 1978 e 1984
Passa a ser: “Madeira - O jardim flutuante”.

Entre 1984 e 1993
Passa a ser: “Madeira... Uma forma diferente de desfrutar o sol!”.

De 1993 a 2002
Passa a ser: “Madeira - Sinta a natureza à sua volta”.

De 2002 a 2004
Muda a imagem da ilha para a flor estilizada com uma pessoa de braços abertos a colher o turista.

A partir de 2004,
Passa a ser até à actualidade: “body-mind.madeira”.



Jornal da Madeira

Freguesia da Ilha lança Jardim de ervas aromáticas


Data: 17-05-2010

É a novidade lançada pela Casa do Povo da Ilha na ponta final da IX Exposição do Limão. António Trindade, presidente da colectividade confessou ter em preparação uma candidatura para que dentro em breve possa surgir, no sítio da Achada do Marques, um Jardim de Ervas Aromáticas.

O jovem dirigente sublinhou que a iniciativa surge depois de um "levantamento junto da população das tradições a denominada farmácia popular", explicando que a ideia passará igualmente por abrir o espaço ao turismo. "O objectivo é esse alargando o projecto de forma pedagógica a toda a comunidade".

Embora a produção de limão se mantenha estável, este foi o ano onde os agricultores compareceram em maior número à Exposição do Limão. Maria Sena por exemplo este ano alargou a extensão de terra cultivada com mais 3 mil pés de limoeiros.



DN Madeira

(Fotos Blog Casa do Povo da ILha)

Prémio de Qualidade Ambiental atrai 19

Este ano há 19 empreendimentos candidatos ao distintivo 'Amigo do Ambiente'
Data: 17-05-2010



O Distintivo Turístico de Qualidade Ambiental 'Estabelecimento Amigo do Ambiente' recebeu este ano um total de 19 candidaturas. O valor, que regista um aumento relativamente aos 14 candidatos do ano transacto (ano de arranque da iniciativa) satisfaz a Secretaria Regional do Turismo e Transporte (SRTT), no sentido que o interesse crescente dos estabelecimentos pode ser também compreendido como uma preocupação cada vez maior com a qualidade ambiental.

Segundo informações fornecidas ao DIÁRIO pela SRTT, entre os candidatos ao Distintivo Turístico estão unidades hoteleiras, quintas e empresas de animação turística. As candidaturas decorreram entre os passados meses de Março e Abril e estão agora a ser analisadas pela comissão nomeada para o efeito e que é composta por um representante da Direcção Regional de Turismo, um representante da Direcção Regional de Ambiente e um elemento de reconhecido mérito no âmbito das respectivas áreas.

Entre os próximos meses de Julho e Setembro, a comissão pretende visitar os vários empreendimentos candidatos, por forma a avaliar 'in loco' cada candidatura. A SRTT prevê que o anúncio dos empreendimentos seleccionado seja feita durante o mês de Outubro.

Afirmou ainda a mesma fonte da SRTT esperar que através deste distintivo "possam os estabelecimentos contribuir para a diferenciação e qualidade do destino, como parte de uma oferta turística de qualidade".

Título válido por quatro anos

O projecto da responsalidade da SRTT tem por objectivo contribuir para a qualificação, diferenciação e maior competitividade da oferta turística existente na Região, através do reconhecimento e distinção de empresas regionais que implementem procedimentos de qualidade e eficácia ambiental. "Fomentar as boas práticas ambientais, promover o desenvolvimento harmonioso e sustentado do sector do turismo e maximizar a qualidade ambiental, enquanto vantagem competitiva e diferenciadora do destino", são as maiores metas da iniciativa.

Destinado a empreendimentos turísticos, agências de viagens e turismo, empresas de animação turística e estabelecimentos de restauração e bebidas que exerçam a sua actividade na Região, os distintivos que têm a validade de quatro anos, podem atingir três diferentes níveis: Excelência (designação de 'Amigo do Ambiente), Ouro ('Aliado do Ambiente') e Prata ('Atitude Ambiental').

No ano passado, das 14 entidades em análise, o Hotel Jardim Atlântico, situado nos Prazeres, concelho da Calheta, foi o único distinguido com o galardão máximo, o de "Amigo do Ambiente", considerado o patamar de excelência pela SRTT.


DN Madeira

domingo, 16 de maio de 2010

'Semana do Mar' traz Carlos Costa

O madeirense do concurso 'Ídolos' vai estar em 'casa' para cantar a 3 de Julho no P. Moniz
Data: 16-05-2010





Está confirmado. O cantor natural do Porto Moniz, Carlos Costa, que neste momento integra a digressão do espectáculo 'Idolamania' do concurso televisivo 'Ídolos' da SIC, será o cabeça-de-cartaz das comemorações da 'Semana do Mar' que decorrerão na vila Porto Moniz.

A actuação do artista madeirense que ficou em terceiro lugar no concurso 'Ídolos' está marcada para o dia 3 de Julho, pelas 21 horas, no palco montado na frente-mar da vila.

Com esta 'contratação', está assim fechado o artista que tem por missão assinalar e elevar o evento. Tal como foi avançado por Valter Correia, presidente da autarquia local, a Câmara não dispõe neste momento de verbas suficientes para poder conseguir contratar um artista estrangeiro ou sequer uma figura continental consagrada para abrilhantar de sobremaneira o principal cartaz de Verão da localidade.

Um dado garantido e assumido pelo próprio presidente da autarquia que, no entanto, revelou estar orgulhoso e ser com agrado ter o jovem cantor da Santa do Porto Moniz como personalidade marcante do evento que reúne muitos populares em redor do espectáculo sempre aguardado com enorme expectativa.

Já considerada uma tradição no concelho da vila do Porto Moniz, a Semana do Mar decorre no início do mês de Julho e assinala igualmente uma panóplia de actividades.

Durante uma semana, a vila serve de palco a diversos jogos náuticos - incluindo regatas de canoas e caiaques - competições desportivas e animação de vária índole. Grupos de folclore e de música tradicional madeirense também se apresentam, alegrando desta forma o programa de festas da autarquia.


DN Madeira

Madeirense no 'Achas que Sabes Dançar'







Colin Vieira é apresentado como um dos 20 finalistas do concurso
Data: 16-05-2010

A Região volta a estar presente num mediático concurso de talentos, desta vez no 'Achas que Sabes Dançar', da SIC, actualmente um dos programas mais vistos da televisão em Portugal. Milhares de audições por todo o país levaram à eleição de um grupo de finalistas, onde se encontra o madeirense Colin Vieira, um jovem bailarino de 22 anos actualmente a residir no continente.

O próprio não pode admitir ter sido um dos vinte seleccionados para as galas devido a restrições no contrato com a produtora. A Endemol quer deixar para a SIC a apresentação em directo da lista oficial, prevista para hoje à noite.

Colin Vieira dedica-se à dança há vários anos, tendo sido um dos bailarinos a integrar o corpo de bailado do espectáculo de Sian Lesley que durante mais de vinte anos animou as noites no Casino da Madeira. A par desta actividade e de outras actuações, o jovem madeirense foi responsável no último Carnaval, em Fevereiro passado, pela coreografia apresentada pela trupe Caneca Furada.

Em Lisboa, a competição não se avizinha fácil. Depois da fase complicada das audições, por onde passaram milhares de candidatos, o madeirense conseguiu fazer parte dos cem que entraram para a audição final e desses, para os vinte que ganharam o direito a competir em directo semanalmente na televisão.

Formato de sucesso

'Achas que Sabes Dançar', a partir do formato original 'So You Think You Can Dance', que tem feito grande sucesso em todo o Mundo, é um programa de entretenimento que tem por objectivo eleger o bailarino favorito dos portugueses, contando uma vez mais com a participação do público na votação.

Todas as semanas, cada um dos concorrentes passará por diferentes desafios, tendo de dançar com um parceiro diferente e aprender novas coreografias de forma a poder mostrar a sua versatilidade perante o júri, a quem cabe a avaliação técnica.

Para vencer não basta saber dançar, avisa desde já a organização do concurso. "É necessário também ter atitude, garra, determinação, carisma e muita, mesmo muita vontade de vencer".

Além de Colin Vieira, Andreia Antunes (25 anos, de Vila Nova da Barquinha), Bruno Abreu (25 anos, de Lisboa), Bruno Silva 'B Boy' (28 anos, de Vila Nova de Gaia), Cátia Fonseca (20 anos, da Póvoa de Varzim), Diogo Leal (19 anos, da Póvoa de Varzim), Gleysson Moreira (21 anos, de Vila Nova de Santo André), Inês Afflalo (25 anos, do Estoril), Inês Morais Carvalho (25 anos, de Lisboa), João Lopes (19 anos, de Benavente), Kelly Nakamura (28 anos, de Setúbal), Márcio 'Ratinho' (22 anos, de Lisboa), Marco Ferreira (23 anos, de Santa Maria da Feira), Mariana Paraizo (21 anos, de Lisboa), Nelissa Freire (22 anos, de Lisboa), Ricardo Pereira (21 anos, de Alhos Vedros), Rita 'Spider' (26 anos, de Lisboa), Sofia Carneiro (27 anos, de Carcavelos), Tiago Careto (21 anos, de Oeiras) e Tiffanie Jorge (28 anos, de Lisboa) integram a lista de finalistas que circula na Internet e que poderá, ou não, ser oficialmente confirmada esta noite.

Jurados de 'peso' na dança


O painel de jurados é liderado por César Augusto Moniz, um ex-bailarino que começou a carreira em 1980, com Rui Horta, na Escola do Ballet Gulbenkian, tendo depois seguido para o Centre de Danse Rosella Hightower em França (Cannes), onde trabalhou com professores da Ópera de Paris. Em 1982, entra no Ballet Gulbenkian onde se torna Solista e depois Primeiro Bailarino. A convite de Nacho Duarto, ingressa na Compañia Nacional de Danza. Em 2006, decidiu formar a sua própria Companhia de Dança - a Kamu Suna Ballet Company. Augusto divide-se entre o trabalho de coreógrafo e director artístico em espectáculos de televisão, moda, cinema, festivais e galas e o ensino.

Marina Grangioia nasceu em Angola, tendo-se formado no Curso de Dança do Conservatório Nacional em 1987. Privilegia os projectos experimentais de Movimento e Dança com jovens e crianças. É professora de Dança Contemporânea, Dança Criativa, Ballet, Ritmos Latinos, Hip-hop e Dança Jazz em inúmeras escolas e Instituições. Colaborou, ainda - como professora de Movimento e Expressão Corporal, em Cursos de Formação de Actores da NBP e em programas de televisão como a 'Operação Triunfo'. Dedica-se também à coreografia de bailados, animações e eventos na área da moda.

Miguel Quintão é o terceiro membro do júri. Vem de uma área diferente dos anteriores, sendo um nome mais conhecido das rádios e do DJing nacional. Começou na Rádio Comercial, em finais da década de 80, com programas em que divulgava bandas de hard rock e música de dança. Já no início dos anos 90, fez parte da equipa fundadora da Rádio Energia e, mais tarde, do grupo de animadores que viria a fundar a Antena 3. Entre outras coisas, é o criador dos projectos 'Zig Zag Warriors' (com Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés) e 'Tudo Bons Rapazes' (com Álvaro Costa).

João Manzarra é o apresentador do 'Achas Que Sabes Dançar', depois de ter com Cláudia Vieira apresentado para este mesmo canal o 'Ídolos'. O jovem de 25 anos que começou no 'Curto Circuito', na SIC Radical tem provado estar à altura dos desafios. O novo é mesmo a solo.


DN Madeira

sábado, 15 de maio de 2010

Sucesso dita novo 'Flash Mob'

Já está a ser planeado um novo 'flash mob' para o segundo semestre do ano











Data: 15-05-2010

Uma estreia em grande. Aquele que é considerado um dos maiores fenómenos de mobilização via 'Net' e redes sociais chegou ao Funchal, viu e venceu. O 'Flash Mob' de ontem, cujo objectivo era dinamizar a 'baixa' funchalense através de uma performance artística espontânea - logo, atraindo jovens e criando oportunidades de negócio - vai ter continuidade no segundo semestre do ano e não necessariamente no Funchal. Isto mesmo foi confirmado ao DIÁRIO por Edson Zogbi Pimenta, o responsável pela equipa +Comércio, que organizou na tarde de ontem o 'Flash Mob Funchal', colocando, segundo o mesmo, mais de mil pessoas a dançar.

"A adesão foi impressionante (...) reunimos mais de mil pessoas e o público também veio assistir", disse.

E revela que, face ao sucesso e ao mediatismo da iniciativa, já está a ser planeado um segundo 'Flash Mob', que "ainda não tem local previsto", mas que provavelmente acontecerá no Funchal, porque é a porta da ilha. Ainda assim, revela que tem havido convites de outras paragens da ilha, interessadas também em acolher este evento que começou no Facebook, com uma ideia, e culminou num espectáculo inédito cujo vídeo poderá ver no portal do Diário de Notícias.

Edson adianta que, além de ter sido alcançado o número 'mil' em termos de participação, o 'Flash Mob' conseguiu demonstrar que o centro da cidade também é jovem.

Na realidade, mesmo antes das 13h10, já a baixa funchalense fervilhava de juventude. Uns de cara pintada, outros com as mãos pintadas com as cores da Região, outros simplesmente de mochila e dispostos a aderirem espontaneamente à 'causa', mesmo sem terem ensaiado.

Pedro foi um dos muitos estudantes que integraram o 'Flash Mob Funchal'. "Foi espectacular. Adorei. Vim com os meus amigos, já tínhamos combinado isto há algum tempo e foi melhor do que eu pensava", disse. "E também é uma forma gira de conhecer raparigas", acrescentou Paulo, um outro colega que participou na iniciativa.

"Fui a um dos ensaios, mas nunca pensei que isto ia ser assim tão movimentado", confessou Carina, uma aluna que veio da zona Norte da ilha de propósito para participar no 'Flash Mob Funchal'.

"Acho que é interessante e bom sobretudo para o centro do Funchal ter esta gente toda", rematou Sofia, uma das amigas.

Facebook com várias entradas

Durante o dia de ontem, foram várias as pessoas que 'postaram' fotos e vídeos do 'Flash Mob Funchal', mostrando os momentos de intensa energia que se viveram na baixa funchalense.

A título de curiosidade, refira-se que a abertura do programa da apresentadora norte-americana Oprah Winfrey, em Chicago, em Setembro do ano passado com a banda Black Eyed Peas é considerado o maior 'Flash Mob' do Mundo até ao momento.



DN Madeira

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Feira do Campanário recorda tradições

Organizada pela Associação Desportiva









A abertura da Feira será na sexta-feira, 14 de Maio às 20h30 na sede da Associação Desportiva do Campanário com a inauguração da exposição “Retratos e Relatos”, da autoria de Carolina Silva.
Seguir-se-á às 21 h30 a actuação da Tuna Académica de Enfermagem e às 22h10 realiza-se a cerimónia do partir o bolo do aniversário do Campanário.
No sábado, 15 de Maio, decorrerão diversas provas despeorivas e às 16 horas será inaugurada a exposição “Tradições do camapnário”, havendo às 21h15 um espectáculo intituladao “Jovens talentos”. A partir das 21h30 decorrerá um desfile de moda da estilista madeirense Fernanda Nóbrega com o tema “Inovando com a tradição”. Este desfile conta com a participação de Marina Rodrigues.
Às 22 horas o grupo madeirenses “Seis pó meia dúzia” inicia a sua actuação e às 23 horas haverá muita música com o grupo “ON Mute”. Entre as 23 horas e as 4 horas da madrugada será muita a animação com a descoteca ao lura a cargo do DJ Luís Gonçalves.
O programa do domingo, 16 de Maio inclui provas desportivas, detacando.-se às 18 horas o cortejo etnográfico “Tradições vividas do Campanário” e às 19 horas despique, seguindo-se às 19h30 a actuação do Grupo de Folclore da Quinta Grande.
Estão, pois reunidas as condições para uma visita à freguesia do Campanário nestes três dias de festa.



Jornal da Madeira

Turismo de Timor na Região para obter referências

Ministro da tutela chegou ontem acompanhado da embaixadora e empresários








O ministro timorense do Turismo, Comércio e Indústria de Timor Leste, Gil Alves, encontra-se na Região para uma visita de dois dias. «É uma viagem que há muito estava planeada», começou por confessar o governante aos jornalistas, à chegada ao Aeroporto, justificando que a Madeira «é uma referência principal no turismo», com algumas semelhanças a Timor, em termos geológicos, nomeadamente, a montanha.
Contudo, as infraestruturas que suportam a indústria do turismo são um dos motivos de interesse desta comitiva, que integra a embaixadora de Timor em Lisboa, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Timor e ainda 10 empresários timorenses. «Nós sempre tivémos uma ideia de que a Madeira, enquanto parte integrante de Portugal, é também uma irmã de Timor, apesar de estarmos muito para além do horizonte. Sempre tivémos a Madeira e Portugal como parte da família e é importante que tenhamos, aqui, uma referência para desenvolvermos o nosso país que só há oito anos começou a obter de novo a sua independência», disse o mesmo responsável.
Questionado sobre o encontro que manteve durante a tarde de ontem com a direcção da ASSICOM, Gil Alves disse que é vital, já que uma das prioridades do Governo de Timor passa por desenvolver o sector privado. Neste âmbito, esta reunião pode ser uma referência para que os empresários possam abrir novos horizontes. «Para o governo, será também importante para obteremos pilares para desenvolver a economia do país. E concerteza que vamos aprender e ouvir mais do que falar. A Madeira desenvolveu-se ao longo de muitos anos e nós queremos tomar como referência a experiência que por aqui se passou, para que possamos fazer algo bem planeado e mais eficaz dos nossos recursos que, por não serem muitos, têm de ser bem usados para poder reverter em outras fontes de receitas para o país», complementou o mesmo responsável.
Neste momento, Timor Leste vive muito do turismo de praia, mas tem também a montanha, estando o governo interessado em desenvolver um turismo dedicado a quem procura um tempo e sossego. «Basicamente, a nossa política assenta mais no desenvolvimento do eco-turismo, mas apostando na diferenciação. Como somos um país do oriente e inseridos numa zona muito próxima de outras turísticas já muito famosas, como Bali, Malásia ou a Austrália, a nossa força será na diferença. O que queremos desenvolver em Timor é um turismo que tenha os valores orientais mas combinados com os valores latinos. Por causa da nossa história e da cultura que proveio da longa influência portuguesa em Timor», prosseguiu o ministro timorense.
A comitiva está hoje e amanhã na Madeira, mas depois parte para Santarém onde participa num encontro com empresários portugueses (cerca de 70) interessados em investir em Timor, sendo que a marca do Grupo Pestana atrai e muito a atenção destes responsáveis.

Encontros oficiais marcam agenda do dia de hoje

O ministro timorense tem uma agenda cheia nesta visita oficial à Região. Ontem, depois dos contactos com a SDM e empresários, Gil Alves e demais comitiva timorense participam hoje, pelas 10 horas, num briefing que contará com as presenças da directora regional do Turismo, Raquel França, a directora executiva da Associação de Promoção da Madeira, Kátia Carvalho, o presidente dos Portos da Madeira, Bruno Freitas e director executivo dos Aeroportos da Madeira, Duarte Ferreira. O encontro decorre na Secretaria Regional do Turismo e Transportes. Pelas 11 horas, visitam a Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira e às 12:30 horas almoçam neste local com a secretária regional do Turismo e Transportes e o secretário regional da Educação.
Para as 14:30 horas está previsto o encontro com o Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, na Quinta Vigia.
Pelas 15:15 horas, encontro com o reitor da Universidade da Madeira, na reitoria da UMa, seguido de uma visita às instalações do Campus da Penteada. Às 16:30 horas, haverá encontro com o representante da República para a Região, Monteiro Diniz, no Palácio de São Lourenço.
A visita termina com um encontro, pelas 17:30 horas, com o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Miguel Mendonça. O regresso a Lisboa está marcado para as 21 horas.


Ministro do Turismo, Comércio e Indústria foi conhecer a Zona Franca
Timor anseia cooperação com privados




O ministro do Turismo, Comércio e Indústria de Timor Lorosae, Gil Alves chegou, ontem, à Madeira, para uma visita de dois dias e mostrou-se satisfeito com o que viu.
Gil Alves, que se fez acompanhar por uma comitiva onde se destaca a embaixadora de Timor-Leste em Lisboa e o presidente da Câmara de Comércio e Indústria daquele país, reuniu na parte da tarde com a Sociedade de Desenvolvimento da Madeira (SDM), na Zona Franca Industrial do Caniçal.
Com esta visita pretende ficar a conhecer melhor a realidade madeirense para depois aplicar os bons exemplos naquele país, em prol do seu desenvolvimento.
“A Madeira é um exemplo de sucesso e de desenvolvimento em vários aspectos”, que “não apenas o Turismo”, disse aos jornalistas, após o “briefing” proporcionado pelo presidente da SDM, Francisco Costa.
Gil Alves sublinhou que a Região “é uma das referências” na qual se vai basear para desenvolver o seu país e que, por isso, espera que “possamos ter um entendimento”.
O ministro timorense anseia por uma “cooperação entre o sector privado timorense e o sector privado da Madeira”, através do aproveitamento das potências de cada região.
Gil Alves adiantou que “há boas oportunidades de investimento em Timor Leste” em áreas como a exploração mineral e ao nível dos sectores turístico, comércio e indústria.
Considerou que “o povo madeirense é muito trabalhador” e confessou que desde criança sabe trotear a letra que fala que a Madeira é um jardim.






Jornal da Madeira

Grupo Pestana é 26º melhor da Europa

Classificação dada pela revista da European Hotel Managers Association
Data: 14-05-2010





O Grupo Pestana alcançou o 26º lugar no European Hotel Survey 2010, um 'rating' publicado na revista Hotel Management International, publicação da European Hotel Managers Association, relativa aos melhores grupos hoteleiros da Europa.

A distinção ao maior grupo hoteleiro português sobre os resultados do European Hotel Survey reflectem, também, estimativas de crescimento para o próximo ano e perspectivas positivas de longo prazo.

"Esta distinção é para nós o reflexo de todo o dinamismo demonstrado pelo Grupo Pestana ao longo dos últimos anos", afirma Dionísio Pestana, presidente do grupo. "Pretendemos continuar com uma estratégia sustentada de crescimento e afirmação no mercado hoteleiro nacional e internacional", salientou ainda em reacção a esta classificação.

Com mais uma distinção, o Grupo Pestana está no Top 100 das empresas hoteleiras mundiais. Segundo o 'Corporate 300 Ranking', publicado pela revista norte-americano "Hotels", o grupo hoteleiro madeirense, que detém as marcas Pestana Hotels & Resorts e Pousadas de Portugal, ocupa o 93º posto e é a única marca portuguesa neste ranking mundial.

Em 2010 a marca Pestana foi distinguida como uma das mais valiosas em Portugal, pelo Brand Valuation Forum. Avaliada em 104 milhões de euros, a marca lidera actualmente o sector Turismo.


DN Madeira


Para ver a lista completa


http://www.hotelmanagement-network.com/features/feature81054/feature81054-1.html

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ilha acolhe Exposição do Limão

Certame decorrerá nos mesmos moldes dos anos anteriores







Este fim-de-semana a freguesia da Ilha, Santana, acolhe mais uma edição da Exposição Regional do Limão.
O certame decorrerá nos mesmos moldes dos anos anteriores e decorrerá no polidesportivo local, onde haverá muita animação, gastronomia e entretenimento naquela que será a IX Exposição Regional do Limão.
O evento inicia-se na tarde desta sexta-feira, com uma acção de informação sobre a temática “O limão e a saúde”, sendo orador o nutricionista Bruno Sousa. Esta acção é destinada aos Centros de Convívio do concelho. Depois actua o cantor João Luís Mendonça e, pelas 16 horas, haverá a recepção das entidades e a abertura oficial do certame por parte do secretário com a tutela da Agricultura.
Durante a tarde haverá uma demonstração de cocktails depois volta ao palco animação musical com João Luís Mendonça, com os grupos “Amantes da Música”. Depois há a interrupção para a missa vespertina, depois segue-se a actuação do Grupo de Danças da Casa do Povo da Ilha. Durante a noite há um concurso de dança e de vozes talentosas com actuações de diversos cantores oriundos de vários locais.
A animação prossegue durante todo o fim-de-semana estando reservada a actuação do artista nacional Zé do Pipo, na tarde de domingo. O encerramento está previsto para as 22 horas desse dia.
Recorde-se que a Exposição do Limão é uma homenagem à agricultura, ao agricultor e, particularmente, a um dos produtos mais característicos desta localidade, o limão. Toda a animação permite que muitos forasteiros passem pela freguesia este fim-de-semana.
Por outro lado, a Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais tem feito uma forte aosta na promoção daquele produto, nos mercados regional e nacional.



Jornal da Madeira

Lusos da Califórnia ajudam a Madeira

Comunidade portuguesa realizou jantares de angariação de fundos
Data: 13-05-2010





A comunidade portuguesa da Califórnia tem aderido de forma bastante significativa a uma série de iniciativas de cariz solidário destinadas a ajudar as vítimas do temporal que assolou a Madeira no passado dia 20 de Fevereiro.

Só na cidade de Newark, um jantar organizado pelos irmãos Abílio e Alberto Sousa no pavilhão local teve a presença de aproximadamente 600 pessoas, que fizeram questão de contribuir para esta causa solidária.

Abílio Sousa diz mesmo que a festa excedeu as melhores expectativas. "Foi extraordinário o esforço das pessoas que se prontificaram a ajudar esta causa", realça o organizador, destacando ainda as ofertas de comida e de artigos para um leilão levado a cabo na mesma festa. Um conjunto de doações efectuadas por empresas portuguesas, norte-americanos e ainda por particulares.

Abílio Sousa explicou ainda que em breve irá deslocar-se à Madeira para proceder à entrega dos donativos às famílias mais necessitadas.

A mobilização da comunidade lusa de São Francisco teve continuidade no passado dia 26 de Abril, com dois outros jantares de solidariedade que juntaram um grande número de pessoas.

Uma das iniciativas teve lugar no salão do Bom Jesus Milagroso, na cidade de Hayward, e segundo elementos da direcção daquela colectividade constituiu um grande sucesso, registando uma elevada participação de emigrantes.

O outro jantar realizado no mesmo dia foi organizado por um grupo de madeirenses, em colaboração com o C.S. Marítimo da Califórnia, tendo decorrido no salão português de Santa Clara. Também neste caso, com uma elevada participação e uma receita significativa que reverterá para as vítimas da catástrofe.


DN Madeira

quarta-feira, 12 de maio de 2010

2010 terá a maior edição 'Especial' de sempre




Data: 12-05-2010

Há 18 anos Eleutério Aguiar tornou realidade o sonho de realizar os Jogos Especiais, porque existiam e existem pessoas 'especiais'.

Passado quase duas décadas o evento prepara-se para celebrar a sua 18ª edição de uma forma brilhante sendo já considerada a maior edição de sempre, com a presença de mais de 1000 participantes, que significa um aumento de cerca de 15% do que o número registado em 2009, assim como a estreia e regresso de modalidades destinadas ao desporto adaptado, nomeadamente o ténis-de-mesa o andebol em cadeira de rodas, o voleibol, as damas, dominó e o goalball.

Na cerimónia de apresentação do evento, ocorrido ontem, que mais uma vez é organizado pela Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação da Madeira, o toque especial protagonizado por um grupo de alunos numa coreografia de som, movimento e 'gritos' de vitória foi demonstrativo que o sucesso está garantido para a semana desportiva que arranca no dia 21 de Maio e prolonga-se até ao dia 28.

Maria José Camacho, directora regional de Educação Especial e Reabilitação da RAM fez questão de salientar que esta iniciativa tem vindo a afirmar-se "como espaço de oportunidades determinantes na mobilização de vontades, na conjugação de esforços, revelação de capacidades, na afirmação de desejos, no encorajamento de sonhos, na revitalização de experiências e na evocação de memórias, dimensões essenciais à existência individual e colectiva.

Já Francisco Fernandes, Secretário Regional da Educação e Cultura admitiu que a coreografia feita pelos alunos demonstra por si só e sem o auxílio de palavras estamos perante "um evento de sucesso e de vitórias não só no campo desportivo como também educativo".

No final o padrinho dos Jogos Especiais Alcides Fernandes, atleta que já representou Portugal nos Jogos Paralímpicos, mostrou-se feliz por "fazer parte deste evento" e espera que este "seja uma grande festa". Certo é que tudo está pronta para a grande festa 'Especial'.

Programa

21 de maio

11 horas - Cerimónia de Abertura
Pavilhão do Marítimo
14 às 17 horas - Basquetebol 3x3
Pavilhão do CAB
24 de maio
9h30 às 13 horas - Natação
Piscina dos Salesianos
14 às 17h30 - Goalball
Pavilhão dos Trabalhadores
14 às 17 horas - Ténis-de-Mesa
Ginásio da Quinta do Leme
25 de maio
9h30 às 13 horas - Atletismo
Estádio Municipal de Machico
14 às 17 horas - C. H. Motoras
Campo Adelino Rodrigues
26 de Maio
9 às 13 horas - C. H. Motoras
14 às 17 horas - Futebol 6x6
Campo Adelino Rodrigues
14h30 às 17 horas - Andebol em Cad. Rodas
Pavilhão da Bartolomeu Perestrelo
27 de maio
9h30 às 17 horas - Circuito Aquático
9h30 às 17 horas - Actividades Radicais
10 às 12 horas - Dominó
14 às 17 horas - Damas
Complexo Balnear da Ponta Gorda
28 de maio
9h30 às 10h15 - Finais de Basquetebol 3x3
10h15 às 11h30 - Basquetebol em Cad. Rodas
12 horas - Cerimónia de Encerramento
Pavilhão do CAB.


DN Madeira

domingo, 9 de maio de 2010

«Perfeita para o turismo»

Corpo diplomático em solo nacional destaca recuperação







«Se eu não tivesse sido informado do que se passou na ilha, eu não me teria apercebido agora» da dimensão da catástrofe que assolou a Madeira a 20 de Fevereiro, disse ontem Federico Richa Humbert, embaixador do Panamá em Portugal, elogiando a rapidez do processo de reconstrução.
O embaixador do Panamá, que integra o corpo diplomático em solo português que está de visita à Madeira, apenas se deu conta dos danos provocados pela tempestade quando ontem de manhã passou na Serra de Água a caminho dos Prazeres. Mas mesmo aí apercebeu-se que os trabalhos que decorrem «são para fazer melhor do que estava».
«Posso falar por todo o corpo diplomático, e digo-lhe que estamos convencidos que nada do que agora vemos pode ser comparado com o que a comunicação social mostrou», afirmou o diplomata, considerando que a ilha já se encontra «perfeita para o turismo».
«Eu, pessoalmente, atrevo-me a promocioná-la, não apenas na minha embaixada, mas ao nível do meu país», acrescentou o embaixador de um território que tem na Madeira Horácio Roque, presidente do Banif, seu cônsul honorário.
Segundo explicou Federico Richa Humbert, a maior parte dos panamianos que visitam Portugal, fazem-no em turismo religioso, dado que este país da América Central, com três milhões de habitantes, é profundamente católico. Alguns dos que se deslocam a Fátima, acabam depois por visitar a Madeira, explicou.
O embaixador, que nunca tinha cá estado, admite agora voltar à Madeira, no dia 21 de Maio, para participar na conferência promovida pelo Instituto para a Promoção e Desenvolvimento de América Latina - IPDAL, a qual trará o seu presidente, Pablo Neves.
No âmbito desta visita, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luis Amado, deslocou-se ao Funchal para poder participar em alguns encontros do grupo.
Ontem, Luis Amado marcou presença no almoço numa unidade hoteleira nos Prazeres e explicou a estratégia por detrás do convite aos diplomatas.
«Nós estamos a mobilizar o corpo diplomático para visitar as principais regiões do país», disse o ministro, considerando que a deslocação à ilha era importante para verificarem que «a Madeira normalizou a sua vida, depois dos trágicos acontecimentos, e também para agradecer ao corpo diplomático e aos países que representam o grande apoio que manifestaram» à Madeira e ao próprio País, consubstanciado nas mensagens que chegaram de toda a parte do mundo».
Luis Amado disse que esta viagem à Madeira é de «confraternização» e «solidariedade», mas «também de reconhecimento da plena normalidade que a Madeira hoje já conhece.
Além disso, e como «muitos» diplomatas ainda não tinham visitado a ilha, esta deslocação «é importante» para que vejam como a Madeira é «bonita» e «é uma terra de turismo, única no mundo», referiu o ministro, ao mesmo tempo que destaca que a visita dos embaixadores é importante para depois «revelarem às suas capitais, colocarem nos sites dos seus ministérios e embaixadas, os reportes desta visita, sendo esta uma forma também de fazer publicidade à Madeira como destino turístico de primeira qualidade».
Na mesma linha de raciocínio, o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, destacou que como «todas as relações turísticas fundamentam-se numa base de confiança», o «testemunho de um embaixador é decisivo»
O embaixador é, no fundo, «a representação de um Estado num outro Estado, e essa informação é dada com credibilidade, com conhecimento de causa, razão pela qual esta reunião e este conjunto de iniciativas se enquadram, precisamente, nesse objecto», declarou o secretário de Estado. Ou seja, continuou, «é de esperar que a informação que chegue a operadores turísticos, a agências de viagens e a sites na Internet, seja uma informação credível, com confiança e que, no fundo, mantenha a credibilidade do destino».

Diplomatas ajudam a reflorestar

O corpo diplomático de visita à Madeira esteve ontem no sítio dos Estanquinhos e associou-se ao projecto de reflorestação que está a ocorrer naquela zona do Paul da Serra, plantando algumas espécies.
Uma parte do corpo diplomático representado em Portugal, quase 50 pessoas, está na Madeira, numa visita a convite do Ministério dos Negócios Estrangeiros, com a colaboração do Governo Regional.
Ontem pela manhã, os diplomatas e os membros das suas equipas pegaram, cada um, numa planta (erica (urze) ou louro) e colocaram-na nos buracos entretanto feitos pelo pessoal envolvido no projecto de reflorestação dos Estanquinhos, do qual o hotel Jardim Atlântico, unidade localizada nos Prazeres e amiga do ambiente, faz parte.
Celina Sousa, directora do hotel, foi quem teve a responsabilidade de explicar aos diplomatas em que consistia o projecto.
Na contextualização que fez, a directora explicou que a política de criação de «grandes infra-estruturas» desenvolvida pelo Governo Regional foi acompanhada por «uma grande preocupação com a natureza».Neste sentido, prosseguiu, foi decidido há cinco anos retirar o gado da serra. «Foram pagos 60 euros por cada cabeça de gado. Nem todas as pessoas ficaram satisfeitas, é normal», disse.
Após este processo, «deu-se então início à reflorestação no Paul Serra», continuou a explicar. Sendo a Madeira uma ilha turística e o hotel Jardim Atlântico amigo do ambiente, a direcção da unidade quis «ajudar a natureza e o Governo Regional». Por isso foi celebrado um protocolo por cinco anos, no qual ficou consagrado que de 15 em 15 dias o hotel teria a responsabilidade de desenvolver uma actividade amiga do ambiente.
Assim, entre os meses de Outubro a Março/Abril, são plantadas árvores. Nos restantes meses é apenas feita a rega.


Jornal da Madeira

sábado, 8 de maio de 2010

«Oportunidade rara»

Conceição Estudante sublinha que 50 embaixadores na Madeira na mesma altura é







O Corpo Diplomático acreditado em Portugal chegou ontem à Madeira, para uma visita de três dias com o objectivo dos 50 embaixadores se inteirarem dos trabalhos de recuperação da Madeira, após o temporal de 20 de Fevereiro.
Depois de ter conhecido o Museu do Bordado do Instituto do Vinho, do Bordado e Artesanato da Madeira, a comitiva comporta por 80 pessoas assistiu a um briefing proferido pela secretária regional do Turismo e Transportes, que lhes transmitiu informações sobre o processo de reconstrução da Madeira e mensagens positivas em relação ao futuro.
Em declarações aos jornalistas, Conceição Estudante reforçou a «oportunidade rara» e a importância da vinda do Corpo Diplomático - numa iniciativa conjunta entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Secretaria de Estado do Turismo, em parceria com a Secretaria Regional do Turismo e Transportes -, tendo em conta que os embaixadores serão também transmissores da recuperação em curso e de que a Madeira está apta a receber como sempre os seus visitantes.
A vinda dos embaixadores à Região «é muito pertinente, que se justifica e que se torna muito oportuna após a fase de 20 de Feveireiro. As embaixadas, através das suas chancelarias e representações no nosso país passam informações que são recolhidas do ponto de vista turístico, sobre a qualidade e circunstâncias dos destinos turísticos no mundo», lembrou Conceição Estudante. Assim, «acolhemos esta iniciativa com muita satisfação, considerando esta uma oportunidade rara, dado o número elevado de pessoas nesta comitiva», de transmitir informações a nível internacional sobre o estado actual da Madeira, sublinhou a responsável pela tutela do Turismo.
O programa elaborado pretende mostrar a realidade do Funchal e um contacto com a cultura e tradições madeirenses. «Vamos procurar que esta visita seja memorável para os embaixadores, e que eles possam depois ajudar naquela que é actualmente a principal preocupação da Madeira, a recuperação da sua imagem de destino de qualidade e de excelência, que está totalmente funcional e apta para receber tantos quanto nos queiram visitar. E, quantos mais melhor, porque efectivamente este ano não está a ser fácil», admitiu.

Focar na capacidade
que a Madeira mantém


Ao longo da visita, os diplomatas vão «ter de procurar os efeitos da destruição, porque hoje já é preciso ir à precura desses sinais sobretudo nas zonas baixas, e vão aperceber-se disso nos percursos que forem fazendo». Conceição Estudante sublinhou, no entanto, que a principal preocupação da Secretaria Regional é a de «focar na capacidade que a Madeira mantém como destino turístico, de receber bem e de ter programas para os turistas que nos visitem. Portanto, mostrar e manter a sua actividade normal e fundamental para a sustentabilidade da nossa economia».
Questionada sobre as impressões deixadas pelos elementos da comitiva à actual realidade madeirense, a governante exemplificou que, no caso do embaixador do Reino Unido, que visitou a Madeira na semana após o 20 de Fevereiro. O diplomata «manifestou a sua satisfação» pelo que viu ontem no Funchal. A grande maioria dos embaixadores está pela primeira vez na Madeira.
De salientar ainda que, ontem à noite, o Corpo Diplomático acreditado em Portugal foi convidado para um jantar na Presidência do Governo Regional, na Quinta Vigia, com Alberto João Jardim.
À entrada, o secretário de Estado do Turismo disse acreditar que esta deslocação é a «prova de que o Corpo Diplomático está também solidário com a causa da Madeira», indo «passar mensagens de tranquilidade sobre a nossa Região».
Bernardo Trindade frisou ainda ser fundamental que, «hoje, todos os portugueses estejam unidos em torno desta grande questão», porque «a Madeira é um território nacional que passou por um momento menos positivo e importa agora reunir todos os esforços no sentido dessa recuperação».
Por parte dos diplomatas, o embaixador do Luxemburgo, Alain de Muyser, manifestou todo o seu contentamento pelo que viu, adiantando ser «fantástico como depois de Fevereiro a situação melhorou», enaltecendo também a «maneira como os habitantes da ilha regressaram à normalidade e a forma de verem o futuro, com muito optimismo».

Deslocação aos Estanquinhos

O Corpo Diplomático acreditado em Lisboa inicia, hoje cedo, o programa da visita à Madeira, com uma visita ao Engenho de Mel da Calheta. Depois, pelas 11 horas, a comitiva de cerca de 80 elementos estará nos Estanquinhos para participar num projecto de reflorestação nas montanhas da Madeira, onde será feita uma espetada regional ao ar livre.
Após o almoço, os embaixadores fazem o percurso dos pés descalços nos jardins do Hotel Jardim do Atlântico e uma visita ao Centro das Artes – Casa das Mudas. À noite, as Secretarias Regionais de Educação e Cultura e do Turismo e Transportes oferecem um concerto pela Orquestra Clássica da Madeira.
Recorde-se que esta deslocação é promovida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Secretaria de Estado do Turismo, em parceria com a Secretaria Regional do Turismo e Transportes. A comitiva é acompanhada pelo ministro Luís Amado e pelo secretário de Estado Bernardo Trindade, sendo que este último considerou que esta acção “visa sobretudo dar a conhecer ao corpo diplomático, aos nossos embaixadores, que são a porta de informação em cada um dos mercados, do que está a ser feito para normalizar a actividade económica na ilha”. O responsável lembrou que a principal actividade económica da Madeira “é o turismo”, e fazer com que tudo volte à normalidade é considerado “um trabalho que demora algum tempo”.



Jornal da Madeira

Clientes em vez do avião

Delegado da APAVT na Madeira deferente redireccionamento das verbas







João Welsh considera que o Turismo da Madeira apresenta problemas estruturais graves. Por isso aponta caminhos no sentido de evitar maiores contra-tempos. O delegado na Madeira da APAVT falava durante o primeiro painel da Conferência Anual do Turismo, onde foi comentador.
Quanto às debilidades referiu, por exemplo, que houve uma tentativa de manipulação dos canais de distribuição, em seu entender esquecendo que eles têm vontades e interesses próprios. Além disso considera que não se deve fomentar a concorrência directa entre os diferentes canais. Neste âmbito, critica, por exemplo, os apoios directos que têm sido dados às companhias de aviação para voarem para a Madeira. Daí que diga haver necessidade urgente de retirar parte dessas verbas e direccioná-la para o consumidor final.
Por outro lado, acentuou que o Turismo da Madeira tem de canalizar mais verbas para a promoção e saber o retorno que tem de cada euro que investe nos diferentes mercados.
Segundo as suas contas, quando há cerca de uma década o retorno de cada euro investido se traduzia em 136 euros, actualmente estamos com um retorno de 22 euros, o que entender se manifestamente pouco quando inserido numa média que é de 50 euros.
Outro ponto que tem sido desde sempre um ponto de honra para João Welsh é a autenticidade do destino, onde a sua bandeira é o calhau de pedra roliça, um factor distintivo em detrimento das praias de areia amarela que, conjuntamente com outras particularidades não naturais da ilha só contribuem para atrair um mercado jovem e sem dinheiro que entende não interessar à Madeira.
Mais ainda falou da descaracterização do destino em locais como a Estrada Monumental e ainda na Avenida do Mar, com roulottes que diz constituírem um péssimo cartaz para quem nos visita.
Antes de João Welsh falou António Loureiro, o orador convidado do painel que tinha como tema “Novos modelos de distribuição”.
Basicamente o que o director-geral da Travelport Portugal e Brasil veio dizer ontem de manhã foi que muito caminho a fazer no destino Madeira, sobretudo para incrementar a sua notoriedade na internet e nas redes sociais. Exemplificou com pesquisas feitas há poucos dias na Web, concretamente no motor de pesquisa da Google inglês, que diz ser mais favorável que o português.
Com as palavras “Island holidays”, “family holidays”, “sport holidays”, “sightseeing holidays”, “kids holidays” e “nature holidays” nas 10 pesquisas que cada um proporciona não surge nada ligado à Madeira. Apenas em “walking holidays” a Madeira aparece no décimo lugar.
Outro exemplo apontado é de um outro site internacional onde a Madeira não surge nos 50 destinos mais procurados, numa lista onde Faro está em quinto e Lisboa em 36º lugar.
Estes factores são importantes para António Loureiro sobretudo tendo em linha de conta que a Web já há muito chegou e está cada mais próximo do consumidor, nomeadamente com os smartphones que abrem uma infinidade de oportunidades.
Neste domínio, deu o exemplo do Reino Unido onde no último ano, à pergunta de onde os turistas haviam recolhido informação do destino, 79% disse ser através da internet. A média é de 75 por cento.



Jornal da Madeira

A importância de uma marca e estratégia

Jordi Schoenenberger, partner da Deloitte – Tourism






A importância da marca e de uma estratégia são relevantes para qualquer destino turístico. Quem o disse ontem no Funchal foi Jordi Schoenenberger, partner da Deloitte – Tourism, hospitality and leisure Portugal, durante o segundo painel da quarta Conferência Anual do Turismo. Sublinha que, primeiro que tudo, é imprescindível saber identificar o que temos para oferecer e trabalhar para ter um produto atractivo que faça o cliente optar por ele e não por outro.
Reconhece que hoje é difícil sustentar uma marca e, por isso mesmo, adiantou que os hotéis individuais ou restaurantes correm o risco de ser absorvidos se não se associarem e criarem uma identidade que os una e torne a oferta diferente e apetecível ao cliente final. Cliente final que Jordi Schoenenberger não se cansou de colocar num plano de destaque na medida em que é ele que paga em toda a cadeia de valor.
No fundo, tudo isto assume particular importância num micro-destino como a Madeira onde a oferta é maior que a procura e se torna imperioso que o cliente sinta a diferenciação. Em complemento, Ricardo Gonçalves, director da da Deloitte – Tourism, hospitality and leisure Portugal diz que o tempo dos investimentos à engenheiro já passou. Altura em que diz surgirem os investimentos e, só depois de ter o produto concluído é que procuravam clientes para a sua oferta. Diz que o processo tem ser feito ao contrário e saber o que o público alvo pretende e então construir a oferta adequada. Uma nota mais para sublinhar o que o partner da Deloitte afirmou acerca da importância do controlo do cliente final. Isto porque considera que quem não o fizer vai estar em risco.
Outro ponto que sublinhou foi o que diz ser a necessidade das cadeias de topo, que deu a entender balizarem os preços, praticarem preços condizentes com a sua posição e oferta. Isto por entender que se baixam os preços, obrigartoriamente, impulsionam os que estão abaixo e esmagam o mercado. Por seu turno, Ricardo Gonçalves reconheceu que o turismo que vem à Madeira tem um índice de satisfação elevado, na ordem dos 90%, superior a destinos como Canárias e Baleares. No entanto, apesar de reconhecer que o destino Madeira é um “case study”, diz que não está a conseguir vender as suas camas turísticas.



Jornal da Madeira

Especialista americana mostra caminhos a seguir

Para a criação da imagem/marca de um destino como a Madeira






Peggy Bendel, a criadora da marca “I love New York” em 1977 deixou ontem no Funchal algumas dicas acerca das quais destinos como a Madeira devem focalizar para criar uma imagem de marca. A primeira é que os destinos têm de ser verdadeiros com a identidade tendo em linha de conta que a autentacidade é chave.
Em segundo lugar diz que é preciso criar condições para ser continuamente falado. Em terceiro lugar, ter um logo/imagem que envolva muitos sentidos (vista, audição, olfacto, paladar e tacto). E, depois, outros itens como ter atributos que façam sentido; uma mensagem à medida para os mercados-chave; não deixar que mudanças internas, nem mesmo políticas, interfiram; nunca descansar sobre os louros conquistados; e buscar um financiamento continuado.
Estas linhas orientadoras foram deixadas ontem no Funchal, durante o terceiro e último painel da Conferência Anual do Turismo onde teve ocasião igualmente de realçar a importância de um destino ter imagens que facilmente o identifiquem, como Nova Iorque e Londres. Sobre o que viu na Madeira estes dias, apontam alguns factores que considera poderem ser distintivos como os passeios pelas levadas que diz nunca ter visto em parte alguma do mundo e ainda os carros de cesto que descem vertiginosamente o Caminho do Monte em direcção ao Funchal.
Num painel onde o tema foi “Promoção de destinos na actualidade”, onde Kátia Carvalho, da AP Madeira foi a moderadora, Francisco Lopes dos Santos, que foi comentador, teve ocasião de chamar à atenção de, em períodos de crise, os destinos como a Madeira, tendam a cair na sua vulgarização em concorrências com destinos que não o são, na realidade.


Jornal da Madeira