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sábado, 29 de agosto de 2009

Inaguração da subestação da Calheta da EEM (Porto Santo)









Na oportunidade, o líder madeirense realçou o facto de ter sido a Empresa de Electricidade da Madeira a responsável por o ter catapultado para a política, porque «as primeiras vezes que consegui dar respostas ao povo nas suas necessidades elementares, foram com as inaugurações desta empresa».
Jardim recordou que, quando chegou ao Governo Regional, em 1978, apenas 30 por cento do território madeirense estava electrificado, enquanto hoje, o arquipélago tem uma cobertura de energia eléctrica acima da média europeia.
O líder madeirense enalteceu a qualidade e o arrojo dos trabalhadores da EEM que, numa fase de expansão da cobertura eléctrica, «acorriam aos pontos mais incríveis da ilha, alguns dos quais, eu próprio não conhecia e por outro lado, não havia um décimo dos acessos que há hoje».
Tal como referiu «foi um trabalho notável, visto que sem energia não se dá uma volta na qualidade de vida das pessoas», realçando que esse desempenho permitiu «ganhar a confiança das populações».
O presidente do Governo Regional realçou ainda o facto de o Porto Santo ter sido pioneiro na instalação de energia eólica no território português, preparando-se até ao final do corrente ano avançar com nova experiência original em termos de produção energética por microalgas. «Só tenho pena que estas coisas não se digam ao nível nacional», lamentou jardim, referindo que existem outros sectores, nos quais a Madeira tem sido pioneira. Recordou que, aquando da visita do primeiro-ministro à Madeira, José Sócrates manifestou-se surpreendido pelas experiências realizadas há mais de uma década, ao nível do ensino do inglês, da informática e do alargamento do ensino pré-escolar.
Tal como salientou «de uma maneira geral, as pessoas no continente não sabem destas coisas e isso acontece devido à desonestidade de informação que temos, porque ainda não se ultrapassou uma velha mentalidade colonialista», reforçando a ideia de que «há muita gente que, embora dizendo umas coisas muito bonitas, não nos tratam iguais aos outros portugueses».
Isso acontece, segundo disse, devido a uma herança cultural de centralização de poder de muitos séculos. «Este sentido leva depois a outras derragens intelectuais, ou seja, um certo ciúme e um certo aborrecimento por haver outros portugueses que estão a ser primeiros nalguma coisa», salientou.
Para Alberto João Jardim «se houvesse uma normalidade cultural neste país, os portugueses do continente teriam orgulho naquilo que os madeirenses vão fazendo, como nós temos orgulho naquilo que se faz em todo o território nacional».
Por seu turno, Rui Rebelo, presidente do Conselho de Administração da EEM, revelou que no Porto Santo será instalada uma plataforma tecnológica na área do armazenamento de energia com recurso a uma pilha de hidrogénio e implementada, a curto prazo, de um processo de produção de biofuel a partir de biomassa, proporcionada pelo cultivo de microalgas, no sentido de substituir gradualmente a utilização de derivados de petróleo na produção de electricidade.

A obra

A subestação da Calheta, obra da responsabilidade da Empresa de Electricidade da Madeira, que substitui uma antiga instalação com capacidade limitada e tecnicamente desadequada, visa fazer face ao crescente aumento dos consumos da ilha do Porto Santo, em consequência do progresso económico e social verificado nos últimos anos, reforçando a fiabilidade e as condições de segurança do sistema eléctrico, melhorando, também a qualidade de serviço prestado à população.
A subestação da Calheta, concebida com as melhores tecnologias actualmente disponíveis e inserida num novo e moderno edifício, dispõe de um nível de tensão 30/6.6 KV, com equipamentos de tecnologia de ponta no seu sistema e controlo.
A instalação encontra-se dimensionada para dar resposta às previsões de evolução de consumo de electricidade a longo prazo, permitindo ainda receber a energia produzida a partir de fontes renováveis.
A construção desta infra-estrutura obedeceu a critérios de respeito pelo ambiente, nomeadamente no que respeita a uma adequada integração arquitectónica e paisagística.
A nova subestação representa um investimento que ascendeu a 1,3 milhões de euros.



Jornal da Madeira

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Presidente do Governo Regional inaugura novo parque eólico a 4 de Setembro

Renováveis na origem de 29% da energia eléctrica

O Presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, inaugura no próximo dia 4 de Setembro, às 17 horas, no Sítio das Pedras, Paul da Serra, Concelho de São Vicente, o novo Parque Eólico da sociedade ENEREEM - Energias Renováveis, Lda., do grupo EEM. Segundo dados publicados pela Vice-Presidência do Governo Regional, a produção de energia, com base em fontes renováveis, foi responsável por cerca de 29% do total de energia eléctrica produzida na Madeira nos primeiros cinco meses do corrente ano.




Com a potência de 10,2 MW (megawatt), o novo Parque Eólico das Pedras compreende 12 aerogeradores de potência unitária de 850 KW, atingindo as torres 49 metros de altura e o diâmetro do rotor 52 metros.
A produção prevista para o novo parque é de 25,1 GWh/ano, correspondendo ao consumdo doméstico (residencial) dos Concelhos de São Vicente, Porto Moniz, Santana e Ponta do Sol, (aproximadamente 13.000 consumidores), permitindo, adicionalmente, evitar a emissão anual de 17,5 kton de CO2 e a importação de 5,6 kton de fuel.
O parque dispõe de equipamentos de grande inovação, estando dotado com sistema de regulação de modo a garantir a estabilidade da rede eléctrica e munido de comando e controlo remoto, a partir do serviço de Despacho da EEM.
“O investimento enquadra-se na estratégia de evolução do Sistema Eléctrico Regional em que a maximização do aproveitamento dos recursos renováveis ocupa lugar central, visando a construção de uma sociedade com menor intensidade de carbono e prestando o seu contributo para atenuação das alterações climáticas”, destaca uma note informativa da Presidência do Governo Regional.
O novo parque eólico representa um investimento que ascendeu a 13 milhões de euros e vem reforçar a potência eólica instalada na Região, juntando-se ao Parque Eólico do Loiral, também da ENEREEM, inaugurada no passado mês de Julho, com uma potência de 5,1 MW, e ao Parque Eólico WindMad, do Grupo Sousa, com uma potência de 1,8 MW, também inaugurado no final de Julho.

29% da energia eléctrica
veio de fontes renováveis


Segundo dados facultados pela Vice-Presidência do Governo Regional, a produção de energia, com base em fontes renováveis, foi responsável por cerca de 29% do total de energia eléctrica produzida na Madeira nos primeiros cinco meses do corrente ano.
Com efeito, entre os meses de Janeiro a Maio, a produção de energia eléctrica renovável ascendeu a cerca de 103 gigawatt/hora (GWh), mais 78% que o verificado no período homólogo do ano anterior.
A maior contribuição para este nível de produção “limpa” proveio da hídrica em cerca de 70%, seguindo-se a eólica e a biomassa (estação de tratamentos de resíduos sólidos urbanos), com prestações semelhantes de 15% cada.
Este crescimento, realça a Vice-Presidência, “em boa parte justificado por um excelente início de ano do ponto de vista hidrológico, não deixa de ser também uma consequência directa dos investimentos, oportunamente, realizados nas centrais hidroeléctricas existentes, muito especialmente, na Central Hidroeléctrica de Fins Múltiplos dos Socorridos, que para além de passar para um regime de funcionamento reversível, aumentou de forma significativa a capacidade de armazenamento de água, potenciando uma maior penetração de energia eólica.”
Assim, até ao final de 2009, a Madeira vai dispor de mais 28 MW de capacidade de produção eólica. Este aumento irá quadruplicar a potência instalada em 2008, permitindo passar de 13 GWh para 40 já em 2009 e 80 GWh, em 2010.
Também a futura ampliação do sistema hidroeléctrico da Calheta, em fase de lançamento de concurso, permitirá aumentar a produção hídrica em cerca de 18% e ainda potenciar a instalação de mais 30 MW de energia eólica, representando um acréscimo de produção de mais 80 GWh a partir de 2012.




Jornal da Madeira

sábado, 22 de agosto de 2009

CISTERNA DE GRANDES DIMENSÕES DESCARREGADA ONTEM NO CANIÇAL.

'Birthe Bres' no Caniçal

Data: 22-08-2009





O porto do Caniçal registou, ao longo da manhã de ontem, a presença de um navio de carga dinamarquês, o 'Birthe Bres', o qual descarregou, naquele porto, uma cisterna de grandes dimensões, com destino à nova Central Térmica da Vitória, em construção, nos Socorridos.

Recorde-se que decorrem trabalhos de construção de uma nova Central Térmica, a qual irá substituir a antiga Central da Vitória, que entrou em funcionamento em 1979.








Sobre este transporte, e segundo conseguimos apurar, o navio, que navega desde o porto dinamarquês de Aalborg, não foi afretado exclusivamente para este serviço, pois o mesmo encontrava-se com mercadorias em trânsito, com destino a outros portos, nomeadamente ao de Las Palmas, Canárias.

Ao inicio da tarde de ontem, e após a conclusão da operação de descarga da referida cisterna, o 'Birthe Bres' soltou amarras e zarpou com destino a Canárias.

Sobre este navio, de referir que o mesmo pertence ao armador dinamarquês Bres Line, o qual opera com uma frota de cinco navios. Foi construído no ano de 2007 nos estaleiros holandeses Bodewes Shipyard, em Hoogezand. Com uma arqueação bruta de 2.658 toneladas, mede 87,90 metros de comprimento por 12,50 de boca (largura) e 5,30 metros de calado. Está equipado com motor MAK de 1.880 Kw que lhe confere uma velocidade máxima de 12,5 nós. O agenciamento deste navio para a Madeira esteve a cargo da Navegação Blandy.

Uma referência para o exercício que será levado a cabo pelo Destacamento Aéreo da Madeira no Porto Santo, no qual participarão o helicóptero EH 101 - 'Merlin' da Força Aerea Portuguesa, e o navio ferry 'Lobo Marinho', da Porto Santo Line. O exercício terá lugar às 16 horas de hoje, ao largo da baía do Porto Santo, e prevê o resgate aéreo de um ferido, vítima de um acidente. Por fim, uma referência para a escala de hoje, no porto do Funchal, do ferry canário 'Volcán de Tijarafe', o qual tem chegada anunciada parra as 8.15 horas. É procedente de Las Palmas e tem como destino o porto de Portimão, para onde zarpa às 10.30 horas de hoje. O seu regresso está agendado para segunda feira.


DN Madeira

Madeira poupa 5 milhões por conta do vento

Eólicas garantem já 6,5% da energia produzida na Região, o suficiente para abastecer 27.500 casas de seis dos concelhos da Região
Prevê-se, para 2012, uma penetração eólica de 9,8% e uma participação renovável de 22%.

Data: 22-08-2009





Há pelo menos 27.500 casas na Região que podem ser abastecidas de energia produzida pelo...vento. Ou seja, a produção eólica passou a representar 71 GWH por ano, o equivalente a 6,5% da produção anual de energia eléctrica.

Esta é a alteração mais significativa resultante da entrada em funcionamento dos mais recentes parques instalados na Região, da iniciativa da Empresa de Electricidade da Madeira no Loiral (5,1 MW) e da WindMad, empresa do Grupo Sousa (2,55 MW), ambos no Paúl da Serra. Registou-se, também, a entrada em exploração do Parque das Pedras, também da EEM (10,2 MW).

Machico, Calheta, Ponta do Sol

A produção eólica total passará, assim, a corresponder ao consumo anual doméstico dos concelhos de Machico, Calheta, Ponta do Sol, Santana, São Vicente e Porto Moniz.

Além dos parques já referidos, está planeada, até final do próximo ano de 2010, a instalação de dois novos parques eólicos: um de iniciativa privada com 10 MW e a ampliação do parque eólico do Loiral da EEM (5MW). Com base nestes investimentos, prevê-se, para 2012, uma penetração eólica de 9,8% e uma participação renovável (hídrica, eólica, resíduos, fotovoltaica e microgeração) de 22%.

Todos estes investimentos, enquadrados nos projectos hídricos/eólicos, só foram possíveis de concretizar pela mudança de filosofia de exploração das centrais hidroeléctricas da Empresa de Electricidade da Madeira, nomeadamente, após a entrada em funcionamento do Sistema Hidroeléctrico Reversível dos Socorridos.

Poupar 13.700 toneladas de fuel

Este permite a sua exploração durante todo o ano, independentemente da ocorrência de pluviosidade, através da retenção, acumulação e bombagem de água, viabilizando o encaixe da energia eólica entretanto produzida.

Com a actual capacidade de produção instalada, a Madeira vai evitar a importação de 13.700 toneladas de fuel, evitando a emissão de 43 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera.

Em termos monetários e considerando as cotações correntes, as emissões de poluentes evitadas pela produção eólica representam, anualmente, uma poupança de 600 mil euros em aquisições de licenças de emissão de CO2 e uma economia de 4,1 milhões de euros com a redução da importação de derivados de petróleo.

Embora não existam limites de quota para a instalação de novos parques eólicos, Rui Rebelo - presidente da EEM - esclarece que "há restrições e estas decorrem exclusivamente de razões de ordem técnica, que têm a ver com a manutenção da estabilidade da rede.

Novas eólicas limitadas...


Numa rede pequena e isolada, como é o caso da Madeira, a integração de uma energia intermitente, como a eólica, tem de obedecer a limites que não ponham em causa a estabilidade do sistema, nomeadamente os níveis de frequência e de tensão, sendo certo que também não se poderá exceder 8% da potência de curto-circuito em cada ponto de interligação". Admitindo que "será possível incrementar a penetração deste tipo de energia", Rebelo deixa claro que isso só será possível quando se concretizarem "as programadas transformações dos sistemas hidroeléctricos da Calheta e da Serra de Água, que deverão ter lugar até 2017", garantindo deste modo a transformação de centrais hidroeléctricas a fio de água, em centrais de funcionamento contínuo (reversíveis).

... ao projecto da Calheta

Assim, a ampliação do Aproveitamento Hidroeléctrico da Calheta, que se encontra em fase final de projecto, induzirá o aumento de 30 MW de potência hídrica e de 25 MW de potência eólica, o que vai contribuir, decisivamente, para que a penetração de energias renováveis atinja já 30% em 2016/17.

No imediato, o investimento já realizado no sistema hidroeléctrico dos Socorridos permite o encaixe de mais 15 MW, existindo a expectativa que a evolução tecnológica, que se verifica a um ritmo muito elevado, possa permitir ultrapassar alguns dos constrangimentos que ora se colocam. Se tudo correr conforme planeado, dentro de poucos anos a Madeira terá uma produção de energia a partir do vento capaz de fornecer os consumidores de todos os concelhos, com excepção do Funchal.

Todos podem concorrer a uma licença

É uma das polémicas que alimenta suspeições de favorecimento na atribuição de licenças. E a dúvida tinha de ser colocada: Como é que se obtém uma licença para produzir energia eléctrica a partir do vento? Segundo apuramos, a atribuição de licenças aos operadores é da responsabilidade da Direcção Regional de Comércio Indústria e Energia. Garante a responsável por este departamento do Governo Regional, Isabel Rodrigues, que "pode candidatar-se quem estiver interessado em investir, sem qualquer restrição".

Rui Rebelo, o presidente da Empresa de Electricidade da Madeira, é mais prudente e esclarece que não pode garantir a compra toda a energia do vento no futuro. E esclarece: "Estamos na presença de uma rede eléctrica isolada, pelo que existem constrangimentos técnicos e económicos que limitam a capacidade de expansão deste tipo de energia com características intermitentes".

O que fica claro, de acordo com a Direcção Regional do Comércio, Indústria e Energia é que "não existem prazos de admissão das propostas dos empresários, mas sim de quota de potência disponível para a Região".

Qualquer empresário interessado em investir nesta área de negócio tem de efectuar um pedido de informação prévia e depois solicitar a atribuição de um ponto de recepção de energia eléctrica. Só depois é que poderá obter a licença de estabelecimento, sendo certo que antes de iniciar a exploração terá de garantir, também, a licença de exploração.

Actualmente, os licenciamentos de instalações electroprodutoras (independentes) são realizados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 312/2001 de 10 de Dezembro.

Resta acrescentar que em relação aos operadores já instalados, um foi licenciado em 1992 (Perform 3), três em 1993 - Energolica, ITI M&J Pestana e Perform 3 - um em 2007 (Enereem) e dois em 2009: Enereem e WindMad.

CALHETA GANHA

As empresas com parques eólicos são obrigadas a pagar aos municípios uma renda de 2,5% sobre o pagamento mensal feito pela entidade receptora da electricidade produzida. Esta e outras obrigações, bem como o tarifário a pagar pela entidade compradora, está a suscitar grande polémica a nível nacional, com a EDP e outras empresas a recusaram mais investimentos no sector.

11% da energia

Segundo a Direcção-Geral de Energia, em 2008 a produção eólica aumentou 42% face ao ano anterior, representando 11% do consumo total de energia abastecido pela rede pública nacional. Em 2012 a energia gerada a partir do vento ascenderá a 22% da produção nacional.

7 minutos por hora

A Associação Portuguesa de Produtores Independentes de Energia Eléctrica de Fontes Renováveis estima queo vento gerou 7 minutos por hora de electricidade consumida em Portugal. Daqui a três anos será responsável por 13 minutos por hora". Em 2007 as eólicas foram responsáveis por cinco minutos...

500 milhões de TV

O Global Wind Energy Council destaca que Estados Unidos e China registraram os maiores crescimentos na produção de energia eólica em 2008, ano em que a capacidade mundial de geração de eletricidade dessa fonte subiu para 120,8 gigawatts - energia suficiente para fazer 500 milhões de televisores funcionarem.

EUA supera a Alemanha

Os EUA contam com 8,35 gigawatts do novo aumento e elevaram a sua capacidade em 50%, superando a Alemanha como o maior produtor de energia eólica (25,1 gigawatts). No ano passado, essa energia representou cerca de 42% da nova capacidade energética nos Estados Unidos e um terço na Ásia.
China duplicou A China duplicou sua capacidade instalada, somando pelo menos 6,3 gigawatts e alcançando 12,2 gigawatts ao todo. Nesse ritmo, o gigante asiático está no caminho para superar Alemanha e Espanha e se tornar o segundo país em termos de capacidadede produção eólica, em 2010, de acordo com o GWEC.


181 Parques em Portugal
Em Portugal existiam 181 parques eólicos e 1686 aerogeradores no território Continental. Para produzir energia, em regra um sistema necessita de vento com uma velocidade média anual de 15 km/hora. Estima-se que os custos dos aerogeradores se situem entre 1000 e 1200 euros/kW instalado.


DN Madeira

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Linha Eco será gratuita a partir de 1 de Setembro (Funchal)

Câmara pretende diminuir o trânsito automóvel no centro da cidade


Depois de um “ensaio” realizado no Natal passado, a Câmara Municipal do Funchal volta a disponibilizar gratuitamente à população, viagens em quatro autocarros ecológicos que ligam as principais artérias da cidade, com passagens pelas zonas escolar e turística. Um «investimento ambiental» que visa «diminuir a poluição, melhorar a qualidade de vida dos munícipes e diminuir o tráfego de veículos individuais, sobretudo na baixa do Funchal.»





A partir do próximo dia 1 de Setembro, e nos seis meses seguintes, os quatro autocarros ecológicos, da Linha Eco da Empresa Horários do Funchal, vão poder ser utilizados gratuitamente pela população.
A medida, apresentada ontem em conferência de imprensa que juntou o presidente da Câmara Municipal do Funchal, secretária regional do Turismo e Transportes, e presidente da empresa de transportes colectivos Horário do Funchal (HF), é entendida por estes responsáveis como sendo «mais um passo no sentido de melhorar a qualidade de vida dos munícipes e visitantes no centro da cidade».
Esta medida, segundo referiu Miguel Albuquerque, vai custar à Câmara cerca de 37 mil euros através de publicidade institucional.
Embora os ganhos não sejam «mensuráveis em termos de dinheiro», o autarca explicou que o grande objectivo está «na melhoria da circulação e igualdade de oportunidades para os cidadãos».
Uma vez que se trata de um «investimento ambiental», Miguel Albuquerque disse ainda que espera com esta medida diminuir a poluição, melhorar a qualidade de vida dos munícipes, diminuir o tráfego de veículos individuais, sobretudo na baixa do Funchal, e proporcionar às pessoas com pouca mobilidade a possibilidade de circularem no centro da cidade de «forma agradável e segura».
Neste sentido, o autarca revelou que «cai pela base qualquer argumento, no sentido de se dizer que a baixa da cidade não tem transportes, nem possibilidade de mobilidade, a não ser pedonal», frisando que «o Funchal não tem só um autocarro tecnologicamente avançado como tem a possibilidade de circular aqui no centro abrangendo a zona das escolas de forma gratuita».
De salientar que este projecto nasceu a partir de um “ensaio” realizado, com sucesso, na época do Natal, altura em que foi colocado ao dispor da população a “Linha Eco” sem qualquer encargo para os utilizadores. Desse ensaio, o responsável pela Empresa Horários do Funchal, Nuno Homem Costa, revelou que registou-se um acréscimo de 200 por cento, mil para três mil pessoas transportadas numa semana».
Expectante quanto ao impacto que estes seis meses com linha gratuita terão junto da população, Miguel Albuquerque frisou que embora este seja um ensaio de seis meses, «estamos convencidos que vai ter tamanho sucesso que depois teremos de protelá-lo durante bastante tempo».
Esta nova oferta de transporte gratuito será assegurado por quatro autocarros do modelo Gulliver, não poluentes, que compõem a "Linha Eco"da HF, com 5,3 metros de comprimento, com lotação para oito passageiros sentados, 11 em pé e uma cadeira de rodas.

Linha Verde nascerá em Setembro

O presidente da Câmara anunciou ontem também que em Setembro próximo surgirá também uma “Linha Verde” isto é, um acordo com a Secretaria Regional do Turismo e Transportes, que colocará um autocarro a circular de 10 minutos entre a zona oeste da cidade e o centro do Funchal, sendo que, através de protocolos e pacotes de bilhetes com hotéis, acabará com a necessidade de serem usados veículos de grande porte para transporte de turistas, que são neste momento factor de congestionamento na marginal da cidade.
A este respeito, Conceição Estudante explicou que o projecto integra-se em «estratégias de desenvolvimento da Horários do Funchal em concertação com a Câmara Municipal» e que o objectivo é tornar o Funchal «uma cidade cada vez mais moderna», sendo que tal passa por uma política de transportes alternativos.
Na opinião da secretária regional do Turismo e Transportes, «estes veículos estão neste momento a serem utilizados como forma de transformação dos hábitos dos cidadãos da cidade do Funchal. Esta forma de chegar gratuitamente às pessoas não visa outra coisa que não a sua sensibilidade e a sua habituação porque, a partir do momento em que tem de passar a hábito automatizado, é mais fácil passar a utilizar este e os outros que virão».


Albuquerque garante que esta não é uma medida eleitoralista

Questionado se esta poderia ser entendida como uma medida eleitoralista, Miguel Albuquerque, que se recandidata para mais um mandato na CMF, rejeitou a crítica desta ser considerada uma medida eleitoralista, afirmando que «já estou há 15 anos na Câmara. Estas são políticas que temos de seguir e os veículos já estão a circular há mais tempo».


Jornal da Madeira

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Região atinge em 2012 meta da UE para 2020

Governo Regional aposta nas energias renováveis para reduzir dependência energética




A Região Autónoma da Madeira caminha a passos largos para cumprir e até ultrapassar largamente a meta estabelecida pela União Europeia no que se refere aos valores estipulados para a participação das energias renováveis na produção total de energia. Assim, em 2012, a Região deverá alcançar os 12% de produção energética a partir de fontes renováveis e em 2017 o contributo das renováveis deverá subir para 30%, antecipando a meta dos 20% estipulada pela UE até 2020 para todos os Estados-membros. Deste modo, a Política Energética Regional, conduzida pela Vice-Presidência do Governo Regional, permitirá à RAM reduzir significativamente a sua dependência energética do exterior.


A Política Energética Regional definida pelo Governo Regional fundamenta-se e alicerça-se numa perspectiva de solidariedade com as gerações futuras, em que a sustentabilidade económica e ambiental, a segurança no abastaciemento recorrendo a fontes de energia limpa, o combate às alterações climáticas, a promoção da competitividade da economia regional e a criação de emprego, assumem um lugar central.
Deste modo, são vários os investimentos já efectuados e a decorrer na áreas das energias renováveis na Região Autónoma da Madeira, com destaque para os projectos hídricos e eólicos (recentemente foram inaugurados dois parques eólicos no Paul da Serra, um do Grupo EEM e outro do Grupo Sousa). Estes decorrem da mudança de filosofia de exploração das centrais hidroeléctricas, permitindo que as mesmas sejam exploradas durante todo o ano, independentemente da ocorrência de pluviosidade, e que viabilizam o encaixa de mais energia eólica, contribuindo para que a Madeira ultrapasse, em larga medida, as ambiciosas metas dos “três vintes” definidas pela União Europeia para a penetração de energias renováveis até o ano de 2020. Reduzir em 20% as emissões de gases com efeito de estufa; garantir que 20% da energia provenha de energias renováveis e aumentar a eficiência energética em 20%.
Se a par dos investimentos já realizados e já licenciados na área da energia eólica foram também somados os investimentos já previstos na instalação de outras fontes de energia renovável, nomeadamente fotovoltaica, queima de resíduos e microgeração, estima-se que a penetração de renováveis no “mix” de produção de energia na Região atinja já, em 2010, uma participação de 22% e, em 2017, 30%, considerando uma taxa anual de crescimento da procura global de electricidade de 3%.
O ambicioso Plano Regional Público de Produção de Energia está, assim, a ser concretizado. Iniciado em 2007 com o Aproveitamento de Fins Múltiplos dos Socorridos - Transformação do Sistema de Inverno em Funcionamento Reversível, juntam-se agora os parques eólicos, num percurso de longo prazo com vários projectos já anunciados até 2017, nomeadamente o Gás Natural, o Biocombustível Marinho e a ampliação do aproveitamento hidroeléctrico da Calheta e da Serra de Água.
Trata-se de um modelo cujos pilares assentam “na antecipação/visão da evolução do sector, numa adequada corporate governance e em bons projectos”, com impacto e valor significativo na economia da Região, tanto através do efeito do aumento da despesa interna como da substituição de importações de petróleo.
Aquando da inauguração a 15 de Julho do novo Parque Eólico do Loiral da sociedade ENEREEM - Energias Renováveis, Lda., do Grupo Empresa de Electricidade da Madeira (EEM), o Presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, defendeu que a Região tem de garantir a sua independência do exterior em todas as áreas em que tal for possível, sublinhando que “cada passo que se dá no campo das energias renováveis é estar a saber prever o futuro” e que a História fará justiça ao que a Região está a fazer nestas áreas”.




Jornal da Madeira

Madeira e Porto Santo devem tirar o máximo proveito das energias renováveis



Energias eólica e solar com potencial

As energias eólica e solar constituem duas fontes inesgotáveis de energias renováveis que, naturalmente, as ilhas da Madeira e do Porto Santo devem tirar o máximo proveito, o que começa a ser uma realidade. A provar estão as recentes inaugurações de dois parques eólicos no Paul da Serra e os investimentos anunciados no fotovoltaico. Por outro lado, a utilização de painéis solares é cada vez mais generalizada.


A A par dos recursos hidrícos, já utilizados à largos anos, a Região Autónoma da Madeira dispõe de dois outros recursos endógenos de que pode e deve tirar o máximo partido. São eles o vento e o sol. Esse é, aliás, um dos objectivo da orientação estratégica definida pela Vice-Presidência do Governo Regiona, que tutela o sector da energia.
De facto a evolução tecnológico permite agora aproveitar eficazmente a energia eólica e a energia solar para a produção de electricidade, contribuindo para a redução do consumo de combustíveis fósseis. São também duas fontes inesgotáveis e limpas.
Na área da energia eólica, a Região avança a passos largos para uma maior utilização desta fonte renovável, sobretudo com os investimentos feitos recentemente nesta área, com a instalação de novos parques eólicos, quer por parte da EEM quer por parte dos privados.
No passado mês de Julho foi inaugurado o Parque Eólico do Loiral, no Paul da Serra, da empresa ENEREEM (Grupo EEM). Constituído por seis aerogeradores tem uma potência total de 5,1 MW (megawatt). A produção prevista deste parque é de 14,4 GWh/ano, equivalente ao consumo doméstico dos concelhos de São Vincente e Ponta do Sol (aproximadamente 7.200 consumidores). Representou um investimento de 6,5 milhões de euros.
Ainda este ano será inaugurado outro parque eólico da ENEREEM no Paul da Serra, o Parque Eólico das Pedras, com uma potência de 10 MW.
Também em Julho passado foi inaugurado o Parque Eólico WindMad, do Grupo Sousa.Com três aerogeradores tem uma potência total de 1.8 MW. Representou um investimento de 3,7 milhões de euros.
No final de 2008, as ilhas da Madeira e do Porto Santo tinham uma capacidade instalada em parques eólicos de 8,64 MW e 1,11 MW respectivamente, responsáveis por cerca de 2% do total de produção de electricidade da Região.
Com os parques inaugurados este ano o valor da potência eólica triplica, passando a construibuição desta componente para a produção total de electricidade para cerca de 6%. Por outro lado, com 2.400 a 2.700 horas de exposição solar, a Região possui um elevado potencial para o investimento na captação de energia solar, quer para a produção de electricidade (parques fotovoltaicos) quer para aquecimento de águas (painéis solares).



Jornal da Madeira

N Energias investe na Região




energias renováveis: 70 milhões de euros nos próximos anos



A empresa N Energias anunciou recentemente que vai instalar nos próximos 3/4 anos 25 MW de energia na Região Autónoma da Madeira, “num esforço de investimento de 70 milhões de euros”, isto “sem quaisquer subsídios ou apoios públicos, nacionais ou regionais”, como realçou o seu administrador, Marques Mendes, ex-presidente do PSD.
Assim, referiu que serão instalados 2 parques fotovoltaicos na RAM, um no Porto Santo (a construir este ano) e outro na Madeira (em 2010), um parque eólico (em 2011) e uma central de biomassa integrada (a construir até 2012). Em relação ao parque fotovoltaico a instalar na ilha do Porto Santo, o JM anunciou recentemente que a Câmara Municipal do Porto Santo autorizou a empresa N Energias a apresentar o projecto definitivo para a criação do referido parque. Este parque terá capacidade para gerar uma potência eléctrica de 2 MW (megawatt), num investimento de 10 a 12 milhões de euros, correspondendo a cerca de 5,5 milhões de euros por cada MW produzido.
Quanto ao parque fotovoltaico a instalar na ilha da Madeira a potência prevista é de 6 MW.
No que se refere à central de biomassa, a produção prevista é de 8 MW. Esta será alimentada a partir de biomassa florestal.
O presidente da Nutroton Energias defende que a Madeira “tem um potencial endógeno fabuloso, com sol, vento, mar e floresta”, pelo que diz que a ilha pode ser auto-sustentável, abastecida exclusivamente de energias renováveis. A empresa tem, entre mãos, uma carteira de negócios de aproximadamente 120 milhões de euros, correspondendo a investimentos no domínio das energias renováveis que se localizam em Portugal Continental e bem assim nas ilhas da Madeira e do Porto Santo.




Jornal da Madeira

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Abertura da Estrada Monumental vai descongestionar zona da Ajuda (Funchal)

Ciclovia a 19 de Setembro






O troço da Estrada Monumental entre o Forum Madeira e a Rotunda da ASSICOM, nos Piornais, será inaugurado no dia 19 de Setembro.
A notícia foi avançada ontem ao Jornal da Madeira pelo vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, Bruno Pereira, que aponta essa como a data já marcada para a inauguração da ciclovia.
Apesar de ser apenas uma parte da obra total que está planeada para a requalificação da Estrada Monumental, a abertura do troço virá, certamente, aliviar a pressão do trânsito automóvel que se transferiu, desde o início do ano, para as ruas alternativas, a norte do Forum Madeira.
O congestionamento das Ruas do Vale da Ajuda e da Rua Nova do Vale da Ajuda foi uma constante ao longo de todos estes meses, tendo sido um verdadeiro teste à paciência de quem teve de ir, diariamente, para casa ou para o trabalho e que tinha, impreterivelmente, de utilizar aquelas vias.
A abertura da ciclovia acabará por ser, antes de mais, um benefício para os automobilistas, antes de o ser para os ciclistas, porque o que se vai notar, antes de mais, é a transferência para a "nova" via dos automóveis e, sobretudo, dos autocarros, que passarão a estar desviados de uma rua que tem estado perfeitamente congestionada, sobretudo quando começou a época balnear.
A abertura daquela parcela da estrada Monumental acontece numa altura em que se inicia um novo projecto: É que, de 16 a 22 de Setembro, será dado o arranque a um projecto de mobilidade na referida via, de ligação de sete em sete minutos, em hora de ponta, entre a Ilma e o Funchal, através de autocarros híbridos. Em declarações feitas há algumas semanas, recorde-se, o presidente da Autarquia referia que «essa linha visa, no fundo, garantir que todas as pessoas que vivem ao longo do eixo da Estrada Monumental, na zona da Ajuda e nas zonas de expansão da cidade, na zona turística, possam ter uma acessibilidade ao Funchal cómoda, através de um autocarro de grande qualidade, não poluente, e com circulação de sete em sete minutos».
De referir que, enquanto que a Linha Eco no centro do Funchal será gratuita, a linha “Eco” Estrada Monumental/Funchal será paga, consoante as modalidades a serem anunciadas pela empresa Horários do Funchal, «que não deverá diferir dos preços normais», comentou Miguel Albuquerque nessa altura.



Jornal da Madeira

domingo, 9 de agosto de 2009

Parque fotovoltaico com parecer positivo (Porto Santo)

Câmara e Direcção de Ambiente aprovam e só falta projecto








A Câmara Municipal do Porto Santo já autorizou a empresa Nutroton Energias, liderada pelo ex-presidente do PSD, Marques Mendes, a apresentar o projecto definitivo para a criação de um parque fotovoltaico na ilha. Determinante para esta situação foi o parecer positivo dado pela Direcção Regional de Ambiente, há cerca de um mês.
Ainda assim, e segundo o JM conseguiu apurar, a obra deverá vir a surgir num local ligeiramente ao lado daquilo que inicialmente estava previsto. A ideia, segundo os promotores do empreendimento, é o de tornar o Porto Santo numa ilha auto-sustentável, em termos energéticos.
Com a decisão da Câmara, o Jornal sabe que a Nutroton, já incumbiu uma empresa de elaborar o projecto, para dar entrada do mesmo na Câmara.
De acordo com os dados conhecidos, o parque fotovoltaico em Porto Santo terá capacidade para gerar uma potência eléctrica de 2 megawatts, num investimento de 10 a 12 milhões de euros, correspondentes a cerca de 5,5 milhões de euros por cada megawatt produzido.
Numa entrevista a um jornal, em Abril de 2009, Marques Mendes referiu que os passos seguintes poderão incluir todas as energias renováveis com viabilidade de desenvolvimento, de forma a criar a primeira ilha da União Europeia auto-sustentável a nível energético. “Queremos integrar neste projecto todas as entidades e grupos empresariais que possam dar um contributo favorável, desde o município de Porto Santo, às autoridades da Região Autónoma, passando pelos grupos privados do turismo, ou pelas próprias empresas de energia, onde a Eléctrica da Madeira teria um papel fundamental”, referiu então Marques Mendes


Jornal da Madeira

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Eficiência energética na Região Automoma da Madeira (RAM)


http://www.aream.pt/

Data: 07-08-2009

A Factorenergia em parceria com a Consulglobal e a Agência Regional de Energia e Ambiente (AREAM), estabeleceram um protocolo no sentido de apoiar e fomentar a implementação de medidas de eficiência energética no tecido empresarial regional.

Este protocolo visa oferecer às empresas maiores facilidades no acesso aos fundos comunitários assim como a consultoria necessária para a diminuição significativa dos consumos energéticos. Com recurso a várias tecnologias inovadoras, desde iluminação, controlo inteligente de motores de indução, instalação de variadores de velocidade, baterias de condensadores entre outras tecnologias que se verifiquem ser as mais adequadas. As empresas que queiram investir na produção de energias renováveis (fotovoltaica e/ou eólica) estão também abrangidas no âmbito deste protocolo.

A redução de custos é cada vez mais importante para a competitividade e eficiência das empresas, e nesse sentido esta conjugação de esforços entre estas entidades visa oferecer essencialmente a interligação entre os trabalhos de diagnóstico e implementação das diversas soluções para poupar energia, com os pacotes de financiamento através de fundos comunitários, sendo que o apoio pode ir até 50% a fundo perdido.

As entidades interessadas podem contactar qualquer uma das entidades envolvidas para dar inicio ao processo de análise personalizada e específica para cada empresa em particular


DN Madeira

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Carro eléctrico da Nissan pode custar cerca de 18.500 euros (Portugal)

A Nissan planeia vender o seu novo carro eléctrico, que poderá ter baterias feitas numa fábrica portuguesa, por um preço semelhante ao compacto Tiida, que em Portugal se vende a partir de 18.450 euros.
O novo carro, com o nome "Leaf" (folha, numa tradução do inglês), foi apresentado em Yokohama na madrugada de ontem (hora de Lisboa) e deverá chegar aos mercados japonês, europeu e norte americano no próximo ano.

Jornal da Madeira





quinta-feira, 30 de julho de 2009

MOBILIDADE ELÉCTRICA- MOBI-E




Posto para abastecer carros eléctricos só em 2012 (Madeira)

Em postos da Galp e nos centros comerciais terão zonas para uso dos condutores
Data: 30-07-2009







Os centros comerciais existentes no Funchal, explorados pelas cadeias Chamartín (Dolce Vita), Sonae Sierra (Modelo) e Jerónimo Martins (Pingo Doce), deverão ter os primeiros postos de abastecimento de carros eléctricos na Região, para uso de todos os condutores que adiram a este meio de transporte 'limpo'. O mesmo deverá acontecer com os locais de abastecimento da Galp.

Algo que só acontecerá lá para 2012, ainda que sem garantias de quando (mês) exactamente será possível 'encher' o depósito de baterias com carga eléctrica da tomada.

A notícia surgiu após a assinatura de um protocolo entre as empresas, como a Galp Energia, a Jerónimo Martins, a Sonae Sierra e a Chamartín, entre outras não presentes na Região, e o Ministério da Economia e Inovação, no mês passado. Isto aconteceu, aliás, antes da remodelação governamental que levou à demissão de Manuel Pinho e à acumulação de pastas do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.

Na esperança de que a política seguida até ao momento pelo anterior ministro não será alterada, mesmo em caso de mudança de partidos no poder, o acordo designado "Desenvolvimento da Mobilidade Eléctrica Sustentável", inclui ainda 21 municípios na fase inicial, que vai até 2010. Depois disso, o projecto será alargado para outras cidades.

As empresas que, em finais de Junho, assinaram o protocolo, vão integrar o grupo de 'Empresas Pioneiras da Mobilidade Eléctrica Sustentável'. Isto significa que a rede de abastecimento incluirá os maiores municípios, entre os quais o Funchal, com os seus cerca de 125 mil habitantes, fica de fora, deverá crescer nos próximos anos.

As cadeias de distribuição, como o Modelo, o Pingo Doce e o Dolce Vita, prestarão um novo serviço nos seus parques de estacionamento. A Galp Energia, a maior cadeia de postos de abastecimento de combustíveis fósseis, deverá dotar as suas estações de serviço na Região (provavelmente as mais concorridas) com a infra-estrutura que marcará o futuro da mobilidade automóvel.

"As autarquias e os centros comerciais preparam-se para vender carregamentos lentos e rápidos, enquanto a Galp ficará com os carregamentos rápidos, que deverão situar-se nos grandes eixos viários", salienta uma nota oficial. "No primeiro semestre de 2010, a primeira fase de instalação destes postos deverá ficar concluída". O Funchal deverá ser a única cidade acima dos 100 mil habitantes a ficar de fora do projecto.

Segundo a Chamartín, o acordo obriga a que os espaços comerciais assumam "o objectivo de permitir a introdução e a utilização de veículos eléctricos, nas instalações de uso público dos parques de estacionamento, tendo em vista a promoção da mobilidade eléctrica e a melhoria do ambiente e da qualidade de vida dos cidadãos no âmbito da Rede Piloto da Mobilidade Eléctrica".

Para atingir este objectivo, as empresas terão de elaborar e executar um "Projecto de Instalação progressiva de Postos de Carregamento para a Mobilidade Eléctrica", sendo que no caso dos Dolce Vita estão previstos 25 pontos de recarga/abastecimento em Lisboa e Porto até Junho de 2010 e reforçando-se em 44 pontos semelhantes até Junho de 2012 em Lisboa e Porto, Coimbra, Vila Real e Funchal.

Na mesma lógica, prevê-se a criação de "zonas preferenciais de estacionamento para veículos eléctricos nas instalações e estabelecimentos dos Centros Comerciais Dolce Vita, bem como efectuada uma campanha de sensibilização deste tema, junto dos consumidores".

As futuras infra-estruturas de abastecimento terão de disponibilizar o acesso à rede eléctrica e prevê-se, ainda, a criação de equipamentos mais sofisticados, inteligentes e dotados de capacidade de comunicação, alguns dos quais de carga rápida. Não só para acudir à demanda dos condutores, habituados a perder pouco tempo a encher o depósito e a pagar o serviço, como também tecnologia capaz de se adaptar a diferentes fabricantes e tipos de veículo.

Nova geração: dos carros híbridos (eléctricos e a gasolina) aos carros eléctricos

As principais marcas mundiais já não 'viram a cara' ao futuro, no que toca aos carros cujo consumo deverá aliar duas vertentes: a poupança e o ambiente. Entre estes, são exemplo alguns já no mercado ou prometidos para os próximos meses. O mercado automóvel está animado.



DN Madeira

sábado, 25 de julho de 2009

100% Portugues e electrico é o Futi

Metro Buddy

O carrinho que aparece na foto no Post anterior é o MetroBuddy (movido a electricidade) do Fabricante Noruegues Elbil Norge e tudo indica que vai ser fabricado em Portugal...






Sera que o Socrates vai largar o Magalhães e começar a promover o MetroBuddy dizendo que é 100% Portugues, na verdade o carro já existe a alguns anos so que foi retocado no CEIIA na Maia


http://www.ceiia.com/

“Portugal vai ser líder nos carros eléctricos”



Especialista da empresa norte-americana Better Place está optimista



Portugal vai ser um dos mercados líder no negócio dos carros eléctricos, dado o incentivo às energias renováveis, vontade política e à rápida absorção das novas tecnologias por parte da população, segundo considerou, ontem, um especialista.
Josh Steinmann, da empresa norte-americana Better Place, uma das líderes mundiais em sistemas de gestão de carros eléctricos, declarou em entrevista à Lusa que a empresa está "optimista" face ao mercado português, onde estuda a possibilidade de investir.
"Estamos extremamente optimistas de que Portugal vai adoptar os veículos eléctricos muito rapidamente e que vai assumir uma posição de liderança. Já vimos como foi rápida a adopção de telemóveis em Portugal e o uso dos cartões multibanco. Há um historial neste país de rápida absorção da tecnologia", explicou Josh Steinman.
Portugal arrancou nos últimos meses uma rede de carregamento de veículos eléctricos que até 2012 deverá contar com cerca de 1.300 pontos de carregamento lento (várias horas para repor a carga numa bateria) e rápidos (que demoram entre 30 a 45 minutos).
Por outro lado, o Estado português isenta de imposto automóvel os veículos eléctricos e o Governo já anunciou outros incentivos fiscais para quem adquirir este tipo de veículos.


Jornal da Madeira




http://www.betterplace.com/

terça-feira, 21 de julho de 2009

Inauguração do Parque Eólico Windmad do Grupo Sousa.












PGRAM

«Há pessoas que sofrem com o desenvolvimento»




Alberto João Jardim voltou a apelar aos empresários da Região para que continuem a avançar com os seus projectos, deixando para ele o combate à “mediocridade” de alguns empresários da Região. O presidente falava durante a inauguração de três novos aerogeradores no Paúl da Serra, investimento privado do grupo Sousa.
«Vão avançando para a frente. Não tenham medo das invejas, não tenham receio da má língua nem das intrigas. Essa parte é com os políticos. Eu estou aqui para dar cabo desse tipo de mediocridade intelectual que, ainda, infelizmente assola algumas pessoas mas que, repito, felizmente são uma grande minoria nesta Região», apelou Jardim, que adianta uma explicação para tanta irritação.
«Há pessoas que, por um lado, têm saudades do passado e irritam-se pelo facto de a Madeira não ser a sociedade feudal de há 30 anos atrás, em que investidores eram apenas os senhorios da época. E, por outro lado, também se sabe que há pessoas que sofrem com o desenvolvimento porque este afecta-lhes as possibilidades de terem instabilidade social e objectivos políticos tenebrosos em relação ao povo madeirense», avançou.
É por isso que actos oficiais como a de ontem são sempre bem vistos pelo presidente do Governo. «Temos aqui, hoje, uma inauguração de um serviço público que é prestado por empresários privados. Esta é a articulação correcta, no desenvolvimento da economia num país democrático», sustentou, por entre agradecimentos ao grupo Sousa, pelas suas qualidades e responsabilidades de investimento na Região. «São por todos conhecidas, respeitadas e apreciadas por todos os homens de boa vontade neste arquipélago», garantiu Jardim.
Ainda em relação ao parque eólico ontem inaugurado, o chefe do Executivo madeirense relevou a obra, sobretudo, do ponto de vista ecológico da Região. «O investimento feito vai poupar anualmente a importação de 1.500 toneladas de fuel. Toda a gente sabe o que isto representa para a economia da Região. Quando se está a comprar fuel, estamos a pegar no dinheiro da Região e estamos a entregar a titulares de interesses que estão fora da Região. Ao fazermos isto temos, não só, uma redução importante do dióxido de carbono na atmosfera do arquipélago como temos também, fundamentalmente, dinheiro que vai ficar a mais na Região e que vai continuar a permitir o crescimento da nossa economia, com toda a repercussão social desde o emprego, até à disponibilidade de verbas que, pela via fiscal, o Governo recolhe e aplica em objectivos de natureza social», sublinhou,
De Jardim, ficou ainda uma referência ao director regional de Florestas, Rocha da Silva. «No entusiasmo que tem pelas áreas que estão sob a sua competência, tem tido um enorme cuidado em complementar estes investimentos, seja os feitos pela empresa de Electricidade da Madeira seja os feitos pelo sector privado, com um trabalho, também, de requalificação ambiental que vem compor e melhorar todo este ambiente em que se inserem».

Contributo do Grupo Sousa para objectivos do Governo

Luís Miguel de Sousa fez questão de afirmar que o parque eólico WindMad «é um contributo» do grupo para a concretização dos objectivos definidos pelo Governo Regional, no sentido de ser ultrapassada rapidamente a meta dos 20 por cento de energias renováveis, muito antes do prazo proposto pela União Europeia, tendo como meta conseguir que a Madeira tenha cerca de 30 por cento de energia consumida, com origem em produção de energias renováveis, antes de 2020.
«Na Região, estão em curso investimentos elevados, realizados pelo sector público/EEM e pelo sector privado, na produção de energia eólica, que estarão concretizados neste ano de 2009, representando cerca de 30 megawats de potência os novos parques eólicos e onde a nossa contribuição nestes é de cerca de 8,5 por cento da potência instalada, que representa uma poupança de 4.500 toneladas de CO2, o abastecimento de cerca de 2.650 habitações e uma poupança de cerca de 1.400 toneladas de fuel, num parque eólico composto por três torres, com 0,85 MW de potência cada uma», salientou ainda o responsável.

A obra


O parque eólico Windmad, é um investimento do grupo Sousa, que ascendeu a 3,7 milhões de euros. Este dispõe de uma potência total de 1,8 MW. É constituído por três aerogeradores assíncronos (da marca Vestas/modelo V52), com a potência unitária de 850 KVA e uma potência nominal de 850 KW. A cabine possui um mecanismo motorizado para rodar sobre a torre de modo a obter a orientação mais favorável para a produção de energia, de acordo com a direcção do vento. A torre tem uma altura de 49 metros e os aerogeradores têm como princípio de funcionamento a captação da energia eólica e a sua conversão em energia eléctrica. Estes aerogeradores arrancam quando a velocidade do vento atinge 4 metros/segundo, têm a produção máxima aos 17 m/s e são desligados quando a velocidade do vento atinge 25 m/s, de modo a proteger o aerogerador de esforços excessivos que possam pôr em risco a integridade da torre e das fundações. A produção de energia eléctrica prevista pelos três aerogeradores é de 6,45 MWh/ano.


Jornal da Madeira

sábado, 18 de julho de 2009

Novo parque eólico no Paul da Serra inagurado 2º Feira

O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, inaugura, na próxima segunda-feira, pelas 17h30, no Paul da Serra, o parque eólico Winmad, um investimento do Grupo Sousa, na ordem dos 3,7 milhões de euros, que irá permitir reduzir a importação e consumo de cerca de 1.400 toneladas de fuelóleo por ano e evitar a emissão de 4.500 toneladas de dióxido de carbono.
O parque eólico, situado no Paul da Serra, tem uma potencia total de 1,8 MW e é constituído por três aerogeradores assíncronos, com a potência unitária de 850 KVA e equipados cada um com um transformador de potência de 1000 KVA, 0,69KV/30KV, com uma potência nominal de 850 KW.
A cabine possui um mecanismo motorizado para rodar sobre a torre de modo a obter a orientação mais favorável para a produção de energia, de acordo com a direcção do vento.
A torre tem uma altura de 49 metros e é do tipo cónica, constituída por um conjunto de elementos, em construção soldada, dividida em duas ou mais secções. A base da torre será fixada a um maciço de betão armado, construído abaixo do nível do solo.
Os aerogeradores instalados têm como princípio de funcionamento a captação da energia eólica e a sua conversão em energia eléctrica. Estes aerogeradores arrancam quando a velocidade atinge 4,0 m/s, têm a produção máxima aos 17 m/s e são desligados quando a velocidade do vento atinge 25 m/s, de modo a proteger o aerogerador de esforços excessivos que possam pôr em risco a integridade da torre e das fundações


Jornal da Madeira

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Terceiro parque eólico vai permitir triplicar potência instalada na RAM

O presidente do Conselho de Administração da Empresa de Electricidade da Madeira anunciou ontem que será inaugurado em breve um novo parque eólico: o das Pedras.
No total, este parque produzirá 15,3 megawatts, o que permitirá triplicar o valor da potência actualmente instalada na Região.
A contribuição da componente eólica passará, assim, dos 2 por cento do mix de produção anual para cerca de 6 por cento, ou seja, 54 gigawatts, disse Rui Rebelo.
Este acréscimo de produção eólica corresponde ao consumo doméstico dos concelhos de Machico, Calheta e Porto Moniz, o que corresponde a cerca de 16.100 consumidores.
Evitará, também, a emissão anual de 27.500 toneladas de CO2 e a importação de 8.500 toneladas de fuel, acrescentou.
Esta estratégia governamental, segundo Rui Rebelo, compreende projectos já anunciados até 2017, «de impacto e valor significativo na economia da Região, tanto através do efeito do aumento da despesa interna, como através da substituição de importações de petróleo».




Jornal da Madeira