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sábado, 19 de junho de 2010

Projecto de Geotermia vai avançar na Madeira






No âmbito da Política Energética da região Autónoma da Madeira, o vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, acompanhado do presidente do conselho de administração da Empresa de Electricidade da Madeira, Rui Rebelo, apresentou ontem um estudo sobre as novas oportunidades na área das energias limpas, nomeadamente o aproveitamente da energia geotérmica.
A apresentação do projecto para a implementação de energia geotérmica na Madeira coube ao presidente da EEM, que destacou ser o “potencial da Madeira bastante promissor”, tendo anunciado que a primeira fase dos trabalhos para prospecção e avaliação do recurso “vão arrancar muito em breve”.
Rui Rebelo, antes de explicar os pormenores do projecto, destacou que o aproveitamento dos recursos geotérmicos constituem “uma oportunidade de investir em mais uma fonte de energia limpa” e respondem aos objectivos traçados pela estratégia europeia para a energia e pela política energética da Região, nomeadamente no que se refere a encontrar alternativas energéticas ao petróleo, combater as alterações climáticas, aumentar a segurança energética dos países e das regiões e estabilizar o preço dos produtos energéticos.
Acentuando ser a Madeira “uma das poucas regiões do país com um plano energético actualizado”, o presidente da EEM, realçou que a “política energética regional tem como objectivo fundamental garantir um abastecimento seguro e regular de energia aos cidadãos e a todas as actividades económicas, nas melhores condições e aos preços mais competitivos possíveis”.
Neste âmbito lembrou que a política energética passa por “maximizar o aproveitamento dos recursos renováveis regionais, Fomentar as energias alternativas, incentivar a utilização racional de energia e melhorar o desempenho ambiental”.
Deste modo, realçou que a “Região tem apostado em tudo o que seja energias renováveis”, apontando o exemplo do aproveitamento das energias hídrica, eólica e solar.
Neste âmbito, Rui Rebelo salientou que a participação de energias renováves na produção de energia na Região já é de 22,5%, sublinhando que a meta dos 30% a atingir em 2017 “deverá ser largamente ultrapassada e deverá atingir os 35%”.
Sublinhando que o plano de acção “passa por substituir o fuelóleo utilizados nas centrais termoeléctricas por alternativas mais limpas e amigas do ambiente”, destacou o projecto do biocombustível marinho em curso na ilha do Porto Santo e o projecto do gás natural na Madeira, já em fase de concurso.
Em relação ao projecto de aproveitamento de energia geotermal, adiantou haver “um promissor valor geotérmico” na Região a uma profundidade que poderá ir entre os 3 e os 4 quilómetros, pelo que salientou que “o trabalho que a Região vai fazer é identificar locais para a exploração de energia geotérmica”, a qual pode ser convertida em energia eléctrica numa central geotérmica.
Assim, Rui Rebelo referiu que a primeira fase dos trabalhos (prospecção/avaliação do recurso) vai ser desenvolvido pelo LNEG - Laboratório Nacional de Energia e Geologia.

Trabalho extraordinário no sector energético

Por seu lado, o vice-presidente do Governo Regional referiu que o trabalho que está a ser desenvolvido na área da energia vai no sentido de “inverter” a frase “que nos acompanhou vida fora” de que a Madeira “é uma região sem recursos naturais e sem matérias primas”.
“Não temos petróleo, mas vamos tentando ir buscando outras soluções que permitam dizer que temos matérias primas que nos podem ajudar a ser mais independentes e menos dependentes do exterior, a ter melhor ambiente e também termos mais riqueza, pois importamos menos fuel”, destacou João Cunha e Silva.
Salientendo que o trabalho na área da energia “tem sido extraordinário”, realçou que o Plano de Política Energética “tem sido seguido à risca” e que “foi feito muito mais do que parecia podermos fazer”.
Neste âmbito destacou “a qualidade, determinação e competência da EEM, particularmente do dr. Rui Rebelo, com com todos os projectos que temos vindo a sugerir a serem estudados e a serem apresentados quando só tenham consistência para avançar”.
Quanto ao projecto de geotermia, o vice-presidente do Governo Regional disse tratar-se de “um projecto experimental” que “poderá resultar em estudos positivos que garantam uma nova solução, uma nova aposta que, sem hesitações, levaremos por diante”.
Todavia, acentuou que a Região “irá continuar a estudar outras possibilidades” na área energética, acentuando a aposta “em energias renováveis, em energias limpas e em energias alternativas para não ficarmos dependentes de nenhuma”.





Jornal da Madeira

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Região 'dispensa' impostos no negócio da fotovoltaica

As obras já se iniciaram no terreno e a produção deverá principiar este ano.





A briga entre a Junta de Freguesia do Caniçal e a Câmara de Machico por causa da instalação de um parque fotovoltaivo já foi resolvida. Para impedir o abate de árvores nas serras do Caniçal, a solução encontrada foi a de instalar o parque na Zona Franca Industrial da Madeira, no Caniçal.

De acordo com a informação obtida, a Direcção Regional de Florestas deu um parecer negativo ao abate das árvores, já que o pedido de licenciamento aprovado pela Câmara de Machico não cumpria a lei, pois a empresa queria abater árvores, mas não considerava a reflorestação alternativa exigida pela lei.
Curioso é registar que embora a autarquia tivesse considerado adequado o abate de árvores para instalar painéis, o DIÁRIO sabe que os deputados do PSD eleitos pelo concelho fizeram 'démarches' discretas para impedir que o parque fotovoltaico ficasse instalado onde o promotor pretendia.

Se a solução encontrada permite satisfazer as exigências dos deputados e autarcas locais, deixando a população satisfeita pois permite a preservação de um núcleo de acácias na única mancha verde da serra do Caniçal, a verdade é que a opção encontrada não só disponibilizou o terreno necessário, como vai garantir facilidades fiscais à empresa do universo empresarial do Grupo Nutrotons, - liderado por Luís Marques Mendes - privando a Região de receitas, nomeadamente em sede de IRC.
Nos termos do que está regulado, a empresa vai pagar na Zona Franca nos primeiros quatro anos um euro por ano/m2, - no Porto Santo pagou 5 a 7 euros por m2 - valor que após esse período passa a ser de 1,5 euros.

Ou seja, para além da taxa de instalação (1.000 euros), a ' Enersistems' vai gastar cerca de 100 mil euros para alugar o terreno onde vai instalar 28 mil painéis fotovoltaicos, que deverão garantir uma produção anual de 12 Gwh.
Sabendo que a Empresa de Electricidade da Madeira, nos termos da legislação nacional, está obrigada a adquirir a energia produzida a partir do sol a um preço médio que nesta altura se cifra nos 0,30 euros/kWh, este negócio deverá render à empresa de Luís Marques Mendes uma facturação de 4 milhões de euros/ano.
Garantindo a mancha verde, a Região acaba, contudo, por abdicar de tributar à taxa normal os lucros gerados pelo Parque Fotovoltaico do Caniçal, beneficiando uma empresa privada - ainda que com participação pública - em cerca de 101 mil euros/ano, sendo para a SDM um bom negócio já que a área a ocupar pelo parque não tinha outro uso.

Embora seja indiscutível que a introdução da energia fotovoltaica contribui para a redução da factura energética - nomeadamente na importação de combustível - e na emissão de CO2, a solução encontrada impede a Região de obter mais receita fiscal, já que os lucros gerados serão tributados à taxa de 5%.

20 milhões de euros

A ' Enersistems' vai investir 20 milhões de euros no Caniçal para desenvolver um parque que vai ocupar uma área de 100.000 m2, onde, de acordo com a informação da empresa, serão instalados 28.800 paineis. Estes deverão ter capacidade de produzir 12 GWh por ano, contando a empresa iniciar a produção já em Outubro.
O acesso aos terrenos da Zona Franca faz-se por regime de subconcessão do domínio público, obtida através de uma licença de operação no âmbito do Centro Internacional de Negócios da Madeira.


DN Madeira

domingo, 13 de junho de 2010

Renováveis garantem luz a todos e poupam 10 milhões

Abril 2010 fica para a história. A produção a partir de fontes renováveis já garante toda a energia necessária ao consumo doméstico da Região






A Madeira atingiu no final de Abril um objectivo histórico, já que a produção de energia a partir de fontes renováveis foi suficiente para garantir o consumo do sector residencial doméstico.

Depois de ter fechado o último ano com uma contribuição das fontes renováveis que ascendeu a 23% do total da energia produzida, a Empresa de Electricidade da Madeira fechou os primeiros quatro meses do ano com um contributo da água, sol e vento que garantiu 32,7% da produção de energia.
Pese o facto do temporal de Fevereiro ter provocado constrangimentos, restrições e limitações no sistema eléctrico, nomeadamente nas linhas de transporte e distribuição de energia, nos canais de abastecimento de água às centras hídricas e no funcionamento, em plena carga, dos parques eólicos, a produção de energia com origem renovável atingiu um valor de referência nunca antes conseguido.

Para este bom desempenho contribuiu a componente de energia hidroeléctrica, que representou nos primeiros quatro meses 21,3% do total de energia emitida, logo seguida da eólica (7,6%) e de outras fontes renováveis (3,8%).

Deste modo, no primeiro quadrimestre de 2010 a produção de 'energia verde' assegurou as necessidades de todo o consumo do sector residencial (doméstico) da Região, algo impensável de operacionalizar num tão curto espaço de tempo.

Mais de um terço renovável

Para o bom desempenho obtido contribuiu o modelo de desenvolvimento que vem sendo aplicado na Região, suportado, em grande medida, em projectos combinados de energia hídrica e eólica, que tem feito progredir significativamente a penetração da componente renovável no mix total de produção.
As 'renováveis' têm maior penetração na Madeira, pois garantem 33,5% de toda a energia, enquanto no Porto Santo a conciliação entre a produção intermitente do sol e do vento e as necessidades de sustentabilidade da rede só permitiram o contributo de 9,6% a partir dessas fontes.

Para melhor se avaliar do feito histórico registado pela EEM, nunca a produção térmica teve um peso tão baixo (67,3%), o que significa que a Madeira está a potenciar uma boa utilização dos seus recursos hídricos, ainda que dependentes de anos hidrológicos bons ou maus.

O contributo de 21,3% da água na produção de energia é o registo mais alto desde 1987, situando-se ao nível dos valores habituais do segundo quartel do século XX.
Na estratégia política definida por Cunha e Silva - o vice-presidente do Governo Regional tem a tutela da energia - o objectivo primeiro é assegurar menos emissões poluentes, encontrando soluções que possam reduzir a dependência da importação de derivados de petróleo e consequentemente do valor da factura energética.
Menos emissões e importações

A produção de energia a partir da água, vento e do sol permitiu à Região, em apenas quatro meses, evitar a emissão de 69.400 toneladas de dióxido de carbono (CO2) e a importação de 22.920 toneladas de fuel.

Em termos monetários, e considerando as cotações correntes, as emissões de poluentes evitadas pela produção renovável no primeiro quadrimestre de 2010, representaram uma poupança de 1,1 milhões de euros em aquisições de licenças de emissão de CO2 e uma economia de cerca de 9,07 milhões de euros com a redução de importações de derivados de petróleo.

Tal como destaca ao DIÁRIO Rui Rebelo, o presidente da Empresa de Electricidade da Madeira "os projectos actualmente em curso, ou em fase final de lançamento de concurso, vão, seguramente, conduzir a que as metas ambientais definidas pela Região sejam antecipadamente atingidas e mesmo superadas".

Diz o gestor público, que "a aposta para este ano passa pela transformação do sistema hidroeléctrico da Calheta (30MW), a instalação de um parque eólico de cerca de 5MW, bem como de dois parques fotovoltaicos de 15MW e ainda a instalação de uma unidade de produção de biocombustível, que reforçam e evidenciam, de forma inequívoca, o empenho e o compromisso da Madeira para um futuro mais sustentável do ponto de vista ambiental e económico".

Segundo Rui Rebelo é possível "afirmar hoje, ainda com um maior nível de certeza, que a Madeira vem trilhando 'step by step' um caminho rumo à sustentabilidade para uma sociedade com menor intensidade de carbono".

Nos primeiros quatro meses do ano foram produzidos 304,8 GWh de energia, sendo que 9,8 foram produzidos no Porto Santo. A produção renovável atingiu os 99,6 GWh, com maior contributo da hídrica (64,8) e eólica (23,1).

Dez centrais hidroeléctricas garantiram 21% da produção de energia

A Madeira tem dez centrais hidroeléctricas cuja contribuição produtiva, nas últimas duas décadas, oscilou entre quinze e trinta por cento da produção total anual, tendo registado o ano passado uma produção nominal nunca antes obtida e registando uma penetração nos primeiros quatro meses deste ano que desde 1987 não era conseguida.

A mais antiga das centrais foi construída em 1953, na Serra de Água, fazendo parte da primeira fase dos aproveitamentos hidroagrícolas realizados na década de cinquenta, que levou à construção da Central da Calheta que equipada com três grupos de diferentes quedas, foi posteriormente ampliada com um quarto grupo em 1978.

A Central da Ribeira da Janela foi a primeira das duas centrais hidroeléctricas construídas na segunda fase do plano hidroagrícola. Tendo ficado concluída em 1965, a sua contribuição média anual é de cerca de 8 Gwh.

Já a Central da Fajã da Nogueira foi a última construída na segunda fase do plano hidroagrícola iniciado na década de cinquenta.
O Aproveitamento de Fins Múltiplos dos Socorridos é, seguramente, uma das maiores obras hidáulicas construídas na Região, a central hidroeléctrica dos Socorridos entrou em funcionamento em 1994, tendo uma contribuição média anual de 40 GWh.

A Central da Calheta de Inverno foi construída em 1992, com o objectivo de aproveitar os caudais excedentários ao abastecimento público e garantidos pelos caudais já turbinados na Central da Calheta, com a contribuição média anual desta central a situar-se nos 20 Gwh. Referência, ainda, para a Central do Lombo Brasil, uma mini-hídrica com uma potência efectiva de 150 kW, de funcionamento automático e não acompanhado.

Referência, ainda, para a Central da Fajã dos Padres é um aproveitamento hidroagrícola de iniciativa privada. Com um único grupo de 1700 kW, esta central funciona em modo automático, arrancando quando há água disponível e suspendendo a sua actividade quando aquela falta.




DN Madeira

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Novos benefícios fiscais para mais equipamentos

Para ajudar a reduzir a factura energética do país







As novas deduções já estavam previstas no Orçamento do Estado para 2010, que foi aprovado em meados de Março, mas só ontem foi publicada a lista dos encargos com equipamentos de eficiência energética que os contribuintes individuais podem inscrever no seu IRS.
Passam a poder ser deduzidos os equipamentos de carregamento de veículos elétricos de instalação doméstica, que estejam conformes com as especificações técnicas que o governo vai definir por portaria, as instalações solares térmicas para aquecimento de águas sanitárias e de climatização, utilizando como dispositivos de captação da energia coletores solares.
Também as bombas de calor destinadas ao aquecimento de águas de uso doméstico, os painéis fotovoltaicos e respetivos sistemas de controlo e armazenamento de energia, destinados ao abastecimento de energia elétrica a habitações, e os aerogeradores de potência nominal inferior a 5 kW e respetivos sistemas de controlo e armazenamento de energia, destinados ao abastecimento de energia elétrica a habitações passam a poder ser deduzidos.
Da lista constam ainda os equipamentos de queima de biomassa florestal, combustíveis derivados de resíduos ou de biogás, nomeadamente recuperadores de calor de lareiras, destinados quer ao aquecimento ambiente quer de águas sanitárias, e as caldeiras destinadas à alimentação de sistemas de aquecimento ambiente ou aquecimento de águas sanitárias e de climatização.
O governo alarga ainda as deduções em sede de IRS aos equipamentos e obras de melhoria das condições de comportamento térmico de edifícios, dos quais resulte “directamente o seu maior isolamento”.
A portaria ontem publicada especifica que pode ser deduzido o encargo dos contribuintes com a aplicação de isolamentos térmicos na envolvente dos edifícios, seja pelo exterior ou pelo interior, incluindo coberturas (telhados ou lajes), paredes e pavimentos adjacentes ao solo ou a espaços não climatizados.
A substituição de vãos envidraçados simples por vidros duplos com caixilharia de corte térmico é outra das despesas com luz verde para ser deduzida no IRS, com o objetivo de reduzir a fatura energética do país.



Jornal da Madeira

sexta-feira, 4 de junho de 2010

É necessário instalar postos de recarga eléctrica

Defende António José Brito, da Algarve Renovável






Um próximo passo na Região no que concerne aos transportes amigos do ambiente deve ser a colocação de postos de recarga eléctrica para os veículos movidos a este tipo de energia. A ideia foi, ontem, defendida por António José Brito, da “Algarve Renovável”, que foi prelector numa conferência no âmbito da “Expo Energias”, que decorre no Largo da Restauração.
António Brito entende que todas as estações de serviço deviam ser obrigadas a ter «uma tomada eléctrica com contador», já que em Portugal quem guia um veículo eléctrico «atravessa desertos todos os dias». No continente, a instalação destes postos tem vindo a ser prometida, mas «todos os anos se vão adiando as coisas». Apesar de em número reduzido, ainda assim já existem alguns.
Por outro lado, dado que na Região estes postos ainda não existem, defende que esse deverá ser o próximo passo. Aliás, frisou que cada posto custa «no máximo 50 a 100 euros» e que «para uma entidade pública não é nada de transcendente». António Brito frisa, contudo, que os descontos nos estacionamentos que existem no Funchal para este tipo de veículos «é um bom passo no sentido de incentivar as pessoas a utilizar meios de transporte mais amigos do ambiente para entrar nas cidades».
Este responsável salientou também que no que diz respeito a transportes públicos amigos do ambiente, o Funchal está à frente do resto do país, sendo a única cidade que tem os mini-autocarros “Gulliver”.



Jornal da Madeira


Está ultima afirmação está incorrecta





A Cidade de Almada também vai ter os pequenos Autocarros Gulliver a circular

Funchal com experiência-piloto na iluminação pública

Expo energias: Câmara Municipal vai avançar, com recurso à energia solar


Iniciou-se, ontem, a “Expo Energias 2010”. Na abertura do certame, Miguel Albuquerque anunciou que a Câmara vai fazer no Funchal «uma experiência-piloto com as lâmpadas de iluminação pública tendo por base os painéis solares».






A Câmara Municipal do Funchal vai avançar com uma experiência-piloto em matéria de iluminação pública, com recurso a energia solar.
O anúncio foi feito, ontem, pelo presidente da edilidade funchalense, na abertura da “Expo Energias 2010”, que decorre até ao próximo dia 5 (sábado) no Largo da Restauração.
Falando na aposta da autarquia nas energias renováveis, e depois de visitar os stands expositores, de onde disse ter recolhido ideias, Miguel Albuquerque adiantou que vai fazer no Funchal «uma experiência-piloto com as lâmpadas de iluminação pública tendo por base os painéis solares». O local onde o projecto será posto em prática está a ser analisado, mas o edil afiança que quer avançar com a experiência. O sistema prevê que durante o dia os painéis fotovoltaicos captem energia para depois ser usada durante a noite. Miguel Albuquerque adiantou que a Câmara irá também «avançar já com os leds, que é outro projecto que temos para os parques públicos».
Por outro lado, o autarca afirmou que estão a avançar projectos para dotar todos os serviços públicos da Câmara, as escolas e os edifícios da Frente-Mar com «energias amigas do ambiente», passando não só pela solar, mas também pela utilização de lâmpadas de baixo consumo e pelos electrodomésticos com redução de 40 por cento em energia, «porque isso tem reflexos nas contas no fim do mês para os organismos públicos, mas também para as famílias».
Sublinhando a aposta na eficiência energética que tem vindo e está a ser seguida pela Câmara, Albuquerque apontou o exemplo da mobilidade, referindo o incentivo à utilização de viaturas híbridas, através do pagamento de apenas metade da tarifa de estacionamento.
Ainda neste campo, lembrou o programa comunitário que possibilitou a implementação das Linhas Verde e Eco e da Ciclovia. Disse igualmente que a autarquia tem um conjunto de candidaturas a nível da energia. Um dos exemplos da aposta da Câmara nas energias verdes (ontem exposto) é uma varredora/aspirador eléctrica, que já limpa o interior e exterior do Mercado dos Lavradores, com uma autonomia de oito horas.



Jornal da Madeira

Região deve apostar na eficiência energética

Expo energias: Considera Ricardo Aguiar, do Laboratório Nacional de Energia e Geologia




Ricardo Aguiar, do Laboratório Nacional de Energia e Geologia considera que Portugal tem muitos desafios pela frente no que toca às energias renováveis. No caso da Madeira, as alternativas, no seu entender, são «aproveitar o melhor possível as energias renováveis que tem ao seu dispor – o vento, o sol, as ondas – e apostar muito na eficiência energética».


Aproveitar o melhor possível as energias renováveis que tem ao seu dispor e apostar na eficiência energética são as alternativas que devem ser seguidas pela Região, no entender de Ricardo Aguiar, do Laboratório Nacional de Energia e Geologia.
Ricardo Aguiar, que foi um dos oradores convidados numa conferência incluída no programa da “Expo Energias 2010”, subordinada ao tema “O desafio climático: Novos paradigmas e Metas para a Energia em Portugal”, começou por dizer que os desafios que se colocam a Portugal neste domínio passam por «reduzir muito a dependência energética que temos face ao exterior, que é à volta de 80 por cento», nomeadamente em termos de importação de petróleo, carvão e gás natural. O prelector sublinhou que esta é não só uma questão económica (dado que as importações «desequilibram muito a nossa balança de pagamentos»), mas também ambiental.
Este responsável frisou a necessidade de incrementar as energias renováveis em detrimento dos combustíveis fósseis e referiu que há muitas fontes de energia, sendo que «temos de escolher as mais adequadas para cada região».
Neste seguimento, questionado sobre quais as alternativas para a Madeira a este nível, enumerou algumas das particularidades da Região, nomeadamente o facto de estar isolada geograficamente, de ter uma população muito grande em relação ao seu tamanho, de se basear no turismo, «que é muito consumidor de energia», e de ter uma orografia complicada, o que dificulta em termos de transportes. Por isso, afirmou que o que a Madeira «tem de fazer é aproveitar o melhor possível as energias renováveis que tem ao seu dispor – o vento, o sol, as ondas – e apostar muito na eficiência energética». Contudo, acrescentou que «é difícil que alguma vez se venha a ser auto-suficiente». Aliás, disse que «as várias regiões têm as suas especialidades» e que «não é preciso estar obcecado com a auto-suficiência».
Por outro lado, embora reconheça que seja difícil numa altura de crise, aconselha a que as pessoas, para poupar, comprem «a melhor tecnologia que têm ao seu alcance», tais como electrodomésticos mais eficientes e carros que consumam menos.



Jornal da Madeira

sábado, 29 de maio de 2010

Painéis fotovoltaicos em 200 lares madeirenses

Produção de energia eléctrica garante auto-suficiência e retorno no investimento






A Região Autónoma da Madeira tem cerca de duas centenas de instalações de painéis fotovoltaicos ligados à rede da Empresa de Electricidade, um número que será ainda mais significativo depois da entrada em vigor da lei que irá facilitar todo o processo de inscrição.
A revelação foi feita ao JORNAL da MADEIRA por Agostinho Gouveia, sócio-gerente da empresa Intelsol, pioneira na instalação de painéis fotovoltaicos na Região, a propósito do Dia Mundial de Energia que hoje é assinalado.
«Este sistema de produção de energia eléctrica através da energia solar tem instalações em todos os concelhos da Região Autónoma da Madeira, em cerca de 200 casas», confirmou Agostinho Gouveia.
Tal como referiu «embora seja um contributo pequeno representa por outro lado que uma parte de energia que se consome na Madeira, 200 produtores fazem-no através de energias renováveis o que significa que são menos esses que gastam combustíveis fósseis».
O empresário garante que os microprodutores têm um retorno financeiro garantido em apenas 5 a 6 anos, sendo que, numa análise a 15 anos, o retorno corresponde a uma taxa de 16 por cento «o que nos dias de hoje é muito bom».
Agostinho Gouveia realça, por outro lado, o facto dos microprodutores terem mensalmente assegurado o retorno do investimento realizado, auferindo o valor da energia produzida. «O valor corresponde ao consumo que teve, acrescido da energia produzida para a rede», explica, esclarecendo que ninguém é obrigado a instalar este sistema em casa.

Comprar energia a 13 e vender a 56 garante retorno de investimento

Uma vez concluída a instalação o produtor comprará electricidade a 12 cêntimos por quilowatt e venderá à rede a energia produzida a 56 cêntimos. sendo que cada casa pode produzir até 26 quilowatts.
O empresário explica que a legislação permite a venda de energia à rede, sendo que, para tal, é preciso fazer uma inscrição e pagar uma taxa a nível nacional, ainda que o distribuidor seja a Empresa de Electricidade da Madeira, podendo em qualquer momento fazer o pré-registo no site www.energiasrenovaveis.pt. Depois de aprovado o requerimento, é necessário ainda recorrer a um instalador autorizado para proceder à instalação do sistema num prazo máximo de seis meses.
O nosso interlocutor salienta que a Governo da República prepara-se para alterar a legislação, estando neste momento a decorrer uma petição com esse objectivo promovida por uma associação de produtores de energia, no sentido de serem alteradas as regras para a inscrição.

Regras de inscrição serão facilitadas

«Em vez de 200 microprodutores madeirenses já podiam ser mais se fosse mais fácil efectuar os registos, mas estou convencido que até finais de Junho poderão sair novas regras, mais claras e mais fáceis para quem estiver interessado em se candidatar ao sistema», salienta.
Os interessados neste tipo de instalação podem recorrer a crédito bancário, visto tratar-se de um investimento na ordem dos 20 mil euros. As instituições de crédito têm programas direccionados para o apoio às instalações de equipamentos destinados a energias renováveis. «O apoio ao equipamento é o diferencial da energia consumida e da energia vendida, mas posso assegurar que em termos de beneficíos fiscais, rondam os 800 euros», refere.
Agostinho Gouveia salienta ainda o facto de na Região Autónoma da Madeira existirem seis empresas nesta área, o que garante a resposta à procura existente. «É um negócio interessante para todas as partes», garante.


Jornal da Madeira

BEI empresta 75 milhões à EEM para 'energia verde'

Empréstimo deverá garantir abastecimento a mais de 135 mil clientes da Região
Data: 29-05-2010








Foi assinado ontem, em Lisboa, o empréstimo de 75 milhões de euros do Banco Europeu de Investimento (BEI) à Empresa de Electricidade da Madeira (EEM) para apoiar o programa de investimento na modernização das infra-estruturas de electricidade na Região Autónoma da Madeira, nomeadamente na melhoria da eficiência energética e maior aproveitamento da energia de fontes alternativas.

O contrato de financiamento contou com a rubrica do presidente da EEM, Rui Rebelo, e do vice-presidente do BEI, Carlos da Costa Silva, e foi divulgado em comunicado ontem à tarde no sítio do BEI na Internet.

"O BEI congratula-se por apoiar o programa da Electricidade da Madeira que, para além das vantagens ambientais evidentes, terá um impacto positivo na segurança do abastecimento energético aos consumidores na Madeira e no Porto Santo", declarou Carlos da Costa Silva. "Este projecto ajuda a promover os objectivos da UE que consistem na melhoria da eficiência energética e da segurança do abastecimento".

Segundo o comunicado, o empréstimo permitirá garantir o abastecimento seguro, fiável e rentável de electricidade a mais de 135 mil clientes nas ilhas da Madeira e Porto Santo. "As melhorias realizadas terão um impacto positivo na qualidade do serviço prestado aos actuais clientes, permitindo ao mesmo tempo satisfazer a crescente procura e melhorar a qualidade e fiabilidade do abastecimento, um objectivo que se tornou ainda mais pertinente na sequência da catástrofe natural que assolou a ilha (da Madeira) no passado mês de Fevereiro".

Em termos mais específicos, o empréstimo do BEI servirá para financiar "uma parte do actual programa de investimento trienal da empresa", frisa. "O programa tem por finalidade a modernização e ampliação da rede de distribuição de electricidade nestas ilhas, assim como um maior aproveitamento da energia de fontes renováveis. Os investimentos abrangem uma estação hidroeléctrica de bombagem e armazenamento, novas linhas de transporte e distribuição e subestações, numerosas renovações de equipamento, bem como sistemas eficientes de controlo automáticos e remotos".

Esta é a segunda vez que a EEM recorre ao BEI para se financiar. Na primeira vez, o projecto foi aprovado a 3 de Maio de 2005 num valor total de 65 milhões de euros, tendo sido liberados 40 milhões no imediato e outros 25 milhões de euros a 24 de Outubro de 2008. O custo total do projecto seria de 190 milhões de euros.

Outros dois projectos encontram-se nas contas do BEI: à Portos da Madeira, no valor de 40 milhões de euros (30 milhões em 2003 e 10 milhões em 2007), para modernização dos portos do Funchal, Caniçal e Porto Novo, num custo total estimado de 100 milhões; e à própria Região Autónoma, no valor total de 200 milhões de euros, para co-financiar os projectos comunitários entre 2000 e 2006 (POPRAM III), num total de investimento previsto de 1.200 milhões de euros.

Saliente-se ainda que, em 2009, um total de 77% da electricidade consumida na Região foi à custa dos derivados de petróleo. O projecto agora financiado tenderá a contribuir para baixar esta percentagem, elevando a contribuição das fontes de 'energia verde' (hídrica e eólica) para mais de 36% em 2016.


DN Madeira

terça-feira, 4 de maio de 2010

Inaguração do Parque Fotovoltaico do Porto Santo






Presidente do Governo Regional aguarda por mais investimentos nacionais
Jardim apela à autoridade democrática do Estado

O presidente do Governo Regional apelou ontem à autoridade democrática do Estado para evitar que a situação do país piore de dia para dia. O repto de Alberto João Jardim surgiu no decurso da inauguração do Parque Fotovoltaico do Porto Santo, um investimento privado de 9 milhões de euros. Em Outubro deste ano, abre um novo parque, de maiores dimensões, nos terrenos da Zona Franca da Madeira.



O presidente do Governo Regional apelou ontem à autoridade democrática do Estado. Na inauguração do primeiro Parque Fotovoltaico da Região, instalado no Porto Santo, o chefe do Executivo lembrou que «os órgãos que governam este País estão legitimados democraticamente», pelo que «há que encontrar as soluções e fazer exercer a autoridade democrática do Estado, porque senão a situação irá piorar de dia para dia».
Na presença de vários empresários que assistiam à abertura do novo Parque Fotovoltaico, um investimento totalmente privado da empresa Eneratlântica Energias, S.A., o chefe do Governo Regional garantiu-lhes «que podem continuar a acreditar na Madeira».
«Se depois do que sucedeu (intempérie de 20 de Fevereiro) fomos capazes de em dois meses resolver as coisas como resolvemos, V. Exas têm a percepção do que é trabalhar connosco. E podem crer que nós estamos aqui para aguardar os vossos investimentos e para continuarmos a levar o País para a frente», referiu Jardim.
Para Alberto João, Portugal precisa de soluções, inclusivamente através de uma revisão constitucional, de modo a que «cada parte do território nacional, de acordo com as suas características, tome as decisões que interessam ao País e que reforçam a coesão nacional».
Defendeu ser «preciso flexibilizar tudo o que sejam condições para se fazer investimento em Portugal», disse ser «escusado andarmos com burocracia que atrapalha os investimentos» e considerou ser «absolutamente doentio andar a ver estratégias políticas ou discursos que exigem do Estado mais subsídios, mais dinheiro para consumo e menos por horas de trabalho, menor produtividade».
Assim, «não se vai a parte nenhuma», avisou, acrescentando que Portugal está hoje «pior do que o Estado de Providência».
Por isso, apelou à autoridade democrática do Estado para inverter o caminho que o país tem percorrido.
Já sobre o projecto da responsabilidade da Eneratlântica Energias, S.A., Jardim afirmou que o mesmo vai ao encontro de uma aposta da Região nas energias limpas.
«Nós, neste momento, atingimos os 20%. Ora, este é o objectivo que a União Europeia fixava a partir de 2020. A Região Autónoma, mesmo sem ter rios e barragens, pôde já neste ano de 2010 atingir o objectivo», destacou Jardim, dando os parabéns ao vice-presidente do Governo Regional e à sua equipa, «porque têm feito um trabalho de grande entusiasmo no sentido de, a tempo, ganharmos esta corrida das energias limpas».
Alberto João Jardim também avançou que o projecto de produção de biocombustível a partir de microalgas vai iniciar-se ainda este ano no Porto Santo.
«O nosso objectivo é em 2016 a ilha do Porto Santo ser um “case study”, não apenas em Portugal mas em toda a União Europeia», definiu o presidente, destacando também as consequências positivas que tal objectivo terá para o turismo, especialmente do norte da Europa, mais sensível às questões ambientais.
Nos próximos seis anos, o Governo Regional quer que o Porto Santo tenha uma dependência de 97% das energias limpas.
O presidente do Governo falou ainda das dificuldades que o país atravessa, mas fê-lo com uma atitude positiva.
«Nós queremos demonstrar ao país que nós não queremos, não devemos, não podemos parar, seja quais forem as circunstâncias em que estejamos mergulhados».


A OBRA

O primeiro parque fotovoltaico na Região foi construido numa área de cerca de 60 mil metros quadrados, em terrenos adquiridos ou arrendados sendo o seu promotor a empresa Eneratlântica Energias, S.A, enquanto a empresa construtora foi a Efacec. Foram edificados 11.136 painéis, com uma potência instalada de 2 MW e uma produção anual de energia eléctrica estima em 3.506 MW/hora, o que garantirá o abastecimento de 50% da ilha, fora do período de Verão. O custo do investimento é de 9 milhões.


«País não vira a cara à luta»



O secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, destacou ontem a importância do investimento em energias limpas para o turismo do Porto Santo.
«Não há dúvida nenhuma que vivemos num mundo global e aqueles que nos visitam são cada vez mais exigentes e informados», pelo que as energias renováveis assumem um «aspecto essencial» na sustentabilidade do destino, referiu o secretário de Estado, durante a inauguração do Parque Fotovoltaico do Porto Santo.
«Se a energia e turismo são duas apostas do Governo (da República) para, no fundo, afirmar e singrar num futuro próximo, seguramente que intervenções com esta valorizam muito a aposta nas energias renováveis e no turismo de qualidade, mas valorizam sobretudo um país que não vira a cara à luta», destacou Bernardo Trindade.
Por outro lado, o secretário de Estado sublinhou que o país está hoje confrontado com uma situação económica muito difícil, com um nível de exposição em termos internacionais inegualável, e «a melhor resposta a esta ameaça internacional é ter uma atitude liderante, que visa reposicionar o país naquilo que todos nós esperamos: ser um país activo, de gente empreendedora e com capacidade de intervenção», referiu.
Presente na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal do Porto Santo disse que a ilha está a meio da estratégia delineada há alguns anos e que visa torná-la auto-sustentável em termos energéticos.
«Começámos com as energias eólicas, temos agora as fotovoltaicas e espero que proximamente tínhamos também o biocombustível», disse.


Novo parque inaugurado em Outubro





O administrador executivo da empresa Eneratlântica Energias, S.A, o antigo líder do PSD Luis Marques Mendes, anunciou ontem que o novo parque fotovoltaico da Região, que está a ser construído nos terrenos da Zona Franca Industrial da Madeira, no Caniçal, e que terá três vez mais capacidade do que o parque de 2 Mega Watts ontem inaugurado no Porto Santo, será inaugurado em Outubro deste ano. «Não paramos, não estagnamos. É certo que as dificuldades são grandes, mas a Região e o país precisam não de quem passe a vida a dizer mal, mas de quem faça e tenha coragem», destacou Luis Marques Mendes. O administrador executivo referiu ainda que, apesar de a lei não o exigir, a empresa fez um estudo de impacto ambiental onde foi criado o parque. Sublinhou ainda que houve atenção da empresa para com as indicações da Câmara Municipal e para com as pretensões das populações.



Jornal da Madeira

terça-feira, 13 de abril de 2010

'Apollogracht' no Caniçal

Navio de carga geral holandês descarrega material eléctrico
Data: 13-04-2010



O porto do Caniçal acolhe ao longo do dia de hoje as presenças, no total, de três navios, dois classificados como porta-contentores e um considerado de carga geral.

O primeiro a atracar será navio o porta-contentores espanhol 'OPDR Tenerife' que tem chegada prevista para as 6 horas e que é procedente do porto de Felixtowe, Inglaterra. Agenciado pela Marfrete, este navio, que efectua ligações quinzenais com a Região, após concluir as operações comerciais zarpará com rumo ao porto de Tenerife, nas Canárias.

Uma hora mais tarde, pelas 7 horas, será a vez do, também, porta-contentores 'Monte da Guia' realizar mais uma escala naquele porto a Este do Funchal. Agenciado pela Transinsular, o mesmo tem origem no porto de Lisboa e após concluir a descarga e carga de contentores regressará ao porto da capital portuguesa.

Equipamento para EEM





O terceiro navio previsto para hoje no Caniçal é o 'Apollogracht', que transporta equipamento de grandes dimensões para a nova central eléctrica dos Socorridos. Com efeito, este navio transporta 2 'boilers' (caldeiras) de elevadas dimensões e seis contentores contendo os respectivos acessórios. Como curiosidade, de referir que devido ao tamanho destas caldeiras, as mesmas serão deslocadas do Caniçal para os Socorridos sob escolta, e durante a noite, evitando dessa forma congestionamentos de trânsito na via rápida.

Sobre este navio, de referir que o mesmo navega com pavilhão holandês, foi construído em 1991. Das suas principais dimensões, há a salientar que mede 130 metros de comprimento por 19 de largura. Tem uma arqueação bruta de 12.150 toneladas e navega a uma velocidade máxima de 14,7 nós.

Por fim, de notar o regresso ao Terminal dos Socorridos do navio graneleiro 'Ponta São Lourenço'. Com chegada prevista para as 13h30 de hoje, este navio deverá amarrar às bóias por volta das 14 horas, caso as condições de mar o permitam. É procedente do porto de Mitrena, em Setúbal, onde regressará após concluir as operações de reabastecimento de cimento no auto-silo dos Socorridos.


DN Madeira

81% já tem luz limpa

A Madeira iniciou em 2009 uma viragem histórica pois já está a produzir energia renovável suficiente para abastecer 81% das casas
Data: 12-04-2010







Rui Rebelo, presidente da Empresa Electricidade da Madeira, revelou ao DIÁRIO que o ano de 2009 consubstancia os primeiros resultados significativos da estratégia e a linha orientadora da política energética regional.

Qual foi a contribuição das energias renováveis na produção de electricidade?
A contribuição atingiu a percentagem de 22,4% - na ilha da Madeira 23% - antecipando num ano o objectivo previsto de 22% para 2010. Comparativamente à média dos anos precedentes, verificou-se uma subida de 50% da penetração das energias renováveis, o que significa que Madeira já em 2009 produziu energia verde suficiente para assegurar as necessidades de consumo de electricidade de cerca de 81% do sector residencial (doméstico) da Região, prevendo que em 2013 assegurará mais de 100%.

A condição de ilha é um condicionamento de uma maior penetração das renováveis?
À semelhança das demais ilhas de pequena dimensão, a Madeira dispõe de um sistema eléctrico isolado, sem capacidade de interligação com outros centros de produção e de consumo, situação que condiciona fortemente a penetração de energias renováveis.
Em redes isoladas não é possível importar energia, pelo que o sistema tem de auto-sustentar-se, não sendo tecnicamente fiável construir um sistema eléctrico apenas com base em energias intermitentes dependentes da ocorrência de determinadas condições atmosféricas (chuva, vento, sol, etc.). Nestas situações, é tecnicamente sabido que a base do sistema é sempre garantida por energia térmica.

São esses os únicos handicaps?
Não, nas redes isoladas e de pequena dimensão, ainda existem outros constrangimentos, não menos importantes, que derivam da fraca procura de energia eléctrica nas horas de 'vazio', em que o consumo de electricidade, sendo muito reduzido, condiciona a produção de energia renovável.
Se tomarmos em consideração o período Outono/Inverno, nas horas de vazio, quando chove, a capacidade produtiva já instalada na Madeira - hídrica e eólica - é quase suficiente para satisfazer todo o consumo, pelo que, para instalar mais capacidade renovável é forçosamente necessário induzir o aumento do consumo nas horas de vazio. Simultaneamente, existem sérios e complexos problemas técnicos relacionados com a estabilidade e fiabilidade da rede, que é bastante afectada quando a percentagem de energias renováveis é elevada.

O que mais contribuiu para o o encaixe de 22,4% de energia renovável?
O ano de 2009 beneficiou de um regime hidrológico bastante favorável. Essa percentagem será, no entanto, ultrapassada no corrente ano de 2010 e, seguramente, em 2011, pois a previsível menor contribuição do sistema hidroeléctrico será superada por uma melhor eficiência de exploração dos parques eólicos e da prevista entrada em exploração de dois parques fotovoltaicos.

Quais são as vossas próximas apostas?
Está já em curso o processo de transformação do sistema hidroeléctrico da Calheta que, para além de contribuir para o aumento da componente hidroeléctrica, que passará a usufruir adicionalmente de dois grupos hidroeléctricos de 15 MW cada, alimentados por uma barragem de 1.000.000 de m3 de acumulação e ainda de uma estação elevatória de 15 a 20MW, possibilitará a instalação de cerca de mais 25 MW de potência eólica. Estas intervenções permitirão usufruir de um aumento de produção de 70 GWh, o equivalente ao consumo anual do concelho de Machico ou de Câmara de Lobos em ano médio de energias renováveis.

Significa isso que a partir de 2012 a componente renovável voltará a crescer?
Sim, e de forma acentuada, sendo, agora, razoável considerar-se que em 2013 atingir-se-á 26%.

Existem outros investimentos em curso?
Está em estudo, para executar entre 2015/2017, a remodelação do Sistema Hidroeléctrico da Serra de Água, que prevê a instalação de um novo grupo hidroeléctrico com potência da ordem dos 15 MW e o reforço da potência instalada eólica em cerca de 10 MW, o que irá permitir um acréscimo de produção de 38 GWh.
Em ano renovável médio esta produção será mais que suficiente para satisfazer as necessidades anuais de electricidade do concelho da Calheta ou da Ribeira Brava, podendo assim com a sucessão dos investimentos programados, estabelecer o objectivo de atingir, pelo menos, os 30% de penetração das energias renováveis em 2016/2017.

Não está previsto o reforço da capacidade produtiva instalada por via de investimentos em outras energias limpas ?
Existem projectos ao nível da energia fotovoltaica (17 MW até 2012) e a microgeração, da qual se espera um crescente contributo. A Região segue, igualmente com muita atenção, os avanços tecnológicos noutros domínios da energia renovável, que evidenciem a prazo, potencial de se apresentarem como soluções consistentes, seguras e competitivas, como sejam a energia das ondas, solar, hidrogénio, geotermia e outras.
Como testemunho deste forte empenho, é de salientar a instalação, na ilha do Porto Santo, da pilha de hidrogénio, projecto piloto na área dos dispositivos de armazenamento de energia.

Qual é o grande objectivo das políticas delineadas?
A Região propõe se atingir em 2016/2017, com toda a segurança, o 'target' de 30% de produção de energia eléctrica com recurso a fontes renováveis.

Compramos menos fuelóleo reduzindo a poluição

É uma vitória de Cunha e Silva, o vice-presidente que tem no Governo Regional a tutela da energia. Porque através das apostas feitas pela Empresa de Electricidade da Madeira foi possível, pela primeira vez, "reduzir a produção de origem térmica em mais de 80 GWh, o que significa uma redução na importação de 18.090 toneladas de fuelóleo e na emissão de 55.782 toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera" constata com evidente satisfação Rui Rebelo.

Com a produção de energia limpa, a Região poupou muitos milhões de euros, situação que nunca ocorreu com esta dimensão. Considerando as cotações correntes, as emissões de poluentes evitadas pela produção renovável em 2009 representaram uma poupança de 1,9 milhões de euros em aquisições de licenças de emissão de CO2 e uma economia de cerca de 18,6 milhões de euros com a redução de importações de derivados de petróleo.
Por outro lado, a Madeira evitou a emissão de 149,2 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) e a importação de 48,4 mil toneladas de fuel, "o que realça amplamente o alcance refere o presidente da 'eléctrica' madeirense.

Ainda de acordo com Rui Rebelo, "para além do impacto que as energias renováveis têm sobre o ambiente, importa realçar o enorme alcance que estes investimentos têm na macroeconomia de regiões, como a nossa, fortemente dependentes da importação de produtos petrolíferos".
Na opinião deste especialista, "a Região comunga, aliás, da opinião da União Europeia, que considera que o sector eléctrico pode dar um grande contributo no combate à crise, através do reforço de investimentos em infra-estruturas energéticas, em tecnologias limpas de produção e ainda em tecnologias mais eficientes em utilização de energia".

De acordo com a estratégia, quando a Região produz electricidade com recursos endógenos renováveis, "o que está e pretende fazer-se cada vez mais é substituir importações de combustíveis por despesa interna regional, com efeito multiplicador na economia, por via do aumento do rendimento, do emprego e da procura agregada, com impactos muito positivos na balança de rendimentos e no valor acrescentado bruto da Região", enfatiza o nosso entrevistado.
Para o presidente da EEM, "graças ao efeito de substituição da despesa externa por interna - pagamentos a empresas sedeadas na Região em vez de pagamentos por importação de petróleo - é possível gerar crescimento económico, mais investimento, mais conhecimento por via de mudança tecnológica, mais emprego, mais rendimento, mais bem-estar e mais riqueza. Em termos práticos e objectivos, aumenta sustentadamente o Produto Interno bruto da Madeira".

Poupar 252 milhões em apenas 10 anos

Para o grande mentor da política energética regional, "com a concretização do plano de expansão de energias renováveis, espera-se que entre 2009 e 2017 seja possível evitar a emissão de 1.830 mil toneledas de dióxido de carbono (CO2) e a importação de 594 mil toneladas de fuel, traduzindo-se numa poupança de 252 milhões de euros".

Dada a crescente pressão da procura sobre os combustíveis petrolíferos e os crescentes limites à emissão de gases de efeito de estufa, Rui Rebelo não tem dúvidas que "apostar numa boa gestão das renováveis é, indiscutivelmente, garantir um futuro com desenvolvimento sustentável.
Os objectivos da Região são muito claros e bastante ambiciosos. Pretende-se uma melhoria contínua do parque electroprodutor com incorporação de centros produtores eficientes e, sempre que possível, não emissores de CO2".

É neste enquadramento que a Região, face à real impossibilidade de assegurar o abastecimento de electricidade só com recurso a fontes renováveis, tem, ainda, em curso "dois grandes projectos visando a substituição do fuel óleo na produção de electricidade, por matérias mais limpas e amigas do ambiente.
São os casos dos projectos de introdução de gás natural, cujo concurso de pré qualificação dos concorrentes será agora lançado, bem como a instalação de uma unidade de produção de bio-combustível na ilha do Porto Santo, com início dos respectivos trabalhos no mês de Julho próximo, anuncia o Rui Rebelo.

Produção eólica duplicou

A Madeira está apostada em cumprir as directrizes da União Europeia com o objectivo de garantir a regra dos 'três vintes' até 2020. Para que isso seja possível tem planeando e implementando adequados projectos em várias vertentes do sector eléctrico, "especialmente ao nível do parque produtor hídrico/eólico através de uma nova filosofia de exploração das centrais hidroeléctricas existentes, marcadamente de Inverno, transformando-as em funcionamento reversível, permitindo a sua exploração durante todo o ano independentemente da ocorrência de pluviosidade, mediante a retenção, acumulação e bombagem de água. A bombagem de água, que ocorre durante os períodos de vazio viabiliza, em simultâneo, uma maior penetração de energia eólica".

Segundo assume Rui Rebelo, em marcha está "um programa de acção muito ambicioso mas absoluta e comprovadamente fazível, iniciado no ano de 2007 com a transformação do sistema hidroeléctrico dos Socorridos, que proporcionou o aumento da potência eólica instalada de 8,6 MW para 37 MW, permitindo um acréscimo de produção anual na ordem de 60 GWh, sendo superior ao consumo anual dos três concelhos do norte da Madeira (Porto Moniz, São Vicente e Santana).

Uma vez que esta potência eólica foi progressivamente ligada à rede ao longo do ano de 2009, o seu efeito na produção de energia eléctrica no ano foi apenas parcial. Ainda assim, a produção eólica de 2009 mais que duplicou o valor do melhor ano até então", constata.
Para este responsável, "foi a combinação perfeita da realização e exploração destes investimentos hídrico/eólicos que fez progredir, significativamente, a penetração da componente renovável no mix total de produção".





DN Madeira

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

EEM dá parecer favorável à central de Biomassa

A CENTRAL LEVARÁ DOIS ANOS A SER CONSTRUÍDA E TERÁ VÁRIAS VALÊNCIAS.
Data: 11-02-2010




A Empresa de Electricidade da Madeira concorda com a construção, por parte da empresa Nutroton Energias, de uma Central de Biomassa no Santo da Serra, um projecto já aprovado em reunião de vereadores da Câmara Municipal de Santa Cruz e que aguarda a licença de abastecimento da Direcção Regional de Comércio, Indústria e Energia (DRCIE).

Essa é uma garantia dada pelo presidente do conselho de administração da Nutroton Energias, Marques Mendes. "O licenciamento já foi pedido. Acresce que já temos o Pedido de Informação Prévia (PIP) e o ponto de recepção atribuídos. A EEM já deu o competente parecer favorável e até o projecto eléctrico já foi aprovado. Assim, o processo está já na parte final, a correr os seus tramites normais e legais".

Contudo, Marques Mendes ainda manifesta alguma reserva sobre a certeza da construção desta central no Santo da Serra. "A construção ainda não é absolutamente certa, uma vez que ainda não foi emitida a competente licença de estabelecimento. Para já, é apenas uma expectativa, ainda que uma expectativa fundamentada", afirma. No entanto este é um factor dado como adquirido por Isabel Rodrigues da DRCIE.

Para avançar com a implementação deste projecto na Região, a Nutroton Energias diz que consubstanciou a decisão num estudo que lhe permite concluir que a Região tem capacidade ao nível da matéria-prima para responder ao funcionamento desta central. "Esse estudo de abastecimento da central foi atempadamente feito e entregue às autoridades. Tal como os demais estudos, sejam de carácter técnico, sejam de natureza económico-financeira, para garantir a viabilidade do projecto e o seu financiamento bancário".

Biomassa Florestal e Animal

Tal como o DIÁRIO já avançou há alguns meses, esta central de Biomassa terá duas valências: será simultaneamente uma Central de Biomassa Florestal e Animal. Marques Mendes avança com uma estimativa da matéria prima necessária para o abastecimento da central. No que diz respeito à biomassa florestal e vegetal ('resíduos' florestais provenientes da floresta, sem, todavia, abranger ou interferir na floresta protegida, designadamente a laurissilva), serão necessários 70 mil toneladas por ano, enquanto que o que diz respeito à biomassa avícola e suinícola ('resíduos' de aviários, matadouros e suinicultura que tanto prejuízo causam ao ambiente e saúde pública), serão necessárias 10 mil toneladas. De acordo com o estudo realizado, o responsável da Nutroton diz que a Região tem capacidade para responder nas quantidades necessárias para o funcionamento da central. "Pelos nossos estudos não haverá necessidade de importar biomassa florestal, até porque iria encarecer largamente o projecto. Todavia, se alguma vez tal fosse necessário, isso constituiria um risco exclusivo do promotor, tornando o projecto financeiramente menos atractivo. É que este projecto não tem qualquer apoio estatal ou regional, sendo exclusivamente privado".

E insiste. "Em qualquer caso - mesmo nesta hipótese teórica - nunca existiria qualquer prejuízo para a Região. A Região beneficiará sempre da existência de uma Central, ou seja, da produção, em grande quantidade, de energia a partir de fontes renováveis, limpa e amiga do ambiente".

A construção da Central de Biomassa avança após a atribuição da licença de abastecimento. "Só depois pode ser feita, em definitivo, a calendarização da sua execução. Em qualquer caso, a obra propriamente dita leva, desde o seu início, cerca de dois anos a construir". Isto significa que antes de 2012 a central de biomassa não estará a funcionar. Um investimento que irá rondar os 22 milhões de euros.

Vatagens da biomassa, segundo a drcie

Os gases provenientes da combustão de centrais térmicas a biomassa são menos poluentes, comparando com os gases libertados das centrais com queima de combustíveis fósseis, pois não contêm metais pesados e o ciclo do carbono tem saldo nulo;
Previne os incêndios florestais, que têm normalmente efeitos colaterais, nomeadamente os incêndios de propriedades privadas;
Reduz as emissões provenientes de incêndios florestais, uma vez que, numa central de biomassa, as condições de combustão são optimizadas e as emissões de partículas e outros poluentes são inferiores;
Reduz as importações de combustíveis fósseis e aproveita recursos endógenos, criando valor acrescentado regional e emprego.

Solução inovadora a nível tecnológico

Quem também concorda com a instalação desta central no Santo da Serra é Isabel Rodrigues. A directora regional do Comércio, Indústria e Energia, diz que o pedido de licenciamento apresentado pela Nutroton Energias, prevê a instalação de uma "Central Integrada de Biomassa", para a produção total de 8MW de energia: 5MW de energia eléctrica a partir de biomassa florestal, 1 MW a partir de biogás (produzido a partir da digestão anaeróbia de lamas provenientes de águas residuais e efluentes agro-pecuários) e 2 MW a partir de biomassa sólida da actividade agro-pecuária.

A directora regional diz que o projecto da central contempla a utilização de "tecnologias já demonstradas a nível europeu ter bons resultados, embora neste caso seja efectuada uma combinação inovadora de diferentes soluções, que vêm dar resposta a necessidades específicas da Região, designadamente no tratamento de efluentes e materiais de actividades agro-pecuárias".

Uma solução inovadora a nível tecnológico em Portugal que a DRACIE considera poder vir a ser uma mais valia para a Região, "uma vez que contribuirá para a valorização planeada dos resíduos florestais e outros materiais, assim como para a redução dos impactes ambientais associados à produção de energia e à valorização de recursos naturais, materiais secundários e efluentes".


DN Madeira

O 1º Parque Eolico em Portugal (Porto Santo 1986)






....Em 1983 o Governo Regional da Madeira contratou, sob proposta da DER, a firma britânica ERA Technology para levar a cabo estudos suplementares do vento (turbulência e determinação do perfil em altitude), bem como um estudo de viabilidade económica para um projecto piloto de energia eólica no Porto Santo baseado nos dados de vento do programa de medição efectuado.

O resultado desse estudo, em que o trabalho de campo foi de novo feito pela DER, foi a escolha do local do projecto piloto, Cabeço do Carvalho, Porto Santo. Este estudo, pioneiríssimo em Portugal, foi apresentado ao público em 1984. Não tenho registo da data exacta, mas deve ter sido ainda durante o primeiro trimestre desse ano porque o estudo da ERA tem data de Dezembro de 1983.

O «estado da arte» da energia eólica nessa altura era de máquinas com potências da ordem das poucas dezenas de kW, 30, 40, 50, sendo as de 55 kW as de topo de gama.

O governo alemão tomou conhecimento do estado de avanço do projecto do Porto Santo e dos estudos levados a cabo que apontavam para a instalação de máquinas dinamarquesas até 55 kW de potência nominal. Estava a DER a tratar já do projecto de instalação do parque eólico, que iria possivelmente ser posto a concurso, quando é surpreendida pela oferta alemã de 8 aerogeradores da firma MAN de 30 kW cada.

O parque foi entregue para exploração à Empresa de Electricidade da Madeira, e ficou provada assim a viabilidade da utilização industrial da energia eólica em Portugal....




Podem continuar a ler.....
http://inerte.horabsurda.org/?s=portugal


Curiosidade : o 1º parque éolico em Portugal Continental foi inagurado 10 anos depois em 1996 em Fonte da Mesa – Lamego

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

EEM reforça produção de energia

A ampliação da actual central térmica da Vitória irá proporcionar o reforço da capacidade do sistema electroprodutor da ilha da Madeira em 54 MW


















A Empresa de Electricidade da Madeira, organismo tutelado pela Vice-Presidência do Governo Regional, está a proceder à ampliação da actual central térmica da Vitória, situada na zona dos Socorridos. De acordo com o presidente do conselho de administração da empresa, esta intervenção, que está a decorrer «a bom ritmo, de acordo com o programa inicialmente previsto», passa pela construção de uma nova Nave.
De acordo com Rui Rebelo, o investimento em curso, da responsabilidade da EEM, «proporcionará o reforço da capacidade do sistema electroprodutor da ilha da Madeira em 54 MW, através da instalação de três grupos electrogéneos».
Para Rui Rebelo, «apesar do enorme interesse e aposta que a Região tem dedicado à maximização dos recursos renováveis, com especial incidência nos sistemas hidroeléctricos e eólicos, com um impacto importantíssimo na redução da dependência de importação de combustíveis fósseis e, consequentemente, na diminuição de emissões de CO2, a verdade é que, e pese o seu indiscutível valor macroeconómico e ambiental, estamos perante recursos energéticos de natureza intermitente (sobretudo a eólica), que não garantem, permanentemente, a potência decorrente da crescente procura».
Ora, tal como afirmou o presidente do conselho de administração da EEM, «numa economia moderna como a da Região, o planeamento do sistema electroprodutor deve assegurar, plenamente, a garantia de abastecimento da procura eléctrica, quer em termos de energia quer em termos de potência».
Em seu entender, «as características específicas de um sistema eléctrico de pequena dimensão e não interligado, como o da Região, exigem à produção térmica um papel fundamental na fiabilidade e segurança do mesmo, garantindo a base e a modulação do diagrama de cargas diário e o ajuste constante da potência solicitada».
A realização do projecto relativo à ampliação da central térmica da Vitória- Nave III, de acordo com Rui Rebelo, «impôs-se face à necessidade de dispor dos meios de produção indispensáveis à satisfação da procura eléctrica, tendo em devida consideração a condicionante das fontes de energia renovável acima referida, bem como outras restrições, nomeadamente, a limitação dos grupos das centrais existentes, nos períodos de inverno e de verão, a necessidade de desclassificar alguns grupos mais antigos da Nave I da central térmica da Vitória (com muitas horas de funcionamento e vida útil esgotada-30 anos), e ainda o cumprimento de critérios adequados de segurança (em caso de avarias noutros grupos) e de reserva girante».

Infra-estrutura com tecnologias de ponta

O presidente do conselho de administração da EEM, diz que «a nova Nave III desenvolve-se numa área de implantação de 1.700 metros quadrados, associada a um conceito de maior modernidade de espaço e funcionalidade». Segundo referiu, «o edifício, em estrutura metálica, beneficia também de um projecto tecnologicamente avançado, em obediência às actuais exigências de segurança, ergonomia e enquadramento arquitectónico, sendo que os aspectos relacionados com o ambiente e condições de trabalho assumiram particular prioridade. Todas as infra-estruturas envolventes associadas usufruem das vantagens de inputs tecnológicos de última geração».



Conforme revelou Rui Rebelo, «os principais equipamentos que integram a Ampliação são: três motores Wartsila, semi-rápidos, do tipo 18V50DF, com a potência unitária de 17,1 MW, dual-fuel, ou seja preparados para funcionar a combustível pesado (fuel óleo) até o início de exploração do terminal de Gás Natural; três alternadores ABB trifásicos, arrefecidos a ar, projectados para serem directamente acoplados aos motores; subestação Siemens, a 60kv, blindada com isolamento a gás, para instalação interior e com barramento duplo. Para além destes equipamentos, e tendo em vista optimizar a eficiência energética será, igualmente, instalada uma turbina a vapor Peter Brotherhood, com a potência de 4,6MW, permitindo ao sistema funcionar em ciclo combinado. Integrados/associados a estes equipamentos principais, existe um vasto conjunto de serviços, circuitos auxiliares e equipamentos indispensáveis a uma eficiente e fiável exploração desta Ampliação».

Primeira fase no primeiro trimestre

Segundo o presidente do conselho de administração da EEM, a entrada em exploração dos três grupos far-se-á em duas fases. Tal como afirmou, «uma primeira, com a instalação do primeiro grupo e a segunda com instalação simultânea, dos outros dois».
Rui Rebelo assegura que «todos os equipamentos relacionados com a primeira etapa estão em fase final de montagem, estando prevista a respectiva entrada em exploração experimental ainda durante o primeiro trimestre do corrente ano de 2010».
A segunda fase, de acordo com o presidente do conselho de administração da EEM, deverá também ficar concluída no decurso do segundo semestre deste ano.
Conforme referiu Rui Rebelo, «o investimento associado à realização desta importante infra-estrutura é da ordem dos 52 milhões de euros».

Obras de ampliação irão permitir receber gás natural





O presidente da EEM, diz que «a primeira prioridade da política energética regional, definida pela Vice-Presidência do Governo Regional, que tutela o sector, incide sobre a protecção ambiental, sensibilizando e promovendo acções e projectos que permitam construir uma economia com menor intensidade de carbono, estando em linha com os objectivos da União Europeia, nomeadamente, no que concerne às medidas de combate às alterações climáticas».
Segundo referiu, «para concretização da estratégia regional, a ampliação da central térmica da Vitória apresenta-se como factor fundamental, uma vez terá uma associação directa com a disponibilização do gás natural na Região Autónoma da Madeira. A construção da Nave III torna-se um investimento-âncora e decisivo para a viabilização daquela matéria-prima, pois os equipamentos a instalar, como anteriormente referido, estarão igualmente preparados para consumir gás natural, com evidentes benefícios ambientais, mas também económicos e de diversificação de fontes de energia».
«Na realidade — prosseguiu Rui Rebelo — os aspectos ambientais nesta ampliação foram criteriosamente atendidos. Como já referimos noutras oportunidades, a Nave III disporá das melhores tecnologias disponíveis (MTD), cumprindo com os requisitos de qualidade ambiental aplicável, foram introduzidas as melhores soluções relativamente aos vectores fundamentais de emissões atmosféricas e sonoras e serão utilizadas as tecnologias mais eficientes e limpas, que permitirão a redução substancial das emissões poluentes, aplicando-se nos grupos redutores catalíticos com vista à redução de NOx (óxidos de azoto). Igualmente, a instalação disporá de equipamento de medição em contínuo de emissões gasosas. Por outro lado, a concepção do edifício e as respectivas soluções de ventilação serão optimizadas para minimizar as emissões de ruído e a incomodidade nas áreas mais expostas».
Segundo o presidente do conselho de administração, «foram considerados ainda os requisitos necessários ao tratamento de águas residuais e oleosas».
Por outro lado, acrescentou ainda Rui Rebelo, «as questões de segurança da infra-estrutura foram devidamente consideradas na fase de pré-projecto. Na verdade, tratando-se de uma infra-estrutura fundamental para garantir a segurança e fiabilidade do fornecimento de energia eléctrica, tornou-se prioritário avaliar as condições de segurança relativamente à proximidade da ribeira dos Socorridos. Assim, foi realizado um estudo hidrológico e hidráulico da ribeira dos Socorridos pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil, o qual determinou a construção de um muro de protecção, como aliás já pode ser constatado, de modo a salvaguardar as novas instalações de níveis excepcionais de escoamento na ribeira».



Jornal da Madeira

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Central solar será construída no Caniçal

Projecto vai hoje à reunião da Câmara Municipal de Machico








A Câmara Municipal de Machico vai analisar hoje o projecto de construção de uma central de painéis fotovoltaicos no Caniçal, a montante do local onde será construído o cemitério da vila, no sítio da Feiteira.
O presidente da edilidade, Emanuel Gomes, sublinha que o projecto, que é responsabilidade da “Nutroton Energias SA”, é acompanhado por diversos pareceres, todos eles positivos, emanados de diversas entidades públicas. Por outro lado, a iniciativa acaba por ter efeitos positivos na economia local, até porque trata-se de uma energia “limpa”, que aproveita a luz solar.
O edil diz que tudo aponta para que seja dada, já hoje, “luz verde” ao projecto, que é acompanhado, também, por uma avaliação de impacto ambiental da estrutura.
O edil lembra também que esta é a segunda do género na Região (a primeira está a ser construída no Porto Santo, pela mesma empresa promotoras, devendo estar concluída na semana que antecede a Páscoa) e recorda que, um pouco por todo o mundo, a aposta recai agora nas chamadas energias renováveis (solar, hídrica, eólica, etc).
O vice-presidente da Câmara Municipal de Machico, António Olim, sublinha que o projecto que deu entrada na edilidade é para um central fotovoltaica com capacidade para 6 Megawatts (MW), enquanto que a do Porto Santo é de 2 MW.
O projecto está orçado em cerca de vinte milhões de euros e o prazo de exploração previsto pelos promotores aponta para 25 anos.
Segundo apurámos, a obra deverá começar em inícios do próximo ano e estará concluída em Julho próximo.
O projecto inclui seis postos de transformação, a serem instalados numa área total de 17 hectares. A área de construção será de 4,5 hectares (45 mil metros quadrados).
No total serão instalados 27 mil painéis fotovoltaicos.
O vice-presidente da Câmara Municipal de Machico enaltece a existência de estudos prévios, que comprovam a viabilidade do projecto.
Marques Mendes, administrador da Nutroton, disse, recentemente, que aqueles parques são um investimento muito importante para o país e para a Região.
Sublinhe-se, por exemplo, que o projecto do Porto Santo vai produzir energia para satisfazer metade das necessidades da população da ilha e que vai permitir a poupança em termos de emissões de CO2 na ordem das 1.600 toneladas por ano. O investimento rondou os sete milhões de euros.
Marques Mendes considera ainda que o projecto vai ao encontro dos interesses da RAM já que se insere na estratégia do Governo Regional de grande aposta nas energias renováveis.



Jornal da Madeira

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Santa Cruz terá posto de gasolina 'low cost'


Novo posto entra em funcionamento no próximo ano, e localiza-se no sítio da Tendeira

Data: 10-12-2009



É uma boa notícia para os empresários associados à ACIF. Se tudo correr como espera o Agrupamento de Empresas Consumidoras de Combustíveis de Portugal Ace (AECCP), que possui 6700 associados, a Região terá a funcionar já no próximo ano, na zona da Tendeira, no Caniço, um posto de combustível a baixo custo. Será o terceiro no país e o primeiro do género na Região. Em representação da AECCP, Eduardo Pegado explicou ontem, em Santa Cruz, durante a apresentação oficial do projecto, que este é um investimento de 250 mil euros, numa plataforma que prevê também uma expansão para os sistemas de telefone e de seguros.

"Nós estamos há três anos e meio a tentar lutar contra o constante aumento dos preços dos combustíveis. Foi nesse âmbito que nascemos e temos evoluído para outra gama de produtos. A ACIF é nossa parceira estratégica desde o primeiro dia".

Boas condições estratégicas

Eduardo Pegado aproveitou também esta oportunidade para explicar as razões pelas quais este posto de combustível ficará em Santa Cruz. "O concelho oferece condições estratégicas para que nós pudéssemos oferecer aos empresários da Madeira combustíveis a um preço mais baixo do que actualmente têm".

O porta-voz da AECCP disse também este programa irá beneficiar unicamente os associados da ACIF, porque foi a única associação que não se retraiu à proposta deste agrupamento de empresas. "O nosso espírito é de união de não de lucro. Vamos vender o combustível ao mesmo preço que o comprámos".

Os empresários da ACIF terão de se associar à AECCP cuja inscrição custa dez euros.

O presidente da Câmara de Santa Cruz, José Alberto Gonçalves, mostrou-se satisfeito com o facto deste projecto ficar sediado no concelho e também porque a Câmara, por ser um parceiro estratégico, irá beneficiar de preços mais competitivos.

À margem desta conferência de imprensa, José Alberto Gonçalves adiantou que o programa 'O que é nosso é bom!', que visa dinamizar o comércio do concelho, possui já mais de 60 empresários inscritos. O primeiro prémio terá um valor de 500 euros.


DN Madeira

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

2.000 já têm painel solar (Madeira)

Medida Solar Térmico 2009 dá vantagens fiscais termina no final deste ano
Data: 07-12-2009



Com o slogan "A Energia Solar quando nasce é para todos" e garantindo muitas vantagens fiscais, nomeadamente na dedução das declarações de IRS, muitos madeirenses convenceram-se que era desta que iriam adoptar os painéis solares como fonte de poupança de energia. Até 30 de Novembro, já eram mais de 2.000 os que já tinham beneficiado da Medida Solar Térmico 2009.

Sabendo que até final do ano, podem beneficiar de uma redução de 50% do valor da aquisição de painéis solares térmicos para particulares (também há facilidades para instituições de solidariedade e associações desportivas), desde o início do ano e até o final do mês passado, 1.907 famílias madeirenses já aproveitam a energia do Sol para poupar na conta do sistema de aquecimento da água usada em casa, que pode atingir em um ano uma poupança de 70%. No Porto Santo, foram ao todo 74 famílias (o projecto só beneficia um painel por cada casa).

Já no que toca a IPSS - Instituições Particulares de Solidariedade Social e Associações Desportivas de Utilidade Pública (ADUP), foram bem menos, 23, todas na Madeira.

Sabendo, Portugal é um dos países da Europa com melhor exposição solar ao longo do ano, e as ilhas desta região ainda estão mais acima na escala de aproveitamento, por exemplo em dias sem sol ou no Inverno, os painéis solares térmicos fornecem, em média, cerca de 60% das necessidade e quando não há sol, é sempre possível o recurso ao sistema de apoio entra em funcionamento.

Com um Preço de Venda ao Público (já incluído o apoio estatal), pode variar entre mais de 600 e mais de 3.300, dependendo do tipo de painel, que pode durar até 20 anos, em média, e manutenção preventiva no período de garantia de seis anos.

Para saber mais e quiçá poder ir ainda a tempo de entrar para o grupo de beneficiários da Medida Solar Térmico, vá a www.paineissolares.gov.pt ou ligue 707 200 636.

Os painéis existentes no mercado

Com uma solução mais económica, de fácil instalação, ideal para espaços mais reduzidos, como moradias unifamiliar, propôs-se duas soluções: um sistema solar compacto por termossifão e um outro por circulação forçada.
Termossifão de 200 litros: possui 1 a 2 colectores solares, depósito com 200 L de capacidade junto aos colectores, montagem em coberturas planas ou inclinadas. Indicado para casas com 1 a 3 residentes;
Termossifão de 300 litros: possui 2 a 3 colectores solares, depósito com capacidade de 300 L junto aos colectores, montagem em coberturas planas ou inclinadas. Indicado para casas com 4 a 6 residentes;
Circulação forçada de 300 litros: possui 2 a 3 colectores solares, depósito com capacidade de 300 L dentro de casa, montagem em coberturas planas ou inclinadas. Indicado para casas com 4 a 6 residentes.


DN Madeira

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ambiente está a ensinar a poupar água e luz

Secretaria promove acções junto da população em nome das boas práticas ambientais






A Secretaria Regional do Ambiente, através da Direcção Regional do Ambiente está a promover, junto da população de fora do Funchal, uma série de acções de formação, em colaboração com a Direcção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, nas áreas ambientais.
João Correia, director regional do Ambiente, sublinha que o objectivo é sensibilizar e “ensinar” as pessoas a terem boas práticas ambientais, em domínios como a poupança de água, o ruído (sobretudo ao nível de cuidados de vizinhança), o lixo e a paisagem.
O governante lembra que os cursos estão a ser ministrados nas Casas do Povo, aproveitando as sinergias daquelas instituições. Aos poucos e poucos essas acções de formação vão estender-se a toda a Região.
João Correia realça que o objectivo destas acções é explicar coisas práticas, como por exemplo formas de poupar nos consumos de água e de energia, como reutilizar resíduos ou reciclá-los da forma mais conveniente, a par de chamadas de atenção para a necessidade de produzir menos ruído, de evitar a poluição do ar e da água e ainda como melhor preservar a paisagem.
Com efeito, os cursos, que estão a decorrer, presentemente, nas Casas do Povo da Ponta do Sol, Paúl do Mar e Campanário, envolvem, no total, mais de duzentos formandos.
Os cursos são seis: Qualidade do Ar, Qualidade da Água e Ruído; Impacto das Alterações Climáticas; Paisagem como Recurso Natural; Hábitos Sociais em Prol do Ambiente: Água, Energia, Resíduos e Transportes; As Boas Práticas Ambientais e as Tecnologias de Informação.
Frise-se ainda que, nestes cursos, aproveita-se ainda para sensibilizar as populações para o uso dos transportes públicos em vez dos transportes próprios, para a redução do lixo e para o aproveitamento das Tecnologias de Informação, em termos de boas práticas ambientais.
Segundo o director regional do Ambiente, «o impacto que as alterações climáticas vão ter nos próximos anos, aos mais diversos níveis, é outro assunto que tem sido aflorado, sobretudo na perspectiva dos períodos de chuva e de seca, das consequências para a agricultura dessas mesmas alterações.
A outro nível, João Correia afiança que as lavandarias estão a cumprir com a legislação em vigor, que tende a fazer com que aqueles estabelecimentos cumpram com uma série de quesitos ambientais. A Direcção Regional do Ambiente tem feito várias acções e tem comprovado que as normas estão a ser cumpridas escrupulosamente.

Há várias empresas interessadas

O director regional do Ambiente, João Correia, sublinhou que, em declarações ao JM, há várias empresas interessadas em implantar, na Região, uma central de reciclagem de resíduos de construção.
O governante refere que não há ainda uma central confirmada, mas reitera que há várias empresas, sobretudo ligadas ao sector da Construção Civil, interessadas em investir no ramo.
João Correia lembra que têm sido executadas várias acções de formação junto de autarquias e de empresas, sensibilizando-os para os novos regulamentos de gestão de resíduos de construção civil, o mais conhecido como entulho.
Nas acções, têm sido debatidas as consequências da nova legislação em termos de gestão dos resíduos, mormente as novas regras.
João Correia sublinha que a Direcção Regional de Ambiente, por enquanto, tem lançado algumas advertências às empresas, para a observação escrupulosa da legislação.
O novo regulamento sobre gestão dos resíduos de construção e demolição, impõe um local e uma estrutura próprias para a transformação em materiais reutilizáveis e ainda que todos os resíduos terão de ser colocados de forma selectiva, ou seja madeiras, terras, ferros, inertes, etc, terão de ser devidamente separados.
O entulho, agora só pode ser depositado em aterro após cumprir-se com os requisitos especiais definidos na legislação, ou seja se já vierem devidamente triados e fragmentados, o que implica a construção de uma central de triagem e fragmentação do entulho e demais material proveniente das obras.


Jornal da Madeira

Região poupa 900 milhões

Com a aposta nas energias renováveis, em 30 anos







«Por mais longa que seja a noite, o sol volta sempre a nascer». As palavras são de João Cunha e Silva e foram proferidas ontem no tempo de antena do PPD/PSD onde falou da situação actual da economia madeirense, do que foi feito e está em execução pelo Governo Regional.
Em relação que foi posto em marcha referiu que surgiu não só porque é preciso atenuar os efeitos da crise, mas porque é imprescindível pensarmos para além dela.
Neste sentido, referiu que o Governo Regional tem tomado medidas de carácter estrutural que «vão para além do que parecia podermos» e que diz acontecer fruto de «muita determinação, criatividade e empenho».

Tecido empresarial mais sólido

São condições que João Cunha e Silva diz propiciar um tecido empresarial mais sólido e competitivo, capaz de «descobrir oportunidades por entre as dificuldades, designadamente apostando na qualidade, na eficiência, na modernização e na diferenciação».
Recordou que, além da obra feita no seu tempo, aproveitando os recursos disponíveis, estão a ser dados passos muito significativos em áreas do futuro como a energia, o conhecimento, a investigação e o desenvolvimento tecnológico. Passos que considera revelar o que diz serem os méritos de uma política empreendedora, capaz de dar resposta aos desafios que são colocados pelos novos paradigmas e «encontrar soluções para os problemas do tempo que passa e aos que se colocarão às gerações vindouras».

30% de energias limpas em 2017
Em foco esteve igualmente a energia, e a aposta do executivo madeirense nas energias renováveis que contribui já para este ano na produção de 20 por cento de energias renováveis. As estimativas apontam para que, em 2017, a região autónoma possa superar 30% de participação de energias renováveis.
Neste domínio foi referida a aposta em diferentes energias alternativas. Uma passa pela produção do bio-combustível no Porto Santo, um projecto inovador a nível mundial, que permitirá à ilha inverter totalmente a dependência actual do petróleo, e a introdução do gaz natural na Madeira, que tem a particularidade de ser pioneiro numa região periférica europeia.
Relevante será a poupança que a aposta em energias renováveis vai proporcionar nos próximos 30 anos na Região Autónoma da Madeira que cerca de aproximadamente de 900 milhões de euros em combustíveis e licenças de emissão de CO2, traduzido num ganho anual de 30 milhões de euros por ano.

A atracção por instituições de renome internacional

No domínio do conhecimento e inovação foi realçado a importância da qualidade, pelo que a associação a instituições internacionais de reconhecidos méritos que permite colocar a Madeira como um dos pólos de investigação e conhecimento, atraindo alunos e investidores.
Uma oportunidade igualmente para falar das verbas disponibilizadas à base produtiva regional, apesar dos constrangimentos financeiros a que a Madeira estão sujeita.
De 2000 a 2009, foram disponibilizados 103 milhões de euros em incentivos financeiros, tendo 40 milhões sido pagos entre 2007 e Outubro de 2009, período durante o qual surgiu a conjuntura financeira internacional desfavorável, adversa ao investimento.
Por outro lado, foi recordado que, mais recentemente se juntaram mais 50 milhões de euros em linhas de crédito, com oferta de bonificação das taxas de juro, de spreads e de condições de garantia às micro, pequenas e médias empresas da região.
Acresce 60 milhões de euros dos sobrecustos das ultra-periferias que disponibilizará essa verba nos próximos três anos, através de um sistema inovador de apoio às despesas de funcionamento, custos salariais e custos com transporte.



Jornal da Madeira