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domingo, 16 de maio de 2010

Anadia muda imagem e aguarda regresso de clientes

Os trabalhos de reconstrução não implicaram uma intervenção na estrutura do prédio onde está localizado o Centro Comercial Anadia







Foi um dos locais que mais deu que falar logo após o temporal de 20 de Fevereiro. A suspeita de que estariam corpos no interior do parque de estacionamento, fez do Anadia e de todos os parques de estacionamentos dos centros comerciais da baixa da cidade um dos focos de atenção da comunicação social.
Conforme o tempo passava e o nível da água diminuia, foi-se percebendo que afinal não havia corpos, que os estacionamentos não se tinham transformado em cemitérios e os boatos afinal não passavam disso mesmo, informações falsas.
O dano que tudo isso causou na imagem dos centros, especialmente do Anadia, não está calculado. O que já se sabe é o valor do prejuízos físicos produzidos pelo aluvião. De acordo Gonçalo Henriques, administrador da Lidosol, empresa proprietária do Anadia, os danos causados orçam os 2,5 milhões de euros.
Os trabalhos de recuperação já estão bem avançados e no dia 18 de Maio o centro comercial deverá abrir portas, o mesmo acontecendo ao piso “-2” do estacionamento. O supermercado demorará mais umas semanas até que seja reaberto. A data prevista é 9 de Junho.
Logo após a catástrofe, os trabalhos de reconstrução iniciaram-se. As obras não implicaram uma mexida na estrutura do edifício. As intervenções concentraram-se nos «acabamentos e equipamentos», onde a reconstrução foi total.
«Mudámos tudo o que eram pavimentos, tectos, iluminação, o ar condicionado, os equipamentos dos elevadores, das escadas rolantes, etc.», disse Gonçalo Henriques, explicando que a substituição total foi inevitável, uma vez que os equipamentos estiveram sujeitos às águas e lamas durante muito tempo.
Quando os visitantes entrarem no dia 18 no Centro Comercial Anadia, verão o espaço «totalmente alterado», apresentando uma imagem «mais actual e mais moderna». Além das alterações na arquitectura de interiores, a empresa proprietária do centro fez uma alteração do logotipo. «Vai mudar tudo», disse Gonçalo Henriques, anunciado a existência de algumas campanhas publicitárias com vista a apresentar o “novo” centro.
«Naturalmente, que já estão previstas determinadas situações para voltar a trazer as pessoas ao Anadia» e às 45 lojas do centro comercial, disse.
A administração do centro tratou de reconstruir e modernizar os espaços comuns, mas cabe a cada lojista assumir os encargos com as despesas das suas lojas. E nem a renda sofre alterações. No tempo em que esteve encerrado os pagamentos ficaram suspensos mas a partir do momento em que seja reaberto a renda volta, e sem desconto.
Tal como explicou o administrador da empresa Lidosol, os trabalhos de reconstrução do edifício não implicaram uma intervenção na estrutura do prédio, porém houve a necessidade de fazer uma pequena mudança no quadro eléctrico que acciona as bombas de escoamento de água, deslocando-o do piso “-2” para o piso “1”.
Aparentemente, esta medida parece de somenos importância, mas se no dia do temporal o quadro eléctrico já estivesse no piso “1” o escoamento da água do estacionamento nunca duraria um mês, como aconteceu.
Como foi noticiado na altura, a existência de um ribeiro subterrâneo ao lado do edifício obriga a que haja um sistema de extracção de água no prédio. Quando foi construído o Anadia, foi feita uma caleira subterrânea a toda a volta do prédio, que recebe a água e a encaminha para as quatro bombas existentes, sendo aquela depois escoada para o exterior do edifício através destas.
O projecto optou por este sistema em vez de paredes estanques, porque assim reduz a pressão sobre a estrutura do edifício.
«Há furos em determinadas partes do edifício, por causa desse ribeiro que existe. A água entra, é direccionada para essa caleira que há à volta de todo o prédio e depois é encaminhada para as bombas que retiram a água. E isto sempre funcionou assim desde que em meados da década de 1990 o Anadia abriu», explicou Gonçalo Henriques.
Porém, o sistema, até agora eficaz, expôs uma frangilidade no temporal, quando foi necessário fazer um corte geral de energia. Ao fazê-lo, as bombas de escoamento deixaram de trabalhar e o parque encheu. Ora, como o quadro estava no piso “-2” e para ligar as bombas era necessário ir lá e carregar no botão, foi preciso primeiro tirar toda a água, o que demorou algumas semanas.
«Estávamos sempre a retirar água (com bombas amovíveis dos bombeiros), mas estava sempre a entrar» em quantidades anormais, dado que não só o ribeiro subterrâneo trazia mais do que o habitual, como também a construção inacabada de um prédio vizinho do Anadia, no lado da Rua do Ribeirinho, transformou-se num reservatório de água.
«Foi por isso que demorou muito mais tempo a retirar a água», explicou Gonçalo Henriques.

«Tínhamos quase a certeza
absoluta que não estava ninguém»


Enquanto a água permanecia no interior dos parques, cá fora as dúvidas sobre a existência de cadáveres no interior do estacionamento ganhavam cada vez mais força, alimentadas por notícias que avançavam até o número de corpos retirados, o que nunca aconteceu, apesar de haver quem tivesse garantido o contrário.
Gonçalo Henriques não entende a razão para o aparecimento dessas afirmações, mas admite que, em certo momento, até duvidou sobre se tinha ficado mesmo alguém retido no parque, tal era a quantidade de notícias que saíam.
O administrador tinha a garantia de que tudo tinha sido verificado antes de ser cortada a energia e encerradas as portas, pelo que havia «quase a certeza absoluta» de que não tinha ficado ninguém para trás.
«Só não posso dizer “a certeza absoluta” porque alguém poderia ter-se escondido. Como havia tantas notícias, pusemos essa hipótese», reconheceu, ainda que houvesse «99%» de certeza do contrário.
Quando a água foi retirada e os 23 veículos retidos surgiram, confirmou-se que não havia mortos, nem os carros se encontravam em fila na zona de saída, num hipotético desespero dos seus condutores para salvar os veículos.
«Muitos estavam no seu lugar, alguns estavam deslocados, porque foi muita água e, se calhar, ficaram a boiar», explicou o administrador, garantindo ser «completamente falso» que houvesse carros em fila para sair.

«Lamento não ter gravações das câmaras»

Gonçalo Henriques tem a informação também de que as pessoas que se encontravam no centro não se «assustaram assim tanto». Houve até quem tivesse conseguido tirar o carro antes do edifício encerrar.
«Apesar de haver muita água a entrar pelas rampas, sendo uma área tão grande não se tornava assustador», disse, considerando que havia «tempo mais do que suficiente para fazer a evacuação».
«É impressionante como é que havia pessoas ou jornais a quererem dar notícias do número de mortos, sem qualquer base», referiu, lamentando o episódio «especulativo».
«Eu tenho pena que não tenhamos as gravações das câmaras de CCTV (Câmaras e Circuito Fechado de Televisão), que foram das primeiras coisas a desligarem-se», apontou ainda Gonçalo Henriques, acrescentando que se existissem as gravações, as pessoas «teriam a noção do que estou a dizer».
Hoje, o assunto está esclarecido, mas na memória de muita gente permanecem os momentos de ansiedade que se viveram logo após o temporal. O cemitério que alguns jornais disseram que o Anadia se tinha transformado, afinal nunca existiu. Mas a imagem ficou. Resta agora saber se o Anadia continuará a ser um dos centros mais procurados da cidade. O tempo dirá.

Ribeira de João Gomes mais desobstruída

A zona do Campo da Barca ao Anadia foi uma das mais atingidas pela intempérie que assolou a Madeira no passado dia 20 de Fevereiro e também uma das que mais demorou a ter a circulação restabelecida.
O elevado grau de destruição levou a que, na recuperação, fossem já tomadas medidas de futuro, nomeadamente a transferência de alguns serviços instalados em estruturas sobre as pontes criadas na Ribeira de João Gomes.
A bomba de gasolina foi disso exemplo, mas não o único, também os tanques de gás foram transferidos, a par de outras estruturas. O objectivo foi libertar as ribeiras do maior número possível de obstáculos, em caso de novas cheias.
A intempérie de 20 de Fevereiro destruiu também certas zonas das margens da ribeira. Uma parte já foi reconstruída, permitindo que a circulação pudesse voltar a fazer-se normalmente. Mas há ainda um trabalho que está guardado para o futuro e que resultará dos estudos que estão a ser feitos dos leitos das ribeiras.
Para já, foram realizadas obras que permitiram regressar ao normalidade. Além do já referido, foram repavimentadas as estradas da zona e reinstalado o sistema de samaforização, que só ao longo de todo o eixo da Ribeira de João Gomes representou um investimento para a Câmara Municipal do Funchal de 96 mil euros.

Lidosol teve prejuízo de 10 milhões

A empresa Lidosol, responsável pelo Centro Comercial do Anadia, pelos estacionamentos, habitações, escritórios e hotel do Funchal Centrum, e vários parques de estacionamento na baixa da cidade teve um prejuízo global de 10 milhões de euros, devido ao temporal de 20 de Fevereiro.
Só no Funchal Centrum foram seis milhões de euros - sem contar com os estragos no Dolce Vita, pois o centro foi vendido ao grupo Amorim -, aos quais se juntam mais 2,5 milhões de estragos no Anadia e 1,5 milhões de euros em vários outros parques de estacionamento e parcómetros.
A empresa espera, contudo, ir buscar «entre 50% a 60%» do valor dos prejuízos às companhias de seguros.
«Felizmente, os seguros estavam bem feitos e temos muitas situações seguradas», referiu Gonçalo Henriques, administrador da empresa Lidosol.


Jornal da Madeira

Site 'This is Money' dá destaque ao sector imobiliário regional



Data: 16-05-2010

"A Madeira está a dar a volta". Quem o diz é Graham Norwood, jornalista do 'This is Money', o site financeiro britânico do ano (pelo menos é assim que este meio se autointitula). O regresso à normalidade depois do temporal de 20 de Fevereiro serve de pretexto para um extenso artigo que enfatiza as oportunidades do sector imobiliário regional.

A ilha que viu nascer Cristiano Ronaldo, como se recorda no artigo, é apresentada aos súbditos de Sua Majestade, e internautas em geral, como um lugar a ter em conta na hora de investir na compra de uma casa no estrangeiro.

O artigo apresenta oportunidades para todo o tipo de carteiras. Desde as moradias do Palheiro Village, que oferecem uma vista panorâmica que abrange a baía do Funchal e o Oceano Atlântico, e um campo de golf nas imediações, ou um apartamento capaz de oferecer a linha do horizonte oceânico ladeada pela Ponta de São Lourenço, no Lord Resort, onde existe uma marina.

A descrição de oportunidades não se fica pelas novas propriedades. Na cidade do Funchal, onde os preços "caíram 20% desde o pico de 2007", podem ser adquiridas uma "villa", na zona alta, por pouco mais de 200 mil libras (cerca de 219 mil euros), ou por 350 mil libras (383 mil euros) na baixa. Um pequeno apartamento poderá custar 100 mil libras (perto de 109 mil euros).

No norte da ilha, segundo indica o site, estão disponíveis vilas a partir de 225 mil libras (246 mil euros).

No sentido de alertar os potenciais interessados acerca do tempo disponível para tomar uma decisão, o artigo recorda que as perspectivas de desenvolvimento do sector imobiliário estão limitadas porque 67 por cento do território da ilha está classificado por área de reserva natural protegida.


DN Madeira

O Artigo completo:

http://www.thisismoney.co.uk/mortgages-and-homes/homes-abroad/article.html?in_article_id=504481&in_page_id=505

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sobremesa de banana relançada no mercado

Empresário canário recupera produção e aposta forte também para a exportação
Data: 14-05-2010




Já está no mercado regional - mais precisamente nos supermercados SÁ - a sobremesa de banana da Madeira, denominado 'Bananim', que no fundo é o relançamento de uma marca que atravessou um período fora do circuito comercial, desta feita pela mão do empresário de Canárias, Jaime Creixell, parceiro de primeira hora deste projecto nascido na Ponta do Sol em 2004.

Com imagem renovada e métodos de produção ainda mais aperfeiçoados, o responsável pelo 'Bananim' quer que o produto se assuma como uma das marcas da Madeira, dentro e fora da Região, já com boas perspectivas de exportação, nomeadamente para a Rússia, isto sem contar com a aposta imediata no mercado regional e nacional, à venda nas três principais redes de supermercados SÁ, Modelo e Pingo (estas duas ainda em negociações).

Numa visita guiada à renascida fábrica de transformação de banana, na Ponta do Sol, Jaime Creixell explicou como é realizado todo o processo, desde a área de recepção da banana - a que não serve para fins comerciais, mas mesmo assim de grande qualidade -, vindos de Santa Rita, Ponta do Sol e Madalena do Mar, passando pelo amadurecimento, descasque (de forma manual), a produção e a embalagem.

A parte mais crítica é a da produção, refere, pois "tem de ficar separada das restantes zonas num ambiente totalmente estéril, que se consegue através de um equipamento que limpa o ar interior e impede a entrada de ar exterior, garantindo qualidade ao produto".

Num investimento calculado entre 130 a 140 mil euros na nova maquinaria, Jaime Creixell conseguiu empregar actualmente oito pessoas, mas que espera vir a aumentar. Já que a aposta de fazer deste produto um "embaixador da Madeira", inclusive fora de Portugal, tem de ser um trabalho meticuloso, que "assegure um produto com quatro meses de validade sem estar no frio".

A partir de hoje e nos próximos dias, os consumidores madeirenses poderão provar a qualidade do 'Bananim' em acções promocionais visíveis. "Queremos que os madeirenses se sintam orgulhosos de um produto feito na sua terra", conclui.

Características

"Suplemento energético para todas as idades"
Embalagens individuais de 100 gramas
À venda em pack de 4 unidades
Preço do pack - 1,98 €
Polpa de banana procedente de fruta fresca (teor mínimo 80%)
Água e Açúcar (sacarose) máximo 0,01%
Amido de milho modificado
Regulador de acidez (ácido cítrico)
Valor nutricional:
Energia - 92 Kcal.
Proteínas - 1,3 gr.
Hidratos de carbono - 23,43 gr.
Potássio - 396 mgr.
Fósforo - 20 mgr.
Sódio - 1 mgr.
Magnésio - 29 mgr.
Cálcio - 6 mgr.
Selénio - 1,1 mgr.
Recomenda-se a consumir frio
Conservar em local fresco e seco
Fabricado na Ilha da Madeira por D.A.C. Madeira e Comercializado por MEPAS Lda.


DN Madeira

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Boutique OPAN aposta em novos produtos


Na Rua do Carmo, no Funchal







Abriu ontem (quarta-feira) ao público, na Rua do Carmo, no Funchal, uma nova loja da marca "Boutique de Pão OPAN, Lda.", pertencente ao Grupo SOCIPAMO - Sociedade de Padarias do Monte.
O novo espaço segue a política da empresa, apostado em produtos de qualidade, mas ao mesmo tempo inovando. Como tal, apresenta três novos produtos: Semi-frio de Queijo, Bolo Delícia e Pudim Três Cores, delícias estas só disponíveis nesta padaria/pastelaria da Rua do Carmo. Entre outros pães, a empresa lança o pão com frutos secos. À semelhança da loja do Centro Comercial Dolce Vita Funchal (na parte exterior do edifício), a gerência aposta também no pão quente.
Este recém-inaugurado posto de venda da OPAN surge com uma decoração moderna, convidando os transeuntes a provar os bolos, a saborear um café e a comprar pão, cuja escolha é multípla, existindo uma grande variedade deste último alimento.
A padaria/pastelaria estará aberta de segunda a domingo. De segunda a sábado, o horário de funcionamento é das 07h00 às 20h00 e, no domingo, das 06h30 às 14h00.
A abertura deste novo espaço traduz-se ainda em seis novos postos de trabalho, efectuados através do Instituto Regional de Emprego. A expectativa da gerência do estabelecimento é extremamente optimista.
O objectivo é obter resultados idênticos aos conseguidos pela loja do Dolce Vita Funchal. Note-se que esta é a boutique do Grupo SOCIPAMO a registar maior afluência de clientes.
De sublinhar o facto da novo espaço estar localizado numa das ruas mais movimentadas da baixa da cidade do Funchal, sendo uma mais-valia para atrair e fidelizar clientes. A Empresa SOCIPAMO foi fundada na Madeira em 1962. Duas décadas depois foi adquirida por Manuel Ferreira Cabral, actual proprietário do grupo madeirense. De segunda a sábado, o horário de funcionamento é das 07h00 às 20h00 e, no domingo, das 06h30 às 14h00.



Jornal da Madeira

sábado, 8 de maio de 2010

Banana e floricultura são áreas de grande potencial

Manuel António Correia visitou ontem exploração agrícola na Calheta







O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais afirmou ontem não ter dúvidas que o sector da banana e da floricultura são das áreas com maior potencial de crescimento quer para o interesse da Região quer dos agricultores.
No dia em que foi assinado um contrato de concessão de apoios financeiros da União Europeia e do Governo Regional (no âmbito do PROPERAM), para o investimento numa nova exploração agícola de banana, da empresa Rocha & Gonçalves, Manuel António Correia voltou a lembrar que «a economia da Madeira precisa de mais produção para crescer para que possa exportar mais e importar menos» e que assinaturas de contratos como este vêm reforçar a economia regional e a criação de novos postos de trabalho.
Perante um investimento que prevê a plantação de uma área de banana com 12.300 metros quadrados - com 2.660 bananeiras e respectivas infra-estruturas de apoio como sistema de rega, monta-cargas e vários melhoramentos fundiários - , este projecto agrícola foi comparticipado a fundo perdido em mais de 55 por cento. Isto é, do investimento total de 476.416,67 euros foram recebidos 259.018,63 euros.
Com o objectivo de continuar a atrair novos agricultores, a ideia do Governo é também a aumentar a área de exploração e a quantidade produzida pelos agricultores já existentes no mercado.
«Mais do que ter novos e mais agricultores, a política agrícola regional passa por fazer crescer os actuais agricultores, aumentar a produtividade global e também o rendimento individual daqueles que já estão no sector, bem como a agricultura empresarial», salientou o governante, momentos antes de visitar a exploração de Jorge Gonçalves e Nélio Rocha, agricultores que esperam produzir por ano até 150 toneladas de banana.

80 por cento das três mil candidaturas já foram analisadas

Manuel António Correia assegurou ontem que neste momento já estão analisadas cerca de 80 por cento das três mil candidaturas verificadas no terreno em consequência do mau tempo que assolou a Região em Dezembro e depois em Fevereiro. «Reforçámos com muitas equipas e o modo de fazer as vistorias. Penso que no final da próxima semana, a generalidade das pessoas que se candidataram já estarão vistoriadas e, dessa forma, nós poderemos, rapidamente, fazer os projectos agrícolas, celebrar os contratos e, a partir daí, pagar aos agricultores», esclareceu.
O responsável pelo sector da agricultura na Região disse ainda, em relação ao principal sistema de regadio público que sofreu grandes danos devido ao mau tempo, que este já está em 95 por cento recuperado.
Manuel António Correia explicou, sobre este assunto, que a Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais lançou um conjunto de empreitadas por ajuste directo (em cerca de 9 milhões de euros de investimento) e que foi lançado um desafio para que, até ao final do mês de Abril, tivesse pelo menos 90 por cento do sistema recuperado. Neste momento, adiantou o governante, estão a trabalhar cerca de 340 pessoas dentro dos diversos canais de rega da Madeira, sobretudo os que são decisivos no sistema pelo que a secretaria entende que haverá uma época de rega normal apesar dos efeitos do temporal de Fevereiro.

Atrasos nos apoios são «normais» e virão a seu tempo

Os atrasos que muitos agricultores estão a sentir no que concerne aos apoios financeiros atribuídos anualmente pela Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais são «normais» como voltou ontem a garantir o secretário regional.
Manuel António Correia explicou que os apoios da União Europeia aos agricultores foram processados em Dezembro do ano passado e que dentro desse conjunto de agricultores foi retirada uma amostra para uma verificação posterior no terreno. «É uma situação normal e as pessoas não perderam o direito ao apoio. O que aconteceu é que o processamento concreto a essas pessoas fica dependente de um trabalho posterior no campo e também burocrático, o qual depende esse processamento», justificou o responsável, acrescentado ainda que poderá haver, em algum dos casos que ficaram retidos para uma re-análise, que recebam este ano o apoio de 2010, estando ainda em análise o de 2009.


Jornal da Madeira

Laranjada e Brisa Maracujá promovidas no continente

Acção de promoção de produtos regionais













A Empresa de Cervejas da Madeira (ECM) vai participar numa acção de promoção de produtos regionais, nas 226 lojas da cadeia de supermercados LIDL em Portugal. Os produtos em destaque nesta iniciativa são a Laranjada de 1,5 Litros e a Brisa Maracujá em lata. De acordo com Miguel Sousa, da ECM, «quem visita a Madeira leva consigo a beleza das paisagens, a simpatia das nossas gentes e o gostinho dos nossos produtos. Para além das especialidades gastronómicas, ninguém esquece o sabor das bebidas madeirenses. A Laranjada, pela sua antiguidade, e a Brisa Maracujá pela excelente qualidade e sabor único a fruta, são alguns dos ex-líbris da Pérola do Atlântico que queremos dar a conhecer nesta iniciativa».


Jornal da Madeira

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Madeira pode aumentar exportação de dourada

Especialista em Bruxelas diz ser preciso demonstrar potencial para ter mais POSEIMA








Fernando Cardoso, assessor jurídico da Direcção Geral de Assuntos Marítimos e Pescas da Comissão Europeia evidenciou esta semana em Bruxelas que o POSEIMA é evolutivo. No almoço com a comitiva madeirense (onde se incuia o Jornal da Madeira) que se deslocou à capital belga a convite da Comissão Europeia, o especialista, natural de Coimbra e autor de várias publicações sobre Direito Comunitário das pescas e Direito do Mar confidenciou que a limitação de apoio do Programa de Opções Específicas para o Afastamento e Insularidade da Madeira e Açores a 50 toneladas à exportação das douradas produzidas em viveiros na Madeira pode ser aumentada.
Para tanto, sublinha que os agentes económicos têm de demonstrar que há capacidade produtiva para tanto e evidenciar os canais para escoar o peixe.
Nesse sentido diz que há que fazer lobby no sentido de poder vir a ser contemplado no Fundo Europeu das Pescas, o novo instrumento de programação das pescas no quadro das perspectivas financeiras da União Europeia para 2007-2013, que substitui o Instrumento Financeiro de Orientação da Pesca (IFOP).
E a verdade é que há mercado para crescer. Basta ver, por exemplo que a União Europeia tem 500 milhões de consumidores de peixe e um défice de produção de 70% em produtos de pesca.
Produz cinco milhões de toneladas por ano de pescado, dos quais um milhão tem origem na aquacultura, que representa quase metade da produção de pescado mundial que é de 140 milhões de toneladas.
Os principais produtores de pescado do mundo são a China, com 16 milhões de toneladas por ano, Perú, Indonésia, Estados Unidos da América e Japão. Na lista dos 20 maiores produtores de pescado do mundo não consta nenhum dos 27 da União Europeia.


Jornal da Madeira

Cooperação Madeira/Canárias

Vice-presidente do Governo Regional reuniu ontem com José Manuel Soria






Aproveitando a deslocação a Canárias para participar na Reunião Ministerial da União Europeia com as Regiões Ultraperiféricas, em representação do Presidente do Governo, o Vice-Presidentedo Governo Regional João Cunha e Silva reuniu-se ontem com o Vice-Presidente do Governo de Canárias, José Manuel Soria.
Neste encontro, que teve como objectivo fazer um ponto de situação das relações bilaterais entre os dois arquipélagos ficaram acertadas datas para novo encontro bilateral já no mês de Junho.
Neste âmbito, Cunha e Silva aproveitou ainda esta deslocação para reunir com o Presidente da Confederação de Empresários de Canárias (Sebastian grisalena), tendo sido abordada a questão do imposto aduaneiro que as Canárias tributam aos produtos importados (que é um entrave ao intercâmbio comercial entre ambos os arquipélagos), reforçando a necessidade da Confederação de Empresários articular com o Governo de Canárias, pressionando-o, no sentido de ser encontrada um solução que viabilize o intercambio empresarial e comercial pretendido.


Jornal da Madeira

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Governo atribui ao CELFF gestão da Escola Hoteleira

CELFF PAGA 200 MIL E CONTA COM APOIO DA EUROPA PARA GARANTIR CUSTOS DE 4,3 MILHÕES.
Data: 06-05-2010






Já está decidido. A partir de Julho a gestão da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira será privada, tendo o Governo Regional atribuído essa concessão ao Celff-Centro de Línguas e de Formação do Funchal.

De acordo com a informação que obtivemos, a Secretaria Regional da Educação e Cultura promoveu um Concurso Limitado por Prévia Qualificação tendo em vista a cessão de exploração da mais antiga e prestigiada escola ligada à hotelaria e turismo, estando a aguardar a apresentação dos documentos de habilitação e a prestação de caução pelo adjudicatário, a fim de ser celebrado o respectivo contrato, o que deverá acontecer até ao final do mês.

Nos termos do contrato, o Celff obrigou-se a pagar uma renda de 200 mil euros por ano, assumindo todos os encargos com o pessoal, manutenção do edifício e demais custos de funcionamento, auferindo naturalmente das receitas geradas pela actividade e as que possam ser contratualizadas.

Tal como está inscrito no Orçamento da Região, a Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira custa 4,3 milhões de euros, verba que é garantida pelas transferência do orçamento (3,9 milhões de euros) e pela venda de bens e serviços (440 mil euros) garantidos pela unidade hoteleira e pelo 'catering' que a escola fornece.

A circunstância do funcionamento da escola representar um encargo com o pessoal de 2,9 milhões de euros, a que acresce uma verba de 1,4 milhões de euros para a aquisição de bens e serviços torna a gestão privada um desafio, já que o Celff terá de manter os cursos que nesta data estão em curso, não podendo dispensar pessoal afecto ao quadro, com vínculo efectivo.

Governo e UE vão subsidiar Embora não esteja fechado as condições que serão plasmadas no contrato, o DIÁRIO sabe que o Governo Regional vai celebrar com o Celff um contrato de apoio nos mesmos termos que celebra com todas as escolas técnico-profissionais, num valor que depende do número de alunos e dos cursos.

No caso da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira será possível que todos os apoios sejam comunitários, através do Fundo Social Europeu, o que a acontecer exclui outros financiamentos público, no caso do Governo Regional.

Se olharmos para o orçamento da Secretaria RegIonal da Educação e Cultura, no âmbito do seu plano de investimento, concluímos que esta inscreveu para este ano uma verba de 3 milhões de euros para cursos de formação da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira, verba que será integralmente assegurada pela União Europeia.

Embora não seja claro qual o contrato a celebrar entre a Região e o Celff, que pode ser viabilizado directamente por candidaturas ao FSE, certo é que se for esta a opção a empresa vai receber 3 euros por hora e por aluno, valor que é 25% inferior ao que está em vigor Resta acrescentar que o contrato será válido pelos próximos 15 anos.

476 ALUNOS,302 CURSOS

A Escola Hoteleira da Madeira foi fundada em 1967, com o nome de Escola Basto Machado, sendo posteriormente denominada de Escola deHotelaria e Turismo da Madeira. Actualmente ministra 302 cursos, dos quais 141 são de educação/formação, a que se juntam 33 do ISCE. No total frequentam esta escola 476 alunos. As aulas são dadas por 10 professores em regime de requisição, quatro em refime de afectalção, 19 formadores extermos e outros 15 ligados ao quadro da escola. A escola integra um Hotel de Aplicação de quatro estrelas, com vinte quartos.

PRESSUPOSTOS: REDUZIR DESPESA PÚBLICA, DINAMIZAR AS RECEITAS e GARANTIR QUALIDADEDe acordo com os pressupostos a cessão de exploração tem por objectivo atribuir uma outra dinâmica à qualificação profissional no sector da Hotelaria e do Turismo a partir da abertura de novas oportunidades de entrada no mercado, hoje vedadas à escola, em matéria de prestação de serviços de hotelaria e similares, com consequente redução de encargos que actualmente a Região suporta na íntegra com a manutenção e funcionamento da actual infra-estrutura e serviços a esta inerentes.

Esta concessão visa, igualmente, a racionalização de despesas públicas e optimização das infra-estruturas existentes, numa lógica de progresso e desenvolvimento da educação e formação profissional.

É expectativa do Governo Regional que a cessão de exploração salvaguarde a afectação permanente da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira aos fins de interesse público , comprometendo-se o concessionário a desenvolver a actividade lectiva de acordo com o calendário lectivo para os cursos de formação de dupla certificação estipulado pela Secretaria Regional de Educação e Cultura, bem como proceder de forma continuada e sem interrupções à exploração do Hotel de Aplicação, bar e restaurante.

Fica vedado ao concessionário encerrar temporária ou definitivamente a escola, obrigando-se o Celff a respeitar e cumprir, no âmbito e nos termos dos protocolos assinados, os compromissos assumidos com terceiros pela EPHTM. O concessionário obriga-se, ainda, a concluir os cursos e acções de formação já iniciados pela EPHTM.

O Celff terá de suportar a expensas suas o imóvel integrante da concessão em bom estado de conservação e perfeitas condições de utilização e de segurança, diligenciando para que o mesmo satisfaça plena e permanentemente o fim a que se destina.


DN Madeira

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Anadia reabre a 18

Mais jovem e com um novo logotipo, a imagem do centro comercial custou 2,5 m€

Data: 05-05-2010



Depois do temporal, uma imagem totalmente renovada. O centro comercial Anadia reabre as portas, no próximo dia 18, com um novo logotipo, novas cores e "uma estética mais dinâmica".

"É um centro quase novo, as lojas mantém-se, mas a estética muda completamente", referiu, ontem, ao DIÁRIO, Gonçalo Henriques, administrador da empresa Lidosol proprietária do 'shopping'.

Adiada por força da crise económico e financeira, a recuperação do espaço comercial foi precipitada pela intempérie de 20 de Fevereiro. Gonçalo Henriques adianta que a nova imagem "mais jovem" personifica um renascer do Anadia, agora melhorado, até mesmo ao nível da sinalética.

"Teremos um novo logotipo, com novas cores, mas queremos que seja uma surpresa no dia da abertura", diz o jovem gestor.

Para celebrar o regresso à actividade, o Anadia preparou, para o dia 19, uma actividade de lançamento nas ruas circundantes.

A recuperação do centro comercial está orçada, de acordo com Gonçalo Henriques, em 2,5 milhões de euros. No total, os prejuízos nas empresas dos irmãos Norberto e António Henriques ultrapassaram os dez milhões de euros.

O grupo madeirense foi um dos mais afectados pelo temporal de 20 de Fevereiro, sofrendo também estragos no edifício Funchal Centrum, nos parques de estacionamento e no sistema de parquímetros implementado na baixa da capital da Madeira.

A 19 de Maio, a reabertura do Anadia coincide com o regresso de todas as lojas anteriormente localizadas no interior do espaço comercial. Ao que o DIÁRIO apurou só o supermercado Pingo Doce vai permanecer encerrado até aos primeiros dias do próximo mês de Junho.


DN Madeira

sábado, 24 de abril de 2010

Sá reabre ex-Cavalinho no decorrer deste ano

Obras de beneficiação do espaço localizado na Rua do Pina já estão em curso







O Grupo Sá prepara-se para abrir, já no próximo mês de Outubro, o novo espaço comercial em Machico, mas segundo Jorge Sá, presidente do Grupo, há muitas mais novidades previstas para breve, entre as quais, uma nova área comercial no Funchal, nomeadamente, na Rua do Pina.
Falamos do antigo espaço onde em tempos chegou a funcionar o “Super Cavalinho”, cuja área foi agora adquirida pelo Grupo, devendo reabrir em breve. «Era da concorrência, mas fecharam e vamos beneficiar essa loja. Possivelmente, ainda no decurso deste ano, vamos reabri-la», disse ao JM o comendador Jorge Sá.
Relativamente ao Sá de Machico, disse que «estamos pensando fazer a apresentação e inauguração na primeira quinzena de Outubro». Prazo que decorre das garantias dadas pela construtora. Jorge Sá diz que a filosofia deste novo espaço será idêntica àquela que a empresa tem apresentado em São Martinho ou mesmo em Santana, embora com material cada vez mais moderno. «Será uma loja ampla e bonita, com parques arejados. Terá ainda uma praça de restauração (Severa) no piso superior», explicou.
Quanto ao novo super previsto para abrir em São Vicente, Jorge Sá confidenciou que estão em curso os projectos especiais, encomendados ao professor Eduardo Marques, do Porto. «Será uma obra, provavelmente, para dar início no primeiro trimestre do próximo ano».


Estreito de Câmara de Lobos
no decurso de 2010


Entretanto, para além de Machico e a loja na Rua do Pina, o grupo prevê também para este ano a abertura do novo espaço comercial no Estreito de Câmara de Lobos. «O tempo tem estado muito chuvoso, o que não tem facultado o transporte de terras para os vazadouros. Era para abrir em Agosto, mas vamos a ver se ainda no decurso de 2010 é inaugurado», disse-nos o nosso interlocutor.

Portas estão abertas no Porto Santo

Questionado quanto à possibilidade de o Grupo Sá poder investir no Porto Santo, o empresário não diz nem que sim, nem que não. Há quem fale em negociações entre a empresa que detém naquela ilha a marca “Zarco” e o “Sá”, mas sobre isso nada referem sendo que o comendador apenas vai adiantando que, por enquanto, nada há. «Houve uma hipótese de negociar uns terrenos, mas isso não foi avante. Para já, não há qualquer negociação efectuada, mas há diálogos», revelou ao JM.

Adquiridos terrenos no Arco da Calheta

O empresário confessou ainda que têm sido várias as solicitações efectuadas ao grupo para que invista noutros concelhos da Região. Nesse âmbito, frisou que já foram adquiridos terrenos no Arco da Calheta, também para avançar. «É muito cedo ainda para dizer algo, mas os projectos têm datas que a gente também não pode ultrapassar», afirmou.
Há ainda pedidos da Ponta do Sol, mas há também de freguesias, cada vez mais interessadas no investimento madeirense, como é o caso do Monte e do Livramento.



Jornal da Madeira

sábado, 17 de abril de 2010

Melhores clientes da cadeia grossista 'Mega' contemplados com viagem à Madeira

Empresa opta pela Madeira para incentivo
Data: 17-04-2010




O Grupo Manuel Nunes (MN), proprietário dos estabelecimentos de 'cash & carry' MEGA está a organizar uma viagem de incentivo à Madeira, que deverá premiar cerca de meia centena dos seus clientes no continente. Serão atribuídas duas viagens a cada um dos contemplados.

Os prémios serão sorteados entre retalhistas e armazenistas e inclui-se numa campanha que o Grupo MN designou por 'Juntos vamos ajudar a Madeira. Abrangerá os clientes que comprarem mais produtos assinalados durante o período de 1 de Março a 31 de Julho.

Segundo uma nota distribuída pelo grupo, a iniciativa pretende responder ao apelo dos madeirenses para visitar a ilha, depois da recuperação dos estragos provocados pelas enxurradas de Abril passado. "Um contributo à reconstrução", refere a nota.

Por outro lado e para assinalar o 1º aniversário da abertura da loja MEGA cash & carry na Madeira, localizada no Caminho de Santa Quitéria, está a ser promovida outra acção de solidariedade que envolve os clientes da Região Autónoma. Esta acção é assim composta por um passeio solidário de barco para observação de baleias e golfinhos, com almoço na Fajã dos Padres, que pretende proporcionar um dia de convívio a cerca de 70 clientes e, em paralelo, contribuir com uma verba para uma instituição de solidariedade social da Madeira, nomeadamente para as Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus. O passeio vai premiar os clientes que mais comprarem, durante o mês de Abril, os produtos constantes nesta acção e divulgados na loja, além de beneficiarem de um desconto nas suas compras.




O Grupo MN considera que a abertura da loja no Funchal "veio 'agitar' um mercado que estava muito centrado apenas num único concorrente, permitindo uma descida gradual do nível de preços a que os comerciantes madeirenses tinham acesso".


DN Madeira

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Jardins da Madeira são nicho turístico



Data: 15-04-2010

Raimundo Quintal considera que os jardins da Madeira representam "um importante nicho turístico", com potencialidades ímpares que justificam uma aposta em termos de promoção no exterior.

Uma ideia forte deixada pelo geógrafo e investigador madeirense ontem à tarde, numa conferência subordinada ao tema 'A importância dos jardins como nicho turístico na Madeira' e proferida no Centro de Estudos de História do Atlântico (CEHA).

Raimundo Quintal lembra que a Madeira dispõe de um "património riquíssimo" ao nível dos jardins, que representam "uma simbiose entre a natureza e a cultura" e de que são bons exemplos o Jardim Botânico, o Jardim Tropical Monte Palace e a Quinta do Palheiro Ferreiro. Que, destaca, "são, hoje em dia, uma marca à escala europeia e mundial".

Contudo, há também espaços que necessitam de uma profunda intervenção, de que são exemplos os jardins do Santo da Serra e da Quinta das Almas, na Camacha. Este último, defende o geógrafo madeirense, pode mesmo assumir-se como "a âncora para o desenvolvimento da Camacha".

Tal como acontece, de resto, com o jardim da Quinta do Imperador, que é propriedade da Região mas cuja exploração foi entregue a uma empresa privada. E que Raimundo Quintal que diz estar "a regredir desde há três anos".

O investigador diz ser fundamental "ter uma rede de jardins" para poder atrair o referido nicho turístico, a exemplo do que sucede África do Sul, na região do Cabo, na Cornualha (Inglaterra) e na ilha de Vancouver (Canadá). E para elucidar o potencial deste mercado, lembra que, há dois anos, 19 milhões de pessoas pagaram para visitar os jardins de Inglaterra.

No caso da Madeira, regista Raimundo Quintal, esse potencial é elevado, até porque, devido às condições do clima, "os jardins podem ser visitados durante todo o ano".

Para isso, preconiza, "é preciso que haja uma estratégia muito clara de promoção da Madeira através deste segmento dos jardins", mas fazendo uma ligação "à descoberta da natureza". Até porque, acrescenta, "mesmo para os visitantes mais idosos é possível esta conciliação", por exemplo observando a Laurissilva em zonas mais acessíveis como o Ribeiro Frio, o Chão dos Louros, o Fanal e as Queimadas.

Raimundo Quintal termina revelando que 31 por cento dos turistas que se deslocaram à Madeira em 2008 pagaram para visitar o Jardim Botânico e cerca de 22 por cento para poderem visitar o Jardim Monte Palace.


DN Madeira

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Três 'estrelas' confirmadas na Conferência do Turismo

Ordem dos Economistas na Madeira organiza evento anual a 7 de Maio
Data: 14-04-2010





Já estão confirmados os três principais oradores convidados da IV Conferência Anual do Turismo, promovida pela Delegação da Madeira da Ordem dos Economistas a 7 de Maio, no Centro de Congressos da Madeira, no Pestana Casino Park.

O evento que já vai na sua 4ª edição vai contar com a presença de conceituados oradores, especialistas mundiais, com destaque para Peggy Bendel, reconhecida profissional na área de Marketing Turístico e responsável pelo desenvolvimento da campanha "I Love New York"; Jordi Schoenenberger, Partner da Deloitte para "Tourism, Hospitality and Leisure" em Espanha e António Loureiro, Director Geral da Travelport Portugal e Brasil (ver destaque).

O programa contempla três painéis, cujos temas são, novos modelos de distribuição, promoção de destinos na actualidade e gestão do preço, sendo que a temática geral é 'Marketing Turístico'.

"Um assunto obrigatório dada a transversalidade que apresenta junto de todo o negócio do turismo", como foi referido na apresentação da Conferência. O presidente da Delegação da Madeira da Ordem dos Economistas, Eduardo Jesus, garantia então que o programa dá "continuidade aos princípios assumidos nas edições anteriores".

No ano passado, o evento contou com a participação de cerca de 500 pessoas, sendo que as anteriores edições os temas foram "A sustentabilidade do Turismo Regional" (2009), "O ambiente como compromisso turístico" (2008) e o "Transporte Aéreo" (2007).

A sessão de abertura contará com a presença de Eduardo Jesus, além de Francisco Murteira Nabo, Bastonário da Ordem dos Economistas, Conceição Estudante, secretária regional do Turismo e Transportes, e Alberto João Jardim, Presidente do Governo Regional da Madeira.

Destinado a economistas, estudantes, licenciados e profissionais com interesse no tema em destaque, a IV Conferência Anual do Turismo tem aberta uma linha para as inscrições até o dia 27 de Abril, através do sítio da Delegação Regional da Madeira da Ordem dos Economistas em www.economistasmadeira.pt.

As 'estrelas'

Peggy Bendel



Preside à Bendel Communications International. Chefiou a Divisão de Turismo de Conselheiros de Desenvolvimento Internacional (1985-2008) e trabalhou com clientes de destinos como a Austrália, Califórnia, Dubai, África do Sul, E.U. Ilhas Virgens, Escócia e Tasmânia. Foi uma das responsáveis pela campanha 'I Love New York', realização que lhe valeu o respeito além fronteiras com que é reconhecida no mundo do Marketing. Começou a carreira como escritora de viagens para o Estado de Nova York e trabalhou no desenvolvimento económico e do comércio internacional, bem como do turismo.

Jordi SchoenenbergerÉ sócio da área de Produtos e Serviços da Deloitte Espanha. Tem como principais responsabilidades as áreas de Hospitality, Lead Client Service Partner e Soluções. Antes de assumir funções de sócio da Deloitte (2005), esteve na Bearing Point (2002-2005), como Managing Director, e na Arthur Andersen (desde 1989), onde foi director (1999-2002) e desenvolveu toda a sua carreira. É economista e autor do curso "Reengineering", com diversos artigos em revistas e jornais especializados. Foi ainda orador em inúmeros cursos e seminários sobre temas relacionados com a sua experiência profissional.

António Loureiro


É Director Geral da Travelport Portugal e Brasil, empresa de fornecimento de soluções tecnológicas para a área do turismo. Na Travelport desde o ano 1992, altura em que desempenhava a função de coordenador de Migração de Sistemas, foi director de Marketing e Vendas, antes de assumir a Direcção Geral da empresa, em 1999. Os primeiros passos do seu percurso profissional foram dados na área das publicações, seguindo-se uma incursão num sector bem diferente: o transporte aéreo, como técnico comercial na companhia LAR (Ligações Aéreas Regionais).


DM Madeira


Relembrando a LAR(Ligações Aéreas Regionais).


sábado, 10 de abril de 2010

Flores perto da produção de equilíbrio

Revelou Secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais








O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais revelou ontem que a Madeira caminha para o ponto de equilíbrio na produção de flores.
Presente na conferência de imprensa de apresentação da Festa da Flor 2010, Manuel António referiu que tem havido uma grande evolução no sector. Uma evolução que se traduz no incremento dos hectares utilizados na sua produção.
Entre 2000 e 2009, passa de 41 hectares para 80. Isto resultou no aumento do número de flroes, que passam de 3,4 milhões para 4,7 milhões no período referido.
Outra consequência foi o valor já que de 1,8 milhões de euros passou para 2,8 milhões de euros.
Em termos concretos da Festa da Flor, o governante sublinhou a crescente utilização de flores produzidas na Madeira no evento.
Disse que em 2008, 67% das flores eram madeirenses e que, o ano passado aumentaram para 72%.
Para este ano refere que ainda não está quantificado, mas que será, concerteza superior.
Contudo, deixou bem claro que nunca atingirá os 100 por cento. Isto porque, conforme sublinhou, a Madeira não está interessada que assim seja porque isso traduziria um excesso de oferta fora desta altura de pico no seu consumo.



Jornal da Madeira

"Zona Franca é a salvação da economia da Região"

Gestor de empresa NewMadeira acredita que praça financeira pode evoluir ainda mais
Data: 10-04-2010






O director executivo da NewMadeira, empresa especializada em captar investimento externo para o Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM), está ciente das dificuldades por que passa a praça financeira madeirense, com a perda da competitividade, mas acredita que a praça financeira será a salvação da Região.

Frederico Gouveia e Silva realça, para defender tal convicção, que a credibilidade é uma das mais-valias do CINM, tal como o regime fiscal alargado até 2020, que garantem, num futuro próximo, que a curva descendente no número de empresas licenciadas inverterá o rumo, voltando a crescer.

Actualmente com cerca de 3.220 empresas instaladas nas quatro vertentes do CINM - serviços internacionais, serviços financeiros, empresas industriais e registo de navios - tem-se registado uma constante quebra desde há nove anos. Mesmo assim, empresas como a NewMadeira, têm conseguido captar novas empresas e investimento estrangeiro para a Região.

No seu caso, é representante de cerca de 300 empresas, uma das quais, a Carnival Cruises anunciou, logo no início do ano, a intenção de contratar profissionais altamente qualificados. É, aliás, nesta área do recrutamento de quadros que Frederico Gouveia e Silva acredita ser possível o CINM garantir um reforço como mais-valia para a Madeira.

"A nossa missão é facilitar a implementação de negócios, de investimentos na Madeira, focados na Zona Franca", resume a actividade da NewMadeira. "Tratamos de toda a operacionalização. De facto, as empresas querem reduzir os custos e, na Madeira, têm uma oportunidade legal de mitigar os impostos. É o que tentamos fazer com as empresas que cá querem investir, em colaboração com a SDM (Sociedade de Desenvolvimento da Madeira)", explica.

"Temos assistido nos últimos tempos à implementação de negócios muito interessantes, que têm levado a processos de recrutamento de quadros", frisa ainda, originárias de áreas tão distintas como o 'shipping', a consultoria internacional, o comércio electrónico, comércio internacional no geral, multinacionais", reforça o gestor.

Negócios que valem "mais pela forma como estão estruturados, do que realmente se estão a vender cimento, coca-cola ou óculos", exemplifica. "Neste momento, as que têm tido mais força, são as da área do 'shipping', navegação, ou da área dos serviços." E acrescenta: "É o caso da Carnival Corporation, o maior grupo de cruzeiros do Mundo (detém oito das principais companhias), apesar de não ser linear que tenham todos os navios cá registados. Isso era bom. Começaram com um, o ano passado registaram mais três e esperemos que essa tendência continue.".

A novidade é que, ainda este ano, colocaram anúncio a recrutar cinco quadros altamente qualificados, que antes de entrarem ao serviço no escritório que vão abrir cá, ficaram perto de um mês fora em processos de formação. "É isto que queremos, não só que a Região ganhe com estes investimentos, com a criação de emprego e efeito económico directo, mas também este 'know-how', adquirir de competências no estrangeiro. Também há outras empresas em processo de recrutamento na Madeira para se instalarem cá.".

E que tipo de quadros procuram. Altamente qualificados, em primeiro lugar, jovens e com alguma experiência, conhecimento de línguas e nas áreas financeira, contabilística, económica, mas também com capacidade de comunicação, de venda e acompanhamento ao cliente.

É por estes exemplos e por muitos outros que têm surgido no âmbito das competências desta empresa (que tem cerca de 20 colaboradores), que Frederico Gouveia e Silva realça que o "CINM é a salvação da Madeira", dado que turismo atingiu o limite de crescimento e as obras públicas já está quase tudo feito...


DN Madeira


www.newmadeira.com

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Empreendedores premiados

Projecto da AJEM e Banif recebeu 41 candidaturas, 12 foram finalistas e três premiados
Data: 09-04-2010



Foram distinguidos ontem os três projectos vencedores do 'Prémio de Empreendedorismo AJEM 2009', promovido pela Associação de Jovens Empresários Madeirenses e o Banif, escolhidos entre 41 candidatos de sete dos 11 concelhos.

A cerimónia, que decorreu na sede do Banif à Rua João Tavira, no Funchal, foi o culminar de um projecto que teve o seu início a 17 de Abril de 2009, cujo objectivo é "homenagear e premiar o esforço individual dos empreendedores com relevância e impacto significativo para a economia regional", salientaram os organizadores do evento.

Na sessão, tomou a palavra o presidente da AJEM, Jaime Filipe Ramos, que salientou a importância destas iniciativas na perspectiva do rejuvenescimento do tecido empresarial regional e na mudança do paradigma de desenvolvimento da Região, alavancadas por uma iniciativa e por um rol de apoios sem par no universo regional. Deixou a nota de que a edição de 2010, dado o sucesso desta iniciativa (quatro vezes mais que o esperado) vai ser realidade.

Também o director executivo do Banif na Madeira, Oliveira Rolo, garantiu que dada a iniciativa de responsabilidade social da empresa, esta não se quis alhear de promover o investimento na Região, potenciando o surgimento de novos empresários e projectos empresariais. Assegurou que, apesar dos prémios se limitarem aos três primeiros classificados, a totalidade dos concorrentes poderão dirigir-se ao Banif no sentido do desenvolvimento do seu projecto empresarial.

Depois de ultrapassarem a primeira etapa do projecto, que compreendia apresentar uma ideia de negócio, foram seleccionadas excepcionalmente as 12 melhores, dada a qualidade das ideias, que tiveram assim acesso a uma acção de formação de 120 horas em Empreendedorismo e Criação de Empresas. No final, apresentaram um dossier completo do, agora, projecto a um júri de cinco elementos das entidades patrocinadoras, bem como a UMa, o CEIM e o IDE.

Na cerimónia, o presidente do júri, Miguel Tropa salientou a qualidade dos projectos levados a concurso e a capacidade de implantação destes no mercado regional, avançando ainda que um dos objectivos para a iniciativa de 2010 é alargar a abrangência do mesmo, sendo capaz de apoiar projectos noutros concelhos que não participaram.

Dos projectos iniciais, o Funchal tinha 25, Santa Cruz com 5, Ponta do Sol (3), São Vicente (3), Calheta (2), Câmara de Lobos (2) e Ribeira Brava (1). Santana, Porto Moniz, Machico e Porto Santo não tiveram nenhum.

O 1º prémio foi para a 'Escola Pop/Rock' de Hector Teixeira, o 2º para o 'Centro Diabético da Concórdia' de Ana Lourenço Sargo e o 3º ao 'Regressos' de Idalino Rodrigues.


DN Madeira

Nove empresas participadas garantiram 10 milhões à região

Participações 'douradas' lucraram 31,2 milhões

Data: 09-04-2010


(A Ilma é uma das empresas que apresenta lucros, embora a participação pública seja apenas de 2%.)


Nem tudo o que é público é necessariamente mau. E existem actividades que potenciam negócios geradores de valor, a interessar o sector privado, através da entrada no capital social ou das famosas parcerias público-privadas.

O universo empresarial da Região é constituído por 14 empresas participadas a cima dos 80% - oito das quais detidas a 100% - a que acresce outras quatro em que a presença é superior a cinquenta por cento. No total são trinta e cinco as participadas, com destaque para as famosas parcerias público-privadas que representam encargos avultados e lucros milionários para os seus sócios, entre os quais a Região.

Entre as participação que garantem à Região dividendos destaca-se a Empresa de Electricidade da Madeira, que sendo 100% pública encerrou o ano de 2008 com um lucro de 3,7 milhões de euros, valor que tem vindo a contribuir para a amortização de um passivo colossal (480,9 milhões de euros), com destaque para as dívidas aos bancos, que no final do ano em apreço totalizavam 359,9 milhões de euros.

Outro bom exemplo é dado pela IGA, a empresa responsável pela gestão da água. Porque encerrou o ano com um lucro de 2,1 milhões, o que garante a sua autonomia financeira, o que evita onerar o Orçamento Regional.

Embora tenha um passivo de 70,2 milhões de euros - 25 milhões são devidos à banca - a empresa liderada por Pimenta de França tem proveitos operacionais superiores aos custos, gerando receitas capazes de viabilizar os seus investimentos.

Outras duas empresas detidas exclusivamente pela Região fecharam o ano com lucro. É o caso das Estradas da Madeira (839.339 euros) e da empresa responsável pela gestão da banana (466.966).

Num segundo plano situam-se as participações minoritárias. No caso da Cimentos Madeira (43%) o lucro de 1,6 milhões de euros não garante grandes dividendos, mas também não exige recursos públicos.

Melhor é a situação da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira. Detida pelo Grupo Pestana (75%) e pela Região (25%), a empresa responsável pela gestão da Zona Franca e pelo Centro Internacional de Negócios da Madeira e Registo de Navios fechou o ano de 2008 com um rico lucro: 3,3 milhões de euros.

Melhor situação é a vivida pelas concessionárias ViaExpresso (12,9 milhões de euros) e ViaLitoral (5,9) que juntas garantiram um lucro de 18,8 milhões de euros. Se tivesse havido distribuição de dividendos, a Região teria direito a 3,6 milhões de euros, verba que não cobre os quase cem milhões de euros que esta partipação (20%) obriga o orçamento regional a pagar, por conta da construção, exploração e manutenção das vias rápida e expresso.

Feitas as contas, estas empresas lucraram 31,2 milhões de euros, cabendo à Região pelo menos 10 milhões de euros.

O PASSIVO


Nem tudo é um mar de rosas na situação económica destas empresas aparentemente lucrativas. Oito delas têm como passivo inscrito 1.155 milhões de euros, uma verba astronómica que naturalmente condiciona parte da actividade das empresas, pois o passivo bancário é de 391,7 milhões de euros, constatando-se que existem muitas outras dívidas a fornecedores e outras entidades. Já o caso das Estradas da Madeira, o seu passivo (1.649 milhões) traduz os encargos futuros que a empresa terá de assumir ao longo dos próximos 30 anos.

Participações da EEM garantem lucro

Pelo menos cinco das participações da 'eléctrica' madeirense dão lucro. Casos do Teleférico da Madeira (2,5 milhões), ENACOM (1 millhão), ENEREEM (353 mil), a que se juntam as participações minoritárias na Companhia Logística de Combustível (10%) e no Banif (1,6%).

Governo tem presença em 68 entidades


A Região é sócia exclusiva de 11 empresas, tem a maioria do capital em outras 10 - participações entre 50% e 95% - e está em minoria em 13 sociedades, participando indirectamente em 26 sociedades e oito associações ou fundos cuja actividade não visa o lucro.

Sector público tem activo de 4,4 mil milhões

O total do activo das participadas - com excepção fas sociedades - situava-se nos 3,2 mil milhões de euros, com o passivo a superar os 4 mil milhões de euros. Já as scoiedades tinham como activo 584 milhões de euros e as entidades públicas empresariais outros 625,7 mihões de euros.


DN Madeira

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Madeira aprova 48,5 milhões de apoios da União Europeia

UNIDADE DE GESTÃO APROVA 42 CANDIDATURAS DE 76 MILHÕES AO FEDER E FSE.
Data: 07-04-2010





O Instituto de Desenvolvimento Regional, Autoridade de Gestão dos Programas Operacionais da Região, Intervir+ e Rumos, aprovou um total de 42 candidaturas , com destaque para os vinte e cinco aprovados no âmbito do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) num montante total elegível de 74,7 milhões de euros, que mereceram uma comparticipação europeia de 47,2 milhões e uma contrapartida regional de 27,4 milhões de euros.

Através do Programa Intervir + - Eixo I Inovação, Desenvolvimento Tecnológico e Sociedade do conhecimento - foram aprovados dois projectos privados ligados à emissão de conteúdos visuais através da internet e um terceiro, através do Qualificar + candidatado pela Leuimport.

No Eixo II Competitividade da Base Económica Regional, o Instituto de Vinho do Bordado e do Artesanato da Madeira viu aprovado apoios aos planos promocionais ao vinho e bordado da Madeira, com o governo a garantir apoios para as Festas de Fim do Ano, Festivais Culturais da Madeira, tendo sido aprovado uma apoio ao abrigo do SI Turismo para aquisição de novos equipamentos para a actividade de mergulho, que visa a aquisição de uma embarcação.

O Eixo III Desenvolvimento Sustentável permitiu enquadrar uma candidatura do Serviço Regional de Protecção Civil da Madeira, IP-RAM que visa a aquisiçãlo de duas auto-escadas que garanta uma resposta eficaz, coordenada e eficiente em situações de emergência, incêndios, salvamentos de pessoas e bens que tenham lugar em edifícios de grande altura.

Através do Eixo IV Coesão Territorial e Governação, o Museu da Baleia vai contar com dinheiro da União Europeia para reforço dos conteúdos museológicos, enquanto Sindicato dos Professores da Madeira viu a candidatura relativa à concepção e construção de instalações para o Centro de Formação aprovada.

Tal como haviamos noticiado, o Governo Regional decidiu incluir no Eixo V Compensação dos Sobrecustos da Ultraperificidade a candidatura do Sistema Regional de Triagem, Transferência, Tratamento e Valorização de Resíduos, que pretende financiar parte dos sobrecustos directos e transversais de operação, incluindo o reencaminhamento para reciclagem fora da região.

Através do FSE: Apoio à formação e qualificação profissional

Através do Fundo Social Europeu, a unidade de gestão do Programa Rumos aprovou candidaturas num montante total elegível de 1,3 milhões de euros, com uma comparticipação europeia de 1,1 milhões de euros e uma comparticipação nacional de 234.145 euros.

No Eixo I Educação e Formação foram aprovados projectos relativos ao ensino profissional, cursos de educação e formação, cursos de qualificação, reconversão, aperfeiçoamento, especialização para activos, formação de docentes e formação avançada na tipologia de programas e bolsas de pós-graduação, mestrados, doutoramento e pós- doutoramento.

O Eixo II Emprego e Coesão Social contempla projectos no âmbito de estágios profissionais, apoios à contratação, criação do próprio emprego, iniciativas locais de emprego, formação,emprego, clubes de emprego, apoio ao emprego e desenvolvimento local, integração sócio - profissional de pessoas desfavorecidas, empresas de Inserção e ocupação de Desempregados.

Recorde-se que a Madeira tem a maior taxa de execução dos programas operacionais, com destaque para o FSE.


DN Madeira

terça-feira, 6 de abril de 2010

Seminário sobre Empreendedorismo no Tecnopolo






Realiza-se, no próximo dia 14 deste mês, no Madeira Tecnopolo, um seminário que visa promover o empreendedorismo e as suas ferramentas especialmente para as empresas de Base Tecnológica.
Tal como é possível verificar no site da Universidade da Madeira (uma.pt), a iniciativa irá contar com apresentações das professoras Lola Garzon, da Universidade Politécnica de Valência, e Carmen Freitas, da Universidade da Madeira. Além disso, o seminário comportará também duas mesas redondas que irão debater os factores chave para o sucesso na criação de empresas e as oportunidades para criação de EBT´s.
O seminário é promovido pelo TRANSCREA, um projecto comunitário que tem como objectivo geral melhorar a qualidade e eficácia dos apoios às Empresas de Base Tecnológica nos Açores, Madeira e Canárias. Como tal, estarão presentes entidades e universidades destas três regiões, promovendo o intercâmbio de experiências.



Jornal da Madeira