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sábado, 10 de abril de 2010

“Estou no clube certo e quero ser campeão”

Rúben Micael afirma ter feito a opção em função do coração e sem olhar ao aspecto financeiro







JORNAL da MADEIRA –
Fale-nos da sua adaptação ao FC Porto que, por sinal, aconteceu de uma forma rápida, tendo em conta que chegou ao clube e passou a ser titular indiscutível na equipa?
RÚBEN MICAEL – Apenas tive que adequar-me à realidade do clube em si, uma vez que a minha maneira de estar e de jogar mantêm-se intocáveis. Quando à vida que levo no dia a dia não se alterou, faço tudo de forma igual. Relativamente à adaptação, acabou por ser fácil, porque o FC Porto tem um grande treinador e um grupo excepcional que me recebeu de braços abertos.

JM – Você chegou ao clube e começou logo a jogar, o FC Porto necessitava de um jogador com as suas características. Espera que as coisas acontecessem assim tão rapidamente?
RM – Deram-me uma oportunidade logo que cheguei, no jogo contra o Estoril, para a Taça da Liga, uma competição onde a aposta passa essencialmente por rodar a equipa. Jesualdo Ferreira falou comigo e disse-me que eu ia jogar, porque havia processos que tinha que assimilar e fi-lo dando o melhro de mim.

JM – Mas logo no primeiro jogo, mostrou uma adaptação espantosa...
RM – Sim, foi rápida porque na Madeira, através do técnico Rui Mâncio, tinha aprendido a enquadrar-me no 4x3x3. Com Manuel Machado, em alguns jogos, também tive a oportunidade de jogar sob esse esquema táctico e se um jogador quer atingir altos patamares tem que adaptar-se rápido, utilizando as aprendizagens anteriores. Ou seja, tudo o que aprendi com os trinadores anteriores fui pondo em prática e as coisas ficaram facilitadas. Para além disso, Jesualdo Ferreira teve o cuidado de emprestar-me um DVD, onde me foi possível observar os processos da equipa.

JM – Quer dizer então que Jesualdo Ferreira ajudou-o muito na integração?
RM – Sem dúvida. Ele preocupou-se muito com isso, inclusivamente parava muitas vezes o treino para me indicar o que pretendia que eu fizesse. Essa atitude do treinador foi deveras importante.
Senti que precisavam de mim e como tinha sido o único jogador contratado em Janeiro, senti a necessidade de esforçar-me para corresponder àquilo que estavam à espera, até porque o tempo era escasso.

JM – Como é que se sentiu nessa mudança radical, porque de repende passou de um clube de estrutura média para um outro de grande dimensão?
RM – Não me causou grande impacto, porque os portuenses são muito parecidos aos madeirenses, muito disponíveis para ajudar. Deixaram-me sempre à vontade e auxiliaram-me sempre em tudo o que foi preciso. Por isso, não foi assim tão complicado.

JM – Mas notou grandes diferenças entre o Nacional e o FC Porto?
RM – Sim, indiscutivelmente, são duas realidades bem diferentes.

JM – Nas diferenças que encontrou, o que foi que mais o surpreendeu?
RM – A responsabilidade aumentou consideravelmente. No FC Porto ninguém gosta de empatar ou perder e as pessoas exigem sempre mais.
Foi um passo importante, encarado sempre de uma forma natural e positiva.

JM – O que é que sentiu quando pisou pela primeira vez a relva do Dragão, com a camisola do FC Porto?
RM – Foi excepcional, fantástico mesmo, ainda por cima tive a oportunidade de estrear-me com o estádio quase cheio. É algo que irei recordar para sempre e transmitir depois aos filhos e aos netos.

JM – Porque optou pelo FC Porto? Era uma paixão antiga?
RM – Em primeiro lugar optei por um clube que nos últimos 25 anos ganhou 17 títulos. A nível internacional, o clube tem também um currículo invejável. Tudo isso pesou na escolha que fiz.

JM – Mas era ou não uma paixão antiga, era o seu clube dee coração?
RM – Sim é, assumo que sim. Já na época passada, tal como este ano, tive outras propostas interessantes, até finaceiramente superiores, mas o meu empresário sempre soube que a minha vontade era representar o FC Porto.

JM – Quer dizer então que o FC Porto soprepos-se ao ingresso num clube estrangeiro?
RM – Claro que sim. Posso dizer-lhe que tive a oportunidade de ir ganhar quatro ou cinco vezes mais, mas optei pelo FC Porto.

JM – Como é que foi recebido no seio do grupo?
RM – Fui recebido pelo Bruno Alves e pelo Nuno Espírito Santo que, juntamente com o Raul Meireles, representam a mística. Deixaram-me muita à vontade e ajudaram-se imenso, por isso não senti dificuldades.
Sem esse apoio que recebi, tenho a certeza de que tudo seria mais complicado.

JM – Como é que classifica a sua relação com os adeptos?
RM – É muito boa, sinto que têm por mim uma relação especial. Eles têm observado o meu comportamento, sabem que dou tudo dentro do campo, em prol da equipa e por isso penso que estão satisfeitos. Fora dos relvados, sabem que faço uma vida de acordo com um profissional que se preza, por isso...

JM – Qual é a opinião que tem sobre o presidente Pinto da Costa?
RM – É uma pessoa simples e humilde. É um presidente que já ganhou muito e que pretende continuar a ganhar títulos. Fala muito com os atletas no dia a dia, o que é bem demonstrativo da sua maneira de ser estar.

JM – Quando chegou ao FC Porto a equipa ainda tinha possibilidades de chegar ao título, hipóteses que entretanto se esfumaram. Na sua óptica, o que foi que é que falhou?
RM – Quando cheguei estávamos a quatro pontos de diferença do Benfica. No entanto, houve ali um jogo, frente ao Leixões, que foi determinante. Aquele empate, desviou decisivamente a equipa do título. Por sinal, até foi um jogo em que desfrutamos de muitas oportunidades, lembro-me até que nos escamotearam um pénalti. Acho que a partir dali as coisas alterararm-se, até porque, apesar de termos ganho o jogo seguinte, acabámos por empatar com o Olhanense e perder com o Sporting. Pelo meio, tivemos ainda a Liga dos Campeões e tudo isso influenciou.

JM – Como é que o balneário reagiu aos pesados castigos aplicados a Hulk e Sapunaru?
RM – Foi uma reacção negativa, até em função daquilo que os jogadores representam na equipa, sobretudo o Hulk que é um elemento preponderante, com qualidade suficiente para jogar em qualquer grande equipa no mundo.

JM – Acha que a quebra do FC Porto também teve a ver com esses castigos?
RM – Também fez parte, porque eles ficaram impedidos de ajudar a equipa, numa altura em que houve muitas lesões.
Ainda bem que o Conselho de Justiça da Federação reduziu as penas, porque sem Hulk o FC Porto jogava sem um extremo.
Os castigos tiveram o seu peso, mas não foi tudo, houve lesões e jogos em que tivemos a infelicidade não ganhar, alguns deles com golos marcados que só os árbitros não viram. Foi um conjunto de situações que complicaram bastante.

JM – Considera que para representar o FC Porto há que ser um jogador especial?
RM – Especial não sei, mas não tenho dúvidas de que tem de ter qualidade. Mas se tiver só qualidade e não trabalhar, tenho a certeza que não joga.

Se um dia regressar será para o União

Rúben Micael não esquece o clube que o formou. Apesar de ter iniciado a prática no GD Estreito, o médio do FC Porto viveu praticamente quase toda a sua formação no popular clube madeirense e é ali que pensa acabar a carreira, segundo afirmou.
“Nunca vou esquecer o União e espero um dia lá voltar. Foi lá que cresci, onde fiz a minha formação. Aprendi muito naquele clube, pois quando lá cheguei era um jovem rebelde. É um emblema fantástico, só tenho pena que algumas pessoas tenham dividido a colectividade pela metade, porque o União, com as condições que tem, merecia estar na divisão principal”, considera o madeirense, expressando todo o carinho pelo clube que o projectou.

CR9 é um grande exemplo

Cristiano Ronaldo é a sua referência, por tudo aquilo que o avançado representa no futebol e fora do campo. O portista não conhece pessoalmente o conterrâneo, mas no balneário os colegas que privam com CR9 já lhe transmitiram os traços da personalidade.
“Considero-o um jogador humilde e muito trabalhador. Muita gente tem uma opinião errada sobre ele. Ainda não tive o privilégio de o conhecer, mas aqui no FC Porto tenho alguns colegas que trabalham com ele na selecção nacional e que me dizem que é uma pessoa espectacular”, afirma com a simplicidade que o caracteriza.

Tragédia vivida à distância

«Só me apetecia chorar»

Rúben viveu à distância a tragédia que assolou a Madeira em Fevereiro. Foram momentos difíceis, segundo relatou.
“Não foi fácil. Senti muita tristeza. Quando olhava para a televisão e me deparava com aquelas imagens só me apetecia chorar. Só não me deixava emocionar, pela minha namorada, porque não ia ser bom. Estive sempre em permanente contacto com a família que, graças a Deus, não sofreu consequências.
A rápida recuperação operada na ilha que o viu nascer, trouxe-lhe felicidade. “Isso demonstra bem o sentido de superação dos madeirenses. Todos foram importantes, porque só assim foi possível limpar rapidamente a ‘cara’ do Funchal. Infelizmente houve pessoas que perderam os seus familiares, mas a vida continua e há que levantar a cabeça”, adiantou.

Rúben Micael foi capa na revista mensal "Dragões". Durante a entrevista, o atleta foi surpreendido pelo presidente Pinto da Costa, quando este lhe deu a conhecer ter sido escolha para ilustrar aquela publicação. Numa das páginas, o jogador tem uma afirmação curiosa: "Sou xavelha, com muito gosto".



Jornal da Madeira

“Staff” do Open superior a 200 pessoas

Sessenta estudantes do Porto Santo estão envolvidos na organização do torneio










A organização do Open da Madeira em golfe, que se disputa até domingo no campo do Porto Santo, é composta por mais de 200 pessoas, entre elementos ligados à direcção, fiscalização e divulgação de resultados. Segundo informação prestada ao JORNAL da MADEIRA pelo presidente da Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo (SDPS), Francisco Taboada, a organização contempla elementos da PGA European Tour, liderados por David Williams, cerca de 40 pessoas ligadas à SDPS e cerca de 60 jovens estudantes da Escola Secundária do Porto Santo, que já haviam participado na edição do ano passado. «Contando com os elementos da PGA, designadamente com os ingleses que estão a trabalhar connosco, juízes árbitros, elementos de fiscalização de resultados, com a equipa da Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo e com os jovens que colaboram connosco temos uma equipa superior a 200 pessoas», revelou o responsável pela organização do torneio. Francisco Taboada salientou que a preparação do Open começou em Novembro de 2009. «Tivemos a primeira reunião com o director do torneio em Novembro, depois tivemos reuniões mensais e a nossa equipa começou a trabalhar nessa altura, que incluiu a formação dos jovens da Escola Secundária do Porto Santo», referiu, realçando o «trabalho brilhante» realizado na edição do ano passado. «Dado que, no ano passado foi realizado um trabalho excelente feito por todos, este ano, usamos aquela máxima de que "em equipa que se ganha não se mexe" e decidimos manter toda a equipa, sendo também essa a vontade manifestada pelos jovens portosanteses», salientou o responsável pela SDPS. Esta experiência começa a dar frutos, sobretudo pelo entusiasmo demonstrado pelos estudantes locais em torno da modalidade que continua a crescer no Porto Santo. Segundo Francisco Taboada, alguns dos jovens que colaboraram em 2009 no Open começaram a jogar golfe. «Um deles, o Tiago Olival, começou a jogar e no Pro Am de quarta-feira já ficou em segundo lugar. O facto de terem visto alguns profissionais com 18 ou 19 anos criou neles algum entusiasmo pelo golfe e de que este é, de facto, um desporto interessante». O entusiasmo dos jovens pela modalidade fez com que, em 2009, fossem criadas duas classes de formação - uma para crianças e outra para jovens, orientados semanalmente pelo professor Andrew Oliveira. «Dessa classe já saíram jogadores como o Tiago Olival e o Francisco Silva que este ano disputaram o Pro Am», destacou Francisco Taboada. Por outro lado, a participação dos jovens no Open, garante a formação de uma equipa permanente no Porto Santo, para a realização de provas ao longo do ano, como aconteceu em 2009, aquando da organização do Campeonato Nacional de Amadores, em Abril, e do Campeonato Nacional de Profissionais, em Julho, ambas organizadas pela Federação Portuguesa de Golfe. Francisco Taboada destacou que na formação dos cerca de 60 jovens da Escola Secundária do Porto Santo a SDPS teve a colaboração da Secretaria Regional de Educação e Cultura. «Os jovens não necessitaram faltar às aulas, mas houve que fazer alguns ajustamentos em alguns horários, por isso é um agradecimento que fica registado».

Orçamento do Open em 1,1 milhões de euros

Relativamente aos custos de organização do torneio internacional, o presidente da SDPS fez questão de salientar que o objectivo deste ano é concluir a prova «sem perder, nem ganhar dinheiro», ou seja, «tentar que os apoios que tivemos sejam suficientes para a realização do torneio». O 18.º Open da Madeira está orçado em cerca de um milhão e 150 mil euros, sendo 700 mil para prémios monetários atribuídos pelo Governo Regional, 330 mil pela Secretaria de Estado do Turismo e outros 150 mil euros do sponsor privado BPI. «Além dos prémios monetários temos de pagar toda a estrutura da prova, desde os transportes às tendas montadas em todo o campo, sendo uma estrutura muito dispendiosa porque tivemos a agravavante do material que veio de Lisboa, ter ainda passado pelo Funchal, mas temos custos que estão controlados e estou convencido que iremos cumprir a prova dentro do orçamento, sem gastar mais um tostão». Francisco Taboada realçou ainda o facto do campo de golfe do Porto Santo ter aumentado o número de voltas em nove por cento, contrariando a tendência negativa registada em Portugal, na ordem dos 10 por cento, com especial incidência no Algarve, e de 23 por cento nos campos da Madeira. Sobre o torneio deste ano, o responsável pela organização não tem dúvidas em afirmar que «está a ser um sucesso», para o qual está a contribuir decididamente os bons dias de sol que têm acompanhado a prova.

Inglês James Morrison lidera




O inglês James Morrison é o novo comandante do 18.º Madeira Island Open/BPI Portugal, em Golfe, com 132 pancadas (-12 PAR), ao marcar ontem 65 “shots” na 2.ª passagem pelo percurso do Porto Santo (72). Na 2.ª posição está o escocês George Murray, com 133 pancadas, seguido do irlandês Simon Thorton, com 134. Seguem-se quatro jogadores todos com -7 pancadas que o PAR: o inglês John Parry, o espanhol Alejandro Cañizares, e os escoceses Jamie McLeary e Andrew McArthur.
O “top-10” do torneio madeirense completa-se com o sueco Steven Jeppesen, com o inglês Chris Gane e com o italiano Lorenzo Gagli.
Filipe Lima garantiu a passagem do “cut”, com 141 pancadas, três abaixo do PAR, mas caiu mais de 20 posições na tabela, após 1.º o primeiro dia no 1.º lugar, empatado com três jogadores. Lima segue agora no grupo dos 25.ºs classificados. Ontem, Lima fez 75 pancadas, piorando o resultado da véspera (66).
Os restantes 12 portugueses não passaram o “cut” (últimos dois dias de prova, onde apenas os tiveram acesso os 69 melhores no acumulado da prova). Assim, Tiago Cruz ficou no grupo dos 84.ºs classificados, com 146 pancadas (75+71), ao passo que o amador Manuel Violas (76+71), António Rosado (75-72), Hugo Santos (73+74) e Ricardo Santos (73+74) ficaram na 91.ª posição, todos com 147 pancadas. O amador Ricardo Melo (73+78) terminou no 127.º posto e dez lugares mais abaixo (137.º) acabou António Sobrinho (78+75), com 153 pancadas. Nos últimos lugares, Nuno Campino foi 145.º, António Dantas 148.º, João Pedro Sousa 153.º, Duarte Freitas 154.º, Henrique Paulino 154.º e Edgar Rodrigues 156.º.
A 3.ª volta começa de novo bem cedo, com os 69 melhores golfistas, após dois dias de prova, a lutarem pelo melhor resultado na prova. O Open conta para o Ranking Mundial de Golfe, para a Corrida para o Dubai (Ordem de Mérito do European Tour) e para a tabela europeia da Ryder Cup que este ano, no País de Gales, coloca uma vez mais em confronto as selecções da Europa e dos Estados Unidos.

Dois fazem “hole-in-one”
O alemão Bernd Ritthammer foi o primeiro jogador a conseguir um "hole-in-one", na 2.ª volta do Open da Madeira em golfe, valendo-lhe um relógio de 1.400 euros, entregue pelo presidente da Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo, Francisco Taboada. O jogador germânico, que completa 23 anos a 18 de abril, bateu um ferro 4 a 205 metros no buraco 7, levando a bola a entrar directamente no buraco desde o "tee" de saída, no mais longo PAR 3 do percurso portosantense. No final da proeza, Ritthammer mostrou-se satisfeito com a forma como conseguiu o primeiro "hole-in-one" do Open deste ano. «É a primeira vez que jogo aqui. Jogo habitualmente no "challenge tour" e recebi um convite para vir cá. O campo é lindo, os buracos junto ao mar são incríveis e agora ganho um relógio, nem tinha nenhum e este é óptimo», declarou o jogador alemão, que conseguiu o terceiro “ás” da carreira, o primeiro em competição. Um pouco mais tarde, o escocês Callum Macaulay, de 26 anos, fez o seu quinto "hole-in-one", o quarto em competição, com um "shot" de 189 metros, no buraco 9. Curiosamente, Macaulay havia já conseguido um "ás" na África do Sul, no início da presente temporada. No ano passado, o português Filipe Lima também tinha registado um "hole-in-one", então no buraco 5, durante a terceira volta ao percurso do Porto Santo.


Jornal da Madeira

sexta-feira, 9 de abril de 2010

RTP garante em 2011 cobertura mundial ao Open de Golfe

Vice-presidente do conselho de administração da televisão rendido à qualidade do torneio que decorre até domingo no Porto Santo










O vice-presidente do conselho de administração da RTP, José Marquitos, garantiu ontem ao JORNAL da MADEIRA que a televisão pública irá cobrir para todo o mundo o Open de golfe do próximo ano, comprometendo-se a estudar os meios técnicos necessários para concretizar esse objectivo. «É com muito orgulho que estamos cá e esperemos que para o ano a RTP faça mais e melhor, porque acredito que com a qualidade deste torneio, pretendemos colocar este conteúdo ao serviço de todo o mundo e essa será uma intenção da RTP em promover e tentar reunir condições técnicas para isso», revelou.



José Marquitos acompanhou o torneio que decorre até domingo no Porto Santo na companhia do Vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva e mostrou-se rendido à qualidade do Open da Madeira em golfe, evento desportivo que reúne na "ilha dourada" os melhores jogadores do tour europeu da modalidade.
Segundo aquele responsável «bastaria a obrigação de serviço público para a RTP estar aqui, fazer bem e o melhor que souber», defendendo que a televisão deve «interiorizar sempre as suas obrigações de serviço público, mas externizá-las no sentido de promover o que é bom de Portugal».
Relativamente às recentes mudanças operadas na estrutura da RTP/Madeira, com a nomeação do gestor Martim Santos para director do Centro Regional e de Gil Rosa para director de informação e de programação, José Marquitos considera que o grupo RTP «tem um compromisso muito claro com a Região Autónoma da Madeira que o de é criar todas as condições para um projecto que evolua em termos técnicos e de qualidade».
Porém, faz ver que «o dinheiro não é muito, é o que temos e que reverte das obrigações de serviço público, mas que pode ser utilizado de outra forma», daí a aposta feita num gestor para a direcção do centro da Madeira.

RTP/M terá proximidade diária às suas comunidades

Sem querer hostilizar os antecessores do canal público, o vice-presidente do conselho de Administração da RTP considerou que «agora é possível utilizar a tecnologia para termos mais racionalidade e com o mesmo dinheiro fazer mais e melhor».
Acompanhado pelo novo director da RTP/M, Martim Santos, o administrador disse esperar que o grupo RTP «saiba acolher o projecto da Região Autónoma da Madeira numa perspectiva de consciencialização de que os fundos são os possíveis, num momento de crise e que temos de respeitar e saber adaptarmo-nos aos momentos actuais».
A ideia, segundo afirmou, é a de combater o desperdício e passar a poupar, enaltecendo os resultados obtidos desde 2003.
«Se estamos em condições de poder ganhar ambição sem repetirmos erros do passado e utilizando bem o orçamento no sentido de ganhar ambição para colocar a Madeira, não numa perspectiva de um canal que é puramente para consumo interno, pode ter ambições de consumo externo. Estou-me a lembrar das bolsas de emigração por todo o mundo, onde vamos colocar a Madeira no seu quotidiano, nos canais de televisão e de rádio, ao serviço dessas comunidades», reforçou José Marquitos.

Filipe Lima surpreende na frente






O português Filipe Lima lidera o 18.º Madeira Islands Open/BPI Portugal, em Golfe, com 66 pancadas (-6 PAR), empatado com os ingleses Chris Gane e Ben Evans e com o escocês George Murray, após a 1.ª volta ao Campo do Porto Santo, ontem realizada. Na perseguição ao “quarteto” da frente estão os ingleses James Morrison e Oliver Fisher, o escocês Andrew McArthur e o francês Julien Quesne, todos com mais um “shot” (67). Lima (224.º do “ranking” mundial), que no ano passado registou o melhor resultado de sempre de um português na prova, com um 12.º posto, marcou no cartão um "eagle" (buraco 8, PAR 5), no seu 17.º buraco do dia, e quatro "birdies". «Foi óptimo. De princípio a final estive muito seguro no meu jogo. Falhei alguns “shots” no princípio, mas fiquei contente com o “eagle” no oito. Salvou um bocadinho o dia», comentou Lima, que tem como melhor resultado esta época o 29.º lugar no Open da Andaluzia, há 15 dias. O dia foi marcado por muito sol e algum vento, com os resultados a piorarem da manhã para a tarde. Até as 13h00 foram marcados 13 “eagles” - entre os quais o do português - e, até ao final da jornada, registaram-se apenas mais sete. O “cut” provisório está no PAR do campo (72), pelo que apenas Filipe Lima termina o 1.º dia dentro da “zona de qualificação” para as últimas duas voltas, que conta neste momento com 73 jogadores. A 2.ª volta, hoje, será decisiva para se ficar a saber quantos dos 14 portugueses passam o “cut” e jogarão este fim-de-semana no Porto Santo.

João Pedro Sousa, o melhor madeirense




O melhor dos três madeirenses é João Pedro Sousa, com 78 pancadas (+6 PAR). O 18.º Madeira Island Open BPI Portugal, prova do Circuito Europeu de golfe, distribui 700.000 euros em prémios monetários. Em 2010, há cerca de 80 jogadores que testaram o “Seve Course”, em 2009, mas irão deparar com um teste algo diferente. O “Championship Course” passa de Par-71 para Par-72, devido ao buraco n.º 3 regressar ao formato de Par-5 (com 493 metros) e não como no ano passado quando foi especialmente jogado como um Par-4.

Mítico buraco n.º 13 é um dos melhores do Mundo



O já mítico buraco n.º 13 apresenta uma configuração diferente, nos dois últimos dias, com um novo “tee”, mais recuado, aumentando o drama desportivo na fase decisiva da prova, ou seja, após o “cut” que só deixará passar os primeiros 65 classificados e empatados. David Williams, antigo campeão do European Tour e director do torneio nos últimos anos, considerou que «estamos perante um dos buracos mais fantásticos do Mundo, não só pela sua beleza paisagística como também pelo facto de poder ser decisivo para o resultado final do torneio. O campo do Augusta National (palco do Masters) tem três buracos críticos em termos de jogo e fantásticos pela sua beleza, mas os buracos 13 e 14 do Porto Santo Golfe são, sem dúvida, muito mais difíceis de jogar. Tal como o Amen Corner de Augusta, a esquina do campo do Porto Santo deverá igualmente ter uma denominação única e ser reconhecida em todo o Mundo».
Ontem, no final do 1.º dia, a classificação do Open estava assim ordenada:
1.ºs Filipe Lima (POR), Chris Gane (Ing), George Murray (Esc) e Ben Evans (Ing), 66 pancadas (- 6 PAR)
5.ºs James Morrison (Ing), Andrew McArthur (Esc), Julien Quesne (Fra), Oliver Fisher (Ing) e Jamie Mcleary (Esc), 67
73.º Hugo Santos e Ricardo Santos e Ricardo Melo (amador), 73
112.º António Rosado e Tiago Cruz, 75
120.º Manuel Violas (amador), 76
136.º António Dantas, 77
142.º João Pedro Sousa, Henrique Paulino, António Sobrinho e Nuno Campino, 78
152.º Duarte Freitas, 81
156.º Edgar Rodrigues, 92.



Jornal da Madeira

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Investimento tem retorno garantido

Cunha e Silva deseja que a Madeira seja no futuro um destino de golfe









O governante que falava na apresentação do Madeira Open de Golfe 2010, que decorre no Porto Santo pelo segundo ano consecutivo, adiantou que o segundo percurso na "ilha dourada", também da autoria de Severiano Ballesteros, está dependente da «retoma económica e da rentabilização dos investimentos imobiliários privados que estão projectados».
Por forma a viabilizar a realização do 18.º Madeira Island Open/BPI Portugal, com 156 jogadores em prova, dos quais 14 são portugueses, e que integra o calendário do Circuito Europeu de golfe, o Governo Regional aumentou de 500 mil para 700 mil euros o apoio.
Este é um investimento que os membros do Executivo madeirense e responsáveis pela organização da prova garantiram ter retorno, visto contribuir fortemente para a promoção da Região Autónoma da Madeira.
João Cunha e Silva garantiu que «se a situação financeira ajudar iremos concretizar o desejo de termos mais campos para, de forma decisiva, a Madeira e o Porto Santo serem destinos de golfe», realçando as virtudes do produto para o turismo da Região. «Uma coisa são os desejos que temos, outra coisa é a realidade concreta que muitas vezes torna difícil a concretização desses desejos».
E reforçou: «Perseguimos essa ideia e temos como objectivo que a nossa Região seja efectivamente um destino de golfe».
Pelo mesmo diapasão afinou a secretária regional do Turismo e Transportes. Conceição Estudante realçou que o golfe «é um produto que a Madeira vem acarinhando há longos anos e que é inquestionável em termos do seu desenvolvimento para o futuro».
A governante realçou que a prova realizada no Porto Santo, sobretudo nesta data, contribui para a ilha possa esbater a sazonalidade.
Tal como referiu «o Porto Santo é um destino para o ano todo e não apenas para o Verão e que pode oferecer diferentes produtos, dos quais o golfe se afigura como a grande aposta de Inverno, a par de outros que suportam as áreas da saúde e do bem estar».
Conceição Estudante garantiu que o envolvimento neste tipo de torneios «será permanente». «Isto é uma promessa e uma obrigação», declarou a secretária do Turismo, dirigindo-se ao presidente da Federação Portuguesa de Golfe, Manuel Agrellos.
Por seu turno, Francisco Taboada, presidente da Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo, enalteceu o facto do Governo Regional ter «aumentado em 30 por cento» o apoio à organização da prova, lembrando que na véspera da apresentação na Bolsa de Turismo de Lisboa «ainda não tinha asseguradas todas as participações em termos de patrocínios».
Aquele responsável revelou que o golfe no Porto Santo tem vindo a crescer, quando no resto do país e na Madeira a tendência é contrária, realçando que isso deveu-se à realização de provas do calendário nacional, promovidas pela federação do sector.
Finalmente, o vice-presidente do European Tour, David Williams, presente na conferência de imprensa de apresentação do torneio, teceu rasgados elogios ao percurso do Porto Santo, numa altura em que nos Estados Unidos decorre paralelamente o Masters de Augusta, a primeira prova do “grand slam”.
«Há outros torneios a decorrer, entre outras partes do mundo, mas nenhum tem buracos tão bonitos como o 13 e o 14», disse, referindo-se aos dois espectaculares buracos desenhados por Severiano Ballesteros, situados junto à falésia, com o Oceano Atlântico em "pano de fundo".
O torneio começa hoje para profissionais terminando no domingo com a entrega de prémio numa cerimónia que será presidida por João Cunha e Silva, presente no Porto Santo para acompanhar a competição.

“Ryder Cup” não fazia sentido

O vice-presidente da Federação Portuguesa de Golfe (FPG), Miguel de Sousa, disse que «não fazia sentido» uma candidatura da Madeira à organização da Ryder Cup2018, embora garanta o interesse da região em grandes torneios internacionais.
Na véspera do início da 18.ª edição do Open da Madeira, no campo do Porto Santo, Miguel Sousa explicou as razões pelas quais nunca foi equacionada a possibilidade de a região autónoma avançar com uma proposta para a candidatura portuguesa.
«Acho que era insensato admitir que a Madeira pudesse ter uma Ryder Cup», referiu o presidente da Assembleia-Geral do Clube de Golfe do Santo da Serra, explicando que a região não possui «nesta década» condições logísticas para admitir uma candidatura.
Na apresentação do projecto, a 26 de fevereiro, o presidente da comissão de candidatura de Portugal à organização da Ryder Cup 2018, Manuel Pinho, havia referido que a Madeira não integrava a lista de cinco potenciais localizações para a realização da prova. O Victoria (Vilamoura), Palmares, Herdade do Morgado do Reguengo, Golden Eagle (Rio Maior) e a Comporta são alguns dos potenciais candidatos a acolher a edição de 2018 da Ryder Cup, caso Portugal vença a corrida contra Espanha, França, Alemanha e Holanda.
Miguel Sousa adiantou que a região autónoma «não podia ser excluída de algo em que nunca esteve interessada» e sublinhou que a Madeira não teria condições para apresentar uma localização que cumprisse as exigências da prova.
Na calha está ainda um segundo campo no Porto Santo, igualmente desenhado por Severiano Ballesteros, embora a sua construção aguarde «por uma oportunidade» e pela rentabilização dos investimentos na ilha.
Miguel Sousa admite que, no futuro, a prova venha a rodar pelos dois campos já existentes (Santo da Serra e Porto Santo): «Podemos admitir que venha a alternar, não em anos seguidos, mas talvez dois ou três anos num campo e no outro».
O golfe continua a ser um dos principais cartazes da região e a aposta na modalidade continua a estar no topo das prioridades das autoridades regionais.

Robert Coles foi vencedor em ano de todos os recordes

Roberto Coles foi o grande vencedor do Pro-Am do Madeira Islands Open Golf que desde o dia de ontem se disputa no Porto Santo. O inglês fez equipa com Lino Bento, Manuel Sousa Junior e João Lopes, com um total de 56 pontos.
Na segunda posição quedou-se Eirik Tage Johansen, que teve como parceiros Joaquim L. Fernandes, Alberto B. Moura e ainda Agostinha Teixeira, com 57 pontos.
Na terceira posição e com mais um ponto que os seus antecessores ficou Julien Guerrier, que fez equipa com Paulo Martins, Tiago Olival e ainda com Henrique Lima, que somou um total de 58 pontos, isto num ano em que a competição bateu todos os recordes de participação. Hoje o Madeira Islands Golf arranca mais a sério, com os profissionais a iniciarem a prova.



Jornal da Madeira

Sport TV reúne na Madeira

Reunião anual de quadros da estação desportiva decorre de 13 a 15 de Abril
Data: 08-04-2010




A estação televisiva Sport TV vai realizar na Madeira a sua reunião anual de quadros. Durante três dias passarão pela nossa ilha cerca de 120 profissionais da empresa.



A escolha da Madeira para esta reunião, que normalmente se realiza fora de Lisboa, onde a Sport TV tem a sua sede e estúdios, resulta de "uma forma de solidariedade militante", como disse ao DIÁRIO Bessa Tavares, administrador da empresa. Esta foi a maneira mais adequada que a Sport TV encontrou para apoiar a Região Autónoma na recuperação das enxurradas do passado dia 20 de Fevereiro.

E essa "solidariedade militante" é ainda mais expressiva se tivermos em conta que, também por decisão da Administração da Sport TV, a estação televisiva irá oferecer diverso material, desde bolas a equipamentos desportivos e informáticos, aos dois clubes que foram mais afectados pelos temporais: o Andorinha, em Santo António, no Funchal, e o Desportivo da Ribeira Brava, com sede na freguesia e concelho do mesmo nome.

Bessa Tavares não revela o orçamento para esta operação da estação televisiva na Madeira, e prefere focar que o objectivo principal é a ajuda que será dada à ilha com a aquisição de alojamento e outros serviços, além do apoio directo aos dois clubes desportivos que mais sofreram com as enxurradas, já que tinham as suas sedes e equipamentos, junto das linhas de água que que se tornaram mais vulneráveis na manhã de 20 de Fevereiro.

No caso do Andorinha, revelou-nos Bessa Tavares, está até previsto um jogo de futebol com a equipa madeirense, que receberá uma 'selecção' dos melhores executantes do desporto-rei, escolhidos entre os quadros da Sport TV.

No ano passado, a reunião anual dos quadros da estação, teve lugar fora de Lisboa, numa quinta. Este ano a escolha foi para a Madeira, pelos motivos que já foram referidos. Da parte da Sport TV há a intenção de que nos dois clubes que serão apoiados, no Funchal e na Ribeira Brava, os equipamentos doados sejam utilizados pelos jovens em idade escolar que vivem nas áreas de influência de ambos os emblemas.

Base no Sto. da Serra


Os quadros da Sport TV serão divididos em dois grupos de 60 pessoas cada, "porque as emissões não irão parar", como nos esclareceu Bessa Tavares.

A base será no 'Enotel Santo da Serra'. O primeiro grupo virá nos dias 13 e 14 de Abril e o segundo de 14 a 15 de Abril. À Madeira deslocam-se também administradores e responsáveis da estação.


DN Madeira

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Parada de “estrelas” no Porto Santo

18.º Madeira Islands Open/BPI Portugal promete competitividade, equilíbrio e espectáculo na “ilha dourada” entre hoje e o próximo domingo




O 18.º Madeira Islands Open/BPI Portugal volta a ser o 1.º torneio português no calendário oficial de 2010 do PGA European Tour, o Circuito Profissional Europeu de Golfe. Com 700 mil euros em prémios monetários, o evento desportivo da Região, de regularidade anual, que maior divulgação internacional merece, começa amanhã e prolonga-se até domingo (dia 11) e terá honras de abrir a época de torneios do European Tour em Portugal, depois de ter sido anunciado o adiamento do Estoril Open de Portugal para Junho. Hoje decorre o já tradicional “PRO-AM”, com 208 jogadores, entre amadores e profissionais.


O Madeira Islands Open/BPI Portugal realiza-se pelo 2.º ano consecutivo no panorâmico percurso do Porto Santo Golfe, desenhado pelo “monstro sagrado” da modalidade, Severiano Ballesteros. Em disputa o 2.º mais antigo torneio português na 1.ª Divisão do Circuito Profissional Europeu.
O ano passaado, as estrelas do European Tour manifestaram-se agradavelmente surpreendidas pela qualidade do traçado do Porto Santo Golfe, que se distingue pelas vastas vistas oceânicas. O torneio viria a ser ganho pelo argentino “Tano” Goyá, com seis pancadas abaixo do Par, enquanto que Filipe Lima, com duas acima do Par, terminou no 12.º lugar (empatado com o sueco Jarmo Sandelin e o francês Jean-Baptiste Gonnet), estelecendo um novo recorde nacional no evento madeirense.
A alteração de data, de finais de Março para esta altura permite a participação de jogadores que costumam iniciar mais tarde a sua época em solo europeu. O 18.º Madeira Islands Open/BPI Portugal será o 15.º torneio do PGA European Tour de 2010, conta para o Ranking Mundial de Golfe, para a Corrida para o Dubai (Ordem de Mérito Europeia) e para a tabela europeia da Ryder Cup.
O escocês Callum Macaulay é actualmente o recordista do Campo, graças às 64 pancadas que assinou no cartão do último dia de prova. Mas se em 2009 as 64 pancadas representaram sete abaixo do Par, este ano uma volta com esse “score” seria equivalente a menos oito, dada a alteração do Par do Campo de 71 para Par 72, à semelhança do sucedido, também em 2009, nos Campeonatos Nacionais de Amadores e Profissionais, ambos realizados no Porto Santo Golfe, meses depois do Madeira Islands Open.
A outro nível, David Williams, director de torneios do European Tour, que há vários anos desempenha essas funções no Madeira Islands Open, é um confesso adepto do 13.º buraco do Porto Santo Golfe. «Estamos perante um dos buracos mais fantásticos do Mundo, não só pela sua beleza paisagística como também pelo facto de poder ser decisivo para o resultado final do torneio. O campo do Augusta National (palco do Masters) tem três buracos críticos, em termos de jogo, e fantásticos pela sua beleza, mas na minha opinião os buracos 13 e 14 do Porto Santo Golfe são, sem dúvida, muito mais difíceis de jogar. Esse conjunto de três buracos de Augusta foi denominado de “Amen Corner” e penso que a esquina do Campo do Porto Santo deverá igualmente ter uma denominação única e ser reconhecida em todo o Mundo», sublinhou o inglês.
Para a sua 18.ª edição está garantido um lote de estrelas do European Tour que integra 10 jogadores classificados no “top-100” da Corrida para o Dubai (Ordem de Mérito Europeia): Richie Ramsay (29.º), Fredrik Andersson (45.º), James Morrison (79.º), Robert Coles (80.º), Alejandro Canizares (89.º), Mark Brown (91.º), John Parry (93.º), Michiel Bothma (97.º), Pelle Edberg (99.º) e Michael Hoey (100.º). Merecem especial destaque o escocês Richie Ramsay, por ter ganho o Open da África do Sul na presente temporada, o norte-irlandês Michael Hoey, que no ano passado sagrou-se campeão do Estoril Open de Portugal, em Cascais; e o sul-africano Michiel Bothma, recente vencedor do Telekom PGA Championship, um dos mais importantes torneios do Sunshine Tour, o circuito profissional da África do Sul, onde é o actual n.º 6 do “ranking.”.


Representação nacional de 13 elementos na “ilha dourada”
Onze profissionais e dois amadores


A representação nacional no 18.º Madeira Islands Open/BPI Portugal estará a cargo de 11 profissionais e dois amadores. Os profissionais portugueses são os oito primeiros classificados da Ordem de Mérito da PGA de Portugal de 2009: Filipe Lima, Ricardo Santos, António Sobrinho, António Rosado (campeão nacional da categoria), Nuno Campino, Tiago Cruz, Hugo Santos e Henrique Paulino.
Filipe Lima obteve, no ano passado, a melhor classificação de sempre de um português no Madeira Islands Open e terminou a época como n.º 2 do Challenge Tour, “ranking” que lhe permitiu regressar em 2010 ao convívio com a elite do European Tour. Ricardo Santos e António Sobrinho venceram recentemente dois torneios cada um no Iberian Golf Tour e o mais novo dos irmãos Santos ainda triunfou na 1.ª edição do Torneio SportTV Golfe. Tiago Cruz é, neste momento, um dos melhores jogadores do EPD Tour, o circuito profissional na Alemanha, tendo carimbado uma vitória e um segundo lugar no último mês. Outra das marcas a registar no torneio é a participação de 14 membros do “top-20” do “Ranking” do Challenge Tour de 2009 que, por isso mesmo, subiram esta época por mérito próprio ao European Tour.

Três madeirenses a competir

A estes juntam-se os madeirenses João Pedro Sousa (13.º), Duarte Freitas (21.º) e Edgar Rodrigues (26.º). Os amadores são o campeão nacional Ricardo Melo Gouveia e o n.º 1 do “Ranking” Nacional BPI da Federação Portuguesa de Golfe de 2009, Manuel Violas.
Em termos de cobertura televisiva, a RTP-M vai transmitir todos os dias um espaço dedicado ao torneio. Para além disso, o canal European Tour Productions vai transmitir imagens todos os dias, sendo que, no sábado e domingo, os dois dias das finais em que vão estar os melhores jogadores, vão transmitir para todo o mundo, com 35 minutos diários. Esperam os organizadores - Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo - chegar a 250 milhões de lares.


Recorde nacional hoje no Campo
208 jogadores no “PRO-AM”


Um total de 208 jogadores – 156 golfistas amadores convidados pela organização e 52 representantes do circuito profissional europeu – disputará hoje a tradicional jornada que abrirá o 18.º Madeira Islands Open/BPI Portugal: o já tradional “PRO-AM”. A organização apostou muito em convites a golfistas que ainda não conhecem o Porto Santo, pois um dos principais objectivos da prova é a promoção da ilha e das condições extraordinárias que tem para umas férias relaxantes e repousantes. Ao contrário do habitual em “PRO-AMs” do European Tour, a maioria dos jogadores não reside no Porto Santo, com um forte contingente de estrangeiros e de convidados vindos do Continente. Entre os amadores destaque figuras dos mais variados sectores da sociedade portuguesa, como o casal Mercedes e Francisco Balsemão, Fernando Sequeira, Filipe Soares Franco, Graciano Góis, José Carlos Agrellos e José Roquette. A Federação estará bem representada, com destaque para as presenças do seu presidente e vice-presidente, respectivamente, Manuel Agrellos e Miguel de Sousa.


Apresentação hoje. A apresentação oficial da 18.ª edição do Madeira Islands Open/BPI Portugal, o torneio do PGA European Tour, de 700 mil euros em prémios monetários que, pelo 2.º ano consecutivo, vai desenrolar-se no Porto Santo Golfe acontece hoje. A conferência de Imprensa terá lugar no Pestana Porto Santo Resort, às 18:30 horas, antecedendo a cerimónia de entrega de prémios do “PRO-AM”, que proporcionará uma confraternização entre 156 amadores e 52 profissionais, das 8h15 às 19h30.


Jornal da Madeira

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ronaldo muito perto de um novo recorde

Real Madrid espera que o Madeirense marque ao Gijón para estabelecer nova marca



Marcar em cinco jornadas consecutivas era uma marca que Cristiano Ronaldo já tinha conseguido na Premier League, ao serviço do Manchester United. Agora no Real Madrid, o madeirense igualou esse feito, mas os “merengues” querem mais e esperam que o internacional português volte a fazer o gosto ao pé no próximo jogo, frente ao Sporting de Gijón, para estebelecer uma nova marca pessoal. Ronaldo já apontou 22 golos ao serviço do Real, 15 dos quais na Liga espanhola e 7 na Liga dos Campeões


O golo apontado ao Valladolid, no jogo da jornada passada da Liga espanhola, fez com que o madeirense Cristiano Ronaldo igualasse a sua melhor marca, ao ter apontado golos durante cinco jornadas consecutivas. O feito já tinha sido alcançado quando o internacional português jogava na Premier League, ao serviço do Manchester United. Contudo, os adeptos do Real Madrid aguardam que o “craque” conseiga fazer o “gosto ao pé” na próxima jornada, no Santiago Bernabéu, na recepção ao Sporting de Gijón.
Com efeito, Cristiano Ronaldo marcou consecutivamente ao Xerez (2), Villarreal, Tenerife, Sevilha e Valladolid (todos da Liga espanhola), igualando o seu recorde pessoal. Curiosamente, o madeirense marcou nos últimos seis jogos em que actuou, já que aí se inclui também o jogo com os franceses do Lyon, da Liga dos Campeões, em que Ronaldo também conseguiu marcar, pese o facto de não ter conseguido evitar a eliminação da equipa na competição.
No campeonato inglês, Cristiano Ronaldo tinha feito mesmo, quando marcou de forma consecutiva ao Derby County, Bolton, Liverpool, Aston Villa y Middlesbrough. Nessa mesma época, o internacional luso marcou 42 golos, numa temporada memorável que lhe valeu a conquista da Bota de Ouro, Bola de Ouro e o título de melhor jogador do Mundo.


Madeirense já rendeu 22 golos ao Real Madrid

Cristiano Ronaldo tem já 15 golos marcados na Liga espanhola, em 17 encontros e diz a estatística do jornal espanhol “Marca” que o futebolista português fez já 120 remates à balizaa dos adversários
A estes 15 tentos marcados no campeonato, estão ainda por contabilizar os sete golos marcados pelo jogador na Liga dos Campeões, pelo que a soma diz-nos que Ronaldo já marcou 22 golos com a camisola dos “merengues”.




Jornal da Madeira

Carlos Costa abre em Abril Festa do Desporto Escolar

No dia 27 realiza-se o concerto e um espectáculo gímnico dedicado à biodiversidade
Data: 17-03-2010




Carlos Costa é o artista convidado para edição deste ano da Festa do Desporto Escolar, a realizar-se no próximo dia 27 de Abril. A cerimónia no Estádio dos Barreiros começa pelas 21 horas e terá como tema 'Biodiversidade: Conhecer Para Proteger', abraçando assim a temática atribuída internacionalmente ao ano de 2010.

Este deverá ser o primeiro concerto do jovem cantor do Porto Moniz na Madeira depois da sua participação no concurso de talentos 'Ídolos', em que ficou em terceiro lugar, e do início da digressão 'Idolomania', que vai percorrer diversos palcos do país. Na Região, Carlos Costa vai assegurar a segunda metade da festa, estando a primeira reservada para o espectáculo gímnico coordenado por Manuela Vieira.

Já antes de ser concorrente do 'Ídolos', Carlos Costa deu alguns concertos na Madeira, sobretudo no Porto Moniz, tendo vencido competições a nível regional. Agora regressa com outro destaque e com outra preparação e com um leque de temas conhecidos, entre eles certamente alguns dos temas que interpretou durante a sua passagem pelo concurso da SIC.

A par da participação de Carlos Costa, a edição deste ano da Festa do Desporto Escolar fica marcada pela redução do número de participantes na sessão de abertura devido às obras que estão a decorrer no Estádio e que obrigam ainda ao corte no número de espectadores. Assim, a organização vai reservar dois mil lugares para as escolas e os restantes três mil para o público, mediante a aquisição de um ingresso, também ele com preço reduzido. As entradas custam três 'fedelhos' (euros) e podem ser adquiridos no Gabinete Coordenador do Desporto Escolar, que é responsável pela organização do evento, à Rua do Seminário, na Loja do Cidadão ou no próprio local, se ainda houver lugares disponíveis.

O espectáculo gímnico está a ser preparado desde Janeiro. De uma forma interactiva e pedagógica, o espectáculo vai retratar a biodiversidade da Região e apelar à preservação. "Dançando a terra, a água e o ar, num hino à força da natureza como força da vida, os alunos em quatro grandes coreografias - 760 alunos cada - representarão as várias espécies de seres existentes", adianta o Gabinete.

O evento está dividido em três grandes momentos: uma aula aberta sobre a biodiversidade na Região; um segundo a partir da ideia da Natureza como força da Vida; e um terceiro em que são apresentados os principais ecossistemas mundiais, sempre com o objectivo de chamar a atenção "para a necessidade de uma maior consciência dos valores ambientais que permita um desenvolvimento sustentável, onde Homem e a Natureza saem reciprocamente valorizados". O espectáculo gímnico termina com o facho, os hinos e a declaração de abertura.

A Festa do Desporto Escolar decorre até ao dia 30 de Abril, colocando em competição alunos dos 1º, 2º e 3º ciclos e secundário. Os vários encontros serão espalhados pelos diversos recintos desportivos do Funchal.

Carlos Costa

Carlos Costa tem 17 anos. É natural do Porto Moniz, concelho que deixou para seguir os estudos em Lisboa. A vertente de artista falou no entanto mais alto, tendo deixado a escola para dedicar-se aos palcos.

Canta desde os quatro anos. Ao longo do percurso fez várias formações em canto, dança e representação. Em termos de espectáculos de maior impacto, participou na primeira e segunda edição do musical 'High School ' e em 'O Livro Da Selva', antes de entrar no 'Ídolos'. Actualmente, o cantor acompanha os restantes finalistas na digressão 'Idolomania'.


DN Madeira

segunda-feira, 15 de março de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Inaguração do Estadio dos Barreiros 05-05-1957

A Selecção da Madeira jogou com a Selecção de Portugal B e perdeu por (2-5)


domingo, 7 de fevereiro de 2010

Madeira beneficiada com 7% dos incentivos aos eventos

Trindade aprovou 430 mil euros de apoios ao Open de Golfe e Rali
Data: 07-02-2010



Dois eventos da Madeira vão absorver 7% dos apoios previstos na linha 2 do Programa de Intervenção Turística (PIT) que o Governo da República criou. Bernardo Trindade, o madeirense que é Secretário de Estado do Turismo, formalizou o apoio de 330 mil euros ao Open de Golfe da Madeira, bem como 100 mil euros para a organização do Rali Vinho Madeira.

O apoio do Turismo de Portugal reveste-se de importância determinante na concretização destes eventos, já que no caso do torneio de golfe o apoio garante cerca de 30% da verba necessária para a organização do mesmo, que ascende a um milhão de euros.

Recorde-se que o Open da Madeira em Golfe, a jogar no Porto Santo Golf, conta para o Circuito Europeu e constitui-se como o maior evento promocional do turismo da Madeira, já que é divulgado em todo o mundo em mais de 350 milhões de lares, através não só das imagens televisões, como de reportagens em revistas e jornais.

Para garantir a operacionalização do evento, o Orçamento da Madeira garante um apoio de meio milhão de euros.

No caso do Rali Vinho Madeira, a comparticipação do Estado cobre apenas 10% das despesas. Deste modo a organização conta com mais de 650 mil euros do Governo Regional, contributo importante para garantir a cobertura dos encargos, que ascendem a um milhão de euros.

Nota curiosa é dada pela circunstância das duas candidaturas madeirenses terem um peso significativo nos 6 milhões de euros que o sistema de incentivos disponha, com a particularidade do Turismo de Portugal ter registado candidaturas no valor de 150 milhões de euros.

Disponíveis estão incentivos para a linha 1 - Requalificação de infra-estruturas - tendo Bernardo Trindade mostrado abertura em viabilizar uma candidatura da Madeira que permitisse uma recuperação em grande escala das levadas e respectivos percursos pedonais e turísticos, já que é entendimento do Turismo de Portugal de que este é um 'produto' diferenciador e que acrescenta valor ao destino.

O Turismo de Portugal entende, também, que a Madeira tem condições para apresentar uma candidatura que potencie as 'noites', a partir de eventos concebidos para os turistas e que aproveitem as condições únicas de tempo que ao longo de todo o ano a Região oferece.

Num ano em que a contenção é a palavra de ordem, o orçamento do Turismo foi reforçado em 0,8%, tendo Bernardo Trindade à sua disposição 314 milhões de euros. As verbas inscritas para a promoção - 50 milhões de euros - mantêm-se, sendo claro que a aposta nos fundos de rota são para manter, dispondo a iniciativa.pt de um orçamento de 25 milhões de euros.

GASTRONOMIA

É a grande aposta de 2010 do Turismo de Portugal. Uma grande campanha de promoção e valorização da gastronomia portuguesa. Porque Bernardo Trindade quer que Portugal seja conhecido pelo clima, segurança, património, praias e campos de golfe, mas também pela riqueza dos seus pratos tradicionais. Com foco na abundância e diversidade permitida por águas que não sendo ricas, são em grande área. Uma campanha que pode incluir a Madeira, isto naturalmente se as entidades e associações empresariais estiverem atentas.


DN Madeira

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

99% das expropriações estão negociadas para o Campo de Golfe da Pta Pargo

Só quatro terrenos por resolver

Data: 25-01-2010






Os trabalhos para a construção do Campo de Golfe na Ponta do Pargo - um investimento avaliado em 16,4 milhões de euros, que deverá estar concluído até ao Verão do próximo ano - estão no terreno há duas semanas com praticamente todos os terrenos expropriados e negociados.

Com o processo de expropriação dos prédios absorvidos pelo campo de golfe quase concluído e que se estima tenham custado cerca de 20 milhões de euros, quatro máquinas escavadoras do consórcio Somague e Zagope procedem já desde meados deste mês, à limpeza dos terrenos, repartida por três frentes de trabalho.

Promovida pela Ponta Oeste - Sociedade de Promoção e Desenvolvimento da Zona Oeste da Madeira, o projecto que se estende por cerca de um milhão de metros quadrados, tem a 'assinatura' do conceituado golfista de renome mundial, Nick Faldo, autor do 'desenho' que pretende ser uma alavanca de desenvolvimento não só para a freguesia do extremo Oeste da ilha da Madeira, mas também para o concelho da Calheta e para a própria Região.

A assessoria da Ponta Oeste garante que "já estão adquiridas 90% das parcelas de terreno, todas elas por comum acordo entre as partes". Dos 10% das parcelas que estão por adquirir, sustenta o promotor que "9% das mesmas já estão negociadas", sobrando "apenas quatro pequenas parcelas, que representam menos de 1% do total da área total, que ainda estão a ser negociadas", concretizou.

"Vejam quantos 'loucos' vieram atrás de mim"

A ex-proprietária de uma significativa área de terrenos de heranças de família, confirma a inexistência de qualquer litígio neste processo. "Tínhamos muito terreno que já foi adquirido para o campo de golfe e esse dinheiro já nos foi pago", assegurou Rosaria Abreu Gouveia. "Há apenas umas pontinhas que foram medidas ultimamente mas ao que nos garantiram, serão pagas agora no início do ano", acrescentou a autarca e presidente da Casa do Povo local.

Curiosamente a sua residência (sítio do Campo de Baixo) ficará envolvida pelo campo de golfe, mas não é abrangida pela expropriação. Uma situação que não a incomoda. Antes pelo contrário. "Cheguei aqui primeiro. Quando vim para aqui (1989) todos me chamavam de louca por vir para um sítio onde não morava ninguém. Vejam agora quantos 'loucos' vieram atrás de mim", diz, apontando para as outras moradias entretanto construídas nas redondezas.

"Aquilo que eu sei é que todas as casas já construídas ficam", refere, satisfeita por passar a residir praticamente 'dentro' do campo de golfe. "Agora que vem o campo de golfe vou sair!? Fico aqui dentro", assegura com agrado.

Rosaria Gouveia aguarda agora com natural expectativa pela concretização do projecto. "Se nos outros lugares é bom (campo de golfe), também aqui há-de ser bom", perspectiva. Conhecedora da realidade da freguesia, diz-se convicta que "tudo aquilo que está legal já está resolvido. Se há algum por receber deve ser algum engatezinho por causa dos registos", vaticina.

Outra figura de 'peso' é Manuel Garrido. "Segundo dizem ainda falta algum para pagar. Mas a maioria já está pago. No meu caso já está pago ou negociado. O que falta é só alguma ponta por aqui ou por ali, mas prometeram-me pagar até Fevereiro".

O 'decano' dos Garridos realça contudo que "as obras são bem vindas", e só lamenta que estas só agora se perspectivam vir a serem concretizadas, quando a freguesia "já está meio desabitada e a população residente ser envelhecida".

100 hectares na envolvente ao farol

São cerca de 100 hectares na envolvente à zona do emblemático Farol da Ponta do Pargo que ficará implementada esta infra-estrutura, a ser construída em duas vertentes. Uma de torneio com um grau de dificuldade maior (6.257 metros) e outra mais acessível para amadores com 5.878 metros. Terá 18 buracos 'championship' e um 'pitch and put' de nove. O projecto contempla ainda a construção de um campo de treino, vocacionado para iniciação ou condições especiais de jogo.

O recinto possibilitará uma versatilidade de opções aos jogadores, sendo que aos profissionais e em competições, o desafio é de 71 pancadas como o par ideal, e 72 para os amadores.

Dez lagoas serão colocadas estrategicamente de forma a aumentar o nível de dificuldade do jogo, e contribuir como função estética e funcional de reserva de água. Um club house servirá de ponto de apoio onde os jogadores e visitantes poderão usufruir de um restaurante e bar, uma pró-shop, recepção e balneários.


DN Madeira

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Campo de golfe já tem máquinas nos terrenos

Infra-estrutura localizada na Ponta do Pargo pronta em 2011 e com privados interessados







Já começaram as obras para a construção do campo de golfe da Ponta do Pargo, no concelho da Calheta. O presidente da Sociedade de Desenvolvimento Ponta do Oeste, Paulo Sousa, em declarações ao JM, sublinha que, nesta fase, está-se a fazer a limpeza dos terrenos e a montagem do estaleiro para a empreitada propriamente dita. As máquinas iniciaram ontem a sua tarefa.
Paulo Sousa lembra que o campo de golfe da Ponta do Pargo, um empreendimento da responsabilidade da Vice Presidência, através da Sociedade de Desenvolvimento Ponta do Oeste, deverá estar concluído até finais de 2011.
O projecto do campo, recorde-se, é da autoria de Nick Faldo, um dos mais conhecidos nomes do golfe à escala mundial, e pretende ser, conforme já por mais de uma vez enfatizou o vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, uma alavanca de desenvolvimento não só da freguesia da Ponta do Pargo, mas também da Calheta e da Região. Este investimento tem já investidores privados interessados, sendo que um deles é o grupo britânico Morgan Forbes, segundo o site do mesmo.
Segundo informações veiculadas no site da Vice Presidência, a infra-estrutura será construída em duas vertentes, uma de torneio com um grau de dificuldade maior (6.257 metros) e outra, mais acessível, para amadores, com 5.878 metros.
Ainda segundo a mesma fonte, «o campo foi projectado por forma a conciliar a beleza da zona com a própria orografia do terreno, permitindo aos jogadores combinar a espectacularidade das vistas sobre a montanha e sobre o mar com um grau de dificuldade necessário ao desafio».
A infra-estrutura terá dezoito buracos “championship” e um “pitch and put” de nove. Será igualmente construído um campo de treino, vocacionado para iniciação ou condições especiais de jogo.
O recinto, lembra ainda o site, possibilitará uma versatilidade de opções aos jogadores. Aos profissionais e em competições, o desafio é de 71 pancadas como o par ideal. Aos amadores, 72. O campo terá, ainda, dez lagoas que serão colocadas estrategicamente por forma a aumentar o nível de dificuldade do jogo, mas também com uma função estética e funcional de reserva de água.
Realce-se ainda a existência de um Club House, que servirá de estrutura de apoio aos jogadores e visitantes. Será servido por um restaurante, um bar, uma pró-shop, uma recepção, balneários e outras facilidades.
Com vista a garantir o retorno do investimento, este campo terá uma componente imobiliária.
No site, lembra-se ainda a importância daquele investimento como potenciador do desenvolvimento da freguesia e como elemento de fixação das populações da Ponta do Pargo e freguesias vizinhas, já que irá gerar postos de trabalho e incentivar o surgimento de outros investimentos, sobretudo privados.
A construção desta infra-estrutura pretende complementar a oferta da Madeira neste segmento de mercado, assumindo-se como um investimento importante para ajudar a colocar a Região no roteiro dos destinos mundiais da modalidade.



Jornal da Madeira