Mostrar mensagens com a etiqueta Ambiente. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ambiente. Mostrar todas as mensagens

sábado, 8 de maio de 2010

Bandeira Azul para 15 praias

Cerimónia nacional do primeiro hastear da Bandeira acontece no Garajau, a 1 de Junho








Este ano, Portugal vai ter 240 praias e 14 marinas com a Bandeira Azul, um número inédito que regista mais 14 zonas balneares do que o ano passado, com a entrada no programa de 13 novas praias e a reentrada de 28. Na Madeira, foram apresentadas 16 candidaturas (15 praias e uma marina), sendo que todas elas foram aceites. Recorde-se que, na Região, em virtude da catástrofe climatérica que se abateu em Fevereiro sobre a ilha, o número de Bandeiras Azuis decresceu, havendo menos uma marina.
Ora, da lista de praias galardoadas da ABAE, temos que no Funchal vão ostentar o galardão a Barreirinha, o Clube Naval, a Ponta Gorda/Poças do Governador, Poças do Gomes/Doca do Cavacas e Formosa. Em Santa Cruz, teremos Palmeiras, Roca Mar, Galo e Garajau. No Porto Santo, há a registar o egresso à lista da praia da Calheta, que se junta à Fontinha e Ribeiro Salgado. Em São Vicente, a Bandeira vai ser hasteada no complexo da Ponta Delgada, o mesmo acontecendo na Ribeira do Faial (Santana). A norte, as piscinas naturais do Porto Moniz vão voltar a manter a bandeira.
Quanto às marinas, apenas a da Quinta do Lorde figura entre a lista, sendo que em relação à do Funchal, e em consequência do temporal, nem foi apresentada candidatura.
Apesar de tudo, João Correia, director regional do Ambiente, mostra-se satisfeito com o anúncio da Associação Bandeira Azul da Europa, dadas as circunstâncias do inverno. «Se não fosse a questão do Lido e a Ribeira Brava – que até já tinham apresentado a candidatura, mas depois foi retirada -, ficaríamos com o mesmo número do ano anterior. Face ao que aconteceu, é um número satisfatório», comentou.
Ainda assim, subsistem algumas dúvidas, sendo que o caso da Barreirinha é o que merece maiores atenções. «É o caso mais complicado, em termos da execução da estação elevatória. Mas, dos contactos que tenho mantido com a Câmara – e temos ainda dois meses -, a ideia é a de que a 21 de Junho tudo estará concluído», disse.
Outros complexos estão também a ser alvo de pequenas obras, mas que não comprometem, para já, o hastear do galardão máximo da qualidade das praias.

Santa Cruz quer Dia das Desertas









De salientar ainda que, este ano, a cerimónia de hastear da primeira Bandeia Azul terá lugar no próximo dia 1 de Junho na praia do Garajau, em Santa Cruz. A este respeito, João Correia diz que decorre de uma «atenção especial» da Associação, perante o temporal que se abateu na Madeira.
«Sugerimos essa hipótese de ser feita cá, que foi prontamente aceite e correspondido. O programa da apresentação será agora definido pela própria ABAE, mas nada está definido ainda», disse.
Visivelmente orgulhoso com a decisão estava, ontem, José Alberto Gonçalves, autarca de Santa Cruz. «De facto, acho que temos feito o possível e os necessários esforços para ter algumas bandeiras azuis no município», sublinhou, embora reconheça que, este ano, «tem sido complicado devido à intempérie cujos efeitos ainda se vão sentido».
A zona que merece maior atenção está centrada na faixa Porto Novo/Palmeiras, em virtude das muitas obras de contenção e preparação de pontes que fazem com que ainda se verifique muito movimento de terras no leito das ribeiras, que vai desaguar ao mar.



Jornal da Madeira

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Região prevê plantar 510 mil árvores



Data: 06-05-2010

A Região tem projectos para plantar 510 mil árvores nas serras do Paul, de Santo António e de São Roque. O anúncio foi feito ontem pelo deputado do PSD Vicente Pestana, durante o visita do seu grupo parlamentar à zona dos Estanquinhos.

Essa acção está dependente de sete projectos em desenvolvimento pela Secretaria do Ambiente e dos Recurso Naturais, que já os candidatou a financiamento europeu.

Se forem bem conseguidos, serão rearborizados 666 hectares de floresta e, em simultâneo, construídos quatro pontos de água para combate a fogos florestais.

No final dos trabalhos, estarão também construídos mais 10 Km de caminhos na floresta.

O investimento global será de cinco milhões de euros.

A reflorestação das serras da Madeira foi anunciada como uma das prioridades do Governo Regional, logo após a intempérie de 20 de Fevereiro. O principal objectivo é evitar que situações como a então ocorrida tenham efeitos tão devastadores.

No entanto, a reflorestação das serras é um trabalho que tem vindo a ser feito há alguns anos, de forma continuada.


DN Madeira

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Madeira poderá evitar taxa de CO2 nos aviões

Penalização prevista situa-se entre os 12 e 15 euros já em 2012


A aplicação da taxa de CO2 aos passageiros até 2012 poderá conhecer uma evolução favorável para a Madeira e não constituir a penalização prevista, que será de um valor entre os 12 e os 15 euros por passageiro de avião. Quem o admitiu ontem em Bruxelas foi Ana Paula Laissy, da Direcção-Geral de Política Regional.




Ana Paula Laissy, da Direcção-Geral de Política Regional, admite que em regiões ultra-periféricas como a Madeira se poderão encontrar respostas favoráveis para que em 2012 a proposta de comércio de emissões de dióxido de passageiros de avião não seja penalizante com um valor que poderá ir de 12 a 15 euros, por passageiro, como compensação pela pegada ecológica resultante do Carbono (CO2) na aviação civil na União Europeia.
Ontem, em Bruxelas, durante uma reunião que teve com uma comitiva de empresários, quadros da ACIF e jornalistas, composta por 15 pessoas que vieram da Madeira, Ana Paula Laussy recordou que já houve uma negociação intermédia que apontava para alguma compensação do Estado para atenuar o efeito desta taxa no sentido de não representar mais encargos para os passageiros, já de si penalizados por viverem em ilhas, além de prejudicar o turismo na medida em estaria a penalizar um destino forçado a aplicar em detrimento de outro que não o aplicasse.
Uma preocupação que Duarte Rodrigues, presidente da ACIF – Câmara de Comércio e Indústria da Madeira, espera ver realmente ultrapassada. Além disso, admitindo que não haja volta a dar ao texto, o empresário diz que a Região Autónoma poderia ser compensado na sua utilização da via marítima, quase que em exclusivo, para o transporte de mercadorias. Lembra que o programa Marco Polo prevê incentivos à opção pelos meios marítimos em detrimento dos rodoviários, pelo que fazia todo o sentido ser tido em linha de conta nas negociações e contrapartidas para uma região ultra-periférica como a Madeira.

Reunião importante para
as regiões ultra-periféricas


Na reunião que decorreu durante todo o dia de ontem em Bruxelas na sede da Comissão Europeia, Ana Paula Laissy teve ocasião igualmente de falar acerca da reunião que está marcada para o próximo dia sete. Trata-se de uma importante reunião das regiões ultra-periféricas (RUP) da União Europeia que vai decorrer nas ilhas Canárias. Um evento onde será assinado um Memorando no qual ficarão consagrados pretensões das diferentes regiões entre as quais se incluem a da Madeira.
Segundo revelou Ana Paula Laissy, trata-se da resposta da Comissão Europeia às pretensões das diferentes regiões que há muito reclamam ser ouvidas em questões particulares que não têm sido tidas em linha de conta nas directivas gerais, precisamente pelas suas especificidades, que pouco pesam em relação ao todo da União Europeia. Entre essas questões que vão estar em cima da mesa consta a pretensão de haver ajudas aos passageiros dos transportes marítimos, a exemplo do que acontece com os transportes aéreos. No fundo, o que as regiões pedem são mais políticas “ad-hoc” para resolver problemas concretos. Questões como o POSEI, que considera ser um bom exemplo disso mesmo.
Ana Paula Laissy admite que essa pretensão em concreto deverá ser aprovada no Memorando que levará pretensões das regiões ultra-periféricas a serem tidas em linha de conta na preparação das linhas orientadoras da Comissão Europeia até 2020.
Depois das ilhas Canárias, as regiões ultra-periféricas vão estar novamente na agenda de trabalhos, com a realização pela primeira vez do fórum das RUP, que vai decorrer em Bruxelas nos próximos dias 27 e 28.



Jornal da Madeira

terça-feira, 4 de maio de 2010

Inaguração do Parque Fotovoltaico do Porto Santo






Presidente do Governo Regional aguarda por mais investimentos nacionais
Jardim apela à autoridade democrática do Estado

O presidente do Governo Regional apelou ontem à autoridade democrática do Estado para evitar que a situação do país piore de dia para dia. O repto de Alberto João Jardim surgiu no decurso da inauguração do Parque Fotovoltaico do Porto Santo, um investimento privado de 9 milhões de euros. Em Outubro deste ano, abre um novo parque, de maiores dimensões, nos terrenos da Zona Franca da Madeira.



O presidente do Governo Regional apelou ontem à autoridade democrática do Estado. Na inauguração do primeiro Parque Fotovoltaico da Região, instalado no Porto Santo, o chefe do Executivo lembrou que «os órgãos que governam este País estão legitimados democraticamente», pelo que «há que encontrar as soluções e fazer exercer a autoridade democrática do Estado, porque senão a situação irá piorar de dia para dia».
Na presença de vários empresários que assistiam à abertura do novo Parque Fotovoltaico, um investimento totalmente privado da empresa Eneratlântica Energias, S.A., o chefe do Governo Regional garantiu-lhes «que podem continuar a acreditar na Madeira».
«Se depois do que sucedeu (intempérie de 20 de Fevereiro) fomos capazes de em dois meses resolver as coisas como resolvemos, V. Exas têm a percepção do que é trabalhar connosco. E podem crer que nós estamos aqui para aguardar os vossos investimentos e para continuarmos a levar o País para a frente», referiu Jardim.
Para Alberto João, Portugal precisa de soluções, inclusivamente através de uma revisão constitucional, de modo a que «cada parte do território nacional, de acordo com as suas características, tome as decisões que interessam ao País e que reforçam a coesão nacional».
Defendeu ser «preciso flexibilizar tudo o que sejam condições para se fazer investimento em Portugal», disse ser «escusado andarmos com burocracia que atrapalha os investimentos» e considerou ser «absolutamente doentio andar a ver estratégias políticas ou discursos que exigem do Estado mais subsídios, mais dinheiro para consumo e menos por horas de trabalho, menor produtividade».
Assim, «não se vai a parte nenhuma», avisou, acrescentando que Portugal está hoje «pior do que o Estado de Providência».
Por isso, apelou à autoridade democrática do Estado para inverter o caminho que o país tem percorrido.
Já sobre o projecto da responsabilidade da Eneratlântica Energias, S.A., Jardim afirmou que o mesmo vai ao encontro de uma aposta da Região nas energias limpas.
«Nós, neste momento, atingimos os 20%. Ora, este é o objectivo que a União Europeia fixava a partir de 2020. A Região Autónoma, mesmo sem ter rios e barragens, pôde já neste ano de 2010 atingir o objectivo», destacou Jardim, dando os parabéns ao vice-presidente do Governo Regional e à sua equipa, «porque têm feito um trabalho de grande entusiasmo no sentido de, a tempo, ganharmos esta corrida das energias limpas».
Alberto João Jardim também avançou que o projecto de produção de biocombustível a partir de microalgas vai iniciar-se ainda este ano no Porto Santo.
«O nosso objectivo é em 2016 a ilha do Porto Santo ser um “case study”, não apenas em Portugal mas em toda a União Europeia», definiu o presidente, destacando também as consequências positivas que tal objectivo terá para o turismo, especialmente do norte da Europa, mais sensível às questões ambientais.
Nos próximos seis anos, o Governo Regional quer que o Porto Santo tenha uma dependência de 97% das energias limpas.
O presidente do Governo falou ainda das dificuldades que o país atravessa, mas fê-lo com uma atitude positiva.
«Nós queremos demonstrar ao país que nós não queremos, não devemos, não podemos parar, seja quais forem as circunstâncias em que estejamos mergulhados».


A OBRA

O primeiro parque fotovoltaico na Região foi construido numa área de cerca de 60 mil metros quadrados, em terrenos adquiridos ou arrendados sendo o seu promotor a empresa Eneratlântica Energias, S.A, enquanto a empresa construtora foi a Efacec. Foram edificados 11.136 painéis, com uma potência instalada de 2 MW e uma produção anual de energia eléctrica estima em 3.506 MW/hora, o que garantirá o abastecimento de 50% da ilha, fora do período de Verão. O custo do investimento é de 9 milhões.


«País não vira a cara à luta»



O secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, destacou ontem a importância do investimento em energias limpas para o turismo do Porto Santo.
«Não há dúvida nenhuma que vivemos num mundo global e aqueles que nos visitam são cada vez mais exigentes e informados», pelo que as energias renováveis assumem um «aspecto essencial» na sustentabilidade do destino, referiu o secretário de Estado, durante a inauguração do Parque Fotovoltaico do Porto Santo.
«Se a energia e turismo são duas apostas do Governo (da República) para, no fundo, afirmar e singrar num futuro próximo, seguramente que intervenções com esta valorizam muito a aposta nas energias renováveis e no turismo de qualidade, mas valorizam sobretudo um país que não vira a cara à luta», destacou Bernardo Trindade.
Por outro lado, o secretário de Estado sublinhou que o país está hoje confrontado com uma situação económica muito difícil, com um nível de exposição em termos internacionais inegualável, e «a melhor resposta a esta ameaça internacional é ter uma atitude liderante, que visa reposicionar o país naquilo que todos nós esperamos: ser um país activo, de gente empreendedora e com capacidade de intervenção», referiu.
Presente na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal do Porto Santo disse que a ilha está a meio da estratégia delineada há alguns anos e que visa torná-la auto-sustentável em termos energéticos.
«Começámos com as energias eólicas, temos agora as fotovoltaicas e espero que proximamente tínhamos também o biocombustível», disse.


Novo parque inaugurado em Outubro





O administrador executivo da empresa Eneratlântica Energias, S.A, o antigo líder do PSD Luis Marques Mendes, anunciou ontem que o novo parque fotovoltaico da Região, que está a ser construído nos terrenos da Zona Franca Industrial da Madeira, no Caniçal, e que terá três vez mais capacidade do que o parque de 2 Mega Watts ontem inaugurado no Porto Santo, será inaugurado em Outubro deste ano. «Não paramos, não estagnamos. É certo que as dificuldades são grandes, mas a Região e o país precisam não de quem passe a vida a dizer mal, mas de quem faça e tenha coragem», destacou Luis Marques Mendes. O administrador executivo referiu ainda que, apesar de a lei não o exigir, a empresa fez um estudo de impacto ambiental onde foi criado o parque. Sublinhou ainda que houve atenção da empresa para com as indicações da Câmara Municipal e para com as pretensões das populações.



Jornal da Madeira

Fotos Antigas do jardim Botânico da Madeira Engenheiro Rui Alves






Engenheiro Rui Vieira Fundador do Jardim Botânico da Madeira








Rui Manuel da Silva Vieira nasceu em 29 de Março de 1926, na freguesia de São Martinho, concelho do Funchal. Em 1951, licenciou-se em Engenharia Agronómica no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, tendo entrado depois para os Serviços Agrícolas da Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal (DAF). Ali realizou importantes trabalhos de investigação nas áreas da sanidade vegetal (com ênfase para a Mosca da Fruta), horticultura, fruticultura, floricultura e viticultura. Foi Director desde a criação em 1954 da Escola Prática Elementar de Agricultura, que funcionou no Palácio dos Zinos, no Lugar de Baixo, freguesia e concelho da Ponta do Sol. Conheço alguns Técnicos Profissionais que se formaram lá e que foram alunos do Engenheiro Rui Vieira, havendo muitos deles que trabalham na Direcção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural. Em 1960, fundou o Jardim Botânico da Madeira (que agora tem o seu nome) e foi o seu primeiro director. De 1965 a 1969, foi deputado à Assembleia Nacional e entre Fevereiro de 1971 e Setembro de 1974, Presidente da Junta Geral do DAF. Em 1976, foi vogal da Junta Regional e de Planeamento da Madeira, com o pelouro da Agricultura, Indústria e Pescas. Aquando da formação do Governo Regional, foi Director de Serviços para a área da Agricultura. Foi eurodeputado em 1995 e 1996, como independente pelo CDS/PP. Faleceu em 29 de Agosto de 2009. Esta biografia foi obtida através de artigos de Catanho Fernandes deste Diário e Tolentino de Nóbrega do Público. Desde cedo, o Engenheiro Agrónomo Rui Vieira publicou inúmeros artigos científicos em revistas da especialidade e na imprensa escrita da Região, bem como vários livros, dos quais destaco, "A Mosca da Fruta na Ilha da Madeira" de 1952, uma edição do Grémio dos Exportadores de Frutas e Produtos Hortícolas da Ilha da Madeira. Esta obra foi baseada no seu Relatório Final de Curso, que obteve a notável classificação de 19 valores. Nas "Palavras prévias" escritas pelo Professor Baeta Neves, este afirma que “(...) E embora o trabalho do Engenheiro Rui Vieira não tivesse sido o primeiro com tal orientação, o que é certo é que foi o melhor entre todos até então executados em Portugal. Do autor direi que foi, como aluno, um dos mais distintos do seu curso, revelando cedo o seu grande interesse pelos assuntos que escolheu como especialidade; hoje, como engenheiro agrónomo entomologista, é entre os novos um dos que têm mostrado maior entusiasmo e saber”. Em Dezembro de 2002, a Câmara Municipal do Funchal editou "Flora da Madeira – Plantas Vasculares Naturalizadas no Arquipélago da Madeira", o seu derradeiro livro. Numa tarde em finais de Agosto de 2007, acompanhado pelo meu Amigo e Colega Ricardo Costa, tive a oportunidade de conversar com o Engenheiro Rui Vieira sobre Agricultura madeirense, na varanda do bar do magnífico "Choupana Hills Resort and Spa". Da meia dúzia de vezes que falei com ele, aquele encontro, por ter sido o último, é inesquecível, pois mais uma vez demonstrou que era um conhecedor da realidade agrícola regional. Foi uma lição de sapiência para mim. Até sempre, Senhor Engenheiro Rui Vieira!

DN Madeira

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Estacionamento pago em todo o Funchal

Câmara põe fim aos 8 mil lugares de estacionamento grátis na capital madeirense
Data: 15-04-2010



A autarquia funchalense quer acabar com os oito mil lugares de estacionamento gratuitos na cidade. A ideia foi defendida ontem, em Lisboa, pelo vice-presidente da Câmara, Bruno Pereira, numa intervenção na conferência 'Território, Acessibilidade e Gestão de Mobilidade', promovida pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), no âmbito do CIVITAS. Trata-se de um programa europeu, que pretende fomentar políticas para "um transporte mais limpo e melhor" nas cidades, ao qual já aderiu Funchal, Coimbra e Porto.

À margem do encontro, Bruno Pereira esclareceu ao DIÁRIO que "o combate ao estacionamento gratuito tem sido feito aos longo dos anos" e é para continuar. "O estacionamento é das melhores formas de gerir a mobilidade", explicou, acrescentando que se existem muitos lugares à disposição há muito tráfego na cidade. " O ideal era que pudéssemos ter controlo sobre todos os lugares de estacionamento", afirmou, sublinhando que só assim será possível "gerir oferta e procura pelo preço". Esta estratégia vem ao encontro da estratégia da Câmara, que anunciou esta semana que vai passar a ter a ser responsável pelo controlo do parqueamento irregular na baixa da cidade, libertando a PSP para outras actividades operacionais.

O responsável lembrou ainda que cidades históricas da Europa, como Talin, já cobram "cinco euros por hora", para incentivar o uso de transportes públicos. No Funchal, diz que ainda não é possível este cenário, nem o fim imediato dos parques gratuitos. "Tudo isto tem de ser trabalhado de forma integrada", esclareceu. "Sem alternativas criadas não é possível fazer essa exigência às pessoas", frisou. Por isso, Bruno Pereira anunciou que vai ser lançado ainda este ano pela autarquia o 'Park and Ride', um sistema de parques na periferia da cidade, apoiado por transportes públicos.

De bicicleta para o centro

Esta não é, contudo, a única medida para tornar a mobilidade na capital madeirense mais limpa. O vice-presidente anunciou ainda que a aposta na ciclovia da estrada monumental é para manter. Apesar de a tragédia que assolou o arquipélago ter originado uma reorientação das obras públicas, o concurso para a segunda fase (da rotunda do Rotary ao Lido) avança ainda este ano, assegurou. Bruno Pereira escusou-se, contudo, a avançar uma data para arranque da obra, uma vez que terá de haver expropriações.

Quando já for possível chegar ao centro de bicicleta, o responsável espera que os funchalenses aderiam a este transporte mais ecológico. E para quem teme os declives, apresentou uma solução: 'O Bus and Ride', ou seja, a possibilidade de combinar autocarro com bicicleta.


DN Madeira


Para resolver o Problema dos Declives poderia ser pensado um sistema como este que tem na cidade de Trondheim na Noruega

Jardins da Madeira são nicho turístico



Data: 15-04-2010

Raimundo Quintal considera que os jardins da Madeira representam "um importante nicho turístico", com potencialidades ímpares que justificam uma aposta em termos de promoção no exterior.

Uma ideia forte deixada pelo geógrafo e investigador madeirense ontem à tarde, numa conferência subordinada ao tema 'A importância dos jardins como nicho turístico na Madeira' e proferida no Centro de Estudos de História do Atlântico (CEHA).

Raimundo Quintal lembra que a Madeira dispõe de um "património riquíssimo" ao nível dos jardins, que representam "uma simbiose entre a natureza e a cultura" e de que são bons exemplos o Jardim Botânico, o Jardim Tropical Monte Palace e a Quinta do Palheiro Ferreiro. Que, destaca, "são, hoje em dia, uma marca à escala europeia e mundial".

Contudo, há também espaços que necessitam de uma profunda intervenção, de que são exemplos os jardins do Santo da Serra e da Quinta das Almas, na Camacha. Este último, defende o geógrafo madeirense, pode mesmo assumir-se como "a âncora para o desenvolvimento da Camacha".

Tal como acontece, de resto, com o jardim da Quinta do Imperador, que é propriedade da Região mas cuja exploração foi entregue a uma empresa privada. E que Raimundo Quintal que diz estar "a regredir desde há três anos".

O investigador diz ser fundamental "ter uma rede de jardins" para poder atrair o referido nicho turístico, a exemplo do que sucede África do Sul, na região do Cabo, na Cornualha (Inglaterra) e na ilha de Vancouver (Canadá). E para elucidar o potencial deste mercado, lembra que, há dois anos, 19 milhões de pessoas pagaram para visitar os jardins de Inglaterra.

No caso da Madeira, regista Raimundo Quintal, esse potencial é elevado, até porque, devido às condições do clima, "os jardins podem ser visitados durante todo o ano".

Para isso, preconiza, "é preciso que haja uma estratégia muito clara de promoção da Madeira através deste segmento dos jardins", mas fazendo uma ligação "à descoberta da natureza". Até porque, acrescenta, "mesmo para os visitantes mais idosos é possível esta conciliação", por exemplo observando a Laurissilva em zonas mais acessíveis como o Ribeiro Frio, o Chão dos Louros, o Fanal e as Queimadas.

Raimundo Quintal termina revelando que 31 por cento dos turistas que se deslocaram à Madeira em 2008 pagaram para visitar o Jardim Botânico e cerca de 22 por cento para poderem visitar o Jardim Monte Palace.


DN Madeira

terça-feira, 13 de abril de 2010

81% já tem luz limpa

A Madeira iniciou em 2009 uma viragem histórica pois já está a produzir energia renovável suficiente para abastecer 81% das casas
Data: 12-04-2010







Rui Rebelo, presidente da Empresa Electricidade da Madeira, revelou ao DIÁRIO que o ano de 2009 consubstancia os primeiros resultados significativos da estratégia e a linha orientadora da política energética regional.

Qual foi a contribuição das energias renováveis na produção de electricidade?
A contribuição atingiu a percentagem de 22,4% - na ilha da Madeira 23% - antecipando num ano o objectivo previsto de 22% para 2010. Comparativamente à média dos anos precedentes, verificou-se uma subida de 50% da penetração das energias renováveis, o que significa que Madeira já em 2009 produziu energia verde suficiente para assegurar as necessidades de consumo de electricidade de cerca de 81% do sector residencial (doméstico) da Região, prevendo que em 2013 assegurará mais de 100%.

A condição de ilha é um condicionamento de uma maior penetração das renováveis?
À semelhança das demais ilhas de pequena dimensão, a Madeira dispõe de um sistema eléctrico isolado, sem capacidade de interligação com outros centros de produção e de consumo, situação que condiciona fortemente a penetração de energias renováveis.
Em redes isoladas não é possível importar energia, pelo que o sistema tem de auto-sustentar-se, não sendo tecnicamente fiável construir um sistema eléctrico apenas com base em energias intermitentes dependentes da ocorrência de determinadas condições atmosféricas (chuva, vento, sol, etc.). Nestas situações, é tecnicamente sabido que a base do sistema é sempre garantida por energia térmica.

São esses os únicos handicaps?
Não, nas redes isoladas e de pequena dimensão, ainda existem outros constrangimentos, não menos importantes, que derivam da fraca procura de energia eléctrica nas horas de 'vazio', em que o consumo de electricidade, sendo muito reduzido, condiciona a produção de energia renovável.
Se tomarmos em consideração o período Outono/Inverno, nas horas de vazio, quando chove, a capacidade produtiva já instalada na Madeira - hídrica e eólica - é quase suficiente para satisfazer todo o consumo, pelo que, para instalar mais capacidade renovável é forçosamente necessário induzir o aumento do consumo nas horas de vazio. Simultaneamente, existem sérios e complexos problemas técnicos relacionados com a estabilidade e fiabilidade da rede, que é bastante afectada quando a percentagem de energias renováveis é elevada.

O que mais contribuiu para o o encaixe de 22,4% de energia renovável?
O ano de 2009 beneficiou de um regime hidrológico bastante favorável. Essa percentagem será, no entanto, ultrapassada no corrente ano de 2010 e, seguramente, em 2011, pois a previsível menor contribuição do sistema hidroeléctrico será superada por uma melhor eficiência de exploração dos parques eólicos e da prevista entrada em exploração de dois parques fotovoltaicos.

Quais são as vossas próximas apostas?
Está já em curso o processo de transformação do sistema hidroeléctrico da Calheta que, para além de contribuir para o aumento da componente hidroeléctrica, que passará a usufruir adicionalmente de dois grupos hidroeléctricos de 15 MW cada, alimentados por uma barragem de 1.000.000 de m3 de acumulação e ainda de uma estação elevatória de 15 a 20MW, possibilitará a instalação de cerca de mais 25 MW de potência eólica. Estas intervenções permitirão usufruir de um aumento de produção de 70 GWh, o equivalente ao consumo anual do concelho de Machico ou de Câmara de Lobos em ano médio de energias renováveis.

Significa isso que a partir de 2012 a componente renovável voltará a crescer?
Sim, e de forma acentuada, sendo, agora, razoável considerar-se que em 2013 atingir-se-á 26%.

Existem outros investimentos em curso?
Está em estudo, para executar entre 2015/2017, a remodelação do Sistema Hidroeléctrico da Serra de Água, que prevê a instalação de um novo grupo hidroeléctrico com potência da ordem dos 15 MW e o reforço da potência instalada eólica em cerca de 10 MW, o que irá permitir um acréscimo de produção de 38 GWh.
Em ano renovável médio esta produção será mais que suficiente para satisfazer as necessidades anuais de electricidade do concelho da Calheta ou da Ribeira Brava, podendo assim com a sucessão dos investimentos programados, estabelecer o objectivo de atingir, pelo menos, os 30% de penetração das energias renováveis em 2016/2017.

Não está previsto o reforço da capacidade produtiva instalada por via de investimentos em outras energias limpas ?
Existem projectos ao nível da energia fotovoltaica (17 MW até 2012) e a microgeração, da qual se espera um crescente contributo. A Região segue, igualmente com muita atenção, os avanços tecnológicos noutros domínios da energia renovável, que evidenciem a prazo, potencial de se apresentarem como soluções consistentes, seguras e competitivas, como sejam a energia das ondas, solar, hidrogénio, geotermia e outras.
Como testemunho deste forte empenho, é de salientar a instalação, na ilha do Porto Santo, da pilha de hidrogénio, projecto piloto na área dos dispositivos de armazenamento de energia.

Qual é o grande objectivo das políticas delineadas?
A Região propõe se atingir em 2016/2017, com toda a segurança, o 'target' de 30% de produção de energia eléctrica com recurso a fontes renováveis.

Compramos menos fuelóleo reduzindo a poluição

É uma vitória de Cunha e Silva, o vice-presidente que tem no Governo Regional a tutela da energia. Porque através das apostas feitas pela Empresa de Electricidade da Madeira foi possível, pela primeira vez, "reduzir a produção de origem térmica em mais de 80 GWh, o que significa uma redução na importação de 18.090 toneladas de fuelóleo e na emissão de 55.782 toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera" constata com evidente satisfação Rui Rebelo.

Com a produção de energia limpa, a Região poupou muitos milhões de euros, situação que nunca ocorreu com esta dimensão. Considerando as cotações correntes, as emissões de poluentes evitadas pela produção renovável em 2009 representaram uma poupança de 1,9 milhões de euros em aquisições de licenças de emissão de CO2 e uma economia de cerca de 18,6 milhões de euros com a redução de importações de derivados de petróleo.
Por outro lado, a Madeira evitou a emissão de 149,2 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) e a importação de 48,4 mil toneladas de fuel, "o que realça amplamente o alcance refere o presidente da 'eléctrica' madeirense.

Ainda de acordo com Rui Rebelo, "para além do impacto que as energias renováveis têm sobre o ambiente, importa realçar o enorme alcance que estes investimentos têm na macroeconomia de regiões, como a nossa, fortemente dependentes da importação de produtos petrolíferos".
Na opinião deste especialista, "a Região comunga, aliás, da opinião da União Europeia, que considera que o sector eléctrico pode dar um grande contributo no combate à crise, através do reforço de investimentos em infra-estruturas energéticas, em tecnologias limpas de produção e ainda em tecnologias mais eficientes em utilização de energia".

De acordo com a estratégia, quando a Região produz electricidade com recursos endógenos renováveis, "o que está e pretende fazer-se cada vez mais é substituir importações de combustíveis por despesa interna regional, com efeito multiplicador na economia, por via do aumento do rendimento, do emprego e da procura agregada, com impactos muito positivos na balança de rendimentos e no valor acrescentado bruto da Região", enfatiza o nosso entrevistado.
Para o presidente da EEM, "graças ao efeito de substituição da despesa externa por interna - pagamentos a empresas sedeadas na Região em vez de pagamentos por importação de petróleo - é possível gerar crescimento económico, mais investimento, mais conhecimento por via de mudança tecnológica, mais emprego, mais rendimento, mais bem-estar e mais riqueza. Em termos práticos e objectivos, aumenta sustentadamente o Produto Interno bruto da Madeira".

Poupar 252 milhões em apenas 10 anos

Para o grande mentor da política energética regional, "com a concretização do plano de expansão de energias renováveis, espera-se que entre 2009 e 2017 seja possível evitar a emissão de 1.830 mil toneledas de dióxido de carbono (CO2) e a importação de 594 mil toneladas de fuel, traduzindo-se numa poupança de 252 milhões de euros".

Dada a crescente pressão da procura sobre os combustíveis petrolíferos e os crescentes limites à emissão de gases de efeito de estufa, Rui Rebelo não tem dúvidas que "apostar numa boa gestão das renováveis é, indiscutivelmente, garantir um futuro com desenvolvimento sustentável.
Os objectivos da Região são muito claros e bastante ambiciosos. Pretende-se uma melhoria contínua do parque electroprodutor com incorporação de centros produtores eficientes e, sempre que possível, não emissores de CO2".

É neste enquadramento que a Região, face à real impossibilidade de assegurar o abastecimento de electricidade só com recurso a fontes renováveis, tem, ainda, em curso "dois grandes projectos visando a substituição do fuel óleo na produção de electricidade, por matérias mais limpas e amigas do ambiente.
São os casos dos projectos de introdução de gás natural, cujo concurso de pré qualificação dos concorrentes será agora lançado, bem como a instalação de uma unidade de produção de bio-combustível na ilha do Porto Santo, com início dos respectivos trabalhos no mês de Julho próximo, anuncia o Rui Rebelo.

Produção eólica duplicou

A Madeira está apostada em cumprir as directrizes da União Europeia com o objectivo de garantir a regra dos 'três vintes' até 2020. Para que isso seja possível tem planeando e implementando adequados projectos em várias vertentes do sector eléctrico, "especialmente ao nível do parque produtor hídrico/eólico através de uma nova filosofia de exploração das centrais hidroeléctricas existentes, marcadamente de Inverno, transformando-as em funcionamento reversível, permitindo a sua exploração durante todo o ano independentemente da ocorrência de pluviosidade, mediante a retenção, acumulação e bombagem de água. A bombagem de água, que ocorre durante os períodos de vazio viabiliza, em simultâneo, uma maior penetração de energia eólica".

Segundo assume Rui Rebelo, em marcha está "um programa de acção muito ambicioso mas absoluta e comprovadamente fazível, iniciado no ano de 2007 com a transformação do sistema hidroeléctrico dos Socorridos, que proporcionou o aumento da potência eólica instalada de 8,6 MW para 37 MW, permitindo um acréscimo de produção anual na ordem de 60 GWh, sendo superior ao consumo anual dos três concelhos do norte da Madeira (Porto Moniz, São Vicente e Santana).

Uma vez que esta potência eólica foi progressivamente ligada à rede ao longo do ano de 2009, o seu efeito na produção de energia eléctrica no ano foi apenas parcial. Ainda assim, a produção eólica de 2009 mais que duplicou o valor do melhor ano até então", constata.
Para este responsável, "foi a combinação perfeita da realização e exploração destes investimentos hídrico/eólicos que fez progredir, significativamente, a penetração da componente renovável no mix total de produção".





DN Madeira

sábado, 10 de abril de 2010

Flores perto da produção de equilíbrio

Revelou Secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais








O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais revelou ontem que a Madeira caminha para o ponto de equilíbrio na produção de flores.
Presente na conferência de imprensa de apresentação da Festa da Flor 2010, Manuel António referiu que tem havido uma grande evolução no sector. Uma evolução que se traduz no incremento dos hectares utilizados na sua produção.
Entre 2000 e 2009, passa de 41 hectares para 80. Isto resultou no aumento do número de flroes, que passam de 3,4 milhões para 4,7 milhões no período referido.
Outra consequência foi o valor já que de 1,8 milhões de euros passou para 2,8 milhões de euros.
Em termos concretos da Festa da Flor, o governante sublinhou a crescente utilização de flores produzidas na Madeira no evento.
Disse que em 2008, 67% das flores eram madeirenses e que, o ano passado aumentaram para 72%.
Para este ano refere que ainda não está quantificado, mas que será, concerteza superior.
Contudo, deixou bem claro que nunca atingirá os 100 por cento. Isto porque, conforme sublinhou, a Madeira não está interessada que assim seja porque isso traduziria um excesso de oferta fora desta altura de pico no seu consumo.



Jornal da Madeira

Troféu simboliza o renascer do destino

Entregue ontem aos vencedores da 54ª Exposição floral da “Festa da Flor” 2009







A O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais sublinhou esse facto e, na realidade, os troféus da exposição floral da Festa da Flor entregues ontem aos vencedores da edição de 2009 não poderiam simbolizar melhor o que a Madeira pretende com a edição deste ano das festividadse em honra das flores. Dos calhaus na base, a simbolizar o mau tempo do dia 20 de Fevereiro, emerge vencedor uma flor, um jarro.
Cada um dos vencedores recebeu esta obra de arte da autoria de João Egídio. São troféus alusivos aos concursos temáticos de floricultura integrados na 54ª Exposição Floral da “Festa da Flor”, que decorreu de 23 a 28 de Abril de 2009.
Nos concursos, divididos em três grandes áreas temáticas: “Flores Cortadas ou Hastes”, “Plantas Vivas em Vaso” e “Arranjos Florais”, foram avaliadas 28 sub-categorias técnicas, e distinguidos 19 floricultores e empresas do sector, os quais, no seu conjunto, obtiveram um total de 82 prémios.
São prémios atribuídos que decorreram da ponderação de vários atributos, com destaque para o aspecto geral, onde se inclui o volume, a cor, o vigor e o estado sanitário da folhagem e flores, e a raridade dos exemplares apresentados. Além disso, os prémios expressam o reconhecimento da excelência e qualidade técnica das produções patenteadas pela generalidade dos concorrentes amadores e profissionais. Os primeiros, empenhados cultores de uma paixão genuinamente madeirense por plantas e flores, e os segundos, floricultores competentes que vêm alicerçando um dos mais prestigiados e valiosos sectores da actividade agrícola regional.
Ao conjunto de prémios conferidos a cada participante corresponde o já referido troféu.


Jornal da Madeira

Bombeiros recebem nove novos carros

As viaturas são destinadas ao combate de fogos florestais
Data: 10-04-2010



(Foto Via Blog Sergio@Cruises)

As nove corporações de bombeiros da Madeira vão dispor, em breve, de novas viaturas preparadas para o combate a incêndios florestais, adquiridas pelo Governo Regional no âmbito do processo de renovação das frotas.

Três desses veículos pesados - que são todos de marca Mercedes, modelo Unimog - já se encontram na Região devidamente equipados com as mais recentes inovações para o combate aos incêndios florestais e prontos para serem entregues a outras tantas corporações de bombeiros, o que deverá acontecer ainda durante o corrente mês de Abril.

As restantes seis viaturas, que estão a ser carroçadas pela empresa aveirense Jacinto Marques de Oliveira, especializada no equipamento de carros de bombeiros, deverão chegar à Região até ao próximo Verão. É que a intenção do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros da Madeira é que todos os veículos estejam já ao serviço das diversas corporações de bombeiros no início da época de combate aos incêndios.

A aquisição destes veículos tem a comparticipação de verbas da União Europeia, no âmbito do Programa Operacional de Valorização do Potencial Económico e Coesão Territorial da RAM - Intervir+. A corporação de Bombeiros Voluntários do Porto Santo é a única que não irá receber qualquer viatura de combate a incêndios florestais, atendendo não só às características da ilha, mas também ao facto de dispor de meios operacionais considerados suficientes para acorrer a estas situações específicas de fogos.

DN Madeira





http://www.jacinto-lda.com/

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Corrida de carros solares na Escola da APEL em Maio




Data: 08-04-2010

Os alunos do projecto CO2 Zero da Escola da APEL vão testar os seus modelos de carros solares numa corrida no início de Maio. Com o nome 'Corrida Mário Casagrande', o evento pretende homenagear o antigo director da escola e apelar ao uso das energias renováveis.

Venâncio Camacho, o professor que coordenou do projecto CO2 Zero no âmbito da sua profissionalização como docente, refere que os carros foram construídos pelos alunos ao longo do ano lectivo. Todos os modelos são movidos a energias renováveis e a corrida de Maio é para testá-los, ver como se portam na prática. Ou seja, em andamento e em competição com os outros modelos a concurso.

A escolha do nome de Mário Casagrande para a corrida de carros solares pretende ser uma homenagem ao emblemático director da Escola Secundária da APEL, falecido há um ano e meio. "É uma forma de lembrar o padre Mário Casagrande", sublinha o organizador da corrida de carros solares da APEL, prevista para o princípio de Maio, nas instalações da escola secundária.


DN Madeira

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Mais resíduos exportados

Sociedade Ponto Verde registou perto de 15 mil toneladas no ano passado





A Região enviou, no ano passado, 14.987 toneladas de resíduos à Sociedade Ponto Verde para reciclagem e valorização, o que se traduz num aumento na ordem dos 12%, que foi o crescimento verificado a nível nacional em 2009. O director regional do Ambiente diz que os números revelam que o esforço dos cidadãos tem sido satisfatório.

De acordo com a Sociedade Ponto Verde, em 2009, a Região mandou para o continente 14.987 toneladas de resíduos para reciclagem ou valorização. Um valor que, segundo a referida empresa, é superior ao registado em 2008 em cerca de 12%, sendo este o aumento verificado a nível nacional.
Os dados da Sociedade Ponto Verde revelam que o vidro continua a representar a maior fatia de resíduos enviados para reciclagem, com 6.708 toneladas, seguindo-se o papel, com 6.512 toneladas, o plástico com 1.092 toneladas e metal com 518 toneladas.
De realçar, no entanto, que em termos de volume, o número de contentores com papel enviados para reciclagem continua a ser superior ao dos restantes resíduos, um dado que resulta das características deste material, que é muito mais leve que os demais enviados para exportação.
O director regional do Ambiente, contactado pelo JORNAL da MADEIRA, confirma que, nos últimos três anos, precisamente, 2007, 2008 e 2009, «tem havido uma subida na percentagem de resíduos separados e enviados para a Sociedade Ponto Verde».
Embora admita que o valor total da produção anual de resíduos na Região possa ter diminuído em 2009, a verdade é que, segundo João Correia, a percentagem de resíduos retomados pela Sociedade Ponto Verde, para reciclagem ou valorização, é superior. Tal como afirmou, isso indica que «o esforço feito pelos cidadãos para a recolha selectiva tem-se mantido bastante satisfatório».
Um outro dado a ter em conta, segundo João Correia, e que decorre também de uma maior sensibilidade por parte dos cidadãos para as questões ambientais, será a reutilização de embalagens, um dos vértices da política dos três “r”, precisamente, reduzir, reutilizar e reciclar.
É ainda de referir que, durante o ano de 2009, a Sociedade Ponto Verde assegurou, em todo o território nacional, a retoma de 600 mil toneladas de resíduos de embalagens, representando um aumento de mais 12% relativamente a 2008. Uma evolução que acompanha a tendência de crescimento verificada desde o início de actividade da entidade gestora responsável em Portugal pelo correcto encaminhamento para reciclagem das embalagens usadas


Jornal da Madeira

domingo, 4 de abril de 2010

Lagoa do Santo com obras iniciadas no final do Verão

Recuperação irá para concurso durante o mês de Maio; Na Portela será construída uma lagoa nova e no Juncal uma barragem







As obras de recuperação da lagoa do Santo da Serra deverão ser iniciadas no final do Verão, prevendo-se que a mesma esteja pronta em Agosto do próximo ano, a tempo de aproveitar as águas de Inverno para encher. A notícia foi avançada ao JORNAL da MADEIRA pelo presidente da empresa de Investimentos e Gestão da Água (IGA), que adiantou que em princípio a obra irá para concurso durante o mês de Maio.
Pimenta de França refere que a lagoa do Santo «chegou ao final da vida útil» e que «tem de sofrer uma remodelação completa». Além disso, embora a sua recuperação já estivesse prevista, essa necessidade persiste agora ainda mais, dado que esta infra-estrutura foi fortememente afectada pelas intempéries que assolaram a Região. Tal como explicou o nosso interlocutor, e como podemos constatar pela foto, a lagoa está neste momento praticamente em terra devido aos temporais. Primeiro, os ventos fortes verificados no dia 22 de Dezembro do ano passado arrancaram as telas da lagoa. Agora, o temporal de 20 de Fevereiro veio acentuar ainda mais os estragos já causados. Por esta mesma razão, a lagoa não irá funcionar este ano.
Ainda assim, o presidente da IGA frisa que à custa disso não irá faltar água, tendo em conta os trabalhos de aumento das aduções à própria lagoa que foram feitos. É que, recorda o responsável, a lagoa tinha uma determinada capacidade que nunca foi atingida porque a mesma apresentava problemas de roturas – chegava a um certo nível e não enchia mais. Mas, acrescenta, «mesmo que enchesse, também não havia como transportar mais água».
Por isso, explicou que o trabalho que foi feito na zona de Santa Cruz e de Machico à volta da lagoa consiste na criação de uma origem alternativa à própria infra-estrutura, que é a lagoa das Águas Mansas, na Camacha, e um sistema de interligação entre esta e a do Santo, que já está feito, bem como a ampliação da única origem que até então prevalecia para a lagoa do Santo da Serra, que é a Levada da Serra do Faial, que foi remodelada para duplicar a sua capacidade de transporte.
Assim sendo, Pimenta de França afirma que «neste momento nós podemos fazer obras na lagoa, porque vamos ter mais água na Levada da Serra do Faial e temos a origem alternativa nas Águas Mansas». «Podemos fazer a obra sem prejudicar o regadio» e, por outro lado, «podemos fazê-la porque já temos como colocar lá mais água, uma vez concluída».
Por outro lado, será construída uma nova lagoa na Portela, a qual, segundo o nosso interlocutor, também estará concluída no verão do próximo ano.

Barragem do Juncal
a concurso este ano


Os investimentos no sector da água irão abranger também a construção de uma barragem no Juncal, nas vertentes a sul do Paúl da Serra, uma obra que irá para concurso ainda este ano - cujo projecto está praticamente concluído – e que Pimenta de França acredita que também será possível concluir no próximo ano.
O responsável adianta que esta infra-estrutura irá contribuir directamente para reforçar o sistema de regadio agrícola da Ribeira Brava e de Câmara de Lobos e, indirectamente, para o reforço do regadio da Ponta do Sol. Além disso irá ainda contribuir para reforçar o abastecimento público da Ribeira Brava, Câmara de Lobos e Funchal. O presidente da IGA explica que «as águas da barragem serão injectadas na Levada das Rabaças, daí seguirão para a Serra d’Água, serão previamente turbinadas na Central Hidroeléctrica da Serra d’Água e, a partir daí, entram em dois canais: o lanço sul do Canal do Norte, que serve o regadio da Ribeira Brava e parte do regadio de Câmara de Lobos, e irão entrar no Sistema de Aproveitamento de Fins Múltiplos dos Socorridos e serão desviadas para o Estreito de Câmara de Lobos, para o sítio do Covão». Uma vez aí, acrescentou, «serão tratadas e injectadas no sistema de abastecimento público do Covão ou derivadas para regadio também naquele ponto, ou então seguem através do sistema dos Socorridos para uma estação de tratamento de água no Funchal e são injectadas no abastecimento do Funchal, podendo seguir para Santa Cruz».
Questionado sobre em quanto estão orçadas estas três obras (recuperação da lagoa do Santo, construção da da Portela e construção da barragem do Juncal), o nosso interlocutor referiu que neste momento «há uma incerteza relativamente grande na lagoa do Santo da Serra, porque nós ainda não concluímos o projecto», já que este tem a ver com resultados de sondagens que, nalguns casos, «entendo que devemos repetir agora». Em todo o caso, afirmou que a totalidade destas obras será de aproximadamente 15 milhões de euros.

Nova lagoa na Ponta do Pargo

O presidente da empresa de Investimentos e Gestão da Água adiantou que será construída uma nova lagoa na Ponta do Pargo, associada à Levada da Calheta – Ponta do Pargo, que irá servir o regadio agrícola daquela zona.
Segundo Pimenta de França, a mesma está em fase de elaboração de projecto e de negociação dos terrenos para a sua implementação. O responsável afirma que a mesma está mais atrasada que as restantes, porque todo o processo se iniciou mais tarde, mas, ainda assim, diz que no final de 2011 a lagoa poderá ser uma realidade, ou então no primeiro trimestre de 2012.

Pimenta de França lembra que neste momento «estamos envolvidos em trabalhos de urgência imperiosa, porque está em questão a segurança e a satisfação de necessidades básicas das populações» - o abastecimento de água, pelo que «as reparações da Valor Ambiente não se enquadram nessas condições, e, portanto, não são obras urgentes, porque nada está em causa».

Prejuízos de 600 mil euros na Valor Ambiente

Embora de dimensão muito mais reduzida do que nas áreas do regadio agrícola e do abastecimento público, o temporal de 20 de Fevereiro também causou alguns prejuízos no que concerne ao sector dos resíduos.
De acordo com Pimenta de França, o valor dos danos causados na Valor Ambiente foi de aproximadamente 600 mil euros. Mesmo assim, o responsável diz que os prejuízos foram «pontuais» e «não colocaram em causa a normalidade do tratamento e do envio a destino final».
O nosso interlocutor referiu que apesar de haver instalações situadas junto a ribeiras, como é o caso da Meia Légua e do Porto Novo, as mesmas mantiveram a sua integridade, embora tivessem de parar algum tempo, sob o ponto de vista operacional. «Tanto na Meia Légua quanto no Porto Novo, que são ecopontos e instalações de transferência, não havia propriamente serviço de recolha municipal nesses dias da intempérie. Portanto, as instalações pararam apenas por essas razões. Mas danos de monta não houve, quando comparado com aquilo que aconteceu no abastecimento público», adiantou.
No que se refere à recuperação dos estragos, Pimenta de França lembra que neste momento «estamos envolvidos em trabalhos de urgência imperiosa, porque está em questão a segurança e a satisfação de necessidades básicas das populações» - o abastecimento de água. «As reparações da Valor Ambiente não se enquadram nessas condições, e, portanto, não são obras urgentes, porque nada está em causa», acrescentou.



Jornal da Madeira

Estabilização do talude da Ponta do Sol avança

Obra está orçada em meio milhão de euros e prevê um prazo de execução de oito meses
Data: 04-04-2010




Depois da Páscoa vão finalmente iniciar-se os trabalhos de estabilização do talude Leste sobranceiro à Vila da Ponta do Sol, uma obra que já estava prevista desde 2008 e havia sido adjudicada o ano passado. Orçada em cerca de meio milhão de euros, a execução destes trabalhos poderão prolongar-se até ao início do próximo ano, visto que o prazo da empreitada é de oito meses, mas o presidente da autarquia ponta-solense está convicto que até ao Verão os trabalhos previstos possam já estar concluídos, atenuando assim as condicionantes que se perspectivam para os próximos meses.

De resto, a execução desta obra implica a adopção de medidas restritivas na área de influência dos trabalhos, nomeadamente no que concerne às unidades hoteleiras ali existentes, obrigando igualmente à interdição da circulação rodoviária na estrada de acesso à marginal, que temporariamente e a título excepcional, deverá processar-se pelo arruamento existente no interior da Vila.

"O arranque das obras está previsto acontecer até meados de Abril", confirmou Rui Marques, que assegura que os trabalhos decorrerão "o mais rápido possível". "Vamos aproveitar este período da Primavera para efectuar os trabalhos mais pesados, que deverão decorrer durante um mês, o mais tardar até um mês e meio", preconiza o presidente da Câmara, desejoso de ver concluída, até final de Maio, princípio de Junho, a fase de maior perturbação que esta intervenção implica. "Seguem-se os trabalhos mais leves" para "consolidação do talude" que deverá incidir na colocação de pregagens e/ou malha metálica. Nada que impeça o autarca de 'sonhar' com a celeridade da obra. "Espero que no Verão já estejam concluídos os trabalhos", apontou.

Hotéis e estrada condicionados

Esta obra terá contudo efeitos colaterais, sobretudo decorrentes da desmatação e limpeza da escarpa porque "implica a demolição de algumas rochas que estão mais salientes e que terão que cair". As unidades turísticas Quinta da Rochinha (no cimo do talude) e o Hotel Baía do Sol (junto à marginal) já foram avisadas pela autarquia. "Serão um pouco condicionadas pela execução dos trabalhos, assegurando porém e "dentro do possível, tentar minimizar o impacto dos trabalhos nestas duas unidades hoteleiras". Mas esclarece que "há trabalhos que terão de ser feitos e que implicam algumas medidas de prevenção", avisou.

Perspectiva-se também o encerramento da estrada de acesso à frente mar. "A concretizar-se essa interdição, vamos provisoriamente permitir a circulação do trânsito pelo interior da Vila, de forma alternada", garantiu.

De resto Rui Marques reforça a importância destes trabalhos de estabilização do perigoso talude, até porque "há muito tempo que ameaça ruir", relembrando que já por diversas vezes ali se verificou "a queda de algumas pedras", concluiu.


DN Madeira

sábado, 27 de março de 2010

Câmara de Lobos tem 61 estradas para arranjar

Relatório final da autarquia dá ainda conta da necessidade de danos em 90 habitações








A A Câmara Municipal de Câmara de Lobos já concluiu a monitorização dos taludes que inspiravam mais perigo de derrocada ou de deslizamento, bem como já foram inventariados outros pontos críticos. A autarquia vai agora intervir, nalguns casos de forma profunda, em 61 estradas. Quanto a casas atingidas, entre total e parcialmente danificadas, foram inventariadas 90, que deverão representar um investimento total de 1,135 milhões de euros.
A autarquia de Câmara de Lobos, explica o presidente Arlindo Gomes, já concluiu o relatório final dos estragos provocados pelo temporal de 20 de Fevereiro. Um documento exaustivo onde está definido o que se passou e explicações técnicas para o sucedido, locais de maior risco, trabalhos já efectuados, inventários feitos, etc.
Nesse relatório, diz o presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, foram identificadas as casas danificadas pelo temporal, total ou parcialmente. São 90, com estragos estimados, na globalidade, de 1.135.480 euros. Em número de habitações, o Estreito de Câmara de Lobos (23) e o Jardim da Serra (22) foram os mais atingidos, seguidos de Câmara de Lobos (19), Curral das Freiras (16) e Quinta Grande (10).
No entanto, foi no Curral que os estragos ganham maior dimensão (402.550 euros). No Jardim da Serra os danos também foram de monta (308 mil euros).
O temporal provocou ainda fortes prejuízos nas estradas locais. Cerca de 76 quilómetros de vias de comunicação apresentaram danos e prejuízos em diversos sectores, desde muros de suporte ao pavimento. Há, inclusive, ruas que sofreram fortes condicionalismos à circulação apeada e automóvel, como foram as estradas Dr. Alberto Araújo (fortes prejuízos no pavimento), da Fajã das Galinhas (danos profundos no pavimento, muros destruídos, ausência de guardas e obstrução de ribeiros), da Corrida ao Jardim da Serra (várias passagens hidráulicas obstruídas, provocando danos avultados no pavimento e nos automóveis que se encontravam estacionados) e o caminho do Terço (queda total e parcial dos muros de suporte sobranceiros à estrada e das muralhas de contenção da ribeira; deslizamentos em áreas adjacentes aos pilares da via rápida).
Neste último caso, como se trata de uma área fortemente agrícola, o secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, Manuel António Correia, esteve, na passada terça-feira, no local, acompanhando Arlindo Gomes. Do encontro ficou decidido um plano de acção, que passa por garantir rapidamente o acesso viário ao local, embora condicionado. As outras obras ficarão um pouco mais para a frente.
No Jardim da Serra, foram afectadas treze estradas, no Estreito de Câmara de Lobos 23, em Câmara de Lobos sete, na Quinta Grande nove e no Curral das Freiras outras nove, ou seja 61 no total. Para além de dezenas de acessos pedonais em todas as freguesias.
Paralelamente, a Câmara Municipal de Câmara de Lobos tem monitorizado os taludes que apresentavam um risco potencial de colapso. O controlo incidiu, especificamente, em vertentes que manifestavam sinais evidentes de instabilidade. Neste sentido, analisaram-se taludes nas estradas do Cabo Girão (dois, um dos quais junto à entrada da Vereda do Facho), Nova do Pedregal (junto às instalações da “Alumilha”) e Ribeira Garcia (junto à vereda do Lombo do Galo).

98 “derrocadas” em todo o concelho

Também foram identificados uma série de pontos críticos, nomeadamente vias de acessos pedonais a terrenos agrícolas e a infra-estruturas de distribuição energética.
Realce-se que foram registados, entre deslizamentos, derrocadas e quedas de árvores e muros, 98 ocorrências, a maioria no Estreito de Câmara de Lobos (32%) e no Jardim da Serra (21%), com Quinta Grande, Curral e Câmara de Lobos a registarem, respectivamente, 16%, 15% e 14% das situações.
A maior parte das situações deveram-se a deslizamentos de terras (53 casos).

Alojamentos nos centros comunitários

Arlindo Gomes lembra que a maioria das pessoas que viram as suas casas afectadas pelo temporal. Outras ficaram alojadas em casas de familiares/amigos (21 famílias, 91 pessoas). Outros foram instalados em abrigos temporários, sobretudo em centros comunitários. O de Câmara de Lobos chegou a ter 19 pessoas, o do Estreito cinco elementos e o da Casa do Povo do Curral das Freiras 13 pessoas.
Por outro lado, destaca que desde 22 de Fevereiro que os munícipes com queixas relacionadas com o temporal foram encaminhados e atendidos na Divisão de Intervenção Social e Habitação da CMCL, que elaborou um relatório do levantamento de danos em habitações particulares, onde se inclui a caracterização social das famílias afectadas, os danos causados pelo temporal, as principais obras de intervenção necessárias e a estimativa de custos para a recuperação de todo o património habitacional.

34 ribeiros ficaram obstruídos

O relatório registou 34 canais de água obstruídos, a maioria dos quais no Estreito (12) e no Jardim da Serra (11). O Curral das Freiras teve seis, Câmara de Lobos três e Quinta Grande dois. Os casos mais graves aconteceram nos ribeiros junto à Estrada do Brasileiro, à Estrada Nova do Castelejo e do Pomar Novo. Vai-se agora redimensionar a passagem hidráulica e a canalização na área atingida.
Arlindo Gomes destaca ainda que o cenário com que se deparou no primeiro dia (esteve logo nos locais mais atingidos, junto com outros autarcas) era impressionante, mas destaca o trabalho de limpeza e reconstrução efectuado pela Câmara e pelo Governo.



Jornal da Madeira

Canais de regadio estão a ser recuperados

Secretário quer todas as obras concluídas no prazo máximo de 90 dias






”O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António Correia esteve, ontem, no terreno a ver como decorrem as obras de recuperação dos principais canais e levadas de rega.
A visita contemplou uma passagem pela Levada do Norte, no Sítio do Espigão, concelho da Ribeira Brava terminando com uma caminhada pela Levada dos Tornos, no troço da Choupana.
Nesta visita, o governante fez-se acompanhar pelo director regional de Agricultura, Bernardo Araújo, pelo presidente da IGA – Investimentos e Gestão da Água, Pimenta de França e demais responsáveis. Na Ribeira Brava, juntou-se à comitiva o presidente da Câmara Municipal, Ismael Fernandes.
A Levada do Norte e da Levada dos Tornos são dois dos eixos mais importantes em termos agrícolas. O primeiro canal tem uma extensão de 60 quilómetros e o segundo chega aos 90 quilómetros.
Estes dois canais, que na sua extensão compreendem outras ramificações, abrangem dois terços da área agrícola da Região (900 hectares) e 30 mil agricultores.
Para fazer face aos graves danos sofridos pelos principais canais e levadas de rega, o Governo Regional pôs em marcha o plano de recuperação urgente do regadio agrícola, com o objectivo de repôr, no prazo máximo de 90 dias, todo, o serviço de rega.
Manuel António Correia quis inteirar-se dos trabalhos para, de certa forma, sossegar os agricultores. De acordo com o governante, estão a ser feitos todos os esforços para que as obras terminem muito antes do prazo previsto tendo reiterado.
“Estamos a fazer tudo o que é humana e tecnicamente possível para recuperar rapidamente canais que são cruciais e extremamente difíceis de recuperar, atendendo aos locais onde se encontram e à dimensão dos danos”, sublinhou.
As obras têm um custo estimado de nove milhões de euros. Destinam-se, apenas, à limpeza dos canais por forma a permitir a passagem da água sendo que, numa segunda fase, terão que ser feitas obras de recuperação.
Foram lançadas oito grandes empreitadas por ajuste directo, dada a urgência e natureza da lei. Serão abrangidos 100 canais, num total de 600 quilómetros, envolvendo 250 trabalhadores.
Na próxima semana, alguns canais já estarão a funcionar. O Porto Moniz é o único concelho que não precisa de intervenções ao nível dos canais de regadio.

“Tornos” será mais fácil recuperar que a do Norte

No eixo da Levada dos Tornos, o qual tinha sido recuperado recentemente, foram afectadas mais linhas de água do que no exio da Levada do Norte. Neste trilho, destaca-se uma grande derrocada sendo que nalgumas zonas o percurso está muito estreito e lamacento, o que dificula a circulação. Alguns pedregulhos ficaram entalados dentro do leito da levada. Nesta zona, foi necessário colocar cloro na água a fim de minimizar o mau cheiro provocado pela decomposição da matéria orgância
A recuperação da Levada dos Tornos será, contudo, mais fácil em relação à Levada do Norte porque tem mais acessos. Na Levada do Norte, que tem início a norte da Ribeira do Seixal e termina no Covão (Câmara de Lobos) são visíveis duas grandes derrocadas onde “oito quilómetros estão totalmente danificados”, podendo apenas circular-se “dois quilómetros” a partir do Sítio da Eira do Mourão, advertiu Pimenta de França, presidente da IGA - Investimentos e Gestão da Água, durante uma visita ao local.
Neste percurso, os trabalhos são manuais, difíceis e arriscados, por isso, não podem ser feitos à pressa. O regadio entre o eixo da Ribeira Brava e Câmara de Lobos está condicionado.
Os trabalhos estão a ser facilitados com o recurso a uma máquina denominada de comboio, que pode carregar até oito sacos de material. Circula dentro do leito da levada, com a ajuda de um motor.



Jornal da Madeira

I Censo da Galinhola reúne 52 voluntários





Data: 26-03-2010

É já na próxima semana que vai decorrer na Região o primeiro Censo da Galinhola, que conta com a colaboração de 52 voluntários, 35 dos quais oriundos de diversas partes do País e ainda de Espanha, Itália, Áustria e Holanda.

O censo inédito, que é uma parceria entre a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e o Parque Natural da Madeira, está englobado no projecto de Avaliação do Impacte das Linhas Eléctricas em Aves Vulneráveis, e tem como objectivo identificar as principais áreas onde aquela ave se encontra. A Galinhola (Scolopax rusticola) é uma espécie com estatuto de conservação 'Vulnerável' sendo uma das aves menos conhecidas na ilha da Madeira.

O censo decorrerá entre os próximos dias 28 de Março e 2 de Abril e, com a participação dos voluntários já inscritos será possível realizar cerca de 100 pontos de observação em apenas quatro dias. Os postos de observação serão realizados desde uma hora antes do pôr-do-sol até uma hora após. Além das entidades parceiras, a SPEA conta já com a colaboração de diversas entidades públicas e privadas.

A sessão de abertura deste evento decorre no dia 28 de Março às 11 horas no Montado do Pereiro.


DN Madeira


sexta-feira, 26 de março de 2010

250 camiões de lama retirados da lagoa

Limpeza concluída na próxima semana. Segue-se a operação de 'cosmética'
Data: 26-03-2010




Em duas semanas de movimentações, mais de 250 camiões carregados de lamas, juntamente com alguns inertes, já foram retirados do interior da lagoa do Lugar de Baixo, no âmbito da ampla operação de limpeza que ali continua a decorrer.

Profundamente afectada com as enxurradas que ocorreram por ocasião do temporal do dia 20 de Fevereiro, que fez inundar de lamas e outros detritos toda a área envolvente desta que é a única lagoa de maré existente na Região, pondo assim em causa a riqueza e biodiversidade muito particulares ali existentes, particularmente pelo elevado interesse ornitológico, a Direcção Regional do Ambiente em colaboração com a autarquia ponta-solense desencadeou uma vasta acção de limpeza, que tem por objectivo requalificar este espaço natural, dando-lhe um novo e mais atractivo aspecto.

Nesse propósito decorre ainda a chamada limpeza pesada, que obriga à utilização de uma retroescavadora no interior da lagoa. Uma intervenção 'lamacenta' revestida de particular cuidado para preservar as duas 'ilhotas' compostas por caniços onde nidificam algumas das aves migratórias. Esta operação com recurso a maquinaria pesada deverá estar concluída durante a próxima semana, perspectivou o director do Ambiente. João Correia, que ontem voltou a visitar o referido espaço na marginal do Lugar de Baixo, para se inteirar do andamento dos trabalhos, adiantou que depois desta limpeza mais profunda, seguir-se-á a limpeza fina, já mais centrada nos detritos que estejam à superfície. Nessa 2ª fase entrarão de novo em acção o Sanas, recorrendo à utilização de botes no interior da lagoa para efectuarem a operação final de limpeza.

O governante deu ainda a conhecer que ali será criado um trilho, através da colocação de um passadiço, na envolvente à lagoa, como forma de melhor dar a conhecer a riqueza natural que esta lagoa congrega.


DN Madeira