Mostrar mensagens com a etiqueta Ambiente. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ambiente. Mostrar todas as mensagens

sábado, 19 de junho de 2010

P. Santo e Laurissilva têm o voto de CR9

Ronaldo apelou ao voto nas 'maravilhas' madeirenses no facebook







Cristiano Ronaldo decidiu dar a cara pela Praia do Porto Santo e pela Floresta Laurissilva, tentando contribuir para que ambas possam figurar entre as 7 Maravilhas Naturais de Portugal.

O craque madeirense não quis deixar de se associar à iniciativa, (cor)respondendo afirmativamente a um apelo efectuado pelo vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, que o sensibilizou para a votação que está em curso.

Ronaldo, mesmo em pleno Campeonato do Mundo, não se coibiu de apelar ao voto de ambas as candidaturas no seu Facebook. "A Praia de Porto Santo e a Floresta Laurissilva, no arquipélago da Madeira, são candidatas às 7 Maravilhas Naturais de Portugal. Têm o meu voto, e espero que tenham o seu em www.7maravilhas.pt", pode-se ler na sua página.

Uma mensagem que foi publicada apenas durante o dia de ontem e que mereceu de imediato a aprovação de 3446 pessoas, tendo 729 deixado comentários abonatórios à ideia do craque. Por aqui já se pode perceber o peso que a ajuda de Cristiano Ronaldo poderá vir a ter na votação final.

Recorde-se que submeteram-se ao projecto das 7 Maravilhas Naturais de Portugal 323 candidaturas, mas só 77 conseguiram atingir uma primeira pré-selecção efectuada por um painel de especialistas. Posteriormente, e após uma análise ainda mais rigorosa, a organização divulgou as 21 finalistas que agora estão sob a votação do público deste o dia 7 de Março até 7 de Setembro.

Refira-se que no primeiro mês de votações o site registou pouco mais de 100 mil votos e as duas maravilhas madeirenses não constaram entre as mais votadas. As preferências recaem para o Arquipélago das Berlengas, Grutas de Mira de Aire, Lagoa das Sete Cidades, Paisagem Vulcânica do Pico, Parque Nacional Peneda- Gerês, Portinho da Arrábida e Ria Formosa. As 7 menos votadas nesse período foram o Algar do Carvão, Furna do Enxofre, Parque Natural da Arrábida, Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, Ponta de Sagres, Pontal da Carrapateira e Portas de Rodão.

As 7 Maravilhas Naturais de Portugal são conhecidas a 11 de Setembro, numa cerimónia realizada na Ilha de São Miguel, nos Açores.



DN Madeira

Projecto de Geotermia vai avançar na Madeira






No âmbito da Política Energética da região Autónoma da Madeira, o vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, acompanhado do presidente do conselho de administração da Empresa de Electricidade da Madeira, Rui Rebelo, apresentou ontem um estudo sobre as novas oportunidades na área das energias limpas, nomeadamente o aproveitamente da energia geotérmica.
A apresentação do projecto para a implementação de energia geotérmica na Madeira coube ao presidente da EEM, que destacou ser o “potencial da Madeira bastante promissor”, tendo anunciado que a primeira fase dos trabalhos para prospecção e avaliação do recurso “vão arrancar muito em breve”.
Rui Rebelo, antes de explicar os pormenores do projecto, destacou que o aproveitamento dos recursos geotérmicos constituem “uma oportunidade de investir em mais uma fonte de energia limpa” e respondem aos objectivos traçados pela estratégia europeia para a energia e pela política energética da Região, nomeadamente no que se refere a encontrar alternativas energéticas ao petróleo, combater as alterações climáticas, aumentar a segurança energética dos países e das regiões e estabilizar o preço dos produtos energéticos.
Acentuando ser a Madeira “uma das poucas regiões do país com um plano energético actualizado”, o presidente da EEM, realçou que a “política energética regional tem como objectivo fundamental garantir um abastecimento seguro e regular de energia aos cidadãos e a todas as actividades económicas, nas melhores condições e aos preços mais competitivos possíveis”.
Neste âmbito lembrou que a política energética passa por “maximizar o aproveitamento dos recursos renováveis regionais, Fomentar as energias alternativas, incentivar a utilização racional de energia e melhorar o desempenho ambiental”.
Deste modo, realçou que a “Região tem apostado em tudo o que seja energias renováveis”, apontando o exemplo do aproveitamento das energias hídrica, eólica e solar.
Neste âmbito, Rui Rebelo salientou que a participação de energias renováves na produção de energia na Região já é de 22,5%, sublinhando que a meta dos 30% a atingir em 2017 “deverá ser largamente ultrapassada e deverá atingir os 35%”.
Sublinhando que o plano de acção “passa por substituir o fuelóleo utilizados nas centrais termoeléctricas por alternativas mais limpas e amigas do ambiente”, destacou o projecto do biocombustível marinho em curso na ilha do Porto Santo e o projecto do gás natural na Madeira, já em fase de concurso.
Em relação ao projecto de aproveitamento de energia geotermal, adiantou haver “um promissor valor geotérmico” na Região a uma profundidade que poderá ir entre os 3 e os 4 quilómetros, pelo que salientou que “o trabalho que a Região vai fazer é identificar locais para a exploração de energia geotérmica”, a qual pode ser convertida em energia eléctrica numa central geotérmica.
Assim, Rui Rebelo referiu que a primeira fase dos trabalhos (prospecção/avaliação do recurso) vai ser desenvolvido pelo LNEG - Laboratório Nacional de Energia e Geologia.

Trabalho extraordinário no sector energético

Por seu lado, o vice-presidente do Governo Regional referiu que o trabalho que está a ser desenvolvido na área da energia vai no sentido de “inverter” a frase “que nos acompanhou vida fora” de que a Madeira “é uma região sem recursos naturais e sem matérias primas”.
“Não temos petróleo, mas vamos tentando ir buscando outras soluções que permitam dizer que temos matérias primas que nos podem ajudar a ser mais independentes e menos dependentes do exterior, a ter melhor ambiente e também termos mais riqueza, pois importamos menos fuel”, destacou João Cunha e Silva.
Salientendo que o trabalho na área da energia “tem sido extraordinário”, realçou que o Plano de Política Energética “tem sido seguido à risca” e que “foi feito muito mais do que parecia podermos fazer”.
Neste âmbito destacou “a qualidade, determinação e competência da EEM, particularmente do dr. Rui Rebelo, com com todos os projectos que temos vindo a sugerir a serem estudados e a serem apresentados quando só tenham consistência para avançar”.
Quanto ao projecto de geotermia, o vice-presidente do Governo Regional disse tratar-se de “um projecto experimental” que “poderá resultar em estudos positivos que garantam uma nova solução, uma nova aposta que, sem hesitações, levaremos por diante”.
Todavia, acentuou que a Região “irá continuar a estudar outras possibilidades” na área energética, acentuando a aposta “em energias renováveis, em energias limpas e em energias alternativas para não ficarmos dependentes de nenhuma”.





Jornal da Madeira

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Região 'dispensa' impostos no negócio da fotovoltaica

As obras já se iniciaram no terreno e a produção deverá principiar este ano.





A briga entre a Junta de Freguesia do Caniçal e a Câmara de Machico por causa da instalação de um parque fotovoltaivo já foi resolvida. Para impedir o abate de árvores nas serras do Caniçal, a solução encontrada foi a de instalar o parque na Zona Franca Industrial da Madeira, no Caniçal.

De acordo com a informação obtida, a Direcção Regional de Florestas deu um parecer negativo ao abate das árvores, já que o pedido de licenciamento aprovado pela Câmara de Machico não cumpria a lei, pois a empresa queria abater árvores, mas não considerava a reflorestação alternativa exigida pela lei.
Curioso é registar que embora a autarquia tivesse considerado adequado o abate de árvores para instalar painéis, o DIÁRIO sabe que os deputados do PSD eleitos pelo concelho fizeram 'démarches' discretas para impedir que o parque fotovoltaico ficasse instalado onde o promotor pretendia.

Se a solução encontrada permite satisfazer as exigências dos deputados e autarcas locais, deixando a população satisfeita pois permite a preservação de um núcleo de acácias na única mancha verde da serra do Caniçal, a verdade é que a opção encontrada não só disponibilizou o terreno necessário, como vai garantir facilidades fiscais à empresa do universo empresarial do Grupo Nutrotons, - liderado por Luís Marques Mendes - privando a Região de receitas, nomeadamente em sede de IRC.
Nos termos do que está regulado, a empresa vai pagar na Zona Franca nos primeiros quatro anos um euro por ano/m2, - no Porto Santo pagou 5 a 7 euros por m2 - valor que após esse período passa a ser de 1,5 euros.

Ou seja, para além da taxa de instalação (1.000 euros), a ' Enersistems' vai gastar cerca de 100 mil euros para alugar o terreno onde vai instalar 28 mil painéis fotovoltaicos, que deverão garantir uma produção anual de 12 Gwh.
Sabendo que a Empresa de Electricidade da Madeira, nos termos da legislação nacional, está obrigada a adquirir a energia produzida a partir do sol a um preço médio que nesta altura se cifra nos 0,30 euros/kWh, este negócio deverá render à empresa de Luís Marques Mendes uma facturação de 4 milhões de euros/ano.
Garantindo a mancha verde, a Região acaba, contudo, por abdicar de tributar à taxa normal os lucros gerados pelo Parque Fotovoltaico do Caniçal, beneficiando uma empresa privada - ainda que com participação pública - em cerca de 101 mil euros/ano, sendo para a SDM um bom negócio já que a área a ocupar pelo parque não tinha outro uso.

Embora seja indiscutível que a introdução da energia fotovoltaica contribui para a redução da factura energética - nomeadamente na importação de combustível - e na emissão de CO2, a solução encontrada impede a Região de obter mais receita fiscal, já que os lucros gerados serão tributados à taxa de 5%.

20 milhões de euros

A ' Enersistems' vai investir 20 milhões de euros no Caniçal para desenvolver um parque que vai ocupar uma área de 100.000 m2, onde, de acordo com a informação da empresa, serão instalados 28.800 paineis. Estes deverão ter capacidade de produzir 12 GWh por ano, contando a empresa iniciar a produção já em Outubro.
O acesso aos terrenos da Zona Franca faz-se por regime de subconcessão do domínio público, obtida através de uma licença de operação no âmbito do Centro Internacional de Negócios da Madeira.


DN Madeira

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Santa Cruz está a precaver o futuro








O grupo parlamentar do PSD na Assembleia Legislativa da Madeira visitou, ontem, a freguesia de Santa Cruz para inteirar-se das obras que estão a ser feitas no interior das ribeiras, na sequência dos estragos que estas sofreram por ocasião da intempérie de 20 de Fevereiro último.
A comitiva falava junto à Ribeira de Santa Cruz, que neste momento está a ser objecto de intensas obras, por forma a repor a normalidade no leito e, sobretudo, trabalhos de recuperação das muralhas de protecção que sofreram algumas fissuras ao longo de todo o seu curso. Idêntico trabalho foi efectuado na Ribeira da Boaventura e também a norte, na ribeira que desagua do sítio do Janeiro.
Estes trabalhos, no entender de Sidónio Fernandes, demonstram bem a forma como o concelho foi fustigado no dia 20 de Fevereiro, com grande incidência na freguesia da Camacha, destacando que os trabalhos de recuperação estão a ser feitos, embora «com pouco dinheiro».
«Estamos a nos preparar para que, se tivermos outras intempéries, sejam de facto minimizadas pelo trabalho que estamos a fazer», disse o mesmo responsável, o porta-voz do grupo que ontem se deslocou a Santa Cruz, acompanhado por elementos da Câmara local.
Sidónio Fernandes destacou ainda a pronta inventariação e celeridade com que tudo tem vindo a ser feito, por parte do Governo Regional. «Digamos que é um tempo recorde. Logo a seguir à intempérie, em Março, deu-se início às obras, com maior incidência agora, no Verão, porque é a época que as podemos fazer, para podermos precaver o futuro», concluiu.
Santa Cruz, recorde-se, foi um dos concelhos mais fustigados no dia 20 de Fevereiro pela chuva, sendo que aqui caiu o maior volume de precipitação registada pelo Instituto de Meteorologia. Várias ribeiras transbordaram e pequenos cursos de água transformaram-se agora em grandes leitos, tal foi a força da água. Em Santa Cruz, chegou-se mesmo a temer pelo centro da cidade. Os receios centraram-se na ponte onde hoje está localizada a rotunda junto à Igreja e o Santa Cruz Shopping, mas felizmente, não houve grandes estragos a registar.


Jornal da Madeira

Praia do Porto Santo é única no país e na Europa

Opinião do investigador em geomedicina da Universidade de Aveiro, João Baptista







A praia de areia amarela do Porto Santo com nove quilómetros de extensão «é única no país e distingue-se das demais europeias» devido à composição da areia, usada há séculos com fins medicinais.
Esta é a opinião do investigador em geomedicina da Universidade de Aveiro, João Baptista, que sustenta que de todas as candidaturas a Maravilhas Naturais de Portugal, esta praia é única.
«É uma praia única em Portugal, distingue-se das demais europeias pela sua composição. É uma areia especial por ser carbonatada e biogénica, propriedades físicas químicas e térmicas que permitiram o seu uso em processos de naturoterapia durante séculos», salienta.
O investigador refere que ao longo dos tempos as areias do Porto Santo foram utilizadas para curar muitas doenças do foro reumático, ortopédico e fisiátrico.
Adianta que apesar de existir este tipo de areia nas Canárias e Cabo Verde, de formação mais recente, «o único sítio onde se regista a sua utilização para tratamentos da saúde humana é no Porto Santo».
A praia da areia amarela contribui para que o Porto Santo seja conhecido como a “Ilha Dourada”, de acordo com João Baptista, acrescentando que no passado a praia teve o triplo do tamanho e que é um espaço raro por ser de areia amarela, numa ilha de origem vulcânica.
O investigador explica que a formação da praia remonta há cerca de 30 mil anos com o desenvolvimento de uma grande plataforma de recife de coral sobre um substrato vulcânico rochoso e um conjunto de espécies vegetais que ali coabitaram.
«Além da composição química, é especial pela textura, sendo uma areia extremamente fina [o grão tem um quarto ou oitavo do milímetro], pela forma das partículas que são lamelares e pela dureza do material, o que a torna menos abrasiva» que a das restantes praias, explica o investigador.
João Baptista aponta ainda como propriedades especiais, o facto da praia funcionar como corpo de calor, absorvendo e acumulando calor durante um longo período.
As investigações efectuadas sobre as propriedades das areias nos últimos dez anos por uma equipa multidisciplinar levaram à sua utilização na área da geomedicina, considerando-se que existe na denominada “Ilha Dourada” uma clínica.
Na última Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) a praia foi também apresentada como tendo vantagens cosméticas.
João Baptista destaca ainda os benefícios desta areia na agricultura biológica com foro medicinal, tendo propriedades que dão sabores particulares aos produtos hortícolas e frutícolas, e a sua utilização na formação da cal para aplicação na construção civil.
Realça também que a água do mar da ilha, do ponto de vista químico e bacteriológico, com grande quantidade de iodo, contribui para que o banhista apresente um «bronzeado único, cor de chocolate dourado, em comparação com o conseguido nas outras praias», além da qualidade das águas comprovada pela atribuição de bandeiras azuis.
O investigador defende ser «importante a sua preservação para que no futuro se possa usufruir todas as propriedades desta praia única».


Jornal da Madeira

domingo, 13 de junho de 2010

1,8 M€ para conservar Natureza

Novos projectos LIFE: um para Porto Santo e outro para educação ambiental





A Região vai iniciar em breve dois novos projectos na área da Conservação da Natureza, financiados com fundos da União Europeia.
A aposta nos novos projectos por parte da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, através do Serviço do Parque Natural da Madeira (SPNM), só é possível através do financiamento do Programa LIFE. Tratam-se de um projecto na área da Conservação da Natureza (Programa LIFE NATUREZA) e de outra na área da Comunicação e Sensibilização (LIFE Comunicação) que terão a duração de quatro anos e um orçamento total de 1.8 milhões de euros, financiados, respectivamente, a 75 e a 50%. A confirmação oficial do financiamento foi recebida no final da semana pelas entidades regionais.

Manuel António Correia, secretário regional do Ambiente, mostrava-se visivelmente satisfeito com a notícia. "Num ano especialmente dedicado à biodiversidade, estes novos projectos e competentes financiamentos, reforçam o trabalho do Governo Regional na conservação da natureza do arquipélago e traduzem o reconhecimento pela União Europeia do valor do património natural da Região e a sua confiança na gestão que a Madeira dele faz", disse ao DIÁRIO.

Um dos projectos, aquele que terá o orçamento mais elevado (1 milhão e 200 mil euros) intitula-se "Travar a perda de biodiversidade europeia através da recuperação dos Ilhéus do Porto Santo e área marinha adjacente". Apoiado no âmbito do LIFE Natureza, tem como objectivo "inverter o estado de degradação que estes espaços apresentam, melhorando o estado de conservação das espécies prioritárias dos Anexos das Directivas Comunitárias, que aí ocorrem. Este projecto irá promover ainda a visitação ao Ilhéu de Cima o que constituirá mais um pólo de atractividade do destino Porto Santo, enquanto local para férias activas e ligadas à natureza."
O outro projecto será o primeiro da Região no âmbito do LIFE Comunicação e tem como tema 'Comunicando para a sustentabilidade socioeconómica, usufruto humano e biodiversidade em sítios da rede Natura 2000 no arquipélago da Madeira'. Este projecto, orçado em 600 mil euros, tem como propósito " promover e reforçar a compatibilidade entre o desenvolvimento das actividades sócio-económicas e culturais, como a pesca, agricultura e turismo de natureza, e a gestão das Reservas Naturais, áreas classificadas, habitats e espécies listadas nos anexos das directivas que sustentam a Rede Natura 2000. Este projecto contribuirá ainda para melhorar a capacidade que existe para orientar e receber turistas nas nossas áreas protegidas, de uma forma integrada e regrada, contribuindo para o sempre obrigatório desenvolvimento sustentado e sustentável", acrescenta o descritivo do mesmo.

Além do trabalho que será desenvolvido pelo SPNM, beneficiário principal dos dois novos projectos, haverá uma parceira com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, organização não governamental que tem sido parceira do Parque Natural em iniciativas LIFE anteriores.
No caso do projecto a ser desenvolvido no Porto Santo estarão também envolvidas outras entidades, nomeadamente as direcções regionais das Florestas e do Ambiente.

14 projectos em 20 anos


Desde o início da década de 90, o Parque Natural já foi beneficiário principal de 14 projectos LIFE, tendo estado directamente envolvido noutros nove. O número mostra que a Região tem tido uma boa capacidade de execução e orientação para atingir os objectivos propostos. Aliás, o reconhecimento do bom trabalho da Região e do SPNM a este nível ficou bem patente no final do ano passado com O projecto de conservação da Freira da Madeira a ser considerado um dos melhores projectos LIFE-Natureza de 2007-2008.

Para os responsáveis, os projectos LIFE têm também contribuído de forma decisiva para o bem sucedido esforço de Conservação da Natureza que a Região tem vindo a desenvolver ao longo das últimas décadas. Com estes dois projectos agora aprovados o envolvimento financeiro gerado desde 2001, ao nível do programa LIFE pelo SPNM, é da ordem dos 5,5 milhões de euros.



DN Madeira

Renováveis garantem luz a todos e poupam 10 milhões

Abril 2010 fica para a história. A produção a partir de fontes renováveis já garante toda a energia necessária ao consumo doméstico da Região






A Madeira atingiu no final de Abril um objectivo histórico, já que a produção de energia a partir de fontes renováveis foi suficiente para garantir o consumo do sector residencial doméstico.

Depois de ter fechado o último ano com uma contribuição das fontes renováveis que ascendeu a 23% do total da energia produzida, a Empresa de Electricidade da Madeira fechou os primeiros quatro meses do ano com um contributo da água, sol e vento que garantiu 32,7% da produção de energia.
Pese o facto do temporal de Fevereiro ter provocado constrangimentos, restrições e limitações no sistema eléctrico, nomeadamente nas linhas de transporte e distribuição de energia, nos canais de abastecimento de água às centras hídricas e no funcionamento, em plena carga, dos parques eólicos, a produção de energia com origem renovável atingiu um valor de referência nunca antes conseguido.

Para este bom desempenho contribuiu a componente de energia hidroeléctrica, que representou nos primeiros quatro meses 21,3% do total de energia emitida, logo seguida da eólica (7,6%) e de outras fontes renováveis (3,8%).

Deste modo, no primeiro quadrimestre de 2010 a produção de 'energia verde' assegurou as necessidades de todo o consumo do sector residencial (doméstico) da Região, algo impensável de operacionalizar num tão curto espaço de tempo.

Mais de um terço renovável

Para o bom desempenho obtido contribuiu o modelo de desenvolvimento que vem sendo aplicado na Região, suportado, em grande medida, em projectos combinados de energia hídrica e eólica, que tem feito progredir significativamente a penetração da componente renovável no mix total de produção.
As 'renováveis' têm maior penetração na Madeira, pois garantem 33,5% de toda a energia, enquanto no Porto Santo a conciliação entre a produção intermitente do sol e do vento e as necessidades de sustentabilidade da rede só permitiram o contributo de 9,6% a partir dessas fontes.

Para melhor se avaliar do feito histórico registado pela EEM, nunca a produção térmica teve um peso tão baixo (67,3%), o que significa que a Madeira está a potenciar uma boa utilização dos seus recursos hídricos, ainda que dependentes de anos hidrológicos bons ou maus.

O contributo de 21,3% da água na produção de energia é o registo mais alto desde 1987, situando-se ao nível dos valores habituais do segundo quartel do século XX.
Na estratégia política definida por Cunha e Silva - o vice-presidente do Governo Regional tem a tutela da energia - o objectivo primeiro é assegurar menos emissões poluentes, encontrando soluções que possam reduzir a dependência da importação de derivados de petróleo e consequentemente do valor da factura energética.
Menos emissões e importações

A produção de energia a partir da água, vento e do sol permitiu à Região, em apenas quatro meses, evitar a emissão de 69.400 toneladas de dióxido de carbono (CO2) e a importação de 22.920 toneladas de fuel.

Em termos monetários, e considerando as cotações correntes, as emissões de poluentes evitadas pela produção renovável no primeiro quadrimestre de 2010, representaram uma poupança de 1,1 milhões de euros em aquisições de licenças de emissão de CO2 e uma economia de cerca de 9,07 milhões de euros com a redução de importações de derivados de petróleo.

Tal como destaca ao DIÁRIO Rui Rebelo, o presidente da Empresa de Electricidade da Madeira "os projectos actualmente em curso, ou em fase final de lançamento de concurso, vão, seguramente, conduzir a que as metas ambientais definidas pela Região sejam antecipadamente atingidas e mesmo superadas".

Diz o gestor público, que "a aposta para este ano passa pela transformação do sistema hidroeléctrico da Calheta (30MW), a instalação de um parque eólico de cerca de 5MW, bem como de dois parques fotovoltaicos de 15MW e ainda a instalação de uma unidade de produção de biocombustível, que reforçam e evidenciam, de forma inequívoca, o empenho e o compromisso da Madeira para um futuro mais sustentável do ponto de vista ambiental e económico".

Segundo Rui Rebelo é possível "afirmar hoje, ainda com um maior nível de certeza, que a Madeira vem trilhando 'step by step' um caminho rumo à sustentabilidade para uma sociedade com menor intensidade de carbono".

Nos primeiros quatro meses do ano foram produzidos 304,8 GWh de energia, sendo que 9,8 foram produzidos no Porto Santo. A produção renovável atingiu os 99,6 GWh, com maior contributo da hídrica (64,8) e eólica (23,1).

Dez centrais hidroeléctricas garantiram 21% da produção de energia

A Madeira tem dez centrais hidroeléctricas cuja contribuição produtiva, nas últimas duas décadas, oscilou entre quinze e trinta por cento da produção total anual, tendo registado o ano passado uma produção nominal nunca antes obtida e registando uma penetração nos primeiros quatro meses deste ano que desde 1987 não era conseguida.

A mais antiga das centrais foi construída em 1953, na Serra de Água, fazendo parte da primeira fase dos aproveitamentos hidroagrícolas realizados na década de cinquenta, que levou à construção da Central da Calheta que equipada com três grupos de diferentes quedas, foi posteriormente ampliada com um quarto grupo em 1978.

A Central da Ribeira da Janela foi a primeira das duas centrais hidroeléctricas construídas na segunda fase do plano hidroagrícola. Tendo ficado concluída em 1965, a sua contribuição média anual é de cerca de 8 Gwh.

Já a Central da Fajã da Nogueira foi a última construída na segunda fase do plano hidroagrícola iniciado na década de cinquenta.
O Aproveitamento de Fins Múltiplos dos Socorridos é, seguramente, uma das maiores obras hidáulicas construídas na Região, a central hidroeléctrica dos Socorridos entrou em funcionamento em 1994, tendo uma contribuição média anual de 40 GWh.

A Central da Calheta de Inverno foi construída em 1992, com o objectivo de aproveitar os caudais excedentários ao abastecimento público e garantidos pelos caudais já turbinados na Central da Calheta, com a contribuição média anual desta central a situar-se nos 20 Gwh. Referência, ainda, para a Central do Lombo Brasil, uma mini-hídrica com uma potência efectiva de 150 kW, de funcionamento automático e não acompanhado.

Referência, ainda, para a Central da Fajã dos Padres é um aproveitamento hidroagrícola de iniciativa privada. Com um único grupo de 1700 kW, esta central funciona em modo automático, arrancando quando há água disponível e suspendendo a sua actividade quando aquela falta.




DN Madeira

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Lagoa do santo recuperada até 2011

Secretaria do Ambiente mantém aposta no sector da água agrícola. Só em obras recentes e em curso foram investidos 22 milhões de euros





Até ao final do próximo mês de Julho, a Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais pretende lançar o concurso público com vista à obra de recuperação da Lagoa do Santo da Serra.

O secretário regional, Manuel António Correia, disse ao DIÁRIO que o objectivo é que a obra fique concluída já durante o próximo ano. Segundo explica o governante, a lagoa do Santo tem uma capacidade para armazenar 800 mil metros cúbicos de água. Porém, devido ao mau funcionamento e a dificuldades estruturais, a utilização efectiva não ultrapassa os 200 mil metros cúbicos.

"A recuperação vai devolver à lagoa a sua capacidade original, quadruplicando a actual capacidade efectiva de armazenamento", acrescenta. "Será um importantíssimo reforço das reservas de abastecimento de água para agricultura, em particular da zona Sul Nascente da ilha".
Mas o investimento que o Governo Regional tem feito no sector da água agrícola, sobretudo nos últimos anos, não se esgota na obra que será lançada dentro de um mês.

A aposta no sector tem sido uma das prioridades da Região e, segundo explica o secretário regional, essa prioridade tem razões económicas e sociais. "O Governo quer fomentar o crescimento da agricultura e os agricultores, ao terem acesso à água, têm possibilidade de gerar riqueza e melhorar as suas economias domésticas".

O plano de investimentos ao nível do sector da água agrícola tem sido dividido em duas áreas fundamentais, a do armazenamento e a do transporte da água (vide destaque abaixo).

Em termos de lagoas ou de locais de armazenamento de água agrícola, Manuel António recordou que a recente inauguração da lagoa das Águas Mansas, na zona alta de Santa Cruz. Além desta, "terá início a execução da obra, já em 2010 para estar concluída em 2011, uma lagoa na Portela, que vai servir os concelhos de Machico e de Santa Cruz, e que vai ter capacidade para 100 mil metros cúbicos", acrescentou. Será também durante o próximo ano que vai ficar concluída a Lagoa da Ponta do Pargo.

Com concurso lançado ainda este ano haverá ainda uma outra lagoa, desta feita no sítio do Juncal, Paul da Serra.
O secretário regional acrescenta ainda que só as obras que foram recentemente concluídas no sector da água agrícola e aquelas que estão já em curso (sem considerar investimentos futuros como o da Lagoa do Santo da Serra), correspondem a cerca de 22 milhões de euros de investimento.
O valor comprova como este "é um sector muito enfocado e que continuará a ser uma prioridade do Governo Regional dentro da estratégia de gestão da água, da agricultura e do estímulo ao crescimento agrícola", afirma e garante: "O sector da água agrícola é uma das prioridades para encarar a tal prioridade global que é a água".

Recuperação do Lance sul da levada dos tornos vai custar 4 milhões




A obra de recuperação do último lance da Levada dos Tornos (lance Sul entre as freguesias de Gaula e Água de Pena) será iniciada em breve.
Manuel António, secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, disse que a obra está actualmente em fase de adjudicação. Será um investimento de quatro milhões de euros, apoiados por fundos europeus.

Além desta empreitada que, o Governo pretende que se inicie ainda este ano, têm se sucedido os investimentos em termos de recuperação dos grandes canais de transporte de água, a outra das grandes 'traves-mestras' no âmbito do plano de investimentos regionais no sector da água agrícola.
Manuel António recorda que recentemente foi recuperada a Levada da Serra do Faial (além do canal de transporte é também uma zona conhecida para passeios pedonais) e está já em curso a recuperação da levada entre a Calheta e a Ponta do Pargo, "cuja primeira fase - da Calheta até aos Prazeres - já foi concluída estando actualmente em execução a recuperação do troço entre os Prazeres e a Ponta do Pargo".

O secretário regional do Ambiente explicou que estão também em curso as obras de recuperação da levada entre a Calheta e a Ponta do Sol e da levada entre Machico e Caniçal.



DN Madeira

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Grupo Parlamentar visitou Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos dos Viveiros







O Grupo Parlamentar do PSD visitou ontem a Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos do Funchal, onde pôde constatar, «com grande satisfação», o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal do Funchal em termos de reciclagem e tratamentos de lixos.
Após uma visita que contou com a presença do presidente e do vereador do Ambiente da autarquia funchalense, o deputado Jaime Filipe Ramos enalteceu, em declarações aos jornalistas, o pioneirismo da edilidade, demonstrado com a abertura da Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos dos Viveiros e com a política de reciclagem que coloca o Funchal no topo das cidades com maior percentagem nesta área. É a cidade que mais recicla no país, com 26,2 por cento, enquanto que «Lisboa, por exemplo, tem uma taxa de 7 por cento», apontou.
Os valores revelam, sublinhou, «o trabalho sério e honesto de toda esta equipa do Ambiente da Câmara que, ao longo dos últimos anos, tem vindo a brindar o Funchal com uma política ambiental que leva a que tenha tido vários prémios e que seja hoje uma referência nacional e europeia».
Tendo na memória os acontecimentos de 20 de Fevereiro, o parlamentar social-democrata salientou que «há que realçar os melhores aspectos que o Funchal tem em matéria ambiental. Continua a ser uma cidade limpa, agradável não só para quem visita mas sobretudo para quem cá vive», sublinhou.
Jaime Filipe Ramos lembrou ainda a existência de 470 ecopontos no Funchal, que têm ajudado o município a manter os níveis de reciclagem, numa óptica de descentralização e de aproximação com o cidadão. A recolha selectiva porta-a-porta, medida também iniciada pela autarquia funchalense, tem sido também um sucesso. O grupo parlamentar do PSD elogiou a estação de triagem dos lixos, também nos Viveiros,que tem contribuído para a autarquia saber quem são as empresas e cidadãos que têm ou não contribuído para a protecção do ambiente, procedendo assim à bonificação ou penalização da taxa municipal, consoante o caso.
«É com uma grande satisfação que se vê que há uma grande preocupação na maior cidade da Madeira e, sobretudo, vê-se que há um município que colabora positivamente para a melhoria da imagem da Madeira», concluiu Jaime Filipe Ramos.


Jornal da Madeira

Rótulos com 'Maravilhas'








Com o objectivo de apoiar as duas candidaturas madeirenses em concurso ao '7 Maravilhas Naturais de Portugal' - a floresta Laurissilva e a praia do Porto Santo -, a Empresa de Cervejas da Madeira (ECM) aceitou a sugestão dada pelas autarquias do Porto Santo e São Vicente e lançou ontem os rótulos especiais de apoio, que irão conter informação relativa às candidaturas e sobre a forma de votar.

No total, serão sete milhões de rótulos a promover as 'maravilhas' madeirenses. A Coral terá seis milhões de rótulos nas embalagens reutilizáveis e não reutilizáveis e os refrigerantes Brisa, Brisol e Laranjada vão contar com um milhão. Esta iniciativa é, para o presidente da ECM, Miguel de Sousa, uma importante forma de ajudar no apoio e divulgação das duas candidaturas.

Os contra-rótulos identificam as duas maravilhas a concurso e clarificam como se processa a votação do público, através do 'site' e telechamada. A floresta Laurissilva e a praia do Porto Santo, após várias etapas, estão entre as 21 finalistas na eleição das '7 Maravilhas Naturais de Portugal'. A votação termina a 7 de Setembro.



DN Madeira

domingo, 6 de junho de 2010

Maior especialização no turismo ambiental







A Juventude Social-Democrata da Madeira (JSD/M) associou-se às comemorações ontem do Dia Mundial do Ambiente promovendo várias acções de limpeza de parques verdes, em todos os concelhos da Região, realizadas pelas brigadas de voluntários da JSD/M.
A iniciativa “Madeira mais Verde, mais Solidária”, que envolve os jovens na vertente ambiental, mostra que o voluntariado não se destina apenas à área social e pretende ser um movimento cívico em que, através da participação voluntária de jovens, promove também a boa prática ambiental. Com o slogan “Chega-te à frente!”, a JSD/M pretende mobilizar os jovens para o voluntariado, principalmente na vertente ambiental, promovendo a conservação da natureza, a consciência da biodiversidade e ainda a sustentabilidade do planeta.
Na iniciativa de limpeza que decorreu na Levada dos Piornais, nos Barreiros, o secretário-geral adjunto da JSD/M, Rúben Aguiar, destacou as propostas que estão em cima da mesa pelos jovens sociais-democratas e que serão enviadas para as entidades competentes.
Na área do turismo, a JSD/M pretende que haja uma maior aposta na formação dos agentes turísticos e guias de montanha sobre a biodiversidade do arquipélago da Madeira. Esta qualificação dos recursos humanos, numa maior especialização das diferentes áreas do turismo ambiental, deve ser de qualidade, como tal, a JSD/M pretende que sejam reconhecidos e acreditados os agentes turísticos que trabalhem na área do eco-turismo.
Uma outra proposta passa da juventude “laranja” pela boa prática na manutenção dos terrenos baldios e de mata. A JSD/M defende que deve haver um reforço dos recursos de iniciação às práticas agrícolas. Além disso, será feito um pedido para que haja uma maior consciencialização para a reflorestação de terrenos, evitando os incêndios e mantendo a paisagem verde.
Uma outra proposta que será endereçada ao Governo Regional é a reflorestação dos antigos aterros, como foram de valorizar o espaço envolvente.açio envolçvebte, bem como haja maior fiscalização.


Jornal da Madeira

Deputados do PSD fizeram passeio a pé e elogiaram obras nas levadas

Política ambiental eficaz






O grupo parlamentar do PSD na Assembleia Legislativa da Madeira assinalou ontem o Dia Mundial do Ambiente, com um passeio a pé por uma das levadas mais emblemáticas, a que liga a Portela ao Ribeiro Frio, num percurso de onze quilómetros, recentemente recuperado.
No final do mesmo, em declarações aos jornalistas, o porta-voz dos deputados “laranjas”, Bruno Macedo, sublinhou que, em termos governamentais, «a política tem passado pela requalificação e beneficiação dos percursos pedestres existentes na RAM».
«Neste momento, já temos 17 percursos pedestres intervencionados, 14 na Madeira e três no Porto Santo. Há um investimento total na ordem dos 4,8 milhões de euros, sendo que cerca de 70% são da responsabilidade do FEDER e trinta por cento do orçamento regional», recordou.
O deputado madeirense sublinhou que «o objectivo principal passa por beneficiar os nossos percursos pedestres, que são, de facto, um ex-libris para o turista que nos visita, e também para os habitantes da Região Autónoma da Madeira».
«Esta intervenção tem como objectivos: primeiro, melhorar as condições de segurança das veredas, em segundo aumentar a capaciadde de utilização das mesmas, quer por parte dos turistas quer por parte dos habitantes da Região, em terceiro preservar os nossos recursos naturais e paisagísticos e, em quarto lugar, melhorar o acesso, se houver necessidade disso, para acudir em caso de socorro; frisou também.
O deputado diz ser justo «relevar a politica ambiental do Governo Regional, que assenta no desenvolvimento sustentado e que faz com que o binómio homem/natureza se conjugue dentro de uma harmonia que interessa realçar neste dia».
«Nós achamos que é preciso ter visão das coisas e que todo o trabalho que tem sido feito, em termos ambientais, pelo Governo Regional, é um trabalho que mostra empenho, dedicação e uma visão de futuro para aquilo que nós queremos implementar na Região», complementou.
Bruno Macedo diz que é preciso não esquecer que «o ambiente é muito importante, não apenas como recurso mas também porque é essencial para o desenvolvimento humano e desenvolvimento sustentado que a RAM, como é óbvio, persegue e pretende implementar, sempre em benefício directo das suas populações».
«Com esta política, tem sido possível melhorar, em muito, as condições ambientais da RAM e está à vista as obras que têm sido feitas, no sentido de melhorar os nossos recursos naturais», concluiu.


Jornal da Madeira

ECM vai promover 'maravilhas naturais'

Embalagens da ECM com apoio às candidaturas de Porto Santo e de São Vicente







É uma forma diferente de poder promover as candidaturas dos municípios do Porto Santo e de São Vicente às '7 Maravilhas Naturais'. A Empresa de Cervejas da Madeira associou-se às propostas e vai brevemente lançar no mercado, através de milhares de contra-rótulos colocados nas diferentes bebidas (refrigerantes e águas) da marca ECM.

Miguel de Sousa, presidente da comissão executiva, disse ao DIÁRIO que "a campanha será uma forma de manifestação de apoio, quer da praia do Porto Santo quer, da Floresta Laurissilva", que participam ao concurso nacional que tem a sua final marcada para Setembro próximo na ilha de São Miguel, nos Açores.
De resto, adiantou que está prevista "uma apresentação oficial para a próxima terça-feira" onde todos os detalhes serão expostos e à mesa vão estar os dois presidentes das Câmaras do Porto Santo e de São Vicente.

Jorge Romeira, autarca vicentino, anteontem, durante a sessão ordinária da autarquia, manifestava o seu contentamento por ver "uma das maiores empresas da Região mostrar interesse na divulgação da Floresta Laurissilva", garantindo que, da parte da autarquia "dentro de pouco tempo vai sair mais publicidade", para que assim os cidadãos locais possam votar em força no evento que concorre na categoria de 'Florestas e Matas'.

No mês de Março foram revelados as 21 finalistas e até 7 de Setembro será alvo de votação electrónica do pública (no site www.7maravilhas.sapo.pt/).
O concurso integra sete categorias: Zonas Marinhas, Zonas Aquáticas Não Marinhas, Grutas e Cavernas, Praias e Falésias, Florestas e Matas, Grandes Relevos e Áreas Protegidas.

As '7 Maravilhas Naturais de Portugal' serão conhecidas a 11 de Setembro, numa cerimónia que vai decorrer nos Açores.



DN Madeira

sábado, 5 de junho de 2010

Manuel António anuncia novo parque florestal

Abarcará os concelhos do Funchal, Câmara de Lobos, Ribeira Brava e Ponta do Sol
O tutelar da pasta ambiental na Madeira visitou ontem as serras madeirenses, não só para verificar o estado em que se encontram as 500 mil árvores ali plantadas, mas também para assinalar o Dia Internacional do Ambiente, que hoje se comemora. Manuel António Correia aproveitou para anunciar «um projecto estruturante» que será criado nos próximos anos.





O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais informou ontem que o “tampão verde” do Funchal e Câmara de Lobos continua a crescer e vai-se transformar num parque florestal contíguo ao Parque Natural da Madeira. O investimento ascenderá a 3,8 milhões de euros, financiados com fundos comunitários do PRODERAM.
No total, serão 2.600 hectares, que irão abarcar, nos próximos anos, zonas dos concelhos da Ponta do Sol e da Ribeira Brava e que terão ligações às freguesias de Santo António e de São Roque.
A declaração foi feita no âmbito da visita que Manuel António Correia fez às serras do Funchal, em locais recentemente adquiridos pelo Governo Regional com vista à recuperação e regeneração daquele espaço. A visita insere-se nas comemorações do Dia Internacional do Ambiente, que hoje se comemora.
Manuel António Correia disse que o governo escolheu aquele local para fazer uma visita neste Dia, por considerar «este projecto emblemático no desempenho ambiental da Região».
Por outro lado, o secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais disse achar que a Região tem boas razões para comemorar o Dia do Ambiente, «porque todos os indicadores ambientais estão em progresso sustentado e sustentável». Prova disso é o reconhecimento internacional que a Região tem tido.
O secretário regional acrescentou que a Madeira tem muitos projectos em curso na área ambiental e deu o exemplo da água, dos resíduos e da área florestal.
O tutelar da pasta ambiental disse que o novo parque resultará do último grande projecto que envolve o Pico do Cardo e o Paredão, recentemente adquiridos pelo Governo Regional. Projecto que considerou «emblemático»
Outro dos objectivos da visita do secretário regional do Ambiente às serras do Funchal foi o de verificar o estado em que se encontram as 500 mil árvores já plantadas no âmbito do projecto de reflorestação daqueles espaços. Conforme foi possível verificar, as mesmas apresentam uma altura já razoável, demonstrando que se encontram em bom ritmo de desenvolvimento.
«Escolhemos esta área (para a visita), porque é uma transformação estrutural que está a acontecer, enquanto que as outras áreas, eu diria, já estão consolidadas». Apesar disso, reconheceu que muito há ainda a fazer nesses locais.
Manuel António Correia lembrou que a área ontem visitada, há alguns anos atrás, estava «completamente delapidada» pelo pastoreio selvagem. «E isso era um problema ambiental, mas também em termos de segurança das populações e dos recursos hídricos, porque as serras são fundamentais em termos de captação de águas», disse o secretário regional. Terminado o pastoreio selvagem, o governo tomou outras medidas, nomeadamente a aquisição de terrenos e o desenvolvimento de projectos que visam a reflorestação das serras madeirenses.




Jornal da Madeira

Floresta leva milhões

Serão plantadas mais 400 mil árvores numa área de 500 hectares


O Governo Regional vai investir 3,8 milhões de euros na reflorestação de 500 hectares nas serras de Santo António, São Roque e parte de Câmara de Lobos. O anúncio formal do investimento foi feito ontem, no local, com os presidentes das juntas a marcar o arranque da empreitada. Rui Nunes e Rui Santos plantaram a sua árvore, tal como o secretário do Ambiente.




Manuel António Correia explicou que esta nova fase do 'tampão verde' ao Funchal arranca agora porque os terrenos em causa chegaram há pouco tempo à posse pública. Estes hectares foram expropriados, conforme sublinhou o titular da pasta do Ambiente. "Esta é a prova de que o Governo Regional não expropria apenas para construir estradas, escolas, centros de saúde e hospitais, também expropria em prol do Ambiente".

Com os terrenos na posse do Governo, está previsto um investimento de 3,8 milhões de euros para a reflorestação, que será comparticipado com fundos da União Europeia. Ao todo, serão plantadas 400 mil árvores, mas haverá miradouros e 10 quilómetros de caminhos. O secretário entende que assim, ao tornar a serra e a floresta acessível poderá protegê-la melhor, os cidadãos terão consciência da sua importância.

Certo, para já, é que a par da maior acessibilidade - será feito um caminho que ligará à Barreira em Santo António - a Secretaria Regional do Ambiente fará um reforço na vigilância, pois com a criação da floresta chega também o risco de incêndio. Os caminhos, que se irão manter em pedra, irão servir para os carros dos bombeiros, em caso de emergência.

Quanto às espécies, a Direcção de Florestas vai introduzir algumas endémicas nas áreas menos expostas ao vento. Serão plantados loureiros, cedros da Madeira, teixos e pardos nos recantos mais protegidos dado que, para as zonas mais expostas, a solução passa pela plantação de pinheiros e abetos. Estas árvores resistem aos rigores do tempo e conseguem suster os solos.

Os projectos e o investimento (os 500 hectares somam-se aos 1.800 que está na alçada administrativa do Governo) são, na opinião de Manuel António Correia, a prova de que a Madeira está a melhorar os seus indicadores ambientais, incluindo na floresta. Neste momento, não existe pastoreio desordenado, a florestação ganha mais área.



DN Madeira

Áreas protegidas com planos de gestão

A Madeira é a primeira região do país a criar planos de gestão para todas as áreas

Todas as áreas protegidas da Região já possuem o seu Plano de Ordenamento e Gestão (POG) aprovado, publicado e em execução. A única excepção é a da Reserva Natural Parcial do Garajau cujo processo está já em fase de conclusão, terminada que está a consulta pública.




Segundo refere ao DIÁRIO o director do Serviço do Parque Natural da Madeira (SPNM), Paulo Oliveira, a Região passa a ser assim uma das primeiras zonas do país a ter todas as áreas protegidas e todos os sítios da Rede Natura 2000 devidamente cobertos com planos de gestão, uma imposição legal da União Europeia.
Estes documentos, que na Região começaram a ser elaborados há menos de dois anos, são "instrumentos hierarquicamente superiores a todos os outros instrumentos de gestão territorial e definem as regras de utilização das áreas em causa", explica o director do SPNM, acrescentando que são assim os "documentos basilares de todas as intervenções feitas nos locais".

O responsável afirma que no caso da Região, que tem uma rede de áreas protegidas estabelecida e operacionalizada com bastante dinâmica, os POG significam um 'passar para o papel' o que tem vindo a ser feito no terreno há muito tempo.
O primeiro plano de gestão a ser elaborado foi o da Reserva Natural das Ilhas Selvagens. Na altura, explica, assumiu uma "configuração de regulamento interno da reserva". Desde então já foram aprovados e publicados outros 10 planos.

Para breve está então a publicação do Plano referente à Reserva Natural Parcial do Garajau. Paulo Oliveira refere que, no caso desta área, o documento "visa integrar o objectivo primordial da reserva (conservação da natureza e dos recursos marinhos daquele espaço) com uma adequada utilização e usufruto por parte das pessoas", isto porque o Garajau é um dos pontos-chave na Madeira para as actividades turísticas relacionadas com o mergulho. Só no ano passado, mergulharam naquela área cerca de 3 mil pessoas.

Foi também no âmbito da realização do POG do Garajau que foi identificado, segundo critérios objectivos, "ser vantajoso para aquela reserva uma gestão conjunta com o Sítio da Rede Natura 2000 do Pináculo, com o qual tem fronteiras parcialmente coincidentes".
As vantagens desta 'fusão' prendem-se sobretudo com uma melhor gestão dos meios humanos e financeiros afectos ao esforço de conservação da natureza, mas Paulo Oliveira vai mais longe e afirma que "a aplicação de estratégias de conservação complementares vai melhorar o trabalho que é efectuado em cada um dos espaços". Porém, enquanto é preparada a forma jurídica mais adequada de integrar os dois espaços, numa primeira fase será feita a gestão conjunta dos locais, baseada nos respectivos planos de gestão, no caso da Reserva do Garajau, e no programa de medidas de conservação, no caso do pináculo).
O director do SPNM acrescenta ainda que, ao longo do documento de diagnóstico (1ª fase dos POG), foi determinado que "seria do maior interesse promover a classificação da Reserva do Garajau como Sítio da Rede Natura 2000".

11 sítios da Rede Natura

A Rede Natura 2000 é uma rede europeia de sítios protegidos. Em toda a União Europeia existem cerca de 27.000 sítios dos quais 11 se encontram na Região, nomeadamente: a Floresta Laurissilva, o Maciço Montanhoso Central, as Reservas Naturais das Desertas e das Selvagens, a Área Protegida da Ponta de São Lourenço, a Reserva Natural da Rocha do Navio, os Ilhéus e o Pico Branco do Porto Santo, as Achadas da Cruz, os Moledos e o Pináculo.
Além dos Sítios da Rede Natura 2000, que são por definição áreas protegidas, existem ainda na Região, a Reserva Natural Parcial do Garajau, a Área Protegida da Ponta de São Lourenço, e a Rede de Áreas Marinhas Protegidas do Porto Santo.

Dia do Ambiente

No âmbito da Expo-Energias Funchal 2010, pelas 11 horas, no Largo da Restauração, Nuno Nunes, docente da Universidade da Madeira, será o prelector de uma conferência sobre 'Conservação da Natureza utilizando Sensores e Redes Sociais'. Pelas 16h30 haverá uma maratona fotográfica.
No Porto Santo, o Dia Mundial do Ambiente será assinalado com uma acção de limpeza da praia, a partir das 10 horas. O ponto de encontro será o cais do Porto Santo. Já pelas 17 horas, haverá uma conjunto de ateliers sobre 'Praia do Porto Santo - Maravilha Natural de Portugal', no Largo do Pelourinho.
No âmbito das comemorações alusivas ao Dia Mundial do Ambiente, a Câmara Municipal da Ribeira Brava, em parceria com a Câmara Municipal do Funchal, promove na próxima segunda-feira, dia 7, a partir das 14 horas, uma acção de sensibilização ambiental na promenade da frente mar da Vila da Ribeira Brava.
A Associação dos Amigos do Parque Ecológico recebe hoje a visita de um grupo de 40 turistas nórdicos nas suas áreas de plantação no Pico do Areeiro e no Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha.
A Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos Cónego João Andrade do Campanário promove hoje, a bordo do veleiro 'Ventura do Mar, uma visita à Reserva Natural das Ilhas Desertas. A iniciativa envolve cerca de duas dezenas de docentes.


DN Madeira

Entrevista com Rocha da Silva





Assinala-se, hoje, o Dia Mundial do Ambiente, num ano que é também dedicado à biodiversidade.

A nossa biodiversidade e a nossa floresta estão de saúde? Podemos afirmar que a Madeira continua a ser uma referência mundial em termos de biodiversidade.

Estamos melhor? Se estivermos a falar da nossa floresta natural e tivermos em conta os dados que eram oficiais em 1972 e que apontavam para 12 mil hectares de floresta natural, hoje constata-se que estamos quase a atingir os 17 mil hectares. Estamos, por isso, bem melhor.





Em termos de 'ataques à biodiversidade, fala-se, por exemplo, do radar e da implicação na freira da Madeira e ainda do teleférico para o Rabaçal. É possível manter a qualidade da floresta com estas intervenções em zonas naturais? Em termos globais, sim. Penso que qualquer um dos casos que acabou de citar não afecta, em termos globais, a qualidade do nosso bem.
Obviamente, localmente sempre que há uma intervenção, essa intervenção manifesta-se. Mas globalmente estamos a falar de um bem com cerca de 17 mil hectares.
E quanto ao Rabaçal, está suspenso neste momento. Embora em termos de localização, e referindo os próprios peritos da UNESCO que aí vieram, é algo que fica no limite dos locais onde a floresta se encontra mais próxima do seu equilíbrio.



O teleférico do Rabaçal está suspenso para sempre, ou será para retomar mais tarde? Penso que estas coisas dos homens nunca são definitivas. Quem sabe se daqui a uma, duas, três gerações...

E se dependesse de si uma decisão? Se a decisão dependesse de mim, veria o Rabaçal como um sítio com muitas possibilidades. É o único local que tem quatro levadas. Chega a ter mais de 800 visitantes por dia e está marcado pela presença humana. É claramente um local a ter em linha de conta no sentido de obter maiores ganhos, maior distribuição de riqueza, aproveitando as belezas naturais da Madeira.
Eu vejo o Rabaçal como um local gerador de emprego. Aliás, a prova dessa possibilidade é o meio de transporte que a Câmara Municipal da Calheta lá tem e que transporta mais de 30 mil pessoas por ano.
Tudo isto para dizer que o Rabaçal merece um plano que preveja um certa evolução para o local, a criação de postos de trabalho, mas tudo isto numa perspectiva de qualidade.

Em relação ao radar no Pico do Areeiro, como vê as declarações do geógrafo Raimundo Quintal que fala na Bela, referindo-se ao Pico do Areeiro, e no Monstro, referindo-se ao radar? Estou tentado, por uma questão sentimental, a assinar por baixo da afirmação do dr. Raimundo Quintal. E digo-lhe por uma questão sentimental porque já vou tendo alguma idade e conheci o Areeiro sem que a estrada passasse do Poiso para cima. Portanto, sou uma testemunha do que era o Areeiro, do que era o Paul da Serra sem qualquer acesso automóvel. De maneira que ainda tenho aquela nostalgia do passado.
Efectivamente para qualquer um de nós, ou pelo menos para aqueles que conheceram o Areeiro sem qualquer intervenção, naturalmente essa expressão da Bela e do Monstro faz sentido.

Concorda que a Floresta pode ser também um negócio? Falo disto porque na Assembleia o próprio engenheiro já foi criticado por ter negócios em área de floresta. Não tenho nenhum!

Mas lembra-se da oposição ter falado nisso? O que inventam, o que dizem é algo que me ultrapassa.

Mas concorda com o conceito de floresta/negócio? Quer por razões de segurança das pessoas, que muitas vezes se metem sozinhas em áreas que desconhecem, quer para evidenciar as virtudes da nossa floresta, acho que a visita à nossa floresta tem de ser praticada por quem a entende. Mas isso reduziria o uso da floresta a uma certa elite de técnicos que a conhecem. E aí entendo que é uma área de negócio. Isto no sentido de que é através da floresta que se poderá conseguir uma maior distribuição de riqueza. A montanha deve ter uma perspectiva de defesa de usos e costumes das populações, bem como constituir uma forma de distribuição equitativa de riqueza.

Disse que a floresta deve ser explorada por quem a conhece. Neste momento há pessoas a explorar que não a conhecem? Evidentemente. São as regras actuais do mercado. Temos guias cá na Madeira que vêm de todo o espaço europeu e não só. Que muitas vezes na primeira vez que cá vêm, na qualidade de visitantes, tiram notas e elaboram determinados circuitos e programas que depois vendem por essa Europa. São simples livros de bolso com informação sintetizada que expõe as pessoas a determinados riscos.

Isso põe em causa o nosso destino? Pode contribuir para uma imagem menos boa do nosso destino. Embora as pessoas, muitas vezes, corram riscos por sua conta.

Em termos de passeios nas serras, o princípio do utilizador/pagador, como existe em Canárias, poderia ser aplicado na Região? Canárias explora isso. Mas nós temos particularidades. O facto de muitos desses espaços serem privados levanta muitas questões. Mas isso não significa que seja um dossier encerrado. Pessoalmente, taxar simplesmente a passagem de alguém choca-me um pouco.
Agora se for numa lógica de prestação de serviços, de passeios acompanhados, é algo que deveria acontecer e é legítimo que aconteça.

Em Canárias, com meia dúzia de endemismos, fazem um autêntico festival na divulgação. Nós aqui temos dezenas e dezenas, há quem diga que são pouco divulgados. Como se poderia inverter esta situação? Não sei se será saudável inverter. Canárias tem uma realidade completamente diferente e dois milhões e meio de habitantes.
Mas provavelmente eles também não deverão estar a mostrar as partes mais íntimas da floresta. Pois entendo que essa divulgação pode não ser saudável porque estamos num mundo em que temos coleccionadores para tudo. Por exemplo, no Ribeiro Frio existe uma planta endémica que está dentro de uma caixa fechada, porque há coleccionadores de orquídeas selvagens que pagariam muito dinheiro. Portanto, termos a nossa estrutura ecológica aberta dessa forma, não sei se seria saudável.

No passado 20 de Fevereiro, a desgraça veio do alto. A floresta que temos ainda nos protege, ou já perdemos muito desse tampão protector? Eu sei que nessa altura se escreveu muita coisa. Mas, em primeiro lugar, se atentarmos à orografia da ilha, vemos que mesmo sem o homem cá estar estas coisas já aconteciam. Todos estes vales foram talhados com fenómenos daquele género.
Globalmente, a floresta é sempre um factor de segurança. Eu não tenho dúvidas nenhumas em afirmar que se não houvesse floresta, a situação teria sido bem pior.
Por exemplo, no Curral das Feiras, houve relatos da população a dizer que as águas vinham limpas. Mas se fosse antes da retirada dos animais que andavam pelas encostas, a catástrofe seria muito pior.

A propósito, foi muito criticado pelo abate daquele gado após o temporal. Não se arrepende disso? A questão do gado acabou oficialmente em 2003.
Esse abate foi um mês e meio depois dos temporais, e o abate é um processo que vem desde essa retirada em 2003. Na altura, o governo tomou a decisão de indemnizar, como se de uma propriedade se tratasse, e pagou principescamente. Foram cerca de 37 contos e 500 por cabeça e o facto das pessoas terem ficado com a carcaça e com a carne para vender significou um rendimento na ordem dos 50 contos. Quando, na melhor das hipóteses, valeria 15 contos no mercado.
Isso fez com que as pessoas aderissem, porque estavam cansadas de serem roubadas. Porque o gado na serra era motivo para muitas histórias. Esta retirada do gado destruiu a estrutura que havia à volta do gado.

Considera uma vitória? Não! A minha ligação com os pastores e criadores de gado não me permite usar essa expressão, porque são pessoas com quem convivo no dia-a-dia.
O que não podemos é voltar atrás. Se tivéssemos permitido isso no temporal de 20 de Fevereiro, era o que teria acontecido. Iria levar a que paulatinamente os animais fossem voltando às serras. E quem voltaria a lá colocá-los seriam precisamente aqueles que antes andavam a roubar os outros, aqueles que, inclusivamente, prometem porrada. Era o mais forte, porque se outro qualquer for lá colocar, os animais desaparecem e, na eventualidade de uma queixa, os mais fracos ainda levavam um enxerto de porrada.
Ao permitir isso, a 20 de Fevereiro, estaríamos a fomentar a clandestinidade e o caos. Já para não falar das pessoas que foram vítimas, ao longo dos anos, da presença dos animais nas serras, que destruíam as culturas.

Num outro plano, não se vê agora o mesmo empenho no combate às plantas infestantes? A dinâmica não abrandou, mas a realidade alterou-se. Mesmo ao nível dos recursos humanos. A simples alteração das leis laborais tem um efeito tremendo na forma como as coisas decorrem quando estamos a falar de trabalhos no terreno. Arranjar uma vereda entre o Pico Ruivo e a Encumeada, que leva cinco horas a percorrer, é difícil, porque leva o tempo útil de trabalho quase só a fazer o trajecto. Devo dizer que quando entrei nos serviços florestais, na zona do Poiso havia à volta de 120 homens, hoje tenho lá quatro ou cinco. Mas era porque na altura havia o trabalhador eventual, que era algo que deveria voltar a ser implementado. Por exemplo, em 1983, no Curral das Freiras, foi-me comunicado um incêndio numa sexta-feira, as 11 horas da noite, e eu, no sábado, às oito da manhã, tinha lá 60 homens a combater as chamas.
Agora as coisas são diferentes. Tivemos de elaborar o inventário florestal, estamos a ultimar uma carta de uso dos solos e realizámos uma série de estudos sobre as 100 espécies 'top' de invasores. Uma série de instrumentos que nos vão permitir elaborar, com credibilidade, projectos para serem financiados.

O Verão está a chegar, o que está a ser preparado para evitar os incêndios? Costumo ser sempre muito comedido quando falo da questão dos incêndios. Posso estar aqui a falar para o cidadão conscencioso e que até quer participar na protecção do seu meio, mas tenho de ter consciência de que também estou a prestar informações a quem quer pegar lume.
Contudo, posso dizer que a Região tem reforçado o corpo de bombeiros e apostado na educação ambiental. Agora, qualquer coluna de fumo que apareça na paisagem é logo denunciada.


DN Madeira

sexta-feira, 4 de junho de 2010

É necessário instalar postos de recarga eléctrica

Defende António José Brito, da Algarve Renovável






Um próximo passo na Região no que concerne aos transportes amigos do ambiente deve ser a colocação de postos de recarga eléctrica para os veículos movidos a este tipo de energia. A ideia foi, ontem, defendida por António José Brito, da “Algarve Renovável”, que foi prelector numa conferência no âmbito da “Expo Energias”, que decorre no Largo da Restauração.
António Brito entende que todas as estações de serviço deviam ser obrigadas a ter «uma tomada eléctrica com contador», já que em Portugal quem guia um veículo eléctrico «atravessa desertos todos os dias». No continente, a instalação destes postos tem vindo a ser prometida, mas «todos os anos se vão adiando as coisas». Apesar de em número reduzido, ainda assim já existem alguns.
Por outro lado, dado que na Região estes postos ainda não existem, defende que esse deverá ser o próximo passo. Aliás, frisou que cada posto custa «no máximo 50 a 100 euros» e que «para uma entidade pública não é nada de transcendente». António Brito frisa, contudo, que os descontos nos estacionamentos que existem no Funchal para este tipo de veículos «é um bom passo no sentido de incentivar as pessoas a utilizar meios de transporte mais amigos do ambiente para entrar nas cidades».
Este responsável salientou também que no que diz respeito a transportes públicos amigos do ambiente, o Funchal está à frente do resto do país, sendo a única cidade que tem os mini-autocarros “Gulliver”.



Jornal da Madeira


Está ultima afirmação está incorrecta





A Cidade de Almada também vai ter os pequenos Autocarros Gulliver a circular

Plano para o mar

Governo Regional quer lançar procedimentos ainda este ano


O Plano de Ordenamento do Espaço Marítimo deverá ser implementado, pelo Governo Regional, a muito curto prazo, sendo que é intenção lançar os procedimentos ainda no decorrer deste ano. Numa altura em que se assinala mais um dia mundial do Ambiente, o director regional com a tutela diz ao JM que ainda este ano vai ser lançado também o concurso para a monitorização das águas interiores e marinhas






O Governo Regional está a preparar o Plano de Ordenamento do Espaço Marítimo, o qual tenciona implementar a curto prazo. A ideia é avançar com os procedimentos ainda no decorrer deste ano, conforme disse, ao JORNAL da MADEIRA, o director regional do Ambiente.
Em vésperas de se assinalar mais um Dia Mundial do Ambiente (que acontece amanhã, dia 5 de Junho), João Correia explica que este plano é feito a nível nacional e integra a Madeira e os Açores nas suas especificidades.
Este plano tem a ver, segundo aquele responsável, com a definição dos assuntos do mar. Ou seja, define o tipo de actividades que se exercem no mar, como sejam a parte turística, a pesca, a extracção, a indústria.
Com uma grande variedade de funções e competências, torna-se difícil, à direcção regional tutelada por João Correia destacar uma ou outra área em que trabalha em prol de um melhor ambiente.
São muitas e variadas as actividades realizadas no sentido de salvaguardar aquilo que é de todos.

Monitorização das águas


Assim, João Correia começa por falar na Inspecção do Ambiente que tem a responsabilidade de punir e realizar acções de prevenção. A este nível e como o JM noticiou na sua edição de ontem, foram feitas 211 inspecções de Janeiro a Abril deste ano.
Uma outra actividade que vai arrancar dentro em breve é a monitorização das águas interiores e das águas marinhas. Isto, conforme explica o director regional do Ambiente, no cumprimento da directiva do quadro da água.
«Vamos lançar este ano, concurso para essa monitorização que é obrigatória», adianta ainda o director regional do Ambiente.
«Vamos continuar com as nossas funções em termos dos procedimentos de avaliação de impacto ambiental», garante ainda João Correia.
«É nossa obrigação implementar os projectos que a lei obriga. Analisá-los, avaliá-los, colocá-los em consulta pública...», sublinha o director regional do Ambiente.
Mas as actividades que visam sensibilizar os madeirenses para as boas práticas ambientais não se ficam por aqui. De destacar ainda o projecto “eco-escolas”e a iniciativa “bandeira azul”.
O Executivo madeirense, e ainda segundo adianta o director regional do Ambiente, quer estender à Madeira, o projecto “Eco-XXI”, que tem a ver com a autarquia amiga do ambiente.
O Projecto Eco-XXI, é promovido, a nível nacional, pela Associação Bandeira Azul da Europa, desde o ano de 2006, e através do qual se pretende reconhecer as boas práticas de sustentabilidade e qualidade ambiental desenvolvidas ao nível do município, valorizando um conjunto de aspectos considerados fundamentais à construção do desenvolvimento sustentável, alicerçados fundamentalmente em dois pilares - a educação, no sentido da sustentabilidade e a qualidade ambiental.

Eco-escolas em Outubro


Para Outubro está também agendado um encontro subordinado ao tema “Eco-escolas”, o qual reunirá todas as escolas da Madeira.
Para além disso, de referir que a direcção regional do Ambiente continua a acompanhar e a analisar a exploração de pedreiras e outras indústrias que se dedicam a esta actividade.


Sobre as questões ambientais
Madeirenses mais reclamantes


«Os madeirenses estão muito mais sensibilizados para as causas ambientais», considera o director regional da tutela, o qual refere que os indicadores dão conta dessa situação.
«Vê-se na limpeza, na adesão à recolha selectiva», afirma João Correia. Até no que se refere às queixas, o director regional do Ambiente é de opinião de que as pessoas estão mais reclamantes.
«Intervêm mais, denunciam mais. Isso é tudo um sinal de que as pessoas não estão indifirentes às questões do Ambiente», afirma o director regional do Ambiente.
Para amanhã, Dia Mundial do Ambiente, a Madeira não tem um programa específico, sendo que João Correia afirma que todos os dias «trabalhamos em prol do ambiente».
«O nosso dia do ambiente são os outros 364 dias», afirma aquele governante.
Ainda assim, hoje à noite, realiza-se a habitual corrida do ambiente, iniciativa que regista grande participação.



Jornal da Madeira

Inauguração do Reservatório das Águas Mansas

Decorreu no sítio das Águas Mansas, Freguesia de Gaula, Concelho de Santa Cruz.




O Presidente do Governo Regional da Madeira, no dia 2 de Junho, pelas 17:00 horas, inaugurou o Reservatório das Águas Mansas, no sítio das Águas Mansas, Freguesia de Gaula, Concelho de Santa Cruz.

A execução do Reservatório das Águas Mansas representa a concretização de mais uma das acções previstas no Programa de Governo no âmbito da melhoria do abastecimento de água às populações.

Trata-se de um reservatório em betão armado, com capacidade de armazenamento para 1.000 m3 e que permite o reforço do abastecimento público de água potável à população das zonas altas do Concelho de Santa Cruz, em particular da Freguesia de Gaula.

Este reservatório, implantado à cota 750, é abastecido com água proveniente da Estação de Tratamento do Santo da Serra por intermédio de uma conduta adutora com o diâmetro de 200 mm lançada ao longo da Levada da Serra do Faial com 4.400 metros de extensão.

A obra incluiu ainda o lançamento de condutas para ligação à rede de distribuição numa extensão de 950 metros, a construção de um posto de desinfecção da água por intermédio da injecção de hipoclorito de sódio e a integração das novas infra-estruturas no Sistema de Telegestão da IGA.

Trata-se de um investimento do Governo Regional orçado em Um Milhão de Euros, tendo sido co-financiada pela União Europeia ao abrigo do Fundo de Coesão.





















PGRAM