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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Lagoa do santo recuperada até 2011

Secretaria do Ambiente mantém aposta no sector da água agrícola. Só em obras recentes e em curso foram investidos 22 milhões de euros





Até ao final do próximo mês de Julho, a Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais pretende lançar o concurso público com vista à obra de recuperação da Lagoa do Santo da Serra.

O secretário regional, Manuel António Correia, disse ao DIÁRIO que o objectivo é que a obra fique concluída já durante o próximo ano. Segundo explica o governante, a lagoa do Santo tem uma capacidade para armazenar 800 mil metros cúbicos de água. Porém, devido ao mau funcionamento e a dificuldades estruturais, a utilização efectiva não ultrapassa os 200 mil metros cúbicos.

"A recuperação vai devolver à lagoa a sua capacidade original, quadruplicando a actual capacidade efectiva de armazenamento", acrescenta. "Será um importantíssimo reforço das reservas de abastecimento de água para agricultura, em particular da zona Sul Nascente da ilha".
Mas o investimento que o Governo Regional tem feito no sector da água agrícola, sobretudo nos últimos anos, não se esgota na obra que será lançada dentro de um mês.

A aposta no sector tem sido uma das prioridades da Região e, segundo explica o secretário regional, essa prioridade tem razões económicas e sociais. "O Governo quer fomentar o crescimento da agricultura e os agricultores, ao terem acesso à água, têm possibilidade de gerar riqueza e melhorar as suas economias domésticas".

O plano de investimentos ao nível do sector da água agrícola tem sido dividido em duas áreas fundamentais, a do armazenamento e a do transporte da água (vide destaque abaixo).

Em termos de lagoas ou de locais de armazenamento de água agrícola, Manuel António recordou que a recente inauguração da lagoa das Águas Mansas, na zona alta de Santa Cruz. Além desta, "terá início a execução da obra, já em 2010 para estar concluída em 2011, uma lagoa na Portela, que vai servir os concelhos de Machico e de Santa Cruz, e que vai ter capacidade para 100 mil metros cúbicos", acrescentou. Será também durante o próximo ano que vai ficar concluída a Lagoa da Ponta do Pargo.

Com concurso lançado ainda este ano haverá ainda uma outra lagoa, desta feita no sítio do Juncal, Paul da Serra.
O secretário regional acrescenta ainda que só as obras que foram recentemente concluídas no sector da água agrícola e aquelas que estão já em curso (sem considerar investimentos futuros como o da Lagoa do Santo da Serra), correspondem a cerca de 22 milhões de euros de investimento.
O valor comprova como este "é um sector muito enfocado e que continuará a ser uma prioridade do Governo Regional dentro da estratégia de gestão da água, da agricultura e do estímulo ao crescimento agrícola", afirma e garante: "O sector da água agrícola é uma das prioridades para encarar a tal prioridade global que é a água".

Recuperação do Lance sul da levada dos tornos vai custar 4 milhões




A obra de recuperação do último lance da Levada dos Tornos (lance Sul entre as freguesias de Gaula e Água de Pena) será iniciada em breve.
Manuel António, secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, disse que a obra está actualmente em fase de adjudicação. Será um investimento de quatro milhões de euros, apoiados por fundos europeus.

Além desta empreitada que, o Governo pretende que se inicie ainda este ano, têm se sucedido os investimentos em termos de recuperação dos grandes canais de transporte de água, a outra das grandes 'traves-mestras' no âmbito do plano de investimentos regionais no sector da água agrícola.
Manuel António recorda que recentemente foi recuperada a Levada da Serra do Faial (além do canal de transporte é também uma zona conhecida para passeios pedonais) e está já em curso a recuperação da levada entre a Calheta e a Ponta do Pargo, "cuja primeira fase - da Calheta até aos Prazeres - já foi concluída estando actualmente em execução a recuperação do troço entre os Prazeres e a Ponta do Pargo".

O secretário regional do Ambiente explicou que estão também em curso as obras de recuperação da levada entre a Calheta e a Ponta do Sol e da levada entre Machico e Caniçal.



DN Madeira

Prioridade aos produtos regionais é "urgente"


ALM quer produtos de cá mais consumidos nas cantinas e refeitórios






A Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) quer que os produtos regionais sejam mais consumidos nos serviços públicos, como cantinas e refeitórios da Região Autónoma da Madeira.

Daí, ter já publicado no Jornal Oficial da Região (JORAM) uma resolução, aprovada pelo plenário de deputados, que visa promover algo que, frisam, até à data, tem sido "desvalorizado".

O documento, publicado na I Série do JORAM na quarta-feira passada e assinado pelo presidente da ALRAM, Miguel Mendonça, começa com umas recomendações claras quanto ao objectivo desta resolução.

"Recomenda a promoção do consumo de produtos regionais nas unidades de restauração públicas da Região", justificada no parágrafo seguinte.
"Com a chegada do mercado global, é por vezes menos dispendioso comprar produtos produzidos a uma grande distância, apesar dos custos acrescidos de transporte, acondicionamento, inspecção e outros".

Também justifica-se este diploma pelo facto de "o consumo preferencial de produtos vindos do exterior prejudica a economia regional, não ajuda a escoar os produtos agrícolas produzidos na Madeira - com claro prejuízo para os nossos agricultores - e desvaloriza o esforço de produção de produtos de grande qualidade que, felizmente, abundam neste arquipélago".

Assim, há que tomar "medidas concretas e urgentes que protejam e promovam a produção regional de produtos alimentares e que facilitem o seu escoamento". E as medidas visam dar preferência a estes produtos regionais, que devem ser "consumidos em todas as cantinas ou refeitórios públicos de estabelecimentos dependentes de entidades públicas ou de capitais maioritariamente públicos" na Região.

Também, recomendam ao Governo que actue "no sentido de reforçar o consumo de produtos regionais de qualidade nos refeitórios de escolas, hospitais, lares de terceira idade, centros de convívio, instituições de acolhimento de menores, entre outras", que recebam apoios públicos, pois assim contribuir-se-á para o "objectivo comum de reforçar a nossa economia regional e de revitalizar a produção agrícola de qualidade".

A excepção vai para os casos em que se comprove que a oferta não seja de quantidade e qualidade, nesta ordem, passível de responder à procura, devendo os serviços tentar em quaisquer dos meios de produção - certificados de produção integrada, modo de produção biológico, denominação de origem protegida, indicação geográfica protegida ou protecção integrada - priorizar a agricultura regional. O documento foi aprovado há precisamente um mês.



DN Madeira

Hotéis apostam no turismo de saúde para esbater a sazonalidade (Porto Santo)

Talassoterapia já representa 6% da receita hoteleira





O Porto Santo ainda continua à procura da sua identidade turística. Tido como destino de sol e praia, as condições climáticas adversas durante o Inverno tem levado as entidades e os empresários a procurarem produtos alternativos que atenuem a sazonalidade. Exemplo disso foi a aposta no turismo da saúde e mais recentemente com a construção de um campo de golfe.

No caso da saúde, as apostas do Grupo Ferpinta numa clínica de talassoterapia no Hotel Vila Baleeira e mais recentemente da família de Roberto Monteiro, no Hotel do Porto Santo, acrescentou valor ao destino, embora os primeiros resultados ainda sejam incipientes.

Com doze profissionais afectos à Talassoterapia Baleeira, e área de saúde do hotel é procurada por 25% dos hóspedes do Hotel Vila Baleeira, a que se juntam outras centenas de turistas vindos de outras unidades ou até residentes na ilha.

Marco Ferreira, o director da unidade, reconhece ao DIÁRIO que a "ilha e mesmo o nosso hotel ainda não se afirmou como uma referência do turismo da saúde. E preciso investir mais na promoção", reconhece.

Revelando que a procura pelos tratamentos e serviços prestados pela clínica depende do tempo e da época do ano, Ferreira admite que os clientes de Inverno são os que mais pagam pelo acesso, até porque beneficiam de descontos que podem atingir os 20%.

Para o director do Hotel Vila Baleeira o problema maior do Porto Santo tem a ver com o crescimento da oferta de camas, que são nesta altura excedentárias para a capacidade de transporte aéreo garantido, sobretudo com origem no estrangeiro e em particular os voos não regulares, que são hoje muito menos do que eram no passado.

Para este hotel, os serviços prestados pela clínica de talassoterapia representam já 6% das receitas totais, de aposento, comidas, bebidas e funções (aluguer de salas, festas, etc.), valor que tem vindo a crescer e deixam boas perspectivas em aberto.

Também o Hotel do Porto Santo investiu num Spa que tem como referência os tratamentos com areias quentes, mas que oferece as massagens, os serviços de estética e piscina.

10% dos clientes querem o Spa

Raul Gonçalves, o director da unidade assume que o investimento no turismo de saúde traduz a filosofia dos accionistas, bem como o 'know-how' adquirido ao longo de mais de duas décadas com um estudo desenvolvido pelo investigador madeirense João Batista, que comprovou as qualidade terapêuticas das areias.
Com contratos com operadores noruegueses e ingleses, que trazem à ilha e ao Spa centenas de turistas, o director hoteleiro revela que 30% dos seus clientes procuram este produto específico, sendo claro que a cada mês há mais clientes, com a particularidade de um terço das receitas serem geradas pelos tratamento de areia quente, uma referência do Porto Santo à escala nacional e internacional.

Raul Gonçalves acredita que o turismo de saúde pode assumir-se como uma alavanca da procura pelo Porto Santo no Inverno, um contributo para esbater a sazonalidade pois garante ao turistas uma alternativa em caso de mau tempo.

Por médicos hotel do Porto Santo manda efectuar novo estudo das areias


Desde a década de 90 que o Hotel do Porto Santo tem uma clínica-piloto que tem prestado tratamentos a pacientes acompanhados e monitorizados por equipas médicas e científicas. De acordo com o investigador João Baptista, a areia do Porto Santo "é muito fina e calibrada, com partículas tubulares, permitindo uma grande aderência à pele. Em termos químicos, possuem quantidades de óxido de cálcio e óxido de magnésio e estrôncio acima do normal, quando comparadas com outras areias, elementos extremamente benéficos para a saúde. As propriedades térmicas também são únicas, uma vez que a difusão do calor é alta e a taxa de arrefecimento é baixa. Já a argila bentonítica possui baixa granularidade e abrasividade, boa plasticidade e elevada capacidade de troca catiónica.

É com base em toda esta informação que o Hotel do Porto Santo encomendou outro estudo, desta feita a um grupo de médicos por forma a que estes determinem com maior rigor os efeitos dos tratamentos com areias quentes.



DN Madeira

Centro abre com 12 jovens

Tem capacidade para 48 e vai acolher jovens em conflito com a Lei








O Centro Educativo da Madeira entra em funcionamento ainda no decorrer deste mês e deverá começar com 12 jovens, embora a sua capacidade seja de 48. O internamento de cada jovem em conflito com a lei dependerá sempre do tribunal conforme fez questão de esclacer ontem a directora-geral de Reinserção Social.
Leonor Furtado falava aos jornalistas momentos antes de uma visita guiada às instalações deste Centro Educativo no Caminho do Estreito, Santo da Serra. Um milhão e 500 mil euros foi quanto custou o contrato dos serviços que vão ser prestados em parceria entre a Direcção Geral de Reinserção Social e a União Meridianos de Portugal. As instalações em si custaram cerca de 7 milhões de euros.
Nesta visita, que foi acompanhada por deputados da maioria dos partidos com assento parlamentar na Assembleia Legislativa da Madeira (ALM), Leonor Furtado recordou que aquele Centro Educativo, construído há muito tempo, é um equipamento «precioso» que vai recorrer a execução de medidas de gestão que permitam a execução do internamento de jovens.
«Sugerimos ao Ministério da Justiça, a abertura de um concurso internacional para partilharmos a gestão deste Centro Educativo. O projecto é inovador na medida em que tem duas vertentes: uma é a de garantir a direcção pública. Por outro lado, vamos buscar aquilo que são as mais-valias em termos de organizações não governamentais», disse a directora-geral de Reinserção Social.
«Fomos buscar uma entidade com capacidade económica, experiência em projectos educativos que permitam cumprir aquilo que é o objectivo da execução da medida de internamento», sublinhou Leonor Furtado. Ou seja, que «um jovem que cometeu um facto qualificado como crime não volte a cometê-lo e que se insira de forma digna e responsável na socidade», adiantou.
Sobre a visita que ontem se realizou, Leonor Furtado explicou que o objectivo foi o de proporcionar às entidades regionais, a visão daquilo que vai ser a execução da medida de internamento.
Leonor Furtado não deixou de sublinhar o acolhimento e a cooperação extraordinários da parte das entidades regionais. «Precisamos do apoio de todas as entidades regionais e todos têm revelado a maior abertura», afirmou a directora-geral de Reinserção Social, a qual agradeceu esta posição.
«Não é fácil gerir um Centro Educativo», admitiu Leonor Furtado.

Centro Educativo vai estar aberto às famílias

Assim que surgiu a notícia de que iria abrir um Centro Educativo no Caminho do Estreito, no Santo da Serra, os moradores da zona deram início à recolha de assinaturas para contestar esta obra.
Leonor Furtado disse ter conhecimento dessa iniciativa que surgiu na altura em que se avançou com a notícia da criação desta instituição. No entanto, a «nossa política, neste projecto desta entidade, pretendemos abrir as portas à comunidade», referiu.
«As famílias poderão visitar o espaço como vamos fazer» convosco, sublinhou Leonor Furtado em declarações prestadas à comunicação social, momentos antes da visita às instalações deste Centro Educativo que vai ser gerido, em parceria, pela Direcção Geral de Reinserção Social (enquanto responsável pelas políticas de prevenção criminal) e pela União Meridianos Portugal.
Nestas instalações, deverão ser internados, por ordem do Tribunal, jovens com idades compreendidas entre os 12 e os 16 anos. O que não implica que não possam ali ficar jovens com mais idade, conforme for o entendimento do Tribunal.
A data da inauguração deste espaço vai ser divulgada posteriormente, conforme referiu Leonor Furtado.


Jornal da Madeira

Visão da Marinha mantém “Cuanza” no activo

O navio Cuanza já tem quarenta anos mas ainda permanece ao serviço da Marinha








O N.R.P. “Cuanza” já soma quatro décadas ao serviço da Marinha portuguesa, uma efeméride que foi assinalada ontem na presença do governante Brazão de Castro. O secretário com a tutela dos Recursos Humanos referiu que esta é «uma data de muito significado para a Marinha e em especial para este navio, que por várias vezes tem vindo a prestar serviço na nossa Região Autónoma». Enaltecendo o serviço de muito valor levado a cabo por esta embarcação, «designadamente, a presença dos vigilantes nas Selvagens e nas Desertas, e em particular, a salvaguarda da vida no mar», Brazão de Castro parabenizou a Marinha e os militares que guarnecem o Cuanza, porque «as missões têm sido conseguidas com muito garbo».
Um aniversário em que também marcou presença o Comandante da Zona Marítima da Madeira (ZMM), que elogiou as capacidades de planeamento, manutenção e qualidade dos Recursos Humanos na Marinha.
Segundo Amaral Frazão, «uma Marinha que opera navios por longos períodos, como quarenta anos, é porque é capaz de concretizar algo complexo e exigente, logo não é forçosamente uma Marinha menos apta do que outras que operam meios mais recentes».
O Comandante da ZMM frisou ainda que se «o N.R.P. “Cuanza” chega ao tempo presente, apto a prosseguir as suas missões, não é fruto do acaso nem resultado de improvisos. É porque a visão estratégica definida para a Marinha, assente e orientada por objectivos genéricos, estruturais e operacionais, que se articulam entre si, permite ganhar ganhos de eficiência e vantagem competitiva, apesar das condicionantes expostas e impostas pela conjuntura externa», rematou.
Antes, o Comandante do “Cuanza” fez um breve discurso sobre a história da embarcação, que é o quinto de dez navios patrulhas da classe “Cacine”, e foi construído nos Estaleiros Navais do Mondego e aumentado ao Efectivos dos Navios da Armada em 4 de Junho de 1970.
O Capitão Tenente Carlos da Cruz explicou também que a embarcação foi baptizada com o nome do maior rio de Angola, tendo sido construída para navegar nos rios e mares das ex-províncias portuguesas em África.
Carlos da Cruz salientou que o N.R.P. “Cuanza” tem mantido «um elevado empenhamento operacional, comprovando que a idade não é sinónimo de inoperância, nem desculpa para que as missões não sejam cabalmente cumpridas».
Ao invés, garantiu, «o nosso navio permanece vivo e pronto para continuar a sulcar os mares enquanto fôr essa a nossa missão».



Jornal da Madeira

quinta-feira, 10 de junho de 2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Recuperação continua

Madeira ainda não recebeu apoios do Estado e da União Europeia, mas fica a garantia












O vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, acompanhado pelo secretário regional do Equipamento Social, visitou ontem algumas zonas do concelho de Santa Cruz onde decorrem obras de canalização de ribeiras.
Os governantes interaram-se das intervenções em curso no Ribeiro Serrão, na freguesia da Camacha, e nas Eiras, no Caniço, zonas fortemente afectadas pelo temporal de 20 de Fevereiro.
No final do périplo, João Cunha e Silva, destacou que, mesmo sem as verbas previstas na Lei de Meios que ainda não foi promulgada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, e do Fundo de Solidariedade da União Europeia «as obras de recuperação vão continuar».

Tudo a funcionar na base de confiança com empreiteiros

O governante salientou o esforço desenvolvido pelo Governo Regional que, decorridos mais de três meses, «ainda sem receber um tostão, nem da União Europeia, nem do Estado, a não ser aqueles dinheiros de solidariedade que não são esses que serão utilizados na reconstrução porque são manifestamente insuficientes».
Questionado sobre o esforço dos empreiteiros que estão no terreno a executar a obra, Cunha e Silva referiu que «tudo isto está a funcionar na base da confiança», acrescentando que «também é bom para os empresários que não tinham trabalho e têm confiança no Governo de que haverá soluções financeiras para resolver estas questões colocadas na sequência do temporal».
Nesse sentido, realçou que quanto mais depressa for promulgada a Lei de Meios, mais célere será todo o processo de recuperação, lamentando o excesso de burocracia «a começar pela União Europeia, acabando em Portugal».

Plano de recuperação sem olhar ao interesse particular

O vice-presidente reiterou a ideia de que o plano de recuperação estabelecido será em benefício colectivo e não por interesses particulares. «As pessoas não podem continuar a correr perigos e nós temos de ter em atenção que a vida colectiva é mais importante do que a de cada um», reforçou João Cunha e Silva, acrescentando: «Enquanto não nos convencermos disto, dificilmente encontraremos o caminho certo. Não vamos hesitar porque o importante é a salvaguarda da vida das pessoas e dos seus bens e o que tiver de ser feito assim será».
Em declarações aos jornalistas no sítio das Eiras, numa zona de crescimento urbano acentuado, que provocou o estrangulamento dos cursos de água, Cunha e Silva foi peremptório: «Aqui vai ser preciso alargar este ribeiro para que ele corra normalmente e para que a água encontre caminho, sem ser através das casas, destruíndo habitações».
O vice-presidente do Governo, responsável pelo acompanhamento da recuperação da Madeira, referiu que as obras em curso «são de urgência e absolutamente necessárias que se impunham depois do temporal».
Na freguesia do Caniço, no sítio das Eiras, Cunha e Silva visitou as obras de canalização do ribeiro que transbordou para as casas, danificando algumas habitações e dezenas de viaturas. «Aqui pode-se verificar a dificuldade que as águas encontraram em zonas entupidas e com pouca largura e dimensão e que tem de ser alargada. Essa decisão está tomada e vai acontecer», garantiu.

Prioridade continua a ser o realojamento das pessoas

A visita começou no sítio do Ribeiro Serrão, na Camacha, onde prosseguem os trabalhos de melhoramento e alargamento das ribeiras, garantindo a segurança dos residentes daquela zona.
À saída, João Cunha e Silva foi abordado por um munícipe que se queixou de, após três meses, ainda continuar a morar em casa de familiares, visto que a sua habitação ter ficado destruída pelo mau tempo. O vice-presidente garantiu que a prioridade da acção do Governo Regional mantém-se no realojamento das pessoas e na recuperação das casas afectadas, mas que essa acção será incrementada quando forem disponibilizadas as verbas do Estado e da União Europeia.
«Devo dizer que dos 90 casos que temos no concelho de Santa Cruz, 60 são na freguesia da Camacha, sendo que destes, metade terão de ser novas habitações e as restantes são para a sua recuperação. Há ainda mais 30 casos espalhados por Santa Cruz dos dois tipos, umas irrecuperáveis e outras possíveis recuperar», esclareceu.
O Governo Regional continua a aguardar a promulgação da Lei de Meios por parte do Presidente da República. «Logo que isso aconteça e logo que nos chegue o dinheiro do Instituto de Habitação essa verba será para a recuperação da casa das pessoas afectadas», garantiu João Cunha e Silva. «Vamos realojar toda a gente que comprovadamente ficou sem casa no temporal».

Investimento realizado ainda não está contabilizado

João Cunha e Silva ainda não tem contabilizado o investimento já realizado na canalização das ribeiras desde o temporal. «Todos os dias temos de encontrar soluções urgentes e essa contabildiade não pode ser feita porque o trabalho ainda não está acabado, é contínuo e o Equipamento Social está a fazer contas face ao plafond que não pode ser ultrapassado», esclareceu.



Jornal da Madeira

Grupo Parlamentar visitou Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos dos Viveiros







O Grupo Parlamentar do PSD visitou ontem a Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos do Funchal, onde pôde constatar, «com grande satisfação», o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal do Funchal em termos de reciclagem e tratamentos de lixos.
Após uma visita que contou com a presença do presidente e do vereador do Ambiente da autarquia funchalense, o deputado Jaime Filipe Ramos enalteceu, em declarações aos jornalistas, o pioneirismo da edilidade, demonstrado com a abertura da Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos dos Viveiros e com a política de reciclagem que coloca o Funchal no topo das cidades com maior percentagem nesta área. É a cidade que mais recicla no país, com 26,2 por cento, enquanto que «Lisboa, por exemplo, tem uma taxa de 7 por cento», apontou.
Os valores revelam, sublinhou, «o trabalho sério e honesto de toda esta equipa do Ambiente da Câmara que, ao longo dos últimos anos, tem vindo a brindar o Funchal com uma política ambiental que leva a que tenha tido vários prémios e que seja hoje uma referência nacional e europeia».
Tendo na memória os acontecimentos de 20 de Fevereiro, o parlamentar social-democrata salientou que «há que realçar os melhores aspectos que o Funchal tem em matéria ambiental. Continua a ser uma cidade limpa, agradável não só para quem visita mas sobretudo para quem cá vive», sublinhou.
Jaime Filipe Ramos lembrou ainda a existência de 470 ecopontos no Funchal, que têm ajudado o município a manter os níveis de reciclagem, numa óptica de descentralização e de aproximação com o cidadão. A recolha selectiva porta-a-porta, medida também iniciada pela autarquia funchalense, tem sido também um sucesso. O grupo parlamentar do PSD elogiou a estação de triagem dos lixos, também nos Viveiros,que tem contribuído para a autarquia saber quem são as empresas e cidadãos que têm ou não contribuído para a protecção do ambiente, procedendo assim à bonificação ou penalização da taxa municipal, consoante o caso.
«É com uma grande satisfação que se vê que há uma grande preocupação na maior cidade da Madeira e, sobretudo, vê-se que há um município que colabora positivamente para a melhoria da imagem da Madeira», concluiu Jaime Filipe Ramos.


Jornal da Madeira

Novos benefícios fiscais para mais equipamentos

Para ajudar a reduzir a factura energética do país







As novas deduções já estavam previstas no Orçamento do Estado para 2010, que foi aprovado em meados de Março, mas só ontem foi publicada a lista dos encargos com equipamentos de eficiência energética que os contribuintes individuais podem inscrever no seu IRS.
Passam a poder ser deduzidos os equipamentos de carregamento de veículos elétricos de instalação doméstica, que estejam conformes com as especificações técnicas que o governo vai definir por portaria, as instalações solares térmicas para aquecimento de águas sanitárias e de climatização, utilizando como dispositivos de captação da energia coletores solares.
Também as bombas de calor destinadas ao aquecimento de águas de uso doméstico, os painéis fotovoltaicos e respetivos sistemas de controlo e armazenamento de energia, destinados ao abastecimento de energia elétrica a habitações, e os aerogeradores de potência nominal inferior a 5 kW e respetivos sistemas de controlo e armazenamento de energia, destinados ao abastecimento de energia elétrica a habitações passam a poder ser deduzidos.
Da lista constam ainda os equipamentos de queima de biomassa florestal, combustíveis derivados de resíduos ou de biogás, nomeadamente recuperadores de calor de lareiras, destinados quer ao aquecimento ambiente quer de águas sanitárias, e as caldeiras destinadas à alimentação de sistemas de aquecimento ambiente ou aquecimento de águas sanitárias e de climatização.
O governo alarga ainda as deduções em sede de IRS aos equipamentos e obras de melhoria das condições de comportamento térmico de edifícios, dos quais resulte “directamente o seu maior isolamento”.
A portaria ontem publicada especifica que pode ser deduzido o encargo dos contribuintes com a aplicação de isolamentos térmicos na envolvente dos edifícios, seja pelo exterior ou pelo interior, incluindo coberturas (telhados ou lajes), paredes e pavimentos adjacentes ao solo ou a espaços não climatizados.
A substituição de vãos envidraçados simples por vidros duplos com caixilharia de corte térmico é outra das despesas com luz verde para ser deduzida no IRS, com o objetivo de reduzir a fatura energética do país.



Jornal da Madeira

José Figueiras canta na Festa da Cereja

O apresentador actua no dia 20, numa festa com muitos artistas da Região





Foi a Cantar o Tirolês e com a Banda Muita Lôco que José Figueiras chegou à música popular portuguesa, depois de dar os primeiros passos no jornalismo e mais tarde na apresentação. Mais conhecido dos seus programas na SIC do que da sua faceta de cantor, é nesta última que José Figueiras está no dia 20 de Junho no Jardim da Serra, como convidado especial de mais uma Festa da Cereja, que começa a 19.

'Muita Lôco', 'Ai, Os Homens', 'Paródia Nacional', 'Cantigas da Rua', 'Às Duas Por Três' e 'Big Show Sic' foram alguns dos programas de televisão que apresentou. Actualmente está com o 'Allô Portugal', na SIC Internacional e com o 'Companhia das Manhãs', na companhia de Rita Ferro Rodrigues, durante as férias de Francisco Menezes.

Foi em 1997 que gravou o 'A Cantar o Tirolês', um disco que chegaria ao ouro. Além deste disco, a banda editou 'Muito Lôco', 'Gritos de Guerra' e 'Regresso'. Entre os temas mais conhecidos de José Figueiras está o 'A Cantar o Tirolês', 'Popeye, o Marinheiro' e 'História da Minhota', temas que deverá cantar durante o espectáculo de cerca de uma hora.

Zé Figueiras está na Madeira dez anos depois de ter passado pela Região. Com a Banda Muita Lôco, recordou, andou em digressão pelo país, tendo passado pela Ponta do Sol e pelo Funchal.

Questionado para quando um novo trabalho, disse que não será para breve. Apesar de manter a agenda ocupada com espectáculos, o apresentador não está preparado para lançar-se novamente no mercado dos discos: "Por acaso houve gente que me sugeriu (...) só que estas coisas não é como a lata da Coca Cola, meter a moeda e sai a lata. Isto são coisas que têm de ser feitas com tempo (...) neste momento não estou para aí virado, mas pode ser que surja".

Algumas coisas são próprias, outras são que compõem para ele. É sempre com um espírito muito alegre. Nunca é nada assim lamechas porque não tenho jeito nenhum para essas coisas", admitiu.

José Figueiras vai subir ao palco no domingo, depois da actuação de João Quintino, que com um leque de outros artistas regionais completam o programa de animação para os dois dias.

Festa da Cereja: Dois dias de animação

A Festa da Cereja volta a animar o Jardim da Serra com o colorido da fruta, mas também das pessoas e da animação que a 19 e 20 de Junho sobem às zonas altas do concelho de Câmara de Lobos.Este ano a Junta de Freguesia criou uma zona para a comercialização das cerejas, separada da área de exposição.

No sábado a Festa começa pelas 16 horas com os Trapalhões do Riso. Seguem-lhes Paulo Costa, um jovem do Jardim da Serra, o Grupo Folclórico da Casa do Povo do Curral das Freiras, o Som e Mar e os Amigos da Música.

No domingo a manhã está reservada para as provas desportivas e para a vertente religiosa.

A partir das 13 horas começa a componente de animação com o espectáculo Madeira em Festa, seguida dos discursos oficiais, do Cortejo Etnográfico e da actuação de dois grupos de folclore. João Quintino, José Figueiras, as G Stars, um grupo de palhaços e os Amigos da Música fecham o programa do segundo e último dia.



DN Madeira

Expedição marca regresso de Portugal ao Mar

Espécimes colhidos na missão às selvagens serão expostos no Museu Municipal





A expedição às Selvagens que teve início, ontem, é a primeira grande campanha científica da era moderna, depois de ter sido tomada a decisão de promover o regresso de Portugal ao Oceano.

À margem do protocolo assinado ontem com a Câmara Municipal do Funchal, Manuel Pinto de Abreu, responsável pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) disse que a campanha que vai decorrer nas Selvagens até ao próximo dia 30 de Junho, deve ser vista como um 'marco', "não só pela dimensão, mas pelo conjunto de instituições que estão associados".

Pinto de Abreu referiu ainda que além do objectivo fundamental que é o da extensão da Plataforma Continental, não serão descurados nesta viagem os aspectos da prospecção recursos e de conhecimento e reconhecimento da biodiversidade.

Mas a parceria com a CMF que ontem foi oficializada não se esgota na expedição às Selvagens. "Temos um conjunto de iniciativas que iremos lançar a partir de Setembro próximo um projecto na área da Educação, nomeadamente a distribuição dos 'Kits do Mar' que já está a ser distribuído em escolas do continente com o objectivo de motivar as crianças para esta área", disse.

Além disso, e na sequência da missão iniciada serão também criadas colecções de referência de espécimes colhidos para integrar museus, nomeadamente o Museu Nacional de História Natural e o Museu Municipal do Funchal. "Os projectos não ficarão por aqui", garante.

No âmbito da cerimónia de assinatura do protocolo estabelecido ontem entre a EMEPC e a CMF, que tem por objecto a cooperação em projectos de investigação, desenvolvimento científico e formação, Miguel Albuquerque recordou a "vocação marítima" de Portugal. O edil acrescenta que dentro de duas décadas o mar representará 20 a 25 milhões de euros de receitas para o país.

Mas além das vantagens económicas, Miguel Albuquerque salientou o valor científico da expedição ontem iniciada e ressalvou o envolvimento do Departamento de Ciência da CMF, um departamento que hoje tem instalações, pessoal e um trabalho reconhecido.



DN Madeira

Conhecer para preservar o mar

Missão científica Às selvagens, 'POEm' e 'M@rBis' são exemplos da aposta portuguesa





Portugal está fortemente empenhado em aumentar os níveis de conhecimento, de organização e de gestão do seu espaço marítimo, enquanto forma de rentabilizar as potencialidades que lhes estão associadas. É nessa perspectiva que se inserem um conjunto de projectos como a Missão Científica às Ilhas Selvagens, o Plano de Ordenamento do Espaço Marítimo e o Programa M@rBis, ontem revelados num conferência realizada no auditório da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais.

Como vincou na ocasião o secretário de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar, Marcos Perestrello, este conjunto de iniciativas demonstram que "Portugal está na linha da frente daqueles que se preocupam com o ambiente" em, também, dos que "querem explorar os recursos sem ferir a sensibilidade ou aumentar a vulnerabilidade do meio marinho".

Marcos Perestrello lembra que este projecto visa não só "conhecer melhor a biodiversidade marinha nas ilhas Selvagens", mas também "criar as bases para a sistematização da informação nacional sobre biodiversidade marinha". Aspecto em que assumem particular relevância os referidos projectos POEM e M@rBis.
Esta iniciativa, e também a cooperação havida entre o Governo da República, o Governo Regional e diversas instituições públicas e privadas, mereceu igualmente um referência especial do secretário regional dos Ambiente e Recursos Naturais. Manuel António Correia considera que este é "um momento histórico marcante para a conservação da natureza na Madeira" , uma vez que não só permitir "aumentar o conhecimento da biodiversidade" nas Selvagens, mas também cria "uma alavancagem para a gestão" daquele espaço natural.



DN Madeira

Asfalto faz 'renascer' estrada levada pela água

O Alcatrão restituiu caminho do Passal, na Serra de Água, na Ribeira Brava





Três meses e meio após a catástrofe natural que deixou um profundo rasto de destruição também no sítio do Passal, na muito fustigada freguesia da Serra de Água, o alcatrão volta esta semana a 'desenhar' o trajecto do caminho municipal que ali existia e que desde 20 de Fevereiro tinha pura e simplesmente desaparecido por entre os pedregulhos que transbordaram da ribeira e irromperam estrada abaixo.

Localizado perto do centro da freguesia, o sítio do Passal foi um dos mais massacrados pela destruição imposta não só pelo transbordar do leito da ribeira da Ribeira Brava, mas também pela dimensão aterradora que ganhou nesse dia o ribeiro proveniente da zona da Ameixieira, deixando toda a zona ribeirinha deste sítio num autêntico calhau.

Mais de cem dias depois desse dia de má memória, o asfalto voltou a ser colocado ao longo do trajecto onde havia a anterior estrada de acesso a este sítio.
Apesar da destruição na habitação ali ainda ser uma realidade bem visível, o asfaltamento desta estrada é um sinal da reconstrução, que embora lenta, é mais um contributo para esbater as más memórias desse passado ainda tão recente.


DN Madeira

Rótulos com 'Maravilhas'








Com o objectivo de apoiar as duas candidaturas madeirenses em concurso ao '7 Maravilhas Naturais de Portugal' - a floresta Laurissilva e a praia do Porto Santo -, a Empresa de Cervejas da Madeira (ECM) aceitou a sugestão dada pelas autarquias do Porto Santo e São Vicente e lançou ontem os rótulos especiais de apoio, que irão conter informação relativa às candidaturas e sobre a forma de votar.

No total, serão sete milhões de rótulos a promover as 'maravilhas' madeirenses. A Coral terá seis milhões de rótulos nas embalagens reutilizáveis e não reutilizáveis e os refrigerantes Brisa, Brisol e Laranjada vão contar com um milhão. Esta iniciativa é, para o presidente da ECM, Miguel de Sousa, uma importante forma de ajudar no apoio e divulgação das duas candidaturas.

Os contra-rótulos identificam as duas maravilhas a concurso e clarificam como se processa a votação do público, através do 'site' e telechamada. A floresta Laurissilva e a praia do Porto Santo, após várias etapas, estão entre as 21 finalistas na eleição das '7 Maravilhas Naturais de Portugal'. A votação termina a 7 de Setembro.



DN Madeira

Reunião 'histórica' junta hoteleiros


Uma centena de responsáveis por hotéis da RAM debateu competitividade







Cerca de uma centena de profissionais de hotelaria, entre directores, responsáveis comerciais e outros com funções de gestão nas unidades da Região Autónoma, estiveram ontem reunidos no Funchal num 'workshop' que foi organizado pela Secretaria Regional do Turismo e Transportes (SRTT).

Foi uma reunião "histórica". A classificação foi de Carlos Alberto Silva, do gabinete da secretária regional, no final dos trabalhos. Contudo, é também a opinião de muitos dos presentes, que se manifestaram satisfeitos com os níveis de debate e discussão, a que assistiram, durante todo o dia, no Madeira Tecnopólo. Não há conhecimento de nas últimas duas décadas se terem sentado no mesmo local, tais intervenientes para abordar uma matéria que tem a ver directamente com a competividade do sector hoteleiro na Madeira, nomeadamente numa perspectiva da oferta e da quantificação dos serviços prestados, aliados ao alojamento e ao destino. A perspectiva da SRTC ao criar este 'workshop', que foi coordenado pela empresa alemã 'Arthur D. Little & Salon Consulting', foi conseguido. Ontem falou-se sobre a situação real da hotelaria madeirense, das suas potencialidades e das suas necessidades. Foi uma abordagem aberta em que foram também ouvidas sugestões da parte dos cinco consultores da empresa que ontem deslocaram à Madeira, que trouxeram algum trabalho feito, se bem que algumas das soluções propostas não se encaixem nas especificidades da nossa oferta turística e da nossa clientela. De qualquer modo todos esperam pelo documento final, que muito poderá ajudar a hotelaria da Região Autónoma, em termos futuros, num ano de todas as preocupações e receios.

Na abertura do 'workshop', a secretária regional Conceição Estudante deixou o alerta, que, foi afinal o motivo que levou a entidade pública a organizar o evento: "A designação deste 'workshop' ['Melhoria do posicionamento competitivo do sector hoteleiro da Madeira: conceitos inovadores de gestão e factores críticos de sucesso'] sendo abrangente, é indiciadora de que para uma política de preços correcta devem contribuir vários factores, sendo que uma análise integradora da envolvente dos produtos não pode ser ignorada." O mote (e o recado) estava dado. O DIÁRIO apurou que o encontro foi produtivo e em termos de aderência foi dos mais concorridos que se realizou nos últimos anos. As soluções apontadas merecerão, dos parceiros, a devida reflexão.


DN Madeira

Madeira pronta para receber agentes

'Liderança na recuperação': congresso da APAVT destaca exemplo da Região







"Podem ter a certeza que serão muito bem recebidos". A garantia foi deixada ontem, em Lisboa, pela secretária regional do Turismo e Transportes, Conceição Estudante, à Associação Portuguesa de Agentes de Viagem e Turismo (APAVT), que realiza o seu XXXIII Congresso Nacional de 31 de Novembro a 2 de Dezembro na Madeira.

Para João Passos, presidente da APAVT, a escolha da Região para palco da reunião magna dos agentes de turismo portugueses foi óbvia logo uma semana depois de visitar a Região depois da tragédia de 20 de Fevereiro. O responsável elogiou o comportamento de todas as entidades responsáveis e dos madeirenses na recuperação dos estragos causados pelo temporal. "Foi uma recuperação extraordinária, como nunca tinha visto", disse, durante a apresentação do logótipo e tema do Congresso, no restaurante 'O madeirense'. A escolha do mote para o encontro não podia, por isso, ser mais adequada: "Liderança na recuperação". Já o logótipo destaca as cores do traje regional. Em cima da mesa estarão temáticas que visam apresentar soluções para lidar com a crise, como a selecção de destinos,antecipou João Passos. "Espero contar com a vossa presença pois a Madeira merece", convidou.

De braços abertos

Conceição Estudante não podia estar mais de acordo. A governante insular agradeceu, de antemão, a preferência e garantiu que o turismo regional está disposto a receber os participantes de braços abertos. "Podem ter a certeza de que serão bem recebidos, mais ainda porque se há coisa que os madeirenses sabem é serem reconhecidos", registou. A secretária diz que será a oportunidade para os agentes de viagem averiguarem 'in loco' que a "Madeira está 'back in business' e que o que aconteceu foi um incidente em algumas parcelas do território, mas que deixou os recursos turísticos intactos".

Já o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, saudou a APAVT pela escolha de um destino nacional para realizar o encontro. "É um tema da actualidade saber o impacto de uma decisão dessa natureza na economia de um país". "Trata-se de um destino de bom gosto", elogiou, recordando que "a Madeira é a região portuguesa com mais antiga cultura de turismo".



DN Madeira

Porto do Funchal regista mais 35 mil turistas

Mês de maio com subida de 5 mil turistas (+25,5%) contribui para aumento de 18%






A actividade de cruzeiros no Porto do Funchal continua a registar uma procura recorde. Porque no mês de Maio o número de escalas (18) foi superior em 5,8% do que em igual mês do ano anterior, mas com a particularidade do número de turistas ter crescido 25,5%, já que passaram pela Madeira 26.621 passageiros-turistas.

Com pouca expressão, os embarques (30) e desembarques (29) - passageiros ou tripulantes que iniciam ou concluem a viagem no Funchal - representaram apenas 0,2% do total dos passageiros dos paquetes que passaram pela Madeira, único indicador menos positivo da actividade gerada pelo mercado de cruzeiros, já que apenas os navios 'Island Escape' (13 escalas), 'Seven Seas Mariner' e 'Ruby Princess', cada qual com uma escala, iniciam ou concluíram cruzeiros na Madeira.

+ 9,7% escalas e 18,1% turistas

Num ano com resultados muito positivos para o trabalho promocional e de investimento que a Administração de Portos da Madeira vem realizando, de que se destacam a presença em feiras e a entrada numa nova associação de portos, no caso do Mediterrâneo, bem como a construção e inauguração da Gare Marítima, refira-se que no final dos primeiros cinco meses do ano o número de turistas subiu 18,1%, fruto do aumento de 9,7% nas escalas.

Na Pontinha passaram 232.885 turistas, mais 35.732 do que em igual período do ano passado, registando o Porto do Funchal a escala de 135 navios, mais doze que em 2009. Os embarques totalizaram 3.748 passageiros, enquanto registaram-se 3.267 desembarques, o que representa um decréscimo de 5,3%.

11,6 milhões na economia

Desde o início do ano que o Porto do Funchal regista um aumento do número de turistas. Em Janeiro foram mais 6,9%, no que foi acompanhado em Fevereiro (+5,5%), Março (2,1%), Abril (54,2%) e Maio (25,5%).

Dado curioso é dado pelo número médio de passageiros por paquete e escala, que subiu 7,6%. Este ano as escalas em média registaram 1.725 turistas, quando o ano passado se tinham situado nos 1.602 passageiros, uma diferença que atesta não só a maior dimensão dos navios, como uma maior procura e venda dos camarotes disponíveis.

A actividade económica gerada pela escala de paquete e o desembarque de milhares de turistas deverá representar a entrada e circulação na economia regional de cerca de 11,6 milhões de euros, valor apurado pelo gasto médio de um passageiro-turistas de um paquete.

Lisboa em queda

Em Maio, o Porto de Lisboa registou 46 escalas, menos 4% do que no ano passado. Já o total de passageiros a passar pela capital ascendeu aos 59.504, mais 5% do que os contabilizados em período homólogo de 2009 (56.645). Entre Janeiro e Maio, Lisboa teve 102 escalas, menos 11 % do que em 2009 (114), e um total de 120.603 passageiros, menos 10% do que no ano passado (134.143). No mesmo período, os embarques desceram 52%, de 13.481 para os 6.529, enquanto os desembarques caíram 45%, de 11.799 para 6.547.




DN Madeira

Camara de Lobos Antigamente

terça-feira, 8 de junho de 2010

Inaguração da Reabertura dos Pingo Doce do Anadia e do Dolce Vita

Alberto João Jardim sublinha na reabertura das lojas Pingo Doce no Anadia e no Dolce Vita
Quem não quiser trabalhar não terá protecção












O Presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, presidiu ontem à reabertura das lojas do Pingo Doce nos centros comerciais Anadia e Dolce Vita, as quais estavam encerradas desde a intempérie do passado dia 20 de Fevereiro, devido aos elevados prejuízos que sofrerem, e reabriram ontem após total recuperação e renovação das duas superfícies comerciais.
O chefe do Executivo regional teve oportunidade de visitar as duas lojas, tendo começado pela loja Pingo Doce do Anadia, onde, acompanhado do presidente do Conselho Executivo do Grupo Jerónimo Martins, Pedro Santos, procedeu ao descerramento de uma placa a assinalar o acontecimento. Estiveram também presentes na reabertura das duas lojas o vice-presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Miguel de Sousa, vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, e os secretários regionais dos Recursos Humanos, dos Assuntos Sociais e do Ambiente e Recursos Naturais, respectivamente Brazão de Castro, Jardim Ramos e Manuel António Correia.
Na oportunidade, Pedro Santos começou por referir “sentir-se em casa” na Madeira, destacando que o Grupo Jerónimo Martins sente “que pertence a esta Região, fruto de quase duas décadas de actividade no arquipélago, colaborando com empresas locais e a pagar impostos locais”. Acentuou ainda que o grupo emprega na Região 900 pessoas e que 25 mil pessoas visitam diariamente as lojas Pingo Doce.
Falando sobre a reabertura das duas lojas, realçou que a “reabertura destas assume assume também uma carga simbólica importante de recuperação e confiança no futuro”, acrescentando que o grupo “continua a acreditar plenamente na Região Autónoma da Madeira como um dos grandes pilares do futuro de Portugal”.

Região vai distinguir presidente da Jerónimo Martins

No seu discurso, o presidente do Governo Regional começou por referir que o dia de ontem era “muito significativo, não apenas para a economia da Madeira, mas para a vida da Madeira”, destacando que “a infelecidade de há meses atrás fez com que uma série de empresários e de trabalhadores deitasse mãos à obra e que o caminho fosse o da reconstrução”.
Alberto João Jardim lembrou na ocasião que durante a catástrofe de 20 de Fevereiro o “primeiro telefonema que recebeu de um privado” foi o do presidente do Grupo Jerónimo Martins, Soares Santos, que disse ser “um grande português” e que prontamente ofereceu ajuda “para reconstruir a Madeira”, referindo-se à doação de um milhão de euros pelo grupo à Região.
Deste modo, realçou que aquele telefonema “deu uma força extraordinária”, anunciando que no dia 1 de Julho, Dia da Região, a RAM “vai expressar publicamente ao senhor Soares Santos aquilo que muito consideramos e tanto devemos”.
O Presidente do Governo Regional referiu que o Grupo Jerónimo Martins paga “os seus impostos na Madeira” e “contribui para o emprego e a situação social madeirense”, considerando, por isso, que “o papel deste grupo tem sido importante e decisivo” e que o mesmo “é um grupo verdadeiramente madeirense”.
Neste âmbito relevou a “grande preocupação que o grupo tem em escoar produções da Madeira, inclusivamente no Continente”.
Destacou ainda o trabalho efectuado pelos empresários António e Norberto Henriques na recuperação dos centros comerciais Anadia e Dolce Vita.
Por outro lado, Alberto João Jardim referiu-se ao facto do Grupo Pingo Doce ser “escrupuloso na admissão de pessoal”, salientando que “quem foi escolhido sabe muito bem que foi pelas suas qualidades, e que se perder essas qualidades está a ser injusto para quem o escolheu”.
Assim, realçou que “cada vez menos haverá protecção para quem não quiser trabalhar”, acrescentando que as “leis nacionais já começaram a ser orientadas nesse sentido” e que já deu “instruções, já há algum tempo, para que se aperte também aqui”.
O chefe do Executivo regional salientou que “quem está em situação social difícil tem que ser ajudado pela comunidade, mas quem pode trabalhar e não quer trabalhar tem de bater a outra porta”.



Jornal da Madeira

Autarquia de São Vicente terá elevador

Obra apresentada à Associação de Deficientes da Madeira







A Associação de Deficientes da Madeira – Delegação Local do Funchal anteve onte uma reunião com a Câmara Municipal de São Vicente, num encontro que teve por objectivo apresentar àquela autarquia os elementos que compõem a nova direcção e o Plano de Actividades para o ano em curso. Mas, o objectivo principal, de acordo com Filipe Rebelo, foi o de analisar formas de estabelecer protocolos entre a ADM e a Câmara Municipal de são Vicente, com vista à promoção e defesa dos interesses gerais, indivividuais e colectivos das pessoas portadoras de deficiência.
Segundo o responsável pela Associação, esta pretensão tem sido manifestada às Câmaras Municipais. Após a autarquia funchalense, a direcção reuniu com a de São Vicente e, na próxima semana, tem um encontro marcado com a edilidade de Câmara de Lobos. «O objectivo é sempre abrir uma porta e sensibilizar os responsáveis máximos das autarquias sobre as barreiras arquitectónicas, os estacionamentos, apoios para os trabalhos desenvolvidos pela ADM perante a sociedade».
O dirigente mostrou-se satisfeito com a receptividade demonstrada pelo autarca de São Vicente, Jorge Romeira, para a resolução dos problemas e propostas apresentados pela ADM. «Mostrou-se muito sensível. Vai até fazer obras no edifício com a implementação de um elevador, disse que vai haver estacionamentos dentro do concelho e apoiar as pessoas com mobilidade reduzida», referiu. Ficou manifestada a dispobilidade em ajudar a Associação, dentro das possibilidades.



Jornal da Madeira